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I SÉRIE — N.

º 69 — DE 7 DE JUNHO DE 2006 1143

5. A Comissão deverá num prazo máximo de 60 dias criação de um museu ou museus, tendo em
apresentar um relatório circunstaciado sobre a matéria ao conta as actividades que foram desenvolvidas
Presidente da República. nessas áreas.
b) apresentar propostas para criação do museu ou
Publique-se. museus e um orçamento para execução dos tra-
balhos a realizar.
Luanda, aos 2 de Junho de 2006.
3. A Comissão poderá recorrer ao recrutamento de téc-
O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS. nicos que lhe apoiem no cumprimento das tarefas que lhe
forem acometidas.
————
Despacho n.º 18/06 4. A Comissão deve apresentar mensalmente um relató-
de 7 de Junho rio das actividades desenvolvidas ao Presidente da
República e concluir a sua actividade num prazo de 90 dias.
Considerando a necessidade de identificar os locais
históricos do Futungo de Belas que de alguma forma este- Publique-se.
jam ligados à cultura e a história do País no período pós-
-independência: Luanda, aos 2 de Junho de 2006.

Tendo em conta que a sala de reuniões onde se realiza- O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
ram as sessões dos órgãos colegiais do Governo que apro-
varam diplomas e decisões importantes para o desenvolvi-
mento do País, funcionaram até a alguns anos no Futungo CONSELHO DE MINISTROS
de Belas; ——
Despacho n.º 37/06
Havendo necessidade de se tomarem as medidas perti- de 7 de Junho

nentes com o intuito de conservar e dar um melhor aprovei-


Os programas de desenvolvimento económico e social
tamento aos locais mais importantes que têm um signifi-
do Governo, inserem o fomento e apoio ao empresariado
cado relevante para a evolução histórica e política do nosso
nacional como uma prioridade estratégica, tendo em vista o
País;
aumento da capacidade interna de produção, o combate à
pobreza, a criação de empregos, a gradual substituição das
Nos termos do artigo 74.º da Lei Constitucional, deter-
importações e promoção das exportações e o lançamento
mino:
das bases para a competitividade internacional da nossa
economia;
1. É criada uma Comissão encarregue de identificar os
locais históricos que de alguma forma estão ligados a histó-
No contexto económico e social actual, uma das formas
ria do Futungo de Belas, com intuito de criar um museu
mais eficazes de concretizar este desiderato é o fomento da
histórico, coordenada por, André Rodrigues Mingas Júnior
iniciativa empresarial privada, através da concessão de
e que integra as seguintes entidades:
créditos em condições bonificadas e com prazos de reem-
bolso alargados;
a) Manuel Cadete Gaspar;
b) Samuel Aço;
Foi o caso do Fundo de Desenvolvimento Económico e
c) José Adriano Cassule Neto;
Social (FDES), um fundo inserido no sistema financeiro
d) Maria Otília de Figueiredo Louro.
nacional destinado à mobilização de recursos para financiar
projectos de investimento económico sustentados;
2. A referida Comissão tem as seguintes atribuições:
As acções que o Governo empreendeu no passado para
a) estudar e propor uma listagem dos locais históri- atingir esse objectivo necessitam de ser aprimoradas e mais
cos do Futungo de Belas (salas de reuniões dos eficazes;
órgãos colegiais do Governo, residências e
Gabinetes de Trabalhos dos Presidentes da Considerando que estão agora criadas as condições
República, etc.) devido a sua importância e que políticas e sociais, nomeadamente o restabelecimento da
podem ser considerados como partes para a paz e a estabilização financeira, para promover o desen-
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volvimento em bases sustentadas e implementar a estratégia Art. 5.º — A actividade do Banco de Desenvolvimento
de reconstrução e desenvolvimento nacional de grande de Angola (BDA) está sujeita à supervisão do Banco
escala; Nacional de Angola (BNA), nos termos da Lei n.º 13/05,
de 30 de Setembro.
Tendo em conta que estão agora criadas as condições
para o estabelecimento de um banco de capitais públicos Art. 6.º — O Ministro das Finanças pode atribuir bene-
especialmente vocacionado para o fomento da actividade fícios fiscais e aduaneiros ao Banco de Desenvolvimento de
económica, suprindo assim a lacuna existente no sistema Angola (BDA), nos termos da lei.
financeiro nacional de instituições e mecanismos de finan-
ciamento de longo prazo; Art. 7.º — O Banco de Desenvolvimento de Angola
(BDA) dispõe de Notário Público Privativo para todos os
Tornando-se conveniente dar por finda a fase de actua- efeitos e actos legais que necessitem de intervenção nota-
ção do Fundo de Desenvolvimento Económico e Social rial, sujeito à fiscalização das entidades competentes do
(FDES); Ministério da Justiça.

