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Enoe de Felizardo Correia Mendes

Conceito de História de Arte; Arte na Pré-história; Arte Egípcia; Arte Mesopotâmia;


Arte Grega; Arte Etrusca; e Arte Romana

(Licenciatura em Educação Visual)

Universidade Pedagógica

Nampula

2018
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Enoe de Felizardo Correia Mendes

Conceito de História de Arte; Arte na Pré-história; Arte Egípcia; Arte Mesopotâmia;


Arte Grega; Arte Etrusca; e Arte Romana

(Licenciatura em Educação Visual)

O presente trabalho é de
carácter avaliativo da Cadeira
de História de Arte I, a ser
apresentado no Departamento
de ESTEC, do curso Educação
Visual 1º Ano.

Docente: dr. Fernando Ali

Universidade Pedagógica

Nampula

2018
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Índice
Introdução...................................................................................................................................1
Objectivos...............................................................................................................................1
Metodologia............................................................................................................................1
1. História da Arte.......................................................................................................................2
1.1. Conceito...........................................................................................................................2
1.2. Arte..................................................................................................................................2
1.3. Metodologia da História de Arte......................................................................................2
1.4. História de Arte no Quadro das Humanísticas.................................................................2
2. Pré-História.............................................................................................................................3
2.1. Arte na Pré-História.........................................................................................................3
2.1.1 Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada.......................................................................3
2.1.2. Mesolítico.................................................................................................................6
2.1.3. Neolítico ou Idade da Pedra Polida...........................................................................6
2.1.4. Idade dos Metais.....................................................................................................10
3. Arte no Egipto.......................................................................................................................10
3.1. Pintura Egípcia...............................................................................................................11
3.1.1. Lei do Frontalidade.................................................................................................11
3.2. Escultura No Egito.........................................................................................................12
3.3. Arquitectura Egípcia......................................................................................................13
3.3.1. Pirâmide..................................................................................................................14
4. Arte na Mesopotâmia............................................................................................................15
4.2. Pintura na Mesopotâmia................................................................................................15
4.3. Escultura na Mesopotâmia.............................................................................................16
4.4. Arquitectura na Mesopotâmia........................................................................................17
5. Arte Grega.............................................................................................................................17
5.1. Pintura e Artes Menores.................................................................................................17
5.2. Escultura Grega..............................................................................................................18
5.2.1. Período Arcaico......................................................................................................19
5.2.2. Período Clássico......................................................................................................19
5.2.3. Período Helenístico.................................................................................................19
5.3. Arquitectura Grega.........................................................................................................20
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6. Arte Etrusca..........................................................................................................................21
6.1. Artesanato......................................................................................................................22
6.2. Pintura Etrusca...............................................................................................................22
6.3. Escultura e Arte Funerária.............................................................................................23
6.4. Arquitectura e Urbanismo..............................................................................................23
7. Arte Romana.........................................................................................................................24
7.1. Pintura Romana..............................................................................................................24
7.2. Escultura Romana..........................................................................................................24
7.3. Arte Menores.................................................................................................................25
7.4. Arquitectura Romana.....................................................................................................25
7.4.1. Religião: Templos...................................................................................................25
7.4.2. Comércio e Civismo: Basílica................................................................................26
7.4.3. Higiene: Termas......................................................................................................26
7.4.4. Divertimentos..........................................................................................................26
Conclusão..................................................................................................................................27
Bibliografia...............................................................................................................................28
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Introdução
O presente Portfólio referente a cadeira de História de Arte I, apresenta um resumo e todos os
conteúdos estudados durante o presente semestre. No leque dos conteúdos pode-se encontrar a
arte na pré-história como aquela que deu inicio de tudo dividida em 4 períodos, sendo o mais
importe apenas dois o paleolítico e neolítico, também pode se observar a arte egípcia ligada a
imortalidade, a arte mesopotâmia ligada a controlo de água, a arte grega virada ao próprio
homem, arte etrusca a mistura de várias artes para fundamentar uma, e por fim a arte romana
ligada a religião.

A seguir veremos o desenvolvimento do resumo de todas as artes estudadas neste semestre.

Objectivos
Geral:

 Analisar as Manifestações Artísticas de cada uma das regiões estudada.

Específicos:

 Fazer o resumo de cada arte existente em cada região estudada;


 Demostrar as técnicas de pintura usadas em cada região estudada;
 Demostrar as técnicas de esculturas usadas em cada região estudada.
 Caracterizar a arquitectura de cada região estudada.
 Ilustrar a existência de artes menores em cada região estudada.

Metodologia
Para a realização do presente trabalho recorreu referências bibliográficas.
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1. História da Arte

1.1. Conceito
História da Arte é a disciplina que estuda as produções artísticas ou manifestações artísticas,
isto é, as obras de arte produzidas pelos homens ao longo dos tempos, é uma disciplina que
por natureza é inseparável com o ensino de Artes Plásticas.

Objectivo: Conhecer e explicar., salientando a sua relevância das artes com vida e na
condição humana.

