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UNIVERSIDADE TIRADENTES

DIRETORIA DE GRADUAÇÃO

RODRIGO COSTA MATOS

DIMENSIONAMENTO DE LAJES DE CONCRETO ARMADO COM DROP PANELS

ARACAJU

2017
RODRIGO COSTA MATOS

DIMENSIONAMENTO DE LAJES DE CONCRETO ARMADO COM DROP PANELS

Trabalho de conclusão de curso


apresentado à Universidade Tiradentes
como um dos pré-requisitos para a
obtenção do grau de bacharel em
Engenharia Civil.

Orientador: Prof.ª MSc. Renata


Campos Escariz
Co-Orientador: Prof. Dr. Thiago
Augustus Remacre Munareto Lima.

ARACAJU

2017
RODRIGO COSTA MATOS

DIMENSIONAMENTO DE LAJES DE CONCRETO ARMADO COM DROP PANELS

Trabalho de conclusão de curso


apresentado à Universidade Tiradentes
como um dos pré-requisitos para a
obtenção do grau de bacharel em
Engenharia Civil.

Aprovada em: _____/ _____ /_____.

Banca Examinadora

________________________________________________________________
Renata Campos Escariz
Universidade Tiradentes - UNIT

________________________________________________________________
Emerson Figueiredo dos Santos
Universidade Tiradentes - UNIT

________________________________________________________________
Virgílio Antônio do Nascimento Cardoso de Faro
Universidade Tiradentes - UNIT
RESUMO

O concreto armado é o principal tipo de estrutura utilizado no Brasil, com


o crescimento das cidades surgiu a necessidade de se ter estruturas maiores e mais
esbeltas, trazendo com ela alguns problemas como o da punção. Para resolver o
problema da punção, foi criado uma solução chamada Drop Panel. A falta de
detalhamento na norma brasileira e nas literaturas específicas na língua portuguesa
é um fator que influencia muito a não adoção de Drop Panel. Neste estudo foi
realizado o dimensionamento de lajes de concreto armado com Drop Panels. Foi
feito um passo a passo detalhado de um dimensionamento de uma laje lisa com
drop panel e após isso foi realizado o desenvolvimento de um software para realizar
este dimensionamento. Com isso pode se observar que a adoção de Drop Panel na
estrutura irá apresentar uma segurança maior à laje em relação à punção e não terá
um custo adicional pela sua utilização, ficando assim recomendado a utilização de
Drop Panel sempre que possível na estrutura.

Palavras-chave: Drop Panel; Lajes Lisas; dimensionamento.


ABSTRACT

Reinforced concrete is the main of structure used in Brazil, with the growth
of cities the need have taller and slenderer structures arose, bringing along with it
some problems such as puncture. To solve the puncture problem it was created a
solution called Drop Panel. The lack of detail in the Brazilian Standard and the
specific literatures in the Portuguese language is a factor that influences the non-
adoption of Drop Panel. In this study, it was carried out the reinforced concrete slabs
design with drop panels. It has being done a detailed step-by-step of a flat slab
design with drop panel and then it has been developed a software to carry out this
design. Thereby, it has been pointed out that the adoption of Drop Panel in the
structure will show a greater safety in the slab in relation to the punch and will not
have an additional cost for its application, thus being recommended to use Drop
Panel whenever possible in the structure.

Keywords: Drop Panel; Flat Slab; design.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1– Estrutura de concreto armado ................................................................... 10

Figura 2 – Laje Maciça com vigas ............................................................................. 14

Figura 3– Laje Nervurada .......................................................................................... 15

Figura 4 – Laje Cogumelo ......................................................................................... 16

Figura 5 – Laje Lisa ................................................................................................... 17

Figura 6 – Rompimento por punção .......................................................................... 18

Figura 7 – Pilar com capitel ...................................................................................... 19

Figura 8 – Laje com drop panel ................................................................................. 19

Figura 9 – Laje com drop panel e pilar com capitel ................................................... 20

Figura 10 – Laje com drop panel ............................................................................... 21

Figura 11 – Lajes divididas em painéis...................................................................... 24

Figura 12 – Zona crítica das lajes no pilar ................................................................. 26

Figura 13 – Laje ........................................................................................................ 27

Figura 14 – Laje com painéis .................................................................................... 28

Figura 15 – Laje com drop panel ............................................................................... 30

Figura 16 – Área crítica do pilar ................................................................................ 32

Figura 17 – Laje com painéis .................................................................................... 41

Figura 18 – Área crítica do pilar ................................................................................ 44

Figura 19 – Software de dimensionamento – Laje plana com drop panel ................. 53

Figura 20 – Software de dimensionamento – Laje plana sem drop panel ................. 54

Figura 21 – Pagina 1 do relatório gerado pelo software ............................................ 55

Figura 22 – Pagina 2 do relatório gerado pelo software ............................................ 56

Figura 23 – Pagina 3 do relatório gerado pelo software ............................................ 57

Figura 24 – Pagina 4 do relatório gerado pelo software ............................................ 58


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Classes agressividade ambiental ............................................................ 11

Tabela 2 – Cobrimento Mínimo ................................................................................. 12

Tabela 3 – Tabela de comparação dos resultados de dimensionamento ................. 64


Sumário
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 8

1.1 Objetivo Geral............................................................................................... 9

1.2 Objetivos Específicos ................................................................................... 9

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.............................................................................. 10

2.1 Concreto Armado ....................................................................................... 10

2.2 Lajes ........................................................................................................... 12

2.2.1 Lajes Maciças ou Comum ...................................................................... 13

2.2.2 Lajes nervuradas .................................................................................... 14

2.2.3 Laje cogumelo ........................................................................................ 15

2.2.4 Laje lisa .................................................................................................. 16

2.3 Punção ....................................................................................................... 17

2.3.1 Reforços em Lajes ................................................................................. 18

2.4 Drop Panels ................................................................................................ 20

2.5 Linguagem C# .NET ................................................................................... 21

3 MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................ 22

3.1 O estudo de caso ....................................................................................... 22

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES ...................................................................... 27

4.1 Dimensionamento de uma laje lisa com Drop Panel .................................. 27

4.2 Dimensionamento de uma laje lisa sem Drop Panel .................................. 41

4.3 Drop Panel Design ..................................................................................... 52

4.3.1 O Programa ............................................................................................ 53

4.3.2 O algoritmo ............................................................................................. 59

4.4 Discussão dos resultados ........................................................................... 63

5 CONCLUSÃO ................................................................................................... 66
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. 67
8

1 INTRODUÇÃO

O concreto armado é o principal tipo de estrutura utilizado no Brasil,


sendo composto por uma armadura de aço e concreto que é obtido através da
mistura de cimento, areia, brita e água. Este tipo de estrutura tem uma vantagem
muito grande sobre os demais tipos de estruturas, aço e madeira, pois ela apresenta
um bom custo benefício para a construção, baixa manutenção e alta durabilidade,
desde que seja executado de maneira satisfatória, obedecendo todas as diretrizes
definidas nas normas brasileiras.

Com o desenvolvimento das cidades cada vez mais são realizadas


construções maiores e mais esbeltas, surgindo assim uma necessidade de obtenção
de uma estrutura que tenha uma maior facilidade na sua construção, com um custo
acessível, que apresente uma boa funcionalidade e aparência ao término da
construção. Foi aí que começaram a surgir os diferentes tipos de lajes, como as
lajes lisas, que apresentam uma boa modularidade no pavimento pois é possível ter
grandes vãos livres sem vigas; as lajes nervuradas e cogumelos, que foram
desenvolvidas para economizar no custo da construção pois é possível aumentar os
vãos entre as vigas, ou até mesmo suprimi-las, e diminuir o consumo de concreto e
armadura da estrutura (CARVALHO E PINHEIRO, 2013).

Com o início da adoção desses tipos de lajes começou a surgir um


problema muito sério que era o colapso da laje na região próxima ao pilar, este
problema foi chamado de punção. Para evitar que acontecesse a punção do pilar na
laje foram desenvolvidas algumas maneiras de combate, que são: reforços metálicos
na região do pilar, capitéis e Drop Panels.

A utilização de lajes lisas é muito difundida nos Estados Unidos da


América, na Europa e na Índia. Já no Brasil a utilização deste tipo de estrutura é
muito baixa, sendo somente utilizadas em casos pontuais, onde não há outro tipo de
estrutura compatível.

Em Aracaju existe um caso relatado de utilização de lajes lisa e ainda


com a adoção de Drop Panels, que foi no edifício Mansão Monet, no pavimento da
garagem. Devido a detalhes arquitetônicos foi necessário a sua adoção. A pouca
utilização de lajes lisas é devido mais a fatores culturais do que fatores construtivos,
pois a sua execução é até mais simples do que uma laje maciça.
9

A utilização de estruturas com lajes lisas e Dropdown Panels é muito


pouco difundida no Brasil, sendo somente utilizada em casos particulares quando o
arquiteto ou engenheiro decide adotar. Outro fator que atenua a adoção desse tipo
de estrutura é a falta de detalhamento pela norma brasileira e de literatura especifica
na língua portuguesa baseada na norma. Devido a esses fatos, surgiu um interesse
em pesquisar o processo de dimensionamento de uma estrutura utilizando lajes lisas
e Dropdown Panels, verificando as vantagens e desvantagens da sua utilização.

