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A HISTÓRIA DAS IDEIAS PEDAGÓGICAS

NO BRASIL DE DEMERVAL SAVIANI,


MATERIAL PARA CONCURSO PÚBLICO
E PROVA DE MÉRITO.
Publicado em 27 de August de 2013 por Edjar Dias de Vasconcelos

A História das ideias pedagógicas no Brasil.

O estudioso da educação brasileira, Dermeval Saviani, escreveu um grande


trabalho a respeito da  História das Idéias Pedagógicas no Brasil,
desenvolvendo uma crítica fabulosa, louvável do ponto de vista acadêmico.

 A conclusão magnífica que chegou Saviani, os professores e as escolas no


Brasil, ainda está no começo desse século sob o foco conservador do
instrumento político pedagógico.

   O que se entende epistemologicamente a denominação de concepção


neoprodutivista. O que significa a não mudança do modelo político econômico
e até mesmo recusa de concepções de reformas.

Os professores incentivados orientados politicamente a uma pedagogia


improdutiva, com salários insignificantes, desenvolvendo um processo
pedagógico sem significação do ponto de vista político.

 Na prática exercendo demagogicamente   programas de governo atrasados na


acepção moderna do desenvolvimento humano e modelos de sociedades
produtivas. 

A crítica à teoria da não produtividade quando a escola pública por diversos


motivos não atingem os procedimentos pedagógicos das escolas de elite.

 O que é muito natural a não adesão dos procedimentos do Estado a uma


educação superior para a elite, do ponto de vista pedagógico da eficiência.

As ideais de busca de rendimento real a promoção do aluno, especificamente


do pobre, politicamente foram abafadas, por pedagogias práticas, quando o
que desejam é manter a criança na escola aprendendo ou não, a educação
cumpre quase sempre um papel de creche.

Na verdade a grande crítica desenvolvida por ele a denominada progressão


continuada,  que  na prática  é a aprovação automática dos alunos de uma
série para outra com ou sem  aprendizagem, o movimento de um desserviço 
pedagógico .
 Não é nada agradável ver realizar-se tal política educacional demagógica com
objetivo de favorecer apenas a maquiagem de resultados estáticos, como se
povo fosse de fato ignorante e não percebesse tais ações, que são
discriminatórias, pois no futuro serão favorecidos academicamente os alunos
da elite, que vão fazer as melhores faculdades.

A outra questão colocada, a respeito da alfabetização, não a pedagogia


propriamente dita,  se os conteúdos de alfabetização tenham tornados
melhores, mas o grande incentivo é de fato deixar  criança ocupar o espaço
físico da escola, de qualquer modo.

A progressão continuada não seria um mal em si, não é esse o fundamento em


referência diz Saviani, se a pedagogia procedesse ao não atendimento do
automatismo na aprovação.  

Outro aspecto que deve ser analisado no livro de Saviani, a questão da


pedagogia da produtividade, o que aconteceu como predomínio em anos
anteriores, associado modernamente a certas tendências de escolanovista.

  O que é importante seja qual for à tendência pedagógica, o desenvolvimento


do saber sustentável, o que não acontece com a pedagogia da progressão
continuada, da forma realizada como antipedagogia.

A importância do apreço a epistemologia fundamental da Escola Nova, o seu


método de construção, que não nega em nenhum momento os procedimentos
dos processos de sínteses ou da construção,  o que significa no mundo
praxiológico, aprender a aprender. 

Outra referência que não deve ser desconsiderada a pedagogia piagetiana


entendida como construtivismo, seu enquadramento, principalmente no Brasil
na vigência do escolanovismo, como prefere Saviani.

 Uma crítica que se podem desenvolver as teorias da construção, são mais de


fundamentos da Psicologia que da Filosofia, como entender essa questão
fundamental.

No velho debate pedagógico entre Piaget e Vygotsky, em todos os lugares


encontramos os elementos da Psicologia envolvidos por procedimentos
psicogenéticos,  o que significa as ideias evolucionistas da Biologia, a respeito
aos aspectos da ideologização da pedagogia, isso em Piaget.

Exatamente por esse debate que o construtivismo cresceu no Brasil e não


tanto a referência da literatura pedagógica, de certo modo esteve distante do
ideário da escolanovista,  sem contar associação com o pensamento
conservador da política  brasileira.
 O educar para  transformar, o que evidentemente foi negado, porque na
verdade ninguém se educa sem a  mudança dos modelos políticos, a
verdadeira educação é econômica. Edjar Dias de Vasconcelos.

 Quanto o ideário da Escola Nova é um modelo também conservador


desenvolvido pelos trabalhos do grande filosofo americano pragmático  John
Dewey.

  No Brasil, essa herança se deve ao trabalho  de Anísio Teixeira. O grande
fundamento  a democracia fora e dentro da escola, mas não a superação do
modelo de produção, mas a defesa do capitalismo modernizado.

Na pedagogia do construtivismo no Brasil o grande debate entre Piaget e


Vygotsky, nunca foi tema de suma importância pedagógica, apenas do modelo
de aplicação a construção pedagógica, embora saibam não em Piaget, mas em
Vygotsky, sua verdadeira intenção era a política de transformação do seu país.

Entretanto, sabemos que Piaget também enfatizou de certo modo o ideário


escolanovista como uma proposta política pedagógica da democrática, mas
ligado ao liberalismo, quer dizer evolução do capitalismo.

 Diferenças básicas no construtivismo de ambos, mas algo especificamente


igual,  um conjunto de práticas pedagógicas para ensinar.

Essas referências apontadas que destaca o grande mérito de Saviani, em


primeiro lugar a sua crítica as pedagogias alienadoras, reprodutoras de
modelos políticos existentes.

 A maquiagem da pedagogia da progressão continuada, com objetivo


camuflado de discriminação social, e, sobretudo, uma educação não
politizadora.

Edjar Dias de Vasconcelos.


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