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APOSTILA DE TEORIA MUSICAL

PARTE I
APOSTILA DE TEORIA 1

O que é música?
De uma maneira mais didática e abrangente, a música é a arte de combinar os sons
simultânea e sucessivamente, com ordem, equilíbrio e proporção, dentro do tempo.
É a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma mediante o som. É composta
por melodia, harmonia, contraponto e ritmo, bem como por quatro parâmetros
básicos que incluem: duração, altura das notas, intensidade e timbre.

Melodia

Melodia é a voz principal do som, é aquilo que pode ser cantado. São notas
sucessivas tocadas uma após a outra. Pode-se ter na melodia uma visão horizontal da
música.

Harmonia
Harmonia é uma sobreposição de notas que servem de base para a melodia, é a
combinação de sons simultâneos, pode-se dizer que é a música vista verticalmente.
Por exemplo, uma pessoa tocando violão e cantando está fazendo harmonia com os
acordes no violão e melodia com a voz. Cada acorde é uma sobreposição de várias
notas, como veremos adiante em outros tópicos. Por isso que os acordes fazem parte
da harmonia.

Obs: Vale a pena destacar que a melodia não necessariamente é composta por uma
única voz; é possível também que ela tenha duas ou mais vozes, apesar de ser menos
frequente essa situação. Para diferenciar melodia de harmonia nesse caso, podemos
fazer uma comparação com um navio no oceano. O navio representa a harmonia e as
pessoas dentro do navio representam a melodia. Tanto o navio quanto as pessoas
estão se mexendo, e as pessoas se mexem dentro do navio enquanto ele trafega pelo
oceano. Repare que o navio serve de base, suporte, para as pessoas. Elas têm
liberdade para se movimentar apenas dentro do navio. Se uma pessoa pular para fora
do navio, ou fizer algo que não deve ser feito lá dentro, será desastroso. Com melodia
e harmonia, é a mesma coisa.
Contraponto

É o conjunto de melodias dispostas em ordem simultânea. É a concepção ao mesmo


tempo horizontal e vertical da Música.

Ritmo
Ritmo é a marcação do tempo de uma música. Assim como o relógio marca as horas,
o ritmo nos diz como acompanhar a música.

Duração
A duração da nota é algo muito simples de entender. Sons curtos ou longos. Na teoria
musical, entretanto, as durações das notas são bem descritas, e de forma variada.

Vale destacar que a duração de uma nota nunca é fixa. É muito comum alunos
perguntarem: Quanto dura esta nota? Ou ainda: Quantos segundos dura esta nota?

A duração de uma nota na verdade é relativa. Não dizemos quanto tempo dura uma
nota. Dizemos sim, qual é a relação entre uma nota e outra.

“Esta nota dura duas vezes aquela outra”.

Ou

“Estas quatro notas equivalem ao mesmo tempo desta outra nota”

E assim por diante.

A notação musical, sem entrar em detalhes, utiliza os seguintes símbolos para


representar a duração das notas:

Na imagem acima a primeira figura é a mais longa. Cada figura dura metade da
anterior.

Altura
A altura é fundamental, pois de todos os parâmetros é o mais confundido. Quando
se diz “O som está muito alto!” se referindo ao volume do aparelho de som, na
verdade o que está em questão é a intensidade do som.

Altura diz respeito a graves e agudos.


O baixo é grave, o alto é agudo. O instrumento contrabaixo, é o que faz a marcação
das notas graves em uma banda de rock ou em uma orquestra, por exemplo. Já em
grupos de choro quem faz o baixo é o violão de 7 cordas: A corda extra é a mais grave.

As alturas são as diferentes notas: Dó, ré, mi, fá, sol, lá e si. Note no exemplo da
partitura abaixo que as notas são representadas como uma escada, de baixo pra
cima. Qualquer semelhança com a palavra escala não é mera coincidência!

Intensidade
Como já foi dito, a intensidade é o que muitas pessoas confundem com “Altura”. A
intensidade diz respeito ao quão forte ou fraco é um som. Na verdade, na música
costuma-se dizer:

Forte e Piano, sendo Piano um som fraco, menos intenso.

Curiosidade:

A palavra piano vem do realmente do instrumento Piano. É que quando ele surgiu,
sua inovação foi de produzir sons diferenciados, fortes e fracos. O primeiro nome
deste instrumento foi Pianoforte, palavra italiana, e ficou o apelido de Piano, que
conhecemos hoje.

