Você está na página 1de 7

ApostilasBrasil.com Seu Futuro é o Nosso Presente!

28

INTRODUÇÃO inicial os grãos foram umidificados para


obtenção de outros quatro níveis de teor de
A determinação de propriedades físicas água (15%, 20%, 25% e 30% Ubu)., totalizando
de grãos possui relevância em diversas etapas cinco níveis para avaliação.
do processo de beneficiamento, como o Os feijões tiveram seus teores de água
dimensionamento de equipamentos e sistemas modificados adicionando-se água destilada com
para colheita, manuseio, transporte, secagem e o auxílio de um borrifador. Os grãos foram
armazenamento (Nikoobin et al., 2009; Işik & acondicionados em sacos plásticos com
Işik, 2008; Karababa, 2006; Amin et al., 2004; propriedade de barreira ao vapor de água, sendo
Ferraz, 1993; Benedetti, 1987; Mohsenin, mantidos em refrigerador em temperatura de
1986). O conhecimento dessas propriedades é 5±1°C por 10 dias (Nikoobin et al., 2009;
essencial e necessário no processamento de Solomon & Zewdu, 2009; Işik & Işik, 2008;
alimentos, principalmente na elaboração de Karababa, 2006; Konak et al., 2002;
projetos econômicos e eficientes (Ferraz, 1993). Chandrasekar & Viswanathan, 1999; Çarman,
Tal importância é evidenciada ao se 1996; Benedetti & Jorge, 1987a; Benedetti &
analisar os trabalhos desenvolvidos na literatura Jorge, 1987b; Benedetti, 1987). Os níveis de
recente, para diversos grãos, como grão-de-bico teor de água foram determinados em triplicata,
(Nikoobin et al., 2009; Işik & Işik, 2008; Konak em estufa a 105°C por aproximadamente 24h
et al., 2002), trigo (Karimi et al., 2009; (Solomon & Zewdu, 2009; Işik & Işik, 2008;
Benedetti & Jorge, 1987a; Benedetti & Jorge, Karababa, 2006; Benedetti, 1987), utilizando-se
1987b; Benedetti, 1987) sementes de niger balança analítica (Mettler Toledo AB204-S
(Solomon & Zewdu, 2009), milho de pipoca Mono Block, Brasil). A atividade de água (Aw)
(Karababa, 2006), lentilha (Amin et al., 2004; dos grãos foi determinada em triplicata a 25°C
Çarman, 1996), castanha-de-caju (AquaLab Série 3TE, Decagon, EUA).
(Balasubramanian, 2001), bambara
(Mpotokwane et al.; 2008; Baryeh, 2001), café Dimensões, massa dos grãos e esfericidade (S)
(Chandrasekar & Viswanathan, 1999),
amendoim, arroz, feijão, milho e soja Para cada nível de teor de água avaliado
(Benedetti & Jorge, 1987a; Benedetti & Jorge, realizaram-se determinações das dimensões
1987b; Benedetti, 1987) e pimenta-do-reino comprimento (X), largura (Y) e espessura (Z)
(Leitão, 1983). Entretanto, não se encontra na (Figura 1) de 100 grãos escolhidos
literatura trabalho algum com determinação de aleatoriamente (Işik & Işik, 2008; Mpotokwane
propriedades físicas do feijão-fradinho. et al.; 2008; Karababa, 2006; Amin et al., 2004;
O feijão-fradinho (Vigna unguiculata (L.) Balasubramanian, 2001; Konak et al., 2002;
Walp.), também chamado caupi, feijão-de- Chandrasekar & Viswanathan, 1999; Çarman,
corda, feijão-macassar, feijão-de-praia ou 1996), utilizando-se paquímetro (precisão é de
feijão-miúdo, está presente na culinária 0,1mm, Mitutoyo, Japão). A esfericidade (S) foi
brasileira de diversas formas, sendo consumido calculada segundo a Equação 1, descrita por
na forma de vagem verde, grãos verdes, grãos Mohsenin (1986).
secos ou, ainda, no preparo de pratos, como o
acarajé (Vieira et al., 2000). 1/ 3
Média Geométrica das Medidas ( X ⋅ Y ⋅ Z ) (1)
S= =
O presente trabalho teve por objetivo Maior Medida X
determinar algumas propriedades físicas dos
grãos secos de feijão-fradinho para cinco teores A determinação da massa de 100 grãos
de água (11,9%, 14,7%, 18,7%, 25,9% e 28,9% (Işik & Işik, 2008; Karababa, 2006; Amin et al.,
b.u.), com a finalidade de gerar dados para 2004; Balasubramanian, 2001; Konak et al.,
projetos de engenharia 2002; Chandrasekar & Viswanathan, 1999;
Çarman, 1996) foi realizada através da pesagem
MATERIAL E MÉTODOS de 100 feijões escolhidos aleatoriamente,
utilizando-se uma balança analítica (Mettler
Matéria-prima Toledo AB204-S Mono Block, Brasil).
Os grãos secos de feijão-fradinho, limpos
e selecionados, foram adquiridos no mercado
local, apresentando teor de água de 11,8% em
base úmida (Ubu). A partir do teor de água

Propriedade Física dos Grãos


ApostilasBrasil.com Seu Futuro é o Nosso Presente!
29

a posição adquirida pela queda natural. Este


mesmo recipiente foi pesado em balança
semianalítica (Gehaka BG4000, Brasil),
obtendo-se a massa dos feijões. A densidade
aparente (aparente) foi então calculada através da
relação massa/volume, sendo a análise realizada
em triplicata.
A porosidade (P) dos grãos foi
determinada para cada repetição, nos cinco
níveis de teor de água, utilizando-se a relação
apresentada na Equação 2 (Karababa, 2006;
Figura 1. Representação das dimensões Amin et al., 2004; Chandrasekar &
comprimento (X), largura (Y) e espessura (Z) Viswanathan, 1999; Benedetti & Jorge, 1987a).
nos grãos de feijão fradinho

Densidade real ( real ), densidade aparente


 ρ 
P (%) = 1 − aparente  ⋅100 (2)
( aparente) e porosidade (P)  ρ real 
A densidade real (real ) foi medida Coeficiente de atrito estático ( e)
utilizando-se uma proveta de 500 mL contendo
250 mL de água destilada e uma balança Define-se força de atrito estático como
semianalítica (Gehaka BG4000, Brasil). aquela que surge entre duas superfícies quando
Adicionou-se, a esta proveta 150 g de feijão. O uma tende a deslizar em relação à outra,
volume de água deslocado pelos feijões foi instantes antes do deslizamento. Esta força pode
utilizado para obtenção da densidade real, ser calculada como a multiplicação entre a força
através da relação massa/volume (Mpotokwane normal sobre a superfície em contato e o
et al.; 2008; Karababa, 2006; Amin et al., 2004; coeficiente de atrito estático entre o corpo e a
Chandrasekar & Viswanathan, 1999; Benedetti superfície (e).
& Jorge, 1987a). O experimento foi realizado Utilizou-se metodologia baseada na
em triplicata para cada teor de água. utilizada por Balasubramanian (2001),
A densidade aparente (aparente) foi Chandrasekar e Viswanathan (1999), Benedetti
medida utilizando-se o método de acomodação (1987) e Leitão (1983). O equipamento consiste
natural dos grãos em recipiente com volume em um carrinho sem fundo de dimensões 20,0
conhecido, como utilizado por Mpotokwane et cm de comprimento, 18,0 cm de largura e 6,0
al. (2008), Karababa (2006), Amin et al. (2004), cm de altura, sobreposto a um recipiente
Chandrasekar & Viswanathan (1999) e retangular de dimensões 25,0 cm de
Benedetti e Jorge (1987a). Utilizou-se comprimento, 18,0 cm de largura e 6,5 cm de
recipiente com superfície nivelada, cujo volume altura ambos feitos em acrílico. O carrinho é
foi aferido a cada medição da densidade apoiado em trilhos fazendo com que o atrito
aparente utilizando-se água destilada entre eles seja desprezível e também para
(densidade na temperatura obtida, e os dados garantir que só haja contato entre os grãos ou
apresentados por Singh e Heldman, 2009). Para entre os grãos e as superfícies avaliadas. A
garantir que o feijão se acomodasse força necessária para deslocar o carrinho com
naturalmente no recipiente e que houvesse os grãos é obtida vagarosamente pela adição de
homogeneidade entre repetições, foi utilizado pequenas peças de chumbo e areia a um
um funil preso a um suporte universal cujo recipiente acoplado à extremidade de um fio de
gargalo estava para baixo e posicionado no aço preso ao carrinho. Este sistema foi utilizado
centro do recipiente onde o feijão foi colocado. para medição do coeficiente de atrito estático
A abertura inferior do funil foi mantida sempre entre grãos e entre os grãos e superfícies de
a 19,2 cm da superfície inferior do recipiente. materiais utilizados na indústria de alimentos.
Uma vez posicionado, o funil foi preenchido Para obtenção dos valores da força
com os grãos, que foram então liberados, normal e da força de atrito estático entre grãos,
preenchendo completamente o recipiente, até adicionou-se ao carrinho uma massa conhecida
transbordar. Com o auxílio de uma régua a de feijão, sendo esta utilizada para o cálculo da
superfície do recipiente foi nivelada, de forma força normal. A força normal é determinada
que os feijões não fossem forçados e perdessem através da massa de feijões adicionada ao