Considerando que uma instituição financeira mais Art. 8.º — É revogada toda a legislação que contrarie o
abrangente pode constituir-se num agente de desenvolvi- disposto no presente diploma, nomeadamente o Decreto
mento do País e num executor principal das políticas de n.º 21/99, de 27 de Agosto.
fomento de novos investimentos;
Art. 9.º — As dúvidas e omissões que surgirem da
Considerando ainda que o actual fluxo de receitas fiscais
interpretação e aplicação do presente decreto são resolvidas
extraordinárias provenientes do aumento do preço do petró-
em Conselho de Ministros.
leo bruto no mercado internacional, bem como as receitas
fiscais provenientes dos sectores de diamantes e gás natural,
Art. 10.º — O presente decreto entra em vigor na data da
propiciam o encaminhamento de recursos financeiros do
sua publicação.
Estado para o fomento da actividade de empresários nacio-
nais em condições especiais;
Visto e aprovado em Conselho de Ministros, em Luanda,
aos 15 de Março de 2006.
Tendo em conta que, nos termos da Lei do Fomento do
Empresariado Nacional, compete ao Governo criar as
Publique-se.
condições para incentivar e fomentar as actividades produ-
tivas dos empresários nacionais;
O Primeiro Ministro, Fernando da Piedade Dias dos
Nestes termos, ao abrigo da alínea h) do artigo 110.º, Santos.
alínea f) do artigo 112.º e do artigo 113.º, todos da Lei
Constitucional, o Governo decreta o seguinte: Promulgado aos 30 de Maio de 2006.

Artigo 1.º — É extinto o Fundo de Desenvolvimento O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.
Económico e Social (FDES) criado ao abrigo do Decre- ————
to n.º 21/99, de 27 de Agosto.
ESTATUTO DO BANCO
Art. 2.º — É criado o Banco de Desenvolvimento de DE DESENVOLVIMENTO DE ANGOLA
Angola, abreviadamente designado BDA e aprovado o seu
estatuto, anexo ao presente decreto que dele é parte inte- CAPÍTULO I
grante. Natureza, Sede e Fins

Art. 3.º — É transferido para o Banco de Desenvolvi- ARTIGO 1.º


mento de Angola o património e o pessoal do Fundo de (Natureza)
Desenvolvimento Económico e Social (FDES) criado pelo
Decreto n.º 21/99, de 27 de Agosto. 1. O Banco de Desenvolvimento de Angola, abreviada-
mente designado por (BDA), é uma pessoa colectiva de
Art. 4.º — O Banco de Desenvolvimento de Angola direito público, dotada de personalidade jurídica e de auto-
(BDA) está sujeito à superintendência do Chefe do Governo nomia administrativa, financeira e património próprio, com
e à tutela do Ministério das Finanças. a natureza de empresa pública.
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2. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) rege- g) prestar serviços de consultoria, incluindo acções
-se pelas disposições do presente diploma, pela Lei n.º 9/95, de formação e capacitação de empresários ango-
de 15 de Setembro — Lei das Empresas Públicas, pela Lei lanos e colaborar na realização de auditorias
n.º 13/05, de 30 de Setembro – Lei das Instituições Finan- técnicas.
ceiras e demais legislação aplicável.
2. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA)
ARTIGO 2.º desenvolve as suas actividades, tendo por objectivo estimu-
(Sede e âmbito) lar a iniciativa privada, sem prejuízo do apoio a conceder a
empreendimentos de interesse nacional a cargo do sector
1. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), tem público.
a sua sede em Luanda, podendo instalar e manter, no País e
no exterior, escritórios, representações e agências. 3. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) pode
ainda participar no capital de empresas já constituídas ou a
2. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) constituir e realizar operações de leasing e outras permitidas
desenvolve a sua actividade em todo o território nacional e às instituições financeiras.
a sua vigência é por tempo indeterminado.
4. O público alvo do Banco de Desenvolvimento de
ARTIGO 3.º Angola (BDA) é constituído pelos empresários e produtores
(Objecto social) angolanos que detenham a maioria do capital e controlo nas
referidas empresas, que serão beneficiários de recursos
1. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) é públicos, para a recuperação da capacidade produtiva do
uma instituição financeira de execução da política de desen- País, o apoio à empresas e sectores em dificuldades, a estru-
volvimento e investimento do Governo e tem por objectivo turação e expansão de fileiras produtivas e o aumento da
apoiar o desenvolvimento económico e social do País, de competitividade dos empreendimentos e produtos ango-
modo diversificado e sustentado, estimulando o aumento lanos.
dos investimentos e da produtividade e o fomento à intro-
dução de novas tecnologias, cabendo-lhe designadamente o 5. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA),
seguinte: deve estruturar-se e capacitar-se para assumir funções de
articulação com instituições financeiras regionais e interna-
a) financiar programas, projectos, obras e serviços cionais dedicadas ao financiamento do desenvolvimento.
que estejam inseridos no Programa de Desen-
volvimento Económico e Social do País; CAPÍTULO II
b) mobilizar recursos financeiros e outros, do sector Do Capital e Recursos
público e privado, nacional e internacional, des-
tinados a financiar os projectos de desenvol- ARTIGO 4.º
vimento económico e social; (Capital estatutário)
c) avaliar, planear e monitorar a implementação de
projectos de investimento integrados em pro- 1. O capital estatutário do Banco de Desenvolvimento
gramas de desenvolvimento; de Angola (BDA) é fixado em Kwanzas equivalente a
d) facilitar a participação do sector privado e de orga- USD 50 000 000,00, totalmente realizado em dinheiro e em
nizações comunitárias em projectos e progra- Obrigações do Tesouro.
mas de desenvolvimento;
e) prover assistência técnica, especialmente na 2. Mediante proposta do Conselho de Administração, o
formação e desenvolvimento dos recursos Governo pode aumentar o capital do Banco de Desen-
humanos com vista a identificação, preparação, volvimento de Angola (BDA) através da capitalização de
avaliação, financiamento, implementação e ges- recursos, da incorporação de reservas ou por outros meios.
tão de projectos e programas de desenvolvi-
mento; ARTIGO 5.º
f) prover ou mobilizar fundos para financiamento, (Recursos financeiros)
para iniciativas que visam minimizar o impacto
ambiental nos projectos e programas de desen- Constituem recursos do Banco de Desenvolvimento de
volvimento; Angola (BDA):
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a) dotação inicial de capital; CAPÍTULO IV


