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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS

ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA

SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS –
UNIDADES DE ENSINO

“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós s abemos alguma coisa.
Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre”.
Paulo Freire

Professor: José Eustáquio Venuto Borel

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ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA
SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS – UNIDADES DE ENSINO

SUMÁRIO

UNIDADE 01 - Objetivos, Glossário, Normalização, Legislação e Simbologia

UNIDADE 02 - Conceituação e Classificação


UNIDADE 03 - Planejamento e Qualidades Operativas
UNIDADE 04 - Esquemas Elétricos Básicos
UNIDADE 05 – Diag. Elétricos: Unifilares, Trifilares, de Comando e de Serv. Auxiliares
UNIDADE 06 – Como Interpretar Corretamente um Diagrama Unifilar
UNIDADE 07 – Rev. de Conceitos: As Correntes de C.Circuito e suas Conseqüências
UNIDADE 08 - Formas Usuais de Instalação e Operação
UNIDADE 09 – Caracterização Setorizada dos Vãos e Bays
UNIDADE 10 - Critérios Básicos para Escolha do Local de Implantação
UNIDADE 11 - Diretrizes para se Projetar Arranjos Eletromecânicos
UNIDADE 12 – Infra Estrutura das Obras Civis

UNIDADE 13 - Arranjos Eletromecânicos em Média Tensão e Cabines Primárias


UNIDADE 14 - Arranjos Eletromecânicos em Alta Tensão
UNIDADE 15 - Malhas de Aterramento
UNIDADE 16 - Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA)
UNIDADE 17 - Serviços Auxiliares em Vca e Vcc
UNIDADE 18 - Dimensionamento das Baterias Acumuladoras e Retificadores de Tensão
UNIDADE 19 – Sistemas de Iluminação
UNIDADE 20 – Sistemas de Drenagem Pluvial e Escoamento do Óleo Isolante
UNIDADE 21 – Sistemas de Proteção Contra Incêndios

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UNIDADE 01
Objetivos, Glossário, Normatização, Legislação e
Simbologia.

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OBJETIVOS

A disciplina “Subestações Elétricas” tem como objetivos principais fornecer ao aluno os fundamentos
necessários ao entendimento deste importante item dos Sistemas Elétricos de Potência, seus parâmetros,
Diagramas Elétricos e suas formas construtivas

GLOSSÁRIO

A aplicação dos termos relacionados à eletricidade em geral e às Subestações Elétricas em particular,


devem ser de fácil entendimento e conceituação. Para tal, recomenda-se orientar-se sempre pelas
definições contidas nas Normas Técnicas oficiais. No Brasil, estas publicações estão a cargo da ABNT –
Associação Brasileira de Normas Técnicas.
.

NORMATIZAÇÃO E LEGISLAÇÃO

 Norma Técnica - documento aprovado por uma instituição reconhecida, que prevê, para um uso
comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para os produtos ou processos e métodos de
produção conexos, e cuja observância não é obrigatória.

 Regulamento técnico - documento aprovado por órgãos governamentais em que se estabelecem as


características de um produto ou dos processos e métodos de produção com eles relacionados, com
inclusão das disposições administrativas aplicáveis e cuja observância é obrigatória.

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PRINCIPAIS ÓRGÃOS PÚBLICOS VINCULADOS À LEGISLAÇÃO

• ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica


• ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico

• MTE – Ministério do Trabalho e Emprego

PRINCIPAIS ENTIDADES RELACIONADAS À NORMATIZAÇÃO

• ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas


• CONCESSIONÁRIAS e DISTRIBUIDORAS (CEMIG, AMPLA, BANDEIRANTES, CEEE, etc).

PRINCIPAIS ENTIDADES INTERNACIONAIS RELACIONADAS À NORMALIZAÇÃO

• IEC – International Electrotechnical Comission


• ANSI – American National Standards Institute
• NEMA – National Electrical Manufacturers Association
• IEEE – Institute of Electrical and Electronics Engineers

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PRINCIPAIS LEGISLAÇÕES E NORMAS TÉCNICAS RELACIONADOS ÀS SUBESTAÇÕES


ELÉTRICAS

• ABNT NBR-5410 – Instalações Elétricas em B.T.


• ABNT NBR-14039 – Instalações Elétricas em M.T.
• ABNT NBR-5434 – Redes de Distribuição Aérea Urbana
• ABNT NBR-5419 – Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas
• ABNT NBR-10019 – Subestações Blindadas Isoladas a Gás para Tensões Nominais Iguais ou
Superiores a 72,5kV
• ABNT NBR-13231 – Proteção contra Incêndio em Subestações Elétricas
• ANSI/IEEE STD 80-1986 – IEEE Guide for Safety in AC Substation Grounding
• ANSI/IEEE STD 32-1972 – IEEE Guide for Neutral Grounding
• NR-10 MTE – Segurança em Instalações Elétricas
• NR-23 MTE – Proteção contra Incêndios
• Resolução 456/2000 ANEEL – Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica
• Dec. Lei n° 73080 de 05/11/73 – Tensões Nominais Normalizadas

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS SIMBOLOGIAS NORMALIZADAS

As Normas Técnicas definem os símbolos gráficos a serem utilizados tanto para os diagramas elétricos
quanto para os projetos de instalação.
No Brasil, a simbologia é definida pela ABNT devendo, portanto, ser seguida em toda documentação
aplicável.
A seguir, estão apresentadas simbologias de algumas normas (ABNT e internacionais).

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SIMBOLOGIAS NORMALIZADAS

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UNIDADE 02
Conceituação e Classificação

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CONCEITUAÇÃO

O conceito de “Subestação Elétrica” pode ser entendido como sendo “o conjunto de instalações
elétricas que compreendem equipamentos instalados em ambiente abrigado ou ao tempo, destinado
à transformação da tensão, distribuição de energia, seccionamento de linhas de transmissão e, em
alguns casos, à conversão de freqüência ou conversão de Vca em Vcc”.

No Brasil, a legislação específica que define os níveis de tensão a serem obedecidos nos sistemas elétricos
encontra respaldo no DECRETO N° 73.080, DE 5.11.1973

NÍVEIS DE TENSÃO Vca DO PONTO DE VISTA DA LEGISLAÇÃO

13,8kV
23kV
34,5kV

69kV
138kV

230kV
(*)
345kV
(*)
460kV
500kV
(EM ESTUDO) 750kV (*)
1050kV

Obs.: (Ultra
UAT São comuns tambémpara
Alta Tensão) as expressões EAT de
os níveis acima (Extra Alta Tensão) para os níveis de 230kV a 500kV e
500kV.

