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Processos
de Usinagem
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Sumário
Fundamentos 1

Torneamento 2
Classificação quanto a trajetória da ferramenta . . . . . . . . . . . . . . 3
Torneamento Retilíneo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
Torneamento Curvilíneo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Classificação quanto a finalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

Fresamento 4
Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

Furação 8
Brocas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Material . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Furação com brocas Helicoidais . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

Retificação 11
Ferramenta de Corte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

Mandrilamento 14
Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

Brunimento 15
Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

Serramento 17

Roscamento 18

Aplainamento 19
Plainas Limadoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Plainas Limadoras Hidráulicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Plaina de Mesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Plaina Vertical . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

Alargamento 21

2
.

Limagem 22
Classificação com relação a forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Classificação quanto à inclinação do picado . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Classificação quanto ao número e espaçamento dos dentes . . . . . . 24
Limas-Agulha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Limas Rotativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

Brochamento 25

Lapidação, Tamboreamento e Jateamento 25

Parâmetros de usinagem 26
Movimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Tempo de corte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Taxa de remoção de material . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Sistema de referência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Ângulos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
Forças e Potência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

Cavaco 33
Formação do cavaco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Forma do cavaco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Aresta postiça de corte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

3
. Processos
de Usinagem

Fundamentos de energia, como, por exemplo a


termoelétrica. Nesse caso, não são
O termo usinagem é definido para um
geradas marcas nas superfícies da
conjunto de processos de fabricação
peça e a taxa de remoção de ma-
onde ocorre a remoção de material da
terial é muito menor do que nos
peça bruta. Esse material é chamado de
processos convencionais. São eles:
cavaco. Portanto, pode-se dizer que em
usinagem com jato de água, jato de
processos de usinagem sempre há a ge-
água com abrasivo, ultra-som, ele-
ração de cavacos.
troquímica, eletro-erosão, laser,
Estes processos podem ser divididos
plasma e feixe de elétrons.
em:

Há ainda uma classificação das opera-


• Convencionais: em tais proces-
ções em processos de desbaste e de aca-
sos, as operações de corte utilizam
bamento. Nos processos de desbaste,
energia mecânica para a remoção
deseja-se é obter uma peça próxima das
de material da peça, principal-
dimensões da peça final. Já no acaba-
mente, por cisalhamento entre a
mento, obtém-se a peça nas dimensões
ferramenta e a peça. São divididos
finais ou com algum acabamento especí-
entre processos com ferramenta
fico.
de geometria definida e com geo-
Os principais processos convencionais
metria não definida.
de usinagem com ferramenta de geome-
• Não convencionais: nos proces- tria definida são:
sos não convencionais, as opera-
ções de corte utilizam outro tipo • Torneamento

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de Usinagem

• Fresamento Torneamento
• Furação O torneamento é um processo de usi-
nagem que se baseia no movimento da
• Roscamento
peça em torno de seu próprio eixo, cujo
• Alargamento objetivo é a confecção de superfícies de
revolução com o auxílio de ferramen-
• Brochamento
tas destinadas à remoção de material.
• Serramento Enquanto a peça gira em torno do eixo

• Aplainamento de rotação da máquina, a ferramenta de

corte segue uma trajetória coplanar ao


• Mandrilamento
eixo de rotação.

• Limagem

Já os principais processos convencio-

nais com ferramenta de geometria não

definida são:

• Retificação

• Brunimento
Para que ocorra a remoção de material

• Lapidação (e a consequente formação de cavaco),


é necessário que a ferramento de corte
• Tamboreamento
possua uma dureza superior à da peça a

• Jateamento ser usinada. Esta ferramenta penetra na

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. Processos
de Usinagem

peça e o movimento rotativo desta pro- máquina. Esta operação pode ser
porciona um corte contínuo e regular do tanto externa quanto interna.
material.
• Cônico: A ferramenta de corte se
Nesta operação, a matéria prima (ta-
desloca de acordo com uma tra-
rugo) tem inicialmente a forma cilín-
jetória retilínea, porém, inclinada
drica. Após ser usinada, permanecerá
em relação ao eixo de rotação da
com o formato cilíndrico ou ficará com
máquina. Assim como processo
um formato cônico.
de torneamento cilíndrico, o pro-
Classificação quanto a cesso retilíneo cônico também
trajetória da ferramenta
pode ser externo ou interno.
Quanto a forma da trajetória da ferra-
• Radial: Na operação de tornea-
menta de corte, o torneamento pode ser
mento radial, a ferramenta move-
classificado em retilíneo ou curvilíneo.
se em uma trajetória retilínea e
Torneamento Retilíneo
perpendicular ao eixo de rotação.
O torneamento retilíneo é o processo Existem duas variâncias desse
onde a ferramenta se desloca seguindo processo: torneamento de face-
uma trajetória retilínea. Pode ser subdi- amento (quando visa a obtenção
vidido em: de uma superfície plana) e sangra-
mento radial (aplicado quando se
• Cilíndrico: Neste processo, a fer-
deseja um entalhe circular).
ramenta de corte movimenta-se
seguindo uma trajetória paralela • Perfilamento: Durante o perfila-
ao eixo principal de rotação da mento, a ferramenta acompanha

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de Usinagem

uma trajetória retilínea radial ou projeto. Por sua vez, o desbaste é uma
axial, permitindo, assim, que seja operação que precede o acabamento,
obtida uma peça com forma pré- sendo utilizada para conferir à peça
definida, determinado pelo perfil forma e dimensões próximas das finais.
da ferramenta.
Fresamento
Torneamento Curvilíneo
O fresamento é um processo mecânico
De modo análogo ao torneamento
de usinagem cujo objetivo é a confec-
retilíneo, o torneamento curvilíneo
ção de superfícies quaisquer com o au-
caracteriza-se por ser um processo onde
xílio de ferramentas, geralmente, mul-
a ferramenta de corte se desloca se-
ticortantes. Para tanto, é necessário
gundo uma trajetória curvilínea.
que exista um movimento relativo entre

Classificação quanto a peça e a ferramenta, de modo a pro-


a finalidade mover a remoção de material e a conse-

Com relação ao seu objetivo, as opera- quente geração da superfície usinada.

ções de torneamento podem ser organi- Há dois movimentos a serem considera-

zadas em processos de desbaste e pro- dos: a rotação da ferramenta e o avanço

cessos de acabamento. da peça. Entretanto, em determinados

Considera-se uma operação como casos, a ferramenta de corte também

sendo de acabamento quando a usi- pode realizar os dois movimentos (rota-

nagem é utilizada para se obter as di- ção e avanço).

mensões finais de uma peça ou/e o seu Algumas vantagens deste processo de
acabamento superficial especificado no usinagem são:

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. Processos
de Usinagem

• Capacidade de gerar uma grande rotação da ferramenta. Em situa-


variedade de formas e superfícies; ções onde a superfície obtida não
é plana, ou mesmo quando o eixo
• Qualidade do acabamento superfi-
de rotação da ferramenta esteja
cial;
inclinado em relação à superfície
• Alta taxa de remoção de cavaco;
originada na peça, considera-se

• Grande variedade e flexibilidade como um processo especial de fre-

de máquinas; samento tangencial.