b) importâncias provenientes da emissão de obri- Das Operações
gações, nos termos e condições que vierem a ser
definidos pelo Ministério das Finanças; ARTIGO 9.º
c) receitas operacionais e patrimoniais; (Operações -Tipo)
d) doações de qualquer espécie;
e) outros capitais provenientes do mercado nacional 1. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA),
ou internacional; directamente ou por intermédio de empresas subsidiárias,
f) rendimentos brutos da aplicação de recursos, tais instituições financeiras ou outras entidades, exerce activi-
como os reembolsos e juros dos financiamentos dades bancárias e realiza operações financeiras de qualquer
e outras receitas financeiras; género, relacionadas com as suas finalidades, competindo-
g) outros recursos que legalmente lhe venham a ser
-lhe, particularmente:
atribuídos.
a) financiar programas de desenvolvimento econó-
CAPÍTULO III
mico e social;
Princípios e Instrumentos de Gestão
b) promover a aplicação dos recursos vinculados ao
Fundo Nacional de Desenvolvimento, em con-
ARTIGO 6.º
formidade com as regras e prioridades estabele-
(Princípios de gestão)
cidas para o referido Fundo;
1. O Conselho de Administração do Banco de Desenvol- c) financiar o relançamento económico e social,
vimento de Angola (BDA) na sua gestão deve obedecer aos nomeadamente, de projectos que visem o
princípios da programação económica, autonomia de aumento da produção e da oferta interna de bens
gestão, autonomia financeira, rentabilidade e sustentabili- e serviços e a promoção dos pequenos e médios
dade económica e livre associação, adoptando as políticas, produtores nacionais do meio urbano e rural, em
métodos e práticas que melhor se adequem à prossecução especial nas zonas do País definidas como
dos objectivos preconizados e à harmonização das políticas prioritárias pelo Governo;
de desenvolvimento económico e social do Governo. d) criar facilidades de crédito, sujeitas ou não à inter-
mediação, do sistema financeiro nacional para o
2. Os princípios referidos no presente artigo devem financiamento de projectos de investimento
observar uma sã e prudente gestão empresarial dentro dos integrados no âmbito do Programa Económico e
parâmetros geralmente aceites e internacionalmente utili- Social do Governo;
zados nas actividades e negócios desenvolvidos pelo Banco e) conceder juros bonificados;
de Desenvolvimento de Angola (BDA). f) prestar garantias bancárias.
ARTIGO 7.º
(Instrumento de gestão) 2. Nas operações de que trata este artigo e na sua con-
tratação, o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA)
A gestão económica e financeira do Banco de Desenvol- pode actuar como agente financeiro do Estado, de provín-
vimento de Angola (BDA) é disciplinada pelos seguintes cias e de municípios, assim como de entidades autárquicas,
instrumentos de gestão: empresas públicas ou mistas, fundações públicas e organi-
zações privadas.
a) planos e orçamentos plurianuais;
b) planos e orçamentos anuais;
3. As operações do Banco de Desenvolvimento de
c) relatórios periódicos de controlo da execução de
Angola (BDA) devem observar as limitações consignadas
planos e orçamentos;
no seu orçamento global de recursos e dispêndios.
d) relatórios e contas anuais.

ARTIGO 10.º
ARTIGO 8.º
(Normas prudenciais e de contabilidade) (Outras operações)