(*) Níveis de tensão não normalizados pelo Dec. N° 73.080, de 05.11.73

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TIPOS USUAIS DE SUBESTAÇÕES

 SUBESTAÇÕES DE CONCESSIONÁRIAS DE SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA

 SUBESTAÇÕES INDUSTRIAIS

CLASSIFICAÇÃO DAS SUBESTAÇÕES

As subestações elétricas podem ser classificadas principalmente quanto:

 À relação entre os níveis de tensão de entrada e de saída;


 ao fluxo de potência (se direcional);
 à sua função no sistema elétrico;
 ao fluxo de potência entre a subestação e o sistema de transmissão;
 ao tipo de instalação;
 ao tipo construtivo;
 à natureza dos parâmetros elétricos envolvidos.

QUANTO À TENSÃO DE RELAÇÃO ENTRE OS NÍVEIS DE ENTRADA E DE SAÍDA:

Subestação de Manobra Mantém o mesmo nível de tensão

Muda o nível de tensão


Subestação Transformadora

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QUANTO AO FLUXO DE POTÊNCIA (SE DIRECIONAL):

Elevadora A tensão de saída é superior à de


entrada
Subestação

Transformadora A tensão de saída é inferior à de


Abaixadora
entrada

QUANTO À SUA FUNÇÃO NO SISTEMA ELÉTRICO:

Ligada a LT’s (destinada a transporte de


Subestação de energia elétrica em bloco, entre subestações,
Transmissão
normalmente sem derivações)
Ligada a Linhas de Sub Transmissão
Subestação de (destinada a transporte de energia elétrica
das subestações de transmissão para as
Sub Transmissão subestações de ramificações, anéis)

Recebe energia das linhas de Sub Transmissão


Subestação de e as transporta para as redes de distribuição
Distribuição (geralmente com abaixamento de tensão)

Subestação O sentido do fluxo de potência sempre


Transmissora parte da subestação

Subestação Subestação de manobra inserida numa


Seccionadora LT do sistema de potência

O sentido do fluxo de potência parte


Subestação sempre do sistema para a subestação
Receptora

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QUANTO AO TIPO DE INSTALAÇÃO:

Subestação Externa Instalada ao tempo

Subestação Abrigada Protegida das intempéries por um teto

Subestação Interna Instalada no interior de uma edificação

Subestação Móvel Montada sobre um veículo

QUANTO AO TIPO CONSTRUTIVO:

Subestação Os equipamentos são construtivamente


Convencional independentes uns dos outros, e são interligados
por ocasião da montagem

Subestação em Com todos equipamentos e interligações


Cabine Metálica executados em fábrica

Subestação Barramentos e equipamentos principais dotados


Blindada de invólucro e isolamento específico

Subestação Equipamentos e conexões instaladas sob o nível


Subterrânea do piso

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QUANTO À NATUREZA OS PARÂMETROS ELÉTRICOS:

Subestação de
Sem alteração de freqüência e do número de
Corrente
fases
Alternada

Subestaçãode
Conversora Destinada a converter a energia de uma
determinada freqüência para outra freqüência
Freqüência

Subestação Destinada a converter a energia de um


Conversora de determinado número de fases para um número
Fases de fases diferente

Subestação Destinada a converter energia de corrente


Alternadora contínua para corrente alternada, sem previsão
para conversão em sentido oposto.

Subestação Destinada a converter a energia de corrente


alternada para corrente contínua, sem previsão
Retificadora
para conversão em sentido oposto.

Subestação Destinada a converter a energia de corrente


Mutadora alternada para corrente contínua e vice-versa

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CONSIDERAÇÕES SOBRE AS SUBESTAÇÕES DE CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA


ELÉTRICA

Subestações no nível de distribuição (1 a 34,5kv)

 São planejadas, projetadas do


e construídas
ABRADEE e Resoluções ANEEL; segundo as normas ABNT NBR-14039, relatórios da

 Além dessas recomendações, devem obedecer, onde aplicável, às exigências específicas das
distribuidoras de energia(concessionárias) através das ND’s (Normas de Distribuição);

 Caracterizam-se pelo fornecimento aos consumidores com demandas na faixa de 75 a 2500 kW,
tipos residenciais (condomínios), hospitais, pequenos estabelecimentos industriais e setor público
(hospitais, escolas, etc).

Subestações no nível de Sub-transmissão (acima de 34,5kv até 138kv)

 São planejadas, projetadasatravés


e construídas segundo as Resoluções da ANEEL e das distribuidoras de
energia (concessionárias) de manuais de instruções específicos para grandes consumidores;

 Em alguns casos, o nível de 138 kV pode ser atendido pelo NOS (Operador Nacional do Sistema
Elétrico), dependendo da localização e topologia da subestação;

Subestações no nível de transmissão (acima de 138kv)

 Estes níveis de tensão (230, 500 e 750 kV) compõem a chamada “Rede Básica”;

 A rede básica é administrada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico);

 Além das exigências do ONS essas subestações se subordinam às Resoluções da ANEEL.

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CONSIDERAÇÕES SOBRE AS SE’s DESTINADAS A ALIMENTAR SISTEMAS INDUSTRIAIS

A – SE’s receptoras

 As SE’s Receptoras (ou SE Principais) têm a sua tensão definida pelo contratante da energia ( ONS
ou concessionária) em função da topologia do sistema elétrico - rede básica ou não, da demanda
contratada e do local onde serão instaladas;

 Eventualmente, o consumidor industrial pode ser auto-produtor (dispor de geração própria). Ainda
nesse caso, deve-se subordinar às exigências da ANEEL ou ONS onde aplicável;

B – SE’s de distribuição

 Tratam-se de Subestações internas à planta industrial, com a finalidade de fornecer alimentação às


cargas em nível de tensão adequado;

 Usualmente, esses níveis de tensão situam-se entre 2,4 e 34,5 kV;

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EXEMPLOS DE SUBESTAÇÕES DE CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA

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EXEMPLOS DE SUBESTAÇÕES DESTINADAS AO ATENDIMENTO DE CONSUMIDORES


INDUSTRIAIS

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SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS

UNIDADE 03

Planejamento e qualidades operativas

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ASPECTOS FUNDAMENTAIS

 Toda subestação faz parte integrante de um sistema elétrico, seja


qual for o seu porte;

 Para atendimento às necessidades deste sistema, é necessário que se definam previamente as


exigências operacionais da subestação (p. ex.: segurança, confiabilidade, etc.);

 Essas necessidades são atendidas a partir da correta escolha do chamado “Diagrama Unifilar
Básico” da subestação, o qual responde, de maneira simples e imediata, a todos os quesitos
operacionais que se deseje da mesma.

FATORES A SEREM CONSIDERADOS NO PLANEJAMENTO DE UMA SUBESTAÇÃO

 O planejamento de uma subestação deve ser definido tendo como função básica o fator custo,
embora outros fatores também sejam levados em conta.

 A par de todas as outras considerações que serão feitas a seguir, o custo da instalação será sempre
o elemento que definirá a solução a ser adotada para a subestação.

