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Diagnóstico em

Endodontia

Prof. Marcelo Henderson F. Paiva


INTRODUÇÃO

O diagnóstico representa a base para a estruturação do tratamento


odontológico, especialmente quando a queixa principal do paciente
relaciona-se a dor. A dor odontogênica é o motivo mais frequente que
obriga o indivíduo a procurar o tratamento odontológico.

O diagnóstico da dor odontogênica compõe-se de diferentes etapas


como: a semiogênese (gênese dos sinais e sintomas), a semiotécnica
(recursos para a coleta dos sinais e sintomas) e a propedêutica (a análise,
o estudo e a interpretação dos dados coletados)

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INTRODUÇÃO

O sucesso no tratamento depende da perfeita


determinação do diagnóstico e este só é completo
quando for executado de forma racional e inteligente,
direcionado à resolução do problema do paciente, e não
exclusivamente e essencialmente do dente.

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INTRODUÇÃO

É oportuno destacar que o investigador deve saber


escutar e ver bem o paciente, ter muita paciência e
interesse em solucionar o problema sintomático que o
incomoda e o perturba. Em muitas situações, o paciente
não transmite o real valor de sua queixa principal ao
Cirurgião-Dentista, e cabe a ele a arte e a capacidade de
descobrir e encaminhar às opções de tratamento.
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INTRODUÇÃO

Alterações Alterações
pulpares do periápice

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INTRODUÇÃO

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Exame Semiológico

A estruturação do exame semiológico é a primeira fase do


planejamento para o tratamento endodôntico, em que se impõe
o exame sistemático, capaz de estimular o hábito no
profissional de seguir protocolos para alcançar o correto
diagnóstico, induzindo-o a conhecer as características dos
tecidos em estado de normalidade bem como suas variações

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Exame Semiológico

A metodologia a ser desenvolvida para a estruturação do


diagnóstico compreende etapas fundamentais, como: a
anamnese (exame subjetivo), o exame clínico (exame objetivo),
o exame de vitalidade pulpar (estimulação por meio de
recursos semiotécnicos), o exame por imagem(aspecto
radiográfico) e, quando necessário, a solicitação de exames
complementares (investigação sistêmica)

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Características da dor

Provocada
▰ Quais agentes estimulam a dor?

Espontânea
▰ Qual intensidade? Qual duração?

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Características da dor

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Inspeção e exploração

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Palpação

A palpação permite determinar a partir da percepção tátil


(tato/pressão leve) a consistência e textura dos tecidos, a
aderência, mobilidade e lisura, além de caracterizar
respostas dolorosas frente a esse tipo de estimulação.

Nos abscessos periapicais sem fístulas, a palpação


permite verificar o estágio de evolução, e pode analisar
se o mesmo apresenta-se com ponto de flutuação
(estágio inicial; em evolução, evoluído).
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Palpação

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Percussão

A percussão não constitui um recurso preciso no


estabelecimento do diagnóstico, porém, em alguns
momentos pode indicar o dente envolvido com dor à
mastigação (mordida/contato prematuro).
Pode ser estabelecido com estímulos rápidos e
moderados com dedo ou instrumento, verificando
respostas sintomáticas (alterações inflamatórias
periapicais) e/ou sonoras(traumatismo dentário –
anquilose, som metálico)
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Percussão

A percussão vertical pode estar associada com


inflamação periapical, enquanto que, a horizontal com as
alterações periodontais.
Nas situações de periodontite apical sintomática e de
abscesso periapical sem fístula, a percussão é dolorosa.

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Percussão

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Teste de vitalidade pulpar

Frente ao entendimento de que as alterações


inflamatórias pulpares relacionam-se com alterações
vasculares (modificações na pressão interna pulpar),
agentes que promovam mudanças nas mesmas (como a
vasoconstrição ou a vasodilatação) são recursos
expressivos capazes de induzir estímulos nas
terminações nervosas, denotando um possível estado
clínico tecidual (inflamatório ou saudável – porém, vital)
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Teste de vitalidade pulpar

Todavia, outros agentes são capazes de estimular a


sensibilidade em terminações nervosas, o que não
certifica necessariamente que o dente esteja com
vitalidade. As fibras nervosas são as últimas a entrarem
em degeneração, e em dentes com necrose pulpar, pode
ocorrer sensibilidade quando fibras nervosas são
estimuladas.

