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Finanças Públicas

06-02-2020 (aula teórica)

Decisões estratégicas que o pais decide abraçar. Não existe nenhuma politica publica que não
tenha efeito no orçamento de estado.

Biografia: “Finanças publicas” António Gameiro.

Legislação de finanças publicas.

13-02-2020 (aula teórica)

Art. 182º

O estado enquanto pessoa coletiva e enquanto conjunto de cidadãos organizados


politicamente tem que dar esses bens públicos.

Noção de Finanças publicas:

São uma ciência que estuda o fenómeno financeiro do estado (O que é a gestão? Estuda o
fenómeno financeiro das empresas). E não é mais que isto

Porque vamos ter que estudar finanças publicas?

Sentido orgânico, porque as FP existem em função de um conjunto de serviços do estado que


tem como competência principal gerir a receita e a despesa publica alocando-a ás
necessidades publicas. Fala-se de FP para abranger a zona da administração (o conjunto de
órgãos do Estado ou de outro ente público) a quem compete gerir os meios económicos
destinados á satisfação das necessidades públicas (Ex: M. das Finanças). – sentido orgânico

Em sentido objetiva (atividade que é desenvolvida pelo estado ou por qualquer entidade
publico á necessidades coletivas) em sentido subjetivo (enquanto disciplina cientifica própria).
Designa a atividade através do qual o Estado ou outro ente publico afeta bens económicos á
satisfação de necessidades coletivas.

Em sentido subjetivo visa referir a disciplina cientifica que estuda as leis que regem a atividade
do Estado no sentido da satisfação das necessidades que lhe estão confiadas.

A pessoa coletiva estado relaciona-se com os outros entes ? 3 poderes que existem é a tutela
(administração autónoma e independente – administração local), hierarquia (administração
interna do estado – serviços integrados e autónomos) e a superintendência (administração
independente do estado – empresas publicas, institutos públicos, e integralmente publicas ou
maioritariamente publicas).

Vamos estudar um pouco o ato administrativo, mas apenas dos que tem impacto financeiro.

Binómio de Receita (impostos/taxas/multas/etc.) + Despesa (despesa corrente (repetem dentro


da entidade) ou capital (objetivo em que o capital investido se reproduza) igual a satisfação de
necessidades coletivas.

Despesa o estado gasta para consumo próprio ou para obter capital com o investimento.

O rendimento é igual a que? É o que eu ganho e com este apenas posso consumir/poupar ou
invisto. O rendimento de todas as pessoas do mundo só dá para fazer isso.

O rendimento que nós temos em casa é igual á receita do estado e serve para a mesma coisa.

Se eu aumento o investimento tenho que baixar a despesa. Mas amplio as minhas


oportunidades.
Finanças Públicas

As finanças publicas servem para que os órgãos dos estado tem para tendente a perceber a
alocação das receitas e feitoria de despesas para que possa satisfazer as necessidades
coletivas.

Externalidades podem ser positivas ou negativas, que não passam de mudanças que pode
haver nas finanças que podem ser más ou boas. Externalidades são fatores externas que
podem condicionar a ação financeira do estado.

As economias mundiais influencia as finanças publicas de todos os países.

O que é que o Estado faz para satisfazer aas necessidades coletivas? Toma opções e satisfazem-
nas com a criação de bens públicos ou compram no exterior.

Ex: fazer escolas tem que ir ao privado para que esses a façam para as escolas, também no
exercito se ele quiser comprar mais munições vai ao mercado e compra para depois estarem ao
serviço do estado.

Art. 80º do CRP – princípios das finanças publicas, temos dois tipos de bens os públicos e
privados.

Art. 82º CRP – 3 setores de propriedade – setor cooperativo ou social.

“finanças publicas” – António Gameiro

Os bens públicos são da … .

Distinção entre finanças publicas e finanças privadas – alocação da receita e das despesas de
uma determinada entidade privada que tem como fim o lucro e os proveitos. Enquanto que
por finanças privadas se entendem os aspetos tipicamente monetários do financiamento de
uma economia, abrangendo-se os problemas da moeda e do crédito ou, mais respetivamente,
os mercados financeiros onde se transacionam ativos representados por títulos a médio e a
longo prazo. Nas finanças publicas entende-se a atividade económica de um ente publico
tendente a afetar bens á satisfação das necessidades que lhe estão confiadas, necessidades
estas da comunidade do estado.

O principio primordial do estado é garantir a igualdade de oportunidades para todas as


pessoas, e tanto as tem que oferecer á pessoa mais rica do pais como a mais pobre. Porque se
fosse para tratar os ricos de uma forma e os pobres de outra não precisávamos de estado para
nada porque de forma desigual eramos nós tratados no tempo em que não havia estado.

Embora nos tempos de hoje ainda não conseguimos assegurar a igualdade de todos, ainda
temos muitos passos para dar. Porque as pessoas que moram em lisboa tem aqui a
conservatória para ir se quiserem e o estado paga, mas as pessoas que estão nas terras mais
afastadas do centro não tem a conservatória também ali perto deles e pagam impostos como
os outros.

