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PATOLOGIAS EM INSTALAÇÕES DE ÁGUAS PLUVIAIS

Ocorrências mais comuns

Transbordamento ou infiltrações decorrentes de:

1) Seção insuficiente.
2) Ausência de declividade;
3) Falta de estanqueidade;
4) Falhas de execução de calhas;
5) Erros na colocação de rufos;
6) Seção insuficiente dos condutores;
7) Retorno/refluxo;
8) Entupimento na entrada dos condutores.

João Victor
PATOLOGIAS EM INSTALAÇÕES DE ÁGUAS PLUVIAIS

Ocorrências mais comuns

Ocorrências em condutores verticais:

1) Ruptura em tubulações por subpressão (vácuo);


2) Vazão concentrada de água sobre telhados;
3) Assoreamento por conta de “biqueiras”;
4) Empoçamento em coberturas horizontais de laje
5) Ressecamento de condutores aparentes (expostos ao sol)
6) Ligação clandestina de águas pluviais em redes de esgoto.

João Victor
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Seção insuficiente de calhas

Quando se trata de seção insuficiente, a solução é a troca da peça inteira por uma com maiores
dimensões, capaz de escoar mais volume de chuva.

No projeto de cobertura é necessário que haja o detalhamento do sistema de captação e


escoamento de AP. Por conta disso, o projetista deve posicionar e pré-dimensionar as calhas – uma
vez que representam a primeira no dimensionamento.

João Victor
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Transbordamento por ausência de declividade

A ocorrência de empoçamentos após cessada a chuva pode estar diretamente ligada à ausência de
declividade mínima de projeto (0,5%) – exceto as de água furtada – no sentido dos tubos de
queda.

Apesar de a vazão aumentar consideravelmente com o incremento de declividade, é importante


lembrar que o aumento de inclinação nem sempre é viável fisicamente. Neste caso, a solução seria
o aumento na capacidade dos condutores, por exemplo.

João Victor
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Transbordamento por ausência de declividade

Além da declividade, outro fator que diminui a eficiência de calhas é a existência de curvas
próximas à embocadura – podendo chegar a 17% de redução.

Nos projetos arquitetônicos, particularmente nos cortes, deve ser prevista uma altura mínima que
permita a declividade da calha, evitando dessa maneira o empoçamento.

João Victor
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Falha na execução de calhas

Por meio de um teste simples pode-se constatar o vazamento em calhas sem a presença de chuva.
Caso fique verificado que o motivo se deve à execução malfeita, procede-se à execução dos reparos
necessários.

Por exemplo, no caso de soldas incompletas, proceder-se-á uma nova solda no local. No caso de
furos resultantes de ferrugens de pregos, uma nova solda pode não trazer resultados. Procede-se,
então, à troca da peça.

João Victor
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Erros na colocação dos rufos

Os rufos servem para proteger paredes expostas (ex: rufo pingadeira) ou evitar infiltrações nas
juntas entre telhado e parede (rufo interno). Geralmente são executados com chapa metálica e
fixados com rebites. Recomenda-se passar argamassa nas bordas para vedar (1:3).

Os erros mais comuns são: falta de embutimento correto na alvenaria, quebra de argamassa de
fixação e caimento insuficiente.

Ressalta-se se que os elementos possuem diferentes coeficientes de dilatação (metais, alvenaria,


madeira etc). Com isso, o embutimento nas alvenarias deve prever uma livre dilatação. Caso
contrário, poderá ocorrer o estouro do reboco, gerando caminho para entrada de água e a
ocorrência de diversas patologias.

João Victor
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Transbordamento por entupimento na entrada

A entrada dos condutores – colarinho ou bocal – é comumente entupida devido ao acumulo de


detritos, tais como folhas de arvores. Neste caso, é possível a utilização de telas na calha, evitando
os pequenos gargalos na tubulação e facilitando a limpeza e a manutenção.

As calhas obstruídas pode causar retorno (ex: canaletas de piscina ou rampas), danos à alvenaria,
erosões em torno da edificação etc. Em áreas próximas a arvores, a limpeza deve ocorrer com
maior frequência.

João Victor
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Ruptura em tubos por subpressão (vácuo)

A ruptura em tubos pode ser causada pela pressão negativa em colunas de águas pluviais de
grande extensão. Quando isso ocorre, deve ser verificado também o acúmulo de folhas na
embocadura, o subdimensionamento, o caimento da calha etc.

Para resolver o problema, deve-se corrigir erros construtivos; diminuir a área de contribuição,
alterar a declividade as calhas, números de condutores maiores ou adoção de materiais mais
resistentes (linha Série R fabricada conforme NBR 5.688)

João Victor
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Vazão concentrada de água nos telhados

Sabe-se que telhados são estruturas delicadas e, portanto, não devem receber vazões
concentradas, que se transformem em carga de impacto sobre eles. Quando isso ocorre, são
diversos os danos.

Caso o telhado mais baixo não tenha sido calculado para receber este impacto, o correto seria
transportar a água coletada do nível superior até a calha em nível mais baixo, ou ainda lançá-lo
sobre os rufos.

João Victor
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Empoçamento na cobertura

O empoçamento, mesmo com ausência de chuvas torrenciais, está relacionado à falta de


declividade adequada na laje e(ou) à quantidade insuficiente ou ausência de ralos. A drenagem
deve ser feita por mais de uma saída, exceto quando não houver risco de obstrução.

Quando necessário, a cobertura deve ser subdivida em áreas menores, com caimentos e
orientações diferentes, para evitar o grande percurso de água.

Além disso, as coberturas horizontais devem ser projetadas para serem impermeáveis. Para a
drenagem em varandas, marquises ou terraços de pavimentos sobrepostos, podem ser utilizados
buzinotes (em geral 50mm para cada 13,5m² de área de cobertura).

João Victor
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Ressecamento de condutores aparentes

Conforme NBR 10.844/89, os condutores de água pluviais pode se colocados externa e


internamente ao edifício, dependendo de considerações de projeto, do uso e da ocupação do
edifício e do material dos condutores.

Os tubos e conexões podem ser expostos ao sol sem nenhum risco de perder a sua resistência à
pressão hidrostática interna. Contudo, a ação de raios UV provoca a descoloração (perda de
pigmento da peça).

Essa ação provoca o “ressecamento” da superfície externa dos tubos e das conexões, que ficarão
mais suscetíveis a rompimentos por impactos externos. Em curto prazo, as tubulações expostas
perdem a resistência mecânica, podendo apresentar vazamento com maior facilidade.

João Victor
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Ligação clandestina de águas pluviais em redes de esgoto

Os níveis projetados da edificação devem ser convenientemente estudados pelo projetista com
relação ao escoamento das águas pluviais por gravidade. As águas pluviais, normalmente, são
conduzidas pelos condutores diretamente à sarjeta da rua, em frente ao lote.

Se o terreno estiver em nível inferior ao da rua, deverão correr para a rua mais próxima, passando
pelo terreno vizinho, conforme o Código Civil Brasileiro. O lote à jusante deve receber as águas
pluviais do lote situado à montante.

As vezes quando o nível do terreno está abaixo do nível da rua, ocorrem ligações clandestinas com
a rede de esgoto, sobrecarregando e comprometendo a rede pública coletora de esgoto, pois ela
não é dimensionada para suportar essa vazão.

João Victor
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Ligação clandestina de águas pluviais em redes de esgoto

O dimensionamento das tubulações de esgoto é feito de modo que não chegue a ocupar todo o
espaço interno do condutor, não trabalhando à seção plena. Então, quando as águas pluviais vão
para as redes de esgoto, causam extravasamento, enchendo a tubulação e pressionando as
paredes da tubulação levando à ruptura, provocando refluxos.

Por este motivo, as instalações de águas pluviais se destinam exclusivamente ao recolhimento e


condução de águas de precipitação atmosférica, não sendo admitida em hipótese alguma quaisquer
outras interligações com outras instalações prediais.

João Victor

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