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A ENERGIA EÓLICA

O vento é visto atualmente como uma fonte alternativa de energia, segura, com
significativo crescimento no mundo nos últimos anos, notadamente na Europa e
nos Estados Unidos, e que se presta como fonte complementar a outras fontes
com maior impacto ambiental, principalmente a energia nuclear. Em diversos
países, o potencial eólico aliado as condições geográficas e aos programas de
financiamento existentes tem tornado esta forma de energia extremamente
competitiva.

ANTECEDENTES:
O aproveitamento da energia do vento já era realizado há milhares de anos. O
rei Hamurabi utilizava essa energia para irrigar os campos da Mesopotâmia.
Também na China e Pérsia a energia eólica foi muito utilizada na Antigüidade,
inclusive para impulsionar embarcações ao longo dos rios.

Na Idade Média os moinhos de vento surgem na Itália, França, Espanha e


Portugal, trazidos pelas cruzadas. Os Holandeses passaram a utiliza-los a partir
de 1350 para bombeamento de água.

Foi na América do Norte, a partir da segunda metade do século 19, que os


aeromotores se popularizaram, sendo muito utilizados para o bombeamento de
água em poços, viabilizando a colonização no meio-oeste americano.
O Japão foi chamado, por alguns, de Holanda do Oriente. Na década de 50,
10.000 sistema de modelo aperfeiçoado, cada um fornecendo de 100 a 300 KW
lá foram instalados.

No começo do século 20, apareceram na França os primeiros aerogeradores


rápidos. Para a produção de eletricidade, a gama dos “aerogeradores” se
estende de uma centena de Watts a cerca de 5 MW por unidade.

Depois da guerra, os maiores aerogeradores estavam instalados na França. Em


1958 uma central eólica de 132 KW com uma turbina de 3 pás e diâmetro de 21
m estava instalada em St. Remy des Landes; uma segunda de 800 KW, também
de 3 pás e diâmetro de 30 m foi instalada em 1958 em Nogent-le-Roi; a última
foi uma turbina de 1 MW, também de 3 pás e diâmetro de 35 m, que funcionou
em 1963 em Landes. Estas experiências não foram abandonadas por razões
técnicas, mas econômicas.

A partir de 1973, este domínio sofreu uma renovação, muitas máquinas de 200
KW foram instaladas nos Estados Unidos; uma outra de 2 MW, foi instalada em
1979 em Boone na Carolina do Norte. Na Europa uma máquina de 2 MW que
foi instalada em 1978 por uma escola dinamarquesa; neste país, também foi
recondicionado o moinho de vento de Gedser, com 200 KW de potência, de
1967, sendo seu funcionamento interrompido 10 anos depois. A Dinamarca
também construiu dois novos aerogeradores de 630 KW. Na Alemanha e na
França, novos aerogeradores foram construídos nos anos 70.

Com o choque do petróleo nos anos 70 e o crescente interesse na preservação


do meio ambiente, a energia eólica passa a ter um papel diferente do
desempenhado nas décadas e séculos anteriores, quando era usada para
trabalhos mecânicos especialmente de bombeamento de água e irrigação.
Começam a ser instaladas aerogeradores em diversos países, os Estados Unidos
introduz incentivos fiscais na década de 80, com um salto na instalação destes
equipamento, apenas na Califórnia mais de 1.600 MW foram instalados. Apesar
da grande evolução, os incentivos originaram muitos projetos falhos, os
inúmeros defeitos que apareceram, forçaram uma retomada nas pesquisas e um
redirecionamento nos programas de geração eólica.

