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COMUNICAÇÃO E

REDAÇÃO TÉCNICA
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS – FIEMG

Olavo Machado Júnior


Presidente do Sistema FIEMG

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL - SENAI


Departamento Regional de Minas Gerais – DR/MG

Cláudio Marcassa
Diretor Regional

Ricardo Aloysio e Silva


Gerente de Educação para a Indústria

Luiz Eduardo Notini Greco


Gerente de Gestão da Educação

Edmar Fernando de Alcântara


Gerente de Educação Profissional
COMUNICAÇÃO E
REDAÇÃO TÉCNICA
© 2018 SENAI. Departamento Regional de Minas Gerais

FICHA CATALOGRÁFICA

S474c
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. DR/MG.
Comunicação e redação técnica / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
Departamento Regional de Minas Gerais. Belo Horizonte: SENAI/MG, 2018.

114 p. il.
Inclui referências.

1. Linguagem. 2. Comunicação. 3. Documentação técnica. 4. Informática. 5. Internet.


I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Minas Gerais. II
Título. III. Série.

CDU: 808.1: 004.01

SENAI
FIEMG
Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial Av. do Contorno, 4456 - Bairro Funcionários
Departamento Regional de Minas Gerais 30110-916 - Belo Horizonte/Minas Gerais
Lista de ilustrações

Figura 1 -  Descobrindo significados...........................................................................................................................15


Figura 2 -  Mudança de comportamento..................................................................................................................16
Figura 3 -  Pinturas na caverna de Cederberg na África do Sul..........................................................................17
Figura 4 -  Elementos da comunicação......................................................................................................................18
Figura 5 -  Diálogo informal entre colegas................................................................................................................20
Figura 6 -  Diálogo formal entre colegas....................................................................................................................20
Figura 7 -  Variações linguísticas...................................................................................................................................22
Figura 8 -  Como evitar acidentes de trabalho........................................................................................................24
Figura 9 -  Recursos visuais.............................................................................................................................................26
Figura 10 -  Toten FIEMG..................................................................................................................................................27
Figura 11 -  Catálogos.......................................................................................................................................................28
Figura 12 -  Medidas primitivas.....................................................................................................................................42
Figura 13 -  Engrenagem com aplicações em ferramentas diferentes...........................................................44
Figura 14 -  Biela de alta resistência.............................................................................................................................44
Figura 15 -  Aplicação das NRs (Normas Regulamentadoras)............................................................................45
Figura 16 -  Normas Internacionais..............................................................................................................................46
Figura 17 -  Catálogo-Noções Básicas de Segurança e Saúde no Trabalho...................................................48
Figura 18 -  Elaborando o relatório de rotina...........................................................................................................51
Figura 19 -  Relatório.........................................................................................................................................................52
Figura 20 -  Solicitação de compra...............................................................................................................................53
Figura 21 -  Hardware e Software.................................................................................................................................55
Figura 22 -  Barra de tarefas do Windows..................................................................................................................56
Figura 23 -  Barra de ferramentas.................................................................................................................................57
Figura 24 -  Barra de ferramentas - inserir.................................................................................................................57
Figura 25 -  Barra de ferramentas - layout de página.............................................................................................57
Figura 26 -  Barra de ferramentas - referências........................................................................................................57
Figura 27 -  Barra de ferramentas - revisão...............................................................................................................58
Figura 28 -  Barra de ferramentas - inserindo comentários.................................................................................58
Figura 29 -  Barra de ferramentas - exibição.............................................................................................................58
Figura 30 -  Tela inicial.......................................................................................................................................................59
Figura 31 -  Acessórios......................................................................................................................................................59
Figura 32 -  Criação do diretório/pasta.......................................................................................................................60
Figura 33 -  Diretório User File.......................................................................................................................................61
Figura 34 -  Documentos.................................................................................................................................................62
Figura 35 -  Tela da área de trabalho...........................................................................................................................62
Figura 36 -  Tela da área de trabalho – relógio.........................................................................................................63
Figura 37 -  Painel de Controle......................................................................................................................................66
Figura 38 -  Programas e Recursos...............................................................................................................................66
Figura 39 -  Área de trabalho do Microsoft Word...................................................................................................67
Figura 40 -  Abrindo um documento de Word........................................................................................................68
Figura 41 -  Formatação - Selecionando as margens............................................................................................68
Figura 42 -  Formatação – recuos e espaçamento .................................................................................................68
Figura 43 -  Configuração de página...........................................................................................................................69
Figura 44 -  Inserindo imagens......................................................................................................................................69
Figura 45 -  Inserindo gráficos.......................................................................................................................................70
Figura 46 -  Tipo de gráficos...........................................................................................................................................70
Figura 47 -  Salvando documentos..............................................................................................................................71
Figura 48 -  Exibição..........................................................................................................................................................71
Figura 49 -  Revisão............................................................................................................................................................72
Figura 50 -  Quebra de Página.......................................................................................................................................72
Figura 51 -  Marcadores e numeradores....................................................................................................................73
Figura 52 -  Formação de bordas..................................................................................................................................74
Figura 53 -  Inserindo tabela..........................................................................................................................................74
Figura 54 -  Ajustando a tabela.....................................................................................................................................74
Figura 55 -  Inserindo formas.........................................................................................................................................75
Figura 56 -  Imprimindo um documento...................................................................................................................75
Figura 57 -  Apresentando o Excel...............................................................................................................................76
Figura 58 -  Inserindo função.........................................................................................................................................77
Figura 59 -  Linhas, colunas e célula............................................................................................................................77
Figura 60 -  Formatação de linhas e colunas............................................................................................................77
Figura 61 -  Configuração da página: Orientação e dimensão..........................................................................78
Figura 62 -  Configuração da página: Margens.......................................................................................................78
Figura 63 -  Configurar página- planilha....................................................................................................................79
Figura 64 -  Fórmulas........................................................................................................................................................80
Figura 65 -  Inserção de fórmula...................................................................................................................................80
Figura 66 -  Opção Filtro..................................................................................................................................................81
Figura 67 -  Classificando.................................................................................................................................................81
Figura 68 -  Ordenando a coluna..................................................................................................................................82
Figura 69 -  Gráficos...........................................................................................................................................................82
Figura 70 -  Gráfico – venda de carros........................................................................................................................83
Figura 71 -  Apresentação em PowerPoint.............................................................................................................. 84
Figura 72 -  Inserindo imagem......................................................................................................................................84
Figura 73 -  Incluindo novos slides...............................................................................................................................85
Figura 74 -  Inserindo gráficos.......................................................................................................................................85
Figura 75 -  Inserindo tabela..........................................................................................................................................86
Figura 76 -  Formatando tabela.....................................................................................................................................86
Figura 77 -  Design.............................................................................................................................................................86
Figura 78 -  Inserindo vídeo/filme do arquivo.........................................................................................................87
Figura 79 -  navegadores.................................................................................................................................................88
Figura 80 -  Margens.........................................................................................................................................................96
Figura 81 -  Parágrafo tradicional.................................................................................................................................96
Figura 82 -  Parágrafo moderno....................................................................................................................................97
Figura 83 -  Configuração do parágrafo.....................................................................................................................97
Figura 84 -  Capa.................................................................................................................................................................98
Figura 85 -  Instruções para a capa..............................................................................................................................98
Figura 86 -  Folha de rosto..............................................................................................................................................99
Figura 87 -  Instruções para folha de rosto................................................................................................................99
Figura 88 -  Sumário....................................................................................................................................................... 100
Figura 89 -  Partes constituintes do trabalho........................................................................................................ 101

Quadro 1 - Operadores utilizados nas fórmulas do Excel....................................................................................79


Sumário
Prefácio..................................................................................................................................................................................11

Introdução............................................................................................................................................................................13

1 A Língua Portuguesa na comunicação oral e escrita.........................................................................................15


1.1 Conceituando comunicação....................................................................................................................15
1.1.1 Língua e linguagem..................................................................................................................17
1.1.2 Elementos constitutivos da comunicação........................................................................17
1.2 Princípios normativos da língua Portuguesa.....................................................................................19
1.2.1 Variações linguísticas................................................................................................................19
1.2.2 Falando em público..................................................................................................................23
1.2.3 Técnicas de argumentação.....................................................................................................24
1.3 Leitura e interpretação textual................................................................................................................27
1.3.1 O texto informativo...................................................................................................................27
1.3.2 O texto jornalístico....................................................................................................................28
1.3.3 O texto dissertativo...................................................................................................................30
1.3.4 O texto descritivo.......................................................................................................................31
1.4 A produção de textos técnicos...............................................................................................................33
1.4.1 Atas.................................................................................................................................................33
1.4.2 Resumo..........................................................................................................................................35
1.4.3 Cartas comerciais.......................................................................................................................37

2 Documentação técnica ...............................................................................................................................................41


2.1 Normas técnicas...........................................................................................................................................41
2.1.1 Objetivos das normas...............................................................................................................43
2.2 Ordem de Serviço (O.S.).............................................................................................................................46
2.3 Catálogos (físicos e eletrônicos).............................................................................................................48
2.4 Manuais de fabricantes..............................................................................................................................49
2.5 Relatório..........................................................................................................................................................50
2.6 Solicitação de compras..............................................................................................................................52

3 Informática: uma ciência a seu favor.......................................................................................................................55


3.1 Sistema Operacional...................................................................................................................................55
3.1.1 Fundamentos e funções..........................................................................................................56
3.1.2 Barra de tarefas...........................................................................................................................56
3.1.3 Barra de ferramentas................................................................................................................56
3.1.4 Utilização de acessórios...........................................................................................................58
3.1.5 Criação de diretórios.................................................................................................................60
3.1.6 Pesquisa de arquivos e diretórios........................................................................................61
3.1.7 Área de trabalho.........................................................................................................................62
3.1.8 Criação de atalho.......................................................................................................................63
3.1.9 Ferramentas de Sistemas........................................................................................................64
3.1.10 Compactação de arquivos...................................................................................................64
3.1.11 Instalação e desinstalação de softwares.........................................................................65
3.2 Editor de Texto..............................................................................................................................................67
3.2.1 Formatação..................................................................................................................................68
3.2.2 Configuração de páginas........................................................................................................69
3.2.3 Importação de figuras e objetos..........................................................................................69
3.2.4 Inserção de tabelas e gráficos...............................................................................................69
3.2.5 Armazenando dados ...............................................................................................................70
3.2.6 Controles de exibição...............................................................................................................71
3.2.7 Correção ortográfica e dicionário........................................................................................72
3.2.8 Quebra de páginas....................................................................................................................72
3.2.9 Marcadores e numeradores ..................................................................................................73
3.2.10 Bordas e sombreamento......................................................................................................74
3.2.11 Tabelas.........................................................................................................................................74
3.2.12 Ferramentas de desenho......................................................................................................75
3.2.13 Impressão...................................................................................................................................75
3.3 Editor de Planilhas Eletrônicas................................................................................................................76
3.3.1 Funções..........................................................................................................................................76
3.3.2 Linhas, colunas e Células.........................................................................................................77
3.3.3 Formatação de células.............................................................................................................77
3.3.4 Configuração de páginas........................................................................................................78
3.3.5 Inserção de fórmulas básicas.................................................................................................79
3.3.6 Classificação e filtro de dados...............................................................................................81
3.3.7 Gráficos..........................................................................................................................................82
3.3.8 Impressão.....................................................................................................................................82
3.4 Editor de Apresentações...........................................................................................................................83
3.4.1Criação de apresentações em slides e vídeos...................................................................83
3.5 Internet............................................................................................................................................................87
3.5.1 Normas de uso............................................................................................................................87
3.5.2 Navegadores................................................................................................................................88
3.5.3 Sites de busca..............................................................................................................................88
3.5.4 Download e gravação de arquivos......................................................................................89
3.5.5 Correio eletrônico......................................................................................................................89
3.5.6 Direitos autorais (citação de fontes de consulta)...........................................................89

4 Pesquisa: apropriação de novos conhecimentos................................................................................................93


4.1 Tipos de pesquisa.........................................................................................................................................93
4.2 Estruturação de uma pesquisa................................................................................................................95
4.4 Regras da ABNT......................................................................................................................................... 103
4.4.1 Citações e referências............................................................................................................ 103

Referências......................................................................................................................................................................... 110

Minicurrículo da autora................................................................................................................................................. 111


Prefácio

“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do conhecimento”.


Peter Drucker

O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis


profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção, coleta,
disseminação e uso da informação.
O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país, sabe disso, e ,consciente do
seu papel formativo, educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência:” formar
o profissional com responsabilidade no processo produtivo, com iniciativa na resolução
de problemas, com conhecimentos técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade,
empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada.”
Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento, na sua área tecnológica, am-
plia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se faz necessária. Para o SENAI,
cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia, da conexão de suas escolas à rede mundial
de informações – internet- é tão importante quanto zelar pela produção de material didático.
Isto porque, nos embates diários, instrutores e alunos, nas diversas oficinas e laboratórios
do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais didáticos, tomem sentido e se
concretizem em múltiplos conhecimentos.
O SENAI deseja, por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua curiosidade, respon-
der às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos, tão
importantes para sua formação continuada!
Gerência de Educação para a Indústria.
Introdução

Esta Unidade Curricular tem por objetivo auxiliá-lo no desenvolvimento de suas habilida-
des comunicacionais, a partir dos estudos do conceito da comunicação, da estrutura do ato
comunicativo e da produção de um trabalho escolar. Você compreenderá a importância do uso
adequado da língua em momentos de formalidade e informalidade.
A Unidade foi dividida em quatro capítulos. No primeiro capítulo, além da conceituação,
pontua-se a importância da competência linguística, o conceito de oratória, mostrando a re-
levância das técnicas de argumentação. Prioriza-se a leitura adequada de textos técnicos e da
construção de objetivos claros para a sua produção, identificando elementos essenciais à cons-
trução de um bom texto.
O capítulo dois, além da definição e caracterização da produção escrita técnica, mostra as
finalidades da documentação técnica, induzindo o leitor a elaborar diferentes tipos textuais.
O capítulo três oferece os passos da computação básica, mostra a estrutura do sistema ope-
racional, edições de textos, de planilhas e de apresentações, explicando a importância do uso
ético das ferramentas tecnológicas que estão a serviço do homem.
Finalmente, no quarto capítulo, conceitua-se pesquisa, apresentando os tipos diferentes e
suas metodologias, levando-o a compreender quão sério é o ato de pesquisar e a necessidade
de ser responsável, respeitoso, de maneira que o texto produzido possa agregar valor a quem
o produz e a quem o lê.
Nosso desejo é que esta Unidade possa mostrar a importância não só da língua portuguesa,
utilizada nas mais diversas situações, como desenvolver fundamentos técnicos e científicos
que permitam a você, estudante, empregar os princípios normativos na comunicação efetiva.
A Língua Portuguesa
na comunicação oral e escrita 1

Neste capítulo, você aprenderá a analisar a estrutura do ato comunicativo. Vamos explorar a
importância da competência linguística e do uso das técnicas de argumentação.
Você também estudará o uso das regras da norma padrão culta, bem como as variações
linguísticas que devem ser respeitadas, evitando assim o preconceito linguístico.
Além desses aspectos, mostrarei quão importante é definir objetivos antes de produzir um
texto escrito. A coesão, a coerência, a clareza e a objetividade do texto permitirão que o escritor
seja compreendido.
Está entusiasmado? Espero que, assim como eu, sinta-se animado com o que preparamos
para você.

1.1 CONCEITUANDO COMUNICAÇÃO

Observe as ilustrações a seguir: @istockphoto.com/cofotoisme/ gorbachlena/ alexlesko/ Bonilla1879/ nickylarson974/ dene398

Figura 1 -  Descobrindo significados


16 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Você compreendeu a mensagem transmitida por cada uma das ilustrações da Figura 1? É capaz de dizer
em que momentos essas ilustrações podem ser utilizadas?
Se a sua resposta foi sim a cada uma das perguntas feitas, podemos dizer que houve comunicação.
O verbo comunicar tem a sua origem no latim comunicare que significa tornar comum. Ou seja,
compartilhamos com o outro aquilo que pensamos, ou queremos transmitir.
Várias são as formas que utilizamos para tornarmos comum o nosso pensamento, opinião, conhecimento
e, muitas vezes, nem o uso de palavras se faz necessário. As ilustrações da Figura 1 são uma prova disso!
Comunicamos a todo instante e nem nos damos conta desse fato. Se alguém, ao conversar com você,
levanta a sobrancelha, essa pessoa pode estar mostrando que está em dúvida quanto ao que está sendo
dito. Se o seu amigo lhe retribui um sorriso, vocês estão em tom amistoso, mostrando satisfação ou
aceitação de uma ideia. Quando o seu gerente balança a cabeça da esquerda para a direita e vice versa,
está dizendo que "não". Até a postura do corpo pode transmitir algo. Veja:

Hoje me sinto tão Às vezes, penso


desanimado! que esta vida é tão
sem graça!

Puxa! Que dia


maravilhoso! Não mais
Olá, lindão! estou só...
Eduardo Crivellari Guimarães

Figura 2 -  Mudança de comportamento

Percebeu como o desânimo estava explícito nos dois primeiros quadrinhos da Figura 2? O elogio ex-
presso no terceiro quadrinho teve como consequência uma mudança de comportamento demonstrada
no corpo arqueado, sorriso largo e expressão de alegria.
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
17

1.1.1 LÍNGUA E LINGUAGEM

A língua é um código que facilita e possibilita a comunicação. Esse código é composto por um sistema
de signos, de sons, de combinações que tem por objetivo expor o pensamento. A língua portuguesa é um
exemplo de código que utilizamos, assim como as demais línguas (inglesa e italiana, por exemplo).
E a linguagem é o mecanismo que usamos para expressar nossas ideias, sentimentos, anseios e desejos.
É por meio da linguagem que estabelecemos uma comunicação. Ela pode ser verbal (quando fazemos o
uso das palavras) e não verbal (quando utilizamos os símbolos, gestos, expressões corporais e faciais, pin-
tura, dança, entre outros).
A pintura nas cavernas (Figura 3) é um exemplo de linguagem não verbal utilizada na pré-história.

@istockphoto.com/EcoPic

Figura 3 -  Pinturas na caverna de Cederberg na África do Sul

Note, na Figura 3, que as pinturas nos mostram que os animais faziam parte da vida das pessoas.

1.1.2 ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA COMUNICAÇÃO

Sabemos que para a comunicação acontecer, alguns elementos são imprescindíveis no processo co-
municacional. Na ausência ou na incapacidade de utilizarmos algum deles, o processo se torna falho e a
comunicação não acontece.
Está curioso? Vamos conhecer os elementos importantes do processo comunicacional: a primeira pes-
soa, o emissor, é aquele que transmite uma mensagem; e a segunda pessoa, o receptor, é aquele que a
recebe. A mensagem é o conteúdo, o assunto das informações que são transmitidas. O referente é o objeto
da mensagem, ou seja, o de que ou sobre quem estamos conversando.
Observe que a Figura 4 apresenta os elementos da comunicação aos quais nos referimos:
18 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

código

mensagem

3ª pessoa
(referente)

Eduardo Crivellari Guimarães


1ª pessoa 2ª pessoa
(emissor) (receptor)
canal

Figura 4 -  Elementos da comunicação

Para que a mensagem chegue ao seu destinatário, o receptor, é necessário um canal, um meio, que
pode ser um telefonema, um e-mail, ou uma mensagem escrita, por exemplo. Para isso, utilizaremos um
código, que é o conjunto de signos e de regras de combinação desses signos que nos ajudam a elaborar a
mensagem. Assim, o emissor codifica a mensagem que será decodificada pelo receptor.
Quando um desses elementos é usado de maneira ineficiente, a comunicação não ocorre.

Qualquer falha no processo comunicacional pode trazer prejuízos para você e para
a empresa, como: fracassos na aprendizagem, desentendimentos, mal-entendidos,
DICA conflitos. Portanto, empenhe-se. Uma boa forma de melhorar a comunicação é se
dedicando à leitura. Meia hora por dia será o suficiente para fazer você se tornar um
usuário mais eficiente de sua língua, sem contar com o quanto de conhecimento
você irá adquirir ao longo dos anos.

Vamos analisar situações em que houve uma falha no processo comunicacional.