• Larga aplicação na usinagem de

peças graças a diversidade de ti-

pos de ferramentas de corte.

A peça a ser fresada deve possuir a

forma prismática ou cilíndrica.

Classificação

Distinguem-se dois tipos básicos: fre-

samento cilíndrico tangencial e fresa-


O fresamento tangencial pode se
mento frontal.
classificado em função do sentido

• Fresamento Cilíndrico Tangencial: de rotação da ferramenta e o mo-


Também conhecido como fresa- vimento de avanço. Quando o sen-
mento periférico, este processo tido do movimento de avanço é
destina-se à obtenção de super- contrário ao movimento rotatório
fícies planas paralelas ao eixo de da fresa, classifica-se o processo

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de Usinagem

como sendo discordante. Do con- dantes também possuem inconve-


trário, ele é classificado como con- nientes. Neste caso, como a força
cordante. de avanço possui o mesmo sentido
do deslocamento, para que a mesa
Em um processo classificado como
se movimente em um sentido, os
discordante, no início do corte, a
componentes do seu sistema de
fresa tem contato com a peça e
avanço devem suportar esforços
exerce sobre ela uma carga ver-
no sentido oposto. Como a força
tical para baixo, o que tende a
resultante sobre a fresa possui in-
afastá-las. Entretanto, na sequên-
tensidade variável, a força resul-
cia da operação, a força de corte
tante sobre o fuso irá variar não
altera seu sentido (agora, apon-
apenas em módulo, mas também
tada para cima), fazendo com que
em direção, promovendo vibra-
a fresa "puxe"a peça ao seu encon-
ções. Este problema pode ser cor-
tro. Essa variação da intensidade
rigido através de manutenção, re-
e do sentido da força de corte pro-
movendo folgas da máquina, e do
duz vibrações que prejudicam a
uso de fusos de esferas, onde não
tolerância e o acabamento superfi-
existe folga.
cial da superfície fabricada.

Apesar de não sofrer com o pro- Outro problema relacionado ao


blema descrito anteriormente, fresamento concordante é que o
já que a componente vertical da corte sempre se inicia com a es-
força de usinagem possui sentido pessura máxima de corte. Se a
constante, os processos concor- superfície da peça a ser usinada

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de Usinagem

possuir uma camada superficial O fresamento frontal pode ainda


endurecida (óxido ou sujeira), o ser subdividido em simétrico e as-
contato inicial ferramenta-peça se simétrico. No primeiro, o desloca-
dará em condições desfavoráveis, mento da fresa se dá sobre o eixo
causando a redução do tempo de de simetria da peça. Possui me-
vida útil da ferramenta. lhor contato de cada aresta com a
peça, garantindo uma vida maior
• Fresamento Frontal: Por vezes da ferramenta graças ao menor
denominado de fresamento de desgaste que esta sofre. Entre-
topo, é uma operação destinada tanto, há um impacto maior na
à obtenção de superfícies planas entrada do dente da ferramenta
perpendiculares ao eixo de rota- de corte devido ao contato inicial
ção da ferramenta. São as ares- se dar com uma espessura de ca-
tas secundárias da ferramenta de vaco maior do que o observado
corte que promovem a remoção para o fresamento frontal assimé-
de material. trico. Já o corte assimétrico não

se dá sobre o eixo de simetria da

peça. Este tipo de operação pos-


sui maior tendência ao desgaste,

porém menor risco de ocorrer o


lascamento da ferramenta, já que
o impacto sobre os dentes é me-
nor. Possui um corte mais suave

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de Usinagem

devido ao maior número de dentes


em corte simultâneo.

Há ocasiões em que os dois tipos de

fresamento comparecem simultanea-


mente.
Este processo pode ser dividido em:

• Furação em cheio: É uma opera-

ção utilizada para a abertura de

Furação um furo cilíndrico numa peça, re-

movendo todo o material corres-

pondente ao volume final do furo.


A furação é um processo mecânico de
Existem uma ferramenta especial
usinagem cujo o objetivo é a confecção
para os casos onde é necessário
de um furo, geralmente cilíndrico, numa
a confecção de furos de grandes
peça com o auxílio de ferramenta multi
profundidades.
ou monocortante, chamada de broca.

Para tanto, a peça ou a ferramenta gi- • Furação escalonada: O processo

ram e, simultaneamente, se deslocam de furação escalonada destina-se

em uma trajetória retilínea, coincidente aos casos onde é preciso um furo

ou paralela ao eixo principal da máquina. com dois ou mais diâmetros, sendo

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de Usinagem

estes confeccionados simultanea- Para fins de fixação e afiação, a broca


mente. pode ser dividida em três partes:

• Escareamento: Processo de fura- • Haste: é a seção da broca que fica

ção destinado à abertura de um presa à máquina, podendo ser ci-

furo cilíndrico numa peça pré- líndrica ou cônica, dependendo de

furada. seu diâmetro.

• Furação de centros: Processo • Corpo: é a parte que serve de guia

adotado quando há a necessidade e corresponde ao comprimento

de furos de centro, visando uma útil da ferramenta. Quando se

operação posterior na peça. trata de broca helicoidal, o corpo

tem dois canais em forma de hélice


• Trepanação: Diferentemente da
espiralada.
furação em cheio, nesta operação

apenas parte de material compre- • Ponta: corresponde a extremi-

endido no volume final do furo é dade cortante que recebe a afia-

transformada em cavaco, perma- ção. Forma um ângulo de ponta (σ)

necendo um núcleo maciço. que varia de acordo com o mate-


rial a ser furado.
Brocas
A broca é caracterizada por suas dimen-
A broca é uma ferramenta de corte, ge-
sões, pelo material com o qual é fabri-
ralmente, de forma cilíndrica, destinada
cada e pelos seguintes ângulos:
à execução de furos cilíndricos. Ela pode
ser fixada em máquinas como torno, fre- 1. Ângulo de hélice γ: auxilia no des-
sadora, furadeira e mandriladora. prendimento do cavaco e no con-

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. Processos
de Usinagem

trole do acabamento e da profun-


Tipo Aplicação
didade do furo. Seu valor varia N Para materiais duros, tenazes
e/ou que produzem cavaco curto
conforme a dureza do material
(descontínuo), como aço
(quanto mais duro for o material, H Para materiais de tenacidade e
dureza normais, como aços liga e
menor será γ). É definido pelo ân-
ferro fundido
gulo entre o eixo de simetria da W Para materiais macios e/ou que
produzem cavaco longo, como
broca e a linha de inclinação da alumínio e bronze.
hélice. Conforme o valor de γ, a
Material
broca pode ser classificada entre
O material de uma broca deve atender
os tipos N, H, W.
os seguintes requisitos:

2. Ângulo lateral de folga α: tem a • Tenacidade;


função de reduzir o atrito entre
• Resistência a compressão;
a broca e a peça, facilitando a pe-

netração da broca no material. • Resistência a abrasão;

Quanto mais duro é o material a • Resistência térmica;


ser usinado, menor é o ângulo de
• Resistência ao choque e a fadiga.
folga.
Comumente, são utilizados o aço ferra-