1.2. Arte
A Arte é o resultado de uma acção, acto de comunicação através da qual se expressam
sentimentos, valores, emoções, ideias. A arte parte sempre das realidades naturais, mas e
sobretudo subjectiva, porque;

 Porque está sujeita a múltiplas interpretações pessoais;


 Depende de critérios que variam com os contextos culturais e históricos de cada
sociedade;
 É expressão de criadores individuais;

Por fim dizer que a Arte é uma realidade complexa.

1.3. Metodologia da História de Arte


A Metodologia da história de arte assenta, necessariamente, a leitura de documento
específicos que são os objectos artísticos. Uma obra de arte é por natureza, um objecto
estético e, por inerência, também um objecto histórico. Ela apresenta uma ordem formal e é
portadora de mensagens que testemunham o enquadramento da cultura artística, da sociedade
e das mentalidades de cada época.

1.4. História de Arte no Quadro das Humanísticas


Um determinado ramo do saber para se tomar cientificamente credível e autónomo, te de
preencher os seguintes requisitos:

 Ter um objecto de estudo específico;


 Ter metodologia de investigação claramente estabelecida;
 Ter instrumentos de trabalho determinados;
vi

 Recorrer a terminologia específica;


 Ter uma finalidade reconhecida;

2. Pré-História
A Pré-história inicia-se com o surgimento do ser humano até ao aparecimento da escrita, por
volta de 4000 anos a.C., antes do início da história propriamente dita. Essa divisão é pouco
aceite pela historiografia actual e pela antropologia.
No decorrer dessa longa etapa, as formas de vida e as manifestações artísticas não foram
sempre as mesmas. Por isso a Pré-História está dividida em (4) três grandes períodos: O
Paleolítico (em que as sociedades eram recolectores), Mesolítico (Período Intermediário),
Neolítico (em que as sociedades passaram a ser produtoras) e Idade dos Metais.

2.1. Arte na Pré-História


Considera-se como arte pré-histórica todas as manifestações que se desenvolveram antes do
surgimento das primeiras civilizações e portanto antes da escrita. No entanto isso pressupõe
uma grande variedade de produção, por povos diferentes, em locais diferentes, mas com
algumas características comuns. A primeira característica é o pragmatismo, ou seja, a arte
produzida, possuía uma utilidade, material, quotidiana ou mágico-religiosa: ferramentas,
armas ou figuras que envolvem situações específicas, como a caça.
O significado das cenas de caça representadas em cavernas não descreviam uma situação
vivida pelo grupo, mas possuía um carácter mágico, preparando o grupo para essa tarefa que
lhes garantiria a sobrevivência. As manifestações artísticas mais antigas foram encontradas na
Europa, em especial na Espanha, sul da França e sul da Itália e datam de aproximadamente de
25000 a.C., portanto no período paleolítico. Na França encontramos o maior número de obras
pré-históricas e até hoje em bom estado de conservação, como as cavernas de Altamira,
Lascaux e Castilho.

2.1.1 Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada

Fig.1:Pedra Lascada
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Nesta época, o ser humano habitava em cavernas, muitas vezes tinha que disputar este tipo de
habitação com animais selvagens. Quando acabavam os alimentos na região em que
habitavam, as famílias tinham que migrar para uma outra região. Desta forma, o homem tinha
uma vida nómada (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais de pequeno, médio e grande
porte, da pesca e da colecta de frutos e raízes. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a
partir de pedaços de ossos e pedras. Os bens de produção eram de uso e propriedade colectiva.
Paleolítico: Machado de madeira e pedra. Nesta fase, os seres humanos se comunicavam
com uma linguagem pouco desenvolvida, baseada em pouca quantidade de sons e gestos, sem
a elaboração de palavras. Uma das outras formas de comunicação era as pinturas rupestres.
Através deste tipo de arte, o homem trocava ideias e demonstrava sentimentos e preocupações
quotidianas.

2.1.1.1. Pintura Paleolítica


A pintura constitui a parte mais importante da arte do paleolítico. A grande maioria cobre
enormes extensões das paredes dos locais mais profundos das cavernas. As mais famosas são
a encontradas em Altimira, Lascaux (Dordonha) e Niaux. Os arqueólogos como forma de
estabelecer a evolução dos estilos da arte paleolítica, compararam elementos já datados com
outros. Essa semelhança é feita com elementos que tenham semelhanças evidentes. Dessa
forma foi possível entender os seguintes períodos da evolução da pintura paleolítica.
1-Período primitivo

Conhece-se desta época uma vintena de obra apenas, com excepção das gravuras das parede e
tetos da gruta de Bernous (Dordonha), a figuras desta época são pintadas ou gravadas sobre
blocos ou plaquetas, esses poucos arte factos são de grande importância e interesse, pois as
primeira manifestações figurativas feitas pelo homem e que chegaram até nós. O tratamento
temáticos de tal maneira rudimentar que se pode concluir que sejam uma iniciação.
2-Período arcaico

É baseado em alguns objectos que mostram a o corte do período anterior e este é um período
em que começa a mostrar alguma maturidade nas obras. Os bois, mamutes e cavalos
começam a ter na sua pintura alguma exactidão das silhuetas. Percebe-se uma visão
plástica e uma habilidade manual que consegue sintetizar os detalhes mais
característicos de cada animal representado.
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Fig. 2: Representação de dois bisontes

3- Período clássico

Neste período as obras de baixos-relevos adquirem extraordinárias qualidades. A arte evolui


incessantemente e vai encontrar o seu esplendor no Magdaleniano antigo (14000 a.C.), em
que o realismo intelectual já esta em pleno vigor. As obras desta época compreende
também variam conjuntos monumentais nas grutas de Lascaux (Dordonha) e Chimeneas
(Espanha).

