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UFCD

25 horas

JOVENS
E GRUPOS DE PARES

Formadora: Emília Nunes

Maio 2011
Índice:

Introdução ................................................................................................................................ 3
Objectivos Gerais ...................................................................................................................... 4
O GRUPO .................................................................................................................................. 5
Os Papéis Sociais ....................................................................................................................... 7
Conhecimento da situação e Reflectir sobre a realidade ........................................................... 8
A NÍVEL FAMILIAR ................................................................................................................... 12
SOCIALIZAÇÃO DAS CRIANÇAS ................................................................................................ 15
O Álcool na Adolescência ........................................................................................................ 23
Sexualidade e Adolescência .................................................................................................... 24
Introdução

Esta formação aparece da necessidade que cada vez mais temos em reflectir e
pensar a construção de identidade dos nossos jovens. Somente apostando na formação
dos mais jovens iremos conseguir um crescimento saudável da nossa sociedade.

O ser humano que por excelência cresce e evolui do relacionamento com o outro,
todas as trocas afectivas e sociais, que possamos retirar dos nossos relacionamentos
assumem um papel preponderante na construção do EU.

Pela complexidade do tema muitos outros aspectos poderiam ser abordados, no


entanto olhando para uma sociedade que “sofre metamorfoses” constantes acaba por ser
quase impossível existir apenas uma definição sobre cada temática desta formação.
Apenas as ciências exactas podem usufruir de certezas. Quando falamos de relações
humanas cada definição assume uma complexa rede de conceitos e pensamentos.
Objectivos Gerais

 A juventude enquanto construção social - da aparente unidade à


diversidade;
 Redes Grupais e identidades juvenis – dos grupos juvenis aos grupos de
classes;
 Análise da função dos grupos de jovens , nomeadamente , os papéis,
estatutos dentro dos grupos;
 Problemáticas dentro da juventude - desemprego, a afirmação social, os
comportamentos pr é- delinquentes, criminalidade, toxicodependência,
alcoolismo, prostituição…etc
O GRUPO

Um grupo não é um mero somatório de pessoas, pois nesse caso referimo-nos a


ajuntamentos ou a multidões…

 O que é um grupo?

«unidade social constituída por pessoas com papéis interdependentes orientadas para
objectivos comuns e que regulam o seu comportamento por um conjunto de normas»

“Um grupo pode ser definido como dois ou mais indivíduos, que comunicam entre si,
partilham uma identidade e mostram, pelo menos, um objectivo em comum”.

Embora possa existir uma multiplicidade de outras definições, parece haver algum
consenso em torno do assunto, o qual aponta para a existência de um grupo numa
organização quando os seus membros:

 Se definem como membros do grupo, isto é, estão motivados para se juntarem


ou se manterem no grupo;
 São definidos pelos outros como membros do grupo;
 Se identificam uns com os outros;
 Participam normas comuns;
 Participam num sistema de papéis interligados;
 Procuram alcançar objectivos comuns e interdependentes;
 Sentem que a sua pertença ao grupo é compensadora;
 Têm uma percepção colectiva de unidade;

Tipos de Grupos:

Nas organizações há numerosos tipos de grupos, formais e informais…

… podemos presumir-se que os membros da organização podem pertencer a mais do


que um grupo de características e funções específicas;
Formais:

Deliberadamente criados pela gestão para realizar tarefas específicas claramente


relacionadas com a missão da organização.Consoante o horizonte temporal associado à
sua duração, estes grupos poderão considerar-se permanentes ou temporários.

Informais:

A comunidade de pares revela-se, portanto, uma base essencial de aprendizagem do


jovem para que se torne num membro do próprio sistema social.

… Promover as competências sociais, o grupo de pares ainda contribui notavelmente


para o desenvolvimento psicológico do adolescente.

Formação do Grupo de Pares:

 Em primeiro lugar, estes grupos não se formam de modo instantâneo mas são
resultado de sucessivas avaliações e interacções entre iguais…

 Decorrente da passagem da infância para a adolescência e consequente


«alargamento do mundo social» (Sprinthall &Collins, 1988), o jovem
experimenta diversos contactos com os outros que influenciam directamente a
formação dos grupos.

 Enquanto na infância os indivíduos pertencem a um determinado grupo de modo


a que possam participar em actividades como jogos ou brincadeiras, na
adolescência os jovens estabelecem relações entre si visando a partilha de
sentimentos e interesses em comum.
Os Papéis Sociais

O que são papéis sociais?

Conjunto de atitudes, posturas e comportamentos que os outros esperam de uma pessoa,


tendo em conta a posição que ela ocupa na sociedade ou no grupo.

