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Meus amores, fiz meio que uma introdução pro trabalho, dêem uma olhadinha

e vê se da pra aproveitar alguma coisa. Se por acaso eu tiver viajado, e o


trabalho não tiver nada a ver com o que eu fiz, é a falta da xiboca hoje!
uehuiehuie Beijo, e bom PDS pra vocês :\ tomem uma xiboca por mim :D
beijos, saudade de vocês

POLÍTICA NACIONAL

DE SAÚDE DA PESSOA

PORTADORA DE DEFICIÊNCIA

Deficiência: toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou


função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o
desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser
humano.

Uma pessoa pode apresentar deficiência física, auditiva, visual, mental ou


intelectual, ou múltipla. A deficiência pode ser percebida já no nascimento de
uma criança, ou pode ser adquirida ao longo da vida da pessoa, e pesquisas
revelam que muitas dessas ocorrências poderiam ter sido evitadas ou
amenizadas através de ações de proteção e prevenção.

Principais causas de deficiências:

• As hereditárias ou congênitas – que aparecem por questões genéticas (no


feto). Podem ser evitadas, em parte, com exames pré-natais específicos
(cariótipo e para outros erros inatos do metabolismo como fenilcetonúria,
hemoglobina, hipertiroidismo congênito) e serviços de genética clínica para
aconselhamento genético aos casais.

• As decorrentes da falta de assistência ou da assistência inadequada às


mulheres durante a gestação e o parto são evitáveis com investimento e
melhoria da qualidade do pré-natal (consultas e exames laboratoriais), parto
(natural, de risco, cesarianas) e pós-parto.

• A desnutrição, que acomete famílias de baixa renda, especialmente crianças


a partir do primeiro ano de idade – é evitável por meio de políticas públicas e
empresariais de distribuição de renda, criação de emprego e melhoria das
condições gerais de vida da população.

• Aquelas que são consequência de doenças transmissíveis, como a rubéola, o


sarampo, a paralisia infantil, as doenças sexualmente transmissíveis (como a
sífilis na gestante) – são evitáveis por ações de proteção e promoção à saúde,
como informação, vacinação e exames pré-natais.

• As doenças e eventos crônicos, como a hipertensão arterial, o diabetes, o


infarto, o acidente vásculo-cerebral (AVC), a doença de Alzheimer, o câncer e a
osteoporose – são em parte evitáveis pela mudança de hábitos de vida e
alimentares, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

• As perturbações psiquiátricas, que podem levar a pessoa a viver situações de


risco pessoal – são em parte evitáveis por meio da proteção à infância, e do
diagnóstico precoce, da assistência multiprofissional e do uso de
medicamentos apropriados.

• Os traumas e as lesões, muitas vezes associados ao abuso de álcool e às


drogas, principalmente nos centros urbanos, onde são crescentes os índices de
violência e de acidentes de trânsito – são evitáveis pelas políticas públicas
integradas e multisetoriais para a redução da violência e da melhoria das
condições gerais de vida (habitação, escolaridade, oportunidades, esporte,
arte, lazer) e de mudanças de hábitos da população.

Propósitos gerais para uma política de saúde para deficientes:

- proteger a saúde da pessoa com deficiência;


- reabilitar a pessoa com deficiência na sua capacidade funcional e
desempenho humano,
- contribuir para a sua inclusão em todas as esferas da vida social;
- prevenir agravos que determinem o aparecimento de deficiências.

Para o alcance do propósito, são estabelecidas as seguintes diretrizes,


as quais orientarão a definição de projetos e atividades voltados à
operacionalização da presente Política Nacional:

Diretrizes:
• promoção da qualidade de vida das pessoas portadoras de
deficiência;
→ A implementação dessa diretriz compreenderá a mobilização da
sociedade,
setores do governo, organismos representativos de diferentes segmentos
sociais e
organizações não-governamentais. Essa garantia deverá resultar no
provimento de condições e situações capazes de conferir qualidade de vida,
além da prevenção de riscos de doenças e morte e a implementação de ações
capazes de evitar situações de obstáculos à vida.

• assistência integral à saúde da pessoa portadora de deficiência;


→ A pessoa portadora de deficiência, além da necessidade de atenção à
saúde específica da sua própria condição, é um cidadão que pode ser
acometido de doenças e agravos comuns aos demais, necessitando, portanto,
de outros tipos de serviços além daqueles estritamente ligados a sua
deficiência.

• prevenção de deficiências;
→ A implementação de estratégias de prevenção será fundamental para a
redução da incidência de deficiências e das incapacidades delas decorrentes,
tendo em vista que cerca de 70% dos casos são evitáveis

• ampliação e fortalecimento dos mecanismos de informação;


→ Deverão ser criados mecanismos específicos para produção de
informação a respeito de deficiências e incapacidades no âmbito do SUS.
• organização e funcionamento dos serviços de atenção à pessoa portadora de
deficiência;
→ A atenção à saúde das pessoas portadoras de deficiência deverá
reafirmar a
importância do desenvolvimento de ações de forma descentralizada e
participativa,
conduzidas segundo a diretriz do SUS.

• capacitação de recursos humanos.


→ A disponibilidade de recursos humanos capacitados para o
desenvolvimento das
ações de um Política será enfocada como prioritária. Nesse sentido, a
formação de
recursos humanos em reabilitação deverão superar a escassez de profissionais
com domínio
do processo reabilitador e que atuem segundo a interdisciplinaridade proposta.