Fig.3: Cavalo, pintando da gruta de Lascaux (Dordonha)

4- Período Magdaleniano

É nesta época em que o domínio do desenho começa a ser mais apurado, o que permite com
que as formas possam ser representadas nas diversas e variadas atitudes como por exemplo
o “bisonte adormecido” da caverna de Altamira. Tem inicio a justaposição em serie e, o
bisonte ainda. O animal mais representado, mas as cenas já incluem verdadeiras multidões de
renas, cabras, cavalos e outros animais.

Fig.4: Representação do bisonte adormecido


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2.1.2. Mesolítico

Neste período intermediário, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao


desenvolvimento e à sobrevivência de forma mais segura. O domínio do fogo foi o maior
exemplo disto. Com o fogo, o ser humano pôde espantar/afugentar os animais, cozinhar a
carne e outros alimentos, iluminar sua habitação além de conseguir calor nos momentos de
frio intenso. Outros dois grandes avanços foram o desenvolvimento da agricultura e a criação
e domesticação dos animais. Cultivando a terra e criando animais, o homem conseguiu
diminuir sua dependência com relação a natureza.
Com esses avanços, foi possível a sedentarização, pois a habitação fixa tornou-se uma
necessidade. Neste período ocorreu também a divisão do trabalho por sexo dentro das
comunidades. Enquanto o homem ficou responsável pela protecção e sustento das famílias, a
mulher ficou encarregada de criar os filhos e cuidar da habitação.

2.1.3. Neolítico ou Idade da Pedra Polida

Nesta época o homem atingiu um importante grau de desenvolvimento e estabilidade. Com a


sedentarização, a criação e domesticação de animais e o pleno desenvolvimento da
agricultura, as comunidades puderam encontrar novos caminhos. Um avanço importante foi o
desenvolvimento da metalurgia.
Fabricando objectos de metais, tais como, lanças, ferramentas e machados, os homens
puderam caçar melhor e produzir com mais qualidade, quantidade e rapidez. A produção de
excedentes agrícolas e sua armazenagem, garantiam o alimento necessário para os momentos
de seca ou inundações. Com mais alimentos, as comunidades foram crescendo e logo surgiu a
necessidade de trocas com outras comunidades.
Foi nesta época que ocorreu um intenso intercâmbio entre vilas e pequenas cidades. A divisão
de trabalho, dentro destas comunidades, aumentou ainda mais, dando origem ao trabalhador
especializado.

2.1.3.1. Arte do Neolítico


Arte do neolítico teve início há cerca de 10.000 anos, quando o homem começa com êxito a
animais, na agricultura, cultivando gramíneas cereais, a partir desse momento o homem
aprende a assegurar a sua alimentação pelo próprio trabalho e torna-se sedentário formando
aldeias. Surge a produção de cerâmica, a fiação e a tecelagem, assim como métodos básicos
da construção arquitectural em madeira, tijolo e pedra. Iniciam-se também neste período as
x

imponentes estruturas megalíticas, construções feitas com grandes pedras monolíticas,


relacionadas com o culto dos mortos.

2.1.3.2. Pintura Neolítica


Características:
 A pintura neste período era caracterizada na representação de cenas lendárias;
 Era feita em paredes de tábuas lisas;
 A pintura só foi estabelecida como arte, quando certas condições excepcionais que
lhes proporcionaram superfícies adequadas e porque área técnica que exigem
considerável perícia;
 Consistia em lançar pó de pedra ou terra de varias cores sobre um leito plano de areia
 As cores empregadas eram o preto do carvão, o branco do gesso, o vermelho, marrom,
tons amarelados e esverdeados extraídos da terra e vegetais, ou seja, naturalismo.
Sangue de animais, ocre -mineral que podia ser socado e virar pó, produzindo
pigmentos vermelhos, marrons e amarelos. Os pigmentos eram esfregados nas paredes
com as mãos ou misturados em gorduras de animais e aplicados com pincéis feitos de
penas e pelo.
 As varias composições de tinta, eram receitas passadas pelo curandeiro “preparada sob
sua fiscalização pelo o pintor, porque estas se destinam principalmente a server de
praticas curativas.

Fig.5: Representação da mão humana gruta de Pach-Merl

2.1.3.3. Cerâmica no Neolítico


Nova configuração neolítica a presentação dos animais do neolítico em relação ao do
paleolítico da impressa de excussão menos realistas, originada pelo intelecto dos executantes
aos seus modelos naturais, e que eram representados sobre recipientes paleolítico,
correspondendo as figuras animais. Os vasos criados eram apresentados como assimilação à
humana e que torna a formas antropomórficas diversas que apresentam apenas uma sumária
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indicação do rosto assim como uma assimilação a figura humana, representando a parte
inferior ou o recipiente ao todo.

