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Sumário

1 Introdução 4
2 Potenciação 5
2.1 Potenciação 6
2.2 Radiciação 6

3 Fatoração 7
4 Racionalização 8
5 Expressões algébricas 9
6 Funções 10
6.1 Função de 1º e 2º grau 10
6.2 Função Injetora 10
6.3 Função Sobrejetora 10
6.4 Função Bijetora 10
6.5 Função Par e Ímpar 10
6.6 Função Crescente e Decrescente 11
6.7 Função Composta 11
6.8 Função Inversa 11
6.9 Função Modular 11
6.10 Função Exponencial 11
6.11 Função Logarítmica 12
6.11.1 Definição geral 12
6.11.2 Propriedades da Função Logarítmica 14
7 Trigonometria 17
7.1 Trigonometria no Triângulo Retângulo 17
7.2 Identidades Trigonométricas 17
7.3 Ciclo Trigonométrico 17
7.4 Funções Trigonométricas 17
7.5 Gráficos das Funções Trigonométricas 17
1 Introdução
O Irmão Caçula, é uma atividade realizada pelo PET Engenharias da
UEFS a cerca de seis anos. Tal ação, tem o objetivo de munir os alunos de
conhecimentos que facilite sua jornada como estudante, principalmente no que
diz respeito às disciplinas nas quais a matemática básica é indispensável,
como Cálculo, Física, entre outros. Desse modo, uma vez a cada semestre o
Pet Engs proporciona duas semanas de aulas que versam sobre os mais
diversos assuntos da matemática, com a observância de que essa seleção de
assuntos a serem lecionados durante esse período são os que mais se fazem
necessários, tendo em vista as dificuldades apresentadas pelos calouros que
ingressam na universidade.

As aulas são lecionadas pelos próprios componentes do grupo, ou seja,


alunos do curso de Engenharia de Alimentos, Civil, Computação e Agronomia
que fazem parte do PET. Durante as aulas há a presença de monitores na sala,
para ajudar os alunos e o professor naquilo que for necessário.

É aplicada uma prova no primeiro dia de aula e esta mesma prova é


aplicada no último dia, buscando assim, conhecer o nível de progresso dos
alunos.

Desta forma, essa atividade entre as realizadas pelo grupo é uma das
mais conhecidas, justamente por alcançar um grande número de alunos dentro
da universidade.
2 Potenciação

A ​potenciação ou ​exponenciação é a operação matemática que representa a


multiplicação de fatores iguais. Ou seja, usamos a potenciação quando um
número é multiplicado por ele mesmo várias vezes.

Para escrever um número na forma de potenciação usamos a seguinte


notação:

Sendo a ≠ 0, temos:

a: Base (número que está sendo multiplicado por ele mesmo)

n: Expoente (número de vezes que o número é multiplicado)

Para melhor entender a potenciação, no caso do número 2​3 (dois elevado a


terceira potência ou dois elevado ao cubo), tem-se:

2​3​ = 2 x 2 x 2 = 4 x 2 = 8

Sendo,

2​: Base
3​: Expoente

8​: Potência (resultado do produto)


2.1 Potenciação

Propriedades da Potenciação

● Toda potência com expoente igual a zero, o resultado será 1, por


exemplo: 5​0​=1

● Toda potência com expoente igual 1, o resultado será a própria base,


por exemplo: 8​1 ​= 8

● Quando a base for negativa e o expoente um número ímpar, o resultado


será negativo, por exemplo: (- 3)​3​ = (- 3) x (- 3) x (- 3) = - 27.

● Quando a base for negativa e o expoente um número par, o resultado


será positivo, por exemplo: (- 2)​2 ​= (- 2) x (- 2) = +4

● Quando o expoente for negativo, inverte-se a base e muda-se o sinal do


expoente para positivo, por exemplo: (2)​- 4​ = (1/2)​4​ = 1/16

● Nas frações, tanto o numerador quanto o denominador ficam elevados


ao expoente, por exemplo: (2/3)​3​ = (2​3​ / 3​3​) = 8/27

Multiplicação e Divisão de Potências

Na multiplicação das potências de bases iguais, mantém-se a base e soma-se


os expoentes:

a​x​ . a​y​ = a​x+y

5​2​.5​3​= 5​2+3​= 5​5


Na Divisão das potências de bases iguais, mantém-se a base e subtrai-se os
expoentes:

(a​x​) / (a​y​) = a​x-y

(5​3​) / (5​2​) = 5​3-2 ​= 5

Quando a base está entre parênteses e há outro expoente fora (potência de


potência), mantém-se a base e multiplica-se os expoentes:

(a​x​)​y ​= a​x.y

(3​2​)​5​= 3​2.5​ = 3​10

Exercícios .

Sendo:

: A metade do valor de Y, vale?


2.2 Radiciação

Radiciação é a operação que realizamos quando queremos descobrir qual o


número que multiplicado por ele mesmo uma determinada quantidades de
vezes dá um valor que conhecemos.

Exemplo

Qual é o número que multiplicado por ele mesmo 3 vezes dá como resultado
125?

Por tentativa podemos descobrir que:

5 x 5 x 5 = 125

Logo, o 5 é o número que estamos procurando.

Símbolo da Radiciação

Para indicar a radiciação usamos a seguinte notação:

Sendo,

n o índice do radical. Indica quantas vezes o número que estamos procurando


foi multiplicado por ele mesmo.
X o radicando. Indica o resultado da multiplicação do número que estamos
procurando por ele mesmo.

