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LITERATURA PORTUGUESA: PROSA

Atividades de Sistematização da Sil – Letras (Português/Inglês)


AS - I Unidade I - Viagens do século XIV ao XVII - do Humanismo ao Barroco
PERGUNTA
Considere os trechos da "Carta" de Pero Vaz de Caminha transcritos abaixo:
I. A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos.
Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm
tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus
ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão,
agudos na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre
o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os
estorva no falar, no comer ou no beber.
II. Os cabelos seus são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que de sobrepente, de
boa grandura e rapados até por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte
para detrás, uma espécie de cabeleira de penas de ave amarelas, que seria do comprimento de um coto,
mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço e as orelhas.
III. O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, bem vestido, com um colar de ouro
mui grande ao pescoço, e aos pés uma alcatifa por estrado. Sancho de Tovar, Simão de Miranda, Nicolau
Coelho, Aires Correia, e nós outros que aqui na nau com ele vamos, sentados no chão, pela alcatifa.
Acenderam-se tochas. Entraram. Mas não fizeram sinal de cortesia, nem de falar ao Capitão nem a
ninguém.

Contempla a descrição física dos habitantes/moradores das terras que os portugueses encontraram apenas
os trechos que estão em:

I e II

PERGUNTA
Podemos dizer sobre o livro Peregrinação que:
É um livro de viagens. Narra as aventuras de Fernão Mendes Pinto no Oriente durante 21 anos. Foi
publicado postumamente. Denuncia as atrocidades cometidas, as hipocrisias e a intolerância religiosa
e racial.

PERGUNTA
Podemos afirmar que:
No Sermão da Sexagésima, Padre Vieira relaciona a parábola do semeador com os missionários que
levam a palavra de Deus para lugares inóspitos.

PERGUNTA
Leia as assertivas a seguir sobre as principais características do Humanismo:
I. É um período de transição entre o Renascimento e o Barroco.
II. A cultura greco-romana retorna a ser contemplada.
III. Surgem as cidades e os primeiros habitantes são os burgueses.
IV. Uma marca desse período em Portugal é a expansão ultramarina.
Agora, assinale a alternativa que traz a(s) assertiva(s) correta(s):
II, III, IV
PERGUNTA
A Carta de Pero Vaz Caminha é um documento importante porque...
é uma carta que descreve as primeiras impressões dos portugueses sobre a terra de Vera Cruz e é um
documento.

PERGUNTA
Leia, atentamente, os trechos retirados do livro Peregrinação na coluna "A", leia os conceitos da coluna
"B" e, em seguida, assinale a alternativa que reúne as correspondências corretas entre os trechos e os
conceitos.
Coluna A
I. Palavras de um menino raptado a seus pais, e que os portugueses captores tentavam doutrinar:
— Sabeis porque vo-lo digo? Porque vos vi louvar a Deus despois de fartos, com as mãos alevantadas e
com os beiços untados, como homens que lhes parece que basta arreganhar os dentes ao céu sem
satisfazer o que têm roubado; pois entendei que o Senhor da mão poderosa não nos obriga tanto a bulir
com os beiços, quanto nos defende tomar o alheio, quanto mais roubar e matar, que são dous pecados
tão graves quanto despois de mortos conhecereis no rigoroso castigo de Sua divina justiça. (Cap. 55).
II. Palavras dos tártaros acerca do procedimento dos portugueses:
— Conquistar esta gente terra tão alongada da sua pátria dá claramente a entender que deve de haver
entre eles muita cobiça e pouca justiça.
A que o velho, que se chamava Raja Bendão, respondeu:
— Assim parece que deve ser, porque homens que por indústria e engenho voam por cima das águas
todas por adquirirem o que Deus lhe não deu, ou a pobreza neles é tanta que de todo lhes faz esquecer
a sua pátria, ou a vaidade e a cegueira que lhes causa a sua cobiça é tamanha por ela negam a Deus e
a seus pais. (Cap. 122.)
Coluna B
1. Denuncia a hipocrisia, a intolerância religiosa.
2. Denuncia a cobiça, a vaidade e a injustiça dos portugueses.
Podemos associar a coluna A e B:
I e 1, II e 2
AS - II Unidade II - Viagens do século XIX - Romantismo
PERGUNTA
Leia o diálogo, reproduzido a seguir, entre Teresa e seu pai, que havia prometido sua mão para o primo
Baltasar, no capítulo IV da obra Amor de Perdição:

(...)

— Não digas sacrifić io, Teresa... Amanhã a estas horas verás que transfiguraç ão se fez na tua alma.
Teu primo é um composto de todas as virtudes; nem a qualidade de ser um gentil moç o lhe falta, como se a
riqueza, a ciência e as virtudes não bastassem a formar um marido excelente.

— E ele quer-me. depois de eu me ter negado? — disse ela com amargura irônica.

— Se ele está apaixonado, filha!... e tem bastante confianç a em si para crer que tu hás de amá-lo
muito!...

— E não será mais certo odiá-lo eu sempre?! Eu agora mesmo o abomino como nunca pensei que
se pudesse abominar! Meu pai... — continuou ela, chorando, com as mãos erguidas — mate-me; mas não
me force a casar com meu primo! É escusada a violência, porque eu não caso!

Tadeu mudou de aspecto, e disse irado:

— Hás de casar! — Quero que cases! Quero!... Quando não, amaldiç oada serás para sempre,
Teresa! Morrerás num convento! Esta casa irá para teu primo! Nenhum infame há de aqui pôr pé nas alcatifas
de meus avós. Se és uma alma vil, não me pertences, não és minha filha, não podes herdar apelidos
honrosos, que foram pela primeira vez insultados pelo pai desse miserável que tu amas! Maldita sejas! Entra
nesse quarto, e espera que daí te arranquem para outro, onde não verás um raio de Sol.

Teresa ergueu-se sem lágrimas, e entrou serenamente no seu quarto. Tadeu de Albuquerque foi
encontrar seu sobrinho, e disse-lhe:

— Não te posso dar minha filha, porque já não tenho filha. A miserável, a quem dei este nome,
perdeu-se para nós e para ela.

(...)

A característica predominante do Romantismo desse trecho é a valorização dos sentimentos: o amor


conduz a ação, não há argumentos contra ele. Podemos afirmar isso porque:

Teresa vai contra as ordens paternas, recusa seu primo, prometido desde a infância, mesmo que ele
fosse "composto de todas as virtudes", nas palavras do pai.

PERGUNTA
Podemos dizer que Viagens na minha terra é uma história sobre:

Uma viagem por Portugal e a história da "menina dos rouxinóis".


PERGUNTA
Leia o trecho a seguir retirado de Viagens na minha terra:

"Eu muitas vezes, nestas sufocadas noites de estio, viajo até a minha janela para ver uma nesguita
de Tejo que está no fim da rua, e me enganar com uns verdes de árvores que ali vegetam sua laboriosa
infância nos entulhos do Cais do Sodré. E nunca escrevi estas minhas viagens nem as suas impressões
pois tinham muito que ver! Foi sempre ambiciosa a minha pena: pobre e soberba, quer assunto mais largo.
Pois hei de dar- lho. Vou nada menos que a Santarém: e protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu
pensar e sentir se há de fazer crônica".

Pode-se afirmar que as características do Romantismo presentes nesse trecho são:

I. Linguagem em tom confidencial pelo uso da primeira pessoa do singular e pelo uso de adjetivos que
humanizam a natureza e pelo uso de exclamação.
II. O tema que o poeta escolheu para sua narrativa, que é a viagem que fará a Santarém, em Portugal, para
resgatar histórias perdidas.
III. O tema que abordará é a busca de um amor antigo, perdido na infância.

São verdadeiras as asserções:

I e II

PERGUNTA
Leia com atenção as seguintes afirmações:
I. Almeida Garrett foi filho bastardo e ficou órfão muito cedo.
II. Almeida Garrett exilou-se na Inglaterra e ficou fascinado por lorde Byron e Walter Scott.
III. Talvez a contribuição maior de Almeida Garrett para o Romantismo português é a questão do resgate
das tradições populares.

Podemos considerar como verdadeiras as afirmações:

II e III

PERGUNTA
Sobre o livro Amor de Perdição podemos afirmar que:

É uma história que parte de fatos reais, acontecidos com um familiar do autor.

PERGUNTA
O título da obra Viagens na minha terra faz referência a quais características do Romantismo?c. valorização
da nacionalidade portuguesa

Valorização da nacionalidade portuguesa


AS - III Unidade III - Viagens do século XIX e XX - Realismo
PERGUNTA
Sobre a Questão Coimbrã, podemos afirmar que:

Por um lado, estavam os escritores conservadores, por outro estavam os jovens poetas e escritores
interessados em novas correntes científicas, filosóficas e artísticas que surgiam na Europa.

PERGUNTA
Leia o trecho a seguir retirado do capítulo 2 de A cidade e as serras, que trata do momento em que Zé
Fernandes reencontra Jacinto em Paris, depois de sua estada em Guiães por sete anos:,
E, todavia, nada mudara durante esses sete anos no jardim do 202! (...)
Mas dentro, no peristilo, logo me surpreendeu um elevador instalado por Jacinto – apesar do 202 ter somente
dois andares, e ligados por uma escadaria tão doce que nunca ofendera a asma da Sra.
D. Angelina! Espaç oso, tapetado, ele oferecia, para aquela jornada de sete segundos, confortos numerosos,
um divã, uma pele de urso, um roteiro das ruas de Paris, prateleiras gradeadas com charutos e livros. Na
antecâmara, onde desembarcamos, encontrei a temperatura macia e tépida duma tarde de Maio, em Guiães.
Um criado, mais atento ao termômetro que um piloto à agulha, regulava destramente a boca dourada do
calorif́ ero. E perfumadores entre palmeiras, como num terraç o santo de Benares, esparziam um vapor,
aromatizando e salutarmente umedecendo aquele ar delicado e superfino.
Eu murmurei, nas profundidades do meu assombrado ser:
- Eis a Civilizaç ão!
Podemos afirmar que:

A descrição do elevador do 202 revela um luxo exagerado e desnecessário.

PERGUNTA
. Leia o trecho a seguir, retirado do livro A cidade e as serras de Eça de Queirós:
Trecho:
[...]
- E quase me assustava, por eu ter de aprender e penetrar, neste novo Prin ́ cipe, os modos e as idéias novas.
- Caramba, Jacinto, mas então...?
Ele encolheu jovialmente os ombros realargados. E só me soube contar, trilhando soberanamente com os
sapatos brancos e cobertos de pó o soalho remendado, que, ao acordar em Tormes, depois de se lavar
numa dorna, e de enfiar a minha roupa branca, se sentira de repente como desanuviado, desenvencilhado!
Almoç ara uma pratada de ovos com chouriç o, sublime. Passeara por toda aquela magnificência da serra
com pensamentos ligeiros de liberdade e de paz. Mandara ao Porto comprar uma cama, uns cabides... E ali
estava...
- Para todo o verão?
- Não! Mas um mês... Dois meses! Enquanto houver chouriç os, e a água da fonte, bebida pela telha ou numa
folha de couve, me souber tão divinamente!
Caí sobre a cadeira de verga, e contemplei, arregalado, quase esgazeado, o meu Prin ́ cipe! Ele enrolava
numa mortalha tabaco picado, tabaco grosso, guardado numa malga vidrada. E exclamava:
- Ando aí pelas terras desde o romper de alva! Pesquei já hoje quatro trutas magnif́ icas... Lá embaixo, no
Naves, um riachote que se atira pelo vale de Seranda... temos logo ao jantar essas trutas!
Mas eu, ávido pela história daquela ressurreiç ão (...)
Em relação a esse trecho retirado do livro A cidade e as serras de Eça de Queirós, podemos afirmar que:

Jacinto é um novo homem porque, em contato com os ares do campo, se renovou, encontrou novo
sentido para sua vida.
PERGUNTA
Leia os trechos a seguir, retirados do livro A cidade e as serras de Eça de Queirós:
Trecho I. - E tu, que tens feito, Jacinto?
O meu amigo encolheu molemente os ombros. Vivera – cumprira com serenidade todas as funç oe
̃ s, as que
pertencem à matéria e as que pertencem ao espiŕ ito...
- E acumulaste civilizaç ão, Jacinto! Santo Deus... Está tremendo, o 202!
Ele espalhou em torno um olhar onde já não faiscava a antiga vivacidade:
- Sim, há confortos... Mas falta muito! A humanidade ainda está mal apetrechada, Zé Fernandes... E a vida
conserva resistências.
Trecho II - E quase me assustava, por eu ter de aprender e penetrar, neste novo Prin ́ cipe, os modos e as
idéias novas.
- Caramba, Jacinto, mas então...?
Ele encolheu jovialmente os ombros realargados. E só me soube contar, trilhando soberanamente com os
sapatos brancos e cobertos de pó o soalho remendado, que, ao acordar em Tormes, depois de se lavar
numa dorna, e de enfiar a minha roupa branca, se sentira de repente como desanuviado, desenvencilhado!
Almoç ara uma pratada de ovos com chouriç o, sublime. Passeara por toda aquela magnificência da serra
com pensamentos ligeiros de liberdade e de paz. Mandara ao Porto comprar uma cama, uns cabides... E ali
estava...
- Para todo o verão?
- Não! Mas um mês... Dois meses! Enquanto houver chouriç os, e a água da fonte, bebida pela telha ou numa
folha de couve, me souber tão divinamente!
Caí sobre a cadeira de verga, e contemplei, arregalado, quase esgazeado, o meu Prin ́ cipe! Ele enrolava
numa mortalha tabaco picado, tabaco grosso, guardado numa malga vidrada. E exclamava:
- Ando aí pelas terras desde o romper de alva! Pesquei já hoje quatro trutas magnif́ icas... Lá embaixo, no
Naves, um riachote que se atira pelo vale de Seranda... temos logo ao jantar essas trutas!
Mas eu, ávido pela história daquela ressurreiç ão (...)
Trecho III - (...) - Fome? Então ele tem fome? Há aqui gente com fome?
Os seus olhos rebrilhavam, num espanto comovido, em que pediam, ora a mim, ora ao Silvério, a
confirmaç ão desta miséria insuspeitada. E fui eu que esclareci o meu Prin
́ cipe:
- Homem! Está claro que há fome! Tu imaginavas talvez que o Paraiś o se tinha perpetuado aqui nas serras,
sem trabalho e sem miséria... Em toda a parte há pobres, até na Austrália, nas minas de ouro. Onde há
trabalho há proletariado, seja em Paris, seja no Douro...
O meu Prin ́ cipe teve um gesto de aflita impaciência:
- Eu não quero saber o que há no Douro. O que eu pergunto é se aqui, em Tormes, na minha propriedade,
dentro destes campos que são meus, há gente que trabalhe para mim, e que tenha fome... Se há criancinhas,
como esta, esfomeadas? É o que eu quero saber.
O Silvério sorria, respeitosamente, ante aquela cândida ignorância das realidades da serra:
- Pois está bem de ver, meu senhor, que há para aí caseiros que são muito pobres. Quase todos... É uma
miséria, que se não fosse algum socorro que se lhes dá, nem eu sei!... Este Esgueira, com o rancho de filhos
que tem, é uma desgraç a... Havia V. Exa de ver as casitas em que eles vivem... São chiqueiros. A do
Esgueira, acolá...
- Vamos vê-la! – atulhou Jacinto com uma decisão exaltada.
A partir da leitura dos três trechos, podemos afirmar que:

O trecho I, pertence à primeira parte do romance A cidade e as serras, ou seja, quando Jacinto mora
em Paris e os trechos II e III pertencem à segunda parte, quando ele retorna a Tormes.

PERGUNTA
O narrador do romance A cidade e as serras é:

Zé Fernandes, português, que foi estudar em Paris e assim conheceu Jacinto.


PERGUNTA
Leia atentamente as afirmações a seguir:
I. Jacinto é um homem civilizado que acredita que a felicidade suprema só pode ser alcançada através do
cientificismo e da erudição que colaboram para descobrir realidades do Universo.
II. Para Jacinto a ideia de civilização não se separava da imagem da cidade.
III. Em relação à religião, Jacinto dizia: "A religião! A religião é o desenvolvimento suntuoso de um instinto
rudimentar, comum a todos os brutos, o terror".
Podemos considerar como verdadeiras as afirmações:

I, II e III.
AS - IV Unidade IV - Viagens do século XX
PERGUNTA
Leia um trecho de "Na floresta do alheamento", texto publicado em Livro do Desassossego de Bernardo
Soares, heterônimo de Fernando Pessoa.

Sei que despertei e que ainda durmo. O meu corpo antigo, moído de eu viver diz-me que é muito cedo
ainda... Sinto-me febril de longe. Peso-me, não sei porquê...

Relacionando esse trecho com as novidades que a revista Orpheu trouxe e com características do
Modernismo presentes em A Confissão de Lúcio, podemos afirmar que:

I. O narrador se sente dividido, se, por uma lado, desperta; por outro, ainda dorme, como se fosse dois.
Assim como Lúcio, em sua confissão, não conseguiu entender o ocorrido descrito na novela. Além de Lúcio
não entender o que aconteceu, ele não sabia quem eram Ricardo e Marta, e se alguma vez de fato existiram
e se existiram os dois.
II. Essa desconfiança em relação ao real, a quem eu sou e quem é o outro aparece frequentemente no
Modernismo português, principalmente na obra de Fernando Pessoa e de Mário de Sá-Carneiro.
III. Fernando Pessoa criou os heterônimos para, de alguma forma, conseguir se multiplicar. No caso de
Bernardo Soares, o que escreveu em prosa, é um sujeito que vive pelas sensações, é sinestésico. Pelo
fragmento citado no conteúdo teórico, o narrador está num estado onírico, está angustiado e entediado,
como um ser que vive entre o século XIX e XX.

Podemos considerar como verdadeiras as afirmações:

I, II e III.

PERGUNTA
Leia a seguir um trecho retirado da novela A Confissão de Lúcio de Mário de Sá-Carneiro. Lúcio acabou de
ser apresentado a uma figura excêntrica que lhe contou seu sonho de fazer uma grande festa:

(...) E sonho uma grande festa no meu palácio encantando, em que os maravilhasse de volúpia... em que
fizesse descer sobre vós os arrepios misteriosos das luzes, dos fogos multicores – e que a vossa carne,
então, sentisse enfim o fogo e a luz, os perfumes e os sons, penetrando-a a dimaná-los, a esvaí-los, a matá-
los!... Pois nunca atentaram na estranha voluptuosidade do fogo, na perversidade da água, nos requintes
viciosos da luz?...

Relembrando o conceito de Decadentismo exposto no conteúdo teórico, escolha a alternativa que completa
a seguinte afirmação:

Pode-se relacionar essa festa com o Decadentismo porque..

trata-se de uma festa grandiosa, sinestésica, onde os elementos água e fogo se interpenetram, com
forte carga sensual.

PERGUNTA
Leia o texto a seguir retirado da introdução de A Confissão de Lúcio de Mário de Sá-Carneiro:

E aqueles que, lendo o que fica exposto, me perguntarem: "Mas por que não fez a sua confissão quando
era tempo? Por que não demonstrou a sua inocência ao tribunal?" a esses responderei: A minha defesa era
impossiv́ el. Ninguém me acreditaria.

Agora, escolha a alternativa que explica a colocação do narrador:

Ninguém acreditaria porque Ricardo de Loureiro apareceu morto, por um tiro de revólver que estava
na mão de Lúcio, o único presente na cena do crime.
PERGUNTA
Leia atentamente as afirmações a seguir:

I. O Decadentismo é uma corrente do fim-de-século contra o positivismo e o cientificismo. Os escritores e


artistas, desse período, recusavam o utilitário, os valores mercantis. Por outro lado, cultuavam o artifício, o
antinatural.
II. A figura ambivalente de Salomé inspirou os artistas do Decadentismo pela imagem da volúpia
transgressiva, o imaginário necrófilo.
III. O Decadentismo reclama o novo, pretendendo libertar a literatura e as artes das convenções da moral
burguesa.

Podemos considerar como verdadeiras:

I, II e III.

PERGUNTA
A epígrafe da novela A Confissão de Lúcio: "...assim éramos nós obscuramente dois, nenhum de nós
sabendo bem se o outro não era ele-próprio, se o incerto outro viveria..." de "Na floresta do Alheamento" de
Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa, está relacionada com a novela porque...

as personagens Ricardo e Marta eram "obscuramente dois".


AS - V Unidade V - Viagens do século XX e XXI
PERGUNTA
As diferenças entre o Realismo do século XIX e o Neorrealismo são:

Os neorrealistas se apoiam nas ideias de Marx, discutem o papel social da arte, embora disfarçassem
os pressupostos ideológicos para evitar a intervenção da censura.

PERGUNTA
Leia atentamente as afirmações a seguir:

I. Os colaboradores e idealizadores do Neorrealismo português achavam mais importante combater o


fascismo do que defender a obra de arte.
II. O Neorrealismo preocupa-se em discutir o papel social da arte, em imprimir um conteúdo ideológico e de
conscientização política da época.
III. A literatura deixa de ser subjetiva e passa a ser objetiva, denunciam as injustiças sociais, sob influência
do materialismo dialético.

Podemos considerar como verdadeiras:

Todas as afirmativas.

PERGUNTA
Releia o trecho retirado da crônica de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Leitura no comboio"

Naquele mês de Setembro, deixei a família seguir sem mim para Lisboa e fiquei sozinha na praia a gozar os
últimos dias de Verão.

Até que a água do mar arrefeceu e as noites no terraço começaram a ser arrepiadas por agrestes lufadas
de vento. Decidi que chegara a altura de me vir embora.

Decidi também voltar de comboio.


Pois o comboio me parece bem melhor do que a estrada, com as suas curvas e contracurvas, as bichas de
camionetas, as ultrapassagens, os carros fora de mão, a violência e a sofreguidão da pressa. (...)
Podemos afirmar que:

A narradora estava em férias e voltava para sua cidade de trem porque tem menos incidentes,
portanto a viagem provavelmente será mais tranquila.

PERGUNTA
Analise as afirmações abaixo quanto à sua veracidade (Verdadeiro - V ou falso - F).

I - O escritor português José Saramago foi o único prêmio Nobel de literatura em língua portuguesa.
II - A literatura de José Saramago está relacionada com a identidade portuguesa e a internacionalização de
questões sobre a condição humana, assim como os romances de António Lobo Antunes.
III - Tanto José Saramago como António Lobo Antunes fizeram da História uma ficção revendo o passado
português, fazendo um resgate desse passado de "feitos gloriosos".

As afirmações I, II e III são, respectivamente:

V, V, V
PERGUNTA
As ideias básicas dos autores que idealizaram a revista Presença são:

a literatura está relacionada à subjetividade, à sinceridade sobre a linguagem, ao psicologismo, à


autenticidade e à interioridade.

PERGUNTA
Leia atentamente as afirmações a seguir:

I. O romance brasileiro de 1930 não foi modelo para os escritores neorrealistas porque os brasileiros
estavam preocupados em discutir questões estéticas e não políticas.
II. Os neorrealistas portugueses pensavam como única possibilidade de conseguir uma sociedade sem
diferenças de classes sociais, a aliança com o proletariado. A personagem neorrealista é coletiva, é um
grupo que vive em condições morais e sociais adversas, são personagens que se debatem nesses romances
contra o fatalismo do meio geográfico ou das forças sociais que as esmagam.
III. Enquanto o romance brasileiro de 1930 é um romance de caráter sociológico, o romance neorrealista
português é fundamentalmente um romance de crítica social, onde impera, sobretudo, um espírito de recusa
pelo sistema político e social vigente.

Podemos considerar como verdadeiras:

II e III.

PERGUNTA