 A cada papel social está ligado um estatuto diferente. O estatuto refere o lugar
na hierarquia social/grupo.

 Todos nós desempenhamos variados papéis sociais (com diferentes estatutos) ao


longo da nossa vida. Estes são fundamentais para participarmos da sociedade.

Exemplo: mãe, pai, filho, formador, amigo, chefe, empregado…

Diferentes situações da vida exigem o desempenho de diferentes papéis


Exemplo: no meu trabalho, enquanto empregado, tenho de ter uma determinada
postura que não tenho quando estou em casa a relacionar-me com a família

 O desempenho simultâneo de papéis pode ser gerador de conflitos no indivíduo


que os desempenha

 O contexto envolvente (local, pessoas, situação) determina o papel social que se


deve desempenhar

Exemplo: não é ajustado que eu fale com o meu chefe como se ele fosse o meu
colega de escola;

Não se deve nunca misturar papéis sociais!”


Conhecimento da situação e Reflectir sobre a realidade

Conceitos e Definições

• Sexo – Características biológicas que distinguem homens de mulheres.

• Género – Reconhecimento da existência de valores constitutivos da identidade


feminina e da identidade masculina;

• Estereótipo – Crenças colectivas, transmitidas pelos agentes de socialização, que


assentam na atribuição de valores nos traços atitudes e comportamentos fixos de
um determinado grupo.

• Papéis Sociais – Conjunto de comportamentos e atitudes que um indivíduo


apresenta e que resulta da sua socialização, do seu estatuto e da sua posição
social.

• Igualdade – Pressupõe igual valor social das mulheres e dos homens e do


respectivo estatuto na sociedade;

Implica a participação equilibrada de mulheres e homens na esfera pública e


privada;

Sublinha a liberdade que todos os seres humanos têm de fazer as suas escolhas
independentemente dos seus papéis sociais de género.

• Desigualdade – Pressupõe direitos, estatuto e dignidade hierarquizados entre as


mulheres e os homens, quer a nível da lei, quer a nível dos factos;

Traduz-se nas assimetrias nos indicadores sociais entre as mulheres e os homens


a nível da esfera pública e privada

• Discriminação – Prejuízo de qualquer natureza decorrente de normas jurídicas,


práticas sociais ou comportamentos individuais que é sofrido por uma pessoa em
função do seu sexo ou género. (Directa ou Indirecta)
Taxa de Emprego

A taxa de emprego apresenta uma tendência de crescimento no período entre 1995 e


2003, tendência essa que é particularmente visível em relação à taxa de emprego
feminina, que cresceu 7 pontos percentuais. Em 2003, a taxa de emprego feminina situa-
se nos 61,4%, face a 75% da taxa de emprego masculina

Taxa de Desemprego

Quer num contexto geral de diminuição do desemprego (1996 – 2000), quer num
período de crise em que o desemprego aumenta (2001 – 2004), a taxa de desemprego
feminina é sistematicamente superior à dos homens. Em 2004, o desemprego atinge
7,6% das mulheres e 5,8% dos homens.
Percentagem de Trabalhadores/as com Contrato de Trabalho não Permanente

Embora o trabalho com contrato a termo certo e outras formas de vínculo contratual não
permanente quase tenha duplicado entre 1995 e 2002, o seu peso relativo tem vindo a
diminuir desde então.

Não obstante, as mulheres continuam a ser mais atingidas pela precariedade do


vínculo contratual.

O mercado de trabalho ainda se rege por um paradigma masculino;

•Pressupõe disponibilidade total por parte dos homens para a vida profissional;

•Rege-se pela ficção de que as mulheres estão “ausentes”dele;

•Pressupõe que as mulheres participam nele devendo fazer com a mesma


disponibilidade dos homens

Não sendo óbvia essa disponibilidade:

•O mercado descrimina as mulheres.

•Podendo consubstanciar essa discriminação de forma:

•Directa: Produção de um tratamento desfavorável do sexo;


•Indirecta: gerando por normas ou práticas, aparentemente neutras, provocam mais
danos em mulheres do que em homens.

Discriminação Directa:

•Existência de categorias profissionais, cuja denominação exclui pessoas de uns dos


géneros;

•Retribuições inferiores para mulheres numa mesma categoria;•Impedimento de acesso


a determinadas categorias;

•Existência de ofertas de emprego dirigidas especialmente a um dos sexos;

•Regras de funcionamento diferenciadas.

