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Não podemos generalizar os fatos, dizendo que todos os Espíritos recordam de suas vidas passadas

tão logo deixem o corpo a sucessão de lembranças é gradativa, de acordo com as necessidades de
cada um. Ao que Deus achar conveniente, esse pode regredir a memória até onde suporte, desde
quando seja para seu adiantamento espiritual.
O mais comum é que se recorde quando está próxima a sua nova reencarnação, para que o Espírito
aceito com mais coragem o que deve ser reparado para sua felicidade

A memória não libera imediatamente no espírito desencarnado. Há questões que devem permanecer
ocultas, pois quando a pessoa acaba de desencarnar ela deixa relacionamentos que ainda estão no
mundo corporal que ainda podem ser influenciadas por essas memórias. Imagine um espírito que
acaba de desencanar e acaba descobrindo que aquela pessoa que era de seu grande afeto de sua
última existência era um algoz de sua vida anterior? Então ele pode transformar sua energia de
grande amor para um grande ódio por aquela pessoa.
Então as lembranças vão sendo retomadas pelo espírito desencarnante de acordo com o seu
merecimento e de acordo com a necessidade de cada um, não há uma regra geral portanto.
O que temos que ter em mente é que sempre vibra na alma as questões emocionais, que forma a
personalidade da pessoa, os valores ético-morais adquiridos e a forma de se relacionar com os
outros e com a sociedade.

E assim vamos buscando através da percepção de nossa personalidade, dos valores éticos que estão
direcionando as nossas questões e buscar uma purificação em nós mesmos. Então o espírito no
momento da desencarnação, utilizando do seu livre arbítrio, ele tem de buscar essa reflexão, para
verificar quais os melhores valores que ele pode tirar para ele dar continuidade a sua existência a
sua evolução.

Quantas vezes já não ouvimos que devemos amar a Deus e a nosso próximo? Mas quantos de nós
faz esse esforço efetivo na tentativa de amar a Deus e ao próximo? E quantos que tentam
conseguem?

O Espírito quando desencarna ele não se torna nem melhor ou pior ela continua sendo a mesma
pessoa desvestida do corpo de carne, mas como os mesmo valores, com a mesma forma de viver e
conviver

A memória é um patrimônio do espírito. Tudo que aprendemos e vivenciamos está lá, mas só vamos
tendo acesso de acordo com a nossa necessidade de aprendizado. “… Porque onde estiver o teu
tesouro, aí também estará o teu coração...”

O importante não é o conteúdo de nossa memória, mas o que fazer com esse conteúdo, como
aprender com os erros que vamos encontrar ali, e com os acerto para poder melhorarmos mais ainda
a nossa conduta.

Cada um de nós temos escolhas na vida e é nessas escolhas que vamos estabelecer as nossas
preferências, os nossos interesses, os caminhos pelos quais nós desejamos e decidimos trilhar. Cada
espírito ao desencarnar ele vai estabelecer sintonia com aquilo que lhe interessa, naquilo que faz eco
no seu coração. Ninguém altera seu modo de ser porque desencarnou. Então as lembranças que se
relacionam com esses interesses também irão aflorar, muito rapidamente em sua mente, poque é
uma questão de escolha do espírito, do exercício do seu livre arbítrio.

Quando o Espírito precisa lembrar-se de alguma coisa para o seu benefício, o intrumento para tal é a
vontade; todavia, essa vontade deve ser adestrada na ciência do amor. Isso quer dizer que não é
somente a consci~encia que grava os nossos fatos: eles ficam escritos igualmente no exterior, pela
sensibildiade do éter cósmico, obediente aos nossos pensamentos.
A linguagem não é como a que se conhece: são imagens que dizem tudo o que fazemos. E, ao
subirem par ao consciente, despertam em nós poderes, a nos fazerem relembrar de tudo o que
realizamos com todos os seus detalhes

Para aqueles que dão muito valor as questões da matéria, aqueles que trabalham valorizando demais
os bens que adquiriram e amealharam que certamente ficaram aqui e não mais irão poder usufruir,
aqueles que guardam muita vaidade com as questões da beleza e do corpo, irão passar por um
sofrimento moral e psiquico por ter deixado o corpo. É a vaidade, trata-se da sintonia dos interesses.
Novamente. “onde está o teu tesouro aí está também o seu coração”
Mas ninguém estará desamparado pela Lei Divina.

A ligação que se dá com a pessoa desencarnada não é com objetos, mas como o sentimento, é isso o
que une dois espíritos.

Os traços de personalidade podem indicar o crescimento que o Espírito pode ter adquirido. Então
cada um traz a personalidade, fruto de sua história, das conquistas e aprendizados que fez em todo o
seu passado

Quando encarnamos é necessário o esquecimento do passado para que possamos restabelecer alguns
laços.
Quando desencarnamos o momento de aprendizado é outro, é necessário a reflexão para podermos
sedimentar o aprendizado adquirido na última passagem na carne. Por isso ao desencarnarmos
conservamos a memória de nossa última reencarnação que vivenciamos. E essa memória ainda que
tenham conteúdos de sofrimento e angustias elas devem servir para as nossas reflexões com sempre
com o objetivo de aprendizado e não de ficar alongando o sofrimento.
Desencarnado o Espírito passa a ter uma consciência mais dilatada do mundo espiritual, passa a ter
a noção da vida do espírito e de sua eternidade, e isso facilita questões como o exercício do perdão,
a compreensão dos próprios erros e limites, a compreensão do outro que por ventura o tenha ferido
e dos limites desse outro que levaram a esse ato em detrimento do Espirito que está ali buscando o
aprendizado.
Sabemos que nem todos aproveitam quando reencarnam e também quando desencarnam, levando
ranços do passado, alimentando ódio, desejo de vingança e isso irá demorar para promover a
evolução do espírito, isso irá dificultar a sua evolução e sua aproximação de Deus