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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E DE 2007

(Valores expressos em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

1 – CONTEXTO OPERACIONAL

1.1 – Objetivo Social

A Companhia Energética de Brasília – CEB é uma sociedade de economia mista de capital


aberto, autorizada pela Lei nº 4.545, de 10 de dezembro de 1964, com sua sede social
localizada na cidade de Brasília, no Distrito Federal, controlada pelo Governo do Distrito
Federal, com objetivo principal de atuar como holding, conforme reestruturação societária
ocorrida em 12 de janeiro de 2006, por meio da Resolução Autorizativa nº 318 de 14 de
setembro de 2005 – ANEEL, participando de outras sociedades ou de consórcios,
desenvolvendo atividades nos diferentes campos de energia, em quaisquer de suas formas,
sobretudo a elétrica, serviços de telecomunicações, transmissão de dados e prestação de
serviços de consultoria.

1.2 – Desverticalização

a) A CEB, em virtude das exigências estipuladas nos Contratos de Concessão de Geração e


de Distribuição nºs 65 e 66/1999, respectivamente – firmados com a União Federal, por
intermédio da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, e da Lei nº 10.848/2004,
realizou, em 12 de janeiro de 2006, uma reestruturação societária, que resultou na criação
de empresas juridicamente independentes para administrar separadamente os contratos de
concessão de distribuição e de geração de energia elétrica, inclusive no que se refere à
contabilidade, gestão de ativos e compromissos contratuais.

b) A ANEEL, por meio da Resolução Autorizativa n° 318, de 14 de setembro de 2005, anuiu


com a segregação das atividades, transferência de concessões e de participações da
Companhia Energética de Brasília – CEB.

c) Em 23 de janeiro de 2006, foi firmado o instrumento particular “Compromisso de


Subscrição de Ações” entre a Companhia Energética de Brasília – CEB e a CEB
Distribuição S.A., com a participação da CEB Lajeado S.A. e do Distrito Federal na
qualidade de Intervenientes Anuentes, estabelecendo que:

i A CEB compromete-se a subscrever e a integralizar, até 31 de dezembro de 2012, prazo


este alterado pela Resolução Autorizativa nº 958, de 12 de junho de 2007 da Agência
Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, número de ações ordinárias nominativas, sem valor
nominal, de emissão da CEB Distribuição S.A., correspondente ao valor histórico total de
R$ 142,7 milhões, atualizado para R$ 169,3 milhões em 31 de dezembro de 2008.

A Resolução Autorizativa nº 318, de 14 de setembro de 2005, previa o aporte inicial em


dezembro de 2006. Entretanto, a Resolução Autorizativa nº 958, de 12 de junho de 2007,
alterou o cronograma de aportes, conforme valores atualizados mostrados a seguir:

Anos dos Aportes Valor


Dezembro de 2008 20.030
Dezembro de 2009 37.311
Dezembro de 2010 37.311
Dezembro de 2011 37.311
Dezembro de 2012 37.311
Total 169.272

ii Como garantia do aporte do valor total da subscrição, a CEB constituiu, em favor da CEB
Distribuição S.A., penhor sobre 33.830.000 (trinta e três milhões, oitocentos e trinta mil)
ações ordinárias da CEB Lajeado S.A., de sua propriedade, devendo o valor desta garantia
ser reduzido na proporção em que forem acontecendo as integralizações.

Em decorrência de ações pró-ativas da atual administração da Companhia, pautadas pela


observância de metas e atentas ao cumprimento das normas regulatórias, a CEB
repassou, antecipadamente, para a CEB Distribuição S.A., os montantes de R$ 5,0 milhões
e R$ 3,0 milhões, nos meses de maio e setembro de 2008, respectivamente, para cumprir
parte do valor total da parcela a ser aportado, com vencimento em dezembro de 2008,
correspondente ao valor histórico de R$ 22.741 milhões.

O § 1º do Art. 5º da Resolução Autorizativa nº 318, de 14 de setembro de 2005, determina


que: “Dos recursos oriundos de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio,
relativos à CEB Distribuição, no mínimo, 40% (quarenta por cento) deverão ser destinados
ao referido aporte de capital.”.

Por sua vez, o § 3º do Art. 5º da citada Resolução, estabelece que “...na hipótese da
insuficiência dos dividendos e juros sobre o capital próprio, a CEB holding deverá aportar
os recursos necessários no capital social da CEB Distribuição, cujo aporte anual não
poderá ser inferior ao montante das dívidas referidas no Caput deste artigo.”

Dessa forma, após a divulgação do Relatório da Administração da CEB Distribuição S.A.


relativo ao exercício de 2008, a CEB holding, de posse das informações necessárias,
providenciará o aporte complementar, devidamente atualizado e contemplando as parcelas
antecipadas.

1.3 – Participações Em Outras Sociedades

A Companhia Energética de Brasília – CEB possui participações diretas nas seguintes


sociedades:

1.3.1 – Empresas Controladas

a) CEB Distribuição S.A.

A CEB Distribuição S.A. é uma sociedade por ações, autorizada pela Lei Distrital nº 2.710
de 24 de maio de 2001, constituída como subsidiária integral, concessionária do serviço
público de energia elétrica, atuando desde 12 de janeiro de 2006, conforme
desverticalização da Companhia Energética de Brasília, na atividade de distribuição de
energia elétrica no Distrito Federal.

b) CEB Geração S.A.

A CEB Geração S.A. é uma sociedade por ações, autorizada pela Lei Distrital nº 2.648 de
26 de dezembro de 2000, constituída como subsidiária integral, concessionária do serviço
público de energia elétrica, atuando na geração de energia elétrica.

c) CEB Participações S.A. – CEBPar


A CEB Participações S.A. – CEBPar é uma sociedade por ações, autorizada pela Lei
Distrital nº 1.788 de 27 de novembro de 1997, constituída como subsidiária integral,
atuando na compra e venda de participações acionárias ou cotas de outras empresas
energéticas, de telecomunicações e de transmissão de dados, majoritária ou
minoritariamente.

A sociedade também atua na comercialização da energia elétrica, na proporção de sua


cota-parte de 17,5% no Consórcio CEMIG–CEB, produzida pela Usina Hidrelétrica de
Queimado, na condição de produtora independente de energia elétrica.

d) CEB Lajeado S.A.

A CEB Lajeado S.A. é uma sociedade por ações, autorizada pela Lei Distrital nº 2.515 de
31 de dezembro de 1999, controlada pela Companhia Energética de Brasília – CEB, com
59,93% (cinqüenta e nove vírgula noventa e três por cento) das ações ordinárias. A
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – ELETROBRÁS, detém 40,07% (quarenta vírgula zero
sete por cento) das ações da Companhia.

e) Companhia Brasiliense de Gás – CEBGÁS

A Companhia Brasiliense de Gás – CEBGÁS é uma sociedade de economia mista,


autorizada pela Lei Distrital nº 2.518 de 10 de janeiro de 2001, controlada pela Companhia
Energética de Brasília – CEB, com 51% (cinqüenta e um por cento) das ações ordinárias, e
17% do total das ações.

1.3.2 – Empresas Coligadas e Ligadas

a) Corumbá Concessões S.A.

A Corumbá Concessões S.A. é uma sociedade por ações, constituída em 06 de dezembro


de 2000, concessionária do serviço público de energia elétrica, atuando na geração de
energia elétrica, na condição de produtora independente de energia elétrica.

b) Energética Corumbá III S.A.

A Energética Corumbá III S.A. é uma sociedade por ações, constituída em 25 de julho de
2001, concessionária do serviço público de energia elétrica, na condição de produtora
independente de energia elétrica.

c) BSB Energética S.A.

A BSB Energética S.A. é uma sociedade por ações, constituída em 24 de março de 2000,
para construir Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs, com potência global máxima
instalada de 200 MW e participar de outros empreendimentos ou sociedades, seja como
acionista ou quotista.

2 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as


práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os
pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis e as normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários –
CVM, conjugada com a legislação específica aplicada às concessionárias do serviço público
de energia elétrica, emanada pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.
Por se tratar de uma empresa preponderantemente de participação em outras sociedades, as
notas explicativas refletem, basicamente, as práticas contábeis e detalhamentos de contas de
suas controladas.

2.1 – Adoção inicial da Lei nº 11.638/07

Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de 2008, a


Companhia adotou pela primeira vez as alterações na legislação societária introduzidas pela
Lei nº 11.638 aprovada em 28 de dezembro de 2007, com as respectivas modificações
introduzidas pela Medida Provisória nº 449 de 03 de dezembro de 2008. A Lei nº 11.638/07 e
a Medida Provisória nº 449/08 modificam a Lei nº 6.404/76 em aspectos relativos a
elaboração e divulgação das demonstrações financeiras.