O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) deve Para além das operações referidas no artigo anterior, o
cumprir com as regras prudenciais e de contabilidade esta- Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), pode tam-
belecidas pelo Banco Nacional de Angola. bém realizar as seguintes operações:
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a) financiar investimentos realizados por empresas esteja sujeita a reembolso, nos termos do pre-
de capital nacional no exterior, sempre que con- visto nas alíneas d) e e) do artigo 10.º do pre-
tribuam para promover a internacionalização da sente estatuto;
economia; c) proceder obrigatoriamente ao apuramento da
b) contratar operações e captar recursos financeiros, existência de restrições à idoneidade da empresa
no País ou no exterior, com entidades nacionais candidata à obtenção de financiamento e dos
ou internacionais, sendo lícita a aceitação da respectivos titulares e administradores, con-
forma e das cláusulas usualmente adoptadas nos forme as normas emanadas da autoridade super-
contratos externos, inclusive o compromisso de visora.
dirimir por arbitramento as dúvidas e controvér-
sias; 3. A concessão de financiamentos do Banco de Desen-
c) financiar e fomentar a exportação de produtos e de volvimento de Angola (BDA) deve ser limitada às percen-
serviços, inclusive serviços de instalação, com- tagens e aos períodos de reembolso que forem aprovados
preendidas as despesas realizadas no exterior, pelo Conselho de Administração, para programas ou pro-
associadas à exportação; jectos específicos.
d) efectuar aplicações em projectos ou programas ARTIGO 12.º
privados de ensino e pesquisa, de natureza cien- (Garantias)
tífica ou tecnológica, inclusive mediante doação
de equipamentos técnicos ou científicos e de 1. As garantias exigidas pelo Banco de Desenvolvi-
publicações técnicas à instituições que se dedi- mento de Angola (BDA) devem ser reais ou pessoais,
quem à realização dos referidos projectos ou podendo envolver hipoteca, penhor, caução de títulos,
programas ou tenham dele recebido colabo- fiança bancária, aval e outros, nos termos da legislação em
ração financeira com essa finalidade específica; vigor.
e) efectuar aplicações destinadas especificamente a
apoiar projectos privados para investimentos 2. Os montantes e espécies de garantias reais e pessoais
de carácter social, nas áreas de geração de devem ser definidos por regulamento interno do Banco de
emprego e rendimento, serviços urbanos, saúde, Desenvolvimento de Angola (BDA).
educação e desportos, alimentação, habitação,
meio ambiente, desenvolvimento rural e outras 3. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) pode
vinculadas ao desenvolvimento regional e prestar garantias para financiamentos, mediante mecanis-
social, bem como projectos de natureza cultu- mos de segurança dessas operações.
ral, observadas as normas regulamentares expe-
didas pelo Conselho de Administração; CAPÍTULO V
f) realizar, como entidade integrante do sistema Dos Órgãos Sociais
financeiro nacional, quaisquer outras operações
no mercado financeiro ou de capitais, em con- SECÇÃO I
formidade com as normas e directrizes das Disposições gerais
autoridades monetárias e financeiras de Angola.
ARTIGO 13.º
ARTIGO 11.º (Órgãos)
(Condições de financiamento e reembolso)
São órgãos do Banco de Desenvolvimento de Angola
1. Para a concessão de financiamentos, o Banco de (BDA):
Desenvolvimento de Angola (BDA), deve observar os
seguintes requisitos: a) o Conselho de Administração;
b) o Conselho Fiscal;
a) proceder ao exame técnico e económico - finan- c) o Conselho Consultivo.
ceiro do projecto e das suas implicações sociais
e ambientais; ARTIGO 14.º
b) efectuar a verificação da segurança das aplicações (Nomeação)
e o respectivo reembolso, excepto nos casos de
colaboração financeira que, por sua natureza, 1. O Conselho de Administração é nomeado por decreto
envolva a aceitação de riscos naturais ou não do Conselho de Ministros.
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2. O Conselho Fiscal é nomeado pelo Ministro das b) examinar e aprovar as políticas gerais e programas
Finanças. de actuação a longo prazo, de harmonia com a
SECÇÃO II política económico – financeira do Governo e
Conselho de Administração com as recomendações do Conselho Consultivo
do Banco de Desenvolvimento de Angola
ARTIGO 15.º (BDA);
(Composição e mandato) c) definir os níveis de competência de decisão do
Presidente do Conselho de Administração, dos
1. O Conselho de Administração é composto por cinco Administradores e dos Directores, para fins de
membros, sendo um presidente e quatro vogais, que exer- aprovação de operações;
cem as suas funções por períodos renováveis de cinco anos. d) definir as linhas orientadoras da acção do Banco
de Desenvolvimento de Angola (BDA);
e) aprovar as normas de operações e de adminis-
a) o mandato dos membros do Conselho de Admi- tração do Banco de Desenvolvimento de Angola
nistração pode ser por comissão de serviço ou (BDA), mediante regulamentos específicos;
por contrato. f) apreciar e submeter ao Ministério de tutela o orça-
b) em caso de contratação compete ao Ministro de mento anual e plurianual e aprovar o orça-
mento de funcionamento do Banco de Desen-
tutela celebrar o contrato em nome do Banco de
volvimento de Angola (BDA), que reflecte o
Desenvolvimento de Angola (BDA).
fluxo financeiro do período;
g) aprovar as normas gerais de administração de pes-
2. Considera-se como termo do período de cinco anos, a
soal, inclusive as relativas à fixação do quadro;
aprovação de contas do último exercício iniciado durante
h) aprovar a organização interna do Banco de
esse período.
Desenvolvimento de Angola (BDA) e a respec-
tiva distribuição de competência, bem como a
3. Aplicam-se aos integrantes do Conselho de Adminis-
criação de escritórios, representações ou agên-
tração, no que couber e nos termos das normas específicas,
cias;
os direitos e vantagens atribuídos ao pessoal do Banco de
i) respeitar os limites de crédito por cliente, determi-
Desenvolvimento de Angola (BDA), mediante aprovação
nados pela regulamentação da autoridade super-
do Conselho de Ministros.
visora;
j) apreciar os relatórios anuais da auditoria externa e
4. A tomada de posse dos membros do Conselho de os relatórios mensais da auditoria interna, bem
Administração deve ser efectuada mediante assinatura em como a situação e o desempenho dos planos,
livro de termo de posse. programas e projectos;
k) estabelecer normas necessárias ao funcionamento
5. Na hipótese de recondução, o prazo do novo manda- dos órgãos e serviços do Banco de Desenvolvi-
to conta-se à partir do término da gestão anterior. mento de Angola (BDA), de acordo com a orga-
nização interna e a respectiva distribuição de
6. Findo o mandato, o membro do Conselho de competência;
Administração deve permanecer no exercício do mandato, l) autorizar a aquisição, alienação e oneração de
até a nomeação do seu substituto. direitos e bens móveis e imóveis e valores
mobiliários, bem como a renúncia de direitos,
ARTIGO 16.º
transacções e compromisso arbitral, podendo
(Competência)
estabelecer normas e delegar poderes;
m) autorizar aplicações não reembolsáveis, para os
1. Compete no geral ao Conselho de Administração
fins previstos nas alíneas d) e e) do artigo 10.º;
assegurar a gestão corrente do Banco de Desenvolvimento
n) pronunciar-se sobre as demonstrações financeiras
de Angola (BDA) e praticar os actos que se mostrem neces-
sários à prossecução do seu objecto. trimestrais, encaminhando-as ao Conselho
Fiscal;
2. Compete em especial ao Conselho de Administração: o) autorizar a realização de acordos, contratos e con-
vénios que constituam ónus, obrigações ou
a) propor ao Governo projectos relevantes para o compromissos para o Banco de Desenvolvi-
desenvolvimento económico e social do País; mento de Angola (BDA);
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p) pronunciar-se sobre todas as matérias que devem 4. As deliberações do Conselho de Administração são
ser apreciadas pelo Conselho Consultivo; tomadas por maioria de votos expressos dos membros pre-
q) elaborar o plano contabilístico do Banco de Desen- sentes e registadas em actas, não sendo permitidas
volvimento de Angola (BDA), de harmonia com abstenções, cabendo ao presidente, além do voto ordinário,
o plano de contas para o sistema financeiro; o de qualidade:
r) fixar as remunerações dos membros dos órgãos
sociais; a) nas actas do Conselho de Administração men-
s) aprovar os regulamentos e o quadro de pessoal, ciona-se sumariamente, mas com clareza, todos
com os direitos e deveres dos empregados, o os assuntos tratados nas respectivas reuniões;
regime disciplinar e as normas sobre apuramento b) as actas são assinadas por todos os membros do
de responsabilidade, bem como o plano de salá- Conselho de Administração que participarem na
rios, benefícios, vantagens e quaisquer outras reunião e subscritas por quem as secretariou.
parcelas que componham a retribuição dos
5. O Conselho de Administração pode delegar, por acta,
empregados do Banco de Desenvolvimento de
poderes em um ou mais dos seus membros ou em traba-
Angola (BDA);
lhadores do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e
t) submeter, no prazo regulamentar, ao Ministério de
autorizar que se proceda à subdelegação desses poderes,
tutela, o orçamento anual e plurianual do Banco
estabelecendo, em cada caso, os respectivos limites e con-
de Desenvolvimento de Angola (BDA);
dições.
u) apresentar, trimestralmente, ao Conselho Fiscal e
semestralmente, ao Conselho Consultivo, o 6. A atribuição de pelouros não dispensa o dever que a
relatório de actividades do Banco de Desenvol- todos os membros do Conselho de Administração incumbe,
vimento de Angola (BDA); de acompanhar e tomar conhecimento da generalidade dos
v) remeter ao Banco Nacional de Angola, nos prazos assuntos do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e
fixados, os relatórios e os pareceres do auditor de propor as providências relativas à qualquer deles.
externo.
ARTIGO 18.º
3. O Conselho de Administração é responsável pelos (Presidente do Conselho de Administração)