Propriedade Física dos Grãos


ApostilasBrasil.com Seu Futuro é o Nosso Presente!
30

carrinho e a força de atrito, determinada através dimensões 21,0 cm de comprimento; 18,5 cm


da massa de areia e chumbo adicionada ao de altura e 11,0 cm de largura, composto de
recipiente localizado ao lado oposto do fio de acrílico. Um funil acoplado a um suporte
aço. Entre os recipientes pode-se acoplar uma universal foi posicionado no centro do
chapa de determinado material em substituição recipiente, com sua abertura localizada a 19,2
ao feijão adicionado ao recipiente para o cm da superfície inferior do mesmo. Desta
cálculo do coeficiente de atrito estático interno. forma, se garantiu fluxo constante e
Foram determinados, com esse mesmo acomodação natural dos grãos. Os quatro
equipamento, os coeficientes de atrito estático ângulos formados foram medidos com um
entre grãos (interno) e entre os grãos e dispositivo contendo um transferidor.
superfícies de aço inoxidável e aço galvanizado. Considerou-se ângulo de talude aquele obtido
Os experimentos foram realizados em triplicata pela média dos quatro ângulos formados, sendo
para cada um dos cinco teores de água o experimento realizado em triplicata para cada
analisados. uma dos cinco teores de água.

Ângulo de talude RESULTADOS E DISCUSSÃO

O ângulo de talude, ou ângulo de Determinação do teor de água e atividade de


repouso, é aquele formado pelo produto, ao água (Aw)
escoar através de um fluxo constante, com o
plano horizontal, sendo este ângulo Na Tabela 1 estão os cinco níveis de teor
influenciado pelo tamanho, forma, orientação de água utilizados no trabalho, expressos em
de partículas e teor de água do produto base úmida (Xbu) e base seca (Xbs). Na Figura 2
(Mohsenin, 1986). Existem diversos métodos se encontra a variação da atividade de água
para determinação deste ângulo (Mohsenin, (Aw) em função do teor de água dos grãos
1986), sendo utilizado, no presente trabalho, o (25ºC). Observa-se que os tores de água
utilizado por Benedetti e Jorge (1987a). utilizados resultaram em Aw de 0,61 a 0,94,
O aparelho empregado para este fim representando uma ampla faixa de estabilidade
consiste em um recipiente retangular de do produto.