A companhia optou por elaborar balanço patrimonial de transição em 01 de janeiro de 2007


(ou 31 de dezembro de 2006) que é o ponto de partida da contabilidade de acordo com a
legislação societária modificada pela Lei 11.638/07 e Medida Provisória 449/08. As
modificações introduzidas pela referida legislação se caracterizam como mudança de prática
contábil, e todos os ajustes com impacto nos resultados anteriores aos exercícios
apresentados foram efetuados contra lucros ou prejuízos acumulados.

Os ajustes relativos à adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e a Medida Provisória nº 449/08


estão detalhados na Nota Explicativa nº 3.

A autorização para a conclusão das demonstrações financeiras foi dada pelo Conselho de
Administração em 19/03/2009.

3 – RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

3.1 – Disponibilidades

Estão registradas pelo valor original acrescido dos rendimentos auferidos até as datas de
encerramento das demonstrações financeiras (nota 4.1).

3.2 – Consumidores, Concessionárias e Permissionárias

Engloba as contas a receber com fornecimento e suprimento de energia faturada e não


faturada (esta por estimativa), serviços prestados, acréscimos moratórios e outros, até o
encerramento do balanço, contabilizado com base no regime de competência. (nota 9.1.4).

3.3 – Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa

Está constituída em valor considerado suficiente pela Administração para cobrir as prováveis
perdas na realização das contas a receber de consumidores, com base em análise dos
valores a receber dos clientes da classe residencial vencidos há mais de 90 dias, da classe
comercial vencidos há mais de 180 dias e das demais classes para os valores vencidos há
mais de 360 dias, inclusive clientes da classe do poder público, à exceção do Governo do
Distrito Federal – GDF.

3.4 – Serviços Prestados a Terceiros

Estão representados pelo saldo dos créditos a receber do Governo do Distrito Federal,
referentes aos serviços de construção e de manutenção da rede de iluminação pública do
Distrito Federal.
3.5 – Estoques

Os materiais em estoque estão registrados pelo custo médio de aquisição, não excedendo os
seus custos de reposição ou valores de realização; e, no caso da controladora, são
destinados à aplicação na construção e na manutenção da rede de iluminação pública do
Distrito Federal.

3.6 – Títulos de Créditos a Receber

Representados pelas contas a receber relativas ao parcelamento de débitos de contas de


fornecimento de energia elétrica em atraso, da controlada CEB Distribuição S.A..

3.7 – Despesas Pagas Antecipadamente

Referem-se principalmente aos custos incluídos na Conta de Compensação de Variação de


Valores de Itens da Parcela A – CVA e os respectivos encargos da Controlada CEB
Distribuição S.A.. Esses custos são apropriados ao resultado à medida que a receita
correspondente é faturada aos consumidores, conforme determinado nas Portarias
Interministeriais n° 296 e nº 116, respectivamente de 25 de outubro de 2001, e de 04 de abril
de 2003, respectivamente, Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, e resoluções
complementares da ANEEL (nota 9.1.2).

3.8 – Investimentos

Os investimentos em controladas e coligadas com participação no capital votante superior a


20% ou com influência significativa são registrados pelo método da equivalência patrimonial.

Outros investimentos que não se enquadrem na categoria acima são avaliados pelo custo de
aquisição, deduzido de provisão para desvalorização, enquanto aplicável. (nota 5).

3.9 – Imobilizado

Registrado pelo custo de aquisição, formação ou construção, inclusive juros e demais


encargos financeiros capitalizados. A depreciação dos ativos é calculada pelo método linear
com base nas taxas mencionadas na Nota Explicativa 6 e leva em consideração o tempo de
vida útil estimado dos bens com os respectivos valores residuais.

3.10 – Encargos do Consumidor a Recolher

São compostos pelos encargos específicos impostos às concessionárias do setor elétrico, tais
como: Quota da Reserva Global de Reversão – RGR, Quota da Conta de Consumo de
Combustível – CCC, PROINFA e a Conta de Desenvolvimento Energético – CDE.

3.11 – Imposto de Renda e Contribuição Social

O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10%
nos termos da legislação em vigor. A contribuição social é calculada à alíquota de 9% sobre o
lucro tributável antes do imposto de renda.

3.12 – Planos de Aposentadoria e Pensão

Os custos associados ao plano de aposentadoria e pensão e os relacionados ao plano de


assistência médica da controlada CEB Distribuição S.A., reconhecidos pelo regime de
competência e em conformidade com a Deliberação CVM nº 371, de 13 de dezembro de
2000, baseando – se em cálculo atuarial elaborado por atuário independente. (Notas 10.1.9 a
10.1.10).
3.13 – Apuração do Resultado

As receitas e despesas são reconhecidas pelo regime de competência de cada exercício


apresentado. As receitas de todos os serviços prestados são reconhecidas quando auferidas.
O faturamento de energia elétrica para todos os consumidores é efetuado mensalmente de
acordo com o calendário de leitura de consumo. A receita não faturada, correspondente ao
período decorrido entre a data da última leitura e o encerramento do mês, é estimada e
reconhecida como receita no mês em quer a energia foi consumida. Historicamente, a
diferença entre a receita não faturada estimada e o consumo real a qual é reconhecido no
mês subseqüente, não tem sido relevante.

3.14 – Procedimentos de Consolidação

As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as normas estabelecidas pela


Instrução nº 247 de 27 de março de 1996 da CVM e incluem a Companhia Energética de
Brasília – CEB e suas controladas CEB Distribuição S.A., CEB Geração S.A., CEB
Participações S.A. – CEBPar, CEB Lajeado S.A. e a Companhia Brasiliense de Gás –
CEBGAS, cujas práticas contábeis estão consistentes com aquelas aplicadas pela
Companhia.

Os principais procedimentos de consolidação são:

● Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas;
● Eliminação das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas
consolidadas;
● Eliminação dos saldos de receitas e despesas decorrentes de negócio entre as empresas.

4 – ATIVO CIRCULANTE

4.1 – Disponibilidades (R$ Mil)

Descrição Controladora Consolidado

2008 2007 2008 2007


Saldos Bancários 134 292 23.204 20.887
Aplicações Financeiras 5.613 - 12.504 12.660
Total 5.747 292 35.708 33.547

4.2 – Juros sobre Capital Próprio e Dividendos a Receber (R$ Mil)

Descrição Controladora
2008 2007
Juros Sobre Capital Próprio
CEB Lajeado S.A. 8.159 5.692
Dividendos
CEB Lajeado S.A. 3.584 796
CEB Participações S.A. – CEBPar 1.452 1.802
CEB Geração S.A. 784 2.884
Corumbá Concessões S.A. 282 131

Total 14.261 11.305


4.3 – Tributos e Contribuições Sociais Compensáveis (R$ Mil)

Descrição Controladora Consolidado


2008 2007 2008 2007
ICMS - - 6.830 12.426
ISS 41 83 41 322
COFINS 104 618 392 3.335
PIS 157 162 166 1.095
Imposto de Renda 1.518 910 6.792 7.025
CSLL 0 3.301 3.017 7.768
Outros 0 15 9 665
Total 1.820 5.089 17.247 32.636

5 – INVESTIMENTOS

5.1 – Informações Sobre as Empresas Controladas, Coligadas e Ligadas em 2008 (R$


Mil)

Participação da Patrimônio
Quantidade de Capital Social Resultado
Empresas CEB no Capital Líquido
ações da CEB Integralizado Líquido
Social (a)
CEB Distribuição S.A. 48.406.369 100% 48.406 11.414 33.150

CEB Geração S.A. 7.575.212 100% 7.575 6.765 (1.058)

CEB Participações S.A. 38.724.665 100% 38.725 43.493 6.967

CEB Lajeado S.A. (d) 82.013.911 59,93% 145.656 307.246 26.365

Companhia Brasiliense de Gás


30.600 17% 2.971 2.723 (535)
S.A. (b) (d)

Corumbá Concessões S.A. (d) 256.009.911 36,95% 367.799 384.711 5.155

Energética Corumbá III S.A. (c) 21.491.379 37,5% 50.216 61.440 -

BSB Energética S.A. (d) 176.157 9% 1.957 18.548 (1.737)

(a) Inclui Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital – AFAC.


(b) A CEB detém 51% das ações ordinárias.
(c) Empresa em fase pré-operacional.
(d) Demonstrações contábeis examinadas por outros auditores independentes.
5.2 – Adiantamentos para Futuros Aumentos de Capital – AFAC

Não integralizados Integralizados


(R$ Mil) (R$ Mil)
Descrição
AFAC AFAC AFAC AFAC
2008 2007 2008 2007
CEB Participações S.A. - *2.534 2.534 -

Corumbá Concessões S.A. 3.232 3.232 - -


CEB Distribuição S.A. 8.000 - -
Energética Corumbá III S.A. 4.103 - - 11.450
BSB Energética S.A. 877 618 - -

* A Administração da CEB Participações S.A. propôs a destinação do valor referenciado


como AFAC.