3. Ângulo de ponta σ: corresponde menta, aço-rápido, ou metal duro.


ao ângulo formado pelas arestas As brocas de aço ferramenta apresen-
cortantes da broca. Seu valor tam- tam baixo custo e são adotadas em apli-
bém é determinado pela resistên- cações mais simples, raramente em apli-
cia do material a ser furado. cações industriais. Normalmente, são

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. Processos
de Usinagem

usadas em peças de materiais de fácil racterísticas de velocidade, potência,


usinagem, como alumínio, plásticos e refrigeração e rigidez adequadas.
madeira. Furação com brocas Helicoidais

Por sua vez, o aço-rápido é largamente Os processos de furação utilizando bro-

empregado na fabricação de brocas, cas helicoidais como ferramenta de

pois são de fácil reprocessamento e corte são de grande importância, já que

apresentam bons requisitos técnicos. representam de 20 a 25% do total de

As brocas são temperadas, sofrem tra- aplicações dos processos de usinagem.

tamento superficial (nitretação) e fre- A broca helicoidal é a ferramenta mais

quentemente são revestidas. fabricada e mais difundida para usina-

gem, existindo, aproximadamente, 150


Por último, o metal duro possui homo-
formas de afiações e uma série de perfis
geneidade, elevada dureza, resistência à
específicos.
compressão e ao desgaste em altas tem-
Ela é adotada para a confecção de furos
peraturas, permitindo que sejam ado-
curtos ou profundos, nas furações em
tadas velocidades de corte até 3 vezes
cheio ou com pré-furo.
maiores que as utilizadas em ferramen-
tas de aço-rápido.

Além disso, o furo fabricado com brocas


desse material possui melhor qualidade
Retificação
(3 classes IT melhores que os obtidos na A retificação é o processo de usinagem

usinagem com aço rápido). Entretanto, com ferramenta de geometria não de-

sua aplicação exige máquinas com ca- finida mais utilizado na indústria e tem

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de Usinagem

como objetivo a confecção de super- tuído de um aglomerado de partículas


fícies por meio da ação de uma ferra- duras (abrasivas), unidas por um mate-
menta abrasiva de revolução. A ferra- rial ligante, que mantém as partículas
menta gira enquanto a peça, ou a ferra- abrasivas em posição no rebolo, além de
menta, desloca-se segundo uma trajetó- também ser moldada, conferindo forma
ria determinada, podendo a peça girar ao rebolo.
ou não. A remoção de material ocorre
pela ação conjunta de grãos abrasivos O grão abrasivo pode ser de óxido de

ativos. alumínio (para retificar peças de aço

É muito utilizada para a redução de em geral, bronzes tenazes, etc.), carbo-

rugosidades ou saliências de superfí- neto de silício (possui alta durabilidade

cies previamente usinadas em outras e baixo custo, sendo utilizado para a re-

máquinas-ferramentas, conferindo, tificação de materiais mais duros, como

também, maior exatidão dimensional à mármore), diamante ou nitreto de boro

superfície da peça. Além disso, pode ser cúbico (retificação de aços temperados,

usada para corrigir peças que tenham aços inoxidáveis e algumas superligas).

sido deformadas em algum tratamento


Por sua vez, o agente ligante (também
térmico, promovendo a remoção de ca-
conhecido como aglomerante) pode ser
madas finas de material endurecido por
um vitrificado (um material cerâmico
têmpera, cementação, entre outros.
que é o mais usado na retificação de
Ferramenta de Corte aço), silicato, resinóide, borracha, goma-
A ferramenta utilizada na retificação é laca (material de origem animal, muito
o rebolo, que, basicamente, é consti- usado em trabalhos que exigem muito

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. Processos
de Usinagem

polímero, ou mesmo um aglomerado


metálico.

Outros parâmetros importantes dessa


ferramenta são:

1. Granulação: tamanho dos grãos

abrasivos.

• Retificação Frontal: o processo


2. Grau de dureza: resistência do de retificação é efetuado com a
aglomerante. face do rebolo. Normalmente, é

executada na superfície plana da

3. Estrutura: porosidade do disco peça, perpendicularmente ao eixo

abrasivo. do rebolo. Esta operação pode ser

com avanço retilíneo ou circular

Classificação da peça.

A retificação pode ser dividida em dois


tipos: tangencial ou frontal.

• Retificação Tangencial: nesta ope-


ração, o processo de usinagem é
executado com a superfície de re-
volução da ferramenta.

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. Processos
de Usinagem

Mandrilamento Pelo mandrilamento, pode-se conseguir


superfícies cilíndricas ou cônicas, inter-
Também conhecido como mandrilagem
nas, em espaços normalmente difíceis
ou broqueamento, o mandrilamento
de serem atingidos, com eixos perfeita-
é um processo de usinagem no qual
mente paralelos entre si.
deseja-se obter superfícies de revolução
A ferramenta de corte é fixada a uma
por meio de uma ou mais ferramentas
barra de mandrilar (também chamada
de corte. Apresenta algumas caracte-
de mandril) em um certo ângulo, cujo va-
rísticas semelhantes ao torneamento
lor depende da operação a ser realizada.
pelo fato da ferramenta remover o ca-
A figura a seguir contém um exemplo de
vaco através de uma trajetória circular.
mandril.
Entretanto, no mandrilamento, é a fer-

ramenta que rotaciona enquanto a peça

efetua o movimento de avanço, diferen-

temente do torneamento.

As operações de mandrilamento po- Classificação


dem ser usadas para desbaste ou aca-
Dependendo do trabalho, o mandrila-
bamento e são preferencialmente esco-
mento pode ser:
lhidas para usinagem de peças de gran-

des dimensões como armações de má- • Cilíndrico: neste processo, a su-

quinas, bases de motores, entre outros, perfície usinada é cilíndrica, sendo

para as quais se tornaria difícil e peri- o seu eixo de rotação coincidente

goso um posicionamento sobre as pla- com o eixo de revolução da ferra-

cas rotatórias de um torno. menta.

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. Processos
de Usinagem

• Cônico: operação em que a super- lhante dos grãos ativos da ferramenta


fície usinada é cônica e seu eixo de abrasiva que estão em contato com a su-
rotação, assim como no mandri- perfície da peça e descrevem trajetórias
lamento cilíndrico, coincide com helicoidais, sem que ocorra um aumento
o eixo em torno do qual a ferra- significativo da temperatura da peça.
menta gira.
Como a ferramenta não possui uma

• Radial: a superfície usinada é aresta de corte com geometria definida,

plana e perpendicular ao eixo em esta operação é classificada como sendo

torno do qual a ferramenta rotaci- um processo de usinagem com ferra-

ona. menta de geometria não definida.

