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ESTACAS DE COMPACTAÇÃO

(Melhoramento de Solos Arenosos com Estacas de Compactação)

Valdês Borges Soares

Wilson Cartaxo Soares


APRESENTAÇÃO

_________________________________________

Valdês Borges Soares durante a faculdade foi monitor de mecânica dos solos e
monitor de física. Graduou-se em engenharia civil em 1971 quando faltava 1
ano para concluir o bacharelado em física. Em 1975 defendeu Tese de
mestrado em geotecnia sobre as argilas orgânicas moles do Recife. De 1975 a
1979 foi professor de pós-graduação em geotecnia, tendo sido orientador de 3
teses de mestrado. Na Universidade Federal da Paraíba foi chefe de
departamento, vice-diretor e posteriormente diretor do Centro de Tecnologia. É
autor de diversos artigos científicos realizados no Brasil, Argentina e Estados
Unidos (MIT). Nos últimos 25 anos exerce a função de diretor técnico das
empresas Concresolo Consultoria em Concreto e Solos Ltda e Copesolo
Estacas e Fundações Ltda, período no qual projetou e executou
aproximadamente 1150 obras de fundações, sendo, cerca de 750 obras de
melhoramento de solos arenosos com estaca de compactação, e 400 obras de
fundações profundas convencionais (estacas e tubulões).

Wilson Cartaxo Soares graduou-se em engenharia civil em 1999 e em 2002


defendeu tese de mestrado em geotecnia na Escola de Engenharia e São
Carlos, da Universidade de São Paulo, intitulada “Estacas de Compactação
Para Melhoria de Solo”. É co-autor de alguns artigos científicos juntamente com
Valdês Borges Soares. A participação de Wilson deste livro foi de suma
importância, principalmente, na parte final que trata de assuntos subsidiados
pela sua tese de mestrado. Atualmente desenvolve pesquisa de doutorado na
UFPE na linha de radier estaqueado.

Wilson Cartaxo Soares, Waldez Cartaxo Soares, Wanessa Cartaxo Soares são
filhos de Valdês Borges Soares, e todos são engenheiros civis dedicados à
área de geotecnia, com ênfase no setor de fundação. Exercem funções nas
empresas Concresolo e Copesolo.
SUMÁRIO

1. Introdução......................................................................................................5
2. Estacas de Compactação..............................................................................6
2.1 Estacas constituídas de areia e brita..........................................................6
2.2 Estacas de cimento e areia.........................................................................6
2.3 Estacas de cimento, areia e brita................................................................7
3. Por que o melhoramento...............................................................................8
4. O Projeto........................................................................................................8
4.1 Análise de sondagens.................................................................................8
4.2 Elaboração do projeto...............................................................................10
4.3 Distribuição das estacas...........................................................................12
5. Análise de Recalques..................................................................................16
6. Execução das Estacas.................................................................................17
7. Algumas Observações.................................................................................21
8. Obras............................................................................................................26
8.1 Condomínio Residencial Torino (João Pessoa/PB)..................................26
8.2 Edifício Residencial Maison de Prince (João Pessoa/PB).......................39
8.3 Edifício Residencial Coliseum (João Pessoa/PB)....................................58
8.4 Edifício Residencial Vale Verzasca (João Pessoa/PB)............................67
8.5 Edifício Victory Tower (João Pessoa/PB)..................................................76
8.6 Edifício Michelangelo................................................................................83
8.7 Edifício Varandas do Atlântico (São Luís/MA)..........................................89
8.8 Edifício Residencial Esplendor (João Pessoa/PB).................................101
8.9 Edifício Porto Viejo Residencial Flat (Natal/RN).....................................109
8.10 Edifício Residencial Monte Gallet (João Pessoa/PB)...........................117
8.11 Edifício Residencial Cezane (São Luís/MA).........................................126
8.12 Condomínio Residencial Salvador Dali (São Luís/MA)........................134
8.13 Edifício Residencial Porto Verão (Natal/RN)........................................141
8.14 Edifício Residencial Araucária (João Pessoa/PB)................................149
8.15 Edifício Residencial Dallas (João Pessoa/PB).....................................158
9. Artigo..........................................................................................................165
10. EXERCÍCIO RESOLVIDO......................................................................178
BIBLIOGRAFIA.................................................................................................181
1. Introdução
_________________________________________

O melhoramento de solos arenosos, com estacas de compactação, é


prática corrente nas obras de fundações, na região litorânea de algumas
capitais do Nordeste brasileiro. Esse processo, conhecido nos meios científicos
como “vibro-deslocamento”, consegue através da cravação de estacas de
compactação, densificar as camadas de areia próximas à superfície,
aumentando assim a resistência das mesmas. As sapatas de fundações que
tinham dimensões exageradas, impedindo a opção de fundações diretas,
tornam-se às vezes viáveis, visto que o aumento da resistência do solo, diminui
as dimensões das sapatas. Um minucioso estudo de recalques deve ser feito,
antes da opção sapata de fundação ser aprovada.

Ao longo de 25 anos trabalhando como professor de fundações,


projetando e executando fundações, nas empresas: Concresolo (Consultoria
em Concreto e Solos Ltda.) e Copesolo (Estacas e Fundações Ltda.),
contabilizamos aproximadamente 1150 obras de fundações, sendo cerca de
750, obras de melhoramento de solos arenosos com estaca de compactação,
compreendendo edifícios variando de 06 até 30 pavimentos. Atendendo a
pedidos de colegas e ex-alunos, resolvemos escrever este livro, visto que a
bibliografia existente a respeito deste assunto é bastante escassa. Contamos
com a preciosa colaboração e participação do Engenheiro Civil Wilson Cartaxo
Soares M.Sc. em Geotecnia pela Universidade de São Paulo.

Esperamos que este trabalho possa ajudar aqueles que porventura,


venham a se interessar pelo estudo de fundações e em especial do
melhoramento de solos arenosos, com estacas de compactação.

Valdês Borges Soares.


2. Estacas de Compactação
_________________________________________

As Estacas de Compactação mais comuns são:

2.1 Estacas constituídas de areia e brita

São usadas quando se deseja obter apenas a densificação do solo


arenoso. Pressupõe-se que a sapata aplicará uma carga distribuída sobre a
areia e inclusive sobre as estacas de areia + brita, ou seja, a estaca não deverá
trabalhar como uma estaca convencional, não deverá receber carga
concentrada, a sua função será apenas de compactar. São adequadas nos
casos de areia com boa granulometria, sem muito finos e o Engenheiro
Geotécnico através de sua experiência percebe previamente que a
compactação obterá bons resultados.

As sondagens SPT (Standard Penetration Test), pós-compactação,


deverão mostrar os resultados obtidos. Em alguns casos, por exemplo, fosso
de elevadores, que requer escavações mais profundas, a estaca poderá até ser
cortada totalmente, visto que o objetivo já foi alcançado.

O traço mais usual é quatro volumes de areia : um volume de brita. A


areia não deve ser fina, deve ter a mesma granulometria da usada na
confecção de concreto. Quanto à brita, pode ser número 38 ou número 50.

2.2 Estacas de cimento e areia

Pode ser usada quando o Engenheiro Geotécnico deparar-se com as seguintes


situações:

a) A camada de areia apresenta quantidade significativa de finos;

b) Trata-se de uma região desconhecida para ele;

c) Não existe um histórico de serviço de melhoramento (compactação) na


região.

A adoção do cimento petrificará as estacas, propiciando assim um melhor


estado de confinamento no solo melhorado.

Os traços mais usuais são:

a) Cimento – 1 volume + areia – 15 volumes;

b) Cimento – 1 volume + areia – 20 volumes;


c) Cimento – 1 volume + areia – 25 volumes.

A mistura deverá ser feita em betoneira, formando uma farofa apenas


úmida. A areia deverá estar na umidade natural entre 3% e 4%.

2.3 Estacas de cimento, areia e brita

As estacas constituídas de cimento, areia e brita, são conhecidas


indevidamente, como estacas de argamassa, na realidade são estacas
constituídas de concreto magro no seguinte traço: um volume de cimento +
oito volumes de areia + quatro volumes de brita.

A sua consistência é a de um concreto seco, tipo uma farofa.

Elas são usadas quando:

a) O solo é uma mistura de areia com silte ou argila;

b) Percebe-se que o melhoramento apresentará resultados razoáveis,


porém, não o suficientemente necessário para viabilizar as dimensões
das sapatas;

c) Faz-se necessário que as estacas, além de compactarem o solo,


recebam também parte do esforço transmitido pela superestrutura, sob a
forma de carga concentrada.

d) O perfil geotécnico apresenta, na cota de assentamento da ponta das


estacas, boa resistência, (SPT > 20/30), pois a estaca trabalhará apenas
com carga de ponta. O atrito lateral será desprezível, visto o pequeno
comprimento dessas estacas (3,50  H  5,00). São estacas de baixa
capacidade de carga admissível de no máximo 20 tf (Figura 01).
N/30

5 10 15 20 25 30
PROF. (m) 0,0

SAPATA
1,0

2,0

AREIA SILTOSA
3,0

4,0

5,0

6,0
ESTACA DE CONCRETO MAGRO

7,0

8,0

9,0

10,0

11,0

Figura 1 Perfil geotécnico

3. Por que o melhoramento


_________________________________________

São vários os fatores que nos levam a trabalhar com fundações


profundas (estacas, tubulões), por exemplo, a existência de camadas
intermediárias compressíveis, recalques previstos que provocariam danos à
estrutura, porte da edificação, resistência do solo natural, etc.

Quando a relação entre cargas aplicadas (P) e a tensão admissível do


solo (ad), é muito elevada, pode inviabilizar o uso das sapatas de fundação,
devido às dimensões das mesmas, não serem compatíveis com os vãos
existentes.

Uma solução é aumentar a ad do solo, através do melhoramento. Essa


compactação é possível quando se trata de solos arenosos e que minuciosos e
aprofundados estudos de recalques, sejam realizados.

4. O Projeto
_________________________________________

4.1 Análise de sondagens


Inicialmente analisam-se as sondagens SPT (Standard Penetration Test), como
por exemplo, os perfis de sondagem a seguir:

N/30

10 20 30 10 20 30 10 20 30
PROF. (m) 0,0
1,0
2,0
areia fina areia fina areia fina
3,0 a média a média a média
4,0
5,0
6,0 argila
7,0 arenosa
8,0 areia média areia
9,0 a grossa argilosa
10,0
11,0
12,0
argila
13,0 mole
14,0
15,0
16,0
argila argila
17,0
arenosa mole
18,0
19,0
20,0
areia
compacta

1 2 3

Figura 2 Sondagem SPT

Analisando SPT – 01:

Situação favorável ao melhoramento. A camada de areia da superfície


até 5,00 m de profundidade é adequada ao melhoramento, apresentando SPT
entre 5/30 e 10/30 e para pontos mais profundos a resistência do solo é
sempre crescente. Se a areia já apresentasse um SPT de 20/30, não teria
sentido querer compactar o que já está compactado;

Analisando SPT – 02:

Situação também favorável ao melhoramento pelos motivos anteriores.


Porém, faz-se mister, estudos acurados, sobre os recalques da camada de
argila mole. Na ocorrência de solos compressíveis, deve-se enfatizar os
aspectos:

a) Espessura da camada compressível;

b) Distância da base da sapata ao início desta camada.

A existência de camada compressível, não necessariamente, nos obriga a


atravessá-la, com fundações profundas, tipo estacas. A palavra final será dada
pelos resultados dos estudos dos recalques;

Analisando SPT – 03:


Provavelmente a solução em melhoramento não será aprovada, visto
que a espessura da camada compressível é bastante significativa e ela inicia-
se próxima à superfície. O estudo dos recalques deverá indicar a necessidade
de atravessar-se a camada compressível, com fundações profundas.

4.2 Elaboração do projeto

Verificando-se SPT favoráveis, e de posse da planta de cargas, inicia-se


a elaboração do projeto, considerando-se todos os esforços dos respectivos
pilares, como cargas verticais, momentos, tanto permanentes, como eventuais.

Ainda atualmente, prevalece o conhecimento e a experiência do


Engenheiro Geotécnico, o qual arbitra a tensão admissível que ele precisa
após a compactação, para viabilizar o projeto e escolher o diâmetro,
profundidade, espaçamento entre as estacas, material das estacas, detalhes
de cravação, etc.

As sondagens SPT pós-compactação, são imprescindíveis para verificar


se foram obtidos os resultados esperados. Só assim é que haverá a liberação
para a execução das sapatas.

No final deste livro apresentamos um artigo científico intitulado: “Método para


previsão do aumento da capacidade de carga do solo arenoso do litoral
nordestino, após compactação do mesmo com estacas de areia”. O mesmo foi
apresentado e publicado no XII Congresso Brasileiro de Geotecnia em outubro
de 2002 em São Paulo.

O objetivo desse método é propiciar meios aos iniciantes e interessados


nessa área de projetar fundações diretas, de uma forma acadêmica e não
ficando indefinidamente dependente do engenheiro geotécnico mais antigo e
de maior experiência.

Inicia-se a elaboração do projeto analisando-se simultaneamente a


planta de carga e as sondagens SPT. De acordo com o porte do prédio, prevê-
se a ad necessária para viabilizar as sapatas. Sugerem-se para a obtenção da
ad requerida, os seguintes espaçamentos para as estacas:

Tabela 1 Dados de projeto.

 (cm) e (cm)  ad (kgf/cm2)  ad (kPa)

30 100 4,0 400

30 90 5,0 500

30 80 6,0 600
Sabendo-se a ad necessária após a compactação, conhecendo-se as
características da estaca como: material constituinte da estaca, diâmetro,
espaçamento entre as estacas, determina-se o comprimento da estaca (H),
pela sondagem SPT. O ideal é que a ponta da estaca repouse sobre uma areia
com SPT entre 15/30 e 20/30. Comumente o comprimento da estaca varia
entre 3,5 ≤ H ≤ 5,0 m. Para essas profundidades, o melhoramento torna-se
uma alternativa bastante vantajosa, principalmente no aspecto de custos
financeiros. Para profundidades maiores (8,0 a 10,0 m), a mão de obra
encarece significativamente, sendo preferível optar-se por fundações profundas
convencionais (estacas de fundação).

O próximo passo é o dimensionamento das bases das sapatas.


Considerando-se:

N Mx My
σ  
A Wx Wy

Obtém-se para sapatas de dimensões (a x b):


y

a x

N M y .b/2 M x .a/2
σ  
A a.b 3 /12 b.a 3 /12

Sendo:

N → resultante de cargas verticais;

a e b→ dimensões da sapata;

My→ momento em torno de y e paralelo a x;

Mx→ momento em torno de x e paralelo a y;


 → tensão máxima aplicada e que não deverá ser superior a ad do solo após
a compactação.

Obs.:

I) Para os esforços permanentes, considerar-se-á como ad, a própria ad do


solo pós-compactação.

II) Para os esforços permanentes + eventuais, considerar-se-á como ad o valor


1,30.ad do solo pós-compactação.

4.3 Distribuição das estacas

A distribuição das estacas é feita levando-se em consideração diversos


aspectos como:

a) Conhecimento anterior sobre o grau de eficiência da compactação que


se obtém com o solo arenoso local;

b) Região de influência do bulbo das tensões;

c) O porte da edificação (n0 de pavimentos);

d) Principalmente o nível de experiência do engenheiro geotécnico


projetista (maior ou menor confiabilidade).

Pelo exposto, pretende-se através deste livro, fornecer


algumas informações (sugestões), subsidiar aos interessados nessa
área da Geotecnia, facilitando assim o desenvolvimento dos seus
trabalhos.
As sugestões a seguir baseiam-se em observações e análises de resultados,
em aproximadamente 750 obras de fundações com melhoramento de solos
arenosos, através da execução de estacas de compactação, cujos portes
variaram de edificações com 06 pavimentos até 30 pavimentos.

4.3.1 Estacas de areia e brita

a) Edificações com até 12 pavimentos:


Figura 3 Malha de estacas

A malha das estacas restringe-se à área da sapata de fundação.

b) Edificações com 12 < n0 de pavimentos ≤ 20:

Figura 4 Malha de estacas

A malha das estacas, deve exceder à área da sapata, formando no


mínimo um anel de confinamento.

c) Edificações com n0 de pavimentos > 20:


Figura 5 Malha de estacas

A malha das estacas, deve exceder à área da sapata, formando no


mínimo dois anéis de confinamento.

Nesse caso, muito provavelmente, a malha das estacas deverá abranger


toda a lâmina do prédio (malha total).

4.3.2 Estacas de cimento e areia ou estacas de cimento, areia e brita

Nesses casos, quando a estaca leva cimento, sugere-se que a


distribuição das estacas inicie-se de dentro para fora da sapata, evitando-se
que alguma estaca fique parcialmente dentro e fora da sapata. Procura-se
obter uma maior quantidade de estacas dentro da sapata e que sejam
simétricas.

a) Edificações até 15 pavimentos:

Figura 6 Malha de estacas


A malha das estacas restringe-se à área da sapata de fundação.

b) Edificações com 15 < n0 de pavimentos ≤ 20:

Figura 7 Malha de estacas

A malha das estacas, deve exceder à área da sapata, formando no


mínimo um anel de confinamento;

c) Edificações com n0 de pavimentos > 20:

Figura 8 Malha de estacas


A malha das estacas, deve exceder à área da sapata, formando no
mínimo dois anéis de confinamento. Provavelmente ter-se-á uma malha total,
abrangendo toda a lâmina do prédio.

Ainda neste volume, apresentar-se-á diversos exemplos de casos reais,


projetados e executados.

5. Análise de Recalques
_________________________________________

Com o projeto de fundações concluído, conhecem-se as dimensões das


bases das sapatas, as tensões aplicadas sobre o solo melhorado e as
características geotécnicas, como sondagens SPT, etc. Inicia-se então o estudo
dos recalques previstos:

a) Um estudo de propagação das tensões deve ser feito, utilizando-se dos


diversos métodos convencionais existentes. Faz-se necessário conhecer os
valores das tensões que chegam nas diversas profundidades do subsolo,
oriundos das tensões aplicadas pelas sapatas, sobre o solo.

b) Elegem-se as diversas camadas, as quais sofrerão influência das fundações


diretas (sapatas).

c) Cada camada deverá ter o seu recalque previsto determinado,


considerando-se recalques imediatos nos solos arenosos e recalques por
adensamento nas argilas compressíveis.

d) O módulo de deformação (E’) pode ser obtido através de tabelas ou de


correlações existentes.

e) Os recalques dos primeiros 5 metros da camada de areia na qual as sapatas


estão assentes, são praticamente desprezíveis, visto que a compactação eleva
significativamente o valor do módulo de deformação (E’) da areia compactada.

f) No recalque total de cada sapata, deve estar computado também o recalque


provocado pela influência das sapatas vizinhas.

g) Determinam-se os recalques diferenciais.

h)Determinam-se as distorções angulares. Os valores aceitos para as


distorções angulares, devem obedecer ao limite de Distorção Angular ≤ 1/300.
Aprovada a análise de recalques e distorções angulares, os serviços de
melhoramento e compactação do solo, poderão ser executados.

Após o término dos serviços, devem ser realizados pelo menos dois
furos de sondagens SPT, os quais deverão comprovar a qualidade dos serviços
e os resultados obtidos.