5.3 – Movimentações Ocorridas nos Saldos das Participações em 2008 – (R$ Mil)

Descrição CEB CEB CEBPar CEB CEBGAS Corumbá Energética BSB Total
Distribuição Geração Lajeado Concessões Corumbá III Energética

Saldo em 31.12.2007 - 7.824 41.566 93.693 487 140.038 19.750 794 304.152

Adiantamento para Futuro 8.000 - - - - - 4.103 260 12.363


Aumento de Capital

Reembolso de investimento - - - - - - - - -

Redução de participação - - - - - - - - -

Integralização de capital - - - - 85 - 1.929 - 2.014

Dividendos/jcp - - (5.952) (13.182) - (282) - - (19.416)

Equivalência patrimonial 3.414 (1.058) 7.879 15.800 (109) 3.567 - - 29.493

Saldo em 31.12.2008 11.414 6.766 43.493 96.311 463 143.323 25.782 1.054 328.606

5.4 – Informações Sobre os Investimentos em Participações Societárias

2008 2007
Descrição (R$ Mil) (R$ Mil)
Investimento AFAC* Total Investimento AFAC* Total
Participações Societárias Permanentes
Empresas Controladas
CEB Distribuição S.A. 3.414 8000 11.414 - - -
CEB Geração S.A. 6.766 - 6.766 7.824 - 7.824
CEB Participações S.A. 43.493 - 43.493 39.032 2.534 41.566
CEB Lajeado S.A. 96.311 - 96.311 93.693 - 93.693
Companhia Brasiliense de Gás S.A. 463 - 463 487 - 487
Subtotal 158.447 8000 158.447 141.036 2.534 143.570
Empresas Coligadas e Ligadas
Corumbá Concessões S.A. 140.091 3.232 143.323 136.806 3.232 140.038
Energética Corumbá III S.A. 21.679 4.103 25.782 19.750 - 19.750
BSB Energética S.A. 794 260 1.054 176 618 794
Subtotal 162.564 7.595 170.159 156.732 3.850 160.582
Total de Ligadas, Coligadas e Controladas 321.011 15.595 328.606 297.768 6.384 304.152
Imóveis Destinados a Renda 1.442 - 1.442 1.442 - 1.442
Outros 195 - 195 747 - 747
Total Geral 322.648 15.594 330.243 299.957 6.384 306.341
* Adiantamentos para Futuros Aumentos de Capital

6 – IMOBILIZADO

Esses ativos estão registrados ao custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31 de


dezembro de 1995, deduzidos da depreciação calculada pelo método linear, a taxas anuais
variáveis de 2% a 20%.

Controladora Consolidado
(R$ Mil) (R$ Mil) Taxas Anuais de
Descrição Depreciação
2008 2007 2008 2007
Imobilizado em Serviço
Intangíveis 8 8 29.908 32.780
Terrenos - - 4.271 4.271
Reservatórios, Barragens e Adutoras - - 1.356 2.795 2,0 a 7,7%
Edificações, Obras Civis e Benfeitorias - - 42.157 42.960 2,0 a 4,0%
Máquinas e Equipamentos 191 116 918.586 857.450 3,3 a 6,7%
Veículos 97 97 8.423 8.400 20%
Móveis e Utensílios 100 26 3.508 3.380 10%
Subtotal 396 247 1.008.209 952.036
Depreciação Acumulada (129) (87) (547.212) (522.252)
Subtotal Imobilizado em Serviço 267 160 460.997 429.784
Imobilizado em Curso - - 209.472 147.359
Obrigações Vinculadas à Concessão* - - (92.961) (82.119)
Total 267 160 577.508 495.024
* Obrigações Vinculadas à Concessão – Controlada CEB Distribuição

São representadas pelos valores e/ou bens recebidos de municípios, de Estados, da União Federal e de
consumidores, relativos a doações e participações em investimentos realizados em parceria com a
concessionária. Para fins de elaboração do Balanço Patrimonial, os saldos destas obrigações foram
deduzidos do ativo imobilizado, conforme Instrução do Manual de Contabilidade do Serviço Público de
Energia Elétrica.

7 – FORNECEDORES

A composição do saldo da conta “Fornecedores” é a seguinte:

CONTROLADORA CONSOLIDADO
Descrição
2008 2007 2008 2007
- -
Encargos de Uso da Rede 10.056 3.458
Elétrica
Suprimento de Energia - - 53.879 47.509
Elétrica
Furnas – Repactuação de - - 217.519 26.392
Dívidas
Materiais e Serviços 4.293 1.990 73.514 36.440
Total do Circulante 4.293 1.990 354.968 113.799
Furnas – Repactuação de - - - 184.746
Dívidas
Total do Não Circulante - - - 184.746
4.293 1.990
Total Geral 354.968 298.545

8 – EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E ENCARGOS

As dívidas de longo prazo consolidadas serão liquidadas até o ano de 2022 e possuem seus
vencimentos anuais conforme cronograma a seguir:

CONSOLIDADO
Após
ANO 2010 2011 2012 2013 2014 Total
2014
Valor (R$ Mil) 10.310 9.929 8.180 6.191 4.741 15.255 54.606
As obrigações são atualizadas pela variação monetária e pelos juros incorridos até as datas
dos balanços, de acordo com os termos dos contratos.

O saldo devedor dos empréstimos e financiamentos é assim demonstrado:

Controladora Consolidado
Entidades (R$ Mil) (R$ Mil)
Encargos
2008 2007 2008 2007
ELETROBRÁS
- - 8.925 55.303 SELIC
(Repactuação de dívida)
Juros de 5% a 8% a.a. acrescidos de 1% a
ELETROBRÁS - 3.941 25.699 33.720
2% de taxa de administração.
Banco PINE - - - - CDI + 8,73% ao ano.

Banco ALFA - - - 11.260 CDI + Juros de 1,57% ao ano.

Banco do BRASIL - - 37.457 13.333 CDI + Juros de 1,57% ao ano.


Banco MERCANTIL - - - - CDI + 5,91 ao ano.
Banco BBM - - - - CDI + Juros 9,38% ao ano.
Banco MÁXIMA - - - 4.938 CDI + Juros de 6% ao ano.
BIC BANCO - - - - CDI + Juros de 10,03% ao ano.
CEF 5.842 15.833 5.842 15.833 CDI + 1,45% ao ano.

Total 5.842 19.774 77.923 134.387

Total do Circulante 5.842 13.941 23.317 45.254

Total do Não Circulante - 5.833 54.606 89.133

9 – CONTINGÊNCIAS

A Empresa tem ações trabalhistas, cíveis e fiscais em andamento, que envolvem


responsabilidades contingenciais; após análise e quantificação dos riscos de cada uma, são
constituídas provisões para aqueles casos em que a probabilidade de perda é considerada
provável, na opinião dos procuradores jurídicos da Empresa.

Existem dois processos em tramitação na Secretaria da Receita Federal – SRF contra a


Empresa, na esfera administrativa, pendentes de julgamento, no montante estimado de R$
29.847, sendo que em um deles a SRF julgou improcedente a compensação de créditos de
IRPJ, relativo ao ano-calendário de 1995, com débitos de IRPJ e CSLL de 1998 e 1999, em
função da mudança de opção da forma de tributação de Lucro Real Mensal para Lucro Real
Anual, efetuada através de retificação da DIPJ.
Considerando que os processos estão em tramitação na esfera administrativa e que a
possibilidade de perda está classificada como remota, segundo opinião de seus consultores
externos, a Empresa optou por não constituir provisão para contingência dos referidos
processos.

9.1 – Contingências Passivas

As provisões constituídas para contingências passivas estão compostas como segue:


Contingências 2008 2007
Controladora Consolidado* Controladora Consolidado
Trabalhistas
Periculosidade - 8.553 - 4.996
Horas Extras - 74 - 74
Empregados de Prestadoras de Serviços - 711 - 477
Indenização de Acordo Coletivo - 7.251 - 86
Indenização por Danos Morais - 110 - 48
Outros 8 591 8 456
Subtotal 17.290 8 6.137
Cíveis
Fornecedores - 1.069 - 1.139
Consumidores - 1.434 - 1.461
Indenização por Danos Morais e Materiais - 8.719 - 7.379
ANEEL - 14.306 - 3.062
Outros - 1.038 - 1.038
Subtotal 26.566 - 14.079
Fiscais
União Federal 2.330 6.243 - 3.913
SESC e SENAC - - - 0
Outros - -
Subtotal 2.330 6.243 - 3.913
Outras Provisões - 188 - 2.800
Total 2.338 50.287 8 26.929
* As Contingências da CEB Distribuição estão descritas na NE 10.1.8

A administração da Controladora e de suas controladas consubstanciada na opinião de seus


consultores legais quanto à possibilidade de êxito nas diversas demandas judiciais, entende
que as provisões constituídas registradas no balanço são suficientes para cobrir prováveis
perdas com tais causas.

Contingência trabalhista – Controladora

Referem-se a ações movidas por ex-empregados contra a controladora e sua controlada CEB
Distribuição S.A., envolvendo a cobrança de horas-extras, adicional de periculosidade,
equiparação/re-enquadramento salarial e outros, além de ações movidas por ex-empregados
de seus empreiteiros (responsabilidade subsidiária e/ou solidária) envolvendo cobrança de
parcelas indenizatórias e outras.

Contingência Cível – Controladora

Referem-se a ações de natureza comercial e indenizatória, movidas por pessoas físicas e


pessoas jurídicas, envolvendo repetição de indébito, danos materiais e/ou danos morais.

Contingência Fiscal – Controladora

Referem-se a ações tributárias e impugnações de cobranças, intimações e autos de infração


fiscal.

● CPMF – Autos de infração – a Receita federal procedeu ao lançamento de ofício cobrando


da Controladora o CPMF sobre os pagamentos de tributos com vencimento no período de
01/1997 a 08/2002 realizados através do SIAFI (Sistema Integrado de Administração
Financeira do Governo Federal) mediante a compensação com os valores a receber da união.
Valor da provisão R$ 2.131 mil.

● INSS – Autos de infração – referem-se às contribuições sociais não recolhidas pelos


prestadores de serviços, lançada contra a Controladora, onde se discute a cobrança de
contribuição previdenciária e incidência de multa. Valor da provisão R$ 199 mil.

10 – CONTROLADAS E COLIGADAS

10.1 – CEB Distribuição S.A.

10.1.1 – Ativos e Passivos Regulatórios (R$ Mil)


Racionamento:

Pela Medida Provisória nº. 2.198, de 24 de agosto de 2001, foi criado o Programa Emergencial de
Redução do Consumo de Energia Elétrica - PERCEE. Esse programa teve por objetivo
compatibilizar a demanda de energia com a oferta, a fim de evitar interrupções intempestivas ou
imprevistas do suprimento de energia e vigorou de junho de 2001 até fevereiro de 2002, mês em
que o governo considerou normalizada a situação hidrológica.
Em dezembro de 2001, o governo e as empresas de energia elétrica firmaram o Acordo Geral do
Setor Elétrico com as concessionárias distribuidoras e as geradoras de energia elétrica para
retomada do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos existentes e a recomposição de receitas
relativas ao período de vigência do PERCEE.

Esse acordo abrangeu, no período de vigência do citado Programa Emergencial: (i) as perdas de
margem incorridas pelas distribuidoras; (ii) os custos adicionais da denominada “Parcela A” para o
período de 01.01.2001 a 25.10.2001; (iii) a parcela dos custos com a compra de energia, no âmbito
da CCEE, devida aos geradores não comprometidos com “Contratos Iniciais” de energia,
denominada “energia livre”, realizadas até dezembro de 2001; e (iv) a substituição do direito
contratual previsto no Anexo V dos Contratos Iniciais (compra e venda de energia) relativo ao
período de racionamento.

O Acordo Geral do Setor Elétrico também abrangeu o período pós racionamento, março a
dezembro de 2002, para tratar da comercialização das sobras dos Contratos Iniciais.

As principais disposições e providências constantes nessa regulamentação, normas


aplicáveis às concessionárias distribuidoras, são:

a) Recomposição Tarifária Extraordinária – RTE


Que são as receitas das distribuidoras e geradoras (energia livre) de energia elétrica no
período de racionamento foram recuperadas por meio da “Recomposição Tarifária
Extraordinária - RTE”, cujo término para o faturamento de perda de receita da CEB distribuição
S/A ocorreu em novembro de 2008. Também neste mês a Companhia procedeu à baixa
contábil dos itens de recomposição tarifária extraordinária, energia livre e suas respectivas
provisões, com impacto no resultado de R$ 18.262 mil.

b) Composição da Variação de Itens da “Parcela A”


Tratamento isonômico às variações de valores de itens da “Parcela A”, previstos nos contratos
de concessão de distribuição de energia elétrica, verificadas no período de 1° de janeiro a 25
de outubro de 2001 e homologadas pela ANEEL, sem o limite temporal previsto no parágrafo
16 do artigo 4° da Lei n° 10.438/02.

Diante do término do prazo para faturamento da RTE (Perda de Receita), a Composição da


Variação de Itens da “Parcela A” (período de 01/01/2001 a 25/10/2001) passou a ser
recuperada a partir de novembro de 2008 pelo prazo necessário para atingir o montante
homologado pela ANEEL, conforme Ofício Circular Nº 267/04:

c) Energia Livre
A Energia Livre refere-se a parcela das despesas com a compra de energia no âmbito do MAE,
realizadas até dezembro de 2002, decorrentes da redução da geração de energia elétrica nas
usinas participantes do mecanismo de realocação de energia e consideradas nos denominados
contratos iniciais e equivalentes.
Os efeitos do racionamento e do término da cobrança da Perda de Receita em 2008
estão apresentados a seguir:
Composição representativa da Perda da Receita, registrada no Ativo:

Valor Homologado Remuneração Total Acumulado Total Amortizado Perdas Saldo a


Resoluções 480 Acumulada até até 31/12/2008 até 31/12/2008 (5) amortizar em
481/2002 e 31/12/2008 (3)=(1)+(2) (4) 31/12/2008
001/2004 (1) (2) (6)=(3-4-5)
148.854 126.366 275.220 (256.953) (18.267) -
Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

A CEB Distribuição S.A. registrou como perda o valor de R$ 18.267, considerando que o prazo
de realização da RTE, se encerrou novembro de 2008.

Composição da Energia Livre, registrada no Passivo:

Valor Homologado Remuneração Total Acumulado Total Perdas Saldo a amortizar


Resoluções Acumulada até até 31/12/2008 Amortizado até (5) em 31/12/2008
001/2004 e 31/12/2008 (3)=(1)+(2) 31/12/2008 (6)=(3-4-5)
045/2004 (2) (4)
(1)

38.398 38.243 76.641 (51.382) (25.259) -


Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

Composição da Variação de Itens da “Parcela A” (período de 01/01/2001 a 25/10/2001)


registrada no Ativo:

Refere-se ao reembolso de Energia Livre que é feito por meio de repasse às Geradoras pela
Distribuidora dos recursos arrecadados relativos ao percentual tarifário indicado no parágrafo
1º do art. 4º da Lei nº 10.438/02, que se referem à compra de energia elétrica, no âmbito do
Mercado Atacadista de Energia Elétrica – MAE, durante a vigência do Programa
Emergencial da Redução do Consumo de Energia Elétrica:
Remuneração Total Acumulado Total Amortizado Perdas Saldo a
Valor Homologado Acumulada até até 31/12/2008 até 31/12/2008 (5) amortizar
Resoluções 001/2004 e 31/12/2008 (3)=(1)+(2) (4) em
045/2004 (2) 31/12/2007
(1) (6)=(3-4-5)
38.398 40.280 78.678 (50.501) (28.177) -
Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

A Perda das geradoras foi de R$ 28.177 considerando o prazo máximo estabelecido no


parágrafo 16 da Lei nº 10.438/02 para a realização da RTE, que se encerrou em novembro
de 2008.

Composição da Variação de Itens da “Parcela A” (período de 01/01/2001 a 25/10/2001)


registrada no Ativo:

Valor Homologado
Remuneração
Resoluções Total Acumulado Total Amortizado Saldo a amortizar
Acumulada até
482/2002 e até 31/12/2008 até 31/12/2008 em 31/12/2008
31/12/2008
001/2004 (3)=(1)+(2) (4) (6)=(3-4-5)
(2)
(1)
11.213 22.840 34.053 (4.966) 29.087
Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

Com o término da RTE Perda de Receita, a Companhia deu início em novembro à


realização da Parcela A, conforme preceitua a Resolução 072/2002 – ANEEL.

10.1.2 – Composição dos Ativos e Passivos Regulatórios (R$ Mil)

Ativos Regulatórios - Despesas Pagas Antecipadamente 2008 2007


Conta de Consumo de Combustível - CCC 11.695 1.380
Transporte de Energia pela Rede Básica 615 262
Encargos de Serviços do Sistema 19.409 408
Repasse de Potência - Itaipu Binacional 0 0
Conta de Desenvolvimento Energético - CDE 1.168 2.420
Programa de Incentivo a Fontes Alternativas - PROINFA 1.760 1.887
Custo de Aquisição de Energia 129 5.248
Transporte de Energia - Itaipu Binacional 197 0
Majoração da Alíquota do PIS 0 195
Majoração da Alíquota do COFINS 0 614
Diferimento de Reposição Tarifária na Revisão 125 902
Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da
29.087 5.061
Parcela "A"
Total do Circulante 64.185 18.377
Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da
0 25.213
Parcela "A"
Total do Não Circulante 0 25.213
TOTAL DOS ATIVOS REGULATÓRIOS 64.185 43.590
Passivos Regulatórios 2.008 2.007
Conta de Consumo de Combustível - CCC 0 9.922
Transporte de Energia pela Rede Básica 5.508 4.772
Encargos de Serviços do Sistema 0 1.341
Custo de Aquisição de Energia 13.122 5.058
Transporte de Energia - Itaipu Binacional 12 88
Superávit do Baixa Renda 22.984 87.362
Programa de Incentivo a Fontes Alternativas - PROINFA 1.043 0
Encargos de Conexão 570 507
Total do Circulante 43.239 109.050
Superávit do Baixa Renda 64.491
Total do Não Circulante 64.491
TOTAL DOS PASSIVOS REGULATÓRIOS 107.730 109.050
Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A – CVA: estes


custos são apropriados ao resultado à medida que a receita correspondente é faturada aos
consumidores, conforme determinado na Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, nas Portarias
Interministeriais n° 296, de 25 de outubro de 2001, e nº 116, de 4 de abril de 2003, e
resoluções complementares da ANEEL.

Superávit de Baixa Renda: refere-se ao montante dos valores a serem ressarcidos aos
consumidores em decorrência do processo de migração de determinados consumidores
residenciais, anteriormente enquadrados na subclasse de baixa renda, para consumidores
normais. O ressarcimento deve-se ao fato de as tarifas concedidas à Empresa já terem
considerado o enquadramento anterior dos consumidores como de baixa renda. A ANEEL
deverá estabelecer os procedimentos a serem adotados para o ressarcimento aos
consumidores e homologar os valores a serem ressarcidos.

A aplicação da tarifa social de baixa renda, que causou impacto significativo nas receitas
operacionais das concessionárias, foi instituída pela Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002. O
Decreto nº 4.538, de 23 de dezembro de 2002, e a Lei nº 10.604, de 17 de dezembro de 2002,
foram os instrumentos legais instituídos para regulamentar o processo de subvenção
econômica, com a finalidade de contribuir para a modicidade da tarifa de fornecimento de
energia elétrica dos consumidores finais integrantes da subclasse residencial.

10.1.3 – Revisão Tarifária de 2008 – Segundo Ciclo

Cabe a ANEEL estabelecer tarifas que assegurem ao consumidor o pagamento de um valor


justo, como também garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessionária de
distribuição, para que ela possa oferecer um serviço com qualidade, confiabilidade e
continuidade.
Em 26 de agosto de 2008, após a realização da Audiência Pública nº 44/2008 realizada pela
Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e análise das contribuições de vários
segmentos da sociedade. A Superintendência de Regulação Econômica – SRE, calculou para
a CEB Distribuição o percentual total de -6,98% sendo -4,77% econômico e -2,21% financeiro
como reposicionamento a ser aplicado sobre as tarifas da concessionária.

10.1.4 – Valores a Receber por idade de saldo:

Classes de Consumidor Saldos Vencidos Vencidos há Total Total


Vincendos até 90 dias mais de90 dias 2008 2007
Residencial 19.869 24.580 20.642 65.091 67.053
Industrial 1.071 1.146 1.974 4.191 4.460
Comércio, Serviços e Outros 11.277 14.027 28.910 54.214 46.135
Rural 673 1.610 3.768 6.051 7.712
Poder Público 8.035 2.066 75.239 85.340 90.872
Iluminação Pública 3.682 3.380 26.570 33.632 30.044
Serviço Público 5.045 - 3.941 8.986 8.051
Subtotal 49.652 46.809 161.044 257.505 254.327
Serviço \taxado 446 553 543 1.542 -
Concessionárias e Permissionárias 844 845 2.063 3.752 4.489
Fornecimento Não Faturado 71.772 - - 71.772 62.692
Acrésc. Morat. em Conta de Energia 47.471 - - 47.471 -
Parcelamentos a Faturar 3.222 - - 3.222 4.290
Arrecadação a Classificar (7.585) - - (7.585) (1.319)
Outros 2.003 - - 2.003 1.598
Total 167.825 48.207 163.650 379.682 326.077
Prov. Créd. Liquid. Duvidosa -
PCLD (54.233) 54.233 (56.089)

Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

10.1.5 - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa

A provisão para crédito de liquidação duvidosa, foi constituída em bases consideradas


suficientes para fazer face a eventuais perdas na realização dos créditos e está em
conformidade com as instruções da ANEEL. A constituição da provisão está assim distribuída:

2008 2007
Residencial vencidos a mais de 90 dias 20.984 21.308
Industrial vencidos a mais de 360 dias 1.532 1.730
Comercial vencidos a mais de 180 dias 23.942 20.267
Rural vencidos a mais de 360 dias 2.895 3.323
P. Público vencidos a mais de 360 dias 74.489 79.584
I. Pública vencidos a mais de 360 dias 26.483 26.402
S. Público vencidos a mais de 360 dias 3.926 3.985
Concessionários vencidos a mais de 360 dias 2.064 2.247
Governo do Distrito Federal - Acionista Controlador não provisionados (102.082) (102.757)
TOTAL 54.233 56.089

10.1.6 – Fornecimento de Energia Elétrica Faturada por Classe

Número de MWh (a) Valor (R$ Mil)


Descrição Consumidores (a)
2008 2007 2008 2007 2008 2007
Fornecimento
Residencial 700.809 673.322 1.785.468 1.704.565 556.176 571.498
Industrial 1.486 1.464 186.819 164.437 52.898 43.542
Comercial 81.623 78.414 1.388.907 1.303.064 410.287 386.989
Rural 5.991 9.021 109.650 108.284 21.009 20.847
Poder Publico 3.999 3.985 533.722 524.677 180.345 180.443
Iluminação Pública 19 19 270.670 236.930 42.141 37.473
Serviço Público 212 202 274.695 246.185 50.628 44.015
Fornecimento Não Faturado Líquido - - - - 7.387 (230)
(=) Fornecimento de Energia Elétrica 794.139 766.427 4.549.931 4.288.143 1.320.871 1.284.577
(+-) Superávit Baixa Renda - (120.961) - (121.520) 10.249 (29.830)
Encargo de Capacidade Emergencial - - - - (17.005)
Consumo Próprio 47 45 3.139 4.236 18
Total Geral 794.186 766.472 4.553.070 4.292.379 1.314.133 1.254.747
Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

10.1.7 – Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos (R$ Mil)

Descrição 2.008 2.007


IRPJ Diferido 4.463 13.171
CSLL Diferido 1.615 4.751
Total do Circulante 6.078 17.922
Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

São calculados e contabilizados créditos tributários, considerando as alíquotas efetivas do


imposto de renda e contribuição social, com base nas diferenças intertemporais e sobre
prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social sobre o lucro, que são, em 31 de
dezembro de 2008, da ordem de R$ 17.946.

Os atuais créditos tributários ativados serão baixados de acordo com a realização das
respectivas diferenças temporárias ou no prazo máximo de 10 anos, caso este período for
menor.

10.1.8 – Provisões para Contingências Trabalhistas, Cíveis e Fiscais (R$ Mil)

A Empresa tem ações trabalhistas, cíveis e fiscais em andamento, que envolvem


responsabilidades contingenciais; após análise e quantificação dos riscos da cada uma, são
constituídas provisões para aqueles casos em que a probabilidade de perda é considerada
provável, na opinião dos procuradores jurídicos da Empresa.

2008 2007
Contingências Valor da Provisão Valor da Provisão
No Exercício Acumulada No Exercício Acumulada
Trabalhistas
periculosidade 3.557 8.553 619 4.996
horas Extras - 74 0 74
Empregados de Prestadoras de Serviços 234 711 (100) 477
Indenização de Acordo Coletivo 7.165 7.251 0 86
Indenização por Danos Morais 62 110 19 48
Outros 135 583 42 448
Subtotal 11.153 17.282 580 6.129
Cíveis
Fornecedores (70) 1.069 19 1.139
Consumidores (27) 1.434 0 1.461
Indenização por Danos Morais e Materiais 1.340 8.719 (725) 7.379
ANEEL 11.244 14.306 1.460 3.062
Outros 0 1.038 (259) 1.038
Subtotal 12.487 26.566 495 14.079
Fiscais
União Federal 0 3.913 0 3.913
SESC e SENAC 0 0 (480) 0
Outras Provisões 0 188 188 188
Subtotal 0 4.101 (292) 4.101
Total 23.640 47.949 783 24.309
Fonte: Demonstrações Financeiras da CEB Distribuição S.A.

10.1.9 – Fundo de Pensão (R$ MIL)

A Empresa é patrocinadora da FACEB – Fundação de Previdência dos Empregados da CEB,


que tem por objetivo suplementar os benefícios assegurados pela Previdência Social aos
empregados da CEB Distribuição S.A. e da FACEB e aos seus dependentes.

O regime atuarial é o de capitalização para os benefícios de aposentadoria, pensão e pecúlio


por morte, de repartição de capitais de cobertura para o benefício de auxílio-doença e de
repartição simples para os benefícios de auxílio-funeral e reclusão. A relação de contribuição
entre patrocinadores e participantes é paritária desde 2001.