Perspetivas das finanças publicas

Económico: 1º fase o estado tem que alocar bens seus ou adquiri-los para satisfazer
necessidades coletivas e para isso interfere na economia do pais. Dos 100% do produto interno
bruto o estado consome 46,1% dos recursos que a gente produz. Do rendimento nacional que
nós temos o estado consome 46,1%, quando dizemos consome estamos a falar de
consumir/poupa ou investe. O estado apesar de ser rico tem que fazer escolhas porque os
recursos são sempre escassos.
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3 relações que o estado faz para intervir na economia do pais. O estado intervém (quando
seleciona uma empresa para encomendar uns bens em concurso publico), ou ordena (quando
faz leis para regular os preços para que as empresas não exista má concorrência) ou regula
(existe aspetos do mercado que o estado não vai investir como por exemplo na bolsa, em que o
estado não tem nada a ver se as pessoas podem investir ou não, nem sequer é tributado).

Adam Smith – lei da mão invisível em que o estado não deve intervir na economia em que a
mão invisível está ali e o mercado privado regula-se por ele próprio.

Perspetiva jurídica e financeira.

20-02-2020 (aula teórica)

Conceito de finanças publicas:

A. Perspetiva politica do fenómeno financeiro: pressupõem um processo socialmente


organizado, pressupõe um processo coativo em função do bem comum da
comunidade. Para que isto aconteça, quer dizer que nos temos que ter duas obrigações
que são a existência de necessidades coletivas (se não houver não precisa de se tomar
decisões para nada) e a existência de um processo através do qual o estado defina as
prioridades para satisfazer as necessidades coletivas. Nós temos sempre recursos
escassos e é por isso que temos que ter que fazer escolhas todos os dias. O fenómeno
financeiro que decorre da atividade do estado, … .

B. Perspetiva económica do fenómeno financeiro: as relações entre a atividade


económica e a atividade politica ou entre o estado e o poder politico podem ser de 3
naturezas:

a. Ordenação económica: quando correspondendo a uma primeira função da


máquina politica que tem como objetivo definir o quadro geral jurídico e social
em que se vai desenrolar toda a atividade económica. Uma das formas de
ordenação mais reconhecida é a definição de uma politica ou doutrina
económica e social do estado Ex: leis e normas jurídicas. Art. 80º a 106º da CRP
nós vamos encontrar a base constitucional para que se possam fazer leis … .

b. Intervenção económica: através da utilização de instrumentos monetários ou


financeiros o Estado lançando mão dos mesmos procura modificar
comportamentos dentro dos parâmetros gerais que definiu na sua função
ordenadora atuando ou agindo, neste caso, como um verdadeiro agente
económico.

c. Regulação económica: o estado, pelo próprio, desenvolve uma atividade como


sujeito económico de extensão variável e enquanto titular de bens
económicos, necessitando para tanto de criar quadros normativos reguladores
da sua ação e dos demais entes privados no interesse da comunidade de modo
a que essa prestação de bens e serviços seja afeta com equidade ás
necessidades coletivas.

C. Perspetiva Jurídica do fenómeno financeiro: á volta da atividade financeira existem dois


tipos de normas que a regulam:

a. As normas de organização e funcionamento da estrutura ou da máquina


financeira

b. As normas que regulam o plano das relações entre o estado e os particulares


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A atividade financeira como necessidades publica: o estado ao desenvolver a sua atividade


económica age para satisfazer um conjunto de necessidades que são:

a) Necessidades sociais: resultado em vida em sociedade.

b) Necessidades publicas: satisfeitas pelo estado ou outros entes públicos.

c) Necessidades de satisfação passiva: que não pressupõem uma procura no mercado,


mas são sentidas por todos, pois não são suscetíveis de satisfação ou afetação
individual. Ex: alcatroar a estrada

As necessidades financeiras como necessidades publicas: o que permite caraterizar uma


necessidade publica é a forma como ela é satisfeita, desde logo, se ela é satisfeita pelo estado
ou por outro ente publico qualquer porque daqui deriva a possibilidade e a suscetibilidade do
uso da coação na determinação das prioridades na escolha dos meios de financiamento e dos
sacrifícios patrimoniais dos particulares. As opções são tomadas no âmbito da racionalidade
financeira, o que significa a definição de critérios de eficácia, de eficiência e de economicidade
dessas escolhas (teoria dos 3 E).

Como é que é realizada a satisfação passiva das necessidades? Se um sujeito tem uma
necessidade lança mão de um meio que lhe permite satisfaze-la. E se não houver esse meio?
Vai realizar a satisfação da necessidade através da troca com alguém que tenha acesso direto
com o meio que eu posso utilizar para satisfazer a minha necessidade passiva.

Nas sociedades complexas que temos hoje, surgindo necessidades como a segurança interna, o
transporte, a habitação cabe ao Estado o desenvolvimento de um conjunto de atividades
(meios) que permitam a sua satisfação. Atenção que a satisfação destas necessidades passivas
não assenta na procura, mas sim na imposição de sacrifícios aos particulares, chamados
impostos.

