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FACULDADE PITÁGORAS DE SÃO LUÍS

CURSO DE PSICOLOGIA

FABIANA DA CONCEIÇÃO QUADROS FERREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO ESPECÍFICO II EM


TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL

SÃO LUIS – MA
2018
FABIANA DA CONCEIÇÃO QUADROS FERREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO ESPECÍFICO II

Relatório de Estágio Específico II apresentado ao


Curso de Psicologia da Faculdade Pitágoras 10º
período – São Luís, como requisito para obtenção
de nota. O estágio foi realizado entre os meses de
Agosto à Novembro, com duração total de 180
horas.

Orientadora: Prof.ª Mestre Elba Celestina do


Nascimento Sá.

SÃO LUIS – MA
2018
IDENTIFICAÇÃO DA ESTAGIÁRIA

Fabiana da Conceição Quadros Ferreira, terapeuta estagiária, inscrita no


código 74126, acadêmica do curso de Psicologia do 10º período, matutino da
turma 6799320141A, no primeiro semestre de 2018, da Faculdade Pitágoras do
Maranhão. A referida acadêmica possui o seguinte e-mail:
fabianacqferreira@gmail.com e o respectivo número telefônico para contato: (98)
98602-5679. Teve como campo de estágio a instituição de Serviço de Psicologia
Aplicada Professor João Cabral – SPA, sob supervisão técnica e orientação da
Prof.ª Ma. Elba Celestina do Nascimento Sá.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO

O presente relatório teve o surgimento a partir da experiência do Estágio


Específico II, realizado na Clínica Escola SPA – Profº João Cabral, na área de
Psicologia Clínica.
Este relatório tem como objetivo apresentar as atividades teóricas e
práticas que foram desenvolvidas no segundo semestre de 2018 na instituição
acima citada. Tem como objetivo também, mostrar a importância do estágio em
Psicologia Clínica para a formação de profissionais de psicologia.
Através desse relatório, será possível entender o surgimento da psicologia
clínica, a sua trajetória e a importância da atuação do psicólogo nesse contexto.
Será salientado a necessidade do profissional inserido nessa área fazer uso da
sua ética profissional e ter a sua formação teórica acadêmica como alicerces para
um bom desempenho do seu trabalho com seus pacientes.
Esse relatório tem como um dos seus propósitos, descrever o estágio em
psicologia clínica com base na Teoria Cognitivo Comportamental. Trazendo os
princípios dessa teoria e seus principais colaborardes. Será descrito as sessões
realizadas com a (s) paciente (s), incluindo seus objetivos, metas e finalidades.
Nesse trabalho também será exposto, a caracterização física do campo e
serão descritas todas as atividades desenvolvidas na instituição, a avaliação das
mesmas e as considerações finais, trazendo a importância do estágio em uma
clínica escola.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Ao falarmos do início da Psicologia é indispensável não retornamos há 1879