Quando não aparecer nenhum valor no índice do radical, o seu valor é igual a
2. Essa raiz é chamada de raiz quadrada.

A raiz de índice igual a 3 também recebe um nome especial e é chamada de


raiz cúbica.

Exemplos

3√27 (Lê-se raiz cúbica de 27)

5√32 (Lê-se raiz quinta de 32)

√400 (Lê-se raiz quadrada de 400)

Propriedades da Radiciação

As propriedades da radiciação são muito úteis quando necessitamos simplificar


radicais.

A Radiação é o inverso da Potenciação.


Exercício.

Assinale a alternativa correta e mostre os cálculos que te levaram a essa


conclusão.

A) √4 + √5 = √9 =3
B) ( √3 + √2 )​ 2 ​ = ( √3 )​2 ​+( √2 )​2​ = 3
​ +2=5
C) 9 : √3 = √3 :3
D) 4 : ( √5 -1) = √5 +1
E) √16 = + ou - 4
3 Fatoração
Todo número natural, maior que 1, pode ser decomposto em um produto de
dois ou mais fatores.

Ex:

Decomposição do número 24 em um produto:

​2 x 2​ x ​2 x 3​ = 2​3​ x 3

No produto 2 x 2 x 2 x 3, todos os fatores são primos.

Chamamos de ​fatoração de 24 a decomposição de 24 em um produto de


fatores primos. Então a fatoração de 24 é 2​3​ x 3.

De um modo geral, chamamos de ​fatoração de um número natural​, maior

que 1, a sua decomposição em um produto de fatores primos.

Regra prática para a fatoração

Existe um ​dispositivo prático para fatorar um número. Acompanhe, no


exemplo, os passos para montar esse dispositivo:

1º)​ Dividimos o número pelo seu menor divisor primo;

2º) a seguir, dividimos o quociente obtido pelo menor divisor primo desse
quociente e assim sucessivamente até obter o quociente 1.

A figura mostra a fatoração do número 630.


Então 630 = 2 x 3 x 3 x 5 x 7.

630 = 2 x 3​2​ x 5 x 7​.

Exercícios.

Realize a decomposição em fatores primos, dos seguinte números abaixo:

A) 392
B) √324
4 Racionalização

Considere a fração , cujo denominador é um número irracional.

Vamos agora multiplicar o numerador e o denominador desta fração por

, obtendo uma fração equivalente:

Observe que a fração equivalente possui um denominador


racional.

A essa transformação, damos o nome de ​racionalização de


denomindores​.

A racionalização de denominadores consiste, portanto, na obtenção de


um fração com denominador racional, equivalente a uma anterior, que possuía
um ou mais radicais em seu denominador.

Para racionalizar o denominador de uma fração, devemos multiplicar os


termos desta fração por uma expressão com radical, denominado ​fator
racionalizante​, de modo a obter uma nova fração equivalente com denominador
sem radical.

Principais casos de racionalização


1º caso​:​ ​O denominador é um radical de índice 2.​ Exemplo:
é o fator racionalizante de , pois

= ​a

2º caso​: ​O denominador é um radical de índice diferente de 2, ou a


soma (ou diferença) de dois termos.

Neste caso, é necessário multiplicar o numerador e o denominador da


fração por um termo conveniente, para que desapareça o radical que se
encontra no denominador. Exemplo:

A seguir, os principais fatores racionalizantes, de acordo com o tipo do


denominador.

é o fator racionalizante de

é o fator racionalizante de

é o fator racionalizante de

é o fator racionalizante de
Exercício

Racionalize as expressões e simplifique:

A) √10 : √5 -2
B) 1 : √4 + h +2
5 Expressões algébricas

Expressões algébricas são expressões matemáticas que apresentam


números, letras e operações.

As expressões desse tipo são usadas com frequência em fórmulas e equações.

As letras que aparecem em uma expressão algébrica são chamadas de


variáveis e representam um valor desconhecido.

Os números escritos na frente das letras são chamados de coeficientes e


deverão ser multiplicados pelos valores atribuídos as letras.

Exemplos

a) x + 5

b) b2 – 4ac

Cálculo de uma Expressão Algébrica

O valor de uma expressão algébrica depende do valor que será atribuído às


letras.
Para calcular o valor de uma expressão algébrica devemos substituir os valores
das letras e efetuar as operações indicadas. Lembrando que entre o coeficiente
e a letras, a operação é de multiplicação.

Simplificação de Expressões Algébricas

Podemos escrever as expressões algébricas de forma mais simples somando


seus termos semelhantes (mesma parte literal).

Para simplificar iremos somar ou subtrair os coeficientes dos termos


semelhantes e repetir a parte literal.

Exemplos

a) 3xy + 7xy​4 - 6x3y + 2xy - 10xy​4 ​= (3xy + 2xy) + (7xy​4 - 10xy​4​) - 6x​3​y = 5xy -
3xy​4​ - 6x​3​y

b) ab - 3cd + 2ab - ab + 3cd + 5ab = (ab + 2ab - ab + 5ab) + (- 3cd + 3cd) = 7ab

Fatoração de Expressões Algébricas

Fatorar significa escrever uma expressão como produto de termos.

Transformar uma expressão algébrica em uma multiplicação de termos,


frequentemente nos permite simplificar a expressão.