Um médico não utiliza vocabulário compreensível com o seu paciente. Esse paciente não entenderá as
suas instruções sobre os medicamentos e a sua recuperação. Como o emissor (médico) não utilizou uma
linguagem adequada, haverá falha no processo comunicacional.
Um operador precisa fazer a montagem de uma máquina e o manual está escrito em japonês. O opera-
dor não domina esta língua. O que ocorrerá? Uma falha na comunicação localizada no código utilizado, o
manual.
Um funcionário precisa enviar um e-mail para o seu cliente com informações sobre alteração na data de
entrega do produto. A mensagem do e-mail é escrita sem coesão e coerência, com deslizes de pontuação
e pouca clareza. Como o código não foi adequadamente utilizado, a mensagem não será corretamente
decodificada, prejudicando a comunicação.
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
19

O supervisor da área precisa se comunicar com o técnico, por telefone, mas o sinal da ligação está ruim.
A comunicação falhará porque o canal impedirá que a comunicação aconteça.
Podemos notar que são vários os obstáculos que podem prejudicar a compreensão de uma mensagem.
Vamos a mais um exemplo. Desta vez, apontando um resultado positivo: imagine que um supervisor
técnico precise repassar à equipe o relatório anual. Durante a preparação, ele organizará as informações e
adaptará o vocabulário a ser empregado. Reservará computador, projetor de slides, tela. Note que o canal
estará adequado, o emissor estará preparado. Os receptores, provavelmente, decodificarão a mensagem,
já que se trata de assunto comum a eles. Assim, com todos os elementos da comunicação sendo contem-
plados, num ambiente propício, dificilmente ocorrerão ruídos.
Fique atento a esses aspectos. O desenvolvimento de nossa competência comunicacional é importante.
Quanto mais competente for um indivíduo neste quesito, melhores chances ele terá de se fazer entender.

PENSE NISSO

Durante o nosso dia, várias vezes nos deparamos com situações de ruídos na comunicação que
nos impedem de compreender o que o outro nos diz.
Pense comigo: Você está na rua, seu telefone toca. Quando você o atende, passa uma motocicleta
ao seu lado, impedindo-o de ouvir e de ser ouvido. Neste caso, podemos dizer que o ruído se
localiza no canal de comunicação.

1.2 PRINCÍPIOS NORMATIVOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

Nesta etapa, estudaremos as variações linguísticas enfatizando o seu valor cultural e social. Demons-
traremos que a Língua Portuguesa pode e deve ser usada e ajustada aos seus objetivos comunicacionais.

1.2.1 VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

Como qualquer outra língua, a Língua Portuguesa (não iremos estudar a Língua Portuguesa europeia)
não é um todo uniforme. A macaxeira no Espírito Santo é a mandioca em Minas, e se transforma em aipim,
aipi, castelinha, mandioca-doce, maniva em outros estados ou regiões. A macaxeira é um exemplo de que
as variáveis da língua Portuguesa estão presentes no território brasileiro.
Essas variações podem estar relacionadas ao vocabulário, estrutura da língua, pronúncia, por exemplo,
e são chamadas de variantes linguísticas. Normalmente, nós adaptamos a nossa linguagem ao contexto
em que estamos inseridos e, em termos de formalidade, podemos utilizar registros que variam desde a
variante culta à coloquial.
20 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

A variante culta refere-se aos registros da língua padrão culta, utilizada em ambientes de formalidade,
como formaturas, ou em comunicações, como telejornais.
O registro coloquial é a linguagem descompromissada que nós utilizamos em nosso dia a dia com os
nossos amigos, familiares, colegas de trabalho.
Observe a tirinha a seguir:

Me explica aqui. Como é


que a gente pode tirar o Ichiii. Num sei, não.
vazamento de óleo do Vamo perguntá o professor?
motor do virabrequim?

Eduardo Crivellari Guimarães


SENAI FIEMG SENAI FIEMG

Figura 5 -  Diálogo informal entre colegas

A Figura 5 apresenta um diálogo informal entre dois colegas num ambiente de informalidade.
Pode-se dizer que o vocabulário está de acordo com o local e a proximidade entre os dois personagens.
A variante culta, neste contexto, não caberia. Veja como ficaria estranho se o diálogo ocorresse como proposto
na Figura 6.

Explique-me, por favor. Infelizmente, não consigo


Como é possível retirar o te ajudar neste aspecto.
vazamento de óleo do Sugiro que perguntemos
motor do virabraquim? ao nosso professor.
Eduardo Crivellari Guimarães

SENAI FIEMG SENAI FIEMG

Figura 6 -  Diálogo formal entre colegas


1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
21

A norma culta se refere ao uso da língua portuguesa de acordo com as normas gramaticais. Principal-
mente na escrita, o rigor gramatical está no uso correto da acentuação, da pontuação, das concordâncias e
regências, das colocações pronominais, entre outros aspectos que estudamos ao longo da nossa trajetória
estudantil.
Mas por que temos que estudar todas essas regras gramaticais? Qual é a importância delas? Não somos
falantes nativos de Português?
As regras são estudadas para que possamos nos comunicar melhor em todos os ambientes por onde
transitamos. Para que possamos utilizá-las na linguagem oral, em momentos de formalidade, como em
uma entrevista de emprego. Para podermos usá-la em reuniões de negócios, ou para compreendermos o
que nos dizem os políticos, um médico, um apresentador de telejornal que, usualmente, fazem uso dessa
linguagem mais formal.
E, na escrita, esses aspectos da língua nos garantem que possamos enviar e-mails, cartas ou elaborar
documentos que comuniquem o que desejamos, com correção, coesão, coerência e clareza.

PENSE NISSO

Lembre-se que não nos cabe julgar a maneira de falar de alguém, pois não devemos ser
preconceituosos linguísticos. Somos sabedores das variações e das adaptações da língua
portuguesa.

Seguem referências de dois livros sobre as regras gramaticais que não devem faltar
nas estantes dos brasileiros:
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 38º ed. São Paulo: Saraiva.
2015.
SAIBA
BECHARA, Evanildo. O que muda com o novo acordo ortográfico. São Paulo: Nova
MAIS Fronteira. 2008.
Esta segunda indicação é um livro pequeno, fácil de ser carregado. Como temos
várias regras que foram mudadas, vale a pena consultá-lo com frequência até nos
habituarmos às mudanças propostas.
22 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

COLOCANDO EM PRÁTICA

Aê, véi, eu e os mano daqui do bairro


tamo tudo à caça de mais um pro time.
Num tá suave... Cê imagina que nessa
paradinha ninguém do prédio topou?
Cê num qué?

Eduardo Crivellari Guimarães


Figura 7 -  Variações linguísticas

Baseando-se no que foi discutido sobre variações linguísticas, analise a seguinte charge da Figura 7.
Sobre a linguagem da charge é correto afirmar que:

A) Evidencia-se uso da linguagem um pouco informal, a qual pôde ser compreendida.


B) Não há problema algum com a linguagem utilizada e ela pode e deve ser utilizada em qualquer
situação da vida social.
C) Pode ter havido falha de comunicação, uma vez o receptor pode desconhecer a linguagem
utilizada pelo emissor.
D) Devem ser banidas da língua portuguesa todas as palavras do emissor em qualquer situação
social.

Se você optou pela letra C, acertou. A linguagem utilizada foi bastante informal, com acréscimo
de gírias. Tal fato pode ter impedido que o receptor a compreendesse, possivelmente, por
desconhecer tais construções. Isso não quer dizer, contudo, que a linguagem deva ser banida de
toda e qualquer situação social. Nem tampouco quer dizer que deva ser utilizada em todas. Cabe
ao falante utilizar vocabulário e construções linguísticas que estejam de acordo com a situação.
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
23

1.2.2 FALANDO EM PÚBLICO

A maioria das pessoas tem medo de falar em público. Você sabia que este medo é controlável, embora
não desapareça? É sobre isso que iremos conversar agora. Vamos mostrar que é possível superar medos,
fazer boas apresentações e convencer pessoas.
Vamos começar os nossos estudos pelo conceito do termo oratória. Ele origina-se do latim oratoria e
significa a arte de falar em público.
Na Grécia Antiga, a oratória era estudada como componente da retórica, ou seja, para a apresentação de
discursos e era extremamente relevante para a vida pública e privada. Cada cidadão falava em seu próprio
nome. Não havia representantes, como advogados, por exemplo. Se a pessoa não possuísse esse domínio,
ou não o desenvolvesse, não seria bem sucedida.
Hoje, a arte de falar em público tornou-se uma das exigências para nossa inserção e manutenção no
mercado de trabalho. Precisamos estar preparados para a aquisição ou desenvolvimento dessa habilidade.

PENSE NISSO

O desenvolvimento da habilidade de se falar em público pode contribuir para o seu desempenho


profissional. As pessoas que desenvolvem a oratória têm possibilidades de alcançarem melhores
posições no mercado, por possuírem maior poder de convencimento.

Não é nossa intenção transformar você em um exímio orador. Mas é possível registrar algumas técnicas
que irão ajudar você a dar os primeiros passos rumo a essa excelência.
Segundo Polito (2011), falar em público nada mais é do que uma conversa animada. Temos que empre-
gar energia, aumentar um pouco o volume de nossa voz, demonstrando que estamos envolvidos e que te-
mos interesse no assunto. Ele acrescenta que a linguagem não verbal deve ser colocada em prática, ou seja,
gestos, olhares, expressões faciais, tom de voz, tudo deve estar em equilíbrio para ser um todo harmônico.
A velocidade do discurso e as pausas também devem ser medidas. Elas dão tempo à plateia de melhor
perceber a importância das informações.
E quanto ao medo? Ele surge porque você conhece pouco sobre o assunto, tem pouca prática em falar
em público, ou porque lhe falta autoconhecimento.
Para o pouco conhecimento, basta estudar bastante até ter domínio sobre o assunto. Para a falta de
prática, Polito (2011) sugere que todas as oportunidades que tivermos para nos apresentarmos diante das
pessoas devem ser aproveitadas. Para ele, é importante fazer perguntas em palestras, aceitar convites para
exposição de trabalhos escolares, apresentar palestrantes e, até mesmo, dar avisos.
24 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

A situação já não está tão difícil de resolver agora, não é mesmo? Dois problemas já estão solucionados.
E quanto ao seu autoconhecimento? Tente identificar as suas qualidades, adquirir confiança em si mesmo.
Assim, os defeitos vão perdendo força e sua autoconfiança se fortalecerá.
Este assunto é longo e não se esgota por aqui. Há muito mais para ser dito e sabemos que, com o passar
do tempo, se você sentir necessidade, poderá fazer um curso de oratória.

Um bom material para consulta e estudos sobre as apresentações e o


SAIBA desenvolvimento da oratória é o livro de Polito:
MAIS POLITO, Reinaldo. Como falar corretamente e sem inibições. 111. ed. rev. atual. e
ampl. São Paulo: Saraiva, 2011.

Vamos agora dar mais um passo e falarmos um pouco sobre as técnicas de argumentação que poderão
te auxiliar na hora de se preparar para uma apresentação. Elas, certamente, te ajudarão a ficar mais seguro.

1.2.3 TÉCNICAS DE ARGUMENTAÇÃO

Uma das funções da linguagem é o seu uso para convencer o outro. Somos bombardeados dessa fun-
ção praticamente o dia inteiro. É o amigo que tenta nos persuadir em favor de seu ponto de vista, o filho
que tenta fazer os pais mudar de ideia, a propaganda que nos procura vender um produto, a campanha
educativa, como a apresentada na Figura 8, que nos impulsiona a mudar comportamentos, adotar diferen-
tes atitudes ou evitar alguma situação.

EVITE ACIDENTE. USE OS EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA.


Quem semeia segurança, colhe qualidade de vida!
@istockphoto.com/bonezboyz

Figura 8 -  Como evitar acidentes de trabalho


1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
25

Nós também usamos argumentos para convencer as outras pessoas. Será que você consegue se lem-
brar desses momentos? Se você comprou um produto que veio com defeito, você precisará reclamar um
direito seu. Caso você esteja em uma mesa de reuniões, precisará mostrar aos seus colegas de trabalho o
seu ponto de vista. Imagine que você não tenha feito a sua tarefa escolar. Precisará provar ao professor de
que é possível entregá-la no dia seguinte.
Os recursos usados para persuadir as outras pessoas têm o objetivo de emocionar, chamar a atenção, de
apresentar as vantagens do objeto ou situação.
Vejamos um exemplo de técnica de convencimento.
Na tentativa de convencer o gerente de que um produto X no mercado deveria ser utilizado na empre-
sa, três funcionários apresentaram os seguintes argumentos:
Funcionário 1 - Acho que o produto X é muito bom.
Funcionário 2 - O produto X é de boa qualidade. Meu amigo que trabalha na empresa Y faz uso dele e
me disse que vale a pena.
Funcionário 3 - De acordo com algumas pesquisas que fiz sobre o produto X, ele apresenta mais vanta-
gens do que desvantagens. Entre as vantagens, podem ser mencionadas as seguintes características: a ba-
teria é duradoura, gasta pouca energia, o som é nítido e as imagens são claras. E a grande maioria dos usu-
ários apontou como mais grave somente o fato de que o produtor fornecer apenas seis meses de garantia.
Em sua opinião, quem foi o mais convincente? O argumento mais persuasivo foi aquele que comprovou
o valor do produto. Principalmente porque apontou a opinião de pessoas que já fazem uso dele. Ou seja, o
funcionário 3 foi o mais claro de todos.
Uma pessoa terá bons argumentos de convencimento quando o fizer de maneira a expor as suas ideias
com clareza, com coerência, apresentando dados que comprovem e justifiquem a opinião apresentada,
além da apresentação de argumentos convincentes.
A utilização de noções vagas, opinativas, tais como: "é bom", "de boa qualidade", "não gostei" não apre-
sentam motivos suficientes e, portanto, não têm poder de convencimento.
Até agora, já vimos que há, pelo menos, duas maneiras diferentes de elaborar os argumentos, a saber:
• Fazendo citações de especialistas no assunto;
• Formulando argumento com base em um raciocínio que seja válido, não passivo de opinião pessoal.
Além desses:
• Apresentando informações que comprovem o que se afirma, citando resultados de estudos, de regis-
tros ou de fenômenos;
• Utilizando recursos visuais.
26 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 9 -  Recursos visuais

Polito (2011) nos dá algumas dicas sobre a produção de material visual de boa qualidade, tais como:
colocação de títulos, legendas, letras legíveis, limitação do tamanho das letras, inserção de frases curtas,
uso de poucas linhas e de cores diferentes. Além disso, é válido usar apenas uma ideia em cada visual, bem
como apenas uma ilustração em cada um deles. Não se esqueça de retirar informações que possam preju-
dicar a compreensão da mensagem.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Você precisa criar para a sua empresa um cartaz informando que "há um lugar para cada coisa e
cada coisa tem que estar em seu devido lugar".
Como você recriaria esta expressão de maneira que soasse elegante e, ao mesmo tempo,
convincente?
Veja se você pensou em algo semelhante à nossa proposta:

Caro colaborador,
Para melhorar o nosso atendimento neste departamento e para acidentes com as ferramentas
de uso diário possam ser evitados, pedimos que todas elas, após o uso, sejam recolocadas em
seus devidos lugares.

Se você pensou em algo parecido com a nossa proposta, você está de parabéns! Está indo no
caminho certo.
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
27

1.3 LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL

Compreender bem um texto não é uma atividade natural. Para um bom entendimento de um texto é
necessário que as habilidades de leitura e interpretação sejam desenvolvidas. A pessoa precisa aprender o
código linguístico, aprender a decifrá-lo e a extrair significados do que lê. Nem se trata tampouco de uma
atividade isolada do meio e da sociedade à qual o indivíduo pertence. No momento que uma pessoa está
lendo, ela acaba trazendo para o texto algumas informações que ela tem sobre um determinado assunto.
As nossas experiências de vida nos oferecem um contexto que nos auxiliam a entender o mundo. E a
compreensão de um texto também está vinculada a essa percepção.
Iniciaremos os estudos sobre as práticas de leitura. Que tal começarmos a falar sobre os textos
informativos?

1.3.1 O TEXTO INFORMATIVO

O texto informativo é aquele que transmite uma informação sobre um determinado assunto. Possui o
objetivo de esclarecer uma pessoa, ou várias, sobre algo. Ele pode transmitir dados, fatos, explicações. São
encontrados em periódicos, enciclopédias, revistas, sites do governo, totens, cartazes de filme e peças
teatrais, como na Figura 10.

Figura 10 -  Toten FIEMG


Fonte: SENAI/MG, 2018.
28 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Um exemplo de texto informativo é o verbete de um dicionário. Veja:

Catalogação: s. f. Ato de catalogar, de elencar; classificação; cadastramento.


ca.ta.lo.ga.ção (BUENO, Silveira, 2007, p.153-4)

Os catálogos são relações de listas organizadas, geralmente, em ordem alfabética, de coisas ou pessoas,
com informações a respeito de cada uma, tais como endereço, preços.

Figura 11 -  Catálogos
Fonte: SENAI/MG, 2017.

Você já deve ter percebido que os textos informativos fazem parte do nosso dia a dia.
Imagine que o seu gerente lhe envia um e-mail comunicando sobre as novas regras para uma determi-
nada área de atuação na empresa, ele fará uso de um texto informativo. Para que ele seja bem sucedido
na comunicação, algumas regras para esse texto devem ser seguidas, tais como: ser neutro e objetivo, usar
linguagem clara, sem palavras ambíguas e com frases curtas.
Vamos continuar falando um pouco mais sobre o texto informativo. Desta vez, com um exemplo sobre
o texto jornalístico, que merece nossa atenção.

1.3.2 O TEXTO JORNALÍSTICO

Pense um pouco e lembre-se da última notícia de jornal que você leu e responda: qual foi o fato? Quem
participou? Onde o fato aconteceu? Quando o fato ocorreu? O que o causou?
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
29

Você consegue imaginar por que a notícia de jornal é um bom exemplo de texto informativo?
Convidamos você a ler a notícia a seguir:

Educação de ouro
O Brasil está na elite mundial no campo da educação profissionalizante. Os resultados alcançados pela
delegação brasileira na WorldSkills 2017, que acaba de ser realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes
Unidos, nos enchem de orgulho. Numa disputa entre 68 países, de todos os continentes, conquistamos
o segundo lugar geral. Em essência, os 56 competidores do nosso país – 51 deles alunos do Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) – simbolizam o futuro que queremos para o Brasil.
Nesta “Copa do Mundo” da educação profissional, os estudantes mineiros tiveram participação
destacada – os oito alunos do SENAI MG que participaram da WorldSkills 2017 trouxeram para Minas
Gerais três medalhas. Foram duas de ouro e uma de prata, além de duas Medalhas de Excelência.
Os resultados expressivos nos mostram que estamos no caminho certo, gerando oportunidades de
capacitação para milhões de brasileiros e formando cidadãos capacitados para atuarem em empresas
produtivas e competitivas.
Na verdade, a colocação obtida em Abu Dhabi confirma que os investimentos feitos pelo Sistema S
para formar trabalhadores são eficientes e estratégicos para o Brasil. O SENAI é o maior complexo de
educação profissional e serviços tecnológicos das Américas. Fundado em 1942, já qualificou mais de
71 milhões de profissionais. Estamos presentes em todas as regiões do país, com 555 escolas e 442
unidades móveis.
Em Minas Gerais, estamos presentes nos quatro cantos do estado. O Sistema FIEMG, por meio do SENAI
MG, mantém 83 escolas de ensino profissionalizante. Somente nos últimos seis anos, essas unidades
foram responsáveis pela formação de mais de 403 mil trabalhadores para a indústria mineira.
Nossa homenagem, portanto, aos nossos campeões: Lucas Fernando Santos, de São João del Rei, e
Pablo Joander de Paulo, de Pará de Minas, ambos medalhistas de ouro na WorldSkills 2017. Parabéns
também a Rhany Moreira, de Divinópolis, prata na modalidade “Confecção”, e a Davi Fonseca e Rubens
Santos, que conquistaram Medalhas de Excelência. São, todos, exemplos da qualidade dos profissionais
que o SENAI forma para a indústria mineira.
Promover a educação de qualidade é – e sempre será – compromisso da indústria mineira. Acreditamos
que somente por essa via nossas empresas ampliarão sua capacidade de inovar, desenvolver tecnologia
e agregar valor aos seus produtos. Apostamos e investimos na formação de recursos humanos
qualificados em nível de excelência, capacitados a acompanhar a revolução que ocorre em um mundo
cada vez mais globalizado e de concorrência mais intensa. Este, exatamente, é o foco do trabalho que
desenvolvemos com o SESI, na educação básica, e com o SENAI, no ensino profissionalizante.
Fonte: FIEMG, 2017.
30 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Analisando a estrutura do texto:


Observe que, na reportagem, o primeiro parágrafo relata qual será o assunto a ser tratado, deixando o
leitor curioso para prosseguir a leitura. Nos outros três parágrafos são apresentados os fatos detalhando
aspectos dos resultados, justificando por que foi possível chegar a ele. Finalmente, concluem endossando
a seriedade dos trabalhos prestados pelo SESI e SENAI, que aposta na capacitação dos alunos para
acompanhar o desenvolvimento do mundo globalizado e consequente concorrência de mercado.

