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Escondida

Abby Blake

Livro Três da Série Destinos Alterados

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Tradução:

Janneth Mendes

Revisão:

Ninha

Leitura Final:

Josi T.

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Dedicatória

Para Rusty

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Alana acorda para encontrar-se algemada a uma velha cama em
uma cabana de caça no meio do nada. Depois de seis anos sendo
mantida contra sua vontade e submetida a experimentos horríveis ela
aprendeu a lidar com quase qualquer coisa.

Gabe e Rafe, irmãos gêmeos que trabalham como agentes


especiais, receberam uma missão incomum. Localizar e resgatar
uma mulher que estava algemada à uma cama há três dias. Quando
eles chegam lá, ela não está apenas exausta e ferida, mas também
completamente chateada e telecinética.

Alana passou muitos anos usando a única moeda que tinha para
fazer sua vida melhor em cativeiro - seu corpo. Mas, apesar da
atração e desenfreada excitação, que ela pode sentir vindo de ambos
os homens, ambos a irritam continuamente.

Mas Gabe e Rafe querem mais. Eles podem convencer Alana que
eles querem seu amor assim como o seu corpo?

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Prólogo

Jason esfregou os olhos, cansado. Há quatro meses, ele


arrogantemente prometeu à mulher que ele conhecia como Dana
Michaels, que, quando ele precisasse dela, a encontraria. Bem,
agora que ele precisava urgentemente de sua ajuda, ele não podia
fodidamente encontrá-la. Ponto para suas habilidades de detetive,
ele pensou com desgosto.

Três noites atrás, ele finalmente conseguiu resgatar sua irmã do


controle do vilão e ir para uma pequena cabana não muito longe
daqui. Ele não tinha sido capaz de explicar para a jovem assustada
quem era ou o que estava acontecendo, sem revelar seu disfarce e
colocá-los ambos em grave perigo. Ainda tinha uma outra irmã para
resgatar, então ele tinha sido forçado a algemar Alana à uma cama,
enquanto ainda estava inconsciente e esperar que ela estivesse bem
até que ele pudesse arranjar alguém para ajudar.

Tinha ficado cada vez mais preocupado quando ele não conseguiu
voltar lá para ver como ela estava. Ontem à noite, quando ele estava
focado em como entrar em contato com a mulher loira, pensou que
tinha sentido a presença dela de alguma forma. Mas ela parecia estar
com uma grande dor. Ele não tinha ideia se suas habilidades
telepáticas estavam finalmente funcionando, ou se ele estava tendo

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alucinações, mas considerando o quão preocupado estava por sua
irmã, tudo era possível.

'Jason,' uma voz feminina disse em sua cabeça. Ele olhou ao redor
da enfermaria, aliviado por encontrar-se sozinho.

'Dana?' ele perguntou antes de se lembrar que essa mulher não era
Dana.

'Caramba, Jason. Fale baixo,' disse a mulher, ofegante como se


estivesse sentindo uma dor horrível. Ele não tinha ideia do que ela
queria dizer, mas ele tentou sussurrar dentro de sua cabeça, em vez
de gritar. Esperando que isso ajudasse.

'Está melhor?' Ele perguntou em uma voz telepática muito tranquila.

'Sim,' ela respondeu, soando como se tivesse corrido uma maratona.


'Jason, você está tentando entrar em contato comigo?'

'Sim,' ele gritou telepaticamente, deixando o medo pelo bem-estar da


fuga de sua irmã passar. Ele ouviu o chiado mental de dor da mulher.
'Sim.' Ele se esforçou para manter a calma, tentando não causar-lhe
mais dor. 'Eu roubei uma de minhas irmãs daqui há três dias, mas
não posso voltar para a cabana. Ela realmente precisa de sua ajuda.
Você pode enviar alguém para buscá-la? Levá-la em segurança?'

A mulher pareceu hesitar por um momento, mas depois respondeu


com uma voz forte: 'Diga-me onde ela está. Nós enviaremos os
agentes mais próximos para ir buscá-la.'

'Obrigado,' ele disse telepaticamente quando alívio espalhou através


dele lentamente. 'Por favor, mantenha Alana segura. Diga a ela que
eu vou visitar assim que conseguir tirar Jenna, também.'

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Ele deu à mulher que ele conheceu há quatro meses atrás as
direções para a cabana e rezou silenciosamente que estivesse
confiando nas pessoas certas.

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Capítulo Um

Gabriel Anderson e seu irmão Rafael entraram no beco com passos


silenciosos, sabendo exatamente onde seu alvo estava se
escondendo. O terrorista que tinham sido enviados para prender,
obviamente, não era o mais brilhante lápis na caixa. Será que ele não
sabe que até mesmo um empático médio seria capaz de pegar o seu
paradeiro? Temor transmitia muito alto. Por que se incomodar
tentando se esconder quando seus perseguidores eram capazes de
rastrear suas emoções?

Rafe sacudiu a cabeça, rindo em silêncio, sem sequer se preocupar


em falar telepaticamente.

“Você acha que talvez deveríamos deixá-los manter esse cara? Ele
tem que ser o pior terrorista que eu já vi.”

Rindo de acordo, Gabe se aproximou da caçamba de lixo fétido onde


o bandido estava escondido. Apesar de sua descontração, os dois
homens estavam em alerta máximo, varrendo a área para outros
bandidos, certificando-se que esse cara realmente era o idiota que
parecia.

Gabe pegou um tijolo e bateu duro contra o lixo. Ele riu de novo
quando o bandido pulou e correu pela borda como um coelho

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assustado. Rafe casualmente desarmou o cara quando ele passou
correndo, mandando-o estatelado de cara para o concreto.

Gabe sorriu um pouco enquanto ele caminhava para o homem caído.


Eles tinham o melhor emprego do mundo, mas alguns dias era
apenas demasiado fácil.

Seu telefone tocou enquanto ele empurrava o bandido agora


algemado no banco de trás do carro. Rafe deu um passo adiante para
atender quando Gabe respondeu, já sabendo que era seu supervisor,
Caleb.

"Oi, Caleb, acabamos pegá-lo. Deveremos estar de volta à sede, em


algumas horas."

"Mudança de planos. Eu tenho uma missão urgente. Preciso de


vocês para pegar uma mulher que foi tirada de uma base de bandidos
e escondida em uma cabana. Acreditamos que ela foi algemado a
uma cama há três dias, mas não temos certeza de sua condição."

"Sabemos quem ela é?" perguntou Gabe.

"Nós suspeitamos que ela está relacionada com Theresa e Dana.


Sandra foi procurada por um homem que a ajudou a escapar há
quatro meses. Ele diz que conseguiu resgatar sua irmã, Alana. Nós
realmente não conhecemos o informante bem o suficiente para
confiar nele, por isso não temos sequer certeza se Alana está lá.
Nesta fase, é bem possível que seja uma armadilha, mas não
podemos arriscar a vida de uma mulher na hipótese de que ele esteja
mentindo. Eu quero que vocês procedam com extrema cautela."
Caleb disse-lhes a localização da cabana, prometendo enviar um
mapa de satélite diretamente para o celular de Gabe.

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"O que você quer que façamos com o bandido que acabamos de
pegar?" perguntou Gabe, curvando-se para olhar para o banco
traseiro do seu carro. Ele riu com a resposta de seu chefe, fechou o
telefone com um estalo rápido, e sorriu para o homem algemado
nervoso sentado na parte de trás do seu carro.

"Fora." ele ordenou ao bandido, seu tom vagamente ameaçador e


muito hostil.

O homem se contorcia nervosamente em direção à porta, o medo


vindo dele em ondas. Na verdade, ele choramingou quando Gabe
alcançou com movimentos bruscos o seu cotovelo, e o ergueu de pé.
Gabe engoliu outra risada. Esse cara era real? Como é que um
homem patético assim terminava como um membro de uma
organização perigosa?

Gabe virou-o, suavemente liberou os punhos, e empurrou o sujeito


adiante. "Seu dia de sorte, amigo." O bandido realmente ficou ali,
virando-se para olhá-los questionando.

"Oh, pelo amor de Deus." disse Rafe, perdendo a paciência. Ele


puxou a arma, apontando para a cabeça do cara. "Corra ou eu vou
atirar em você agora."

O bandido decolou, desajeitadamente correndo de volta para o beco


sem saída. Gabe e Rafe trocaram olhares assustados.
Verdadeiramente, deixando esse cara na equipe dos bandidos ia ser
mais prejudicial para eles do que carregar seu traseiro de volta para
a agência. Balançando a cabeça, Gabe entrou no banco do
motorista. Rafe se juntou a ele rapidamente, deslizando para o lado
do passageiro.

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"Então, alguma ideia de como devemos lidar com essa tarefa?" Rafe
perguntou amavelmente, depois de já ter ouvido as instruções de
Caleb através de sua ligação telepática com seu irmão.

"Considerando-se que ela é provavelmente relacionada com Dana,


eu diria que com cuidado. Muito, muito cuidado." Gabe sorriu.

Puta que pariu! Finalmente, um desafio.

****

Alana puxou a algema, pela milésima vez, só conseguindo danificar


mais seu pulso. O inchaço em preto-roxo só fez o metal morder mais
fundo em sua carne sensível. Ela tinha passado por algumas
situações estranhas nos últimos anos, mas está ganhou o prêmio.
Por alguma razão, ela estava algemada a uma cama em uma cabana
no meio do nada, deixada para cuidar de si mesma, com apenas um
refrigerador de comida e um balde. Ela assumiu que o balde era para
que ela pudesse se aliviar. Caramba, valeu, ela pensou
sarcasticamente.

Ela olhou ao redor da sala, frustração enchendo cada músculo. Ela


estava aqui há cerca de três dias e noites, e até agora, ela tinha sido
incapaz até mesmo de soltar a algema. Nem sequer tinha sido capaz
de danificar a cama o suficiente para liberar a outra ponta, a sólida
armação de carvalho maciço lutou contra seu assalto.

Sua cabeça parecia mais clara do que tinha estado em anos, e se


perguntou quanto tempo eles a tinham mantido drogada na

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instalação. Ela passou o primeiro dia aqui com uma dor de cabeça
horrível, mal conseguindo se mover.

A cada dia as coisas ficavam um pouco mais claras, e hoje ela tinha
sido capaz de se concentrar mais facilmente. Ela percebeu esta
manhã que ela poderia usar sua telecinese, pela primeira vez em
muito tempo. Trabalhou de forma irregular, e levou muito mais
esforço do que ela se lembrava, mas pelo menos tinha alguma defesa
contra qualquer pessoa, ou qualquer coisa, que possa encontrar o
seu caminho através da única porta da cabana.

Era quase cair da noite de novo, e ela temia o breu que veio com o
pôr do sol em uma área tão remota. Sempre houvera luz na
instalação, mesmo no meio da noite, de modo que ela encontrou a
completa falta de iluminação muito enervante. Ela também estava
ficando muito cansada de ficar sozinha. Pelo menos de volta em sua
cela ela sabia que haviam outras pessoas ao seu redor. Aqui os
únicos sinais de vida que ela podia sentir eram os animais selvagens.
E os insetos.

Temor ameaçou dominá-la quando a luz se apagou. Ela odiava


fraqueza de qualquer tipo, por isso ela deixou a raiva crescer
novamente. Quando ela saísse dali, iria fazer alguns danos sérios
aos que tinham mantido ela presa por tanto tempo, e então ela iria
rastrear seu pai e conseguir algumas respostas. Até os seus dezoito
anos ele tinha sido um amoroso, carinhoso e protetor pai, então em
seu aniversário ele abriu a porta para dois homens, recuou e a viu
ser arrastada, nem um momento parecendo se importar que ela
estava sendo levada contra sua vontade. Sim, quando ela
encontrasse um jeito de sair daqui, Paizinho querido teria um monte
de explicações para dar.

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Ela estava com tanto descontrole emocional que quase perdeu a
aproximação de dois humanos. Machos, supôs por sua arrogante
mentalidade. Por um momento, ela considerou tentar se esconder, a
mulher fraca nela aterrorizada com o que poderia vir em seguida. Mas
logo depois ela endureceu sua espinha. Aqui era sua chance de um
pouco de vingança.

****

Rafe e Gabe se aproximaram da cabana na ponta dos pés, os seus


sentidos em alerta máximo, varrendo a área para perigos escondidos
e localizar seu alvo na cabana.

Rafe sorriu, um assobio baixo escapando dele.

'Uau, essa é uma mulher bem irritada,' ele enviou para Gabe
telepaticamente.

Ele só conseguia o largo sorriso de Gabe na escuridão que caía.

'Se ela é uma das irmãs de Dana, isso pode ser muito divertido.' Gabe
respondeu. 'Sem dúvida, ela sabe que estamos aqui agora.' Ele riu
de novo. 'Você pode sentir a sua determinação? Talvez devêssemos
recuar e deixá-la resgatar a si mesma.'

Balançando a cabeça enquanto sorria para seu irmão, Rafe moveu-


se para a cabana, tentando espiar pela janela suja. Ele conseguiu
esquivar assim que algo esmagou contra o interior da vidraça,
quebrando o vidro.

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"Você fiquem bem longe de mim." a mulher gritou com raiva.
"Cheguem mais perto e vocês vão se arrepender do dia em que
nasceram, merda."

'Oh, ela é tão parecida com Dana.' Rafe riu. "Alana." ele chamou, em
voz calma e amigável. "Baby, nós somos os mocinhos. Viemos te
resgatar."

Ela usou um bocado de palavrões que tinha uma maneira muito


estranha de excitá-lo. Se ela fosse assim selvagem quando está com
raiva, o quão incrível ela estaria no meio de um orgasmo? Rafe
balançou a cabeça enquanto seu pênis se mexeu. Inferno, ele estava
ali para resgatá-la, não fantasiar sobre ela. Tenha controle, disse-se
selvagemente.

Ele olhou para ver Gabe observá-lo cuidadosamente quando outro


item atingiu a janela, desta vez, quebrando o vidro. Rafe saltou fora
do caminho, mal evitando os cacos maiores à medida que voaram
para fora. Ele sentiu uma fisgada em sua bochecha direita,
percebendo quase instantaneamente que uma pequena lasca tinha
o cortado bem abaixo da maçã do rosto.

"Ok, baby." ele falou para Alana. "Agora eu estou chateado."

Ele verificou sua arma de dardos. Levaria apenas alguns instantes


para o sedativo funcionar uma vez que pudesse acertar seu alvo. Ele
usou sinais com as mãos para deixar seu irmão saber suas
intenções. Rapidamente, ele colocou a cabeça sobre a moldura da
janela para confirmar sua posição, então levantou-se novamente e
soltou seu dardo em seu peito. Ele teve um momento para apreciar
sua tentativa de sair da linha de fogo do dardo antes que ele
encostou-se à parede do outro lado da janela.

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Ele sorriu quando novamente ouviu uma sequência pouco feminino
de maldições.

A mulher era selvagem.

Porra, ele amava isso.

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Capítulo Dois

Gabe rapidamente se moveu para a varanda, encontrando as chaves


de ambas, a porta da frente e suas algemas, exatamente onde Caleb
disse que estariam. Antes de desfazer a fechadura, ele examinou o
quarto com os seus sentidos, certificando-se que ela estava sozinha
e que a pequena gata selvagem estava realmente inconsciente.

Ele entrou no quarto para encontrá-la caída parcialmente fora da


cama, com o braço torcido dolorosamente contra a algema. Cada
instinto masculino protetor nele se levantou quando viu seu pulso
gravemente ferido. Nesta posição, ela parecia exausta e derrotada e
demasiado vulnerável. Movendo-se rapidamente ele abriu
gentilmente a braçadeira em seu pulso, afastando lentamente o metal
de sua carne inchada. Rafe segurou sua estrutura muito fina
amortecida contra seu corpo para que ela não deslizasse todo o
caminho até o chão de madeira frio. Cuidadosamente, Gabe a ergueu
na cama, colocando-a de costas para que ele pudesse avaliar seus
ferimentos.

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O dardo tinha atingido seu quadril esquerdo, e ele gentilmente puxou
o pequeno pico de sua carne. Seu pulso parecia bastante danificado,
possivelmente quebrado. Seu cabelo estava emaranhado e
bagunçado, e olheiras coloriam sob seus olhos. Ela não era tão alta
como Dana, mas havia uma semelhança de família evidente, embora
em seu estado vulnerável ela parecia mais fina e frágil do que sua
irmã sequer foi. Ela vestia apenas uma camisola de hospital fina, e
ela tremia mesmo durante o sono. Rafe rapidamente jogou um
cobertor sobre ela, colocando ao redor dela firmemente quando ele
levantou-a em seus braços.

"Precisamos levá-la para um lugar seguro." Rafe disse rispidamente


quando a levou até a porta e de volta para seu carro.

Gabe tentou esconder seus pensamentos de seu irmão. Ele olhou


para Alana, e então olhou para Rafe, sentindo uma grande mudança
em seu irmão. Rafe nunca tinha tido o papel de protetor, sempre
preferindo ficar á postos, conduzindo, aquele carregando a arma, não
levando a donzela em perigo. Hoje à noite ele segurava Alana contra
ele como se ela fosse preciosa para ele, não apenas uma outra
missão. Gabe podia sentir a mudança de Rafe nas prioridades, nas
suas emoções e, curiosamente, ele também sentia o mesmo em si
mesmo. Ele balançou a cabeça com força. Eles precisavam se
concentrar em seu trabalho, não bajular uma mulher que mal
conheciam e que seria absolutamente selvagem, quando acordasse.
Tinham sorte se esta pequena cabeça quente não servisse suas
bolas em um prato.

Ele sorriu então. Esta missão tinha se tornado um inferno de muito


mais interessante.

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****

"Como ela está, Rafe?" Gabe perguntou do banco da frente. Rafe


observou a mulher ferida ainda em seus braços.

"Espero que ela irá acordar em breve. O sedativo não deveria estar
durado tanto tempo." disse ele, sua voz vacilando ligeiramente.

"Temos dois carros nos seguindo, então provavelmente seria uma


coisa boa se ela não acordasse furiosa. Precisamos despistar esses
caras antes que possamos voltar para o escritório. Estive os vendo
jogar esse disfarce por cerca de uma hora."

A cabeça de Rafe esticou. Como diabos ele tinha perdido isso? Ele
deveria ter estado pelo menos consciente do que se passava na
mente de seu irmão. Em vez disso, ele tinha estado no banco traseiro
alheio a tudo, exceto a mulher adormecida em seus braços.

"Talvez você devesse tentar acordá-la." Gabe disse, olhando no


retrovisor para ele. "Você sabe, gentilmente. Deixá-la mais tranquila."

Rafe olhou para seu irmão. Ele poderia ser gentil, ele conseguia
superar suas tendências dominantes quando a situação exigia, ele
poderia... oh, quem diabos ele estava tentando convencer? Gabe era
o gêmeo razoável. Rafe era o arrogante, exigente dor na bunda. O
fato de sua atitude tivesse mulheres caindo aos seus pés não tinha
passado despercebido por qualquer um deles, e eles tinham
encontrado muitas mulheres dispostas a levar, ambos para suas
camas.

Seu pênis agitou com esse pensamento. Oh homem, ele precisava


se recompor. Rápido.

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'Rafe, acorde-a.' a voz telepática de Gabe se lançou através de seus
pensamentos. 'Acorde-a agora!'

"Baby." Rafe murmurou baixinho. "Hora de acordar." Ele deu-lhe uma


sacudida suave, mas ela só gemeu e enterrou mais perto dele. Ele
acariciou seus lábios com as pontas calejadas de seus dedos
enquanto ela gemia novamente. Ela ergueu o rosto na palma dele,
sorrindo enquanto ele segurava seu rosto. Sem abrir os olhos, ela
ergueu os lábios contra os dele, pressionando seu corpo contra o seu
pênis espesso, gemendo outra vez em sua boca. Ela empurrou a
língua além de sua expressão assustada, deslizando sobre seus
dentes, roubando seu fôlego.

Ele tentou movê-la longe dele mas ela afastou o cobertor e montou
seu colo, segurando seu rosto entre as mãos, aprofundando o beijo,
pressionando sua buceta contra seu pênis inchado.

****

A dor a acordou. Enquanto ela segurava o seu rosto, seu pulso


queimou bruscamente, puxando-a do sonho que estava tendo.
Assustada por sentir um pau de verdade pressionado contra ela, ela
se afastou para olhar para o homem que ela tinha beijado apenas
momentos atrás.

Raiva rugiu nela.

"Whoa," o cara disse rapidamente, levantando as mãos em sinal de


rendição. "Você estava me beijando, baby. Eu estava tentando pará-
la."

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"Parar?" ela rosnou. "O quê? Meus beijos não são bom o suficiente
para você?"

O homem deu-lhe um sorriso maroto. "Oh, baby, não. Você beija


como um sonho." Parecia que ele diria mais, mas ouviu uma risada
do banco da frente e fechou a boca. Alana ouvi isso também, de
repente muito consciente de seu redor e do fato de que eles estavam
em um carro viajando muito rápido.

"Oh, merda!" Ela sabia que sua habilidade telecinética instável não
iria ajudá-la no momento. "Onde vocês estão me levando?" Ela exigiu
quando se levantou do colo do cara e foi outro lado do carro colocar
o cinto de segurança.

"Para encontrar sua mãe." o capanga número dois respondeu do


banco da frente.

"Besteira!" Disse ela com raiva. "Minha mãe morreu em um acidente


de carro quando eu era apenas um bebê."

"É isso que eles te disseram?" O cara ao lado dela perguntou, falsa
simpatia provavelmente suavizando sua voz. "Baby, eles mentiram
para você. Você foi geneticamente modificada a partir de óvulos
roubados de sua mãe."

"Que diabos isso significa?" Ela nem se incomodou tentar esconder


sua descrença.

"Isso significa que você é o resultado de melhoramento genético


seletivo. Você foi criada em um laboratório."

"O que você está dizendo? Que eu não sou real? Eu não sou uma
pessoa de verdade?" ela perguntou, erguendo a voz em histeria
fingida. Não havia nenhuma maneira que ela ia engolir uma história

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tão ridícula, mas ela escondeu cuidadosamente o seu sorriso. Tudo
o que ela precisava fazer era manter esse cara fora de equilíbrio até
que pudesse encontrar uma maneira de escapar.

****

"Não, querida." disse Rafe com uma voz suave. "Significa apenas
que sua mãe genética não é a mulher que te deu à luz. Confie em
mim, você é muito real." Ele tentou não gemer enquanto ajustava
seus jeans ao redor de sua ainda dura excitação.

Ela sorriu então, um cínico e conhecedor sorriso que falou volumes


sobre suas experiências sexuais. De olhos baixos, suas feições
amoleceram quando ela se aproximou, colocando gentilmente sua
mão sobre seu pênis inchado.

"Oh, querido." ela disse em uma voz ofegante, todos os vestígios da


gata selvagem indignada desaparecidos. "Isso parece doloroso.
Gostaria que eu o ajudasse com isso?"

Rafe podia sentir seu cinismo, a sua intenção de distraí-lo para que
ela pudesse encontrar uma maneira de escapar. Com muito cuidado,
ele levantou a mão dela de seu pênis e levou-a aos lábios.

"Baby." ele ronronou. "Eu não tenho nenhuma dúvida de que você
poderia me ajudar muito, mas quando fodermos um ao outro, será
porque nós dois precisamos, porque ambos queremos." Ele chupou
a ponta de seu dedo em sua boca, mordendo suavemente sobre a
almofada e em seguida, lavando-a com sua língua.

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Ele sentiu sua genuína excitação, então, a sensual sedutora
desapareceu.

"Em breve." ele prometeu quando colocou sua mão de volta em seu
próprio colo.

****

Eles continuaram a viajar na estrada, seus captores monitorando


atentamente os carros os seguindo. Alana sentou-se calmamente em
seu assento tentando obter um controle sobre a situação. Apesar de
sua falta de fatos, ela sentiu com bastante certeza que esses caras
eram genuínos. Ela percebeu que eles acreditavam no que estavam
dizendo, ela só não sabia se era verdade.

Ela passou seus primeiros 18 anos de vida acreditando que sua mãe
morreu em um acidente de carro e que seu pai a amava. Bem, o amor
de seu pai tinha sido colocado em questão desde que ele os deixou
levá-la, por isso não era muito exagero acreditar que ele tinha
mentido sobre sua mãe.

"Segurem-se." o motorista ordenou quando ele virou o carro para


uma rampa de saída, fazendo a curva da esquina muito rápido. "É
hora de fazer esses caras vir à tona."

O carro ronronou enquanto empurrava o acelerador, projetando o


motor quando ele tentou fugir de seus perseguidores. Ela viu os
carros atrás deles, percebendo que ambos os supostos seguidores
perderam a rampa de saída e continuaram como se eles realmente
não tivessem sendo seguidos.

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"Droga." o motorista murmurou. "Deve ser mais do que dois. Preste
atenção para o próximo carro a sair."

O outro cara observava pela janela de trás, com o rosto mostrando


sua confusão. Nenhum outro carros deixara a rodovia. Ninguém os
seguia. Que porra é essa?

"Alguma coisa está errada, Gabe." disse desnecessariamente. A


gargalhada de Alana não parecia ajudar o seu humor.

"Ótimo, eu fui resgatada," disse ela com sarcasmo, usando os dedos


para indicar aspas, "por um par de idiotas paranoicos."

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Capítulo Três

Rafe olhou em sua direção, a preocupação por sua segurança


apenas substituindo seu aborrecimento com sua atitude espertinha.
Eles precisavam ter um controle sobre o que estava acontecendo,
precisavam descobrir a próxima jogada deles.

'Rafe,' Gabe disse telepaticamente. 'Eles podem estar a seguindo?


Será que ela tem um rastreador?'

'Foda, eu ainda não tinha pensado nisso. É melhor encontrarmos um


lugar que possamos nos esconder por um tempo. Ela com certeza
não vai ficar feliz com isso,' Rafe respondeu quando sua mão,
inconscientemente, moveu-se para proteger suas bolas.

Ela sentou-se no canto do carro, sorrindo, enquanto olhava pela


janela. Podia ouvir seus pensamentos tão facilmente como ele podia
ouvir seu irmão. Assim que o carro parasse, ela iria tentar correr
deles. Sorriu, o desafio que ela apresentava apertando seus
músculos. De jeito nenhum sua pequena gata selvagem estava
partindo sem eles.

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****

Algumas horas mais tarde, o motorista parou o carro no


estacionamento de um motel barato. O corpo de Alana ficou tenso, e
ela casualmente colocou a mão na maçaneta da porta pronta para
fazer sua fuga. Ela desejou que usasse mais roupas do que apenas
o vestido de hospital fino, mas estava determinada a pegar o cobertor
assim que ela conseguisse sua fuga. O carro estava quase
completamente parado. Agora ou nunca.

Ela respirou fundo e olhou de relance para o homem ao lado dela. Ao


mesmo tempo, ela agarrou a maçaneta e empurrou com força contra
a porta. Ouch. A maldita porta não se moveu. Ela esfregou seu ombro
irritada quando uma risada profunda ressoou atrás dela.

"Oh, baby." seu captor murmurou. "Eu esqueci de avisar você sobre
o bloqueio para crianças?" Profundos olhos castanhos brilharam para
ela em alegria. Ele deslizou pelo assento na direção dela, seu sorriso
mostrando os dentes brancos e perfeitos e a sugestão de uma
covinha em sua bochecha esquerda.

Ele levantou a mão para o rosto dela, arrastando suavemente a parte


de trás de seus dedos em sua bochecha. Ela fechou os olhos contra
o toque macio tão em desacordo com a sua atitude arrogante,
autoconfiante. Parte dela queria balançar na direção dele, em busca
de conforto em seus braços fortes e peito quente, mas outra parte
dela queria atacar, balançá-lo, golpeando sua frustração naquele
enorme corpo, liberando toda a sua raiva reprimida dos últimos anos.
Ela sabia que ele provavelmente não merecia seu ódio, mas ela
estava malditamente cansada de estar à mercê dos outros.
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Inclinando-se com força contra a porta, ela quase caiu sobre o
concreto quando ela se abriu atrás dela. Braços quentes a pegaram,
um par idêntico de profundos olhos castanhos olhando para ela.
Apenas sua sorte, ela foi sequestrada - ela não queria dar azar com
a palavra "resgatada"- por altos, morenos e bonitos irmãos gêmeos.

"Venha, querida." disse o outro homem. "Vamos levá-la para te


limpar."

Irritação apareceu de novo, e ela se rebelou da única maneira que


podia no momento. Ela estampou um sorriso no rosto, piscou, e falou
pausadamente: "Oh, querido, eu simplesmente não poderia fazer
isso." Ela cruzou os braços teimosamente, levantou os seios mais
alto, e forçou um sorriso sedutor. "Pelo menos não até que eu saiba
seus nomes."

O homem sorriu com ela. Era um feliz e relaxado sorriso que ela
esperava que significasse que ele subestimou sua determinação de
escapar. "Eu sou Gabriel, e o cara ao seu lado é meu irmão gêmeo,
Rafe."

Gabe ajudou-a a se levantar, o seu forte braço em volta da cintura


ancorando-a para o seu lado. Rafe seguiu, parando rapidamente
para pegar um par de mochilas do porta-malas do carro.

O quarto de motel parecia limpo mas antigo, o mobiliário cicatrizado


mostrando seus anos. O tapete parecia recém-aspirado mas surrado,
e a cama tinha um buraco suspeito no meio. Claramente, este motel
era tão barato quanto eles viram.

Alana olhou ao redor da sala, desajeitadamente tentando


desembaraçar-se dos braços do grande homem, mas sem sucesso.

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Gabe a segurou firmemente contra ele enquanto explorava o quarto.
Balançando a cabeça a seu irmão, ele a puxou para o banheiro.

"Ok, Alana." ele disse quando a soltou, bloqueando a única saída


com seu enorme corpo. "Nós podemos fazer isso da maneira fácil ou
da maneira mais difícil."

Ela olhou para ele com desconfiança, o medo aglomerando seus


processos de pensamento, sem saber de suas intenções. Apesar de
suas experiências passadas, ela não tinha esperado algo assim -
especialmente a partir desses dois homens. Lágrimas ameaçavam
quando ela percebeu que tinha de alguma forma começado a confiar
neles. Como ela poderia estar tão assustada com a experiência, mas
ainda tão ingênua?

"Oh, querida." Gabe disse suavemente, dando um passo à frente


para correr seus dedos contra seu rosto da mesma maneira que seu
irmão a havia tocado no carro. "Não foi isso que eu quis dizer."

Ele deu um passo para trás de novo, dando-lhe espaço, mostrando-


lhe que não era uma ameaça.

"Baby." Rafe falou por trás de seu irmão. "Nós achamos que talvez
você tenha sido marcada. Os caras que estavam te mantendo podem
ter colocado um rastreador em você. Precisamos ter certeza de
desabilitá-lo antes que venham levá-la de volta."

"Um ras-rastreador?" ela perguntou, nervosa, as memórias de seu


tempo em cativeiro, elevando-se até sufocá-la. Ela não tinha certeza
do que esses dois estavam fazendo, mas de jeito nenhum ela estava
voltando para o chamado centro médico onde ela foi mantida em
cativeiro.

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"Onde poderia estar?" Ela perguntou, olhando de um irmão para o
outro, seu medo agarrando mais a cada momento que passava.

"Poderia estar em qualquer lugar, querida." Gabe disse suavemente,


olhando-a de perto.

Alana não pensou duas vezes. Ela agarrou a bainha de seu vestido
de hospital, levantou-a sobre a cabeça, e jogou-a no chão. Ela ouviu
seus suspiros de surpresa quando ela estava diante deles nua, mas
ela não se importava. Se estava marcada, ela queria estar
desmarcada. Agora mesmo!

"Encontrem-no." ela exigiu, um soluço escapando de seu peito. "Por


favor, encontrem-no."

Ambos os homens se moveram para a pequena sala, com mãos


suaves aproximando dela. Gabe puxou-a em seus braços, colocando
o rosto contra seu peito enquanto corria os dedos para cima e para
baixo de suas costas. Seu toque parecia reconfortante, apesar do
fato de que ele procurava por rastreadores.

Rafe passou as mãos sobre seu couro cabeludo, massageando


suavemente, seus dedos fortes movendo-se sobre seu pescoço e
ombros e então, para baixo em seus braços. Eles a mantiveram entre
eles enquanto Rafe traçava as mãos sobre suas nádegas e pernas,
tocando cada parte dela. Pelo canto do olho, ela viu-o sacudir a
cabeça enquanto ele se levantava. Nada.

Gabe virou-a e pressionou-a contra seu peito enquanto Rafe mais


uma vez passou as mãos sobre ela. Ela conteve um gemido. Sendo
mantida firmemente nos braços de um homem enquanto outro
acariciava seu corpo deveria ter sido terrível para ela, mas tudo o que
podia pensar era o fogo que ardia abaixo em sua barriga. Seus

29
mamilos frisaram com força, e ela rezava para que não notassem.
Ela percebeu um momento mais tarde, quando um pau duro
pressionou contra sua bunda, que a sorte não estava do seu lado.

****

Gabe sentiu seu gemido preso e reprimiu um gemido seu quando as


ações de Rafe empurraram Alana mais forte contra sua excitação
crescente. Seu pênis pulsava contra a bunda dela, lutando contra
seus jeans e implorando para a liberação. Ele notou que a respiração
de Alana prendeu quando percebeu que sua excitação cresceu
também. Silenciosamente, ele orou por Rafe para terminar sua busca
de modo que ele pudesse afastar o delicioso corpo de Alana antes
que ele fizesse algo para assustá-la.

Rafe levantou-se devagar, seus olhos nunca deixando o seu corpo,


a evidência de sua excitação claramente delineada contra seus
jeans.

"Desculpe, querida." disse ele. "Não posso encontrar qualquer coisa."

Aconteceu tão rápido que Gabe quase não conseguiu se proteger. O


joelho de Alana se lançou, conectando com a virilha de Rafe, e então
ela se contorceu em seus braços e tentou fazer o mesmo com ele.

Os gemidos sufocados de Rafe chegaram aos seus ouvidos, ao


mesmo tempo que ele conseguiu dominar a megera contorcendo-se
em seus braços.

30
"Saia de cima de mim." ela rosnou para ele, sua voz ficando mais alta
com cada palavra.

A última coisa que precisavam era de alguém ouvindo seus gritos de


raiva e chamar a polícia, assim que Gabe fez a primeira coisa que
lhe veio à mente. Ele beijou-a. Ela reagiu com irritação no início,
mordendo seus lábios, sua língua, se debatendo contra ele, mas ele
a segurou com firmeza, suavizando o beijo enquanto ele acariciava
suas costas nuas.

Ele sentiu ela começar a relaxar em seu abraço, sentiu-a começar a


participar ativamente, enredando sua língua ao redor dele,
suspirando em sua boca.

Ele ouviu seu irmão gemendo, menos dolorido agora, enquanto ele
se endireitava e ficava em pé.

"Obrigado." Rafe disse sarcasticamente para Gabe enquanto ele


mancava pelo quarto. "Da próxima vez que você começa a fazer a
busca."

Gabe riu contra a boca de Alana, suavizou o beijo ainda mais e,


finalmente, levantou a cabeça longe dela. Olhos de paixão vitrificados
procuraram seu rosto enquanto as pérolas duras de seus mamilos
pressionaram contra seu peito. Um pequeno sorriso curvou a boca
dela assim como o joelho subiu acentuadamente contra ele.

Ele bloqueou-o facilmente, depois de ter esperado a reação violenta


para seu beijo.

O que ele não esperava era as emoções dela virando seu intestino
de dentro para fora. Ela tinha estado tão assustada desde que eles a
encontraram que ele não tinha realmente apreciado como ela
conseguiu escondê-las até que ela relaxou em seus braços e beijou-
31
o de volta. Por alguns instantes ele segurou a mulher, a pessoa real
debaixo da fachada de megera, e ele sentiu-se apaixonando por ela.

Ele virou-a longe dele, segurando suas costas contra a sua frente,
um braço forte apertado ao redor de sua cintura, segurando-a imóvel.
Seu hálito quente acariciou seu ouvido enquanto ele falava com ela.

"Já estamos calmos?" ele perguntou, incapaz de resistir em lamber a


pele sensível atrás de sua orelha.

"Não." ela sussurrou, contorcendo-se contra ele. "Deixe-me ir."

"Prometa que você não vai tentar me aleijar novamente, e eu vou


pensar sobre isso." disse ele seriamente.

"Querido," disse ela, seu tom virando sedutor, "por que eu iria querer
prejudicar essa parte de sua anatomia que eu acho tão atraente?"
Ela deslizou a mão atrás dela, encontrando seu pau duro como uma
rocha e espremeu-o através de seus jeans. "Ah, e uma coisa tão
grande para mim admirar," disse ela, sua voz assumindo um pequeno
suspiro enquanto o acariciava com mais força. "Oh, querido, isso
deve doer muito. Talvez eu possa ajudar a tirar a dor."

Ele sabia o que ela estava fazendo. Sua pequena gata selvagem
estava tentando manipulá-lo com sexo, e mesmo agora, enquanto
ela o acariciava, ele sentiu sua paixão resfriar. Ele segurou-a contra
ele enquanto seu pênis se suavizou. Ele quase riu de sua surpresa
quando percebeu que não estava obtendo seu caminho.

Ele deixou ela se virar em seus braços, pressionando contra ele,


contorcendo sua magra, nua forma contra sua frente. Depois de
alguns momentos, ela parou, um pequeno grunhido de frustração
escapou de seus lábios.

32
"O que é isso?" Ela disse, sua voz cheia de veneno agora.
"Impotente?"

Ele riu enquanto a abraçava apertado, acalmando seu corpo com


suas mãos grandes. "Não, gata selvagem, eu prefiro fazer amor com
uma mulher disposta. Não uma que está usando sexo para me
manipular."

Novamente ela rosnou em frustração, batendo o pé descalço contra


os azulejos frios em agitação. Outra risada idêntica veio da porta do
banheiro.

"Oh, baby." Rafe disse, tentando pelo simpatia mas arruinando-o ao


rir. "Parece que o seu plano de fuga falhou."