Tabela 1. Teor de água dos grãos de feijão fradinho utilizados em base úmida (Xbu) e seca (Xbs) dos
cinco níveis avaliados (média ± desvio padrão)
Nível avaliado Base úmida – Xbu (%) Base seca– Xbs (%)
Teor de água 1 11,9 ± 0,1 13,5 ± 0,1
Teor de água 2 14,7 ± 0,1 17,3 ± 0,2
Teor de água 3 18,7 ± 0,1 23,0 ± 0,2
Teor de água 4 25,9 ± 2,4 35,1 ± 4,5
Teor de água 5 28,9 ± 1,0 40,1 ± 1,9

Propriedade Física dos Grãos


ApostilasBrasil.com Seu Futuro é o Nosso Presente!
Determinação de propriedades físicas do feijão fradinho Bajay et al. 31

35

30

25

(%)
Ubu (%)
20

Xbu
15

10

0
0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
Aw

Figura 2. Relação entre atividade de água (Aw) e teor de água em base úmida (Xbu) nos grãos de
feijão fradinho

Dimensões, massa dos grãos e esfericidade aumento da esfericidade (grão de bico, Işik &
(S) Işik, 2008; bambara, Baryeh, 2001; milho de
pipoca, Karababa, 2006), o feijão fradinho
Na Figura 3 observa-se uma variação do apresentou redução de 6% no intervalo de teor
comprimento (X), largura (Y) e espessura (Z) e de água estudado. Tal resultado está de acordo
esfericidade (S) em função do teor de água com o observado em relação à variação
estudado para os grãos analisados. Embora diferente das dimensões; ao ganhar massa de
todas as dimensões apresentem crescimento água o grão apresenta maior crescimento em
com o aumento da temperatura, nota-se que o um eixo, ficando menos esférico.
feijão fradinho apresentou maior variação na Na Figura 4 se encontra a variação da
dimensão X (17%), em comparação com a Y massa de 100 grãos de feijão em função do teor
(10%) e Z (6%). Tais variações estão de acordo de água, observando-se aumento de 47% dentro
com os apresentados por outros grãos, assim do intervalo de teor de água analisado. Os
como o fato da expansão ocorrer de forma mais valores estão próximos aos obtidos para outros
pronunciada em uma das dimensões (Karababa, grãos dentro de um intervalo semelhante de teor
2006; Amin et al., 2004; Baryeh, 2001). Ao de água (Işik & Işik, 2008; Karababa, 2006;
contrário do apresentado para outros grãos, em Amin et al., 2004; Balasubramanian, 2001).
que o aumento do teor de água resulta em

15 100

12 80
X, Y, Z (mm)

9 60
S (%)

6 40
X
Y
3 Z 20
S
0 0
0 10 20 30

XUbu (%)
bu (%)

Figura 3. Variação das dimensões comprimento (X), largura (Y) e espessura (Z) e esfericidade (S)
em função do teor de água em base úmida (Xbu) em grãos de feijão fradinho (as barras verticais
representam o desvio padrão em cada teor de água)

Propriedade Física dos Grãos


ApostilasBrasil.com Seu Futuro é o Nosso Presente!
32 Determinação de propriedades físicas do feijão fradinho Bajay et al

25

Massa de 100 grãos (g)


20

15

10

0
0 5 10 15 20 25 30 35
Xbu
U bu(%)
(%)
Figura 4. Variação na massa de 100 grãos em função do teor de água em base úmida (Xbu) em grãos
de feijão fradinho

Densidade real (ρreal), densidade aparente porosidade. A redução na densidade real com o
(ρaparente) e porosidade (P) aumento do teor de água do grão é explicada
pela menor densidade da água em relação aos
Na Figura 5 se encontra a variação da demais componentes do mesmo. O aumento das
dimensões dos grãos resulta em menor
densidade real (ρreal ), densidade aparente
capacidade de preenchimento de determinado
(ρaparente) e porosidade (P) em função do teor de recipiente, resultando em aumento da
água para os grãos avaliados. As densidades
porosidade entre grãos e consequente redução
obtidas estão dentro da faixa citada por Olapade
da densidade aparente. Os resultados obtidos
et al. (2002) para variedades nigerianas de
estão dentro dos apresentados para grão de bico
caupi (cowpea), (densidade real entre 1050 e
(Nikoobin et al., 2009; Konak et al., 2002),
1190 kg/m3 na faixa de teor de água de 11,4% a milho (Karababa, 2006; Benedetti & Jorge,
12,6% -Ubu). O feijão fradinho sofreu redução
1987a), lentilha (Amin et al., 2004), bambara
de cerca de 20% na densidade aparente e 10%
(Baryeh, 2001), amendoim, feijão, soja e trigo
na densidade real, na faixa de teor de água
(Benedetti & Jorge, 1987a)
avaliada com aumento de cerca de 20% na