A continuidade das pesquisas, permitiu uma evolução marcante nos


aerogeradores, tendo estes adquirido a escala de milhares de megawatts
instalados na década de 90 e custos extremamente competitivos das instalações
(entre 800 e 2.000 US$/KW instalado).
Características do vento
O vento origina-se na circulação de massas de ar causadas pela diferença de
temperatura e pressão da camada superficial da Terra, ao ser aquecida pelo sol
e outras causas.
A radiação solar provoca um movimento convectivo das massas de ar. O ar
quente sobe e o vapor de água contido nesta corrente ascendente se condensa
ao baixar a temperatura, ocasionando as precipitações pluviométricas.
Como o calor especifico do solo é menor que o da água, aquele se aquece mais
rapidamente sob o efeito da radiação solar e criam-se movimentos de convexão.
Assim, durante o dia há uma brisa do mar para a terra e a noite o fenômeno se
inverte. Estes efeitos são sentidos até a 50 Km da costa.
Existem cartas que indicam a velocidade média do vento na superfície da Terra,
para cada mês, sendo muito úteis para a navegação a vela. A velocidade média
sobre os oceanos é maior que aquela sobre a superfície terrestre. Isto é
facilmente explicado pelo relevo e a vegetação encontrados na superfície
terrestre. A intensidade e a direção do vento mudam a cada instante podemos
entretanto estabelecer uma média horária, diurna, semanal e etc.

Para todo projeto que envolve energia eólica é necessário ter um conhecimento
completo do comportamento do vento no local escolhido e, para tanto, os
estudos estatísticos são muito importantes. Para um anteprojeto é indispensável
conhecer as curvas de velocidade do vento em função da duração em dias e da
freqüência dos mesmos.
O potencial eólico
A avaliação e o uso da energia eólica se inicia com a determinação da potência
do vento Pv, que pode ser obtida da fórmula a seguir:

P v = ½ .  . v3 . A (W)
Sendo:

 - Densidade do ar ( aproximadamente 1,22 Kg/m3 ao nível do mar);


v - Velocidade do vento;
A - Área de captação;
Verifica-se que das componente da fórmula somente a área de captação pode
ser controlada pelo homem, sendo que a densidade e a velocidade dos ventos
depende exclusivamente da natureza. A densidade decresce cerca de 10% a
cada 1000 metros de altitude e tem influencia reduzida se comparada à
velocidade.

Já a velocidade do vento tem grande influencia na potência final, sua variação


altera a potência numa proporção cúbica. Supondo que em um local,
repentinamente a velocidade dobre de valor, a potência do vento será elevado
oito vezes. Como exemplo, a velocidade do vento variando de 5 m/s para 6 m/s
eleva a potência em cerca de 70%.

Um fator que influencia fortemente a velocidade do vento é o relevo, para um


mesmo local, a velocidade do vento aumenta com a altura em relação ao solo. A
formula a seguir determina a variação de velocidade para diferentes alturas em
um mesmo local. O coeficiente 1/7 é especifico para regiões planas, sendo que
em terrenos mais acidentados este pode ser bem maior.

V2 = V1 . (h2 / h1)1/7

Um aumento no comprimento das pás aumenta a área de captação de vento


pelo rotor (área circular) e, consequentemente a potência eólica em um fator 4.
Por outro lado isso também aumentara os esforços estáticos e dinâmicos a
serem considerados no cálculos estruturais das pás.
O fluxo do vento na atmosfera é também influenciado por alguns outros
parâmetros. As seguintes diretrizes podem ser úteis (todos os valores são para
uma altura de 20 m, o que parece ser um mínimo razoável):
- os melhores lugares para a energia eólica estão no mar e no litoral. A 1 km
da praia, a velocidade do vento cai, e a 5 km as condições são as mesmas
que para as planícies do interior. Um valor médio para o litoral é de 2.400
kWh/m2 por ano, em istmos expostos, 4000 unidades/m2 ou mais;
- os seguintes melhores lugares são as montanhas. Um valor médio típico é de
1600 kWh/m2 por ano. Na França, a maior energia eólica conhecida é
encontrada nos Pireneus (7000 kWh/m2) a uma altitude de 490 m;
- o nível mais baixo de energia eólica é encontrado em planícies, onde os
valores são geralmente três ou quatro vezes mais baixos que na costa. Uma
média típica é 750 kWh/m2 por ano.
Quanto aos climas, outros critérios interagem com aqueles até aqui discutidos:

- na região equatorial úmida, virtualmente não há energia eólica, quer no mar,


no litoral, ou nas montanhas;
- a quantidade de energia eólica conversível é boa ou razoável em climas
quentes ou secos, bem como nos climas frios e temperados;
- em alguns países quentes e ventosos, a energia eólica pode não ser utilizável
por causa da freqüência de ciclones.
Energia eólica em diferentes localizações geográficas
Energia Max. do vento
Topografia Localização ou região (kWh/m2 por ano)