quando Wilhelm Wundt na Alemanha, mais especificadamente na universidade de
Leipizig em seu laboratório de Psicologia Experimental, se dedicava juntamente com
seus discípulos aos seus métodos de estudos e objetivos próprios proporcionado a
reconhecimento da Psicologia como ciência. (SOARES, 2010).
Já durante o século XIX, Freud começa o seu trabalho trazendo um modelo
psicoterápico de escuta, onde o paciente atendido faz parte da sua história de
adoecimento e não é tratado apenas como um objeto. O modelo de clínica médica
ainda predominava nesse século, sendo assim, a psicologia clínica teve uma
poderosa influência do modelo clínico. Este por sua vez, considera que o primeiro
passo, o profissional deve observar e compreender, para depois intervir de forma
curativa. (MOREIRA, ROMAGNOLI & NEVES).
De acordo com Duran et.al (1994), a psicologia clínica, nominada como
tradicional, tem o objetivo de realizar atendimentos individuais, ou seja, focando no
problema trazido pelo paciente. Tem como finalidade, intervir nesse (s) problema (s)
e solucionar de forma mais imediata possível. Ainda nos dias de hoje, mesmo com
tantas transformações que perpassaram na psicologia, ainda percebemos a
importância da atuação do psicólogo na clínica. O psicólogo inserido nesse contexto
tem como um dos seus desígnios, realizar atendimentos psicodiagnósticos,
orientação vocacional, aconselhamento e psicoterapias individuais/grupais,
realizando um excelente trabalho proporcionado o bem-esta do seu paciente.
Sendo assim, para que o psicólogo possa acolher de maneira adequada e
ajudar esse indivíduo em sofrimento psíquico é necessário que o trabalho deste
profissional esteja pautado em referencial teórico, escolhido por ele, para assim, no
quis diz respeito aos seus atendimentos psicoterápicos o mesmo, tenha
conhecimento teórico e cientifico para da melhor forma conduzir o seu paciente.
Ao estudar a psicologia como todo, encontramos diversas abordagens teóricas,
seus autores e seus principais trabalhos. Neste presente trabalho, falaremos da
Teoria Cognitivo Comportamental.
A Teoria Cognitivo-Comportamental teve o seu preludio em 1960, com o seu
fundador, Aaron Beck. Entretanto, Beck nem sempre foi um terapeuta cognitivo-
comportamental, antes ele como psiquiatra e com formação em psicanálise se
dedicava aos estudos dessa área e foi durante uma série de experimentos sobre
depressão, que Beck ‘’identificou cognições negativas e distorcidas (principalmente
pensamentos e crenças) como característica primária da depressão’’ (BECK, 2013,
p. 21).
Desta forma, Aaron Beck passou a dedicar os seus estudos a pacientes
depressivos. Desenvolvendo um tratamento psicoterapêutico de pouca duração, de
forma estruturada e focada na resolução dos problemas atuais dos seus pacientes.
No tratamento psicoterápico, Beck compreendia as cresças e o comportamento de
cada paciente, tendo como objetivo do tratamento modificar essas crenças
disfuncionais de cada paciente. (BECK, 2013).
De acordo com Silva (2014) a Teoria Cognitivo-Comportamental acredita que
o comportamento, a emoção e a fisiologia de um indivíduo influenciam na forma
como ele percebe a si mesmo e o mundo, sendo assim, cada indivíduo tem a sua
interpretação de um evento e dada a sua interpretação, os pensamentos automáticos
aparecem e geram uma reação.
A Teoria Cognitivo-Comportamental se baseia na existência dos pensamentos
automáticos, das crenças intermediárias e nucleares. Os pensamentos automáticos
podem ser entendidos como pensamentos que todos os indivíduos possuem, sendo
eles a maioria das vezes inconscientes, surgem espontaneamente e são breves, é
necessário ao identifica-los se são recorrentes ou disfuncionais.
As crenças intermediárias são compostas por regras, atitudes e
pressupostos, as vezes podem ser mais fáceis de serem identificadas, pois são
articulações que o paciente tem a respeito de si, dos outros e do mundo. As crenças
nucleares podem ser classificadas como positivas e negativas, sendo essas
desenvolvidas desde a infância. As crenças negativas podem estar divididas em
desamparo, desamor e desvalor e durante as sessões de terapia é necessário que
o psicoterapeuta levante a hipótese de qual categoria de crença nuclear foi ativada
diante de um evento. É necessário a confirmação da hipótese dessa (s) crença (s) e
em seguida realizar uma psicoeducação com o paciente para que ele mesmo
entenda suas crenças e possa monitora-las, após a identificação o terapeuta auxilia
