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Introdução

O processo de envelhecimento conduz a perdas físicas, sensoriais e cognitivas


que irão influenciar a forma como o indivíduo se relaciona com os outros
indivíduos e com o espaço.

Há medida que a capacidade funcional do idoso vai diminuindo, este torna-se


mais sensível ao ambiente em que vive.

Neste sentido, o espaço físico deve atender a determinadas características


recomendadas, de forma a promover o máximo de autonomia e participação do
idoso, e a diminuir o risco de acidentes e quedas. Deve garantir a segurança e
higiene.

A CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e


Saúde – OMS/DGS) e os Direitos Humanos e Pessoas Idosas (ONU) são dois
documentos importantes de conhecimento e consulta para quem trabalha com
idosos. Também, a “Circular normativa” da Direcção-Geral da Saúde, com o
tema: Orientação de Boa Prática para a Higiene das Mãos nas Unidades de
Saúde (Nº: 13/DQS/DSD; DATA: 14/06/2010) é muito importante para todas as
Unidades Prestadoras de Cuidados de Saúde, contendo aspetos, que também
se aplicam à prestação de cuidados a idosos.

Direitos dos idosos

Princípios das Nações Unidas para o Idoso (Síntese)

Resolução 46/91, Aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas a


16/12/1991.

INDEPENDÊNCIA

1. Ter acesso à alimentação, à água, à habitação, ao vestuário, à saúde, a ter


apoio familiar e comunitário;

2. Ter oportunidade de trabalhar ou ter acesso a outras formas de geração de


rendimentos;

3. Poder determinar em que momento se deve afastar do mercado de trabalho;


4. Ter acesso à educação permanente e a programas de qualificação e
requalificação profissional;
5. Poder viver em ambientes seguros adaptáveis à sua preferência pessoal, que
sejam passíveis de mudanças;
6. Poder viver em sua casa pelo tempo que for viável.

PARTICIPAÇÃO

7. Permanecer integrado na sociedade, participar ativamente na formulação e


implementação de políticas que afetam diretamente o seu bem-estar e transmitir
aos mais jovens conhecimentos e habilidades;

8. Aproveitar as oportunidades para prestar serviços à comunidade, trabalhando


como voluntário, de acordo com seus interesses e capacidades;

9. Poder formar movimentos ou associações de idosos.

ASSISTÊNCIA

10. Beneficiar da assistência e proteção da família e da comunidade, de acordo


com os seus valores culturais;

11. Ter acesso à assistência médica para manter ou adquirir o bem-estar físico,
mental e emocional, prevenindo a incidência de doenças;

12. Ter acesso a meios apropriados de atenção institucional que lhe


proporcionem proteção, reabilitação, estimulação mental e desenvolvimento
social, num ambiente humano e seguro;

13. Ter acesso a serviços sociais e jurídicos que lhe assegurem melhores níveis
de autonomia, protecção e assistência;

14. Desfrutar os direitos e liberdades fundamentais, quando residente em


instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando-o na
sua dignidade, crença e intimidade. Deve desfrutar ainda do direito de tomar
decisões quanto à assistência prestada pela instituição e à qualidade da sua
vida.

AUTO-REALIZAÇÃO

15. Aproveitar as oportunidades para o total desenvolvimento de suas


potencialidades;

16. Ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da


sociedade.
DIGNIDADE

17. Poder viver com dignidade e segurança, sem ser objeto de exploração e
maus-tratos físicos e/ou mentais;

18. Ser tratado com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia,
deficiências, condições económicas ou outros fatores.

As barreiras arquitetónicas
Barreiras arquitetónicas ou físicas: São obstáculos para o uso adequado do
meio, geralmente originados pela morfologia de edifícios ou áreas urbanas.

Exemplos:

Urbanísticas: passeios sem acesso e com obstáculos

Edifícios: Ausência de elevador, elevadores com entrada estreita, escadas de


acesso ao edifício, casas de banho sem adaptações.

Transportes: Ausência de plataforma nivelada, espaço para transportar


cadeiras de rodas.

Barreiras na informação e comunicação

Barreira Comunicacional: Qualquer entrave ou obstáculo que impossibilite a


expressão ou a receção de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas
de comunicação. Estes podem ser luminosos, auditivos ou visuais (inclusive em
braille).

Exemplos:

 Ausência de formatos alternativos: Informação sem botões braille, legenda


na sinalização;

 Falta ou escassez de sinalização;

 Linguagem de difícil compreensão.

Barreiras atitudinais

Barreiras Atitudinais: As atitudes no contexto da sociedade em geral,


associadas à forma de pensar ou agir, podem originar barreiras limitativas do
potencial das pessoas idosas na sua atuação de forma autónoma.
Exemplos:

 Práticas na interação e comunicação perante uma pessoa idosa e/com


deficiência e incapacidades – falar alto, falar devagar;

 Uso indevido de vagas reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade


reduzida;

 Carros estacionados na calçada que impedem a passagem dos pedestres.

A vida em sociedade é constituída por pessoas das mais diversas idades,


culturas, religiões, valores, crenças, etc. Nestes grupos de pessoas, estão
os idosos, que não escapam à dinâmica da sociedade. É neste grupo de
pessoas que se verificam as maiores dificuldades de integração. Quer isto dizer,
o conjunto de crenças e valores que se têm construído ao longo dos
tempos relativamente às pessoas idosas, têm gerado alguns estereótipos e
atitudes bloqueadoras.

Neste sentido, é pertinente desenvolver uma compreensão das


generalizações discriminatórias e das ideias pré-concebidas que
obstaculizam a participação natural da pessoa idosa em sociedade.

Aqui é pertinente ter em consideração alguns termos:

 Atitude: Trata-se duma disposição relativa a uma determinada pessoa,


imbuída dum juízo de valor e que gera um determinado comportamento;

 Crenças: São informações sobre um determinado assunto ou situação.


Os nossos comportamentos são gerados a partir de informações que
recebemos quotidianamente;

 Mito: É uma representação simbólica que resulta duma construção do


espírito e, por vezes, deturpadora da realidade;

 Estereótipo: É uma opinião, um chavão, sobre determinada situação e


que se reproduz positiva ou negativamente.

Adaptação das estruturas ao idoso

Casa de banho:
Um dos locais mais propício a quedas nos Idosos são as casas de banho. O
chão é escorregadio, em muitas existem banheiras em vez de chuveiros.

Adaptações:

 Instalar barras de apoio junto às sanitas, lavatórios e chuveiro;


 Substituir banheiras por cabines de chuveiro, que podem por vezes ter
bancos instalados;
 Aplicar fitas antiderrapantes no chão;
 Retirar objetos perigosos, como é o caso dos vidros;
 As casas de banho devem ser de fácil e rápido acesso (muitos idosos
apresentam alterações urinárias, com urgência urinária associada).

Quarto:

O quarto do idoso deve ter uma cama com colchão firme e, em alguns casos,
pode ser necessário escolher uma cama com grades para evitar as quedas
noturnas. Além disso, é importante que o quarto esteja bem iluminado.

Adaptações:

 Evitar camas muito altas, instalar grades de segurança se necessário;


 Utilizar um colchão firme e caso exista necessidade, um colchão
articulado e com alívio das zonas de pressão;
 Manter o quarto iluminado, com uma luz de presença durante a noite;
 Manter ao alcance rápido do idoso os objetos usados com mais
frequência, como óculos, medicamentos e telefone.

Mobiliário:

O mobiliário em locais de habitação para idosos deve obedecer a algumas


regras de segurança de forma a evitar acidentes de maior em caso de quedas.

Adaptações:

 Preferir móveis sem esquinas ou adquirir protetores de esquinas para


adaptar aos móveis;
 Fixar os móveis ao chão ou parede;
 Evitar objetos decorativos pesados, afiados ou de vidro;
 Deixar os corredores ou locais de passagem desocupados e bem
iluminados;
 Evitar usar tapetes uma vez que podem levar a pessoa a escorregar e
originar quedas desnecessárias;
 Guardar objectos em gavetas leves, de abertura e fecho suave e a uma
altura média.
Acessos:

Os acessos à casa, muitas vezes, são por escadas, sendo necessário,


posteriormente, criar/adaptar estruturas que permitam ao idoso deslocar-se
dentro da casa de forma autónoma mas segura.
Adaptações:

 Se possível, evitar escadas longas, em curva e com degraus curtos;


 Instalar corrimãos ao longo de toda a escadaria, de ambos os lados e,
preferencialmente, a começar um pouco antes do início das escadas.
 Instalar fita antiderrapante em todos os degraus e com uma cor
contrastante ou até flurescente;
 Se possível, instalar suportes que auxiliem na subida e descida dos
degraus;
 Manter as zonas de passagem e degraus desobstruídas e bem
iluminadas;
 Evitar instalar piso escorregadio ou tapetes nos degraus.

A CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade,


Incapacidade e Saúde

 O objetivo geral da classificação é proporcionar uma linguagem unificada


e padronizada assim como uma estrutura de trabalho para a descrição da
saúde e de estados relacionados com a saúde.
 Esta classificação define os componentes da saúde e alguns
componentes do bem-estar relacionados com a saúde, tais como a
educação e o trabalho.
 Assim, os domínios contidos na CIF são descritos com base na perspetiva
do corpo, do indivíduo e da sociedade em duas listas básicas:

1- Funções e estruturas do corpo


2- Actividades e participação

Como classificação, a CIF agrupa, sistematicamente, diferentes domínios de


uma pessoa com uma determinada condição de saúde – O que uma pessoa
com determinada condição de saúde faz ou ou pode fazer.

A CIF pertence à “família” das classificações internacionais desenvolvida


pela OMS para aplicação de vários aspetos em saúde.

Todas estas classificações desenvolvidas pela OMS proporcionam um sistema


para a codificação de uma ampla gama de informações sobre saúde, permitindo
a comunicação sobre saúde e cuidados de saúde em todo o mundo e entre
várias ciências.

Nas classificações internacionais da OMS, os estados de saúde (doenças,


perturbações, lesões, etc.) são classificados principalmente na CID –
Classificação Internacional de Doenças.

Na CIF são classificados conceitos como a funcionalidade e a incapacidade


associados aos estados de saúde.

Portanto, a CID e a CIF são complementares – A CID proporciona o diagnóstico


e a CIF sobre a funcionalidade.

CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e


Saúde

Funcionalidade: É o termo que engloba todas as funções do corpo, atividades


e participação.

Incapacidade: É um termo que inclui deficiências, limitação da atividade ou restrição


na participação Incapacidade. É um termo que inclui deficiências, limitação da
actividade ou restrição na participação.

Objectivos da CIF:

 Proporcionar uma base científica para a compreensão e o estudo dos


determinantes da saúde, dos resultados e das condições relacionadas
com a saúde;
 Estabelecer uma linguagem comum para a descrição da saúde e dos
estados relacionados com a saúde, para melhorar a comunicação entre
diferentes utilizadores, tais como, profissionais de saúde, investigadores,
políticos e decisores e o público, incluindo pessoas com incapacidades;
 Permitir a comparação de dados entre países, entre disciplinas
relacionadas com os cuidados de saúde, entre serviços, e em diferentes
momentos ao longo do tempo;
 Proporcionar um esquema de codificação para sistemas de informação de
saúde.

Aplicações da CIF:

Desde a sua publicação como versão experimental, em 1980, tem sido utilizada
para vários fins, por exemplo:
 Uma ferramenta estatística – na colheita e registo de dados;
 Uma ferramenta na investigação – para medir resultados, a qualidade de
vida ou os factores ambientais;
 Uma ferramenta clínica – avaliar necessidades, compatibilizar os
tratamentos com as condições específicas, avaliar as aptidões
profissionais, a reabilitação e os resultados;
 Uma ferramenta de política social – no planeamento de sistemas de
segurança social, de sistemas de compensação e nos projectos e no
desenvolvimento de políticas;
 Uma ferramenta pedagógica – na elaboração de programas educacionais,
para aumentar a consciencialização e realizar acções sociais.

Como a CIF é uma classificação da saúde e dos estados relacionados com


a saúde, também é utilizada por setores, tais como:

 Seguros;
 Segurança social;
 Trabalho;
 Educação;
 Economia;
 Política social;
 Desenvolvimento de políticas e de legislação em geral e alterações
ambientais.

Por estes motivos, foi aceite como uma das classificações sociais das Nações
Unidas, sendo mencionada e estando incorporada nas Normas Padronizadas
para a Igualdade de Oportunidades para Pessoas com Incapacidades.
Assim, a CIF constitui um instrumento apropriado para o desenvolvimento de
legislação internacional sobre os direitos humanos, bem como de legislação a
nível nacional.

A nível individual

 Para a avaliação dos indivíduos: - Qual o nível de funcionalidade da


pessoa?
 Para planificação individual do tratamento: - Que tratamentos ou
intervenções podem maximizar a funcionalidade?
 Para avaliação do tratamento e de outras intervenções:- Quais os
resultados do tratamento? Quão úteis foram as intervenções?
 Para comunicação entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,
terapeutas ocupacionais e outros trabalhadores dos domínios da
saúde, como os do serviço social e dos serviços da comunidade para
a auto-avaliação por parte dos utentes:
- Como avaliar a minha capacidade relativamente à mobilidade ou à
comunicação?

A nível institucional

Para fins educativos e de formação:

Para o planeamento e desenvolvimento de recursos: - Que cuidados de


saúde e outros serviços serão necessários?
Para melhoria da qualidade: - Até que ponto servimos bem os nossos
clientes?
- Quais são os indicadores básicos válidos e fiáveis para assegurar a qualidade?
Para gestão e avaliação de resultados: - Até que ponto são úteis os serviços,
que prestamos? Para a gestão de modelos de cuidados que integram a
prestação de cuidados de saúde: - Qual é o custo/eficácia dos serviços que se
prestam? Como se pode qualificar o serviço com vista à obtenção de melhores
resultados a um custo inferior?

A nível social

Para critérios de elegibilidade como os que se referem a direitos/benefícios da


segurança social, pensões decorrentes da incapacidade, compensações
laborais e seguros: - Os critérios de elegibilidade para atribuição de benefícios
decorrentes da existência de incapacidade são centrados na evidência,
adequados aos objetivos sociais e justificáveis?

Para a formulação e o desenvolvimento das políticas, incluindo revisões de


conteúdos legislativos, legislações modelo, regulamentos, diretrizes e
definições para legislação antidiscriminação: - O facto de se garantirem
direitos contribui para a melhoria da funcionalidade a nível social?
- Pode medir-se esta melhoria e ajustarem-se as respetivas políticas e
legislação em conformidade?

Para avaliação das necessidades: -Quais são as necessidades das pessoas


com vários graus de incapacidade – deficiências, limitações da actividade e
restrições de participação?
Para avaliação do meio ambiente no que se refere à implementação das
normas de acessibilidade, identificação de facilitadores e de barreiras
ambientais e modificações operadas na política social: - Como poderemos
tornar o meio ambiente social e edificado mais acessível a todas as pessoas,
com e sem incapacidade?
- Poderemos avaliar e medir os progressos?

A Higiene e Segurança
Limpeza das Instalações

A higiene do ambiente onde está inserida a pessoa idosa, prende-se com:

 Prestar cuidados de higiene e arrumação do meio envolvente e da roupa


dos idosos;
 Efetuar a limpeza, desinfeção e arrumação do quarto, casa de banho,
cozinha e outros espaços, utilizando os utensílios, as máquinas e os
produtos de limpeza adequados;
 Cuidar da roupa dos idosos, colaborando na sua limpeza e tratamento e
efetuando a sua arrumação.

Limpeza das Instalações:

A infeção é definida como toda a doença contraída, o que pode afectar todas
as pessoas;
Para combater a infeção é necessário que exista higiene, ou seja, todo um
conjunto de medidas, que se destinam a impedir a transmissão de agentes que
provocam doenças.

Como prevenir a infeção?

A infeção pode ser reduzida se atuarmos ao nível dos fatores extrínsecos e


se o ambiente que rodeia o idoso for limpo.
Por isso deve existir:

 Limpeza e desinfeção do quarto; cozinha, casa de banho;


 Limpeza e desinfeção de outras instalações;
 Limpeza e desinfeção do material utilizado para a higiene do idoso;
 Limpeza e desinfeção das mãos;
 Deve evitar-se o cruzamento entre os sujos e limpos;
 Deve existir sempre água limpa;
 Deve deitar-se regularmente água nos esgotos para que esta seja
renovada e impeça o aparecimento de alguns animais;
 Sempre que possível deve haver uma boa ventilação na casa e abrir-se as
janelas para a circulação de ar.

Nota: V.d Anexo III ao manual .

Limpeza e desinfeção do quarto

 Abrir portas e janelas antes de iniciar o trabalho;


 Utilizar lençóis limpos, secos, sem pregas e sem rugas;
 Não deixar migalhas de, fios de cabelo, etc. nos lençóis a serem reusados;
 Limpar o colchão, quando necessário, e deixar o estrado na posição
horizontal;
 Observar o estado de conservação do colchão, travesseiros e impermeável;
 Não arrastar as roupas de cama no chão, nem sacudi-las.

As camas:

 Deverão ser arejadas diariamente, puxando a roupa até aos pés, para que
a humidade libertada pelo corpo durante o sono se liberte e o colchão e os
lençóis sequem. A roupa durará mais tempo e o sono será mais agradável.
 Deverão ser sempre feitas antes de se limpar o quarto, para que o pó não
se entranhe e suje as roupas.

As almofadas:

• As de penas por serem de difícil manutenção e serem mais susceptíveis a


causar alergias, não são aconselháveis;
• As de espuma deverão ser batidas todos os dias, pois deformam-se;
• Regularmente todo o tipo de almofadas deve ser arejado, pendurando-as no
Estendal;
• Não devem ser lavadas com muita frequência, para não se deformarem e
devem ser protegidas com uma forra antes da fronha;
• A limpeza a seco não é aconselhada porque existe o risco de ficarem restos
de produtos químicos que serão depois inalados durante o sono.

Os cobertores:
• Os cobertores, que não estão a ser usados devem ser guardados (depois de
lavados) em sacos de plástico bem fechado e com naftalina, se forem de lã;
• Poderá lavar-se em máquinas de lavar normais, desde que o peso depois de
molhado o permita.

Os edredões:

• No fim do Inverno devem ser limpos, conforme as indicações das etiquetas;


• Pode optar-se por edredões com capas, cuja limpeza pode ser mais frequente.

Os colchões:

• Deverão ser protegidos por um resguardo, e este mudado com regularidade,


para absorverem menos poeira e menos humidade;
• O resguardo, além de proteger o colchão, dá mais conforto à cama e ajuda a
fixar o lençol;

• Viram-se de vez em quando para evitar deformações, assim como se invertem


dos pés para a cabeça. (cerca de 2 vezes por ano, podendo coincidir na
mudança de estação);
• No colchão de molas o pó deve limpar-se com uma escova macia e aspirador;
• O colchão de espuma deverá ser aspirado com o acessório para frestas, com
pouca sucção.

Limpeza das instalações sanitárias


Deverão ser limpas pelo método ferradura: Começar por lavar as superfícies
superiores (espelhos, armários, prateleiras, aplicações de parede, etc. Depois
lavar as superfícies mais baixas (loiças sanitárias, toalheiros, etc.).

Os detergentes a utilizar devem ser adequados às áreas a limpar:

 Não utilizar detergentes abrasivos;


 Não juntar diferentes desinfectantes;
 As embalagens devem estar devidamente identificadas;
 Os recipientes reutilizáveis devem ser lavados com água quente e secos
antes de uma nova utilização;
 Depois de lavadas e enxaguadas as loiças, cortinado de banheira,
torneiras e azulejos, deverão ser secos com um pano que não largue pêlo:
 Verificar o resto de cabelos no chão e loiças;
 Verificar a quantidade de papel higiénico.

Ao lavar o chão deverão ser utilizados dois baldes:

 Um com os produtos de limpeza;


 Outro com água limpa, de preferência, morna;
 Molha-se o pano ou a esfregona no produto e lava-se uma parte do chão;
 Em seguida, mergulha-se na água e depois novamente no produto;
 Deste modo não se lava o chão com água suja;
 A água de enxaguar deve ser mudada com frequência.

Os detergentes a utilizar devem ser adequados às áreas a limpar:

 Não utilizar detergentes abrasivos;


 Não juntar diferentes desinfetantes;
 As embalagens devem estar devidamente identificadas;
 Os recipientes reutilizáveis devem ser lavados com água quente e secos
antes de uma nova utilização.

Banheira de porcelana vidrada ou esmaltada:


Não se usam produtos abrasivos, pois tornam a superfície da banheira baça.
Se houver manchas persistentes sairão com diluente. Em seguida enxagua-se
com água quente e detergente próprio para loiças e seca-se com um pano.
As torneiras, que pingam, devem ser substituídas de imediato, pois mancham
o esmalte, deixando muitas vezes um rasto de ferrugem.
O bolor que se forma na junta de ligação entre banheira e parede elimina-se
com uma escova de dentes velha, embebida em lixívia e enxagua-se, passando
depois um produto de limpeza que contenha fungicida, para retardar o
aparecimento de bolores.
Sugestões:

Ao lavar as loiças sanitárias deve começar-se por água fria, passando só no final
a água quente para que os vidros e janelas não embaciem tanto.

Os espelhos deverão ser limpos com limpa-vidros e não com a água, pois a
água penetra o vidro e danifica a superfície espelhada.

Tapete de borracha

 Lavam-se os orifícios e as rugosidades (ventosas para aderência), que é


onde acumula mais sujidade, esfregando com uma escova e água com
detergente para a loiça. Enxagua-se abundantemente.
 Se esta manutenção não for feita com regularidade o bolor que se
acumula não sai na totalidade. Se tal acontecer deve mergulhar-se o
tapete em água morna com lixívia, deixar actuar um pouco, escovar
enxaguar e secar. (a solução deve ser fraca para não deteriorar a
borracha.
 O tapete de borracha só deverá ser colocado no momento do banho.

Sanita:
 Deve puxar-se o autoclismo antes de iniciar a limpeza;
 Deve limpar-se com o piaçaba a cada utilização;
 Não deve ser utilizada lixívia na sua limpeza, mas se tal acontecer ou for
necessário não deixar atuar mais de 5 minutos;
 Deve aplicar-se um desinfetante que limpa e refresca.

Tampa da Sanita:
 Lavar diariamente a parte superior e inferior, com um pano embebido em
água morna e desinfectante;
 Lavar com um pano exclusivo para tal, as borrachas de apoio;
 Periodicamente deve retirar-se a tampa e lavar em água corrente para
eliminar os restos de urina que se acumulam nos parafusos.

Piaçaba
Lavar regularmente com água quente e detergente, enxaguando depois com
água e desinfectante;

Lavatório e bidé:

O processo de limpeza é idêntico ao da banheira.

Ralos

Lavar, uma vez por semana, com um escovilhão, para evitar a acumulação de
cabelos Deitar nos orifícios uns pingos de lixívia, deixar atuar um pouco e
enxaguar, pois desinfecta e elimina maus cheiros.

Torneiras cromadas:

 Limpar com um pano húmido e secar com outro macio ou tipo camurça;
 Manchas de gordura saem com detergente para a loiça;
 Manchas de calcário saem esfregando com limão ou vinagre;
 Se a boca da torneira estiver obstruída com resíduos de calcário, aplicar
uma caixinha de plástico com vinagre, fixando-a com um cordão e deixar
atuar por uma hora. Enxaguar e limpar com um pano seco.

