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FORMAÇÃO

FORMAÇÃODO
DOPREÇO
PREÇODE
DEVENDA
VENDAEE
DO
DOLUCRO
LUCRO
13.1
13.1 Análise
Análiseda
darelação
relaçãocusto-volume-lucro
custo-volume-lucro
13.2
13.2 Formação
Formaçãododopreço
preçode
devenda
venda

BASEADO NA OBRA:
HOJI, Masakazu. Administração financeira e
orçamentária: uma abordagem prática:
matemática financeira aplicada, estratégias
financeiras, orçamento empresarial. - 10ª. ed.
- São Paulo: Atlas, 2012.

DISCIPLINA: Apuração e Análise de Custos


CURSO: Ciências Contábeis
TURMA: 5º Período
DOCENTE: Lívia Miranda
Eunápolis (BA)
Abril de 2015
13.1

Relação Custo-Volume-Lucro
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Relação custo-volume-lucro
Relação Custo-Volume-Lucro => demonstra o ponto de
equilíbrio isto é, o ponto onde as receitas de vendas se
igualam com a soma dos custos e despesas, e o lucro é
nulo.

Para calcular o ponto de equilíbrio, assumem-se algumas


premissas:

a. não existem estoques acabados ou em fase de elaboração; toda


a produção é vendida;

b. não há distinção entre os custos e despesas; esses são


separados em fixos e variáveis.
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Custos e despesas fixos


O valor total dos Custos e Despesas Fixos (CDFs) não variam
proporcionalmente à quantidade de produção, permanecendo fixos,
independentemente do nível de atividades.

EXEMPLO. Uma empresa produz 1.000 unidades de um produto e paga o


aluguel mensal de $ 20.000; se a empresa passar a produzir 5.000 unidades, o
valor do aluguel mensal continuará sendo de $ 20.000.

Unitariamente, os CDFs variam em função da quantidade de


produção.
EXEMPLO. Para 1.000 unidades de produção, o valor do aluguel corresponde
a $ 20,00 por unidade produzida; para 5.000 unidades produzidas, corresponde
a $ 4,00 por unidade produzida.
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Custos e despesas variáveis


O valor total dos Custos e Despesas Variáveis (CDVs) varia proporcionalmente
à quantidade de produção. Unitariamente, os CDVs são fixos.

Os Custos Variáveis são representados, basicamente, pelos materiais


utilizados no processo de produção (matérias-primas, materiais auxiliares etc.)
e pela Mão-de-obra Direta. As Despesas Variáveis são representadas pelas
despesas como a Comissão de Vendas e alguns tipos de impostos sobre as
vendas.

A proporcionalidade dos CDVs não é exata em alguns casos, pois vários


fatores (humanos, mecânicos, ambientais etc.) influenciam o nível de
produção.
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro
Uma unidade produzida e vendida consome $ 2,00 de matéria-prima.
1.000 un. x $ 2,00 = $ 2.000
5.000 un. x $ 2,00 = $ 10.000

Figura 13.2 Comportamento dos custos e despesas variáveis.


13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Margem de contribuição

Margem de Contribuição (MC) é o valor resultante


das vendas (líquidas de impostos) deduzidas dos
CDVs.
Uma vez apurada a Margem de Contribuição Unitária
(MCU), basta multiplicá-la pela quantidade total de
vendas, para se conhecer a Margem de Contribuição
Total (MCT).
EXEMPLO:  
Preço unitário de venda (líquido de impostos):  R$  10,00 
(-) Custos Variáveis Unitários:  R$    4,30 
(-) Despesas Variáveis Unitárias:  R$    0,90 
(=) Maregem de Contribuição Unitária (MCU):  R$    4,80 
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Quadro 13.1 Cálculo de MCT para diferentes quantidades de vendas.

Quantidade de vendas: 1.000 5.000 7.500 10.000

Vendas líquidas: $ 10.000 $ 50.000 $ 75.000 $ 100.000

(−) Custos variáveis: $ 4.300 $ 21.500 $ 32.250 $ 43.000

(−) Despesas variáveis: $ 900 $ 4.500 $ 6.750 $ 9.000

(=) MCT: $ 4.800 $ 24.000 $ 36.000 $ 48.000

MCU $ 4,80 $ 4,80 $ 4,80 $ 4,80


x x x x x
Quantidade 1.000 5.000 7.500 10.000
MCT $ 4.800 $ 24.000 $ 36.000 $ 48.000
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Ponto de equilíbrio em quantidade

No ponto de equilíbrio (PE), a empresa está


vendendo a quantidade de produtos suficiente para
cobrir, além dos CDVs, os CDFs, ou seja, os Custos
e Despesas Totais (CDTs). No PE, o lucro líquido é
nulo.

PE = CDF .
MCU
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

EXEMPLO.

Sabendo-se que a MCU é $ 4,80, e CDF é $ 36.000, a


quantidade de venda necessária para cobrir todos
os custos e despesas é calculada como segue:

PE = 36.000 . = 7.500 unidades


4,80
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro
Ponto de equilíbrio contábil

Figura 13.3 Ponto de equilíbrio contábil.


13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE)

O PEE é a quantidade de produção e venda onde a


Receita Total anula os Custos e Despesas Totais
acrescidos dos custos econômicos. Suponha-se
que o custo econômico seja de $ 15.000 além dos
custos fixos de $ 36.000.

PEE = 36.000 + 15.000 . = 10.625 unidades


4,80
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF)

O PEF é a quantidade de venda (venda a vista) que


produz Receita Total, anulando os Custos e
Despesas Totais (também pagos a vista) deduzidos
das depreciações e amortizações.
Suponha que as depreciações e amortizações sejam
de $ 6.000 no período.

O PEF é calculado como segue:

PEF = 36.000 − 6.000 . = 6.250 unidades


4,80
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Ponto de equilíbrio em valor

(equação 13.2)

Sendo o valor do CDF, de $ 36.000, e %MC, de 48% ($ 36.000 /


$ 75.000 = 0,48 ou 48%), a receita líquida necessária para cobrir
todos os custos e despesas é calculada como segue:

PE$ = 36.000 / 0,48 = $ 75.000.


13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Margem de contribuição negativa


Alguns ramos de negócios podem trabalhar com a
margem de contribuição negativa. É o caso de
jornais e revistas (alguns jornais são distribuídos
gratuitamente).
Quadro 13.2 Simulação com aumento de tiragem.

Situação Situação
Atual Futura
Quantidade de exemplares 10.000 12.000
(x) MCU (0,60) (0,60)
(=) MCT (6.000) (7.200)
(−) CDF (10.000) (10.000)
(=) Prejuízo (16.000) (17.200)
(+) Receita de anúncios 17.000 19.550
(=) Lucro 1.000 2.350
Aumento do lucro (em %) 135%
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

EXEMPLO:

Uma empresa jornalística tem uma triagem de 10.000 exemplares no período. Ela tem
a seguinte estrutura de custos e despesas:

Preço de Venda: R$ 2,00

Custos Varíaveis R$ 1,60

Despesas Variáveis: R$ 1,00

Margem de Contribuição Unitária (MCU): -R$ 0,60

Custos e Despesas fixos: R$ 10.000,00 no período

Quando a triagem passar de 10.000 exemplares para


12.000 exemplares (aumento de 20%), a empresa
poderá cobrar 15% a mais pelo mesmo espaço
deanuncio, pois os anúncios serão vistos por mais
pessoas.
Vejamos a simulação com aumento de triagem. (voltar)
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

Alavancagem operacional

O aumento no nível de atividade produz efeito no


resultado econômico. A essa relação de causa e
efeito, dá-se o nome de alavancagem operacional.
Mede-se o Grau de Alavancagem Operacional
(GAO), mediante a seguinte equação:

GAO = ∆% Lucro .
∆% Volume

A empresa jornalística do exemplo anterior


apresentou GAO de 6,75.
13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

O aumento de 20% na quantidade de


exemplares vendidos gerou lucro adicional de
135%.