• Esférico: neste caso, a superfície O principal objetivo do brunimento é

usinada é esférica e o seu eixo de garantir às peças boa exatidão dimen-

rotação coincide com o eixo em sional e geométrica, além de boa qua-

torno do qual a ferramenta gira. lidade superficial (rugosidade, integri-

dade e forma). Com ele, é possível obter


Brunimento superfícies pouco rugosas, com caracte-
O brunimento é um processo de usina- rísticas deslizante e impermeabilizante,
gem por abrasão cujo objetivo é reali- além de alcançar estreitas tolerâncias
zar o acabamento de furos cilíndricos. de fabricação. Erros provenientes de
Nesse caso, a peça ou a ferramenta gi- operações de usinagem ou tratamentos
ram e realizam um movimento alterna- térmicos anteriores, e que são comu-
tivo de deslocamento axial. A remoção mente encontrados em peças cilíndri-
de material ocorre devido a ação cisa- cas, podem ser corrigidas por meio de

15
. Processos
de Usinagem

brunimento sem que haja necessidade fícies interna e externa de rolamentos,


de remoção de grande quantidade de guias de máquinas-ferramenta, réguas,
material (normalmente, apenas alguns engrenagens, etc.
centésimos de milímetro são removidos, Apesar de ferro fundido e aço serem os
mas até 6 mm são possíveis). materiais mais comumente brunidos,
quase todos os materiais utilizados em

engenharia podem atualmente passar

por esse processo.

Classificação

Conforme a norma DIN 8589 T14, o

brunimento pode ser dividido nos se-


Devido as características desse pro- guintes grupos:
cesso, o mesmo é aplicado a diversos

componentes de máquinas que exigem • Brunimento Plano: processo des-

tolerâncias inferiores e/ou caracterís- tinado a confecção superfícies pla-

ticas superficiais especiais, como, por nas.

exemplo, componentes automobilísticos


• Brunimento Circular: operação de
(camisas de cilindro, furos de biela, tam-
usinagem de superfícies circula-
bores de freio, eixo de comando de vál-
res.
vulas), eixos de uma forma geral, compo-
nentes de bombas injetoras, peças para • Brunimento em Parafuso: é o pro-

sistemas hidráulicos e pneumáticos (pi- cesso aplicado para a obtenção de

nos de fixação de pistões e guias), super- superfícies helicoidais.

16
. Processos
de Usinagem

• Brunimento Laminar: utilizado brunimento de curso curto (onde a peça


para a obtenção de superfícies que gira enquanto o abrasivo é submetido a
se originam de material previa- pressões pequenas e a um curso curto).
mente laminado. Por outro lado, no que diz respeito à
forma e posição do local da usinagem,
• Brunimento de Perfis: o perfil da
fala-se em brunimento interno, externo e
ferramenta é reproduzido (estam-
plano.
pado) em cima da peça.

• Brunimento de Forma: esse grupo Serramento


engloba todos os processos que
O serramento é um processo mecânico
não se encaixam nas classificação
de usinagem destinado ao secciona-
anteriores.
mento ou recorte de superfícies com

Em contrapartida, a norma VDI 3220 o auxílio de ferramentas multicortan-

(da associação de engenheiros alemães) tes de pequena espessura. Nesse caso,

divide os processos de brunimento com a ferramenta gira e/ou se desloca en-

relação ao curso do cabeçote brunidor quanto a peça também se desloca ou se

ou da peça e à forma e posição do local mantém parada. Esta operação pode ser

da usinagem. Dessa forma, de acordo classificada em:

com o curso do cabeçote, tem-se o bru-


nimento de curso longo (tipo mais co- • Serramento Retilíneo: nesta ope-

mum, onde o movimento de corte con- ração, a ferramenta se desloca se-

siste de um movimento de rotação e guindo uma trajetória retilínea.

um movimento de translação longo) e Pode ainda ser subdividida em ser-

17
. Processos
de Usinagem

ramento retilíneo alternativo e re- segundo uma trajetória retilínea. Trata-


tilíneo contínuo. se de um dos processos mais complexos
de usinagem, pelo fato das roscas terem
algumas medidas que devem se ajus-
tar entre si (o diâmetro maior, diâmetro
menor, passo da rosca e ângulo de hélice
da rosca) e se uma delas estiver incor-
• Serramento Circular: a ferra- reta, o ajuste, a transmissão de forças
menta executa um movimento de ou movimentos entre a rosca interna
rotação ao redor de seu eixo en- (fêmea) e a rosca externa (peça macho)
quanto a peça ou ferramenta se não serão adequados. Além disso, há um
deslocam. grande número de tipos e formas usa-

das na indústria, tanto padronizadas

como especiais, o que implica em diver-

sas classes de ajuste e precisão a serem

utilizadas num estudo para selecionar o

melhor processo de rosqueamento e das

ferramentas correspondentes.
Roscamento
O roscamento é um processo de usina-
gem cujo objetivo é a fabricação de ros-
cas em superfícies cilíndricas ou cônicas
de revolução. Nesse caso, a peça ou a
ferramenta gira e uma delas se desloca

18
. Processos
de Usinagem

• Retificação com rebolos de perfil


simples ou múltiplo;

Aplainamento
É um processo mecânico de usinagem
realizado com máquinas denominadas
de plainas, cuja finalidade é a fabrica-

ção de superfícies regradas, em posição

horizontal, vertical ou inclinada. Estas


são geradas por um movimento alterna-

tivo retilíneo da peça ou da ferramenta.


Há diversas operações que podem ser
O aplainamento pode ser horizontal ou
utilizadas para a confecção de roscas:
vertical. As operações são realizadas

• Torneamento com ferramenta com o emprego de ferramentas que têm

simples ou múltipla; apenas uma aresta cortante. Quanto

à finalidade, as operações de aplaina-


• Cabeçotes automáticos com pen-
mento podem ser classificadas ainda
tes tangenciais, radiais ou circula-
em aplainamento de desbaste a aplai-
res;
namento de acabamento.
• Turbilhonamento;

• Utilização de machos e cossinetes;

• Fresagem com fresas simples ou


múltiplas;

19
. Processos
de Usinagem

Este processo possui grandes vantagens rasgos, estrias, rebaixos e chanfros por
na usinagem de réguas, bases, guias e meio do movimento retilíneo alterna-
barramentos de máquinas, pois a pas- tivo da ferramenta sobre a superfície da
sada da ferramenta é capaz de retirar peça a ser usinada.
material em toda a superfície da peça. Geralmente, é mais adotada para opera-
Como o corte é feito em um único sen- ções de desbaste. As operações são efe-
tido, o curso de retorno da ferramenta tuadas, normalmente, à seco. Quando
é um tempo perdido, o que torna o pro- necessário, é colocado emulsão na su-
cesso mais lento do que o fresamento, perfície da peça.
por exemplo, que corta continuamente.
Plainas Limadoras Hidráulicas
Entretanto, o aplainamento usa fer-

ramentas de corte mais baratas, mais Com o óleo em alta pressão se obtém as

fáceis de afiar e com montagem mais melhores condições de funcionamento

rápida. Desse modo, em geral, é uma da plainas limadoras, seja na suavidade

operação mais econômica comparada dos movimentos como também na ver-

a outras operações de usinagem que satilidade.

utilizam ferramentas com mais de uma


Plaina de Mesa
aresta de corte.
A principal característica que a distin-
A seguir são apresentadas os principais
gue de outros tipos de plainas está rela-
tipos de plainas.
cionada ao elemento de movimentação.
Plainas Limadoras Neste caso, é a peça a ser usinada que
É uma máquina ferramenta utilizada executa os movimentos alternados. A
paras as operações de aplainamento, ferramenta de corte, por sua vez, faz um

20
. Processos
de Usinagem

movimento transversal correspondente fecção de rasgos, chavetas e cubos. Ela


ao passo do avanço. Sua principal apli- não é muito empregada em processos
cação é na usinagem de peças grandes de fabricação em massa, uma vez que as
que não poderiam ser processadas em rotinas de usinagem são relativamente
plainas limadoras, por exemplo. demoradas e dispendiosas. Por esse mo-

Existem dois tipos principais de plainas tivo, ela é mais adotada na fabricação de

de mesa: as que possuem apenas um protótipos ou de peças unitárias custo-

montante e as que possuem dois mon- mizadas.

tantes. As plainas de um montante são

empregadas usualmente na usinagem

de peças de grande porte. Por sua vez,

a plaina de mesa com dois montantes é Alargamento


a mais utilizada, pois apresenta maior

estabilidade e rigidez de operação.