Fig.6: Vaso em terracota com representação Fig.7: Ídolo feminino em terracota

Animal (Munique – Alemanha) ( Tell di Vidra – Buscareste)

2.1.3.4. Escultura Neolítica


Temática predominante em toda a arte do período era a presença de animais e figuras
humanas, principalmente figuras femininas, conhecidas como Vênus. Utilizavam-se de
ferramentas de pedra pontiaguda para esculpir. Esculpiam de matérias como: marfim de
mamute ou pedras calcarias. As estatuetas menires figuram personagens masculinas, feminina
ou por vezes de sexo indeterminado, que contêm ornamentos e atributos enigmáticos na sua
maioria.

Fig.8: Estela antropomórfica (Mantagnac,Gard)

2.1.3.5. Arquitectura Neolítica


Apesar de rudimentares, os monumentos megalíticos são considerados como forma de
arquitectura realizada pelo homem, a construção de santuários e templos. Esses edifícios
pareciam de uma certa noção dos deuses e divindades. Arqueologicamente não determinavam
os tempos neolíticos.
Os habitantes de Malta ainda quando equipados com utensílios de pedra, levantaram grandes
e complexos edifícios ou cercaduras de enormes pedras, algumas que podem pesar toneladas,
outras em forma de bolas que se encontram nas cercarias dessas construções.
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Fig.11 Santuário megalítico de Stonehenge (Inglaterra)

1- Dólmenes
Em Portugal os monumentos funerários dos tempos pré-históricos eram de uma casa de
contorno poligonal formadas de várias pedras; tais monumentos eram compostos por duas
partes: o edifício de pedra e Montículo de terra superficial. Dólmenes o edifício de pedra
subdividido em câmara e galeria, podendo ser de granito, de calcário e xistos.
Túmulo o montículo de terra superficial. Os Dólmenes se imaginavam que fossem aras de
sacrifício.

2- Menires
Menir, também denominado perfeitamente um monumento pré-histórico de pedra, cravado
verticalmente no solo, às vezes de tamanho bem elevado, a palavra menir foi adoptada pelos
arqueólogos do século XIX com base nas palavras do Bretão significando men = pedra e
hir = longa (comparar com o Gaélico: maen hir = pedra longa). Para erigir seus monumentos,
os homens da época pré-histórica provavelmente começaram por levantar uma coluna, em
honra de um Deus acontecimento importante, embora a maioria dos historiadores relacione o
seu aparecimento com:
 - Culto da fecundidade (menir isolado)
 - Marcos territoriais (menir isolado)
 - Orientadores de locais (menires isolados e em linha)
 - Santuários religiosos (menires em círculo)
Esses monumentos pré-históricos eram pedras, cravadas verticalmente no solo.

3- Cromlech
São menires e dólmens organizados em círculo.
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Fig.9: Santuário megalítico de Stonehenge (Inglaterra)

2.1.4. Idade dos Metais


Ao final do período neolítico, observasse um avanço nas técnicas de fabricação de
instrumentos de trabalho. por volta de 6000 a.C., os grupos humanos desenvolviam e
experimentavam técnicas que permitiam a utilização de metais, em larga escala, na produção
de utensílios, enfeites e armas. artefactos de metais facilitavam uma crescente produção de
excedentes alimentares.com as técnicas do metal, foi possível obter melhor aproveitamento da
agricultura. Desenvolveu-se a técnica de fundição e, a partir da mistura do cobre e estanho
derretidos, obteve-se o bronze, metal de maior resistência, viabilizando a fabricação de
ferramentas mais fortes.

Fig.11: auxiliardahistoria.blogspot.com extraído em 02/11/18


3. Arte no Egipto
A arte egípcia refere-se à arte desenvolvida e aplicada pela civilização do antigo Egipto
localizada no vale do rio Nilo no Norte de África. Esta manifestação artística teve a sua
supremacia na região durante um longo período de tempo, estendendo-se aproximadamente
pelos últimos 3000 anos antes de cristo.

A cultura egípcia antiga proporcionou uma das maiores influenciam na humanidade. A arte do
Egipto Antigo é sobretudo arte sacra. Templos, tumbas, pinturas morais, estátuas estavam ao
serviço de uma religião que tenta dominar a morte e a profundidade cósmica. O faraó
tornava-se uma figura central
xiv

A arte egípcia refere-se a arte desenvolvida e aplicada por civilização do antigo Egipto
localizada na vale do rio Nilo no norte da África; Esta manifestação artística teve a sua
supremacia na religião durante longo período de tempo. Estendendo-se aproximadamente
pelos últimos 3000 anos a.C e de mareando diferentes épocas que auxiliam na classificação
das diferentes variedades estilísticas adoptadas;
Compreende-se, desse modo, como a religião exerceu influência acentuada no
desenvolvimento da arte: arquitectura, escultura, pintura.