A FACEB apresentou, em 31 de dezembro de 2008 , um déficit técnico de R$ 32.830, no


exercício, e um superávit acumulado da ordem de R$ 25.155.

Em 31 de dezembro de 2008, de acordo com o Parecer Atuarial, o valor presente dos


benefícios concedidos é de R$ 346.832; e a conceder, de R$ 358.409, sendo o valor da
Reserva a Amortizar da ordem de R$ 134.089.

A FACEB, em 31 de dezembro de 2008, congregava cerca de 1.909 associados, sendo 629


ativos, 264 auto-patrocinados e 994 assistidos, através do pagamento da suplementação de
benefícios da previdência social.

Em 27 de dezembro de 2001, a Companhia Energética de Brasília – CEB, na qualidade de


patrocinadora da Fundação de Previdência dos Empregados da CEB – FACEB, assinou
contrato de parcelamento de contribuição suplementar para com essa Fundação, oriundo dos
compromissos especiais assumidos em 1993, por ocasião da implementação do Plano
Complementar de Benefícios Previdenciais, objetivando desvincular sua amortização quando
da aprovação da paridade contributiva determinada pela Emenda Constitucional n° 20, de 15
de dezembro de 1998. O valor global do referido contrato foi de R$ 90.812, retroagindo a 31
de janeiro de 2001. Na data-base de 31 de dezembro de 2008, o montante da obrigação
financeira corresponde a R$ 134.089, que está apresentado no passivo circulante e não
circulante sob o título Benefício Pós-Emprego – Previdência Privada:

Montante do passivo financeiro 134.089


Circulante 69.616
Não Circulante 64.473

10.1.10 – DELIBERAÇÃO CVM n° 371/2000 – CONTABILIZAÇÃO DE BENEFÍCIOS A


EMPREGADOS
A partir da Deliberação n° 371, de 13 de dezembro de 2000, que aprovou o pronunciamento
do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil sobre a contabilização de
benefícios a empregados, novas práticas de apuração e divulgação dos efeitos decorrentes
destes benefícios foram instituídas e são obrigatoriamente aplicadas para os exercícios
iniciados a partir de 01 de janeiro de 2002.

Os cálculos decorrentes da aplicação dessa norma foram elaborados por atuário


independente; as premissas atuariais e os montantes apurados estão resumidos a seguir.

2008
PREMISSAS ATUARIAIS
Previdência e Saúde
Taxa de desconto da obrigação atuarial 11,30%
Taxa de rendimento esperado sobre os ativos do plano 11,30%
Expectativa de inflação para o exercício, annual 5,00%
Taxa real de crescimento salarial 1,00%
Taxas de crescimento dos custos médicos 7,10%
Taxa real de crescimento dos custos médicos 2,00%
Taxa de rotatividade 0,00%
Capacidade real dos salários e dos benefícios 100,00%
Aumentos futuros dos benefícios 5,00%
TÁBUAS BIOMÉTRICAS:
Mortalidade geral AT 83
Entrada em invalidez TASA 1927
Mortalidade de inválidos IAPC
Grupo de dependentes para pensão Família média regional
Tempo médio de serviço para aposentadoria 9 anos
Expectativa média de vida dos ativos 33,28 anos
Expectativa média de vida dos aposentados 20,95 anos
Método de financiamento Crédito unitário projetado
2008
PREMISSAS ATUARIAIS
Previdência Saúde Total
Valor presente das obrigações com cobertura (571.152) (571.152)
Participantes Ativos (358.409) (358.409)
Participantes Assistidos (346.832) (346.832)
Contrato de dívida (083/2001- CEB) 134.089 134.089
Valor presente das obrigações a descoberto (130.278) (130.278)
Participantes Ativos (93.973) (93.973)
Participantes Assistidos (36.305) (36.305)
Subtotal (571.152) (130.278) (701.430)
Valor justo dos ativos do plano 578.809 578.809
Resultado do plano 7.657 (130.278) (122.621)
Ganhos(perdas)atuariais não reconhecidos 61.188 61.188
Custo do serviço passado não reconhecido 0
Efeito do limite dos ativos do plano 0
Ativo(Passivo)atuarial líquido 68.845 (130.278) (61.433)

A contabilização dos benefícios pagos pelos empregadores está baseada em Avaliação


Atuarial posicionada em 31 de dezembro de 2008, cujos dados cadastrais referem-se à data-
base de 31 de dezembro de 2008.

Programa Previdencial: a Empresa optou por não efetuar o registro contábil do superávit do
programa previdencial em relação aos cálculos acima demonstrados, nos termos da citada
deliberação.

Programa de Saúde: em 11 de julho de 2002, foi publicada a Lei Distrital nº 3.010, que
estendeu o plano de saúde a todos os ex-empregados da Empresa em gozo do benefício de
aposentadoria e seus cônjuges, com efeitos a partir de 05 de junho de 2002. De acordo com a
Deliberação CVM nº 371/2000, a Empresa vem contabilizando o gasto com esse benefício
pós-emprego integralmente no resultado desde o exercício de 2002 em relação à parcela
correspondente aos empregados assistidos, com montante calculado atuarialmente em R$
36.305, na data de 31 de dezembro de 2008.

Em relação à parcela correspondente aos empregados em atividade, está sendo reconhecida


gradativamente no resultado, desde junho de 2002, à medida que a Empresa beneficia-se dos
serviços prestados por esses empregados em atividade, serviço futuro de dez anos em
média, conforme cálculos atuariais, com montante, em 31 de dezembro de 2008, da ordem de
R$ 93.973.

10.1.11 – Seguros

Os bens móveis e imóveis compostos por equipamentos, máquinas, ferramentas, móveis e


utensílios e demais instalações relacionados aos prédios administrativos, operacionais,
laboratórios e subestações de distribuição componentes do Ativo Imobilizado, conforme os
critérios de riscos constantes de relatório técnico, estão cobertos, até 02 de dezembro de
2009, por contrato de seguro para riscos nomeados contra incêndio, raio, explosão e danos
elétricos, cujo custo do prêmio foi de R$ 1.481.

10.1.12 - CAPITAL SOCIAL E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

O Capital Social subscrito e integralizado é de R$ 48.406, dividido em 48.406.369 (quarenta e


oito milhões, quatrocentos e seis mil e trezentas e nove) ações ordinárias nominativas, sem
valor nominal, todas de propriedade da Companhia Energética de Brasília – CEB.
11 – PATRIMÔNIO LIQUÍDO

11.1 – Capital Social

O Capital autorizado é de R$ 368.724, conforme art. 7º do Estatuto da Companhia, e o Capital


Social subscrito e integralizado é de R$ 342.056 em 31 de dezembro de 2008 e de 2007.
As ações são escriturais e sem valor nominal, sendo que as ações preferenciais de ambas as
classes não têm direito a voto.

A composição do Capital Social subscrito e integralizado por classe de ações e principais


acionistas é a seguinte:

Classe de Ações Quantidade de Ações


Ações Ordinárias Nominativas 4.576.432
Ações Preferenciais Classe "A" 1.313.002
Ações Preferenciais Nominativas classe "B" 3.294.024
Total 9.183.458
Fonte: Relações com Investidores da Companhia Energética de Brasília

Acionistas Quantidade de %
Ações Ordinárias
Governo do Distrito Federal – GDF 4.085.364 89,27
Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP 150.473 3,29
REGIUS – Sociedade Civil de Previdência Privada 97.380 2,13
BRADESCO Capitalização S.A. 57.340 1,26
OPPORTUNITY Lógica II FIA 44.600 0,97
International Markets Investimento C. V. 29.800 0,65
Bransfield LLC 20.670 0,45
Fundo de Investimento de Ações – Dividendos Canoi 15.900 0,35
Outros 74.905 1,63
Total 4.576.432 100,00
Fonte: Relações com Investidores da Companhia Energética de Brasília

12 – SALDO E TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

12.1 – Companhia Energética de Brasília (R$ Mil)

Descrição 2008 2007


Ativo da CEB
Juros Sobre Capital Próprio e Dividendos a Receber 14.261 11.305
Adiantamentos Para Futuros Aumento de Capital 9.210 2.825
Passivo da CEB
BSB Energética S.A. 2 2
CEB Geração S.A. - -
CEB Distribuição S.A. – Controlada 13 *5.592

* O saldo inclui R$ 5.592, relativos à CEB Distribuição S.A., decorrente da seguinte operação: a
Resolução nº 318/2005 da ANEEL, que aprovou a desverticalização da Companhia e respectivo
Laudo de Avaliação determinou que os empréstimos junto à ELETROBRÁS, no âmbito do
Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente – ReLuz, ficassem sob sua
responsabilidade. Em função disto, os recursos financeiros no montante de R$ 5.677,
decorrentes da aprovação pela ANEEL, conforme Despacho nº 773, de 18 de abril de 2006, do
projeto relativo ao Programa de Eficiência Energética do ciclo 2004/2005, executado com
recursos do ReLuz, foram transferidos da CEB Distribuição S.A. para a Companhia Energética
de Brasília – CEB.