6. Execução das Estacas.


_______________________________________

Com as estacas já locadas no terreno, inicia-se a execução das


mesmas.

O bate-estaca, normalmente é do tipo Strauss, porém também pode ser


usado o bate-estaca de Torre. Posiciona-se o bate-estaca e inicia-se a
cravação do tubo de revestimento. O tubo com diâmetro externo e interno
respectivamente de 30 e 28 cm é cravado, analogamente à cravação de um
tubo da estaca tipo Franki. O comprimento do tubo varia de 3,5 m a 5,0 m,
devendo a sua ponta ficar assente em uma areia com SPT ≥ 15/30. A
compactação pode ser feita nos casos em que se precisarem de tubos com
maiores comprimentos, para atingir-se maiores profundidades, porém nesses
casos essa solução poderá não ser mais econômica que o uso das estacas
profundas convencionais, devido à elevação dos custos da mão de obra das
estacas de compactação profundas.

Posicionado o tubo de revestimento na vertical e sobre o eixo da estaca,


coloca-se no seu interior, um tampão (bucha), que é uma mistura de areia e
brita. O tampão deverá preencher uma coluna de aproximadamente 1,0 m no
interior do tubo.

tubo de revestimento

tampão

1,0 m NT

1 2
Figura 9 Colocação do tampão

O pilão, pesando cerca de 1300 kgf, cai em queda livre de uma altura de 3,0 m,
apiloando o tampão, diversas vezes consecutivas. As batidas do pilão
provocam esforços axiais e radiais, havendo assim, na superfície de contato
entre o tampão e a parede interna do tubo, a ocorrência de atritos
elevadíssimos. Nessas condições o tubo é cravado no solo arrastado pelos
golpes do martelo no tampão.

O material do tampão deve ser reposto, para que em nenhum momento, a


ponta do tubo fique aberta, possibilitando a entrada d’água.

pilão

NT

tampão

3 4

Figura 10 Cravação do tubo de revestimento

Chegando-se na profundidade prevista (tubo cravado), prende-se o tubo


ao bate-estaca por meio de cabos de aço e apiloa-se o tampão, fazendo-se a
sua expulsão parcial do interior do tubo. Outra quantidade do material do
tampão é colocada no interior do tubo e o processo de expulsão repete-se.
Essas operações são repetidas, até o operador constatar que o solo sob a
ponta do tubo não absorve mais material do tampão. Assim sendo, dar-se-á
como concluída a execução da base.

Os materiais constituintes da estaca, já previamente misturados em


betoneira, serão colocados no interior do tubo. O pilão deverá apiloar esta
camada da mistura e simultaneamente fazer a extração do tubo. O processo
deverá ser repetido no mínimo três vezes, isto é, a compactação e a formação
do fuste da estaca deverão compreender, pelo menos, três camadas da
mistura.
tubo NT

tubo
pilão

pilão estaca concluída

fuste

base concluída base concluída

5 6 7

Figura 11 Estaca concluída

Concluída a estaca, obtém-se uma compactação (grau de


compacidade), bem melhor nas regiões circunvizinhas e sob a estaca. Esse
melhoramento em termos de compactação deve-se ao processo de
deslocamento do tubo (cravação) no interior do solo, o alargamento da base, o
preenchimento da mistura com batidas sucessivas (vibrações), produzem uma
reorganização em solos granulares, levando-os a menores índices de vazios e
conseqüentemente melhores índices de compacidade. Esse processo é
conhecido como melhoramento por vibro-deslocamento.
Figura 12 Bate estaca (tripé)

Figura 13 Tubo de revestimento e pilão


Figura 14 Mistura de materiais

7. Algumas Observações.
_________________________________________

7.1 Definindo-se como sendo a eficiência da compactação a razão entre Np /


N. Sendo: N o índice SPT (N / 30) do solo natural; e N p o índice SPT (N / 30)
pós-compactação. Verifica-se que existe melhor eficiência de compactação, no
caso de terrenos planos, não escavados para subsolos, do que quando o
terreno foi previamente escavado para obtenção de subsolo. Acredita-se que o
alívio provocado pelo corte propicia menos confinamento lateral, facilitando
deformações radiais. Nesses casos, o melhoramento ainda ocorre, porém, com
menos eficiência nos dois primeiros metros. Nas profundidades de 3, 4, 5,
metros, a eficiência é praticamente a mesma.

7.2 O gráfico que correlaciona Np x N é uma função do 20 grau do tipo:

Figura 15 Gráfico Np x N para espaçamento de 80 cm


Figura 16 Gráfico Np x N para espaçamento de 90 cm

Figura 17 Gráfico Np x N para espaçamento de 100 cm

7.2.1 O Np máximo (N/30 pós-compactação máximo) ocorre para valores de


N/30 do solo natural, em torno de 22/30. Teoricamente o N p máximo,
corresponde a um índice de vazios mínimo. Obteve-se em função do
espaçamento entre as estacas, os seguintes Np’s máximos:

Tabela 2 SPT´s máximos

e (cm) N/30(solo natural) Np/30(pós-compactação)

80 22/30 54/30

90 22/30 48/30

100 22/30 42/30


7.2.2 A eficiência da compactação (Np/N) é maior para valores menores de N,
ou seja:

Np/N ≈ 3,0 para 5 < N < 10

Np/N ≈ 2,7 para 11 < N < 18

Np/N ≈ 2,1 para 19 < N < 25

Mostra que as areias fofas ou menos compactas são mais susceptíveis ao


efeito da compactação. Nessas areias, sendo o contato intergranular menos
intenso, (menos atrito), ocorre menos resistência a uma reorganização do solo
granular, devido ao processo de vibro-deslocamento. Assim sendo, nesses
casos o processo de densificação é mais facilitado, atingindo-se melhor
eficiência de compactação (N p/N). Ao contrário, nos casos de areias compactas
N/30 > 20, as dificuldades de reorganização das partículas são maiores,
mesmo levando a valores de Np > N, porém, com menos eficiência.

7.2.3 Para valores (N/30) do solo natural. Variando de 22/30 até 35/30, obtém-
se valores de Np/30, decrescentes e partindo do máximo. Nesse intervalo 22 <
N < 35, mesmo sendo os Np’s maiores que os seus respectivos N’s, os valores
das eficiências diminuem, chegando-se a Np/N =1.

7.2.4 Verifica-se que para Np/N = 1, isso ocorre para valores de N/30 do solo
natural, próxima a 35/30, ou seja, não ocorre mais processo de melhoramento.
Teoricamente, é como partir desse valor N/30 = 35/30 do solo natural, os
serviços de melhoramento, provocariam o contrário, isto é, o desagregamento
do solo granular.

7.2.5 Pelo exposto observa-se que os serviços de melhoramento de solos


arenosos com estacas de compactação são mais adequados e viáveis técnica
e economicamente, para areias com SPT < 20/30.

7.3 Observa-se através das sondagens pós-compactação (SPT), que os


serviços de compactação com essas estacas, conseguem melhorar a
resistência do solo até uma profundidade de 1,50 m, abaixo da ponta do tubo
de revestimento.
5 10 15 20 25 N/30
PROF. (m)
1,0
tubo de revestimento
2,0

3,0 3,5 m
4,0
1,5 m
5,0 m
5,0

6,0

7,0

8,0

9,0

10,0

Figura 18 Sondagem SPT antes e após compactação

7.4 O processo vibratório oriundo das batidas do pilão ocorre sendo a


freqüência do mesmo de aproximadamente 25 batidas por minutos.

7.5 É importante que na execução das primeiras estacas, faça-se o


diagrama de cravação (número de batidas necessárias para penetrar 0,50 m do
tubo no interior do solo x profundidade). O diagrama de cravação poderá ser
útil, ao compará-lo com as sondagens SPT, na necessidade de tomarem-se
decisões sobre a profundidade das estacas.

7.6 Pode acontecer que na execução das últimas estacas de uma mesma
sapata, o tubo de revestimento, não consiga penetrar na sua totalidade. Isso
acontece devido ao fato de que a execução das estacas anteriores, já
compactou a região circunvizinha. Assim sendo, o engenheiro consultor poderá
a partir do diagrama de cravação de estacas já executadas e das sondagens
SPT já existentes, definir uma Nega. Não é recomendável, insistir em demasia
na cravação do tubo em um solo já compactado, pois isso poderá levá-lo a um
processo de desagregação.

7.7 Apresentam-se gráficos que correlacionam a eficiência da compactação


(Np/N) e o N, do solo natural, considerando-se o espaçamento entre as
estacas.
Figura 19 Eficiência do melhoramento para espaçamento de 80 cm

Figura 20 Eficiência do melhoramento para espaçamento de 90 cm

Figura 21 Eficiência do melhoramento para espaçamento de 100 cm


8. Obras.
_________________________________________

A seguir, apresentam-se alguns exemplos de obras projetadas e já executadas.


Serão mostradas informações como:

I. Comentários gerais sobre a obra, como:

 Sondagens SPT;

 Planta de cargas;

 Escolha do tipo de fundação;

 Elaboração do projeto de fundações;

 Análise de recalques.

II. Execução das estacas de compactação.

III. Comportamento da obra ao longo do tempo.

8.1 Condomínio Residencial Torino (João Pessoa/PB)

Localização: QD 619 – LTS 244, 217, 229, 323 – Lot. Oceania IV – Bessa, João
Pessoa/PB

N0 de pavimentos:20
Figura 22 Torino

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:20

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,15 saco/ml

 Areia: 0,115 m3/ml

 Quantidade de estacas: 625

 Consumo total:

 Cimento: 328 sacos

 Areia: 251 m3
Figura 23 Sondagem em solo natural

OBRA: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL TORINO RELATÓRIO:


LOCAL: QD 619 LT 244,217,229,323-LOTEAMENTO OCEANIA IV-BESSA-JPA/PB INÍCIO: 02/02/95
CLIENTE: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL TORINO TÉRMINO: 02/02/95

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
0,30 Areia fina pouco siltosa - cor cinza escuro 1/15 2/15 2/15 4/30
Areia fina - cor cinza claro
1,0 2/15 3/15 3/15 6/30
(pouco compacta)

2,0 3/15 3/15 2/15 5/30


2,30
Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro
3,0 (fofa a pouco compacta) 1/20 3/25 - 3/30

3,80
4,0 Areia média a grossa pouco siltosa - cor marrom 2/15 3/15 4/15 7/30
escuro
(med. compacta)
5,0 6/15 10/15 11/15 21/30
5,20
Areia fina muito siltosa - cor cinza
6,0 (med. compacta) 7/15 10/15 10/15 20/30

7,0 4/15 4/15 7/15 11/30


Silte arenoso - cor cinza
(fofo)
8,0 1/15 1/15 3/30
2/15

9,0
1/15 1/15 2/15 3/30
9,60
Silte arenoso com marisco - cor cinza
10,0 1/15 1/15 1/15 2/30
(fofo)

11,0
11,10 1/15 1/15 2/15 3/30

12,0 Areia fina pouco siltosa - cor variegada


5/15 10/15 14/15 24/30
(med. compacta a compacta)

13,0
13,30 15/15 20/15 15/15 35/30

14,0 2/15 1/15 2/15 3/30

15,0 1/15 1/15 1/15 2/30


13,30

16,0 2/30
1/15 1/15 1/15
Argila orgânica - cor cinza escuro
(muito mole a média)
17,0 1/15 1/15 2/15 3/30

18,0 2/15 3/15 3/15 6/30

19,0 2/15 3/15 3/15 6/30

20,0
4/15 4/15 5/15 9/30
20,45
21,0 Limite de sondagem

N.A.= 0,44 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 0,20 m
PESO DO MARTELO P=65 kgf
R.N.= cota do meio fio da Rua Projetada Leste
DATA: SONDADOR: ENGº
02/02/95
Pedro Ribeiro
Figura 24 Planta de cargas

Inicialmente, de posse da planta de cargas e dos resultados das


sondagens de reconhecimento do subsolo com o Standard Penetration Test
(S.P.T.), desenvolveu-se estudos para a escolha do tipo de fundação a ser
adotada.

Verificou-se através do boletim de sondagem que da superfície até a


profundidade de 7,0 m, existem várias camadas de areia, variando a textura, a
compacidade e a coloração. Depois a ocorrência de silte arenoso de 7,0 m a
11,0 m; depois areia fina pouco siltosa, de 11,0 m a 13,5 m; depois surge a
ocorrência de argila orgânica mole, de 13,50 m a 23,0 m de profundidade;
depois areia argilosa, de 23,0 m até 29,0 m, onde encontra-se o impenetrável
na pedra calcária.

Devido à ordem de grandeza das cargas de um edifício com vinte


pavimentos, e as sondagens acusando uma camada de silte pouco arenoso e
uma camada de argila orgânica mole, com espessura considerável da ordem
de 9,0 m, verificou-se a princípio que as fundações deveriam ser profundas,
tipo estacas metálicas. O orçamento para as estacas metálicas
compreendendo materiais e mão de obra foi de aproximadamente R$
220.000,00. Assim sendo, houve a solicitação por parte dos interessados que
fossem realizados estudos, objetivando-se a adoção de fundações diretas, tipo
sapatas de fundação. Amostras indeformadas da argila orgânica mole foram
extraídas com tubos SHELBIES e realizados ensaios triaxiais e de
adensamento.

Admitindo-se que a compactação das camadas superficiais através das


estacas de areia propiciaria na cota de assentamento das sapatas, uma tensão
de 5,0 kgf/cm2, fez-se o dimensionamento das sapatas para esta tensão.

Assim sendo, as sapatas foram projetadas, para uma tensão admissível


do solo (ad) de 5,0 Kgf/cm2 = 500 kPa.

Sendo: a sapata de dimensões a x b

a x

a tensão máxima obtida de,


N M y .b/2 M xa/2
σ  
A a.b 3 /12 b.a 3 /12

Não poderá ultrapassar os valores de:

5,0 Kgf/cm2 → para esforços permanentes;

1,3 x 5,0 = 6,5 Kgf/cm2 → para esforços permanentes + eventuais.


Figura 25 Estaqueamento Torino
Tabela 3 Quadro de recalques

Recalques Calculados (mm)


Total
Sapata Dimensão (cm)
Silte muito Argila (mm)
arenoso orgânica

SP1 200 x 200 8 13 21

SP2 260 x 260 12 25 37

SP3/5 262 x 450 14 26 40

SP4/6 220 x 400 12 17 29

SP6A 200 x 200 11 17 28

SP7 260 x 120 10 11 21

SP8 340 x 340 11 28 39

SP9 220 x 220 11 21 32

SP10 340 x 340 11 19 30

SP11 130 x 220 9 11 20

SP12 300 x 300 14 25 39

SP13 300 x 300 10 19 29

SP14 280 x 280 11 15 26

SP15 260 x 260 10 16 26

SP16 200 x 200 11 15 26


SP17 260 x 260 14 15 29

SP18 300 x 300 15 26 41

SP19 220 x 220 11 13 24

SP20 200 x 200 11 16 27

SP21 200 x 200 8 12 20

Tabela 4 Recalques diferenciais e distorções angulares

Recalques
Vãos Distorções
Sapata Diferenciais
(mm) Angulares
(mm)

SP1/SP2 3970 16 1/248=0,40 %

SP2/SP3-5 6905 3 1/2301=0,04 %

SP3-5/SP4-6 5370 11 1/488 = 0,20 %

SP1/SP6A 3770 7 1/538 = 0,18 %

SP8/SP9 4000 7 1/571 = 0,17 %

SP10/SP11 4570 10 1/457 = 0,22 %

SP12/SP13 4150 10 1/415 = 024 %

SP14/SP15 2795 0 0

SP15/SP16 3900 0 0

SP14/SP19 4120 2 1/2020 = 0,05 %

SP15/SP20 3970 1 1/3970 = 0,02 %

SP16/SP21 4170 6 1/695 = 0,14 %

SP17/SP18 4050 12 1/337 = 0,29 %


SP19/SP20 3050 3 1/1016 = 0,09 %

SP20/SP21 3500 7 1/500 = 0,20 %

Verifica-se que os recalques estimados e as distorções angulares


apresentaram valores aceitáveis. As distorções angulares, quase que na sua
totalidade, ficaram abaixo de 1/300.
OBRA: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL TORINO - I ETAPA RELATÓRIO:
LOCAL: BESSA - JOÃO PESSOA/PB. INÍCIO:
CLIENTE: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL TORINO TÉRMINO:

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
4/30 11/30
Areia fina - cor cinza claro
1,0
(med.compacta a compacta) 6/30 37/30

2,0
5/30 49/30
2,80
3,0
3/30 23/30
Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro
4,0 (med. compacta)
7/30 28/30
4,50

5,0 Areia média a grossa pouco siltosa com pedre-


gulhos - cor marrom 21/30 25/30
5,80
(med.compacta)
6,0
20/30 34/30

7,0
Silte pouco arenoso com pouco marisco - cor 11/30 12/30
cinza
8,0 (fofa a compacta)
3/30 7/30

9,0
3/30 5/30

10,0
2/30 3/30
10,80
11,0
Marisco com presença de silte 3/30 8/30
11,70
12,0
Areia fina pouco siltosa com pedregulhos - cor 24/30 28/30
cinza
13,0 (pouco compacta a med. compacta)
35/30 8/30
13,50
14,0
3/30 2/30

15,0
2/30 2/30

16,0
Argila orgânica com pouco marisco - cor cinza 2/30 3/30
escuro
17,0
(mole a rija) 3/30 3/30

18,0
6/30 3/30

19,0
6/30 3/30

20,0
9/30 3/30
continua...
21,0

N.A.=
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO =
PESO DO MARTELO P=65 kgf
R.N.=
DATA: SONDADOR: ENGº
10/04/95 João Clementino

Figura 26 Sondagem antes e após compactação


OBRA: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL TORINO - I ETAPA RELATÓRIO:
LOCAL: BESSA - JOÃO PESSOA/PB. INÍCIO:
CLIENTE: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL TORINO TÉRMINO:

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
Argila orgânica com pouco marisco - cor 2/30
cinza escuro
22,0 (mole a rija)
22,30 10/30
Areia argilosa pouco siltosa com pedregulhos -
23,0
cor cinza 15/30
(med. compacta)
24,0
13/30
24,90
25,0
15/30
Areia argilosa pouco siltosa - cor variegada
26,0 (fofa a compacta)
21/30

27,0
23/30

28,0
29,40 47/30
Impenetrável na pedra calcária
29,0
1/40

30,0

31,0

32,0

33,0

34,0

35,0

36,0

37,0

38,0

39,0

40,0

41,0

N.A.=
COTA DA BOCA DO FURO = 0,21 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
10/04/95 João Clementino

Figura 27 Sondagem antes e após compactação (continuação)


Observações e conclusões:

Verifica-se um aumento significativo na resistência do solo constituinte


das camadas superficiais. Por exemplo, na superfície o N/30 que era de 4
passou para 11; a 1,0 m de profundidade era 6 passou para 37; a 2,0 m era 5
passou para 49; a 3,0 m era 3 passou para 23; a 4,0 m era 7 passou para 28; a
5,0 m era 21 passou para 25; a 6,0 m era 20 passou para 34; a 7,0 m era 11
passou para 12; a 8,0 m era 3 passou para 7; a 9,0 m era 3 passou para 5; a
10,0 m era 2 passou para 3. Percebe-se então que o aumento é bem mais
significativo nos primeiros 4,0 m e que apesar do tubo só ter 3,50 m de
comprimento, o melhoramento atinge até a profundidade de 5,50 m, ou seja,
aproximadamente 2,0 m além da ponta do tubo de revestimento.

