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Que tipos de movimentos de resistência são consideradas significativas pela

autora? Que argumentos ela utiliza para justificar isso.

A autora primeiramente relata os inúmeros equívocos ao construir a história


africana, principalmente no que concerne as resistências africanas,
menosprezaram detalhes importantes. O eurocentrismo sempre presente na
forma de abordagem ao tratar do assunto, sendo assim a autora aponta três
equívocos básicos, sendo o primeiro- a pouca importância ao assunto da
resistência, segundo equívoco-classificam os movimentos de resistência
como isolados ou mesmo pequenos. Já o terceiro equívoco é o despróposito
de classificar as sociedades africanas entre aqueles que possuem
organização social hierarquizada e poder político fortemente centralizado
consideravelmente os movimentos de resistência como "naturalmente
pacíficas"

À partir desses equívocos, a autora explica diferentes tipos de resistência


ocorridas na África nesse processo, dando a importância devida a esses
acontecimentos. As populações africanas lutaram tanto pela defesa do seu
território como de sua fé, uma vez que era impossivel se submeter a uma
potência critã, sendo um número significativo de islamizados. O papel das
idéias religiosas nos movimentos de resistência foi bem intenso, os símbolos
religiosos apoiavam-se por vezes diretamente, nas questões de soberania e
da legimitidade. Exemplo foi o cado da rebelião de Mamadou Lamine, nela a
organização em relação aos movimentos deu-se em torno da crença.
segundo qual os mulcumanos não podiam viver sob uma autoridade não
islamica. A rebelião de Ashanti por sua vez durou dez anos em uma luta
contra o domínio britânico. Outro levante considerado importante foi na
então África Oriental Alemã, esse conflito se constituiu no mais grave desafio
ao colonialismo na África Oriental, nele a religião e magia foram utilizadas
como meio de revolta, mcarcadas pela crueldade, pela injustiça e pela
exploração. Também significativo é o exemplo da revolta de Maluma, em
1909, liderou um movimento político racional com o objetivo de os homens
negros colonizados expulsarem os colonizadores homens brancos. . No
Quênia pregava também a expulsão dos europeus e com els da Podre religião
cristã, já que são tão colonizadores quanto os europeus. As formas de
resistência africana não ocorreram somente pela religião , mas também por
motivos políticos e questões econômicas, caso da revolta de Palhotas-que
lutavam contro as cobranças abusivas de impostos..

Ocorriam revoltas internas no continente africano, não somente contra os


colonizadores. A resistência cotidiana, algumas formais mais usadas foram as
doenças simuladas, o ritmo lento de trabalho, as fugas, as sabotagnes de
equipamentoa, as queimadas. Por fim a atuação dos bandidos sociais, forma
arcaica de protesto social organizado, cujo exemplo significativo foi o de
Mapondera. Durante esse processo de colonização, alguns grupos etnicos
desaparecerm. algumas mudanças ocorreram, a luta como por exemplo em
Angola com o apoio de alguns reis, lutavam contra os padrões ocidentais,
lutando pela valorização de sua própria cultura.

Foram inúmeros os movimentos de resistência no continente africano, a


autora resalta a importância desse campo de estudo, rompendo com a
historiografia ocidental, consequentemente estudando as particularidades e o
papel verdadeiro dos africanos nesse processo histórico.

Os africanos contribuiram significantemente na formação econômica e


cultural do mundo atlântico, está contribuição não pode ser compreendida
sem uma apreciação da história e da cultura desse continente.

Os africanos sairam de seu país de origem para residir no novo mundo


Atlântico, levados para trabalhar e servir seja em razão do seu esforço
pessoal e de seu grande número, contribuíram significantemente para a
economia, po outro lado trouxeram uma herança cultural de linguagem,
estética, filosofia que contribuiram e ajudou a formar a nova cultura do
mundo atlântico condicionando seu papel como tranmissores de uma cultura
africana para as Américas,

A atuação dos africanos como força de trabalho como força de trabalho foi
determinante para delinear sua inflência no mundo Atlântico, em cada lugar
para qual os africanos foram levados e portanto tendo funções diferentes, o
seu papel foi fundamental na economia e na sociedade. Ao chegarem por
exemplo na Espanha Colonial como escravos, exerciam um papel intersticial
importante nessa economia, os escravos constituiram uma força de trabalho
permanente, as razões pela escolha são complexas envolvendo variavéis
demográficas e políticas, doenças do velho mundo reduziram ainda mais a
população.