Para fatorar uma expressão algébrica podemos usar os seguintes casos:

Fator comum em evidência​: ax + bx = x (a+b)

Agrupamento: ​ax + bx + ay + by = x . (a + b) + y . (a + b) = (x + y) . (a+b)


Trinômio Quadrado Perfeito (Adição):​ a​2 ​+ 2ab + b​2 ​= (a + b)​2

Trinômio Quadrado Perfeito (Diferença):​ a​2 –​ 2ab + b​2​ = (a – b)​2

Diferença de dois quadrados:​ (a + b) . (a – b) = a​2​ – b​2

Monômios

Quando uma expressão algébrica apresenta apenas multiplicações entre o


coeficiente e as letras (parte literal), ela é chamada de monômio.

Exemplos

a) 3ab

b) 10xy2z3

c) bh (quando não aparece nenhum número no coeficiente, seu valor é igual a


1)

Os monômios semelhantes são os que apresentam a mesma parte literal


(mesmas letras com mesmos expoentes).

Os monômios 4xy e 30xy são semelhantes. Já os monômios 4xy e 30x​2​y​3 não


são semelhantes, pois as letras correspondentes não possuem o mesmo
expoente.

Polinômios

Quando uma expressão algébrica possui somas e subtrações de monômios


não semelhantes é chamada de polinômio.
Exemplos

a) 2xy + 3 x​2​y - xy​3

b) a + b

c) 3abc + ab + ac + 5 bc

Operações Algébricas

Soma e subtração

A soma ou a subtração algébrica é feita somando-se ou subtraindo-se os


coeficientes dos termos semelhantes e repetindo a parte literal.

Exemplo

a) Somar (2x​2​ + 3xy + y​2)​ com (7x​2​ - 5xy - y​2​)

(2x​2​ + 3xy + y​2​) + (7x​2​ - 5xy - y​2​) = (2 + 7) x​2​ + (3 - 5) xy + (1 - 1) y​2​ = 9x​2 ​- 2xy

b) Subtrair (5ab - 3bc + a​2​) de (ab + 9bc - a​3​)

É importante observar que o sinal de menos na frente dos parênteses inverte


todos os sinais de dentro dos parênteses.

(5ab - 3bc + a​2​) - (ab + 9bc - a​3​) = 5ab - 3bc + a​2​ - ab - 9bc + a​3​ =

(5 - 1) ab + (- 3 - 9)bc + a​2​ + a​3​ = 4ab -12bc + a​2​ + a​3

Multiplicação
A multiplicação algébrica é feita multiplicando-se termo a termo.

Para multiplicar a parte literal, usamos a propriedade da potenciação para


multiplicação de mesma base: "repete-se a base e soma-se os expoentes".

Exemplo

Multiplicar (3x​2​ + 4xy) com (2x + 3)

(3x​2 + 4xy) . (2x + 3) = 3x​2 . 2x + 3x​2 . 3 + 4xy . 2x + 4xy . 3 = 6x​3 + 9x​2 ​+ 8x2y +
12xy

Divisão de um polinômio por um monômio

A divisão de um polinômio por um monômio é feita dividindo os coeficientes do


polinômio pelo coeficiente do monômio. Na parte literal, usa-se a propriedade
da divisão de potência de mesma base (repete-se a base e subtrai os
expoentes).

Exemplo
Exercícios

1) Se A = 2x + 4y + 5, B = 2x + 2y - 3 e C = +4x – y + 4, então A – B + C
é igual a:

a) + x + y + 12

b) +x + 2y + 12

c) + 4x + y + 12

d) + 4x + 4y + 12

2)Resolva a expressão [3.(x​2​y).(x​2​y)] : (x​2​y​2​) e assinale a alternativa que


apresenta a solução correta:

a) 3x

b) 3x​3

c) x​2

d) 3x​2
6 Funções
6.1 Função de 1º e 2º grau

Uma função é uma relação de um conjunto A com um conjunto B.

Definição formal: sejam dados os conjuntos ​A, B​, uma relação f : A → B


, e o conjunto dos pares ordenados
ℙ = {(a, b)} ∈ A × B; a se relaciona com b por f } . Dizemos que ​f é uma função se,
e somente se, para todo existe no máximo um tal que ​a se relaciona com ​b.​
Assim sendo, escrevemos b = f (a) quando ​a se relaciona com ​b por ​f.​ O
conjunto ​A é chamado de conjunto de partida e ​B é chamado de contradomínio
de ​f​.

Esta não é uma função, pois o


​ X é associado (se relaciona) com dois elementos ​Y​, a saber com
elemento ​3 ∈
c, d ​∈​ Y​.

Este é um exemplo de uma função dita


parcial (função parcial), pois há pelo menos um elemento no conjunto de
partida (​1 ​∈ ​X}​ que não se relaciona com nenhum elemento do contradomínio
(conjunto ​Y​).

Este é um exemplo de uma função dita


discreta (veja, função discreta). Sua lei de correspondência pode ser escrita da
seguinte forma:

Função de 1º grau ou afim

Uma função afim, também conhecida como função polinomial de grau 1


ou função polinomial de primeiro grau, é uma função do tipo f (x) = ax + b cujo
gráfico é uma reta não perpendicular ao eixo ​Em uma dimensão (ou seja,
quando ​x e ​y são escalares), o termo ​a é chamado de ​coeficiente angular ou
declividade da reta, pois ele determina a inclinação da reta que representa a
função, e o termo ​b é chamado de ​coeficiente linear da reta,​ pois ele determina
o deslocamento da reta em relação à origem.

