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Vic tor L. Str ee ter


ade de Michigan
Professor de Hidrdulica da Universid

E..Ben ja1 nin \Ny lie


Professor de Engenharia Clvihlli !J.TJivmldiide de Michigan

Tr4dutor:
MILTCl>N,·GO NÇAL VES •S ANCH IIS
. . . ·. ·. : :: . .! , ; . ' : . r, :.
, 11 ~

M"tre em Engenharia ~la E,cola Polltünica


da;Uni11er1ldade de São Paulo
Profeaor Assistente de Mecânica dor Fluidos do
Dl'parlllmento de Engenharia Meclnlca da E1cola
Polit,cnica da Unl11emdad1 de S4'o Paulo

McGRAW-HILL
S6o Paulo . Rio de Jan•(ro. U1boa . Bogotá . Bueno• Alre1 . Guatemala . Madrid . México .
New York • Panamá • San Juan . Santiago

A11e-k1and. Hambur r. Jobanne■burr. Kuala Lampur . London. Montrea l. New


DelhJ , P-1ls • Sln1apor e . SydJley . Tokyo . Toronto •'; .·
6, 1962, 1958 by McGraw-Hill, Inc.
Copyright .© 1980, 19?9.t 1975, 1971, 196
do Brasil, Ltda.
. éop ~~ t ®.1is2 da Edi tora McGraw-Hill
. T_ J i,_

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Editora McGraw-Hill
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rização, por escrito, da Edi tora .

. . ALO GRA
FIC HA CAT . . A
FIC
-na-fonte,
(Preparada pelo Cen tro de Catalogação
SP)
Câmara Brasileira do Livr o,

Stre eter, Vic tor Lyle, 1909-


: Oel110 da Bilira
S8il6m Mec ânic a doâ fluido1; ··tr-. ~ü.ç io .de
Muniz le outr os! São Pau lo, McG raw-Hil l do Bruil,

p. ilust.

Bib liog rafi a.


1. MecânicA dos fluid os 2. Mec ânic a doa fluid os -
Prob lem as, exercfoios etc.
CDD-632
-ó82 . 00'76
'76-1106

fndi ces para cat.Alogo siste mát ico:


1. Mecânica dos fluid os : Fisi ca 532 ca 532 .007 6
2. Tes tes : Mec ânic a doa fluid os :
Físi
_- -.---:U.:UD_fi!.,
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SIJMÃ~O
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Primeira Parte· - 'Fundamentos•


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Me~ca
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dos Fluidos·
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..... ·; . ·. ; ..............
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1

~ítldo 1 - Propried-.d• 4!01 Fluidos ...............•......... ~- .. ·.· , . :'; -~ . . . • 3


· · · 1.1 · Définiçlo do Fluido ......................... '. ......· . '. . ~--: . . . .. 3
1.2 Uni~.~e~ 4e F;~rç~, ~~, C(?mp$,tento·e, Te!JJ.po ..... ~ ._ ~ ....... ._ ~ '. • • • • . . 6
) 1.3 Viséóiiclade . . . . · . .. ·. . . . . .· . . . . .. . . . -~ . . . . . . . . ; . . . . . . . . .. ~ . . •. . . . 8
1.4 O Contínuo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .:l • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 12
1.5 Massa Específica, Volume Específico, Peso Específíco, .~~ÍicJ.,4~,. Pr~'adp •~ . ... 13
1.6 Gás Perfeito ............................ ~ ...... :··..•...·..... 13
1.7 Módulo de$l~sticidade Volumétrica ....... ·... ·: .. '. ; .. ,' .·. '. ·: ·.._. . . . . . 16
1.8 -Pre8'1'o de V~por ............................. :· ............... ~- 17
1.9 Tenslo Superficial ........... ~ ............ ·: .· ........ : ..... ~ .. '. . 18

Capítulo 2 - Eataltka dos Fluidos . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . _. . • . . . . . . . . . . . . • . . . . 24


2.1 Prealo DUlll Ponto ........... · ............-............. :·. . . . . 24
2.2 Equaçlo Fundamental da Estática do~.m~.~,95. .. : .· . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . 46
2.3 Unidades e Escalas para a Medida de Pressl'à ...• ·.•.•.... ·............· . · '30
2.4 Manômetros . . .·. . . . . . . . . . . . . . . . ·. . . . . . . . . . . . . . . . . ·. . . . . . . . . ·. . ·34
2.5 Forças· em Superfícies Planas ................................. ·. . 39
2.6 Componentes de -Força em Superfícies Curvas ............. ,• . . . . . . . . . . 48.
) 2.7 Empuxo .. -· .•.. -. ........................... t9 • • • •. • • • t • ·•••• 55 1
·

2.8 Estabilidade de Corpos Subm,ersps.e Flutuà,ntes .............•....•.. 11 • :.58


2.9 Equilíbrio Relativ~ ...................... , .... '. . . . . . . . . . . . . .. . 63
VI MECÂNICA DOS FLUIDOS

mentais . . . . . 87
Capítulo 3 - Conceitos Ligados ao Eacoamento de Fluidos e Equações Funda
........... 87
3 .1 Características e Definições dos Escoamentos .. . . . . . . . . . . . . .
3.2 Os Conceitos de Sistema e Volume de Controle . . . . . . . . . .
............. 94

:.·,:,t.•-··
3.3 _Aplicaçlo ·do M.Stodo dó Volume de Controle â Continuidade, Energi

3 .4 Equaçlo d.à tontlriuidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


..
ae
ffil. de Movimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. .. .. .. .. .. .. ..
.............
98
100
104
3.5 Equaçl'o de Euler, ao longo de uma Linha de Corrente . . . . . .
3 .6 Equaçfo de Bernoulli . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . .
............. 107
3.7 Reversibilidade, Irreversibilidade e Perdas ..... ..... .....
. .... : . . . . . . 112
............. 113
3.8 A Equação da Energia para Regime Pennanente . . . . . . . . . .
3.9 ~eh1.9de-f1entre as Equações de Eµler e as~i Termodinâmica . .
............. 116
nente . . . . . . 117
3 .10 Àplicação dá Equação da Energia a Bsc9-amentos em Regime Perma
3 .11 J\Pli,c aç~s aa Equ.açfo da .Quantidade de Movimento . . . .
..... ... .. .... . 122
....... •.. . 146
3.12 A Equaçfo do Momento da Quantidade de Movimento . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . 166
Capítulo 4 - Análise Dimensional e Semelhança Dinâmica . . . . . . . . . .
4.1 Homogeneidade Dimensional e Relações Adimensionais . . . . .
. . . . . . . . . • . . . 167
4.2 Dimensões e Unidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . 169
. . . . . . . . . . . . . 170
4.3 O Teorema Il . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.4 Análise dos Parâmetros Adimensionais . . .. . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . 179
4 .5 Semelhança - Estudos em Modelos . . . : . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . .·· . . ~83

,Capítulo 5 - Efeitos da Viscosidade·- Res~ncia ~0.s.fhpdo@ ..... ..


,. ......• . . ~ . ,.... . 1l9;3
5.1 Escoámento Laminar, de Fluido Incompress'i'véí, em
Reghne Pemwnente e·ntre . . ..
Placas Paralelas . .. . .... . ..... ..... .... i . . . . . . . . . . . . •.~,.~ .:.•.,
•• r ._._•
1
.·. _195
.
.· ~·_:·.' : · · 1d1
5.2 Escoame.ntQ lamin ar em Tubos e Secções ~ular es .C írcul~ ~f/l,;
iiEi; •• •
· · ~''.

; . '.: . • • . • . 206
5.3 O Número.de Reynolds .. :. '. ..... _v ~ _•. . ;.. ·; . .• ~ .•._. : .....
c~~n}ento .
5.4 Comprimento dcs'Mistura de Prandtl.'Distribliiçfo de Veloéidaaes ,m.J!~
: : . .. ·.: 2JC
Turbulento .. . ·.. . . .. ·... . .. . ·. .. . ·..... ..... ..... :·'. ·: . : ·.:·
. .. . _. _. . ...: 51 7
5.5 Fén,9.m~n?s de Transp~rt.~ . .. .. ... . ..... .. ,. ._•. . : . .. . ....
. . ... ..... •. , . . . . . 221
5.6 Conce ito de Camada Lliriite . ·..... .... . . . .....
. ~ .. ··.... ~ . 234
5.7 Arrasto em Corpos Submersos ..... ..... ..... ..... .....
5.8 Résistência rto Escoamento Turbulento em Condutos Forçadt>s ·eaJlai$ e . ,_-,. '.....:. 239
. •· . . .
. .. : . . . . . . . 241
5.9 Escoamentt>Unifonne e Pennariente em Canais . ... . . .... ..
a Simples de'
5.1 o Escoamento Pennanente. de· Fluidos Incompressíveis em Sistem
. .... ._•.~-- 245
Tubulações ..... . . .. . .. . ..... . ..... .. .... .• .. __ ....• .....
.. _. : . ''. .. . :. · 262
5. U Meéânica da Lubrificação ... . ..... ..... .... .. . . ,::....
... : : . . . . . . . 277
~pítu lo 6 - Escoamento de Fluidos Compreli81w~ : .... ·..... .....
.;....... 277
6.1 Relações para·um Gás Perfeito ..... ...• ..... .... .. .....
.... ... · 284
6.2 Velocidnde· de·Propagaçfo do Som, Número de Mach .... .... ....
: ... . ..... , 287
6.3 Escoamento Isoentrópico ..... ..... ... ·..... ..... .. . .
6.4 Ondas de Choque ..... ..... .. .. ..... . . .. ·..... ...
...· ...· .. . . ..• _- 293
.... . : ''. . . . . . 297
6.5 Unhas de Fanno e de Rayleigh . . . .. ,• .... .... .... ....
·;: ·. . . . . 301
6.6 Escoamento Adiabático, com Atrito, em Condutos ..... ..... ....
.. ·.. ~ .·. . . . 307
6.7 Escoamento sem Atrito, com Troca de Calor, em Condutos .....
SUMÁRI O :· VII

6.8 Escoamento Isotérmico, em Regltne•Permanente, em Côndutos .tongos . . . . . . . 312


6.9 Analogia entre Ondas de Choque e Ondas em Canais . . : . ·. . . . . . . . . . . . . . . . 315
322
Capítulo 7 - Escoamento de Fluido Perfeito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7.1 Condições do Escoamento-de Fluido Perfeito .. . ... .. . ... . . ·. . . . . . . . . . . 322
7.2 Equação de Euler .... , ...... .. . ......,.., ;; . ·. ... ·. .. . .. .. .. . . :;. ... . 323
7.3 Movimento lrrotacional. Potencial de Velocl<hlds .•..•. . . ... . ·... ·. ... . . . · 327
7.4 lntegraçlo das Equações de Euler. Equaçlo 1d~fBernoullf' ·; . . . . . ; . ·. :. . : . . . . . '330
7.S Funções de·Cor_rente. Condições de Contorno .. ·. ..... ; . .. .. ·._; . . · . . ·; ....· 333
7.6 A Rede de Escóarnirito · .. : ·.. ; .. .· . . . . . ·.' ; ; . .. . ... ·: . ;- .. '... ·• ·... .- . } ' 337
7.7 ·Alguns·Escoàmentos Bidimensionais . .. .. . ...... ...... ... : >. '340 :·<. ;: .'