3.1. Pintura Egípcia

Na Pintura Egípcia, a decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das


atitudes religiosas. O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso
branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola
produzida com cores minerais. A pintura egípcia tem basicamente a função da escrita.

Esta representa situações do dia-a-dia, que serve para passar ao morto todas as instruções
necessárias para que o mesmo volte à vida.

Suas características gerais são:

 Ausência de volume;
 Hierarquia na representação, isto é, o Faraó era representado no seu desenho em
tamanho maior em relação aos outros presentes na pintura;
 Ignorância da profundidade;
 Colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo.

3.1.1. Lei do Frontalidade

Consistia em determinar que o tronco da pessoa fosse representado de frente, enquanto sua
cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.
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Fig.10. A lei da frontalidade

A maior parte das pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. As obras retratavam a vida
dos faraós, as acções dos deuses, a vida após a morte entre outros temas da vida religiosa. Os
desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica (as palavras e
expressões eram representadas por desenhos). As tintas eram obtidas na natureza (pó de
minérios, substâncias orgânicas.

Fig.18. Hieróglifos em alto-relevo

3.2. Escultura No Egito


Nas tumbas de diversos faraós foram encontradas diversas esculturas do ouro. Os artistas
egípcios conheciam muito bem as técnicas de trabalho artístico em ouro. Faziam estatuetas
representando deuses e deusas da religião politeísta egípcia. O ouro também era utilizado
para fazer máscaras mortuárias que serviam de protecção para o rosto da múmia.

Feitas para durar eternamente, o material usado era granito ou diorito. Sentadas ou em pé, em
posição serena, com poucas partes protuberantes, suas poses eram quase sempre frontais e
braços perto do dorso.
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Fig.12: Faraó e sua esposa.

A pedra calcária e a madeira eram os principais materiais com que as esculturas dessa época
eram realizadas. Esculturas em relevo também eram muito comuns. A escultura em relevo
servia a dois propósitos fundamentais de glorificar o faraó (feita nos muros dos templos) e
preparar o espírito em seu caminho até a eternidade (feita nas tumbas).

A esfinge, com corpo de leão, cabeça e busto de mulher, com 19,8 metros de altura, também
dessa época, já demonstra o gosto egípcio por esculturas em larga escala.

Fig.13: A esfinge.

3.3. Arquitectura Egípcia


Durante vários anos os artistas egípcios dedicaram a construção de varias obras destinadas a
venera, o e glorifica; o dos deuses e Faraó, tendo construção€do grandes templos e estátuas
monumentais que para a sua construção, arrastavam blocos de pedra sobre superfícies
húmidas ou rolos. Levavam através de cordas feitas de papiro entrelaçado. Para tirar os blocos
de pedra da pedreira rachavam sua superfície com materiais de cobre.
xvii

A arquitectura egípcia aliava grandiosidade e simplicidade. O templo de Luxor, fora um dos


maiores monumentos, no Egipto Antigo. Sua construção foi levada a efeito sob o reinado de
Amenhotep III.

Com a expansão do poder do clero, o templo passou a ser a forma arquitectónica dominante,
neles, fileiras de esfinges ladeavam a estrada sagrada. As colunas eram coloridas, ostentando
motivos da natureza vegetal.

Fig.14. Templo de Luxor, estátuas colossais do faráo Ramsés II

3.3.1. Pirâmide

As pirâmides são sem dúvidas um dos principais destaques da arquitectura egípcia, as suas
técnicas de construção continuam sendo objecto de estudo para engenheiros e historiadores,
elas foram para render homenagem aos deuses e aos mortos.

A pirâmide foi criada durante a dinastia III, pelo arquitecto Imhotep, e essa magnífica obra lhe
valeu o engrandecimento. No início as tumbas egípcias tinham a forma de pequenas caixas;
eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquitecto a ideia de
sobrepor as mastabas, dando-lhes a forma de pirâmide. Mastabas portanto, eram edificações
que se sobressaiam da terra, nas tumbas egípcias, e eram formadas por um módulo compacto
de pedras ou tijolos, tendo as paredes inclinadas e de forma rectangular.
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Fig.15. Pirâmides de Quéops, Quéfrem e Miquerinos

4. Arte na Mesopotâmia
A própria palavra mesopotâmia já significa “entre rios”. E quais são esses rios? Tigre e o
Eufrates, que correm quase paralelamente desde as montanhas da Arménia até ao golfo
Pérsio. Actual Iraque Vários povos antigos habitaram essa região entre os séculos V e I a.C.,
aproximadamente 4000 a.C., entre estes povos, podemos destacar: babilónicos, assírios, e os
sumérios.

Esta arte foi praticada por vários povos nomeadamente Babilónicos, Assírios e Sumérios,
sendo que o povo mas destacada foi o povo sumério.

4.1. O Povo Sumério

Os sumérios existiram 4000 anos a.C., a este povo deve a escrita cuneiforme, os primeiros
veículos sobre rodas e também as primeiras cidades estado. Era um povo dedicado a religião,
daí terem desenvolvido grande perícia em esculturas. O babilónio Hamurabí dominou os
sumérios e assírios por volta de 1750 a.C.