Definição formal: Uma função f : ℝ → ℝ ​chama-se função afim quando


existe dois números reais ​a​ e ​b​ tal que​ ​ f (x) = ax + b e a =/ 0 para todo x ∈ ℝ .

Uma função linear é um caso particular da função afim onde a =/ 0 e


b = 0 , sendo, portanto, expressa como: f (x) = ax .

Um caso específico da função linear é a função identidade, onde a = 1 .


Logo a função identidade é expressa como: f (x) = x .
Uma função afim pode ser crescente, decrescente ou constante,
dependendo do valor do coeficiente angular.

Se a > 0 , a função é crescente.

Se a < 0 , a função é decrescente.

Se a = 0 , a função é constante.

O zero de uma função afim (ou raízes da função) é o valor de para o


qual a função é igual a zero. Geometricamente o zero de uma função afim é o
ponto de corte no eixo das abcissas. Para definir este ponto basta resolver a
equação: ax + b = 0 .

−b
ax + b = 0 ⇒ x = a

Logo, o ponto de corte no eixo das abcissas é:

( −b
a , 0)

Toda e qualquer função afim também corta o eixo das ordenadas (eixo ​oy​).
Para definir este ponto de corte basta calcular f (0) :

f (0) = a.0 + b = b

Logo, o ponto de corte no eixo y é: (0, b).

Função quadrática ou de 2º grau

Definição formal: uma função f : ℝ → ℝ é uma função quadrática quando

associa cada x ∈ ℝ o elemento (ax² + bx + c) ∈ ℝ , em que ​a​, ​b,​ ​c são números


reais e a =/ 0 .
Os zeros, ou raízes de uma função quadrática, são os valores de ​x cuja
imagem é 0.

Esses valores são conhecidos como r1 e r2 e podem ser descobertos através da


−b±√b²−4ac
fórmula quadrática x= 2a

Logo, as raízes são:

−b+√b²−4ac −b−√b²−4ac
r1 = 2a
r2 = 2a

Normalmente essa fórmula é simplificada, adotando o uso do discriminante,


representado pela letra grega delta que é definido por: △ = b² − 4ac.

Assim a fórmula pode ser reescrita como:

−b±√△ −b+√△ −b−√△


x= 2a
r1 = 2a
r2 = 2a

A existência de raízes reais e sua quantidade de uma equação quadrática fica


condicionado ao valor do discriminante △ .

Se △ < 0 , a equação possui duas raízes reais distintas.

Se △ = 0 , a equação possui duas raízes reais iguais (ou apenas uma raiz).

Se △ > 0 , a equação não possui raízes reais.

O gráfico de uma função quadrática é sempre uma parábola com eixo de


simetria perpendicular ao eixo ​x​.

Geometricamente, dizemos que os zeros, ou raízes, de uma função quadrática


são as abscissas dos pontos onde a parábola corta o eixo ​x.​

A interpretação geométrica das raízes pode ser feita levando em conta o valor
do discriminante △ , assim como foi feito anteriormente com o estudo das raízes.
Se △ > 0 , o gráfico possui dois pontos de corte no eixo x.

Se △ = 0 , o gráfico intercepta o eixo x no vértice da parábola

Se △ < 0 , o gráfico não intercepta o eixo x.

O vértice da parábola é o ponto crítico da função quadrática, ou seja, é o ponto


em que a função muda seu comportamento com relação ao seu crescimento ou
decrescimento. O vértice é o ponto:

V = ( −b −△
2a , 4a )

O coeficiente ​a​ diz respeito a concavidade da parábola.

Se ​a​ ​> 0, a concavidade é voltada para cima e o vértice é o ponto de mínimo.

Se ​a​ < 0, a concavidade é voltada para baixo e o vértice é o ponto de máximo.

O coeficiente ​b I​ ndica se a parábola intersecta o eixo y de forma crescente ou


decrescente.

Se b > 0 , intersecção crescente.

Se b = 0 , intersecção simétrica ou reta.

Se b < 0 , intersecção decrescente

O coeficiente ​c é o termo independente da função e indica o ponto do eixo ​y


que a parábola o intersecta. Por exemplo, se ​c = 3 a parábola irá cruzar o eixo ​y no
ponto (0,3).
6.2 Função Injetora

A função é injetora se elementos distintos do domínio tiverem imagens


distintas, ou seja, dois elementos não podem ter a mesma imagem. Portanto não pode
haver nenhum elemento no conjunto B que receba duas flechas. Por exemplo, a
função f:IRIR definida por f(x)=3x é injetora pois se x​1 =/ x​2 então 3x​1 =/ 3x​2​, portanto

f(x​1​) =/ f(x​2​).

6.3 Função Sobrejetora

Dizemos que uma função é sobrejetora se, e somente se, o seu conjunto
imagem for igual ao contradomínio, isto é, se Im=B. Em outras palavras, não pode
sobrar elementos no conjunto B sem receber flechas.
6.4 Função Bijetora

Uma função é bijetora quando ela é sobrejetora e injetora ao mesmo


tempo. Por exemplo, a função f: IRIR definida por y=3x é injetora, como vimos no
exemplo anterior. Ela também é sobrejetora, pois Im=B=IR. Logo, esta função é
bijetora. Já a função f: ININ definida por y=x+5 não é sobrejetora, pois Im={5,6,7,8,...}
e o contradomínio CD=IN, mas é injetora, já que valores diferentes de x têm imagens
distintas. Então essa função não é bijetora.

Observe os diagramas abaixo:

● Essa função é sobrejetora, pois não


sobra elemento em ​B.
● Essa função não é injetora, pois existem
dois elementos com mesma imagem.

● Essa função não é bijetora, pois não é


injetora.
● Essa função é injetora, pois elementos de
B​ são “flechados” só uma vez.
● Essa função não é sobrejetora, pois
existem elementos sobrando em ​B.
● Essa função não é bijetora, pois não é
sobrejetora.

● Essa função é injetora, pois elementos de


B​ são “flechados” só uma vez.
● Essa função é sobrejetora, pois não
existem elementos sobrando em B.
● A função é bijetora, pois é injetora e
sobrejetora.
6.5 Função Par e Ímpar

Dada uma função f: AB, dizemos que f é par se, e somente se, f(x)=f(-x)
para todo x A. Ou seja: os valores simétricos devem possuir a mesma imagem.
O diagrama a seguir mostra um exemplo de função par:

Por exemplo, a função f: IR IR definida por f(x)=x​2 é uma função par,


pois f(x)=x​2​=(-x)​2​=f(-x). Podemos notar a paridade dessa função observando o
seu gráfico:

Notamos, no gráfico, que existe uma ​simetria em relação ao eixo


vertical​. Elementos simétricos têm a mesma imagem. Os elementos 2 e –2,
por exemplo, são simétricos e possuem a imagem 4.

Por outro lado, dada uma função f: AB, dizemos que ​f é ​ímpar se, e
somente se, f(-x)=-f(x) para todo x A. Ou seja: valores simétricos possuem
imagens simétricas. O diagrama a seguir mostra um exemplo de função ímpar:
Por exemplo, a função f: IR IR definida por f(x)=x​3 é uma função ímpar,
pois f(-x)=(-x)​3​=-x​3​=-f(x). Podemos notar que a função é ímpar observando o
seu gráfico:

Notamos, no gráfico, que existe uma ​simetria em relação a origem 0​.


Elementos simétricos têm imagens simétricas. Os elementos 1 e –1, por
exemplo, são simétricos e possuem imagens 1 e –1 (que também são
simétricas).

Exercício

1. Classifique as funções abaixo em pares, ímpares ou sem paridade:


(a) f(x)=2x
(b) f(x)=x​2​-1
(c) f(x)=x​2​-5x+6
6.6 Função Crescente e Decrescente

​Dada uma função f: AB, dizemos que f é crescente em algum conjunto


A’ ⊂ A, se, e somente se, para quaisquer x​1 ∈ A’ e x​2 ∈ A’, com x​1​< x​2​,
tivermos f(x​1​)<f(x​2​). Por exemplo, a função f:IRIR definida por f(x)=x+1 é
crescente em IR, pois x​1​<x​2 => x​1​+1<x​2​+1 => f(x​1​)<f(x​2​). Ou seja: quando os
valores do domínio crescem, suas imagens também crescem. Por outro lado,
dada uma função f: AB, dizemos que ​f é ​decrescente em algum conjunto A’
⊂ A, se, e somente se, para quaisquer x​1 ∈ A’ e x​2 ∈ A’, com x​1​< x​2​,
tivermos f(x​1​)>f(x​2​). Por exemplo, a função f:IRIR definida por f(x)= -x+1 é
decrescente em IR, pois x​1​<x​2 => -x​1​>-x​2 =>
​ -x​1​+1>-x​2​+1 => f(x​1​)>f(x​2​). Ou seja:
quando os valores do domínio crescem, suas correspondentes imagens
decrescem.

Esse é um exemplo de função ​crescente​. Podemos


notar no gráfico que à medida que os valores de x
vão aumentando, suas imagens também vão
aumentando.

Esse é um exemplo de função ​decrescente​.


Podemos notar no gráfico que à medida que os
valores de x vão aumentando, suas imagens vão
diminuindo.
Exercício

1. Classifique cada uma das funções seguintes em crescente ou


decrescente:

(a) y = 4x + 6

b) f(x) = – x + 10

c) y = (x + 2)​2​ – (x – 1)​2

6.7 Função Composta

Uma ​função é uma regra que relaciona cada elemento de um conjunto,


chamado domínio, a um único elemento de outro conjunto, chamado contradomínio.
Suponha que existam duas funções, f e g, em que o ​domínio ​da ​função g é igual ao
contradomínio da função f. Nesse caso, é possível criar uma função gof, chamada de
função composta, a qual relaciona diretamente os elementos do domínio da função f
aos elementos do contradomínio da função g.

Representando o que foi dito acima temos: as funções f:A Be

g:B C, denominamos função composta de g e f à função

h: A C. tal que h=(gof)(x)=g(f(x)), com x ϵ A.


Exemplos:

1) Dadas as funções f(x)=x​2​-1 e g(x)=2x, calcule f[g(x)] e g[f(x)].

Resolução:

f[g(x)] = f(2x) = (2x)​2​-1 = 4x​2​-1

g[f(x)] = g(x​2​-1) = 2(x​2​-1) = 2x​2​-2

2) Dadas as funções f(x)=x​2​+1 e g(x)=3x-4, determine f[g(3)].

Resolução: g(3)=3.3-4=5 f[g(3)]= f(5)= 5​2​+1 = 25+1= 26.

