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Dia da Palavra 04/10/18

Homem e Mulher: um só em Deus (Gn 2,18-24)

No princípio não era assim


 Mt 19,3ss: No princípio não era assim – referência ao segundo relato da
criação em Gênesis.
 Princípio de distinção e de união – realidade pervertida pelo pecado.
 Fariseus: Moisés permitiu o divórcio – Jesus: foi por causa da dureza do
vosso coração, mas no princípio não era assim.
 Não estamos como deveríamos de ser.
 Qual era o plano original de Deus?
 Dois relatos da criação – mensagem espiritual
 Sem a verdade espiritual a verdade científica fica incompleta
 No primeiro capítulo do Gênesis é apresentado a criação em sete dias de
um modo teológico profundo, no segundo capítulo a apresentação é feita
de modo existencial.
 Em Gn 2 o homem não foi criado por último, diversamente de Gn 1.
 Gn 1,27: Deus cria o homem e mulher à Sua imagem e semelhança.
(Homem e Mulher) – a diversidade, a relação entre ambos é imagem de
Deus.
 Homem e mulher foram criados de modo harmônico, e Deus viu que era
muito bom – há uma bondade enraizada no ser do ser humano.
 Fomos criados de um jeito, mas estamos de outro.
 Os conflitos não são da natureza do ser do homem e da mulher, mas do
pecado. A ruptura com Deus gera uma ruptura entre homem e mulher –
Qual a consequência disto?
 Relações deformadas por acusações recíprocas (Gn 3,12-13) (CIC 1607)
 Homem e mulher foram criados em igualdade.
 Serão uma só carne (Gn 2,23) – a mulher não foi tirada da cabeça, nem
do pé, mas foi tirada do lado, para mostrar a igualdade de dignidade.
 A relação sexual, quando em sintonia com o princípio, é uma relação de
iguais, não de dominação.
 CT 2.5: ens et bonum convertuntur.
 A verdade está no ser das coisas e não em uma convenção.
 O relacionamento doentio que presenciamos hoje não o era no princípio,
se as coisas mudaram foi por causa da dureza dos corações.
Experiências originais do ser humano (Gn 2,18-24)
 “No princípio não era assim” (Mt 19, 3 e Mc 10,2) – referência ao plano
original
 Solidão originária
o O homem é sozinho – “Não é bom que o homem esteja só” (Gn
2,18)
o Solidão: Trampolim para comunhão e amor
o Nomeação dos animais e permanência do sentimento de solidão –
o homem não encontra uma auxiliar correspondente (Gn 2,20)
– há um abismo entre o homem e os demais seres, estes são
incapazes de amar.
o Os animais são escravos de seus instintos.
o Sono: da solidão o homem sai de si para...
o A pessoa é chamada a sair de si na direção do outro – pessoa é
relacionalidade, somos chamados para comunhão.
o A solidão não é uma carência, mas é uma marca no ser – essa
solidão aponta para Deus (criaste-nos para vós e o nosso coração
está inquieto enquanto não repousa em vós)
o A solidão não será preenchida aqui na Terra, o casamento só terá
sentido se for usado para a comunhão no Céu.
 Comunhão originária
o “Osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2,23) – são da
mesma natureza, portanto destinados à comunhão.
o A comunhão se dá entre duas solidões que se encontram
quando nenhum dos envolvidos tem a intenção de saciar a solidão
do outro e nem absorver o outro.
o As relações hoje se dão entre um sujeito e um objeto (o outro não
é visto como sujeito)
o Comunhão e solidão se completam.
o Uma só carne não quer dizer que um dos dois desaparece.
o O corpo do homem e da mulher tomado separadamente é
incompleto (o corpo tomado individualmente é chamado à
comunhão – o sexo nos fala de Deus)
 Nudez originária
o Gn 3,10: percepção da própria nudez como algo negativo, isto
equivale a dizer que originariamente a nudez não era algo
negativo.
o A nudez original era inocente, naquela realidade a mulher não
sentia necessidade de esconder o próprio corpo.
o Hoje há o olhar cobiçoso de um para o outro.
o Corpo: ícone (janela que abre para Deus – Eva abria o coração de
Adão para Deus) ou ídolo (imagem que toma o lugar de Deus –
realidade que nos prende à criatura – o homem passou a olhar para
a mulher e se esqueceu de Deus)
o O corpo tem significado esponsal, denota união, figura a união da
humanidade com Deus no Fim dos Tempos. (A Bíblia é feita entre
dois casamentos)
 Celibato: somos para o outro – tem algo, por natureza, de místico (dom,
livre, união espiritual) – nunca foi compreendido por quem não tem fé. –
vocação divina para o celibato. A vocação ao celibato precede ao
sacerdócio. Ninguém tem direito de ser ordenado padre. O celibato tem
algo de sobrenatural, o que é dificilmente compreendido pelo homem
moderno, inclusive os clérigos. Celibato é um carisma, um dom do Espírito
Santo, sem isso não há celibato. Padre: homem de penitência e oração
(período de purificação – fase purgativa) – fase iluminativa (há
tranquilidade na sexualidade) – fase unitiva.
 Casamento: somos para Deus – vocação divina ao casamento.