Este povo destacou-se na construção de um complexo sistema de controlo da água dos rios,
uma grande contribuição dos sumérios foi o desenvolvimento da escrita cuneiforme, por volta
de 4000 a.C. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Os sumérios também
foram excelentes arquitectos e construtores, desenvolveram os zigurates1.

4.2. Pintura na Mesopotâmia


Na pintura, os artistas utilizavam cores claras e reproduziam caçadas, batalhas e cenas da vida
dos reis e dos deuses. A produção de objectos de cerâmica alcançou notável desenvolvimento
entre os persos, que utilizavam também tijolos esmaltados.

Pelas formas, pela composição, pela técnica das narrativas e pelo sentido decorativo
obedeceram ao estilo mesopotâmico já definido para os relevos. O colorido era vivo com mais
incidências no preto, branco, vermelho e amarelo.

1
xix

Fig.16: Pintura mesopotâmia.

4.3. Escultura na Mesopotâmia


Grandemente limitada pela falta de pedra, a escultura da Mesopotâmia soube, no entanto,
vencer as dificuldades e afirmar-se pela qualidade técnica e formal, pela variedade dos
materiais utilizados e pela diversidade das formas. Com efeito, para além de vários tipos de
pedra, os escultores mesopotâmicos trabalharam os metais (cobre, ouro, prata, e estanho) e
desenvolveram as técnicas correspondentes, usaram a argila e a terracota, bem como o
marfim, o alabastro e outros materiais raros.

Atingiram um alto nível de execução das técnicas e de qualidade estética que se caracterizou
por,

 Obediência a um rigoroso cânone formal cuja padronização se impôs por


condicionalismos de ordem técnica e não estética ou religiosa;
 Respeito pela lei da frontalidade e pelo convencionalismo dos tamanhos de
representação de acordo com as posições sociais dos representados;

Fig.17:Estatuas e estatuetas produzidas na Mesopotâmia.


xx

4.4. Arquitectura na Mesopotâmia


As principais manifestações da arquitectura mesopotâmica eram os palácios, em geral muito
grandioso, como havia pouca pedra, as paredes tinham que ser grosas, pós eram feitas de
tijolos. Os templos possuíam instalações completas, como aposentos para os sacerdotes e
outros compartimentos. Um traço característico dessa arquitectura era o “zeglerote”, torre de
vários andares, em general sete, sobre a qual é havia uma capela para controlar o seu.

Fig.18: Zigurate de Ur.

5. Arte Grega
A arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e
defensores da justiça e que se dedicavam ao bem-estar do povo.

A arte grega por outro lado volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o
artista se empenha pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações podendo
estas serem de dor, alegria ou mesmo de tristeza.

Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual
em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal.

Tem como principais características: o racionalismo; Amor pela beleza; Interesse pelo
homem; E a democracia.

5.1. Pintura e Artes Menores


A pintura na Grécia era ligada a arquitectura e cerâmica, os gregos habitualmente utilizavam
grandes pinturas sobre superfícies planas como decoração das obras arquitectónicas. Por
exemplo, aparecem mais pintadas que esculpidas.
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Nas artes menores destaca-se a pintura, pois a pintura grega está muito ligada com a arte
cerâmica. Decorar um vaso é algo muito diferente que pintar um quadro sobre uma superfície
plana.

Ânfora - vasilha em forma de coração, com o gargalo largo ornado com duas asas;

Fig.19: Vasos de cerâmica com decoração clara sobre fundo negro.

Hidra: tinha três asas, uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar;

Cratera: tinha a boca muito larga, com o corpo em forma de um sino invertido, servia para
misturar água com o vinho (os gregos nunca bebiam vinho puro), etc.

Fig.20: Vasos de cerâmica com decoração escura sobre fundo claro.

5.2. Escultura Grega


As primeiras esculturas Gregas séc. IX a.C. não passavam de pequenas figuras humanas feitas
de materiais muito brancos e fáceis de manipular, como argila, o marfim ou a cera. Essa
condição só se alterou no período arcaico séc. VII e VI a.C. quando os Gregos começaram a
trabalhar a pedra. Os motivos mais comuns das primeiras obras eram simples estatuam de
homens (Kouros) e mulheres (Koré). As figuras esculpidas apresentavam formas lisas e
arredondadas, plasmavam na pedra uma beleza ideal.

A estatuária grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem, esta que foi
assumindo um carácter próprio e acabou de uma maneira definitiva abandonar os padrões
orientais.
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Fig.21: Moscoforo.

5.2.1. Período Arcaico


Os gregos começam a fazer suas estátuas em mármore onde grande parte das figuras era
representação de homens. Esculturas aparecem simétricas, estas tinham uma rigorosa posição
frontal, onde o peso do corpo era igualmente distribuído sobre as duas pernas o que garantia
maior equilíbrio. Esses tipos de estátua são chamados Koré e Kouros (homem jovem).

5.2.2. Período Clássico


Surgiu o movimento nas estátuas, com isso foi necessário começar a usar o bronze que era
mais resistente do que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar. Surge o nu
feminino, pois no período arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre
vestidas.