O alargamento é um processo de usina-
Plaina Vertical gem cujo objetivo é realizar o desbaste
A principal diferença entre a plaina ver- ou o acabamento de furos cilíndricos

tical e as demais está relacionada ao ou cônicos, com o auxílio de ferramenta


fato de o cabeçote (também conhecido multicortante destinada à remoção de
como torpedo) estar na posição vertical, cavaco. Para tanto, a ferramenta ou a
e à direção do movimento alternativo do peça giram e a ferramenta ou a peça se
carro porta-ferramentas. Este tipo de deslocam segundo uma trajetória retilí-
plaina é, geralmente, empregada na usi- nea, coincidente ou paralela ao eixo de
nagem de superfícies internas e na con- rotação da ferramenta.

21
. Processos
de Usinagem

dutividade na fabricação de peças em


grandes lotes, ainda se faz necessária a
execução de algumas operações manu-
ais em situações onde a máquina não é
adequada. É o caso da limagem, que é
comumente usada na reparação de má-
quinas, ajustes diversos e trabalhos de
usinagem na ferramentaria para a con-

fecção de gabaritos, lâminas, matrizes,

guias e chavetas. Trata-se de um pro-


Esta operação pode ser dividida em: cesso mecânico de usinagem adotado

para à confecção de superfícies quais-


• Alargamento de desbaste: pro-
quer utilizando-se ferramentas multi-
cesso de alargamento destinado
cortantes (elaboradas por picagem) de
ao desbaste da parede de um furo
movimento contínuo ou alternado.
cilíndrico ou cônico.

Sempre que se realiza uma operação de


• Alargamento de acabamento: uti-
corte qualquer, é praticamente inevi-
lizado para o acabamento da pa-
tável o aparecimento de rebarbas que
rede de um furo cilíndrico ou cô-
precisam ser removidas. A limagem é a
nico.
operação adotada para retirar essa ca-
Limagem mada extra e indesejável de material.
Embora a utilização de máquinas- Para tanto, usa-se uma ferramenta de
ferramenta garanta a qualidade e a pro- corte chamada de lima, que, geralmente,

22
. Processos
de Usinagem

é fabricada em aço-carbono temperado nagem de superfícies planas em


e possui faces que apresentam dentes ângulo reto, rasgos internos e ex-
cortantes chamados de picado. A figura ternos.
a seguir apresenta uma lima e os seus
• Lima Redonda: com seção trans-
componentes.
versal circular, a lima redonda é a
mais indicada quando se trabalha

com superfícies côncavas e com

pequenos raios.
As limas podem ser organizadas em di-

ferentes classificações, que serão discu- • Lima Meia-Cana: indicada para

tidas a seguir. superfícies côncavas e planas, já

que seu perfil é de um segmento


Classificação com relação a
forma circular.

Com relação ao seu formato, as limas • Lima Triangular: como o próprio


podem ser organizadas em: nome indica, trata-se de uma lima

com perfil triangular e utilizada


• Lima Chata: possui seção trans-
em superfícies com ângulo agudo
versal retangular e é utilizada para
maior que 60.
a confecção de superfícies planas

quaisquer e superfícies planas in-


• Lima Faca: a lima faca, por sua vez,
ternas em ângulo reto ou obtuso.
é escolhida para a usinagem de su-
• Lima Quadrada: apresenta perfil perfícies em ângulo agudo inferior
quadrado e é adotada para a usi- a 60.

23
. Processos
de Usinagem

Classificação quanto à Limas-Agulha


inclinação do picado
Grupo especial de limas pequenas e in-
teiras de aço. São usadas em trabalhos
Neste caso, as limas são classificadas
especiais como, por exemplo, para a li-
em dois grupo: limas com picado simples,
magem de furos de pequeno diâmetro,
utilizadas em materiais metálicos não-
construção de ranhuras, acabamento de
ferrosos, como alumínio e chumbo, e li-
cantos vivos e outras superfícies de pe-
mas com picado duplo (ou cruzado), que
quenas dimensões nas quais se requer
são escolhidas para a usinagem de ma-
rigorosa exatidão. O comprimento total
teriais metálicos ferrosos (aços, ferros
das limas-agulha pode variar entre 120
fundidos, entre outros).
e 160mm.

Elas podem ser do tipo:

Classificação quanto ao
• Redonda;
número e espaçamento
dos dentes
• Meia-cana;

Com 6 a 8 dentes por cm, a lima bastarda • Plana de ponta;

longitudinal é indicada para o desbaste


• Amêndoa;
de peças (remoção de mais de 0, 2 mm
de material). Em contrapartida, a murça • Faca;

longitudinal apresenta de 12 a 16 den- • Quadrada;


tes por cm e é a escolhida para opera-
• Triangular;
ções de acabamento (remoção inferior a
0, 2 mm). • Plana cerrada;

24
. Processos
de Usinagem

• Triangular unilateral; O brochamento pode ser classificado


em:
• Ranhurada;

• Brochamento Interno: operação


• Rômbica.
executada em furos passantes da

Limas Rotativas peça.

Também conhecidas como fresas-lima,


• Brochamento Externo: adotado
as limas rotativas simplificam a usina-
em superfícies externas da peça.
gem manual de ajustagem, rebarba-

mento e polimento. Seus dentes cor-

tantes são semelhantes aos das limas

comuns. São acopladas a um eixo flexí-

vel e acionadas por meio de um pequeno

motor.S

Lapidação,
Brochamento Tamboreamento
e Jateamento
O brochamento é um processo mecâ-
nico de usinagem destinado à confecção A lapidação é um processo mecânico de

de superfícies quaisquer com o auxílio usinagem por abrasão executado com


de ferramentas multicortantes. A ferra- um agente abrasivo aplicado por porta-
menta ou a peça se desloca em uma tra- ferramenta adequado, com o objetivo de
jetória retilínea, coincidente ou paralela se confeccionar peças com dimensões
ao eixo da ferramenta. específicas.

25
. Processos
de Usinagem

Por sua vez, o tamboreamento é um pro-

cesso de usinagem no qual as peças são


colocadas no interior de um tambor ro- Parâmetros de
usinagem
tativo, junto ou não de materiais espe-
Movimentos
ciais, para serem rebarbados ou recebe-

rem um acabamento. Conforme os conceitos sobre movimen-

tos de usinagem expostos nas normas

DIN 6580 e NBR 6162, os movimentos

podem ser classificados em ativos e pas-

sivos. Os movimentos ativos são aque-

les que promovem a remoção de mate-

rial. Por outro lado, os movimentos pas-

sivos não provocam tal acontecimento.

Os movimentos ativos são:


Por fim, o jateamento é um processo por
abrasão no qual as peças são submeti- • Movimento de corte: movimento
das a um jato abrasivo a fim de serem relativo entre a ferramenta a peça
rebarbadas, asperizadas ou receberem que promove a remoção de mate-
um acabamento. rial em uma única volta ou curso.

26
. Processos
de Usinagem

• Movimento de Avanço: o avanço Já os movimento passivos são:


fa , dado em mm/volta, corres-
• Movimento de Posicionamento:
ponde ao deslocamento relativo
ocorre quando a ferramenta e a
entre a ferramenta de corte e a
peça se aproximam e são posicio-
peça durante o processo de usina-
nadas antes da usinagem.
gem que, somado ao movimento
de corte, propicia a remoção de • Movimento de Profundidade: é o

material. Em processos onde a movimento no qual a espessura da

ferramenta de corte possui mais camada de material a ser retirada

de uma aresta de corte, como no é determinada. A profundidade de

fresamento, define-se também o corte ap , ou largura de usinagem,

avanço por dente (em mm/dente) corresponde a largura de penetra-

que é dado por: ção da ferramenta em relação a

peça, medida perpendicularmente


va
fz =
z.n ao plano de trabalho (plano for-

onde va é a velocidade de avanço, mado pela direção de avanço e di-

z é o número de dentes da fer- reção de corte). Seu valor é dado

ramenta e n a rotação da ferra- por:


D−d
menta. ap =
2
onde D é o diâmetro a ser usinado
• Movimento Efetivo de Corte: é
e d o diâmetro já usinado.
o resultante dos movimentos de
corte e de avanço, realizados si- • Movimento de Ajuste: é o movi-
multaneamente. mento de correção entre a peça e

27
. Processos
de Usinagem

a ferramenta, no qual o desgaste onde d¯ é o diâmetro da peça (em


da ferramenta deve ser compen- mm) e n é a rotação da peça (em
sado. rpm). O diâmetro a ser usado no
cálculo, de acordo com a norma
Todos os movimentos possuem direção, ISO, deve ser o diâmetro médio
sentido, velocidade e percurso associa- entre o diâmetro inicial da peça
dos. As mais importantes são: (antes de usinar) e o diâmetro final
da peça (depois de ser usinada).
• Velocidade de Corte vc : É a veloci-
Por sua vez, em processos de fresa-
dade periférica da ponta da ferra-
mento, a mesma equação pode ser
menta de corte. Este parâmetro é
usada substituindo d¯ pelo diâmetro da
um dos mais importantes quando
ferramenta de corte e n pela rotação do
se deseja avaliar a durabilidade da
eixo principal.
ferramenta. A seleção da veloci-

dade de corte depende, principal- • Velocidade de Avanço va : Em ope-


mente, dos materiais da peça e da rações do tipo aplainamento, cor-
ferramenta, assim como da taxa de responde diretamente a veloci-
avanço. dade do movimento de desloca-

mento em cada curso. Em contra-


Em processos de torneamento,
partida, em operações do tipo tor-
por exemplo, a velocidade de corte
neamento, é o produto do avanço
(dada, usualmente, em m/min) é
pela rotação da ferramenta. A
determinada por:
equação a seguir demonstra o cál-
¯
π.d.n
vc = culo da velocidade de avanço (em
1000

28
. Processos
de Usinagem

m/min): (ap ) e a velocidade de corte (vc ).

va = fa .n
Q̇ = vc .fa .ap

onde n, assim como na equação da


Sistema de referência
velocidade de corte, corresponde
a rotação da peça e fa é o movi- Para a determinação dos ângulos na cu-
mento de avanço. nha cortante da ferramenta de corte,

Tempo de corte adota-se um sistema de referência que

é constituído por três planos ortogo-


O parâmetro tempo de corte (tc ) en-
nais, passando pelo ponto de referên-
globa os tempos ativos do processo de
cia da aresta cortante. São eles: plano
usinagem, pois ele representa o tempo
de referência, plano de corte e plano de
em que os movimentos de corte e ou
medida. A lista a seguir contém infor-
de avanço estão efetivamente ocor-
mações mais detalhadas a respeito dos
rendo. Para o processo de tornamento,
planos da ferramenta utilizados.
tc é dado por:

la
tc = • Plano de referência: é o plano
va

onde la é o percurso de avanço, em mm, perpendicular à direção admitida

e va a velocidade de avanço. de corte.

Taxa de remoção de material • Plano de corte: plano perpendicu-

A taxa de remoção de material Q̇, em lar ao plano de referência e que é

m3 /min, é definida a partir de 3 parâme- tangente, ou contém, a aresta de

tros: avanço (fa ), profundidade de corte corte da ferramenta.

29
. Processos
de Usinagem

• Plano ortogonal: é um plano per- 3. Ângulo de Posição (χ): é o ângulo


pendicular aos planos de referên- entre o plano de corte e o plano
cia e de corte da ferramenta. de trabalho, medido no plano de
referência. A partir dele, pode-se
• Plano admitido de trabalho: é
controlar o comprimento atuante
perpendicular ao plano de refe-
na aresta de corte da ferramenta.
rência da ferramenta e definido
Assim, um ângulo pequeno resulta
pelas direções de avanço e de
em um cavaco fino e maior força
corte.
de corte.
• Plano normal à aresta de corte:

trata-se de um plano perpendicu- 4. Ângulo de Ponta (ϵ): é o ângulo en-

lar à aresta de corte. tre os planos principal e lateral de

corte, medido no plano de referên-


Ângulos
cia.
Os principais ângulos envolvidos em

operações de usinagem são: 5. Ângulo de Inclinação (λ): ângulo

entre a aresta de corte e o plano


1. Ângulo da Direção de Avanço
de referência, medido no plano de
(ϕ): é o ângulo entre a direção de
corte.
avanço e a direção de corte.

2. Ângulo da Direção Efetiva de 6. Ângulo de Folga (α): também co-


Corte (η): é o ângulo entre a dire- nhecido por ângulo de incidência,
ção efetiva de corte e a direção de é o ângulo formado entre a super-
corte. fície de folga e o plano de corte,

30
. Processos
de Usinagem

medido no plano de medida da cu- 2. Força de avanço Ff .


nha cortante.
3. Força passiva Fp .

7. Ângulo de Cunha (β): ângulo entre


a superfície de folga e a superfície
de saída, medido no plano de me-
dida da cunha cortante.