Segunda Parte - Aplicações da Mecânica dos_ Fluidos . . . . . . . . . . . .." . . . . . . . . . ... . 353


J
'
355
Cilpítulo 8 - Medidas dos Fluidos ...... ... . . . ..... . ._... ; . ; ...... . ·;· . :. .. . . ·
8.1 Medida da Presslo ... . . .. .. . .. ... . .. .. . . . . .· ·; . ; .1. ·.< . ; .·.. .. .. .. ·355
8.2 Medida da Velocidade .. .. ... ·. ... . ... ; : . . : . .:;: ...... ... '. ·..... : . · '
357 • 1

8.3 Medidores .de Deslocamento PositiYo •.. . ~ . •~ .. : . -·; ,: . ';·-. ... •·... ·. ." ; ~ . .. ; . 362
• , 362
• ' ' ·' • l '
8.4 OrifíCIOS . . . . ·. • • . • . .... " . . . ·•· ., • . .. • • . . . . ~ . . . • . . .. ·• . . . . . • ; .; . . . • .
1 •

8.S Medidor Venturi, Bocal e Outros Medid'Ôres·de Vaià'o ·;- . . ·:·. :·. : ; . . ·... : .. : . 311
8.6 Vertedores ... .. .... •...•• •. . ·..••... . . . ..-.• ~·'.· .· : ; -.- .. . .·. ·.-.. ·.. . . · ;: 377
8.7 Medida da Turbulência . .... . . .. : . . =. ·• •• i •.... ·. ·. ." .- . .· • : . : ; '. :•. .- . •- ·383
8.8 Medida da Viscosidade .. . . , . .. . ... ..... •. ... . . · •... .:hi -. ,. . . ... ·., . . . 384
• ·. • ;: • ·:
·. 1 - ½

. .· 1 3-94 .
·€apítul o 9 -Máquinas d,fFlux o : ..... .. ... ; .. . ~ . .'; .... .. ·; : ;-•:·; .' . .• : '.. : . .
·. 9.1 .,Unidade·s .Homó1o

gas-:'Vel
1
oeidàde Espeeífic

ii" .. ; .. . .
~\< .
>!' . ·. .. : . ;·...-.' . . '. .._:·.;394
9.2 Teoria Elementar dos Perfis Escalonados .. . .. '. ... ~ . . • . . . . . . . . . . . . . . .
399
) ·. ...
· ~-~:=/:rrf~ó l.
9 .J'- -T~oria das Máquinas·da Fluxo. . . ...... ... . ~-.. . .... . ..... ·.
9.4 TurbinasdeReâção . .... . .. ·. .. ,. . . ·. . ·. .-·.. : .· ; . ;·!•~·~ ; . :. .·· ... ,' 1 .• :i<~.Y4 &6
9.S Bombas e Ventiladores . . ... .. . ... .. .' ;•·..... ~ .: ... ~- ... ·.· .. ;·. ·. ·:·. A 11 · 4ÍÍ1 1

9.6 . Turbi~as de impulso ou,de Açlo . ...... ; . . . . . ..... .' .. '. . . ·.. ; ... ·.. =. ' ·417
9.7 -Compressores Centrífugos .... , .•. . ...... ••.. . . '. . : ..: .. F:,: ; :· _. . ·: . . . •·422
9.8 Cavita•ç l(f .-:~. ·'. .·. \··. ·.·... ... . ... ·.. : .. . :· .... '.. ;: ;:_-:. }·.}:·:'. .·:.;.\
_.;425

Capítulo 10·- 8ecoamento 'Pennanente em Condtdos lotçado s . ..... ; ·... ;•i.·; . •'. . . .
"433
~10.1 Fórmulas Exponenciais·da Pbrda de Cârg11- Dfstiibllídà em Tubos ; >... ·..·. . . . .
433
· · · 10.2 Llnhas-Piezométricà e·de Carga (ou de Energia) ...º ." ." ! : ·. :.•·.. : . . ... ·. : . :. . . _ !r.;4j'.5
:44b
, ·10.3 ·S:iflo ; . . . . . . .. . . . ..... . .. _. .... '. .. ; , .. . ... . ... . .. ·..·- .. .. ;· .·' .' i • ª..
'104 e d utos-em Sé' -
•· . ..... . .... ·. .· ...... ... : .·. ,··t ' 44".l
'. . .pn ne . . ...... ..· .....
10.5 Condutos em Paralelo . . . . . . . . . . . . . . ... : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .445
10.6 · Condutos Ramificados . . .. .. . .. ... ...... .... ·...... .... . .. ;..- . :··.·.l~:-; •447
1
"
10.7 Redes de Condutos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . 449
) .10.8 Programa de Computador para Sistemas Hidráulicos em Regime Pei:manente . . . . 452
10.9 Condutos de Seçlo Transversal não Circular . .. . . ·... ...... ... ... . . .· ,- .-·. · 460
10.10 Envelhecimento dos Condutos .. ... .. . . . ...... ... . ... . ... ·; .... . . . . . 463
MECÂNICA DOS FLUIDOS

,_G4pítulo 11 - ESÇQJffllQDtQ)Pennanente com, Supedície Livre . . . . . . . • . • . . . . . . . . . . . 471


·11.i Oas,siP,cà.çl'o d_os Escoamçnws ......•.. ·. . . . . . . . . . . • . .. . . . . . . . . . . • 472
11.2 Seçl'o Hidráulica mais Eficiente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 473
11.3 Escoamento Uniforme Permanente em Leitq de Inun4a.9110 .. ~ ...._......... · 476
11.4 Ressalto Hidráulico. Bacias de Disaipaçlto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 476
11.S Energia Específica, Altura Crítica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , • , . ~ . . . . . . . . 480
. 11.6 Escoamento Gradualmente Variado ..................•.. , .....•..... 484
11.7 Oassiflcaçlo·das Curvas d~ RP,ma.nso . .. . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . 489
11 .8 SeçOes de Controle . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .; . . . . . . . . . . .. . 492
. 11.9 Cálculo do Escoamento Grad1:1almente Variado por ComptJta~p_r •.. ._: ,; . . . . . . 493
11.10 Transições . '. ..................•._! • . • • • , _, • • • • • • • • • • _._ • • ,_. • • • • 497

Capítulo 12 - E1iC08mento Variável . . . . , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 504

A - Escoamento em Condutos Forçados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 505


12.l Oscilação de tíq~ido num_ Tubo em U ........... ;, .......•••......... , SOS
12.2 Estabelechnento de um Escoamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 516
12 .3 Controle de Oscilações de Massa . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . ~ . . . . . . . . 518
12.4 Descrição do Fenômeno do Golpe de Aríete _...•. .- . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . 520
12.5 Equ.ações _Diferenciais para o Cálculo do Golpe de Aríete ......... _. . .. . . . . . 522
12.6 A Solução pelo ~é~odol~:Caq.cterí~µcas t. ........••....•......· . . . . 526
12.7 Condições de Contorno ......... , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . S32
12.8 Programa Básico do Golpe de Aríete .............. _...... : ...., . . . . • 531
. -~
B - Eacoamento com Superfície Livre ............................ , . . . . . . . 540
12.9 Onda de Translação Positiva e sem Atrito nu~ Canal Retapgular ,- ~i• •• ; •••• ;, ,, ,~40
12,10 Onda de Translação N:egativa e sem Atri\~: p~.Canal•Jlet~gular ...•..• -. . . . 542

Apêndices . . ·. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ·. . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . ! • • • • • • • • • • • • • 549
A Sistemas de Forças, Momentos, Centros de Gravidade ........... ·. . . . . . . . . . . . . 549
B Sugestões para Programaça;o 4e Computador . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . 553
B.1 Quadr~turas; Integração Numérica pela Regra de. S~pspn ..... , . . . • . . . . . . . . 553
B.2 lnterpolaçllo P~abólica ...... : ................. ~ . . . . . . . .. . . . . . . . . 554
-B.3 Soluça:o de Equações Algébricas ou Transcendentais pelo Método da Bisseção . . . . . 555
B.4 Soluçio de Equações Transcendentais ou ;\lgébricas pelo Método de
Newton-Raphson ........ , ···i"..•.... - • • . . . • . • . • . ._1 • • • • • • • • • • • • •_ , •• • 556
B.5 Solução de Runge,~tJ~~para tqu,a~s Diferenciais ............. ·.......-.. ·557
C .Propriedades Físicas dos Fluidos ................... ·...........• ......... 560
p. Notação ...................................... ·. . . . . . . . . . . . . . . . 568
E Respostas a~s Problemas de Número de Ordem Par ....... , . . . . . . . . . . . . . . . . . . 572

fudice .Analítico . . . .' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . .. 577


PREFÁCIO
)

Continuados esforços foram desenvolvidos no sentido de facilitar a leitura do texto, asaim como ·
alpnw seções foram reescritas e alguns capítulos reorganizados. O material novo mais signi-
)ltivo é o exame da difusfo molecular e turbulent a e da dispersão no Capítulo 5. No empenho
de reduzir a extenSlo (e peso) do texto, omitimos os casos de escoamentos tridimensionais de
fluido perfeito do Capítulo 7, e o Capítulo 12 cobre agora reduzidamente o golpe de aríete
e o escoamento variável em canais.
A tend6ncia a usar o sistema métrico se mantém_e cerca de 75 por cento dos exemplos e
problemas est;to agora na notação SI. Prob.emas objetivos foram inµoduzi dos após aa seções
onde a matéria é exposta numa tentativa de tomá-los IQ.ais õteia. .
Continuamos a enfatizar o uso do computa dor digital para os problemaa mais longos e
tediosos da Segunda Parte . Sugerimos o uso de calculadoras ~ mesa pro~-amáveis p~a muitos
dos problemas mais longos, ou do tipo iterativo, em todo o tex.t<.>, incluindo redes sunples em
regime permanente e golpe de aríete. Um exemplo se encontra no . Capít.ulo S, onde tratamos
da abordagem de Swamee e Jain para a detennin açlo direta da vazio e. do di§meµ-o de oondutos.
singelos, incluindo soluções iterativas para o diâmetro e a vazio, considerando as perdas de ca,:ga
localizadas. Os programas n«o sfo dados, mas as equações do apresent adas~ forma.conveni•Ato
à programaçlo.

J Victor L, Ju,,1,r
E. Benjamin Wylie
PRIMEIRA PAR TE

FUN.D AMENJ'OS DA
1

Q .S
ME CÂ NIC A DO S-..FL UID~

Nos três primeiros capítulos da Primeira Parte são


analisadas as propriedades dos fluidos, a estática e a
estrutura básica de conceitos, definições e equações
da dinâmica dos fluidos. Os par;trn.etros adimensionais
Slo introduzidos em seguida, incluindo análise dimen-
sional e semelhança dinimica. O Capítulo S trata dos
fluidos reais e da introdução de dados experimentais
nos cálculos dos escoamentos. A seguir. é tratado o
escoamento de fluidos compressíveis, tanto oi· reais
como aqueles sem atrito. O Capítulo final dos funda-
mentos trata dos escoamentos bidimenstcmaifl'cie
fluido perfeito. A teoria foi ilUitrada com 'àpltt:NtfJes
elementares nesta Primeira Parte. · ' ···:
CAPITULO 1

PROPRIEDAD :ES- DOS FLUIDOS

A,oi6ncia da engenharia denominada mecânica dos fluidos desenvolveu-se através de wn enten-


dfinento das propriedades dos fluidos, da aplicação das leis fundamentais da mecânica e da
~~o~~c, e -~ ex~rimenta9~0 metódica. As proprie<Ja~es massa ~specíflca e viscosidade
\

e
· ~1)11~· t1lêmtes nos 'escoàntetttos em cà!Urls e oondutos ·forçados nos·~sco'amentoi~trt
tomo de objetos submersos. Os efeitos de tenslo superficial são importantes na'fônnaçlo de gôtas;
1
· rno escoamento de pequenos jatos e em situa~es onde ocorre uma interface líquido.gás-sólido
ou líquido-líquido-sóUdo, bem como na fonnac;io de o~das capilares. A propriedade pressão de
1
vapor, que é considerada nas mudanças de fase .de líquido para gás, torna-se importante quando
sedem. pressões -reduzidas~
1 •:i: Neste ioapítulo,. define~: wn fluido· e ' e ~ - s e os, sistemas-de unidades coerentes de
, força,,massa, comprimento e-tempo antes de· comeqar a análise das propriedades e aa definições
. dosr term'Qs ,~ftinehtes .

. 1.1 DEFINIÇÃO DE FLUIDO

Um fü.µdo é uma substância que se deforma continuamente quando submetida a uma tenslo
de cisalhamento, nlío importando o quanto pequena -possa ser essa tensão. Uma força de cisalha-
°':~!º• é ~ compor,1ent~ tiffigw;icial da. fo,rç.a ,qu.~ age ,sc;>prç ,a ~uperfície e, di~did.11. pe~ ~e,~ da.
· sv.~r(ície, -dá ,~r,ig!ffll .4 teI\s~~ .de. _cisalhamen\~ JP,édia &o~re a áx:ea. 'renslo de cis~ef}to .I;l~,
ponto é o valor limite da relaçlo entre a força de cisalluwt_e~to e a ár_ea quando a ár~a tel)de,a,
•• ...... ' 1 ·t
um ponto.
Na Fig. 1.1 urna subst§ncia é colocada entre duas placas paralelas bem próximas e grandes
do modo q\lel,as pertiubaiOes' naa bordas, poasam ser desprezada&.-A placa inferior éifiuy.:..o,uma·
força F é aplicada na placa superior, a qual exerce uma tensão de ci.salhamento F/A frtlt.mbltAnbia
4 MECÃNICA DOS FLUID OS

ty
b b' e e' U -4

de cisalhamento
Fipn 1,1 Deformação resultante da aplicação de força
constante.