1.1 Objetivo Geral

Desenvolver um software para dimensionar estruturas de concreto


armado com drop panels.

1.2 Objetivos Específicos

 Estudar punção em Laje/Pilares

 Calcular o dimensionamento de uma estrutura com Drop Panels

 Desenvolver um software na linguagem C# .NET para cálculo de


armação do Dropdown Panel.
10

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Concreto Armado

O concreto para Botelho (2009, p. 8), é a mistura de cimento, água,


agregado miúdo (areia) e agregado graúdo (brita). Através da mistura desses
componentes obtém-se um composto com capacidade de ser moldado de qualquer
forma e que após algumas horas endurece tornando-se uma pedra artificial. O
concreto tem uma boa resistência à compressão, mas apresenta baixa resistência à
tração, isso impossibilita a sua utilização pura, sendo necessária adição de barras
de aço para combater esses esforços e aí é que surge o concreto armado.

O concreto armado surgiu no século XIX na Europa, sendo utilizado para


a confecção de um barco e posteriormente na construção de vasos ornamentais.
Após isso, notou-se um grande potencial construtivo e começou a se utilizar o
concreto armado na construção civil (BOTELHO, 2009, p.41).

O sistema estrutural básico utilizado nas construções de hoje em dia é


composto por lajes, vigas, pilares e fundações, ver Figura 1. As Lajes recebem todo
o carregamento das paredes, pisos, móveis e pessoas acima delas e transfere
esses esforços para as vigas, que absorvem esses carregamentos e transferem
para os pilares, que têm a função de receber os esforços provenientes das vigas e
estabilizar a estrutura. A fundação recebe o carregamento dos pilares e descarrega
no solo (BOTELHO, 2009, p.19-27).

Figura 1– Estrutura de concreto armado

Fonte: http://imejunior.com.br, 2017.


11

No Brasil as estruturas de concreto armado têm de seguir todas as


diretrizes definida na NBR 6118 (2014, p. 19), que estabelece todos os limites
mínimos e máximos, tipos de concretos permitidos, classe de agressividade,
espessura mínima de lajes e vigas, tamanhos mínimos de pilares, modos de
dimensionamento e de execução desse tipo de estrutura.

Segundo a NBR 6118 (2014), são estabelecidos alguns requisitos de


qualidade necessários para a execução de estruturas de concreto armado que são:
capacidade resistente, que consiste na segurança a ruptura; desempenho em
serviço, que é a capacidade da estrutura se manter intacta durante a sua vida útil e
durabilidade, que é a capacidade da estrutura resistir às intempéries. As estruturas
de concreto armado devem ser projetadas e construídas baseadas nas condições
ambientais do local e têm de preservar a segurança, estabilidade e aptidão durante
a vida útil da estrutura.

Ainda segundo a NBR 6118 (2014), para combater as intempéries a qual


a estrutura será submetida, que podem estar relacionadas a ações físicas ou
químicas, são definidas diretrizes para classificar o tipo de agressividade que a
estrutura poderá sofrer, ver Tabela 1. Para realizar essa classificação é observado o
local a onde a estrutura será edificada, que pode ser em uma zona rural, submersa,
urbana, marinha, industrial e respingos de maré, com esse dado a classificação se
dá por fraca a muito forte.

Tabela 1 – Classes agressividade ambiental

Classe de
Classificação geral do tipo de Risco de deterioração da
Agressividade Agressividade
ambiente para efeito de projeto estrutura
ambiental
Rural
I Fraca Insignificante
Submersa
II Moderada urbana Pequeno
Marinha
III Forte Grande
Industrial
Industrial
IV Muito Forte Elevado
Respingos de maré
Fonte: adaptado da NBR 6118(2014)
12

Após a obtenção da classe de agressividade do meio em qual a estrutura


vai ser executada é definido o cobrimento mínimo de concreto para que os agentes
físicos ou químicos não consigam atingir a armadura da estrutura, conforme a
Tabela 2 (NBR 6118, 2014, p.20).

Tabela 2 – Cobrimento Mínimo

Classe de Agressividade Ambiental


Componente ou
Tipo de Estrutura
Elemento
I II III IV
Cobrimento Nominal em mm
Laje 20 25 35 45
Viga/Pilar 25 30 40 50
Concreto Armado
Elementos estruturais
30 40 50
em contato com o solo
Laje 25 30 40 50
Concreto Protendido
Viga/Pilar 30 35 45 55
Fonte: Adaptado da NBR 6118 (2014)

A propriedade mais importante do concreto é a sua resistência, porém


outras características podem ser verificadas, como a durabilidade, impermeabilidade
e a estabilidade de volume, para saber se o concreto é de qualidade e se atende às
características do local a onde ele vai ser utilizado, (NEVILLE E BROOKS, 2013).

O concreto utilizado hoje em dia, é identificado por sua resistência final,


por exemplo um concreto da classe C25, significa que após 28 dias da moldagem
desse concreto ele deverá ter 25 MPa de resistência a compressão; como um C50
deverá ter uma resistência final de 50 MPa após 28 dias (NBR 6118, 2014).

O desenvolvimento do traço do concreto para a obtenção de uma


resistência esperada é estabelecido pela norma NBR 12655 (2015), que define todo
o procedimento necessário para a obtenção de um concreto que resista ao meio
onde ele vai ser utilizado e que tenha todas as características necessárias para
atender às necessidades da estrutura a ser construída.

2.2 Lajes

As lajes são estruturas maciças que recebem todo o carregamento acima


delas, como a carga acidental que é a carga que é aplicada na edificação após a
construção como móveis, utensílios e pessoas. Já a carga do peso próprio, consiste
13

no peso do concreto armado, 2500 kN/m², que estão presentes nas lajes vigas,
pilares e fundações. Também são consideradas as alvenarias realizadas acima da
laje, essas podendo variar a depender do tamanho e tipo do bloco utilizado
(BOTELHO, 2009).

Segundo o item 13.2.4 da NBR 6118 (2014, p. 74), as lajes devem ter
uma espessura mínima mesmo que os esforços existentes acima delas não
necessitem dessa espessura para resistir. É definido 7 cm para lajes de cobertura
sem balanço, 8 cm para lajes de pisos sem balanço, 10 cm para lajes em balanço,
10 cm para lajes com circulação de veículos com peso total de até 30 kN, 12 cm
para lajes com circulação de veículos com peso total maior 30 kN, 15 cm para lajes
protendidas apoiadas em vigas, 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes
cogumelos.

A lajes podem ser classificadas em 4 tipos: lajes maciças ou comum, lajes


nervuradas, lajes lisas e lajes cogumelos.

2.2.1 Lajes Maciças ou Comum

Segundo Carvalho e Pinheiro (2013), as lajes maciças apresentam o


sistema de funcionamento básico, que consiste na transferência das cargas de
revestimento, peso próprio, acidental e de pessoas acima delas para as vigas que
descarregam para os pilares e posteriormente para a fundação, conforme é
demostrando na Figura 2. Seguindo o sistema básico mostrado anteriormente laje,
viga, pilar e fundação.
14

Figura 2 – Laje Maciça com vigas

Fonte: https://casaeconstrucao.org, 2017.

2.2.2 Lajes nervuradas

Segundo o item 14.7.7 da NBR 6118 (2014, p.97), são lajes cuja a zona
de tração para momentos positivos está localizada na região da nervura onde pode
ser colocado material inerte.

Para Carvalho e Pinheiro (2013), a laje nervurada é uma ideia simples e


que gera uma economia pois nesse modelo há uma pequena região de concreto
comprimido e uma grande porção abaixo da linha neutra tracionada. Como sabemos
que o concreto não resiste à tração, quem fará o trabalho de combate a essa tração
são as armaduras, então como esse concreto abaixo da linha neutra é indiferente
para a resistência da laje, é possível substituir uma parte desse concreto por um
material inerte ou vazado. Ou seja, mais leve e barato que o concreto (Figura 3).
15

Figura 3– Laje Nervurada

Fonte: http://www.ecivilnet.com, 2017.

Ela é muito utilizada para vencer grandes vãos e pode ser protendida.
Possui a característica de ter vão livres, já que as vigas ficam embutidas nas lajes,
tornando uma estrutura mais adaptável e bonita, (BASTOS, 2012).

2.2.3 Laje cogumelo

Segundo o item 14.7.8 da NBR 6118 (2014, p. 97), a laje cogumelo é uma
laje que se apoia diretamente nos pilares, ou seja, é uma derivação da laje
nervurada cujas vigas são suprimidas (Figura 4).
16

Figura 4 – Laje Cogumelo

Fonte: https://www.aecweb.com.br, 2017.

2.2.4 Laje lisa

Segundo Carvalho e Pinheiro (2013), as lajes lisas são estruturas onde as


vigas são suprimidas e as lajes descarregam o seu peso diretamente aos pilares
(Figura 5), tornando a estrutura mais esbelta. Na laje lisa devido ao suprimento das
vigas existe um esforço cortante muito grande, que gera uma tensão de
cisalhamento considerável e que podem causar sérios problemas estruturais, até
mesmo o rompimento da laje nessa região. Esse fenômeno é chamado de efeito de
punção, alguns recursos são utilizados para combater esses esforços de punção
quando eles forem muito grandes, como capitéis e Drop Panels.