​Exercícios

1) Dada f(x)=x² + 2x + 5 o valor de f(f(-1)) é quanto?


2) Sejam as funções f(x) = x - 3 e g(x)= x² - 2x + 4. Para qual valor de x tem
f(g(x)) = g(f(x))?
3) Sejam as funções compostas f(g(x)) = 2x – 1 e g(f(x)) = 2x – 2. Sendo g(x)
= x +1, então f(5) + g(2) é?
4) Sejam f(x) = 2x + 1 e g(x) = 3x +1. Então f(g(3)) – g(f(3)) é igual a?
5) Considere as funções f e g, cujos gráficos estão representados na figura
abaixo. O valor de f(g(1)) – g(f(1)) é quanto?
6.8 Função Inversa

A função inversa recebe esse nome pois a partir de uma dada função, é
possível inverter os elementos correspondentes de outra. Em outros termos, a função
inversa cria funções a partir de outras.

Sendo assim, os elementos de uma função A possuem correspondentes em


outra função B.

Uma função somente será inversa se for bijetora, isto é, os pares ordenados da
​ ​da seguinte maneira: (x,y) Є f –1
função f deverão pertencer à função inversa f –1 ​ (y,x) Є
f.

Para determinar a inversa de uma função basta escrevermos y = f(x), então


resolvemos essa equação para ​x em termos de ​y e em seguida trocamos as letras, ​x
por ​y​ e ​y​ por ​x.​

Exemplo

1) Determine a inversa da função f(x) = 2x – 3

Resolução:

Primeiro, escrevemos y = f(x), logo y = 2x – 3

Resolvemos essa equação para x:

2x = y +3

x = (y+3)/2

e finalmente trocamos as letras x e y:

y = (x+3)/2 então a função inversa é f​-1​(x) = (x+3)/2


Exercícios

1) Determine a função inversa de f(x) = 4x – 6.


2) Determine a função inversa da função f(x) = (2x +3)/(3x – 5), para x ≠ 5/3
3) Considere a função g(x) = . Determine o domínio e a função inversa de g(x).
4) Dada a função bijetora f(x) = , D(f) = R –{1}, determine o domínio de f​-1​(x).

6.9 Função Modular

O módulo é a distância de um determinado número até o zero. Por exemplo, o


módulo de 13 é a distância entre o 13 e o 0. Para nos deslocarmos do 13 ao 0,
andaremos 13 unidades. Portanto, o módulo de 13 é igual a 13. Ou ainda: |13| = 13.
Sendo assim, qual será o módulo de -13? Bem, a distância do -13 ao zero é também
de 13 unidades. Então, |-13| = 13.

O módulo é representado entre barras e seus números são sempre positivos,


ou seja, mesmo que um módulo seja negativo seu número será positivo

Propriedades

Todo x ​∊​ R, temos |x| = |-x|

Todo x ​∊​ R, temos |x​2​| = |x|​2​= x​2

Todo x e y ​∊​ R, temos |x.y| = |x| . |y|

Todo x e y ​∊​ R, temos |x + y| ≤ |x| + |y|

Gráfico

Ao representar um módulo negativo, o gráfico para na intersecção e volta a


fazer o sentido ascendente.

Isso porque tudo o que fica abaixo tem valor negativo e os módulos negativos
sempre tornam-se números positivos:
o gráfico de f(x) = |x| é semelhante ao gráfico de f(x) = x, sendo que a parte
negativa do gráfico será “refletida” sempre para um f(x) positivo.

Exemplos:

1) Calcule o valor de:


a) 2·|3| Resolução: 2·3 = 6
b) |-4| + |-2| Resolução: -(-4) + (-(-2)) = 6
c) |5 - x| quando x = 8 Resolução: 3
d) |5 - x| com x>5 Resolução: -(5 – x) = -5 + x

Exercícios:

1) Calcule o valor de |5 - x| com x ϵ R


2) Calcule o valor de |x - 5| + |x - 2| com x ϵ R
3) Esboce o gráfico da função f(x) = |x| + 3
4) Esboce o gráfico da função f(x) = |x - 1|
5) Esboce o gráfico da função f(x) = |x² - 4|

6.10 Função Exponencial


6.11 Função Logarítmica

6.11.1 Definição geral

Podemos entender como função logarítmica, toda função determinada pela


equação:

f (x) = log xa

Sendo x > 0 , a≠1 e a > 1 ​. A base desta função podemos entender como a,
e o domínio deste tipo de função é representado pelo conjunto dos números reais
maiores que zero e pelo seu contradomínio, o conjunto dos reais.
Exemplos de Funções Logarítmicas e suas respectivas bases:

✓ f (x) = log x2 ; ​A base desta função é 2.


✓ f (x) = log x2,5 ; ​A base desta função é 2,5.
; ​A base desta função é 10.
3
✓ f (x) = log x10

Os gráficos de funções logarítmicas dependem diretamente das suas bases.


Por exemplo, para uma função logarítmica ser crescente, a sua base tem que ser
maior que 1, ou seja, a > 1 . Para que uma função logarítmica seja decrescente, a sua
base tem que estar entre 0 e 1, ou seja, 0 < a < 1 . Para exemplificar abaixo possui um

gráfico, indicando as funções crescentes e decrescentes.


Gráfico demonstrando funções logarítmicas, uma crescente e outra decrescente.