8. Ângulo de Saída (γ): corresponde


ao ângulo entre a superfície de
A força de corte é o principal fator de
saída e o plano de referência, me-
influência na potência necessária para
dido no plano de medida da cunha
que ocorra a usinagem. Sua intensidade
cortante.
depende, principalmente, do material a
Forças e Potência ser usinado, das condições efetivas de

usinagem, da seção de usinagem e do


A força de usinagem depende das con-
processo empregado. Independente-
dições de corte (avanço, velocidade de
mente do processo utilizado, a equação
corte e profundidade de corte), da geo-
da força de corte é:
metria da ferramenta de corte (χ, γ e λ)

e de seu desgaste, além do uso de lubri- Fc = ap .fa .Kc


ficantes e outros fatores menos relevan-
onde ap corresponde à profundidade de
tes. Ela é resultante da combinação de
corte, fa ao avanço da ferramenta em
outras três forças:
relação a peça e Kc ao parâmetro pres-
1. Força de corte Fc . são específica de corte, que, por sua vez,

31
. Processos
de Usinagem

pode ser calculada a partir da seguinte Já Kc1.1 representa o valor da pressão


equação: específica de corte para a condição em
que b = h = 1 mm. Tanto ele quanto o
Kc = Kc1.1 .b.h−m
parâmetro m são retirados de tabelas e
Os fatores b (largura de usinagem) e h gráficos específicos para cada material.
(espessura de usinagem) estão relaci- O valor da pressão específica de corte
onados a dimensão da seção usinada, depende do material da peça (quando
sendo: mais duro ele for, maior será seu valor),
ap
b= do material da ferramenta de corte (fa-
sin χ
tor de influência relativamente baixa),
e
da geometria da ferramenta (ângulos de
h = fa . sin χ
saída e de inclinação positivos provocam
Com eles, é possível determinar a se- uma redução de Kc e um ângulo de folga
ção transversal de corte (A), que corres- inferior a 5 resulta em um atrito grande
ponde a área da seção transversal de um entre a ferramenta e a peça, com o con-

cavaco a ser retirado. sequente aumento de Kc ) e da seção de

corte (o aumento de A reduz Kc ).


A = b.h
Para os casos onde ocorre um desvio em
relação a condição padrão de usinagem,

alguns fatores também devem ser avali-


ados para a correção de Fc . São eles:

• Kr : para a correção relacionada ao


ângulo efetivo de corte.

32
. Processos
de Usinagem

• Kv : para a correção relacionada à Cavaco


velocidade de corte.
Como operações de usinagem,
• KSch : para a correção relacionada entendem-se aquelas que, ao confe-
ao material da ferramenta rir forma, dimensões e/ou acabamento
à peça através da aplicação de uma
• KV er : para a correção relacionada
tensão acima da tensão de ruptura do
ao desgaste.
material, provocam a produção de ca-
vaco. Define-se cavaco como a porção
Desse modo, a equação da força de
de material retirada pela ferramenta,
corte passa a ser:
caracterizando-se por apresentar forma
Fc = ap .fa .Kc .Kr .Kv .KSch .KV er geométrica irregular. Além desta ca-

racterística, estão envolvidos no me-


Assim, a potência de corte Pc , em kW é:
canismo da formação do cavaco alguns
Fc .vc fenômenos particulares, tais como o re-
Pc =
60000
calque, a aresta postiça de corte, a cra-
onde é Fc é dado em Newtons (N ) e a terização na superfície de saída da ferra-
velocidade de corte em m/min. menta e a sua formação periódica.
Por sua vez, a potência do motor da má-

quina de usinagem Pa é: Formação do cavaco

Pc A formação do cavaco se dá por meio do


Pa =
η
cisalhamento que ocorre na região de-

onde η corresponde à eficiência do mo- nominada plano de cisalhamento (zona

tor. primária de cisalhamento), graças ao

33
. Processos
de Usinagem

contato entre a peça e a ferramenta de 3. Conforme a ferramenta prossegue


corte. Nesta região, o ângulo formado penetrando, ocorre uma ruptura
entre o plano de cisalhamento e a dire- total ou parcial do cavaco no plano
ção de corte é denominado de ângulo de de cisalhamento.
cisalhamento. Ele é inversamente pro-
4. Este material rompido escorrega
porcional à deformação do cavaco e di-
sobre a superfície de saída da fer-
retamente proporcional aos esforços de
ramenta de corte, enquanto uma
corte, principalmente em materiais dúc-
nova porção de material está se
teis.
formando e cisalhando, reinici-
Em condições normais de usinagem com
ando o processo.
ferramentas de metal duro ou aço rá-
Forma do cavaco
pido, a formação do cavaco segue as se-

guintes etapas: Observando os cavacos resultantes de

um processo de usinagem, verifica-se

que os mesmos podem apresentar di-


1. Uma parcela pequena do material
versas formas, que variam conforme
é recalcada contra a superfície da
o avanço de corte, a profundidade de
ferramenta de corte, promovendo
corte, o material que está sendo usinado
a sua deformação plástica e elás-
e a ferramenta de corte.
tica.
Com relação a sua forma, podem ser

classificados em:
2. A deformação plástica aumenta e
o material desliza sobre a superfí- 1. Fitas: A formação em fita é a mais
cie da ferramenta. problemática de todas, pois o ca-

34
. Processos
de Usinagem

vaco apresenta uma aresta de 3. Espirais: Na maioria dos casos,


corte muito afiada, comprome- ocorrem quando a ferramenta de
tendo a segurança física do ope- corte possui um quebra cavaco.
rador. Além disso, ele pode se en-
rolar na peça ou na ferramenta, 4. Em lascas ou pedaços: Estes ca-
prejudicando o ritmo de produ- vacos possuem esse formato de-
ção. Em alguns casos, pode, inclu- vido à irregularidades no material,
sive, provocar a quebra da ferra- ângulo efetivo de corte pequeno,
menta de corte. É também o tipo baixa velocidade de corte e ele-
que ocupa mais espaço de armaze- vada profundidade de penetração.
namento, tornando-o difícil de ser

transportado e descartado. Aresta postiça de corte

A formação da aresta postiça de corte

2. Helicoidais: Quando o cavaco pode ser caracterizada pelo acúmulo de

apresenta essa forma, o processo material usinado na superfície de saída

de usinagem está ocorrendo com da ferramenta, causando a fragmenta-

uma elevada taxa de remoção de ção e desgaste irregular da aresta de

material, fazendo com que o ca- corte. Prejudica, também, o acabamento

vaco deixe rapidamente o espaço na peça usinada.

entre a ferramenta e a peça, de- O material usinado aderente à aresta de


vido às altas velocidades de corte. corte se deforma e encrua, aumentando
Assim, torna-se o mais apropriado sua resistência mecânica e fazendo às
tipo de cavaco. vezes de aresta de corte.

35
. Processos
de Usinagem

Ela ocorre devido a fraca ação de corte que é este o principal fator para a sua
aplicada durante o processo de usina- formação.
gem ou, em determinados materiais, de- A velocidade acima da qual não ocorre
vido a afinidade com a composição do mais a formação da aresta postiça é cha-
metal duro ou da cobertura. A forma- mada de velocidade crítica. Todas as va-
ção da aresta postiça depende de altas riações feitas no processo que aumen-
forças de corte, baixas velocidades de tam a temperatura de corte, tais como,
corte, superfície da pastilha irregular o aumento do avanço e da profundidade

(com linhas de retífica), uso ineficiente de usinagem, diminuição dos ângulos

da refrigeração ou seleção imprópria de de saída e de inclinação da ferramenta,

geometria, substrato e/ou cobertura. retirada da refrigeração, entre outros,

A medida que a velocidade de corte au- tendem a diminuir a velocidade crítica.

menta, a temperatura também aumenta. Além disso, à medida que a ductilidade

Desse modo, quando a temperatura de da peça diminui, decresce também a

recristalização do material do cavaco é ocorrência da aresta postiça, pois os ca-

ultrapassada, não há mais formação de vacos quebram mais facilmente e atri-

aresta postiça, pois o efeito de encrua- tam menos com superfície de saída da

mento do cavaco é minimizado, sendo ferramenta.

