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INTRODUÇÃO

A quantidade de calor que é transferida entre os corpos, produzindo uma


variação em sua temperatura é denominada Calor sensível. Esse fenômeno é
regido a partir de uma equação que relaciona a quantidade de calor sensível,
cedido ou absorvido (Q), com o produto da massa (m) do objeto estudado, a
variação da temperatura (∆T) e uma constante que depende de cada material,
chamada de calor específico (c) (HALLIDAY et al, 2016). A relação pode ser
vista na equação abaixo.

Q=m.c. ∆T (1)

Para Chang e Goldsby (2013) a equação1 provém de outras análises


muito importantes que são a capacidade térmica (C) e o calor específico. A
capacidade térmica é a capacidade de um corpo mudar sua temperatura ao
receber e liberar calor. Ela é fornecida a partir da razão a quantidade de calor e
variação da temperatura, veja:

C=Q
∆T (2)

O calor específico é a capacidade de uma substância mudar de


temperatura recebendo ou liberando calor. Ela é dada a cada grama de
variação de temperatura da substância e essa variação é correspondente a 1°C
(CHANG; GOLDSBY, 2013).

c =C ou c=Q
m m. ∆T (3)

A partir da equação 1, considere dois corpos (A e B) colocados num


calorímetro e passam a trocar calor entre si, o corpo originalmente mais quente
tem seu valor negativo, pois está liberando energia, e o outro corpo, mais frio
tem seu valor positivo, pois está ganhando energia. Assim, temos (CHANG;
GOLDSBY, 2013):

QA = -QB (4)

Para Castellan (1995) em um sistema (podendo ser o calorímetro) há


duas regiões importantes, a fronteira e a vizinhança. O sistema é todo universo
sob análise e a vizinhança é toda parte fora do universo analisado, porém, não
deve ser desprezado.

Figura 1. O sistema e vizinhança separados pela fronteira: o calor Q e o trabalho W


representam energia que atravessa a fronteira. Fonte: ANACLETO; FERREIRA, 2008

Um sistema aberto é quando há troca de matéria e energia do sistema


com a vizinhança, um sistema fechado é quando não há troca de matéria (mas
há troca de energia) com a vizinhança e um sistema isolado é quando não há
troca de matéria e energia com o universo externo (CASTELLAN, 1995).

Para Chagas (1991) um calorímetro adiabático é quando não há troca de


energia entre a célula e o ambiente. O princípio da determinação da
capacidade calorífica se baseia na Primeira Lei da Termodinâmica onde “a
energia interna de um sistema isolado é sempre constante”.

OBJETIVO

Determinar a capacidade calorífica de um calorímetro

MATERIAIS E REAGENTES
MATERIAIS
Os materiais utilizados para realização da prática experimental foram:
calorímetro, proveta de 1L e termômetro.
REAGENTES
Os reagentes necessários para realização da prática experimental citada
no presente relatório foi apenas Água destilada.

METODOLOGIA
O procedimento experimental, consistiu em analisar a temperatura da
água. Sendo assim, primeiramente foi solicitado que a equipe aferisse cerca 50
mL de água destilada na proveta, e fosse medida a sua temperatura, em
contato com o ambiente e a temperatura foi de 27,2 °C, foi anotado o valor e a
água destilada foi transferida para o calorímetro e rapidamente o mesmo foi
fechado.

Foram aquecidos 50 mL de água até chegar à temperatura de 45 °C e


foi adicionado ao calorímetro com a água anteriormente colocada, a
temperatura final após a adição foi de 32,3 °C.

RESULTADOS E DISCURSÃO
A partir do experimento, alguns valores foram anotados, descrito na tabela 1.
Temperatuda da Temperatuda Temperatura de Calor
água em da água equilíbrio (oC) específico da
temperatura quente (°C) água
ambiente (°C) (cal/g.°C)
27,2 45 32,3 1
Tabela 1 Fonte: Os Autores
Para determinar a capacidade térmica do calorímetro, C calorímetro, será
utilizado o método das misturas. Neste método, será colocado duas
substâncias com temperaturas diferentes, que está a uma temperatura maior
irá ceder calor para a outra e ao calorímetro que estão a uma temperatura
menor (WOLF et al, 2011). Inserindo a equação 1 na equação 4 temos:

Cquente . ∆T= Ccalorímetro . ∆T + Cfria . ∆T (5)


Substituindo os valores fornecidos e medidos na equação 5, têm-se:

50 (45 – 32,3) = Ccalorímetro . (32,3 – 27,2) + 50 (32,3 – 27,2)


Ccalorímetro = 74,50 cal/°C
Ao observar na literatura, nos trabalhos de Wolf et al (2011) e
Assumpção et al (2010) eles usam uma metodologia diferente o que implica em
cálculos matemáticos diferentes. O que se pode observar é que a Lei zero da
Termodinâmica se aplicou no experimento, onde a água de maior temperatura
transferiu calor para a água com menor temperatura e para o calorímetro, essa
transferência fez com que ocorra uma diminuição na temperatura, até o
momento que houve um equilíbrio térmico.

Para o cálculo da capacidade calorífica equivalente (C equivalente) é descrito


como:
Cequivalente = Ccalorímetro + Cágua (6)
Substituindo,

Cequivalente = 74,50 + 100


Cequivalente = 174,50 cal/°C

CONCLUSÃO
A realização deste experimento permite a assimilação de alguns
conceitos termoquímicos de fundamental importância como: a Primeira Lei da
Termodinâmica, Lei zero da Termodinâmica, capacidade calorífica, entre
outros.

REFERÊNCIAS

ANACLETO, J.; FERREIRA, J. M. Calor e trabalho: são estes conceitos


invariáveis sob a permuta sistema-vizinhança? Química Nova. vol. 31, n° 7.
São Paulo, 2008.

ASSUMPÇÃO, M. H. M. T et al. Construção de um Calorímetro de Baixo


Custo para a Determinação de Entalpia de Neutralização. Eclética Química,
São Paulo, vol.35, n°2, p. 63 - 69, 2010.

CASTELLAN, Gilbert Fundamentos de Físico Química. Rio de Janeiro: LTC,


1995.
CHAGAS, A. P. O que se mede num calorímetro? (um exercício de
aplicação da primeira lei da termodinâmica). Química nova. vol. 15, n° 1, p.
90-94, nov 1991.

CHANG, R.; GOLDSBY, K. A. Química. Porto Alegre: AMGH, 2013. 11 ed.


HALLIDAY, D et al. Fundamentos da física: Gravitação, Ondas e
Termodinâmica. Vol 2. 10ª ed. Rio de Janeiro, LTC, 2016.

WOLF. L. D. et al. Construção de um Calorímetro Simples para


Determinação da Entalpia de Dissolução. Eclética Química, São Paulo,
vol.36, n°2, p. 69 - 83, 2011.