OUTROS FATORES

Além do custo da instalação, é comum se avaliar, dentre as alternativas de custo equivalente, a que ofereça
uma maior CONFIABILIDADE.

“Expectativa de um bom funcionamento das instalações, de forma a se atingir o objetivo de manter o


fornecimento da energia aos consumidores”

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SEGURANÇA DO SISTEMA
 Fator que se confunde com a própria
 Podemos entender “segurança” comoconfiabilidade, em suadoconcepção
sendo a capacidade mais
esquema em ampla; defeitos, sem,
eliminar
no entanto, comprometer a operação do sistema de potência;
 Assim, a segurança está intimamente relacionada com a seletividade (coordenação) do sistema de
proteção elétrica;
 Somente poderemos ter um sistema de proteção efetivamente seletivo se o esquema elétrico da
subestação permitir que todos os circuitos possam operar, mesmo que o disjuntor esteja em
processo de manutenção.
 Considerando-se que, como foi visto, o custo da instalação é um fator predominante no
planejamento, é provável e comum que, em um mesmo sistema elétrico, existam subestações com
diferentes graus de segurança, conforme sua importância relativa na operação do sistema;
 No entanto, um conceito deve ficar bem claro:

NENHUMA INSTALAÇÃO SERÁ 100% SEGURA!!

 O próprio nome já diz o que essa qualidade significa para o sistema elétrico;
 Se partimos da premissa de que a continuidade de operação da subestação está ligada ao seu
funcionamento em qualquer condição (principalmente contra defeitos na própria subestação),
veremos que nenhum esquema elétrico garante esta possibilidade...
 No entanto, sabe-se que determinados esquemas tiram a subestação de serviço, qualquer que seja
o defeito e outros permitem parte do seu funcionamento, ainda que na presença de um ou mais
defeitos simultâneos.
 Uma condição básica no planejamento da subestação é a definição do grau de continuidade
operativa desejado, ou seja, qual ou quais circuitos pré-determinados devem se manter em serviço
durante os defeitos;

 Outra situação em que a continuidade na operação da subestação deve ser mantida é aquela em que
grandes blocos de energia são transmitidos. As subestações que interligarem esses sistemas de
transmissão, deverão ter a sua continuidade preservada, ainda que em condições de defeitos.

FLEXIBILIDADE OPERATIVA

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 O conceito de flexibilidade operativa pode ser explicado como sendo a “característica do esquema
que permite a distribuição das cargas ativa e reativa entre os circuitos da subestação, estando o
sistema de potência em operação normal ou de emergência”;
 Isso significa que o esquema deve permitir um agrupamento de circuitos de várias maneiras;
 Um exemplo que pode indicar uma boa flexibilidade operativa é o que utiliza dois barramentos
conforme será visto adiante. Essa concepção permite que inúmeras combinações de circuitos sejam
feitas e ainda a subestação pode se repartir em duas outras, operando inclusive com tensões
diferentes em seus barramentos.
 A flexibilidade operativa, pela sua própria conceituação, é uma qualidade muito importante quando
a subestação pertence a um sistema de transmissão fortemente interligado e com alternativas de
suprimento de potências ativa e reativa;

 Nas subestações com esquemas radiais, a importância do duplo barramento não se refere
propriamente à flexibilidade operativa, mas sim na possibilidade de se dar manutenção em cada um
dos barramentos, principalmente se a mesma estiver localizada em regiões de grande poluição
ambiental.

QUALIDADE NA MANUTENÇÃO

 Como foi visto, trata-se de uma qualidade operativa que se relaciona com a subestação em si
mesma;

 Isso quer dizer que, na concepção da subestação, devem ser tomados cuidados especiais quanto à
facilidade de se promover a sua manutenção. Senão vejamos:
 Acesso de veículos transportando os equipamentos e materiais;

 Acesso dos equipamentos até o local de sua instalação (montagem e retirada do material após os
trabalhos);

 Espaço suficiente para uma manutenção segura do ponto de vista de mão de obra;

 Possibilidade de manutenção de determinado circuito com os demais energizados (inclusive os


circuitos vizinhos).

SIMPLICIDADE DA PROTEÇÃO

 A exemplo da manutenção facilitada, a proteção concebida com simplicidade é uma qualidade


operativa de uma subestação;

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 É importante ressaltar, no entanto, que “simplicidade” não significa “economia” do ponto de vista
das necessidades de ordem técnica.

 Não se deve, por exemplo, suprimir uma determinada proteção sob uma justificativa qualquer que
não tenha uma sólida base técnica.

 A proteção deve, portanto, ser simples, porém

 Seletiva / Coordenada
 de rápida atuação
 incluir todas as funções operacionais requeridas

 Em outras palavras, a simplicidade da proteção terá um maior grau de qualidade operativa quanto
mais simples e completa for a sua concepção.

FATORES ADICIONAIS QUE MERECEM DESTAQUE

 Além dos aspectos de qualidade operativa já mencionados, o planejamento de uma subestação deve
considerar ainda, os seguintes fatores:

Facilidade das ampliações / expansões


e
Limitação dos níveis de curto-circuito

FACILIDADE DAS AMPLIAÇÕES / EXPANSÕES

 Sabe-se de antemão que a maioria das subestações é construída por etapas; Isso torna relevante o
estudo para que suas expansões sejam devidamente planejadas no início de sua implantação;

 O planejamento deve incluir, neste caso, a previsão de áreas físicas adicionais, a exigência de
desligamento dos circuitos em operação durante as obras de ampliação, etc;

 A definição do esquema a ser adotado é importante pois, às vezes um esquema é excelente para
operação da subestação em sua primeira etapa, porém não oferece facilidades para as ampliações;

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LIMITAÇÃO DOS NÍVEIS DE CURTO CIRCUITO

 Os níveis de curto-circuito são aspectos técnicos de apreciável importância na definição do


esquema da instalação;

 Isso se explica pelo fatoconveniente


de que a limitação desses níveis, quando necessária, requer a
obrigatoriedade de um seccionamento no esquema elétrico a ser definido.

CONCLUSÕES

 É interessante observar que, para cada esquema em particular, devem ser analisados separadamente
as suas qualidades operativas:

Por exemplo:

• Quando se tratar de um defeito externo à subestação, o aspecto relevante é a sua SEGURANÇA


(embora um defeito no barramento possa comprometer a segurança do sistema);

• Quando se tratar de um defeito interno à subestação, o aspecto relevante é a sua


CONTINUIDADE.

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SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS

UNIDADE 04

Esquemas Elétricos Básicos

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Quando se planeja construir uma subestação, o aspecto de maior importância está na escolha (e,
conseqüentemente, da definição) do chamado “esquema elétrico”.
Este, nada mais é do que um Diagrama Unifilar simplificado da subestação no qual se incluem,
basicamente, os dispositivos de chaveamento (manobras) e de proteção principais.