"Rafe." seu irmão disse em voz alta, quando ele silenciosamente


lembrou que suas bolas estavam provavelmente em perigo
novamente. "Você foi capaz de contatar a sede?"

Voltando aos negócios, Rafe respondeu à pergunta de seu irmão,


percebendo que ele provavelmente não tinha sido capaz de
sintonizar telepaticamente em sua conversa, porque ele tinha as
mãos cheias aqui. "Sim. Caleb e Ethan estão trazendo Theresa para
nós. Esperemos que ela seja capaz de falar com algum sentido para
a nossa pequena gata selvagem."

"Theresa?" perguntou Gabe, confuso. "Eu teria pensado que Dana


fosse a melhor escolha, uma vez que ela também atacou seus
salvadores." Ele dirigiu a última parte para a mulher em seus braços.

"Eu pensei assim, também." Rafe respondeu, "Mas eu achei que


Caleb estava indo estourar um aneurisma quando o sugeri." Ele deu
de ombros, incapaz de explicar a resposta de Caleb.

33
"Quem diabos é Dana?" Alana rosnou. Rafe, podia sentir a frustração
continua ondulando através dela.

"Dana e Theresa são gêmeas e provavelmente suas irmãs." Rafe,


disse, olhando para ela especulativamente. "Dana é muito parecida
com você. Fácil de enraivecer, ainda mais difícil de controlar, e
quando ela realmente começa a se enfurecer, tudo no quarto começa
a voar ao redor."

"Assustadora." Gabe riu. "Quase tão assustadora quanto você, gata


selvagem." Ele acariciou seu pescoço, e Rafe se perguntou se seu
irmão tinha esquecido por que ele segurava Alana contra ele. Ela
ficou rígida em seus braços.

"Ela joga as coisas com as mãos?" Ele sentiu sua tentativa de soar
casual, mas ela falhou miseravelmente.

"Não, querida." disse Rafe da porta. "Ela usa sua mente para mover
os móveis e tudo o que ela pode ver."

"Ela é telecinética?" ela perguntou, desistindo da tentativa de


esconder a sua curiosidade.

"Sim." Gabe disse alegremente. "Igual a você."

Os olhos de Alana se arregalaram. "O- o que faz você pensar que eu


sou t-telecinética?" ela perguntou, verbalmente tropeçando nas
palavras.

"Oh, caramba." Rafe disse, revirando os olhos. "Poderia ter sido o


fato de que sempre que você fica com raiva, tudo na sala começa a
tremer. Ou o fato de que isso ocorre em sua família. Ou talvez nós
apenas descobrimos isso cada vez que você pensou em como você
não consegue controlar a sua telecinese como costumava fazer."

34
Capítulo Quatro

Ela estava lá, escondendo o rosto contra o corpo quente de Gabe.


Droga. Droga. Droga. "Espere, vocês podem ler a minha mente?" ela
perguntou, o significado de suas palavras finalmente afundando.

"Sim," Rafe respondeu arrogantemente, "então é melhor prestar


atenção ao que percorre nesse cérebro diabólico, baby, porque nós
vamos ouvir tudo."

Ele sorriu para ela enquanto ela deliberadamente pensou em cair de


joelhos e levando seu pau duro profundo em sua garganta.

Gabe deu um tapa em sua bunda nua.

"Comporte-se, gata selvagem." ele advertiu. "Nós precisamos


encontrar algumas roupas antes de sua irmã chegar aqui ou ela nós
rasgara de novo."

Rafe riu quando ele saiu da sala, voltando minutos depois com um
par de calças de corrida e uma camiseta.

"Coloque isso por agora. Gabe vai pegar algumas roupas, quando
ele sair para pegar alguns suprimentos."

35
Ela os pegou, ansiosa agora para colocar uma barreira entre ela e
esses homens. Ela descobriu que gostava muito de sua maneira
amigável de brincar, e que não iria fazer nenhum bem para o seu
objetivo final de fuga. Ela também se encontrou muito grata que eles
recusaram sua oferta de usar seu corpo para sexo.

Talvez esses dois realmente eram os seus anjos da guarda, afinal.


Uh-huh, ela pensou, e eu sou a rainha da Inglaterra.

"Vamos lá, gata selvagem. Vamos encontrar a sua coroa e meu


cedro." Gabe disse, com um sorriso amigável.

Fodidos telepatas! ela pensou enquanto ele riu.

****

Parecia que eles estavam presos neste buraco por dias, mas na
realidade estava provavelmente perto de apenas algumas horas.
Gabe tinha saído para pegar algo para eles comerem enquanto Rafe
ficou atrás. Ele sentou-se à mesa, limpando duas pistolas,
cuidadosamente verificando e recarregando-as. Ele checou o pulso
dela, limpando a pele ferida e acalmando com creme antibiótico, e
então ele cuidadosamente cobriu com uma bandagem grossa para
mantê-lo quieto. Ele disse que não achava que estava quebrado, mas
com todo o inchaço era um pouco difícil de dizer.

Ela tentou não se derreter em seus braços sob seus ternas cuidados,
e ela quase teve pena do incidente da joelhada. Quase. Ela tinha
certeza que tinha perdido a marca de qualquer maneira, atingindo-o
com um golpe de raspão em vez de um completo golpe. A julgar pela
36
sua recuperação, ela se sentia bastante confiante que nenhum dano
permanente tinha sido feito.

Ela levantou o olhar para vê-lo olhando para ela de forma estranha.
Quando ela fez contato visual, ele sorriu e então rapidamente desviou
o olhar. Interessante, pensou. Onde estava o babaca arrogante que
tinha conhecido no carro? O homem que estava sentado em seu
lugar parecia quase normal. Bem, normal espécie construído, bonito
protetor.

Ele olhou para ela novamente, sorrindo com aquela linda boca e
olhos castanhos profundos.

Merda. Telepata, pensou ela, gemendo interiormente.

"Não se preocupe, querida, não vou dizer." disse ele com uma risada.

Ele ameaçou amarrá-la na cama, se ela tentasse fugir novamente,


mas não precisava. De alguma forma, durante as últimas horas, ela
começou a confiar nos irmãos, disposta pelo menos para ver onde
eles a estavam levando, curiosa sobre a mãe e as irmãs que ela
nunca soube que existiam.

Ela levantou o olhar novamente para vê-lo olhando para ela com
aquele sorriso satisfeito de volta em seus lábios.

"Ei, só porque eu estou cooperando agora não significa que não vou
castrá-lo se você estiver mentindo." disse ela com uma voz doce
açucarada.

Um riso masculino encheu o ar assim quando a porta da frente abriu


e Gabe caminhou até a sala carregando uma montanha de comida
chinesa. Quando ele passou por sua posição de pernas cruzadas
sobre a cama, ele deixou cair uma bolsa cheia de roupas femininas

37
e piscou para ela. Seus olhos se encheram de umidade antes que
ela pudesse detê-los.

"Por que você não experimenta alguma, baby," Rafe sugeriu,


"enquanto nós organizamos o jantar."

De repente se sentindo muito vulnerável, Alana pegou a bolsa e foi


para o banheiro, batendo a porta em seu esforço para escapar de
seus olhares de conhecimento.

Ela estava uma bagunça pegajosa sobre essas estúpidas, pequenas


coisas hoje. Ela tinha passado tanto tempo como cativa que tinha
esquecido que haviam pessoas ao redor que realmente se
preocupavam com outras pessoas em vez de apenas em si mesmos.

Gabe e Rafe estavam apenas sendo humanos decentes, não anjos


ou santos. Apenas fazendo o seu trabalho, realmente. Ela respirou
fundo, segurou-a por um momento, e depois expulsou-a
rapidamente. Apenas. Fazendo. Seus. Trabalhos. Ok, agora que ela
tinha estabelecido isso na cabeça dela, precisava colocar algumas
roupas.

Ela olhou dentro da sacola, bisbilhotando o diferente material que


podia ver e, eventualmente, derrubando-o no chão do banheiro.
Gabe tinha comprado dois jeans, várias camisetas em diferentes
estilos, uma camisola, um casaco, e roupas íntimas, meias e um par
de tênis. Todos do seu tamanho. Espantada com a precisão do
homem, ela balançou a cabeça enquanto tentava descobrir como ela
realmente colocaria as roupas. Seu pulso ferido tornava muito difícil
para ela fazer qualquer coisa que exija duas mãos, e ela ainda estava
tentando descobrir exatamente como iria fazê-lo quando a porta do
banheiro abriu.

38
Gabe sorriu quando ele inclinou o ombro contra a batente da porta.
"Você precisa de uma mão?" ele perguntou com uma voz suave,
profunda. Não havia indício de qualquer desejo escuro, apenas uma
oferta genuína de ajuda.

Ela começou a recusar mas percebeu a inutilidade de suas negativas


quando era óbvio que precisava de ajuda. Fazendo contato visual,
ela balançou a cabeça timidamente, genuinamente confusa com a
bondade dele e de Rafe. Certamente, ajudá-la a vestir era acima e
além da chamada do dever.

****

Gabe sorriu para ela, ouvindo as palavras em sua cabeça, e não pôde
resistir em puxá-la em seus braços para um abraço rápido.

Soltando-a antes que seu pênis pudesse ceder ao fato de que ele
realmente gostaria de vesti-la, Gabe agarrou a bainha de sua
camiseta, ajudando a levantá-la sobre a cabeça e liberando-a de seu
pulso enfaixado. Ela se virou em direção à pilha de roupas, pegou
uma das camiseta, e arrancou o preço com os dentes.

"Ouch," Gabe disse com uma risada. "Lembre-me de manter minhas


partes favoritas longe dessas lâminas."

Ela riu com ele, grata ao perceber que ele estava apenas tentando
aliviar o clima, ao invés de bater nela.

"Sem sutiã?" ela perguntou, curiosamente, enquanto lhe entregava a


camiseta que ela queria usar.

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"Não." ele respondeu com um sorriso enorme. "Eu imaginei que seria
difícil colocá-lo com uma mão. E além do mais, eu prefiro seus seios
do jeito que estão, bonitos e livres."

Ela riu um pouco ao seu tom de provocação. Ele a ajudou a colocar


a camiseta sobre a cabeça e, em seguida, desfez o nó que segurava
as tiras de suas calças muito largas. Elas caíram no chão, reunindo
em seus pés. Ela desembrulhou um par de calcinhas, e Gabe
segurou firme quando ela conseguiu passar as pernas nelas.

Ele se inclinou sobre a pilha e pegou um jeans feito de um tecido de


cambraia macio, azul pálido.

"Cintura elástica." disse ele, segurando-os para ela. "Não é


exatamente o auge da moda, mas eu pensei que poderia ser um
pouco mais fácil do que botões ou fechos por agora."

Ela parecia como se fosse chorar, e por um momento ele interpretou


mal a sua angústia.

"Hey, está tudo bem." disse ele, esfregando uma mão calmante sobre
suas costas. "Eu comprei dois pares, assim você não tem que usar
as feias."

Ela estendeu a mão boa em seguida puxou ele para beijá-lo


suavemente. "Obrigada." disse ela, as lágrimas mais uma vez
enchendo os olhos. "Obrigada por serem tão atenciosos."

As emoções que encheu a sala o agarraram, espremendo o ar de


seus pulmões. O que esta bela mulher deve ter vivido ele não podia
imaginar, mas seu coração batia com sua necessidade de protegê-
la. Ninguém deveria ser tão privado de simples bondade humana que
eles chorem por sua escolha de roupas. Ele puxou-a em seus braços,

40
apertando-a contra seu coração, em silêncio, jurando nunca mais
deixá-la se machucar novamente.

Ele olhou para a porta, vendo e sentindo as mesmas emoções de


Rafe. Ninguém ia chegar perto dela. Eles iriam ambos ver isso.

****

Depois que jantaram, Rafe deitou de lado na cama e se apoiou em


seu cotovelo. Ele bateu levemente no local na frente dele e deu um
suspiro de alívio quando Alana rastejou sobre a cama e aninhou-se
ao lado dele. Ele desenhou círculos preguiçosos em sua barriga
enquanto se comunicava com seu irmão telepaticamente.

'Se ela não está marcada, então eles estão rastreando algo mais.'
disse Gabe.

'Concordo, mas o quê?' Rafe respondeu.

'Ok, vamos pensar sobre isso por um segundo.' Gabe começou. 'Ela
estava vestindo apenas a roupa de hospital, e eu verifiquei
cuidadosamente por rastreadores.'

'E ela não parece ter quaisquer transmissores subcutâneos também.'


Rafe acrescentou. 'Então, a menos que tenham a marcado
internamente, ela não é quem eles estão rastreando.'

'Poderia ser a nós que estão rastreando?' Gabe perguntou


especulativamente.

'Quem iria querer nos rastrear?' perguntou Rafe, sentindo-se


confuso.

41
'Ahhh, merda.' Gabe rosnou. 'Aquele maldito bandido. O estúpido que
nós deixamos ir, você acha que ele estava tentando ser pego para
que pudesse nos marcar?'

'Faz tanto sentido como tudo o que aconteceu hoje.' Rafe gemeu.
'Mas se eles sabem onde estamos, por que não tentaram tomar
Alana de volta?'

'Eu não sei. Talvez eles estão atrás de algo ou alguém e eles
esperam que a gente os leve direito ao seu objetivo.'

****

Alana assustou-se um pouco quando Rafe sentou-se. Ela estava


ouvindo sua conversação. No início, ela estava confusa com as
vozes em sua cabeça, e então se sentiu surpresa que ela parecia ser
telepática também. Mas assim que ela percebeu o que eles estavam
falando, seu medo agarrou-a novamente. Se os seus perseguidores
não estavam atrás dela, de quem eles estavam atrás?

Ela também ouviu sua urgente chamada telefônica alertando Caleb


de suas suspeitas, e entre os três, eles decidiram adiar seu encontro
com Theresa, em um esforço para manter as mulheres a salvo. Tanto
quanto ela podia imaginar, sua 'talvez' irmã era muito talentosa e as
pessoas que tinham mantido Alana prisioneira queriam sua irmã em
vez dela, ou talvez também. Estremeceu enquanto lembranças de
seu tempo em cativeiro rastejaram sobre ela.

Caleb disse-lhes para ficarem onde estavam, até que ele pudesse
colocar agentes no local para protegê-los. Ele queria tentar trazer
42
seus perseguidores à tona e desde que eles pareciam contentes em
sentar e assistir Alana, para o momento pelo menos, eles deveriam
estar bastante seguros. Uma vez que os agentes estivessem no
local, Gabe e Rafe seriam avisados para viajarem para o norte,
parando em vários motéis ao longo do caminho. Cada motel teriam
agentes no lugar, pronto para protegê-los e prestar atenção aos seus
perseguidores. Gabe tinha protestado ao seu chefe sobre o uso de
Alana como isca, mas Caleb tranquilizou-o repetidamente que ela
estaria mais segura desta forma e assim também suas irmãs.

****

Rafe a sentiu tremer, e ouviu os pensamentos girando em sua


cabeça. Ele percebeu que quando ele e Gabe conversaram
telepaticamente que ela estava ouvindo e encontrou-se ridiculamente
orgulhoso que ela descobriu seu talento. Ele tentou se livrar do
sentimento, tentando colocá-la de volta ao nicho de gata selvagem
que ele no início pensou que ela fosse, mas ele só era capaz de ver
a suave, vulnerável mulher em seus braços.

Ela estremeceu de novo, e ele a puxou para mais perto dele,


agarrando suas costas contra a sua frente.

"Durma agora, baby." ele disse calmamente. "Gabe vai fazer o


primeiro turno."

Ele podia sentir sua incerteza mas também sentiu sua necessidade
de estar cercada por seu calor e sua força. Alana respirou fundo e
finalmente cedeu à sua necessidade de ser mantida em segurança

43
por ele ou Gabe. Ele não tinha certeza de quando ela começou a
confiar neles, mas ela derreteu contra ele quando sua respiração se
acalmou e relaxou, e então caiu no sono rapidamente. Rafe teve a
sensação de que ela se sentia segura pela primeira vez em muito
tempo.

Gabe se aproximou da cama e alisou uma mecha de cabelo que caíra


sobre seus olhos. Seu irmão apenas olhou para Rafe enquanto ele
segurava a mulher que se tornou muito importante para os dois em
um tempo tão curto. Rafe podia sentir Gabe se perguntando como
ele poderia cuidar tão profundamente de uma mulher que acabara de
conhecer.

"Eu, também." Rafe disse calmamente enquanto ele fechou os olhos


e tentava dormir.

44
Capítulo Cinco

Ela acordou aconchegada nos braços de Gabriel. Não tinha certeza


quando os irmãos trocaram de lugar durante a noite, mas ela sabia
com certeza que eles tinham.

"Bom dia, linda." Gabe disse quando ele acariciou seu pescoço
sonolentamente. Ela abriu os olhos para ver Rafe deitado de lado na
frente dela. Ele sorriu e se inclinou para um beijo suave.

"Eu já pedi café da manhã. Deverá estar aqui dentro de meia hora.
Você gostaria de tomar um banho primeiro?" Rafe perguntou em voz
baixa.

Ela assentiu com a cabeça, de repente tímida. Ela olhou para a mão
enfaixada, percebendo que seria difícil tomar banho sem ficar
molhada.

"Tudo bem, querida. Nós podemos amarrar um saco plástico sobre


ela para mantê-la seca, ou um de nós poderia ajudá-lo se quiser."
Gabe disse quando ele passou a mão suavemente abaixo de seu
braço ferido.

"Eu realmente gostaria de lavar meu cabelo." Alana disse com uma
careta. "Então, hum, um pouco de ajuda seria bom."

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"Sem problema." disse Rafe quando ele pulou fora da cama e
estendeu a mão para ajudá-la. Ele a levou para o banheiro e,
cuidadosamente, ajudou a tirar a roupa e entrar debaixo do chuveiro
de água quente. Ela segurou seu braço ferido por cima do ombro,
percebendo que seus músculos já não doíam tanto como fizeram
ontem.

"Ok, baby, vamos molhar seu cabelo para que possa passar
shampoo." Girando desajeitadamente, Alana quase perdeu o
equilíbrio tentando se manobrar sob o spray e manter o braço seco
ao mesmo tempo.

"Whoa," Rafe disse quando ele entrou no box totalmente vestido. "A
última coisa que precisamos é de mais lesões. Envolva seu braço
bom ao redor da minha cintura, e eu vou cuidar do seu cabelo."

Ele acabou com um braço ao redor dela assim que seus seios
estavam pressionados contra sua camiseta agora encharcada
enquanto o outro braço deslizava sobre seu cabelo, inclinando a
cabeça para o fluxo de água.

"Segure-se em mim um segundo, baby, enquanto eu pego o


shampoo." Ele girou um pouco, com cuidado para mantê-la firme.
Agarrando o shampoo, ele derrubou uma quantidade generosa na
mão ainda enrolado ao redor da cintura dela e então deixou cair a
garrafa no chão do lado de fora do chuveiro. Trocando de braços, ele
ensaboou o cabelo dela, enquanto a doce fragrância enchia a sala.