PENSE NISSO

A notícia é um bom exemplo de narrativa porque apresenta os fatos de maneira concisa, clara e
objetivamente. Sua linguagem é bem acessível e, um fato importante: faz uso da língua padrão
culta. Se você ler notícias com frequência, poderá ampliar vocabulário e melhorar o seu registro
da língua.

Observe que o texto jornalístico nos apresenta respostas para os seguintes questionamentos: o que
aconteceu? Onde aconteceu? Com quem? Por quê? Quando?
Assim, percebemos que há um plano traçado para que a tessitura do texto1 seja bem feita.
A reportagem terá um todo harmônico, de maneira que atraia a atenção do leitor, desde o seu título,
que é cuidadosamente escolhido para, além de despertar a curiosidade do leitor, informar, com poucas
palavras, qual é o assunto do texto.

1.3.3 O TEXTO DISSERTATIVO

Já discutimos um pouco sobre as técnicas utilizadas para convencer alguém sobre as nossas ideias, não é
verdade? O texto dissertativo também tem este intuito. Ou seja, é utilizado com o propósito de argumentar.
O uso dele é frequente na apresentação de projetos, quando temos que convencer alguém da necessi-
dade do que estamos propondo. Também quando desejamos defender uma determinada causa ou quan-
do vamos analisar uma situação, cujos resultados pretendemos apresentar.
É o tipo de texto em que se defende um ponto de vista, desenvolvendo ideias de maneira argumentativa.
Observe esses aspectos no texto a seguir:

1 Tessitura do texto: entende-se por tessitura do texto a composição de uma trama, a redação de um fato, a elaboração e construção
de um texto.
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
31

Justificativa para uma proposta de projeto:


O índice de acidentes de trabalho registrados no Brasil tem trazido preocupações. O Brasil amarga o
4º lugar no ranking mundial de índices de acidentes, perdendo posição somente para a China, Índia e
Indonésia. Este elevado número sugere que há necessidade de investimentos, na tentativa de minimizar
o problema.

Quem mais contribui para a elevação desses resultados é a indústria brasileira e entende-se que a
parceria colaborador/empresa poderá trazer benefícios a ambos. Afinal, em momentos como estes,
não há vencedores. Sendo assim, apresenta-se como proposta a criação de uma equipe, com membros
representantes de vários setores da empresa. Alinhados com o objetivo de reduzir os índices de
acidentes, dados estatísticos serão levantados, estratégias de prevenção e de ação serão criadas, bem
como as análises de resultados após implementação das ações propostas.

Note que para justificar a necessidade de implementação de um projeto que envolva toda a equipe da
empresa, o texto apresentou dados alarmantes, apontando a necessidade de redução do índice de aci-
dentes de trabalho. Trata-se de uma construção objetiva, que utiliza a língua padrão culta. E, em termos de
linguagem, não usa subjetividade. As palavras são usadas em sentido próprio. Isto quer dizer que elas não
possuem ideias de sentido figurado, ou seja, não há utilização de palavras que possibilitem várias interpre-
tações, como ocorre, normalmente, em textos literários.
A terceira pessoa do singular ou do plural é usada, indicando impessoalidade. Isso pode ser notado em:
“entende-se que...”; “apresenta-se como proposta”; “dados estatísticos serão levantados”. A primeira pessoa
não foi utilizada, fato que contribuiria para tornar o texto pessoal. O que quero dizer? Não foi feita uma
proposta desta maneira: “Sendo assim, eu apresento a proposta de criação de uma equipe.”

1.3.4 O TEXTO DESCRITIVO

Faça a leitura de um texto descritivo em que uma escola esteja oferecendo um curso de segurança do
trabalho. Veja como ela descreve o curso.

O curso tem por objetivo desenvolver a visão crítica quanto aos riscos existentes no ambiente de
trabalho, conscientizando o aluno a saber como prevenir acidentes, instrumentalizando-o a lidar
de maneira correta com questões de saúde e segurança. O curso oferece uma carga horária de 48h,
distribuídas em um mês de aula, com carga horária semanal de 12h.

Como a escola nos apresentou o curso? Qual foi o objetivo principal do texto: convencer alguém, relatar
uma experiência ou descrever algo? Trata-se de um curso cujo objetivo é o desenvolvimento de uma visão
crítica quanto aos riscos de acidentes em um ambiente laboral. O curso é curto, com um total de 48h.
A descrição proposta convence o leitor de que se trata de um curso bom, rápido e que atenderá aos
objetivos do leitor.
32 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

A descrição é uma representação de um local, um ser, como pessoa, objeto, ou, até mesmo, de um pro-
cesso. Tem o objetivo de construir imagens que chegam aos nossos sentidos.
Se você foi cuidadoso em sua leitura, deve ter conseguido imaginar a importância do curso (desenvol-
vimento de uma visão crítica) e deve ter feito um cálculo para tentar imaginar quantas vezes por semana
o aluno deverá comparecer. Se o curso é distribuído em um mês, com 12h semanais, implicaria que você
deveria ir, pelo menos, três vezes na semana, para aulas de quatro horas, ou quatro vezes, para assistir a um
total de três horas por dia.
Os textos descritivos são encontrados em obras literárias, mas também são utilizados em relatórios
técnicos ou científicos, em descrições de equipamentos, em processos de trabalho, em parágrafos que
detalham métodos.
Nas obras como romances, contos, crônicas, o texto descritivo leva a característica de ter sido escrito
com palavras ambíguas, com sentidos não explícitos. Faz-se jogo de palavras que, muitas vezes, possuem a
possibilidade de criar sentimentos adversos no leitor. A este tipo de texto, nominamos descrição subjetiva.
Veja um trecho de uma obra literária que exemplifica bem do que se trata tal descrição:

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infini-
dade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo.
Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última
guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um
suspiro de saudade perdido em terra alheia. (...) (AZEVEDO, 1997, p.13)

Observe que toda a descrição passou pelos olhar do escritor, que ao descrever o ambiente, utilizou-se
de palavras que mostram a impressão que o ambiente lhe transmitia: “acordar alegre e farto”; “indolência
de neblina”; “luz loura e tenra da aurora”.
Em se tratando de manuais, relatórios, descrições de equipamentos, as palavras não podem ser carre-
gadas de subjetividade. O texto é claro, não dá possibilidade de diversas interpretações e tem que ser fide-
digno à descrição do objeto que se pretende descrever. Neste caso, estamos falando da descrição objetiva,
que é utilizada na redação técnica a qual veremos a seguir.

A descrição técnica

A descrição técnica é utilizada para descrição de instrumentos, aparelhos, equipamentos, ferramentas;


ou para descrição de processos: fases de uma pesquisa, processos de fabricação e funcionamento de me-
canismos, por exemplo. A descrição técnica precisa ser objetiva, deve ter frases claras e o vocabulário deve
ser preciso.
Observe o trecho de uma descrição técnica de um equipamento de medição (micrômetro):
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
33

Micrômetro
Um instrumento muito comum nas instalações industriais é o micrômetro. O micrômetro é
um instrumento utilizado para a medição externa ou interna com elevada precisão, da ordem de
micrômetros, que são a milionésima parte do metro.
Existem vários modelos que permitem medições de diâmetros internos, profundidades e pequenas
espessuras. Apresentam graduação em milímetros e em polegada milesimal e resolução de 0,01mm a
0,001mm (um centésimo de milímetro ou um milésimo de milímetro) e 0,001 a 0,0001 (um milésimo de
polegada ou um décimo de milésimo de polegada).

Na figura a seguir podemos observar o micrômetro e suas principais partes.

Vamos passar agora para a produção de textos. Iniciaremos nossos estudos sobre como escrever atas,
resumos e cartas comerciais.

1.4 A PRODUÇÃO DE TEXTOS TÉCNICOS

Ao executar trabalhos e serviços técnicos, você produzirá textos de diversos tipos para se comunicar.
A seguir você aprenderá a elaborar alguns desses textos técnicos. Vamos começar nossos estudos pela Ata.

1.4.1 ATAS

Quem já participou de uma reunião de condomínio ou de negócio, por exemplo, deve ter observado
que uma pessoa ficou responsável pela elaboração da ata e fez anotações durante o encontro.
A ata é um texto utilizado para relatar tudo o que se passa ou o que se passou em uma assembleia, ses-
são ou reunião. Leia o conceito de uma ata:
34 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Ata: registro ou resenha (v.), geralmente em forma de relato (v.), de fatos ou ocorrências verificadas e
resoluções tomadas numa assembleia ou numa reunião de corpo deliberativo ou consultivo de uma
agremiação, associação, diretoria, congregação, etc. Geralmente, muito padronizada, de estilo formal
e objetivo, traz uma parte inicial, onde constam data, local e nomes dos participantes da reunião,
seguida das resoluções tomadas, a partir de uma pauta preestabelecida e, finalmente, um fecho com as
assinaturas de quem secretariou a reunião e lavrou a ata e de todos os presentes. (COSTA, 2009, p.37)

Por ser um registro sério, a ata fica lavrada em livro próprio ou em folhas soltas e deve ser escrita de tal
maneira que fica impossível modificá-la introduzindo alguma informação extra. O texto precisa estar sem
rasuras e pode ser digitado ou manuscrito. Ele deve, como em qualquer documento, ter linguagem clara e
precisa, evitando-se ambiguidade.
A ata deve ser redigida em único parágrafo ou se houver a opção por mais parágrafos, que sejam eles
numerados, mas sem alíneas, que são as subdivisões de um artigo, usualmente designadas por a), b), c) etc.
Você deve saber que documentos não podem ser rasurados, não é mesmo? Por isso, em caso de er-
ros verificados no momento em que se está escrevendo, faz-se o uso de "digo" que vem separado entre
vírgulas e continua-se o texto. Se o erro foi notado somente após todo o texto escrito, usa-se, no final de
todo ele, a expressão "em tempo" e faz-se a correção logo em seguida, mencionando-se a linha onde se
encontra o erro.
Quanto aos números, se usados, devem ser escritos por extenso. E, se houver alguma ementa ou algu-
ma contestação sobre o que foi escrito, somente após a correção das informações é que a ata poderá ser
assinada. Numa empresa, usualmente, há um secretário para redigir as atas, mas, em sua ausência, nomeia-
-se outra pessoa, a qual usará a expressão latina ad hoc para expressar que a pessoa foi designada para
redigir a ata.

Algumas empresas preferem adotar atas padronizadas quando as elas se referem a


ATENÇÃO ações que são de rotina na empresa. Nesse caso, a própria empresa fornecerá um
formulário que deverá ser preenchido de acordo com o que ela requisita.

Você deve estar pensando: "OK, entendi. Mas quais são os principais elementos que devem ser utiliza-
dos em uma ata?"
São eles:
• Dia, mês, ano e hora da reunião (por extenso, porque envolve números);
• Local da reunião.
• Relação e identificação de todos os presentes;
• Declaração do presidente e secretário;
• Ordem do dia;
• Fechamento.
Veja um exemplo fictício de uma ata:
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
35

EMPRESA xxxx

CNPJ ________________/___________

ATA DE REUNIÃO DA DIRETORIA COM AS GERÊNCIAS DA EMPRESA

Dia, mês, ano e


hora da Reunião Local da Reunião

Aos vinte e seis dias do mês de outubro de 20...., às quatorze horas e trinta minutos,
no escritório, na Avenida Afonso Pena, nº00 (zero), reuniu-se a diretoria da empresa
Registro dos
presentes XXXXXX, presentes todos os infra-assinados, sob a presidência do Sr. ZZZZZZ, Discussões, decisões e atos
fielmente registrados
que convidou-me, Fulano de Tal, para secretário. Os senhores presentes
Atenção à
discutiram.................... Além dos assuntos discutidas, digo, discutidos,
correção. Fecho ou
deliberaram.......................... O senhor Beltrano de Tal, logo em seguida, encerramento
apresentou.................... Nada mais havendo a tratar, às dezesseis horas e trinta
minutos, o Diretor ZZZZZZZ deu a reunião por encerrada, lavrando-se a presente
ata que, após lida e aprovada por todos os presentes, será assinada. Em tempo, na
linha 9, acrescente-se que as decisões..............................
Atenção à
correção.
(daqui para frente, sempre seguido, redige-se o nome de todos os presentes e de suas
Coleta das
posições na empresa. O último a ser mencionado é o secretário). Todos assinam. assinaturas.

Lembre-se: uma boa ata é aquela que representa, de maneira fidedigna, o que foi discutido em reunião.

1.4.2 RESUMO

O Resumo é um texto abreviado referente ao conteúdo de um livro, peça teatral, ao conteúdo de um


filme, entre outros.
Muitas pessoas pensam que fazer um resumo é selecionar algumas partes soltas de uma determinada
obra ou texto e copiar. Esta ação não representa um resumo. Na verdade, é cópia, e esse tipo de atitude
fere os direitos autorais, por isso, a pessoa que o faz corre o risco de sofrer um processo. Vamos falar sobre
as regras que evitam o plágio no capítulo intitulado Pesquisa.
Um bom resumo é aquele que, sinteticamente, apresenta o conteúdo lido. Para isso, é necessário que
o seu autor leia todo o material a ser resumido primeiro e depois, com suas próprias palavras, escreva um
texto, sintetizando o que foi lido. Os pormenores devem ser esquecidos e o texto, como em toda redação
técnica, deve mostrar clareza, coerente, coesão e, o que é muito importante, manter o respeito ao pensa-
mento do autor.
36 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Algumas dicas para te ajudar enquanto estiver lendo: tente compreender o texto, identifique as partes
principais, sublinhe e faça esquemas que possam te ajudar a organizar os parágrafos e o texto. Atente-se
às ideias e procure substituir aquelas que estão repetidas por uma única ideia-chave, usando a sua própria
linguagem. Depois de pronto, releia e avalie, corrigindo os deslizes de ortografia, construção de frase, pon-
tuação, acentuação.
Sugiro mais uma atividade para colocar em prática o que foi estudado até agora.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Convido você a fazer um resumo do texto jornalístico “Educação de Ouro” que apresentamos no
item 1.3.2

Resumindo:

A delegação brasileira que participou do evento WorldSkills 2017 em Abu Dhabi trouxe para o Brasil
o segundo lugar geral. Dentre os oito alunos do SENAI MG, três deles conquistaram medalhas. Lucas
Fernando Santos e Pablo Joander de Paulo trouxeram a duas medalhas de ouro. Rhany Moreira foi
contemplada com a medalha de prata. Duas Medalhas de Excelência foram conquistadas por Davi
Fonseca e Rubens Santos.

Confirma, assim, que os investimentos na educação profissional que são feitos pelo Sistema S são
eficientes e estratégicos para o país.

Desde a sua fundação em 1942, o SENAI já profissionalizou mais de 71 milhões de estudantes,


possuindo hoje 555 escolas e 442 unidades móveis e, nos últimos seis anos, fazendo parte do
sistema FIEMG, mais de 403 mil trabalhadores se formaram e estão prontos para a indústria do
estado.

Tais resultados comprovam o pacto que o SESI e o SENAI assumem para a promoção de uma
educação de qualidade, compromissada com a indústria mineira.

No livro de Marconi e Lakatos você encontrará exemplos dos diferentes tipos de


SAIBA resumo. Vale a pena conferir.
MAIS Leia: MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de
metodologia científica. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2010.
1 A LÍNGUA PORTUGUESA NA COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA
37

1.4.3 CARTAS COMERCIAIS

Cartas comerciais ou correspondências técnicas são documentos escritos que são trocados entre
empresas ou entre empresas e clientes com o objetivo de fazer negociações. Hoje em dia elas são, muitas
vezes, enviadas por e-mail, mas não deixam de exigir que o texto seja organizado, possuindo o assunto
bem distribuído ao longo do corpo da carta, utilizando pensamento organizado e revisão gramatical.

A maior importância da correspondência comercial reside no fato de que não se


DICA pode considerá-la como uma atividade simplória: trata-se de veículo utilizado para
fechamento de negócios. Assim, deve ser bem redigida, criativa, espelhando uma
imagem positiva da empresa.

Para uma boa elaboração de cartas, além dos aspectos mencionados, também é importante que:
• Haja exatidão: palavras vagas podem trazer interpretações errôneas. Se dissermos que um material é
bom, teremos um sentindo vago. Mas se dissermos que o material utiliza alto padrão de tecnologia,
sabemos que é a tecnologia utilizada que é boa.
• Exista clareza: evite mensagens truncadas. Observe o exemplo: não é sempre que a escolha do em-
pregado agrada a todos. De qual escolha estamos falando? Da escolha por um novo empregado para
a empresa, ou a escolha que o empregado faz sobre uma determinada situação? Percebe que houve
uma dúvida? Para corrigirmos a situação, o ideal seria dizer: Não é sempre que o empregado escolhido
agrada a todos.
• Seja concisa: evite palavras em excesso, que não vão direto ao ponto. O uso de expressões como: "Acu-
samos o recebimento da carta"; "Conforme segue abaixo relacionado."; "Encaminhamos em anexo..."
podem e devem ser evitados. Fica mais elegante se substituirmos por: "Recebemos a carta"; "Relacio-
nado a seguir."; "Encaminhamos" ou "Anexamos".
• Apresente coerência das ideias: cuidado para não apresentar ideias contraditórias. Um bom exemplo
de ideia contraditória é informar que o seu produto é o melhor do mercado e, em parágrafo posterior,
fornecer a informação de que pouquíssimos clientes reclamaram do produto que está sendo nego-
ciado.
• Seja pontual, indo direto ao ponto desejado.
• Tenha foco no receptor. Não se esqueça de que ele é o mais importante no processo comunicacional.
O objetivo de uma carta com este teor é o de divulgar uma empresa ou produto. Sendo assim, ela deve
chamar atenção do receptor. Veja:
38 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Nome da empresa
Endereço completo
AC: Nome da empresa destinatária

Prezados,
Somos uma empresa do ramo da construção civil há mais de 15 anos no mercado. Nossos
colaboradores são especializados e preparados para atender às exigências de empresas de
pequeno e médio porte, oferecendo soluções rápidas, inteligentes e seguras para quem
precisa construir ou reformar.
Temos como objetivo principal o atendimento às normas de qualidade que você procura
e oferecemos garantia de 6 meses em todos os serviços prestados. Assim, poderemos
contribuir de forma positiva e transparente, oferecendo atendimento diferenciado.
Estamos disponíveis em horário comercial de segunda a sexta-feira e, se necessário,
disponibilizamos atendimento emergencial aos finais de semana e feriados. Entre em
contato conosco: (33) 3333.3333
Sempre à sua disposição.
Atenciosamente,
......

Na introdução, a carta apresenta, de maneira abreviada, o seu objetivo e busca uma aproximação com
o leitor. O desenvolvimento detalha o motivo da carta, apresentando as informações mais importantes
sobre a empresa e os benefícios de ser parceiro dela. E, no final da carta, agradece a atenção e se coloca à
disposição para contatos.
Revise sempre. Desta forma, você não correrá o risco de enviar uma carta com deslizes de acentuação,
pontuação, falta de clareza ou quaisquer outras inconsistências. Lembre-se de seu público-alvo e utilize
uma linguagem que irá atingi-lo.

