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“Stories are just
data with a soul.”
Dr. Brené Brown - University of Houston
CONTANDO
HISTÓRIAS

À medida que o ser humano moderno envelhece ele vai


se esquecendo de como contar histórias. Essa é a hora
de contar ao grupo suas percepções. Ilustre com fotos,
escreva, seja teatral, mostre como as coisas acontecem,
o que as pessoas falaram, os fatos que aconteceram
nos lugares visitados.
TÉCNICAS
Ao realizar a etnografia, você trouxe fatos e relatos sobre o usuário, um terceiro, um
CONTE OS FATOS consumidor. Ao contar sua história, você deve se ater aos pontos observados, sensações,
falas, movimentos, atitudes, e até também, a não informação. Não “aumente" uma história
COM DETALHES com suas conclusões, existem perguntas que podem não ter sido respondidas.

Ouça o relato com atenção.


UM CONTA É importante ter em mãos post-it’s e caneta para anotar fatos do relato que você considera
UM ANOTA importante de serem abordados. Não hesite em fazer questões que acrescentam pontos a
história - “Ele contou um pouco mais sobre isso?”; “E o que isso significa para ele?"

UM POST IT É importante anotar uma constatação/fato por post it, iremos organizá-lo posteriormente. Não
misture fatos não correlatos, por exemplo, “Ele se interessa por qualidade. Seu vendedor
POR FATO
gostaria de maiores informações técnicas.” devem ser duas anotações diferentes.
ORGANIZANDO OS FATOS EXEMPLO:
No caso da garrafinha d’água,
poderíamos criar e dividir as
Tendo todos os fatos à vista, há seguintes macro-categorias.
diversas formas de entendê-los.

Um primeiro passo é criar


categorias ou temas principais PORTABILIDADE ESTÉTICA
para o que foi observado. Todos
devem dividir suas percepções
com o grupo, e anotar frases
curtas em post-its com as idéias
principais dos relatos. É um
processo dinâmico em que as
categorias podem mudar, ser
excluídas, adicionadas USO EM MOVIMENTO MATERIAL
constantemente.

Pós-organização, é importante
realizar análises sobre os
principais pontos verificados.
Existem várias as formas de se
realizar tais análises.
MAPA DE EMPATIA
USA produtos, marcas, modelos, serviços

PENSA percepções, preferências, crenças

FAZ atitudes, hábitos, costumes

SENTE sonhos, desejos, vontades, aspirações

PERDAS medos, frustações, obstáculos

GANHOS medidas de sucesso, obstáculos superados


IDEAÇÃO

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“O problema com
o brainstorm é
que todo mundo
acha que já o faz.”
Tom Kelley - IDEO
BRAIN O Brainstorm é o motor de idéias dentro do
processo de Design Thinking.

STORMING É a oportunidade para a equipe ‘fantasiar’ as


ideias em um projeto, pensar em soluções
variadas, sem censura.

O grande objetivo estratégico é traduzir o que


foi visto em campo em soluções diversas
para o problema inicial.

Um brainstorm eficiente deve durar no máximo


UMA HORA. Mais do que isso pode fazer o
grupo perder energia. Menos, pode perder
ideias. Algumas técnicas podem deixar o
Brainstorm mais produtivo.
TÉCNICAS
O ADVOGADO DO DIABO
(E A SÍNDROME DO NÃO DÁ)
TÉCNICAS

PROFUNDIDADE Durante o processo, tente chegar ao nível mais tangível de execução para as ideias
propostas. Ao invés de ideias como “aumentar receita”, proponha soluções reais aos
problemas elencados. O “como fazer” é relevante e deve ser parte do objetivo.

Algumas ideias podem, a princípio, parecer idiotas ou infactíveis, mas representam uma
USE IDEIAS grande oportunidade para construção de outras geniais e viáveis. Assim funciona o
trampolim. Sendo o facilitador ou não, você pode estimular o grupo incitando questões
COMO TRAMPOLIM
como ‘O que mais podemos fazer com essa ideia?’. Pequenas saltos, para frente ou para
trás, podem criar novos horizontes para que se chegue a novas abordagens.

As boas sessões de brainstorm são extremamente visuais. Isso inclui desenhos, círculos,
setas, esboços, fluxos, etc. Mas as melhores são as que entram no nível físico, utilizando
CHEGUE AO
as 3 dimensões. Para isso utilizamos quaisquer materiais que tivermos à mão, montando
NÍVEL FÍSICO modelos primários de um conceito, ou mesmo uma expressão corporal. Utilize o que
estiver disponível, não se preocupe em construir protótipos muito bem acabados.
TÉCNICAS

Não critique ou debata ideias. Isso pode esgotar a energia da sessão bem depressa.
REGRAS Desvie críticas sem afastar os críticos. Para isso crie regras que quebrem essas
DIVERTIDAS atitudes, como ‘PENSE EM IDEIAS MALUCAS’, ‘SEJA VISUAL’, ‘VÁ ATRÁS DE
QUANTIDADE’. Deixe-as sempre à vista de todos, em letras garrafais.

Escreva ou coloque o fluxo de ideias de maneira que ele fique sempre visível para o grupo
UTILIZE TODO todo. Você pode usar computadores, tablets, ou qualquer dispositivo. Uma ferramenta de
baixa tecnologia mas de grande impacto são os post-its afixados na parede ou em um quadro
O ESPAÇO
branco. O brainstorm é orientado ao grupo e as anotações concisas e rápidas mantêm a
equipe focada nas mesmas ideias.

Uma meta numérica desafia as pessoas antes e durante a sessão: ‘Vamos ter X idéias
ESTABELEÇA em uma hora’. Numerar as ideias geradas cria o senso de evolução e motiva as
pessoas a pensarem de forma ainda mais abstrata para alcançar a meta. Em grupos
META NUMÉRICA experientes, 100 ideias por hora indica uma sessão boa e fluida. Estabeleça a sua
meta.
CONVERGÊNCIA
Com todas as ideias expostas, como
escolher UMA em meio a tantas?

Um designer perguntaria:
“Precisa ser só uma?”.

Pequenas partes formam um todo.


O princípio da convergência é olhar
todas as ideias geradas e pinçar as
melhores partes de todas para formar
uma unica solução para o problema.

Mas, como?
CONVERGÊNCIA
A convergência é um processo reducionista.
Tem a missão de afunilar todas as ideias em soluções sistêmicas, somando-as.

1. Peça a todos que escolham as que acham mais interessantes.


Separe as mais votadas.

2. Com essas ideias construa algumas hipóteses de solução para o problema -


no mínimo duas, no máximo quatro.

3. Faça novamente uma votação para eleger os melhores aspectos de cada hipótese.
Faça outra fusão deles, prototipe, corrija, reorganize.

4. Com o mesmo método continue reduzindo o número de opções através de votações,


fusões e protótipos até chegar à solução final (ou um sistema de soluções).
PROTOTI
PAÇÃO

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“Erre com frequência
para acertar mais
cedo.”
Mote da empresa IDEO
Muitos de nós aprendemos alguma coisa de prototipagem
quando crianças, seja fazendo projetos de escola,
construindo fortes de areia, casinhas para bonecas, etc.
Desmanchávamos tudo, fazíamos novamente,
mudávamos coisas. Intuitivamente sabíamos que se
PROTOTI continuássemos tentando novas técnicas acabaríamos
PAÇÃO aperfeiçoando drasticamente o que fazíamos.
FALHE ANTES PARA
TER SUCESSO Vá dando forma ao projeto ao longo do tempo com o
DEPOIS
que você tiver em mãos.

CONSTRUA

REDEFINA APRENDA
Protótipos Vs. Imagens
Se uma imagem vale mais que mil palavras, um protótipo vale
mais que mil imagens. De algum modo você eleva a taxa de
dados que uma pessoa recebe dando a elas a oportunidade de
PROTOTI escolhas baseadas em coisas concretas. Protótipos vivos e
móveis podem ajudar a dar forma às suas ideias.
PAÇÃO
FALHE ANTES PARA
Pouco a Pouco
TER SUCESSO Esqueça a surpresa, o ato de trabalhar em algo por meses e
DEPOIS só ao final mostrar o resultado. Pode ser uma feliz surpresa
ou um desastre total. Ataque as apresentações em estágios
para corrigir o percurso antes que seja tarde demais.

Fidelidade do protótipo
Defina o que você quer explorar com o seu protótipo
Baixa - representação conceitual análoga à ideia
Média - representação de aspectos da ideia
Alta - mock-up, uma representação mais similar possível da ideia
CONCEITOS

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UM CONCEITO É UM
SISTEMA DE IDEIAS
PILARES
O conceito surge após todas as
ideias e os protótipos foram
testados, avaliados e validados.

Todo conceito deve ser balizadas


por pilares que garantam a
factibilidade do projeto.

RESPOSTA AO
PROBLEMA
DIFERENTES
ESTRATÉGIAS
Os conceitos diferem-se entre si
principalmente em relação às
suas respectivas estratégias.

Conceitos que exigem alto


desenvolvimento tecnológico
podem trazer futuras inovações
revolucionárias, enquanto que
conceitos de ganhos curtos
representam inovações
incrementais que também são
importantes para a organização.

FONTE: IDEO
Os protótipos representam formas
de testar ideias, enquanto que
mini-pilotos são formas vivas de
testar conceitos e ajustá-los em
rota.
“Small is
beautiful”
E. F. Schumacher
MINI-
formas de planejamento
PILOTO

Este é o momento de olhar


planejamento financeiro, estimar
ganhos de mercado.

No mini-piloto, é importante criar


métricas e parâmetros de sucesso.
Como iremos medir o resultado da
inovação apresentada?

Nesta fase é importante ajustar a


melhor ferramenta para sua
organização, independente se
forem as tradicionais formas de
planejamento de projetos como o
PMBOK as mais novas formas
como o Business Model Canvas
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