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Estímulo frio

Estes agentes promovem diferentes decréscimos da


temperatura intrapulpar, estimulando terminações
nervosas pulpares a partir das alterações vasculares
(vasoconstrição). Quanto maior a redução da
temperatura, maior o estímulo.

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Estímulo frio

Na aplicação do teste a frio, deve-se utilizar isolamento


relativo, sendo o teste feito, inicialmente, nos dentes
adjacentes ou até análogo ao dente em questão, de
posterior para anterior, na face vestibular, para
posteriormente ser realizado no dente em questão. O
tempo de aplicação deve ser de aproximadamente 1 a 2
segundos, sendo novamente repetido após intervalo de 5
minutos. A ausência de resposta dolorosa após a
remoção do estímulo térmico pode indicar que a polpa
dentária está necrosada, uma vez que a presença de 24
resposta positiva é indicativa de vitalidade pulpar.
Teste de vitalidade pulpar

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Teste de vitalidade pulpar

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Análise radiográfica

A observação e interpretação dos aspectos radiográficos


podem favorecer o diagnóstico clínico, e sugerir a partir
de um determinado aspecto, imagens condizentes de
destruições dentárias e ósseas. Contudo, as radiografias
podem não refletir adequadamente e as condições reais
dos dentes e ossos circunjacentes, auxiliando apenas
como exame complementar (não conclusivo)

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Análise radiográfica

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Análise radiográfica

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Hipótese de diagnóstico

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Alterações pulpares

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Pulpalgia hiperreativa

Diagnóstico - Dor provocada de curta duração e


localizada, que responde positivamente ao teste de
vitalidade pulpar. Apresentam respostas
condizentes com hipersensibilidade dentária ou
alterações pulpares potencialmente reversíveis
(hiperemia).

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Pulpalgia hiperreativa

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Pulpalgia hiperreativa

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Pulpite Sintomática

Diagnóstico → Dor Pulpar de alta intensidade, com


aparecimento espontâneo e teste de vitalidade
Pulpar positivo. Situações nas quais, geralmente,
não há exposição da cavidade pulpar.

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Pulpite Sintomática

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Pulpite Sintomática

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Pulpite Assintomática

Diagnóstico → Dor pulpar de baixa intensidade,


com aparecimento provocado e teste de vitalidade
pulpar mostra-se pouco efetivo. Situações nas
quais, geralmente, há exposição da cavidade
pulpar.

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Pulpite Assintomática

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Pulpite Assintomática

Diagnóstico → Dor pulpar de baixa intensidade,


com aparecimento provocado e teste de vitalidade
pulpar mostra-se pouco efetivo. Situações nas
quais, geralmente, há exposição da cavidade
pulpar.

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Pulpite Assintomática

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Pulpite Assintomática

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Necrose pulpar

Diagnóstico → Ausência de dor, teste de vitalidade


pulpar negativo.

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Necrose pulpar

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Alterações periapicais

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Periodontite apical
sintomática traumática

Diagnóstico – inflamação do ligamento


periodontal devido uma agressão traumática (mecânica ou química).
Situações clínicas:

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Periodontite apical
sintomática traumática

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Periodontite apical
sintomática infecciosa

Diagnóstico – inflamação do ligamento


periodontal devido uma agressão microbiana:
Situações clínicas:

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Periodontite apical
sintomática infecciosa

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Periodontite apical
assintomática
Diagnóstico - Inflamação crônica de longa duração,
com ausência de sintomatologia dolorosa e presença de rarefação óssea.
Situações clínicas:

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Periodontite apical
assintomática

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Abscesso periapical sem
fístula

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Abscesso periapical sem
fístula

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Abscesso periapical com
fístula

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Abscesso periapical com
fístula

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Abscesso periapical com
fístula

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RESUMIDAMENTE...

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