RECAPITULANDO

Nesta unidade, estudamos como empregar os princípios normativos da Língua Portuguesa na


comunicação oral e escrita, além de ler e interpretar dados e informações de textos técnicos.
Mostramos a comunicação e as suas formas de expressão, apresentamos técnicas de argumentação,
discutimos sobre a leitura e interpretação de textos informativos, jornalísticos, técnicos.
Você aprendeu a produzir textos técnicos, tais como: atas, resumos e cartas comerciais.
Deixamos claro que, se o redator quer se tornar cada dia melhor, ele precisa se dedicar à leitura, para
ampliar o seu vocabulário e escrever sempre com um olhar crítico, para que tenha a oportunidade
de exercitar o seu potencial de escrita.
Documentação técnica 2

As relações de trabalho demandam uma linguagem compreensível, evitando os ruídos que


dificultam a comunicação e a compreensão da mensagem.
Neste capítulo apresentaremos alguns dos documentos que são utilizados nas empresas,
apresentando as definições, características e finalidades de cada um deles. Nosso objetivo é
mostrar que há técnicas para elaborar e analisar documentos técnicos como: relatórios, manu-
ais de fabricantes, catálogos, ordens de serviço, procedimentos e normas técnicas.

2.1 NORMAS TÉCNICAS

As normas são aplicadas em nosso dia a dia, embora não nos demos conta disso. Em nossa
casa, escola, trabalho, as normas técnicas estão presentes, promovendo qualidade, melhoria de
processos e segurança. A normalização é aplicada desde os primórdios da civilização, quando o
homem começou a realizar transações comerciais.
Podemos definir a normalização de várias maneiras. Uma delas é a seguinte: aplicação de
regras às atividades do homem, regulamentando os seus relacionamentos em sociedade.
As normas surgiram devido à necessidade de se estimarem dimensões, pesos, distâncias,
produzir e comercializar produtos e serviços. Imagine a seguinte situação:
Você está em uma loja de roupas e pede para experimentar alguns modelos de calças do
tamanho que você veste. Já pensou se não existisse um padrão de tamanhos? Seria muito des-
gastante experimentar várias peças, não é verdade?
@istockphoto.com/Milkos
42 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

As normas são frequentemente empregadas em nossas vidas, e na área industrial não é diferente.
As primeiras normas a serem criadas foram as de medidas, quando o homem julgou necessário estimar
dimensões e distâncias, utilizando métodos simples para fazer as medições, tais como: braços, dedos, pés.
Com certeza, você já ouviu ou aplicou essas unidades de medidas, como: polegadas, pés, jardas e outras
que foram desenvolvidas a partir de medidas do corpo humano.
Veja a figura a seguir.

Edesio Martins Conegundes Júnior

Figura 12 -  Medidas primitivas


Fonte: SENAI/MG, 2015.

O processo de normalização aumentou significativamente a partir da revolução industrial, quando


acendeu a necessidade de utilização de normas que permitissem a fabricação de produtos que seriam
comercializados internacionalmente e com a produção de grandes lotes, isto é, produção seriada.
A normalização vem se desenvolvendo paralela ao crescimento industrial das nações. É fácil perceber
isso. Por exemplo, pense em cinco países desenvolvidos. Certamente, os países em que você pensou já
desenvolveram normas há muitos anos. Com a globalização, as empresas vêm se conscientizando de
que conhecer as normas e aplicá-las é essencial para sua sobrevivência em um mercado cada vez mais
competitivo.
2 DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
43

2.1.1 OBJETIVOS DAS NORMAS


A normalização tem como objetivo determinar soluções em relação à comunicação, qualidade,
segurança, economia e a intercambialidade2 de produtos e serviços relacionados em um grupo comum.
A seguir, trataremos especificamente de cada um deles.

Facilitação da comunicação

A utilização de normas tem por objetivo estabelecer as características ou os resultados esperados para
um produto, processo ou serviço, usando para isso a tecnologia de maneira objetiva, demonstrável e veri-
ficável, definindo uma linguagem comum para os envolvidos.
No ramo industrial é comum o uso de prefixos e símbolos que representam características e proprieda-
des de insumos e produtos. Um exemplo na indústria metal-mecânica é nomenclatura de aços utilizados
em vários processos de fabricação mecânica. Vejamos o exemplo a seguir.
Imagine que sua equipe tenha recebido um pedido de usinagem de um lote de peças sinterizadas,
fabricadas a partir do aço FD-0405-130HT. Como os aços são normalizados, as suas características (compo-
sição química, tratamento térmico e outras propriedades do material) estão perfeitamente apresentadas
nas normas. Portanto, não será preciso descrevê-las detalhadamente, uma vez que já estão predefinidas
em informações padronizadas. Com esse exemplo, você conseguiu perceber como as Normas facilitam a
comunicação? Acreditamos que sim.

Aço FD-0405-130HT:
Aço produzido a partir de material
pré-ligado por difusão, com 4,0% de
Ni, 05% de C, tratado
termicamente.
Mínimo limite de escoamento:
1300000 Psi
@istockphoto.com/anyaberkut

2 Intercambialidade: é a possibilidade de utilização de um item, componente ou produto no lugar de outro(s), sem necessidade de
adaptação ou ajustes para satisfazer aos requisitos necessários.
44 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Simplificação

Atualmente a indústria em geral produz peças seriadas, ou seja, realiza a produção em alta escala e,
geralmente, uma mesma peça pode ser aplicada em equipamentos distintos. Essa padronização, realizada
a partir de normas, reduz a variabilidade de produtos e, consequentemente, dos procedimentos e custos
operacionais. Veja, na Figura 13, que a mesma engrenagem pode ser aplicada em diferentes equipamentos.

@istokphoto.com/antpkr/ Andrey Eremin /Jaimie Duplass/ Andrew_Mayovskyy/ talevr


Figura 13 -  Engrenagem com aplicações em ferramentas diferentes
Fonte: SENAI/MG, 2016

Proteção ao consumidor

As normas asseguram, ainda, requisitos mínimos que são esperados para determinadas aplicações dos
produtos fabricados. Vamos a um exemplo: quando uma montadora de carros compra uma biela fabricada
a partir de um determinado aço e processo, é assegurado que essa peça tenha um conjunto de caracterís-
ticas que serão fundamentais para a sua aplicação em motores de carros, conforme a figura a seguir.

Liga Fe-Cu-C
Alta resistência a fadiga
Ótima precisão dimensional

Figura 14 -  Biela de alta resistência


Fonte: SENAI/MG, 2016
2 DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
45

Segurança

Você sabia que as normas são capazes de auxiliar na garantia de sua segurança?
Além de especificar as características que devem estar presentes em determinados produtos, como a
biela citada no exemplo anterior, de modo que ela seja utilizada corretamente sem riscos de acidentes,
devemos nos lembrar, ainda, das normas que regulamentam a segurança no ambiente de trabalho.
Nesse caso, a principal ferramenta aplicada no Brasil são as normas regulamentadoras (NRs), que defi-
nem os parâmetros legais de atuação das organizações sobre as condições laborais, visando assegurar a in-
tegridade física e psicológica dos empregados. Sempre consulte as NRs relacionadas à sua área de atuação.

@istockphoto.com/ALotOfPeople

Figura 15 -  Aplicação das NRs (Normas Regulamentadoras)


Fonte: SENAI/MG, 2016.

Economia

O processo de normalização, além de minimizar falhas no processo, diminui a probabilidade de desvios


operacionais. A redução do custo de produtos e serviços, por meio da aplicação de normas, leva à econo-
mia tanto para clientes quanto para fornecedores.
Eliminação de barreiras comerciais
A utilização de normas padroniza produtos e serviços pelos diferentes países, eliminando os obstáculos
comerciais. Veja a Figura 16.
46 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 16 -  Normas Internacionais


Fonte: SENAI/MG, 2016

2.2 ORDEM DE SERVIÇO (O.S.)

A Ordem de Serviço é um documento que tem como função comunicar internamente um trabalho que
precisa ser executado. As empresas adotam esse tipo de documento com o intuito de gerenciar as ativi-
dades internas, comunicando aos responsáveis o que precisa ser feito, qual o tempo de entrega, quem é o
cliente, etc.
A O.S. precisa ser clara quanto às informações de realização da atividade. Geralmente, ela vem acompa-
nhada do nome do solicitante (cliente), dos responsáveis pela execução, da matéria-prima a ser utilizada e
do status do serviço (aberto, em andamento ou fechado).
Esse documento pode ser emitido para serviços internos e externos. Como assim? As atividades internas
correspondem à solicitação de clientes internos, como exemplo podemos citar um pedido de manutenção
de equipamentos feito pela produção ao setor de manutenção. A O.S. externa, por sua vez, corresponde à
solicitação de produto ou serviço por um cliente externo.
A Ordem de Serviço representa um dos principais documentos de gerenciamento do processo de uma
empresa, vinculando vários setores, como: compras, financeiro e produção. Ele é o ponto de partida para
realização de uma atividade.
Veja um exemplo de uma O.S. enviada para uma produtora de ferro-gusa.
2 DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
47

Endereço: Bartolomeu Carrasco, 35

GUSA FORTE
Bairro: Siderúrgicas - Barão de Cocais /MG- Cep 77678-0000
Contato: comercial@gusaforte.com
Produzindo gusa e vendendo desenvolvimento (31) 38244536-0000
ORDEM DE SERVIÇO Nª 0034/2016
Orçamento: 0048/2016
CLIENTE: AÇO MINEIRO S.A. Contato: 9999-00034
Nome do Responsável: Douglas Adriano Endereço: Av Henry Bessemer, 35
Bairro: Siemens Martin
E-mail: doug@acomineiro.com.br Barão de Cocais /MG- Cep 77678-000

Data de inicio: 16/02/216


Data término: 06/03/2016
Responsável: Ramon Lima (Gerente de Produção)

Descrição do pedido.

Produção de 45 toneladas de pão de gusa conforme especificação


ELEMENTO ACIARIA FUNDIÇÃO

Análise Química % Análise média % Análise Química %


Si 1.00 max 0.30 1.50 - 3.00
C 3.50 - 4.50 4.10 3.50 - 4.50
P 0..8 max 0.04 0.8 max
Mn 1.00 max 0.35 0.30 - 1.00
S 0.05 0.03 0.05 max

PARA USO DA PRODUÇÃO- Controle de qualidade


Materiais necessários: ___________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________
Autorização: _____________________________________ ______________________________________ Data: ____/____/________
Laudo de qualidade das matérias primas (anexo) nº________________________ Responsável:_______________________________
nº______________________ Responsável:_____________________________
nº______________________ Responsável: _____________________________
Laudo de analise química do gusa (anexo): nº______________________ Responsável: ______________________________________
nº_______________________ Responsável: _____________________________
nº_______________________ Responsável: _____________________________

O nosso forte são os nossos clientes.


48 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

2.3 CATÁLOGOS (FÍSICOS E ELETRÔNICOS)

Os catálogos são uma forma de apresentação dos produtos ou serviços de uma empresa. Eles trazem ao
cliente informações que comprovem a conformidade do produto ou serviço com as normas técnicas em
vigor em nosso país.
Além disso, os catálogos são fontes de conhecimento técnico, nos quais encontramos: apresentação,
nome, formas, dimensões e outras características dos produtos e serviços de uma determinada empresa.
Diante de um bom catálogo, você será capaz de identificar um produto ou prestação de serviço ideal para
a sua organização.
Há catálogos físicos e virtuais. Será que o catálogo virtual é diferente? Para Costa (2009), os catálogos
virtuais substituem os tradicionais catálogos de papel. Trata-se de um site que traz informações sobre bens
e serviços de uma empresa ou pode ser também uma lista de endereços ou de números telefônicos, por
exemplo.
Se formos comparar os catálogos impressos com os virtuais notamos que há algumas vantagens neste
último modelo: seu custo é menor, a atualização das informações é bem mais rápida, possibilitando a in-
serção de novos produtos da empresa assim que forem lançados, podem ser vistos on-line ou off-line, se
forem baixados em algum dispositivo. Além disso, se as informações vinculadas utilizarem uma linguagem
bem persuasiva acabam conquistando maior número de compradores.
Os catálogos, virtuais ou físicos, devem apresentar as informações de maneira que chamem a atenção
do consumidor, fazendo uso de linguagem clara e de imagens atraentes. Veja na Figura 17 um catálogo
sobre noções básicas de segurança e saúde no trabalho do SENAI.

Figura 17 -  Catálogo-Noções Básicas de Segurança e Saúde no Trabalho


Fonte: SENAI/MG, 2018
2 DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
49

2.4 MANUAIS DE FABRICANTES

Você, provavelmente, já leu um manual, certo? Geralmente, os produtos eletroeletrônicos adquiridos


por você vieram acompanhados dessa importante ferramenta. Já observou o que vem descrito neles?
Os manuais trazem informações técnicas quanto ao bom uso do produto ou serviço.
Eles são guias essenciais para o conhecimento do usuário. Neles são descritas características técnicas e
recomendações do fabricante, tudo em uma linguagem clara e objetiva.
Uma estrutura básica dos manuais inclui uma apresentação do produto em questão, índice com os
conteúdos do manual, o guia em si, uma seção de problemas comuns e a forma de resolvê-los, contato do
fabricante (assistência técnica) e um glossário.
Em sua caminhada estudantil e profissional, você irá manipular equipamentos e máquinas, por isso, é
importante sempre analisar os manuais de fabricação e de operação antes da utilizar a máquina.

Para mais informações sobre os manuais, ou esclarecimento de dúvida quanto ao


aspecto legal, indico os sites do governo federal:
SAIBA BRASIL. LEI Nº 5.452, de 1 de maio de1943: Consolidação das Leis do Trabalho.
MAIS Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm>.
BRASIL. NR-1 - Normas reguladoras - Segurança e Medicina no Trabalho. Disponível
em: < http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR1.pdf>.

@istockphoto.com/shironosov

Os manuais são repletos de informações importantes e, se você deseja ser um bom profissional, crie o
hábito de utilizá-los.
50 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Ler um manual e compreendê-lo é ação que demanda, antes de mais nada,


localização de informação. Portanto, aí vai uma dica: leia o manual antes de iniciar
DICA a montagem do objeto e selecione as informações mais importantes para aquele
momento. Tenha o manual à mão quando houver dúvidas ou problemas e utilize a
técnica de localização de informação rápida e de seleção do trecho que deseja ler.

A emissão de manuais de fabricantes é obrigatório, previsto no art. 6º, III, do Código de Defesa do Con-
sumidor (CDC), que estabelece que o consumidor tem direito a receber a informação adequada e clara
sobre os produtos e serviços.
Em se tratando dos manuais de máquinas e equipamentos, deve-se observar e fazer cumprir os itens
12.125 até 12.129 da Norma Regular 12 (NR-12), que trata da segurança do colaborador na operação de
máquinas e equipamentos.

Para saber mais sobre os manuais ou se quiser aprofundar o estudo sobre o aspecto
legal, indico os sites do governo federal:
SAIBA BRASIL. LEI Nº 8.078, de 11 de setembro de1990: Dos Direitos do Consumidor.
MAIS Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078.htm>.
BRASIL. NR-12 - Segurança do Trabalho em Máquinas e Equipamentos.
Disponível em: < http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/05/mtb/12.htm>.

2.5 RELATÓRIO

O relatório é usado para relatar, ou seja, apresentar o modo como foi realizado um trabalho, ou as cir-
cunstâncias em que se deu determinado fato.
O objetivo do relatório é descrever, narrar e analisar situações. Você o utilizará frequentemente na in-
dústria: relatório de um serviço de manutenção, de uma inspeção, de uma comissão de pesquisa a um
setor de desenvolvimento de novos produtos, etc.
O relatório deve ser cuidadosamente elaborado e apresentado com nitidez e clareza. Para isso, ele deve
ser organizado em partes:
a. Capa / Cabeçalho:
Se o relatório for curto (menos de 10 páginas), basta um cabeçalho simples para apresentar informações
como: a data, o nome do autor, nomes, cargos dos destinatários e o assunto. Se for extenso (a partir de 10
páginas), essas informações serão apresentadas em forma de capa, ocupando toda uma página.
b. Sumário (relação dos assuntos):
No relatório curto, o sumário limita-se a algumas linhas que indicam as partes principais; no relatório
extenso, o sumário é formado pela página que se segue à do título. Trata-se de um índice e dá ao leitor uma
visão de conjunto dos pontos que serão abordados.
c. Introdução:
A introdução define o objetivo do relatório, indica o método utilizado para conduzir o trabalho, e quem
o solicita. Faz uma explanação geral do que será abordado ao longo do relatório.
2 DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
51

d. Desenvolvimento:
A descrição das ações desenvolvidas, a apresentação e análise dos resultados alcançados e, se for o caso,
a proposta de intervenções. Não se esqueça de encontrar um título para esse tópico do relatório.
e. Conclusão:
É a recapitulação, retomada dos aspectos mais relevantes do relatório. Nesta etapa, você fará suas con-
siderações a respeito dos resultados e ressaltará as contribuições propiciadas pelo estudo desenvolvido.
f. Referências:
Após o desenvolvimento do relatório é muito importante a inserção das fontes de pesquisa. Elas devem
ser listadas em ordem alfabética.
g. Anexos:
Geralmente empregado quando você utilizar documentos de consulta importantes e que foram citados
ao longo do texto, mas que não podem ser completamente apresentados no desenvolvimento do relató-
rio, principalmente em função de ser volumoso.
É possível que os relatórios sejam redigidos e direcionados para um público externo à indústria na qual
trabalha, como a comunidade do entorno ou órgãos do governo. Nesses casos, a preocupação com a sua
redação deve ser ainda mais evidente, pois a imagem da sua empresa fica comprometida com uma reda-
ção mal elaborada.
Entretanto, mesmo que o relatório seja direcionado ao público interno da organização, deve-se respei-
tar os padrões formais da língua portuguesa e todas as características das redações técnicas.
Há diversos tipos de relatórios que podem ser utilizados no dia a dia profissional, como relatórios de
rotina, de análises, de acidentes, de consultorias, de reuniões, de pesquisas e assim por diante. Um exemplo
de uma situação em que um relatório pode ser gerado está demonstrado na Figura 18, quando o colabo-
rador realiza uma inspeção de qualidade nos produtos de sua empresa.
@istockphoto.com/kzenon

Figura 18 -  Elaborando o relatório de rotina


52 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Confira na ilustração quais são as partes constituintes de um relatório.

SAIBA
MAIS

Figura 19 -  Relatório

2.6 SOLICITAÇÃO DE COMPRAS

O que é solicitação de compra? Trata-se de um documento que inicia o processo de compras em uma
empresa. Nesse documento registra-se o que comprar, a quantidade que será adquirida, o prazo e o local
de entrega. Às vezes, informa também qual é ou quais são os possíveis fornecedores do produto.
Mas antes mesmo de se solicitar uma compra, há todo um processo. Usualmente, há um departamento
responsável pelo fluxo das mercadorias e serviços de uma empresa o qual tem por objetivo obter tais mer-
cadorias ou serviços garantindo a qualidade deles, prezando pelo menor custo. Além disso, procuram ga-
rantir que as entregas das mercadorias estejam dentro do prazo estabelecido e que os serviços prestados
sejam de qualidade. É importante mencionar que o desenvolvimento e a manutenção das boas relações
da empresa com seus fornecedores precisam ser mantidos, e é da responsabilidade desse departamento
fazê-lo.
Cabe a esse departamento selecionar os fornecedores, determinar as especificações das compras, tais
como quantidade, qualidade, local de entrega, prazos de entrega e de pagamento, negociando os termos
e as condições da compra.
Então, somente após a seleção dos fornecedores, cotação dos preços, negociações é que se faz a solici-
tação de compras. Essa solicitação, portanto, é o contrato legal no qual se registram os termos e condições
negociados. Uma cópia é enviada ao fornecedor, o departamento de compras armazena outra cópia e ou-
tras cópias são enviadas para outros departamentos da empresa, a saber: departamento de contabilidade,
departamento solicitante da mercadoria ou serviço e departamento de recepção.
2 DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA
53

A solicitação de compra faz parte de um processo muito maior do que somente o preenchimento de um
documento, o qual não pode apresentar deslizes.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Analise a seguinte proposta de Solicitação de compra:

Figura 20 -  Solicitação de compra

Trata-se de um exemplo de uma solicitação de compra bem simples, em que podemos localizar as
ideias centrais de um pedido, a saber: produto a ser adquirido, quantidade, valor unitário e valor
total, ciente dos responsáveis pela compra e data. O modelo analisado é claro quanto a todos os
dados a serem preenchidos.

