Você está na página 1de 9

1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Análise de uma treliça


Determinação dos esforços axiais nas barras – via analítica
e experimental

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Definição de treliça:

Denomina-se treliça plana, o conjunto de elementos de construção (barras


redondas, chatas, cantoneiras, I, U, etc.), interligados entre si, sob forma
geométrica triangular, através de pinos, soldas, rebites, parafusos, que visam
formar uma estrutura rígida, com a finalidade de resistir a esforços normais
apenas.

A denominação treliça plana deve-se ao fato de todos os elementos do conjunto


pertencerem a um único plano. A sua utilização na prática pode ser observada
em pontes, viadutos, coberturas, guindastes, torres, etc.

1
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Geometria da treliça a analisar:

Apoio pendular

2
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial
Classificação da treliça quanto à lei de formação:

Treliça simples: Treliça composta:


As treliças são formadas a partir de Resultam da associação de duas
um triângulo base e por forma que treliças simples por meio ou de três
cada novo nó seja agregado através barras não paralelas nem
de duas barras. Estas são concorrentes num ponto, ou de um
interiormente isostáticas. nó e uma barra que não concorra
nesse nó.

1 C

3 1

Esquema (1) Esquema (2)

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Esquema de ensaio:

Treliça

Transdutor

Guias
Suporte para a carga

Aparelho de registo

3
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial
Procedimentos:

1-Ligar o aparelho de medida à corrente;

2-Aferição/calibração do aparelho (colocação dos valores a zero);

3-Colocação da carga;
4-Realização da 1ª leitura evitando erros de paralaxe (leitura inclinada de alguns
aparelhos);
Leitura das tracção
Tracção

Compressão

Leitura das compressões

5-Repetição de todo o processo para a realização de mais duas leituras.c

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial
Estaticidade da estrutura:

Estaticidade Interior:

Sendo b o número de barras e n o número de nós então o número total de


barras é dado por b = 2n – 3, temos:

b=9 barras e n=6 nós

9=2 x 6-3 => 9=9

Se b = 2n – 3 então tem-se uma treliça simples e isostática. Esta relação é uma


condição necessária para a estabilidade da treliça, porém não é condição
suficiente, porque uma ou mais das barras podem estar dispostas de tal modo
que não contribuem para uma configuração estável da treliça simples.

4
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Estaticidade Exterior:

A estaticidade exterior é calculada a partir das condições de apoio do sistema.


Os apoios restringem os graus de liberdade e por isso o número de incógnitas
que surgem, a, são calculadas a partir das equações de equilíbrio da estática,
três no plano. Se os apoios estiverem colocados por forma a impedir qualquer
movimento do sistema como corpo rígido o grau de hiperestaticidade exterior é
então he = a -3.

Sistema isostático ֜ a = 3

he=3-3 => he=0

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Estaticidade Global:

A estaticidade global é dada pela soma da estaticidade interior e exterior;

hg = hi + he = (b – 2n + 3) + (a – 3) = b + a – 2n

hg = hi + he = (9 – 2x6 + 3) + (3 – 3) = 9 + 3 – 2x6

Neste caso a treliça é globalmente isostática e estável.

5
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial
Comparação de resultados:

Método dos nós:

A resolução de treliças planas pelo método dos nós consiste em verificar o


equilíbrio de cada nó da treliça, seguindo-se os passos descritos a seguir:

(a) Determinação das reações de apoio;

(b) Identificação do tipo de solicitação em cada barra (barra traccionada ou


barra comprimida);

(c) Verificação do equilíbrio de cada nó da treliça, iniciando-se sempre os


cálculos pelo nó que tenha o menor número de incógnitas.

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial
Método de Ritter:
Para determinar as cargas axiais actuantes nas barras de uma treliça plana, através do
método de Ritter, deve-se proceder da seguinte forma:

(a) corta-se a treliça em duas partes;

(b) adopta-se uma das partes para verificar o equilíbrio, ignorando-se a outra parte até o
próximo corte. Ao cortar a treliça deve-se observar que o corte a intercepte de tal forma,
que se apresentem no máximo 3 incógnitas, para que possa haver solução, através das
equações de equilíbrio. É importante ressaltar que entrarão nos cálculos, somente as
barras da treliça que forem cortadas, as forças ativas e reativas da parte adotada para a
verificação de equilíbrio;

Excepção: Quando se deseja conhecer o esforço numa só barra não é condição


obrigatória fazer o corte apanhando apenas três barras. Efectivamente se as demais, em
qualquer número, se intersectarem num único ponto, escolhe-se a equação de momentos
relativamente a esse ponto, calculando-se directamente o esforço na barra em questão.

(c) Repetir o procedimento, até que todas as barras da treliça estejam calculadas.

6
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Erros experimentais:
p

• Erro de paralaxe;

• Erro do operador.

Erros analíticos:

• Erros
E d arredondamentos;
de d d t
• Erros ao nível das hipóteses simplificativas do modelo (rótulas perfeitas, apoios
perfeitos).

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Cálculo da treliça em SAP2000:

Reacções de apoio:

7
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Esforços na barra 1 (266,67N-Compressão):

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial

Esforços na barra 1 (286,40N-Tracção):

8
1/19/2009

Mecânica Aplicada
Aula Laboratorial
Deformada animada: