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Eu o vi na cruz

Marcos 15.33-40

Introdução
- Estamos diante do momento mais difícil da missão de Jesus: A sua crucificação. E precisamos falar sobre ela.
Crucificação
- Apesar da maioria das pessoas terem contato com essa prática na morte de Cristo, é uma prática mais antiga feita
pelos persas e pelos romanos. Era uma demonstração de poder.
- Os judeus usavam três tipos de cruz: Em formato de X (Cruz de Santo André), em formato de T (cruz de Santo
Antônio) e a latina que é a mais conhecida.
- Os condenados carregavam a cruz. Jesus o fez.
- A morte era lenta. Nunca menos de 36 horas e em algumas situações duravam 9 dias.
- As dores eram intensas, e as artérias da cabeça e do estômago ficavam grossas de sangue. Às vezes declarava-se
febre traumática e tétano. Quando era desejável apressar a morte da vítima, as pernas eram despedaçadas com
golpes aplicados com um pesado martelo. Era uma execução reservada aos criminosos mais vis. Constantino
(imperador romano em cerca de 300 D.C.), após a sua conversão ao cristianismo, embora nominalmente apenas,
aboliu essa prática. (Enciclopédia Champlin)
- Jesus, mesmo inocente, foi considerado o mais perigoso bandido daquela época. E muitos o viram na cruz.
- Lucas relata mulheres que batiam no peito e lamentavam por Jesus e o Mestre as alerta para que chorassem pelo
futuro de Jerusalém. (Lc 23.27-31)
- João exclusivamente fala da presença de João. E por falar nisso, quero destacar algumas presenças ali na
crucificação.

1 – Eu também vi perdão (Lc 23.33-34)


33 Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram com os criminosos, um à sua direita e o outro à
sua esquerda.
34 Jesus disse: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo". Então eles dividiram as roupas dele,
tirando sortes.
- Jesus, por questões óbvias não era qualquer pessoa. Não pensava como o restante da humanidade. Sua essência é
tão pura que ao chegar ao lugar da crucificação, ele podia enviar pragas, fulminar algum dos seus algozes, mas ele
fez o improvável, o imponderável. Jesus é aquele craque que todo mundo pensa que ele vai fazer o óbvio, mas
prefere fazer mais, surpreender e aí derrama do seu perdão. Ora o Pai para que não lhes tivesse como culpado.
- Esse momento revela o coração misericordioso de Deus diante do pecador, que Ele ama Infinitamente.

2 – Eu também vi a graça salvadora de Jesus. (Lc 23.39-43)


39 Um dos criminosos que ali estavam dependurados lançava-lhe insultos: "Você não é o Cristo? Salve-se a si
mesmo e a nós! "
40 Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: "Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença?
41 Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este
homem não cometeu nenhum mal".
42 Então ele disse: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino".
43 Jesus lhe respondeu: "Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso".
- Nessa ritual de morte, há dois personagens que ninguém apostaria que tivesse nesse roteiro. Os dois ladrões.
Estavam ali por merecerem a cruz e se deparam com um homem que não tinha feito absolutamente nada para estar
ali.
- Diante das situações sempre temos dois tipos de pessoas: aqueles que agem com cinismo e ironia e aqueles que
ainda veem uma saída, mesmo que a possibilidade seja remota.
- A palavra inicial de um deles é pura ironia. Você não é o Messias? Já não basta a sua desgraça ainda tenta jogar um
pouco pro outro. Mas o outro o repreende e entende que era a sua última chance e que aquele homem era
diferente.
- Na cruz há chance de se arrepender. Na cruz há segunda chance. Chance de recomeçar. O homem quis viver ao
lado de Jesus pela eternidade. Com humildade ele pede para que Jesus “se lembrasse”. Como se tivesse
perguntando: “ se o senhor puder, se houver alguma chance, mesmo que mínima”. A graça salvadora de Jesus que
se manifesta a todos os homens responde: “Hoje mesmo estará comigo no paraíso.” Não é merecimento, não é
conquista, é graça. É sem merecermos. Na cruz há graça!
3 – Na cruz eu vi reconhecimento. (Mc 15.39)
Quando o centurião que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e viu como ele morreu, disse: "Realmente
este homem era o Filho de Deus! "
- Um oficial romano, que tinha sob sua responsabilidade a vida de 100 homens e que acompanhou tudo aquilo
diante da cruz, faz uma das declarações mais lindas, apesar do momento de dor que Jesus vivia.
- O sofrimento é uma ferramenta que Deus usa para que os que estão ao nosso redor vejam o quanto ele é presente
em nossas vidas. O fato de Jesus ter poder e não reclamar, não usar seu poder de maneira aleatória pra destruir
tudo aquilo, a intimidade com o pai, o pedido de perdão por aquelas vidas, e o principal: não desistiu da missão.
- Quando vivemos momentos de sofrimento e resistimos firmes sem reclamar, sem murmurar, sem se abater, sem
perder a fé. Sem perder o foco da missão. Sabendo que aquilo era necessário para algo maior (Fp 2.5-11)
- Mediante a todo esse contexto, o centurião não teve dúvida: Aquele era o Filho de Deus.

4 – Na cruz eu vi missão. (João 19.25-27)


25 Perto da cruz encontrava-se Maria, mãe de Jesus, a tia dEle, a esposa de Cleófas, e Maria Madalena.
26 Quando Jesus viu que a mãe dEle se achava ali junto a mim, que era seu amigo íntimo, disse a ela: "Olhe, Ele é
seu filho".
27 E para mim Ele disse: "Olhe, ela é sua mãe! " Daí em diante eu levei Maria para minha casa.
- Jesus tinha a missão de estabelecer o seu reino e nos deixou alguns legados. Entre eles está o do cuidado.
- Mesmo diante de tudo o que sofreu, não deixou sua mãe sozinha. Entregou a João para cuidar assim como ela
cuidaria dele. Maria perdia um filho, mas ganhava outro. Jesus nunca nos deixa em falta.
- Uma missão dessa só pode ser para alguém que ama muito a Cristo e a sua obra. O cuidado fazia parte da essência
de Cristo e também precisa ser a nossa essência. Se Cristo é nosso modelo, precisamos cuidar como ele cuidou.
Precisamos amar como ele amou, precisamos perdoar como ele perdoou. Quer alguma referência, olhe para a cruz
do meio, olhe para Jesus. Ele tem uma missão para você. Qual o requisito para sermos escolhidos para essa missão?
Amá-lo como ele nos amou!

Conclusão
Eu o vi na cruz e Ele me mostrou tudo isso e quer me mostrar mais. Olhe para cruz. Veja o quanto ele sofreu por ti e
seja grato servindo a Ele de todo o coração e por toda a vida.