Ela fechou os olhos enquanto ele massageava suavemente sua


cabeça, e seus mamilos frisaram contra a camiseta molhada dele em
reação. Ela sentiu o inchaço duro de seu pênis pressionando contra
ela enquanto ele a abraçava apertado e lavava o shampoo de seu

46
cabelo. Ela abriu os olhos um pouco para ver seu rosto, percebendo
novamente o quão bonito ele era com seus olhos escuros
emoldurados com cílios longos e grossos.

"Desculpe, querida," ele disse quando a notou olhando para ele, "mas
você é uma mulher bonita, e se continuar pensando coisas como
essa, podemos ambos fazer algo que provavelmente iremos nos
arrepender." Ele moveu os quadris dela longe de sua virilha quando
ele a ajudou a ficar mais reta. "Gabe vai ajudá-la a se vestir enquanto
eu tomo um banho rápido."

****

Gabe abriu a porta do box do chuveiro, e Rafe passou Alana em seus


braços. Rafe fechou rapidamente o box, e Gabe fez uma careta de
simpatia quando ele sentiu seu irmão ajustar a temperatura da água
para muito, muito fria.

Ele colocou a toalha em volta de Alana e usou outra para secar o


cabelo dela, o tempo todo muito consciente da situação de seu irmão
- e a sua própria. Gabe estaria tomando um banho de água fria em
breve, se não a vestisse rapidamente.

"Vocês não precisam me proteger," disse ela em voz baixa, "não de


você ou Rafe."

Eles ouviram um gemido silencioso do chuveiro quando Gabe


relaxou seu aperto sobre ela e sorriu.

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"Haverá tempo de sobra para discutir as coisas depois de nos
certificarmos de que você está segura."

"Quando os outros chegam aqui?" ela perguntou em voz baixa, seu


medo afiando em sua voz novamente.

"Eles já estão aqui." Gabe disse em uma voz baixa e tranquila. Ele
estava provavelmente sendo excessivamente cauteloso, mas neste
quarto com a água correndo, até mesmo os melhores dispositivos de
escuta teriam problemas em discernir suas palavras. "Nós iremos
viajar para o norte por algumas horas, e vamos parar em outro motel
à noite. Vai ajudar o nossa disfarce, se você fingir estar mais ferida
do que está. Isso fará que parece mais razoável parar assim tão
cedo."

"Tudo bem." disse ela, hesitando um pouco. Ele podia sentir seu
medo ainda dominando suas emoções, mas sua confiança
inesperada neles manteve rapidamente puxando-a de volta sob
controle.

Depois de se certificar que ela comeu um bom café-da-manhã, Rafe


a ajudou a entrar no carro, exagerando seus ferimentos para o seu
público. Ela sentou-se agora caída no banco traseiro. Eles não
tinham falado em voz alta sobre qualquer coisa importante, todos
cientes que o marcador estava provavelmente escondido no carro e,
possivelmente, incluído um sinal de rádio de ondas curtas capaz de
transmitir a conversa.

"Rafe." disse ela em voz alta, seguindo as instruções que lhe dera
antes de deixar o motel. "Seria possível parar por um tempo? Não
estou me sentindo muito bem."

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'Boa garota.' Gabe disse telepaticamente, 'soou muito convincente.'
Ele virou-se em sua cadeira, de repente sentindo seu desconforto
genuíno. Seu rosto tinha ficado muito pálido, e ela respirou fundo
como se ela realmente estivesse prestes a vomitar.

"Encoste, Rafe." disse ele em voz alta, preocupação por Alana


atando sua voz.

Rafe rapidamente puxou o carro para o lado da estrada, fazendo uma


parada perto de uma compartimento na calçada. Gabe
apressadamente liberou seu cinto de segurança e saltou do carro,
abriu a porta dela e ajudou-a a levantar-se.

"Respire fundo." ele instruiu. "É isso aí, querida. Respire fundo."

Ele segurou-a pela cintura preocupado que ela iria cair e danificar
seu pulso lesionado ainda mais. O suor escorria pelo lado de seu
rosto, e ela tremia em seus braços enquanto ela tentava controlar sua
respiração.

Depois de alguns instantes, ela respirou fundo e ficou um pouco mais


ereta.

"Eu estou bem, eu acho." disse ela com voz trêmula, inclinando-se
contra ele. "Provavelmente um pouco de enjoo."

Gabe assentiu com a cabeça contra o topo de sua cabeça e, em


seguida, virou-a lentamente em seus braços para ver seu rosto. Ela
não parecia tão pálida como estava quando tinham parado, e sua
respiração desacelerou também. Ele olhou para cima para ver Rafe
não longe, preocupação por ela gravado fortemente em seu rosto.

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"Vamos parar no próximo hotel, querida." Gabe disse, passando sua
mão pelo braço dela, incapaz de impedir-se de tocá-la. "É cerca de
dez minutos daqui. Você acha que vai ficar bem até lá?"

Ela assentiu com a cabeça, engolindo em seco.

"Vamos parar novamente se você precisar. Basta dizer a palavra,


ok?"

Gabe a ajudou a caminhar até o carro, e subiu para o banco de trás


com ela. Ele puxou-a em seus braços quando fixou o cinto de
segurança.

Rafe moveu rapidamente o carro de volta para o fluxo do tráfego, em


direção à saída para o próximo motel. No momento em que eles
chegaram ao estacionamento, Alana estava de novo respirando
pesadamente e parecendo um pouco verde. Ela aceitou a ajuda de
Gabe enquanto subia desajeitadamente do banco de trás e foi para
o seu quarto com as pernas bambas.

****

Rafe rapidamente fez contato telepático com Zane e Rick, os agentes


designados a protegê-los neste motel, e os atualizou sobre a situação
atual. Felizmente, ele também soube que tudo estava sob controle.

'Descanse um pouco.' Zane disse-lhe telepaticamente. 'Nós estamos


aqui até às dez, e em seguida, Sandra e Pete assumirão o turno da
noite.'

50
'Obrigado.' Rafe aceitou rapidamente, feliz de ser capaz de relaxar
um pouco e cuidar de Alana. Ele queria ver sua mão para ter certeza
que não era uma infecção fazendo ela ficar tão enjoada, e então ele
queria abraçá-la em seus braços enquanto ela dormia.

Ele percebeu o sorriso no rosto de Gabe, percebendo que ele estava


mostrando um lado muito diferente de si mesmo do que ele
costumava fazer quando presenteado com uma noite com uma
mulher bonita. Ele se importava profundamente o suficiente por Alana
que ele estava disposto a ignorar sua própria frustração sexual e
apenas segurá-la, fato que não passou despercebido por seu irmão.

"Vem cá, baby." Rafe disse enquanto ele segurava a mão de Alana
e gentilmente puxou-a para a mesa no canto da sala. Este quarto era
muito melhor do que o último motel que eles se hospedaram. Muito
mais novo e em melhor estado de conservação, até mesmo a cama
parecia mais confortável.

Sentados à mesa, Rafe começou a desenrolar o pulso enfaixado


quando Gabe largou o kit de primeiros socorros ao lado dele. A pele
ainda estava muito ferida e o hematoma estava aprofundando a um
horrível roxo-negro, mas o inchaço parecia reduzido e não havia
nenhum sinal de infecção. Respirando um pouco mais fácil, Rafe
passou creme antibiótico sobre a pele novamente e recobriu seu
pulso utilizando uma nova bandagem.

"Faminta?" ele lhe perguntou enquanto colocava a atadura.

****

51
"Sim." ela respondeu, surpreendendo até a si mesma. Considerando
o quão terrível ela se sentiu no carro, ficou espantada que ela tinha
qualquer apetite em tudo.

Eles pediram um jantar do restaurante ao lado do motel, e então se


deitaram sobre a cama para relaxar. Rafe puxou-a em seus braços
para abraçá-la enquanto Gabe estava do outro lado, aparentemente
contente por assistir televisão ao lado deles.

Ela sabia que Gabe viu quando ela tentou conter as lágrimas
escorrendo de seu rosto. Ele cuidadosamente se inclinou em direção
a ela e pegou uma lágrima com o dedo.

"O que há de errado, Alana?" ele perguntou em voz baixa. O braço


de Rafe apertou ao redor dela quando ele a puxou mais firmemente
contra ele.

"Sinto muito." disse ela, sua voz pegando um soluço.

"Baby, o que se passa? Por favor diga-nos." perguntou Rafe, sua


profunda voz retumbante contra suas costas.

"Eu só... nunca... oh, Deus, sinto muito." Embaraço aquecendo suas
bochechas. Ela respirou fundo, tentando encontrar as palavras para
explicar. "Eu nunca conheci ninguém como vocês dois."

"O quê? Robustamente bonitos e charmosos?" perguntou Gabe,


tentando manter uma expressão inocente no rosto.

Ela riu como ele queria que ela fizesse, engolindo de volta o soluço
subindo em seu peito.

"Bem, isso também." disse ela, um pequeno sorriso nos lábios. "Eu
apenas nunca conheci homens que queriam me proteger mas sem
esperar nada em troca. Nem mesmo meu próprio pai me protegeu

52
quando os homens me tiraram da minha casa. Ele ficou de lado e
deixou-os." Outro soluço trabalhou seu caminho até sua garganta.

Gabe se inclinou e deu um beijo suave em sua testa quando Rafe


segurou-a perto.

"Nós sempre iremos te proteger, Alana. Nunca duvide disso, e em


breve você vai encontrar suas irmãs e seus parceiros e você vai
perceber que a maioria das pessoas estão dispostas a protegê-la e
não esperar nada em troca."

Alana respirou fundo. Ela precisava de uma distração, algo para


parar a avalanche emocional que ameaçava seu controle.

"Me falem sobre as minhas irmãs, por favor." ela disse, soando muito
baixinho até mesmo para seus próprios ouvidos.

"Bem, Theresa é, provavelmente, um pouco mais alta que você, mas


ela tem a mesma cor de cabelo e olhos. Ela é muito talentosa. Suas
habilidades telecinética são realmente impressionantes, e sua
precisão é incrível. Ela também é uma empata talentosa e telepata.
Eu acredito que ela tem algumas habilidades premonitórias, também,
mas não tenho certeza o quão forte elas são." Gabe disse a ela.

"Empata? Como sentir as emoções dos outros?" ela perguntou, um


pouco confusa.

"Sim," confirmou Rafe, "e habilidades premonitórias como a


percepção do futuro, mas apenas alguns segundos, e não dias ou
anos."

"Quão bom isso seria?" ela perguntou.

"Eu suponho que lhe dá uma chance de mudar uma única escolha,
talvez o suficiente para evitar um desastre."

53
"Então qualquer um de vocês têm habilidades premonitórias?"

"Não, querida. Nós somos apenas telepatas médios e sensitivos."


Gabe disse a ela enquanto ele gentilmente tirou o cabelo de seus
olhos.

"Sensitivos?" ela chiou. "Então vocês podem sentir as minhas


emoções?"

"Sim." Gabe confirmou calmamente.

"Então vocês sabem que eu quero que ambos façam amor comigo."
ela sussurrou.

"Sim," respondeu Rafe atrás dela, "mas também sabemos que você
acha que nos deve por resgatar você, e não vamos fazer amor com
você pelas razões erradas."

"Então vocês não acham que eu sou algum tipo de vagabunda por
querer vocês dois?" Ela perguntou, um toque de sua personalidade
gata selvagem escoando completamente mesmo que ela tentasse
controlá-lo.

"Não." Gabe disse em uma voz profunda. Ele parecia estar


suprimindo a vontade de rir.

"Por que é tão engraçado?" disse ela, indignada quando raiva


começou a queimar em sua barriga. Ela tentou livrar-se dos braços
de Rafe.

"Porque parece que isso corre em sua família." disse Rafe,


cuidadosamente, recusando-se a deixá-la ir.

"O que corre na minha família?" ela rosnou, seu temperamento


começando a incendiar em suas respostas obtusas.

54
Agarrando-lhe o queixo suavemente, Gabe ergueu o rosto para ele,
certificando-se que ele tinha toda a sua atenção. "Ter múltiplos
parceiros corre em sua família." Ele continuou rapidamente quando
seus olhos se estreitaram com aborrecimento novamente. "Theresa
tem dois maridos, Caleb e Ethan, e sua irmã Dana tem dois maridos,
Pete e John."

Alana parou de se mexer, fechando os olhos enquanto suas palavras


afundavam "Eu não entendo." disse ela, as lágrimas mais uma vez
ameaçando cair.

"Baby, muitos empatas têm mais de um parceiro, especialmente os


agentes com quem trabalhamos. No trabalho, os agentes sabem tudo
um sobre o outro. É quase impossível não saber quando somos
principalmente telepatas e sensitivos. Posso sentir as emoções de
Gabe a uma boa distância, e ele pode sentir as minhas. Se nós
lançarmos as suas na mistura, bem, nós teremos uma situação
potencialmente interessante."

"Então todos os seus colegas de trabalho estão em relacionamentos


de múltiplos parceiros?"

"Não." Gabe disse com um sorriso. "Não é tão incomum como se


possa pensar."

Uma batida na porta fez Gabe levantar-se da cama.

"O jantar está aqui. Vamos comer."

****

55
Quatro dias! Quatro podres, fedorentos, maravilhosos, dias irritantes!
Ela estava tão frustrada.

Pelas últimas quatro noites, eles a seguraram em seus braços,


confortaram-na e a mantiveram a salvo, nunca pressionando para
algo mais que um beijo doce. Toda vez que ela tentou seduzi-los, um
ou ambos a abraçavam e a beijavam completamente e, em seguida,
lhe diziam para ir dormir. Muitas mais noites como as últimas quatro
e alguém ia se machucar.

Ela teria rido da ironia. Quando tinha dezessete anos seu pai a
incentivou para os braços de vários homens diferentes em torno de
sua própria idade. Lisonjeada com suas atenções, ela alegremente
lhes deu seu coração - e seu corpo.

Pelo menos ela tinha sido esperta o suficiente para insistir que eles
usassem preservativos, mas depois que alguns romperem
acidentalmente, ela conseguiu outro contraceptivo através de uma
consulta médica feita pela enfermeira da escola. Mesmo assim, ela
estava questionando sua criação. Ela só não tinha percebido isso na
época. Não foi até que esses mesmos jovens acabarem por ser os
guardas da instalação onde ela havia sido mantida em cativeiro que
ela percebeu o quão ingênua que realmente foi.

Apesar de sua experiência ela nunca realmente gostou de sexo, mas


agora ela tinha dois homens que desejava fazer amor e ambos
insistiam em esperar. Eles queriam que ela conhecesse sua mãe e
irmãs e fazer planos para sua vida antes que ela desse seu corpo
para mais alguém.

No início, ela os amava ainda mais por sua sinceridade e


honestidade, mas agora, quatro dias depois, seu nível de frustração

56
foi além de sua capacidade de controlar, e francamente, ela estava
começando a perder. Mesmo sua habilidade telecinética estava se
fazendo saber de novo. Tudo no quarto vibrava enquanto ela ficava
cada vez mais irritada com a sua bondade.

Deus, eu realmente sou uma lunática, pensou auto


depreciativamente, enquanto tentava relaxar. Ela vestiu sua camiseta
e calcinha e estava tentando arduamente proteger seus
pensamentos da forma como Rafe e Gabe lhe ensinaram nos últimos
dias. Para seu desgosto, eles tinham explicado a ela que
pouquíssimas pessoas podiam proteger suas emoções. Assim,
mesmo que ela parecesse estar protegendo seus pensamentos de
forma adequada, ela estava certa de que sua intensa frustração
brilhava de forma muito clara para eles e, provavelmente, para os
vários agentes da sala ao lado também.

"Baby." Rafe sussurrou quando ele se deitou ao lado dela. "Role em


seu estômago para que possamos dar-lhe uma massagem. Talvez
ajude você a liberar um pouco a tensão."

Disposta a tentar qualquer coisa para acalmar suas emoções


exageradas, ela rolou sobre seu estômago, levantou os braços sobre
o travesseiro, e deitou a cabeça para baixo.

Ela sentiu o colchão mergulhar quando Gabe moveu-se na cama ao


lado dela e Rafe moveu-se para o fim, segurando o pé dela em suas
mãos. Ele esfregou suavemente no início e então gradualmente
aumentou a pressão com os polegares. Gabe começou em seus
ombros, acalmando os músculos doloridos com seu toque firme.
Movendo mais baixo, ele colocou as mãos debaixo de sua camiseta
quando ele aumentou a pressão.

57
Rafe trabalhou os músculos em suas pernas e coxas, cuidando para
não fazer cócegas na pele sensível atrás de seus joelhos. Ela gemeu
ao prazer sensual correndo por ela, afundando cada vez mais no
colchão, mas ao mesmo tempo sentindo mais fortalecida do que
nunca.

Ambos chegaram em suas nádegas, ao mesmo tempo, amassando


cada uma, elevando e moldando os globos redondos. Ela suspirou,
quando relaxamento pulsou através de seus músculos cansados.

"Vire-se." Gabe instruiu com uma voz rouca.

Ela se virou com sua ajuda, agradavelmente surpreendida quando


Gabe levantou sua camisa sobre seus braços e Rafe puxou sua
calcinha por suas pernas e fora de seus pés.

"Nós vamos lhe mostrar como é fazer amor com os homens que se
preocupam com você. Está tudo bem, baby?" perguntou Rafe,
incerteza escrita em seu rosto.

Ela assentiu com a cabeça, conseguindo um pequeno ofegante 'sim'


quando Rafe inclinou-se para beijá-la suavemente. Sua boca
esfregou suavemente contra a dela, sua língua se lançando para
correr ao longo de seu lábio inferior e, em seguida, pressionando em
sua boca, explorando o recesso escuro.

Ela suspirou de novo quando ele aprofundou o beijo, consciente de


que as mãos de Gabe ainda estavam massageando suas pernas,
fazendo cócegas em seus joelhos e incitando suas coxas. Rafe
levantou a cabeça dele, acompanhando de perto a expressão em seu
rosto quando ele abaixou a mão ao seu peito, circulando o mamilo
com o dedo, em seguida, puxou o pequeno feixe saliente.

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Gabe se debruçou sobre ela, inclinando o rosto dela para um beijo,
sua língua mergulhando em sua boca.

"Tão bonita." disse ele com um gemido suave, quando ele moveu a
mão para puxar o bem enrolado mamilo de seu outro peito. Alana
levantou-se da cama, empurrando mais duro em suas mãos,
silenciosamente implorando por sua posse. Ela sentiu Rafe mover
para baixo da cama, enquanto Gabe abaixou a cabeça e sugou um
mamilo na boca, sacudindo o botão sensibilizado com a língua.

Ela gemeu de novo, mais alto desta vez, o calor líquido fluindo
através de suas veias quando sentiu Rafe abriu suas pernas mais
amplas, com as mãos viajando pelo interior de suas coxas para
acariciar a pele sensível, onde a perna se juntava ao seu corpo.

Ela balançou os quadris, esperando que ele enfiasse seu pau duro
profundamente em seu corpo. O que ela teve em vez disso a fez se
levantar da cama em êxtase. A língua de Rafe lambeu os lábios da
buceta, sugando-os suavemente em sua boca, espalhando seu
creme e desencadeando um delicioso formigamento em seu ventre.
Sua língua se moveu mais, encontrando seu clitóris e sacudindo-o
suavemente enquanto ele empurrava um dedo profundamente em
seu núcleo.

