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Pedagogia sistémica

A pedagogia sistémica ou paradigma sistémico-fenomenológico é um método


educativo,uma prática dinâmica que está vinculada no contexto educativo e que
denominamos campos de aprendizagem.

Aplicações

A Pedagogia Sistémica se manifesta no contexto educativo. Resulta necessariamente em


observar como traduzimos e integramos os princípios que sustentam as "ordens do amor"
para que nos sirvam de orientação e de tarefa escolar como: - A importância da ordem;
quem veio antes e depois tem a ver com o vínculo entre gerações (tanto para os alunos
como para os professores); - A importância do lugar onde cada qual tenha a sua
correspondência; tem a ver com as funções, quem e como é o pai, mãe, professor, director,
outros (os pais dão e os filhos recebem, os professores oferecem e os alunos tomam); - O
valor da inclusão em contrapartida com as implicações da exclusão; em aula, na escola,
como um espaço de comunicação em que todos tenham um lugar (pertencimento); - O peso
das culturas de origem, que tem a ver com a fidelidade no contexto da qual viemos (o que
também podemos chamar de consciência); - O significado das interacções; todos os
membros de um sistema estão vinculados aos outros, irremediavelmente, o qual é
especialmente interessante no sentido de que, quando um desses membros mostra algum
tipo de sintoma, a razão de ser deste não está tanto na forma concreta, mas na informação
que dá ao sistema de que haja alguma questão que não resulta função para o bem estar
colectivo e individual.

Essa visão geral das relações sistémicas aparece a partir de três perspectivas
complementares: rede familiar (entre uma geração e a seguinte, ex: pais e filhos), rede
social (entre diversas gerações, ex: avôs e netos) e a perspectiva que existe dentro das
gerações (peculiaridades e influências no contexto educativo e social).

Um dos elementos que caracteriza a perspectiva sistémica na pedagogia é a capacidade de


desenvolver com respeito a nossa percepção. Assim para estarmos conectados com esta
percepção, nós devemos conhecer nossas próprias origens, saber sobre os nossos vínculos e
trazer à superfície as identificações, as substituições e todas aquelas cargas que configuram
nossa história. Se não fizermos isso, se por alguma razão não tomamos o suficiente de
nossos pais e nos sentimos demasiadamente arrogantes porque nos consideramos melhores
que eles e vamos ser ainda melhores para nossos filhos; dessa forma não vamos estar
dispostos a investir nessa área, porque a nossa percepção esta envolvida por ideias,
conceitos, princípios, crenças, etc, que nos impedirão de percebermos o que acontece com a
vida de nossos alunos e o tipo de interacção que podemos estabelecer entre eles.
A pedagogia sistémica e os quatro aspectos básicos para a função da escola: 1.
Independente da maior ou menor complexidade e justificativa, teórico-prático deste
paradigma, se trata de um planeamento claramente centrado nos objectivos fundamentais da
escola, gerando um espaço orientado para o aprendizado e o bem-estar dos alunos. 2. Para
que estes objectivos centrais possam se desenvolver é indispensável que os pais dos alunos
se sintam reconhecidos pela instituição e tenham um lugar de privilégio dentro dela; deve
existir uma declaração explícita no sentido de que a área educativa começa pelos pais e que
eles dão seu consentimento para que a escola possa se ocupar de seus filhos com respeito
nos processos de aprendizagem. 3. A escola deve ser exclusivamente um espaço educativo
em nenhum momento um espaço terapêutico, apesar de que há certas intervenções
sistémicas com movimentos terapêuticos associados à educação. 4. No momento em que
todos os protagonistas implicados na tarefa educativa (instituição, professores e os próprios
pais) visarem com responsabilidade à direcção da tarefa que lhes compete, os alunos
aprendem e se desenvolvem sem maiores dificuldades.

Os seres humanos aprendem distinguindo, percebendo as diferenças e as semelhanças. Na


Pedagogia sistémica o que fazemos é ampliar a visão, distinguindo essas diferenças,
desenvolvendo a capacidade de reconhecer a consciência de cada contexto e o quê com ela
se manifesta, de maneira que através dessa sensibilidade possamos passar pela confrontação
de "boas e más" consciências, num espaço de interacções respeitosas em que podemos ver
em todas as direcções, evitando cair na exclusão e na desclassificação, pois no enfoque
sistêmico-fenomenológico nos é permitido perceber que existem verdades universais, que
nada é absolutamente perene e que as pessoas actuam desde as boas intenções por amor;
apesar de que às vezes ambos sejam motivos suficientemente funcionais para o equilíbrio e
bem-estar dos próprios sistemas.

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