Gráfico de Recalques
 H (mm)
5,830

5,820

5,810

40
50
5,800
Cota (m)

5,790

5,780
10

5,770

5,760
0 200 400 600 800 1000 1200
tempo (dias)

P21 P17 P3

Figura 26 Gráfico de recalques


8.2 Edifício Residencial Maison de Prince (João Pessoa/PB)

Localização: Rua Severino Massa Spineli, Tambaú, João Pessoa/PB

N0 de pavimentos: 30

Figura 29 Maison de Prince

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m nas estacas do anel de reforço e 5,0 m


nas estacas abaixo da lâmina de projeção das sapatas

 Espaçamento entre as estacas: e = 70 e 80 cm na lâmina das sapatas e


variável no anel de reforço.

 composição: cimento e areia na lâmina das sapatas e areia e brita no


anel de reforço

 traço em volume:1:15 nas estacas de cimento e areia e 4:1 nas estacas


de areia e brita.
 consumo do traço:

 cimento: 0,18 sacos/ml

 areia: 0,115 m3/ml

 quantidade de estacas: 609 de 5,0 m e 244 de 3,5 m

 cimento: 548 sacos

 areia: 448 m3

 brita: 12 m3
Figura 30 Sondagem em solo natural

OBRA: EDIFÍCIO MAISON DES PRINCES INÍCIO: 30/08/1999

LOCAL: RUA SEVERINO MASSA SPINELLI - TAMBAÚ - JOÃO PESSOA/PB.


TÉRMINO: 30/08/1999

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
1/30 1/15 - 1/30
Aterro arenoso com metralha - cor variegada
1,0 9/30
2/15 4/15 5/15
Areia fina - cor cinza claro
2,0 (pouco compacta a med.compacta) 4/15 6/15 6/15 12/30
2,60
3,0 3/15 4/15 5/15 9/30
Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro
(pouco compacta)
4,0 1/15 3/15 3/15 6/30
4,70
5,0 Areia média a grossa pouco siltosa com
4/15 5/15 5/15 10/30
pedregulhos - cor marrom escuro
(pouco compacta)
6,0 14/15 12/15 14/15 26/30

7,0 Areia fina siltosa pouco argilosa - cor cinza


(fofa a pouco compacta) 4/15 5/15 3/15 8/30

8,0 4/30
1/20 1/10 3/15
8,60
9,0
6/15 9/15 13/15 22/30
Argila siltosa pouco arenosa - cor marrom
10,0 (muito rija)
5/15 10/15 13/15 23/30

11,0 7/15 8/15 18/30


10/15

12,0
5/15 9/15 12/15 21/30

13,0 8/15 11/15 14/15 25/30


Areia argilosa pouco siltosa - cor marrom
(med. compacta)
14,0
5/15 7/15 9/15 16/30

15,0
6/15 9/15 11/15 20/30

16,0
7/15 11/15 14/15 25/15

17,0
7/15 10/15 11/15 21/30

18,0
5/15 3/15 2/15 5/30

19,0

19,80
20,0 Impenetrável na pedra calcária

N.A.= 2,75 m
COTA DA BOCA DO FURO = 0,96 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= 0,00 = cota do meio fio da Rua Severino Massa PESO DO MARTELO P=65 kgf
Spinelli DATA: SONDADOR: ENGº
09/09/1999
João Clementino
               

               

Figura 31 Planta de cargas


Tabela 5 Mapa de cargas
Caso 1 Vento na face x Vento na face y Vento inclinado Vento inclinado
Fz Fz Fy Mx Fz Fx My Fz Fx Fy Mx My Fz Fx Fy Mx My
P1 203,80 50,10 1,10 2,00 60,30 1,40 5,80 20,90 1,90 0,90 1,70 7,10 110,70 1,30 1,00 1,90 5,70
P2 409,80 54,50 4,70 16,30 22,40 0,60 1,20 72,30 0,70 4,20 14,20 1,40 23,50 0,60 4,40 15,30 1,20
P3 315,20 59,60 3,80 13,50 20,10 0,30 0,60 31,80 0,30 3,20 11,90 0,70 75,50 0,30 3,80 12,60 0,70
P4 361,70 79,80 4,20 15,10 56,20 0,10 0,70 133,80 0,20 4,20 14,30 0,90 10,80 0,00 3,50 13,30 0,60
P5 508,70 54,60 4,30 16,50 16,00 0,40 1,30 33,80 0,50 4,10 15,80 1,50 68,20 0,40 3,90 14,60 1,30
P6 215,10 61,00 3,50 12,40 36,80 0,40 0,80 97,00 0,60 3,40 12,20 1,00 16,20 0,30 3,20 10,80 0,70
P7 307,60 5,20 4,50 14,60 446,00 0,40 0,80 43,90 0,50 4,00 12,50 0,90 53,50 0,40 4,20 13,80 0,80
P8 746,80 19,80 9,20 34,90 32,30 0,70 2,40 17,40 0,90 8,10 30,20 2,70 53,00 0,80 8,60 32,70 2,50
P9 1045,80 169,70 10,10 26,10 27,20 52,30 772,80 124,50 71,10 9,10 23,60 886,60 183,00 42,50 9,20 23,70 800,50
P10 706,00 32,40 6,40 27,10 6,90 0,20 1,30 37,60 0,20 6,10 26,00 1,50 22,20 0,10 5,80 23,90 1,30
P11 346,70 13,00 3,90 12,70 13,30 0,30 0,70 2,20 0,30 3,80 12,60 0,80 26,60 0,20 3,30 11,00 0,60
P12 631,90 65,40 9,00 33,60 151,70 0,30 1,90 224,40 0,30 8,50 30,40 2,00 106,80 0,40 7,80 30,20 2,10
P13 803,20 50,00 9,50 36,00 108,90 0,70 2,80 72,80 0,60 8,10 32,70 3,00 164,70 0,90 9,10 32,90 3,20
P14 754,60 25,60 25,80 138,20 18,40 0,90 1,60 3,50 0,80 23,70 131,20 1,60 43,30 1,10 23,20 122,10 1,90
P15 261,20 29,40 1,20 1,90 28,00 1,80 6,40 3,00 1,90 1,20 2,00 7,00 57,90 1,80 1,00 1,60 6,90
P16 335,80 0,60 3,70 11,10 50,00 0,50 0,80 55,40 0,50 3,20 9,30 0,90 53,80 0,50 3,60 10,50 0,90
P17 685,90 0,60 2,00 4,50 41,30 2,30 13,20 44,80 2,60 1,70 3,90 14,70 45,40 2,50 1,90 4,20 14,40
P18 241,80 32,50 1,20 1,90 29,80 1,80 6,60 63,30 2,00 1,20 1,90 7,20 2,10 1,90 1,00 1,70 7,20
P19 1568,60 89,20 8,30 27,20 16,10 67,30 1004,30 98,50 58,90 7,40 24,70 1067,40 63,10 86,90 7,50 24,70 1126,70
P20 304,80 7,40 5,00 16,70 48,30 0,60 1,30 59,90 0,60 4,10 13,80 1,30 45,50 0,60 4,90 16,10 1,50
P21 745,30 21,20 9,00 34,60 35,40 0,80 2,60 58,20 0,90 7,80 29,60 2,80 19,30 1,00 8,40 32,50 3,00
P22 703,00 31,80 6,40 27,00 2,20 0,20 1,40 27,10 0,10 6,10 26,10 1,50 31,60 0,30 5,60 23,60 1,70
P23 343,70 13,90 3,80 12,60 16,40 0,30 0,70 31,20 0,30 3,80 12,60 0,70 4,80 0,40 3,30 10,90 0,90
P24 228,70 52,40 1,10 2,00 60,30 1,70 7,00 113,50 1,60 0,90 1,60 7,10 18,40 2,20 1,00 1,90 8,40
P25 426,40 52,30 4,70 16,30 35,10 0,70 1,40 7,20 0,70 4,00 13,80 1,40 84,00 0,80 4,40 15,40 1,70
P26 413,10 36,70 4,10 15,30 9,30 0,40 1,10 22,60 0,40 3,70 13,70 1,10 42,80 0,50 3,60 13,90 1,30
P27 430,80 44,60 3,80 14,70 19,50 0,10 0,80 19,30 0,00 3,30 13,40 0,80 61,60 0,20 3,60 13,30 1,00
P28 510,90 54,90 4,30 16,40 31,10 0,50 1,60 85,70 0,50 4,20 15,90 1,70 17,20 0,60 3,70 14,20 1,80
P29 217,40 60,10 3,50 12,30 25,60 0,50 0,90 27,70 0,40 3,50 12,50 0,90 83,10 0,60 2,90 10,40 1,10

Comentários:

Trata-se de uma edificação de grande porte (30 pavimentos). O


pilar mais carregado é o P19, com 1568,6 tf de carga permanente e 98,5 tf de
carga eventual e momento de até 1126,7 tf. m.

Poderia ter-se optado por fundações profundas convencionais, como:


estacas tipo Franki, estacas Metálicas, estaca tipo Hélice Contínua. Seria
contra indicado: estacas escavadas, devido à presença do lençol freático e dos
solos arenosos e estacas pré-moldadas de concreto, devido à dificuldade de
penetração nos SPTs superiores a 20/30.

Percebendo-se ser, as areias das camadas superiores, propícias a


serem melhoradas através de compactação e por questões de ordem
econômica, decidiu-se realizar os estudos para o melhoramento. Através do
furo de sondagem em solo natural, verifica-se que a cota da boca do furo está
0,96 m acima do meio fio (RN) e sabendo-se que o terreno iria ser cortado de
1,5 m, para execução do semi-subsolo, a superfície do terreno ficaria 2,5 m
abaixo da boca do furo de sondagem.

Assim sendo, a situação passaria a ser a da figura a seguir:


10 20 30 cota boca do furo
1/30 - 0,0
0,96
cota meio fio = 0,00
9/30 - 1,0
corte
1,50
12/30 - 2,0
cota terreno depois do corte
9/30 - 3,0
NA
1,50

6/30 - 4,0
cota de assentamento
das sapatas
10/30 - 5,0

26/30 - 6,0

8/30 - 7,0

4/30 - 8,0

22/30 - 9,0

23/30 - 10,0

18/30 - 11,0

21/30 - 12,0

25/30 - 13,0

16/30 - 14,0

20/30 - 15,0

25/30 - 16,0

21/30 - 17,0

16/30 - 18,0

5/30 - 19,0

Figura 32 Perfil esquemático do terreno

Arbitrou-se estacas com Ø de 0,30 m e comprimento de 5,0 m + base alargada.


O material da estaca foi uma mistura de cimento + areia, no traço em volume
de 1 : 15.

Elaboração do Projeto:

As sapatas foram dimensionadas, para uma ad do solo compactado, de


5,0 Kgf/cm2 = 50 tf/m2.

10. Dimensionamento para cargas permanentes;

20. Dimensionamento considerando também as eventuais;

30. Correções se necessárias.


A seguir, apresenta-se o exemplo do pilar mais carregado (P19):

Tabela 6 Mapa de cargas P19

EVENTUAIS
C. Vertical (tf)
Pilar permanente + Carga
sobrecarga Vertical Mx (tfm) My (tfm)
(tf)

P19 1568,6 98,5 27,2 1126,7

N Mx My
σ  
A Wx Wy

10. Permanentes:

1568,6
50   A  31,4m 2
A

Sapata de (4,0 x 8,0)m

20. Permanentes + Eventuais:

1568,6  98,5 27,2.2 1126,7.4


σ max     52,1  1,3  26,4
4.8 8.43 4.83
12 12

max = 79,8 tf/m2 > 1,3 . 50 > 65 tf/m2

Não passou, havendo necessidade de aumentar-se a área da sapata.

Considerando a sapata do P19 com (4,5 x 9,0) m, tem-se:

1568,6  98,5 27,2 . 2,25 1126,7. 4,5


σ max     41,2  0,9  18,5
4,5 . 9 9. 4,53 4,5.93
12 12
max = 60,6 tf/m2 < 65 tf/m2

portanto as dimensões da sapata do P19 serão (4,5 x 9,0) m.

Analogamente, as demais sapatas dos outros pilares, foram dimensionadas.

Figura 33 Planta de sapatas


Figura 34 Planta de fundações
Distribuição das Estacas:

Observando que devido ao fato da edificação, ser uma obra de grande


porte (30 pavimentos), as sapatas ficaram muito próximas umas das outras.
Considerando-se que o material das estacas em cimento + areia, no traço 1 :
15 e as grandes dimensões das sapatas optou-se por priorizar as regiões
internas das sapatas. Ou seja, ao invés de fazer-se uma malha geral e
uniformemente distribuída, as estacas foram colocadas inicialmente, no interior
das sapatas, procurando colocar-se o maior número possível de estacas dentro
das sapatas, usando-se espaçamentos mínimos, de ordem de 0,75 m a 0,80 m.
No espaço entre as sapatas, nem sempre foi possível colocar-se 2 anéis de
estacas, havendo casos em que 1 anel de estacas ficou comum a 2 sapatas.

Análise de Recalques:

Observa-se através da figura do perfil esquemático do terreno, que as


sapatas deveriam ficar assentes na cota (- 4,0 m), e que o perfil geotécnico
apresenta-se:

De – 4,0 m a – 4,8 m → areia fina pouco siltosa;

De – 4,8 m a – 6,0 m → areia média a grossa pouco siltosa com pedregulho;

De – 6,0 m a – 8,6 m → areia fina siltosa pouco argilosa;

De – 8,6 m a – 11,0 m → argila siltosa pouco arenosa muito rija;

De – 11,0 m a – 19,8 m → areia argilosa pouco siltosa;

A estaca tem um fuste com 5,0 m de comprimento e + a base alargada. A


cabeça da estaca fica na cota – 2,5 m, portanto o melhoramento deverá
alcançar as cotas – 8,0 m a – 9,0 m.

A camada que poderá apresentar recalques mais significativos ficou entre as


cotas – 6,5 m e – 8,5 m (areia fina siltosa pouco argilosa , com SPTs 8/30 e
4/30). As demais camadas como entre – 4,0 m e – 6,5 m, deverão apresentar
SPTs > 20/30, depois da compactação (areia compacta). Entre – 8,5 m e –
11,0 m, tem-se uma argila siltosa pouco arenosa (muito rija). A partir de - 11,0
m até o impenetrável à percussão, tem-se uma areia argilosa pouco siltosa
(compacta).

Percebe-se que com exceção da camada entre – 6,5 m e – 8,5 m, todas as


demais apresentam bom estado de compacidade ou consistências, com
elevados módulos de deformação (E’), levando a recalques praticamente
desprezíveis.

Considerando-se que os recalques mais significativos deverão ocorrer entre as


profundidades de – 6,5 a – 8,5 m, estimaram-se os recalques para essa
camada.
Para a distribuição das tensões, adotou-se o processo de espraiamento de 2/1.

- 2,5

4,0
1 = 5,0 kgf/cm
2

3,5
- 6,5
2
- 7,5 centro da camada
1,75 1,75
- 8,5

Figura 35 Distribuição das tensões

A1 .1 = A2.2

A1 = área da sapata do P19(4,5 x 9,0)m = 40,5 m2

1 = 0,5 MPa = 5,0 kgf/cm2

A2 = (1,75+4,5+1,75). (1,75+9,0+ 1,75)= 100,0 m2

40,5.Δ 1
Δσ 2   0,405.Δ 1  0,405.5,0
100,0

2= 2,02 kgf/cm2

Numa primeira aproximação, deve-se ter:

H 0 .Δ 2
ΔH 
E'

E´ pode ser obtido, a partir de tabelas, como:

Tabela 7 Módulo de deformação (Caputo, 1988)

Solo E’ (kgf/cm2)

Argila muito mole 3,5 – 28


Argila mole 17,5 – 42

Argila média 42 – 84

Argila dura 70 – 175

Argila arenosa 280 – 420

Areia siltosa 70 – 210

Areia fofa 105 – 245

Areia compacta 490 – 850

Areia compacta e pedregulho 980 - 1970

Ou a partir de correlação como:

E´ = KN

 pode ser obtido pela tabela 8:

Tabela. Coeficiente  (Teixeira e Godoy, 1996)

Tabela 8 Coeficiente 

Solo 

Areia 3

Silte 5

Argila 7

K é dado pela tabela 9:

Tabela 9 Coeficiente K (Cintra e Aoki, 1999)

Solo K (MPa)
Areia 1,00

Areia siltosa 0,80

Areia silto-argilosa 0,70

Areia argilosa 0,60

Areia argilo-siltosa 0,50

Silte 0,40

Silte arenoso 0,55

Silte areno-argiloso 0,45

Silte argiloso 0,23

Silte argilo-arenoso 0,25

Argila 0,20

Argila arenosa 0,35

Argila areno-siltosa 0,30

Argila siltosa 0,22

Argila silto-arenosa 0,33

E´ = 3,0 . 10 . 10

Depois da compactação o SPT 4/30 aumentará no mínimo para 10/30.

E´ = 300 kgf/cm2

H0 = 200 cm  espessura da camada

200.2,02
ΔH 
300
H = 1,35 cm = 13,5 mm

Considerando-se que o efeito da superposição das demais sapatas, provoque


recalques da ordem de 100% do recalque isolado da própria sapata, têm-se:

HT = 13,5 x 2 = 27,0 mm (apenas para a camada entre – 6,5 e – 8,5 m)


OBRA: EDIFÍCIO MAISON DES PRINCES INÍCIO: 24/02/2002

LOCAL: RUA SEVERINO MASSA SPINELLI - TAMBAÚ - JOÃO PESSOA/PB. TÉRMINO: 24/02/2002

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/últimos 30 cm
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50

Aterro arenoso com metralha - cor variegada 1/15

1,0
9/30
Areia fina - cor cinza claro
2,0 (med. compacta)
12/30
2,60 10/30
3,0
9/30
Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro 32/30
(compacta)
4,0
6/30
40/30
4,70
5,0 Areia média a grossa pouco siltosa com 10/30
pedregulhos - cor marom escuro 52/30
(compacta) a muito compacta
6,0
26/30
32/30
7,0 Areia fina siltosa pouco argilosa - cor cinza
8/30
(med. compacta) 13/30

8,0
4/30
8,60
11/30
9,0 22/30
23/30
Argila siltosa pouco arenosa - cor marrom
(muito rija)
10,0
23/30
20/30

11,0
18/30
14/30
12,0
21/30
15/30
13,0
Areia argilosa pouco siltosa - cor marrom 25/30
(med. compacta) 14/30
14,0
16/30
14/30
15,0
20/30
10/30
16,0
25/30
12/30
17,0
21/30
6/30
18,0 16/30

19,0 5/30

19,80
20,0 Impenetrável na pedra calcária

N.A. ANTES = 2,75 m


N.A. DEPOIS = 0,00 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO ANTES = 0,96 m PESO DO MARTELO P=65 kgf
COTA DA BOCA DO FURO DEPOIS = (-) 1,50 m
DATA: SONDADOR: ENGº
R.N.= 0,00 = cota do meio fio da Rua Severino Massa
Spinelli 26/02/2002 Pedro Ribeiro

Figura 36 Sondagem antes e após compactação


Quadro de estimativa de recalques, considerando-se SPT pós compactação e
todas as camadas

Sapata: P19

Carga: 1568,60 tf

Dimensões: 9,0 m x 4,50 m

Tabela 10 Quadro de estimativa de recalques

Camada r (mm) r acumulado (mm)

1a2m 4,23 4,23

2a3m 2,18 6,42

3a4m 1,56 7,98

4a5m 1,92 9,90

5a6m 3,07 12,98

6a7m 4,10 17,07

7a8m 1,74 18,82

8a9m 1,57 20,39

9 a 10 m 1,92 22,30

10 a 11 m 1,57 23,88

11 a 12 m 2,17 26,04

12 a 13 m 3,94 29,98

13 a 14 m 2,89 32,87

14 a 15 m 2,39 35,26

15 a 16 m 2,37 37,63

16 a 17 m 1,39 39,02
17 a 18 m 7,23 46,25

HT = 46,25 mm

De um modo geral, observa-se pela experiência local, que o perfil geotécnico


do local desta obra, é considerado bom e os valores dos recalques totais,
considerados aceitáveis.
10 20 30 40 50 cota boca do furo
1/30 - 0,0
0,96
cota meio fio = 0,00
9/30 - 1,0
corte
1,50
12/30 - 2,0
cota terreno depois do corte
9/30 - 3,0
NA
1,50

6/30 - 4,0
cota de assentamento
das sapatas
10/30 - 5,0

26/30 - 6,0

8/30 - 7,0

4/30 - 8,0

22/30 - 9,0

23/30 - 10,0

18/30 - 11,0

21/30 - 12,0

25/30 - 13,0

16/30 - 14,0

20/30 - 15,0

25/30 - 16,0

21/30 - 17,0

16/30 - 18,0

5/30 - 19,0

Figura 37 Perfil esquemático das fundações após melhoramento


ACOMPANHAMENTO DO COMPORTAMENTO DA OBRA ATRAVÉS DA
MEDIÇÃO DE RECALQUES

Figura 38 Gráfico de recalques

Gráfico de Recalques
 H (mm)
4,410

4,405

4,400

4,395

4,390 37 42
44
Cota (m)

4,385

4,380

4,375

4,370
5
4,365
2
4,360

4,355
0 200 400 600 800 1000 1200
tempo (dias)

P6 P13 P8

8.3 Edifício Residencial Coliseum (João Pessoa/PB)


Localização: Rua Manuel Antônio Cavalcanti c/ Rua Santos Coelho Neto –
Manaíra, João Pessoa/PB.

N0 de pavimentos: 25

Figura 39 Residencial Coliseum

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:15

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,18 saco/ml

 Areia: 0,115 m3/ml

 Quantidade de estacas: 734

 Consumo total:

 Cimento: 462 sacos

 Areia: 295 m3
P1 P2 P3 P4

P5 P6 P7
P8

P10
P9

P14

P11 P12 P13

P16 P17 P18


P15

Figura 40 Mapa de pilares


Tabela 11 Quadro de cargas

Cargas
Pilar
V (tf) Mx (tfm) My (tfm)

P1 623  81,3  2,6

P2 747  78,0  3,0

P3 744  75,2  3,0

P4 746  34,0  12,0

P5 454  3,3  20,2

P6 423  7,4  20,6

P7 531  17,4  42,4

P8 567  3,3  26,4

P9 979  8,5  36,6

P10 1180  24,4  100,0

P11 452  3,3  20,2

P12 425  7,4 20,6

P13 533  17,4  42,4

P14 568  3,3  26,4

P15 624  81,3  2,6

P16 748  78,0  3,0

P17 742  75,2  3,0

P18 739  340  12,0


OBRA: EDIFÍCIO COLISEUM
INÍCIO: 18/04/1998

LOCAL: RUA MANOEL ANTONIO CAVALCANTE C/ SANTOS COELHO NETO-MANAÍRA-JPA/PB. TÉRMINO: 18/04/1998

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
0,30 Areia fina - cor cinza escuro (fofa) 1/30 2/16 - 2/30

1,0 7/30
Areia fina - cor cinza claro 2/15 3/15 4/15
(pouco compacta)
2,0 1/15 2/15 3/15 5/30
2,50
Areia pouco siltosa - cor marrom
3,0 (pouco compacta a med.compacta) 3/15 4/15 4/15 8/30

4,0 3/15 6/15 5/15 11/30


4,50
Areia grossa pouco siltosa com pedregulhos -
5,0 cor marrom 5/15 6/15 6/15 12/30
(pouco compacta
5,80
6,0 Areia fina com silte - cor cinza 7/15 8/15 5/15 13/30
(med. compacta)
6,60
7,0 4/15 4/15 6/15 10/30
Areia fina siltosa - cor cinza
(pouco compacta a med. compacta)
8,0 3/15 5/15 12/30
7/15

9,0
2/15 2/15 3/15 5/30

10,0 3/15 3/15 3/15 6/30


Argila arenosa com silte - cor marrom
11,0 (média a muito rija) 4/15 5/15 5/15 10/30

12,0 6/15 11/15 12/15 23/30

13,0
13,30
3/15 8/15 11/15 19/30
Argila com areia e silte - cor variegada
14,0 (muito rija)
5/15 9/15 13/15 22/30
14,40

15,0 4/15 7/15 9/15 16/30


Areia argilosa com silte - cor marrom
(med. compacta)
16,0 19/30
4/15 8/15 11/15

17,0 4/15 6/15 8/15 14/30


17,20
Areia pouco siltosa - cor branca
18,0 (med. compacta) 6/15 8/15 8/15 16/30
18,70
19,0 1/15 1/15 2/30
Argila silto-arenosa - cor marrom 1/15
(mole)
20,0 1/15
1/15 2/15 3/30
20,45
Impenetrável na pedra calcária

N.A.= 1,84 m
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 0,07 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= cota do meio fio da Rua Manoel Antonio PESO DO MARTELO P=65 kgf
Cavalcante DATA: SONDADOR: ENGº
29/04/1998
ANTONIO LOURENÇO

Figura 41 Sondagem em solo natural


Figura 42 Projeto de fundações
4.40

0.90

0.90

0.90

P2 P4
P1 P3 0.90

0.90

0.90

3.55

0.90

0.90

0.90

0.90

0.90

P5 P6 P7 0.90
P8

0.90

0.90
P10

P9 0.90

0.90

P14
0.90

P11 P12 P13 0.90

0.90

0.90

0.90

0.90

0.90

0.90

0.90

P15 0.90
P16 P17 P18

0.90

0.90

0.90

0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90
Tabela 12 Dimensões das sapatas

DIMENSÕES DAS SAPATAS


PILAR REF. X(m) Y(m)
P1;P15 2.50 5.00
P2;P3;P16;P17 2.80 5.40
P4;P18 4.00 4.00
P5,P6,P11,P12 4.78 7.40
P7,P8,P13,P14 5.24 8.60
P9 4.50 4.50
P10 4.90 4.90
Figura 43 Sondagem antes e após compactação

OBRA: EDIFÍCIO COLISEUM INÍCIO: 05/02/1999

LOCAL: RUA MANOEL ANTONIO CAVALCANTE C/ SANTOS COELHO NETO-MANAÍRA-JPA/PB. TÉRMINO: 05/02/1999

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
Areia fina - cor cinza escuro (pouco compacta)
0,30 2/30

1,0
Areia fina - cor cinza claro 7/30 8/30
(med. compacta)
2,0 14/30
5/30
2,50

3,0 17/30
8/30
Areia pouco siltosa - cor marrom
(pouco compacta a med. compacta)
4,0 24/30
11/30
4,50
Areia grossa pouco siltosa com pedregulhos -
5,0 cor marrom 33/30
12/30
(med. compacta a compacta)
5,80
6,0 Areia fina com silte - cor cinza 25/30
(med. compacta a compacta) 13/30
6,60
7,0
10/30 17/30
Areia fina siltosa - cor cinza
8,0 (pouco compacta a med. compacta)
12/30

9,0
5/30

10,0
6/30
Argila arenosa com silte - cor marrom
11,0 (média a muito rija)
10/30

12,0
23/30

13,0
13,30 19/30
Argila com areia e silte - cor variegada
14,0 (muito rija)
22/30
14,40

15,0
16/30
Areia argilosa com silte - cor marrom
16,0 (med. compacta)
19/30

17,0
17,20 14/30
Areia pouco siltosa - cor branca
18,0 (med. compacta)
16/30
18,70
19,0
Argila silto-arenosa - cor marrom 2/30
(mole)
20,0
20,45
3/30
Impenetrável na pedra calcária

N.A. ANTES = 1,84 m


N.A. DEPOIS = 1,61 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO ANTES = (-) 0,07 m PESO DO MARTELO P=65 kgf
COTA DA BOCA DO FURO DEPOIS = (-) 1,20 m 12/30
DATA: SONDADOR: ENGº
R.N.= cota do meio fio da Rua Manoel Antonio
Cavalcante 08/02/1999 João Clementino
GRÁFICO DOS RECALQUES MEDIDOS
Figura 44 Gráfico de recalques

Gráfico de Recalques

7,290

7,285

7,280

7,275

7,270
Cota (m)

7,265

7,260

7,255

7,250

7,245
0 200 400 600 800 1000 1200
tempo (dias)

P12 P2 P1

8.4 Edifício Residencial Vale Verzasca (João Pessoa/PB)

Localização: Manaíra – João Pessoa/PB


N0 de pavimentos: 26

Figura 27 Vale Verzasca

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:15

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,18 saco/ml

 Areia: 0,115 m3/ml

 Quantidade de estacas: 661

 Consumo total:

 Cimento: 416 sacos

 Areia: 266 m3
Figura 46 Vale Verzasca
Tabela 13 Quadro de cargas
OBRA: EDIFÍCIO VALLE VERZASCA INÍCIO: 09/12/1999

LOCAL: RUA MANOEL ANTONIO CAVALCANTE - MANAÍRA - JOÃO PESSOA/PB.


TÉRMINO: 09/12/1999

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
Areia fina - cor cinza claro 2/25 4/22 - 4/30
(pouco compacta)
1,0 7/30
3/15 3/15 4/15
1,50

2,0 Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro 3/15 3/15 4/15 7/30
(pouco compacta)
3,0 2/15 3/15 4/15 7/15
3,30
Areia média a grossa pouco siltosa com
4,0 pedregulhos - cor marrom escuro
(fofa) 1/15 2/15 2/15 4/30
4,80
5,0 8/15 15/15 19/15 34/30

6,0 4/15 7/15 10/15 17/30


Areia fina siltosa - cor marrom
(fofa a med. compacta)
7,0 3/15 4/15 4/15 8/30

8,0 1/15 1/15 3/30


2/17

9,0
1/25 1/26 - 1/30

10,0 1/20 1/10 2/18 3/30

11,0 Areia fina siltosa - cor marrom 3/15 4/15 7/15 11/30
(fofa a med. compacta)
12,0
5/15 5/15 8/15 13/30

13,0
3/15 4/15 5/15 9/30

14,0 4/15 4/15 5/15 9/30


14,70
15,0 4/15 6/15 6/15 12/30
Areia fina a média siltosa - cor banca
16,0 (pouco compacta a med. compacta)
3/15 4/15 4/15 8/15
16,60

17,0 2/15 2/15 2/15 4/30


Argila siltosa pouco arenosa - cor marrom
18,0 (muito mole a mole)
1/29 1/25 - 1/30

19,0
Impenetrável na pedra calcária

20,0

N.A.= 1,34 m
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 1,44 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= cota do meio fio da Rua Manoel Antonio PESO DO MARTELO P=65 kgf

Cavalcante DATA: SONDADOR: ENGº


14/12/1999
JOÃO CLEMENTINO

Figura 47 Sondagem em solo natural


Figura 48 Planta de fundações
Tabela 14 Dimensões das sapatas

Pilar Dimensões da Sapata (cm)

P1 350 x 150

P2 310 x 200

P3 460 x 330

P4 460 x 250

P5 350 x 315

P6 300 x 330

P7 500 x 310

P8 + P9 700 x 280

P10 425 x 265

P11 250 x 400

P12 420 x 530

P13 470 x 355

P14 300 x 275

P15 220 x 375

P16 350 x 250


OBRA: EDIFÍCIO VALLE VERZASCA INÍCIO: 09/12/1999

LOCAL: RUA MANOEL ANTONIO CAVALCANTE - MANAÍRA - JOÃO PESSO,A/PB.


TÉRMINO: 09/12/1999

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes para os últimos 30 cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50

Areia - cor cinza claro 4/30 7/30


(pouco compacta)
1,0
7/30 20/30
1,50

2,0 Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro 7/30 22/30
(med. compacta)
3,0
7/30 28/30
3,40
Areia média a grossa pouco siltosa com
4,0 pedregulhos - cor marrom escuro
(med.compacta) 4/30 22/30
4,60
5,0
34/30 41/30

6,0
17/30 13/30
Areia fina siltosa - cor cinza
7,0 (pouco compacta a compacta)
8/30 13/30

8,0
3/30 7/30

9,0
1/30 3/30

10,0
3/30 5/30

11,0
11/30 7/30
Areia fina siltosa - cor marrom
12,0
(pouco compacta a med. compacta) 13/30 9/30

13,0
9/30 13/30

14,0
9/30 13/30
14,50

15,0 Areia fina a média siltosa - cor branca


12/30 13/30
(med. compacta)
16,0
16,50
8/30 13/30
17,0
4/30
Argila siltosa pouco arenosa - cor marrom
18,0 (média)
1/30

19,0
Impenetrável à percussão

20,0

N.A.= 1,34 m
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 1,44 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= 0,00 = cota do meio fio da Rua Manoel Antonio PESO DO MARTELO P=65 kgf
Cavalcante SONDADOR:
DATA: ENGº
14/12/1999 João Clementino

Figura 49 Sondagem antes e após compactação


Gráfico de Recalques

4,645

4,640

4,635

4,630

4,625
Cota (m)

4,620

4,615

4,610

4,605

4,600

4,595
0 200 400 600 800 1000 1200
tempo (dias)

P2 P3 P15

Figura 50 Gráfico de recalques


8.5 Edifício Victory Tower (João Pessoa/PB)

Localização: Av. Cairú, 465, Cabo Branco – João Pessoa/PB

N0 de pavimentos: 13

Figura 28 Victory Tower

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 5,0 m + base

 Espaçamento entre as estacas e = 80 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:15

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,18 saco/ml

 Areia: 0,115 m3/ml

 Quantidade de estacas: 270

 Consumo total:

 Cimento: 243 sacos


 Areia: 155 m3

Figura 52 Mapa de pilares


Tabela 15 Quadro de cargas
OBRA: EDIFÍCIO VICTORY TOWER INÍCIO: 25/08/2000

LOCAL: AV. CAIRÚ, No 465 - CABO BRANCO - JOÃO PESSOA/PB. TÉRMINO: 25/08/2000

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
Areia fina - cor cinza 1/22 1/8 2/15 4/30
(fofa a pouco compacta)
1,0 8/30
2/15 3/15 5/15
Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro
(pouco compacta)
2,0 2/15 3/15 4/15 7/30
2,80
3,0 Areia média a grossa siltosa com pedregulhos - 2/15 2/15 3/15 5/30
cor marrom escuro
4,0 (pouco compacta)
1/15 1/15 6/15 7/30
4,40
Areia fina siltosa - cor cinza
5,0 (fofa) 1/20 1/25 - 1/30
5,30
Areia siltosa pouco argilosa - cor cinza
6,0 (fofa a pouco compacta) 1/40 - - 1/40

7,0 4/15 3/15 4/15 7/30


7,80
8,0 Areia argilosa pouco siltosa com pedregulhos - 5/15 25/15 30/15 55/30
cor cinza
(compacta a muito compacta)
9,0
9/15 16/15 22/15 38/30

10,0 Areia siltosa pouco argilosa - cor variegada 5/15 6/15 9/15 15/30
(med. compacta)

11,0
4/15 6/15 7/15 13/30
11,45

12,0
2/15 4/15 5/15 9/30

13,0
Areia siltosa - cor marrom escuro 3/15 4/15 4/15 8/30
(fofa a med. compacta)
14,0 2/15 3/15 4/15 7/30

15,0 1/15 2/15 2/15 4/30

16,0 1/15 2/30


1/15 1/15

17,0 1/15 1/15 1/15 2/30

18,0 1/15 1/15 1/15 2/30


18,45
Impenetrável na pedra calcária
19,0

20,0

N.A.= 0,80 m
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 1,30 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= cota do meio fio da Av. Cairú PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
05/09/2000
Pedro Ribeiro

Figura 53 Sondagem em solo natural


Figura 54 Projeto de fundações
Tabela 16 Dimensões das sapatas
OBRA: EDIFÍCIO VICTORY TOWER INÍCIO: 30/08/2000

LOCAL: AV. CAIRÚ, 465, CABO BRANCO - JOÃO PESSOA/PB.


TÉRMINO: 30/08/200

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/ últimos 30 cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
Areia fina - cor cinza 4/30 12/30
(fofa a pouco compacta)
1,0
8/30 23/30
Areia fina pouco siltosa - cor marrom escuro
2,0 (pouco compacta)
7/30 21/30
2,80
3,0
Areia média a grossa pouco siltosa com 5/30 24/30
pedregulhos - cor marrom escuro
(pouco compacta)
4,0
7/30 22/30
4,40
Areia fina siltosa - cor cinza
5,0 (fofa)
5,30 1/30 20/30

6,0
Areia siltosa pouco argilosa - cor cinza 1/40 14/30
(fofa a med. compacta)
7,0
7/30 21/30
7,80
8,0
Areia argilosa pouco siltosa com pedregulhos -
55/30
cor cinza ( compacta a muito compacta)
9,0
38/30
Areia siltosa pouco argilosa - cor variegada
10,0
(med. compacta) 15/30
11,0
11,45 13/30

12,0
Areia siltosa - cor marrom escuro 9/30

13,0 (fofa a med. compacta)


8/30

14,0
7/30

15,0
4/30

16,0
2/30

17,0
2/30

18,0
11,45 2/30
Impenetrável na pedra calcária
19,0

20,0

N.A.= 0,80 m
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 1,30 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= cota do meio fio da Av. Cairú PESO DO MARTELO P=65 kgf

DATA: SONDADOR: ENGº


02/09/2000 Pedro Ribeiro

Figura 55 Sondagem antes e após compactação

8.6 Edifício Michelangelo


Localização: Av. Campos Sales – Bessa – João Pessoa/PB.