Timbre
Timbre é a característica peculiar de cada som. Dos 4 parâmetros do som, o Timbre
é o mais obscuro, mas é também muito simples entender o seu significado. Apesar
de aprendermos no colégio que o som é uma onda, essa onda não é bonitinha
(senoidal) como aparece nos livros:
Cada onda sonora apresenta um formato característico, que depende do material que
produziu o som. Isso é o que define o timbre do som. Timbre é o que diferencia
dois sons de mesma frequência (mesma nota). Por exemplo, a nota Dó tocada no
violão tem um som muito diferente da nota Dó tocada no teclado ou na flauta. Isso
significa que esses instrumentos possuem timbres diferentes.

O timbre é o que indica a fonte sonora. Quando reconhecemos a voz de alguém ao


telefone, estamos reconhecendo o timbre. Quando reconhecemos que estamos
ouvindo um violão e não uma guitarra, estamos reconhecendo o timbre. Quando
alguém imita a voz de alguém, muitas vezes modifica sua entonação, pronúncia e
timbre também.

Em um mesmo instrumento, é possível emitir diferentes timbres. Até mesmo um


tambor oferece diferentes sonoridades, dependendo da forma como é tocado.
Instrumentos mais completos possuem variações amplas de timbre, e dominar este
recurso expressivo é fundamental para um bom músico.

Timbre dos instrumentos


Quanto mais prática e experiência um músico
desenvolver, mais apurado ficará o seu ouvido para
conseguir distinguir o timbre peculiar de cada
instrumento. Por exemplo, dois violões de mesmo
modelo e mesmo fabricante podem possuir timbres
diferentes. Isso ocorre pelo fato de a fabricação não
ser exatamente igual para todos os instrumentos em
uma linha de montagem. Qualquer milímetro de diferença no posicionamento ou
encaixe de uma peça já altera o timbre de um instrumento acústico e, muitas vezes,
esses detalhes passam despercebidos pela maioria dos músicos.
Obs: nos instrumentos eletrônicos, as diferenças de timbre se devem à fabricação dos
autofalantes, cabos, portas lógicas e demais itens que compõe os circuitos desses
instrumentos.

Quanto mais apurado seu ouvido estiver, melhor será sua escolha no momento de
comprar um instrumento, pois conseguirá perceber a diferença e característica
peculiar de cada modelo, tipo, fabricante, etc.

Ao conhecer a definição de timbre você já deu o primeiro passo. Agora é hora de


treinar seu ouvido para ficar sensível a diferentes timbres.

Pentagrama
Escreve-se a música sobre 5 linhas e 4 espaços horizontais paralelas e equidistantes.
A estas linhas e espaços dá-se o nome de PAUTA ou PENTAGRAMA.

Linhas e Espaços:

Além das cinco linhas e dos quatro espaços da pauta natural, existem ainda linhas e
espaços situados acima ou abaixo da pauta natural para auxiliá-la em sua extensão.
Formam, respectivamente, as pautas suplementares superior e inferior.
Claves

CLAVE é o sinal colocado no início da pauta, sobre determinada linha, para dar
nome às notas.

As Claves são 3 (três):

CLAVE DE SOL Escrita na 2ª linha. Há algum tempo atrás, também era


usada na 1ªlinha.

CLAVE DE FÁ É escrita na 3ª ou na 4ª linha.

CLAVE DE DÓ É escrita na 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª linha.

Notas musicais
Notas musicais são os elementos mínimos de um som. Quando uma corda vibra,
ela movimenta as moléculas de ar ao seu redor. Essa agitação das moléculas ocorre
na mesma frequência de vibração da corda. O ouvido humano capta essa vibração do
ar e a processa atribuindo um som ao cérebro. Para cada frequência de vibração, o
cérebro atribui um som diferente (uma nota diferente).

Como representar as notas musicais?

As notas musicais também podem ser identificadas por letras para facilitar a escrita
e aumentar a velocidade de leitura. A notação utilizada é universal, o que facilita a
comunicação com músicos de outros países. As 7 letras para usadas para representar
as notas musicais pertencem ao alfabeto. A definição das letras e suas notas
correspondentes é a seguinte:
A –> lá

B –> si

C –> dó

D –> ré

E –> mi

F –> fá

G –> sol

Existe também outra representação para as notas musicais, que não depende de
letras. É a famosa partitura. Você já deve ter visto por aí algo parecido com isto:

Pois bem, isso é uma representação por partitura. Ela é bem mais detalhada e
completa (envolve altura de notas, duração e tudo o mais).
Notas teclado
Mapeando as notas no teclado

Nesse tópico, veremos onde se localizam as 12 notas no piano (C, C#, D, D#, E, F, F#,
G, G#, A, A#, B).