As lajes lisas trazem algumas vantagens se comparadas com a laje


maciça com vigas, são elas: possibilidade maior de rearranjos da disposição
arquitetônica dos ambientes, facilidade na execução de cimbramento, formas e
concretagem. Contudo existem algumas desvantagens que devem ser levadas em
consideração que são a possibilidade de deslocamentos laterais das lajes, a
instabilidade global da edificação à ações laterais e à punção (CARVALHO E
PINHEIRO, 2013).
17

Figura 5 – Laje Lisa

Fonte: http://www.sinhoroto.eng.br, 2017.

2.3 Punção

Punção é a tendência de uma força ou carregamento concentrado em um


local perfurar a laje, é a tensão de cisalhamento que é gerada numa laje apoiada
num pilar, conforme a Figura 6. Esse fenômeno ocorre geralmente em lajes sem
vigas, como as lajes lisas e cogumelos, e tem característica de ser uma ruptura
repentina e sem avisos prévios como rachaduras e deformações na estrutura. Esse
fenômeno de punção se não for verificado no dimensionamento de uma estrutura
pode trazer consequências muito sérias, como a ruína da estrutura. Foram
realizados vários ensaios em lajes simétricas com pilares internos e foi observado
que a ruptura por punção se dava sempre em um ângulo de 30º a 35º (CARVALHO
E PINHEIRO, 2013).
18

Figura 6 – Rompimento por punção

Fonte: http://faq.altoqi.com.br, 2017.

Ainda segundo Carvalho e Pinheiro (2013), algumas soluções


podem ser adotadas para combater esse efeito e evitar a ruina da estrutura:

 Aumentar a espessura da laje

 Utilizar reforços de lajes como Capiteis e Drop Panels (ábacos).

 Utilizar vigas nas bordas das estruturas

 Utilizar lajes em balanço, evitando pilares de borda ou canto

 Utilizar armadura especifica para combater a punção

2.3.1 Reforços em Lajes

Os reforços de lajes, capiteis e Drop Panels, são artifícios desenvolvidos


para se contornar o efeito de punção que o pilar faz na laje. O capitel consiste em
aumentar a seção do pilar quando ele chega próximo à laje a fim de aumentar a área
de contado entre a laje e o pilar fazendo com que a tensão de cisalhamento seja
distribuída em uma área maior e assim faça com que diminua o efeito da punção
(CARVALHO E PINHEIRO, 2013, p. 93), ver Figura 7.
19

Figura 7 – Pilar com capitel

Fonte: http://www.ebah.com.br/, 2017

O Drop Panel também é uma solução de combate a punção como o


capitel, mas ele apresenta uma vantagem de ter uma estética melhor que a do
capitel (CARVALHO E PINHEIRO, 2013, p. 93), ver Figura 8.

Figura 8 – Laje com drop panel

Fonte: https://qph.ec.quoracdn.net, 2017.


20

É possível também, caso a tensão de cisalhamento seja muito grande ou


quando os requisitos do projeto arquitetônico não permitem um capitel ou um Drop
Panel de grandes dimensões, a adoção de um arranjo de Drop Panel com capitel,
conforme a Figura 9 (CARVALHO E PINHEIRO, 2013, p. 94).

Figura 9 – Laje com drop panel e pilar com capitel

Fonte: https://civildigital.com, 2017.

2.4 Drop Panels

Drop Panel ou ábaco, como é chamado na NBR 6118 (2014), é uma


projeção abaixo da laje na região próxima dos pilares, conforme Figura 10, sendo
utilizada para combater os momentos gerados pela laje no pilar ou para obter a
espessura mínima requerida pela norma regulamentadora ou para combater a
tensão de cisalhamento que o pilar exerce na laje (ACI 318-14, 2014).
21

Figura 10 – Laje com drop panel

Fonte: https://www.structurepoint.org, 2017.

2.5 Linguagem C# .NET

O C# é uma linguagem de programação de alto nível que foi baseada nas


linguagens de programação C e C++. Surgiu em meados do ano 2000 e foi
desenvolvida pela Microsoft, ela é baseada em orientação a objetos e fortemente
tipada. Esta linguagem é executada pelo .NET framework, é possível desenvolver
aplicações de vários tipos como clientes para o Windows, serviços Web XML,
aplicativos clientes-servidor, podendo este ser do tipo desktop, que é executado
localmente ou tipo web, que são executados no servidor e enviam somente
resultados para o usuário solicitante, WAGNER (2017).
22

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 O estudo de caso

O estudo abordou todo o processo que é utilizado para realizar o


dimensionamento de uma estrutura utilizando lajes lisas com Drop Panel e de uma
estrutura utilizando lajes lisas sem Drop Panel. Abaixo foram feitas algumas
considerações e detalhamentos essenciais para o dimensionamento de estruturas
utilizando drop panel, após isto é realizado um passo a passo detalhado de um
dimensionamento de uma laje com e sem drop panel.

A utilização de lajes lisa, sem vigas, é muito pouco difundida no Brasil e a


norma regulamentadora do país que é a NBR 6118 (2014) não traz uma abordagem
clara e específica sobre o determinado assunto e suas derivações, como é o caso
do Drop Panel, que é utilizado para combater a punção nestes tipos de lajes. Devido
a esse fato, foi necessário recorrer às normas regulamentadoras de estruturas de
concreto armado Americana, a ACI 318-14, e a norma regulamentadora de
estruturas de concreto armado Indiana, a IS 456:2000, para se obter dados
necessários para o dimensionamento desse tipo de estrutura.

Como nos Estados Unidos da América o sistema de unidades de medida


é o imperial e a ACI-318-14 é baseada nesse sistema, foi recorrido ao método de
cálculo definido pela norma da Índia, IS-456:2000, que é baseada na ACI-318-14 e
possui o sistema métrico igual ao do Brasil, mas com um perfil mais cauteloso, ou
seja, são adotados coeficientes de segurança maiores para os dimensionamentos,
fazendo com que se tenha mais segurança na hora do dimensionamento.

Segundo a ACI 318-14 (2014), a espessura mínima do Drop Panel deve


ser um quarto da espessura da laje na qual ele será utilizado. Já o comprimento e
largura devem ser no mínimo de um sexto do comprimento da laje, do centro do pilar
às laterais. Os Drop Panels devem ser sempre utilizados em formato quadrado ou
retangular e podem ser utilizados com diversos arranjos como: lajes planas com
pilares de bordas com Drop Panels, lajes planas com Drop Panels e pilares internos,
lajes planas com Drop Panel e vigas nas bordas apoiadas nos pilares de borda,
entre outras combinações.

Segundo a IS-456:2000 (2007), para determinação da espessura de uma


laje com Drop Panel, é utilizada a dimensão do maior lado da laje, em milímetros,
23

divido por 32. Já para uma laje lisa sem Drop Panel é utilizado um fator de
segurança de 0,9 multiplicado por 32 totalizando 28,8. Utiliza-se a dimensão do
maior lado da laje, em milímetros e divide por 28,8, obtendo a espessura inicial da
laje.

Ainda segundo a IS-456:2000 (2007), é considerada uma espessura


mínima de 12,5 cm, mas essa espessura é inferior à definida pela NBR-6118 que é
de 16 cm para lajes lisas, como esse estudo é para ser utilizado em território
brasileiro, é necessário primeiramente atender todas as premissas propostas pela
norma brasileira. Sendo assim fica adotado uma espessura mínima de 16 cm para
lajes lisas com ou sem Drop Panel.

O dimensionamento para determinação do momento fletor e da força de


cisalhamento pode ser realizado de duas maneiras: através do método direto ou
pelo método Equivalent Frame.

Será utilizado o método de dimensionamento direto, com isso existe


algumas considerações a serem obedecidas para que o dimensionamento seja feito
de forma correta e não traga problemas futuros. Devem-se seguir as seguintes
premissas: é necessário que a laje possa ser dividida em 3 partes iguais, chamadas
de painéis; a laje deve ser retangular e a divisão do maior vão pelo menor vão deve
ser menor que 2; os painéis de laje sucessivos não podem diferir mais de um terço
do seu tamanho; a carga acidental não pode exceder três vezes o valor da carga de
revestimento somado com carga de alvenaria e a carga do peso próprio; os painéis
de borda devem ser menores ou iguais que os painéis internos e só é permitido o
deslocamento de no máximo 10% da direção dos pilares, tornando a estrutura a
mais simétrica possível ( BHAVIKATTI, 2008).

Para ACI 318-14 (2014), a laje é dívida em 4 partes (Figura 11). A divisão
é feita no sentido do eixo y do plano cartesiano e se estende do meio do pilar no
eixo y ao meio do pilar seguinte. São divididos em painéis coluna e painéis
intermediários, sendo que o painel coluna deve possuir um tamanho máximo de até
um quarto do tamanho da laje.
24

Figura 11 – Lajes divididas em painéis

Fonte: Acervo pessoal.

Após a divisão da laje em painéis, é realizado o cálculo de momento


𝑞𝑡 𝑙1 𝑙𝑛 2
através da formula 𝑀0 = , onde qt representa o carregamento total
8
presente na estrutura, incluso o peso próprio, carga acidental e carga de
revestimento, o Ln representa a distância da face de um pilar a face do pilar seguinte
no eixo y e o L1 é a distância do centro de um pilar ao centro de outro pilar no eixo x
(ACI 318-14, 2014).

Para a ACI 318-14 (2014) item 8.10, utilizando o método de


dimensionamento direto, o momento encontrado 𝑀0 , momento estático, deve ser
distribuído conforme o tipo de estrutura e local a onde terá esse momento, para lajes
lisas e painéis internos e externos, o momento negativo representa 65% de M0 e
para o momento positivo representa 35% de M0. Após encontrar o Mu positivo e
negativo da laje é feita a distribuição desses esforços entre os painéis coluna e
intermediário, essa distribuição é baseada em estudos realizados por Gamble
(1972), no qual verificou os momentos em lajes lineares. Para o momento negativo
em painéis colunas é adotado um percentual de 75% do Mu, sobrando 25% de Mu
para o momento negativo do painel intermediário, já para o momento positivo do
25

painel coluna é adotado um percentual de 60% do Mu, sobrando 40% para o painel
intermediário.

A NBR 6118 (2014, p. 97) no item 14.7.8 faz somente uma breve menção
sobre a divisão das lajes em painéis e a divisão do momento e seus percentuais.
Deve ser considerado a carga total para cada pórtico e deve obedecer aos seguintes
dados: 45% da carga total do momento positivo paras as faixas internas, 27,5% da
carga total do momento positivo para cada faixa externa, 25% da carga total do
momento negativo para as faixas internas e 37,5% da carga total do momento
negativo para cada faixa externa.

Devido ao baixo grau de detalhamento feito pela NBR 6118 (2014) e à


grande variedade de arranjos possíveis com lajes lisas e Drop Panels, será adotado
a divisão dos painéis e os percentuais de momentos explicitados pela norma
americana, ACI 318-14, devido ao fato dela distinguir e detalhar melhor a divisão dos
painéis e percentuais que devem ser utilizados para cada tipo de arranjo, trazendo
assim uma maior segurança ao projetista estrutural.

É necessário também realizar a verificação da tensão de cisalhamento


para garantir que a laje irá resistir à punção. Para a ACI 318-14 (2014) item 22.6, a
𝑑
zona crítica de esforço de cisalhamento de uma laje está localizada a do pilar,
2
conforme Figura 12, sendo d a espessura efetiva utilizada na laje. É a espessura da
laje sem considerar o recobrimento. É feita uma verificação do esforço de
𝑉
cisalhamento neste local, através da formula 𝜏𝑣 = , sendo V a força de
𝑏0 𝑑

cisalhamento, b0 o perímetro da área crítica ao redor do pilar e d é a espessura


efetiva da laje. Agora é encontrada a tensão de cisalhamento do concreto utilizado

na laje, através da formula 𝜏𝑐 = 0,25 √𝑓𝑐𝑘 . Após encontrada a tensão de


cisalhamento do concreto, é feita a comparação para ver se a laje irá resistir a
punção, 𝜏𝑣 < 𝜏𝑐 . Caso a tensão de cisalhamento da laje seja maior em até 1,5 da
tensão de cisalhamento do concreto podem ser adotados reforços estruturais com a
utilização de estribos e studs para combater esses efeitos, caso ela seja superior a
1,5 da tensão de cisalhamento do concreto a laje deve ser recalculada utilizando
uma espessura maior.
26

Figura 12 – Zona crítica das lajes no pilar

Fonte: BHAVIKATTI, 2008.

Para realizar o dimensionamento de um laje com Drop Panel foi montado


um passo a passo com as seguintes etapas: Divisão da laje em painéis, Encontrar a
espessura mínima da laje, Encontrar a altura do Drop Panel, Encontrar o
comprimento e largura do Drop Panel, Carregamentos, Momento presente na laje,
Verificar se a laje vai suportar o carregamento acima dela, Verificar se a laje resiste
a tensão de cisalhamento na área crítica do pilar (c’) e do drop panel (c’’) , Área de
aço do Painel Coluna - Momento Positivo, Área de aço do Painel Coluna - Momento
Negativo, Área de aço do Painel Intermediário - Momento Positivo, Área de aço do
Painel Intermediário - Momento Negativo.
Após realizado o dimensionamento foi desenvolvido um software para
realizar o cálculo do dimensionamento de maneira automatizada.
27

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 Dimensionamento de uma laje lisa com Drop Panel

Abaixo foi feito um passo a passo para demonstrar como é realizado o


dimensionamento de uma laje com Drop Panel. Será adotada uma laje de 18 m de
largura e 18 m de comprimento, com pilares internos de 50 cm por 50 cm,
simetricamente localizados, será considerada uma carga acidental de 3 kN/m², uma
carga de revestimento de 1 kN/m², uma classe de agressividade III, um concreto de
30 MPa e o aço adotado é o CA 50 (Figura 13).

Figura 13 – Laje

Fonte: Acervo pessoal.

1º Passo - Divisão da laje em painéis

A laje será dividida em 3 partes iguais e os pilares ficarão no meio dos


painéis externos. Realizando a verificação de que o tamanho máximo de um painel
coluna é de ¼ da distância entre um pilar ao próximo (Figura 14).
1
𝑡𝑎𝑚𝑎𝑛ℎ𝑜 𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 < 𝑥 𝑑𝑖𝑠𝑡𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑙𝑎𝑗𝑒
4

1
3 < 𝑥 12,00 - OK
4
28

Figura 14 – Laje com painéis

Fonte: Acervo pessoal.

2º Passo - Encontrar a espessura mínima da laje - 𝒅 𝒆 𝑫

𝑙𝑛
𝑑= (1)
32

𝑙𝑛 6000
𝑑= = = 187,5 𝑚𝑚 = 18,75 𝑐𝑚 ≅ 19 𝑐𝑚
32 32
29

Como a classe de agressividade é nível III, o cobrimento mínimo


recomendando é de 3 cm (30 mm).

𝐷 = 𝑑 + 𝑐𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (2)

𝐷 = 190 + 30 = 220 𝑚𝑚 = 22 𝑐𝑚

3º Passo - Encontrar a altura do Drop Panel - 𝒉𝒅𝒑

ℎ𝑑𝑝 = 0,25 𝑥 𝑑 (3)

ℎ𝑑𝑝 = 0,25 𝑥 190 = 47,5 𝑚𝑚 = 4,75 𝑐𝑚 ≅ 5 𝑐𝑚

ℎ𝑙𝑎𝑗𝑒+𝑑𝑟𝑜𝑝 = 𝐷 + ℎ𝑑𝑝 (4)

ℎ𝑙𝑎𝑗𝑒+𝑑𝑟𝑜𝑝 = 19,0 𝑐𝑚 + 5,00 𝑐𝑚 = 24,0 𝑐𝑚

ℎ𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = 24,0 𝑐𝑚 + 3,00 𝑐𝑚 = 27,0 𝑐𝑚

4º Passo - Encontrar o comprimento e largura do Drop Panel


1
6
𝑥 𝑙1 (5)
1 1
𝑥 𝑙1 = 𝑥 18 = 3,00 𝑚
6 6

1
6
𝑥 𝑙2 (6)
1 1
𝑥 𝑙2 = 𝑥 18 = 3,00 𝑚
6 6

Logo o Drop Panel terá a dimensão de 6 m x 6 m, conforme Figura 15.


30

Figura 15 – Laje com drop panel

Fonte: Acervo pessoal.

5º Passo - Carregamentos

Carga do peso próprio

𝑞𝑝𝑝 = ℎ𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑥 25 (7)

𝑞𝑝𝑝 = 0,27 𝑥 25 = 6,75 𝐾𝑁/𝑚²

Carga de revestimento

𝑞𝑟𝑒𝑣 = 1 𝐾𝑁/𝑚²

Carga acidental

𝑞𝑎𝑐𝑖𝑑 = 3 𝐾𝑁/𝑚²

Carga Total

𝑞𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑞𝑝𝑝 + 𝑞𝑟𝑒𝑣 + 𝑞𝑎𝑐𝑖𝑑 (8)

𝑞𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 6,75 + 1,00 + 3,00 = 10,75 𝐾𝑁/𝑚²


31

É realizada uma majoração de 1,5 da carga total presente na laje, como


medida de segurança, segundo Bhavikatti 2008.

𝑞𝑡 = 10,75 𝑥 1,5 = 16,125 𝐾𝑁/𝑚²

Lembrando que para dimensionamentos efetivos é necessário adotar as


combinações de majoração presentes na NBR 6118-2014.

6º Passo - Momento presente na laje

𝑞𝑡 𝑥 𝑙 1 𝑥 𝑙𝑛 2
𝑀0 = (9)
8

16,125 𝑥 6 𝑥 5,52
𝑀0 = = 365,836 𝐾𝑁. 𝑚 ≅ 366 𝐾𝑁. 𝑚
8

Aplicando o fator de distribuição no momento M0

𝑀𝑢+ = 0,35 𝑥 366 = 128,10 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢− = 0,65 𝑥 366 = 237,90 𝐾𝑁. 𝑚

Dividir os momentos entre os painéis coluna e intermediário

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙+ = 0,60 𝑥 128,10 = 76,86 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟+ = 0,40 𝑥 128,10 = 51,24 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙− = 0,75 𝑥 237,90 = 178,425 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟− = 0,25 𝑥 237,90 = 59,475 𝐾𝑁. 𝑚

7º Passo -Verificar se a laje vai suportar o carregamento acima dela

𝑀𝑢 𝑙𝑖𝑚 = 0,138 𝑥 𝑓𝑐𝑘 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 2 (10)

𝑀𝑢 𝑙𝑖𝑚 = 0,138 𝑥 30 𝑥 3000 𝑥 2402 = 715,392 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑙𝑖𝑚 > 𝑀𝑢 - Verificação passou


32

8º Passo - Verificar se a laje resiste a tensão de cisalhamento na área


crítica do pilar (c’) e do drop panel (c’’)

Verificação da área do pilar

𝑑 240
A área crítica do pilar é = = 120 𝑚𝑚 (Figura 16)
2 2

Figura 16 – Área crítica do pilar

Fonte: Acervo pessoal

𝑉 = 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑎 𝑎𝑟𝑒𝑎 𝑐𝑟𝑖𝑡𝑖𝑐𝑎 (11)

𝑉 = 16,125 𝑥 6 𝑥 6 − 16,125 𝑥 0,74 𝑥 0,74

𝑉 = 571,67 𝐾𝑁

Tensão de cisalhamento da laje


𝑉
𝜏𝑉 = (12)
𝑏0 𝑥 𝑑
33

571,67 𝑥 1000
𝜏𝑉 = = 0,805 𝑁/𝑚𝑚²
4 𝑥 740 𝑥240

Tensão de cisalhamento do concreto

𝜏𝑐 = 0,25 √𝑓𝑐𝑘 (13)

𝜏𝑐 = 0,25 √30 = 1,37 𝑁/𝑚𝑚²

𝜏𝑐 > 𝜏𝑣

A tensão de cisalhamento existente na área cítrica do pilar é inferior a


tensão de cisalhamento do concreto.

Verificação da área crítica do drop panel

𝑑 240
A área crítica do drop panel é = = 120 𝑚𝑚
2 2

𝑉 = 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑎 𝑎𝑟𝑒𝑎 𝑐𝑟𝑖𝑡𝑖𝑐𝑎 (14)

𝑉 = 16,125 𝑥 6 𝑥 6 − 16,125 𝑥 6,24 𝑥 6,24

𝑉 = −47,37 𝐾𝑁

Tensão de cisalhamento da laje


𝑉
𝜏𝑉 = (15)
𝑏0 𝑥 𝑑

−47,37 𝑥 1000
𝜏𝑉 = = −0,0158 𝑁/𝑚𝑚²
2 𝑥 6240 𝑥240

Tensão de cisalhamento do concreto

𝜏𝑐 = 0,25 √𝑓𝑐𝑘 (16)

𝜏𝑐 = 0,25 √30 = 1,37 𝑁/𝑚𝑚²

𝜏𝑐 > 𝜏𝑣
34

A tensão de cisalhamento existente área cítrica do Drop Panel é inferior a


tensão de cisalhamento do concreto.

9º Passo - Área de aço do Painel Coluna - Momento Positivo

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙+ = 76,86 𝐾𝑁. 𝑚 = 7686 𝐾𝑁. 𝑐𝑚

𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 = 𝛾𝑐
(17)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎

𝑓
𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (18)

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (19)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝑀𝑑
𝜇= (20)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

7686
𝜇= = 0,0733
100 𝑥 242 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (21)

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,0733) = 0,0952


35

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (22)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,0952 𝑥 100 𝑥 24 𝑥 = 7,65 𝑐𝑚2 /𝑚
43,48

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (23)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛

Será adotado barras de 12,5mm

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,25²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = = = 1,23 𝑐𝑚²
4 4

7,65
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = = 6,21 ≅ 7
1,23

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑞𝑡𝑑 = = 14,28 ≅ 15 𝑐𝑚
𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 7

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 7 𝑥 6 = 42

Armadura positiva em cada painel coluna é: 42 ∅12,5 𝑐/15

10º Passo - Área de aço do Painel Coluna - Momento Negativo

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙− = 178,425 𝐾𝑁. 𝑚 = 17842,5 𝐾𝑁. 𝑐𝑚


36

𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 = 𝛾𝑐
(24)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎

𝑓
𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (25)

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (26)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝑀𝑑
𝜇= (27)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

17842,5
𝜇= = 0,170
100 𝑥 242 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (28)

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,170) = 0,234

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (29)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,234 𝑥 100 𝑥 24 𝑥 = 18,81 𝑐𝑚2 /𝑚
43,48

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (30)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛
37

Será adotado barras de 16 mm

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,6²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = = = 2,01 𝑐𝑚²
4 4

18,81
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = = 9,36 ≅ 10
2,01

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑞𝑡𝑑 = = 10 𝑐𝑚
𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 10

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 10 𝑥 6 = 60

Armadura negativa em cada painel coluna é: 60 ∅16 𝑐/10

11º Passo - Área de aço do Painel Intermediário - Momento Positivo

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟+ = 51,24 𝐾𝑁. 𝑚 = 5124 𝐾𝑁. 𝑐𝑚


𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 = 𝛾𝑐
(31)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎

𝑓
𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (32)

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (33)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²


38

𝑀𝑑
𝜇= (34)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

5124
𝜇= = 0,078
100 𝑥 192 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (35)

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,078) = 0,102

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (36)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,102 𝑥 100 𝑥 19 𝑥 = 6,49 𝑐𝑚2/𝑚
43,48

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (37)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛

Será adotado barras de 12,5 mm

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,25²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = = = 1,23 𝑐𝑚²
4 4

6,49
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 1,23 = 5,27 ≅ 6
39

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑞𝑡𝑑 = = 16,67 ≅ 17 𝑐𝑚
𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 6

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 6 𝑥 6 = 36

Armadura positiva em cada painel intermediário é: 36 ∅12,5 𝑐/17

12º Passo - Área de aço do Painel Intermediário - Momento Negativo

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟− = 59,475 𝐾𝑁. 𝑚 = 5947,5 𝐾𝑁. 𝑐𝑚

𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 =
𝛾𝑐
(38)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎

𝑓
𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (39)

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (40)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝑀𝑑
𝜇= (41)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

5947,5
𝜇= = 0,091
100 𝑥 192 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (42)
40

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,091) = 0,119

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (43)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,119 𝑥 100 𝑥 19 𝑥 = 7,57 𝑐𝑚2/𝑚
43,48

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (44)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛

Será adotado barras de 12,5mm

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,25²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = = = 1,23 𝑐𝑚²
4 4

7,57
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 1,23 = 6,15 ≅ 7

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = = = 14,28 ≅ 15 𝑐𝑚
𝑞𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 7

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 7 𝑥 6 = 42

Armadura negativa em cada painel intermediário é: 42 ∅12,5 𝑐/15


41

4.2 Dimensionamento de uma laje lisa sem Drop Panel

Abaixo foi feito um passo a passo do dimensionamento de uma laje


idêntica ao exemplo anterior, só que não será utilizado o Drop Panel. A laje será de
18 m x 18 m com pilares internos de 50 cm x 50 cm, será adotado o mesmo
tamanho de painel e localização dos pilares do item 4.1, será considerada uma
carga acidental de 3 KN/m², uma carga de revestimento de 1 KN/m², uma classe de
agressividade III, um concreto de 30 MPa e o aço adotado é o CA 50 (Figura 17).

Figura 17 – Laje com painéis

Fonte: Acervo pessoal.


42

1º Passo - Divisão da laje em painéis

A laje será dividida em 3 partes iguais e os pilares ficarão no meio dos


painéis externos. Realizando a verificação de que o tamanho máximo de um painel
coluna é de ¼ da distância entre um pilar ao próximo.
1
𝑡𝑎𝑚𝑎𝑛ℎ𝑜 𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 < 𝑥 𝑑𝑖𝑠𝑡𝑎𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑙𝑎𝑗𝑒
4

1
3 < 𝑥 18 - OK
4

2º Passo - Encontrar a espessura mínima da laje - 𝒅 𝒆 𝑫 -

𝑙𝑛
𝑑= (1)
32 𝑥 0,9

𝑙𝑛 6000
𝑑= = = 208,33 𝑚𝑚 = 20,83 𝑐𝑚 ≅ 21 𝑐𝑚
32 𝑥 0,9 32

Como a classe de agressividade é nível III, o cobrimento mínimo


recomendando é de 3 cm (30 mm).

𝐷 = 𝑑 + 𝑐𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (2)

𝐷 = 21 + 30 = 240 𝑚𝑚 = 24 𝑐𝑚

3º Passo - Carregamentos

Carga do peso próprio

ℎ𝑑𝑝 = 0,25 𝑥 𝑑 (3)

𝑞𝑝𝑝 = 0,24 𝑥 25 = 6,00 𝐾𝑁/𝑚²

Carga de revestimento

𝑞𝑟𝑒𝑣 = 1 𝐾𝑁/𝑚²

Carga acidental

𝑞𝑎𝑐𝑖𝑑 = 3 𝐾𝑁/𝑚²
43

Carga Total

𝑞𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑞𝑝𝑝 + 𝑞𝑟𝑒𝑣 + 𝑞𝑎𝑐𝑖𝑑 (4)

𝑞𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 6,00 + 1,00 + 3,00 = 10,00 𝐾𝑁/𝑚²

É realizada uma majoração de 1,5 da carga total presente na laje, como


medida de segurança, segundo Bhavikatti (2008).

𝑞𝑡 = 10,00 𝑥 1,5 = 15,00 𝐾𝑁/𝑚²

Lembrando que para dimensionamentos efetivos é necessário adotar as


combinações de majoração presentes na NBR 6118 (2014).

4º Passo - Momento presente na laje

𝑞𝑡 𝑥 𝑙 1 𝑥 𝑙𝑛 2
𝑀0 = (5)
8

15,00 𝑥 6 𝑥 5,52
𝑀0 = = 340,31 𝐾𝑁. 𝑚 ≅ 341 𝐾𝑁. 𝑚
8

Aplicando o fator de distribuição no momento M0

𝑀𝑢+ = 0,35 𝑥 341 = 119,35 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢− = 0,65 𝑥 341 = 221,65 𝐾𝑁. 𝑚

Dividir os momentos entre os painéis coluna e intermediário

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙+ = 0,60 𝑥 119,35 = 71,61 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟+ = 0,40 𝑥 119,35 = 47,74 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙− = 0,75 𝑥 221,65 = 166,24 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟− = 0,25 𝑥 221,65 = 55,41 𝐾𝑁. 𝑚


44

5º Passo -Verificar se a laje vai suportar o carregamento a cima dela

𝑀𝑢 𝑙𝑖𝑚 = 0,138 𝑥 𝑓𝑐𝑘 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 2 (6)

𝑀𝑢 𝑙𝑖𝑚 = 0,138 𝑥 30 𝑥 3000 𝑥 2102 = 547,722 𝐾𝑁. 𝑚

𝑀𝑢 𝑙𝑖𝑚 > 𝑀𝑢 - Verificação passou

6º Passo - Verificar se a laje resiste a tensão de cisalhamento na área


crítica do pilar (c’) e do drop panel (c’’)

Verificação da área do pilar

𝑑 210
A área crítica do pilar é = = 105 𝑚𝑚 (Figura 18)
2 2

Figura 18 – Área crítica do pilar

Fonte: Acervo pessoal.


45

𝑉 = 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑎 𝑎𝑟𝑒𝑎 𝑐𝑟𝑖𝑡𝑖𝑐𝑎 (7)

𝑉 = 15 𝑥 6 𝑥 6 − 15 𝑥 0,71 𝑥 0,71

𝑉 = 532,44 𝐾𝑁

Tensão de cisalhamento da laje


𝑉
𝜏𝑉 = (8)
𝑏0 𝑥 𝑑

532,44 𝑥 1000
𝜏𝑉 = = 0,893 𝑁/𝑚𝑚²
4 𝑥 710 𝑥210

Tensão de cisalhamento do concreto

𝜏𝑐 = 0,25 √𝑓𝑐𝑘 (9)

𝜏𝑐 = 0,25 √30 = 1,37 𝑁/𝑚𝑚²

𝜏𝑐 > 𝜏𝑣

A tensão de cisalhamento existente área cítrica do pilar é inferior a tensão


de cisalhamento do concreto.

7º Passo - Área de aço do Painel Coluna - Momento Positivo

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙+ = 71,61 𝐾𝑁. 𝑚 = 7161 𝐾𝑁. 𝑐𝑚

𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 = 𝛾𝑐
(10)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎
46

𝑓 𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (11)

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (12)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝑀𝑑
𝜇= (13)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

7161
𝜇= = 0,0892
100 𝑥 212 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (14)

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,0892) = 0,117

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (15)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,117 𝑥 100 𝑥 21 𝑥 = 8,23 𝑐𝑚2/𝑚
43,48

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (16)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛

Será adotado barras de 12,5mm


47

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,25²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = = = 1,23 𝑐𝑚²
4 4

8,23
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 1,23 = 6,69 ≅ 7

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑞𝑡𝑑 = = 14,28 ≅ 15 𝑐𝑚
𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 7

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 7 𝑥 6 = 42

Armadura positiva em cada painel coluna é: 42 ∅12,5 𝑐/15

8 º Passo - Área de aço do Painel Coluna - Momento Negativo

𝑀𝑢 𝑐𝑜𝑙− = 166,24 𝐾𝑁. 𝑚 = 16624 𝐾𝑁. 𝑐𝑚

𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 = 𝛾𝑐
(17)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎

𝑓
𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (18)

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (19)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²


48

𝑀𝑑
𝜇= (20)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

16624
𝜇= = 0,207
100 𝑥 212 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (21)

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,207) = 0,293

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (22)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,293 𝑥 100 𝑥 21 𝑥 = 20,60 𝑐𝑚2 /𝑚
43,48

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (23)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛

Será adotado barras de 16mm

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,6²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = = = 2,01 𝑐𝑚²
4 4

20,60
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = = 10,24 ≅ 10
2,01

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑞𝑡𝑑 = = 10 ≅ 10 𝑐𝑚
𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 10

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 10 𝑥 6 = 60


49

Armadura negativa em cada painel coluna é: 60 ∅16 𝑐/10

9º Passo - Área de aço do Painel Intermediário – Momento Positivo

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟+ = 47,74 𝐾𝑁. 𝑚 = 4774 𝐾𝑁. 𝑐𝑚


𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 =
𝛾𝑐
(24)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎

𝑓
𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (25)

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (26)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝑀𝑑
𝜇= (27)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

4774
𝜇= = 0,0595
100 𝑥 212 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (28)

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,0595) = 0,077

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (29)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,077 𝑥 100 𝑥 21 𝑥 = 5,41 𝑐𝑚2/𝑚
43,48
50

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (30)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛

Será adotado barras de 12,5mm

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,25²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = = = 1,23 𝑐𝑚²
4 4

5,41
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 1,23 = 4,40 ≅ 5

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑞𝑡𝑑 = = 20 𝑐𝑚
𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 5

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 5 𝑥 6 = 30

Armadura positiva em cada painel intermediário é: 30 ∅12,5 𝑐/20

10º Passo - Área de aço do Painel Intermediário – Momento Negativo

𝑀𝑢 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟− = 55,41 𝐾𝑁. 𝑚 = 5541 𝐾𝑁. 𝑐𝑚

𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 = 𝛾𝑐
(31)

30
𝑓𝑐𝑑 = 1,4 = 21,42 𝑀𝑃𝑎

𝑓
𝑦𝑘
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 (32)
51

50
𝑓𝑦𝑑 = 1,15 = 43,48 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 𝑓𝑐𝑑 (33)

𝜎𝑐𝑑 = 0,85 𝑥 21,42 = 18,21 𝑀𝑃𝑎 = 1,82 𝐾𝑁/𝑐𝑚²

𝑀𝑑
𝜇= (34)
𝑏 𝑑2 𝜎𝑐𝑑

5541
𝜇= = 0,069
100 𝑥 212 𝑥 1,82

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 𝜇) (35)

𝜉 = 1,25 (1 − √1 − 2 𝑥 0,068) = 0,089

𝜎𝑐𝑑
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 𝜉 𝑥 𝑏 𝑥 𝑑 𝑥 (36)
𝑓𝑦𝑑

1,82
𝐴𝑠 = 0,8 𝑥 0,089 𝑥 100 𝑥 19 𝑥 = 6,26 𝑐𝑚2/𝑚
43,48

Área de aço mínimo

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 (37)

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌 𝑥 𝑑 = 0,17 𝑥 24 = 4,08 𝑐𝑚2 /𝑚

𝐴𝑠 > 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛

Será adotado barras de 12,5mm

𝜋 𝑥 𝑑² 𝜋 𝑥 1,25²
𝐴1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 = 4
= 4
= 1,23 𝑐𝑚²
52

6,26
𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 1,23 = 5,09 ≅ 6

100 100
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑞𝑡𝑑 = = 16,67 ≅ 17 𝑐𝑚
𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 6

𝑄𝑡𝑑𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑡𝑑𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑥 𝑡𝑎𝑚𝑝𝑎𝑖𝑛𝑒𝑙 = 6 𝑥 6 = 36

Armadura negativa em cada painel intermediário é: 36 ∅12,5 𝑐/17

4.3 Drop Panel Design

Foi desenvolvido um software para realizar o cálculo automatizado de


uma laje com e sem Drop Panel chamado DROP PANEL DESIGN baseado na
plataforma .NET utilizando a linguagem C#, no modelo cliente-servidor e apresenta-
se como um website. Nesse software é feito o cálculo de dimensionamento de uma
laje lisa apoiada em 4 pilares internos e sem vigas nas bordas, pelo método direto
baseado nas normas ACI 318-14, IS-456:2000 e NBR 6118 (2014).

São necessárias algumas informações básicas para realizar o


dimensionamento, que são: dimensão da laje, esta tendo que obedecer a relação de
inferior a 2 da divisão do maior comprimento pelo menor; o tamanho do pilar, sendo
adotado pilares quadrados devido ao formato da laje; o tipo do concreto utilizado; a
classe de agressividade do meio; a carga acidental e a carga de revestimento.

É emitido um relatório no formato PDF com todos os dados solicitados


para o dimensionamento e os resultados obtidos como: espessura da laje,
espessura do Drop Panel, tamanho do Drop Panel, momentos presentes na laje e
detalhamento da armadura.

Existem dois tipos de dimensionamento, o de lajes utilizando Drop Panels


e o de lajes lisas, este último foi feito com o intuito de comparar os resultados
obtidos nas lajes com Drop Panel e verificar se é vantajoso a utilização de Drop
Panels ou não. O funcionamento do site para os dois tipos de dimensionamento é
53

igual, sendo necessário informar os mesmos dados que foram informados no


dimensionamento de lajes com Drop Panels para realizar o cálculo de lajes lisas.

4.3.1 O Programa

Na Figura 19 tem a tela do programa em qual se realiza o cálculo de uma


laje plana utilizando drop panel, nela é necessário informar o tamanho da laje, pilar,
classe de agressividade, tipo do concreto e carregamentos.

Figura 19 – Software de dimensionamento – Laje plana com drop panel

Fonte: Acervo pessoal.

Na Figura 20 tem a tela do programa em qual se realiza o cálculo de uma


laje plana sem drop panel.
54

Figura 20 – Software de dimensionamento – Laje plana sem drop panel

Fonte: Acervo pessoal.

Abaixo seguem imagens do resultado do dimensionamento que é gerado


pelo software, na Figura 21 temos a 1ª pagina do relatório na qual detalha os dados
informados para o dimensionamento, a espessura e tamanho do drop panel e os
momentos encontrado em cada painel.
55

Figura 21 – Pagina 1 do relatório gerado pelo software

Fonte: Acervo pessoal.


56

Na Figura 22 é a 2ª pagina do relatório, nela é exibida o detalhe da


armadura positiva da laje.

Figura 22 – Pagina 2 do relatório gerado pelo software

Fonte: Acervo pessoal.


57

Na Figura 23 é a 3ª pagina do relatório, nela é exibida o detalhe da


armadura negativa da laje.

Figura 23 – Pagina 3 do relatório gerado pelo software

Fonte: Acervo pessoal.


58

Na Figura 24 é a 4ª pagina do relatório, nela é exibida o detalhe de corte


da transversal da laje.

Figura 24 – Pagina 4 do relatório gerado pelo software

Fonte: Acervo pessoal.


59

4.3.2 O algoritmo

O algoritmo utilizado para realizar o cálculo de dimensionamento foi


desenvolvido especificamente para este estudo, sendo elaborado por Rodrigo Costa
Matos que possui mais de 5 anos de experiência na área de programação. Não foi
utilizado qualquer trecho de outro algoritmo de terceiros ou API’s (Application
Programming Interface). São códigos utilizados para automatizar a execução e evitar
a repetição e reimplementação de códigos.

Segue abaixo o código que foi desenvolvido:

Boolean passouMomentoLimite = false;


double tamanhoLajeX = Convert.ToDouble(txtTamLaje.Text);
double tamanhoLajeY = Convert.ToDouble(txtTamLaje2.Text);
double tamanhopilar = Convert.ToDouble(txtTamPilar.Text);
double qCargaAcidental = Convert.ToDouble(txtCargaAcidental.Text);
double qCargaRevestimento = Convert.ToDouble(txtCargaRevestimento.Text);
int tipoConcreto = Convert.ToInt32(ddlTipoConcreto.SelectedValue);
int classeAgressividade = Convert.ToInt32(ddlClasseAgressivdade.SelectedValue);
double qTotal = 0;
double qPesoProprio;
double alturaUtilLaje;
double alturaFinalLaje = 0;
double alturaUtilDropPanel = 0;
double alturaFinalDropPanel = 0;
double tamDropPanelX = 0;
double tamDropPanelY = 0;
double alturaDropPanel = 0;
double ln;
double carregamentoTotal;
double momento;
double momentoPositivo;
double momentoNegativo;
double momentoPositivoColuna = 0;
double momentoNegativoColuna = 0;
double momentoPositivoIntermediario = 0;
double momentoNegativoIntermediario = 0;
double momentoLimite;
double areaCriticaPilar;
double vPilar;
double tensaoVPilar;
double tensaoC;
double areaCriticaDropX;
double areaCriticaDropY;
double vDrop;
double tensaoVDrop;
double verTamLaje;
double tamanhoPainelX;
double tamanhoPainelY;
double tamanhoPainelMaior;
double tamanhoLajeMaior;
60

if (tamanhoLajeX >= tamanhoLajeY)


{
verTamLaje = tamanhoLajeX / tamanhoLajeY;
tamanhoLajeMaior = tamanhoLajeX;
}
else
{
verTamLaje = tamanhoLajeY / tamanhoLajeX;
tamanhoLajeMaior = tamanhoLajeY;
}

if (verTamLaje > 2)
{
lblMsg.Text = "A relação entre o maior vão da laje com o menor deve ser menor que
2.";
return;
}

tamanhoPainelX = tamanhoLajeX / 3;
tamanhoPainelY = tamanhoLajeY / 3;
tamanhoPainelMaior = tamanhoLajeMaior / 3;

alturaUtilLaje = ObterInterioMultiplodeCinco(((tamanhoPainelMaior * 1000) / 32));


if (alturaUtilLaje < 160)
{
alturaUtilLaje = 160;
}

while (passouMomentoLimite == false)


{

alturaFinalLaje = alturaUtilLaje + classeAgressividade;

alturaDropPanel = ObterInterioMultiplodeCinco((0.25 * alturaUtilLaje));

alturaUtilDropPanel = alturaUtilLaje + alturaDropPanel;

alturaFinalDropPanel = alturaUtilDropPanel + classeAgressividade;

tamDropPanelX = tamanhoPainelX;
tamDropPanelY = tamanhoPainelY;

qPesoProprio = (alturaFinalDropPanel / 1000) * 25;

qTotal = (qPesoProprio + qCargaAcidental + qCargaRevestimento) * 1.5;

ln = (tamanhoPainelY - (tamanhopilar / 100));


carregamentoTotal = qTotal * tamanhoPainelX * ln;
//Verificação do momento
momento = ((carregamentoTotal * ln) / 8);

momentoNegativo = 0.65 * momento;


momentoPositivo = 0.35 * momento;

momentoNegativoColuna = 0.75 * momentoNegativo;


momentoPositivoColuna = 0.60 * momentoPositivo;

momentoNegativoIntermediario = 0.25 * momentoNegativo;


momentoPositivoIntermediario = 0.40 * momentoPositivo;
61

momentoLimite = ((0.138 * tipoConcreto * ((tamanhoLajeMaior * 1000) / 2) *


(Math.Pow(alturaUtilDropPanel, 2)))) / 1000000;

//Verificação de cisalhamento
areaCriticaPilar = ((alturaUtilDropPanel / 2) / 1000) * 2 + (tamanhopilar / 100);

vPilar = (qTotal * tamanhoPainelX * tamanhoPainelY) - (qTotal * areaCriticaPilar *


areaCriticaPilar);
tensaoVPilar = (vPilar * 1000) / (4 * (areaCriticaPilar * 1000) *
alturaUtilDropPanel);

tensaoC = 0.25 * Math.Sqrt(tipoConcreto);

areaCriticaDropX = ((alturaUtilDropPanel / 2) / 1000) * 2 + (tamDropPanelX);


areaCriticaDropY = ((alturaUtilDropPanel / 2) / 1000) * 2 + (tamDropPanelY);

vDrop = (qTotal * tamanhoPainelX * tamanhoPainelY) - (qTotal * areaCriticaDropX *


areaCriticaDropY);
tensaoVDrop = (vDrop * 1000) / ((2 * (areaCriticaDropX * 1000) + (2 *
(areaCriticaDropY * 1000))) * alturaUtilLaje);

if (momentoLimite >= momento & tensaoC >= tensaoVPilar & tensaoC >= tensaoVDrop)
{
passouMomentoLimite = true;
}
else
{
alturaUtilLaje = alturaUtilLaje + 10;
}
}

double fcd;
double tensaoCD;
double fyd;
double alturaUtilDropPanelCM = alturaUtilDropPanel / 10;
double alturaUtilLajeCM = alturaUtilLaje / 10;

double miPainelColunaNegativo;
double ksiPainelColunaNegativo;
double areadeAcoPainelColunaNegativo;

double miPainelColunaPositivo;
double ksiPainelColunaPositivo;
double areadeAcoPainelColunaPositivo;

double miPainelIntermediarioNegativo;
double ksiPainelIntermediarioNegativo;
double areadeAcoPainelIntermediarioNegativo;

double miPainelIntermediarioPositivo;
double ksiPainelIntermediarioPositivo;
double areadeAcoPainelIntermediarioPositivo;

double areaAcoMinimo = 0;

fcd = tipoConcreto / 1.4;


tensaoCD = (0.85 * fcd) / 10;
fyd = 50 / 1.15;
62

//Calculo da area de aço Painel Coluna


miPainelColunaNegativo = ((momentoNegativoColuna * 100) / (100 *
Math.Pow(alturaUtilDropPanelCM, 2) * tensaoCD));
ksiPainelColunaNegativo = 1.25 * (1 - Math.Sqrt((1 - 2 * miPainelColunaNegativo)));
areadeAcoPainelColunaNegativo = (.80 * ksiPainelColunaNegativo * 100 *
alturaUtilDropPanelCM * tensaoCD) / fyd;

miPainelColunaPositivo = ((momentoPositivoColuna * 100) / (100 *


Math.Pow(alturaUtilDropPanelCM, 2) * tensaoCD));
ksiPainelColunaPositivo = 1.25 * (1 - Math.Sqrt((1 - 2 * miPainelColunaPositivo)));
areadeAcoPainelColunaPositivo = (.80 * ksiPainelColunaPositivo * 100 *
alturaUtilDropPanelCM * tensaoCD) / fyd;

