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Ética

O adjectivo ético, na linguagem comum, é aplicado a comportamentos/posturas


("éticos", "pouco éticos", "falhos de ética") das pessoas, numa referência à
realidade humana na sua plenitude/totalidade.

Ética tem por objectivo o juízo de apreciação que distingue o bem e o mal, o
comportamento correcto e o incorrecto. Os princípios éticos constituem-se
enquanto directrizes, pelas quais o homem rege o seu comportamento, tendo
em vista uma filosofia moral dignificante.

Moral

É um conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer


de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa
determinada, ou seja, regras estabelecidas e aceites pelas comunidades
humanas durante determinados períodos de tempo.

Diferença entre ética e moral:


1. Ética é o princípio, moral são aspectos de condutas específicas;

2. Ética é temporal, moral é temporária;

3. Ética é universal, moral é cultural;

4. Ética é a pratica, moral é a Teoria.

A Ética é a “vida moral pensada”, pois, reflecte criticamente o que a moral


estabelece. A moral é o conjunto de regras concretas.

A ética é a disciplina filosófica onde reflecte criticamente a moral, para assim


pôr em pratica se for o correcto.

A ética é importante por que respeita os outros e a dignidade humana, ética é


o que todos temos só falta desenvolver e acreditar no bem, a ética orienta-nos
e ajuda-nos para uma vida boa. A ética é praticada sem nenhum tipo de
determinação vem de dentro, do consciente.

A Moral

Afinal o que é a moral? A moral é o conjunto de regras, normas de uma


sociedade ou região. É um conjunto de conduta, É o ” TU DEVES”.

A Moral e a ética são temporais, ou seja, ao longo do tempo vai-se


modificando, evoluindo, por que estão abertos a novos conceitos e criticas.

A moral não pensa na Liberdade e na dignidade do indivíduo, e a ética tem


como ponto de partida esses dois valores.

1. O que são normas morais?

Por tópicos:

- As normas morais são regras de convivência social;

- As normas morais obedecem sempre a três princípios:

o auto-obrigação,

o universalidade,

o incondicionalidade;

- São sempre importantes, mesmo que não efectivamente cumpridas.

As normas morais são regras de convivência social ou guias de acção,


porque nos dizem o que devemos ou não fazer e como o fazer.

As normas morais obedecem sempre a três princípios. Primeiro que tudo, são
sempre caracterizadas por uma auto-obrigação, ou seja, valem por si mesmas
independentemente do exterior, são essenciais do ponto de vista de cada um.
Também são universais, e são universais porque são válidas para toda a
Humanidade, ninguém está fora delas e todos são abrangidos por elas. Por
último, as normas morais são também incondicionais, visto que não estão
sujeitas a prémios ou penalizações, são praticadas sem outra intenção,
finalidade.

Mesmo que não sejam cumpridas, as normas morais existem sempre, na


medida em que o Homem é um ser em sociedade e nas suas decisões tenta
fazer o bem e não o mal. E por vezes, mesmo que as desrespeite, o Homem
reconhece sempre a sua importância e o poder que elas têm sobre ele.

2. Qual a diferença entre a moral e a ética?

Por tópicos:

- A moral tem um carácter:

o Prático imediato

o Restrito

o Histórico

o Relativo

- A ética:

o Reflexão filosófica sobre a moral

o Procura justificar a moral

o O seu objecto é o que guia a acção

o O objectivo é guiar e orientar racionalmente a vida humana

Apesar de terem um fim semelhante: ajudar o Homem a construir um bom


carácter para ser humanamente íntegro; a ética e a moral são muito distintas.

A moral tem um carácter prático imediato, visto que faz parte integrante da
vida quotidiana das sociedade e dos indivíduos, não só por ser um conjunto
de regras e normas que regem a nossa existência, dizendo-nos o que
devemos ou não fazer, mas também porque está presente no nosso discurso
e influencia os nossos juízos e opiniões. A noção do imediato vem do facto de
a usarmos continuamente. A ética, pelo contrário, é uma reflexão filosófica,
logo puramente racional, sobre a moral. Assim, procura justificá-la e
fundamentá-la, encontrando as regras que, efectivamente, são importantes e
podem ser entendidas como uma boa conduta a nível mundial e aplicável a
todos os sujeitos, o que faz com que a ética seja de carácter universalista, por
oposto ao carácter restrito da moral, visto que esta pertence a indivíduos,
comunidades e/ou sociedades, variando de pessoa para pessoa, de
comunidade para comunidade, de sociedade para sociedade. O objecto de
estudo da ética é, portanto, o que guia a acção: os motivos, as causas, os
princípios, as máximas, as circunstâncias; mas também analisa as
consequências dessas acções. A moral também se apresenta como histórica,
porque evolui ao longo do tempo e difere no espaço, assim como as próprias
sociedades e os costumes. No entanto, uma norma moral não pode ser
considerada uma lei, apesar da semelhança, porque não está escrita, mas
sim como base das leis, pois a grande maioria das leis é feita tendo em conta
normas morais. Outra importante característica da moral (e esta sim difere da
lei) é o facto desta ser relativa, porque algo só é considerado moral ou imoral
segundo um determinado código moral, sendo este diferente de indivíduo
para indivíduo. Finalmente, a ética tem como objectivo fundamental levar a
modificações na moral, com aplicação universal, guiando, orientando,
racionalmente e do melhor modo a vida humana.

3. A ética aplicada

Cada vez é mais necessária uma ética aplicada, uma ética que coexista com
o quotidiano das pessoas. Esta ética deve ser específica, dividida em ramos,
para melhorar analisar cada situação, sendo um bom exemplo disso os
códigos éticos para as diferentes profissões. Isto acontece porque as pessoas
têm que entender que as suas acções têm consequências não só para si mas
também para os outros, e que estas não podem ser encaradas só de um
ponto de vista. (dar um exemplo: clonagem, personalismo, bioética, ética da
informação, ética do jornalismo, etc.)

Trabalho realizado por: Lia Sales em 13-02-2009