o paciente na modificação da sua crença, criando uma nova e fortalecendo,
tornando-a mais adaptativa. Quando a psicoterapia encerra, o terapeuta tem o plano
de torna o paciente o seu próprio terapeuta. (BECK, 2013).
Ainda de acordo como livro da Beck, ‘’Teoria Cognitivo-Comportamental’’ as
sessões da TCC são divididas, da forma em que a primeira se chama sessão se
avaliação e da segunda em diante o terapeuta e o paciente vão trabalhar para
resolver a situação problema da qual o paciente sofre no momento. Muitas técnicas
são usadas dentro das sessões, técnicas essas que serão realizadas de acordo com
o paciente e sua queixa.
Entendemos que o trabalho do psicólogo clínico é repleto de
responsabilidades e competências. Alves (2016) afirma a necessidade de o
psicólogo estudar a cientificidades das competências terapêuticas, tanto para o
aumento da sua qualificação como para melhor atender o seu público alvo. É
necessário o comprometimento com a sua área de atuação, dentro do setting
terapêutico se preza ainda mais da dedicação em relação ao entendimento sobre
sua abordagem teórica, além de compreender, buscar dia-a-dia os relatos empíricos.
As técnicas antes de serem aplicadas precisam ser estudas e entendidas pelos
psicoterapeutas, para quando os mesmos fazerem o uso dessas ferramentas
possam realizar de maneira correta e segura, causando bem-estar no seu paciente
e não um incômodo.
Ainda de acordo com a mesma autora, habilidades, tempo, estudo e
dedicação é essencial para a formação do psicólogo na área clínica, para poder
realizar um trabalho com eficácia.
É comum que o recém-formado em psicologia e o estagiário de psicologia
da área clínica, possam se sentir inseguros e confusos diante do novo trabalho ou
estágio a ser realizado. Sendo assim, o estagiário pode ter como ferramenta a
triagem, instrumento esse que o estudante usa na primeira sessão com o paciente.
O uso dessa ferramenta, gera nesse futuro psicólogo uma maior autonomia no início
do estágio, proporcionando a ele uma maior segurança para realizar o seu estágio.
Durante o processo de triagem o estagiário irá acolher o paciente, de forma
a fazer uma escuta diferenciada e profissional. Entender os motivos pelos quais o
paciente procurou ajuda e compreende-los. Para o profissional de psicologia a
triagem é além de um instrumento de coleta de dados. O uso desse artefato
proporciona para esse profissional entender os sintomas, o sofrimento e as causas.
É um momento de conhecer o paciente. A triagem quando é feita pelo mesmo
profissional que posteriormente realizará a psicoterapia, facilita na criação de vínculo
entre a dupla (psicólogo/estagiário e paciente). Sendo assim, além de instrumento a
triagem é facilitador para a realização da psicoterapia. (PERFEITO & MELO, 2004).
Para Ancona-Lopes (1996) a triagem ajuda na organização do projeto
terapêutico que será executado. Tem como foco ser breve, dessa forma o paciente
se compromete com o seu próprio processo terapêutico, gerando a eles uma posição
de responsáveis pelos seus problemas. A entrevista de triagem também tem como
objetivo realizar encaminhamentos para outros profissionais.
Além do psicólogo/estagiário ser comprometido com a teoria e com a técnica,
o comprometimento interpessoal também é fundamental no processo de
psicoterapia. A competência interpessoal se caracteriza pela empatia, compreensão
e colaboração do profissional para com o paciente. Sem esse tripé, competência
terapêuticas, competência técnicas e competência interpessoal o trabalho do
psicólogo pode ser prejudicado de forma a não conseguir alcançar os seus objetivos
juntamente com o paciente. Por isso, é necessário o equilíbrio na realização do
trabalho clínico.
A teoria sozinha pode deixar o trabalho vago, apenas a prática torna o trabalho
maçante e somente o interpessoal deixa o trabalho sem escopo. Desta forma é
essencial que haja um equilíbrio desse tripé na psicoterapia, para que as metas
sejam alcanças e os pacientes possam se sentir aliviados após seus atendimentos.
(ALVES, 2016).
 Sintomas emocionais: tristeza, culpa, perda do prazer e do interesse,
desânimo, isolamento, irritabilidade.
 Sintomas cognitivos: pessimismo, dificuldade de concentração,
autocrítica.
 Sintomas comportamentais: afastamento social, procrastinação,
esquiva de situações percebidas como desafiadoras (tocar teclado em
público).
 Sintomas fisiológicos: perda da energia, diminuição do apetite, distúrbio
de sono, cansaço.