5.2.3. Período Helenístico


Nota-se um forte e crescente naturalismo nas esculturas: os seres humanos não eram
representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo
as emoções e o estado de espreito de um momento. O grande desafio e a grande conquista da
escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas, mas de
grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e beleza de todos os
ângulos que pudessem ser observados.

Fig.22: O grupo de Laocoonte, da escola da escola de Rodes.


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5.3. Arquitectura Grega


A arquitectura grega foi evoluindo desde o segundo milénio a.C. e dividindo-se em quatro
grandes momentos:

 A arte grega arcaica (700 a 480 a.C.), foi o período mais longo, caracterizado pela
procura do inteligível, da ordem, do monumental e da maturidade nas suas
construções;

 O período clássico (480 a 323 a.C.) foi o tempo de procura de equilíbrio, da


plenitude, do idealismo e do naturalismo / realismo;

 O período helenístico (323 a.C. a 146 a.C.) foi a época do declínio, do gosto pelo
concreto e pelo e pelo individual.

As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem

Ordem Dórica - era simples, forte e enorme. O fuste da coluna era monolítico e grosso.

Ordem Jónica - representava a graça e o feminino pelo motivo de ser muito delicada e
ornamental. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se a firmava directamente sobre o
estilhaço, mas sobre uma base decorada.

Ordem Coríntia - o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais
simétricas, muito usado no lugar do capitel jónico, de um modo a variar e enriquecer aquela
ordem. Sugere luxo e ostentação. Era a terceira ordem grega depois da Dórica e
Jónica, da qual retoma alguns elementos do friso, acrescentando-lhe uma base mais
decorada, tendo como característico o Capitel com folhas de acanto e quatro polutas
simétricas.

Fig.23: Composição da Ordem Jónica. Fig.24:Ordem Coríntia.


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5.3.1. Importantes Monumentos Gregos

Templos - donde destaca-se como sendo o mais importante o Partenon de Atenas.

Fig.25: Templo de Partenon – Atenas.

Teatros - estes que eram construídos em lugares abertos, ao ar livre (nas encosta das
montanhas) e que compunham de três partes:

 A skene ou cena - para os actores;

 A konistra ou orquestra - para o coro;

 O koilon ou arquibancada - para os espectadores.

6. Arte Etrusca
A arte etrusca designa aquela realizada pela antiga civilização dos etruscos, que se
desenvolveu a partir do século VII a.C. A arte etrusca foi inspirada nos modelos da arte
oriental, egípcia, fenícia, assíria e grega e possui um estilo único e inovador.

Os Etruscos são um dos povos da antiguidade que habitaram a península itálica (região
denominada de Etrúria, actual Toscana). Eles representaram uma civilização muito avançada
para a época, os quais influenciaram diversos povos, inclusive os romanos.

Assim, o florescimento da civilização etrusca foi essencial para o desenvolvimento de Roma


antes da chegada dos romanos. Eles foram os primeiros a construírem uma muralha para
proteger a cidade de Roma.

Saiba mais sobre os Etruscos.

Características: Os etruscos se destacaram no artesanato, pintura, escultura e arquitectura.


Os principais materiais utilizados eram o barro, terracota, argila, pedras, madeira, mármore,
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ouro e marfim. Além disso, eles dominavam as técnicas de fundição de metais e, portanto,
desenvolveram diversos objectos de ferro e bronze.

6.1. Artesanato

Fig.26: Vaso Etrusco.


Uma das importantes características da arte etrusca deve-se ao desenvolvimento do
artesanato, uma vez que os etruscos foram grandes artesãos. Vasos, potes, jarros, caixas e
jóias em ouro, prata e marfim fazem parte do artesanato etrusco, as quais eram utilizadas e
também comercializadas.

6.2. Pintura Etrusca

Fig.27: Pintura Etrusca em Sarcófago de Terracota.


Os afrescos, realizados em cores vivas (vermelho, amarelo, azul, ocre, branco, preto) e de
carácter plano (bidimensional, sem perspectiva), foram as principais pinturas da civilização
etrusca. Surgiam nos templos e túmulos e possuíam um carácter bastante realista com figuras
de homens, mulheres, animais, objectos e vegetação.
A pintura etrusca apresentava simetria e movimento e fazia parte do imaginário de eternidade
ou da vida após a morte. Por esse motivo, muitas figuras aparecem em estado reflexão bem
como em contextos festivos (danças, banquetes, ritos funerários), de luta e temas mitológicos.
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6.3. Escultura e Arte Funerária

Fig.27: Loba Capitolina.


Uma das principais características das esculturas etruscas é o realismo. Geralmente eram
feitas em pedra, bronze, terracota, barro e argila. A arte funerária e religiosa foram uma das
importantes características da arte etrusca. Os túmulos eram formados por bustos e esculturas
em tamanho real e geralmente possuíam relevo. Essas esculturas faziam referência ao
falecido.
As câmaras funerárias reuniam aspectos da arquitectura, escultura e pintura etrusca. Merecem
destaque o “Sarcófago dos Esposos” e o “Sarcófago de Cerveteri”, ambos produzidos em
terracota, donde surge a imagem de uma mulher e um homem reclinados numa suposta cama.
Além disso, as esculturas etruscas zoomórficas de carácter naturalista representavam animais
mitológicos, geralmente esculpidos em bronze. Merecem destaque a “Quimera de Arezzo” e a
“Loba Capitolina”.