actos que autorize sem observância dos preceitos legais, não


1. Compete ao Presidente do Conselho de Adminis-
lhe sendo lícito invocar qualquer determinação superior
tração:
relativa à decisão tomada que não tenha sido formulada por
escrito.
a) representar o Banco de Desenvolvimento de
Angola (BDA), em juízo e fora dele, podendo
4. A responsabilidade do Conselho de Administração delegar esta atribuição, em casos específicos e,
referida no número anterior recai apenas, de forma soli- em nome da entidade, constituir mandatários ou
dária, sobre os membros que tenham decidido pela auto- procuradores;
rização. b) actuar em nome do Banco de Desenvolvimento de
ARTIGO 17.º Angola (BDA), junto das instituições nacionais,
(Funcionamento) estrangeiras ou internacionais;
c) convocar e presidir às reuniões do Conselho de
1. O Conselho de Administração reúne, ordinariamente, Administração;
uma vez por mês e extraordinariamente, sempre que for d) administrar e dirigir os bens, serviços e negócios
convocado pelo Presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Angola
ou por três dos seus membros. (BDA);
e) admitir, promover, punir, dispensar e praticar os
2. Para o Conselho de Administração deliberar valida- demais actos compreendidos na administração
mente é indispensável a presença da maioria absoluta dos do pessoal, de acordo com as normas e critérios
seus membros em exercício. previstos na lei e aprovados pelo Conselho de
Administração, podendo delegar esta atribuição
3. Para efeito do disposto no número anterior, não são no todo ou em parte;
considerados em exercício, os membros do Conselho de f) enviar ao Ministério da tutela no prazo legal, para
Administração que estiverem impedidos por razões de seu exame e posterior remessa ao Tribunal de
serviço fora da sede ou ausentes por motivos de doença. Contas, os elementos obrigatórios para a
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prestação de contas anual do Banco de Desen- decisória atribuído ao Conselho de Adminis-