RECAPITULANDO

Os objetivos desta unidade eram: definir e caracterizar a produção escrita técnica, traçar finalidades
da documentação técnica e examinar como são elaborados os diferentes tipos de textos técnicos
e comerciais, verificando a importância da norma padrão culta.
Para atingir aos objetivos propostos, exploramos como são escritos os relatórios, apontando
os passos de sua construção e instruindo como fazê-lo. Em seguida, discutimos a respeito dos
manuais e mostramos quão importante é cada detalhe registrado, uma vez que estão todos eles
fazendo cumprir as exigências das leis brasileiras.
Informática: uma ciência a seu favor 3

Este capítulo tem por objetivo apresentar os princípios da informática na elaboração de tex-
tos, apresentações, pesquisas e planilhas. Para isso, exploraremos informações básicas sobre o
sistema operacional e destacaremos a importância de utilizar a Internet de maneira ética em
momento de escrita de um e-mail, ou ao fazer uso de sites de buscas de maneira que sejam
respeitados os direitos autorais.

3.1 SISTEMA OPERACIONAL

Analise a Figura 21.


HARDWARE

Placas, memória, coolers ou


Geralmente encontrado ventoinhas, entre outros.
no formato de Produto,
recurso ou componente
São exemplos de
Hardware
Representa a parte notebooks, tablets,
FÍSICA do computador smartphones, entre
outros.

Sistemas Operacionais:
Windows, Linux, Mac OS X,
SOFTWARE

entre outros.
Geralmente encontrado
no formato de Produto
São exemplos de
Software
Representa a parte Pacotes:
LÓGICA do computador Adobe e Microsoft Office.

Figura 21 -  Hardware e Software


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

A Figura 21 mostra que os computadores são constituídos de duas partes: a física, que é
conhecida por hardware e a parte lógica, chamada de software. A parte física é o material em
si, ou seja, os componentes ou recursos de hardware como placas, memórias e processadores.
A parte lógica é responsável pelas funcionalidades do computador e o habilita a interpretar
comandos como, por exemplo, ouvir uma música, digitar um texto e navegar na internet.
56 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Hoje novos dispositivos estão à nossa disposição, tais como tablets, smartphones, laptops, iPads,
notebooks. Eles nos possibilitam acesso à Internet e uma gama de novas funcionalidades na ponta de
nossos dedos.

3.1.1 FUNDAMENTOS E FUNÇÕES

O sistema operacional é o responsável pelo gerenciamento do computador traduzindo os comandos


aplicados nos softwares para os hardwares. O sistema operacional gerencia as diferentes tarefas para cada
usuário, podendo ser acionadas e executadas a qualquer momento. Além disso, permite o funcionamento
de periféricos, tais como impressora, mouse, Hard Disk (HD), pen drive e webcams.
Quando os periféricos são acoplados ao computador, o sistema operacional controla o acesso a arqui-
vos, dando a possibilidade de criar, editar, modificar, alterar ou excluir, garantido a segurança dos arquivos
que foram armazenados no computador, de maneira que possam ser novamente acionados.

3.1.2 BARRA DE TAREFAS

Barra de tarefas é um recurso característico do Sistema Operacional, geralmente localizado na área de


trabalho do computador e que tem como finalidade, gerenciar e monitorar as aplicações em execução.
A barra de tarefas (Figura 22) contém as informações sobre os programas que estão sendo executados e,
principalmente, o menu iniciar, o qual dá acesso aos programas instalados no computador. Um programa
pode disponibilizar uma ou mais barras de tarefas possibilitando ao usuário utilizar a que melhor se adapte
à tarefa que está executando.

Figura 22 -  Barra de tarefas do Windows


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.1.3 BARRA DE FERRAMENTAS

A barra de ferramentas é um componente que permite a execução de tarefas de acordo com o programa
utilizado.
Observe na Figura 23 que alguns comandos comuns da barra de ferramentas são Salvar, Desfazer,
Refazer, que nos possibilitam incluir ou remover as ferramentas presentes.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
57

Figura 23 -  Barra de ferramentas


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Além disso, há outras guias, tais como Inserir, que quando clicado, possibilita a inserção de tabelas, ima-
gens, Clip art, gráficos, número de página, entre outros comandos (Figura 24).

Figura 24 -  Barra de ferramentas - inserir


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Ao escolher o clicar na guia Layout da página, você poderá configurar a página com as margens, se irá
utilizar o texto em colunas, escolher até a cor da página, se desejar (Figura 25).

Figura 25 -  Barra de ferramentas - layout de página


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Quando clicamos na guia Referências, podemos inserir nota de rodapé, sumário, gerenciar fontes bi-
bliográficas, entre outras ações (Figura 26).

Figura 26 -  Barra de ferramentas - referências


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
58 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

A guia Revisão nos possibilita fazer correção da escrita, verificando a ortografia, por exemplo, além
de possibilitar inserir comentários nas laterais do texto, caso seja preciso corrigir o texto. Confira nas
Figuras 27 e 28.

Figura 27 -  Barra de ferramentas - revisão


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Figura 28 -  Barra de ferramentas - inserindo comentários


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

E, no modo de exibição, o usuário escolhe como ele quer ver o seu trabalho na tela do computador.
Pode inserir linhas de grade, ou ver o documento inteiro em miniatura (Figura 29).

Figura 29 -  Barra de ferramentas - exibição


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.1.4 UTILIZAÇÃO DE ACESSÓRIOS

Acessórios são programas de computador (softwares) instalados juntamente com o sistema operacio-
nal. Todo programa de computador pertencente ao sistema operacional é chamado de Acessório. É impor-
tante notar que quando um programa de computador ou software for instalado por um usuário de modo
separado do sistema operacional, dizemos não se tratar de um acessório.
A empresa Microsoft disponibiliza em seu sistema operacional Windows alguns softwares acessórios
capazes de auxiliar o usuário na produção de seus recursos. Estes acessórios são geralmente encontrados
na área de trabalho do Windows ou a partir da guia Iniciar localizado na barra de tarefas do Windows.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
59

As Figuras 30 e 31 demonstram os passos necessários para acesso à pasta acessórios do Windows.


Lembre-se de que a pasta acessórios do Windows poderá sofrer alterações quanto ao seu local de acordo
com a versão do sistema operacional utilizado.

Figura 30 -  Tela inicial Figura 31 -  Acessórios


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010. Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Localizar a pasta Acessórios é simples: primeiro clique na guia Iniciar. No final da página, clique em Todos
os Programas (Figura 30). Abrirá uma nova tela, em que você poderá ver a palavra Acessórios (Figura 31).
Você possivelmente localizará: assistência rápida, bloco de notas, calculadora, ferramenta de captura,
paint, gravador de som, Windows Explorer, WordPad, entre outros.
Conheça alguns dos Acessórios.
a. Bloco de Notas: é um editor de texto simples e que salva os arquivos em formato padrão TXT (ficheiro
de texto).
b. WordPad: é um editor de texto que pode ser utilizado para anotações rápidas. Para usar o WordPad
digite o texto utilizando as ferramentas que estão no topo da tela, como Fonte, Parágrafo, Copiar e Colar.
c. Para o acesso a WordPad clique no menu Iniciar Todos os programas Acessórios
Wordpad.
d. Paint: é um aplicativo que permite o desenvolvimento, edição e impressão de imagens digitais que
são salvas automaticamente. O Paint permite a criação de desenhos e alteração de imagens de arquivos
que já existem em seu sistema.
e. Calculadora: para acessar a calculadora clique no no menu Iniciar Todos os programas
Acessórios Calculadora. A calculadora Windows tem funcionamento bastante semelhante a qualquer
outra calculadora. Geralmente, tem os seguintes tipos de operação: padrão, científica, programador e esta-
tística que apresentam formas diferentes de fazer cálculos. Se você quiser modificar o tipo de calculadora
que está usando, clique no menu Exibir e selecione a opção que deseja utilizar.
60 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

f. Gravador de Som: o Gravador de Som da Microsoft permite que você grave, edite e reproduza sua voz.
Além disso, possibilita que você junte frases, adicione música, ou insira seus comentários em um documen-
to ou vídeo.
Esses acessórios são fáceis de ser utilizados, rápidos de carregar, úteis, como a calculadora, por exemplo.
Vale a pena conferir.

3.1.5 CRIAÇÃO DE DIRETÓRIOS

A estrutura de diretório é como o sistema de arquivos organiza, de maneira lógica, todo o conteúdo, os
recursos, armazenados no computador. Algumas informações são necessárias: localização física do arquivo,
nome, organização, outros atributos.
Na estrutura de diretórios há várias implementações. E a mais simples delas é a que chamamos de nível
único. Todos os arquivos ficarão armazenados em um mesmo diretório, ou pasta, dessa forma, podemos
dizer que o sistema de arquivos possui apenas um único diretório. Veja o esquema:

Identificação
Organização
Localização
Atributos

Diretórios Arquivos

Figura 32 -  Criação do diretório/pasta

Outro modelo de diretório é o User File Directory (UFD). Modelo limitado quanto a sua implementação,
não sendo possível a inclusão de dois ou mais arquivos com o mesmo nome. Trata-se de uma evolução do
modelo de estrutura de diretórios a partir da inclusão de um diretório raiz (Master). Este modelo trabalha o
conceito de uma árvore com a implementação de um diretório raiz e suas ramificações.
Imagine a seguinte situação: em uma casa há um cômodo onde são guardados vários objetos. Neste
local há um armário no qual são colocados livros, cadernos, documentos. Neste armário há várias gavetas e,
em uma delas, vários CDs de músicas são mantidos. São CDs de músicas brasileiras e estrangeiras. É assim
que funciona o modelo diretório UFD.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
61

Quando vemos uma linha como C: \Meus Documentos\Minhas Músicas\Internacionais, o C: \ é como se


fosse o cômodo, diretório raiz, onde estão guardados os vários objetos. Meus Documentos, neste caso, a
Unidade de Disco, é como se fosse o armário e Minhas Músicas é a gaveta, que representa o Arquivo (pasta).
Nela, os CDs representam os subdiretórios, ou subpastas.
Observe que é no Arquivo (pasta) onde ficam salvos os textos, músicas, filmes, fotos, seus trabalhos
escolares, os quais são organizados em pequenos outros arquivos, que receberão a nomenclatura que
você desejar.
Assim, para criar um novo diretório basta clicar com o botão direito do mouse na área de trabalho, por
exemplo, ou dentro de alguma outra pasta e escolher a opção Novo e depois Pasta.
A Figura 33 demonstra um exemplo de formação da estrutura hierárquica de diretórios do sistema
operacional Windows, gerado a partir do primeiro acesso (login) de um novo usuário cadastrado no
sistema. Repare que, após o primeiro acesso (login), um novo perfil de usuário é gerado automaticamente
pelo sistema dando origem ao diretório raiz. Neste momento, podemos dizer que há uma hierarquia de
diretório sendo construída e gerenciada pelo Sistema Operacional.
Veja o esquema:

Minhas fotos 2018 Férias


MARIA
Arquivo Z Carnaval

Arquivo X
JOÃO
Arquivo A

Diretório raiz Unidades de disco Arquivos(Pastas) Arquivos(Subpastas)


Figura 33 -  Diretório User File

3.1.6 PESQUISA DE ARQUIVOS E DIRETÓRIOS

É o Windows Explorer que possibilita realizar procedimentos com os arquivos e pastas. Obviamente, são
várias as formas de manuseio, mas os procedimentos mais comuns e mais acessados são as gravações de
arquivos. O Windows Explorer é o ambiente ideal e próprio para você trabalhar com movimentação, exclu-
são e inserção de arquivos em diferentes pastas de trabalho.
A pasta Biblioteca é utilizada para gravar os seus arquivos. Ela é, usualmente, subdividida em Documen-
tos, Imagens, Músicas e Vídeos. Embora os arquivos possam ser gravados em qualquer pasta, seja no HD,
pen drive ou em qualquer outra mídia de gravação disponível, a pasta Biblioteca é a mais indicada para o
usuário manipular dados.
Para localizar as pastas e arquivos gravados em seu computador, basta clicar em Documentos, que é sua
pasta pessoal, na qual você pode armazenar seus documentos, gráficos e outros arquivos pessoais. Confira
na Figura 34.
62 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 34 -  Documentos
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Observe que a seta indica o local onde você poderá clicar para localizar as suas informações armazenadas.

3.1.7 ÁREA DE TRABALHO

A Área de Trabalho é a área principal exibida na tela assim que o computador é ligado. Nela se exibe
tudo o que está sendo executado pelo computador, tais como, programas, pastas, arquivos. A área de
trabalho permite ao usuário organizar arquivos e pastas da maneira que quiser. Ela disponibiliza de um
ambiente inteiramente personalizado, amigável e de fácil interação com o usuário.
Aquela imagem de fundo que você vê na área de trabalho de seu computador recebe o nome de plano
de fundo, também conhecido como papel de parede (Figura 35).

Figura 35 -  Tela da área de trabalho


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
63

Nessa área há os ícones para acesso rápido aos arquivos, aplicativos e diferentes áreas do sistema.
Alguns dos ícones exibidos, tais como computador, rede, lixeira, são padronizados. Contudo, você pode
editar a área de trabalho, removendo-os. Para isso, basta ir ao Painel de Controle, clicar em Alterar ícones
da área de trabalho, marcar aqueles que lhes serão úteis.
Você pode ainda clicar com o botão direito do mouse sobre a tela e explorar as opções de Menu de
contexto para ajustar o tamanho desejado dos ícones, pode organizá-los, alinhá-los da sua maneira.
Se preferir uma área mais limpa, e não deseja exibir os ícones, clique com o botão direito em Exibir,
desmarque as opções Mostrar ícones da área de trabalho.
À extrema direita da Barra de tarefas do Windows, está o relógio (Figura 36). Com um clique sobre ele, o
Windows mostra o calendário e permite que você altere as configurações de data e hora.

Figura 36 -  Tela da área de trabalho – relógio


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Essa parte da barra de tarefas localizada na área de trabalho exibe ícones de sistema, tais como: rede,
volume, gerenciador de áudio, acesso à Internet, resolução de problemas, layout de impressão, entre
outros. Ao passar o mouse por sobre eles, a exibição das tarefas se faz automaticamente.

3.1.8 CRIAÇÃO DE ATALHO

Os atalhos são ícones que podem ser colocados na área de trabalho ou na barra de tarefas e têm por
objetivo permitir que o usuário acesse o arquivo desejado sem ter que abrir a pasta do programa. Podem
também ser teclas a partir das quais é possível ser feito acesso rápido a ficheiros, pastas, programas.
Para adicionar um atalho na Barra de tarefas é simples: abra o arquivo ou aplicativo desejado. Clique
com o botão direito sobre o ícone correspondente e em Fixar este programa na Barra de Tarefas ou na área
de trabalho. Se deseja retirar um ícone da Barra, o processo é o mesmo. Mas dessa vez, clique em Desafixar
este programa.
64 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Conhecer o seu computador é muito importante. O domínio das funções dele, pelo
DICA menos das funções básicas, irá proporcionar um conforto para você. Portanto, tire
um tempo para estudar um pouco mais. As informações que estamos deixando aqui
são básicas e há muito mais a ser investigado.

3.1.9 FERRAMENTAS DE SISTEMAS

As Ferramentas de sistema são aquelas que ajudam na manutenção do computador e dos programas
que nele estão instalados. De fácil acesso, basta clicar no menu Iniciar, em seguida, em Todos os Programas,
logo após Acessórios. Localize o título Ferramentas de Sistema e escolha a ferramenta desejada.
A ferramenta Informações do Sistema mostra as informações, como por exemplo: Nome do sistema,
versão, componentes, configurações da Internet, entre outros.
Outra ferramenta chamada Agendador de tarefas permite agendar tarefas que serão executadas pelo
Windows. Como, por exemplo, abrir determinado programa a cada vez que o computador for ligado.
A intitulada Limpeza de Disco exclui arquivos temporários que ocupam espaço no Hard Disk (HD) - disco
rígido - e que são desnecessários. Exclui arquivos temporários da Internet, arquivos temporários do próprio
sistema e de programas que são apagados do HD.
O Mapa de Caracteres exibe o conjunto de caracteres existentes, podendo ser utilizado para visualizar
os caracteres disponíveis de uma determinada fonte. A ferramenta Restauração do Sistema remove qual-
quer mudança no sistema que foi feita desde a última vez que ele funcionou adequadamente e não afeta
arquivos pessoais.
O Assistente para transferência de arquivos e configurações nos ajuda a transferir os arquivos e as con-
figurações de um computador antigo para um novo computador.
O Backup prepara cópias de um dispositivo para outro de maneira que esses arquivos possam ser recu-
perados em outro momento. Além disso, restaura arquivos e configurações.
A Central de Segurança auxilia no gerenciamento das configurações de segurança do Windows.
E o Desfragmentador de Disco nos ajuda a organizar os dados do HD, encontra pedaços de um mes-
mo arquivo e os organiza em bloco contínuo. Dessa maneira, facilita a leitura dos dados, deixando o
computador mais rápido.
Para descobrir a função de cada um deles, clique sobre eles e vá aos poucos se familiarizando.

3.1.10 COMPACTAÇÃO DE ARQUIVOS


O que é compactar? Para que serve a compactação de arquivos? A compactação surgiu por uma
necessidade. É uma forma de reduzir o espaço em disco. O arquivo é comprimido a partir de um aplicativo que
pode compactar um ou vários arquivos. Além de reduzir a capacidade de armazenamento, a compactação
também permite que os downloads fiquem mais rápidos. Para que você possa fazer essa compactação,
você pode utilizar compactadores: WinZip, que é um dos mais utilizados sob a plataforma Windows.
Há também o EasyZip, o WinRAR e o Arj.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
65

Já as versões mais recentes do Windows possuem um recurso chamado de Pasta Compactada, que irá
gerar um arquivo no formato ZIP. Dessa forma, não é necessário a instalação de um programa ou software
a parte.

DICA Uma visita à Internet será suficiente para você descobrir o passo a passo de como
baixar esses compactadores e como utilizá-los.

3.1.11 INSTALAÇÃO E DESINSTALAÇÃO DE SOFTWARES

A instalação de softwares é, usualmente, um processo simples. Leia as instruções ao instalar qualquer


programa. Fique atento ao que está acontecendo na tela enquanto a instalação acontece. Vamos ver como
fazer:
Inicie sessão em seu computador com uma conta administrativa. Insira o CD, DVD ou pen drive conten-
do o pacote de instalação. Alguns dos pacotes de instalação disponibilizam de um arquivo auto executável
(autoRun) com instrução para a instalação do programa desejado.
Caso uma janela contendo as instruções para a instalação não seja automaticamente executada, abra o
conteúdo do pacote de instalação e, em seguida, procure pelo arquivo denominado Setup.exe ou Install.
exe. Neste caso, para o sistema operacional Windows. Ao localizar algum destes arquivos, dê um clique
duplo para iniciar a instalação do software.
No caso do software estar disponível on-line, vá até o site que contém o link para baixá-lo. Uma janela se
abrirá. Selecione Abrir ou Executar. Se você tiver dúvida da procedência do programa, o ideal é Guardar e
utilize o programa antivírus.
Para instalar um programa a partir de uma rede, que pode ser o caso de um software utilizado na em-
presa, clique no menu Iniciar do Windows e clique em Painel de controle. Selecione Programas, em segui-
da, Programas e Características. Escolha Instalar um programa da rede, clique no programa que deseja e,
novamente, em Instalar.
O processo de desinstalação de programas é uma maneira de organizar os dados armazenados, uma
vez que, seu computador estará ganhando mais espaço em seu HD e tornando-o mais rápido para proces-
sar as informações. A própria Microsoft apresenta uma ferramenta para fazê-lo. Veja como fazer:
Primeiro, clique com o botão direito do mouse sobre o ícone de janela do Windows e acione a opção
Painel de Controle. Veja Figura 37.
66 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 37 -  Painel de Controle


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Em seguida, acesse a opção Programas e Recursos.Veja Figura 38. Abrirá uma nova tela com a função
para desinstalar programas.

Figura 38 -  Programas e Recursos


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Em seguida, escolha aqueles que deseja excluir e clique em Desinstalar.


