Você está na página 1de 3

IGREJAS CHEIAS ESTA É A MISSÃO DOS CRISTÃOS?

IGREJA – vem do Grego ekklesia, “assembleia, reunião”, derivado do


verbo ekkalein, formado por ek-, “para fora”, mais kalein, “chamar, clamar”. Entrou em
uso muito antes do início do cristianismo.
Por que ela existe? Entendemos que a Igreja existe para cumprir a Missão Tríplice,
ou seja: Adoração, Edificação e Evangelização.

 A Igreja existe para adorar a Deus, não há como ser igreja sem adoração exclusiva
ao criador.
 A adoração a Deus não é só no momento do encontro no templo, nas celebrações,
mas a adoração deve fazer parte do dia a dia do cristão.
 A Igreja existe para edificar-se mutualmente, todos os cristãos devem desfrutar de
plena comunhão uns com os outros. O crescimento espiritual acontece no contexto
de relacionamentos saudáveis.
 E dentro desta missão tríplice da Igreja temos a evangelização, o propósito é levar
pessoas a ter um encontro pessoal com Cristo. Portanto, se a igreja não está
cumprindo sua missão que é tríplice, ela deixa de ser igreja.

A palavra “MISSÃO” vem do verbo latino mittere corresponde com a palavra


grega apostellein, que ocorre 137 vezes no Novo Testamento, que significa ENVIAR. No
entanto, este termo “MISSÃO/MISSÕES” , como substantivo, não aparece na Bíblia,
porem só chamou a atenção da igreja Cristã a partir do século XVI período este quando
a reforma protestante começou a investir na obra da evangelização mundial.

Ao se analisar as Escrituras, observa-se que o papel social não é algo tão recente
na história da igreja do Senhor. A partir da sua fundação, a igreja é vista como um local
de auxílio material aos seus membros mais necessitados. O apóstolo Tiago, exorta para
que a igreja olhe, vele, assista às pessoas que estão carentes de assistência social, de
ajuda, como os órfãos e as viúvas em suas necessidades (A religião pura e imaculada
para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-
se da corrupção do mundo. - 1.27). A Bíblia Sagrada segue exortando a cuidarmos dos
órfãos, das viúvas em suas dificuldades, a ajudar os irmãos necessitados”; (Tg 2:14-17; 1
Jo 3:17); a cuidar “não somente dos seus interesses.” (Fp 2:4); a “ajudar os fracos”. (At
20:35-38); a lembrarmos “dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos
que estão sendo maltratados, como se vocês mesmos estivessem sendo maltratados”
(Hb 13:1-30).
Nisto entendemos que a missão da igreja é amparar os desamparados, e como
consequência, estes são atraídos naturalmente para Cristo. Porem nos dias de hoje temos
nos deparado com um novo movimento que permeia a igreja, movimento esse que
apresenta uma falsa impressão de crescimento, igrejas se transformaram em verdadeiros
estabelecimentos de selv servisse espiritual, em que templos encontram-se superlotados
por indivíduos vazios. Indivíduos que se deixam levar pelo movimento que cauteriza a
espiritualidade do homem, que não reconhecem mais os seus pecados e, levando assim
muitos ao Egocentrismo desprezando assim um Deus Criador e Salvador. Poucos tem
perseverado no IDE, no cuidar do rebanho; inadimplentes à sua missão.
Visto que esta Missão não é tudo que fazemos em nome de Jesus, nem tudo que
fazemos em obediência a Cristo, e sim, a tarefa que recebemos para cumprir. É o que
Jesus nos enviou a fazer no mundo. Charles Van Engen ao citar Dietrich Bonhoeffer diz,
"a Igreja existe para a humanidade no sentido de ser o corpo espiritual de Cristo e - a
semelhança de Jesus - é enviada como serva". Marcos 10:45 diz que "o próprio Filho do
homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por
muitos". A nossa missão como a dele deve ser uma missão de serviço. É a tarefa
primordial de todo cristão. É o cumprimento da Grande Comissão dada por Jesus Cristo
em Mateus 28.16-20.