volvimento de Angola (BDA) e as demons- tração ou quando correspondem às aplicações
trações financeiras relativas ao exercício ante- previstas nas alíneas d) e e) do artigo 9.º;
rior, acompanhadas do pronunciamento do b) pelo Presidente do Conselho de Administração,
Conselho Fiscal e do Conselho Consultivo; isoladamente, ou por dois administradores, em
g) enviar às autoridades competentes, nos prazos conjunto, quando importem compromisso de
regulamentares, dados sobre matéria orçamental valor equivalente ao referido na alínea a) deste
e outras informações sobre o andamento dos artigo.
trabalhos do Banco de Desenvolvimento de
Angola (BDA) e das suas operações; 2. Os documentos previstos neste artigo podem ser assi-
h) apresentar trimestralmente ao Conselho Fiscal e nados por um ou mais procuradores, constituídos para essa
semestralmente ao Conselho Consultivo, o expressa finalidade, pelo Presidente do Conselho de
relatório de actividades do Banco de Desen- Administração, isoladamente, ou em conjunto com um
volvimento de Angola (BDA); administrador, ou por dois administradores, na forma e para
i) superintender e coordenar o trabalho das unidades os fins dos n.os 1 e 2 do presente artigo.
do Banco de Desenvolvimento de Angola
(BDA), podendo delegar competência exe- 3. Os títulos ou documentos emitidos em decorrência de
cutiva e decisória e distribuir, entre os Adminis- obrigações contratuais, bem como os cheques e outras obri-
tradores, os respectivos pelouros. gações de pagamento são assinados pelo Presidente do
Conselho de Administração, que pode delegar esta atribui-
ARTIGO 19.º ção a um Administrador.
(Administradores)

4. Na hipótese de delegação da atribuição referida no


1. A cada Administrador compete:
n.º 2, os títulos, documentos, cheques e outras obrigações
a) coadjuvar o Presidente do Conselho de Adminis- devem conter, pelo menos, duas assinaturas.
tração na direcção e coordenação das actividades
do Banco de Desenvolvimento de Angola; SECÇÃO III

b) participar das reuniões do Conselho de Adminis- Conselho Fiscal

tração, concorrendo para assegurar a definição


de políticas pelo Banco de Desenvolvimento de ARTIGO 21.º

Angola (BDA) e relatando os assuntos da (Composição e mandato)

respectiva área de coordenação;


c) exercer as tarefas de coordenação que lhe forem 1. O Conselho Fiscal é o órgão de fiscalização do Banco
atribuídas pelo Presidente do Conselho de de Desenvolvimento de Angola (BDA) e é composto por
Administração; três membros, que exercem as suas funções por períodos de
d) exercer as funções executivas e decisórias que lhe três anos.
forem delegadas pelo Presidente do Conselho
de Administração. 2. Dos membros nomeados, um é o presidente e os
outros são vogais, sendo um deles preferencialmente revisor
ARTIGO 20.º oficial de contas ou perito contabilista.
(Poderes de representação)
3. Os membros do Conselho Fiscal devem ser escolhi-
1. Os contratos que o Banco de Desenvolvimento de dos de entre personalidades de reconhecida competência em
Angola (BDA), celebrar ou em que vier a intervir e os actos matéria financeira ou jurídica.
que envolvem obrigações ou responsabilidades por parte do
Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), têm lugar 4. As funções dos membros do Conselho Fiscal podem
em Cartório Privativo e devem ser assinados de acordo com ser exercidas cumulativamente com outras funções profis-
as regras abaixo descritas: sionais que não se mostrem incompatíveis.

a) pelo Presidente do Conselho de Administração, ARTIGO 22.º


em conjunto com um Administrador, quando (Atribuições)
importem compromisso de valor equivalente a
montante situado dentro do nível de alçada Compete ao Conselho Fiscal:
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a) fiscalizar o rigoroso cumprimento das disposições à auditoria externa, anual, a ser realizada por pessoa colec-
legais e regulamentares aplicáveis ao Banco de tiva de reconhecida idoneidade e competência, de acordo
Desenvolvimento de Angola (BDA); com as normas emanadas sobre a matéria, pelo Banco
b) emitir parecer sobre os balanços e contas Nacional de Angola.
anuais do Banco de Desenvolvimento de
Angola (BDA); 2. Os auditores externos que prestem serviços de audi-
c) assistir, quando o considere necessário, às reu- toria são obrigados a enviar ao Banco Nacional de Angola,
niões do Conselho de Administração, podendo na forma que este determinar, os trabalhos desenvolvidos e
participar nos debates, mas sem direito a voto; respectivos resultados, bem como devem cumprir com as
d) verificar, sempre que julgue conveniente, o esta- regras sobre a matéria, estabelecidas pelo Banco Nacional
do da tesouraria e a situação financeira do de Angola.
Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA). SECÇÃO IV
Conselho Consultivo
ARTIGO 23.º
(Organização e funcionamento) ARTIGO 26.º
(Composição e mandato)
1. A tomada de posse dos membros do Conselho Fiscal
faz-se mediante registo na acta da primeira reunião de que 1. O Conselho Consultivo é o órgão designado pelo
participarem. Governo, competindo-lhe acompanhar o cumprimento pelo
Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) dos progra-
2. O prazo de mandato conta-se a partir da data da
mas e políticas do Governo, aconselhando o Conselho de
publicação do acto de nomeação.
Administração sobre a sua estratégia de actuação, os produ-
3. Findo o mandato, o membro do Conselho Fiscal tos e serviços a oferecer e a clientela a servir, bem como
permanece no exercício do cargo, até a nomeação do seu sugerir medidas correctivas, visando melhorar o seu desem-
substituto. penho.