Notas no teclado
Nesse instrumento, as teclas pretas contêm as notas com alterações (sustenidos OU
bemóis) e as teclas brancas contêm as demais notas. Observe abaixo:

Valores
A música é representada pelo equilíbrio de sons e silêncios. Ambos têm durações
diferentes e são representados por sinais denominados valores. Os valores que
representam a duração dos sons musicais são chamados de FIGURAS DE NOTAS.
Os que representam as ausências de sons são chamados de PAUSAS. A unidade de
medida da música é o TEMPO. Cada tempo corresponde a uma PULSAÇÃO, sendo
que a pulsação é divida em APOIO e IMPULSO.
Cada figura de SOM tem sua respectiva PAUSA que lhe corresponde ao mesmo
tempo de duração.

Vejamos, por exemplo, se uma semibreve tiver 4 tempos, a pausa de semibreve


também terá 4 tempos.

Demonstração:

A Semibreve, atualmente, é a FIGURA musical de maior duração. Por esse motivo é


tomada como UNIDADE na divisão proporcional dos valores. Assim sendo, a
Semibreve é a única figura que pode conter dentro dela todas as demais:
Acidentes (sustenido ou bemol)
Dá-se o nome de acidente ao sinal que se coloca antes de uma nota para modificar a
entoação. A entoação das notas, conforme o sinal de alteração, poderá ser elevada ou
abaixada em um ou dois semitons.

O que significa sustenido e bemol?


Na música ocidental, há 12 notas: dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá# e si. O
símbolo “#” significa sustenido. Dessas 12 notas, 7 delas recebem um nome
específico (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) e as demais são identificadas por
um sustenido (#) ou bemol (b) dessas notas, também chamados de alterações.
Um sustenido, assim como um bemol, por definição, é a menor distância entre duas
notas na música ocidental. A diferença de nomenclatura (bemol ou sustenido) serve
apenas para indicar se estamos nos referindo a uma nota acima, ou seja, com
movimento para a direita no piano, ou abaixo, com movimento para a esquerda do
piano. Por exemplo: Ré bemol é o mesmo que Dó sustenido.
Bemol para esquerda Sustenido para direita

Abaixo seguem algumas representações e suas equivalências, para facilitar o


entendimento:

Ré # # = Mi

Mi b b = Ré

Mi # = Fá

Fá b = Mi

Na prática, não se costuma usar a escrita (# #) ou (b b) por que é muito mais fácil
dizer, por exemplo, Mi ao invés de Ré ##. Na prática do dia a dia não faz muito
sentido usar essa segunda representação; foi mostrada aqui apenas para fins de
entendimento, pois no estudo avançado da teoria musical essas notações ainda são
utilizadas. Da mesma forma, não se costuma utilizar a nomenclatura Mi#, nem Si#,
por se tratarem das notas Fá e Dó, respectivamente.

Sustenidos no piano
Na prática, no piano, as teclas brancas contêm as notas com nome específico (dó, ré,
mi, fá, sol, lá e si) e as teclas pretas contêm as alterações (dó#/réb, ré#/mib, fá#/solb,
sol#/láb, lá#/sib). Mas na teoria, qualquer tecla pode receber dois nomes diferentes.
Como já foi dito, não é o caso desse estudo aprofundar nesse assunto. Mas a título de
conhecimento, por exemplo, a tecla que recebe o nome DÓ pode também receber o
nome de SI#. Similarmente, a tecla FÁ pode ser chamada de MI#.

Outros sinais

DOBRADO SUSTENIDO: Eleva dois semitons

DOBRADO BEMOL: Abaixa dois semitons

BEQUADRO: anula o efeito de qualquer um dos outros sinais anteriores, fazendo


a nota voltar à entoação natural.
Tom e semitom
O que é um semitom?

Semitom é definido como o menor intervalo que o ouvido humano pode perceber e
classificar, todavia, teoricamente sabe-se que ainda existem partes menores.

Vejamos:

É o menor intervalo utilizado na música ocidental tradicional, é a metade de um tom.


Um semitom é uma distância de um sustenido (ou de um bemol). Por exemplo, a
distância entre dó e ré é de um tom, pois entre dó e ré há uma distância de dois
sustenidos (de dó para dó# e de dó# para ré). Simples, não?! Logo, um semitom é à
distância de um sustenido (ou de um bemol). No piano cada tecla que subimos ou
descemos tem a distância de um semitom, independente de ser preta ou branca.