O corpo de Alana parecia se mover por conta própria, ondulando


contra o colchão enquanto a língua de Rafe enrolava seu desejo mais
forte. Ofegante com as intensas sensações, ela puxou Gabe até sua
boca e beijou-o quase com violência, arrastando os braços em volta
dele enquanto seu corpo parecia voar além, calor ondulando através
de seus músculos, seu orgasmo se aproximando.

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Ela suspirou, arqueando sua coluna, as pernas tremendo, sua buceta
latejante quando Rafe enfiou seu dedo dentro dela mais duro, mais
rápido, mais profundo. Tudo formigava, sensação de alfinetes e
agulhas formigando sua pele um momento antes de seu orgasmo
explodir através dela.

Gabe engoliu o grito dela, acalmando-a com suas mãos enquanto ele
suavizou o beijo, e finalmente se afastou para olhar em seus olhos.
Ela sorriu para ele, espantada como eles tinham conseguido dar-lhe
mais prazer em poucos momentos do que qualquer outro homem que
ela tinha conhecido. Repleta e exausta, ela sorriu alegremente para
Rafe enquanto ele a olhava de sua posição entre suas pernas.

Gabe abaixou sua boca até sua orelha. "É a minha vez." ele
sussurrou, então deslizou mais baixo na cama. Rafe trilhou beijos até
sua barriga, parando para sugar seus mamilos duros em sua boca,
reacendendo as chamas que tinham acabado de consumi-la.

Ela sentiu a língua de Gabe contra sua vagina e quase voou para
fora da cama quando ele empurrou-a em sua pele já sensibilizada.
Mais e mais ele a penetrou, sua língua exigindo a resposta dela, seus
dedos esfregando seu clitóris. Ela engasgou quando calor explodiu
em suas veias, e seu corpo tremia violentamente. Rafe apertou-a,
sussurrando palavras de ânimo quando ela explodiu, sua carne
trêmula, seus pensamentos um emaranhado, sua respiração
irregular quando calor líquido inundou cada músculo.

Lentamente ela flutuou de volta à Terra quando Gabe descansou o


rosto contra sua barriga e arrastou os dedos suavemente sobre sua
pele sensível. Rafe ergueu-se e beijou-a com ternura.

"Você é incrível." disse ele com um sorriso.

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Ele levantou-a em uma posição sentada, e Gabe o ajudou a colocar
a camiseta dela de volta. Rafe encontrou sua calcinha e tentou enfia-
la sobre seus pés, mas ela se afastou, perplexa com suas ações.

"Vocês não me querem?" Ela perguntou, entrelaçando dor sua voz.

"Oh, baby, eu quero você mais do que pode imaginar." Rafe disse,
apertando a mão dela contra a evidência de sua excitação. "Mas esta
noite foi para você."

"Por quê? Por que vocês me fizeram gozar se vocês não tinham
intenção de me foder?" ela perguntou, suas palavras cruas tentando
esconder suas emoções, com medo de sua resposta talvez a fizesse
chorar.

"Porque ninguém jamais fez." Gabe respondeu.

Lágrimas turvaram a visão dela quando ela olhou para Rafe. Ele
assentiu com a cabeça.

"Baby, só queríamos que você soubesse do que seu corpo é capaz


e te mostrar que você vale muito mais para nós do que apenas um
corpo quente e uma transa rápida." disse ele, suavizando suas
palavras com um sorriso.

Ele puxou-a em seus braços, acariciando suas costas, deixando-a


chorar.

"Eu acho que estou me apaixonando por vocês dois." disse ela em
voz baixa, seus olhos se fechado.

"Não se preocupe, querida, nós estaremos aqui para te segurar."

61
Capítulo Seis

"Caleb, eu não gosto da maneira como as coisas estão indo. Já faz


mais de uma semana." Rafe resmungou ao telefone. Ele andou
vários quarteirões do motel até que encontrou um telefone público
que não tinha sido vandalizado, durante todo o tempo seu nível de
ansiedade aumentou cada vez mais alto. Ele não era um vidente, não
possuía as habilidades de qualquer natureza quando se tratava de
prever o futuro, mas seu instinto lhe dizia que algo estava muito
errado.

"Eu tenho que concordar com você." disse Caleb. "Eu esperava que
pudéssemos trazê-los à tona até agora. Ainda não temos ideia do
que eles estão esperando."

"Dana," Rafe disse com firmeza. "Minha aposta é que eles querem
Dana, porque ela tem o DNA de Theresa, mas suas habilidades são
menos desenvolvidas, e ela, portanto, seria menos perigosa e muito
mais controlável."

"Há uma boa chance de que você esteja certo, mas eu não posso
colocar Dana em perigo. Ela não é uma agente, e, bem, há algumas
coisas pessoais que ela está lidando no momento." Caleb respondeu
com cuidado.

62
"Bem, que tal uma isca?" perguntou Rafe, formulando um plano em
sua cabeça. "Você poderia enviar Theresa com Pete e Sandra?
Fazer parecer que ela é Dana?"

Ele ouviu o grunhido de Caleb.

"Você sabe que minha esposa vai me perseguir até eu deixá-la fazer
isso agora." disse ele a contragosto.

"Isso é um sim." A voz de Theresa flutuava abaixo da linha, Rafe


percebendo tardiamente que ele devia estar no viva-voz.

“Ok." Caleb concedeu. "Eu vou fazer Sandra e Pete encontrarem


Theresa no aeroporto. Eles vão encontrar vocês no próximo motel.
Compreenda isso porém, agente," disse ele, uma clara advertência
em seu tom, "Ethan e eu não vamos estar muito longe."

Ele ouviu o resmungar de Theresa e imaginou os olhos rolando tão


claramente como se estivesse na mesma sala. Ele suprimiu um
sorriso, compreendendo exatamente por que Caleb não queria sua
esposa em perigo. "Obrigado, Caleb." disse ele em vez disso, o alívio
verdadeiro lavando através dele.

****

Alana observava Rafe da cama onde ela estava aconchegada contra


Gabe. Rafe acenou para seu irmão, e, em seguida telepaticamente
retransmitiu o resultado de sua discussão com Caleb, explicando o
plano para os dois.

63
"Eu vou tomar um banho." ele finalmente disse em voz alta,
movendo-se em direção ao banheiro, ele tirou a camiseta sobre a
cabeça.

Alana se contorceu fora da cama, grunhindo quando Gabe agarrou


seu braço para parar seu avanço.

"Onde você está indo?" ele perguntou, sorrindo. Era óbvio que ele já
sabia a resposta. Ela inclinou-se, beijando-o profundamente,
enfiando a língua na sua boca.

"Por favor?" ela lhe pediu enquanto ela tentava puxar o braço de seu
agarre.

Gabe riu quando ele a soltou.

"Vai." disse ele. "Eu vou estar aqui quando você precisar de mim."

Ela sorriu feliz, sentindo-se contente que Gabe já não lutava com a
sua atração por ela. Rafe, porém, ia ser um pouco mais difícil de
convencer. De alguma forma, o homem tolo a tinha colocado em um
pedestal e se recusava a tocá-la de qualquer forma íntima desde a
noite em que tinham acariciou seu corpo para um orgasmo feliz.

Bem, a partir de agora, ela estava escalando para fora do pedestal


estúpido e para seu colo.

Abrindo a porta silenciosamente, ela levantou a camiseta sobre a


cabeça e desfez sua calça jeans, baixando-os e sua calcinha ao
chão. Ela afastou a cortina do chuveiro, revelando lentamente o
corpo tonificado de Rafe, a água rolando sobre sua pele bronzeada
enquanto ele deixava a água cair sobre o rosto. Ela admirou a vista
por um momento, baixando os olhos para a ereção balançando na
frente dele.

64
"Pensando em mim?" ela perguntou em voz baixa.

Rafe sorriu ao ouvir o som de sua voz, rapidamente limpando a água


do seu rosto.

"Baby." ele perguntou em voz baixa. "Está tudo bem?"

"Não." respondeu ela, entrando no chuveiro, "Mas eu sei como você


pode corrigi-lo."

Ele puxou-a em seus braços, empurrando ambos sob o spray da


água quente.

"Alana, por favor, me diga que você está certa de que isto é o que
quer. Que você está aqui porque se importa comigo, não porque acha
que me deve alguma coisa."

Alana suspirou de alívio, determinada a colocar seu coração na linha,


sabendo que ambos Rafe e Gabe iriam cuidar bem dele.

"Eu acho que eu te amo." disse ela, olhando-o de perto enquanto ela
se abaixou no chão do chuveiro e se ajoelhou na frente de sua
ereção.

"Eu sei que eu te amo." ele disse rapidamente, sugando em uma


respiração torturada enquanto ela agarrava sua carne inchada em
seu punho e balançou a língua sobre a cabeça em forma de
cogumelo. Ele encostou-se nos azulejos enquanto ela chupava seu
pênis profundamente em sua boca. Ela trabalhou com o punho para
cima e para baixo de seu comprimento, apertando suavemente e
lambendo-o com a língua.

****

65
Ela estava levando-o à borda, suas tendências dominantes subindo
à tona. Desespero o montou enquanto ele segurou a cabeça dela
com as duas mãos, mantendo-a cativa enquanto empurrava seu
pênis mais fundo em sua boca. Ele a manteve imóvel, dando-lhe
tempo para se ajustar. Ela lutou contra a invasão.

"Está tudo bem, baby." Ele manteve sua voz calma e falou no que ele
esperava que fosse um tom tranquilizador. "Eu não vou te machucar.
Respire pelo nariz e engula." Deus, ele esperava que ela pudesse se
ajustar ao seu comprimento e sugá-lo da maneira que ele precisava.
Sua respiração ficou presa em sua garganta quando ela conseguiu
seguir suas instruções. Ela relaxou os músculos da garganta e
engoliu em seco, o que lhe permite deslizar mais profundo. Ele
segurou a cabeça dela para ele, facilitando seu pênis dentro e fora
de sua boca linda.

"Oh, Deus, baby." ele grunhiu entre as respirações. "Você é tão


fodidamente perfeita."

Ela trancou os joelhos, equilibrando-se com as mãos contra suas


coxas tensas, permitindo-o bombear em sua boca, mais forte, mais
rápido, sua crescente necessidade com cada golpe.

"Eu vou gozar, baby." disse ele sem fôlego. "Você pode me engolir?"
Ela assentiu com a cabeça o melhor que podia com o pênis ainda em
sua boca. Ele gemeu, bombeando profundo em sua garganta
deliciosa, quase perdendo o controle quando ela deixou-o empurrar
cada vez mais duro, silenciosamente exigindo mais. Ele gemeu, seu
orgasmo muito perto, muito selvagem para negar. Ele aliviou um
pouco, malditamente perto, gemendo quando ele finalmente entrou

66
em erupção. Ela gemeu sua aprovação, lambendo seu pênis
amorosamente enquanto chupava-lo limpo.

Ele segurou a cabeça dela contra sua virilha por um instante


ofegante, enquanto tentava manter-se em pé.

"Venha aqui." disse a ela, puxando-a suavemente sobre seus pés e


até sua boca. Ele beijou-a com reverência, passando as mãos sobre
sua coluna enquanto ele a abraçava com força.

****

Gabe abriu a cortina do chuveiro, chegou e puxou-a do abraço de


Rafe. Ele a secou com uma toalha, então levou-a da banheiro,
cuidadosamente, colocando-a no meio da cama.

Seus lábios estavam vermelhos e inchados por estarem envolvendo


o pau grosso de Rafe. Seus olhos estavam vidrados com a excitação,
e os mamilos puxados ainda mais apertados enquanto ele os
observava. Ele tirou suas próprias roupas, e ela estendeu os braços
abertos para ele quando ele abaixou-se sobre a cama. Ele incitou
suas pernas para abrir mais amplas quando ele acomodou-se entre
elas. Seu pênis grosso cutucou seu montículo gotejante.

"Eu quero ir devagar, querida, mas eu não acho que posso. Eu te


quero muito." confessou em voz firme.

"Não me faça esperar." ela implorou, envolvendo os braços em volta


dele, puxando-o para sua buceta.

67
"Pare." disse ele com os dentes cerrados. "Camisinha." Ele decolou
dela apenas quando Rafe jogou uma caixa de preservativos na cama.
Rasgando rapidamente ele abriu, Gabe pressionou um na mão de
Alana, sorrindo quando ela ficou de joelhos e rasgou o pacotinho.

Gabe sentiu perto da borda, quase perdendo quando Alana


lentamente rolou o preservativo no lugar.

"Agora, querida." ele gemeu quando ele a empurrou de costas,


cobriu-a rapidamente, e pressionou em sua quente, buceta apertada.
Ele incitou com cuidado, tentando não machucá-la, rangendo os
dentes contra sua necessidade de fazê-la sua, forte e rápido. Ele
soltou a respiração que não sabia que ele estava segurando quando
ele começou a bombear lentamente dentro dela.

****

Cada músculo em seu corpo gritava em seu ritmo lento. Ela levantou
os quadris, encontrando seus impulsos, envolvendo suas pernas em
volta dele enquanto tentava aumentar a sua velocidade. Ela rosnou
sua frustração por um momento antes que a mão quente de Rafe
alisou seu estômago e puxou seus mamilos firme.

Gabe levantou seus joelhos dobrados, abrindo-a mais amplo,


penetrando-a mais profundamente, começando a bater dentro dela
mais rápido. Sua respiração ficou presa quando cada terminação
nervosa ficou tensa, agarrando-a cativa em êxtase. A mão de Rafe
deslizou para seu clitóris, esfregando ritmicamente, empurrando sua

68
excitação mais alto, enrolando-a mais apertado e, finalmente,
finalmente jogando-a sobre a borda em êxtase celestial.

Ela gritou sua liberação enquanto Gabe batia em sua buceta, ternura
e delicadeza esquecidos enquanto ele montava seu orgasmo e
começou o seu próprio, grunhindo enquanto seu pênis pulsava
dentro dela.

Gabe desabou sobre ela, seu volume em torno dela, pressionando-a


na cama, e ela o segurou com força enquanto Rafe beijou-lhe os
lábios com reverência.

"Eu te amo," Gabe disse, levantando seu peso de cima dela e


retirando seu pênis amolecido de sua buceta.

"Eu amo ambos." disse ela alegremente, virando-se para deitar


contra Rafe enquanto Gabe eliminava o preservativo. Ele voltou
momentos depois, enrolando em suas costas, e colocou um braço
pesado possessivamente sobre sua barriga. Saciada e feliz, ela
dormiu.

****

Theresa entrou no quarto do motel com o ataque alucinante de sua


irmã ainda ecoando em seus ouvidos. Sim, ela afirmou mais e mais.
Sim, ela se certificaria que Pete e Sandra estariam seguros. Sim, ela
os levaria para casa rapidamente. Sim, ela iria manter essa conversa
em segredo. Sério, ela pensou, ter uma irmã que poderia gritar com
você por longas distâncias definitivamente não era uma vantagem.
Ela sorriu ao sentir a risada suave de Ethan em sua cabeça.

69
'Calma, você,' ela advertiu.

Theresa olhou para a mulher magra e os dois homens que pairavam


protetoramente atrás dela. Ela só tinha conhecido Rafe e Gabe um
pouco, mas ela apostaria dólares para rosquinhas que Alana foi a
primeira mulher a afetá-los desta forma. Ela sorriu, satisfeita por sua
irmã mais nova ter encontrado o mesmo tipo de amor que ela havia
encontrado para si mesma.

****

"Alana, eu gostaria de lhe apresentar sua irmã, Dana." Rafe afirmou


em voz alta. Alana já sabia que essa mulher era Theresa, tendo isso
explicado na noite passada por telepatia, mas ainda assim foi
emocionante conhecer uma das mulheres que eram provavelmente
suas irmãs. A semelhança física era notável. Theresa era um pouco
mais alta, mas ambas eram semelhantes na forma de seu rosto, seus
olhos e nariz, e a sua coloração. Theresa tinha clareado o cabelo dela
para que ela parecesse com Dana, mas além disso, a semelhança
familiar era bastante surpreendente. Alana perguntou calmamente se
talvez elas também partilhavam o mesmo pai.

"Oi, Dana." disse ela em voz alta, os olhos traindo suas emoções.

'Atenção.' todos eles ouviram o aviso de Ethan. 'Vários homens


armados se movendo em sua direção. Estamos nos movendo para
interceptar. Theresa, você e Alana entrem no banheiro agora. Fiquem
lá até que eu lhes diga para se moverem. Vocês entenderam?'

70
Alana sentiu o desejo de Theresa em desafiá-lo, mas percebeu que
ela fez exatamente o que mandou, arrastando-a para o banheiro e
trancando a porta. Ela empurrou Alana no chuveiro, se arrastando
atrás dela, se entrincheirando entre Alana e a porta.

'Pronto.' disse ela telepaticamente aos seus maridos e Alana.

'Obrigado, querida.' disse Ethan, seu amor por Theresa vazando em


suas palavras, a emoção quase demasiado íntima para Alana ouvir.

Ela olhou para Theresa, que estava sorrindo pela sua expressão.

'Gabe e Rafe te amam do mesmo jeito.' disse ela em silêncio.

Alana sorriu, tentando esconder seu medo, quase esmagado pela


sua necessidade de estar com eles.

'Eles são profissionais bem treinados.' Theresa acalmou. 'Eles


precisam de você segura para que possam se concentrar em seu
trabalho.'

'Obrigada,' disse Alana telepaticamente, rapidamente abraçando a


mulher que esperava realmente ser sua irmã.

Lutando contra a náusea uma vez mais, parecia para Alana que elas
permaneceram neste pequeno espaço apertado para sempre, mas
apenas quando ela sentiu que iria gritar de frustração, ela ouviu a voz
forte e confiante de Ethan em sua cabeça.

'Tudo limpo, senhoras. Fiquem onde estão. Nós estamos vindo


buscar vocês.'

"Vamos lá," Theresa disse, agarrando a mão de Alana. "Não tem


sentido em seguir todas as suas ordens mandonas"

71
Theresa piscou para ela quando ela abriu a porta do banheiro e
entrou no quarto do motel. Ela guinchou de surpresa quando um
grande urso de homem a agarrou em um abraço forte, golpeando seu
traseiro enquanto ela ria.

"Como é que eu sabia que você me desobedeceria desta vez?" ele


perguntou, sorrindo amplamente.

"Porque você me ama e meu pensamento é independente." ela


respondeu maliciosamente.

Outro homem entrou no quarto, puxando Theresa longe do grande


homem e em seus braços. Ele a beijou apaixonadamente enquanto
ele murmurou palavras que soavam como "Eu senti sua falta."

Alana deu um passo para o lado, olhando ao redor do trio feliz,


procurando os homens de sua vida.

"Eles já estão terminando." o grande homem disse, observando seus


movimentos ansiosos. "Eles estarão aqui em um momento."

"Estão todos bem?" perguntou Theresa. "Sandra e Pete estão bem?"

"Sim, querida." disse ele, puxando Theresa de volta em seus braços.


"Que tal você parar de se preocupar como Dana por um momento e
me apresentar a Alana."

