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EMEF ORVÁCIO GOMES DE CARVALHO 2.

Os versos “Peguemo toda as nossas coisa/ e fumos pro


DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA meio da rua/ apreciá a demolição...”, na linguagem formal,
ASSUNTO: LINGUAGEM FORMAL X INFORMAL estariam adequados se fossem escritos:
OBJETIVO: IDENTIFICAR AS MARCAS LINGUÍSTICAS A) “Peguemos toda as nossas coisas e fumos pro meio da
QUE EVIDENCIAM O LOCUTOR E O INTERLOCUTOR rua apreciá a demolição...”.
DE UM TEXTO. B) “Peguemos toda as nossas coisa e fumos para o meio da
rua apreciá a demolição...”.
Locutor: é quem fala, interage C) “Pegamos todas as nossas coisas e fomos para o meio
Interlocutor é quem participa de um diálogo, interagindo da rua apreciar a demolição...”.
diretamente com outras pessoas através dos diferentes tipos D) “Pegamos toda as nossas coisa e fomos pro meio da rua
de comunicação. apreciá a demolição...”.

Leia o texto abaixo a seguir.


Sei lá... a vida tem sempre razão
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,


Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.


Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
1. Identifica-se termo da linguagem informal em E o sol que desponta tem que anoitecer.
(A) “Leio os roteiros de viagem enquanto rola o comercial.”
(v. 9) De nada adianta ficar-se de fora.
(B) “Conheço quase o mundo inteiro por cartão postal!” (v. A hora do sim é o descuido do não.
10) Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
(C) “Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal.” (v. Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
11) TOQUINHO; MORAES, Vinícius de. Disponível em: <http://
(D) “Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa mas nada letras.terra.com.br/toquinho/87372/>.
tanto assim.” (v. 12-13)
3. O uso da expressão “Sei lá, ...” (v. 8) revela o predomínio
Leia o texto abaixo. da linguagem
A) científica.
Saudosa maloca B) coloquial.
Se o senhô num tá lembrado, C) formal.
dá licença de contá, D) regional.
é que onde agora está
esse edifício arto, Leia o texto abaixo.
era uma casa veia, O alho bento
um palacete assobradado. Mané Frajola não tinha um centavo. Jurou que ia dar jeito na
Foi aqui, seu moço, vida. E deu. Catou uma réstia de alho e saiu pro mundo,
que eu, Mato Grosso e o Joca apregoando:
construímo nossa maloca. – Alho bento! Olha o alho bento!
Mas um dia, nóis nem pode se alembrá, Parou uma velha.
veio os home co’ as ferramenta: – Alho bento? Serve prá que?
o dono mando derrubá. – Isso aqui tira quebranto, olho gordo, azá de 7 anos. É só
Peguemo toda as nossas coisas mordê, come metade e passá a outra metade em cima do
e fumos pro meio da rua apreciá a demolição... coração!
Que tristeza que nóis sentia, A velha levou um dentinho, a peso de ouro. Depois veio um
cada tauba que caía [...] velho.
Barbosa, A. Disco Adoniran Barbosa. Odeon, 1974. Repetiu a pergunta, ouviu a mesma resposta. Levou! De
crédulo em crédulo, Mané Frajola vendeu a réstia toda, até
o final da manhã. Estava com os cobres. Mas aí veio o /Vitch. São Paulo: Abril, ed. 88, 2009.
Conde Drácula, chegado da Transilvânia e não gostou da
6. Leia novamente o trecho abaixo.
história. Aquela cidade toda cheirava a alho. Resultado:
"Você, assim como qualquer pessoa, não gosta de levar
Mané Frajola foi contratado como copeiro do Conde para
bronca...”
ganhar dinheiro e parar de vender alho bento. Milagre só
A palavra em destaque indica um tipo de linguagem
acontece quando a prosa do contador de causo padece!
http://eptv.globo.com/caipira/ A) regional, usada em grandes capitais.
4. O modo como falam indica que os personagens dessa B) informal, usada por crianças e jovens.
história são pessoas que C) formal, usada em ambientes de trabalho.
A) vivem no campo. D) caipira, usada por pessoas do campo
B) vivem em outro país.