Habilidades especiais que os africanos possuiam favoreceram a escravidão


negra, a destreza com os cavalos, os africanos da Costa do Ouro eram
exímios mergulhadores comprovam para pescas pérolas no final do século
XVI.

Os escravos africanos tornavam-se os principais provedores de trabalho a


longo prazo nas agriculturas, na mineração, na manufatura ou no serviço
doméstio, os escravos africanos aumentaram o número de colonos europeus
e ajudaram na exploração e nas conquistas, pouco delas foram realizadas
sem a participação dos africanos, os escravos fortaleceram o poder militar
dos ibéricos sempre que estes foram ameaçados.

A substituição de trabahadores contratados por escravos africanos,


favoreceram a instalação de escravos africanos em posições importantes,
aumentando sua capacidade de gerar um impacto cultural. exemplo nas ilhas
do Golfo da Guiné e do Caribe eles constituíram toda força de trabalho.

Alguns africanos viviam como escravos por vontade própria. Todos tinham
lucros com o tráfico negreiro, mais fácil escravizar os africanos do que os
índios. A questão econômica é fundamental e vantojosa nesse caso, os
africanos possuiam qualificações como mergulhadores (pesca de pérolas) é
interessante no aspecto econômico porque o lucro é maior ao comercializa-
los. Escravos também supervisionaram o trabalho, não veio para trabalhar
somente nas lavouras, alguns escravos são comprados para compor o corpo
militar, já no âmbito ca cultura, domina a pesca de pérolas, criação de gado,
agricultura e extração de ouro.

Apontamentos

Os africanos aceitavam a instiruição da escravidão em suas próprias


sociedades, mas o papel especial dos escravos como propriedades produtivas
privada levou a disseminação da escravidão, no ínicio os europeus só
participaram de mercados de escravos já existentes, porém promoveram sua
comercialização, em troca de armas de fogo e cavalos (necessários para
obter tecnologia militar) para se defender do inimigo. Essa política levou os
africanos a buscar mais escravos do que precisavam para seus próprios
objetivos políticos e econômicos e a despovoar o país contra sua própria
vontade.

Evidências contemporanêas reforçam a idéia de que havia uma conexão


direta entre guerras e escravidão tanto para o trabalho doméstico quanto
para a exportação. A escravidão judicial foi uma maneira comum de obter
escravos, e os juízes distorciam a lei para prover mais cativos ou escravizar
parentes distantes de criminosos uma das justificativas seria se meus
parentes é criminoso eu posso responder judicialmente por ele.

Para a melhor compreensão do comércio de escravos, podem ser


classificadas a guerra da seguinte maneira, no modelo econômico, as
guerram eram travadas com o intuito de adquirir escravos e talvez suprir as
demandas dos mercadores europeus, no modelo polpitico, as guereras
aconteciam por razões políticas e os escravos eram subprodutos que
poderiam gerar lucro.
A captura de escravos, tinha tanto um sentido político quanto econômico
para seus governantes, os escravos poderiam ser usados para produzir
riquezas do mesmo que uma conquista ou mesmo para servirem como
criados pessoais, soldados e administradores. Frequentemente ocorriam
guerras somente para satisfazer suas necessidades seja na obtenção de
escravos como divisões de territórios que visavam fragmentar territórios para
colocarem escravos para trabalharem, não anexa mais terras e sim mais
escravos. Com a Fragmentação aumentou a escravidão cresceria (situação
que ocorreu durante o período do comércio de escravos).

Assim como a escravidão substituiu a propriedade de terras na África, a


apreenão de escravos equivalia a guerra de conquista territorial. A aquisição
de escravos em vez de terras tinha outras vantagens. Ao passo que a
conquista territorial exigia a admininstração de grandes aréas e a expansão
de recursos militares, a obtenção de escravos só necessitava de uma
pequena campanha, que não criava novas condições administrativas.

Os escravos poderiam ser capturados nas guerras e em emboscadas. Em


meados do século XVII as exportações aumentaram muito, a ponto de
ocasionar um grande impacto demográfico no continente africano, das quais
os escravos foram retirados..