FATORES CONSIDERADOS NA ESCOLHA DO ESQUEMA ELÉTRICO DA SUBESTAÇÃO

Uma escolha criteriosa leva em conta vários fatores, muitos deles inter-relacionados e nem sempre
separáveis.
O conhecimento e a correta aplicação destes fatores são fundamentais para o melhor desempenho da
instalação ao longo de toda sua vida útil.

FATORES TÉCNICOS

• O fornecimento ininterrupto de energia e o custo de implantação são motivos para uma análise
custo x benefício.

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• A continuidade no fornecimento a uma determinada carga é afetada pelo número de interrupções


em um determinado período, bem como a sua duração.

• A continuidade no forn ecimento não depende apenas da subestação em si, mas também dos
circuitos, LT’s etc. a ela conectados.

Algumas questões de ordem técnica são importantes:

• Os circuitos ligados à subestação permitem desligamento para manutenção do disjuntor


respectivo na periodicidade desejada?

• No caso de uma fal ta em um eq uipamento do circuito, este pode permanecer desligado até
que seja consertado ou substituído? Em caso negativo, é possível uma interrupção
momentânea para manobra de um equipamento reserva?

FATORES ECONÔMICOS

Custo do Investimento (excluindo-se o custo do terreno)

Custo das Perdas

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Custo das interrupções

FATORES LOCAIS

Área Necessária Esquema elétrico mais complexo

Necessidade de maior área

Condições Climáticas e Ambientais Regiões com poluição

Desligamento periódico para limpeza


(ex.: fábricas de cimento)

Implicações Ecológicas / Estéticas Zonas urbanas

Requisitos arquitetônicos / paisagísticos

FATORES POLÍTICOS E SOCIAIS

Políticos Subordinam-se aos interesses do governo

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Sociais Necessidades decorrentes do crescimento demográfico associadas à economia

FATORES ASSOCIADOS ÀS AMPLIAÇÕES / EXPANSÕES DA S UBESTAÇÃO

ESQUEMAS ELÉTRICOS USUAIS UTILIZADOS NOS PROJETOS DAS SUBESTAÇÕES


DE ALTA TENSÃO

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESQUEMAS ELÉTRICOS

• Usualmente os esquemas elétricos contemplam apenas:

 Entradas e saídas de linhas (fontes e alimentações)


 Chaves seccionadoras (manobras)
 Disjuntores (manobras e proteção)
 Barramentos (interligações)

• Existindo a transformação da tensão, os transformadores conectam


mais de um esquema elétrico nas diferentes tensões.

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ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRA SIMPLES

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO C OM BARRA SIMPLES

 Baixo investimento inicial;


 máxima simplicidade;
 Boa facilidade de identificação dos circuitos;
 baixa confiabilidade;
 permite ser ampliada para um esquema mais complexo;
 baixa flexibilidade;
 requer desligamento total na barra para manutenção ou ampliação;
 o uso de by pass só é admissível e vantajoso em casos particulares (específicos), onde não
complique demasiado os circuitos de proteção;
 permite saídas de linha em qualquer direção, sem cruzamentos (desde que as expansões /
ampliações tenham sido previstas);
 requer área mínima de pátio para arranjo físico.

EXEMPLO DE BARRA SIMPLES EM SUBESTAÇÕES

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ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRA SIMPLES


SECCIONADA

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRA SIMPLES


SECCIONADA

 Investimento maior em relação ao esquema elétrico com barra simples;


 o seccionamento aumenta área de pátio;
 permite manter a metade da subestação em operação por ocasião de uma falha (ou manutenção) na
barra;
 permite ampliação da barra (desde que operando apenas com a metade da subestação);
 permite a distribuição a partir de duas fontes de suprimento e um bom número de saídas;
 quando ocorre uma falha, o número de consumidores atendidos que sofre com a interrupção é
reduzido.

ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRA DUPLA E DISJUNTOR SI MPLES

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO C OM BARRA DUPLA E


DISJUNTOR SIMPLES

 Permite manter toda subestação em operação durante a manutenção de uma barra (A) ou (B);

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 permite manter toda subestação em operação durante a manutenção da interligação;


 permite manter toda subestação em operação durante as ampliações;
 se as conexões à barra não forem todas elas do mesmo lado, a área de pátio aumenta em relação ao
esquema elétrico com barra simples ;
 é uma solução vantajosa caso haja previsão de serviço em separado das barras;
 o custo em relação ao esquema elétrico com barra simples é maior em função da maior área de
pátio requerida.

EXEMPLO DE BARRA DUPLA EM SUBESTAÇÕES

ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRA DUPLA, DISJUNTOR SIMPLES E BY PASS

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO C OM BARRA DUPLA,


DISJUNTOR SIMPLES E BY PASS

 O BY PASS permite efetuar a manutenção do disjuntor (utilizando-se o disjuntor de interligação)


sem desligar o circuito de saída;
 o custo é superior ao do esquema barra dupla com disjuntor simples (mais equipamentos, mais
conexões, etc.);
 requer um complicado sistema de proteção e intertravamento;

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 embora esse esquema tenha sido utilizado não só no Brasil mas também no exterior, não é de todo
recomendável pelas características acima mencionadas.

ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRAS PRINCIPAL


E DE TRANSFERÊNCIA

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRAS PRINCIPAL E


DE TRANSFERÊNCIA

 Facilidade em permitir que o disjuntor (um de cada vez) seja substituído ou dada manutenção sem
desligamento da carga;
 facilidade de by pass dos disjuntores;
 requer um quantitativo menor de seccionadoras em relação ao esquema anterior.

ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRA DUPLA


E DISJUNTOR DUPLO

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO C OM BARRA DUPLA E


DISJUNTOR DUPLO

 Não requer disjuntor de interligação entre barras;


 permite a manutenção do disjuntor sem desligamento na saída respectiva;
 custo mais elevado em relação aos esquemas anteriores, uma vez que o número de disjuntores é
maior (fator negativo para a escolha);

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 do ponto de vista de defeitos ou manutenção nas barras o desempenho é satisfatório pois as saídas
podem ser mantidas ligadas a ambas barras, nada se perdendo ao desligar uma delas.

ESQUEMA ELÉTRICO DISJUNTOR E MEIO

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO DISJUNTOR E MEIO

 Cada par de circuitos está em uma seção de barra separada e há três conjuntos de disjuntor + chaves
para cada dois circuitos costuma dar boa confiabilidade. Tem sido muito empregado no Brasil e nos
Estados Unidos para subestações de EAT;
 aplicável a um mínimo de 4 saídas (melhor seriam 6), podendo se planejar um esquema
inicialmente em anel para posteriormente transformá-lo em disjuntor e meio nas ampliações;
 os equipamentos devem suportar a corrente de carga de duas saídas (disjuntor + chaves);
 opera com qualquer um dos pares de circuito separados do restante do esquema do ponto de vista
de visualização é bastante complexo, uma vez que cada disjuntor não está associado a apenas uma
saída;
 recomendado para subestações que manipulem grandes blocos de energia, devido à alta segurança
contra perda de carga;
 o esquema como um todo é válido somente para disjuntores com TC’s em ambos os lados. Caso
seja utilizado apenas um TC por disjuntor, perdem-se as vantagens do esquema, pois pode ser
desligado individualmente um elemento a mais para certos tipos de defeito.

ESQUEMA ELÉTRICO DISJUNTOR E UM TERÇO

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CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO DISJUNTOR E UM TERÇO

 Apresenta
 exige uma uma
maiormaior complexidade
área de pátio; no seu arranjo físico;
 maior flexibilidade em relação ao esquema elétrico disjuntor e meio;
 pouco usado e pouco recomendável.

ESQUEMA ELÉTRICO BARRA DUPLA – 4 C HAVES

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO BARRA DUPLA – 4 CHAVES

 Mais apropriado para sistemas de suprimento altamente interconectados;


 cada circuito tem a capacidade de se conectar a uma ou outra barra;
 a seleção de barra pode ser feita sob carga;
 a ocorrência de uma falha na barra leva à perda de todos os circuitos conectados à barra sob falha;
 os circuitos com defeito podem ser transferidos para a barra sã e restabelecidos;
 neste esquema elétrico, apenas a barra B pode ser utilizada como barra de transferência.

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ESQUEMA ELÉTRICO BARRA DUPLA – 5 C HAVES

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO BARRA DUPLA – 5 CHAVES

 Mais apropriado para sistemas de suprimento altamente interconectados;


 cada circuito tem a capacidade de se conectar a uma ou outra barra;
 a seleção de barra pode ser feita sob carga;
 a ocorrência de uma falha na barra leva à perda de todos os circuitos conectados à barra sob falha;
 os circuitos com defeito podem ser transferidos para a barra sã e restabelecidos;
 neste esquema elétrico, ambas as barras (A e B) podem ser utilizadas.

ESQUEMA ELÉTRICO COM BARRA EM ANEL SIMPLES

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO C OM BARRA EM ANEL


SIMPLES

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 Aplicável somente para um pequeno número de saídas pois, quando um disjuntor estiver em
manutenção, a abertura do outro disjuntor não adjacente irá dividir o anel, podendo causar sérias
perturbações no sistema
 requer seccionador de isolamento em todas as saídas, de modo a permitir a recomposição do anel
caso seja necessário deixar uma saída desligada provisoriamente
 assim como em qualquer circuito em anel, todos os elementos desse circuito deverão ser
dimensionados para suportar a corrente total da instalação e não apenas para cada saída em
particular
 requer o uso de apenas um disjuntor por circuito
 cada circuito de saída permite dois caminhos de alimentação, tornando-o mais flexível
 requer maior área de pátio em relação ao esquema de barra simples equivalente

ESQUEMA ELÉTRICO ANEL MÚLTIPLO OU MODIFICADO

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO ESQUEMA ELÉTRICO ANEL MÚLTIPLO OU


MODIFICADO

 Melhora a confiabilidade em relação ao anel simples, porém, em alguns casos de desligamento de


um disjuntor como o outro fora de serviço, pode também dividir o anel em duas partes;
 valem as mesmas características apontadas para o anel simples quanto às saídas e o
dimensionamento do anel;
 do ponto de vista operacional, sua visualização é mais complexa, estando cada disjuntor associado
a duas saídas, havendo certas saídas ligadas a até 3 disjuntores;
 permite arranjos mais compactos e de maior flexibilidade na disposição do equipamento em relação
aos esquemas com barras principais.

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ARRANJO HÍBRIDO

 É a combinação de diferentes arranjos em uma subestação, seja por superposição de dois esquemas


elétricos,
geralmenteoupossui
por adoção de diferentes arranjos em circuitos individuais;
alto custo;
 a multiplicidade de procedimentos de operação e manutenção pode conduzir a uma má operação e
redução da segurança;
 normalmente não recomendado.

PROCEDIMENTOS DE REDE - ONS

• Configurações de barras para novas subestações:

 Pátio de 765, 500, 440, e 345 kV: arranjo barra dupla com disjuntor e meio;
 pátios 230 e 138 kV: arranjo barra dupla com disjuntor simples e quatro chaves.

• São permitidas variantes destas configurações, desde que:

 Possa evoluir para os padrões citados anteriormente;


 Atenda aos requisitos mínimos do sistema de proteção, supervisão/controle e de
telecomunicações do módulo 2.5 do Procedimento de Rede do ONS;
 Tenha desempenho, comprovado, igual ou superior aos padrões estabelecidos.

EXEMPLO DE UM ESQUEMA ELÉTRICO COMPLETO (DIAGRAMA UNIFILAR

OPERACIONAL)

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SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS
UNIDADE 05

Diagramas Elétricos Unifilares, Trifilares,

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de Comando e de Serviços Auxiliares

Um adequado projeto e, conseqüentemente, a correta operação de qualquer Sistema Elétrico (em particular
quando se trata de uma subestação), exige a concepção de alguns diagramas elétricos que devem ser
elaborados, tanto para a fase (1ª etapa) como para as possíveis ampliações da instalação. Dentre eles são
importantes:

 Diagramas Unifilares (básico e consolidado)


 Diagramas Trifilares;
 Diagramas de Comando;
 Diagramas de Serviços Auxiliares.

DIAGRAMAS UNIFILARES

 Tratam-se dos elementos da maior importância, pois é a partir deles que se processam todas as
ações necessárias, tais como a construção, operação, manutenção, modificações, reforma e as
ampliações no Sistema Elétrico.

 As características, filosofias e os parâmetros técnicos neles contidos são os elementos de referência


para se processar as seguras intervenções (manobras, intertravamentos, ajustes da proteção, etc) e,
em função disso, devem ser mantidos sempre atualizados.

DIAGRAMA UNIFILAR BÁSICO

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 Como o próprio nome indica, este diagrama tem por finalidade fornecer uma visão geral da
operacionalidade da subestação, compreendendo portanto:

• As LT’s de chegada e saída;


• todos os barramentos;
• os chaveamentos (elementos necessários às manobras);
•• os transformadores
os disjuntores (comprincipais.
funções de manobras e proteção);

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POSIÇÕES DOS TC’s E TP’s NO DIAGRAMA UNIFILAR

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SIMBOLOGIAS PARA OS DIAGRAMAS ELÉTRICOS

Algumas das simbologias de Diagramas Elétricos padronizadas por diversas normas técnicas:

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Simbologias padronizadas pelas normas ANSI (norte americanas) e IEC (européias) relativas aos
Diagramas Elétricos de proteção

DIAGRAMA UNIFILAR INDICANDO A ATUAÇÃO DA PROTEÇÃO

No Diagrama Unifilar apresentado abaixo estão mostrados:

 Os equipamentos principais relacionados à proteção (TC’s, disjuntores, relés, transformador,


resistores de aterramento);

 a sistemática de atuação de proteção.

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Diagrama Unifilar de um alimentador com relé digital de proteção e medição.

Obs: identificação numérica conforme norma ANSI

Diagrama Unifilar de Proteção de um transformador de 3 enrolamentos.

Obs: identificação numérica conforme norma ANSI

CONFIGURAÇÕES DIVERSAS DE DIAGRAMAS UNIFILARES INDICANDO A ATUAÇÃO DA


PROTEÇÃO

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Configurações típicas de Unifilares de instalações com geradores e suas respectivas proteções.

Obs: identificação numérica conforme norma ANSI

Configurações típicas de Unifilares de Circuitos de Transformação com suas respectivas proteções.

Obs: identificação numérica conforme norma ANSI

Configurações típicas de Unifilares de Circuitos de Compensação Reativa e Filtro de Harmônicos com


suas respectivas proteções.

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Obs: identificação numérica conforme norma ANSI

DIAGRAMAS TRIFILARES

 Também conhecidos como “diagramas esquemáticos de corrente alternada”, os Diagramas


Trifilares (ou representação a 3 fios) são elementos de grande utilidade, em função das facilidades
que eles oferecem
Instrumentos (TC’spara identificação
e TP’s) das conexões, principalmente entre os Transformadores para
e os Relés.

 A partir dos mesmos, torna-se portanto bastante simples a verificação das conexões elétricas, além
de possibilitar as alterações necessárias,sejam elas durante a operação, na manutenção ou nas
modificações e ampliações da instalação.

 O diagrama a seguir apresentado é um exemplo da configuração do Trifilar, com todas as


informações necessárias para a execução das corretas conexões:

DIAGRAMA TRIFILAR GERAL DE UMA SUBESTAÇÃO

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DIAGRAMA TRIFILAR DE UM ALIMENTADOR E SUA RESPECTIVA PROTEÇÃO

DIAGRAMA TRIFILAR DE UM TRANSFORMADOR DE DOIS ENROLAMENTOS COM A


RESPECTIVA PROTEÇÃO DIFERENCIAL

DIAGRAMAS DE COMANDO

 Tratam-se de diagramas de baixa tensão, usualmente alimentados a partir do sistema de Serviços


Auxiliares da subestação (podendo ser em Vca ou Vcc).
 Como principais esquemas de Diagramas de Comando, pode- se citar:
• comando de disjuntores (atuação dos Relés de Proteção);
• sistemas auxiliares (aquecimento, alimentação dos motores de carga de mola de disjuntores, etc).
• intertravamentos elétricos;

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• atuação de alarmes;
• sinalização da condição operacional (ligado ou desligado) dos seccionadores e disjuntores nos
sinóticos frontais de painéis.

DIAGRAMAS DE COMANDO

DIAGRAMAS DE SERVIÇOS AUXILIARES

 As tensões de alimentação (B.T.) nas subestações usualmente são atendidas por sistemas de
serviços auxiliares em Vca e Vcc, a partir de um transformador (ou um gerador de emergência).
Exemplo:

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 Estes Diagramas são projetados para alimentar todas as cargas (essenciais ou não), normais e de
emergência da subestação.

 As configurações básicas dos Serviços Auxiliares de uma subestação elétrica estão apresentadas em
outro módulo do curso e podem ser resumidas nos diagramas mostrados a seguir.

Painel de Serviços Auxiliares destinado a alimentar cargas em Vca:

Painel de Serviços Auxiliares destinado a alimentar cargas em Vcc:

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DIAGRAMAS ELÉTRICOS NOS SISTEMAS SUPERVISÓRIOS

Atualmente encontra-se bastante difundida nos sistemas elétricos a prática da automação, principalmente
nas subestações.
Nestas aplicações, os diagramas são incorporados aos programas computacionais dos supervisórios,
permitindo que todos os parâmetros elétricos da instalação sejam monitorados “on line” nos terminais de
vídeo localizados na própria subestação ou remotamente.

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Tela indicando os parâmetros de um Sistema de Geração.

Tela de um Diagrama Unifilar com os barramentos desenergizados

Tela de um Diagrama Unifilar com parte dos barramentos energizados

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Tela com indicação dos parâmetros de um bay de transformador

Tela com indicação dos parâmetros de um bay alimentador

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Tela com indicação dos parâmetros dos barramentos principais

Tela com indicação dos circuitos de alimentação

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Tela com indicação das rotinas de automação da proteção e controle

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UNIDADE 06

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Como Interpretar Corretamente um Diagrama Unifilar

QUAL O SIGNIFICADO DO TERMO “UNIFILAR”?

“UNIFILAR” significa dizer que, embora o sistema elétrico possa incorporar circuitos a dois ou mais
condutores, o diagrama deve representá-lo sempre em apenas uma linha.

EXEMPLO

DIAGRAMA TRIFILAR DIAGRAMA UNIFILAR

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A QUE FINALIDADES SE PRESTAM O DIAGRAMA UNIFILAR NA ENGENHARIA


ELÉTRICA?

 Representar, de forma esquemática, todas as conexões (linhas, barramentos, cabos etc...);


 representar, com fidelidade, todas funções operacionais do sistema elétrico (manobras,


interligações, intertravamentos
representar todos os equipamentosetc...);
principais do circuito, dispositivos de medição, proteção,
comando e alarme;
 indicar as linhas de atuação dos dispositivos de proteção, comando e alarme.
 apresentar os parâmetros elétricos básicos dos dispositivos (relação de transformação,
exatidão, corrente nominal, capacidade de ruptura dos disjuntores, etc...)
 indicar as bitolas e classes de tensão nominal dos condutores elétricos dos circuitos
principais.
 indicar, em forma de notas, todas as particularidades que melhor identifiquem o
funcionamento do sistema elétrico.

LINHAS GRÁFICAS INSERIDAS EM UM DIAGRAMA UNIFI LAR

Circuitos Principais de Força e Barramentos

Secundário de Transformadores para Instrumentos (TP´s e TC´s)

Linhas de Atuação da Proteção, comando ou Alarme

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PRINCIPAIS ETAPAS NA ELABORAÇÃO DO DIAGRAMA UNIFILAR

Na elaboração de um diagrama unifilar, podemos considerar as seguintes etapas:

a) Definir a simbologia a ser utilizada na representação dos componentes, o que deve seguir uma
determinada norma.

Exemplos:

b) Definir a filosofia básica de operação do sistema elétrico que se quer representar.

Exemplo 1:

Quadro de distribuição de serviços auxiliares vca, com um circuito geral de entrada e 5 circuitos de saída.

Exemplo 2:

61
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Quadro de distribuição de força alimentando três CCM`s.

Exemplo 3:

Obs.: O exemplo 3 a seguir tem por finalidade apenas a interpretação


do diagrama unifilar, não se presumindo, portanto, qualquer exatidão operacional
e dimensional do circuito apresentado

“bay” de transformação em uma subestação, representando


o circuito primário, o transformador abaixador e o circuito de saída no secundário.

Inclusão dos circuitos de proteção, medição e alarme, onde necessário, indicando o quantitativo de cada
um deles, quando for diferente de uma unidade.

Inclusão das linhas de atuação da proteção, bem como daquelas

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relativas à sinalização de alarme.

DIAGRAMA UNIFILAR CONCLUÍDO!

OUTRAS FORMAS DE SE ELABORAR UM DIAGRAMA UNIFILAR

Na distribuição de força, é comum apresentar parte do diagrama unifilar em forma de saídas típicas.

Exemplo:

Nos painéis de serviços auxilires vca, é comum apresentar parte do diagrama em forma de lista de cargas.

Exemplo:

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Um diagrama unifilar deve espelhar sempre a situação atualizada do sistema elétrico que ele
representa;
 desta forma, todas ampliações, revisões etc...que ocorrerem no sistema elétrico deverão ser
incorporadas de imediato ao diagrama unifilar respectivo (as built).

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SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS

UNIDADE 07

Revisão de Conceitos: As Correntes de


Curto-circuito e suas Conseqüências

Como se sabe, as correntes de curto-circuito que surgem nos sistemas elétricos, em função da perda de
isolamento nos condutores energizados (seja entre fases ou entre fase e terra) podem levar a conseqüências
que devem ser prontamente eliminadas, de modo a preservar a integridade física das pessoas e a
integridade operacional dos referidos sistemas.

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SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS – UNIDADES DE ENSINO

Um curto-circuito é, portanto, uma ocorrência que traz com ela um enorme poder de afetar a normal
operacionalidade, continuidade e confiabilidade dos sistemas elétricos.
As conseqüências desta ocorrência são bastante sérias, podendo ser dentre elas destacadas como principais:

 No entorno do ponto de falta (curto-circuito) os distúrbios causam repentina queda de


tensão no circuito;

 parte do sistema (em alguns casos, um grande trecho) deve ser imediatamente desativada
pela ação dos dispositivos de proteção;
 os equipamentos e as conexões (cabos, linhas) percorridos pela corrente de curto-circuito
são submetidas a intensos esforços dinâmicos (forças eletrodinâmicas) e térmicos que
trazem consigo um elevado poder de destruição.

 No ponto de falta, freqüentemente podem surgir arcos elétricos de elevada intensidade, que
se expandem de forma muito rápida em todo ambiente junto ao sistema energizado, gerando
riscos na segurança de pessoas e destruindo a instalação em conseqüência da elevada
energia que surge durante o curto-circuito.

 Embora a ocorrência dos efeitos dos curtos-circuitos atualmente seja controlável (se
considerarmos sistemas elétricos bem projetados), suas sérias conseqüências são um
incentivo para que a concepção de tais sistemas incorpore mecanismos de detecção/ atuação
rápida e seletiva.

Concluindo:
A avaliação dos níveis de curto-circuito nos diferentes pontos do sistema elétrico é essencial para se
definir a correta especificação (e o conseqüente dimensionamento) dos equipamentos envolvidos, cabos
condutores, barramentos, bem como a concepção dos dispositivos de proteção necessários (fusíveis,
disjuntores, relés).

COMO SE PODE CONCEITUAR UM CURTO-CIRCUITO?

 De forma simplificada, um curto-circuito pode ser entendido como sendo uma ligação de
baixa impedância entre dois pontos a potenciais diferentes.

 Essa ligação pode ser metálica, quando se diz que há um curto-circuito franco...

 ...Ou por arco elétrico, que é também uma situação bastante comum e preocupante, uma vez
que, conforme
constituir foi ocorrência
em uma mostrado, geralmente resulta
destrutiva para em graves acidentes
os equipamentos pessoais, além de se
elétricos.

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No instante do curto-circuito a corrente se eleva rapidamente, atingindo seu valor de crista no primeiro
ciclo e, em seguida, decai exponencialmente ...

OBJETIVOS DO ESTUDO DE CURTO-CIRCUITO

 Conhecer a ordem de grandeza das correntes elétricas presentes no sistema durante uma falta;

 Dimensionar os equipamentos (painéis, disjuntores, seccionadores, TC’s, TP’s) e respectivos


barramentos;

 Efetuar a coordenação da atuação dos dispositivos de proteção;

 Promover a segurança pessoal.

CAUSAS MAIS COMUNS QUE LEVAM À OCORRÊNCIA


DOS CURTO-CIRCUITOS

a) Problemas de isolação;
b) Problemas mecânicos;
c) Problemas elétricos;
d) Problemas de natureza térmica;
e) Problemas de manutenção;
f) Problemas de outras naturezas não específicas.

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PROBLEMAS DE ISOLAÇÃO

 Problemas diretamente relacionados à fabricação dos componentes;

 Má qualidade do material empregado na fabricação;

 Projeto inadequado da isolação dos equipamentos, estruturas suporte ou isoladores;

 Envelhecimento do próprio material.

PROBLEMAS MECÂNICOS

 Ação do vento;

 Contaminação (produtos químicos);

PROBLEMAS ELÉTRICOS
 Descargas atmosféricas;

 Surtos de chaveamento ⇒ manobras;

 sobretensões no sistema elétrico.

PROBLEMAS DE NATUREZA TÉRMICA

 Sobrecorrentes em conseqüência das sobrecargas no sistema elétrico;

 Sobretensões prolongadas no sistema elétrico.

PROBLEMAS DE MANUTENÇÃO

 Utilização inadequada de materiais e equipamentos;


 Mão-de-obra não treinada e/ou não qualificada;
 Reposições utilizando-se peças não conformes;

 Falta de controle de qualidade na aquisição do material;


 Inspeções mal programadas e/ou inadequadas.

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PROBLEMAS DE OUTRAS NATUREZAS

 Atos de vandalismo;
 Queimadas;
 Inundações;
 Desmoronamentos;

 Acidentes de qualquer natureza.


 Quedas de galhos de árvores;
 Abalroamentos de veículos.

PRINCIPAIS FORMAS DE OCORRÊNCIAS DE


CURTO-CIRCUITOS NO SISTEMA ELÉTRICO

 Curto-circuitos permanentes:

Irreversíveis ⇒ necessitam de reparo (manutenção) para o restabelecimento do sistema.

 Curto-circuitos temporários: (em isolações auto-recuperantes)

Ex: Em isoladores de linhas aéreas.


O sistema se restabelece após a correta atuação da proteção (sem maiores problemas).