"Desculpe." disse Theresa, um rubor subindo por suas bochechas.


"Alana, este é meu marido Ethan, e o belo rapaz atrás de mim é meu
marido Caleb." Caleb sorriu ao seu comentário 'bonito', claramente
aliviado ao ver sua esposa segura e atrevida.

'Nós estaremos aí daqui a pouco, baby.' Rafe chamou


telepaticamente. 'Estamos voltando para o quarto agora.'

72
Ele mal terminou a frase, quando entrou no quarto. Quase derretendo
com alívio, Alana atravessou o tapete, literalmente jogando-se em
seus braços, envolvendo suas pernas ao redor de seu corpo grande.

"Nossa, se eu soubesse que você ia reagir assim, eu iria deter


bandidos mais vezes." brincou ele em voz baixa. Gabe deu um beijo
suave na parte de trás de seu pescoço, seu braço apertando
suavemente seu lado enquanto ele passava por eles para relatar a
seus supervisores.

"Temos sete bandidos sob custódia," ele informou. "Pete e Sandra


estão verificando a área ao sul do motel, e Rick e Zane estão
verificando ao norte. O resto dos agentes estão transportando os
presos à unidade mais próxima."

“Muito bem." Caleb reconheceu. "Vão para casa e tirem uns dias de
folga. Tenho certeza de que Theresa está interessada em apresentar
Alana para a sua mãe e irmã."

73
Capítulo Sete

A cabeça de Alana estava girando. Ela tinha acabado de conhecer


sua irmã Dana, pela primeira vez, e ao contrário de Theresa, Dana
não era nem acolhedora ou amigável. Ela verbalmente rasgou em
Theresa no momento em que tinham entrado na porta, gritando com
ela por uma dúzia de pequenas coisas e ignorando completamente a
presença de Alana.

Sua birra tinha sido bastante impressionante para assistir, mas o que
realmente chamou a atenção foi o fato de que Theresa só ficou lá
esperando por Dana se acalmar, nem se defendendo ou lutando.
Quando Dana finalmente se acalmou, Theresa agarrou-a por um
breve abraço, murmurou algo que Alana não conseguiu ouvir, e
depois recuou para apresentá-la.

Ambas as mulheres, suas irmãs com certeza agora que os testes de


DNA foram feitos, tinham então continuado como se Dana não
tivesse acabado de ter um colapso total e absoluto. Em geral, foi uma
tarde muito interessante.

Quando ela se aproximou da porta da frente da casa de Rafe e Gabe,


ela foi novamente dominado pela ansiedade.

74
"Vocês têm certeza que está tudo bem comigo ficando aqui?" Alana.
perguntou a Gabe pela milionésima vez. Ele e Rafe estavam dando-
lhe um teto sobre sua cabeça, e apesar de estar emocionada que a
queriam com eles, ela estava, francamente, aborrecida por ser tão
impotente e ter tão poucas opções disponíveis para ela. Ela não quer
ser um fardo para eles. Só não tinha completamente descoberto
como ela iria realizá-lo. Ela nunca tinha realmente sido responsável
por si mesma, tendo vivido na propriedade de seu pai até que ela
completou dezoito anos, e presa, então é claro que tendo estado
cativa havia tirado todas as suas escolhas.

Aos vinte e quatro anos, ela nunca teve um emprego, nunca dirigiu
um carro, nunca viveu por conta própria, nem sequer fez uma
lavagem de roupa que a verdade seja dita. Sim, ela era um ótimo
partido, pensou ironicamente, olhando para os homens de cada lado
dela para verificar se o bloqueio que tinha construído em sua mente
estava protegendo adequadamente seus pensamentos.

Gabe a puxou para seus braços, segurando-a pela cintura para que
ele pudesse ver seu rosto enquanto seus corpos inferiores se
pressionaram mais.

"Bem vinda." disse a ela, inclinando-se para capturar sua boca com
a sua. Ela sentiu seu pênis pressionando contra sua barriga e gemeu
baixinho enquanto Rafe pressionou seu corpo duro contra suas
costas. Ele jogou doces beijos na pele exposta do pescoço e
clavícula e ombros. "Sim, baby, bem-vinda." disse ele impaciente.
"Os quartos estão deste lado."

Ela sentiu Gabe sorrindo contra sua boca. "Ele é o gêmeo


impaciente." Gabe disse, conseguindo manter um tom sério em sua
voz.
75
Alana riu, empurrando de lado suas preocupações, por enquanto,
preferindo concentrar-se na ansiedade de seus amantes.

Rosnando baixo em sua garganta, Rafe a puxou dos braços de Gabe


e girou-a nos seus braços, carregando-a pelo corredor até um quarto.
Ele a colocou de volta em seus pés perto de uma cama enorme,
recuou, e cruzou os braços sobre o peito.

"Roupas fora agora." disse ele em uma baixa, sensual voz, sua
excitação evidente em seus olhos escuros e o retesamento de seu
corpo.

Gabe recostou na porta, sorrindo amplamente. "Oh, ele é igualmente


o gêmeo mandão, também."

Ela riu até que Rafe avançou, agarrou-a pela cintura, e deitou-a sobre
seu joelho. Sua mão massageava seu traseiro através de seus jeans.
"Última chance, roupas fora agora, ou eu vou bater neste traseiro
bonito."

Levantando-a de volta a seus pés, então recuou para assistir. Ela


sorriu, finalmente percebendo que ele precisava reivindicá-la em sua
casa. De alguma forma, era mais íntimo, mais especial, do que um
par de sessões suadas em um motel barato. Este era um passo sério
em seu relacionamento, e ela podia entender a impaciência de Rafe.
Ela estava ansiosa para mostrar-lhes que fazer amor com eles era
mais do que apenas sexo para ela, também.

Ela ergueu os braços, desfazendo os botões lentamente, observando


ambos os rostos de seus amantes enquanto ela revelava seu corpo
a eles. Graças por comer de forma mais regular, e a remoção de
qualquer medicação que seus captores tinham a alimentado, ela
conseguiu colocar um pouco de peso. Ela acrescentou um pouco

76
acima de seus quadris, coxas e parte inferior, e seus seios tinham
crescido um pouco, tornando-a menos angular e mais feminina do
que ela tinha sentido em anos.

Ela percebeu que não era a única a apreciar os quilos extras. A julgar
pelas ereções de aparência dolorosas pressionando contra seus
jeans, ela teve certeza que seus homens gostavam de como ela
parecia agora, também.

Ela deixou cair a camisa no chão enquanto tirava os sapatos e


desfazia os botões de sua calça jeans. Ela ouviu dois diferentes
gemidos quando ela se inclinou para frente para empurrar as calças
pelas pernas, dando a ambos uma boa visão dos seus seios quando
eles transbordaram do sutiã que ela usava.

De pé novamente, ela moveu seus braços ao redor de suas costas


para que ela pudesse desfazer o vestuário restritivo e deixá-lo cair no
chão.

"Você é tão linda." disse Gabe com reverência, dando um passo na


direção dela.

O braço de Rafe disparou, barrando seu caminho. "Tire sua calcinha


e então sente-se na borda da cama." ele instruiu com os dentes
cerrados.

Ela nem sequer considerou desobedecer suas ordens. Ela estava


muito sobrecarregada com sua necessidade por eles.

Assim que ela sentou-se, Rafe moveu-se para o pé da cama,


ajoelhou-se entre suas pernas e empurrou seus joelhos separados.
Ele pressionou um dedo em sua buceta pingando.

77
"Deite-se." disse a ela. Gabe aliviou-a para trás em cima da cama, e
depois baixou seu rosto para o dela. Ela gemeu quando a língua de
Gabe empurrou em sua boca no mesmo ritmo preguiçoso como o
dedo de Rafe fodia sua buceta. Gabe puxou os braços dela sobre a
cabeça, pressionando-os na cama, segurando-a presa. Ele saqueou
sua boca enquanto Rafe empurrou suas pernas abertas
completamente.

Ela sacudiu, levantando seus quadris no primeiro toque da língua


quente de Rafe em sua fenda. Ele chupou os lábios inchados de seu
sexo, pressionando seu dedo dentro dela mais duro, movendo-se
mais rápido. Sua língua roçou seu clitóris enquanto ele empurrou um
outro e depois outro dedo em sua buceta pingando.

Seu corpo enrolou apertado, forçado com a excitação selvagem,


seus músculos começaram a pulsar. Ela gemeu, sua excitação
crescendo. Rafe sacudiu seu clitóris com mais força, em seguida,
empurrou um dedo em sua bunda. Ela ofegou, contorcendo-se contra
o colchão quando o prazer inesperado roubou seu fôlego.

"Baby, eu preciso foder essa bunda doce." Sua paixão ficou ainda
maior com as palavras brutas de Rafe. Gabe agarrou seu mamilo,
chupando duro, mordendo suavemente, adorando o outro seio com
a mão. Ela ofegou quando Rafe começou a empurrar seu dedo dentro
de entrada enrugada mais e mais. Ele ainda chupava seu clitóris em
sua boca, ainda brincava com a carne inchada com a língua.

Suas costas arqueadas, cada músculo puxando apertado enquanto


seu orgasmo se aproximava. Mal respirando, ela se sacudiu toda,
gemendo quando o calor finalmente explodiu em sua barriga. Sua
vagina pulsou. Sua bunda chupou o dedo de Rafe, puxando-o mais
profundamente em seu corpo. Ela gemeu quando calor líquido
78
pulsava em suas veias, e ela finalmente relaxou, exausta, contra o
colchão.

"Oh, baby, você é fodidamente incrível." Rafe gemeu então sacudiu


seu clitóris com a língua uma última vez. "Em suas mãos e joelhos."
ele ordenou. Gabe a ajudou a rolar e se estabilizou quando ela se
ergueu para a posição. Ela se contorceu, um pouco nervosa sobre o
que ia acontecer, mas ansiosa para dar seu coração e seu corpo para
os homens que ela amava.

"Fique parada," disse ele com os dentes cerrados. Ele bateu em seu
traseiro quando ela continuou a se contorcer, mas ela parou em
choque quando sentiu uma dose fria de lubrificante pressionando em
sua bunda. Rafe usou dois dedos para espalhá-lo na abertura, e ela
ofegou com o inesperado prazer que sentia a partir a ligeira dor. Ela
sorriu quando ouviu espremer mais em sua mão e espalhar o
lubrificante em seu pênis.

"Relaxe, bebê." disse ele, esfregando uma mão suave sobre suas
nádegas. Ele pressionou a cabeça de seu pênis contra seu buraco
escuro, segurando-a firme com uma mão. Um soluço escapou na
picada intensa, a pressão parecia estranha e desconfortável, e o
medo correu traiçoeiramente através de seu cérebro. Desesperada
para agradar a seus homens, ela apertou-se contra Rafe, e ela
ofegou quando sentiu ele se afastar.

"Não." ela gritou, em pânico por sua rápida retirada.

"Está tudo bem, querida." Gabe sussurrou em seu ouvido. "Ele está
apenas se assegurando que não vamos te machucar. Relaxe, respire
fundo."

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Ela respirou um pouco mais fácil quando Rafe passou os braços
fortes em volta de sua cintura, levantou ela da cama e colocou-a
sobre um baú acolchoado. Ele puxou seus joelhos no lugar, sua
grande mão segurando-a. Seus seios pressionaram na tampa de
couro fresco e seu rosto pairava sobre a outra borda.

Ela respirou assim como Gabe lhe dissera, conscientemente


tentando relaxar seus músculos, querendo agradá-los, precisando
dar a Rafe e Gabe a parte do seu corpo que nunca tinha sido tocado
por outro homem.

Gabe esfregou seu pênis contra a costura de seus lábios, pedindo a


ela para abrir a boca. Ansiosamente, ela chupou sua carne inchada
profundo em sua garganta, conseguindo engolir assim como eles lhe
ensinaram.

"É isso aí, baby." Rafe sussurrou quando ele empurrou a cabeça de
seu pênis contra o seu buraco mais uma vez. Ela empurrou de volta
e finalmente sentiu que seus músculos relaxaram quando ele
pressionou em sua bunda. Ela cantarolou sua excitação contra o
pênis de Gabe, fazendo-o gemer enquanto ele empurrava dentro e
fora de sua boca. Ele se moveu mais rápido enquanto o prazer dela
crescia.

Tão envolvida em chupar o comprimento lindo de Gabe, ela mal


notou a dor ardente da invasão de Rafe. Cuidadosamente, ele
começou a balançar em seu corpo. Fogo líquido queimou em suas
veias, o calor agrupando em seu ventre, quando a necessidade a
agarrou mais uma vez.

80
Rafe gemeu, empurrado dentro e fora de sua bunda várias vezes.
Mas então seus homens se retiraram lentamente. Ela choramingou
seu sentimento de perda, mas Rafe beijou sua nuca suavemente.

"Monte sobre Gabe." disse a ela então a levantou de volta na cama


e sobre a ereção de seu irmão. Ela pressionou para baixo, gemendo
enquanto tomava o pau duro de Gabe em sua buceta. Rafe colocou
a mão entre suas omoplatas e empurrou-a para baixo no peito de
Gabe, levantando seu traseiro para o ar mais uma vez.

Os braços fortes de Gabe envolveram em torno dela, segurando-a


presa, segurando-a imóvel. Ele beijou o topo de sua cabeça
enquanto Rafe pressionava seu pênis contra a bunda dela mais uma
vez. Ela ansiosamente pressionou para trás.

"Com calma, baby." ele ordenou em uma voz baixa, esmagando-a


com mais força contra Gabe. "Deixe-me entrar."

Lentamente, ele empurrou todo o caminho em sua bunda, segurando


imóvel enquanto ela ajustava ao sentimento de mantê-los, ambos em
seu corpo. Sua bunda ardia, sua buceta latejava, mas até mesmo
uma ligeira dor não conseguia parar sua necessidade da sair do
controle. Ela gemeu, contorcendo, tentando levá-los a se mover com
mais força, mais rápido, para transar com ela do jeito que ela
precisava. Eles a mantiveram imóvel, resistindo a suas exigências,
beijando-a em todos os lugares, até que ela finalmente relaxou.

"Boa menina." disse Rafe, antes que eles começaram a se mover.


Gabe, deslizou lentamente. Quando ele começou a empurrar de
volta, Rafe tirou, alternando o ritmo de modo que ela estava sempre
cheia, sempre tinha um pênis dentro dela.

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Ela ofegava, quase esmagada pelas incríveis sensações. Então eles
aumentaram o seu ritmo. Ambos empurraram nela mais forte, com
mais força, mais desesperadamente. Ela sentiu Rafe inchar na bunda
dela, ouviu seu gemido quando ele explodiu. Ele apertou contra seu
traseiro, pressionando seu clitóris duro contra a virilha de Gabe. Ela
gemeu quando sensações correram entre seu clitóris preso e seu
traseiro ardente. Seu corpo tremia descontroladamente. Ela gritou
quando sua liberação explodiu através dela, cada músculo tremendo
violentamente enquanto o orgasmo passou e mais e mais.

Ela ofegou, ainda mais excitada ao fato de que os dois homens


seguravam seus quadris imóveis quando ela gozou, protegendo-a
com cuidado de se machucar. Quando seu orgasmo finalmente
relaxou e calor líquido inundou dela, Rafe tirou seu pênis suavemente
de sua bunda. Gabe a beijou selvagemente, agarrou-a pelos quadris,
virou-os na cama, e enfiou seu pau mais fundo em sua buceta. Ele
ergueu as pernas dela sobre os braços, aumentando a sua
penetração, pressionando cada vez mais, empurrando mais
profundo.

Rafe serpenteou sua mão entre eles sacudindo seu clitóris, torcendo
suavemente e provocando o nó inchado quando o fôlego dela
prendeu em seus pulmões. Ele beijou-a com força, engolindo os
gritos dela quando mais um lançamento alucinante explodiu através
dela. Fogo líquido viajou em suas veias, cada molécula de seu corpo
entrando em colapso. Gabe, gemeu alto, fodendo ela mais forte, mais
profundo, mais rápido enquanto ele a seguiu em êxtase.

Finalmente, ele rolou de modo que ela estava estendida sobre seu
grande corpo, ofegante e suando, e completamente exausta. Rafe

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sentou-se ao lado deles, cobrindo preguiçosamente seu pescoço e
costas com beijos.

"Venha, baby." ele disse enquanto finalmente ajudou a se levantar.


"Vamos levá-la para um banho quente."

Gabe a beijou enquanto ele se sentava. "Eu te amo." disse ele, seus
dedos acariciando seu rosto.

"Eu também te amo." ela disse a ele. Cada célula de seu corpo
reconhecendo a verdade dessa afirmação. Não eram palavras sem
sentido, não a ela, e não para estes dois homens incríveis. Rafe
colocou os braços ao redor de seu pescoço e levantou-a em seus
braços.

"Baby, você sabe que eu te amo." ele disse, sorrindo quando ele a
levou para o banheiro.

"Eu sei." disse ela, um sorriso enorme no rosto, "E você sabe que eu
sei que eu também te amo."

Rafe revirou os olhos em sua tolice.

"Banho e então comida." disse ele a sério. "Baixos níveis de açúcar


estão deixando você maluca." Ele a beijou, delicadamente, tão em
desacordo com sua posse agressiva habitual. "Eu te amo." ele disse
de novo.

****

Uma semana depois, Alana se inclinou sobre o vaso sanitário, a


náusea, mais uma vez segurando-a em seu encalço. Ambos seus

83
homens estavam em uma missão, e, francamente, ela estava feliz
por ser capaz de lidar com isso sozinha. A suspeita desagradável
vinha crescendo na parte de trás de sua mente, e ela sentiu quase
certeza que ela não ia gostar da resposta.

Ela tinha pensado em entrar em contato com Theresa, mas sabia que
ela igualmente era uma agente, e mesmo se não realmente em
missão, ela provavelmente estaria muito ocupada.

Alana considerou brevemente chamar sua mãe genética, Lydia, mas


percebeu a injustiça de sobrecarregar uma mulher que já tinha
passado por tanta coisa. Todos ficaram maravilhados de como Lydia
ainda poderia estar sã depois de tudo que havia acontecido com ela,
e Alana não tinha nenhum desejo de fazer as coisas piores.

Assim, parecia que sua única opção no momento era Dana. Ela
admitiu silenciosamente que ela estava um pouco intimidada pela
mulher. Não assustada tanto, só muito impressionada com a sua
paixão e sua força de personalidade.

Decidindo que chegar na porta da mulher era provavelmente


preferível que dar-lhe uma chance de recusá-la por telefone, Alana
chamou por um táxi. Ela sabia que Gabe e Rafe provavelmente
ficariam furioso com ela por ter saído sozinha, mas, bem, apenas
neste momento, ela não podia ver uma maneira de contornar isso.

Quarenta e cinco minutos depois, ela bateu na porta de Dana assim


que a mulher abriu.

Dana simplesmente olhou para ela, sem dizer nada, à espera de uma
explicação. Alana se arrastou nervosamente de um pé para outro, de
repente, sem saber se isso foi a escolha certa, afinal.

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De repente, os olhos de Dana se arregalaram, e ela a puxou para
dentro da casa, fechando a porta rapidamente atrás dela.