6.4. Arquitectura e Urbanismo

Fig.28: Necrópole Etrusca.


Era característico a construção de Necrópoles, templos, palácios, edifícios públicos,
aquedutos, pontes, muralhas, portais, túneis, pontes e estradas são as grandes construções
arquitectónicas da civilização etrusca. Note que as cidades-estados da Etrúria seguiram um
padrão quadriculado, nunca visto antes pelas civilizações antigas da Europa.
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O arco e a abóboda, geralmente feito em pedra e madeira, são as duas características mais
importantes que os etruscos introduziram na arquitectura urbanística. As casas eram simples e
feitas geralmente de tijolo e barro.
Os templos, normalmente em formato quadrangular e de pequenas dimensões, eram
construídos no local mais alto e por isso, fora das cidades. Dentro dos templos eram reunidas
diversas pinturas e esculturas, local onde eram realizados diversos rituais para as divindades.
7. Arte Romana
Segundo Boane at all (2011:21); A arte romana sofreu duas fortes influencia: arte etrusca
popular e voltada para a expressão da realidade vivida, e do grego – helenístico, orientada
para a expressão de um ideal de beleza.

Um dos legados culturais mais importante que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do
arco e da abobada nas construções.

7.1. Pintura Romana


Segundo o autor Boane at all (2011:23), o mosaico foi muito utilizado na decoração dos
muros e pisos da arquitectura em geral.

A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje, provem das cidades de pompeia e
Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da
pintura existente em pompeia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em
quatro estilos que são : Primeiro estilo, segundo estilo, terceiro estilo e quarto estilo.

Fig.29: Pintura Romana. Fig.30: Pintura Romana.

7.2. Escultura Romana


Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, pois eram muito
diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, as suas esculturas são uma representação
fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam
os imperadores e os homens da sociedade. BOANE at all (2011:23)
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Fig.31: Representação do Idealismo. Fig.32: Estátua Romana.

7.3. Arte Menores

Nas artes menores era frequente a representação de pormenores que envolviam figuras
humanas, meio ambiente em taças, cálices com dísticos que celebravam as qualidades do
vinho, garrafa e recipientes para cosméticos e medicamentos.

Fig.33: Recipiente. Fig.34: Taça.

7.4. Arquitectura Romana


Segundo Boane at all (2011:21),as características gerais da arquitectura romana são:

 Busca do útil imediato, senso de realismo;


 Grandeza material, realçando a ideia de força;
 Energia e sentimento;
 Predomínio do carácter sobre a beleza;
 Originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas.
As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções:

7.4.1. Religião: Templos


Pouco se conhece deles. O panteão, construído em Roma durante o reinado do imperador
Adriano foi planeado para reunir a grande variedade de deuses existente em todo o império.
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Esse templo romano, com a sua planta circular fechado por uma cúpula, cria um local isolado
do exterior onde o povo se reunia para o culto.

7.4.2. Comércio e Civismo: Basílica


A principal destinada a operações comerciais e a actos judiciaria, a basílica servia para
reunião da bolsa, para tribunal e leitora de éditos. Mas tarde, já com o Cristianismo, passou a
designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica
inconfundível: a planta rectangular, ( de quatro a cinco mil metro) dividida em varias
colunatas.

7.4.3. Higiene: Termas


Constituídas por ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma.

7.4.4. Divertimentos
Circo: estritamente afeito aos divertimentos, foi de Roma que se originou o circo. Dos jogos
praticados temos : jogos de Tróia e jogos de escravos.

Teatro: imitado do teatro grego. O principal teatro é o de marcelus. Tinha cenários versáteis,
giratório e retiráveis.

Anfiteatro: o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham
um espectáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro significa
teatro de um e de outro lado. Assim era o coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros
romanos.

7.4.5. Monumentos decorativo

 Arco triunfo;
 Coluna triunfal;
 Moradia: casa;

Fig.35: Coliseu de Roma.


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Conclusão
Chegando ao término da realização deste trabalho pode-se constatar que o estudo destas artes
permitimos abrir a mente para o que era e o que é hoje, antes porem, é de notar que toda a arte
praticada é inspirada no passado apenas actualmente tem se empregando mais técnica e
perícia na execução da mesmas para acompanhar a evolução da humanidade.
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Bibliografia
 BOANE, Sebastião at all (2011:20); Educação Visual 10ª classe; Maputo;
Moçambique;
 Enciclopédia: Historia de arte, volume III, editorial losango, edição Espanha 1994.
 Enciclopédia: História Universal da arte, volume IV, editorial losango, edição
Espanha 1994
 JANSON, H. W., História da Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1992.
 http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?categoria=4- Acesso ao 01 de
Novembro de 2018.