1400 50

40
1200
ρ (kg/m3)

P (%)

30
1000
20

800
10

600 0
0 10 20 30
Xbu U(%)
bu (%)

Densidade Aparente Densidade Real Porosidade

Figura 5. Variação na densidade real (ρreal ), densidade aparente (ρaparente) e porosidade (P) em função
do teor de água em base úmida (Xbu) em grãos de feijão fradinho (as barras verticais representam o
desvio padrão em cada teor de água)

Coeficiente de atrito estático (µe) coeficiente de atrito estático (µe) entre grãos de
feijão fradinho (interno) e entre grãos e
Na Figura 6 tem-se a variação do superfícies de aço inoxidável e de aço
galvanizado na faixa de teor de água analisado.

Propriedade Física dos Grãos


ApostilasBrasil.com Seu Futuro é o Nosso Presente!
Determinação de propriedades físicas do feijão fradinho Bajay et al. 33

Os coeficientes de atrito entre grãos e dos grãos feijão, milho e trigo e chapas de aço
com as superfícies analisadas apresentaram galvanizado.
comportamento semelhante. Constata-se um
aumento dos valores do coeficiente de atrito em Ângulo de repouso
função do aumento do teor de água embora
exista uma oscilação para o coeficiente de atrito Na Figura 7 constata-se a variação do
entre os grãos de feijão (interno) para o teor de ângulo de repouso em função do teor de água
água entre 19 e 26%b.u. Embora este fato se dos grãos de feijão fradinho. O ângulo formado
diferencie do que ocorre com vários grãos, que pelo feijão com teor de água de 11,9%b.u. foi
se caracterizam pelo aumento dos coeficientes de 23º. Este valor está dentro da faixa de 18º a
de atrito com o aumento do teor de água, este 25º apresentada por Olapade et al. (2002) para
comportamento é semelhante ao observado por variedades nigerianas de caupi (cowpea, Xbu
Benedetti (1987) para coeficiente de atrito entre 11,4% e 12,6%).
interno e entre grãos de amendoim, arroz,

1,0
Interno
0,8 Aço Galvanizado
Aço Inoxidável
0,6
µe

0,4

0,2

0,0
0 5 10 15 20 25 30 35

XUbubu(%)
(%)

Figura 6. Variação no coeficiente de atrito estático (µe) entre grãos de feijão fradinho (interno) e entre
grãos e superfícies de aço inoxidável e aço galvanizado em função do teor de água em base úmida
(Xbu) (as barras verticais representam o desvio padrão em cada teor de água)

40
Ângulo de Talude (º)

30

20

10

0
0 5 10 15 20 25 30 35

XUbubu(%)
(%)
Figura 7. Variação no ângulo de talude em função do teor de água em base úmida (Xbu) em grãos de
feijão fradinho (as barras verticais representam o desvio padrão em cada teor de água)

O Feijão fradinho sofreu uma redução de seguido de uma pequena redução de 4%b.u. na
10% no ângulo de talude para um teor de água faixa de teor de água de 25,9% a 28,9%.
entre 11,9% a 14,7%, e aumento de 29% entre o Embora contrastando com o aumento
teor de água de 14,7% a 25,9% do feijão, característico de vários grãos, o comportamento

Propriedade Física dos Grãos


ApostilasBrasil.com Seu Futuro é o Nosso Presente!
34

do ângulo de talude do feijão fradinho apresenta


semelhança com o observado para bambara, na
faixa de 5-35% de teor de água (Baryeh, 2001)
e amendoim na faixa de teor de água de 10-25%
(Benedetti & Jorge, 1987b), podendo ser
explicado pelo comportamento semelhante
apresentado pelos grãos em relação ao
coeficiente de atrito interno (Figura 6).

Propriedade Física dos Grãos

Você também pode gostar