PRINCIPAIS ÍNDICES DE OCORRÊNCIA DE


CURTO-CIRCUITOS NOS SISTEMAS ELÉTRICOS

SETOR DO SISTEMA E LÉTRICO CURTO-CIRCUITO TIPO S DE CURTOS-CIRCUITOS OCORRÊNCIAS


GERAÇÃO 6% FASE-FASE 15-20%
SUBESTAÇÃO 5% FASE-TERRA 80-85%
LINHAS DE TRANSMISSÃO 89%

Maior incidência de curto-circuitos nos sistemas elétricos ⇒ fase-terra...

CURTOS-CIRCUITOS FASE- TERRA OCORRÊNCIAS

PERMANENTE 4%
TEMPORÁRIO 96%

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REVISANDO CONCEITOS IMPORTANTES

 A corrente de curto-circuito (Isc) em um determinado ponto do sistema elétrico pode ser portanto
expressa como sendo o valor eficaz (RMS) em KA da componente alternada presente durante a
falta.

 O valor máximo instantâneo que a corrente de curto-circuito pode alcançar é o seu valor de pico
(Ip), o que ocorre no primeiro semi-ciclo.

COMENTÁRIOS RELEVANTES

 O valor da corrente de pico (Ip) pode ser muito superior a √2.Isc devido ao amortecimento da
componente contínua (DC), a qual pode estar superposta à componente alternada;

 Esta aleatoriedade da componente contínua é função do valor instantâneo da tensão no início do


estabelecimento do curto- circuito e ainda das características e parâmetros do sistema elétrico.

CONFIGURAÇÃO DOS ELEMENTOS NECESSÁRIOS À DETERMINAÇÃO DOS


CURTO-CIRCUITOS

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SUBESTAÇÕES ELÉTRICAS – UNIDADES DE ENSINO

CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICAS

Suponhamos um sistema trifásico (3ǿ) com as seguintes características técnicas:

U = tensão entre fases antes da ocorrência da falta no ponto “F”.


Zsc = impedância do sistema vista do ponto de defeito.
Isc = corrente de curto-circuito.

 Teoricamente, o cálculo de Isc é bastante simples; porém na prática quando se deseja estabelecer
um valor mais confiável, esta tarefa se torna relativamente mais complexa, devido à dificuldade de
se determinar com exatidão, o valor da impedância no ponto de defeito.

 A impedância Zsc é, na prática, uma composição de todas as impedâncias (série e paralelo) no


ponto de defeito; estas, por sua vez, são constituídas pelo somatório quadrático do conjunto das
resistências e reatâncias (R e X) envolvidas.

 Se a potência de curto-circuito (Pcc) trifásica no ponto de defeito for conhecida, a impedância


equivalente (Zeq) poderá ser determinada de forma bastante simplificada:

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E, conseqüentemente, a corrente Isc será:

 No entanto, é de observar que, caso o sistema elétrico tenha a contribuição de mais de uma fonte de
tensão agindo como fonte de tensão em paralelo (a exemplo dos geradores síncronos, motores
síncronos, de indução) os níveis de curto-circuito podem se apresentar elevados.

CONTRIBUIÇÕES PARA CURTO-CIRCUITO

Contribuição da concessionária
Contribuição dos geradores síncronos
Contribuição dos motores síncronos
Contribuição dos motores de Indução
Forma de onda da corrente de curto-circuito resultante

CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO SIMÉTRICAS E ASSIMÉTRICAS

CORRENTES SIMÉTRICAS E ASSIMÉTRICAS

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CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO
FASE-TERRA (Ø-T)

 No caso das faltas que decorrem em função da perda de isolamento do circuito, ou seja, quando um
ponto energizado toca o potencial de terra, para avaliação da corrente de curto-circuito faz-se
necessária uma análise da concepção do aterramento do neutro do sistema elétrico.

• Neste particular, tem-se basicamente, 3 situações a considerar:

• Sistema elétrico com neutro isolado (ou neutro flutuante);

• Sistema elétrico com neutro solidamente aterrado;

• Sistema elétrico com aterramento do ponto neutro via impedância.

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• Assim considerando, é de se esp erar que as correntes de falta para a terra dependam,
fundamentalmente, da impedância considerada entre o potencial de neutro do sistema ( N) e o
potencial de terra.

• Portanto, deverá ser avaliada a impedância entre o Neutro e a Terra para cada filosofia de
aterramento do neutro adotada.

SISTEMA ELÉTRICO COM NEUTRO ISOLADO


(OU NEUTRO FLUTUANTE)
 Neste sistema estão presentes as chamadas “sobretensões transitórias” que surgem durante as faltas
(os valores alcançam de 6 a 7 vezes a tensão nominal);

 Conforme se verá adiante, neste caso a identificação do ramal em defeito somente será possível
mediante o desligamento seqüencial de cada um dos ramais do circuito. Ao se desligar o ramal sob
falta, esta se extinguirá;

 Como não existe nenhuma conexão entre os potenciais de Neutro e de Terra, o retorno da corrente
de falta se dá através das capacitâncias para a terra nas outras fases sãs.

SISTEMA ELÉTRICO COM NEUTRO SOLIDAMENTE ATERRADO

 Trata-se da mais tradicional forma de aterramento do Neutro;


 nesta concepção os valores da corrente de falta são elevadíssimas, porém as sobretensões
transitórias são amortecidas

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SISTEMA ELÉTRICO COM ATERRAMENTO


DO POTENCIAL DE NEUTRO VIA IMPEDÂNCIA

Trata-se de uma filosofia de aterramento usual nos sistemas elétricos de potência a qual:

 Possibilita a limitação das correntes de falta para terra em um valor definido;


 amortece as sobretensões transitórias;
 o valor da impedância de neutro é uma função da capacitância da rede;
 nos sistemas trifásicos tem-se que:

 Nesta filosofia uma impedância de aterramento é inserida entre os potenciais de Neutro e de Terra;

a) através de uma resistência (conhecida como resistores de aterramento).

b) através de uma indutância (conhecida como bobina supressora de arco)

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O CURTO-CIRCUITO NA ESPECIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS


PERÍODOS DO CURTO-CIRCUITO

A Corrente de curto-circuito pode ser calculada em 03 (três) períodos distintos:

 1/2 ciclo após a falta;


 4 ciclos após a falta;
 30 ciclos após a falta.

CORRENTES DE CURTO 1/2 CICLO APÓS A FALTA

Correntes momentâneas ou “momentary short-circuit current”.


Estas correntes são particularmente importantes na determinação dos seguintes itens:

CORRENTES DE CURTO 4 CICLOS APÓS A FALTA

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CORRENTES DE CURTO 30 CICLOS APÓS A FALTA

Correntes permanentes ou “steady-state short-circuit current”.


Estas correntes são particularmente importantes na determinação dos seguintes itens:

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