4. O Conselho de Administração é obrigado a disponi- 2. De acordo com a solicitação emanada por qualquer
bilizar, por meio de comunicação formal, aos membros em dos órgãos do Banco de Desenvolvimento de Angola
exercício do Conselho Fiscal, dentro de 10 dias, cópia das (BDA), o Conselho Consultivo deve emitir pareceres escri-
actas das reuniões e, dentro de 15 dias da sua elaboração, tos sobre as consultas efectuadas.
cópias dos balancetes e demais demonstrações financeiras
elaboradas periodicamente, bem como dos relatórios de 3. Integram o Conselho Consultivo, para além do seu
execução do orçamento. presidente, os seguintes membros:

ARTIGO 24.º
a) um representante do Ministério das Finanças;
(Auditoria interna)
b) um representante do Ministério do Planeamento;
c) um representante do Ministério da Indústria;
1. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) deve
d) um representante do Ministério da Agricultura e
implementar um sistema de controlo interno das suas activi-
Desenvolvimento Rural;
dades e informações contabilísticas, financeiras, opera-
e) um representante do Ministério das Obras
cionais e de gestão, em conformidade com as regras esta-
Públicas;
belecidas pelo Banco Nacional de Angola.
f) um representante do Ministério das Pescas;
2. A actividade de auditoria interna deve estar integrada g) um representante do Ministério da Geologia e
no sistema de controlos internos e ser exercida de forma Minas;
independente no Banco de Desenvolvimento de Angola h) um representante do Ministério do Comércio;
(BDA), devendo reportar-se exclusivamente ao Presidente i) um representante do Ministério dos Transportes;
do Conselho de Administração. j) um representante do Ministério da Hotelaria e
Turismo;
ARTIGO 25.º k) um representante do Ministério do Urbanismo e
(Auditoria externa) Ambiente;
l) um representante do Ministério da Ciência e
1. A actividade do Banco de Desenvolvimento de Tecnologia;
Angola (BDA) e as suas contas anuais devem estar sujeitas m) um representante do Banco Nacional de Angola.
1152 DIÁRIO DA REPÚBLICA

4. O Presidente do Conselho Consultivo é nomeado pelo liaridades de cada caso, observado o disposto na legislação
Chefe do Governo. aplicável.
ARTIGO 30.º
5. Os restantes membros do Conselho Consultivo são (Fundo social)
indicados pelos respectivos Ministros.
1. No âmbito das acções de natureza social do Banco de
ARTIGO 27.º Desenvolvimento de Angola (BDA) é constituído um fundo
(Organização e funcionamento) social, com consignação de verbas que o Conselho de
Administração deliberar atribuir-lhe, de forma a assegurar o
1. O Conselho Consultivo reúne, ordinariamente, no preenchimento das respectivas finalidades.
último mês de cada trimestre do ano civil e, extraordinaria-
mente, sempre que for convocado pelo seu Presidente, a seu 2. O fundo social é regido por regulamento aprovado
critério ou por solicitação de pelo menos cinco de seus pelo Conselho de Administração e gerido por uma comissão
membros. nomeada pelo mesmo Conselho.

2. O Conselho Consultivo só reúne com a presença de, ARTIGO 31.º


pelo menos, sete de seus membros. (Fundos especiais)

3. As recomendações do Conselho são tomadas por O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) pode
maioria de votos e registadas em actas. destinar recursos para a constituição de fundos especiais
que tenham por objectivo principal apoiar o desenvolvi-
4. O Conselho Consultivo pode convidar representantes mento de iniciativas concernentes aos programas e projec-
de outros Órgãos da Administração do Estado, a participar tos referidos no artigo 10.º, em conformidade com o regula-
nas suas reuniões. mento aprovado pelo Conselho de Administração.