O Deficiente, em frente a:

Saúde - As pessoas portadoras de deficiência receberão dos Órgãos e das


Entidades da Administração Pública Federal, direta e indireta, responsáveis
pela saúde, tratamento prioritário e adequado, além de outras medidas
definidas em lei.
- A pessoa portadora de deficiência, além da assistência integral à saúde
e a reabilitação, receberá gratuitamente órteses, próteses, bolsas coletoras e
materiais auxiliares, que complementem o atendimento e aumentem as
possibilidades de independência e inclusão.

Educação - Serão disponibilizados tratamentos prioritários e adequado às


pessoas portadoras de deficiência, através dos Órgãos e Entidades da
Administração Pública Federal direta e indireta, responsáveis pela Educação.
Habilitação e Reabilitação - Os serviços de habilitação e reabilitação
profissional deverão estar dotados dos recursos necessários para atender toda
pessoa portadora de deficiência, independentemente da origem de sua
deficiência desde que possa ser preparada para o trabalho que lhe seja
adequado e tenha perspectivas de obter, conservar e nele progredir.

Trabalho - Na contratação de pessoa portadora de deficiência, transitória ou


permanente, serão utilizados procedimentos especiais, jornada variável, horário
flexível, proporcionalidade de salário, ambiente de trabalho adequado.
- Empresas com 100 (cem) ou mais empregados estão obrigadas a
preencher de dois a cinco por cento de seus cargos com beneficiários da
Previdência Social reabilitados ou com pessoa portadora de deficiência
habilitada
- É direito da PPD inscrever-se em concurso público, em igualdade de
condições com os demais candidatos, desde que as atribuições para o cargo
sejam compatíveis com a deficiência de que é portadora.

Acessibilidade - Garantir a acessibilidade e a utilização dos bens e serviços,


mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas e obstáculos, os órgãos e as
entidades da administração pública federal direta e indireta adotarão as
devidas providências.
- Considera-se acessibilidade à possibilidade e condição de alcance da
PPD, para a utilização com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e
equipamentos urbanos e esportivos, das edificações, dos transportes e dos
sistemas e meios de comunicação.
- Considera-se barreira, qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o
acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança de pessoa
portadora de deficiência.

http://www.pucpr.br/ensino/proj_comunitario/documentos/POLICITA_NACIONA
L_PARA_INTEGRACAO_DA_PESSOA_PORTADORA_DE_DEFICIENCIA.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_pessoa_de
ficiencia.pdf

Prevenção de Deficiências – atuação intersetorial, devendo a Saúde unir


esforços a outras áreas como: educação, segurança, trânsito, assistência
social, direitos humanos, esporte, cultura, comunicação e mídia, dentre outros.

Atenção Integral à Saúde – responsabilidade direta do Sistema Único de


Saúde e sua rede de unidades, voltada aos cuidados que devem ser
dispensados às pessoas com deficiência, assegurando acesso às ações
básicas e de maior complexidade, aos procedimentos de reabilitação, e ao
recebimento de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

Como fazer para se cadastrar nos programas de saúde?

É importante procurar uma Unidade de Saúde próxima ao local de residência,


cadastrar-se como usuário e fazer uma avaliação do estado geral de saúde.
Essa unidade básica será responsável pelo acompanhamento permanente de
seus usuários.
Sobre os direitos:

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU/06),


incorporada à Constituição brasileira (2008), é composta por cinqüenta artigos.
Ela trata dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais das
pessoas com deficiência, e as definem, em seu artigo 1º como: “aquelas que
têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou
sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as
demais pessoas”.

O artigo 23 da Constituição de 1988 , capítulo II, determina que “é competência


comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, cuidar da saúde e
assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de
deficiências.”

Lei nº 10.048/00 (estabelecendo prioridades ao atendimento);

Lei nº 10.098/00 (determinando critérios para a promoção da


acessibilidade);

Lei nº 7.853/89 (sobre o apoio às pessoas com deficiência e sua


integração social);

Na área da saúde, é preciso tornar acessíveis as unidades de saúde, de


acordo com a Norma Brasileira 9050/ABNT, como descrito no Manual de
Estrutura Física das Unidades Básicas de Saúde, MS, 2ª ed., Brasília, 2008.
Assegurar a representação das pessoas com deficiência nos Conselhos de
Saúde, nas esferas municipal, estadual e federal.

A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, instituída pela


Portaria MS/GM nº 1.060, de 5 de junho de 2002, define, como propósitos
gerais: proteger a saúde da pessoa com deficiência; reabilitar a pessoa com
deficiência na sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo
para a sua inclusão em todas as esferas da vida social; e prevenir agravos que
determinem o aparecimento de deficiências.

O que tem sido realmente feito:

Entre os dias 16 e 19 de junho em Brasília, a Área Técnica Saúde da Pessoa


com Deficiência participou do VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST
e AIDS e I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais e DST/Aids
com uma Oficina sobre Produção de materiais educativos acessíveis: uma
ferramenta de promoção da saúde. A área também esteve presente em uma
discussão sobre o tema Direitos Sexuais e Reprodutivos de Pessoas Vivendo
com HIV/Aids e de Pessoas com Deficiência: Desafios para o SUS. Durante o
evento, 11 pesquisas e experiências exitosas direcionados à temática Pessoas
com Deficiência também foram apresentadas.

Durante o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e AIDS esta área
técnica também divulgou o livro “Direitos Sexuais e Reprodutivos na
Integralidade da Atenção à Saúde de Pessoas com Deficiência”, publicado pelo
Ministério da Saúde, em 2009. A obra é resultado do I Seminário Nacional de
Saúde sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência.