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DOCUMENTÁRIO : CRIME E CASTIGO FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

FILME RUSSO

Autor: DOSTOIÉVSKI, Fiodor Cidade: Rússia Ano: 1866

FATO:

Baseado na vida de Rodion Românovitch Raskólnikov, um jovem estudante


universitário do curso de Direito que revoltado com a desigualdade social e o
regime político da época comete um assassinato e se vê perseguido por sua
incapacidade de continuar sua vida após o delito.

VALOR

Trata do drama Social, Existencial e Psicológico, castigo sofrido por


Raskólnikivi do homicídio que cometeu com o foco de atingir a salvação por
sofrimento e arrependimento.
A desigualdade Social que gera a exclusão não justifica o crime, Nada
justifica tirar a VIDA de ninguém, quanto mais de um inocente.

NORMA

Artigo 121 do Código Penal

Crime: Homicídio

Matar Alguém

Pena: reclusão, de seis a vinte anos.

Homicídio qualificado

§ 2° Se o homicídio é cometido:

- mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;

IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que


dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;

V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de


outro crime.

Pena : reclusão, de doze a trinta anos.

Homicídio culposo

§ 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº 4.611, de 1965)

Pena – detenção de um a três anos.


Aumento de pena
§ 4o
No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo
doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é
praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta)
anos.

Pena :

Devido a sua confissão, sem antecedentes criminais e comportamento


exemplar teve pena reduzida a 8 anos em uma cadeia da Sibéria.
Demonstra a derrota da ideia de Raskólnikov que considerava a existência de
homens extraordinários, aos quais as leis não podem ser aplicadas, porque a
perda de uma vida pode ser compensada com a ajuda de diversas vidas.
Toda a questão consiste em que, no artigo dele, todos os indivíduos se

dividiriam em ordinários e extraordinários. Os ordinários devem viver na

obediência e não têm o direito de infringir a lei porque eles, vejam só, são

ordinários . Já os extraordinários têm o direito de cometer toda sorte de

crimes e infringir a lei de todas as maneiras precisamente porque são

extraordinários”.

(DOS-TOIÉVSKI, 2005, p. 268).

Citava Napoleão como exemplo que derramou muito sangue, conseguindo


aplicar os seus ideais e se tornar um homem temido.

Só que não contava com a descoberta do seu delito, sentiu-se derrotado e


admitiu:

“Não sou uma mente brilhante, o mais inteligente, não faço parte da elite.”

Dessa forma conseguiu alcançar a Salvação e Purificação do Espírito pelo


verdadeiro amor de Sônia que o trouxe a Consciência dos seus atos pelo
Arrependimento.

“Nada justifica tirar a VIDA de ninguém, quanto mais de um inocente.”

Cabe ao Direito assegurar a Justiça Igualitária para todos, para combater a


desigualdade Social, não atitudes impulsivas de fazer a Justiça com as
próprias mãos.

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