Ilhas ou Grande Canária 7000


Litoral Ilhas largo de New Brunswick, Canada 7000
Sul da Espanha 6300
Gales e Cornualha, Reino Unido > 4000
África Ocidental 3600
Madagascar 2300
Martinica 1800
Dinamarca 1500

Montanhas Pireneus > 7000


Camarões 20

Planície Groenlândia (2900 m de altura) 3400


Madri 900
Deserto do Saara 600 - 1000
Londres 600
Senegal 10
Constituição de uma turbina eólica
Classificação das turbinas eólicas
É comum a classificação das turbinas eólicas de acordo com seu tamanho,
potência ou uso

Tamanho Potência Uso


Consumo próprio com
Pequeno Até 80 KW fornecimento do
eventual excedente
para a rede
Consumo próprio com
Médio De 80 KW a 500 KW fornecimento do
excedente para a rede
ou só fornecimento
Fornecimento de
Grande Maior que 500 KW energia para a rede

Ou por tamanho, diâmetro ou a área:

Tamanho Diâmetro (m) Área (m2)


Pequeno Até 16 Até 200
Médio De 16 a 45 De 200 a 1600
Grande Maior que 45 Maior que 1600
TURBINAS EÓLICAS
Existem basicamente dois tipos de turbinas eólicas, as de eixo horizontal e as de
eixo vertical. As primeiras são as mais comuns para a geração de energia
elétrica.

Turbinas eólicas de eixo horizontal


Estas turbinas podem ter rotores com uma, duas, três ou mais pás. Para a
geração elétrica é desejável o menor número possível de pás devido a que:

- maior velocidade de rotação torna a geração de energia elétrica mais barata,


com a diminuição dos custos do gerador e da caixa de multiplicação
- diminuição dos custos de material pelo emprego de menos pás
- adoção de flanges articuladas reduzindo-se os esforços mecânicos.

Rotor de Três Pás

É atualmente a turbina mais empregada,


consegue controlar mais facilmente os
problemas decorrentes dos esforços dinâmicos,
dinâmicos, representando mais segurança. Tem
velocidade de rotação inferior àquelas com duas
ou uma pá. Para se ter maior velocidades
necessitaríamos de pás mais esbeltas causando
problemas estruturais e emissão de ruído.

Rotor de Duas Pás

O rotor de duas pás pode gira a uma velocidade


de rotação maior, o que ocasiona gastos
menores com a caixa de multiplicação e com o
gerador, bem como um menor peso do rotor e
uma menor nacele, comparado com o de três
pás. Entretanto os problemas aerodinâmicos são
maiores, pelo desbalanceamento de massa do
rotor em relação à torre durante a rotação, com
enormes esforços de adicionais de torção e
flexão.
Rotor de Uma Pá

O rotor de uma pá destaca-se em relação aos


demais pela capacidade de alcançar velocidades
de rotação bem superiores, reduzindo os gastos
com a caixa de multiplicação e o gerador. A
massa no topo da torre e da turbina eólica é
bem inferior àquelas com maior número de pás.
A desvantagem é um desbalanceamento maior e
esforços dinâmicos que devem ser limitados
através da escolha do tipo de conexão nacele-
torre e do tipo de cubo empregado.

Rotor de Quatro ou mais Pás


(rotor multipás ou cata-vento)

Turbinas eólicas com quatro ou mais pás não são


relevantes para a geração de energia elétrica,
devido a baixa velocidade de rotação. Este tipo de
turbina e empregado para o bombeamento de
água.

Dado que o vento pode soprar de diferentes direções é sumamente importante


a posição dos rotores em relação ao vento, nas turbinas de eixo horizontal.
Basicamente o rotor poderá ser posicionado na frente da torre (entre o vento e a
torre), conhecido como rotor a barlavento, a maioria das turbinas tem este
arranjo, outra opção é o rotor a sotavento, ou seja o rotor é posicionado atrás
ou a jusante da torre.