Qual a distância entre as notas sol e si? Vamos conferir quantos semitons há entre
sol e si:

Logo, há 4 semitons de distância, totalizando 2 tons. Agora a distância entre as notas


ré e fá. Confira abaixo.

Logo, a distância é de um tom e meio.

Obs: um tom e meio = um tom + um semitom.

Curiosidade: Nos instrumentos violão, guitarra, baixo, cavaquinho, ukulelê, entre


outros, cada casa do braço do instrumento corresponde a um semitom.
O que é um tom?

Por definição na teoria musical, tom é a distância existente entre dois sons, formado
por dois semitons ou a soma de dois semitons. Vejamos:

Logo, um tom é uma distância de dois semitons (com sustenidos ou bemóis). Por
exemplo, a distância entre dó e ré é de um tom, pois entre dó e ré há uma distância
de dois semitons (de dó para dó# e de dó# para ré).

Em resumo, temos sempre a distância de 1 TOM, com exceção dos intervalos entre
MI e FÁ e entre SI e DÓ, onde temos apenas MEIO TOM direto nas teclas brancas.

Obs: um tom e meio = um tom + um semitom.

Escala Diatônica
É a sucessão de 8 sons por graus conjuntos guardando, entre si, intervalos de tom
ou de semitom. Exemplo:

Graus da Escala
Os tons e semitons contidos na escala diatônica são chamados de NATURAIS. A cada
uma das notas da escala, de acordo com a sua função na própria escala, dá-se o nome
de GRAU.
A escala diatônica possui 8 graus, sendo o VIII a repetição do primeiro.

OS GRAUS DA ESCALA SÃO ASSIM DENOMINADOS:

I grau....................TÔNICA

II grau...................SUPERTÔNICA

III grau..................MEDIANTE

IV grau.................SUBDOMINANTE

V grau..................DOMINANTE

VI grau.................SUPER DOMINANTE

VII grau................SENSÍVEL

VIII grau...............TÔNICA

O primeiro grau da escala é o mais importante. Todos os demais graus têm com ele
afinidade absoluta. É o grau quem dá seu nome à escala e quem a termina de um
modo completo, sem nada deixar a desejar.

Temos, por exemplo, a nota DÓ em função de Tônica. Esta escala é, portanto,


chamada de ESCALA de DÓ ou escala em tom de DÓ.

Depois da tônica, as notas de maior importância são a DOMINANTE (V grau) e a

SUBDOMINANTE (IV grau). Os graus podem ser CONJUNTOS e DISJUNTOS.

São CONJUNTOS quando sucessivos, de acordo com sua relação de altura.

São DISJUNTOS quando entre ambos vem intercalado um ou mais graus.


Compasso Simples
As figuras que representam os valores das notas têm duração indeterminada, isto é,
não têm valor fixo. Quem os determinará será uma fração ordinária escrita após a
clave e os acidentes fixos que é chamada de FÓRMULA DE COMPASSO.

Os compassos de dois tempos são chamados de.............BINÁRIOS

Os compassos de três tempos são chamados de..............TERNÁRIOS

Os compassos de quatro tempos são chamados de..........QUATERNÁRIOS

Cada compasso é separado do seguinte por uma linha divisória vertical


(TRAVESSÃO).

Na terminação de um trecho musical usa-se colocar dois travessões denominados de


Travessão Duplo. Se a terminação for absoluta, isto é, na finalização da música,
chamará de PAUSA FINAL.

Em qualquer compasso, a figura que preenche um tempo chama-se UNIDADE DE


TEMPO; a figura que preenche um compasso chama-se UNIDADE DE COMPASSO.
Os compassos dividem-se em: SIMPLES e COMPOSTOS e são representados por
uma fração ordinária colocada no princípio da pauta, depois da clave.

Analisemos os termos das frações que representam os COMPASSOS SIMPLES:

- O NUMERADOR determina o número de tempos do compasso. Os algarismos que


servem para numerador dos compassos simples são: 2 para o BINÁRIO, 3 para o
TERNÁRIO e 4 para QUATERNÁRIO.