Discriminação Indirecta

•A segregação profissional de que resulta um menor reconhecimento dada a


qualificação exigida;

•Inadequação das nomenclaturas de classificação profissional;

Ausência de pagamento de assiduidade quando as faltas são dadas para apoio à família;

•Programação de actividades de formação que contemplem a conciliação trabalho /


família;

•Definição de vínculos laborais, regime de trabalho ou outros que não atendam a


situação concreta de homens e mulheres.

Mecanismos de Discriminação no postos de trabalho resulta da segregação em


função dos sexos:

•Estruturação das carreiras e definição de perfis;

•Organização do tempo de trabalho;

•Políticas salariais;

•Instalação dos espaços de trabalho;

•Processo de auto-selecção de trabalhadores;

•Escolha das profissões.

•Recrutamento e selecção de pessoal:

•Divulgação das vagas existentes


•Requisitos exigidos (ex.: físicos)

•Informações solicitadas nos formulários (ex.: disponibilidade pessoal, constituição de


família)

•Tipo de contratação: as mulheres são mais objecto de contrato a termo ou a tempo


parcial.

Estruturação das carreiras:

•Diferenciação salarial: Bónus, prémios de assiduidade, não atribuição de subsídios de


risco a profissões maioritariamente femininas, horas extraordinárias;

•Organização do trabalho e cultura da empresa;

•Divulgação no cumprimento da legislação em vigor;

•Assédio Moral que se traduz na conduta abusiva que atente contra a personalidade,
integridade física ou psíquica que possa por em perigo o emprego ou o bom ambiente de
trabalho
•Assédio Sexual que se traduz num comportamento ou manifestação de carácter sexual
verbalizada ou não indesejada pela pessoa a quem se dirige.

A NÍVEL FAMILIAR
São as mulheres que normalmente asseguram a preparação das refeições, a limpeza da
casa e o cuidado da roupa.

•Tratar de assuntos administrativos (seguros, impostos, bancos, contas, etc.) é a tarefa


doméstica que mais de metade dos homens assegura sempre ou frequentemente.

Divisão das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos (valores médios em
percentagem)
Aspectos da Organização Familiar (alterações sociais)
•Agregados domésticos com menor dimensão

•Menos casamentos

•Crescente aceitação da coabitação

•Mais divórcios

•Aumento da idade do primeiro casamento e do primeiro filho

•Queda da taxa de fecundidade

•Aumento dos nascimentos fora do casamento

•Aumento do nºde mulheres que cria sozinhos os seus filhos(famílias monoparentais)

•Menos frequente 3 gerações viverem em comum

•Aumento da esperança de vida = população envelhecida

A televisão continua como elemento fundamental da casa, desempenhando a função


tanto de babysitter electrónica, como de pano de fundo para as dinâmicas familiares.

•Os desenhos animados deverão ser visionados pelas crianças com conta peso e medida;

•É importante a supervisão do adulto para ajudar a criança a reflectir e assimilar de um


ponto de vista positivo o que vê.

No entanto…

Face a todas as conjecturas, ambientes e motivações históricas a família tem


provado:

– Capacidade de Resistência

– Adaptação à Mudança

Tipos de Família:

As variáveis para a definição de Família são diversas…

Casamento

•Apesar do casamento ainda estar na mente social como o início da construção de


uma Família, existe cada vez mais a coabitação, as uniões livres, o crescente
número de filhos fora do casamento e tudo isto tende a ser duradouro.
Residência Comum:

Sem ter implícito o conceito de construção ou destruição de Família, o que


dizer dos colegas de faculdade que partilham o mesmo apartamento? Há
também famílias que não partilhando a mesma habitação

Parentesco:

•Este conceito abarca dois tipos de laços:


–O consanguíneo
–O resultante de uma aliança
•Alicerçam -os dois em relações diferentes (pai-filho; casal)
•Trata-se de uma noção que varia culturalmente;se os dois em relações diferentes (pai-
filho; casal)

SOCIALIZAÇÃO DAS CRIANÇAS

•Ideia de que os pais, no seio da família, são os únicos responsáveis pela


educação dos filhos.
•Actualmente muitas instituições partilham este papel, podendo superar a
componente parental.

O conceito mudou…

Não se pode falar em família, mas em FAMÍLIAS

–Mas apesar destas alterações, muito se manteve inalterável nomeadamente os


papéis que hoje homens e mulheres desempenham na vida familiar

Caracterizar o processo de socialização na criança.


A socialização é um processo de adaptação do indivíduo à sociedade

• Inicia-se logo que a criança é concebida.


• Já no útero materno a criança ouve o timbre de voz das pessoas que
convivem com a sua mãe, é a partir daí que estabelece sua primeira relação
com o mundo.
• São as experiências do dia-a-dia que vão possibilitar que descubra o prazer
das relações.

• Ao nascer a criança mantém um contato directo com os seus pais e a forma


como cada um chega, fala, interage e a toca, procurando estabelecer uma
interlocução com o bebé, vai favorecer o seu desenvolvimento social. A
criança percebe que todos os que dela se aproximam podem lhe comunicar
algo, fazendo-a ficar atenta aos gestos e ruídos mínimos que se produzem no
ambiente.
• Brincar com o bebé, suscitando-o a prestar atenção, a reagir, seja
balbuciando ou movimentando o corpinho é sem dúvida um momento
precioso para que comece a dar-se conta de que seu corpo fala com
movimentos e sons, capazes de atrair a atenção dos que estão ao seu redor.

Uma dica importante para esta fase...

• é aproveitar os momentos em que se realiza a troca de fraldas, o banho e


enquanto a criança é alimentada, para ir conversando com ela, comunicar o que
está a ser realizado, nomear partes do corpo que estão a ser tocadas, procurando
olhá-la directamente nos olhos.
Para falar, cantar, expressar-se, a criança necessita interagir e descobrir nestas
situações o prazer pelo fazer. Assim, convém que antes mesmo de completar um
ano de vida estas actividades possam ser vivenciadas, pois é no exercício
constante que a criança descobre como pode se comunicar e com quem se sente
a vontade para estabelecer esta comunicação.

Á medida que crescem as crianças vão descobrindo outras formas de se relacionarem


com o mundo, por isso é favorável que possam vivenciar diferentes situações.
Oferecer brinquedos que produzam sons, lápis para iniciar as experimentações gráficas,
música para ouvir e dançar, vídeos onde possa interagir imitando personagens, mas
muito mais precioso do que todas estas situações, é imprescindível que esta criança
possa interagir com os seus pais e com outras crianças, pois entre iguais as trocas são
autênticas.

A criança precisa de outras crianças por perto para aprender a trocar, a dividir, a esperar
a sua vez, a compartilhar idéias e espaços. Isto não dispensa de forma alguma a
presença atenta dos adultos, fazendo as intervenções necessárias, auxiliando nos
momentos apropriados, dando suporte para que enfrentem com segurança os desafios
que por vezes surgem, e que enriquecem as trocas de experiências.
É neste movimento de troca, ação, interação que as relações se estabelecem e que cada
um cresce a partir das experiências que vivem. Para uma socialização saudável a criança
necessita de espaço, segurança e pessoas capazes de dar-lhe suporte para que acredite
nas suas capacidades e nas suas potencialidades.

Quando a criança se relaciona espontaneamente com outras crianças, desenvolve uma


auto- imagem positiva de si mesma, e sente-se confiante e segura para investir nas
relações e nas trocas afectivas.
Aos adultos cabe a tarefa de promover os encontros sociais, para que tenham a
oportunidade de descobrir o prazer da convivência.

Socialização:
- Processo de ensino-aprendizagem da cultura de um grupo social
- Começa quando o indivíduo nasce e só termina com a sua morte

SOCIALIZAÇÃO PRIMÁRIA
Ocorre nos primeiros anos de vida.
A criança aprende desde cedo, normalmente com a família, a comportar-se como
membro da sua comunidade.
SOCIALIZAÇÃO SECUNDÁRIA
Veiculada pela escola, amigos e meios de comunicação social, que completarão o
processo de ensino-aprendizagem.
Prolonga-se com a aprendizagem de outros comportamentos, consoante os grupos por
onde os indivíduos forem passando.
A Adolescência:

• Termo que deriva da palavra latina “adolescere”

Significa :

• Amadurecer;

• Tornar-se maduro;

• Crescer.

Varias transformações:

- No relacionamento com os outros;

- No relacionamento consigo próprio;

- Na forma de pensar;

- Na forma de sentir;

- Nos seus interesses e desejos;

- Começa a questionar tudo que o rodeia,

- Alterações pubertárias
- Conflitos familiares;

- Inserção no grupo

A influência do grupo de pares na adolescência:

• A família tende a perder influência sobre os filhos;

• Os colegas, ou pares, contribuem para o desenvolvimento do adolescente;

• Os colegas, ou pares, contribuem para a criação da personalidade do


adolescente;

• Este relacionamento ajuda o adolescente a compreender o seu desenvolvimento


psicológico e social.