Para maximizar a energia eólica, também é necessário que o eixo do rotor esteja
alinhado em relação à direção do vento, e isso pode ser obtido com o auxilio de
lemes aéreos, ou com rotores que se auto-direcionam ou ainda com
direcionamento é efetuado por rotores laterais ou motores auxiliares.
Turbinas eólicas de eixo vertical
As turbinas de eixo vertical desempenham atualmente um papel secundário,
para a geração de energia elétrica, dividem-se principalmente em rotores do tipo
Savonius e Darrieus. Estes últimos ainda são utilizados em geração elétrica.

Rotor Savonius

Rotor Darrieus

O rotor Darrieus tem como


vantagem não requer
nenhum tipo de
direcionamento pois está
sempre voltado ao vento. O
gerador e os controles
encontram-se ao nível do solo

e são portanto de fácil acesso e manutenção. Suas pás são de simples


construção . Como o rotor fica situado próximo ao solo, a geração de energia é
sensivelmente inferior a um gerador de eixo horizontal. O controle desta turbina
é difícil e necessitam de um motor de partida.

Rotor H-Darrieus

Diferente do anterior, este rotor tem as pás em


forma similar à letra H e a construção destas é
simples. Como as pás estão situadas a uma altura
similar às de eixo horizontal, poderá também
gerar energia em níveis similares. O controle de
potência pode ser semelhante ao das turbinas de
eixo horizontal.
Torre

As torres das turbinas eólicas podem ser de três tipos: treliçadas, tubulares
estaiadas e tubulares livres. Emprega-se o concreto e o aço, sendo que em
turbinas pequenas e médias utilizam-se em geral o aço, nas grandes turbinas
tem-se usado mais o concreto em torres tubulares livres, entre outros fatores
devido a uma maior aceitação por parte da população devido ao seu menor
impacto estético.

fotos com os três tipos de torres utilizadas, treliçadas, tubulares estaiadas e tubulares livres

CONTROLE DE POTENCIA E ROTAÇÃO DAS TURBINAS EÓLICAS

As turbinas eólicas são projetadas para atingir a potência nominal com a


velocidade de vento que ocorram freqüentemente. Devem ser previstos
dispositivos de limitação da rotação e da potência para se evitar esforços
excessivos aos componentes quando de velocidades de vento superiores à
nominal (aquela a qual turbina fornece a potência nominal). Existem dois tipos
básicos de controle, o Estol ou descolamento passivo do escoamento do ar ao
longo das pás do rotor, que causa o aumento das forças de arrasto e a
diminuição das de sustentação. Este é aplicado em turbinas pequenas e médias
que tem pás fixas. O outro tipo de controle é o “ajuste ativo do angulo de passo
da pá” (pitch) que regula a força de sustentação nas pás por meio da alteração
do angulo de ataque. Neste caso o angulo pode ser ajustado continuamente
otimizando a captação de energia, requer porém novas peças que aumentam o
custo da turbina, é aplicado normalmente em grandes turbinas.

CAIXA DE MULTIPLICAÇÃO

Por razões de peso e custo, a energia elétrica é gerada em geradores com altas
velocidades de rotação. Como os rotores das turbinas tem limitações mecânicas
no giro de 15 rpm (diâmetro > 100 m) e 200 rpm (diâmetro < 8m) , faz-se
necessário a instalação de uma caixa de multiplicação para elevar a rotação do
rotor para o gerador.
SISTEMA ELETRICO

Geradores

São utilizados dois tipos de geradores, os geradores síncronos que tem


melhor rendimento e podem ser ligados diretamente à rede, mas que para isso
necessitam de equipamentos adicionais para manter o sincronismo com a rede,
redundando em maiores custos. E os geradores assíncronos ou de indução,
que são robustos e requerem pouca manutenção apesar de terem rendimento
inferior.

Modo de operação

Operação isolada

Requer geradores síncronos ou de corrente contínua. A freqüência da rede é


definida pela rotação da turbina, requerendo um controle de rotação para
mante-la constante. A turbina deverá poder operar a meia carga quando a rede
não puder absorver toda a potência e deverá estar integrada a de outras fontes
ou sistemas de geração no período de ventos insuficientes.

Operação interligada diretamente à rede

Requer velocidade de rotação constante (geradores síncronos) ou próximo disto


(geradores assíncronos) e um sistema de controle de potência. Em redes com
predominância a geração eólica deverá ter um controle para operação a meia
carga.