12.2 – CEB Distribuição S.A. – Controlada (R$ Mil)

Descrição 2008 2007


Ativos da CEB Distribuição S.A.

Compra Antecipada de Energia – CEB Lajeado S.A. 4.385 4.385

Companhia Energética de Brasília – CEB (Controladora) 13 5.593

Passivo da CEB Distribuição S.A.

Fornecedor Suprimento – CEB Lajeado S.A. 12.834 7.390

Fornecedor Suprimento – Corumbá Concessões S.A. 8.365 7.667

Resultado da CEB Distribuição S.A.

Energia Comprada Para Revenda da CEB Lajeado S.A. 91.847 76.866

Energia Comprada Para Revenda da Corumbá Concessões S.A. 96.713 89.367


Fonte: Demonstrações Financeiras - CEB Distribuição S.A.

12.3 – CEB Lajeado – Controlada (R$ Mil)

Descrição 2008 2007


Ativos da CEB Lajeado S.A.
Suprimento de Energia – CEB Distribuição S.A. 12.834 7.390
Adiantamentos Para Futuros Aumentos de Capital – Investco - 11.103
Passivo da CEB Lajeado S.A.
Venda Antecipada de Energia – CEB Distribuição S.A. 4.385 4.385
Arrendamento – Investco 4.500 3.340
Resultado da CEB Lajeado S.A.
Venda Energia – CEB Distribuição S.A. 91.847 76.866
Fonte: Demonstrações Financeiras - CEB Lajeado S.A.

12.4 – Corumbá Concessões S.A. – Coligada (R$ Mil)

Descrição 2008 2007


Ativos da Corumbá Concessões S.A.

Suprimento de Energia – CEB Distribuição S.A. 8.365 7.667

Passivo da Corumbá Concessões S.A.


Adiantamentos Para Futuros Aumentos de Capital – Serveng–Civilsan S.A. 35.985 29.135

Fornecedor – Serveng–Civilsan S.A. 38.209 36.580

Resultado da Corumbá Concessões S.A.

Venda Energia – CEB Distribuição S.A. 96.713 89.367

Despesa Financeira – Serveng–Civilsan S.A. 3.629 2.531


Fonte: Demonstrações Financeiras da Corumbá Concessões S.A.

13 – INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Em atendimento à Deliberação CVM nº 566, de 17 de dezembro de 2008, que aprovou o


Pronunciamento Técnico CPC nº 14, e à Instrução CVM nº 475, de 17 de dezembro de 2008,
a Companhia e suas controladas efetuaram uma avaliação de seus instrumentos financeiros.

Considerações gerais:

Em 31 de dezembro de 2008, os principais instrumentos financeiros estão descritos a seguir:

● Numerário disponível – está representado ao seu valor de mercado, que equivale ao seu
valor contábil;

● Aplicações financeiras – são classificadas como destinadas a negociação. O valor de


mercado está refletido nos valores registrados nos balanços patrimoniais.

● Consumidores, Concessionárias e Permissionárias e Títulos de Créditos a Receber –


decorrem diretamente das operações das controladas, são classificados como mantidos até o
vencimento, e estão registrados pelos seus valores originais, sujeitos a provisão para perdas
e ajuste a valor presente, quando aplicável.

● Empréstimos, Financiamentos e Encargos – são classificados como passivos financeiros


não mensurados ao valor justo e estão contabilizados pelos seus valores contratuais. Os
valores de mercado destes empréstimos são equivalentes aos seus valores contábeis, por se
tratarem de instrumentos financeiros com características exclusivas oriundas de fontes de
financiamento especificas para investimento em distribuição de energia.

O resultado das operações da CEB Distribuição S.A. pode ser afetado significativamente pelo
fator de risco de mercado, taxa de câmbio (dólar norte-americano), em virtude de a Empresa
adquirir parte do suprimento de energia elétrica com pagamento nessa moeda estrangeira.

14 – SEGUROS

Os bens móveis e imóveis compostos por equipamentos, máquinas, ferramentas, móveis e


utensílios e demais instalações relacionadas à UPA – Usina Hidrelétrica do Paranoá e aos
prédios administrativos, operacionais, laboratórios e subestações de distribuição –
componentes do Ativo Imobilizado da CEB Geração S.A. e da CEB Distribuição S.A.,
conforme os critérios de riscos constantes de relatório técnico – estão cobertos, até 02 de
dezembro de 2009, por contrato de seguro para riscos nomeados contra incêndio, raio,
explosão e danos elétricos.

Os bens das Usinas Luís Eduardo Magalhães, Queimado e Corumbá IV também estão
devidamente segurados.
15 – PERSPECTIVAS EMPRESARIAIS A PARTIR DE 2009

A Companhia Energética de Brasília – CEB possui participações acionárias nas empresas


CEB Distribuição S.A.; CEB Geração S.A.; CEB Participações S.A.; CEB Lajeado S.A.;
Companhia Brasiliense de Gás S.A.; Corumbá Concessões S.A.; BSB Energética S.A.; e
Energética Corumbá III S.A..

Findo o exercício de 2008, a empresa Energética Corumbá III S.A., por estar na fase pré-
operacional, não gerou receita e, consequentemente, não influenciou o resultado da CEB.
Entretanto, como o empreendimento associado (AHE Corumbá III) entrará em operação no
primeiro semestre de 2009, a partir deste ano, de acordo com as projeções disponíveis,
ocorrerão apurações de resultados positivos de forma continuada.

Em 2009, a Companhia Brasiliense de Gás S.A. ampliará sua receita, provavelmente


agregando mais postos combustíveis às duas unidades fornecedoras de gás veicular
atualmente em operação no Distrito Federal. Também continuarão os estudos prospectivos
para análise de viabilidade de atendimento de outros segmentos de consumidores,
destacando-se o residencial. De qualquer forma, por se tratar de estudos preliminares que
necessitarão de consistência empresarial, provavelmente, os resultados da Companhia
Brasiliense de Gás S.A. nos próximos anos continuarão no limite entre a apuração de lucros
ou prejuízos, porém com montantes reduzidos.

Quanto a CEB Geração S.A., saliente-se o aumento de 49% da tarifa média da energia
comercializada a partir do mês de janeiro de 2009, trazendo a expectativa de lucros acima da
média projetada. Para os exercícios seguintes, há a previsão de investimentos para
recomposição da UHE do Paranoá, principal produtora de receitas da Empresa, cujas
instalações necessitam de intervenções que assegurem sua operação para as próximas
décadas. As receitas e os resultados esperados para o negócio, certamente serão suficientes
para suprir os recursos próprios demandados para modernização da Usina, oferecer garantias
de recebíveis para eventuais financiamentos, assim como distribuir resultados em montantes
adequados para a Controladora.

A propósito da BSB Energética S.A., cujo foco empresarial relaciona-se com a implantação de
Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), em 2007, ao associar-se com outras empresas que
também possuíam concessões, projetos e licenças ambientais de empreendimentos de
mesma natureza, passou a deter participação acionária na Brasil PCH S.A.. Esta Empresa,
por sua vez, logrou sucesso quanto à captação de recursos para construção dos
empreendimentos, tendo como principal fonte financiadora o BNDES, resultando uma
conjuntura empresarial que possibilitou a entrada em operação de nove usinas em 2008,
restando quatro unidades a serem concluídas em 2009.

Note-se uma característica evidenciada para o futuro da BSB Energética S.A.. Houve a
decisão empresarial dos acionistas de não dar continuidade à prospecção de novos
aproveitamentos hidrelétricos. Por outro lado, como a Empresa associou-se à Brasil PCH S.A.
por meio de três projetos de usinas a serem construídas por esta última, sem qualquer
compromisso quanto a operação e manutenção dos empreendimentos, restou apenas a
participação acionária no negócio. Assim, a BSB Energética S.A. tornou-se uma empresa cuja
tarefa corresponderá tão somente à gestão da citada participação acionária. Apesar do
modesto percentual acionário da CEB na BSB Energética S.A. (apenas 9%), e, portanto, na
Brasil PCH S.A., serão alcançados resultados positivos no futuro próximo, cabendo à
Companhia o acompanhamento do desempenho projetado.

Por sua vez, as perspectivas de resultados da CEB Lajeado S.A. são positivas e crescentes
nos anos vindouros. Tal projeção tem como fundamento o comportamento do serviço da
dívida utilizada para construção da Usina Luís Eduardo Magalhães, produtora da energia
comercializada pelo negócio, que cumprirá doravante trajetória francamente decrescente,
encerrando-se em 2012, favorecendo apurações de lucros nos próximos exercícios.
Destaque-se o papel relevante da CEB Lajeado S.A. dentre as empresas geradoras
integrantes da CEB. Mantida a atual estrutura empresarial da Organização, esta Empresa
continuará sendo responsável pelas destinações dos maiores montantes de resultados para a
CEB, depois daqueles distribuídos pela CEB Distribuição S.A..