N0 de pavimentos: 5

Informações:

 Tensão admissível ad = 400 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: areia e brita

 Traço: 4:1

 Consumo do traço:

 Areia: 0,08 m3/ml

 Brita: 0,02 m3/ml

 Quantidade de estacas: 300

 Consumo total:

 Areia: 84 sacos

 Brita: 21 m3
OBRA: EDIFÍCIO DE APARTAMENTOS INÍCIO: 07/03/1995

LOCAL: AV. CAMPOS SALES -S/N - BESSA - JOÃO PESSOA/PB. TÉRMINO: 12/03/1995

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
0,30 Areia fina pouco siltosa - cor cinza escuro 1/18 1/18 1/12 1/30
Areia fina - cor marrom claro
1,0 5/30
(pouco compacta) 1/17 2/13 3/15

1,90
2,0 Areia fina pouco siltosa - cor variegada 4/15 5/15 6/15 11/30
(med. compacta)
2,80
3,0 5/15 10/15 12/15 22/30
Areia siltosa - cor cinza
(med. compacta)
4,0 8/15 13/15 13/15 26/30

4,80
5,0 4/15 5/15 7/15 12/30
Silte pouco arenoso - cor cinza
6,0 (fofo a med. compacto) 2/15 3/15 5/15 8/30

7,0 1/15 1/30 - 1/30


7,80
8,0 1/25 1/30 1/30
-
Silte argiloso - cor cinza
9,0 (muito mole) 1/27 1/32 - 1/30

10,0 1/48 - - 1/48

11,0
11,30 1/42 - - 1/42

12,0 Silte argiloso pouco arenoso com marisco -


1/40 - - 1/40
cor cinza
(muito mole)
13,0
1/31 1/25 - 1/30

14,0 1/30 1/20 - 1/30


14,60
15,0 Areia fina muito siltosa - cor cinza 5/15 6/15 8/15 14/30
(med. compacta)

16,0 22/30
8/15 11/15 11/15
16,70
17,0 Argila orgânica com marisco - cor cinza escuro
1/23 2/30 - 2/30
(mole)

18,0 1/22 2/28 - 2/30


18,45
Impenetrável na pedra calcária
19,0

20,0

N.A.= 1,17 m
COTA DA BOCA DO FURO = (0,05 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= 0,00 = cota do leito da Rua Campos Sales PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
14/03/1995
João Clementino

Figura 56 Sondagem em solo natural


Comentários: observando-se as sondagens SPT, verifica-se a ocorrência de
camadas de silte argiloso muito mole, entre as profundidades de 7,80 m a
14,80 m. O edifício em questão, é de pequeno porte (5 pavimentos). Caso
contrário, as fundações deveriam ser estacas profundas, atravessando-se as
camadas compressíveis e apoiando-se na rocha a 18,50 m de profundidade.

Foi feita a seguinte estimativa de recalques:

0,0
 1= 4,0 kgf/cm2
1,0 m
2,00

7,8 m

2 silte argiloso


11,3 m
muito mole
5,15 2,00 5,15

14,8 m

18,5 m
calcário

Figura 57 Distribuição de tensões


2,00 x 2,00 x 4,0 = 12,30 x 12,30 T

16,0
Δ   0,10kgf/cm2
151,29

Ho.
ΔH 
E'

700.0,10
ΔH 
30

H = 2,3 cm.

OBS.: O perfil de sondagem apresentado nesse exemplo, é comum no litoral


nordestino. A presença de solos moles deve ser estudada em profundidade e
com muita cautela. Sempre que possível, deve-se optar por fundações
profundas, atravessando-se as camadas compressíveis e apoiando-se em
solos de boa resistência. Porém, no caso de edificações de pequeno porte, o
custo de fundações profundas, inviabiliza economicamente o empreendimento.

Diante do imperativo de trabalhar-se com fundações diretas nesses casos,


sugere-se e recomenda-se o seguinte:

- No melhoramento considerar tensões menores (no máximo 400 kPa);

- Limitar o número de pavimentos da edificação (no máximo 10 pavimentos);

- Observar a espessura da camada de solo compressível (não mais que 8,0


m), a não ser que o início da camada compressível esteja muito profunda;

- Observar início e término da camada compressível (a tensão que deverá


chegar no centro desta camada, não deve ultrapassar 0,15 kgf/cm 2, valor
aceitável como tensão admissível para argilas moles);

- No exemplo dado, a sapata quadrada de dimensões (2,0 x 2,0), aplica uma


tensão máxima de 4,0 kgf/cm 2. A tensão que chega no centro da camada é de
apenas 0,10 kgf/cm2, o que representa 2,5 % da tensão aplicada. O recalque
estimado de forma simplificada, considerando-se um E´ de 30 kgf/cm 2 (solos
moles) foi de 2,3 cm, podendo-se considerar para o recalque total (influência
das sapatas vizinhas), o dobro do mesmo que será de 4,6 cm;
- Após a compactação, o solo entre a base da sapata e o solo compressível,
apresentará módulo de deformação (E´) elevado e conseqüentemente
recalques insignificantes, quando comparados aos recalques da camada
compressível.
OBRA: EDIFÍCIO DE APARTAMENTOS INÍCIO: 13/08/1995

LOCAL: AV. CAMPOS SALES -S/N - BESSA - JOÃO PESSOA/PB.


TÉRMINO: 13/08/1995

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
Areia fina pouco siltosa - cor cinza escuro
0,30 1/30 12/30
Areia fina - cor marrom claro
1,0 (med. compacta a compacta)
5/30 20/30
1,50
Areia fina pouco siltosa - cor variegada
2,0
(compacta) 11/30 31/30
2,80
3,0
22/30 32/30
Areia siltosa - cor cinza
4,0 (compacta)
26/30 30/30
4,80
5,0
12/30 28/30
Silte pouco arenoso - cor cinza
6,0 (med. compacta a compacto) 8/30 12/30

7,0
1/30
7,80
8,0
1/30

9,0 Silte argiloso - cor cinza


(muito mole) 1/30

10,0
1/48

11,0
11,30 1/42

12,0
1/40
Silte argiloso pouco arenoso com marisco -
cor cinza
13,0
(muito mole)
1/30

14,0
1/30
14,60

15,0
Areia fina muito siltosa - cor cinza 14/30
(med. compacta)
16,0
22/30
16,70
17,0
Argila orgânica com marisco - cor cinza escuro 2/30
(mole)
18,0
2/30
18,45
Impenetrável na pedra calcária
19,0

20,0

N.A.= 1,17 m
COTA DA BOCA DO FURO = 0,05 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= 0,00 = cota do leito da Rua Campos Sales PESO DO MARTELO P=65 kgf

DATA: SONDADOR: ENGº


02/08/1995 João Clementino

Figura 29 Sondagem antes e após melhoramento


8.7 Edifício Varandas do Atlântico (São Luís/MA)

Localização: Av. São Marcos, Ponta D’Areia - São Luís/MA

N0 de pavimentos: 17

Figura 59 Varandas do Atlântico

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: areia e brita

 Traço: 4:1

 Consumo do traço:

 Areia: 0,08 m3/ml

 Brita: 0,02 m3/ml

 Quantidade de estacas: 770

 Consumo total:
 Areia: 216 sacos

 Brita: 54m3
Figura 60 Planta de cargas

Tabela 17 Quadro de cargas

Pilar Hipótese(s) Axial (tf) Mx (tf.m) My (tf.m)

P1 Permanente 169,03 -0,23 -0,19


Sobrecarga 48,23 -0,61 -0,15

Permanente 181,32 0,06 -0,15


P2
Sobrecarga 31,73 0,09 0,01

Permanente 181,99 -0,09 -0,21


P3
Sobrecarga 31,44 -0,11 -0,02

Permanente 167,91 0,18 -0,20


P4
Sobrecarga 48,02 0,58 -0,14

Permanente 159,21 -0,03 -0,11


P5
Sobrecarga 21,50 -0,02 0,05

Permanente 160,08 0,01 -0,13


P6
Sobrecarga 21,43 0,01 0,05

Permanente 213,37 0,03 -0,12


P7
Sobrecarga 32,63 -0,02 -0,02

Permanente 213,60 -0,07 -0,14


P8
Sobrecarga 31,35 0,01 -0,03

Permanente 237,34 -0,00 -0,16


P9
Sobrecarga 53,15 -0,02 0,02

Permanente 239,14 -0,03 -0,24


P10
Sobrecarga 53,28 0,01 -0,02

Permanente 332,79 -0,07 0,11


P11
Sobrecarga 83,16 0,49 0,25
Permanente 338,09 -0,68 0,07
P12
Sobrecarga 83,01 -0,73 0,26

Permanente 181,38 0,20 0,04


P13
Sobrecarga 39,04 0,09 -0,02

Permanente 209,65 -0,19 -0,07


P14
Sobrecarga 50,81 -0,06 -0,13

Permanente 202,87 -0,14 -0,17


P15
Sobrecarga 42,20 -0,09 -0,02

Permanente 201,42 -0,12 -0,16


P16
Sobrecarga 41,55 0,01 -0,02

Permanente 210,26 -0,20 -0,05


P17
Sobrecarga 51,08 -0,08 -0,11

Permanente 181,81 -0,16 0,07


P18
Sobrecarga 38,57 -0,05 -0,02

Permanente 189,41 0,04 -0,11


P19
Sobrecarga 35,27 0,03 0,04

Permanente 183,19 -0,08 -0,30


P20
Sobrecarga 32,40 -0,05 -0,07

Permanente 295,59 -0,30 0,01


P21
Sobrecarga 73,85 -0,05 0,12

P22 Permanente 221,49 -0,24 0,06


Sobrecarga 54,28 -0,11 -0,01

Permanente 219,85 -0,24 0,03


P23
Sobrecarga 52,83 -0,09 -0,01

Permanente 305,73 -0,20 -0,05


P24
Sobrecarga 74,69 -0,08 -0,01

Permanente 180,63 -0,03 -0,34


P25
Sobrecarga 55,49 -0,00 0,03

Permanente 164,75 -0,08 -0,01


P26
Sobrecarga 37,26 -0,31 0,03

Permanente 205,19 -0,61 -0,11


P27
Sobrecarga 58,13 -0,41 0,10

Permanente 204,77 -0,59 -0,06


P28
Sobrecarga 59,78 -0,33 -0,04

Permanente 156,37 -0,22 -0,32


P29
Sobrecarga 29,50 -0,12 -0,05

Permanente 277,11 -2,04 2,74


P30
Sobrecarga 44,92 -0,68 0,48

Permanente 287,95 -0,17 -0,06


P31
Sobrecarga 52,40 -0,25 -0,03

Permanente 339,22 0,85 -1,60


P32
Sobrecarga 64,99 0,02 0,78
P33 Permanente 336,37 -0,04 -2,73

Sobrecarga 64,90 0,05 -0,08


OBRA: EDIFÍCIO VARANDAS DO ATLÂNTICO INÍCIO: 11/03/2003

LOCAL: AV. SÃO MARCOS, QUADRA C - LOTE C-04 - SÃO LUÍS/MA.


TÉRMINO: 13/03/2003

(golpes para 30cm) Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
I. F.
10 20 30 40 50

Areia fina cor creme, de pouco compacta a 05


1,0 04
compacta

2,0 05 06

3,0 06 09

4,0 30 43
4,04

Areia fina com fragmento de marisco, 45 45/18


5,0
cor creme, compacta

6,0 45/18

7,0 45/15
7,12 Areia grossa com presença de pedregulho,
7,89
compacta
8,0 45/21

Areia fina e média siltosa, compacta


9,0 45/08

10,0 45/18

10,75
11,0 21 28
Areia fina siltosa com turfa, cor cinza escura,
medianamente compacta
12,0 12 18

13,0 11 17
13,58

14,0 01/52

15,0 P/48
Argila orgânica com turfa, cor variegada,
16,0 muito mole 01/07

17,0 P/52

18,0 P/57

19,0 01/63

20,0 01/71

continua ...

N.A.= 2,75 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
18/03/2203

Figura 61 Sondagem em solo natural


0.15 0.25 0.49 0.41
0.23
0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.75 0.90 0.90 0.90 0.65 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90
0.67

0.18
0.90 0.90 0.90 0.72 0.90 0.90

0.90 0.90

0.21 0.78 0.78 0.21


0.90 0.90
0.69 0.69

0.12 0.12
0.90 0.90

0.90

0.10 0.20
0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.80 0.90 0.90 0.70 0.90 0.90

0.25
0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.65 0.90 0.90

0.90 0.80 0.10


0.90

0.49 0.22 0.22 0.48


0.90 0.45 0.45 0.68 0.68
0.41 0.42

0.45 0.45

0.45 0.45

0.90

0.90

0.90

0.25
0.90 0.65 0.45 0.45
0.20
0.20

0.20 0.28 0.28


0.20
0.70 0.70 0.62 0.62 0.70 0.70
0.80

0.10 0.60 0.30 0.25 0.65 0.05 0.85


0.90

0.09 0.01 0.89


0.21 0.69 0.81 0.31 0.59 0.22 0.68
0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90

0.90

0.90

0.53 0.45 0.45 0.53


0.90 0.90
0.37 0.45 0.45 0.37

0.90

0.80 0.18

0.84 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90


0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90

0.90 0.90 0.90 0.90


0.80 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90

0.90 0.83 0.07


0.13 0.77 0.63 0.27
0.22

0.57 0.57
0.90 0.90 0.90
0.68
0.33 0.33

0.90
0.76 0.14

0.90

0.90 0.90
0.24 0.27

0.90
0.66 0.63

0.90 0.21 0.69 0.90 0.58 0.32

0.57 0.57

0.33 0.33

0.76 0.14 0.01 0.89


0.90

0.90

0.90

0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90

Figura 62 Projeto de fundações

Tabela 18 Dimensões das sapatas

Pilar Dimensões da Sapata (cm)


P1 250 x 210

P2 200 x 240

P3 190 x 230

P4 250 x 210

P5 190 x 220

P6 190 x 220

P7 230 x 260

P8 230 x 260

P9 240 x 270

P10 240 x 270

P11 330 x 290

P12 330 x 290

P13 240 x 220

P14 250 x 230

P15 220 x 260

P16 220 x 260

P17 250 x 230

P18 230 x 220

P19 210 x 240

P20 210 x 240

P21 310 x 280


P22 220 x 280

P23 220 x 280

P24 310 x 280

P25 220 x 240

P26 200 x 220

P27 260 x 230

P28 260 x 230

P29 200 x 220

P30 275 x 275

P31 275 x 275

P32 190 x 480

P33 190 x 480


OBRA: EDIFÍCIO VARANDAS DO ATLÂNTICO INÍCIO:

LOCAL: AV. SÃO MARCOS, QUADRA C - LOTE C-04 - SÃO LUÍS/MA.


TÉRMINO:

(golpes para 30cm) Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Depois da ÚLTIMOS 30 cm.
Compactação Compactação 10 20 30 40 50

1,0 05 16

2,0 Areia fina cor creme, compacta 06 20

3,0 09 20

4,0 43 60
4,04

Areia fina com fragmento de marisco, 45/18


5,0 60
cor creme, compacta

6,0 45/18 60

7,0 45/15
7,12
Areia grossa com presença de pedregulho,
7,89 compacta
8,0 45/21

9,0 Areia fina a média siltosa, compacta 45/08

10,0 45/18

10,75
11,0 28

12,0 Areia fina siltosa com turfa, cor cinza escura, 18


medianamente compacta

13,0 17
13,58

14,0 01/52

15,0 Argila orgânica com turfa, cor variegada P/48


muito mole

16,0 01/07

17,0 P/52

18,0 P/57

19,0 01/63

20,0 01/71

21,0

N.A.= 2,75 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
PESO DO MARTELO P=65 kgf

DATA: SONDADOR: ENGº


18/03/2003

Figura 63 Sondagem antes e após compactação


8.8 Edifício Residencial Esplendor (João Pessoa/PB)

Localização: Av. São Gonçalo, Manaíra – João Pessoa/PB

N0 de pavimentos: 18

Figura 64 Residencial Esplendor

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: areia e brita

 Traço: 4:1

 Consumo do traço:

 Areia: 0,08 m3/ml

 Brita: 0,02 m3/ml

 Quantidade de estacas: 626


 Consumo total:

 Areia: 175 m3

 Brita: 43 m3

Figura 65 Planta de cargas


Tabela 19. Quadro de cargas

Pilar Seção (cm) Carga (tf)

P1=P34 40 x 30 115

P2=P35 25 x 70 275

P3=P36 70 x 25 255

P4=P37 100 x 25 465

P5=P38 70 x 25 290

P6=P39 60 x 25 215

P7=P33 25 x 70 275

P8=P29 70 x 25 275

P9=P30 50 x 20 130

P10=P31 50 x 20 120

P11=P32 60 x 25 215

P12=P26 25 x 70 290

P13 20 x 50 105

P14 20 x 50 145

P15=P27 70 x 25 275

P16=P28 30 x 70 330

P17 20 x 70 200

P18 20 x 70 165

P19 100 x 25 370


P20 100 x 25 425

P21 60 x 25 235

P22=P23 20 x 80 255

P24=P25 20 x 80 235
OBRA: RESIDENCIAL ESPLENDOR INÍCIO: 29/01/2002

LOCAL: AV. SÃO GONÇALO COM RUA FRANCISCO BRANDÃO S/N - MANAÍRA - JPA/PB. TÉRMINO: 29/01/2002

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/ 15 cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
Areia fina - cor cinza 1/20 1/10 2/15 3/30
(fofa a pouco compacta)
1,0 7/30
1,30
2/15 3/15 4/15
Areia fina pouco siltosa - cor marrom
2,0 2/15 3/15 3/15 6/30
(pouco compacta)

3,0 2/15 3/15 5/15 8/30


Areia grossa pouco siltosa com pedregulhos - cor
marrom
(pouco compacta a med. compacta)
4,04,10 4/15 6/15 8/15 14/30

5,0 4/15 5/15 7/15 12/30


Areia fina muito siltosa - cor cinza
6,0 (pouco compacta a med. compacta) 3/15 4/15 6/15 10/30

6,90
7,0 1/15 2/15 2/15 4/30
Areia fina siltosa - cor marrom
(fofa a med.compacta)
8,0 1/30 2/25 2/30
-

9,0
4/15 6/15 8/15 14/30

10,0 10/15 19/15 26/15 45/30

11,0
5/15 6/15 9/15 15/30

12,0
4/15 5/15 7/15 12/30
Areia fina siltosa pouco argilosa - cor amarela
13,0 (pouco compacta a med.compacta) 3/15 4/15 6/15 10/30

14,0 3/15 3/15 7/15 10/30

15,0 2/15 3/15 4/15 7/30

16,0 5/30
2/15 2/15 3/15

17,0 1/15 2/15 2/15 4/30

18,0 1/15 1/15 1/15 2/30


18,60
Impenetrável na pedra calcária
19,0

20,0

21,0

N.A.= 2,00 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 1,34 m
PESO DO MARTELO P=65 kgf
R.N.= 0,00 = cota do meio fio da Rua Francisco Brandão
DATA: SONDADOR: ENGº
31/01/2002
Pedro Ribeiro

Figura 66. Sondagem SPT em solo natural


Figura 67. Projeto de fundações

Tabela 20. Dimensões das sapatas


Figura 68. Sondagem antes e após compactação

OBRA: RESIDENCIAL ESPLENDOR INÍCIO : 03/03/2002

LOCAL: AV. SÃO GONÇALO COM RUA FRANSCISCO BRANDÃO S/N - MANAÍRA - JPA/PB. TÉRMINO: 03/03/2002

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/ os últimos 30 cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
3/30 18/30
Areia fina - cor cinza
1,0 (fofa a pouco compacta)
1,30 7/30 23/30

2,0 Areia fina pouco siltosa - cor marrom


6/30 23/30
(pouco compacta)
3,0
Areia grossa pouco siltosa com pedregulhos - cor 8/30 22/30
marrom
4,0 (pouco compacta a med. compacta)
4,10 14/30 20/30
Areia fina muito siltosa - cor cinza
5,0
(pouco compacta a med. compacta) 12/30 20/30

6,0
10/30 12/30
6,90
7,0
4/30
Areia fina siltosa - cor marrom
8,0
(fofa a med.compacta) 2/30

9,0
14/30

10,0
45/30

11,0
15/30
12,0
12/30

13,0
Areia fina siltosa pouco argilosa - cor amarela
10/30
(pouco compacta a med. compacta)
14,0
10/30

15,0
7/30

16,0
5/30

17,0
4/30

18,0
2/30
18,60

19,0 Impenetrável na pedra calcária

20,0

21,0

N.A.= 2,00 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO =
PESO DO MARTELO P=65 kgf
R.N.= 0,00 = cota do meio da Rua Francisco Brandão
DATA: SONDADOR: ENGº
04/03/2002 João Clementino
8.9 Edifício Porto Viejo Residencial Flat (Natal/RN)

Localização: Rua Leonora Armstrong, Ponta Negra - Natal/RN

N0 de pavimentos: 10

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 80 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:15

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,18 saco/ml

 Areia: 0,11 m3/ml

 Quantidade de estacas: 194

 Consumo total:

 Cimento: 122 sacos

 Areia: 74 m3
Figura 69. Planta de cargas
Tabela 21. Quadro de cargas

Pilar V (tf) Mx (tfm) My (tfm)

P1 124  0,4  2,6

P2 159  2,4  0,9

P3 105  3,6  0,5

P4 155  0,5  3,2

P5 93  0,6  3,1

P6 144  35,4  1,1

P7 110  4,3  0,4

P8 101  4,4  0,4

P9 126  4,1  0,5

P10 202  0,7  3,3

P11 198  0,4  3,5

P12 278  0,9  3,2

P13 252  1,1  2,9

P14 83  3,8  0,5

P15 179  4,4  0,8

P16 99  30,0  1,0

P17 132  0,4  2,6

P18 161  2,4  0,9

P19 109  3,0  0,5


P20 161  0,5  3,6

P21 110  0,6  3,5


OBRA: PORTO VIEJO RESIDENCIAL FLAT INÍCIO: 02/08/1999

LOCAL: RUA LEONARA ARMSTRONG - PONTA NEGRA - NATAL/RN. TÉRMINO: 02/08/1999

(golpes para 30cm) Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
I. F.
10 20 30 40 50
0,30 Areia fina e média com pedregulhos de quartzo e
matéria orgânaica, cinza, fofa 04 04
1,0
04 04

2,0
Areia fina, pouco siltosa, bruno-amarelada, de 06 07
fofa a compacta)
3,0
09 10

4,0
06 06

5,0
07 08

6,0
14 15

7,0
23 24
7,60

8,0
41 51

9,0
Areia fina, muito siltosa, rósea, de compacta a 45 52
muito compacta)
10,0
58 70

11,0
75 79

12,0
86 89

13,0
65 72

14,0
14,40 79 82

15,0 Areia fina e média, silto-argilosa, creme,


muito compacta) 90 92

16,0
107 114

17,0
Limite de sondagem

18,0

19,0

20,0

21,0

N.A.= Não identificado


ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO = 9.318
PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
02/08/1999

Figura 70. Sondagem SPT em terreno natural


Figura 71. Projeto de fundações
Tabela 22. Dimensões das sapatas
Figura 72. Sondagem SPT antes e após o melhoramento

OBRA: PORTO VIEJO RESIDENCIAL FLAT INÍCIO : 02/08/1999

LOCAL: RUA LEONARA ARMSTRONG - PONTA NEGRA - NATAL/RN.


TÉRMINO : 02/08/1999

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/ os últimos 30 cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
Areia fina a média c/matéria orgânica,marrom
0,40 escuro, pouco compacta 04 06
1,0 Areia fina a amédia, marrom, de pouco compacta 05
a compacta 04 09
2,0 15
2,30
07 21
3,0 33
10
38
Areia fina, pouco siltosa avermelhada, de
4,0 34
compacta
06
5,0
08 30

6,0
15 14

7,0 24 29

8,0
51 33

9,0
52
10,0
70
11,0 Areia fina muito siltosa, rósea, de compacta a
muito compacta 79
12,0
89
13,0
72
14,0
14,40
82
15,0
Areia fina e média, silto-argilosa, creme, muito
92
compacta
16,0
114
17,0
Limite de sondagem

18,0

19,0

20,0

21,0

N.A.= Não identificado ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm


COTA DA BOCA DO FURO = PESO DO MARTELO P=65 kgf

DATA: SONDADOR: ENGº


02/08/1999

8.10 Edifício Residencial Monte Gallet (João Pessoa/PB)

Localização: Rua Silvino Lopes, Tambaú – João Pessoa/PB

N0 de pavimentos: 17
Figura 73. Monte Gallet

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: areia e brita

 Traço: 4:1

 Consumo do traço:

 Areia: 0,08 m3/ml

 Brita: 0,02 m3/ml

 Quantidade de estacas: 460

 Consumo total:

 Areia: 128 sacos

 Brita: 32 m3
Figura 74. Planta de cargas
Tabela 23. Quadro de cargas

Cargas Permanentes Cargas Eventuais


Pilar
Fz (tf) Mx (tfm) My (tfm) Fz (tf) Mx (tfm) My (tfm)

P1 260,48 0,3 7,17 96,39 3,82 29,82

P2 260,80 0,33 7,94 47,51 3,9 30,7

P3 249,73 2,31 0,37 41,7 24,25 1,39

P4 262,11 0,15 6,92 40,55 2,05 24,35

P5 262,23 1,27 3,32 43,41 1,45 20,84

P6 383,59 0,08 3,86 13,54 1,58 21,5

P7 312,54 0,24 4,32 26,87 1,71 22,24

P8 333,21 0,37 0,31 37,25 25,06 2,3

P9 524,82 0,37 5,77 3,36 1,34 24,28

P10 270,99 0,12 6,71 13,66 1,83 25,83

P11 164,85 0,21 7,22 32,99 1,44 25,77

P12 317,35 0,54 1,68 6,8 2,54 13,29

P13 493,16 0,02 3,4 2,22 1,45 20,91

P14 334,39 0,22 4,52 19,61 1,34 22,43

P15 364,94 0,84 0,45 9,0 25,25 2,27

P17 324,46 0,16 7,02 23,68 1,4 25,64

P18 315,24 0,09 2,08 42,36 1,43 21,33

P19 457,65 0,12 2,98 15,2 1,73 21,7

P20 386,48 0,16 4,04 97,83 1,81 22,62


P21 378,57 0,16 4,56 22,58 1,61 23,26

P22 489,45 0,15 5,76 49,69 1,74 24,46

P23 390,26 0,86 6,79 26,25 1,62 15,26


OBRA: RESIDENCIAL MONTGALLET
INÍCIO: 06/04/2001

LOCAL: RUA SILVINO LOPES, No 688 - TAMBAÚ - JOÃO PESSOA/PB. TÉRMINO: 06/04/2001

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
Areia fina - cor cinza 1/15 2/15 5/15 7/30
(pouco compacta)
0,90
1,0 10/30
4/15 5/15 5/15
Areia fina pouco siltosa - cor marrom
(fofa a pouco compacta)
2,0 1/15 2/15 1/15 3/30

2,90
3,0 1/15 2/15 3/15 5/30
Areia grossa pouco siltosa com muito pedregulho -
cor marrom
(pouco compacta)
4,0 4/15 10/15 10/15 20/30
Areia média a grossa pouco siltosa com
pedregulhos - cor preta
(pouco compacta a med. compacta)
5,0 4/15 4/15 3/15 7/30
Areia média a grossa pouco siltosa com pouco
marisco - cor cinza
6,0 1/15 1/15 1/15 2/30
(fofa a pouco compacta)

7,0 2/15 3/15 4/15 7/30


Argila siltosa - cor variegada
(rija)
8,0 4/15 4/15 9/30
8,30 5/15
Areia siltosa pouco argilosa - cor variegada
9,0 (pouco compacta) 4/15 4/15 5/15 9/30
9,70
10,0 4/15 7/15 8/15 15/30

11,0
2/15 2/15 3/15 5/30

12,0 3/15 4/15 9/30


Areia siltosa pouco argilosa - cor marrom 5/15
(fofa a med. compacta)
13,0
2/15 3/15 4/15 7/30

14,0 2/15 4/15 6/15 10/30

15,0 1/15 2/15 2/15 4/30


15,50

16,0 6/30
Argila siltosa pouco arenosa - cor marrom 1/15 3/15 3/15
(média a rija)
17,0 4/15 4/15 6/15 10/30

18,0 6/15 6/15 8/15 14/30

19,0
7/15 3/15 7/15 10/30

20,0
6/15 6/15 8/15 14/30
20,45
Impenetrável na pedra calcária

N.A.= 0,92 m
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 1,42 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= cota do meio fio da Rua Silvino Lopes PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
10/04/2001
Antonio Lourenço

Figura 75. Sondagem SPT em solo natural


Figura 76. Projeto de fundações

Tabela 24. Dimensões das sapatas


OBRA: RESIDENCIAL MONTGALLET INÍCIO : 18/11/2001

LOCAL: RUA SILVINO LOPES, No 688 - TAMBAÚ - JOÃO PESSOA/PB. TÉRMINO : 19/11/2001

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/ os últimos 30 cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
Areia fina - cor cinza 7/30 5/30
0,90
(pouco compacta a med. compacta)
1,0 10/30 16/30
Areia fina pouco siltosa - cor variegada
2,0 (med. compacta) 3/30 15/30

2,90
3,0 5/30 27/30
Areia grossa pouco siltosa com muito pedregulho
cor marrom
(med. compacta)
4,0 20/30 23/30
Areia média a grossa pouco siltosa com
pedregulhos - cor preta (compacta)
5,0 7/30 7/30
Areia média a grossa pouco siltosa com pouco
marisco - cor cinza
6,0 2/30 2/30
(fofa a pouco compacta)

7,0
Argila siltosa - cor variegada 7/30
(rija)
8,0
8,30 9/30
Areia siltosa pouco argilosa - cor variegada
9,0
(pouco compacta) 9/30
9,70
10,0
15/30
Areia siltosa pouco argilosa - cor marrom
11,0 (fofa a med.compacta)
5/30

12,0
9/30

13,0
7/30

14,0
10/30
15,0
15,50 4/30

16,0
6/30
17,0 Argila siltosa pouco arenosa - cor marrom
(média a rija) 10/30
18,0
14/30
19,0
10/30

20,0
20,45 14/30
Imnpenetrável na pedra calcária

N.A.= 1,85 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 1,27 m
PESO DO MARTELO P=65 kgf
R.N.= cota do meio fio da Rua Silvino Lopes
DATA: SONDADOR: ENGº
20/11/2001 Antonio Lourenço

Figura 77. Sondagem SPT antes e após compactação


8.11 Edifício Residencial Cezane (São Luís/MA)

Localização: São Luís/MA

N0 de pavimentos: 14

Informações:

 Tensão admissível ad = 400 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 70 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:15

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,18 saco/ml

 Areia: 0,11 m3/ml

 Quantidade de estacas: 532

 Consumo total:

 Cimento: 335 sacos

 Areia: 204 m3
Figura 78. Planta de cargas
Tabela 25. Quadro de cargas

Pilar V (tf) Mx (tfm) My (tfm)

P1  166  11,3  3,1

P2  279  15,4  3,5

P3  215  15,1  3,8

P4  283  13,2  3,6

P5  185  1,8  17,7

P6  177  2,3  17,5

P7  285  15,3  4,2

P8  215  16,5  4,3

P9  277  15,9  4,0

P10  164  10,7  3,5

P11  217  20,9  2,7

P12  265  19,3  2,0

P13  263  19,1  2,3

P14  220  19,3  3,2

P15  218  7,4  2,8

P16  161  6,8  2,8

P17  220  13,9  2,7

P18  221  11,1  3,5

P19  318  2,3  16,6


P20  227  11,2  3,4

P21  167  10,3  3,0

P22  322  2,7  18,3

P23  220  12,2  3,8

P24  220  14,4  3,0

P25  243  17,6  4,6

P26  296  18,5  7,3

P27  289  14,9  5,3

P28  235  16,7  5,1

P29  162  10,4  3,0

P30  227  13,5  3,1

P31  174  6,8  2,7

P32  113  7,5  2,5

P33  227  14,9  3,5

P34  162  11,5  3,2

P35  195  13,3  3,5

P36  223  2,2  17,5

P37  235  2,4  18,7

P38  205  13,8  3,8

P39  122  7,3  2,6


P40  71  6,5  1,5

P41  114  6,2  1,4

P42  92  5,7  1,4

P16A  167  9,7  1,7

P21A  159  14,6  2,9

P32A  106  10,4  2,3

P40A  124  9,2  1,3


Figura 79. Projeto de fundações
Tabela 26. Dimensões das sapatas
Figura 80. Sondagem SPT antes do melhoramento

OBRA: EDIFÍCIO CÉZANNE INÍCIO: 02/08/1999

LOCAL: SÃO LUÍZ/MA TÉRMINO: 02/08/1999

(golpes para 30cm) Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
I. F.
10 20 30 40 50
0,40 Silte arenoso com pedregulho de cor variegada

1,0 08 09

2,0 07 07
Silte arenoso de cor cinza escua, de pouco a
medianamente compacto
3,0 05 06

4,0 08 10

5,0 09 09

6,0 06 06
6,50
Areia fina siltosa de cor amarela, medianamente
compacta 09 11
7,0

8,0 13 12

9,0 10 11

10,0 11 13
Silte arenoso de cor cinza escura, de
medianamente compacto a compacto
11,0 13 17

12,0 16 19

13,0 19 26
13,70
14,0 22 29

15,0 31 37
Silte arenoso de cor cinza clara, de compacto
16,0 muito compacto 36 39

17,0 45 52

18,0 50 52

19,0 51 53

20,0 53 55

21,0 Limite da sondagem

N.A.= 3,50 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO =
PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
26/10/1998

8.12 Condomínio Residencial Salvador Dali (São Luís/MA)


Localização: Ponta D’areia, São Luís/MA

N0 de pavimentos: 2 torres de 17 pavimentos

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: areia e brita

 Traço: 4:1

 Consumo do traço:

 Areia: 0,08 m3/ml

 Brita: 0,02 m3/ml

 Quantidade de estacas: 1022 (2 torres)

 Consumo total:

 areia: 286 m3

 brita: 72 m3
Figura 81. Planta de cargas

Tabela 27. Quadro de cargas

Pilar Carga Vertical (tf)


P1 213

P2 246

P3 182

P4 298

P5 354

P6 156

P7 220

P8 138

P9 565

P10 415

P11 406

P12 235

P13 517

P14 324

P15 270

P16 171

P17 552

P18 591

P19 243
Figura 82. Sondagem SPT em solo natural

OBRA: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL SALVADOR DALI INÍCIO: 28/05/2001

LOCAL: AV. DOS HOLANDESES, QUADRA A - PONTA D'AREIA - SÃO LUÍS/MA


TÉRMINO: 29/05/2001

(golpes para 30cm) Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
I. F.
10 20 30 40 50
Silte arenoso com cascalhos lateríticos de cor
0,70
cinza escuro (aterro)
1,0 03 04

2,0 05 06

3,0 05 07

4,0 09 12

5,0 12 15

6,0 15 18

7,0 Areia fina siltosa de cor amarela, de pouco 18 21


compacta a muito compacta

8,0 21 24

9,0 25 28

10,0 30 32

11,0 34 38

12,0 45 56

13,0 58/25

14,0 63/20

14,80
P/45
15,0

P/45
16,0

17,0 P/45
Argila orgânica de cor cinza escura,
muito mole P/45
18,0

19,0 P/45

20,0 P/45
continua ...

ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm


PESO DO MARTELO P=65 kgf
N.A.= 2,45 m
DATA: SONDADOR: ENGº
30/05/2001
Figura 83. Projeto de fundações

Tabela 28. Dimensões das sapatas em centímetros

SP1/5 250 x 640


SP2/3 500 x 180

SP4 275 x 235

SP6/7 500 x 150

SP8/12 200 x 580

SP9 450 x 280

SP10 280 x 350

SP11 260 x 320

SP13 310 x 375

SP14 250 x 290

SP15 270 x 215

SP16 180 x 220

SP17 325 x 385

SP18 335 x 405

SP19 220 x 250


OBRA: CONDOMÍNIO RESIDENCIAL SALVADOR DALI INÍCIO: 08/11/2001

LOCAL: AV. DOS HOLANDESES, QUADRA A - PONTA D'AREIA - SÃO LUÍS/MA


TÉRMINO: 08/1/2001
PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/ os últimos 30cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
Areia fina pouco siltosa de cor variegada
0,70
1,0 04 22

2,0 06 20

3,0 07 23

4,0 12 54

5,0 15 54

6,0 18 43

7,0 Areia fina siltosa de cor cinza claro, de 37


21
compacta a muito compacta

8,0 24 29

9,0 28 36

10,0 32 38

11,0 38 36

12,0 56 39

13,0 58//25

14,0 63/20
Argila orgânica de cor cinza, muito mole
15,0 P/45

16,0 P/45
16,45

17,0 P/45

18,0 P/45

19,0 P/45

20,0 P/45

ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm


PESO DO MARTELO P=65 kgf
N.A.= 3,40 m
DATA: SONDADOR: ENGº
08/11/2001

Figura 84. Sondagem SPT antes e após compactação


8.13 Edifício Residencial Porto Verão (Natal/RN)

Localização: Rua Leonora Armstrong, Ponta Negra - Natal/RN

N0 de pavimentos:10

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 80 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:15

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,18 saco/ml

 Areia: 0,11 m3/ml

 Quantidade de estacas: 194

 Consumo total:

 Cimento: 122 sacos

 Areia: 75 m3
Figura 85. Planta de cargas
Tabela 29. Quadro de cargas

Cargas
Pilar
Fz (tf) Mx (tfm) My (tfm)

P1 124 2,6 0,4

P2 159 0,9 2,4

P3 105 0,5 3,6

P4 155 3,2 0,5

P5 93 3,1 0,6

P6 144 35,4 1,1

P7 110 0,4 4,3

P8 101 0,4 4,4

P9 126 0,5 4,1

P10 202 0,7 3,3

P11 198 3,5 0,4

P12 278 3,2 0,9

P13 252 2,9 1,1

P14 83 0,5 3,8

P15 179 0,8 4,4

P16 99 1,0 30

P17 132 2,6 0,4

P18 161 0,9 2,4

P19 109 0,5 3,6


P20 161 3,6 0,5

P21 110 3,5 0,6


OBRA: EDIFÍCIO PORTO VERÃO INÍCIO: 12/02/2001

LOCAL: RUA LEONORA ARMSTRONG, PONTA NEGRA - NATAL/RN


TÉRMINO: 12/02/2001

(golpes para 30cm) Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
I. F.
10 20 30 40 50

1,0 02 03
Areia fina, pouco siltosa, marrom escuro e
2,0 marrom, de fofa a medianamente compacta 04 05

3,0 08 09

3,70
4,0 09 10

Areia fina, pouco siltosa, creme, de medianamente 10 11


5,0
compacta a compacta

6,0 11 14

7,0 17 17

7,70
8,0 Areia fina e média, pouco siltosa, alaranjada 20 24
compacta
8,40

9,0 23 28

10,0 30 34

11,0 38 43
Areia fina, pouco siltosa, creme, de compacta a
muito compacta
12,0 42 47