3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
67

3.2 EDITOR DE TEXTO

Editores de textos são programas de computadores destinados ao desenvolvimento de textos em lin-


guagem escrita. Com eles, é possível criar textos com formatação, incluindo o tipo de alinhamento, negrito,
itálico, sublinhado entre outros. Um editor de texto é um software capaz de realizar a edição de arquivos de
texto armazenados no computador. Você poderá utilizá-lo para escrever ou editar qualquer tipo de texto,
com ou sem formatação.
Existem no mercado vários tipos de editores de texto desde os mais simples como, por exemplo, o bloco
de notas ou notepad (software básico integrado ao pacote Windows) aos mais avançados como o Microsoft
Word.
O Microsoft Word é um editor de texto avançado, que inclui funções diversas e grande variedade de re-
cursos que ajudam você a criar, de maneira fácil e rápida, documentos profissionais condizentes ao padrão
especificado e com ótima qualidade.
O Microsoft Word é um software amplamente equipado com recursos avançados e design arrojado.
Seu uso apresenta grandes vantagens em relação a outros editores de textos de mercado. Munido de
poderosos recursos gráficos que facilitam o desenvolvimento de textos, sua aplicação é baseada em um
universo de recursos avançados de edição capazes de auxiliar a elaboração de um documento profissional
de excelente qualidade.
A Figura 39 apresenta uma imagem da área de trabalho do Microsoft Word demonstrando alguns de
seus principais recursos.

Barra de ferramentas
de acesso rápido
Aqui estão os comandos
para acesso rápido.

Gerir Ficheiros
Acesse o menu arquivo
para abrir, guardar,
imprimir e gerir o seus Indicadores de caixas Número de Opção ajuda Ocultar barra de
arquivos do word. de diálogo paginas Clique neste ícone ou ferramentas dos menus
Este ícone exibe uma Realiza a pressione F1 para obter Oculte a barra de
janela no formato de contagem de ajuda. ferramentas dos menus
Caixa de Diálogo com paginas do em aberto.
outras opções. texto. Aqui é
informado o Mudo de Visualização
número da Altere o modo de Ampliar ou Diminuir
Contador de palavras pagina atual e visualização do texto para Ajuste o indicador de zoom
Realiza a contagem de do total de leitura, impressão ou Web. para ampliação da visão.
palavras do texto. paginas.

Figura 39 -  Área de trabalho do Microsoft Word


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
68 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Há editores de programas gratuitos, os chamados softwares livres, que podem ser baixados da Internet
e instalados em seu computador. Há programas na própria Internet, que serão utilizados diretamente
nela e aqueles que são comprados pelo usuário o qual adquire uma licença de utilização. Somente para
registrar alguns, temos: Linux - OpenOffice, Writer; Windows - Bloco de notas, NotePad, Microsoft Office
Word; Macintosh ou Mac - OpenOffice, Writer.

3.2.1 FORMATAÇÃO

Para iniciar a digitação de um texto um novo documento Word, por exemplo, clique no alto à esquerda,
o menu Arquivo assinalado na Figura 40:

Figura 40 -  Abrindo um documento de Word


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Clique em Novo e Documento em branco. Para um trabalho escolar é de praxe estabelecer as margens do
trabalho, com as seguintes instruções: margens superior e esquerda 3,0 cm e inferior e direita: 2,0 (Figura 41).
Para a digitação do corpo do trabalho utilizamos, normalmente, fonte Arial 12, Justificado. Para o pará-
grafo, clique na palavra Parágrafo. Em seguida, selecione espaçamento entre linhas: 1,5. Veja Figura 42. Para
começar, o seu texto já temos o básico. Mais informações de formatação, quando houver necessidade de
citações, bem como títulos e subtítulos, veremos no capítulo 4.

Figura 41 -  Formatação - Selecionando as margens Figura 42 -  Formatação – recuos e espaçamento


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010. Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
69

3.2.2 CONFIGURAÇÃO DE PÁGINAS

Para a configuração da página, você irá clicar em layout de página, escolher o tamanho, que, na maioria
das vezes, é o A4. A orientação é retrato. Por aqui, também é possível verificar o espaçamento entre as
linhas e o recuo quando houver citação, por exemplo. Atente-se às setas na Figura 43.

Figura 43 -  Configuração de página


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.2.3 IMPORTAÇÃO DE FIGURAS E OBJETOS

Por se tratar de material básico de informática, vamos nos ater aos aspectos mais simples do programa
de Windows. Para trazer uma figura de seu computador para o trabalho que você está digitando, siga os
seguintes passos:
1. Clique em Inserir.
2. Seu computador irá abrir a biblioteca de imagens. Selecione a imagem desejada.
3. Assim que a selecionar, clique em Inserir. Pronto, a imagem já veio para o seu trabalho. O mesmo
passo será dado caso você deseje importar algum outro arquivo (Figura 44).

Figura 44 -  Inserindo imagens


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.2.4 INSERÇÃO DE TABELAS E GRÁFICOS

A inserção de tabelas e gráficos também é um processo simples. Clique em Inserir, em seguida, clique
em Gráfico. Automaticamente, o gráfico virá para trabalho que você está escrevendo. Utilize o cursor e
insira os dados desejados. Verifique na Figura 45.
70 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 45 -  Inserindo gráficos


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Assim que o gráfico aparece, você também poderá selecionar aquele que deseja: gráficos em coluna,
em barra, em pizza, em linha. Veja Figura 46.

Figura 46 -  Tipo de gráficos


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.2.5 ARMAZENANDO DADOS

Você se lembra dos arquivos de papel que as empresas tradicionalmente usam? Hoje, tem sido comum
fazer a armazenagem desses documentos no computador, em e-mails e na nuvem. Desta maneira, o ar-
quivo ficará disponível para acesso a qualquer momento, não correndo o risco de se perder. Para salvar e
arquivar um documento em e-mail, basta enviá-lo e, nos serviços de e-mail disponíveis, há a possibilidade
de criarmos pastas e remetermos os arquivos para essas pastas.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
71

Na nuvem, há a vantagem de não tomar espaço do seu computador, compartilhar os arquivos fica mais
fácil e, ainda, há a questão da segurança e da organização mais clara. Para uma empresa, o ideal é possuir
uma conta em um sistema de gestão on-line que integra o controle de estoque, de vendas, de entradas e
saídas de produtos, até a emissão de notas fiscais.
E o seu arquivo? Como armazená-lo no seu computador? Crie uma pasta e um nome para ela. Clique no
menu Arquivo à esquerda. Uma aba se abrirá. Escolha Salvar ou Salvar Como (para escolher em qual tipo
de arquivo deseja o salvamento). Outra janela se abrirá. Clique em documentos e localize a pasta que você
disponibilizou. Assim que a selecionar, clique em Salvar. Pronto. Seu trabalho já está guardado (Figura 47).

Figura 47 -  Salvando documentos


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.2.6 CONTROLES DE EXIBIÇÃO

Os controles de exibição podem ser acionados para que você possa ver o documento que está sendo
utilizado de maneira diferente daquele que é o de layout de impressão. Poderá também aumentar ou dimi-
nuir o tamanho da visualização, estruturar em tópico, ver em tela inteira e de várias outras maneiras. Como
sugestão, sugiro que navegue nesse espaço para se habituar aos comandos (Figura 48).

Figura 48 -  Exibição
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
72 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

3.2.7 CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E DICIONÁRIO

Mesmo possuindo um dicionário com milhares de entradas, o programa Word não consegue identificar
algumas palavras, pelo fato de não terem sido cadastradas em sua base de dados e as considera incorretas.
Caso a palavra esteja correta e não tenha sido reconhecida, cabe a você acrescentá-la ao dicionário. Caso
esteja incorreta, peça ao computador que a altere. Você também tem a possibilidade de ignorar uma vez.
Para essas ações, acesse a Barra de Revisão, em seguida, Ortografia e Gramática. Faça isso no bloco de
Revisão de Texto. Assim que acionado, o Word iniciará o processo automaticamente (Figura 49).

Figura 49 -  Revisão
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.2.8 QUEBRA DE PÁGINAS

Muitas vezes, para passar de uma página à outra, o usuário usa a tecla Enter. Ao fazer esta ação, ele corre
o risco de que haja alteração na formatação, configuração, diagramação das páginas anteriores. Para evitar
esse problema, existe a opção Quebra de Páginas, que é um recurso que sinaliza a separação entre páginas
consecutivas de um documento.
A Quebra de Páginas permite que haja um deslocamento de uma página à outra de maneira que a pági-
na que antecede à quebra fique completa. O Word insere este caractere automaticamente, mas você pode
fazê-lo manualmente. Para isso, posicione o cursor no local onde pretende inserir a Quebra de Página,
clique sobre o a guia Inserir e, logo após, clique na opção Quebra de Página. Neste momento, será exibida
uma lista de opções. Clique sobre a opção Página e veja o resultado (Figura 50).

Figura 50 -  Quebra de Página


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
73

3.2.9 MARCADORES E NUMERADORES


Você usará os marcadores e os numeradores para colocar os itens de uma lista em uma determinada
ordem. Poderá utilizar símbolos, números ou listas para inserir tópicos e subtópicos, por exemplo. Para isso
localize a biblioteca dos marcadores e de numeração na tela de início de seu documento.
Durante a formatação de um texto, podemos ter a necessidade de utilização de listas numeradas que
irão auxiliar na compreensão de partes importantes do texto.
Quando iniciamos um parágrafo com um asterisco ou um número, o Microsoft Word automaticamente
reconhece que estamos iniciando uma lista numerada. Acessando a opção Marcadores e Numeração do
grupo Parágrafo você poderá selecionar o tipo de marcador escolhido ou poderá definir um novo tipo. Veja
as Figuras 51a, 51b, 51c.

a) Ao iniciar a formatação, clique em Página Inicial. Posicione o cursor no local em que deseja iniciar a marcação.
Em seguida, localize a Biblioteca de Marcadores e escolha o modelo desejado.

b) Para fazer enumerações, clique em Página Inicial, posicione o cursor no local onde irá começar as enumera-
ções. Localize a Biblioteca de Numeração e escolha o modelo que lhe interessa.

c) Os mesmos passos serão dados quando você estiver interessado em inserir ícones de lista.
Figura 51 -  Marcadores e numeradores
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
74 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

3.2.10 BORDAS E SOMBREAMENTO

Se você quiser destacar palavras, parágrafos, páginas, tabelas, imagens, você tem a possibilidade de
inserir bordas e sombreamentos. Para inserir bordas em uma imagem, basta clicar na guia Formatar e, em
seguir, acessar a opção de Borda de imagem.
A utilização de bordas permite dar uma melhor aparência a um documento valorizando o seu conteúdo.
Sua aplicação se resume a textos, páginas, figuras, tabelas, entre outros. Já o sombreamento define a cor do
plano de fundo do texto ou parágrafo selecionado (Figura 52).

Figura 52 -  Formação de bordas


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.2.11 TABELAS

Caso você precise inserir uma tabela em seu trabalho, localize a palavra Tabela na barra de ferramentas.
Acione-a. Você terá a possibilidade de inserir ou desenhar uma tabela. Se você optar por inserir a tabela,
uma caixa se abrirá para que você possa escolher o número de colunas de linhas necessárias. Você tem a
possibilidade de formatar a sua tabela colocando bordas e sombreamento como já informado anterior-
mente. Confira nas Figuras 53 e 54.

Figura 53 -  Inserindo tabela


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Figura 54 -  Ajustando a tabela


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
75

3.2.12 FERRAMENTAS DE DESENHO

O conjunto de ilustrações do Microsoft Word pode ser representado pelo uso dos seguintes grupos,
formados por: imagens, clip-Art, formas, smartArt, gráficos e instantâneo. Para visualizá-los, clique na guia
Inserir da barra de ferramentas do Word e, em seguida, acesse o grupo de ilustrações.
A figura a seguir demonstra o grupo de ilustrações do Microsoft Word:

Figura 55 -  Inserindo formas


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.2.13 IMPRESSÃO

Para ordenar a impressão de seu trabalho, acione o botão Office no alto à esquerda e logo depois, mar-
que o Imprimir Selecione as configurações que deseja. Também pode ordenar a impressão pressionando
os botões Ctrl + P(Figura 56).

Figura 56 -  Imprimindo um documento


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
76 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

3.3 EDITOR DE PLANILHAS ELETRÔNICAS

O Excel permite que a página seja dividida em linhas e colunas, que formam células. Ou seja, a célula é o
espaço resultante do cruzamento de uma linha com uma coluna. Ao conjunto de células dá-se o nome de
planilha. Um grupo de planilhas compõem a pasta de trabalho, em outras palavras, o arquivo.
Planilhas eletrônicas são recursos digitais gráficos formados de espaços vazios denominados células e
que receberão dados digitados pelo usuário. Também chamadas de tabelas, podem ser usadas na repre-
sentação da informação de forma clara e sucinta. Além da relação de comunicação da informação, permite
também realizar a manipulação dos dados de forma automática, com o uso de fórmulas.
Neste estudo, abordaremos o uso do aplicativo Microsoft Excel, responsável pela criação e manipulação
de planilhas ou tabelas.
Para abrir o programa, siga os seguintes passos: Iniciar - Todos os programas - Microsoft Office - Microsoft
Office Excel. Uma tela como mostra a Figura 57 irá aparecer.
O Microsoft Excel é um programa de computador destinado à elaboração de tabelas, gráficos, desenhos
e cálculos matemáticos, baseados ou não no uso de fórmulas. Nele é possível criar planilhas eletrônicas
em formato de tabelas responsáveis pelo tratamento da informação. Pode ser utilizado na realização de
cálculos simples ou complexos, incluindo o uso de gráficos. Suas ferramentas e recursos permitem uma
melhor análise da informação, auxiliando na tomada de decisão. A Figura 57 demonstra a tela principal do
Microsoft Excel.

Figura 57 -  Apresentando o Excel


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.3.1 FUNÇÕES

O Excel possui variadas funções para cálculos nas planilhas. Você, ao acessar esse programa, pode usar o
assistente - aba Fórmulas, opção Inserir Função - para auxiliar ou, se preferir, poderá fazê-lo manualmente.
Nessa guia, há várias funções que atendem ao seu objetivo particular. Escolha a que melhor se adéqua a
você. Confira na Figura 58.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
77

Figura 58 -  Inserindo função


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.3.2 LINHAS, COLUNAS E CÉLULAS

As linhas do programa Excel são aquelas retas na posição horizontal. Cada uma das linhas é identificada
por um número, que se localiza em uma coluna à esquerda da planilha. As colunas são as retas verticais e
são identificadas por letras do alfabeto. Uma célula é o cruzamento da linha e das colunas (Figura 59).

Figura 59 -  Linhas, colunas e célula


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Observe que a parte indicada pela seta maior é denominada célula.

3.3.3 FORMATAÇÃO DE CÉLULAS

A altura, a largura ou a exibição das linhas e das colunas das células podem ser modificadas. Para que
você possa executar essa ação, clique com o botão direito do mouse sobre o cabeçalho da linha e selecione
as opções: altura da linha, ocultar ou reexibir. Veja Figura 60.

Figura 60 -  Formatação de linhas e colunas


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
78 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Também há a possibilidade de inserir, excluir ou limpar o conteúdo já inserido.

3.3.4 CONFIGURAÇÃO DE PÁGINAS

Para definir as margens, o tamanho e a orientação da página, no bloco intitulado Configurar Páginas você
deverá clicar na guia página para configurar a orientação e dimensionar o tamanho. Confira na Figura 61.

Figura 61 -  Configuração da página: Orientação e dimensão


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Para dimensionar o tamanho das margens, basta clicar na guia Margens e escolher o tamanho desejado.
Faça o mesmo para cabeçalho e rodapé. Veja Figura 62.

Figura 62 -  Configuração da página: Margens


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
79

E, para configurar a página para impressão, clique no ícone de indicador de caixa de diálogo para abrir
a janela de configuração de página, conforme demonstrado na Figura 62. Nela há quatro guias: página,
margens, cabeçalho/rodapé e planilha (Figura 63).

Figura 63 -  Configurar página- planilha


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Escolha a configuração que melhor se adapte ao seu trabalho, inserindo os valores desejados.

3.3.5 INSERÇÃO DE FÓRMULAS BÁSICAS

As fórmulas possibilitam a automatização dos cálculos, as consultas a valores e a construção de expres-


sões matemáticas simples, bem como complexas. No programa Excel você encontrará várias funções que
poderão ser utilizadas nas planilhas por você.
O uso de fórmulas no Microsoft Excel inclui a utilização de operadores e funções que auxiliam na elabo-
ração de regras para a solução de problemas. O uso de operadores define o tipo de função utilizada.
O Quadro 1 apresenta os tipos de operadores utilizados nas fórmulas do Excel:

Quadro 1 - Operadores utilizados nas fórmulas do Excel


80 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Neste momento, abordaremos o uso de funções do Microsoft Excel. Vamos explorar todas as informações
relacionadas ao uso de funções fazendo do aprendizado um processo de construção do conhecimento. Então
vamos lá!
Funções são recursos destinados a facilitar a realização de cálculos matemáticos em planilhas
eletrônicas, de forma a contribuir para o seu desenvolvimento e reduzir o tempo de resposta para
obtenção e análise dos resultados.
Para acessar as funções disponíveis no Microsoft Excel, basta acessar a guia Fórmulas do grupo Biblioteca
de Funções para visualizar os tipos de funções organizados em grupos, conforme imagem abaixo. Confira
na Figura 64.

Figura 64 -  Fórmulas
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Sempre que precisamos inserir uma fórmula ou função no Excel, precisamos começar com o sinal de igual
“=” e, toda vez que necessitarmos ver a fórmula usada em determinada célula, basta dar um clique duplo so-
bre a célula, apenas selecioná-la e visualizar a fórmula na Barra de Fórmulas ou apertar a tecla F2 (Figura 65).

Figura 65 -  Inserção de fórmula


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Verifique que para eu encontrar o resultado que está na linha 5, coluna D, inseri os valores nas Colunas
B e C, linha 5. Na Barra de fórmulas, iniciei com o sinal de igual somando as letras e número de linha.

Você também tem a possibilidade de elaborar fórmulas a partir das operações


ATENÇÃO matemáticas. Os cálculos matemáticos nas planilhas são vários, atendendo aos
objetivos de cada usuário.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
81

3.3.6 CLASSIFICAÇÃO E FILTRO DE DADOS

O Microsoft Excel dispõe de ferramentas que auxiliam na organização dos dados. Uma delas é conheci-
da pela opção Classificar e Filtrar. A classificação permite a organização dos dados em ordem alfabética ou
numérica, crescente ou decrescente.
Imagine que você tenha que criar uma planilha com todos os funcionários de uma empresa, gerando
mais de 10 mil linhas, sendo uma para cada funcionário e mais de 50 colunas incluindo Nome, Endereço,
telefone, entre outros. Após cadastrar todos os funcionários, você deseja visualizar todos aqueles que resi-
dem no município de Belo Horizonte-MG. Neste caso, a melhor solução será Filtrar os Dados. Observe como
é fácil e simples de proceder.
Acesse o menu Dados e, em seguida, clique em Classificar e Filtrar. Na janela que se abre, clique em
classificar e escolha a opção Filtro, automaticamente aparecerão setinhas nas células. Basta clicar e fazer
a opção pelo filtro desejado. Você pode classificar por ordem alfabética (ordem crescente e decrescente);
pode classificar por células, como na instrução pedida, por definições desejadas. Confira as informações
nas Figuras 66 e 67.

Figura 66 -  Opção Filtro


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Figura 67 -  Classificando
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Esse recurso denomina-se Classificar e Filtrar e, para que você possa finalizar o processo, a janela Classi-
ficar pedirá a você que escolha a ordenação por coluna. Cabe a você verificar qual é a coluna que contém
o conteúdo a ser ordenado e indicar a janela correta.
82 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 68 -  Ordenando a coluna


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.3.7 GRÁFICOS

O uso de gráficos no Microsoft Excel auxilia na análise e interpretação dos dados, contribuindo para
melhor visualização das informações. Você poderá utilizar os gráficos sempre que julgar necessário, princi-
palmente nos casos em que as informações de uma tabela não forem claras o suficiente.
Para que você possa criar um gráfico, selecione a sua planilha e clique na aba Inserir. Em seguida, locali-
ze Blocos Gráficos e, após, selecione um tipo de gráfico. Confira na Figura 69.

Figura 69 -  Gráficos
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.3.8 IMPRESSÃO

Planilha pronta, verifique como o texto está na página e, em seguida, escolha as opções de impressão.
Para imprimi-la, clique em Arquivo, em seguida, Imprimir, logo após, clique no botão Imprimir.
Você poderá selecionar o tipo de impressora, as páginas que deseja imprimir, o formato da página e a
quantidade de cópias.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
83

COLOCANDO EM PRÁTICA

Vamos fazer uma apresentação de informação em um gráfico? Imagine que você pretende
apresentar os resultados de sua produção no trabalho ao longo de seis meses. Você tem a seguinte
informação para transmitir:

Nos meses de janeiro e fevereiro você conseguiu vender 8 carros por mês. No mês de março,
somente um. Em abril e maio você vendeu 12 e 15, respectivamente. Em junho conseguiu aumentar
a sua venda em 20% em relação ao número vendido em maio. Como ficaria o gráfico que você
apresentaria? Confira na figura a seguir.

Figura 70 -  Gráfico – venda de carros

Como conseguimos elaborar? Escolhemos o gráfico que queríamos. Nomeamos as colunas com
os nomes dos meses e inserimos os números de carros vendidos por mês. Assim que terminamos,
fechamos o programa e a informação ficou armazenada.

3.4 EDITOR DE APRESENTAÇÕES

O editor de apresentações mais conhecido e mais utilizado é o Microsoft PowerPoint. Ele permite que
o usuário possa fazer qualquer trabalho que tenha como foco principal a apresentação de conteúdos digi-
tais, quaisquer que sejam: apresentações de trabalhos escolares, profissionais, relatórios, projetos, somente
para mencionar alguns.
Para elaborar a apresentação é necessária a criação de vários slides, que são o conjunto de texto, dese-
nho em um só plano, em uma só página.

3.4.1CRIAÇÃO DE APRESENTAÇÕES EM SLIDES E VÍDEOS

Para acessar o PowerPoint, clique no menu: Iniciar Programas Microsoft Office Microsoft
Office PowerPoint.
84 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Quando o PowerPoint abrir, note as três partes que compõem seu ambiente de trabalho: à esquer-
da, um pequeno e estreito painel para que você possa controlar a quantidade de slides e acesso rápido.
Ao centro o slide para você trabalhar e à direita o painel de tarefas com a apresentação dos elementos
gráficos. (Figura 71).

Figura 71 -  Apresentação em PowerPoint


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Observe que a miniatura à esquerda dará a você a possibilidade de ver os slides serem criados. Crie
quantos desejar. Seu trabalho será digitado no slide maior. Nele, você tem a possibilidade de inserir não só
os textos que deseja, como imagens também. Veja Figura 72

Figura 72 -  Inserindo imagem


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
85

Para a inserção da imagem basta clicar em Inserir e, logo em seguida, em Imagem. As imagens que estão
salvas no computador são apresentadas e o usuário deve escolher a imagem que deseja.
Para incluir novos slides, vá para Página Inicial. Logo em seguida clique em Novo Slide e escolha o tema
do office que melhor lhe convier. Confira na Figura 73.

Figura 73 -  Incluindo novos slides


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Para inserir gráficos, clique em Inserir e, logo em seguida, clique em gráfico. Escolha o modelo de gráfico
desejado e inclua as informações que deseja (Figura 74).

Figura 74 -  Inserindo gráficos


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

O processo de inserção de tabela é bastante semelhante. Clique em inserir Tabela e faça as suas escolhas
de linhas e colunas. A seguir, clique em Inserir. Novas possibilidades de formatação se abrem e você poderá
escolher a que melhor lhe convier. Observe nas Figuras 75 e 76.
86 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 75 -  Inserindo tabela


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Figura 76 -  Formatando tabela


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Quando você clicar na palavra Design, verá que várias possibilidades de desenho de seu slide estarão à
sua disposição.
Caberá ao usuário escolher o design que deseja, quais as animações irá utilizar, como fará a apresenta-
ção. Todas essas informações o usuário poderá encontrar na barra de ferramentas. Observe na Figura 77.

Figura 77 -  Design
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
87

O programa PowerPoint possibilita também a inserção de vídeos. Para você conseguir esta arte, salve o
vídeo que deseja em seu computador. Em seguida, acesse a aba Inserir, clique em Vídeo, logo após, clique em
Vídeo do Arquivo. Escolha o vídeo desejado, clique sobre ele e, em seguida, dê o OK. Confira na Figura 78.

Figura 78 -  Inserindo vídeo/filme do arquivo


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

3.5 INTERNET

A Internet é conhecida por ser a rede mundial de computadores responsável por interligar computado-
res localizados em diferentes partes do mundo. Por meio da Internet é possível realizar uma comunicação
instantânea entre diferentes pessoas em tempo “real” permitindo a troca de arquivos, mensagens, áudio e
vídeo. São alguns destes softwares: o Skype da Microsoft e o GTalk da Google.
A comunicação entre os computadores de todo o globo terrestre se dá via rede de telefonia. Essa cone-
xão originou o nome World Wide Web (WWW), cuja tradução é: Ampla Teia Mundial, a qual utiliza o Browser
como programa que nos possibilita navegar nessa teia, conectando-nos a outros computadores.
Empresas, computadores, você, eu, todos possuímos um endereço para que possamos existir na Inter-
net. Tais endereços são denominados URL, sigla para Uniform Resource Locator que, traduzida, significa:
Localizador-Padrão de Recurso.

3.5.1 NORMAS DE USO

O Governo Federal regulamentou o uso da Internet quando sancionou a Lei nº 12.965, em 23 de abril
de 2014. A referida lei estabelece garantias, princípios, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil.
Você consegue perceber quão séria é a utilização da Internet? Imagens, vida pessoal, comunicações são
informações que devem ser preservadas. Estamos todos envolvidos não somente na teia, mas também no
compromisso de fazer uso ético desse meio de comunicação e, se você investigar bem, descobrirá que as
empresas também possuem sua política interna de uso da Internet, as quais se sustentam na Lei Federal
mencionada.
88 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Acredito ser importante visitar a Lei nº 12.965. Para isso, acesse o seguinte site:
SAIBA
LEI Nº 12.965, DE 23 DE ABRIL DE 2014. Disponível em: < http://www.planalto.gov.
MAIS br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm>.

3.5.2 NAVEGADORES

O programa que nos permite trocarmos informações na Net entre os computadores recebe o nome de
browser. Tais trocas acontecem por meio das páginas ou, como muito de nós falamos, site, cuja tradução
é 'local'.
Como você sabe, a Internet é um local onde nós podemos pesquisar sobre qualquer assunto. Ela nos
oferece uma gama de textos, imagens, artigos científicos, músicas, vídeos e vários tipos de arquivos.
Tudo isso fica à nossa disposição. Quando acionados, o Browser interpreta os diversos formatos
de arquivo, tais como: XML, JPEG, Flash, Java, HTML. A interpretação feita pela Browser transforma as
informações em letras e cores, trazendo-as para nós. Entre os navegadores mais conhecidos, temos o
Google Chrome, Microsoft Edge, Firefox, Ópera e Safari.

Figura 79 -  navegadores

Cada um deles, com sua especificidade, apresenta diferentes recursos que ajudam o usuário a encontrar
as informações desejadas. O Google Chrome, por exemplo, oferece recursos incríveis como, por exemplo:
programas interativos e projetos de arte digital, um jogo utilizando o Google Maps, em que se utiliza o
Street View (a visão de uma rua) em qualquer lugar do mundo. Outra ferramenta é capaz de elaborar pro-
jetos simples que pode ser utilizada por engenheiros, arquitetos, decoradores. Além de jogos envolvendo
a natureza (Way to Go), entre vários outros.
Ou seja, além de pesquisas, há diversão, há informações comerciais, notícias, mapas, imagens, vídeos,
compras. As opções são infinitas.

3.5.3 SITES DE BUSCA

Como você sabe, a Internet nos permite acessar informações de todo o mundo. Para fazê-lo, utilizamos
vários sites de busca que autorizam nossa investigação. Entre os mais comuns, podemos mencionar: www.
google.com.br; yahoo.com.br
3 INFORMÁTICA: UMA CIÊNCIA A SEU FAVOR
89

Quero chamar atenção para um, em especial, www.scielo.org/. Este último é importantíssimo para a sua
vida estudantil, uma vez que ele oferece artigos científicos, dissertações e teses, sendo, portanto, bastante
seguras as informações disponibilizadas.

Fique de olho nas informações que você acessar. Nem sempre o que está escrito ou
ATENÇÃO informado é correto e corremos o risco de propagar informações errôneas.

3.5.4 DOWNLOAD E GRAVAÇÃO DE ARQUIVOS


Vamos entender o que significa a palavra download primeiro? Às vezes, usamos a palavra, que já está
incorporada ao nosso uso diário, sem sabermos o que significa, não é mesmo?
Este termo significa 'descarregar'. Ou seja, ao fazer um download você está trazendo para (descarregan-
do em) sua máquina uma informação que está na Net. O movimento contrário, ou seja, o envio de infor-
mações, tais como música, imagens, textos, ao saírem do seu computador e serem enviadas para outras
pessoas recebe o nome de upload, que significa 'carregar'.
Ao trazer os arquivos desejados para o seu computador, você tem a possibilidade de não só abri-los,
como também fazer o salvamento deles. Para isso, basta utilizar o menu Arquivo, como já te informado e
seguir os passos para o salvamento/ gravação.

3.5.5 CORREIO ELETRÔNICO


O correio eletrônico, tradução literal para e-mail (electronic mail), é uma maneira rápida e eficiente de
envio de mensagens. Você, enquanto usuário dessa ferramenta, pode criar a sua própria conta utilizando
empresas que oferecem esse serviço gratuitamente. Entre as mais comuns, podemos mencionar Yahoo,
Gmail, Hotmail, entre outras.
É sempre bom lembrar que o uso dos e-mails deve ser pautado na consideração ao remetente, com
mensagens claras, coerentes, coesas, respeitando o grau de formalidade ou informalidade com que você
e o remetente mantêm contato.

3.5.6 DIREITOS AUTORAIS (CITAÇÃO DE FONTES DE CONSULTA)


As fontes de consulta estão à nossa disposição na Internet e podemos acessá-las sempre que desejar-
mos. Contudo, o que muitas pessoas ignoram é que os artigos, dissertações, teses, blogs, vídeos, música, e
tantas outras informações disponíveis possuem autoria.
Quando você acessa uma informação e a utiliza sem apontar a autoria, está assumindo perante os ou-
tros que você é o autor. Você sabia que esse ato é crime?Para você compreender a seriedade dele, temos
uma lei, extensa, por sinal, que protege o autor da obra, texto, livro, música, entre outros. Trata-se da Lei nº
9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Esta lei altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e
apresenta providências.
90 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Sendo assim, todas as vezes que você fizer uma pesquisa acadêmica, por exemplo, não se esqueça de
que há punições sérias e rigorosas para aqueles que assumem para si a autoria de outra pessoa.
Para saber como evitar o plágio, convido-o a estudar a nossa unidade 4.

A grande maioria das pessoas busca informação na empresa Google quando surge
alguma dúvida sobre determinado assunto.
Perguntamos, todas as informações encontradas na Internet podem ser utilizadas
ATENÇÃO como fonte de pesquisa?
Seria ingenuidade nossa acreditarmos que sim. Sabe-se que há muitas informações
falsas. Sendo assim, em sua prática diária e, principalmente, em sua prática
estudantil, você deverá buscar sites de pesquisa confiáveis, como o Sciello que são
rigorosos em sua seleção de conteúdo.

RECAPITULANDO

Neste capítulo, estudamos como estruturar o sistema operacional de um computador.


Compreendemos como utilizar o editor de textos e de planilhas eletrônicas e o uso do editor
de apresentações para a criação de slides e vídeos. Destacamos as normas para o uso correto
da Internet, mostrando a importância da ética, dos direitos autorais, além do respeito ao outro
quando e-mails são enviados.
Apresentamos o passo a passo do uso das ferramentas, ilustrando de maneira que pudessem ficar
bem claros os nossos exemplos.
Por fim, apresentamos a lei federal que nos protege e regulamenta o uso da Internet e dos direitos
autorais. Assim, você pôde tornar-se ciente dos seus deveres e direitos.
Pesquisa:
apropriação de novos conhecimentos 4

Pesquisar é investigar, é sair em busca de novos conhecimentos! E para conseguir encontrar


respostas para os questionamentos e explorar novos assuntos, temos que pesquisar fontes
confiáveis , ou seja, aquelas que sabemos possuírem informações verdadeiras, comprovadas.
Além disso, é necessário planejar o método que iremos utilizar para a pesquisa. Decidir se
vamos fazer pesquisas em livros, entrevistar pessoas, ou ir a determinados lugares para gerar
dados para a pesquisa. Também é crucial analisar provas, organizar e registrar os dados, rela-
tar as informações e, ao fazer as análises, é possível que consigamos confirmar uma teoria ou
rejeitá-la.
Há vários tipos de pesquisas que podemos utilizar. Entre elas, a bibliográfica, a de campo e
a laboratorial.

4.1 TIPOS DE PESQUISA

A pesquisa bibliográfica compreende todo material que já foi publicado relacionado ao


tema, ao assunto de interesse a ser pesquisado. As fontes de pesquisa são livros, revistas, jor-
nais, boletins, artigos científicos, monografias, por exemplo. Além desses, também estão in-
cluídas as fontes de comunicação oral, tais como, rádio, gravações, ou, até mesmo, recursos
audiovisuais, como filmes.
A pesquisa bibliográfica faz com que o pesquisador se envolva em leituras e amplie os
seus conhecimentos, dando-lhe a possibilidade de analisar os fatos, sustentado por teorias
já existentes.
@istockphoto.com/ChrisBoswell
94 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Imagine que o seu professor peça um trabalho sobre ações de saúde e segurança que contribuem para
a qualidade de vida no trabalho. Para a elaboração desse material, você fará uma pesquisa bibliográfica,
buscando informações em livros de ergonomia, treinamento e fornecimento de EPI´s, por exemplo. Você
colherá todos os dados e escreverá sobre o assunto, recorrendo às informações dos textos lidos para apre-
sentar o seu ponto de vista.
A pesquisa de campo envolve levantamentos realizados a partir da coleta de dados. Essas informações
permitem que o pesquisador encontre as respostas a seus questionamentos, que são o seu objeto de pes-
quisa, ou seja, o assunto que ele quer investigar e analisar.
Essa coleta de dados é o processo de geração de dados para serem analisados e interpretados e que po-
dem ser conseguidos por meio de entrevistas, aplicação de questionários, observação de um determinado
fenômeno em laboratório ou em uma comunidade, por exemplo.

@istockphoto.com/guruXOOX

Você deve estar se questionando: por que o levantamento de dados é importante? Mas como eu posso
fazer isto em minha área de atuação? As empresas, ao iniciarem um novo projeto, precisam ter claras as
possibilidades que possam sustentar o andamento e a estruturação da nova ideia. Assim, para elas, é im-
portante conhecer o mercado, o seu público, os custos, entre outros vários aspectos que ajudam a evitar
falhas do novo projeto. Neste sentido, a análise dos dados coletados ajudam o gestor a tomar decisões
concretas e mais adequadas.
Uma montadora de carros, por exemplo, que esteja interessada em mudar o design de um determinado
carro, poderá coletar opiniões de usuários do carro para ajudar na projeção do novo desenho.
A pesquisa de campo busca informações acerca de um problema ou hipótese levantada que se pre-
tende pesquisar. O problema ou hipótese é um questionamento que você faz sobre determinado assunto
para o qual você não tem resposta. E a pesquisa de campo poderá ser um caminho para achar a resposta.
4 PESQUISA: APROPRIAÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
95

Para se fazer a pesquisa de campo, a primeira fase dela será a pesquisa bibliográfica sobre o tema inves-
tigado, que ajudará você localizar informações que já foram discutidas sobre o seu objeto de investigação.
De posse dessas informações escolhem-se as maneiras de fazer as gerações dos dados, tais como questio-
nários, observação de atitudes, entrevistas, por exemplo. Por fim, faz-se o registro escrito, apresentando o
problema que foi investigado, as observações feitas e a conclusão.
Neste registro você deverá inserir as teorias que você leu sobre o assunto, os passos tomados para a co-
leta dos dados, as análises que você fez dos referidos dados e as conclusões às quais você chegou. Pronto,
está feita a pesquisa.
Ao contrário do que muitos pensam, a pesquisa laboratorial não está estritamente vinculada a um labo-
ratório de análises clínicas ou médicas. Ela também está presente em diversos locais como nas empresas,
nos escritórios e nas escolas.
Um grupo de mecânicos de uma oficina, por exemplo, poderá fazer uma pesquisa laboratorial ao estu-
dar por que um determinado modelo de motocicletas está com um consumo elevado de óleo. As obser-
vações que a equipe fará, as anotações e as conclusões a que chegarão estão vinculadas à essa pesquisa
laboratorial.
A pesquisa laboratorial é responsável pela descrição e análise de fatos ou ações que ocorreram em situ-
ações controladas, e exigem instrumentos específicos, precisos e ambientes adequados.
Ela pode investigar não só pessoas, como também minerais e vegetais e cabe ao pesquisador ser im-
parcial. Enquanto pesquisador, você pode optar pela observação sistemática. Neste caso, você irá observar
todas as etapas do processo que está sendo investigado. Prestará atenção às ferramentas que estão sendo
utilizadas e até mesmo as dificuldades devem ser observadas.
Para a pesquisa de laboratório pode-se optar por fazer entrevistas e aplicação de questionários tam-
bém. Ou seja, a geração de dados para a pesquisa laboratorial não fica somente centrada na observação
dos fatos e fenômenos.

Há muito mais a ser estudado sobre a metodologia científica. Para maiores detalhes
e aprofundamento no assunto, sugiro o livro da Marconi e de Lakatos, estudiosas
SAIBA reconhecidas no âmbito acadêmico.
MAIS Leia: MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de
metodologia científica. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2010.

4.2 ESTRUTURAÇÃO DE UMA PESQUISA

Após as investigações, pesquisas recolhidas, análise de dados, está na hora de escrever o trabalho. Existe
uma estrutura para esse trabalho que deve ser seguida, uma vez que se trata de pesquisa e os registros
seguem regras que são estipuladas não somente pelas escolas, como pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT).
96 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Ao se preparar para a digitação de seu trabalho, é necessário que se faça a formatação no Word e co-
meçamos pela configuração das margens. Observe que a Figura 80 nos mostra que as margens superior e
esquerda devem ter 3cm e as margens inferior e direita, 2 cm.

Figura 80 -  Margens
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

A fonte é usualmente Arial ou Times New Roman, estilo normal, tamanho 12. E o espaçamento entre as
linhas é de 1,5 cm.
Para os parágrafos, existem duas opções: o parágrafo tradicional (Figura 81), que apresenta um recuo na
primeira linha e não há espaçamento duplo entre um parágrafo e outro. E o parágrafo moderno (Figura 82),
em que o texto é todo justificado, mas entre um parágrafo e outro, há espaçamento dobrado.

Sem epaço entre os


parágrafos. Recuo na
primeira linha de 1,25cm

Figura 81 -  Parágrafo tradicional


Fonte: SENAI/MG, 2018.
4 PESQUISA: APROPRIAÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
97

Espaço de 1,5cm

Figura 82 -  Parágrafo moderno


Fonte: SENAI/MG, 2018.

Fique atento às configurações do parágrafo, conforme Figura 83. Nela estamos apresentando como
configurar o parágrafo tradicional.

Figura 83 -  Configuração do parágrafo


Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Agora que apresentamos as configurações básicas, vamos aos detalhes da apresentação dos trabalhos.
Vamos começar pela capa:
98 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Figura 84 -  Capa

Observe nas Figuras 84 e 85 como foram inseridas as informações:

Figura 85 -  Instruções para a capa

Note que há espaçamentos de 1,5cm entre as linhas do nome da instituição, curso e autoria. O título fica
no meio da página, separado por dois pontos do subtítulo. No pé da página, local e datação.
4 PESQUISA: APROPRIAÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
99

A identificação de autoria também deve estar registrada na folha de rosto, bem como o título do trabalho.
Confira como fazer a folha de rosto nas Figuras 86 e 87.