No que diz respeito à CEB Participações S.A., verifica-se que a Empresa está próxima de
atingir seu limite de resultados positivos anuais. O lucro no ano de 2008, significativamente
superior ao registrado em 2007, causado, principalmente, pelo incremento do preço médio da
energia comercializada da ordem de 50%, ocorrido em janeiro do exercício findo, assegurou a
elevação do patamar de resultados que será mantido por meio dos contratos de venda de
energia de longo prazo formalizados. Entretanto, a partir de 2009, será destinada particular
atenção à UHE de Queimado. Estudos preliminares indicam a possibilidade de melhorar o
desempenho do empreendimento, agregando, consequentemente, receitas adicionais
oriundas de incrementos da energia gerada pela Usina, até a completa estabilidade do
negócio.

A Corumbá Concessões S.A. tem como empreendimento associado a UHE Corumbá IV e, em


função de suas especificidades, originadas do processo de construção da Usina, necessita de
constante atenção especial. Embora a Empresa tenha alcançado resultados positivos em
2007 e 2008, seus valores, assim como os dividendos distribuídos são reduzidos,
incompatíveis com a dimensão do investimento realizado.

Para enfrentamento dos problemas empresariais da Corumbá Concessões S.A., os acionistas


se mobilizaram nos dois últimos anos para conseguir a reestruturação do financiamento do
BNDES, finalmente concluída em setembro de 2008 (carência parcial por dois anos do serviço
da dívida, uma vez que serão pagos mensalmente os encargos e 10% da amortização do
financiamento nesse período, além do alongamento do prazo para quitação do passivo,
também por mais dois anos), proporcionando algum conforto na gestão do caixa da Empresa.

Não obstante, ainda restam eventuais passivos remanescentes da época da construção do


em empreendimento e do desequilíbrio financeiro instalado a partir de 2007 (superado em
2008), que serão negociados a partir do exercício de 2009 com a Controladora da Empresa, a
Serveng. Assim, nos próximos anos, a gestão da Corumbá Concessões S.A., assim como
seus acionistas, dentre os quais a CEB e a CEB Participações S.A., conviverão com certa
instabilidade a ser vencida, de maneira que fiquem claros, afinal, os resultados efetivos que
poderão ser projetados para o negócio.

No exercício findo, a CEB Distribuição S.A. registrou lucro correspondente a R$ 33,15


milhões, amortizou sua dívida em montante da ordem de R$ 20,71 e deu continuidade ao
arrojado programa de investimentos que alcançou R$ 134,32 milhões em 2008, este último
suportado por captações de baixo custo oriundos da Eletrobrás e do Fundo de Investimento
do Centro Oeste (FCO).

Quanto à dívida com Furnas, após longa negociação, foi concluída a operação com a Caixa
Econômica Federal em 05 de janeiro de 2009, possibilitando a substituição do passivo
oneroso por empréstimo com essa entidade financiadora com custos menores (CDI mais
0,18% ao mês).

As iniciativas relatadas criaram as bases para a perspectiva de bons resultados em 2009 e


2010, sobretudo quando consideramos a formalização de novos contratos de financiamentos
de baixo custo com as mesmas entidades citadas e os aportes de recursos a serem
destinados pela CEB para a CEB Distribuição S.A., referentes à dívida oriunda do processo
de desverticalização, com montante mínimo da ordem de R$ 20 milhões em 2009, e parcela
ainda mais expressiva em 2010. Alternativamente, os aportes em apreço poderão ocorrer por
meio da assunção de passivos da Distribuidora pela CEB, conforme prevê o “Compromisso de
Subscrição de Ações”, formalizado em 26 de janeiro de 2006.
Por outro lado, a conjuntura econômico-financeira recessiva desenhada para os próximos
anos, parece não ameaçar a estratégia articulada para assegurar bons desempenhos na
Empresa Distribuidora. Há a expectativa de que a receita da Empresa não seja atingida
significativamente, em função do perfil de consumo do Distrito Federal (alto percentual de
consumidores residenciais), além da projeção de redução dos indicadores de inflação e da
taxa de juros básica (Selic), diminuindo os custos do endividamento da CEB Distribuição S.A.
que vem sendo amortizado, mas que ainda é expressivo.

Registre-se também, a ocorrência do 20 Ciclo de Revisão Tarifária da CEB Distribuição S.A.,


concluído em agosto de 2008. Praticamente, resultou do evento a manutenção do nível
tarifário da Empresa, situação que exigirá da gestão criatividade e agilidade na busca de
alternativas que viabilizem a Distribuidora tendo como referência o horizonte de 2012, quando
se realizará o 30 Ciclo de Revisão Tarifária e estará próximo o encerramento do prazo da
concessão previsto para 2015.

O caminho a ser percorrido exigirá continuidade dos altos níveis de investimentos, de maneira
a melhorar a qualidade dos serviços prestados e, ao mesmo tempo, aumentar a base de
remuneração, favorecendo o alcance de tarifas adequadas na data da próxima revisão
tarifária. Em outra vertente, deverá ser concluído o saneamento de custos em curso e
concebida a Empresa pautada pelos parâmetros relacionados com as despesas (Pessoal,
Materiais, Serviços de Terceiros e Outros) definidos pelo Órgão Regulador, assegurando a
continuidade de resultados positivos para o negócio.

Finalmente, cabe concluir com as perspectivas empresariais esperadas para a CEB. A


contribuição individualizada de cada empresa integrante da Companhia, assim como a
consolidação de suas repercussões, apontam para resultados favoráveis nos próximos anos,
e a estratégia empresarial baseada na geração de receitas não-operacionais relacionadas
com alienações de imóveis ociosos para fazer frente às demandas por recursos no período de
transição está sendo aplicada com sucesso. Portanto, os elementos disponíveis asseguram e
recomendam que no exercício de 2009, a Administração da Companhia continue sua tarefa
de construção das bases em que se assentará a almejada sustentabilidade empresarial.

16 – EVENTO SUBSEQÜENTE

Em janeiro de 2009, foi formalizado empréstimo com a Caixa Econômica Federal, no


montante de R$ 219,0 milhões, com encargos correspondentes ao CDI mais 0,18% ao mês,
que permitiu a liquidação da maior parte da dívida para com Furnas, originada de
inadimplências dos pagamentos do suprimento de energia, no âmbito da CEB Distribuição
S.A., ocorridas em exercícios passados, com encargos mais elevados (IGP-M, mais juros de
1% ao mês);

No exercício de 2009, com o objetivo de gerar recursos para honrar seus compromissos
relativos a pagamento de dívida e investimentos, a Companhia continuará promovendo
alienações de ativos imóveis ociosos. Nesse sentido, saliente-se a preparação para venda da
unidade imobiliária localizada no Setor Noroeste, Brasília – DF, adquirida em 22 de maio de
1979 e registrada contabilmente pelo custo de aquisição, com área de 284.160 m2, cuja
ocupação tornou-se empresarialmente desnecessária, em função da atual estrutura
organizacional da CEB resultante do processo de desverticalização concluído no mês de
janeiro de 2006;

Em fevereiro de 2009, a CEB Distribuição S.A. concluiu as captações dos financiamentos com
o Banco do Brasil, por meio do Fundo de Desenvolvimento do Centro – Oeste e da Eletrobrás,
para utilização em investimentos, nos valores de R$ 60,0 milhões e R$ 56,0 milhões,
respectivamente;
A CEB encaminhou em 17 de fevereiro de 2009, a Carta n0 029/2009 – PRESI para a ANEEL,
informando que liquidou antecipadamente o montante de R$ 8,0 milhões referentes à primeira
parcela da dívida para com a CEB Distribuição S.A., no valor de R$ 22,7 milhões, com
vencimento em 31 de dezembro de 2008. Na mesma correspondência, foi manifestado o
entendimento de que o restante da referida parcela será liquidado após a publicação das
demonstrações contábeis de 2008, de acordo com o estabelecido nas Resoluções n 0 318, de
14 de setembro de 2005 e n0 958, de 12 de junho de 2007. É importante esclarecer que o
passivo, com valor histórico total de R$ 142,7 milhões, é corrigido pelo IGP-M, razão pela
qual, a referida interpretação não repercutirá negativamente na empresa distribuidora
controlada integralmente pela Companhia.

Brasília, 31 de dezembro de 2008.

JOSÉ JORGE DE VASCONCELOS LIMA FERNANDO OLIVEIRA FONSECA


Diretor-Presidente Diretor

HAROALDO BRASIL DE CARVALHO ELIAS BRITO JÚNIOR


Diretor Diretor de Relações com Investidores

VALDAIR TAVARES DA FONSECA


Contador
CRC-DF 8.269/0