C) falam trocando letras. Prezado senhor,
D) falam gírias de jovens. A primeira coisa que me vem à cabeça para lhe dizer hoje
não é muito original...
No entanto, se estas palavras pecam pela falta de
PÁSSARO CONTRA A VIDRAÇA originalidade, não pecam pela falta de sinceridade: Feliz
Aniversário!
Engraçado, de repente eu comecei a ver a tia Zilah com O meu sentimento mais puro é para que você possa realizar,
outros olhos. Ela não era só do bem, a tia viúva e sozinha nos anos vindouros, todos os seus projetos mais caros e
que tinha ficado cuidando de mim. Ela era legal, uma super- preciosos, pois isso é o mínimo que uma pessoa justa e
mais-velha! honesta como você merece.
Nossa, eu deixei ela quase louca! Em vez dos coroas, foi ela Saiba que eu me sinto muito privilegiada por ser subordinada
quem me contou toda a sua viagem pela Europa... Eu fazia a alguém tão bom e sensível, que não se vale de hierarquia
uma ideia tão errada, diferente: ela contando, ficou tudo tão para humilhar ou ser arrogante com os outros profissionais.
legal, um barato mesmo. Por tudo isso que você é, receba os meus mais sinceros
Só pra dar uma ideia, fiquei vidrado no museu de cera da votos de felicidade e o meu desejo de que o seu dia de
Madame Tussaud, que era uma francesa que viveu na época aniversário transcorra em paz e alegria.
da Revolução. Ela aprendeu a fazer imagens de cera, e se Um Abraço.
inspirava em personagens célebres que eram levados para Rosângela
a guilhotina em praça pública. Depois ela mudou para a 7. Nesse texto, os interlocutores são:
Inglaterra, e ficou famosa por lá. E hoje existe em Londres (A) Chefe e funcionária.
um museu de cera com o seu nome, que tem imagens de (B) Namorado e namorada.
personagens famosos do mundo inteiro em tamanho natural. (C) Pai e filho.
Foi tão gozado quando a tia Zilah também contou que, (D) Professor e aluno.
quando ela ia saindo do museu, perguntou pra uma mulher
fardada onde era a saída. E todo mundo caiu na gargalhada, Londres, 29 de junho de 1894
porque tinha perguntado pra uma figura de cera que era Lenora, minha prima
sensacional de tão perfeita, parecia mesmo uma policial. Perdi o sono, por que será? Mamãe uma visita
NICOLELIS, Laporta. Pássaro contra a vidraça. São Paulo: Moderna, 1992. diferente. Depois do jantar ouvimos um barulho enorme.
Eram cavalos relinchando. Alguém bateu à porta. Watson,
5. Nesse texto, palavras como “legal”, “barato”, “vidrado”, nosso mordomo, foi abrir.
“gozado” evidenciam um falante que também usa Era um homem esquisito: branco, magro, vestido de
A) expressões de gíria. preto. Meu cão Brutus começou a latir. O homem ficou
B) expressões regionais. parado na porta. Disse Watson que uma roda de sua
C) linguagem culta. carruagem havia se quebrado. Mamãe convidou o
D) linguagem técnica. desconhecido para entrar. Ele deu um sorriso largo,
estranho.
Olá querida! Talvez eu estivesse com sono, mas quando ele
Todo mundo que tem um irmão ou uma irmã sabe que é passou diante do espelho, ele não apareceu. Mamãe
normal rolar discussão. O problema é que, quando isso ofereceu chá ao estrangeiro. Ele disso que seu nome era
acontece, quem está por perto acaba tendo que interferir. Drácula e que morava num lugar chama Transilvânia. E dá
Você, assim como qualquer pessoa, não gosta de levar dormir com tudo isso? Escreve.
bronca e, por isso, acaba se sentindo muito injustiçada. Mas Edgard
é claro que seus pais amam vocês duas e só querem que 8. Assinale a alternativa que indica quem escreveu e quem
vivam em paz. Então converse com eles e peça ajuda, recebeu a carta.
dizendo que sua irmã precisa respeitar as suas coisas. Mais (A) Edgard e Drácula.
uma dica: não dê tanta importância às provocações da sua (B) Lenora e Watson.
irmãzinha. Talvez ela mude de comportamento, quando (C) Edgard e Lenora.
perceber que não conseguiu mais irritar você. (D) Drácula e Watson.