- O DENOMINADOR Indica a figura que representa a unidade de tempo. Os números


(número relativo da tabela) que servem como denominador são os seguintes:
1 - Representando a semibreve (considerada como a unidade)

2 - Representando a mínima (metade da semibreve)

4 - Representando a semínima (4ª parte da semibreve)

8 - Representando a colcheia (8ª parte da semibreve)

16 - Representando a semicolcheia (16ª parte da semibreve)

32 - Representando a fusa (32ª parte da semibreve)

64 - Representando a semifusa (64ª parte da semibreve).

2
Vejamos um compasso representado pela fórmula
4
Deduz-se o seguinte: Nesta fração o numerador 2 indica o número de tempos. Trata-
se de um compasso de dois tempos, isto é, BINÁRIO. O denominador 4 determina
para unidade de tempo a figura que representa a 4ª parte da semibreve, ou seja, a
semínima.

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Os compassos e também podem ser assim representados:
4 2

Ligadura, Ponto de aumento e Fermata


LIGADURA DE VALOR: é uma linha curva que une notas de mesma altura, somando
assim o valor das duas notas.

A ligadura de valor é usada somente para figuras musicais que representam sons.

PONTO DE AUMENTO: Um ponto colocado à direita de uma figura serve para


aumentar a metade do valor de duração dessa figura. É por isso chamado de ponto
de aumento.
No exemplo acima a mínima pontuada está valendo uma Mínima e mais uma
Semínima (metade da mínima), uma vez que o PONTO serve para aumentar a
metade do valor da figura. Ao contrário da ligadura que só pode ser usada em figuras
de som, o ponto pode ser usado também nas pausas:

DUPLO PONTO DE AUMENTO: dois pontos podem ser colocados à direita da NOTA
ou PAUSA. O primeiro ponto acrescenta a metade do valor da FIGURA; o segundo a
metade do valor do primeiro ponto.

FERMATA: É um sinal, que colocado acima ou abaixo de uma nota, indica que se
deve prolongar a duração do som por mais tempo do que o seu valor estabelecido. A
FERMATA não tem duração determinada, isto é, varia de acordo com a interpretação
do executante ou a critério do regente. Pode-se ainda acrescentar sobre a fermata as
palavras LONGA ou CURTA, indicando uma sustentação maior ou menor do som.

Também se pode colocar a FERMATA sobre uma PAUSA. Neste caso a fermata passa
a chamar-se SUSPENSÃO.
Articulação: legatto e staccatto

O LEGATTO e o ESTACCATTO são sinais que determinam a articulação dos sons.


ARTICULAÇÃO é o modo de atacar os sons. O legato, palavra italiana cuja
significação é LIGADO, determina que se passe de uma nota para outra (tocando ou
cantando) sem interrupção do som. O Staccato, palavra italiana, que significa
DESTACADO, indica que os sons devem ser articulados de modo seco.

Andamento e Dinâmica

É o grau de velocidade, maior ou menor, que uma música requer; é indicado no


começo e no decorrer do trecho musical da seguinte forma: calculando batidas por
minuto (a é B.P.M.) ou com palavras em italiano.

isso quer dizer que uma semínima (a unidade de tempo) deve durar o tempo
que uma batida de 95 por minuto. Logo percebemos que a duração de uma semínima
será menor que um segundo. Para marcar e calcular o tempo exato da unidade de
tempo usamos o metrônomo. Alguns tempos ficam fáceis de calcular.
Ex: 60 bpm equivale a um segundo (uma nota por batida de cada segundo), 120 bpm
equivale a meio segundo (duas notas por batida de cada segundo).

Por PALAVRAS:

- Grave, Largo = variam de 40 a 69 batidas por minutos.

- Lento, Adágio = variam de 69 a 120 batidas por minutos.

- Andante, Allegretto = variam de 126 a 152 batidas por minutos.

- Allegro, Presto = variam de 152 a 208 batidas por minutos.

As palavras, Ralentando, Ritardando, a tempo, acelerando e molto acelerando,


podem aparecer no decorrer de um trecho musical com os seguintes significados.

- Ralentando e Ritardano = diminuir a velocidade pouco a pouco

- A tempo = tocar no mesmo andamento do início.

- Acelerando = Aumentar a velocidade pouco a pouco.

- Molto acelerando = Aumentar a velocidade rapidamente.

Dinâmica: É a variação da intensidade (volume de som) e é indicada por sinais e


palavras abaixo do pentagrama.

Veja a tabela com as variações de dinâmica:


Um trecho musical também pode ter variações gradativas de intensidade. Veja os
exemplos a seguir:

Repetição

O sinal significa que deve ser repedido um trecho musical da seguinte


forma:

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