Operação interligada diretamente à rede com auxílio de um conversor

Esta operação com um conversor (retificador/inversor) possibilita o uso de


turbinas com rotação variável, apresentando pequenas oscilações de potência.
Entretanto este arranjo produz transitórios de alta freqüência que deverão ser
corrigidos por filtros com conseqüente aumento dos custos, o conversor
também acarretará em um custo adicional e uma perda de rendimento. Por
outro lado haverá maior geração de energia e menores esforços do vento na
turbina.

Um turbina eólica interligada à rede poderá apresentar oscilações de tensão e


potência, harmônicas e sobretensões
Determinação da potência

O desempenho de uma turbina eólica com relação à geração de energia pode ser
determinado a partir da curva de potência ou de geração anual de energia,
ambas como funções da velocidade média anual do vento.

Da curva de potência obtém-se a potência gerada diretamente em função da


velocidade. Já para avaliação da geração anual de energia, deve-se também
levar em consideração as condições do local de instalação da turbina para a qual
a curva de energia foi levantada.

Os compradores de turbina eólica devem sempre observar que a medição de


curva de potência e a determinação dos valores de geração anual de energia são
específicas para um determinado local , cujas características, tem sempre
significado e devem ser sempre informadas. Existem normas especificas e
instituições especializadas na aferição e certificação das curvas de desempenho
de turbina eólica.

Aspectos ambientais

A energia eólica é uma forma de energia limpa e renovável que causa poucos
impactos ambientais, entre os quais destacamos a emissão de ruídos e a
interferência visual na paisagem, causadas por uma turbina eólica.
A implantação de uma turbina eólica requer uma cuidadosa escolha do local de
instalação, na qual as condições de vento tem uma importância fundamental.
Não menos importante nesta escolha são as leis ambientais do local,
especialmente quanto ao zoneamento e a emissão de ruído. Além destes
aspectos, existe a preocupação com a possível matança de pássaros, que está
sendo objeto de inúmeros estudos para se verificar seu real impacto e
procedimentos mitigadores.
Deve ser considerado que a geração eólica tem impacto ambiental pequeno e
localizado se comparado com a geração termoeléctrica com combustíveis fósseis
ou nuclear.
Usina Eólio-Elétricas

A implantação de mais de uma turbina eólica em uma área configura uma usina
eólica ou usina eólio-elétrica, podendo ter até milhares de turbinas, como aliás
ocorre nas windfarms na Califórnia.

O regime de funcionamento de uma turbina eólica isolada é distinto das turbinas


agrupadas em uma usina. Isto devido a que com a geração elétrica ocorre uma
redução na velocidade do vento após a passagem pelo rotor da turbina, gerando
um sombreamento para as turbinas subsequentes, conforme a direção do vento.

A conseqüências do sombreamento são:

- redução da geração de energia pelas turbinas abrangidas pelo


sombreamento, ocasionado pela diminuição da velocidade do vento;
- aumento dos esforços mecânicos nas turbinas devido ao maior nível de
turbulência que ocorre na área de sombreamento.

E os fatores que influenciam nos efeitos do sombreamento são:

- a alocação das turbinas na usina


- a direção do vento
- a velocidade do vento
- o tipo de turbina empregado
- o nível de turbulência local

Na locação das turbinas é importante considerar a distancia relativa entre estas,


quanto maior, maior será a recuperação do vento em relação às condições
iniciais.

Custo da energia eólica

Como já foi anteriormente citado, a continuidade das pesquisas e o incremento


espetacular de unidades instaladas proporcionou uma acentuada redução nos
custos da instalação e da energia gerada, especialmente na década de 90.

Hoje em dia o custo das instalações oscila entre 800 e 2.000 US$/KW instalado,
sendo extremamente competitivo inclusive quando comparado com a turbina a
gás. Também a eletricidade eólica que nas décadas de 70 e 80 atingia valores de
10 a 35 centavos de dólar por quilowatt/hora (100 US$/MWh a 350 US$/MWh),
caiu para cerca de 5 centavos de dólar por quilowatt/hora (50 US$/MWh) em
1995 e 4 centavos (40 US$/MWh), em 2001. Já se vislumbra custo de US$0,03
por kwh para breve.