Você está na página 1de 7

JOÃO, Maria Thereza David. Tópicos de história antiga oriental. Curitiba; InterSaberes, 2013.

I. Apresentação
O livro trata da história de duas grandes civilizações orientais da Antiguidade: a egípcia e a mesopotâmia.
Segunda a autoria na Mesopotâmia é considerada o berço da civilização, lá podemos encontrar os registros da primeira malha urbana na
história.
Destaca também alguns feitos dos egípcios como: a divisão do ano em 365 dias, a construção das magníficas pirâmides, a medicina,
astronomia etc.

II. Introdução
Nesse tópico a autora começa salientando a obra de Edward Said, Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente, no qual afirma que
muitas representações que temos do Oriente é representações e interpretações equivocadas. Para a autora:
Pag. 13
Cap. 1 A POLÍTICA NO ANTIGO ORIENTE PRÓXIMO
1.1 Conceito de burocracia nas sociedades Antigas
Nessa parte da obra, a autora apresenta aspectos relacionados a política na mesopotâmia e no Egito Antigo.
- Conceitos apresentados: Burocracia (fazendo um contraponto entre o que entendemos do conceito e o que esse conceito era entendido no
passado), apresenta um conceito formulado por Max Weber que é o conceito de burocracia patrimonial, no qual está presente nas civilizações
antigas orientais:

Pag. 19

Portanto era uma burocracia não racionalizada. O que contava não era a competência de quem exerceria os cargos públicos, mas os laços
pessoais de patronato e sua dependência deles, e não da existência de uma burocracia dita impessoal.

1.2 A Monarquia Faraônica


A autora apresenta o conceito de teocracia – Soberano divino.
Conceitos apresentados- Para os egípcios existia:
- Maat- Ordem Frágil precisava ser segurada; Os deuses, faraó e a humanidade eram responsável pela continuidade da maat.
- Isfet- Caos
Segundo a mitologia egípcia, o faraó era o representante dos deuses na terra e o encarregado de manter a maat no mundo visível. Para
garantir a ordem, o monarca egípcio – que era o único intermediário entre deuses e homens – oferecia, diariamente, oferendas ás divindades
nos templos.
Segundo a autora:

Pag. 20
- O faraó era considerado uma divindade encarnada
A autora descreve como funcionava a administração estatal:
A história política do Egito faraônico pode ser dividia em três períodos:
- Reino Antigo – Ápice da ideologia faraônica,
* Capital na cidade de Mênfis
* Dinastia II a VIII
* Poder mais centralizado, crença do soberano divinizado atingiu maior expressão;
* Faraós construtores de grandes pirâmides: Quéops, Quéfres e Miquerinos.
* Culto ao deus Sol (Rá)
- A partir da VII dinastia, a estrutura do Reino antigo entrou em declínio, houve um fortalecimento do poder dos nomarcas (controlava as
províncias em nome do rei), isso favoreceu a formação de pequenos estados dentro do próprio Estado egípcio e passaram a agir com maior
independência diante do poder central, levando a “ruralização” do poder, contribuindo para o declínio do Reino Antigo.
 Primeiro Período Intermediário

Pág. 25
- Reino Médio
* Administração baseada na estrutura do Reino Antigo
* Esforços para recuperação do controle centralizado e da credibilidade na figura do soberano
* Literatura Propagandística Propaganda para elevar a figura do faraó
* Os faraós tomaram medidas para controlar melhor as províncias
* Cidade era o foco da administração
* A burocratização do Estado parece mesmo ter sido a principal característica da administração do Reino Médio.
 Segundo período intermediário

Pág. 29
- Reino Novo (declínio do período faraônico e, a partir daí, o Egito cai sob sucessivas dominações estrangeiras, como a persas, grega e
romana).
* Período mais bem documentado e no qual aconteceu o ápice do desenvolvimento cultural dessa sociedade;
* Organização administrativa, especialmente durante a XVIII dinastia, era centrada em famílias importante e em suas relações colaterais;
* Importantes faraós: Akhenaton, Hatshepsut e Ramsés II
* Atingiu a forma de um verdadeiro império, saindo do isolamento e empreendendo companhas militares de conquista de território;
* Amenhotep IV, provocou uma revolução religiosa no Egito Antigo, banindo todos os deuses do panteão, á exceção de Aton (divindade solar),
seu nome Amenhotep foi mudado para AKhenaton ( a verdadeira imagem de ATON);
* A XIX Dinastia é considerada uma das mais importantes (Período Raméssido) Ramsés. Foi um período de grande florescimento cultural, de
intesos empreendimentos arquitetônicos e expansão de território. Houve nesse período batalha: Egípcios X hititas
* Declínio veio após a XX dinastia – Dominações estrangeiras
Terceiro Período Intermediário

Pág. 31
1.3 História política da Mesopotâmia

Você também pode gostar