CAPÍTULO VI ARTIGO 32.º


Da Organização Interna e do Pessoal (Outros fundos)

ARTIGO 28.º O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) pode


(Estrutura orgânica) constituir fundos de previdência ou quaisquer outros, para
beneficiar os seus trabalhadores e pode fazer contribuições
A estrutura organizacional do Banco de Desenvol- a qualquer destes fundos, sujeitos aos termos e condições
vimento de Angola (BDA) e a respectiva distribuição de determinadas pelo Conselho de Administração.
competências são estabelecidas pelo Conselho de Adminis-
tração. CAPÍTULO VII
ARTIGO 29.º Contas, Balanços e Responsabilidades
(Regime jurídico)
ARTIGO 33.º
1. Aplica-se ao pessoal do Banco de Desenvolvimento (Exercício financeiro)
de Angola (BDA) o regime jurídico do contrato de trabalho
e os regulamentos internos do Banco de Desenvolvimento 1. O exercício económico do Banco de Desenvolvi-
de Angola (BDA). mento de Angola (BDA) tem início a 1 de Janeiro e termi-
na a 31 de Dezembro.
2. Não é aplicável aos trabalhadores do Banco de
Desenvolvimento de Angola (BDA) o regime jurídico dos
2. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) deve
trabalhadores da função pública.
publicar as suas demonstrações financeiras e proceder nos
3. A admissão do pessoal faz-se mediante concurso termos e com a periodicidade definida pelo Banco Nacional
público de provas ou de provas e títulos, observadas as nor- de Angola.
mas específicas estabelecidas pelo Conselho de Adminis- ARTIGO 34.º

tração. (Orçamento anual)

4. A requisição de servidores da Administração Pública 1. Anualmente e até 10 de Outubro, o Conselho de


faz-se de forma directa ou indirecta, de acordo com as pecu- Administração deve aprovar o orçamento para o ano finan-
I SÉRIE — N.º 69 — DE 7 DE JUNHO DE 2006 1153

ceiro, que deve ser remetido ao Ministério da tutela para MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS
informação. E DA AGRICULTURA
E DESENVOLVIMENTO RURAL
2. Do resultado do exercício, observada a legislação ——
aplicável, o Conselho de Administração deve propor ao Decreto executivo conjunto n.º 69/06
Ministério das Finanças, a sua distribuição. de 7 de Junho

3. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) deve


observar as normas gerais orçamentárias e contabilísticas
Pelo Decreto n.º 95/77, de 20 de Dezembro, da Presi-
estabelecidas pelo Banco Nacional de Angola, sem prejuízo
dência da República, foi confiscada a totalidade do patri-
do cumprimento de dispositivos legais aplicáveis às empre-
mónio do Hotel Marimba (antiga casa de passagem da ex-
sas públicas nas referidas áreas.
Sociedade Cafés Cangola, SARL).

ARTIGO 35.º
Os bens confiscados foram integrados no Património do
(Prestação de contas)
Estado e afectos ao então Ministério da Agricultura, deven-
do dar-lhes o destino que entendesse conveniente.
O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) deve,
dentro dos prazos legais, após encerramento de cada ano
Convindo a privatização do Hotel Marimba;
económico, remeter o relatório e contas e demais elemen-
tos da sua escrita ao Tribunal de Contas e aos órgãos de
Nos termos do n.º 2 do artigo 13.º da Lei n.º 10/94,
direcção da economia, devendo publicar igualmente tais
de 31 de Agosto, Lei das Privatizações, e das disposições
elementos no Diário da República e no Jornal de Angola.
combinadas da alínea f) do artigo 112.º e do artigo 113.º,
ambos da Lei Constitucional, determina-se:
ARTIGO 36.º
(Obrigações do BDA para com a tutela)
1.º — É aprovada a privatização total do imóvel deno-
1. O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) deve minado Hotel Marimba, inscrito na Conservatória do
submeter à prévia anuência do Ministério das Finanças a Registo Predial sob o n.º 11 629, a folhas, 79 do livro B-37,
realização de quaisquer dos seguintes actos de natureza sito em Luanda, Zona da Mulemba, Município do Cacuaco.
estatutária:
2.º — O figurino de privatização é o seguinte:
a) renúncia à direitos de subscrição de acções ou
obrigações conversíveis em acções de empresas 100% por ajuste directo ao Grupo Saragaf, Limitada.
controladas;
b) venda de obrigações conversíveis em acções de 3.º — O preço da adjudicação do referido património é
sua titularidade de emissão de empresas contro- determinado com base nos valores determinados pela
ladas; avaliação patrimonial aprovada e efectuada de acordo com
c) emissão de quaisquer títulos ou valores mobiliá- os critérios e metodologia em vigor.
rios, no País ou no exterior;
d) cisão, fusão ou incorporação de suas subsidiárias 4.º — Consideram-se como titulares dos direitos de pro-
e controladas; priedade, transitoriamente, todos aqueles que por qual-quer
e) permuta de acções ou outros valores mobiliários, documento emitido pelo GARE — Gabinete de Redi-men-
de emissão das empresas referidas na alínea b) sionamento Empresarial, em nome do Estado, assim forem
do presente artigo; considerados, independentemente da apresentação dos res-
f) assinatura de acordos de accionistas ou renúncia de pectivos títulos definitivos.
direitos neles previstos, ou, ainda, assumpção e
quaisquer compromissos de natureza societária 5.º — Proceda a Conservatória e Repartição Fiscal com-
de empresas por si controladas. petentes, aos registos inerentes à adjudicação do referido
património a favor dos adjudicatários, conforme auto de
O Primeiro Ministro, Fernando da Piedade Dias dos adjudicação homologado pelo Ministro das Finanças.
Santos.
6.º — Este decreto executivo conjunto entra em vigor na
O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS. data da sua publicação.