F movimenta a placa superior com


entre as placas. A é a área da placa superior. Quando a força
pequena seja a intensidade de F,
uma velocidade (nlo nula) constante, nlo importando qulo
fluido.
pode-te concluir que a substincia entre as duas placas 6 um
O fluido em contato com uma superfície sólida tem a
mesma velocidade que a superfície; .
experimental que tem sido verificado .
isto é, nfo há escorregamento na superfície.• Este é um fato
iais de superfície. O fluido ·.
em um sem número de ensaios com várias esp6cies de fluido e mater
ula fluida movendo-se paralelamente .
na área abcd escoa para a nova posiçloab'c'd com cada partíc
estacionária até Una placa superior. :
à placa e a velocidade u variando lineannente de zero na placa
constantes, Fé diretamente propor- :.
A experiência mostra que, mantendo-se outras grandezas
c!'lnal a A e a U e invenamente proporcional a t. Em1 form
a de equação,

F=µ AU . : · ;, ·,;_. ~b l
. t . . . :,. : ' ·.:·•:,1 :

-~,~•;:1
' . l

na q~ Jt.j .~ ~ator ~e ·p~pqrcjQnalid!ide .que de:~ii~ .d~. tluiqo. ~m,. est~4~. À.\~«~
:~
. . . . ;. · . :~ _:,nvt '
mento T - F./A fica.
'U'· · , 11· ' · ') on
t = µ-.-t .·.:·;: . '.JO
)
A relação U/t é a velocidade angular do segmento ab
ou é a velocidade d; .de/ormaçt'lo qn,Jllt,m
ui. &!YelGcidadt angular, tamWtiltpode
do fluido, isto ~;.a velocidade coni-que o ângu b·bad dimin
va,Jia9lo. de Yalo ci~ dividida. i>,181
ser ~cdt a. du/d y, pois tanto U/t eomo du/dy e~pres.,am..a inllab
du/dy é mais goxaLporq\le .Gant
. distitncia ao longo da qual a variaçlo ocorre. Entretanto,
o de cisalhamento variam com y . O
válida nas situaçt:Jes nu quais a velocidade angular e a tensã
como a velocidade com a qual wna
gradiente de velocidade du/dy pode também ser entendido i. 1
nci-1, ' . · · · ·• : 1.
camada se move em relaçlo à outra adjacente. Na forma difere
du {lJ.1}1
t=µ -
dy .

d a relaçfo entre a tenslo de c~e nto ·e a velocidade


-de deformàÇfo angular para um esco·«r
1

chamado vistosillâd~ ·:d<f flti.tdéi/ gitF·


menta ·11nrdimensional. O fator de proporcionalldàde · µ é• .· .. ,,, I ;; ,:!
Eq. {1.1.1), lei de Newton da Viicostdlldé> "f:"

) nics'\ vot. IJ, pr,. 676-680, Oxford Univenlty Prest;~,


• S.. Goldstein, "Modem De~lopments. tn Bluid Dyniú ,. . . ,
Lomit t s, 1938.
PROPRIEDADES DOS FLUIDQS • s.

.. _ e>iitros materiais, não fluidos, não podem satisfuor ll definição de flui@, UIJ\ll substância
pW,àtica sofrerá uma certa deformação proporcional il força, JllU . nlo:. ~ntinuam,en,e quando a
tendo ~µçjlda for in(erioi: à, s~__ ,tçnslo de esçownen.tp,. O vácuo cgmpletp ontre q placas
p~ovocaria c)eformaçio com velocidade sempre croscente. ~- fosse colocada areia entre as duas
placas, o atrito de Coulomb exigiria urna· .força,finita para ta\JB8r um•rnbvimento contínuo. Assim,
os plásticos e os sólidos estio excluídos da diüsificaç«6 dos fluidos.
O, fluidos podem ser classificados como newtoniano& ou nlo-newtonianoS', No fluido
n~opianq ex!Jte uma rela~_ 1)!11.;ar e~tr~ .o ,val9r, _~- t.~~1_~ de . ~ . n ~. ,~li~~~ e. a
velocidade de deformação resultante [µ córistdnte~ 'n'at '.Hq. (1-.f t)} como se \nbstta na Pig~ 1.2.·
No fluido não-newtoniano existe uma relação não-linear entre o valor da tensão de cisalhamento
ajU~~ij?vefobidade· de_ defóritiiçío· - ~ : lrfu 'plottco'~àl t~ tlma tenSlo de··eidoitni~to
<Õf6ilM 'i unia ·relà~ô ·lirieir coiütânte de r sobre ·du/dy'.' lfína' subsftn'~a''i>stltld6plbtica,· como ·
ai dnàV1dt·tn\l'feÜl'ci{ám';Uit'là' vlsébsidadê qtie depéttdê. dà d~forfü.açlo iin'gfilar :érttedór ·da·
0

81ffijf4iS{ali é lerti .a' térul'encià' de én·durece\' quando -e~te~t!So'. -Saaes e' tíqdtdos. fh'loll ;tericlilttr
a'ie~mti~s tlé'wtmtlanos; ·enquàrlt&· qüe · hidioca'rbon:etoli 'de· iótig(D ~ddi~ ·li<f&Ml· spr:, tllO~··
nMdníartêW1· i. '-· · · · • -, , , · · ·

~b ·,i'fttirlfns de· análise é feita freqüentemente a hipótese ·de que um fh:dcto·6 nlo-vbcoso.·Com
víicosídifle terct, 'a ten"dd de clsâlhâmento -15 ·sempie z~tri·; IÍii'hn~rtát&,l ~ -movirit$tttô. 9.ue o
fltdé1d 1'jk;sst tér; :,Se cr fluido -ertantbénfct>iisi&raa:01ttrconiift'esái\Jéi;" !(~ f ertü,i'chlilnâdo fluido '
perfei'to, ou ideal, que na Fig. 1.2 é ropi:esetJtado pe}Q ei.x.ç, 4as ór<ierfada,s. ' ' .
1
·_ .

EXERCICJOS

1,l,1 · Um ·fluido é uma substância que:


· {D)" · sempre se ex~dé até encher um redpiettte
(b} é praticamente incomp~ss{~l
(e) rilo pode ser 6Ubmetida a forças de cisalhamento
.(</) não pode ptrmanecer em repousó sob aÇP:o de q~p)quer força de cisalhamento
(e) tem a mesma tensão de ci!alhamento num ponto não importando o seu movimento

I
L Tensiio
de ---t-
tensão de císalhamento T
escoemento Figura 1.2 Diagrama reológico.
1

)
6 MttÃNICA DOS FLUIDOS

1.1.l A lei da YisC86idade de Newton· rebltiontr:


(a) presslo, velocidade e vis'cosidade
(b) tendo de- ci,alhamento,c velocidade de deformaçio angular num fluido
(e) tenslo-tlP WUwbiento-. ttmperata~ viso.uidadeie Yeloaktade
(d) preNio, vilcolàt1ad,8,c v,lo~• ~;deC~açJo-aqu]a:r
(e) terufo de escoamento, velo;aidlllM dç deloWlg~ pPiar e viscosidade

. 1 •
1.2 UNIDAQES DE fOI.Ç~. MASSA. •. µ)MPRDqNTO ~ TENP0

lm q.2.1)
l N = 1 kg - 2 1
s

_. Nos Eatados Unidos, o atual conjunto de unidades coewitea é a libra-fürça. (lb-~ o l1ug,
Õpé (ft) e o segundo (s). O slug é a Wlidade derir.ada; ele é tal queumalibra-forÇJoacele,aaum
i@-por segundo por segundo, ou
1 ft
) 11~ = 1 slug s2 (1.2.2)

; Alguns profissionaia da engenharia noa Estados Unidoa usam o seguinte conjunto de


unidadas incoerentes: libra-força (lb), libra-musa Obm), pé {ft) e segundo (s)~ Com unidades
incoerente, é preciso introduzir uma constante d8' proporcl.Qnalidade na segunda lei ~ tJewton
da mecânica, pralme:nte eacrita como: '
. m
F=-a (1.2.3)
9o
Substituindo as unidades desse conjunto no ea.so de uma força de uma libra aplicada sobre uma
libra-masaa, provocando aceleraçi'o da gravidade normal no.
vácuo, sabemos que a ~ é
2
acelerada de 32.174 ft/s , ou

1 lb = l lb,,. 32,174 ft
9o sl
·J donde g0 pode ser determinado:
go = 32,174 lb,,.-ft/lb-s2 (1.2.4)
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 7

.gh; 1teth ·este· valor, constante, para este conjunto de unidades, e se aplica tanto em condições
•-normais como na superfície da Lua.
A massa M de um corpo nlo muda conforme a localidade mas seu peso W é determinado
~pelo produto da massa pela aceleração local da gravidade g:
W=Mg (1.2.5)
'-',• . Por exemplo, onde g = 32,174 ft/s 2 , um corpo, pesando 10 lb, tem massa M =
~·~ 10/32,174 slug. Num local onde g = 31.S ft/s 2 , o peso do corpo é

to lb
W = 32,174 ft/s 2 31,5 ft/s 2 = 9,791 lb
t"

ur. A aceleraÇfo da gravidade normal no- SI é 9,806 m/s 2 • Na primeira contra-capa do dados
~l)infatores de,eorwerslo para :f!árlas unidades. Como eles São apresentados sob fomut delll'erções
_. llltdiménsiunsiB iguais a l, podem ser usados em um membro de uma equação como :fat~r multi-
; ~li~dot ou divisor para converter aa·.tm.ida,des.
iQ. sistema libra-pé-slug-segundo será chaniado, neste texto, sistema inglés usual.
~k , ·=Na ·T,~la J,1 as ~dade~ de gq.,s.10· apresentadu· para os sistemas usuais.

Tabela 1.1 Valores de g 0 para os sistemas de unidades


' IQWÜS
. .

S"tema,. MQrra , Comprimento Tempo Força go


1•..
,.
SI kg m s N 1 kg• m/N • s2
1' . Inglês usual slug ft s lb 1 slug • ft/lb • s1
Ingl6s incoei-ente lbm ft s 1b 32,174 lbm • ft/lb • s 2
Métrico, cgs g cm s d 1 g • cm/d • sa · -· ..
Métrico, mks kg m s kgf 9,806 kg• m/kgf • s1
~:

· :1 , .,Aa ab1eviaturndas:.Wlidades:SI do escritas em letras minúsculas nos. tmnos com0!:hotas·.(-h)~


,JDlltliOSt~)ie segundos (s). Quando uma unidãde~é ! designada porium nome· prciprio;.·allib&viatura
,.(~ rin~~: o. ,nome por extet110) -é esorita oom letra~ maiúsoula;, oxen:aplbs s!o _aJ watti..('W);- o
,.pge.al:,.8>11).- ~- o.:rtew.ton,·(N)i,Os.múltiplos .e submllltiplos;- oxpmssolhem podtteiu .der,JJ-0~,: silo.
dndi<:;ados por pJoflx~s, :o.s quai&: tamb6m :sio, abreviado.s. •.Os prefixos usuais do llllDµ:r&dos na
TiJbAlaJ ..2·, Noto~- :qu,.. os,.preftxos nlo podD111 •ser combinados1 a•Jorma corrota .de .indicar
,, •·
T~J;,el_a 1.2 Prefixos escolhidos para as potências de 10 em unidades SI

.Millt{plo Prefixo Múttíplo Prefixo


Abr1111~fura Abreviat11ra
SI SI
109 giga G 10-3 mili m . ; .'
~ -'.

106 mega M 10-6 micro µ. .•,;.'(. r~1(l-


103 kilo k 10-9 nano n '.i' ,\ .J-
lQ"'.2 centi e . 10-1~ pico p -' : ,~. f-
)
8 MECÃNICA DOS FLlUDOS

10- 9 é com o prefixo n-, como em nanômetros; a co~bjI}.ação ro.ili.micro-, ante,A~nmente aceita,
nlo deve mais ser usada.

EXERCICIOS

1.2.1 Um objeto de 2 kg pesa 19 N numa balança de molas. O valor de g neste local, em metros por segundo
pot segundo, é: : ·
(a) 0,105 (d) · 19
(b) 2 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 9~
1.2.2 Num local onde g = 30,00 ft/s 2 , qual é o equivalente. de 2 slugs em libras-massa?
) (a) 60,0 (dY rtlo slo unldlú.te. equlvalontes
(b) .. 62~94 . . ~--··.. (e) - nenhum1t,du·111postas anteriores
(l;) 64~;!5

1.2.3 O peso, em newtons, de 3 kg num planeta onde g


1
= 10 m/s2 é:
• 1 •• • ~. : " f • • • 1 ' " • • '. I •

(a) 0;30 · · · (cl) 30 · .