Azulejos cerâmicos:

Tiram-se as manchas de sabão, shampoo, etc., lavando-os com uma solução


de água e vinagre, enxaguar e secar com pano seco.
Para juntas escurecidas, procede-se como na banheira, recorrendo a uma
escova de dentes velha.

Limpeza e desinfecção da cozinha


Equipamentos, móveis, utensílios e acessórios:

 Após o uso, lavar bem os equipamentos e utensílios com água e sabão


neutro, sem deixar resíduos nos cantos;
 Usar apenas utensílios e equipamentos bem lavados;
 Desinfetar com água clorada os utensílios que não são lavados em
máquina e guardá-los limpos e secos em prateleiras;
 Separar os utensílios usados na preparação de alimentos crus (tábuas,
facas, etc.) dos usados para alimentos cozidos;
 Esfregar bem as tábuas com escova e sabão.

Organização do Espaço
Os idosos necessitam de cuidados especiais, inclusive no que diz respeito
à decoração da casa.

Nalguns casos é necessário fazer adaptações para deixar o ambiente mais


funcional, ou seja, com todos os espaços montados de acordo com as limitações
dos mais velhos.
Diante dessa finalidade, a proposta de decoração tem sido inovada em muitos
contextos.

Revestimento do chão:

Os idosos costumam sofrer quedas quando a residência não possui as devidas


adaptações. Isso pode agravar um quadro de doença ou até mesmo danificar
alguma parte do corpo, já que os ossos se encontram mais frágeis nessa faixa
etária.
A melhor forma de prevenir acidentes é instalando pisos antiderrapantes e
construir dessa forma superfícies mais firmes para o deslocamento dos idosos.
Dependendo da forma como são usadas, as peças conseguem aliar beleza e
segurança.

Cuidados com a casa de banho:

O ambiente sanitário costuma ser o principal cenário para acidentes com idosos,
isso porque o chão é escorregadio e nem sempre há uma estrutura adaptada.
Devem existir barras na casa de banho para facilitar o acesso do idoso.
Quando o morador idoso possui Alzheimer, não é recomendado usar muitos
espelhos na decoração porque isso pode causar alterações comportamentais.
A casa de banho deve estar situada no primeiro andar da casa.

Mobiliário de uma casa para idosos:

Para evitar quedas ou outros perigos envolvendo os ambientes residenciais,


é necessário adotar móveis sem quina e fixos no chão.
A medida ajuda a evitar ferimentos caso o idoso resolva procurar equilíbrio
no item mobiliário.
Tudo deve ser planeado em prol da acessibilidade e movimentação do idoso
dentro do espaço.

Adaptações indicadas:
 Se possível substitua alguns degraus distribuídos na casa por rampas,
tornando o lar mais seguro;
 Construa janelas amplas e adote cortinas claras, assim fica mais fácil
obter a entrada de luz natural durante o dia e facilita as atividades do
idoso que necessitam da claridade;
 Armazene os objetos de uso em lugares sob medida, ou seja, nem muito
alto e nem muito baixo;
 Se possível, é recomendado evitar escadas longas ou cheias de curvas.
 Caso seja necessário, instalá-las para ligar dois pavimentos, devem
adotar-se corrimãos;
 Todos os ambientes devem ser espaçosos para que o idoso se sinta à
vontade e não coloque a segurança em risco;
 Para facilitar o acesso do idoso a determinadas áreas da casa, é
recomendado instalar suportes que permitam o descanso e contribuam
com a prevenção de acidentes.

Na hora de decorar uma casa para idosos, é melhor evitar os apetrechos


desnecessários, que representam obstáculos, como vasos e esculturas.

Evite qualquer acessório que possa resultar em quedas, como é o caso dos
tapetes.
Deve criar-se facilidade para o idoso abrir as portas adotando maçaneta de
alavanca ao invés de redondas.
É recomendado ainda deixar os corredores iluminados e haver preocupação
com o contraste da porta com a parede para que a pessoa possa ver com mais
nitidez.

Contexto de acidentes e quedas


A redução de lesões pode melhorar a qualidade de vida e reduzir os gastos
dos serviços de saúde devido a lesões nesta faixa etária.

O primeiro passo é compreender as suas causas. Nas pessoas idosas a


diminuição da massa muscular, a osteoporose, a diminuição da visão e da
audição, assim como, a falta de condições de segurança da casa e do
jardim/quintal aumentam a probabilidade de cair.
As quedas podem ser prevenidas fazendo pequenos ajustamentos na casa
e no estilo de vida, mas, promover a segurança, é também, garantir que as
pessoas idosas se alimentam convenientemente e se mantêm fisicamente
ativas.

Fatores de risco de quedas:

 Viver sozinho;
 Tomar medicamentos, em especial medicamentos psicotrópicos;
 Doenças crónicas tais como artroses, depressão, doença pulmonar
crónica;
 Mobilidade reduzida e balanço;
 Dificuldades cognitivas e demência;
 Redução da acuidade visual;
 Calçado e vestuário inadequado;
 Uso de bengalas ou andarilhos;
 Subir para escadotes, cadeiras, bancos, árvores, autocarros;
 Pisos escorregadios ou irregulares, pavimentos degradados.

Perda de capacidade mental: em situações de demência pode ser necessário


limitar algumas actividades por motivo de segurança, remover objectos em casa
que possam ser perigosos e avaliar a necessidade de apoio nas várias
atividades de vida diárias.

Alterações de mobilidade: muitas vezes os idosos têm alterações nos


movimentos, o que lhes dificulta a realização das atividades diárias normais,
podendo conduzir às quedas. Assim, deve ser avaliada a necessidade de
auxiliares de marcha, como bengalas, andarilhos, canadianas, ou alterações
em casa, como correcção de sanitários baixos, cama ou banheira, o uso de
luzes noturnas no quarto e casa de banho.
Devem ter-se em atenção alterações ao nível dos pés, nomeadamente
unhas, demasiadamente, longas, calos dolorosos, ou mesmo o uso de calçado
inadequado.

Mantenha uma boa iluminação em toda a casa e uma luz acesa na entrada
principal.

 As lâmpadas devem ser de fácil manutenção e substituição;


 Nunca deixe fios eléctricos e de telefone desprotegidos;
 Evite tapetes soltos no chão em toda a casa, principalmente nas escadas;
 As escadas devem ter degraus com piso antiderrapante;
 Colocar barras de apoio/corrimão.

Prevenir quedas no idoso:


 Os armários não devem ficar em locais muito altos. Guarde os objetos que
são pouco utilizados nos armários superiores e os de uso frequente, em
locais de fácil acesso;
 Instale a botija de gás, sempre, fora da cozinha;
 Evite colocar peso nas portas do frigorífico e utilize as prateleiras que não
exijam que baixe ou levante muito os seus braços;
 Os fornos elétricos e os microondas devem ser instalados em local de fácil
acesso;
 Lembre-se de desligar fornos, microondas e ferros de passar roupa, após
o uso;
 Procure utilizar cores claras nas paredes e aumentar a iluminação,
tornando-a três vezes mais forte que o normal, para compensar
dificuldades visuais;
 Uma boa regra é completar a iluminação com candeeiros de fácil
manutenção;
 Opte por sofás e poltronas confortáveis, com assentos que não sejam
demasiado macios, e que facilitem os actos de sentar e levantar;
 Evite esquinas de vidro, metal ou materiais cortantes em mesas de apoio.
Não use tapete em baixo da mesa da sala jantar e deixe um espaço à
volta da mesa para a movimentação das pessoas;
 Prefira pisos antiderrapantes.

Intoxicações em pessoas idosas


A intoxicação é o efeito nocivo, que é provocado quando uma substância tóxica
é ingerida, inspirada ou entra em contacto com a pele, com os olhos ou com as
membranas mucosas, como as da boca, da vagina ou do pénis.

Os produtos químicos provocam intoxicações acidentais e deliberadas. No


entanto, praticamente qualquer substância ingerida em grandes quantidades
pode ser tóxica.

As fontes mais comuns de tóxicos são:

 Medicamentos;
 Produtos de limpeza;
 Produtos para a agricultura;
 Certas plantas;
 Produtos químicos industriais;
 Substâncias alimentares.

 Para que o tratamento seja eficaz, é fundamental identificar o tóxico e


confirmar, que perigos implica;
 Existem centros de informação para casos de intoxicações, cujos números
de telefone costumam aparecer nas listas locais ou que podem ser
conseguidos sem dificuldade;
 Estes centros proporcionam informação sobre o tratamento de qualquer
intoxicação.
A intoxicação pode ser acidental ou intencional (no caso de assassínio ou de
suicídio).

Os sintomas de intoxicação dependem:


 Do tóxico;
 Da quantidade ingerida;
 De certas características da pessoa que o toma.

Alguns tóxicos não são muito potentes e exigem uma prolongada exposição
ou uma ingestão repetida de grande quantidade do mesmo para causar
problemas.
Outros são tão potentes que só uma gota sobre a pele pode provocar uma
lesão grave.
As características genéticas podem influir no facto de uma determinada
substância ser ou não tóxica para uma determinada pessoa.

• A idade é um fator determinante quanto à quantidade de substância que


pode ser ingerida antes de se produzir a intoxicação. Por exemplo, uma criança
pequena pode ingerir muito mais paracetamol do que um adulto, até que se
torne tóxico.
• As benzodiazepinas, que são um sedativo, podem ser tóxicas para um idoso
em doses que um adulto de meia idade poderá consumir sem problema.

Sinais ou sintomas de intoxicação nos idosos para estar alerta

Os sintomas podem ser ligeiros, mas incómodos:

 Comichões,
 Secura na boca,
 Visão enevoada,
 Dor.

Os sintomas podem ser graves:

 Confusão,
 Coma,
 Ritmos cardíacos anormais,
 Dificuldades respiratórias,
 Forte agitação.

Quando se desconhece o tóxico, os médicos tentam identificá-lo por meio de


testes de laboratório.
Uma análise ao sangue pode ser útil, mas a análise de uma amostra de urina
ainda o é mais.
Os médicos podem extrair o conteúdo do estômago aspirando-o através de uma
sonda e enviá-lo para o laboratório, onde é analisado e identificado.

Adaptações ergonómicas
A ergonomia pode ser aplicada em vários setores de actividade:

 Ergonomia industrial;
 Ergonomia hospitalar;
 Ergonomia escolar;
 Ergonomia dos transportes;
 Ergonomia dos sistemas informatizados.

Em todos os setores da Ergonomia é possível existirem intervenções


ergonómicas para melhorar significativamente a eficiência, produtividade,
segurança e saúde nos postos de trabalho.
A ergonomia atua em todas as frentes de qualquer situação de trabalho ou lazer,
desde o stress físico nas articulações, músculos, nervos, tendões, ossos, etc.,
até aos fatores ambientais que possam afetar a audição, visão, conforto e
principalmente a saúde.

A ergonomia é multidisciplinar, que usa conhecimentos de várias ciências,


tais como: anatomia, antropometria, biomecânica fisiologia, psicologia, etc.
A ergonomia usa os conhecimentos adquiridos das habilidades e capacidades
humanas e estuda as limitações dos sistemas, organizações, atividades,
máquinas, ferramentas, e produtos de consumo de modo a torna-los mais
seguros, eficientes, e confortáveis para uso humano.

As atividades de manutenção, que os técnicos executam junto dos doentes,


relacionam-se com necessidades de movimentar, posicionar, elevar e
transportar.
Estas tarefas são efetuadas com dispêndio energético e em carga física,
dependentes das circunstâncias e características antropométricas dos doentes e
pessoal operador, quer seja técnico, quer seja outro elemento da equipa
prestadora de cuidados.
Considera-se carga demasiado pesada, em operações ocasionais, valores
superiores a 30 Kg e, em operações frequentes, valores superiores a 20 Kg.

A necessidade de prevenir o risco de lesões é uma realidade a que os


profissionais terão de fazer frente. Entre as medidas preventivas, assumem
importância, os aspetos da organização do trabalho, o uso de equipamentos
facilitadores, a adoção de técnicas corretas de movimentação e transferência de
doentes.
O uso de dispositivos de apoio é cada vez mais necessário. Existem no mercado
elevadores, transferes mecânicos e elétricos, macas para banhos. Estes
instrumentos já se encontram disponíveis em muitas instituições de saúde.

Espaços externos e ambientes urbanos:

As calçadas devem ser revestidas com material resistente, antiderrapante


(áspero), sem irregularidades, contínuo e não interrompido por degraus ou
mudanças abruptas de nível que dificultem o trânsito de pessoas idosas e
deficientes.
Não se devem revestir as calçadas com placas pré-moldadas com desníveis
entre placas ou com grama nos intervalos, juntas de madeira ou outros
materiais, não nivelados que alterem a continuidade do piso.
Em caso de acesso de utentes de cadeiras de rodas o meio-fio (guias) das
calçadas deve ser rebaixado com rampa ligada à faixa de travessia.

Maçanetas e fechaduras:

Deve-se preferir as maçanetas do tipo alavanca em função de oferecerem uma


melhor pega, facilitadores, a adoção de técnicas corretas de movimentação e
transferência de doentes.
O uso de dispositivos de apoio é cada vez mais necessário. Existem no mercado
elevadores, transferes mecânicos e elétricos, macas para banhos. Estes
instrumentos já se encontram disponíveis em muitas instituições de saúde.

Interruptores:

Os interruptores devem estar localizados entre 0,90 e 1,10m do piso e de 0,15 a


0,45 no máximo de distância horizontal das portas para facilitar o acesso e
localização. Dá-se preferência aos reluzentes ou iluminados, para facilitar a
visualização noturna.

Tomadas:

As tomadas devem situar-se a uma altura em relação ao piso de no mínimo


0,45cm e no máximo 1,10m. Dispor em quantidade suficiente e localização
adequada para evitar o uso de extensões elétricas o que evitará o uso de
extensões. O uso da extensão elétrica é um fator que contribui para que o idoso
sofra quedas no interior das residências, principalmente no período nocturno, no
qual podem tropeçar.

Ventilação:

Os ambientes devem ter ventilação natural, suficientemente agradável, por meio


de janelas com sistema de abertura, sempre para dentro ou de correr, o seu
tamanho deve seguir o desejo dos proprietários e do projeto arquitetónico.
Seguindo as normas técnicas a área de iluminação deve ser de 1/10 da área de
piso para ambientes de permanência prolongada, como salas e dormitórios, e de
1/7 da área de piso para ambientes transitórios, como casas de banho e
cozinhas.

Ajudas técnicas de apoio à mobilização e marcha


 ANDARILHO E CANADIANAS
 BENGALAS E PIRÂMIDES
 MULETAS E MULETAS AXILARES
 CADEIRA DE RODAS

 As ajudas técnicas são materiais, equipamentos e sistemas que


servem para compensar a deficiência ou atenuar-lhe as
consequências, impedir o agravamento da situação clínica da pessoa e
permitir o exercício das atividades quotidianas e a participação na sua
vida escolar, profissional, pessoal e social;

 Escolher uma ajuda técnica é um processo que deve ser feito de forma
cuidada, refletida e rigorosa. Deve-se ouvir a opinião dos técnicos
especialistas na ajuda técnica em questão, dos familiares e do próprio
utilizador;
 A ajuda técnica é um recurso, algo pessoal, que deve ser o mais
adequado possível à situação clínica da pessoa e que exige cuidados de
manutenção.

Bengalas e pirâmides

Bengalas
Pirâmides (Quadripé e Tripé)

Muletas Axilares Muletas e canadias


Andarilhos

Cadeira de rodas

A cadeira de rodas

Uma correta posição na cadeira de rodas é um fator importante para ajudar a


prevenir contraturas, deformidades e edema de decúbito. Esta quando é
prescrita de forma adequada tem os seguintes benefícios:

 Nível máximo de comodidade;


 Maior segurança e menor risco de limitações;
 Maior mobilidade;
 Máxima capacidade de auto-ajuda e independência;
 Boa integridade cutânea;
 Maior controlo da postura e da musculatura;
 Minimiza as deformidades físicas e as dores.

Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a


pessoa idosa com deficiência motora

Deficiência motora é uma disfunção física ou motora, a qual poderá ser de


carácter congénito ou adquirido.
Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo, no que diz respeito à
mobilidade, à coordenação motora ou à fala. Este tipo de deficiência pode
decorrer de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas e ainda de mal-
formação.

“Bastão de Boca”
O “bastão de boca” é exatamente aquilo que o nome indica: um bastão que é
colocado na boca.
Devido à sua simplicidade e baixo custo, o “bastão de boca” é uma das mais
populares tecnologias de assistência.
Em muitos casos, há uma ponta de borracha no final do bastão para dar uma
melhor tração, e costuma ter uma base de plástico ou borracha na outra ponta,
que a pessoa insere na boca. Alguém que não possa usar as mãos poderá
utilizar um “bastão na boca” para escrever ou para manipular um mouse
trackball, dependendo da quantidade de controle, que a pessoa tem com o
“bastão na boca” e, ainda, a paciência, que ela possa ter ao ver como estes
movimentos são difíceis.

Varinhas de cabeça

As “varinhas de cabeça” são muito semelhantes em termos e função ao “bastão


de boca”, mas neste caso o bastão é preso na cabeça. A pessoa faz uso
deslocando a cabeça para fazer a varinha escrever carateres, navegar na web
através de documentos, etc. A fadiga pode ser um problema, quando são
necessárias várias ações para realizar uma tarefa.

Interruptor de acesso único

Um interruptor de acesso único é usado por pessoas que têm mobilidade muito
limitada mas são capazes de utilizar este tipo de dispositivo.
Se uma pessoa apenas pode mover a cabeça, por exemplo, uma opção poderia
ser colocar ao lado da cabeça este botão, o que permitiria a pessoa clicar nele
com o movimento da cabeça.
Esta ação é normalmente interpretada por um software no computador, que
permite ao usuário navegar através do sistema operacional, páginas e outros
ambientes.
Existem alguns softwares que facilitam a digitação de palavras, usando um
recurso de autocompletar que tenta adivinhar o que a pessoa está digitando, e
permitindo que a pessoa possa escolher entre as palavras que deseja.

INTERRUPTOR DE ASPIRAR E SOPRAR

Semelhantes em termos de funcionalidade ao Interruptor Único descrito acima,


interruptores de soprar e aspirar são capazes de interpretar as acções do fluxo
de ar do usuário para ligar/desligar, e pode ser utilizado para vários fins, desde
controlar uma cadeira de rodas, até navegar num computador. O hardware pode
ser combinado com um software, que estende a funcionalidade deste dispositivo
simples para aplicações mais sofisticadas.

Mouse trackball grande

Um mouse trackball não é necessariamente uma tecnologia de assistência,


algumas pessoas sem deficiência preferem usar este em vez do rato padrão.
É possível, por exemplo, usar um mouse trackball em conjunto com uma varinha
de cabeça ou bastão de boca. É, relativamente, fácil de manipular um trackball
com estes dispositivos, e muito mais difícil de manipular um rato padrão.
Alguém com tremores nas mãos, também podem utilizar este tipo de rato, uma
vez que é mais fácil de controlar, há menos risco de acidentalmente mover o
cursor ao tentar clicar sobre o botão do rato.
Rastreio de olhos

Os dispositivos de rastreio e monitorização dos olhos pode ser uma valiosa


alternativa para os indivíduos sem nenhum controle, ou apenas um domínio,
durante os seus movimentos manuais.
• O dispositivo segue o movimento dos olhos e permite que a pessoa possa
navegar na web com apenas movimentos oculares.
• Este tipo especial de software permite que o tipo de pessoa, e podem incluir a
tecnologia de auto completar para acelerar o processo.

• Estes sistemas podem ser realmente caros. Nos E.U podem chegar a milhares
de dólares, por isso são menos comuns do que os dispositivos menos
sofisticados, tais como os bastões para boca ou as varinhas para cabeça.

SOFTWARE PARA RECONHECIMENTO DE VOZ

Outra alternativa é instalar um software, que permite a uma pessoa controlar o


computador utilizando a fala. Isto pressupõe que a pessoa possua uma voz que
seja fácil compreender.
Algumas pessoas com deficiência motora ou com paralisia cerebral, em
particular, podem ter dificuldade de falar de uma maneira que o software possa
entendê-las, pois os músculos que controlam a voz reagem com lentidão, e
muitas vezes não é audível o suficiente, apesar destas pessoas não terem
qualquer lentidão na sua capacidade mental.

Deficiência visual
O sistema de leitura para cegos, conhecido como Braile, surgiu a partir de um
sistema de leitura no escuro desenvolvido por Charles Barbier, para uso militar.
Quando o francês Louis Braille, que era cego, conheceu o sistema, passou a
utilizá-lo e logo depois o modificou, passando de um grupo de 12 pontos para
um grupo de apenas 6 pontos, formado por duas colunas com três pontos cada.

Problemas de comunicação

Pode-se colocar dentro da discussão de inclusão digital a questão do acesso às


TIC por portadores de necessidades especiais. As Tecnologias de Informação e
Comunicação oferecem uma possibilidade de desenvolvimento das limitações
impostas pela sua condição fisiológica. O próprio Vygostsky, um dos maiores
nomes na teoria da educação, enfatiza a importância da ação, da linguagem e
dos processos interativos na construção das estruturas mentais superiores.
O acesso, aos recursos oferecidos pela sociedade influenciam,
determinantemente, nos processos de comunicação da pessoa.

As ferramentas de TIC abrem uma possibilidade de combate aos preconceitos,


impostos pelas limitações, oferecendo uma oportunidade de condições para
interagir e aprender, explicitando com mais facilidade e sendo tratado como um
“diferente-igual”… Ou seja, “diferente” pela condição de pessoa com deficiência,
mas ao mesmo tempo “igual” por interagir, relacionar-se e competir no seu meio
com recursos mais poderosos, proporcionados pelas adaptações de
acessibilidade de que dispõe.

Os Recursos usados para facilitar a integração e inclusão do deficiente


mental, na sociedade, vão desde jogos educativos manuais a um complexo
sistema computadorizado (softwares e hardwares especiais), que contemplam
questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada,
entre outros.
A inclusão digital possui o papel de resgatar os excluídos e incluí-los na
sociedade da informação, por meio de políticas que visem ao seu crescimento e
autonomia.

Avaliação e modificação do ambiente


O idoso com dependência e capacidade funcional diminuída requer um
domicílio adaptado às suas necessidades, sejam elas de locomoção, de
alimentação, de higiene, entre outras. Portanto, a adaptação do domicílio tem
como intuito a maximização do desempenho da pessoa idosa dentro de seu
próprio domicílio. A adaptação do domicílio deve ser realizada por um grupo de
profissionais de diversas áreas como: arquiteto, engenheiro, assistente social,
enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo e terapeuta ocupacional.

Espaço
 Manter trancado material de limpeza e inseticidas.
 Manter espaços livres entre as cómodas;
 Instalar detetores de fumos;
 Retirar ou almofadar as quinas dos mobiliários;
 Retirar ou prender tapetes pequenos;
 Retirar ou isolar locais de bagunça;
 Eliminar superfícies brilhantes ou reluzentes;
 Limitar áreas de exposição com pequenos objetos (enfeites);
 Aumentar a iluminação.

Contactos/comunicação
Usar telefone de discagem automática;
Deixar números de emergência ao lado do telefone;
Garantir chaves extras fora de casa.

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