Toda via este comissionamento tem sido conferido a nós, como a chamada do
Senhor para Abraão:
Gênesis 12.1–3
Reconhecemos Gênesis 12 como uma passagem-chave no desdobramento do
plano de salvação de Deus, há quem a vê “como uma das passagens mais importantes
em uma leitura missiológica da Bíblia”. (Christopher J. H. Wright, The Mission of God:
Unlocking the Bible’s Grand Narrative (Downers Grove, IL: InterVarsity, 2006), 199.)
O que eles querem dizer é que Gênesis 12 revela o âmago da missão de Deus e
de nossa missão – ou seja, ser uma bênção. Reggie McNeal argumenta que nesta “aliança
simples, mas de alcance amplo... o povo de Deus é encarregado da responsabilidade e
desfruta o privilégio de abençoar todas as pessoas”. (Reggie McNeal, Missional
Renaissance: Changing the Scorecard for the Church (San Francisco: Jossey-Bass, 2009),
27.)
De modo semelhante, Cristopher Wright afirma que “seria totalmente apropriado
e não seria mau se entendêssemos este texto como ‘a Grande Comissão’... Poderia haver
maneiras piores de resumir o que está envolvido em missão do que dizer: ‘Vai e sê uma
bênção’”. (Wright, The Mission of God, 214. Segunda elipse no original.)
Depois, Wright conclui: “A aliança com Abraão é uma agenda moral para o povo
de Deus, bem como uma declaração de missão feita por Deus”. ( Wright, The Mission of
God, 214. Segunda elipse no original.)
No pensamento missional, Gênesis 12 é mais do que uma promessa. É mais do
que uma revelação da missão crucial de Deus na história da redenção. É um mandamento
para os filhos de Abraão ajudarem as nações a experimentarem todos as boas dádivas
que anseia que elas desfrutem. ( Esta linguagem é extraída do local indicado na referência
anterior. Isto é a exposição de Wright da bênção, e parece que ele entende que a ordem
de abençoar envolve estas coisas.)
citando Eckhard Schnabel, “Abraão não recebeu um compromisso de levar as
bênçãos de YHWH às nações; pelo contrário, as nações obtêm a promessa da bênção
divina se e quando veem a fé de Abraão em YHWH, bem como se e quando eles
estabelecem contato com seus descendentes.
Se Deus houvesse dito a Abraão: “Vá e seja uma bênção”, toda a história do
patriarca demonstra que Deus é aquele que realiza a bênção, sem qualquer estratégia
de bênção da parte de Abraão. É verdade que a bênção de Deus pode ser dependente
(de maneira aproximada) do sair de Abraão. É verdade que a obediência a Deus resulta
em bênçãos sobre as nações. É verdade que Abraão e sua família interagem com gentios
em toda a narrativa de Gênesis, visto que a família escolhida é o meio de bênção para
algumas pessoas e de maldição para outras. Entretanto, Abraão não deixa Ur com a
intenção de abençoar os cananeus. Depois de Gênesis 12, a narrativa segue indivíduos e
nações diferentes cujas ações favoráveis ou desfavoráveis comprovam a promessa de
Deus de que quem abençoa a Abraão será abençoado e quem o amaldiçoa será
amaldiçoado. Não estamos sugerindo que a obediência de Abraão era irrelevante para a
bênção de Deus prometida. Ele tinha de sair para que fosse bênção. Nosso argumento é
apenas que o sair obediente não significava sair para servir aos amalequitas e ajudá-los
a cultivar cereais e aprender a ler. Havia muitas bênçãos a serem compartilhadas, mas
não temos qualquer evidência de que Abraão entendeu seu chamado, em Gênesis 12,
como uma comissão para ir e descobrir maneiras de abençoar as nações.