"Você tem certeza que não é o bebê de Gabe e Rafe?" ela perguntou,
cortando direito ao centro da questão. Alana sabia que seu rosto traiu
seu desespero pela facilidade com que sua irmã podia ler seus
pensamentos. Ela conseguiu esconder suas suspeitas de seus
rapazes por vários dias, mas parecia que as habilidades de sua irmã
ultrapassavam em muito a sua.

"Eu não acho." disse ela tristemente. "Estou me sentindo enjoada há


bastante tempo."

Dana saiu da sala, mas Alana permaneceu onde estava, sem saber
o que devia fazer. Felizmente, Dana voltou rapidamente, um pequeno
pacote nas mãos.

"Primeiro de tudo." disse ela, acenando com o pacote no ar. "Vamos


garantir que temos algo para nos preocupar."

Ela apertou o teste de gravidez na mão de Alana e enxotou-a na


direção do banheiro. Apressadamente, Alana fez conforme as
instruções feliz por estar finalmente fazendo alguma coisa. A
preocupação dos últimos dias estava começando a desgastá-la, e
apesar de que a covarde nela queria esconder e fingir que nada
estava errado, a mulher nela precisava de respostas.

O pequeno bastão estúpido lhe deu a resposta fodidamente errada.

Ela estava grávida.

Dana a abraçou enquanto ela chorava, balançando-a gentilmente


enquanto Alana tentava desesperadamente descobrir o que fazer a
seguir. Seu amor por Gabe e Rafe inchou no peito, agarrando-a

85
dolorosamente quando ela percebeu que ela precisava dizer a eles
sobre sua gravidez misteriosa, e então de alguma forma encontrar
uma maneira de seguir em frente sem eles. Certamente
sobrecarregando-os com um bebê que ela não tinha certeza de quem
era, e sabia com certeza que não era deles, seria uma injustiça cruel
para todos eles. Iria rapidamente corroer o nascente amor que tinham
por ela.

Deus, ela odiava seus captores agora mais do que quando ela era
uma cativa. Por que eles fizeram isso com ela? A criança foi
concebida por inseminação artificial ou em um tubo de ensaio de
laboratório? Era seu bebê ou óvulo de outra mulher implantado nela?
Ela tinha muitas perguntas e não havia maneira de descobrir as
respostas.

Idiotas fodidos.

Ela tinha várias cicatrizes em seu abdômen inferior pelo que


pareciam ser buracos cirúrgicos da fechadura, mas não tem ideia de
quando ou como ou por que tinham sido feitos.

Ela sabia muito pouco sobre seu tempo como cativa que tinha
agradecido por seguir com sua vida, fingindo na maior parte que os
últimos seis anos não tivessem acontecido. Esta gravidez roubou-a
da ignorância confortante e a deixou precisando de respostas.

"Shhh..." Dana acalmou quando um sorriso curvou o rosto um pouco.


"Acalme-se antes de você quebrar meus móveis."

Assustada, Alana olhou ao redor da sala, tardiamente percebendo


que cada bugiganga e peça de mobiliário na sala estava vibrando,
pulsando com sua raiva.

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"Acho que você e eu somos mais parecidas do que pensávamos,"
disse Dana gentilmente. "Sandra estará em casa em breve. Vamos
ver se ela pode contatar nosso irmão Jason e descobrir se ele sabe
o que aconteceu antes que ele te tirou."

Confusão cintilou momentaneamente pelo cérebro de Alana, e


depois lentamente tudo se encaixou. "O cara que me algemou à
cama no meio do nada é meu irmão?" ela perguntou, incrédula.

"Sim." confirmou Dana, "E ele quase matou Sandra na primeira vez
que contatou com ela por telepatia."

"Bem, eu acho que nós duas temos uma queixa com ele então. Porra,
eu vou chutar seu traseiro daqui até domingo. Que diabos ele estava
pensando deixando-me no meio do nada?"

Dana sorriu, aparentemente feliz em ver a raiva de Alana substituir


seus sentimentos de desesperança.

"Eu já informei Sandra sobre o que está acontecendo. Como sempre,


ela está disposta a ajudar sempre que pode. A porra da mulher ajuda
a todos, independentemente do perigo pessoal, e tem sido o ponto
de muitas discussões."

A porta se abriu quando Sandra entrou na casa. Ela fez um linha reta
até Dana, colocando sua mão sobre o pequeno monte da barriga de
Dana.

"Como tem estado júnior hoje?" ela perguntou. "Você já superou os


enjoos matinais, amor?"

"Acho que sim." Dana sorriu com indulgência, observando o rosto de


Alana quando a compreensão bateu nela.

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"Eu acho que talvez eu deveria ir." Alana gaguejou. "Eu... hum...
tenho coisas para fazer."

"Sente-se," Sandra disse a ela em um tom que não admitia


discussão. "Correr não vai resolver nada. Precisamos tentar entrar
em contato com Jason e ver se ele sabe o que está acontecendo. Eu
sei que você quer respostas, e bem, ele é provavelmente o lugar para
começar."

"Mas e se ele não é o que ele parece?" Alana perguntou quando


terror deslizou por sua espinha e em seu cérebro já exausto. "E se
ele é a pessoa exata que deveríamos estar correndo? Eles plantaram
um rastreador no carro de Gabe, então eles sabiam onde eu estava
o tempo todo. E se ele é a pessoa que fez isso comigo?" A voz de
Alana subiu em som e passo quando terror tomou conta dela e ela
passeou pela sala.

Não foi até que ela percebeu que Sandra estava observando Dana
controlar cuidadosamente os móveis e bugigangas que Alana
percebeu que sua histeria poderia fazê-los desabar sobre elas.
Sandra sorriu gentilmente. "Alana, sente-se." ela disse-lhe
novamente quando ela passou um braço ao redor dela e guiou-a para
a sala. "Eu sei que Jason é um dos mocinhos. Eu sei de fato. Confie
em mim, ok?"

Engolindo em seco, Alana sentou-se na sala ao lado da irmã e


acenou para Sandra. Dana puxou a mão em sua própria, parecendo
relaxar um pouco agora que os móveis tinham parado de chocalhar.

"Eu só preciso pegar algumas coisas, e vou tentar entrar em contato


com Jason." disse Sandra quando ela saiu da sala. A confusão de
Alana estava provavelmente escrita em seu rosto.

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"Ela sabe que eu não vou deixá-la entrar em contatar com Jason sem
ter um forte sedativo em mão. A primeira vez que ele tentou entrar
em contato com ela, ele bem quase a matou. Ele é um telepata muito
forte, provavelmente mais forte do que Theresa, mas ele não tem
controle sobre sua capacidade."

"Oh." disse Alana baixinho, tentando entender o pensamento de que


a telepatia pode ser perigoso.

"Tudo bem." disse Sandra enquanto entregava uma pequena seringa


para Dana. "Dê-me uma chance embora." ela advertiu. "Não vá me
sedar ao primeiro sinal de problemas."

Dana sorriu para ela novamente, revirando os olhos para o efeito.


"Ok, eu vou esperar até o segundo sinal de problemas."

Sandra riu quando ela se sentou ao lado de Dana. "Bem, vamos fazer
isso."

Ela fechou os olhos e imediatamente, suor saiu em sua testa, sua


respiração tornou-se ofegante, e sua pele foi de pálida para um
branco leitoso. Ela segurou a mão dela até Dana sinalizar para ela
esperar. Só um momento se passou, mas Alana já desejou que ela
não precisasse de Sandra para fazer isso por ela. A pobre mulher
parecia que tinha acabado de correr uma maratona.

Então tão repentinamente como começou, parou. Sandra abriu os


olhos e sorriu para Dana enquanto pegava a seringa da mão dela.

"Eu estou bem, amor," disse ela tranquilizadoramente.

"Você não parece bem." disse Alana, as palavras saindo de sua boca
antes que ela pudesse puxá-las de volta.

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"Nem você, também." Sandra riu sem fôlego. "Eu vou colocar este
sedativo para longe antes que uma de vocês decida me dar de
qualquer maneira." Ela levantou-se da sala de estar, obviamente,
travando seus joelhos enquanto se levantava. Cuidadosamente, ela
atravessou a sala e devolveu o sedativo para uma maleta que havia
deixado aberta na mesa do lado. Ela conseguiu voltar para a sala de
estar com apenas a menor oscilação em suas pernas.

Alana se contorcia na cadeira, impaciente agora para saber o que


Jason havia dito.

"Eu sinto muito, Alana. Ele não sabia que já tinham feito o
procedimento. Ele estava tentando tirá-la de lá há mais de um ano,
mas eles devem ter implantado o embrião enquanto ele estava se
recuperando de sua ferida de bala."

"Ferida de bala?" Alana disse, as informações chegando muito


rápidas para fazer sentido de tudo isso. "Quem atirou nele?"

Dana riu e passou o braço em torno do ombro de Sandra.

"Eu." disse Sandra. "Ele me ajudou a escapar e precisava manter o


disfarce dele, então ele me pediu para atirar nele, então... bem, eu
fiz." Ela encolheu os ombros. "Mas ele está bem." acrescentou ela,
vendo rapidamente a preocupação de Alana.

"Tudo bem." disse Alana, sentindo-se ainda mais confusa.


"Quando?" Ela balançou a cabeça, sentindo-se enjoada novamente.
"Quanto tempo estou grávida?"

"Nós achamos que talvez cerca de dez semanas, mas não temos
certeza. Jason foi retirado do programa enquanto ele estava tendo
problemas com sua perna. Ele disse que mudou sua medicação
cerca de dois meses e meio atrás, então ele tem quase certeza que
90
eles teriam implantado depois, não antes. Lembre-se, o objetivo
deles é o nascimento de um bebê saudável, de modo que não teria
tomado riscos desnecessários."

"É o meu bebê?" ela perguntou, percebendo que isso devia ser a
pergunta mais ridícula para uma mulher grávida estar se
perguntando, mas aqui ela estava perguntando isso, no entanto.

"Ele não tem certeza." disse Sandra, puxando a mão de Alana na sua
própria, "Mas ele vai tentar descobrir. Ele vai entrar em contato
comigo assim que puder."

"Por favor não digam a Rafe ou Gabe." ela pediu, de repente, muito
assustada. Ela podia sentir seu novo mundo desmoronar ao seu
redor, e ela queria desesperadamente segurar os dois homens que
amava por tanto tempo quanto podia.

"Alana, eu não acho que é uma boa ideia," disse Dana calmamente.
"Eles te amam. Eles vão ajudá-la a passar por isso."

"Dana, como posso pedir-lhes isso? Eles já me deram tudo. Como


posso pedir-lhes por mais? Como posso pedir-lhes que me amem
quando eu levo o filho de outro homem?" Alana baixou a cabeça em
suas mãos, uma tristeza incrível inchando através dela. Ela segurou
o céu em sua mão por um tempo tão curto, mas a dor de perdê-lo a
fez desejar que ela nunca tivesse sido resgatada.

Ela estava vagamente consciente de sua irmã passando os braços


em torno dela e balançando-a gentilmente enquanto ela chorava em
exaustão. O esquecimento finalmente reivindicou ela, e ela foi
agradecida.

91
Capítulo Oito

"Ela está dormindo por horas." disse Dana, com raiva. "Traga um
médico aqui agora, Theresa." Ela bateu o telefone, aproveitando o
baque alto. Foi muito mais satisfatório pendurar em alguém pelo
telefone do que ele estar tentando desligar uma ligação telepática.

Sandra tinha chamado Caleb e Ethan, relatando o que aconteceu e


pedido sua ajuda. Dana e Sandra tentaram levar Alana para ver um
dos médicos na agência, mas ela armou um ataque completo,
aterrorizada que Gabe e Rafe iriam vê-la e quererem saber por que.
Tinha levado Dana e consideráveis talentos telecinético de Sandra
para controlar o mobiliário nesse tempo, de modo que não tinham
vontade de perturbar a mulher ainda mais.

Quinze minutos depois, Theresa chegou com um médico no reboque.


Ele era um homem mais velho, provavelmente início dos anos
sessenta, com olhos gentis e um sorriso caloroso.

"Este é Dr. Thompson." disse Theresa quando ela o apresentou a


Dana.

"Olá, doutor." Sandra acenou do outro lado da sala. "Quanto tempo."


disse ela, sorrindo.

92
"Sim, é bom ver você numa só peça, Sandra" disse ele
conscientemente. Dana pegou o subtexto, determinada a confrontar
Sandra em apenas quantas lesões ela tinha conseguido no trabalho.
A julgar pelo simples fato de que ela parecia conhecer todos os
médicos na agência, Dana adivinhou que muito. Ela empurrou suas
preocupações de lado por enquanto entretanto e concentrado em
ajudar a sua irmã.

"Alana." disse ela em voz baixa, tentando acordá-la sem assustá-la.


Ela passou a mão sobre o rosto avermelhado de Alana. Os olhos da
mulher estavam inchados e avermelhado, os cílios ainda molhados
de lágrimas. "Querida, precisamos que você acorde para que o
médico possa falar com você."

Lentamente, os olhos de Alana se abriram. Eles pareciam tão


vermelhos e doloridos que os olhos de Dana diluíram em simpatia, e
ela sentiu ainda uma maior necessidade de proteger a jovem. Alana
olhou ao redor da sala como se ela não tivesse certeza de onde ela
estava, mas sentou-se rapidamente quando viu o médico. Ela
encolheu-se contra o sofá. Claramente, médicos não estavam no
topo de sua lista de pessoas a confiar.

"Querida, este é Dr. Thompson. Sandra e Pete o conhecem há anos.


Você pode confiar nele." ela assegurou-lhe quando ela escovou o
cabelo da mulher mais jovem longe de seus olhos.

****

93
Alana sentou-se, observando o homem com cautela enquanto ela
rapidamente olhou ao redor da sala para as outras mulheres.
Theresa e Sandra estavam na porta, dando claramente seu espaço
para que ela não se sentisse tão lotada.

Ela sentiu uma calma estranha correndo sobre ela, e levou um


momento para perceber que o sentimento estava sendo projetado
pelo médico e não vindo de dentro. Alana queria recusar a emoção,
raiva contra a paz que ela não queria nem sentia que ela merecia,
mas uma parte muito pequena do medo dela aceitou a ajuda. Se ela
pudesse controlar suas emoções, talvez ela pudesse encontrar uma
maneira de sair de sua situação atual.

"Theresa me disse que você não quer vir ao meu escritório, por isso
vamos fazer alguns exames de sangue e talvez um exame pélvico
hoje, e depois vamos falar sobre o que fazer a seguir."

****

'Alguma coisa está errada.' disse Rafe telepaticamente, um


sentimento mesquinho agarrando-o, elevando seus níveis de
ansiedade.

'Eu sei.' respondeu Gabe. 'Eu sinto isso também.'

Eles estavam rastreando o mesmo malandro maldito que tinham


pego várias semanas antes que conheceram Alana, o mesmo idiota
que tinha deixado cair um rastreador nas dobras entre o assento e o
encosto do banco de trás do seu carro. Levou uma equipe de técnicos

94
e diversa infinidade de dispositivos para encontrar o maldito menor
rastreador que qualquer um deles já tinha visto.

Algo puxou os pensamentos de Rafe. Sua preocupação por Alana


nunca estava longe de sua mente, mas hoje, por algum motivo, ele
estava gritando um aviso ao seu subconsciente, puxando a atenção
longe da tarefa em questão. Droga. Ele precisava se concentrar. Isto
era o tipo de merda que fazia agentes morrerem, mas ele ainda não
poderia lançar sua preocupação e se concentrar.

'Gabe.' disse ele, não mais capaz de controlar suas emoções.


'Precisamos verificar Alana.'

'Concordo.'

Gabe ligou o motor, ambos abandonando sua missão enquanto


seguiam seus instintos e se dirigiam para casa.

"Ligue para ela." Gabe gritou em voz alta.

Rafe pegou seu celular, discando rapidamente para casa. O telefone


tocou seis, sete, oito vezes, e, em seguida, a secretária eletrônica
atendeu. Ele ouviu a mensagem, impaciente e logo que o sinal soou,
começou a chamar por ela.

"Baby, pegue o telefone. Precisamos falar com você. Alana, por favor
fale conosco. Precisamos ouvir a sua voz." Cada palavra que saía de
sua boca exigia mais esforço para parecer calmo. Ela deveria ter
estado em casa. Algo definitivamente não estava certo.

Ele bateu o celular fechado, então olhou para Gabe, e viu seu próprio
medo refletido nas feições de seu irmão. Eram pelo menos duas
horas de casa e dane-se se eles não iam tentar chegar lá mais rápido.

95
O que ele não daria por algumas habilidades precognitiva agora
mesmo.

Ele abriu o telefone novamente, discando o número do escritório de


Caleb. Tocou quatro vezes antes de ouvir a voz familiar de Caleb.

"Caleb, é Rafe. Você poderia fazer alguém ir à nossa casa e verificar


Alana. Ela não atende o telefone."

"Absolutamente, eu vou falar com Theresa para ir lá agora." disse


ele, provavelmente, entrando em contato mentalmente com sua
esposa quando ele disse. "Oh, ela está com Alana na casa de Dana."
Ele parecia confuso.

"Alana está bem?" Rafe perguntou, seus nervos praticamente


gritando.

"Rafe, você e Gabe, voltem para o escritório. Há coisas que


precisamos discutir."

"O que diabos isso quer dizer, Caleb?" Gritou através do telefone,
sem se importar que ele falava com seu supervisor direto. "Alana está
bem ou não?"

"Ela está com Theresa e Dana." disse ele com cautela. "Elas vão
mantê-la segura até que vocês possam chegar lá, mas, Rafe, ela nos
pediu que não envolvêssemos você e Gabe."

"Caleb?" Disse ele, esmagando o medo e a raiva impotentes


aglomerando em seu peito, tornando a palavra um apelo para o
entendimento.

"Ela está bem, Rafe." disse ele em voz baixa. "Nós vamos mantê-la
segura até que vocês possam chegar aqui."

As duas horas seguintes foram as mais longas da vida de Rafe.


96
****

O médico tinha tomado um pouco de sangue e feito um exame


pélvico e, em seguida, falou com ela sobre as circunstâncias
incomuns da gravidez. Ele ofereceu-lhe algumas escolhas que ela
realmente não tinha considerado, mas de alguma forma tê-los
dizendo em voz alta fez menos palatável do que antes.
Independentemente de como ela ficou grávida, ela podia sentir a
pequena vida dentro dela. Agora que ela sabia com certeza que
estava grávida ela percebeu que podia sentir a criança com suas
habilidades empáticas. Sentimentos de serenidade e calor emanou
da minúscula pessoa aninhada em seu corpo, e de alguma forma
ajudou a concentrar-se mais claramente.

Mesmo que a criança não era de seu óvulo, era de alguma forma
ainda seu filho.

Alana abraçou seu estômago ligeiramente arredondado, envolvendo


os braços sobre a pequena protuberância. De alguma forma, nos
últimos trinta minutos ou mais, suas prioridades tinham mudado, e o
futuro de sua criança era muito mais importante do que a dela própria.
O médico sugeriu que ela estava provavelmente cerca de dez
semanas de gravidez, mas lhe tinha assegurado que os exames de
sangue seriam um indicador melhor e ela deveria considerar uma
ultrassonografia nos próximos dias.