13,0 49 54

14,0 54 59

15,0 68 87/24
Limite da sondagem
16,0

17,0

18,0

19,0

20,0

N.A.= Não identificado


ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
Cota da boca do furo = 49.636
PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
14.02/2001

Figura 86. Sondagem SPT em solo melhorado


Figura 87. Planta de fundações
Tabela 30. Dimensões das sapatas
Figura 87. Sondagem SPT antes e após compactação

OBRA: EDIFÍCIO PORTO VERÃO INÍCIO: 02/04/2001

LOCAL: RUA LEONORA ARMSTRONG, PONTA NEGRA - NATAL/RN


TÉRMINO: 02/04/2001

(golpes para 30cm) Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO antes da depois da
ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50

1,0 03 17
Areia fina, pouco siltosa, marrom escuro e
2,0 marrom, medianamente compacta a compacta 05 20

3,0 09 19

3,70
4,0 10 18

5,0 11 18

Areia fina, pouco siltosa, creme, compacta


6,0 14 16

7,0 17

7,70
8,0 Areia fina e média, pouco siltosa, alaranjada 24
compacta
8,40

9,0 28

10,0 34

11,0 43
Areia fina, pouco siltosa, creme, de compacta a
muito compacta
12,0 47

13,0 54

14,0 59

15,0 87/24
Limite da sondagem
16,0

17,0

18,0

19,0

20,0

N.A.= Não identificado


ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
Cota da boca do furo = 49.636
PESO DO MARTELO P=65 kgf
DATA: SONDADOR: ENGº
03/04/2001

8.14 Edifício Residencial Araucária (João Pessoa/PB)


Localização: Rua Poeta Roberto Orega, Bessa – João Pessoa/PB

N0 de pavimentos: 15

Figura 88. Residencial Araucária

Informações:
 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m + base

 Espaçamento entre as estacas e = 80 e 90 cm

 Composição: cimento e areia

 Traço: 1:15

 Consumo do traço:

 Cimento: 0,18 saco/ml

 Areia: 0,11 m3/ml

 Quantidade de estacas: 437

 Consumo total:

 Cimento: 276 sacos

 Areia: 176 m3
Figura 88. Planta de cargas

Tabela 31. Quadro de cargas

Pilar Carga
Fz

P1 315

P2 466

P3 507

P4 470

P5 340

P6 536

P7 261

P8 533

P9 435

P10 441

P11 440

P12 670

P13 661

P14 420

P15 235

P16 310

P17 390

P18 450

P19 260

P20 340
P21 165

P22 500

P23 140

P24 340

P25 530

P26 582

P27 473

P28 325

P29 470
Figura 89. Sondagem SPT em solo natural

OBRA: EDIFÍCIO ARAUCÁRIA INÍCIO: 03/12/2003

LOCAL: RUA POETA ROBERTO OREGA C/ RUA JOÃO BATISTA FERNANDES/BESSA/JPA/PB


TÉRMINO: 04/12/2003

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
0,40 Aterro arenoso com metralha - cor variegada 3/15 2/15 2/15 4/30
Areia fina - cor cinza escuro (pouco compacta)
0,80
1,0 5/30
1/15 2/15 3/15
Areia fina - cor cinza claro
2,0 (fofa a pouco compacta) 2/15 3/15 5/15 8/30

3,0 1/15 2/15 2/15 4/30


3,30

4,0 Areia fina pouco siltosa - cor marrom


(pouco compacta) 2/15 3/15 4/15 7/30

5,0 5/15 7/15 10/15 17/30


Areia média a grossa pouco siltosa com
pedregulhos - cor marrom
6,0 (med. compacta a muito compacta) 16/15 23/15 29/15 52/30
6,50

7,0 6/15 8/15 10/15 18/30

8,0 2/15 3/15 8/30


5/15
Areia fina muito siltosa - cor cinza
(fofa a med. compacta)
9,0
2/15 2/15 3/15 5/30

10,0 1/15 1/15 1/15 2/30


10,60

11,0 Areia fina siltosa com marisco - cor cinza


1/15 1/15 1/15 2/30
(fofa)
11,70
12,0
2/15 2/15 3/15 5/30

13,0
2/15 3/15 4/15 7/30

14,0 5/15 9/15 14/15 23/30

15,0 6/15 8/15 10/30 18/30


Areia argilosa pouco siltosa com pedregulhos
cor cinza
16,0 (pouco compacta a med. compacta) 13/30
4/15 6/15 7/15

17,0 5/15 8/15 9/15 17/30

18,0 6/15 9/15 12/15 21/30

19,0
4/15 6/15 7/15 13/30

20,0
4/15 5/15 6/15 21/30
20,45
Limite de sondagem

N.A.= 2,60 m
COTA DA BOCA DO FURO = 0,16 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
R.N.= 0,00 = cota do meio fio da Rua João Batista PESO DO MARTELO P=65 kgf

Fernandes DATA: SONDADOR: ENGº


04/12/2203
Pedro Ribeiro
0.80 0.40 0.40 0.80 0.80 0.40 0.40 0.80

0.80

0.80 0.80 0.80 0.80

0.80
0.40 0.40
0.80 0.80
0.40 0.40
0.80

0.80 0.80

0.80

0.80 0.40 0.40 0.80 0.80 0.40 0.40 0.80

0.80 0.40 0.40 0.80

0.80 0.40 0.40 0.80 0.80 0.80 0.80 0.40 0.40 0.80

0.80 0.80
0.80 0.80 0.80

0.40 0.40

0.80 0.80 0.80


0.40 0.40

0.80 0.80
0.80 0.80
0.80 0.80

0.80 0.40 0.40 0.80 0.80 0.40 0.40 0.80

0.80 0.40 0.40 0.80 0.80 0.40 0.40 0.80

0.80 0.80

0.80 0.80

0.80 0.80

0.40 0.40

0.40 0.40
0.80 0.80

0.80 0.80

0.80 0.80

0.80 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80

0.80 0.40 0.40 0.80 0.80 0.40 0.40 0.80


0.80 0.40 0.40 0.80 0.80 0.40 0.40 0.80

0.80 0.80
0.80 0.80
0.80 0.80 0.80
0.40 0.40

0.80
0.40 0.40
0.80 0.80 0.80

0.80 0.80
0.80

0.80 0.80

0.45 0.45

0.80

0.80 0.40 0.40 0.80

0.80

0.80 0.80
0.80

0.40 0.40 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80 0.80
0.40
0.80
0.40
0.80
0.80 0.80
0.40
0.80
0.40
0.40 0.40
0.80

0.40 0.40
0.80

0.80 0.80

0.80 0.40 0.40 0.80

0.80 0.40 0.40 0.80


0.80 0.40 0.40 0.80
0.80

0.80
0.40
0.80
0.40
0.40

0.40
0.80 0.80

0.80

Figura 90. Planta de fundações


Tabela 32. Dimensões das sapatas

DIMENSÕES DAS SAPATAS


PILAR REF. X(m) Y(m)
P1,P16,P28 2.80 2.10
P2,P4 2.90 3.00
P18,P22,P27,P29 3.00 2.90
P3,P6,P8 2.90 3.50
P25,P26 3.50 2.90
P5,P20 2.90 2.20
P24 2.20 2.90
P7,P19 2.20 2.20
P9,P10,P11,P14 3.00 2.70
P12,P13 3.50 3.50
P15 1.90 1.90
P17 2.70 2.70
P21 1.40 2.20
P23 1.30 2.00
Figura 91. Sondagem SPT antes e após compactação

OBRA: EDIFÍCIO ARAUCÁRIA INÍCIO: 02/02/2004

LOCAL: RUA POETA ROBERTO OREGA C/ RUA JOÃO BATISTA FERNANDES/BESSA/ JPA/PB.
TÉRMINO: 02/02/2004

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes para os últimos 30 cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50

4/30
1,0 Areia fina - cor cinza claro
19/30
(med. compacta) 5/30

2,0 21/30
8/30

3,0 22/30
4/30
Areia fina pouco siltosa - cor marrom
4,0 21/30
(compacta) 7/30

5,0 26/30
Areia média a grossa pouco siltosa com 17/30
pedregulhos - cor marrom
6,0 52/30
(med. compacta a muito compacta) 52/30
6,50

7,0 20/30
18/30

8,0
Areia fina muito siltosa - cor cinza 8/30
fofa a (pouco compacta)
9,0
5/30

10,0
2/30
10,60
11,0 Areia fina siltosa com marisco - cor cinza
(pouco compacta)
2/30
11,70

12,0
5/30

13,0
7/30

14,0
23/30

15,0 Areia argilosa pouco siltosa com pedregulhos - 18/30


cor cinza
16,0 (pouco compacta a compacta) 13/30

17,0 17/30

18,0
21/30

19,0
13/30

20,0
21/30
20,45
Limite de sondagem
N.A. ANTES = 2,60 m
N.A. DEPOIS = 1,60 m ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO ANTES = (-) 0,16 m PESO DO MARTELO P=65 kgf
COTA DA BOCA DO FURO DEPOIS = (-) 0,84 m
DATA: SONDADOR: ENGº
R.N.= 0,00 = cota do meio fio da Rua João Batista
Fernandes 03/03/2004 Pedro Ribeiro

8.15 Edifício Residencial Dallas (João Pessoa/PB)


Localização: Rua Santos Coelho Neto, Manaíra – João Pessoa/PB

N0 de pavimentos: 20

Figura 92. Residencial Dallas

Informações:

 Tensão admissível ad = 500 kPa

 Diâmetro da estaca Ø = 30 cm

 Comprimento do tubo H = 3,5 m

 Espaçamento entre as estacas e = 90 cm

 Composição: areia e brita

 Traço: 4:1

 Consumo do traço:

 Areia: 0,08 m3/ml

 Brita: 0,02 m3/ml

 Quantidade de estacas: 425

 Consumo total:

 areia: 119 m3

 brita: 30 m3
Figura 93. Planta de cargas

Tabela 33. Quadro de cargas

Cargas Permanentes Cargas Eventuais


Pilar
V (tf) Mx (tfm) My (tfm) V (tf) Mx (tfm) My (tfm)

P1 328,3 0,60 5,0 80 5,4 30


P2 467,5 1,4 4,4 40,4 6,3 29,1

P3 787,0 0,01 2,4 19,2 5,6 29,8

P4 469,0 1,4 4,3 40,4 6,3 29,1

P5 329,0 0,55 5,0 80 5,4 30

P6 602,0 4,0 0,85 44 40 3,7

P7 493,5 2,25 2,45 54 5,2 31

P8 495,0 2,28 2,45 54 5,2 31

P9 603,5 4,0 0,84 44 40 3,7

P10 396,0 1,75 4,6 63,2 4,5 32

P11 386,0 1,76 4,48 63,2 4,5 32

P12 399,0 3,22 2,72 28,3 33 2,8

P13 400,1 3,24 2,73 28,3 33 2,8

P14 234,3 0,20 2,95 125,5 3,9 32

P15 231,6 0,13 3,0 125,5 3,9 31,5


Figura 94. Sondagem SPT em solo natural

OBRA: RESIDENCIAL DALLAS INÍCIO: 08.03.2001

LOCAL: RUA SANTOS COELHO NETO C/ RUA FRANCISCO BRANDÃO - MANAÍRA - JPA/PB. TÉRMINO: 08.03.2001

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/15cm)
PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
ÚLTIMOS 30 cm.
1º 2º 3º
10 20 30 40 50
Aterro arenoso com metralha - cor marrom 2/15 5/15 6/15 11/30
0,40
escuro
1,0 11/30
4/15 5/15 6/15
Areia fina - cor cinza claro
2,0 5/15 7/15 9/15 16/30
(med. compacta)

3,0 5/15 6/15 5/15 11/30


3,80
4,0 Areia média a grossa pouco siltosa - cor marrom 2/15 5/15 5/15 10/30
escuro
(pouco compacta
5,0 3/15 4/15 6/15 10/30
Areia grossa pouco siltosa com pedregulhos - cor
cor marrom
6,0 (pouco compacta a med. compacta)
10/15 13/15 13/15 26/30
6,40
Silte arenoso - cor cinza
7,0 4/15 5/15 9/15 14/30
(med. compacto)

8,0 3/15 4/15 8/30


4/15
Silte argiloso pouco arenoso - cor cinza
(médio)
9,0
2/15 2/15 3/15 5/30
9,80
10,0 Areia siltosa pouco argilosa - cor vermelha
1/15 1/15 2/15 3/30
(fofa)
10,70
11,0 Argila siltosa - cor variegada 3/15 4/15 5/15 9/30
(rija)
11,80
12,0 Areia fina muito siltosa - cor variegada 4/15 8/15 19/30
11/15
(med. compacta)
13,0 Areia argilosa pouco siltosa - cor vaiegada 5/15 9/15 13/15 22/30
13,60 (med. compacta)

14,0 3/15 6/15 11/15 17/30

15,0 4/15 9/15 8/15 17/30


Areia fina siltosa pouco argilosa - cor marrom
16,0 (med. compacta)
6/15 10/15 13/15 23/30

17,0 10/15 9/15 9/15 18/30

18,0 9/15 7/15 9/15 16/30

19,0
8/15 8/15 7/15 15/30

20,0
7/15 8/15 9/15 17/30
20,45
21,0 Limite de sondagem

N.A.= 2,90 m
ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
COTA DA BOCA DO FURO = (-) 0,15 m
PESO DO MARTELO P=65 kgf
R.N.= cota do meio fio da Rua Santos Coelho Neto
DATA: SONDADOR: ENGº
14.03.2001 Antonio Lourenço
0.78 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.78

0.90 0.90 0.90 0.62 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.62 0.90 0.90 0.90

0.90

0.90 0.90

0.90

0.90 P1 P2 P5 0.90
P4

0.90
P3 0.90
0.45 0.45 0.45 0.45

0.45 0.45 0.45 0.45

0.90 0.90

0.90 0.45 0.45 0.45 0.45 0.90

0.90

0.90 0.90

0.90

0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90


0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90
0.45 0.45
0.45 0.45
0.90 0.90 0.90 0.90
0.90 0.90 0.90

0.90 0.90

0.90 0.90

0.90 P9 0.90
P6

0.90 P7 P8 0.90
0.45

0.45 0.45 0.45


0.90
0.45 0.45
0.90 0.90

0.90 0.90

0.90 0.90

0.95 0.95
0.90 0.90

0.07 0.07
0.90 0.90

P10 P11
0.45 0.45

0.45 0.45

Figura 95. Planta de fundações


0.45 0.45
0.90 0.90 0.45 0.45 0.90 0.90
0.90 0.90 0.90 0.90 0.90 0.90

0.90 0.90
0.90 0.90

0.90 0.90
P12 0.90 0.90 P13

0.90 0.90
0.90 0.90
P14 P15

0.05 0.05
0.90 0.90
0.90 0.90

0.90 0.90

0.90 0.75 0.90 0.90 0.90


0.90 0.90
Tabela 34. Dimensões das sapatas

DIMENSÕES DAS SAPATAS


PILAR REF. X(m) Y(m)
P1,P5 2.30 3.30
P2,P4 3.20 3.30
P3 4.00 4.10
P6,P9 4.00 3.20
P7,P8 3.20 3.30
P10,P11 2.40 3.40
P12,P13 3.60 2.60
P14,P15 2.40 2.80
OBRA: RESIDENCIAL DALLAS INÍCIO: 28/12/2003

LOCAL: RUA SANTOS COELHO NETO C/ RUA FRANCISCO BRANDÃO - MANAÍRA - JPA/PB. TÉRMINO: 28/12/2003

PENETRAÇÃO Nº DE GOLPES PARA

PERFIL
(golpes p/ os últimos 30 cm) PENETRAÇÃO DOS
DESCRIÇÃO DO SOLO
Antes da Pós ÚLTIMOS 30 cm.
compactação compactação
10 20 30 40 50
11/30

1,0
11/30
5/30
2,0 Areia fina - cor cinza claro
(pouco compacta a compacta) 16/30
15/30

3,0
11/30
22/30
3,80
4,0 Areia média a grossa pouco siltosa - cor marrom
10/30
escuro 30/30
(compacta)
5,0
Areia gossa pouco siltosa com pedregulhos - cor 10/30
49/30
marrom
6,0 (med. compacta)
26/30
6,40 21/30
Silte arenoso - cor cinza
7,0 (med. compacto)
14/30
12/30
8,0
8/30
Silte argiloso pouco arenoso - cor cinza
9,0 (médio)
5/30
9,80
10,0 Areia siltosa pouco argilosa - cor vermelha
(fofa) 3/30
10,70
11,0 Argila siltosa - cor variegada
(rija) 9/30
11,80
12,0 Areia fina muito siltosa - cor variegada 19/30
(med. compacta)
13,0
Areia argilosa pouco siltosa - cor variegada 22/30
13,60
(med. compacta)
14,0
17/30

15,0
17/30

16,0
Areia fina siltosa pouco argilosa - cor marrom 23/30
(med. compacta)
17,0
18/30

18,0
16/30

19,0
15/30

20,0
20,45
17/30
21,0 Limite de sondagem

N.A. antes = 2,90 m


ALTURA DE QUEDA DO MARTELO H=75 cm
N.A. depois = 1,15 m
PESO DO MARTELO P=65 kgf
COTA DA BOCA DO FURO ANTES = (-) 0,15 m
COTA DA BOCA DO FURO DEPOIS = (-) 1,62 m DATA: SONDADOR: ENGº
R.N.= cota do meio fio da Rua Santos Coelho Neto 01/12/2003 Pedro Ribeiro

Figura 96. Sondagem SPT antes e após compactação


9. Artigo
_________________________________________

“MÉTODO PARA PREVISÃO DO AUMENTO DA CAPACIDADE DE CARGA DE


SOLOS ARENOSOS DO LITORAL NORDESTINO, APÓS-COMPACTAÇÃO DO
MESMO COM ESTACAS DE AREIA.”

Valdês Borges Soares e Wilson Cartaxo Soares

RESUMO: Uma das soluções de fundações de grandes edifícios no litoral do


Nordeste do Brasil, é conhecida como melhoramento do solo, que consiste na
execução de estacas de areia, as quais são confeccionadas IN SITU, com o
uso de bate-estacas e obedecendo a um processo semelhante ao das estacas
tipo Franki. O processo de execução imprime ao solo, devido às cravações dos
tubos de revestimento com ponta fechada, as vibrações provocadas e o
apiloamento da mistura constituinte do material da estaca, uma boa
compactação do mesmo, aumentando assim a sua capacidade de carga e
tornando viável a opção sapatas de fundação.

Objetiva-se nesse trabalho, apresentar um processo ou método que, partindo-


se de informações como sondagens S.P.T. no terreno natural, plantas de
cargas, possa-se estimar uma tensão admissível do solo pós-compactação,
subsidiando-se os dados necessários para elaboração do projeto de
fundações.

Esse trabalho é parte constituinte da Tese de Mestrado do Engenheiro Wilson


Cartaxo Soares, na E.E.S. Carlos- USP, onde foi desenvolvida a parte teórica,
sob a orientação do Prof. J.C. Cintra e os trabalhos de campo foram realizados
no campo experimental da Concresolo/Copesolo, sob a supervisão do Prof.
Valdês Borges Soares, em João Pessoa – Paraíba – Brasil.