Figura 86 -  Folha de rosto

Figura 87 -  Instruções para folha de rosto


100 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Preste atenção aos detalhes de tamanho de fonte, espaçamentos, negritos, caixa alta ou não. Todos eles
compõem um visual equilibrado para uma apresentação harmônica.
Na página seguinte, insira o sumário. Você deve estar se perguntando: o que é sumário? É uma lista que
contém os assuntos de seu trabalho. Nela você registrará os títulos e subtítulos escolhidos por você. Eles
vêm separados pelos números de páginas em que se encontram.
O Word nos oferece a possibilidade de criarmos um sumário. Para isso, vá em referências e, no canto
à esquerda no alto da tela, localize a palavra sumário. Clique e escolha o modelo que você deseja. Fique
atento a alguns detalhes (Figura 88): a seção e subseção que estiver grafada em negrito no texto também
deverá vir escrita em negrito no sumário, incluindo os pontinhos e número de página.

Figura 88 -  Sumário
Fonte: Adaptado de ®Microsoft, 2010.

Com relação à paginação, excluímos a capa e contamos todas as folhas do trabalho a partir da folha de
rosto. Mas o número da página somente irá aparecer na introdução.
Assim, a folha de rosto seria a página 1 e o sumário a página 2, mas essa numeração não deve aparecer
no trabalho, apenas a partir da introdução, que terá a numeração 3.
A paginação deve ser feita em algarismo arábico, no tamanho 10 e, preferencialmente, no canto supe-
rior direito da página.
4 PESQUISA: APROPRIAÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
101

Na introdução, faça a exposição do seu tema de pesquisa, apresente o problema que foi pesquisado, es-
creva sobre as hipóteses, ou seja, os questionamentos, que geraram o desejo de fazer a pesquisa, apresente
os objetivos propostos para o trabalho e o porquê foi feito.
Em seguida, usando os conhecimentos adquiridos com as leituras bibliográficas, sem detalhar muito,
apresente as teorias dos principais autores estudados por você.
Terminada esta fase, passe para o desenvolvimento de seu trabalho. Encontre um título bem interessan-
te para esta parte e apresente as principais teorias lidas e estudadas por você. Para comprovar o que você
está escrevendo, insira citações dos autores lidos, ou seja, trechos das leituras feitas, fazendo uma espécie
de diálogo entre um autor e outro, mostrando teorias de um e de outro.
Registre as considerações finais (conclusão). Esta é a parte final do texto. Nela você retoma as perguntas
que originaram a pesquisa e que foram apresentadas na introdução de seu trabalho, dando respostas a
elas, fazendo uma síntese de todo o seu trabalho.
Por fim, insira as referências. Isto quer dizer que você irá registrar na folha posterior as suas fontes de
pesquisa: todos os livros, artigos, dissertações que você usou para dar sustentação teórica ao seu trabalho.
Observe na Figura 89 como ficam disponibilizadas as informações de seu trabalho.

REFERÊNCIAS
III CONSIDERAÇÕES FINAIS
2.3 Subtítulo
2.2 Subtítulo

2.1 Subtítulo
II DESENVOLVIMENTO
I INTRODUÇÃO
RESUMO
SUMÁRIO
Folha de rosto
Capa

Figura 89 -  Partes constituintes do trabalho

Note, na Figura 89, que a distribuição das páginas se dará de acordo com o que se propõe a apresentar em
cada uma das seções. As numerações em algarismos romanos (I, II, III...) aparecem nos títulos dos itens, que
ficarão registrados em caixa alta, por exemplo: I INTRODUÇÃO, II DESENVOLVIMENTO . Os subtítulos virão nu-
merados em algarismos arábicos e não levam ponto final após o segundo número. (Ex. 2.1 Subtítulo). Embora
venham em negrito, estes subtítulos não virão em caixa alta.
102 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

COLOCANDO EM PRÁTICA

Agora que você já estudou sobre como desenvolver uma pesquisa e como registrá-la em um trabalho
escolar, vamos ver quais são os detalhes de um sumário? Imagine a seguinte situação: Foi pedido a
um aluno de mecânica que fizesse uma pesquisa bibliográfica na área Fundamentos da Tecnologia
Mecânica. Ele deveria investigar materiais de construção mecânica, apresentando conceito,
obtenção, características, propriedades e aplicações, além de apresentar formas comerciais. Além
disso, deveria apresentar os não metais e o poliméricos com suas características, propriedades e
aplicações. Como, provavelmente, ficaria montado o sumário deste trabalho? Lembrando que o
sumário é a última página a ser completada no trabalho, visto que o registro correto das páginas é
importante para o leitor.
Verifique abaixo se você pensou em algo semelhante à minha proposta:

Note que as seções onde estão registrados os títulos, INTRODUÇÃO, MATERIAIS FERROSOS E NÃO
FERROSOS, CONSIDERAÇÕES FINAIS E REFERÊNCIAS, usamos caixa alta e negrito. Os subitens
são registrados em negrito, mas a caixa alta não é permitida. Assim: 1.2 Objetivos. O nível 3 não há
nem caixa alta, nem negrito. Veja: 2.6.1 Características. E, da mesma forma que está no sumário,
deverá estar no corpo do trabalho.
4 PESQUISA: APROPRIAÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
103

4.4 REGRAS DA ABNT

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é um órgão privado que foi fundado em 1940. Essa
associação tem a finalidade de padronizar as técnicas de produção feitas em nosso país. A padronização é
essencial para a compreensão e identificação dos produtos científicos e tecnológicos.
Em se tratando de produção acadêmica, ela nos dá sustentação quanto à autoria, garantindo ao pesqui-
sador que suas ideias não sejam copiadas sem a citação de autoria.
Longe de esgotarmos todas as suas regras, que passam por reformulações anuais, pretendemos mos-
trar a você como escrever os seus trabalhos escolares de maneira responsável.

4.4.1 CITAÇÕES E REFERÊNCIAS

Para você conseguir demonstrar seriedade e passar credibilidade nos seus trabalhos, evitando o plágio,
cópia fraudulenta de uma produção intelectual, algumas regras de citações são necessárias.
As citações são trechos de outros autores que você pode inserir em seu trabalho de pesquisa de manei-
ra que as teorias desses autores sustentem a sua própria teoria. Existem as citações indiretas, diretas, que
podem ser longas e curtas.Veja como você deve proceder.
1) Citação indireta livre: Trata-se da releitura que você fará do texto ou trecho de autor que você está
lendo. Para citá-lo, você escreve com suas próprias palavras o que o autor escreveu. Mas, deve assumir que
aquela ideia não é sua.

Somente a primeira letra do nome em


Assim: maiúscula seguida do ano de publicação.

Segundo Carvalho (2012), a movimentação da ideias europeias que eram importadas para o Brasil no
final do império e início da República eram mal absorvidas, causando confusão ideológica.
O ano adicionado após o sobrenome do autor indica o ano em que a obra que você consultou foi pu-
blicada. É importante que todas as obras que você mencionar no corpo de seu trabalho constem nas refe-
rências no final de seu trabalho.
Voltando à citação: Veja que fiz uma releitura do que Carvalho (2012) escreveu em sua obra Os
Bestializados.
Nas referências, você deverá inserir as informações de toda a obra, lembrando que elas deverão vir lis-
tadas em ordem alfabética. Veja:
SOBRENOME do autor, Nome e Segundo nome. Nome da obra:
subtítulo. Local de publicação: Editora, ano de publicação.

CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi. 3. ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 2012.
104 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

2) Citação direta curta: Consideramos citação curta aquela que é retirada de uma obra e possui até três
linhas. Veja como fazemos:

Sobrenome do autor, com primeira letra maiúscula.


Entre parêntese a data e página separadas por uma
vírgula. Trecho copiado entre aspas.

Segundo Carvalho (2012, p.42), "já ficou registrado que o fim do Império e o início da República foi uma
época caracterizada por grande movimentação de idéias, em geral importadas da Europa."
Observe que a palavra 'ideia' não mais é grafada com acento, mas tive que mantê-lo, pois quando o livro
foi editado, essa regra ainda não havia sido modificada.
Também podemos optar em colocar a citação de autoria após a citação. Desta forma:

SOBRENOME todo em caixa alta, data e


página de onde foi retirada a citação.

"Já ficou registrado que o fim do Império e o início da República foi uma época caracterizada por grande
movimentação de idéias, em geral importadas da Europa." (CARVALHO, 2012, p.42)

3) Citação direta longa: Considera-se citação longa aquela que possui mais de três linhas. Vamos ver
como fazer? Fique atento!
A autoria será registrada do mesmo jeito. Reduz-se o
tamanho da fonte para 10, faz-se o recuo da esquerda
Segundo Carvalho (2012, p.42), em 4,0cm e reduzimos o espaço de 1,5cm para 1,0cm
entre as linhas.

Já ficou registrado que o fim do Império e o início da República foi uma época
caracterizada por grande movimentação de idéias, em geral importadas da Europa.
Na maioria das vezes, eram idéias mal absorvidas ou absorvidas de modo parcial e
seletivo, resultando em grande confusão ideológica. Liberalismo, positivismo, socialismo,
anarquismo misturavam-se e combinavam-se das maneiras mais esdrúxulas na boca e
na pena das pessoas mais inesperadas.

Aqui também, se você optar em colocar o nome do autor no final, o sobrenome do autor virá todo em
caixa alta. Veja como fica:
Autoria após citação: SOBRENOME do autor em caixa
alta, data entre vírgulas (,) e página (p.).

Já ficou registrado que o fim do Império e o início da República foi uma época
caracterizada por grande movimentação de idéias, em geral importadas da Europa.
Na maioria das vezes, eram idéias mal absorvidas ou absorvidas de modo parcial e
seletivo, resultando em grande confusão ideológica. Liberalismo, positivismo, socialismo,
anarquismo misturavam-se e combinavam-se das maneiras mais esdrúxulas na boca e
na pena das pessoas mais inesperadas. (CARVALHO, 2012, p.42)
4 PESQUISA: APROPRIAÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
105

Até agora falamos somente de fontes com uma autoria. Mas temos obras com dois ou mais autores.
Vamos ver como fazer?

Sobrenome dos autores com inicial maiúscula.


1. Obra com até três autores: Autorias separadas por 'e'. Entre parênteses, ano
de publicação separado por vírgula, página (p.).

Segundo Goode e Hatt (1969, p.177), "a disposição das perguntas precisa seguir uma progressão lógica"
no momento em que estamos elaborando um questionário para ser aplicado durante a coleta de dados.
Veja como fazer quando preferimos mencionar os autores após a citação: "A disposição das perguntas
precisa seguir uma progressão lógica" (GOODE; HATT, 1969, p. 177)

SOBRENOMES em caixa alta, separados por ponto


e vírgula (;). Após sobrenomes, usa-se a vírgula,
seguidos de data de publicação e página.

E como devemos incluir esta obra nas referências?


SOBRENOMES dos autores, Nomes separados
por ponto e vírgula. Ponto final depois do
último autor. Obra. Número de Edição. Local
de publicação: Editora, ano de publicação.

GOODE, William J.; HATT, Paul K. Métodos em pesquisa social. 3.ed. São Paulo: Nacional, 1969.

2. Obra com mais de três autores:


Indica-se apenas o primeiro autor,
acrescentando a expressão et al.

Selltiz et al (1965, p.172) afirmam que formulário "é o nome geral usado para designar uma coleção de
questões que são perguntadas e anotadas por um entrevistador numa situação face a face com a outra pessoa".

Ou, quando utilizamos no final da citação: Formulário "é o nome geral usado para designar uma coleção
de questões que são perguntadas e anotadas por um entrevistador numa situação face a face com a outra
pessoa". (SELLTIZ et al. 1965, p.172)
No final, SOBRENOME em caixa
alta, acrescido de et al.

SOBRENOME do primeiro
autor seguido de et al.
E as referências? Como ficam?
SELLTIZ, C. et al. Métodos de pesquisa nas relações sociais. São Paulo: Herder: Edusp, 1965.
Até agora conversamos sobre livros. Mas eles não são a sua única fonte de pesquisa. Um número
considerado de alunos, atualmente, pesquisa artigos, dissertações e teses. Muitos até utilizam blogs.
Vejamos como citar um artigo encontrado na Internet.
106 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

Barreto (2016, p.4)3 afirma que "No que concerne ao elemento principal do sistema de refrigeração, o
radiador é composto essencialmente por tubos de secção reduzida, por onde se desenvolve o escoamento
do fluido quente (água), e por palhetas que intercalam os tubos."
Corra os olhos até o final da página. O que você vê em nota de rodapé é o endereço eletrônico da dis-
sertação pesquisada. Você pode observar que as regras de citação permanecem as mesmas. Mas, no caso,
por ter sido recolhida da internet, precisamos pontuar no corpo do trabalho, em nota de rodapé, qual foi o
local de acesso e, no final do trabalho, nas referências, inclua a informação completa. Veja:

AUTOR, Título do trabalho:subtítulo (se houver). Data da apresentação


para a banca. Número de folhas. Tipo de documento (Dissertação ou
Tese) - o grau (Mestrado /Doutorado) - Instituição, local de publicação,
data. Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: data de acesso.

SIMÕES, José Pedro Barreto. Sistema de Refrigeração de um veículo Formula Student – IFS’01. 2016.
179 f. Dissertação. (Mestrado em Engenharia Mecânica) - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Lisboa,
2016. Disponível em: < https://repositorio.ipl.pt/bitstream/10400.21/7075/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o.
pdf>. Acesso em: 04 mar. 2018.

Os nomes dos meses serão registrados até a terceira letra e seguidos de um ponto,
ATENÇÃO com exceção do mês de maio. Veja: jan. fev. mar. abr. maio. jun. jul. ago. set. out. nov.
dez.

Vamos aprender também como fazemos para inserir nas referências mais algumas fontes de pesquisa:
revista, verbete de dicionário, publicação periódica, artigo ou matéria de jornal em meio eletrônico, publi-
cação em blog.
AUTOR, Título. Local de publicação, volume (v.),
número da revista ou periódico, páginas, datas de
início e término da publicação. Ano de publicação.
a) Revista:
CRUZ, Teresinha Cristina de Carvalho. As irmandades religiosas de africanos e afrodescendentes.
PerCursos, Florianópolis, v. 8, n. 1, p. 03-17, jan. / jun. 2007.
b) Para um verbete retirado de um dicionário, também temos especificidades:

VERBETE. In: AUTOR da obra. Título da


obra. Local: Editora, data. Página.

BIBLIOTECA. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 253.

3 http://hdl.handle.net/10400.21/7075
4 PESQUISA: APROPRIAÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
107

c) Publicação periódica:

TÍTULO. Local de publicação: Editora, datas de


início de publicação e término, se houver.

REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO. Rio de Janeiro: ANPEd, 2017.

d) Artigo ou matéria de jornal eletrônico:

Título da reportagem. NOME DO JORNAL, local e


data de publicação. Nome do caderno. Disponível
em: <endereço eletrônico>: Acesso em: data.

MESMO com aluguel mais barato, IPTU e condomínio alto encarecem e dificultam locação. O GLOBO,
Rio de Janeiro, 04 mar. 2018. Economia. Disponível em: < https://oglobo.globo.com/economia/imoveis/
mesmo-com-aluguel-mais-barato-iptu-condominio-alto-encarecem-dificultam-locacao-22450892#ixz-
z58nrfCGoR>. Acesso em: 04 mar. 2018.

e) Blog: SOBRENOME, Nome (se houver autoria).Título da


informação. Data de publicação. Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: data.

SENAI Empresa finaliza atendimento no programa Brasil Mais Produtivo. 19 set. 2017. Disponível em:
<http://www.senaiempresa.ms.senai.br/blog/>. Acesso em: 04 mar. 2018.
A primeira palavra do título é escrita com letra maiúscula.
Neste caso, em específico, não houve autoria. Por isso, se houver antes do título insira o SOBRENOME
do autor, seguido de seu nome.
108 COMUNICAÇÃO E REDAÇÃO TÉCNICA

COLOCANDO EM PRÁTICA

Agora vamos ver o que você já aprendeu sobre as regras de referências?

Vamos lhe apresentar uma referência completa. Contudo, ela tem alguns deslizes que você terá que
descobrir e consertar. Preparado?

OLIVEIRA, Luís Adriano e LOPES, Antônio Gameiro. Mecânica dos Fluidos. 5.ed.,LISBOA: Lidel, 2016.

Vamos lá? Vamos ver se você conseguiu detectar os deslizes? São três:

1. Os nomes dos autores não poderiam ter sido separados pela partícula 'e'. No lugar, deveria haver
um ponto e vírgula.

2. Após a informação de edição não há colocação de vírgula. Somente: 5.ed.

3. O local da edição terá somente a inicial maiúscula: Lisboa.

Corrigindo:

OLIVEIRA, Luís Adriano; LOPES, Antônio Gameiro. Mecânica dos Fluidos. 5.ed. Lisboa: Lidel, 2016.

Vá se exercitando com os vários exemplos dados. Em breve, você já estará familiarizado.

RECAPITULANDO

Apresentei a você, neste capítulo, os tipos e metodologias de pesquisa. Nossos objetivos eram
conceituar e compreender do que se trata, bem como mostrar para você quão séria é uma
investigação. Além disso, mostrei como a produção de caráter científico deve ser feita para você ter
credibilidade. Para isso, apresentei algumas regras da ABNT relacionadas às citações e referências.
Ao seguir tais informações, você estará sustentado por uma regra de conduta ética, respeitando
os direitos autorais, demonstrando comprometimento, responsabilidade e seriedade.
REFERÊNCIAS
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pdf>. Acesso em: 26 out. 2017.
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Disponível em: <http://sislex.previdencia.gov.br/paginas/05/mtb/12.htm>. Acesso em: 02 nov. 2017.
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Internet no Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm>.
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planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078.htm>. Acesso em: 02 nov. 2017.
BRASIL. Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais
e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm>. Acesso em: 14
nov. 2017.
BUENO, Francisco da Silveira. Minidicionário da língua portuguesa. 2. ed. São Paulo: FTD, 2007. 830 p.
CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a república que não foi. 3. ed. São Paulo:
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COSTA, Deborah; SALCES, Claudia Dourado de. Leitura e produção de texto na Universidade. Rio de Janeiro:
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COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristóvão. Oficina de texto. Petrópolis. Rio de Janeiro: Vozes, 2003.
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MEDEIROS, João Bosco. Redação empresarial. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
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SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
MINICURRÍCULO DA AUTORA

GLEIDES ANDER NONATO


Gleides Ander Nonato possui graduação em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Belo
Horizonte. É pós graduada - especialista em Língua Inglesa. Pedagogia é a sua segunda graduação,
concluída no Centro Universitário Newton Paiva e Mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade
Católica de Minas Gerais. É professora de língua inglesa para os Ensinos Fundamental 2 e Ensino Médio,
e professora universitária. Leciona para o ensino superior: História da Língua Portuguesa, Filologia
Românica, Literatura e Cultura Portuguesas, Leitura e Produção de Texto, Comunicação Oral e Escrita,
Estudos Orientados: Comunicar e Expressar, e Orientação e Supervisão de Estágio para o curso de Letras,
além de orientação para Trabalhos de Conclusão de Curso. É membro do Núcleo Docente Estruturante
dos cursos de Pedagogia e Letras no Centro Universitário onde leciona. Em sua experiência de docência
superior, incluem-se as disciplinas de Língua Inglesa para os cursos de Relações Internacionais, Negócios
Internacionais, Secretariado Executivo Bilíngue, Turismo, Comunicação, Comércio Exterior. Sua carreira
docente conta com mais de 35 anos de experiência.
SENAI – DEPARTAMENTO REGIONAL DE MINAS GERAIS

Sinara Badaro Leroy


Coordenação do Projeto

Gleides Ander Nonato


Rafael Miranda Guimarães
Ramon de Souza Lima
Elaboração

Fabiana Mendonca Pires


Revisão Técnica

Fabiana Mendonca Pires


Xênia Ferreira da Silva
Revisão Pedagógica

Gleides Ander Nonato


Revisão Ortográfica e Gramatical

Edesio Martins Conegundes Júnior


Eduardo Crivellari Guimarães
istockphoto.com
Fotografias, Ilustrações e Tratamento de Imagens

Thaís Souza do Amaral


Diagramação

Rosimar Sofia Tavares Duarte


Normalização