Um dos conceitos mais importantes quando falamos de equação logarítmica, é


que ela é a inversa da função exponencial, e utilizamos deste conceito para resolver
questões e entender um pouco mais do funcionamento da função logarítmica. Para
entender o conceito de que a função exponencial é o inverso da logarítmica,
analisaremos o gráfico abaixo:

Podemos perceber que os gráficos das funções são espelhados, configurando


assim funções inversas.
Para resolver algumas questões além de estudarmos as propriedades da
função logarítmica, utilizaremos da relação entre estas funções, e uma das definições
de log é:

logab = x ; logo ,

ax = b

Para fixar o conteúdo apresentado, analisaremos este exercício resolvido:

6.11.1.1 Exercício Resolvido:


Descubra o valor de x na equação abaixo:

log25
5 =x

5x = 25 →5x = 52 →x = 2.

6.11.2 Propriedades da Função Logarítmica

Podemos concluir algumas coisas após esta definição, que serão


demonstradas matematicamente:

● loga1 = 0;

loga1 = x

ax = 1

Como a é ≠1 , pois é uma função logarítmica, então o único valor que x pode
assumir para que a expressão seja verdadeira é 0, pois qualquer número elevado a 0
resulta em 1.

a0 = 1
● logaa = 1;

a
loga = x

ax = a1 → x = 1

b
● alog a = b;

logab = x →ax = b , substituindo x, temos :

log ba b
ax⏞ = b → alog a = b

m
● logaa = m;

m
logaa = x

am = ax → x = m

a c
● logb = log b ; então : a = c

Ao analisarmos a igualdade, como os logs possuem a mesma base, “b”,


podemos efetuar a simplificação da equação dos dois lados, sobrando apenas:

logba = log cb → a = c

● log(A
b
*B) = log A + log B
b b

log(A
b
*B) = x

bx = A * B , sendo logAb = s e logBb = f , temos :

A = bs e B = bf

bx = bs * bf → bx = bs+f → x=s+f
S ubstituindo "s" e "f " temos

x = logAb + logBb = log(A


b
*B)

A
● log bB = logAb − logBb
A
log bB = x

bx = A/B, sendo logAb = s e logBb = f , temos :

A = bs e B = bf

bx = bs → bx = bs−f → x=s−f
bf

S ubstituindo "s" e "f " temos

A
x = logAb − logBb = log bB

y
● logab = y * logba
y
logab = x

bx = ay , sendo logba = s temos :

a = bs

bx = (bs )y → bx = bs*y →x = y * s

S ubstituindo "s" temos

y
x = y * logba = logab

Exercício:

1) Calcule:

−3 log 75
a) log x8 =3 b) log x2 =5 c) log27
9 =x d) log42 e) log⎷7
7 f) 5 g) log 1
2 1
h) log xx = 1 i) log64 x
4 = log 4 j) log55 k) log(9
3
*81) l) log 232
7 Trigonometria
A palavra trigonometria é formado por três radicais gregos: tri=três,
gonos=ângulos e metron=medir.

Atualmente a trigonometria não se limita a estudar somente triângulos,


suas aplicações se estendem a vários campos da matemática como a
Geometria e a Análise. É aplicada também em Eletricidade, Mecânica,
Acústica, Engenharia Civil, Topografia e em muitas outras áreas.
7.1 Trigonometria no Triângulo Retângulo

O triângulo acima é chamado de triângulo retângulo pois possui um


ângulo de 90° e dois ângulos agudos. A hipotenusa é o lado do triângulo
oposto ao ângulo reto sendo os outros dois lados chamados de catetos, é
importante observar que a hipotenusa é invariavelmente o maior lado de um
triângulo retângulo.

Outros dois conceitos são importantes, sendo estes o cateto adjacente e


o cateto oposto. Os catetos podem ser classificados em adjacente ou oposto
em relação a um dos ângulo agudos do triângulo em estudo. O cateto
adjacente é o cateto que, juntamente com a hipotenusa, forma o ângulo, sendo
o outro cateto o oposto. No triângulo acima o cateto AC é adjacente ao ângulo
α e o cateto BC oposto a este ângulo.
Para o triângulo acima é possível definir o cosseno, seno e tangente.

Em relação ao ângulo α temos:

● Cosseno= AC
AB
BC
● Seno = AB
BC
● Tangente = AC

Observando as relações expostas é possível inferir que:

Cateto adjacente
● Cosseno = Hipotenusa
Cateto oposto
● Seno = Hipotenusa
Cateto oposto
● Tangente = Cateto Adjacente

É importante salientar que, as propriedades cosseno, seno e tangentes,


apesar de terem sido definidas através dos lados do triângulo elas tem origem
no círculo trigonométrico e dependem unicamente do ângulo. É possível
encontrar tabelas onde já existe calculado os valores para os cossenos, senos
e tangentes de ângulos entre 0 e 360°.
7.1.1 Relações entre seno, cosseno e tangente

sen2 α + cos2 α = 1

sen α
tg α = cos α

Ambas as relações tem validade para ângulos entre 0 e 90°

7.1.2 Exemplo

a*b*senC
1° Demonstre que a área do triângulo abaixo é A = 2

h
sen C = b ↔ h = b * sen C (I)

a*h
A= 2 (II)

Substituindo-se I em II demonstra-se a validade da afirmação.

