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ESTUDOS BÍBLICOS 5.

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21. A SOBERANIA DE DEUS.

“Porque a palavra do rei tem autoridade suprema; e quem lhe dirá: Que
fazes?” (Eclesiastes 8.4).

Soberania significa autoridade suprema. O governo ou domínio


soberano de Deus é universal, absoluto e imutável. Nós podemos sumarizar
estes aspectos mais plenamente da seguinte forma:

I. SOBERANIA UNIVERSAL.

A Soberania de Deus é universal. Ela se estende sobre toda a Sua criação;


animada e inanimada — da mais alta forma de criatura vivente até a mais
baixa. No reino das criaturas vivas, Deus exerce poder sobre anjos,
humanidade e animais inferiores. Nenhum pardal cai sem a vontade de
Deus.

“Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra
sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos
todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do
que muitos pardais” – Jesus Cristo (Mateus 10.29-31).

II. SOBERANIA ABSOLUTA.

A Soberania de Deus é absoluta. Nenhum limite pode, e nem será, posto no


lugar do poder ou controle soberano de Deus. No avanço de Seus propósitos
e planos eternos, Cristo age como Lhe agrada com os habitantes dos céus e
entre os moradores da terra. Nada em toda a criação é capaz de resistir à
vontade de Deus, ou frustrar os Seus propósitos — seja por meio de
Satanás, homens, anjos, demônios (anjos caídos), ou qualquer outra coisa.

“Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó
42.2).

III. SOBERANIA IMUTÁVEL.

A Soberania de Deus é imutável, Ela permanece inalteravelmente a mesma


durante todo o tempo, e sob todas as circunstâncias. O governo e domínio
soberano de Deus não podem ser ignorados; Ele não pode ser frustrado ou
impedido pela humanidade ou por qualquer outra coisa na criação. O poder
e domínio soberano de Deus amarram todas as criaturas tão
completamente quanto as leis físicas amarram o Universo material. O que
Deus decretou ou pré-ordenou deve inevitavelmente acontecer.

“Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A


sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás” (Isaías 14.27).

IV. SOBERANIA NA CRIAÇÃO.

Deus agiu como Soberano em Sua obra da Criação. Ele não criou nada por
necessidade, mas unicamente por Seu prazer soberano. E, ao criar, era livre
para fazer o que era do Seu agrado. Não criou por causa das criaturas, pois
a criatura deve existir para seu Criador e não o Criador para a criatura.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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“O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para
o dia da calamidade” (Provérbios 16.4).

DICIONÁRIO.
Sumarizar. Reduzir, sintetizar.
Asse. Moeda equivalente à meia hora de serviço baseado no “salário mínimo” da
época.
V. SOBERANIA NA ADMINISTRAÇÃO.

Deus é Rei Soberano em Seu universo. Ele está no controle de


tudo, de todos, dos
demônios e de Satanás. Deus reina em todo lugar como Lhe apraz.
Não precisa pedir
conselho a ninguém. Controla e dirige o reino da natureza.

VI. SOBERANIA NA SALVAÇÃO.

Deus não era obrigado a salvar Suas rebeldes criaturas. Seu propósito de
salvar foi uma graça imerecida. Ele poderia mandar todo pecador ao Inferno
(Hades) e continuar sendo absolutamente justo. A salvação não pode ser de
graça e por dádiva ao mesmo tempo (Romanos 4.5) [8]. A Soberania na
salvação também implica que Deus salva quem Ele desejar. "Logo, tem ele
misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz”
(Romanos 9.18).

VII. SOBERANIA NA CURA FÍSICA.

Creio que toda cura é divina seja com ou sem remédio, mas Deus cura sem
a medicina. Ainda mais, Ele cura alguns e deixa outros no leito de
enfermidade ou os leva à morte (Jó 30.23). Ele é Soberano tanto no como,
quanto em quem é objeto de Sua cura. Isaías passou uma pasta de figos
sobre a úlcera de Ezequias e Deus o curou, e ainda, acrescentou 15 anos à
sua vida (2Reis 20.6,7). Paulo tinha o dom de curar (Atos 19.11,12), mas
nem sempre podia exercer este dom. Em II Timóteo 4.20, lemos que ele
teve que deixar Trófimo doente em Mileto. Paulo receitou um pouco de
vinho para o estômago de Timóteo (I Timóteo 5.23).

Conclusão.

Mesmo que a nossa vida não esteja como desejamos, a Soberania de Deus é
absoluta, inquestionável e imutável em cada ser humano. “O coração do
homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios
16.9).

22. O SILÊNCIO DE DEUS.

“Jesus, porém guardou silêncio...” (Mateus 26.63).