36
. Processos
de Usinagem

Exemplo
Sabesp - 2012 - Engenheiro Mecânico - 60
A qualidade do acabamento da superfície de uma peça é caracterizada pela
rugosidade superficial. Na usinagem de uma peça a rugosidade superficial

(A) aumenta com o aumento do raio de curvatura da ponta da ferramenta.

(B) diminui com o aumento do avanço.

(C) aumenta com o aumento do avanço.

(D) não é afetada pela velocidade de corte.

(E) não é afetada pelo avanço.

Solução:

A velocidade de corte influencia diretamente o acabamento superficial, já

que, em baixas velocidades, ocorre grande formação de arestas postiças na

ferramenta de corte, prejudicando o seu desempenho. Com o aumento da

velocidade, aumenta-se a temperatura, dificultando a deposição de mate-

rial na ponta da ferramenta e reduzindo a dureza da aresta postiça. Sendo

assim, (D) está errada. Quando há um aumento no avanço, ocorre uma re-
dução na qualidade superficial graças às relações geométricas com o raio
de ponta da ferramenta de corte. Assim, (B) e (E) estão erradas. O raio de
ponta deve ser grande o suficiente para reduzir os efeitos das marcas de avanço.

37
. Processos
de Usinagem

Quanto maior o raio, menor torna-se a rugosidade máxima. Portanto, (A)


está errada e a afirmativa correta é a apresentada na alternativa (C).
Resposta: C

Exemplo
CODESVAF - 2003 - Engenharia Mecânica - 1
A introdução de fluido de corte num processo de usinagem de tubulações

de aço para escoamento de água irá permitir:

(A) a redução do tempo de vida da ferramenta de corte.

(B) a diminuição da dureza da ferramenta de corte.

(C) o aumento da velocidade de corte.

(D) a tendência à formação da aresta postiça.

(E) as colorações de revenido na superfície usinada.

Solução:

Quanto maior a velocidade de corte, menor será o tempo de usinagem, o que

provoca a redução de custos, já que mais peças poderão ser produzidas em


um mesmo intervalo de tempo. Entretanto, o aumento da velocidade de corte
provoca o aumento da temperatura de usinagem, reduzindo a vida útil da

ferramenta de corte. Como o fluido de corte (líquido ou gás) tem a capaci-


dade de refrigerar, lubrificar, proteger contra a oxidação e limpar a região
da usinagem, seu uso reduz a temperatura de usinagem e possibilita o uso
de velocidades de corte maiores.

38
. Processos
de Usinagem

Resposta: C

Caiu no concurso!
IF/TO - 2009 - Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Enge-
nharia Mecânica - 30
Assinale, dentre as alternativas abaixo, a que melhor define o processo me-

cânico de usinagem denominado Brunimento

(A) Processo mecânico por abrasão empregado no acabamento de furos ci-


líndricos de revolução, no qual todos os grãos ativos da ferramenta abra-

siva estão em constante contato com a superfície da peça e descrevem tra-

jetórias helicoidais. Para tanto, a ferramenta ou a peça gira e se desloca axi-

almente com movimento alternativo.

(B) Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de uma forma qual-

quer na extremidade de um furo. Para tanto, a ferramenta ou a peça giram

e a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea, coin-

cidente ou paralela ao eixo de rotação da ferramenta.

(C) Processo mecânico de usinagem destinado ao seccionamento ou recorte


com auxílio de ferramentas multicortantes de pequena espessura.

(D) Processo de usinagem por abrasão, destinado à obtenção de superfícies


com auxílio de ferramenta abrasiva de revolução. Para tanto, a ferramenta
gira e a peça ou a ferramenta se desloca segundo uma trajetória determi-
nada, podendo a peça girar ou não.

39
. Processos
de Usinagem

(E) Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de filetes, por meio


da abertura de um ou vários sulcos helicoidais de passo uniforme, em su-
perfícies cilíndricas ou cônicas de revolução.
Resposta: A

Caiu no concurso!
IF/TO - 2009 - Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Enge-

nharia Mecânica - 37
Nos processos para fabricação de peças metálicas, são largamente utiliza-

das as operações de usinagem, em que uma porção do material é retirada

pela ação de uma ferramenta de corte.

As operações de usinagem incluem o fresamento, que consiste na obten-

ção de:

(A) Filetes, por meio de ferramenta que produz sulcos helicoidais de passo

uniforme, em superfícies cilíndricas ou cônicas de revolução.

(B) Superfícies planas, pela ação de uma ferramenta dotada de um único gume
cortante que arranca o material com movimento linear.
(C) Superfícies mediante a ação de uma ferramenta giratória de múltiplos

gumes cortantes.
(D) Superfícies lisas, pela ação de uma ferramenta abrasiva de revolução.

40
. Processos
de Usinagem

(E) Superfícies de revolução, mediante a ação de uma ferramenta que se des-


loca linearmente em relação à peça enquanto esta gira em torno do eixo prin-
cipal da máquina operatriz.
Resposta: C

Considere o enunciado a seguir para as questões 65 e 66

Julgue os itens que se seguem com relação às máquinas-ferramentas e aos proces-

sos de usinagem.

Caiu no concurso!
CETURB/ES - 2010 - Analista em Engenharia Mecânica - 65

Entre os processos de usinagem ditos não-convencionais, incluem-se a usi-

nagem por ultrassom, a retificação e a usinagem por jato de água.

(A) Verdadeiro.

(B) Falso.

Resposta: B

Caiu no concurso!
CETURB/ES - 2010 - Analista em Engenharia Mecânica - 66

As fresadoras devem ser projetadas para altas solicitações estáticas e di-


nâmicas, com um acionamento contínuo e sem folga da árvore, de forma a
evitar vibrações e permitir o aumento da vida média da ferramenta.

41
. Processos
de Usinagem

(A) Verdadeiro.
(B) Falso.
Resposta: A

Caiu no concurso!
Sabesp - 2012 - Engenheiro Mecânico - 59
Na usinagem de metais, a força principal de corte Pc , pode ser calculada pelo

produto da pressão específica de corte ks pela área da seção de corte s. Isto

é Pc = ks .s. Verificou-se experimentalmente que a pressão específica de

corte depende do material da peça e de outros fatores. Resultados expe-

rimentais indicam que a pressão específica de corte, ks

(A) não depende da área da seção de corte.

(B) não depende do ângulo de saída da ferramenta.

(C) aumenta com o aumento da área de corte.

(D) diminui com o aumento da área de corte.

(E) não depende da velocidade de corte.


Resposta: D

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