Faça vocês mesmo agora:

2° Um telhado foi construído com uma inclinação de 20° em relação a


horizontal. Sabendo que, em cada lado da casa foram construídos 6m de
telhado e que a laje da casa se encontra a 3m de altura em relação ao piso
determina a altura do ponto mais alto do telhado.
7.1.2 Lei dos Senos e Cossenos

A Lei dos Senos e dos Cossenos pode ser aplicada a qualquer triângulo
e são dadas pelas seguintes expressões:

a b c
● sen A = sen B = sen C LEI DOS SENOS
● a2 = b2 + c2 − 2 * b * c * cos A LEI DOS COSSENO
7.2 Identidades trigonométricas

Toda igualdade envolvendo funções trigonométricas que se verifica para todos


os valores do domínio é uma ​identidade trigonométrica.

7.2.1 Exemplos:

1° Demonstre que sec2 x − sen2 x = tg 2 x + cos2 x

Considerando f(x)= sec2 x − sen2 x e g(x)= tg 2 x + cos2 x temos:

f(x) - g(x) = sec2 x − sen2 x − tg 2 x − cos2 x = (sec2 x − tg 2 x) − (sen2 x + cos2 x) = 1 − 1 = 0

7.2.2 Outras relações importantes

sen x
● tg x = cos x
1 cos x
● cotg x = tg x
= sen x
1
● sec x = cos x
1
● cossec = sen x

É possível deduzir outras identidades a partir da relação fundamental,


tente encontrar novas...
7.3 Ciclo trigonométrico

O ciclo trigonométrico é uma ​circunferência com orientação positiva no


sentido anti-horário, de raio unitário, com centro na origem do sistema de
coordenadas cartesianas ortogonais, usada para representar números reais
relacionados a ângulos. ​Sendo assim, cada ponto dessa circunferência está
relacionado a um número real, que, por sua vez, representa um ângulo.

Divide-se o ciclo trigonométrico em quatro arcos, obtendo-se, assim,


quatro quadrantes.

Dessa forma, obtêm-se as relações em graus e em radianos:


7.3.1 Medidas em Radianos

As medidas em radianos são dadas em função de uma circunferência


de centro O e raio R, com um arco de comprimento s e ​ o ângulo central do
arco, vamos determinar a medida do arco em radianos de acordo com a figura a
seguir:

Diz-se que o arco mede um radiano se o comprimento do arco for igual à


medida do raio da circunferência. Assim, para saber a medida de um arco em
radianos, deve-se calcular quantos raios da circunferência são precisos para se ter o
comprimento do arco. Portanto:

= S /R

Com base nessa fórmula, podemos expressar outra expressão para


determinar o comprimento de arco da circunferência:

S = *R

De acordo com as relações entre medidas em grau e radiano de arcos,


vamos destacar uma regra de três capaz de converter as medidas do arcos.

360°=2π radianos (aproximadamente 6,28).

180°=π radianos (aproximadamente 3,14).

90°=π/2 radianos (aproximadamente 1,57).

45°=π/4 radianos (aproximadamente 0,785).

7.3.2 Redução ao 1º Quadrante

● sen(90°- )=cos e cos(90°- )=sen


● sen(90°+ )=cos e cos(90°+ )=-sen
● sen(180°- )=sen e cos(180°- )=-cos
● tg(180°- )=-tg
● sen(180°+ )=-sen e cos(180°+ )=-cos
● sen(270°- )=-cos e cos(270°- )=-sen
● sen(270°+ )=-cos e cos(270°+ )=sen
● sen(- )=-sen e cos(- )=cos
● tg(- )=-tg
7.4 Funções trigonométricas

7.4.1 Função Seno

Chama-se função seno a função f(x)=senx.

O domínio dessa função é R e a imagem é Im[-1,1]; visto que, na


circunferência trigonomètrica, o raio é unitário.

Então:

Domínio de f(x)=senx; D(senx) = R.

Imagem de f(x)=senx; Im(senx)=[-1,1].

7.4.2 Função Cosseno

Chama-se função cosseno a função f(x)=cosx.

O domínio dessa função também é R e a imagem é Im[-1,1]; visto que,


na circunferência trigonométrica, o raio é unitário.

Então:

Domínio de f(x)=cosx; D(cosx) = R.


Imagem de f(x)=cosx; Im(cosx)=[-1,1].

7.4.3 Função Tangente

Chama-se função tangente a função f(x)=tgx.

Então:

Domínio de f(x): o domínio dessa função são todos números reais,


exceto os que zeram o cosseno, pois não existe cosx=0.

Imagem de f(x)=Im=]- , [

7.4.5 Identidades e Operações Trigonométricas


As mais comuns são as seguintes:
● sen(a+b)=sen a*cos b + sen b*cos a
● sen(a-b)=sen a*cos b - sen b*cos a
● cos(a+b)=cos a*cos b - sen b*sen a
● cos(a-b)=cos a*cos b + sen b*sen a
● tg (a + b) = (tga + tgb)/(1 − tga * tgb)
● tg (a − b) = (tga − tgb)/(1 + tga * tgb)
● sen(2x)=2*sen(x)*cos(x)
● cos(2x)=cos²(x) - sen²(x)
● tg (2x)=(2*tg(x))/(1-tg²(x))
● sen(x)+sen(y)=2*sen*(x+y)/2*cos (x-y)/2
● sen(x)-sen(y)=2*sen*(x-y)/2*cos (x+y)/2
● cos(x)+cos(y)=2*cos*(x+y)/2*cos (x-y)/2
● cos(x)-cos(y)=-2*sen*(x+y)/2*sen*(x-y)/2

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