Depois que o médico saiu, ela ficou na cama, grata por um pouco de
espaço. Ela ainda podia sentir Dana, Sandra, e Theresa na sala de

97
estar, mas por enquanto ela queria estar apenas sozinha para
resolver suas emoções emaranhadas.

Ela estava quase dormindo, mas ela sentiu-os antes que ela ouvisse
as batidas na porta.

'Baby.' Rafe falou telepaticamente com ela. 'Fale conosco por favor.
Diga-nos o que está acontecendo.’

Ela podia sentir sua confusão e sua preocupação. Gabe estava com
ele, as emoções emanando dele, assim tão cruas, tão dolorosas.

'Oh, Deus,' pensou, impotente: 'Eu nunca quis machucar nenhum dos
dois, mas como posso esperar que eles me aceitem e esse bebê?'

'Nós vamos ter um bebê?' perguntou Gabe silenciosamente em sua


mente.

'Não.' ela respondeu, enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.


Ela não podia encarar qualquer um deles. Ela não podia olhar para
eles e ver o seu amor por ela morrer, ou pior renúncia, enquanto eles
tentariam fazer a coisa nobre.

Rafe e Gabe ficaram em silêncio - tanto física como telepaticamente


- e um momento depois, Dana entrou no quarto.

"Eles estão aqui." disse ela desnecessariamente. "Eles querem falar


com você."

"Eu não posso." disse Alana enquanto as lágrimas começaram de


novo e uma sensação de desesperança esmagava seu espírito.

Dana virou-se para sair do quarto, a indecisão incaracterística escrita


em seu rosto quando ela se virou para Alana. "Eu vou mandá-los
embora desta vez." disse ela em um tom baixo, deliberado de voz,
"Porque você precisa da chance de pensar, mas me entenda quando
98
eu digo que não vou deixar você se esconder aqui para sempre.
Aconteça o que acontecer, você precisa enfrentá-los de frente, não
se esconder como alguma criança patética, covarde."

Ela girou nos calcanhares e saiu do quarto, fechando a porta


firmemente atrás dela.

Alana ouviu Gabe e Rafe discutindo com Dana e Theresa, enquanto


eles exigiam acesso à ela. Ela não ouviu as respostas de suas irmãs,
mas depois de cerca de vinte minutos, ambos partiram, a despedida
de Gabe disparada ainda ecoando em sua cabeça.

'Nós vamos voltar.'

99
Capítulo Nove

"Bem, Sr. Giles, você é um homem difícil de encontrar."

Rafe deslizou para o banco de trás do carro, a arma pressionada


agressivamente na parte de trás da cabeça do homem. Gabe
aproximou-se da porta do lado do motorista, abriu-a e deu ao homem
um olhar ameaçador.

"Mova-se." ele ordenou enquanto o homem mais velho gemia


pateticamente.

Gabe podia sentir todas as emoções e ouvir cada pensamento que


atravessaram a cabeça do homem mais velho enquanto Duncan
Giles se atrapalhou com o cinto de segurança, tentando seguir as
suas instruções enquanto sua mente virava mingau. Pânico cego o
tinha encolhido contra a porta e apertando os olhos bem fechados.

"Nós temos algumas perguntas para você." Rafe grunhiu do banco


de trás enquanto Gabe ligou o carro e aliviou para o tráfego. "Sobre
Alana."

"Eu não sei onde ela está, eu juro. Eu não tive nada a ver com sua
fuga." ele balbuciava entre lágrimas. O homem era uma patética
bagunça encharcada, e Gabe encontrou-se questionando seu curso
atual de ação.

100
Duncan Giles obviamente acreditava que eles eram da organização
de bandidos, vindo para extrair vingança por tudo o que eles
achavam que ele tinha feito. Parece que esse idiota chorão era o
suspeito número um na fuga de sua filha. Gabe quase riu alto com o
pensamento.

Decidindo, no momento, jogar isso para sua vantagem, Gabe


manteve contato telepático com seu irmão quando Rafe começou a
fazer perguntas.

"Por que ela era tão obstinada? Por que você não quebrou seu
espírito antes de entregá-la?"

"O quê?" O pai de Alana perguntou perplexo. "Ninguém me disse


para quebrar seu espírito. Vocês me disseram para criá-la como
minha própria e para mantê-la segura. Vocês mataram minha mulher
só para provarem seu ponto. Deus, eu fiz tudo o que vocês me
disseram. Eu até mesmo deixei os homens que vocês enviaram
seduzi-la e tentarem engravidá-la quando ela tinha dezessete. Vocês
me prometeram que iriam mantê-la segura." Duncan Giles continuou
a balbuciar, as palavras correndo uma para a outra enquanto sua
frustração crescia, e sua sensação de impotência enchia o carro.
"Vocês me prometeram que ela seria tratada de forma justa, mas
agora vocês me acusam de libertá-la de sua instituição. Eu nem sei
onde ela estava sendo mantida." Ele chorou novamente. "Nem sei se
ela ainda está viva."

Gabe não podia sentir qualquer artifício nas palavras deste homem.
Ele estava honestamente dizendo-lhes tudo o que sabia, as emoções
como as de um homem que não tinha mais nada a perder.

101
Rafe afastou sua arma, acenando para Gabe enquanto ele ligava o
carro em direção à agência. Primeiro, eles se certificariam de que o
homem não estava marcado com um rastreador, e então eles
chegariam ao fundo de seja lá o que estava acontecendo.

****

A porta se abriu com um estrondo enquanto Dana em toda a sua


gloriosa fúria espreitava dentro da sala. A mulher a tinha obrigado a
comer, tanto para a sua própria saúde como a do bebê, mas tinha
deixado muito claro que ela estava ficando malditamente cansada de
brincar de babá.

"Levante-se." disse ela, impaciente. "Você tem visitas."

Alana abriu sua mente, sentindo tanto Rafe e Gabe como seu pai.
Seu pai? Rolando para fora da cama rapidamente, ela não se
incomodou com os sapatos enquanto seguia Dana até a sala.

"Que diabos é isso?" Ela começou, olhando duro para Gabe e Rafe.
"Por que diabos vocês trariam esse homem aqui? Vocês não têm
ideia do que ele me fez passar. Eu pensei que vocês disseram que
iriam me proteger, não trazer o diabo para a porra da minha porta."

Alana vociferou mais algumas frases e em seguida, empoleirou na


borda de uma das poltronas. Ela cruzou os braços, tanto um gesto
agressivo como defensivo, enquanto esperava por uma explicação.
Gabe e Rafe apenas observavam ela, aparentemente esperando por
seu pai para explicar sua presença. Quando se tornou evidente que

102
o homem que ela chamava de pai por dezoito anos não queria ou
não podia dizer nada, ela virou seu olhar para Gabe.

"Alana, nós o trouxemos aqui para que ele pudesse explicar. Ele é
quase tão vítima aqui como você é."

Isso chamou a atenção dela.

Fixando o homem com um olhar escuro, Alana se levantou e


observou-o atentamente, enquanto ela vomitava todas as coisas
terríveis que aconteceram com ela ao longo dos últimos seis anos.
Seu pai visivelmente empalideceu sob o ataque.

"... e agora estou grávida de uma criança que eu nem sei se é minha
e com um homem que eu nem sequer conheci ou fodi." Ela olhou
para seu pai, a satisfação selvagem correndo por ela em sua palidez
doentia. "Então, papai querido, me diga como você é a vítima aqui.
Alegre-me com o seu conto de aflição."

****

Rafe levantou-se, irritado com a atitude de mente-fechada de Alana,


mas emocionado ao ver a gata selvagem de volta. Ele tinha saudade
do fogo, a centelha que era Alana, e se preocupou sobre sua atitude
derrotada nos últimos dias. E bem, francamente, ele estava
realmente no clima para uma boa competição de gritos. Assim
quando ele estava prestes a abrir a boca, Gabe colocou uma mão
firme em seu braço.

103
"Alana, querida, nós sabemos que você teve um momento difícil, mas
se você apenas ouvir o que Duncan tem a dizer, talvez você possa
encontrar um pouco de compaixão pelo homem que te criou. Ele
realmente ama você, ele não foi capaz de proteger você ou sua mãe
biológica, Caroline dos bandidos."

"Minha mãe biológica?" ela perguntou, um milhão de perguntas


deslizando por seu cérebro.

"Sim, bebê, o acidente de carro de Caroline não foi um acidente em


tudo. Ela se recusou a permitir que eles usassem você para
experimentos, de modo que a mataram e disseram ao seu pai que se
ele não cooperasse, eles o matariam, também, e a levariam sob sua
custódia." Rafe completou.

"É mesmo?" Ela perguntou, sua voz cheia de sarcasmo e talvez um


pouco de culpa. "Então, talvez você poderia explicar aos homens que
me amam porque você me incentivou a ir para a cama com um
número de homens diferentes a partir do momento que eu completei
dezessete anos."

Rafe não perdeu o jeito que ela expressou essa frase. Ela pode ter
desistido de suas esperanças para seu futuro compartilhado, mas
inconscientemente ela percebeu que eles sempre a amariam,
independentemente do que aconteceu.

Seu pai se contorceu desconfortavelmente, limpando a garganta


várias vezes antes que ele pudesse falar.

"Eu estava tentando protegê-la." disse ele, encolhendo-se de novo


quando ela revirou os olhos. "Eles me disseram que se você ficasse
grávida de um dos homens que eles enviaram, eles iriam levar o bebê
e deixá-la em paz."

104
A boca de Alana estava aberta quando seus joelhos cederam. Rafe
a agarrou enquanto ela encolheu e puxou-a em seu abraço
confortante.

"Por que você acha que eu iria querer isso?" Ela murmurou contra o
ombro de Rafe. "Você não acha que eu iria amar meu bebê no
mínimo tanto quanto você me ama? Papai, como você pôde fazer
uma escolha tão estúpida?" Sua voz ficou presa na garganta, quando
ela se virou no peito de Rafe, buscando o seu calor e sua segurança.

"Sinto muito" disse Duncan mais e mais. "Eu não achava que eu tinha
qualquer escolha. Quando você não engravidou, eles vieram e
levaram você. Eles me disseram que iam te devolver logo que tivesse
um bebê, e então eles nos deixariam em paz." Sua mão tremia
quando ele colocou-a sobre os olhos lacrimejantes. "Eu só queria que
isso acabasse. Eu passei os últimos seis anos orando para que você
estivesse bem. Eu quase tinha perdido a esperança. Quando me
disseram que você tinha escapado eu queria tentar encontrá-la, mas
eu estava preocupado que estivesse sendo observado. Estes
agentes encontraram o rastreador que os outros tinham me marcado.
Ninguém sabe que estou aqui agora." Duncan se aproximou para ver
o rosto dela, parecendo fazer uma última tentativa desesperada para
sua compreensão. "Por favor, perdoe-me, Alana. Eu sinto muito que
eu não pude protegê-la, mas nunca perdi a esperança de encontrar
uma saída para você."

Cada empata na sala podia sentir a dor do homem. Ele tentou. Ele
tinha feito o melhor que pôde sob circunstâncias impossíveis. Todos
podiam sentir sua angústia e sua perda.

"Eu perdoo você, papai." disse ela em voz baixa. "Eu sinto muito,
também. Eu devia ter-lhe dado o benefício da dúvida."
105
Ela segurou a mão de seu pai enquanto ambos choraram. Rafe podia
sentir as emoções de Alana quando sentiu a perda da mulher que
tinha dado à luz a ela mais intensamente agora que ela sabia que a
mulher tinha morrido tentando protegê-la. Ela também entendeu que
Duncan tinha tentado o seu melhor, e por isso Rafe estava grato. Seu
pai pode não ter feito as melhores decisões ao longo dos anos, mas
no mínimo ele a amava o suficiente para continuar tentando. Diante
de tais escolhas impossíveis Rafe não tinha certeza se ele teria se
saído melhor.

****

De alguma forma, por meio de toda a tristeza e revolta da tarde, Alana


tinha adormecido nos braços de Rafe. Ele abraçou-a, apertando-a
contra ele, jurando nunca mais deixá-la ir, não importa o que
acontecesse no futuro.

Caleb, Ethan, Pete e Sandra todos haviam chegado na última meia


hora e a sala estava começando a se sentir muito lotada, mas por
tudo isso Alana ainda dormia. Gabe passou a mão pelo seu rosto,
acariciando suavemente a pele inchada sob os olhos.

'Levem-na para casa.' sugeriu Caleb silenciosamente.

'Ela não nos quer.' explicou Rafe telepaticamente, dor apertando em


seu peito, o que tornava difícil para ele respirar.

'É claro que ela quer.' interrompeu Dana. 'Mesmo que ela não
perceba isso agora. Levem-na para casa. Falem com ela.
Convençam-na de que ela pertence a vocês.'
106
Gabe e Rafe ficaram de pé, ansiosos para sair agora que a decisão
havia sido tomada.

'Oh, e meninos.' disse Dana docemente. 'Machuquem-na, e vocês


responderão a mim.'

'Sim, senhora.' ambos responderam, sabendo muito bem que não era
uma ameaça em vã.

****

Alana acordou aninhada ao corpo duro de Rafe e pressionada contra


Gabe. Pela menor fração de segundo ela se sentiu contente, feliz por
encontrar-se entre os dois homens que amava, e então a realidade
se intrometeu e ela se lembrou de tudo o que aconteceu nos últimos
dias.

Tentou se levantar, sentindo-se indigna do seu amor, mas quatro


braços fortes a seguraram no lugar.

"Baby, converse com a gente." Rafe rosnou. "Diga-nos o que está


acontecendo. Por que você iria nos afastar?" Ele parecia zangado e
magoado, e ela se acalmou um momento tentando se orientar. Eles
sabiam tudo, mas de alguma forma eles ainda estavam aqui, ainda
segurando-a em seus braços.

"Eu não entendo." disse ela, balançando a cabeça. Ela sabia que eles
sabiam sobre as circunstâncias incomuns da gravidez, e sua
explosão violenta para seu pai tinha certamente preenchido os

107
espaços em branco que possam ter tido sobre o tipo de pessoa que
ela era, então por que eles estavam ainda aqui?

"Nós queremos saber por que você não confia em nós o suficiente.
Por que você não acredita em nosso amor o suficiente para lutarmos
pelo nosso futuro juntos. Por que você desistiria de nós tão
facilmente? Nós pensamos que você falava sério quando disse que
nos amava." explicou Gabe, seu braço apertando-a enquanto ele
disse.

"Eu quis dizer isso." ela deixou escapar, chocada que eles pensariam
que ela era tão superficial.

"Então você quis dizer quando disse isso, mas agora você não mais."
Rafe tentou esclarecer.

"Sim... Não... Oh, inferno, eu quero dizer, sim, eu amei vocês então,
e eu ainda os amo agora. Eu sempre amarei, mas esse bebê muda
as coisas."

"Como?" Perguntou Gabe suavemente.

"Certamente vocês não vão querer amar uma mulher que está
grávida de outro homem." disse ela em uma voz triste.

"Alana, ninguém sequer sabe se este é sua criança, mas você ama
ele ou ela de qualquer maneira, não é?" Disse Rafe enquanto ele
acariciava seus cabelos. "Baby, nós te amamos, cada parte de você
e vamos amar seu bebê como se ele ou ela fosse nosso."

"Ela." disse Alana.

"Ela o quê?" perguntou Rafe, confuso.

"É uma menina."

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"Você sabe isso? Como? Não é muito cedo para dizer em um
ultrassom?"

"Eu sei que é uma menina, porque posso senti-la. Ela está contente
e aconchegante e, neste momento, muito, muito faminta." Alana
contorceu novamente, tentando alavancar-se em uma posição
sentada. "Sinto muito." disse ela para os dois. "Eu devia ter confiado
em seu amor. Por favor, me perdoem."

"Oh, Deus, baby, eu te amo tanto, e eu já amo a nossa filha." disse


Rafe, puxando-a de volta em seus braços. "Prometa-me que vai
sempre falar as coisas com a gente. Por favor, nunca deixe-nos outra
vez."

"Eu prometo." disse ela quando o beijou com ternura. Ela segurou
seus homens mais próximos, prometendo silenciosamente a sua
filhinha de que os quatro seriam uma família unida.

Ela sorriu para a satisfação que podia sentir emanando da criança


que ela carregava. Era, provavelmente apenas o pensamento
fantasioso, mas ela quase podia acreditar que sua criança concordou
com a sua escolha de companheiros.

De repente, ela percebeu que apesar da turbulência dos últimos seis


anos, ela de alguma forma conseguiu o impossível - ela amava e era
amada em troca, eles tinham uma linda menina a caminho, e seu
futuro brilhou mais brilhante do que ela jamais sonhou ser possível.

109
Epílogo

Seis meses depois

"Olá, Kayla Rose, eu sou o seu papai." Gabe sussurrou enquanto ele
segurava a bebezinha rosada em seus braços. Alana tinha acabado
de sofrer quinze horas inteiras de trabalho-de-parto, e foi uma
experiência que ele duvidava que jamais iria esquecer. Ela passou
quase 13 horas disso gritando com qualquer um que se aproximasse
dela. Inferno, se ele alguma vez pensou que a gata selvagem tinha
amadurecido pela iminente maternidade ele tinha sido muito bem
desiludido dessa noção boba. A mulher era o inferno sobre rodas, e
ele a amava mais a cada dia.

Ele olhou para Rafe ocupado enxugando a testa de Alana, alisando


seu cabelo para trás, enquanto ele dizia a ela como ela era bonita.
Gabe quase riu da expressão no rosto de Alana e reconhecido que
se tivesse a força, as bolas de Rafe iriam ser encontradas em algum
lugar perto de sua garganta por um bom tempo.

Ele balançou a cabeça para o irmão. Rafe tinha sido sempre


dominante e exigente, mas de alguma forma essa mulher tinha
suavizado seu áspero exterior e encontrado seu centro pegajoso.
Gabe teria sido confundido pelo comportamento bajulador de seu
irmão se ele não tivesse sabido quão assustado Rafe tinha estado
110
por seu trabalho, e quanto de seu comportamento se devia ao puro
alívio que Alana estava bem. Não havia dúvida que Rafe amava sua
esposa ou que sua esposa o amava.

Então Alana olhou para Gabe, sorrindo pela primeira vez no que
parecia semanas.

"Traga-a aqui." ela disse suavemente. Gabe se aproximou e abaixou


seu pacote precioso em seus braços.

****

"Olá, Kayla Rose. Eu sou sua mamãe, e esses dois grandões são
seus papais. Vamos todos amar você e protegê-la para sempre. Ok,
querida?"

"Tudo bem, mamãe." disse uma vozinha pequena em suas cabeças.

Assustados, os três olharam para a criança em seus braços.

"Acabei de imaginar isso?" Perguntou Gabe lentamente.

"A não ser que eu imaginei, também." disse Rafe, atordoado.

"Parece que vamos ter as mãos cheias com você, mocinha. Durma
agora." Alana sussurrou.

111
Ela olhou para seus rapazes, flanqueando-a e Kayla de cada lado.
Eles eram os amores de sua vida, e ela não podia imaginar ninguém
melhor para ajudá-la a criar a sua menina.

Fim

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