I. O PROBLEMA DE UM DEUS SILENCIOSO.

Hoje Deus não está Se manifestando pública e abertamente como fez em


outros tempos. Isto é, Ele não está operando milagres em público como
antigamente. Milagre é um acontecimento que não pode ser atribuído às
forças da natureza, sendo, portanto, atribuído à atuação divina. É raro nos

Roberto Tupinambá, teólogo.


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dias de hoje um milagre público que provasse a existência de Deus. Um


Deus silencioso é o maior mistério de nossa existência. Um Deus em silêncio
é a maior prova à fé de um cristão. O ateu não crê na possibilidade de
milagres, pois ele não crê na existência de um Deus Pessoal e Todo-
Poderoso. O problema do crente é a ausência de milagres. Como
crente num Deus Pessoal, Todo-Poderoso, e que ama, ele não entende
porque os milagres não são comuns em nossos dias. Deus continua em
silêncio.

Se há um Deus por que Ele não age? Como pode um Deus bondoso e
amoroso ficar em silêncio diante de tal desprezo dos inimigos e do clamor
de Seus filhos? Se há um Deus porque sofrem os justos, ao passo que os
perversos prosperam? (Jeremias 12.1). Em face

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[8] “Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe
é atribuída como justiça” (Romanos 4.5).
destas questões é que os ímpios estabelecem suas vidas e os crentes
enchem-se de frustração e perplexidade.

Nos dias de Moisés Deus estava abertamente operando milagres de maneira


que mesmo os perversos magos egípcios tinham que confessar: "... Isto é o
dedo de Deus” (Êxodo 8.19). E nos dias do ministério de Cristo aqui na
terra, os milagres eram comuns. Seus milagres O fizeram famoso, mas não
ganharam nenhum verdadeiro discípulo.

“Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os


sinais que ele
fazia, creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a
eles, porque os
conhecia a todos. E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a
respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana”
(João 2.23-25).

Os milagres continuaram através dos dias dos apóstolos, mas tornavam-se


mais raros ao fim da era apostólica. O dom de milagres foi divinamente
entregue e distribuído entre os membros das primeiras igrejas. Deus
continua em silêncio.

II. EXPLICAÇÃO DO SILÊNCIO DE DEUS.

1. Respostas Negativas.

a) Não é por falta de poder que Deus permanece em silêncio. Não há crise
para Deus. "Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem o pode dissuadir? O
que ele deseja, isso fará” (Jó 23.13).

b) Ele pode livrar Seus filhos de todos os perigos, se assim O quiser. “Se o
nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de
fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não
serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que
levantaste” (Daniel 3.17,18).

Roberto Tupinambá, teólogo.


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c) Não é por falta de conhecimento da parte de Deus. A Onisciência de Deus


é uma das verdades mais preciosas ao crente. "Senhor, tu me sondas, e me
conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe
penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar
e conheces todos os meus caminhos" (Salmos 139.1-3).

d) O silêncio de Deus não indica Sua ausência no controle do Universo.


Cristo ainda está no Seu Trono (Apocalipse 7.17). Ele ainda opera todas as
coisas segundo o conselho de Sua vontade. Ele está por detrás do palco
dirigindo o drama da história humana. Seu reino é secreto e não público. Ele
governa por intermédio da providência e esta é misteriosa. Seus
julgamentos são insondáveis e além da nossa compreensão. “Ó
profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de
Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis, os seus
caminhos!” (Romanos 11.33).

e) O silêncio de Deus não é por falta de fé por parte do Seu povo. Este não é
o motivo para a ausência de milagres públicos nos dias atuais. Muitas vezes
ouvimos dizer que se o povo de Deus tivesse hoje a fé de Pedro e de Paulo,
veríamos também milagres públicos. Não cremos nisto. Os milagres foram
objetos de testemunho a Israel como uma nação, e quando o Evangelho
passou dos judeus para os gentios os milagres diminuíram. “... Ninguém há
que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim” –
Jesus Cristo (Marcos 9.39).

2. Respostas Positivas.

DICIONÁRIO.
Insondáveis. Incompreensível, inexplicável.
Inescrutáveis. Impenetrável, imperscrutável.
a) A obra divina no século presente não requer milagres. Se fossem
necessários, fique
certo de que os teríamos. Ele é tão capaz de operar milagres nos dias de
hoje quanto era nos dias dos apóstolos (Hebreus 13.8). Este é o tempo de
salvação! Os milagres não são necessários para se ter fé. “E, assim, a fé
vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17).

b) Os milagres não são necessários para provar o amor de Deus pelos


pecadores. Não temos direito algum de pedir milagres de Deus como prova
de Seu amor para conosco. Os judeus viram a maioria dos milagres de
Cristo, mas não creram nEle. "E, embora tivesse feito tantos sinais na sua
presença, não creram nele” (João 12.37).

Há um clamor nos diais atuais nas igrejas pelos milagres, o sensacional e o


espetacular. Isto é porque o povo está cansado da Palavra de Deus. O povo
que busca milagres como sinal ou prova do favor e da presença de Deus
estão se colocando em posição para ser enganado. O que é sobrenatural
não é necessariamente divino.

III. PORQUE UM DEUS TÃO SILENCIOSO?

Mas este não é o silêncio de um Deus fraco e vencido. Não é o silêncio de


um Deus calado e indiferente. Não é o silêncio de um Deus que esquece os
Seus filhos (Isaías 49.14-16). É a segurança de que ainda vivemos no dia da

Roberto Tupinambá, teólogo.


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salvação. Quando o crente esmorece e o ímpio se revolta, e homens pedem


a Deus que Ele rompa o silêncio e mostre Sua Mão sobre a terra, poucos
sabem o que isto implica. Isto significará o fim da misericórdia; significará o
fim do reino da graça; será o fechar da porta da arca da salvação;
significará o romper do dia da revelação do justo julgamento de Deus. “Ai
de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do
Senhor? É dia de trevas e não de luz” (Amós 5.18).

23. A MISERICÓRDIA E A GRAÇA DE DEUS.

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos,


porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande
é a tua fidelidade” (Lamentações 3.22,23).

”Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que


há em Cristo Jesus” (Romanos 3.24).

Misericórdia é um sentimento de compaixão causado pela desventura de


outra pessoa. A misericórdia de Deus não está sujeito a qualquer causa fora
de Sua livre graça e vontade.

“Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de


quem eu me compadecer. Assim, pois, não depende de quem quer ou de
quem corre, mas de Deus usar a sua misericórdia” (Romanos 9.15,16).

Graça é um favor imerecido que se dispensa ou se recebe. É um favor que


os homens não merecem, mas que Deus livremente lhes concede.

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da
lei, e sim da graça” (Romanos 6.14).

I. DIFERENÇAS ENTRE A MISERICÓRDIA E A GRAÇA.

1. A misericórdia perdoa (I Timóteo 1.13); a graça justifica (Romanos 3.24).


“A mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas
obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade” (I Timóteo
1.13).

”Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que


há em Cristo Jesus” (Romanos 3.24).

2. A misericórdia remove a culpa (Provérbios 16.6); a graça atribui justiça


(Romanos 4.5).
“Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do Senhor
os homens evitam o mal” (Provérbios 16.6).

“Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio,
a sua fé lhe é
atribuída como justiça” (Romanos 4.5).

3. A misericórdia de Deus nos salvou (Tito 3.5); a graça de Deus também


nos salvou (Efésios 2.8,9).

Roberto Tupinambá, teólogo.


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“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua
misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do
Espírito Santo” (Tito 3.5).

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom
de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9).

4. A misericórdia liberta seu objeto (Lucas. 10.33.36,37); a graça transforma


(Tito 2.11).
“Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o,
compadeceu-se dele... Qual destes três (Sacerdote, levita e samaritano) te
parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?
Respondeu-lhe o intérprete da Lei: o que usou de misericórdia para com ele.
Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo” (Lucas 10.33.36,37).

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”


(Tito 2.11).

Conclusão.

A misericórdia é para ser exercida com alegria (Romanos 12.8); a


misericórdia de Deus depende dEle (Romanos 9.15,16) e a Sua graça nos
basta (II Coríntios 12.9).

24. O QUE É A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO?

“Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos
homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada” – Jesus Cristo
(Mateus 12.31).

Conforme a popularidade de Jesus crescia, seus inimigos procuravam,


desesperadamente, meios para explicar seus maravilhosos milagres.
Finalmente, decidiram alegar que Ele expulsava demônios pelo poder do
próprio Satanás (Mateus 12.22-32; Marcos 3.22-30 e Lucas 11.14-23). Jesus
respondeu com três argumentos e uma advertência.

Seus argumentos foram os seguintes:


• Satanás não atacaria a si mesmo, pois ninguém luta contra si mesmo.
• Se eu expulso demônios por Satanás, como seus filhos os expelem?
• Para roubar a casa de um homem forte, tem-se primeiro que amarrá-
lo. Expulsando demônios, estou expulsando Satanás, de modo que eu
possa cumprir minha missão de resgatar àqueles que Satanás
mantém cativos.

Sua advertência:
"Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os
pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o
Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado
eterno" (Marcos 3.28-30).