(b) 3,33 <e) nenhuma das' respostas àntenores
· (e)29,42

1.2.4 Uma pressão de 109 Pa'°pOde: ser escrita como: t '


·(a) gPa (d) µPa
(b) GPa· (ê) nenhuma das respostas anteriores
(e) kMPa;

1.3 VISCOSIDADE
) De todas as propriedades dos fluidos, a viscosidade requer a maior consideração no estudo dos
escoamentos. A natureza e as características da viscosidade são tratadas neste item assim como
as, .1,lnidades .-e .. os' .fatoreafde-.oanvtralo .parai as,. viscosidades absoluta e clnenútlca~• :Y.isoolidade é
a propriedade• pela ·,qual ·umdluidp 0offtt:ice·: resiitdntri& ao :cisühan\énto. A lei~Jde -,Newton, ,d11
viscdàiélade ·,·[Bq.. .(1.1,L)l ,estabeleaed que~ para1 uma, dada velocidade· de 4eformaqro· ·angular· ft ·
um flúido , a tenafo,de oillillhame!ltO• ~-:dio,tanmrlte prnporêional _4'.-viicosidadeAt1elaço:e·1ilcatrlo
sllb exemplos de·lfquidos muito visoósos;,:água·.e ·ar. tfm· viscosidade& mUlto pe(lUQlas. : · . 1• •• • !
1
A viscosidade .de lim gú·aumenta com a temperttuta,·mas:a.-.visoosidade)•de umlJfq-Qido
diminui. A variaçio com a temperatura pode ser explicada examinando-se o mecarúsmo da
j viscosidade. A r~m~,i*rlf~ .~ _pui4<>. 119 ..çis~;en~.9.·.~~~.~cl~. AA ,c~e~o. e,l~J~locidade de
transferência de quantídad'.e de movimento molecuiar. N'um líquido cujas moléculas estio muito
mais próximas que num gás, ~~s:i;em: forças de coesão muito maior~s.)1ue nR:~' ~es. A coesão

i parece ser a causa,,predominant~ da viscosidade num líquido e, com.o a coesão diminui com a
temperatura, a viscosidade segue .o mesmo comportamento. Por outro lado, num gás existem
forças de coesão muito pequenas. Sua resistência ao cisalhamento é principalmehte o resultado
da transferência da quantidade ~de movimento molecular.
Como um grosseiro modefo. da maneira pela qual a transferência; da quántidade .de movi-
mento dá origem a uma tensão de cisalhamento aparente, considere-se dois fagões ideais carre-
~
l:
1- )
r
t PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 9

:· i • •• , r.

Figura 1.3 Modelo ilustrando a· transfer~da ·dci° ''q~tfdíule' ~ae


·m ovimento.

L gado~ de esponjas, em trilhos paralelos, como na Fig. 1.3. Admita-se que ·:~ ~- ~ 1º. t ílM:·;~~
tanque de água e uma bomba, de maneira que a água seja dirigida por bocais em ingulo1 reto em

·. tf;'
tnénto
.~1;;;~:~t.:1~,.~~:tl:!~it~4
~r::l.-~~~c:;;f~: ;~~:;.J.-:
devfdo à componente da quantidade de movhhento dos jatos paralela aos trilhos dando
0

J"°n;i. a uma tenslo de cisalhamento aparente entre A o B. Se A estiver bombeando água contra B
ddni a mesma velocidade, existe uma açlo que tende a frear B, e resultam forças de cis~ent o
aparentemente iguais e opostas. Quando A e B estio ambos paràd6s ou tfm ~ mesma velocidade,
d,~tmfbetmeritwti(d-~ ri:e·hê"ffHüi;Iül ténslo 'de ~ i i t o -~~i\te~nc,á''~~st·· ·.:t-: !; º · • ·::i •rv ,''.
/ I:t .: Denti'ó 'de .Ufn, fluido e~sti,),fe'nlpré' movimento· de· m~bmi1'pm uni1liclõ"é1pàtlirb'~ôUttd
r: ~ -(ltlàlquet ·.-aupétf.Me ' fictícia-'tàn?dii -~ ' flUido. Quan~llum1(• 1~ci.--se<nid~ "l!itt -'1elf9'tf
.· fr,\;utra\'. idjlleàntet, lul· -trlnderlnoi à ifte quanttd&rde,i,4• ffi&ftmenfo :moleéu.lar ·dl·'üíií'Y pltfti,
;i · o outro de maneira a surgir uma tensfo de cisalhamento aparente c:tue reduz o moviífiéntd
½telat\Vb
\ ~bdt'll :fgualat as veloddádé!• d6Í 1~c1t1,:·1.11Jacentes :de. modo,ilffiih>go 1ao -lW Pigi•l iSF.Ninedida
: -dú!tl'l'Ui>Vimento,·@unwc11'1u;{a 11nfi'elaç1o;ã,w tra•a:djacente_.édU/â.t, , .., .. , , .,, ..t-õí1• \ ·,: i ' r.i •r :-:
~- .ai~~:_, A :atfvt~- molecular:d,7-0,tgffll a:-Uhlá, ~ilslo,di .ctsallwnento aparente -,noa:·giàn ~~~
f d1f..-impórtante •qud: aa:.forçaa-• ·,,coeSlo, e, ooino a·,atMdaft moleo:~làr.'autttcita· ck>rn ,a~~...
' ratura, a viscosidade de um gás também awnenta com a temperatura.
~ 1fJ.· ParànpreSBaes :mc,díradaa,.,a·•mcosidadl ;6 indepen~ente da prealo e' depáride,1somehte da
~j\riiperatúi'à. Pata' 1p~~ri~· ffiuifif lilt"is, i( vh&>sldaâe ·,dos gaies · e ·~da' máiol'la'' ttos'~Itq(ii~s hi~
-~,te lei bem deflÍlida da variação com a pressão. .. ·. ; -:,: 1,,,L, 11 - ,n , ·,t•:..!''•"·1·, • . ·
, ) Um fluido em repouso, ou movendo~ de· modo que nl~ hajà . movimento 1elativo entf1,
: camadas adjacentes, nfo apresentará forças de cisalhamentb 'aparenté, embora tenha viscosidade,
,'."porque du/dy é zero em qµalqµer DQijto <lo flWdoJ Assim, nQ estuçlp da estdtica ·dos fluidos, nl<,>
; se consideram as forças .de cisalhamento porqué"88 1mesmas n(o existem num fluido em repouso,
; e as únicas tensões atuantes são tensões no~ 'i'U pressões. Isto simplifica bastante o estudo
. da estática dos fluidos, pois qualquer sistema flutd9,~omente po<le tjdar submetido a forças pesô
-oforças de contato normais.
· .r: , As dimens~ da .viscosida~ . são determinadaa ,a .partir da ,Lei: do .N~wtóni da· viacoaidade
·i~iq:, .(,1.1,1·)1. Isolando ·a.viscostdado: µ . .• · · - .· . , ,..· ~,1-

Introduzindo as dimensões F, L, T de força, .comprimento e tempo


t: FL- 2 . u: LT- 1 y: L
r.
ri' ita µ .com a dimensão FL - 2 Com a dimensão da força expressa em funçlo da massa ~lo

f uso'da segunda lei da mecânica de No:wtQn, F = MLT". 2 , a aimensão da visçpsi411,4e pode ser
expressa como ML - •r 1 • ·
..
10 MECÃNICA DOS FLUIDOS

por metro qu~ a~ (N •.. s/m.-z) oq o


A unidade SI de viscosidade, o newton-segundo
tem nome e.spicüil.'. A}l aj~ ~-~ l l,~midade
quilogtama por metro· por éegundc>' (kg/m • s)~ nio
1 lb • s/ft ou 1 slug/f~ • _,$ que, ~~ -~~!~de, do
2
do sistema inglês usual (que não tem nome) é
i~n. ij~: r V.JPa unidJt.de µsuai de .vjscpsldade é_.
a do ~~stema cgs,.denohililida •i10••.f)i elf wte
rna,ior que o poise .* · ·· · ·· ··
1 d· s/cm 1 ou 1 g/cm • s. A unidade SI é 10 vezes '-- .

Wcõsidaéle Cinemática
• ~; • • • • 1. ·~ ~· :, • .. • •

A ~~~l~~~ /J. '~-freq.üêii~e~e.nte _ c~~da _de vi1~~i~de abSO'!ffª ou ~~~·~,.':,!!tá,.P,~fa;_·~ evit~


~ .~~pe~#{c ~ : •
~~~-~?. ~~~ a, ~t~s idad e_Cí!'etnif.tl&l·~'~.i ~ ~._á /f~~ o en~~..
_+,~~da~
;,, µ•. ::
"=' -p .
' .

A viscosidade c~ ~~.Aweçe e1m m.µi,t~.apUcaçqe&


, e. g., nJpillmoro,,~nf.ioIW-t'Ã~,~~ldJ
V é a .v.,loci(la~ ~ ~~ ie ~:~ ~m edi cb
dA~9vµnfl.lfO :d~~Pffl·.$iOmf?,P~P1c flUid.o,. V.,/11. Q.~ ~ Mi ~
A;,(ijm~nsJo de.,v 4 L, :T - ~ ,A-. ~ t;S• •
2 1
ljnf} lit~B f•~i; tt;.V &f (!Q, -~ ,do: e.arpo.
ft /s~ Avu.nidade ,cgs,. cl • t~ ..-1top
~• .;.,JIMffictl2 l.é,,~.mNs,,,e . a. Wlidade inglesa . ~ é l
2

· :· r: :)·, 1
~$}; :Ytle.1,.• ,/s.,, .. . . ,•i,toífil;
m1Jltiplicat ·V po,r,,p ,. a ~
, ·;·:::ifrt...uohkdM Sl,,pat~ ~1 1 de.•l' para µ;, é ni,çeaúrio
su.Ul\lai&)·-,.,. ~-<mtidQ do.. l' ·mul-NM1Dt1
em quilogramas --por metro cJlbieo. Em..un.t~a.doSi in~
ar ,de-_ato.ke pu•ipo.fae.• multipliAJ-9e pol
pe1-,~~ cíf i~ 1~ sJ~• .pol'! ,pé-.cl)biéo., Pa.ra,. pass
ico, que é num1ricarnonte,:.ÍI\J8lii df.'8ida•
~•ie 4Pf P41 ~ .om. &remai por: ooo.tbnetro .cúb , 'I '. • ;:

(b) . \1 ~ S,882 x· w- m /s X (o. ~ .ll\r = 6,~31


6 2 X ·n 2
·_10- 5 1s

· · 1 slug/ft •-s .
(e) . µ ~ - O,QOS kg/m · s >f:·'i'l;ifkgttn : 5 = 0,0001044 slugtft · .s .

depe nden da somente· da-tetftperatur:


A viacoatdatle é -pnticamente independente cm prel dG;'-
a uma •-dàda~preül'o. é· pretk>1iderintenien1
A viscosidade cinemática dos líquidos e dos gases

e do Jistema inglês usual para a unidade SI é


• O fator de conversão da unidade de viscosidad
1 ·slug 14,594 kg · ' . 1 ft :· = 47,9. kg/m,. s
- · - · - -- · - - 8 -m
Íl · s slug 0,3Q4

· .OU

1 unidade viscosidade sistema inglês usual _ l


41 :J unidades SI de viscosidade -
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 11

uma fünç!o da temperatura. Gráficos para a determinação da viscosidade absoluta:e da viscosidade


' oinemlltica estio no Apêndice C, Figs. C.l e C.2, respectivamente. ·
1

~ ltCfCIOS

Viscosidade tem dimensões


(a) FL- 2T
(b) FL- 1T- 1
. (e) FLr-2
.. .• : ~ j ~:

2d i.Soleclonar a conclwão incorreta. Forças de cisalhamerito aparentes


·. :cJtr riunca pOderri existir quando o fluido está em repouso;
1
'

11·-"·. (b} pod~m exisdt devidel à coesão quando· o fluido está· 6Itl repouso;
•t ;r' ! (C) ,de,pen'detn 'dai,troca .de quantidad e de moviment o,entre as moléculas;
~m !4L,~epoJ_1~e,;n d~ _for~. de çoesio~. _
.{e) ..nW)~
J •, ,i , r ~-
podem
,
existir num fluido sem viscosidade, não imwrtiwd o o.mQvimento.
~ 1 ~ •
.~, .•~· · : - •·•, ~ •

,a 1 · A1unidade correta de Yisoosidade dinâmica &1


cal m. $/ks · (d) kg/m • s
,-, ) :fb) · N .,m/s 2 (e) ·N • s/m
.. . :_(o) kg• s/N
j.3.4 A visco_sidade expressa em poises ~ convertida em unidade~ ·inglesas, muttipli ~do~ por
' 1 ;r(à)' 1/479 ' . . (d) 1/p .. '. ·;•,,~ f-
tr,2' (ltf 419 (e) nerthuma das 'respostas ânteríoi-e-s
!J,11; (-e)•· p · · ·· i 1:• ~· . ( ·.

J\~1°! - ·. , .· . ,,
~, .~,.~irrl~~~s 1ª vi~~si~.ad~ ~il;lemática são:
. (~t ._ FJ,. ~2T (d) .I.'·r- 1 .
. _._.(lil _)f_L -ir-t . (e). , L2T~~
' '' ~l')' t ·~ t2
A viscosidade do querosene 11 20ºC, confonne Fig. C.l , em newton-segundos por metro quadrado, é:
(12) 4 X 10-5 (d) 1,93 X 10-2
(b) 4 X 10- 4 (e) 1,8 X 10-2
00 1J3X10 ~ ·1
A viscosidade cinemática do ar seco a 25°F e 29,4 psia em pé quadrado por segundo, é:
(a) 6,89 X 10-5 (d) 1,4 X 3 . . ' . io- 1

(b) 1,4 X 10-4 (e) nenhum·a das respostas anteriores


(e) 6,89 X 10-4 ' '

Paraµ= 0,06 kg/m •se d= 0,60, v, em stokes, é:


(a) 2,78 (d) 0 ,36
(b) 1,0 (e) nenhuma das respostas anterióro~
(e) . 0,60

Para µ = 2,0 X i-ô- 4 slug/ft • s, o valor de µ em libra-segundo por pé quadrado é:


(a) 1,03 X 10- 4 (d) 6,44 X 10-3
(b) · 2,0 X 10-4 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 6,21 X 10,.. 4 ,:, .-· ·
.)
Í
12 MECÂNICA IDOS FLUIDOS

8 3 é igual a:
1.3,lO Para v·= 3 X 10- m?, /s e p = .800k g/m ; µ no SI
· (d) 2,4 X 10·12
(a) 3,75 X 10-11
(b) 2,4 X 10-s (e) nenhu ma das tespostas anteriores
5
(e) 2,4 X 10

1.4 O CONTINUÓ
base matemática 01i·•amilítica, é
Em se tratando de relações sobre escoamento de fluidos em
po1 wn melo·,.contínuo hipo~
1 necessdrio considerar que a estrutura1moleStular,;.rieal.-l,substituída
idp efp~ t{ iR..* f~~a num
' )1 tético, chamado o cont(nuo. Por exemR.1,<;>,, •ªrY~ ~!~~ •Jlµnt. PAAtq
molóoula,ocupuse ,e~e rite
meio molecular, pois seria zero O-toJl'pP tQ~ :ucttO,qJJ8:11dO uma
1
ade·'fn~dia· ·dlla partículas na
esse ponto, e aí seria a vt,looidade ·da·· meléoula·, e nãó;•i ·,velacid
-nmh p!ônfü'Jêomlta média
vizinhança do ponto . Esse dilema é evitado se se considerafll'iel'oeidtde oii' -~jil,...· cieWtró -as uma
das v1locidades·• de1 1tõdiisf·'dhnés18bülas· ;éxfsteiit~ 'erif tornó : do
pottto,.
-,mld.ia enta1M ~fl ls. <i0l11
pequena, esfera. com raio grande se comparado oom,.fld#l.ttlnaüi
da or4,m w, n_'.". cm.
113
n. m0l6culas.-por centímetro cúhiç0, ~ .~ân cia média entre elas é
Entretanto, ,devç-se usar a teoria.: molecular para se calcular as
propriedades dGB -flui$ )1 (e. g.,
ular, mu equações contínuas
viscosidade},..as qulds :estio associadas com o movimento· molec
. , , ,, • - . .
podem, aer ~pr~~<JM C?'P:.,,qs .i;es.~~d9~,.••~ Jep~i'~ ,~~~cular. (80.- km) aoima do. n{vt,l do mar, a
Sm gases rarefeitosy tais como a. atmosfera a .50 milhas
1
rela9ão en\r~ .p., Mr.r~---Ç,~:~~q_pid~d. ' gás .e• um comprimento característico.,d~ tini sélido
do..
ica dos gases. se -tplica a
ou conduto é usada pará se caracterizar o tipo de escoamento. A dinâm
a IS grande, tem.se, escoamontps
escoamentos onde a relaçlo acima é muito pequena; onde a mesm
de gases ra,e/eitos· e,·para• valores intermediários, tein!sé es&>âYtlen~
;cx,ffl' tJcóHiijtJ/ii~rito-(ortde'
ada a dinâmip~~~~{ga~s,.
já nlo vale a hipótese da àdert ncüiL_N~ste ~vro somente é estud
) As grandezas: massa específica, voluine específico, pressão,
velocidade e :aciéler,~o, por
. ·
hipótese, variam continuamente dentro do fluido (ou sllo constantes)

EXERCfCIOS
.
' . . :

.s de esco~ rito ~- llipqf~~ e de um contín uo seria razoável?


l.4.1 Sob quais regime . . . •, · ·~
c ~~ptR ,,<lF.~g~es
(1 ) .es_ rar:~,w~ços;
(2) escoam ento com escorregamento;
(3) dinâmica dos gases;
(4) vácuo compl eto ;
(5) escoam ento de líquido s.
(a) 1-;2 · (d) 3,S
(b) 1,4 (e) 1,S
(e) 2,3

1
O livre caminho médio é a distância média que a molécula
percorre entre auas colisões.

LJ
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 13

5' ~it~ESPECIFICA, VOLUME ESPECIFICOt PES(i)!ESPECIFICO, DENSIDADE,


PRESSÃO
J u. l l
"J\Wiassa especifica p de um fluido é definida como sua massa por unidade de volume. Para se
8 ,' ir' rHásfát ·es~~íffoa num ponto,· a inassa -Am de -flUidb, num· pequêinó ·volunié ·A'U citcun~
~ ~o; !! 1clJVidida· por· .ã'\J e ·tonía~se ·o 1iniltt:' l)ata ~.dll)' tendendo a e ·onde é é àiridii
3
8
s.- q. · .
~ J~\Jâfid~:i::8mpàrafüfcdin à' distância 'média e'ntre 'lri.bléciila
-
íJl ·· : ; ·! · ' .,: , ·
.',
«,tlrtiiq':Ji: :. . .• . .. .

· ~gua, ã pressão nonnal (760 mm Hg) e 4°C (39,2°F), p = 1,94 slugs/ft , ou 1


3 kg/m3 .000
uu,D?.d'QIUmJ:. ,eipec.ilico ll.r é o inv~rso da,lllassa ~peo(floa.p; isto· é, é o volume ooupa<lo~,pe\q
11~0~-~ Il\a§$~ de ;fluido .. Daí . ,.· '. /" : .
' 1
V = - (1.5.2)
J p

O peso espec1lico 'Y de uma substância é o seu peso 'por unidade de volume. 8 variável
'iifo posiçlo
y = pg (1.5.3)

~pendendo portanto da aceleração da gravidade . ~-uma interessante_propriedade quando se trata


a l&tatica dos fluidos ou de Hquidos com uma superfície livre. · . ..
n ·'A- densidade d de uma substância é a relaçllo entre· seri péso ê o' peso de um
1 iguhl volúme
dgtJa-:na:1 condiçOes normais. Pode também ser j:jXpressa· QOmo a relação entre sua massa ou
i specífico e os· da água. .. .. . . .,
LHA; fo'rça normal agindo sobre uma superfície plana~ dividida pela área da superfíci
e, é a
ft> ~il.rA;pr,essfo:nunr.pontG é -a rolaçlO\ entre. .à·.for-ça- r:iormal;e•,a átea. :q\Jan'do ,est11 tende
1

\Oh · Vàl~i' llinite· sempre contondo: .o, ponto~:·Se Untifluid.o eerccnur ta -pre881o .cmnt~à llS parede!
~t 1edi{fümto~•tehtlG:io reoipiente e,a,rcerá,,uma reação sobre o fluido~que 1~rá. d.8'1comptessão.
Qàl-.1,íq~ snpodem ~upattar. fonças -de aompresalo,extremamente·altas~-mas-,, a me.qos..que: sajum
ciôJ àlfacJl~r.a\ são i itacas forças )de.,-tra.Qi!o. S.por esta-.ta.do· :que ,as .pre,sões .absolutu,11este -liwo,
jijqli.ls!~b.ogu.llva.,-, pois .isto implicaria. ;em. fluidos ,que· Juportass~m ~f.orço,; ·4'. .t&à9'0.t i lt\
i,)'~ss!o\Jh .tefifíWúdJtpt\.•.de. for(fll •J>Qr drea, qu_e ipode;-.seMlewto.n.s pbr-roetr.Q. rq~ta.® ; e~tla
1W, i(h); tl'U .,Ubras-,p.o.r- p6 .qu.Bdra~;(p10 Q.i.t llbtaa po.tcpqle8ft<4a, _q:uatlrada (pst}. -1 Pf4'.li~"
~lib tafubém ser expressa em termos de altura equivalente a uma c0hroa 1
.de fl\1tdo:, _c9010.•~r~
àfu no "Item 2.3 .
,l f

lrn,, ·-- .·
llf\11'1 l j!-: .i l
1
1.6 GÁS PERFEITO
,it
Neste livro, relações termodinâmicas e tópicos sobre escoamento de fluidos compressíveis estao
geralmentt, limitados aos gases perfeitos . O gás perfeito é definido neste item, e suas relaq(tescom
os·calores específicos sã'o tratadas no Item:6~h :: · · ,_ .1 ;,._,r: •.) ~:, ,' I .~.-i •
14 MECÂN,ICA DOS FLUIDOS

O gás perfeito, comp será .usado d~qui em diante, é definido como: ~ -$UbSt1U1oia que
satisfaz a lei dos gases perfeitos
PV:s = RT (1.6.1)
. .

e tem calores específicos .consta,ntes, p é a pressão absoluta, V.r é o volume espaç_íffco, R .a


constante do gás e T -~ tempe_ratura absoluta ..O gás perfeito deve ser cUida~Qsamente difeJen~ ~o
do fluido perfeito; um fluido perfeito n,;o tem viscQsidad,e e 6 inC(j)mprel!líye~; o g~ ~~it~. t•m
viscosjdade e pode portanto sofrer tensões de cisalhamento, e é compressível seguindo a
Eq. (l.6.1).
A Eq. (1.6.1) é a equação de estado1para .um gás_perfeito; a mesma pode ser escrita
p:::: pRT .

As -unidades de R podem ser ·detetnúnadlls• da.. e'}~çlo acima• <iuando se conheceti) as ouuas
unidades. Para p em pascal_s, p em quilogramas por metro cúbfoo e T ·etn graus Kelvin :(K)
1

(°C + 273)•
N m3 m-N
R= - - - =-- ou m •N/kg•K
m2 kg•K kg -K

Para unidades inglesas usuais, ºR = ºF + 459 ,6


3
R =~ ft _ ft -lb ou ft •lb/slug · ºR
2
ft slug• ºR slug• qR

hrfl p em Jibr~-massa por pé cúl;>ico


·· lb ft 3 ·. ft · lb
ou ft -lb/lb111 • ºR
R = ft lb · ºR - lb · ºR
2
'" . ' Ili .

O valor· de .R, quando se usa alugs, é 32,l 74 vezes maior do q~ quando- w., uia a libra..massa.
Valoro~ de R para-gases comuns estio na 'Iabela C-;3 elo Apêndice ·C.
Gases .reais :a pressõesiabalxo da·crítica e•a temperaturas acima, da crítica1tendem,a obedecer
a lei do gás perfeito. - Com.o aumento, da .presalo, a,:discrepincia aumenta,e se torna acentuada
perto do ponto •crítico. A ,lei do '-gás perfeito abrange a-lei de Chutes e:-a .lei· de Boyle;.a lei, de
Charles · estabelece que, ã· presslo constante I o··volume · de uma dada massa-.é:proporcional ·i sua:
temperatura absoluta-; a· lei de Boyle (lei isotdmuoe,;) estabelece que, à, temperatura ,conatante, a.
maasa-espec'ífloà é ·diret$en te proporcional-·à presslo abilolutá. Q. ·volum.e -'\.J de m unidàdes••de·
massa do gás ;~ ·tnv1 ; dbnde
p'U = mRT (1 .6.3)

Ao se escrever a lei do gás perfeito em base molar, resultam algumas simplificações. Um quilo-mal
de gás é o número de quilogramas-massa do gás igual à sua massa molecular; e. g., um quilo-mol
de oxig.Sruo Oi é 32 kg. Sendo v1 o volume por mol, a lei do gás perfeito fica
pv5 = MRT (1.6.4)

• Em 1967 o nome grau Kelvin (º K) foi mudado para kelvin (K).


PROPRIEDADES DOS FLUIDOS lS

'U,
se M for a massa molecular. Em geral, se n é o número de moles de gás no volume
p'\J = nMRT (1.6.5)
temperatura
já que nM = m. Lembrando a lei de Avogadro, volumes iguais de gases à mesma
sã'o propQr-
absoluta e mesma pressão têm o mesmo número de moléculas; portanto suas massas
constante, pois
cionais às massas moleculares. Da Eq. (1.6.S) conclui-se que MR. deve ser
pCf)jnT é o mesmo para-qualquer gás perfeito. O prod.uto MR é chamado
constante universal
dos gases e seu valor depende somente das unidades empregadas. Vale
MR = 8.312 m • N/kg mol • K (1 .6.6)

A constante do gás R pode ser detenninada a partir de


8,312 (l.di.7)
R =-m ·N/k g·K /
M
Em unidades inglesas usuais
49.709 0 (1.6.8)
R = - - ft -lb/slug· R
M
Usando libras-massa
(1 .6.9)

Tabela C.3 do
de maneira que, conhecendo-se a massa molecular, chega-se ao valor de R. Na
Apêndice C estio relaoioQadas as massas moleculares de alguns gases comuns.
a por
O calor específico a volume constante e., de um gás é a quantidade de calor··fomecid
grau quando o volµme é manti~o
l!ffi~~4.~ d~ ..m!lSs, pai:_a ª':'fie~~-~ a tem~.ratura do $ás de aumqqantid
constante. O calor específico à pressão constante Cp . é ade .,de calor !orpe,oida por
unidade 4e massa para a~~nt ar. a.t~~pera.tura de um grau quando a pressão é1 ~~ti4
a ~~pstante.
p, .p.e 7) é a energia
A constant~ adiab(tica k vale cplf:v·• A energia interna u (dependente de
h- de um gás é
por unidade de massa devida ao espaçamento e forças moleculares. A entalpia
uma importante propriedade dada por h = u + p/p.
Cp e c11 têm, como unidade, a quilocaloria por quilograma por kelvin
{kcal/kg • K) ou Btu
de um grau
por libra-massa por grau Ranldne (Btu/lbm • ºR). Uma quilocaloria fornecida eleva
(C>.tneoidt>'eleva
Celsius a temperatura de um quilograma dcs.~ nas iéÓndfçõJ:f n<UmaiS: Uihi &w
definições de
de um grau Fahrenheit a temperatura de uma libra-massa de água. Devido a essas
sistemas de
quilocaloria e..Btu; os valores nutnéricos de ·c 11 e cp ;são os mesmos e.p1 •ambos os
ão·
unidades (ver Apéndice C, Tabela C.3). R está ligado a cv e cp-àtravés da. express
CP= Cu+ R
es tdrmiC45.· -Se
na '. qual todas as -grandezas •devem · estar ou em unidàdes mecânicas. ou em.unidad
b
d. tidos comJib1 a.-rnat1a~
aúJlus,for,usado, cp, Cv• e.R serio 32,174 vezes maiores..que os valores
aparecem:noa
,.. , : Relações e definições adioionais usadas no escoamento de gases perfeitos
.... . :, !:~,.c.'11.1 ·.: .
Capítulos 3 e 6.

·Exemplo 1.2 Um gás com massa molecular 44 está à pressão de 0,9 MPa e
à temperatura de 20YC.
Determinar sua massa específica.
16 MECÃNICA -DOS FLUIDOS

Da Eq. (1.6.7)

8,312
R =~= 188,91 m·N/ kg·K

Então, da Eq. (1.6.2), ..

_p 0,9 x 106 N/ m2 l

P =- RT _ ,(188,~~ m· N/kg· K)(273 + 20 K) = ' 6•26 ks/m .

EXERC(CIOS

1.6.1 Um gás perfeito


(a) tem viscosidade nula (d) =
satisfaz Pp RT
(b) tem yiscos!llade constante (e) não preenche nenhum doa requisitos
,.
(e) é incompres,..úel
1.6.2 A massa molecular de um gás é 28. O valor de R em pé-libra por slug-grau Rankine é
(a) 53,3 (b) 55,2 (e) 1.545 · (d) 1.775 (e) nenhuma das respostas anteriores

l.6.3 A massa específica do ar a lOºC e l MPa abs. no SI é


(a) 1,231 (b) 12,31 (e) 65,0 (d) 118,4 (e) nenhuma das respostas anteriores

psi
1.6.4 Quantas libras massa (quilogramas massa) de· mqnóxido · de carbono a 20ºF (- 6,7ºC) e 30
3
(2,11 kgf/cm 2 abs.) estão contidas num volume de 4,0 rt (113,31)?
(a) · 0,00453 (0,0021) · (d) 2,175 (0,987~)
(b) 0,0203 (0;0091l) -· (e) · rtenhwná 'das:reaj>óstas1anterf00js
(e). · 0165.2:(0,2900),

1.6.5 Um recípiénte contém ~.!:~de ar a 3óºC e 9 MPa abs. sé for·adlclõtiad9 _f:5 kg


ctii áf e ~la t~mperatu1
absoluta fmal·será ·· " ; .• _. .,~,-.:,:··· ~
fiilâl f~r ll'tfC, a·'pie~(o
(d) 7.~6 MPa ' · (â) · L!ldeterminável · ·. · ''
' ·cb) 25 ,3 MPa · (e) nenhuma dBl!I ·respostas &nteriores
te) ·73,4~. ··

•··: - . l i:.

No ,itém · anterior -á· '«>~pressibilidad_e de ·Ulll-' gás perfoito• foi descrita ,pela lei doa !gases, per.feito:
Na maioria das~apll.'oaçó-esi·um líquido pode· ser-·considerado -incoinpressfve1,.rtw-, em;situaÇOf
onde existem variações bruscas ou elevada~ na press·;ro, a compressibilidade toma-se importan tf
A compress~bilid.ade das líquidos (e dos 'gases} talhbém se t()ma importante quando se te1
vàriaÇOes, de tom~atu ra (e; g. ;· convecçlo natural}.' A compr•~ Wdade·dé, um líquido éJ e. .ess
pele), se\J' iM,du/o -·de. .- elastiaidllde •volÍ4m.étrlt:a. ·Se -a' pressroi de-' um ~volwne . uniiúio ·de· Hquid
aumenta .em:'dP;· o·tone,: \lfflJl dirninuiçlo de volume .. -+~; a rélação,·- dp/ctlJ é o .módúlo d
elasticidade volumétrica K. Para um volume de líquido '\J,
dp (1.7.1
K = -- tfU/'U
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS
17

Q,rno1 (flJt,\1-'d · adtmensional, K se exprime em •unidades de p.2 Para água a 20ºC (Tabela C,l,
~dlce1 0}.;Kd•~- 2,2,..GPa :ou, da:Tabela C.2, K = 311 000 lb/in parà;água 60ºF: ·· a
. :u~Pii.tâ Lse :1er uma -ldtHa da. compréSBibilidade ·da água, considére-aé a· aplicação· de 0,1 MPa
1

(cerca de. uma ~tmos~t!I) sobre uri{metro cdbirio de água. ·


i1'..c _, . ; . . . .
J ,)
-d'\J = '\J d!!_ = (1,0 m -)(0~1 MP.~ = ,1 _ m3
. K - -- 2,2 GPa· .- ,: _- 2l.OOO- . -

•; ~~~;}t=:~;;..ªo:#.rdet;-,i~1:h~;~~-'.!6ncia;-~-· mai
9
,.,

. Piern~_,1~3. uni' l(qu,i4.~- comprim ido num cUind_ro tem· v~iu~e :d~- ~1.ódó im'\,a_1 MN/~2 e r~-~~-
61~J~"Cnt91', ;2 ~/nt2 • Q'.uâl1 t o·nróduto de elas'tictdade volu~tri dâ do"l'lqufdo?• --. •>. . •. . .
f1 1 ' • , -... -...

K= - ~ = -
2 - 1 M~/11)~ .;. 200 MPit
ll'UflJ (995 - 1000)/1.000

O módulo de eluticldade volumétrica K pua um ps; à temperatura constante To, é dado


por

(a) p/p (b) ~To . (ç) ~P (d) pRTo (4t) nenhúma das respostà.à iint,pores

O módulo de elasticidade volumétrica


{a) é independente da temperatura
{b) aumenta com a pressio
(e) tem dimensões de 1/p
(d) é maior.quando o fluido é mais compressível
(~) ~ independer;ate da presaio e da viscosidade

Para um aumento de 70 atm na pressão, a massa espect'fica da água aumenta· pcm:entu


alnlente em
l:llrca de
• (a) ' t/300 (d) 1/2 _
lL 1i (b) i/30" (t) nenhuma das"resposta!I an~~ore s'
~~,' (e) 1/3 · ·
. . ,:

~... , ,Um_a ~r~lo d~ ~5Q.psi , (10,S ~/~m~) apliqlaa _a 10,nª -:<~8.~ l(g~d~ :~~~~ ~~s;ct_»ção ·~jM_ no
volume ~~ _Q,Q~ ft (0,$7 I). _O m6áulo
3 de e~ticidà d~ volumét rl~,,em U~ras por ,1,o~ep#s quadrad ~
ll (~uUõgrijnà foíça pdt i:eht(metio quadrado),' J, - -' . . . ., L - . . '' . " , ·- . ,, ..

-· 1•· ,"l' • •
·: r 1 · •
} JI , ! p.: - · _.- -~ • • ';,_ ·· ' ' •

-750~~ ~,2,73) _ (d) 75.Ô00(s''.!73) _


(a)
' <bJ 1so <52,13>" · · · - Ct> • ~e~hüfna iiJs'i-e~p,<>stu an·tertores -:
-- · '• -·
'-
!1:) 1.soôi($i7',3) -

!.I
l. , eRESSÃO. DE VAPOR
11 ' L

0s liquidos evaporam por causa de moléculas que ,escapam,·pela··súponfcie;ilivnt,.:i.ÂJ ,nmlk ~


vapor exercem uma pressão parcial no espaço, conhecida como pressão de vapor. Se o espaço
r.
aoJina do líquido for confinado, d~pois de um ce~o- tempo .o número de molécula.f-de:,npo
as
àOnglndo a supedície do líquidõ e condensando é exatamente igual ao número de molécul
18 MECÃ NI~ DOS FLUIDOS

no deponde
qué escapam em qualquer intervalo de tempo, e oxiste equilíbrio. CQmo eate.feDôme
,uido dep,,nde
da atividade molecular-~ qualé funçlo da t~mperatula,.a pieaslo de vapor,dcuunlíq
de um.1(quido
da temperatul't;l .e, a\µllenta COJJl a meSIJl.ll• Qµan~ . a,presslp 1teima da,suP'rfície
xemplo, pod~
iguala a pressl'O de vapor do mesmo, QQQire,J ~b\tli9lo. A. ebuliçã9 da ~ ,,por.e
a. A 20°C a presslo de
ocorrer à temperatura ambiente se a pressão for suficientemente reduzid
vapor da água é 2,447 kPa e a do ~erbfiri'Ó, 0~ll't3:·Pa.
e baixu
Em muitas situaç(Ses, :ttbs. escoamentost de tíquidos, é poasível que pressões bastant
apare ~. em <:e_~ regiõe}~ _do . s~ema._ ~ t~ ~cuns ti,nc~ ,. ~ .f;re~~ ~~~ ~r ~ ou
_r~,p_i~~~t~ .
menores que a pressfo. ~ - ~por;_ q_uan~ ú_to 9C9rre, o l~qui4?. ~,J'-~Ppr~ ~ulto lmente se
Uma bolsa de vapor., ou '"cavidado", qüe se expànde rapidamente~ 6 formad a e n<>níii
deslo~ de se~, .P9~fº de . opgem. e, a~g~. re~~~ do ~~~~!'? onçle, .ª p~~ .
é _m.~.r que a
presdo de vapor, ~CQf~~n(,{o· o _(;91apso da,_boWJr;f.f,feJ .9.Jeiiô~~P da.'.~~~~<t~]~ilt e pode
ío,rinaçl'Q..
hidnfulicas
e extinção de bolhas de V!lpor afeta o desempenho das bombaa e turbinas
erodir partes metálicas ~ ffgigo de ca~tâçfo•.

EXERCJCIOS

1.8.1 A pressio de vapor da água a 30ºC, em pascals, vale


- ' .

(a) 0,44 ld) 4 315


'(b) 7 ,18 (4r) nenhum a das respostas anterior es
(e) 223

1.9 TENSÃO SUPERFICIAL

Gàpilaridade t
que se forma
Na interface entre wn líquido e um gás, ou entre dois líquidos imiscíveis, parece
wna película ~u :~ ...espeçial nÇ> ~,{41:lid,q, aparentemente devido à atraçlo das 11J01é.cul,a abaixo
da água em
da superfície. :e uma experiência simples colocar uma pequena agulha na superfíoie1
repouso e observar que a mesma é_susJ~ntada pela pelí,eula 7
: ~ for~,~9· ~~~ta\~•~~~éi pod~ :~ ( é~ª~ª~; n~
~m ;~~ e-ne_rgüi qe stJpêtf(cie ~u trabalho
çfal ,é então
por wi1dade de área necessário para trazer as m9{6.c.~l~ .ã _.s,_iperf~c•~.- 1,~~q.,s~~rfi
de superfície
a força de coello necessária _pay-a fqrmar a película, obtida pela divisfo ~ ~n•
pela unidad~ ;.~e:, po_n_11>.rtm,/~to.·,d~..pe!(~ula em equilíbrio. A tendo .supetflot,~L<1' ~li
Vllfl,a desde
tlciai s,j~~n te CQl1l outras
cerca de 0,074 N/m a 20 C até 0,059 N/m a IOOQC. Tensões super
propriedades, estio indicadas~para alguns líquidos, na Tabela 1.3.
dentro de um
O efeito da tenslo superficial é aumentar a pressão dentro de uma gota ou
pequeno jato de líquido. Para wna pequena gota esf.Srlca de raio r, a1)relal'o intemi
.p-.neê:tda&âtiá
das ·for~as
para equilibrar a força de·.traçlo devida à tendo superficial o é calculada em função
que. atuam .aobm•umycmpo: hemisférico.:(Verltam 2.6), .
2u
ou p=-
r
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 19

J@ ,.~V.alores.apro.ximados das propriedades de líquidos a 20ºC ~ pre8llo


tfui&iw.nórmal
M6dulo de TenllT{J
Pre•l4o de
Demldade ela,ticldade
Ltqufdo va'P{)f, Pv tupcrftctal, •·
d volum,trtca, K aN/m
kPa
GPa

0,79 1,21 S,86 0,0223


0,88 1,03 10,0 _-0,0189
'to de carbono 1,59 1,10 13,1 0,0267
l :.
e O.SI 0,023-0,032
i~ .· j . ·.-
13,57 26,20 . 0,00017 0,5~

0,85-0,93 0 ,913-(),0~
\lllfl~te 0,8S-0,88 O,Q3S-O,O
1,00 2,07 2,45 0,074

Jt.o.._r;ilíndrico de raio r, aplica-se a equaçlo da tensão em tubos,


. '
(1
p=-
r

equaÇ(les acima mostram que a pressão se torna grande para gotas ou jatos de raio bem
,'i
t,ra •9.. _caP,º81 6 causada pela tendo superficial e pela relaçlo entre a adesão lfquido-
. _liO,d;~~íq~~~-_._lJm líquido que molha o sólido tem uma a~eslo maior (\U~ a coeslo.
ti !,~f ~(iª~pffll~ :neste caso obriga o líquido a subir dentro de um -~queno tubo

h = subida ou descida no capilar, mm


o 1 2 3 4

,4 in

0,06 0,08 0,10 0,12 0,14 0,16


h = subida ou d1sclda no capilar, in.
1t-41 piláridade-•ern, tubo~; circulares- do vidro. (Com pennissão do R. L. ·Daugherty, ~'HS-dJltfulicr?.t,l 1

HaW-ltlllIBoók.<::ompany,, N~ YorlG1 193'1.} -: ; ' .


20 MECÂNICA DOS FLUIDOS ·

molham·,; o..'4
vertical que.est1i4 puoiahw,nie ,i~erso. neBae·· líqµido . .Para., Uquido1°. que ..nfoi··
q.br~
a tenSlo superficial ·tende a rebaixar o men1'co num pequeno tubo vertiéak Quan
contato -entre ~líquido •· ~lido é conhoGido~-• •-'oenlle. oa~ pede ~r otllo
~ para uma
_e mercúri~ em ·
f?rma ~ -monisco admiti4a.~A Fig. 1.4 m'?,~ra a aacen,slo ~~ilar pll!'a ~ · · ·, ·.
circularas· do•vidro coloca
. do.no ar. , · .

PROBLEMAS
O ' L I ;
0
f

e comsp on~p~, ._.t.,ns (


1,1 · Oas,if i~ a subs ~~ :C \~ tom u ~~s velocidade~ ,de defoim açio
cisalha m~to :

~~/cly~,~1~1 o l 3 5 -' .
t, IhirP .· 10 ·20-~ 30 40

te):
1.2 Classificar as seguintes substâncias (mantid as à temper atura constan
·(a) ·du/dy, rd/s o 1 3 4 6 s 4
1

T, lb/ftl 2 1 4 6 8 6 4

(b) du/dy, rd/s o 0,5 1, l 1,8

t, N/m 2 o 2 4 6

(e) du/dy,
•\ ;
rd/s o 0,3 0,6 O!J 1,2 . ..

t, N/m 2 o 2 4 6 8
J .• · :

1 1 > ~ • O L O
1 •

O •

-~1Jf~1;~?::;:r.:a~:; ~t::ji:~~\1t~ zr~o~!t~~ift~ :o<t;~



• ;

1.l 0

na superfí cie superio r,.medi


Usando a lei de Newton da viscosidade, escolhe r qual o valor de du/dy,
de u com y?
y na normal ao plano tnc~acfo.. ~~er~_ -ia .~ ~rar _uma varlaçl o linear

1.4 Qual é a classificação reolóai ca da_tinta e ,da paxa7


ido new.toniano. QQando úm:
1.5 No eJpaço. en~ um .eixo o;uma bul!b4 @noôn tmx,1, ws.to ·wn,Ou
uma ,w1oàd ade -deJ m/s. So•uma· fc
de 500 N paralela ao eixo é aplicada à bucha. esta adquire
PROPRIEDADES DOS FLUIDOS 21

UjK).iNHorallPlioada, qual a velocidade que a budla irá adquirir? A tempot1ltura do fluido permanece

~-ilJpr'°
000~~.,,~·•,.-.- ....
o peso em libras de uma massa de 3 ,tugi (5 ,SS utm) num local ondé g = 31,7 ft/s 2 (9.,65 m/s 2).
' Q,iiín'.lfo usa uma balança com pesos padrões, um corpo é equivalente à força da gravidade de dois
9 padrões de l lb (0,454 kgf), num local onde g = 31,5 ft/s 2 (9,6 m/s2). Quanto pesaria o corpo
mmta tlawtça de molas calibradif(ào n(wl·do mar) 'nease local? ·
~ li:r'
. mU'Yl~~,:!J,l.01 da constante de proporcionali_dade fo p~a o conjunto de.unidades: bp (1.QP0lb),
11114, 5~8\lndO. '
L\ro · "jiíüiefa· onde a aceleração normal da gravidade é 3·m/s2 , qual seria o valor da constante de
{ll!DOtc:j;on~dade·,0 ,em· funçio de libra, llbra-màssa, ·pé e segundo? · · ·
~~-.,,,,.,.
Vm ®wnpmetto de molas corretamente ca,libr..do:11cusa 17 ,O N como-o peso-de \llJl ~ 9 do 2 kg mun
bJ:l'at1,tadoA!l Terra. Qual ó o valor de I neste local?
!pêib .:d- t1ô'N' de um pacote de ferirllia ao nível do mar caru,c~riia uina força ou a 'massa da fannha?
QYal i a massa ,da farinha em quilogramas? Quais são a nw~a e o poso da farirtha.''rtum loail tmde a
f1'.~º ~~:~t,.vi~o: é, \lffl. ~timo da a~Ie.ra,ção ,no~ da Terra? .
rtç, lQ·,4;,únidades SI de .viscosidade ánemática em unidades ipgJesaa·usuais de viscosidade dinâmica
•d= 0.&5 . .
A. ~lffl'~ge,~~nto.,~e 4 !li!'é15/c~2 ca~, np111_n19it~,~ew1on~~. uma velocidade ~e def.9r-
angular l rd/s. Oual é a viscQSidad.e do fluido e01 ~nfipoü11? . ..
· pt&, que dista 0J· mm de um~ placa fixa, m~veoie a ·0;25·
m/s e pecessita de uma força por unidade
~ • 11 de 2 P1r:(N/n12j ·parà mânter a velocldàde~d>tí;tante. Det·erminar a iiscosidade da substincia entre

U'·Pl.aCll.1 c_m uni~es SI.


' .
~to.rminu a viscosidade do fluido entre o eixo e a bucha da Fig. 1.6.
d ,·

Ftsu,a 1.6 Problema 1,15

,u w;i~.~'Y-1~~ 6?0 N_ tem raio de gira_ção de 300 ~ - Girando a 600 rpm, su~.r~tação ~ reduzida
de
1
?.
:JP, c;l!vi4~ a vm:c;,sl(Jad~ de um flwdo entre_ o eixo e o_ tnan~. comp?~:~t~. _do num<:81 é
S~ r,un, o dlametro do eixo 20 mm e a folga radial, 0,0S mm. Determinar a vtscos1dad.e dQ fluido.
Um cilindro de aço de 1 in. de diâmetro e 12 in. de comprimento cai, sob ação do peso pr6prio, com
w~õiidm~ ,cónatmite dê 0.S ft/s dentro de um tubo· dé diâmetro ligelra'.inente mátór-. Existt' uma película
cd~ ~Ieo de r(cino com espessura constante entre o cilindro e o tubo. Determinar a folgá e1Üste"te entre
Q' ubo e o cilindro. A temperatura é 100" F. Densidade do aço = 7 ,85.
l 1l ~ 1 ,·: · • . • • · . : . . · · . ·•

0!13~~:tl~,4~ 1~0,0.9,-,mrp .de di1UJ1elio se movimenta.no interjor <i;e ~tn. cilindto de S0,10 J'JJll'l de diâ~etro.
li,~ EtJ\Y11tfi·91.çlç_~~~mo por~ntual da força necossária P.aR· .movi~,it.n.r ,o.pjs!!lo qu~ctQ g lub~cante
~ q~~~ 4~ ,O .11. qo~c 1 A,dotu a viscosidade <lo óleo ~ da Fig. C.l. ,A,p ;lldi~ e.. .
Ôbntu vezes maior é a viscosidade da água a 0ºC do que a l00"C? Quantas vezes maior é a viscosidade
Í;biem'ittlca po mesmo intervalo de temperatura? · · .; n. •

Vm!fi~do1.-tem: .viscosidade i:te 6.cP e massa.específica de 50 lbm/ft3 • Determinar sua vi&e0aidade otnemá-1
t!oa-em unidades inglesas usuais e em stokes.
u~i ·nul~o tem d~nsidade 0,83 e viscosidade cinemática de 4 St. Qual é a S\,\a vi~ç,o~_i4~,e ;~,~'- A\Ydàes'
lngtcsns usuais e em unidades SI? ·
r
12 ll2CÃNIG:A DOS PWIDOS ·

1.l2 Um c:orpc, pnudo 110· lb- com uma nped(cie plaa•de l tt3 dNHaa sobn um planO incliudo lubrlflc:ado
que faa 111D ilnplo de 30° com a hmilontaL Para uma vucolklade de 1 P e wlocidllUI do COfPO de
3 ft/s, d e ~ • qaplltlUa da ~.hibri&aote-

1.ll Qul a ~ • . 1111 pat,ui da guoHaa a 25•C?

1.24 Detenninar a visa>si.dade cinemática. em 1t1M11, do benzeno a 80° F.


1.25 Calculat ó mor da constante do _. R em unidades SI, partindo de R = 1.545/Mft • lb/lbm • ºR.
1.26. Qual é o volume oa~il"ipo em pés cúbiço1 por bom-massa (metros cúbicos poi: quilopama) e em pés
cúbicos por 1lu, (metros cúbiooa poI utm) de uma substância. de c.'eoúdade 0,7S'l

1.27 Qual é •;.relaçio entre 'VOlwne \lSpec:ífico e peso e1pecfflco?

) 1.28 A mana es~cífica de um.a substâl\~ IS 2,4 g/cm3 • Qual é (a) densidade, (b) wlwm específico e
(cl pao espectTiw, em J,Uti~s $1?
1.29 Uma força, dada .por F = 41 + 3l + 9k, age sobre uma superfície quadrada, 2 por 2 ln. (2,54 por
2 ,54 cm)., no plano. q. Doana~ ata foiça om cmnpmates. nonnal o de cisalhameato. Qual IS a premo
e a tendo de cltalhamento? Repetir os cálculos para P = - 41 + 3j - 9t.

1.30 Um sãs a 20-C e 0,2 Mh abi. ocupa um volume de 401 e sua constante de gú vale R = 210 m • N/kg • J.t.
Determiaar a massa especffica e 1' míaa do gás. ·

1.31 Qµf&l.é o peao eçecímo do ar .a 60 p.1ia (4,29 kgf/cm2 abs.) e 90ºF (32.2,ºC)?

1.32 Qual é a massa eirpecffica do vapor d'água a 0,3 MPa abs. e lSºC em unidades SI?
1.33 Um gás de massa molecular 28 tem um volume de 4,0 ft3 à pressio e temperatura de 2.000 psfa
(lb/ft2 abs.) e 600"R, respectivamente. Quais são seus volume e peso específicos?
1.34 Um quilograma de hidrogênio está confinado num volume de ISO la -40ºC. Qual é a pressio?