//Calculo da area de aço Painel Intermediario


miPainelIntermediarioNegativo = ((momentoNegativoIntermediario * 100) / (100 *
Math.Pow(alturaUtilLajeCM, 2) * tensaoCD));
ksiPainelIntermediarioNegativo = 1.25 * (1 - Math.Sqrt((1 - 2 *
miPainelIntermediarioNegativo)));
areadeAcoPainelIntermediarioNegativo = (.80 * ksiPainelIntermediarioNegativo * 100 *
alturaUtilLajeCM * tensaoCD) / fyd;

miPainelIntermediarioPositivo = ((momentoPositivoIntermediario * 100) / (100 *


Math.Pow(alturaUtilLajeCM, 2) * tensaoCD));
ksiPainelIntermediarioPositivo = 1.25 * (1 - Math.Sqrt((1 - 2 *
miPainelIntermediarioPositivo)));
areadeAcoPainelIntermediarioPositivo = (.80 * ksiPainelIntermediarioPositivo * 100 *
alturaUtilLajeCM * tensaoCD) / fyd;

//Area de aço minima


if (tipoConcreto == 25)
{
areaAcoMinimo = 0.15 * alturaUtilDropPanelCM;
}
else if (tipoConcreto == 30)
{
areaAcoMinimo = 0.15 * alturaUtilDropPanelCM;
}
else if (tipoConcreto == 35)
{
areaAcoMinimo = 0.164 * alturaUtilDropPanelCM;
}
else if (tipoConcreto == 40)
{
areaAcoMinimo = 0.179 * alturaUtilDropPanelCM;
}
else if (tipoConcreto == 45)
{
areaAcoMinimo = 0.194 * alturaUtilDropPanelCM;

}
else if (tipoConcreto == 50)
{
areaAcoMinimo = 0.208 * alturaUtilDropPanelCM;
}
63

// Verificação se a area de aço encontrada é maior que a minima


if (areaAcoMinimo > areadeAcoPainelColunaNegativo)
{
areadeAcoPainelColunaNegativo = areaAcoMinimo;
}

if (areaAcoMinimo > areadeAcoPainelColunaPositivo)


{
areadeAcoPainelColunaPositivo = areaAcoMinimo;
}

if (areaAcoMinimo > areadeAcoPainelIntermediarioNegativo)


{
areadeAcoPainelIntermediarioNegativo = areaAcoMinimo;
}

if (areaAcoMinimo > areadeAcoPainelIntermediarioPositivo)


{
areadeAcoPainelIntermediarioPositivo = areaAcoMinimo;
}

//Quantidade de barras e espaçamento


double qtdPainelColPos, qtdPainelColNeg, qtdPainelIntPos, qtdPainelIntNeg;
double espacamentoPainelColPos, espacamentoPainelColNeg, espacamentoPainelIntPos,
espacamentoPainelIntNeg;
string barraColPos, barraColNeg, barraIntPos, barraIntNeg;
Boolean erro1, erro2, erro3, erro4;

ObterQuantidadeBarrasAco(areadeAcoPainelColunaPositivo, tamanhoPainelMaior, out


qtdPainelColPos, out espacamentoPainelColPos, out barraColPos, out erro1);
ObterQuantidadeBarrasAco(areadeAcoPainelColunaNegativo, tamanhoPainelMaior, out
qtdPainelColNeg, out espacamentoPainelColNeg, out barraColNeg, out erro2);
ObterQuantidadeBarrasAco(areadeAcoPainelIntermediarioPositivo, tamanhoPainelMaior, out
qtdPainelIntPos, out espacamentoPainelIntPos, out barraIntPos, out erro3);
ObterQuantidadeBarrasAco(areadeAcoPainelIntermediarioNegativo, tamanhoPainelMaior, out
qtdPainelIntNeg, out espacamentoPainelIntNeg, out barraIntNeg, out erro4);

if (erro1 || erro2 || erro3 || erro4)


{
lblMsg.Text = "Não foi localizado um tamanho disponivel de barra de aço para a
laje solicitada, Tente um tamanho de laje menor.";
return;
}

4.4 Discussão dos resultados

O estudo do Drop Panel não envolve somente o seu dimensionamento,


mas também a sua viabilidade econômica pois nada adianta ter uma solução para o
combate a punção se ela não tem um custo financeiro viável.

Foi feita uma análise dos dados obtidos através do cálculo de


dimensionamento realizado manualmente e o realizado pelo software desenvolvido,
para isso foi realizado o cálculo de uma laje com e sem drop com as mesmas
64

dimensões, tipo de concreto, classe de agressividade e carregamento. Os dados


obtidos foram organizados na Tabela 3:

Tabela 3 – Tabela de comparação dos resultados de dimensionamento

COMPARATIVO DROP PANEL

Laje com Drop Laje sem Drop Laje com Drop Laje sem Drop
Panel Calculo Panel Calculo Panel Calculo no Panel Calculo no
manual manual Programa Programa

Tamanho Drop
6m x 6m - 6m x 6m -
Panel

Altura da laje 22 cm 24 cm 22,5 cm 25 cm

Altura do Drop
5 cm - 5 cm -
Panel

Consumo de
78,48 m³ 77,76 m³ 80,10 m³ 81 m³
Concreto

Tensão de
0,805 N/mm² 0,893 N/mm² 0,814 N/mm² 0,887 N/mm²
Cisalhamento

Área de aço
positivo - painel 7,65 cm²/m 8,23 cm²/m 7,74 cm²/m 8,21 cm²/m
coluna

Área de aço
negativo - painel 18,81 cm²/m 20,60 cm²/m 19,10 cm²/m 20,53 cm²/m
coluna

Área de aço
positivo - painel 6,49 cm²/m 5,41 cm²/m 6,54 cm²/m 5,38 cm²/m
intermediário

Área de aço
negativo - painel 7,57 cm²/m 6,26 cm²/m 7,64 cm²/m 6,28 cm²/m
intermediário

Área de aço total 40,52 cm²/m 40,50 cm²/m 41,02 cm²/m 40,4 cm²/m

Fonte: Acervo pessoal.

Observando a Tabela 3 anterior com os resultados dos


dimensionamentos com ou sem drop e panel, podemos obter algumas informações
importantes:
65

O consumo de concreto apresentou uma variação mínima de 1,2% para


mais ou para menos, apresentando-se como um item favorável à utilização de Drop
Panels, já que não será utilizada uma quantidade maior de concreto em lajes com
Drop Panel.

A tensão de cisalhamento tem um decréscimo de 9,85%, para o cálculo


manual, e de 8,23%, para o cálculo realizado pelo software, na região crítica com
maior tensão quando foram utilizados Drop Panels.

A quantidade de aço total necessária para a construção dessa estrutura


não apresentou variações significativas. Com isso, podemos observar que não será
necessário utilizar mais aço para construir lajes com Drop Panels.

Pode se observar também que a adoção de Drop Panel acarretará em um


custo de construção maior, pois o consumo de concreto e de aço se mantiveram
praticamente iguais a um de uma laje lisa sem drop panel.
66

5 CONCLUSÃO

Observou-se que a utilização de Drop Panels é muito interessante pois


não acarreta encarecimento da estrutura, já que é possível dimensionar uma
estrutura somente realizando um rearranjo nas espessuras dos painéis e não sendo
necessária a utilização de reforços metálicos, como estribos e studs quando os
carregamentos são normais, como de 3 kN/m² de carga acidental e de 1 kN/m² para
carga de revestimento. Mas caso estes carregamentos sejam maiores ou tenha
outros carregamentos pode ser necessário recorrer ao método de reforço metálico
aliado à utilização de Drop Panel.

O dimensionamento de estruturas utilizado Drop Panels se dá de uma


maneira bastante simples e rápida, diferente do dimensionamento de capteis que
requer diversos cálculos e verificações. Devido a simplicidade deste
dimensionamento, não existem motivos para que este método de cálculo de Drop
Panel não esteja presente na norma brasileira.

Recomenda-se a utilização de Drop Panel sempre que possível, desde


que não interfira na arquitetura do edifício, pois a sua utilização só trará benefícios
para a estrutura, reduzindo a tensão de cisalhamento e sem alterações de custos
significativas na obra.

Fica a sugestão para trabalhos futuros a implementação do software para


realizar o dimensionamento como pilares de canto, realizar um comparativo entre os
resultados obtidos com softwares existentes no mercado. realizar um comparativo
dos resultados obtidos pela utilização de Drop Panel com a utilização de capitel nas
mesmas condições.
67

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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for Structural Concrete, 2014.

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