ABSTRACT

One of the solutions for foundations of large-size buildings on the northeastern


coast of Brazil is known as the soil improvement. The sandy soil improvement
consists of application of the sand piles that are manufactured “IN SITU- in field”
with the use of the “bate-estacas”/ piles making machine/ and follow similar
process to the “Franki piles”.

The process performs imprints into the soil, due to the penetration caused by
the closed end of the covering tubes, the occasional vibrations and the
pounding mixture consisting of the pile material, a good compact, increasing
then its bearing capacity making the spread footing viable.
For the objectivity of our work, we present a process or a method based on
information as the SPT samples in the natural soil, the plans of loads, allowing
to estimate the permitted tension for the post-compact soil, granting the
necessary data for the elaboration of the foundation project.

This work is a constituent part of the engineer Wilson Cartaxo Soares` MBA
thesis at the Sao Carlos USP Engineering school where the theoretic part was
developed under the orientation of Professor J. C. Cintra and the campus work
that took place at the experimental campus of Concresolo/Copesolo under the
supervision of Professor Valdês Borges Soares in João Pessoa – PB.

PALAVRAS CHAVES: Estacas de Areia

INTRODUÇÃO

As estacas de areia, assim conhecidas, na realidade são constituídas de


mistura de:

a) areia + brita no traço em volume de 4:1;

b) Areia + cimento nos traços em volume de 15:1; 20:1; 25:1.

São executadas com bate-estacas do tipo Strauss ou do tipo Torre, de uma


maneira análoga as estacas tipo Franki. Usa-se um tubo de revestimento com
diâmetro de 300mm e comprimento variando de 3,5 a 5,0m. Pra comprimentos
maiores, as estacas de areia perdem o atrativo, visto que a mão de obra
encarece bastante. Não funciona como as estacas convencionais, apesar de
serem chamadas de estacas. Elas têm a função de provocar a compactação do
solo.

O tubo ao ser cravado com a ponta fechada (bucha), penetra no solo,


comprimindo a região circunvizinha. O pilão trabalha no interior do tubo,
apiloando a bucha, a qual, por atrito lateral arrasta consigo o tubo, fazendo-se
assim a cravação do mesmo. Posteriormente o tubo é preso ao bate-estacas e
faz-se a expulsão da bucha, formando-se uma base alargada. Finalmente a
mistura é colocada no interior do tubo, através de camadas sucessivas, as
quais são apiloadas e simultaneamente faz-se a extração do tubo de
revestimento.

O resultado do somatório dessas ações, como cravação, apiloamento,


vibrações, etc., provoca uma forte compactação na região circunvizinha à
estaca em referência. Geralmente executa-se uma grande quantidade de
estacas de areia, obedecendo-se a uma distribuição em forma de malha
reticular, com espaçamento variando de 80 a 100 cm. Como resultado da
superposição de efeitos, obtém-se toda a área estaqueada, melhorada em
termos de resistência à compressão.

A experiência adquirida através de mais de 700 obras com estacas de areia, as


sondagens S.P.T. antes e depois da compactação, mostra-nos que o efeito da
compactação atinge a aproximadamente 1,5m abaixo da ponta do tubo, ou
seja, para tubo com 5,0m de comprimento, pode melhorar-se até 6,5m de
profundidade. No caso de terrenos planos não cortados, o efeito é maior do
que nos casos de terrenos previamente cortados para execução de subsolo.

EXECUÇÃO NO CAMPO

Os serviços no campo devem obedecer a uma padronização melhor possível, e


observar os seguintes itens:

a) Peso do pilão;

b) Altura de queda do pilão;

c) Diâmetro e comprimento do tubo de revestimento;

d) Freqüências das batidas do pilão;

e) Quantidade de camadas da mistura de enchimento;

f) Quantidade de batidas por camada;

g) Energia de cravação;

h) Diagrama de cravação do tubo;

i) Checagem diagrama x S.P.T.

ELABORAÇÃO DO PROJETO DE FUNDAÇÕES EM SAPATAS COM O


SOLO MELHORADO

A elaboração do projeto obedece a seguinte seqüência:

a) De posse da planta de cargas;

b) De posse das sondagens S.P.T.;

c) Estima-se uma σad para o solo melhorado;

d) Dimensiona-se as sapatas para essa σad ;

Verificam-se as tensões máximas aplicadas sobre o solo, inclusive


considerando-se todos os esforços, como: cargas verticais, momentos em
todas as direções, etc.

N M
σ 
S W
Sendo:

N → carga vertical

S → área da base da sapata

M → momento atuante

W → momento resistente da base da sapata

Ao considerar-se as ações provenientes de vento, a σ ad pode ser


majorada em 30% e σmax ≤ σad

a) Verificar distribuição das tensões;

b) Determinar recalques totais;

c) Determinar recalques diferenciais;

d) Determinar distorções angulares.

Sendo todas as análises favoráveis, só assim a solução em sapata será


aprovada.

OBJETIVOS DESSE TRABALHO

O trabalho, ora apresentado, objetiva-se a determinar um processo, método ou


maneira de fazer-se uma estimativa da tensão admissível do solo já melhorado,
a partir das sondagens S.P.T. do solo no seu estado natural e da planta de
cargas da obra a ser executada.

SEQÜÊNCIA DOS ESTUDOS REALIZADOS

Inicialmente, no campo experimental da Concresolo/Copesolo, em João Pessoa/PB,


foram demarcadas quatro áreas para a realização da pesquisa:

1a área : ensaios com o solo no estado natural;

2a área : ensaios com o solo pós-compactado numa malha de (100 x 100) cm;

3a área : ensaios com o solo pós-compactado numa malha de (90 x 90) cm;

4a área : ensaios com o solo pós-compactado numa malha de (80 x 80) cm;

Foram realizados os seguintes ensaios IN SITU, com o solo no estado natural e


como solo depois de compactado.

a) Sondagens de Reconhecimento do Subsolo, com o Standard Penetration


Test (S.P.T.);
b) Ensaios de penetração estática do cone (Deep Sounding);

c) Ensaios de prova de carga sobre a placa.

A seguir foram feitas correlações entre (N/30) pós-compactação (N/ P) e N/30 no


estado natural (N)

Sendo:

NP80  N/30 pós-compactação para a malha de (80 x 80) cm;

NP90  N/30 pós-compactação para a malha de (90 x 90) cm;

NP100  N/30 pós-compactação para a malha de (100 x 100) cm;

1a Tentativa : Correlação linear (a reta de mínimos quadrados)

Y = a + bx

Y = n.a + bx

x.y = a x. + bx2 donde determina-se a e b

r2 =  (Yest - ŷ)2

 (Y - ŷ)2

Exemplo: Np 80 x N
60

50

40
y = 1,086x + 22,86
R2 = 0,6691
Np80

30
Fig.:
20
01
10

0
0 10 20 30 40

N
Figura 97. Correlação linear

Os baixos valores dos coeficientes de determinação e dos coeficientes de


correlação encontrados, indicando falta de representatividade e acuracidade,
fizeram com que as regressões lineares fossem abandonadas.

2a Tentativa: Correlação não linear (A Parábola De Mínimos Quadrados)

Y = a + bx + cx2

Y = na + bx + cx2

x.y = ax + bx2 + cx3

x2y = a.x2 + b.x3 + cx4 Donde determina-se a, b e c

r2 =  (Yest - ŷ)2

 (Y - ŷ)2

As curvas quadráticas apresentaram excelentes coeficientes de correlação,


passando assim, a serem utilizadas.
APRESENTAÇÃO DAS CORRELAÇÕES NP X N

Np80 x N
60

50

40
2

Np80
y = -0,0901x + 4,5029x - 2,5068
30 2
R = 0,9433

20

10

0
0 10 20 30 40
N

Figura 98. Correlações para espaçamento de 80 cm

Np90 x N
50
45
40
35
2
30 y = -0,1107x + 4,9158x - 7,2565
Np90

2
25 R = 0,9655

20
15
10
5
0
0 10 20 30 40
N

Figura 99. Correlações para espaçamento de 90 cm


Figura 100. Correlações para espaçamento de 100 cm

Np100 x N

45
40
35
30
25
Np100
2
y = -0,1269x + 5,1519x - 10,449
20 2
R = 0,9301
15
10
5
0
0 10 20 30 40
N

Partindo-se da expressão geral de Terzaghi, para determinação da capacidade


de carga de solos arenosos, tem-se:

σr = .H.Ng + 0,4. BNγ

Fazendo-se H = 1,5 m ;  = 1,8 tf/m3 e explicitando-se  em função de N e


adotando-se um coeficiente de segurança igual a 3,0, obtém-se:

σad = 0,5 + (0,1 + 0,04 B) N segundo Teixeira (1996).

Pela expressão anterior, se percebe que a σad é função de B e N, para as


hipóteses consideradas  = 1,8 tf/m3 , H = 1,5 m.

Portanto, para cada sapata que diferir quanto às dimensões ou forma, teremos
σad diferentes.

Na prática, os engenheiros estruturalistas solicitam aos geotécnicos, a tensão


admissível do solo (taxa), que deverão usar, adotando-se um valor único para
todas as sapatas.

Assim sendo, será considerada uma sapata quadrada de dimensões (2,0 x 2,0)
m, cuja σad obtida para tais dimensões, deverá ser considerada para as
demais sapatas.

As prováveis diferenças que existirem, estarão a favor da segurança.

SAPATA QUADRADA COM B = 2,0 m

SAPATA (2,0 X 2,0) m

Sendo σad = 0,5 + (0,1 + 0,04 B) N


Para B = 2,0 m, têm-se:
σad = 0,5 + (0,1 + 0,08) N
σad = 0,5 + 0,18 N – função linear
Sendo σad = Tensão admissível do solo na profundidade de 1,5 m. Tendo a
areia uma massa específica de 1,8 t f/m3 e a sapata é quadrada com dimensões
de (2,0 x 2,0)m.

N = N/30 obtido do S.P.T. na profundidade de 1,5 m.

Essas retas permitem encontrar σad a partir do N. Portanto, neste trabalho,


determinou-se outras retas semelhantes que permitem encontrar a σ ad do solo
melhorado (depois da compactação), obviamente a partir do N/30 melhorado
(NP). Como previamente determinou-se a correlação N p x N, significa que a
partir do N no estado natural, pode-se estimar a σ ad do solo melhorado, ainda
na fase de elaboração do Projeto de Fundações.

Figura 101. Gráfico para previsão da tensão admissível do solo pós compactação a partir do
N/30 do solo natural

OBSERVAÇÕES E CONCLUSÕES:

Observa-se que a relação NP/N é maior para valores menores de N, ou seja,:


Para 5  N  10, NP/N  3,0

Para 11  N  18, NP/N  2,7

Para 19  N  25, NP/N  2,1

Mostra que as areias menos compactas, são mais suscetíveis ao efeito da


compactação, e para as areias mais compactas (N20) o efeito do melhoramento é
menos significativo(1).

As curvas σad x N que são oriundas da função linear σ ad = 0,5 + 0,18N,


apresentam curvaturas, ou seja, segmentos de retas com declividades
diferentes.Isso se explica pelo fato de NP = a + bN + CN2 e ao explicitar-se Np
em função de N, a relação não é uma constante, é variável, daí provocar
declividades diferentes para segmentos de retas infinitesimais no limite, quando
ΔN tende a zero.

EXEMPLO PARA ESTIMAR-SE A TENSÃO ADMISSÍVEL DO SOLO


MELHORADO, USANDO-SE A O GRÁFICO DE PREVISÃO

a) Com as sondagens S.P.T. do solo natural, encontra-se o N na profundidade de


1,5m.

b) Com o valor de N, encontra-se três σ ad do solo melhorado, respectivamente


para as malhas de (100 x 100), (90x0) e (80x80)cm.

c) Em função do porte da obra e da σ ad requerida, escolhe-se o espaçamento da


malha, e conseqüentemente uma σad ;

d) Como a execução das estacas de areia deste trabalho teve um


acompanhamento bastante rigoroso, pois faz parte da Tese de Mestrado
citada, a compactação obtida, provavelmente representa o máximo de
resistência e índices S.P.T. que podem ser obtidos, inclusive com penetração
total do tubo. Assim sendo, para evitar que nas obras corriqueiras, estime-se
uma σad e que depois do solo melhorado essa σ ad não seja alcançada,
introduziu-se coeficientes, denominados de índice de ajuste (Iaj);

e) A tensão admissível estimada final, será σadf = σad. Iaj ,sendo:

σadf = tensão admissível estimada final para ser usada na elaboração do


projeto de fundações;

σad = tensão admissível encontrada na figura do gráfico de previsão a partir


de N (N/30 natural)

Iaj = Índice de ajuste encontrado na parte superior da figura do gráfico de


previsão e na mesma coluna de N.

Elaborado o projeto e depois de concluído o melhoramento é imprescindível que se


faça pelo menos dois furos de sondagens S.P.T. para verificação dos resultados.

1
Gusmão Filho J. A. (1988) Fundações: Do conhecimento geológico à prática da engenharia –
Recife, Editora Universitária, UFPE
Finalmente a σad do solo depois de melhorado será:

σad = 0,5 + 0,18 Np, Isto para H = 1,5m;  = 1,8 tf/m3 e a sapata quadrada (2,0 x
2,0)m e Np é o N/30 depois da compactação na profundidade de 1,5m.

Considerando-se os valores obtidos pelos ensaios de prova de carga sobre placa, na


profundidade de 1,5 m, tem-se:

Terzaghi Prova de
H SPT
Estado do solo σad = 0,5 + 0,18 N carga
(m) N/30
(kgf/cm2) (kgf/cm2)

Solo natural 1,5 15/30 3,2 8,0


Solo compactado
1,5 38/30 7,3 14,0
e = 100 cm
Solo compactado
1,5 42/30 8,1 18,0
e = 90 cm
Solo compactado
1,5 45/30 8,6 18,0
e = 80 cm

Observa-se que as tensões admissíveis oriundas de σad = 0,5 + 0,18N,


(Terzaghi) apresentam valores bastantes conservadores, quando comparados
com os resultados das provas de cargas.

3,2
 0,40  40%
8,0

7,3
 0,52  52%
14,0

8,1
 0,45  45%
18,0

8,6
 0,48  48%
18,0

Note-se que as comparações foram entre σad com σad por métodos diferentes
e que mesmo considerando-se as diferenças entre as dimensões da placa da
prova de carga e as dimensões de uma sapata quadrada (2,0 x 2,0)m, os
valores obtidos por (Terzaghi), são bastante conservadores, sugerindo-se que
se façam pequenas reduções no coeficiente de segurança (3,0), aplicado sobre
a capacidade de carga das areias. Assim sendo, sugere-se para determinados
intervalos de N, os seguintes fatores de correção ao usar-se a expressão: σad
= 0,5 + 0,18 NP.

σad = 1,00 σad para 5 < N < 11

σad = 1,34. σad para 12 < N < 21

σad = 1,25. σad para 22 < N < 32

σad = 1,20. σad para 33 < N < 44

E finalmente essa σad deverá ser  a tensão admissível estimada no projeto.

Observação: Os valores de σad pós-compactação, obtidos a partir do N/30 do


solo natural, através deste método, estão situados entre:

Valor mínimo de 376 kPa malha com e = 100 cm e N = 5

Valor máximo de 650 kPa malha com e = 80 cm e N = 20

Com o objetivo de facilitar para os usuários deste método, novos


gráficos foram construídos, já levando em consideração a atuação dos índices
de ajustes.

Assim sendo, a estimativa da σad pós-compactação para ser usada no


projeto de fundação, pode ser obtida diretamente dos gráficos da figura abaixo,
em função do N do solo natural e do espaçamento entre as estacas de
compactação, que serão executadas.

Sapata quadrada
B = 2,0 m
ad 700
600

500
e = 100 cm
400 e = 90 cm

300 e = 80 cm
natural
200

100

0
5 10 15 20
N/30
Figura 102. Gráfico de tensão pós-compactação em função do N/30 do solo natural

NOTA: Os gráficos são apresentados em função de N para intervalos de


5  N  20. Porém, os serviços de compactação de solos arenosos são mais
adequados nas situações em que N  15.
10. Exercício Resolvido
Estimar a σad pós-compactação para ser usada na elaboração de projeto de
fundações diretas, para um edifício de 20 pavimentos, no terreno representado
pelo perfil de sondagem SPT 01.

5 10 15 20 25 30 N/30
PROF. (m) 0,5
NA
1,0

2,0
areia fina a média
3,0
cor cinza claro
4,0

5,0 5,0

6,0

7,0
areia média a grossa
8,0
cor marrom
9,0

10,0

10,8
11,0

12,0

13,0

14,0 areia siltosa pouco argilosa


cor variegada
15,0

16,0

17,0

18,0 18,0

Figura 103. SPT 01

Os trabalhos deverão obedecer a seqüência seguinte:


1o) Na sondagem SPT encontra-se o N correspondente a profundidade de
1,5 m que no caso é N = 10;

2o) Sendo um edifício com 20 pavimentos, arbitra-se o espaçamento da


malha das estacas como sendo de 90 cm;

3o) No gráfico com N = 10 e e = 90 cm a σa estimada (pós-compactação) é


de 513 kPa;

4o) As sapatas serão dimensionadas para aplicarem sobre o solo tensões


máximas de:

- 513 KPA no caso de cargas permanentes

- 513 x 1,30 = 667 kPa quando se considerar cargas permanentes mais


eventuais

5o) Estimativa de recalques totais, diferenciais e distorções angulares (para


o solo já compactado);

6o) Elaboração do projeto de fundação (disposição das estacas de


compactação e das sapatas de fundação);

7o) Execução das estacas de compactação no campo;

8o) Realização de pelo menos dois furos de sondagens (SPT), pós-


compactação, sendo:

- Profundidade mínima do furo de 2,0 m além do comprimento do tubo de


revestimento;

- Locar os furos de modo que fiquem dentro da malha, e eqüidistante


(centro) de quatro estacas circunvizinhas escolhidas

9o) A tensão admissível (σad ) realmente encontrada pós-compactação será


obtida usando-se o SPT pós-compactação (Np/30) na profundidade de 1,5 e o
formulário a seguir:

σad = 0,5 + 0,18 Np

σad = 1,0 σad para 5  Np  11

σadf = 1,34 σad para 12  Np  21

σadf = 1,25 σad para 22  Np  32


σadf = 1,20 σad para 33  Np  44

Considere-se para efeito de exercício que o SPT pós-compactação tenha


apresentado Np/30 = 20/30 na profundidade de 1,5 m, têm-se:

σadf = 1,34 σad = 1,34 (0,5 + 0,18.20)

σadf = 5,49 kgf/cm2

σadf = 549 kPa que é superior ao σad estimado e usado no projeto que foi de
513 kPa

Para que a solução e os serviços de compactação sejam aprovados, isto é,


para que obtenha-se σadf = σad estimado, neste caso necessita-se de um Np
(pós-compactação) no mínimo de:

σadf = 513 kPa = 5,13 kgf/cm2 = 1,34 σad

5,13 = 1,34 (0,5 + 0,18 Np)

5,13 = 0,65 + 0,24 Np

Np = 18,66  19

Portanto, precisamos encontrar no mínimo, valores de SPT de 19/30, na região


de assentamento das sapatas.

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