Que critérios é que nós satisfazemos essas necessidades publicas? Os bens públicos tem uma
natureza que implica uma alternativa. Das duas uma ou os bens públicos existem e satisfazem
as necessidades publicas ou eles não existem e os bens particulares não existem.

Os bens públicos são aqueles que apenas podem ser feitos por entes públicos. Ex: Passaporte,
estrada publica, Centro de segurança social, Piscinas Publicas, Hospitais públicos, etc.
Caraterísticas:

 Prestam pela sua natureza utilidades individuais;

 São bens não exclusivos, já que não é possível privar ninguém da sua utilização;

 Não emulativos ou não rivais, não permitem entrar em concorrência para se conseguir
a sua utilização; Permite aos sujeitos utilizar esse bem sem entrar em concorrência
com outro bem ou com outro sujeito.

Produzidos á margem do mercado.

Meios da atividade financeira

1. Despesa Pública: consistem no gasto de dinheiro ou de bens por parte de entes


públicos para adquirirem ou criarem meios de satisfazer as necessidades coletivas.

2. Receitas Públicas: são muito variadas e cuja importância varia de uma forma muito
variada em razão das caraterísticas de cada um dos sistemas económicos e sociais.
Assim encontramos 3 tipos de receitas:
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a. Receitas patrimoniais: que são aquelas que são proporcionadas pelo próprio
património do Estado e que podem resultar de uma gestão normal desse
património (rendas) ou do sacrifício desse património (receitas da venda de
ativos).

b. Receitas tributárias: são as receitas fundamentais do estado que são os


tributos (impostos), e que resulta dos poderes de autoridade do estado de
impor sacrifícios ao cidadão.

c. Receitas creditícias: que são as que resultam do recurso ao crédito por parte
do Estado.

Principais Instituições financeiras do Estado

21-02-2020 (aula prática)

Objeto das Finanças publicas: Estudo da aquisição e utilização de meios de financiamento por
parte das entidades publicas com “ius imperium”.

Todos nós temos necessidades que normalmente vem do desejo que nós temos de adquirir
coisas para saciar a minha necessidade.

Existem determinadas necessidades que são comuns a todos nós que são aquelas que alguém
procura por nós que são diversas necessidades.

O Estado em si não tem necessidades, a comunidade que ele representa é que tem
necessidades que ele tem que satisfazer. As tais necessidades que são comuns a todos nós.

Constitucional: temos determinado tipos de órgãos que são mais importantes nas finanças
publicas: assembleia da republica em que sai todas as politicas ou pelo menos as mais
importantes, não tem carater administrativos e sim politico que tem a capacidade de fazer leis
que não são mais nem menos do que politicas escritas. A sua aplicação não vai ser pela
assembleia da republica, mas por outras entidades administrativas que são a administração
publica. E temos outro órgão que faz a ponte, órgão esse politico, que faz a ligação entre a
assembleia e a administração publica, que é o governo (art. 182º da CRP). O governo também
define politicas que vem maioritariamente da assembleia publica, mas não só como por
exemplo o orçamento de estado que vem do governo e depois é que vai á assembleia para ser
aprovada, e as outras leis que saem do governo são apresentadas como DL.

Art. 198º da CRP

O conselho de Ministros é a cópula do Governo.

A administração publica apenas aplica, não decide nada.

Necessidades que somos nós coletividade que temos e não o Estado. Estas necessidades são
daqueles que estão dentro do Estado e não o Estado em si. O Estada é com o seu “ius
imperium” que vai á coletividade buscar receitas que vai usar para satisfazer as nossas
necessidades.

São as únicas que tem verdadeiramente “ius imperium” em que por exemplo a emel não tem
“ius imperium” é apenas uma uma atribuição da autarquia:

 Administração central e direta: que são os ministérios e … .

 Autarquias locais: administração publica pura

 Regiões autónomas:
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Vão oferecer-nos a satisfação das necessidades que nós temos.

Para poder satisfazer as necessidades publicas tem que ter dinheiro para fazer despesa de
modo a satisfazer essas necessidades. Então tudo isto tem que ser pago de alguma forma
então a despesa é a utilização das receitas para fazer as despesas e assim suprir as
necessidades. E como o pode fazer? Por exemplo o aumento do imposto, mas não o pode fazer
de qualquer maneira, em que tem que ter legitimidade e autorização legislativa da assembleia
da republica (art. 105º da CRP). Existe uma proteção que está na Constituição. E tem que estar
previsto no orçamento de estado que tem que ser aprovado na AR todos os anos, e se não tiver
lá previsto, em principio não pode ser feito um novo imposto nem pode ter um aumento ou
uma diminuição se não tiver previsto.

Quanto mais se paga de imposto ganhamos mais e vice versa e o que se torna mais difícil é
fazer esse equilíbrio. Pode haver a progressividade do imposto ou a proporcionalidade. Vamos
ver mais á frente.

Atividade financeira do Estado


Atividade desenvolvida pelo Estado na satisfação das necessidades coletivas e concretizada em
receita e despesa.

Aquilo que o estado faz para satisfazer as necessidades coletivas, e é isto que faz a
administração publica. Tem que fazer despesa e para a fazer tem que haver receita em que
deve de ter um equilíbrio que é previsto no orçamento de Estado e que o ideal é dar 0 em que
não deve de haver défice nem mais receitas do que despesa. Não convém que o défice muito
grande e se tiver super hábito em que as necessidades estão todas cumpridas, mas podem
sempre ser melhoradas e o Estado não deve ficar com dinheiro. Se ficar com dinheiro o que
tem logo de fazer é diminuir nos impostos, porque estamos a dar mais dinheiro do que
devíamos, para que as nossas necessidades fiquem todas satisfeitas. Pode tê-la, mas não deve
continuar a ficar com ela. Não deve arrecadar lucro.

As empresas publicas podem arrecadar lucro em que fica uma parte de reserva para manter o
funcionamento da empresa e a outra parte vai para o Estado para satisfazer as necessidades da
comunidade em que podemos dar como exemplo a empresa publica da Caixa Geral de
Depósitos ou da TAP.

 Despesa

 Receitas

 Necessidades publicas

 Entidades publicas munidas de Ius Imperium

Necessidades coletivas/necessidades da coletividade


Vai satisfazer as nossas necessidades com bens uteis (que são por exemplo o móvel que eu
compro para colocar lá em casa, não vou comprar a madeira apenas, de qualquer maneira
tenho que construir o móvel para ele se tornar um bem útil e não apenas adquirir meios de
manufaturação).

Necessidades de satisfação ativa: em que para satisfazer a minha necessidade tenho que
ativamente a procurar para satisfazer a minha necessidade individual. Posso ser excluído dele,
apenas quem tem meios para o adquirir senão não o tenho, supostamente é sempre oferecido
pelo mercado. Exige sempre o pagamento de um preço. -> PROCURA
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Caem no mercado em que se for importante para uma boa parte das pessoas elas vão ser
oferecidas. Em certas situações podem ser coletivas, em certo tempo. Ex: educação em que
normalmente temos que ir á procura delas, mas existem umas externalidades muito passivas,
por isso é que temos ensino obrigatório até ao 12º ano. A necessidade continua a ser positiva
em que a criança tem que querer estudar e o estado obriga as pessoas a ir á escola e o estado
oferece, porque considera ser muito importante para a sociedade. Mas existem por exemplo a
faculdade que já não é o Estado que oferece, mas os alunos pagam muito mais na lusófona do
que os alunos da nova, que pagam menos em que pagam uma tarifa e não o preço de mercado
que são o preço tendencialmente gratuito.

Como por exemplo a saúde, também é uma necessidade individual e mais que isso é
importante para a coletividade em que o Estado oferece. É o Estado que decide isso como por
exemplo temos os EUA em que a Escola e a Saúde são apenas privadas, o Estado entende que
não tem que as oferecer.

Necessidades de satisfação passiva: (ficar a aguardar) situações que são importantes para a
coletividade. Ex: fogo de artificio, em que vou satisfazer a minha necessidade á carona dos
outros. Este bem não é excluível em que basta ficar-mos á espera que me ofereçam. Quem é
que pode oferecer é as entidades publicas porque é importante para a coletividade em que nós
somos obrigados a pagar impostos, em que nós não conseguimos oferecer porque não temos
capacidade para oferecermos esse tipo de bens nem o conseguíamos fazer de forma neutra,
como por exemplo as forças armadas.-> OFERTA

A distribuição da riqueza quer dizer tirar aqueles que tem mais para dar aqueles que tem
menos.

As necessidades de satisfação passiva são as necessidades coletivas que a coletividade tem que
haver receitas que são adquiridos através de meios de financiamento em que o mais
importante é o imposto ou em empréstimos, em que ele não deve de ter como receita
principal porque depois tem que pagar o empréstimo com os juros em cima. Bens públicos.
Tem que ser a coletividade em si a funcionar, porque nós sozinhos não conseguimos funcionar,
porque se houver uma menor distribuição da riqueza, vamos ter mais pessoas com mais
dinheiro e outras muito mais pobres e isso, normalmente, causa violência na sociedade. O que
não queremos na nossa sociedade, preferimos ter mais segurança, mas para isso temos que ter
mais impostos, para que o Estado possa fazer essa distribuição da riqueza de melhor forma.

O estado não deve de intervir em tudo.

 Receitas coativas (impostos e taxas)

 Relações de troca (empréstimos)

Deve de ser sempre o mercado a funcionar primeiro, porque isso nos dá uma noção de
liberdade. E apenas quando o funcionamento desse mercado falha é que o Estado tem que
intervir.

O mercado apenas pensa por ele e existem muitos que não conseguem ter acesso a ele, por
isso o Estado tem que intervir. Porque quando nenhuma pessoa consegue adquirir meios para
aceder ao mercado o Estado ai tem que intervir.

28-02-2020 (aula prática)

Evolução das finanças publicas


3 etapas:
Finanças Públicas

1. Monarquia absolutista: aqui estamos a ver que era tudo absoluto, o que quer dizer,
que o que se verificava era um governo em que havia um rei e uma corte, em que
havia estratos sociais muito fortes. (o rei, nobreza, clero, burguesia e o povo).

Não havia o principio da divisão de poderes, que é muito importante. Por isso é que
era absolutista e era uma monarquia porque havia um rei.

O rei definia as leis, aplicava as leis e governava, estava com todos os poderes
concentrados numa pessoa. Os militares do rei, entravem dentro das terras e traziam o
que queriam, e se fosse preciso escravizavam as pessoas. O povo apenas tinham
deveres, não tinham quaisquer direitos. – as “finanças publicas” desse tempo.

Até ás revoluções liberais (Inglaterra), independência dos EUA, revolução Francesa. E


devido a essas revoluções começou a haver uma mudança em que o principal objetivo
era tirar o poder ao rei e fazer uma separação dos poderes (John Lock).

Aqui as finanças designavam-se de FINANÇAS ABSOLUTAS.

2. Liberalismo (foi aqui que começavam de uma forma regulada as finanças publicas
propriamente ditas).

O povo começa a ganhar algum poder.

a. Caraterísticas politicas:

i. Principio da separação de poderes– em que temos o presidente que


governa, o parlamento que é quem decide e faz as leis em que se este
não fizer nada o presidente nada pode fazer, temos o tribunal supremo
que tem o poder de fiscalização de poderes – EUA. Em Portugal temos
mais uma interdependência de poderes em conjunto com a separação
de poderes, porque o nosso governo tem o poder de fazer leis
(decreto- lei) também define politicamente qualquer coisa, para fazer
leis é normalmente a assembleia da republica que dá autorização ao
governo para fazer algumas leis, temos um presidente da republica
que não tem quase poder nenhum mas governa – poder moderador
que está acima de todos os outros e que modera todos os outros, mas
também está dependente deles (é suposto ser um poder neutro) – o
presidente é praticamente neutro, porque vem de uma determinada
sociedade e pertence a um determinado partido. O poder moderador
é eleito por nós que tem que receber maioria absoluta – influencia as
politicas, mas não as faz, e governa indiretamente (sistema
semipresidencialismo) faz pressão na assembleia. Temos o tribunal
constitucional que não tem apenas o poder judicial, também tem um
poder politico. Também temos o tribunal de contas que também tem o
poder judicial, mas também um poder politico e fiscalização.

ii. Principio da legalidade: a partir de agora tudo o que pode ser feito
pelo estado tem que estar na lei, não pode ir contra a lei.

iii. Aparecimento de instituições orgânicas e instrumentais: aparecem


para salvaguardar o povo. (orgânicas (órgãos) parlamento que começa
a controlar as contas publicas, toda a despesa que é feita pelo estado
tem que ser aprovada e tem que estar prevista pelo parlamento que
representa o povo, só o parlamento é que pode criar imposto.
Instrumentais (instrumento) em que temos o orçamento de estado,
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existe uma despesa que tem que ser feita e temos uma receita que
pode ser feita e a receita quem que cobrir a despesa, tem que ser
sempre igual a 0.)

b. Caraterísticas económicas:

i. Imposto/ universalidade: temos todos que pagar o imposto. O imposto


que passa a ser uma contribuição com regras. Quem tem mais riqueza
paga mais e os que tem menos pagam menos. Os ricos começaram a
ser prejudicados.

ii. Equilíbrio orçamental: a partir de agora as despesas tem que ser igual
ás receitas, não mais do que isso. Apenas para beneficiar todo o
estado e nada mais que isso. Tem que ser igual a 0.

c. No liberalismo o nome das finanças publicas era FINANÇAS NEUTRAS:

i. Modelo económico privado: (o mercado a funcionar em que temos o


ponto de equilíbrio entre a oferta e a procura).

ii. Sistema de Finanças Neutro: se é um mercado que deve funcionar em


liberdade em que o Estado tem que intervir o menos possível. O
estado deve oferecer apenas os bens que são naturalmente de
Princípios das necessidade publica (ex. defesa nacional, estradas para circularmos,
finanças neutras etc.), não é preciso haver uma estrutura muito grande construída (em
que temos o parlamento, o orçamento de estado, uma para cobrar os
impostos e outras para gastar as receitas).

iii. O setor/sistema publico era simples: eram poucas instituições, não


havia um grande numero, apenas o indispensável para o
funcionamento. Era o mercado que funcionava.

iv. Atividade publica: era mínima. Só oferecia o que tinha que oferecer e o
que o mercado não oferecia. – Principio do mínimo.

d. Controlar as contas publicas era o objetivo principal. (Adam Smith)

3. Tem que começas a haver uma distribuição de riqueza, para termos uma igualdade de
oportunidades em que todos devemos ter um acesso á saúde, escola, etc. O estado
deve intervir para tirar os desequilíbrios que havia no liberalismo (em que nem todos
tinham a possibilidade de ter acesso ao mercado).

