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OUT 2001 NBR 14126


Tratamento de superfície do alumínio
e suas ligas - Determinação do brilho
ABNT – Associação da película seca de tintas e vernizes
Brasileira de
Normas Técnicas

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Rio de Janeiro
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CE-35:000.05 - Comissão de Estudo de Tratamento de Superfície
NBR 14126 - Surface treatment of aluminum and its alloys - Specular gloss
determination of paint and varnish
Descriptors: Aluminum. Aluminum alloys. Paint. Varnish
Esta Norma substitui a NBR 14126:1998
Copyright © 2001,
ABNT–Associação Brasileira
Válida a partir de 30.11.2001
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Alumíno. Liga de alumínio. Tinta. Verniz 4 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Aparelhagem
5 Método de ensaio
6 Resultados

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.

1 Objetivo

Esta Norma estabelece um método de determinação da intensidade do brilho especular de um revestimento superficial
orgânico seco de tintas e vernizes no alumínio e suas ligas.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão,
recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições
mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 12610:1999 - Tratamento de superfície do alumínio e suas ligas - Determinação da espessura de camadas não
condutoras pelo método de corrente parasita (Eddy current)

NBR 14125:1998 - Tratamento de superfície do alumínio e suas ligas - Revestimento orgânico - Pintura

3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições da NBR 14125.


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2 NBR 14126:2001

4 Aparelhagem

4.1 Componentes instrumentais

O aparelho consiste em uma fonte de luz incandescente que forneça um feixe de luz incidente, na superfície do corpo-de-
prova, e um receptor para o feixe de raios refletidos pelo corpo-de-prova. O receptor deve ser um dispositivo fotossensível
respondendo à radiação do espectro visível.

4.2 Campos de aplicação

As determinações são efetuadas nas disposições geométricas angulares de 20°, 60° ou 85°. As geometrias angulares e as
aberturas são escolhidas de tal maneira que os procedimentos são executados como descrito a seguir:

a) a disposição geométrica de 60° é utilizada na maioria dos casos em que o procedimento é aplicável e para conduzir as
determinações quando as disposições de 20° ou de 85° são utilizáveis indiferentemente;

b) a disposição geométrica de 20° é utilizada no caso de amostras que possuam, para o brilho especular a 60°, valor
mais alto do que 70;

c) a disposição geométrica de 85° é utilizada no caso de amostras que possuam, para o brilho especular a 60°, valor mais
baixo do que 30.

4.3 Medidor de brilho

A figura 1 refere-se ao esquema geral de um medidor de brilho, mostrando as aberturas e a formação da imagem da fonte
em um instrumento do tipo de feixe colimado.

Legenda:

G = lâmpada
L1 e L2 = lentes
B = anteparo do campo receptor
P = camada de revestimento
Σ1 = Σ2
σB = ângulo de abertura do receptor
σs = ângulo de abertura da imagem da fonte
I = imagem do filamento
Figura 1 - Esquema geral de um medidor de brilho
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4.4 Condições geométricas

4.4.1 O eixo do fluxo incidente deve situar-se em um dos ângulos estabelecidos da perpendicular à superfície do corpo-de-
prova.

4.4.2 O eixo do receptor deve situar-se na reflexão do eixo do fluxo incidente no espelho.

4.4.3 Ao colocar-se um pedaço de vidro plano, preto e polido ou um espelho, cuja face refletora seja a frontal, na posição
do corpo-de-prova, deve ser formada uma imagem da fonte no centro do anteparo do campo receptor (janela receptora).
A extensão da área iluminada do corpo-de-prova deve ser igual ou inferior a um terço da distância do centro desta área ao
anteparo do campo receptor.

4.4.4 O eixo do fluxo incidente e o eixo do receptor devem situar-se em até 0,1 do valor nominal indicado pela disposição
geométrica.

4.4.5 As dimensões e as tolerâncias permitidas para a fonte e o receptor devem ser as indicadas na tabela 1.

4.4.6 Os valores angulares do anteparo do campo receptor são medidos a partir das lentes do receptor em um instrumento
do tipo de feixes convergentes.

4.4.7 As tolerâncias são escolhidas de tal forma que os erros de medida de brilho resultantes de erros nas aberturas da
fonte e do receptor não excedam uma unidade de brilho em qualquer ponto da escala.

NOTA - Não deve haver irisação dos raios dentro dos limites angulares.

Tabela 1 - Ângulos e dimensões relativas da imagem da fonte e receptores

No plano de medição Perpendicular ao plano de medição


Dimensão Dimensão
θ, grau 2 tg (θ/2) θ, grau 2 tg (θ/2)
relativa relativa
Imagem da fonte 0,75 0,0131 0,1710 2,5 0,0436 0,568
Tolerância ± 0,25 0,0044 0,057 0,5 0,0087 0,114
Receptor 60° 4,4 0,0768 1,000 11,7 0,2049 2,668
Tolerância ± 0,1 0,0018 0,023 0,2 0,0035 0,046
Receptor 20° 1,8 0,0314 0,409 3,6 0,0629 0,819

Tolerância ± 0,05 0,0009 0,012 0,1 0,0018 0,023


Receptor 85° 4,0 0,0698 0,909 6,0 0,1048 1,365
Tolerância ± 0,3 0,0052 0,068 0,3 0,0052 0,068

4.5 Mecanismo de medição

O mecanismo receptor-medidor deve dar uma indicação numérica que seja proporcional ao feixe luminoso que passa pelo
anteparo do campo receptor, no intervalo de ± 1% da leitura total da escala.

4.6 Padrões de referência de trabalho

4.6.1 Os padrões podem ser constituídos de superfícies planas e bem polidas, de vidro preto.

4.6.2 Ao vidro preto e polido que possua índice de refração igual a 1,567, atribui-se o valor 100 para o brilho especular
para cada geometria.

4.6.3 O valor de brilho de vidros com índices de refração diferentes pode ser calculado por meio da equação de Fresnel.
No entanto, para pequenas diferenças no valor do índice, a variação do brilho com o índice é diferente para cada
geometria.

4.6.4 Cada incremento de 0,001 no índice de refração produz uma variação de 0,27, 0,16 e 0,016 no valor de brilho
atribuído a um padrão polido para as geometrias de 20°, 60° e 85°, respectivamente. Por exemplo, no caso de um vidro
com um índice de 1,527, os valores são 89,2, 93,6 e 99,4, na ordem crescente das geometrias.

4.7 Padrões secundários de trabalho

Os padrões podem ser constituídos de ladrilhos cerâmicos e de outros materiais semibrilhantes que possuam superfícies
duras e uniformes, desde que calibradas em confronto com um padrão primário em um medidor de brilho que preencha,
reconhecidamente, os requisitos deste procedimento. Estes padrões devem ser periodicamente ensaiados, para certificar-
se da sua inalterabilidade, mediante comparação com com os padrões primários.
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4 NBR 14126:2001

5 Método de ensaio

5.1 Preparação e escolha dos corpos-de-prova

5.1.1 O revestimento orgânico em análise, conforme a NBR 14125, é aplicado em corpos-de-prova confeccionados a partir
de chapas laminadas na liga 1100 ou 5005 e têmpera H14, espessura de 1 mm e dimensões de 150 mm x 100 mm.

5.1.2 Para a execução deste ensaio o corpo-de-prova com o produto aplicado deve estar completamente curado, conforme
especificação do fabricante do revestimento.
5.1.3 A espessura da camada do produto aplicado deve ser medida em pelo menos cinco regiões distintas do corpo-de-
prova, conforme determinado na NBR 12610.

5.1.4 Os valores pontuais de cada medida da espessura da camada do corpo-de-prova devem situar-se entre 50 µm e
80 µm para pintura com tinta a pó e entre 25 µm e 30 µm para pintura com tinta líquida.

5.1.5 As superfícies devem ser bem planas, pois o arqueamento, a ondulação ou a curvatura das mesmas podem afetar
seriamente os resultados do ensaio.

5.1.6 As direções das marcas de pincéis ou efeitos semelhantes de textura devem estar paralelas ao plano dos eixos dos
dois feixes.
NOTA - Esta Norma não fixa técnicas a serem utilizadas na preparação dos corpos-de-prova. Nos casos em que houver a necessidade de
se prepararem os corpos-de-prova, a técnica utilizada deve ser detalhada na especificação do produto sob ensaio e citada no laudo.

5.2 Procedimento

5.2.1 A aparelhagem para medição de brilho deve ser utilizada de acordo com as instruções de operação de seu
fabricante.

5.2.2 O instrumento deve ser calibrado no início e no término de cada período de operação e, também, no decorrer deste,
em intervalos de tempo suficientemente freqüentes, de modo a se ter certeza de que a resposta do instrumento forneça a
leitura correta com um padrão que possua características de formação de imagens mais pobres. Se a leitura do
instrumento para o segundo padrão não coincidir dentro de 1% do valor a ele atribuído, não usar o instrumento sem
submetê-lo a uma aferição, que deve ser feita de preferência pelo fabricante.

5.2.3 As determinações devem ser efetuadas no mínimo em três campos distintos da superfície do corpo-de-prova, de
maneira a obter-se uma indicação de uniformidade de leitura.

6 Resultados

6.1 Apresentação dos resultados

6.1.1 A média das leituras de brilho especular e o ângulo utilizado devem ser relatados.

6.1.2 Deve ser relatada a presença de qualquer corpo-de-prova que possua campos de superfície cujo brilho apresente
variação superior a 5%.

6.1.3 Quando for necessário preparar o corpo-de-prova, descrever e identificar o procedimento utilizado na preparação.

6.1.4 O aparelho utilizado deve ser identificado pelo nome do fabricante e designação do modelo.

6.1.5 Os padrões de trabalho ou os padrões de brilho utilizados devem ser identificados.

6.2 Exatidão

As leituras feitas em um mesmo instrumento devem ser repetidas dentro de ± 1% do valor destas leituras. Leituras feitas
em instrumentos diferentes devem ser reprodutíveis dentro de ± 2% do valor delas.

6.3 Fatores que afetam a exatidão

A exatidão da medida está diretamente relacionada com os seguintes fatores:

a) limpeza dos aparelhos;

b) limpeza da superfície acertada do corpo-de-prova;

c) planicidade do corpo-de-prova;

d) calibração do aparelho.

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