A aceitação/rejeição dentro do grupo:

• Ser aceite ou não depende das várias características do adolescente:

- Comportamento

- Aparência

- Competência

- Inteligência

Influencias negativas dentro do grupo de pares:

-Negligência nos estudos;

-Pode ser nocivo quando se prolonga para além da idade:

- Pode manter o adolescente num estado de imaturidade;

- Pouca autonomia;

- Pouca segurança;

- Pouca confiança;
O grupo torna-se num refugio;

- Um esconderijo para as responsabilidades não assumidas, os medos, as


angustias.

• Relações mais fortes e duradouras;

• A amizade é construída com base em conceitos de apreciação e valorização


mútuas;

• Amigo a valer passa a ser aquele que compreende, que partilha os sentimentos e
pensamentos, sejam eles bons ou maus.

Apesar da maioria dos jovens acharem os pais pessoas de sabedoria, de confiança,


pessoas compreensivas e simpáticas, eles preferem nesta fase da vida a companhia
dos seus amigos.

• Nos grupos de raparigas a amizade baseia-se mais nos compromissos


interpessoais;

- Por exemplo a partilha de segredos.

• Nos grupos de rapazes as actividades comuns constituem o pilar que reforça a


solidez da amizade.

Aspectos negativos:

• Os adolescentes com comportamentos agressivos ou com comportamentos de


inferioridade tem tendência a:

- Isolar-se;

- Ter menos amigos;

- Ser postos de parte pelos colegas.

Se este adolescentes não tiverem um acompanhamento adequado poderão tornar-se


adultos problemáticos.
• O desempenho da vida adulta depende da qualidade das relações entre colegas
na adolescência;

• Um mau desenvolvimento social pode trazer problemas na vida adulta;

Tais como:
- Dificuldades de comportamento;

- Perturbações afectivas;

- Perturbações profissionais

Aspectos positivos:

• Um bom grupo de amigos contribui para criação de condições que terão


influências positivas no desenvolvimento futuro do adolescente.

• Dentro de um grupo, o adolescente tem a oportunidade de comparar o seu


comportamento com os indivíduos da mesma idade e posição social –
“Comparação Social”

• Podem ser positivas ou negativas.

• Provoca alterações ao nível da auto-estima e auto-imagem.

• No entanto persistem determinadas características pessoais.

Ex: o vestuário

• Com a vivência em grupo, os amigos influenciam-se mutuamente, tornando-se


cada vez mais semelhantes ao longo da sua relação.

• Geralmente são indivíduos com idades idênticas, do mesmo sexo e do mesmo


meio socio-económico.

• Estes factores influenciam as atitudes do grupo de amigos, conduzindo-os


muitas vezes a usar os mesmos princípios.

• A influência dos colegas na acção, permite-nos concluir que os efeitos da


similaridade entre amigos se acentua à medida que o tempo passa.
O Álcool na Adolescência

O consumo excessivo do álcool pode levar a:

 Doenças,

 Acidentes de Viação mortais,

 Violações,

 Violência doméstica ( 40-70%)

 Quedas acidentais,

 Acidentes Trabalho,

 Perda de Produtividade,

 Insucesso escolar,

 Etc…

O álcool é responsável por cerca de 195 000 mortes por ano na União
Europeia.
A percentagem de mortes atribuídas ao álcool é maior na idade compreendida entre os
15 e os 29 anos. O consumo do álcool é mais elevado no sexo masculino
( cerca de 25% a 30% do número total de mortes) que no sexo feminino ( 10 a 15%).
Sexualidade e Adolescência

O que é a sexualidade?

A sexualidade é aparentemente fácil de definir, é uma definição acaba por ser bastantes
mais complexa do que se poderia esperar.

São diversos os acontecimentos que ocorrem por volta da adolescência e que podem
estar ligadas à definição de sexualidade:

 Mudanças físicas, emocionais e psicológicas:


 Nova Identidade;
 Procura de afecto, carinho, amor intimidade;
 Alterações de papéis de género;
 Relações sexuais e reprodução;

A sexualidade humana é a função da personalidade que se


inicia com o nascimento e termina com a morte. Inclui: (a)
Como te sentes como pessoa; (b) O que sentes por ser mulher ou
homem; (c) Como te relacionas com as pessoas do mesmo sexo
e do sexo oposto.”
Mitos vs Factos acerca da Sexualidade
Próprio da nossa cultura e educação são diversos os mitos que aparecem e que
acabam por tornr-se verdades quase absolutas….

 O sexo está em toda a parte na nossa sociedade (tv, livros, revistas, filmes, etc.)
mas a informação correcta raras vezes está presente;

 Os mitos, rumores, ou superstições com frequência se aceitam como factos;

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