Aplicando a fórmula sobre esses dados,


tem-se GAO de 6,75%. Isso significa que o
lucro adicional corresponde a 6,75% vezes
a quantidade adicional de exemplares
vendidos.

(135% / 20% = 6,75)


13.1 Relação Custo-Volume-Lucro

PADOVEZE, 2014 apresenta a seguinte


formula para o cálculo da GAO:

GAO = MCT
LL
13.2

Formação do Preço de Venda


13.2 Formação do Preço de Venda

Formação de preço de venda

Métodos para formação de preço:

 com base em custo

 com base em percentual da receita líquida

 mark-up

 com base em mercado


13.2 Formação do Preço de Venda

Formação de preço com base em custo


contábil

Equação básica do preço de venda:

receita líquida = custos + despesas + lucro

ou

receita bruta = custos + despesas + lucro + tributos


13.2 Formação do Preço de Venda

RL = CDV + CDF + L (equação 13.4)

onde: RL = receita líquida;


CDV = custos e despesas variáveis;
CDF = custos e despesas fixos;
L= lucro.

RL = [(5,20 x 10.000) + 36.000] x (1 + 0,15)


RL = [52.000 + 36.000] x 1,15
RL = 88.000 x 1,15 = $ 101.200
13.2 Formação do Preço de Venda

(equação 13.5)

onde: RB = receita bruta;


%ICMS = alíquota do ICMS;
%TF = alíquota dos tributos federais.

RB = [$ 101.200 / (1 − 0,18)] x (1 + 0,2265)


RB = $ 123.415 x 1,2265 = $ 151.368
13.2 Formação do Preço de Venda

Quadro 13.3 Estrutura de preço com base em custo contábil.


13.2 Formação do Preço de Venda

Formação de preço com base em


percentual da receita líquida

CÁLCULO DA RECEITA LÍQUIDA COM O


PERCENTUAL SOBRE A RECEITA LÍQUIDA
RL = (5,20 x 10.000) + 36.000 + 0,15 RL
RL − 0,15 RL = 52.000 + 36.000
0,85 RL = 88.000
RL = 88.000 / 0,85 = $ 103.529
13.2 Formação do Preço de Venda

CÁLCULO DA RECEITA LÍQUIDA DEDUZINDO O


PERCENTUAL DO LUCRO DO PERCENTUAL DA
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

(equação 13.7)

RL = 36.000 / (0,49773 − 0,15)


RL = 36.000 / 0,34773
RL = $ 103.529
13.2 Formação do Preço de Venda

CÁLCULO DA RECEITA BRUTA


RB = [$ 103.529 / (1 − 0,18)] x (1 + 0,2265)
RB = $ 126.255 x 1,2265 = $ 154.852

O PVB unitário é: $ 154.852 / 10.000 un. = $ 15,4852.


13.2 Formação do Preço de Venda

Quadro 13.4 Estrutura de preço com base em receita líquida.


13.2 Formação do Preço de Venda

Formação de preço pelo método do mark-up

(equação 13.10)

(equação 13.11)

(a) Preço de venda bruto:

PVB = 10.200 / [(1 – (0,22 + 0,10)]

PVB = 10.200 / 0,68 = $ 15.000

(b) Mark-up:

Mark-up com multiplicador = 15.000 / 10.000 = 1,5

Mar-up com divisor = 10.000 / 15.000 = 0,6667


13.2 Formação do Preço de Venda

Formação de preço com base no


mercado
Se o preço é determinado pelo mercado, a
competitividade se dá pelo preço.

Equação (base mercado):


LUCRO = preço de venda bruto − tributos − custos −
despesas − encargos financeiros

Principais métodos para formação de preço:


 preço corrente
 com base em concorrência
 preços agressivos
 preços promocionais
MENSAGEM
"O homem não é de modo nenhum a soma
do que tem, mas a totalidade do que não
tem ainda, do que poderia ter.“

JEAN-PAUL SARTRE.

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