É logo feita a partir do imposto.

05-03-2020 (aula teórica)

As principais instituições financeiras do estado são aquelas instituições que significam e


representam os instrumentos da ação politica do estado relativas á locação de receitas publicas
á realização de despesa publica tendente a satisfação das necessidades coletivas. Encontramos
entre essas instituições o tesouro, a conta geral do estado e o orçamento do estado.

O orçamento do estado trata-se de uma previsão de receita e despesa de um determinado


sujeito durante um período económico definido. O orçamento de estado pode ser definido
como a autorização politica para quebrar receitas e efetuar despesas durante um certo
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período, em regra anual, a qual condiciona toda a atividade da administração publica durante
esse ano financeiro.

A conta geral do estado é um registo ex post da forma como foi executado o orçamento do
valor das receitas cobradas e do montante de despesas efetuadas na satisfação de
necessidades coletivas.

O tesouro é um serviço ou conjunto de serviços públicos cujo a competência consiste em gerir


as generalidade dos dinheiros públicos, arrecadando as receitas e pagando as despesas.

As finanças e os sistemas económicos

Pela sua própria definição a atividade financeira configura-se de forma diferente consoante o
sistema económico social em que se desenvolve. Por sistema abstrato entende-se um tipo ideal
de organização e funcionamento de uma sociedade havendo economia livre ou de direção
central, ou de direção total da economia.

Por estrutura económica entende-se a forma como se configuram numa data economia quer
os elementos extraeconómicos que os elementos económicos de uma economia. Por sistema
concreto entende-se a organização e funcionamento da atividade económica suficientemente
diferenciada dos outros sistemas e aplicável a diferentes estruturas (como sabemos, tudo
começa com a expansão marítima no séc. XV e verdadeiramente no mundo todo a partir de
1401 dá-se a grande revolução da contabilidade em Génova onde se faz a exigência do duplo
registo em que tudo o que ia e chegava no barco tinha que ser registado em que um registo
ficava em terra e o outro era levado no barco. É assim que as trocas comerciais começam com
o principio da utilidade – capitalismo – não usa o mercado, mas sim o capital para fazer nascer
mais riqueza- e que passou a mercantilismo. O capitalismo teve diversas perspetivas politicas
que o viam de maneiras diferentes – Marks em que poem em crise o capitalismo enquanto
teoria económica que tratavam as trocas e também colocam em crise o liberalismo e a mão
invisível, defendendo que o Estado deveria intervir).

O Estado começou a entrar mais na economia mas não tendo o controlo de todos os meios de
produção. 1891 e 1911 – vamos encontrar aqueles que defendem que o mercado não resolve
os problemas todos e que o estado deve intervir para resolver determinadas desigualdades –
os partidos democráticos.

1936- sistemas coletivos de um lado e os democráticos de outro.

Tese de Cains- o papel do estado tem que intervir no mercado e esse papel e intervenção do
estado que tem que ser estudada. Demonstrando através de dois mecanismos que sempre que
o estado faz m investimento publico para oferecer um bem isso provoca uma reação na
economia muito maior. (Ex: imaginemos que temos uma zona mineira em que temos um
pequeno centro de saúde com apenas um médico o que não chega, se o estado investir nesse
pequeno centro de saúde tornando-o maior e com mais médicos, vai ter uma precursão nas
pessoas que trabalho, na remuneração de um médico, na saúde das pessoas que não são
mineiros, mais receitas, mais venda de medicamentos, que vão empregas mais pessoas para
fazer mais medicamentos para ter resposta ás encomendas dessas farmácias que crescem).

Coletivismo, liberalismo e intervencionismo moderado ou mais radical (coletivista) – são os


sistemas de finanças publicas que nós temos. Não confundir teoria económica com teoria
politica.
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Sistema Capitalista
As instituições jurídicas típicas do capitalismo são o capital e a empresa. Havendo liberdade
concretizam-se na privada e na iniciativa privada, e dentro desta iniciativa privada vamos
encontrar a liberdade de contratar, a liberdade de trabalho e a liberdade de constituição de
empresa ou de construção.

As leis e os princípios económicos do capitalismo encontram-se radicados no principio do


mercado que é dominado exclusivamente pela lei da oferta e da procura. Neste sistema o
funcionamento do mercado seria tanto mais correto quanto mais perfeição houvesse na
concorrência bilateral entre sujeitos. No capitalismo a motivação ou o mobil (antes da
revolução industrial não havia nada disso, porque não haviam empresas) típico pode ser
caraterizado pelo lucro ou ganho.

Dentro do sistema capitalista em razão das formas de articulação entre o poder politico e a
atividade económica e em razão das diferentes estruturas em que é aplicado, podemos
encontrar dois regimes diferentes:

 O liberalismo: é caraterizado, de grosso modo, por um reduzido peso do poder politico


na atividade económica que se desenvolve com respeito pelos valores individuais:

o Em primeiro lugar, entende-se que ao estado compete criar as condições que


permitam á sociedade manter-se organizada e estável, á propriedade privada
defender-se e á iniciativa privada prosperar. Nesta privatização da economia o
estado deve remeter-se a funções de defesa, de segurança, administração
geral, diplomacia e nos setores que não interessem ao setor privado.

o Em segundo lugar, predomina a existência do principio do mínimo de atividade


económica publica em que qualitativamente e quantitativamente a atividade
do estado deve reduzir-se ao mínimo imprescindível, absorvendo a menor
parcela possível do rendimento nacional.

o A atividade financeira deve ser organizada de forma a não perturbar á atuação


livre dos sujeitos económicos, pu seja, deve de haver neutralidade financeira
do estado.

o Quanto ás instituições jurídicas criou-se o principio da legalidade em matéria


tributária quanto á autorização de emissão de empréstimos e exigiu-se á
aprovação anual do orçamento pelas camaras legislativas.

o Em quinto lugar, criou-se o conceito da necessidade de existência do equilíbrio


orçamental em que as receitas efetivamente cobradas devem cobrir as
despesas efetivamente realizadas e descobriu-se a importância do imposto.

 O intervencionismo: o conceito de intervencionismo publico ou estadual é uma


corrente económica segundo a qual o estado procura corrigir certos aspetos do
funcionamento do mercado que se mostrem ineficazes. No intervencionismo em
sentido estrito (strito censo) o comportamento da economia continua a basear-se
essencialmente no comportamento dos sujeitos económicos, mas o estado corrige o
mercado.

NOTA: Ao contrário no dirigismo económico existe uma alteração mais profunda, o


estado propõem-se a determinados objetivos globais e atua economicamente no
mercado para tal efeito, além de intervir no mercado para o corrigir.
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Transição das finanças clássicas/liberais para as finanças


intervencionistas

Em segundo lugar, são os movimentos doutrinários e teóricas. Durante a economia liberal


desenvolvem-se doutrinas e teorias coletivistas com a ajuda pela doutrina da igreja.

Ao mesmo tempo que aparecem doutrinas económicas que defendem o intervencionismo do


estado (cayins e Wisksll). Outros factores que levaram a essa transição apareceram no séc XX
(guerras mndias, crise financeira de 1999, pós guerra, guerra fria e o choque petrolífero de
1973)

Em quarto lugar, esta transsiçõ foi as transformações no exterior ao sistema capitalista, como o
aparecimentoo coletivismo na URSS e nos seus aliados e a formação do sistema de BRetan
IUDES, ou seja, o estado passa a ter um maior peso e diversas formas de intervenção.

Hoje podemos dizer que as principais doutrinas económicas que tem inspirado a ciência e a
prática social desde o séc XIX se podem agregar em 4 grandes famílias:

A. Individualismo que concebe o sistema social como uma simples rede de relações entre
os indivíduos e o estado, mas como meio de prossecução de fins individuais.

B. Solidarismo que entende que a solidariedade social determina a existência de relações


criadoras entre os homens, que por sua vez, dão origem á instituição orgânica e social
ou as relações de cooperação em que a ação coletiva deve prevalecer em todos os
valores sociais e econémicos.

C. Organicismo que concebe a sociedade ou o estado como dotada de entidade própria,


portanto como uma organização que deve ser cooperativa ou estatal.

D. Transpersonalismo que encara a organização social e do estado como expressão de


realidades que transcendem a própria sociedade, quer no campo das ideias - Eguel,
quer no campo da matéria- Marcs.

Sistema coletivista
Principais caraterísticas:

 Apropriação publica dos meios de produção:

 Subtração da atividade económica ás regras do mercado e a subordinação á


planificação:

 Existência de motivações dominantes de bem estar coletivo.

Qual é o lugar e a função das finanças publicas?

Apreciação: nas finanças modernas temos várias realidades destas que acabamos de ver estão
todas misturadas, como se tivéssemos dentro de um sistema financeiro selvagem que apanha
de tudo um pouco do que se passou ao longo da história. Temos um bocadinho deste, um
pouco daquele e uma porção de outro, como se fossemos fazer um bolo que tem que levar
vários ingredientes. O que verdadeiramente importa é que as pessoas nos dias de hoje estão
muito melhor que a alguns anos e que permite que a filha de uma empregada tenha a
possibilidade de tirar um curso de direito e de comprar um carro.

Os recursos são sempre escassos e o que importa é sempre aquilo que não se pode comprar.
Todos os dias temos que fazer opções dos problemas que podemos resolver no momento em
Finanças Públicas

que temos os que não conseguimos resolver, resolvemos mais tarde quando podermos porque
o lençol não estica quando queremos e até onde nós queremos.

06-03-2020 (aula prática)

Diferença entre finanças publicas e economia privada


Finanças publicas:

 As entidades tem poder de autoridade

 Principio da legalidade (para as entidades serem mais controlada por isso temos que
impor limites, tudo tem que ser conforme a lei – CRP, CPA, LGT e a lei de
enquadramento orçamental LEO).

 Receitas coativas (impostos – mais importantes – unilateral em que não vai ter que o
devolver) – também pode ter as receitas voluntárias e creditícias.

 Desenvolver fins públicos – grande objetivo)

 Necessidades coletivas/ benefícios coletivos

 Não existe igualdade nas trocas nem deve de haver (imposto, em que quando nós
contribuímos não vamos receber a mesma coisa. Eu não vou receber nada em troca
diretamente. Não existe igualdade nas trocas em que quem paga mais não tem que
receber mais, se quiséssemos esse efeito íamos ao mercado. Senão nem toda a gente
conseguia conseguia aceder aos bens coletivos que são oferecidos (saúde, educação,
etc.)

 Verificar as necessidades coletivas: tem que ver quais as necessidades que tem que
satisfazer e satisfaze-las. E fazendo isso tem que fazer um equilíbrio entre a despesa e a
receita em que tem que dar zero, não pode ter mais receita que despesa nem mais
despesa do que receita. E se tiver mais receita pode sempre satisfazer mais alguma
necessidade que pode aparecer, mas tem que estar prevista, ou então reduzir nos
impostos.

Economia privada

 Não existe o poder da autoridade

 Principio da liberdade contratual (Podemos fazer tudo o que queremos desde que não
vamos contra a lei).

 Não existe receitas coativas

 O que se pretende é ter lucro – grande finalidade. (atividades económicas normais em


que queremos ter lucro mas não queremos maximizar esse lucro (Ex: advogado), e
outras como as sociedades comerciais em que queremos maximizar o lucro e fazer
uma especulação, correr o maior risco possível para ter o maior lucro possível (oferta e
a procura)).

 Benefícios particulares – pela parte das empresas é ter o maior lucro possível e nos
sujeitos é procurar os bens para satisfazer as necessidades que eu tenho.

 Justiça comutativa (aquilo que se pretende é uma igualdade na troca – o mercado vai
fazer um equilíbrio em que eu apenas vou pagar até ao montante da minha satisfação
e nada mais que isso, se eu ver que aquele produto não vale aquele preço eu não
tenho que ser obrigado a pagar. Se eu for a um restaurante gourme com várias estrelas
Finanças Públicas

não me importo de pagar 100€, mas se for a uma rolote de feira e me venderem um
cachorro a 100€ eu não vou pagar isso. Equilíbrio entre a oferta e a procura).

 A despesa depende da receita – A despesa que é feita, que é o investimento que eu


tenho que fazer, tenho que olhar primeiro para uma previsão do que aquilo que vou
receber de receita por vender aquele produto, para saber a despesa que vou ter
naquele produto. O investimento que eu vou fazer vai depender sempre daquilo que
eu penso que eu vou receber.

Como é que as finanças publicas são reguladas?


Controlo da despesa e a aquisição de receita e o equilíbrio das duas para a satisfação das
necessidades coletivas.

A questão da fonte é direito privada (quando é feita a compra e a venda), mas depois assim
que é adquirido a sua finalidade é público, logo estamos a falar de um direito público. Mas
depois quando o estado recebe o dinheiro da venda já entramos no direito administrativo e
por isso já estamos num ramo de direito público.

Direito público:

 Constituição da Republica Portuguesa: que regula 3 patamares muito importantes, a


saber:

o Direitos fundamentais e garantias

o Organização do poder politico

o Todos os ramos de direito (as FP também se regulam aqui)

 Direito Administrativo: que finanças publicas é, basicamente, entidades


administrativas, para receber a receita e fazer despesas para satisfazer necessidades
coletivas.

 Direito Financeiro: ramo de direito autónomo. Regula as finanças publicas

o Regula a despesa: é esta que tem que ser fixada e que vai satisfazer as
necessidades coletivas. Modo de fazer a despesa.

o Regula a Receita: Modo de aquisição da receita

 Receitas coativas: são as que mais bem tem que ser reguladas (através
do direito tributário – sub ramo das finanças publicas) que são
designados como tributos que se dividem em vários tipos:

 Imposto

o Direito Fiscal, sub ramo dentro de direito tributário


que por sua vez está dentro do direito financeiro.
Complexo de normas que regula as relações entre o
estado e os contribuintes através da via do imposto.
(relação que são mais conflituosas)

 Taxa

 Contribuição especial
Finanças Públicas

o Regula as entidades que vão participar na regulação e na aplicação das normas


para a receita e as despesas que são a Administração fazendária ou
administração financeira. Como fazer o equilíbrio e o equilíbrio entre as duas.

 Direito do orçamento: sub ramo de direito financeiro. (lei do


enquadramento orçamental é a mais importante aqui, entre outras).

Conceito de Direito Financeiro: Complexo de normas próprias (autónomo e independente que


não precisa de ir buscar normas em outro lado) que disciplina a atividade financeira do estado,
designadamente a obtenção de receita publica, a realização da despesa publica bem como a
regulação da organização/funcionamento das entidades publicas criadas para coordenar umas
e outras.

Conceito de Direito Tributário: Sub ramo do Direito Financeiro que é um complexo de normas
que disciplina a obtenção da receito coativa