O que é este pecado imperdoável? Muitos trechos ensinam que é possível ir


tão longe de Deus que não se pode retornar. Hebreus fala de corações
endurecidos (Hebreus 3.15) [9], e daqueles que não podem ser trazidos de
volta ao arrependimento (Hebreus 6.6) [10]. O próprio Jesus fala do solo que

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foi pisoteado e compactado ao ponto em que nenhuma semente pode


germinar (Lucas 8.5) [11]. Cada passo que damos afastando-nos de Deus
aproxima-nos do ponto sem retorno. Podemos perder o poder moral para
mudar e voltar ao Senhor.

O problema, naturalmente, não está na vontade de Deus de perdoar o


pecador (II Pedro 3.9) [12]. Deus alegremente aceita e perdoa a todos que
se arrependem. O problema está em que alguns rejeitam cada tentativa de
Deus para motivar o arrependimento. Depois que Jesus deixou a terra, o
Espírito Santo veio para revelar a mensagem final da salvação. Para aqueles
que a recusam e se voltam contra o Espírito Santo, Deus não tem nenhum
outro plano. Não há outro sacrifício pelo pecado (Hebreus 10.26-31).
Aqueles cujo coração rejeitam a Deus, nunca serão perdoados. Esta
é a blasfêmia contra o Espírito Santo.

25. O CULTO DOMÉSTICO.

“Quanto amo a tua lei! È minha meditação, todo o dia!” (Salmos 119.97).

A Bíblia não apresenta um modelo de culto doméstico. O que a Bíblia


apresenta é a
necessidade de culto ou de comunhão diária com Deus. “Estas palavras
que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e
delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-
te, e ao levantar-te” (Deuteronômio 6.6,7).

É dever dos pais ensinarem a Bíblia aos filhos em casa [Culto doméstico].
“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado,
sabendo de quem o aprendeste e que desde a infância, sabes as sagradas
letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”
(II Timóteo 3.14,15).

Fala do ensino da Palavra de Deus desde a infância [Culto doméstico].

1. O que é o culto doméstico? É a família cristã reunida, prestando culto em


seu lar a Cristo. Inclui todos os membros da família que desejam participar

2. Quais as partes essenciais no culto doméstico? A leitura de um texto


bíblico, louvor e oração (agradecimentos e petições).

3. Qual o segredo para a realização do culto doméstico em seu lar? A


participação ativa de toda a família no culto. Cada dia, um membro da
família pode ficar responsável por liderar este momento, aproveitando toda
a criatividade e espiritualidade da família.

4. Qual o material que pode ser usado? A Bíblia e um Hinário reconhecido


pela sua igreja (Harpa Cristã, Cantor Cristão, etc.). Se houver crianças, um
livro com histórias bíblicas. Não use outras fontes, pois Cristo é a Videira
Verdadeira, e nós, os ramos, pequenos e fracos. (João 15.5)
___________________________________
[9] “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na
provocação” (Hebreus 3.15).
[10] “E caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto
que, de novo, estão crucificando para si mesmo o Filho de Deus e expondo-o à
ignomínia” (Hebreus 6.6).

Roberto Tupinambá, teólogo.


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[11] “Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do
caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram” – Jesus Cristo (Lucas 8.5).
[12] “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo
contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo, que nenhum pereça,
senão que todos cheguem ao arrependimento” (II Pedro 32.9).
5. Qual o horário mais apropriado para a realização do culto? O horário que
for mais conveniente para a maioria dos membros da família.

6. Quais os resultados do culto doméstico? As bênçãos de Cristo sobre o lar


e a presença de Cristo dentro do lar. E Deus se tornará real na vida de
nossos familiares.

Conclusão.

Sabemos que o estilo de vida que levamos não nos ajuda na realização do
culto doméstico. É imprescindível que o culto doméstico seja realizado
diariamente. Pais, não pensem que com duas ou três horas semanais de
cultos na igreja, seus filhos crescerão espiritualmente para viverem os dias
difíceis que se aproximam. Assim como você está preocupado com a saúde,
as amizades e os estudos de todos em seu lar, preocupe-se com a vida
espiritual de cada um.

Uma atmosfera de santidade e pureza manifesta o poder de Deus. Pureza


está vinculada à comunhão que mantemos uns com os outros, o que
depende de mantermos um espírito
perdoador (I João 3.15). O cristão precisa cultivar duas atitudes básicas no
seu caminhar diário, para que a graça de Deus possa fluir constantemente
na sua vida. Ele precisa ser: perdoador e doador. Quando perdoamos,
liberamos cura ao nosso corpo, à nossa alma e ao nosso espírito.

Roberto Tupinambá, teólogo.


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Roberto Tupinambá, teólogo.

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