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FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS – FSA

COLEGIADO DE ENGENHARIA CIVIL


DISCIPLINA: QUÍMICA APLICADA
DOCENTE: REYNANIA MUNIZ

TURMA: ECI 2AN

Alana de Jesus Lima


Alexandre Vinhas Santos
Jaqueline Correia Costa
João Henrique Silva Mota
Juliane de Jesus Silva
Manuella de Almeida Nunes Silva

AULA PRÁTICA Nº 06
TEMA: Reconhecimento de caráter polar e apolar de substâncias

FEIRA DE SANTANA,
04 de outubro de 2019.
Reconhecimento de caráter polar e apolar de substâncias

RESUMO

Determinar a polaridade de uma molécula é identificar se ela apresenta polos


negativos e positivos (molécula polar) ou não (molécula apolar). A fim de se
observar os tipos de polaridade na prática, realizamos diversas misturas de
substâncias em tubos de ensaio e percebemos como funciona a relação das
misturas e suas reações quanto à diferença de eletronegatividade dos átomos e a
geometria da molécula.

INTRODUÇÃO

“A polaridade de uma molécula refere-se às concentrações de cargas da


nuvem eletrônica em sua volta” que podem ser subdivididas em: Polar e Apolar.

Molécula Polar é uma molécula contendo ligações polares em que a soma de


todos os momentos dipolares da ligação não é zero. As ligações polares se formam
quando há uma diferença entre os valores de eletronegatividade dos átomos que
participam de uma ligação.

Molécula Apolar não tem separação de carga, portanto, nenhum polo positivo
ou negativo é formado. Em outras palavras, as cargas elétricas das moléculas não
polares são distribuídas uniformemente pela molécula.

Moléculas não polares tendem a se dissolver bem em solventes não polares,


que são frequentemente solventes orgânicos. Em uma molécula polar, um lado da
molécula tem uma carga elétrica positiva e o outro lado tem uma carga elétrica
negativa. As moléculas polares tendem a se dissolver bem em água e outros
solventes polares. Muitas moléculas são intermediárias, nem completamente polares
nem totalmente apolares.
O que determina a polaridade?

Você pode prever se uma molécula será polar ou apolar observando os tipos
de ligações químicas formadas entre os átomos dos elementos. Se houver uma
diferença significativa entre os valores de eletronegatividade dos átomos, os elétrons
não serão compartilhados igualmente entre os átomos. Em outras palavras, os
elétrons passarão mais tempo perto de um átomo que o outro. O átomo menos
eletronegativo terá uma carga negativa aparente, enquanto o átomo que é mais
eletropositivo terá uma carga líquida positiva.

A previsão da polaridade é simplificada considerando o grupo de pontos da


molécula. Basicamente, se uma molécula é polar ou não polar é uma questão de
sua geometria. Se uma extremidade da molécula tem uma carga positiva, enquanto
a outra extremidade tem uma carga negativa, a molécula é polar. Se uma carga é
distribuída uniformemente em torno de um átomo central, a molécula é apolar.

A solubilidade está relacionada à quantidade de soluto que um solvente pode


dissolver. Tem relação direta com a polaridade da molécula. A lei básica da
solubilidade é: semelhante dissolve semelhante.

Já miscibilidade é a capacidade de dois ou mais líquidos se misturarem.


Líquidos que se misturam são chamados miscíveis e os que se repelem são
imiscíveis.

PARTE EXPERIMENTAL

Materiais e Reagentes

Os seguintes materiais, disponibilizados no laboratório de Química do Centro


Universitário UNIFTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências, de Feira de Santana –
BA, foram utilizados nestes experimentos:
 12 Tubos de ensaio;
 Galeria para tubos de ensaio;
 06 pipetas graduadas;
 Pipetador;
 06 béqueres de 50 ml.

Assim como os materiais, também foram disponibilizados pela faculdade os


respectivos reagentes:

 Gasolina;
 Álcool etílico;
 Acetona (propanona);
 Óleo vegetal;
 Óleo mineral;
 Água destilada.

Procedimento

A) Preparamos 12 tubos de ensaio, numerados com as seguintes misturas:

1. 02 ml de água + 02 ml de etanol;
2. 02 ml de água + 02 ml de acetona;
3. 02 ml de água + 02 ml de gasolina;
4. 02 ml de água + 02 ml de óleo vegetal;
5. 02 ml de água + 02 ml de óleo mineral;
6. 05 ml de etanol + 02 ml de acetona;
7. 05 ml de etanol + 02 ml de gasolina;
8. 05 ml de etanol + 02 ml de óleo vegetal;
9. 05 ml de etanol + 02 ml de óleo mineral;
10. 05 ml de acetona + 02 ml de gasolina;
11. 05 ml de acetona + 02 ml de óleo vegetal;
12. 05 ml de acetona + 02 ml de óleo mineral.

B) Agitamos todos os tubos e deixamos em repouso. Depois fizemos anotações


sobre as anotações realizadas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO

*As quantidades milimétricas utilizadas em cada tubo de ensaio foram apresentadas


no tópico anterior, descartando a necessidade de serem novamente apresentadas.

Mistura 01: Água - etanol

O etanol é solúvel na água, que é polar, por isso, quando adicionamos o


etanol à água, constatamos uma unificação das substâncias. O etanol possui em
sua fórmula química moléculas polares, advindas do grupo OH, que também faz
parte da fórmula química da água (H2O), que é totalmente polar. Essa mistura
homogênea das substâncias em questão pode ser explicada pela semelhança das
substâncias e fortalecida pelo que diz a lei básica da solubilidade: semelhante
dissolve semelhante.

Mistura 02: Água - Acetona

Misturamos a acetona, junto à água, e percebemos uma homogeneização


total das substâncias. A acetona pode se misturar com a água, já que a água é uma
substância polar, assim como a acetona. A carga negativa no oxigênio da acetona
interage com a parte positiva da água, o que confirma a miscibilidade existente entre
as misturas.
Mistura 03: Água - Gasolina

A união da água e gasolina resultou em uma mistura de duas fases, pois a


diferença quanto às suas polaridades originou uma heterogeneização. Esse
resultado foi encontrado, pois a água é um composto polar e a gasolina, apolar, o
que pode ser explicado pela diferença na densidade das moléculas dos dois líquidos
citados; por isso, quando encontramos em um mesmo recipiente a água e gasolina;
distinguimos duas camadas resultantes de uma mistura heterogênea. Acontece que
existe certa miscibilidade por causa da presença do etanol na gasolina, já que a
gasolina fabricada e comercializada no Brasil contém etanol em sua composição. A
hidroxila do etanol reagirá com a água promovendo pequena miscibilidade entre os
fluidos na intermediação entre os compostos.

Mistura 04: Água - Óleo Vegetal


O óleo e água não se misturam, pois são moléculas de polaridades diferentes.
Assim, não atendendo à lei básica da solubilidade, a atração das substâncias não
acontece. Formou-se uma mistura bifásica, em que óleo acabou ficando na parte
superior do tubo de ensaio por ser menos denso que a água.

Mistura 05: Água - Óleo Mineral

Quando misturamos o óleo e a água, tivemos como resposta o que já


imaginávamos: uma mistura heterogênea - consequência da diferença de suas
polaridades. O óleo vegetal é apolar. A água, polar. Considerando o fato de que
semelhante dissolve semelhante, essa mistura, como observado, tornou-se quase
imiscível, pois as moléculas do óleo não conseguiram se posicionar entre duas
moléculas de água. Desse modo, as moléculas da água se atraíram e se agruparam
com maior resistência.

Mistura 06: Etanol - Acetona


O etanol e a acetona foram colocados no tubo de ensaio e quando misturados
obtivemos uma mistura de fase única. A acetona é uma substância polar, assim
como o etanol possui moléculas polares em sua composição. Diante da
compatibilidade de polaridades, a acetona e o etanol podem, facilmente, se
homogeneizar.

Mistura 07: Etanol - Gasolina

O álcool é menos polar que a água e se dissolve na gasolina formando uma


única fase. O etanol, apesar de ter componentes polares, como já ditas, possui
moléculas apolares que tem forte afinidade com a gasolina, que também é apolar.
Dessa forma, essa mistura torna-se homogênea, como observado no tubo de
ensaio.

Mistura 08: Etanol - Óleo Vegetal


A mistura das substâncias em questão resultou em uma mistura heterogênea.
O etanol, apesar de apresentar características moleculares apolares, não pode se
misturar totalmente com o óleo vegetal, que apresenta ligações de dipolo induzido,
que são mais fracos que as ligações do etanol, não tendo força suficiente para
separar suas ligações. Portanto, essa mistura não apresenta única fase.

Mistura 09: Etanol - Óleo Mineral

Ao juntarmos o óleo mineral e o etanol, tivemos um resultado parecido com o


experimento anterior (óleo vegetal – etanol), isso se deve à semelhança de
densidade entre os óleos vegetal e mineral. O óleo mineral possui uma extensa
cadeia de carbono, consequentemente, mais moléculas apolares do que o etanol.
Assim, essa desproporcionalidade faz com que a homogeneização dessa mistura
seja pouco miscível.

Mistura 10: Acetona - Gasolina


Essa mistura desencadeou uma única fase como resposta. A gasolina,
embora apresente molécula apolar, há em sua composição o etanol, que possui em
sua fórmula elementos polares responsáveis pela mistura miscível junto à acetona,
um composto polar. Sua coloração é balanceada entre a transparência da acetona e
o forte tom amarronzado da gasolina.

Mistura 11: Acetona - Óleo vegetal

Não há homogeneidade entre a acetona e o óleo vegetal. Isso ficou claro com
a mistura dos compostos que resultou em uma heterogeneidade. Isso aconteceu
porque a acetona é totalmente polar, enquanto o óleo vegetal é um composto apolar
que realiza ligação do tipo dipolo induzido, sendo essa, mas fraca que a ligação
dipolo-dipolo da acetona, tornando a mistura imiscível.

Mistura 12: Acetona - Óleo Mineral


Misturamos os compostos em questão e percebemos que a heterogeneidade
da mistura entre a acetona e o óleo mineral é consequência da diferença molecular
dos compostos quanto às polaridades de cada um. A acetona, como dito antes, é
um composto polar. O óleo mineral, por sua vez, é uma substância apolar. Portanto,
a miscibilidade das substâncias é impossível de ser alcançada – a menos que seja
possível com a presença de outro composto químico capaz de realizar a
miscibilidade entre os fluidos.

CONCLUSÃO

Após misturarmos diversos fluidos em 12 tubos de ensaio, fizemos um


levantamento entre a polaridade, solubilidade e a miscibilidade das substâncias.
Observamos que algumas substâncias são imiscíveis, como a água e o óleo. Isso
porque, se a força intermolecular já existente for mais intensa do que a possível
nova interação, então o soluto não solubiliza. Caso contrário, haverá o rompimento
das ligações intermoleculares e o soluto se solubilizará.

A partir deste experimento, podemos concluir que algumas substâncias são


solúveis entre si, enquanto outras não. Portanto, alegamos que a solubilidade de
qualquer substância depende, entre outras coisas, do tipo do solvente no qual o
soluto está disperso, bem como das forças intermoleculares dos fluidos.

REFERENCIAS
https://brasilescola.uol.com.br/quimica/forca-intermolecular-dipolo-dipolo.htm

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/solubilidade-dos-compostos-
organicos.htm

https://pt.slideshare.net/alexjuniorufsj/solubilidadeemiscibilidade

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/quimica/polaridade-das-moleculas.htm

https://www.todamateria.com.br/polaridade-das-moleculas/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Polaridade_(qu%C3%ADmica)