1.35 Exprimir o módulo de elasticidade volumétrica em funyâo da variaçiQ ea ~ ~ C I em wz da
variaçio do volume. ·
)
1.36 Pua modulo de elasticidade ml'lum'tdca conatmte, oomo varia a maa.sa específica de um líquido com
a presaão?

1.37 Qual é o módulo de elasticidade volumétrica de um líquido que tem um aumento de 0,02 por cento
na maua espedfica para um á.umento n• pn,sdo de LOOO lb/ft°2? E para um aumento na pressio' de 60
kPa1 ' . , . - · 1 • -

1.38 Sendo~ = 2,2 Qla o módulo de ~ a d e volumítric;:a da água, qual a presllio neceas4ria para reduzir
seu. ~ 4 1 O:i~~·~to?
1.39 Um recipienu de ·aço awnenta de volume 1 por cento quando a preaio no seu in~or sobe de 10.000 psi
(?03 kg(féml): À ~ · normal, 14,7 psia ('l,(J33 kgffcm2 ab1.), o recipiente contm 1.000tbm de
l&tAf =
'stia, p =·fl-,J Jtl (t,0 q/0. hrl 1C 30(1000 ~i ('ll.000 qt~cní'J. êitíildo ·cheió, quantas libras
massa (quilosrunas) de-'dgba é precbo adicionar para atunéíttat a pmd'D para 10.000psi (7~/cm2)?

t.40 Qual é o módulo de elasticidé isotérmica do ar a 0,4 MPa ahs.?

1.41 A que pr111lo pode-ee esperar cavitaçlo na entrad& de...wna bomba que está recalcando átua a 20°C?

J 1.42 Qual é a ~ssã~ d~n~o de uma JOt& de qua de diâmetro 0,00~ in. (O,OOS cm) a 68ºF (20°C) se a
presdo a:ttnosthtca'ifottnal de 14,7 l,st·(l'.<J33"qf/cm~ · ·· · ., ·
PROPRIEDADES ~ FLUIDOS 23

péquanotj ito. oircular de mercúrio, com diâmetro 0,1 mm, emerge de wna abertura. Qual é a dife-
rença 4e pnuio entre o interior e o exterior do jato quando a temperatura é 20°C?
:Decenninar a ascensão capilar para água destilada a 104°F (40ªC) num tubo de vidro com 1/4 in.
(Op35 ctn) de diâmetro.
,_,_.diiím=ló!beaeiairio pua unt tubcw-de v1dto ee o, afeitos de capilaridade sobre a água no seu
or nfo dewm exceder 0,5 mm?

Ih.ando as dados da Pig. 1.4, estimar a uc:ensão da água entre duas placas de vidro paralelas e separadas
de 0,10 in. (0~08 cm).
tlm método p111a determinar a tensio superficial de um l(quido é encontrar a força necossária para puxar
lDD mel de platina de sua superfície (Fig. 1.7). Estimar a força necessária para remover um anel de
:20:mm de diâmetro da 111perfície da água a 20°C. Por que se usa platina como material do anel?

Figura 1.7 Problema 1.47.


)

CAPiRJLt> a,

A ciincia da estática dos fluidos serll tratada em duas partes: o estudo da presslo e sua variaçlo
no interior de um fluido e o estudo du forças de prealo em superfíciea finitas. Cuos espmais
de fluidos em movimento, como corpos rígidos, s10· incluídos no tratamento da estática por causa
da semelhança dai forçu envolvida. Como nlo hd movimanto de mna oamada ·• illlido em
relaçfo à outra adjacente, nlo haverá deaenvolvimento de temões de àuJbamonto no fluido. Desta
) forma, em ·todos os aistemu estudados pela eatitica dos fluidos, agirlo som.ent6 fotçia normais
de prelSlo.

2.1 PUSSÃO NUM PONTO

A presalo m6dia 6 calculada dividind o« a força normal que age contra uma superfície plana
pela área delta. A prealo num ponto 6 o limite ~ relaçlo eptre a.força no~ e .e úea quan(Jo
fazemK a ires tender a zero no entgmo do ponto. A presslo num ponto de um fluido em repoUBO
é a mesma em qualquer direçlo. lato significa que, num elemento de área 6A, submerso num
fluido om repouío ·e que pode girar li.1remente em tomo de seu centro, agird uma força de
intensidade constante de cada lado, independ ente~nte de sua orlentaÇlo.
Para a demonttraç(o deste fato aeá adotado um pequeno corpo em forma do cunha de
comprimento unitúio, no ponto (x. y) de um fluido em repouso (Fig. 2.1). Como nlo podem
existir te~s de ctsalhamento, ai 1lnicaa forças slo àa normais de contato e o peso. Desta forma,
u equaçõeB do movimento nu direçlal x e y do, reapoctivamente,
)
ESTÁTICA DOS FLUIDOS · 25

Flpn 2.1 DiqraJDa da~ forças q~e a,em numa partícula em


: fothtâde·cunhii. é· ',! ,.i · · . ' :.· . · ··

B ôX f>y . ôX ô,Y. - o·
·"t"' r ··
-~ ., =
s: s:
P., uX - Ps us cos ~ r -2- = 2-Pª,, =
peso especf!ico do ~ti.fdo, ·p, sua
jÃI~Rit, P.y, PJ si[~ as _pr~~~·; _ni~dia!i ·_nas ·nas faces, 'Y é o·
eap'dinirda e ! ax;
~ay'·l s10·· 1u{adeieraçõéii. ·OUanffó ';áe" 'pi&J& llniitt,; ·-ciit.6h!b if Vóiüme··do
,,
fender a zero por aproximaçfo da face ~c_lipa~ ao ponto (x, y), mantendo o mesmo ângulo
f~do as relações geométricas ·
J. l>s sen (J = {> y l>s cos 0 ::::i;: c5x
' tta~s se simplificam para
, l>x {>y
Px f>y - Ps ôy = O P, ôX - P, ôX - y -2- =O
1
~o termo da .segunda equaçfo é um infinitésimo de ordem superior, podendb· ser desprezado~
do por ôy e 6x, respectivamente, e combinando as equações, teremos
Ps-:-- Px = P, (2.1.1)
8 é um ângulo arbitrário, esta equaçlo prova· que a presdo é ·a mesma e(I\ todas as direções
ponto de um fluido em repouso. Embora a demonstra9'0 ~enha _sido realizada para o caso
enalonâl., poder.,se-ia .próvar o mesmo no caso tridimontionàL COD\ a utilizaçlO das equaçÕeS
qJillíbrlo de wn pequeno tetraedro de fluido, com trt!li fa~s:1,enéncentes planos cóorde- aos
es 11. quarta. face. inclinada arbitrariamente. ·
Se o 1fluldo estiver em movimento, de forma que urna caJJ18-da_se mova e~ relaçiio à outra
~®nfé. ooomrfo tensões de cisalhamento e as ,tensões' normais, em geral, nlo terão o mesmo
or em qu.aJquer direçfo em tomo de um ponto. A press!'o, neste caso, será definida como sendo
n@~_la de três tensões de compresslo normais quai~quer, mut~ente perpendiculares num
lo,
p=
Px + P,, + P~
3
fluido fleUeio de vi_scosidade nula nJo ocorrerão tensões de cisalhamento para qualqúe_r
ovlmento de tluidn loao a pressio será•a mesma em qualquer direçlío. i"
)
26 MECÂNICA DOS FLUIDOS
1
!
EXERCICIOS J

2.1.1 A tensão nonnal é a mesma em todu as direções num ponto de um fluido


(a) ,om,nt, se o fluido for som atrito
(b) ,omente se o fluido for sem &trito e inC0111preuí~l
(e) sommt, se o fluido tiwm- visc:osjdade nlda e e1tiwr em repouso
(d) se não houwr movimento de uma camada do fluido em relação à outra adjacente
(,) independentemente do movimento de uma camada do fluido relati~nte à outra adjacente

2.2 EQUAÇÃO FUNDAMENI'AL DA Ul'ÃTICA DOS FLUIDOS

) Variaçio da Prellio num Fluido em Repouso


As forças que agem num elemento de fluido em repouso, Fig. 2.2, slo forças de contato e forças
de campo. Sendo o peso a linica força de campo e orientando o eixo y verticalmente para cima,
sua projeçl'P nesta díre.çãc;> é -:y6x6y6z. SuPÇ>ndo que no centro (x. y, z) a presslQ seja p, a
força e:Wcida na fa.co. no~ ao eixp y, mais próxima da origem, será aproxfmac"1tJ~~te ·

- -l>y) l>xl>z
ôp
( p -õy 2
e a força que age na face oposta será

( p + :~ i) ÔX ÔZ

onde 6y/2 ~ a distância do centro ll face normal a y. Ao somar as forças que agem no elemento
na direçio y, toremos
)

1
ly 1

;
, s. -
/

)
Fjpra 2,l Panlelopípedo elementar
z de um fluido em repouso.
-27
ESTÁTICA DOS FLUIDOS

ôp
{JFJI =- ô- y ôX. {Jy {Jz - '}' ÔX {Jy {Jz ..
nt
Nu direç(Ses x e z, nas quais nlo há forças de campo,

{JF. = - ôp
-ôz ôx {Jy éz
NetoI da força elementar {JF é dado por
s: f,
,, ,ôf =i'5F·;x+j6 F,+k 6Fs=
pi
-(i ôôp +j ôôp
X y
+k ôap){
Z
Jxc5y6z-jy{. Jx{Jy
. .
ôz
·

d? po~ 6x6y6 ,' =. {JC\J. e f-,.e-1do o vol~ do el~m~nto ~nder ·a zero_, teremos:
.. ' . . . . . . ·-·
. : ' . .

(·-ô+ J • -ô+ k -ô p ) -1 j · Ji..... i:a,. ➔ o· (2.2.1 )


{JF
- =-• .... uu
«S'U ôx ôy ôz
IJIJ•
ig11alau!1 11 zero
. serf 1J força resultante, por unidade de volume nmn .ponto, que dewd(ee11
~ fl\iido em repouso. A expresdo-entte=°parfrrteaei1~ 0 ,nrdtente mdfca
11 do'-p«,r I V (nabla-),
·7.2,
1
.ô .ô kô (2.2.2 )
V =•- +J - + -
ôx ôy ôz
de-presslo por
,'Váfor-negativo do gradiente de p, - Vp, é o campo dos vetores f du forças
dade de volume.
f= -Vp (2.2.3 )

A lei da variaçlo da presSlo nwn fluido em repouso sera, portanto,


f-j'}' =O (2.2.4)
1ento tal·qite a
Para um fluido não viscoso em movimento ou para um fluido em movin
n assume a- forma
tendo de ci~e nto é nula em tQdos os pontos, a segund. a lei de Newto
..
, : . ~

r - b = P• c2:2.s)
@llé a é a aceleraçlo do elemento de fluido. f - h· é a força resultante sobre o füúdo quando a
estudar o equilíbrio
tWca força de campo atuando é o peso. A equação (2.2.5) é usada para
rêlP.th·o n~ l~em.-•2-.~ e; p•a dedµzir as eq'18çõeS de -.E~r,r nos Capítul9s, 3 e· 7.
Na forma de componentes, a Eq. (2.2.4) fica ·

ôp =0 ôp (2.2.6)
-ôy = -y
ôx
uma fqr,tna da ~~j ~e
~ i\~crivadu, p~oiais,_ que d«o a variaçfQ nas .dire~ s ho$> nt~, sa:o
~ca.1 que afirma ·ser a- _mesma a preSSlo ell].;doi$ pontos no mesm,u1íve
l de ~ ~ ~-cQnf{~~~
·
r' ym fluido em repouso.
, Como p é funçfo apenas de y
dp = -y dy (2.2.7)
)
18 MICIAC A 806 PUJID0I

Bita · eq111Ç(o diferencial simples relaciona e. variaçlo da ~ com o peso específico e a


Yariaçlo de cota, sendo v'1ida unto pira flutdos com~ív etl ~ para incompr eaíma.
Para fluidos que pG111D1 ser couidem ol bomqlu ol e mcompreaaíma, 'Y 45 COllltllite e
a Bq. (2.2.7). integrada , reaulta em · ·'

p= -yy+c

~ escrita
na qual e ff uma comtmte de tntepaçlo. A lei hidro.Udca da variaçlo da preado
freqüentemente na forma •,
(2.2.8)
=
na qual h ff medido verticalm eàte pua baixo (h -y) a partir da 1Uperfíde nvre de uin líquido
e p é o aumen~ da_P.~. em ~-~ ~ s:u~íqe ~we. A ~ (2.2.~) pode ser
obt;t;a
) adouado4' cmió llitlima thddo-..,_ _ioluna -~cal de líqilido de a1tuia fWta lt, fbiuto· IÍJa
f~ _superior na superfície Uwe. B. a t a ~ .
é .d eiuda &X>mo exerqCcio para~• estudantes.
. . . . f .

Bxllllplo ·2,1 Um ocean6pafo deftl projetar um labont6tio marinho de 5 m de altura pua suportar
·w ,.-.-rw •--- maJda do-mflt • ma-ao-u,po do .laõeMtroio)oeánliQ. ~,_., • ~ -•
IIMloJ dmlr~--..i:.at O:~ • :•....- .... e-....~~~· '~~ 4a . ..~ ~-LQ~-
3 3
7 = 1,020 >e ~ N/m - 10 kN/m
Nt) topo, li = 100 m, e
p- 71, .= 1 MN/m2 = 1 MPa
Se._ y .t CQllta4o ~ t e .para ~ •. a partir do ~PQ do labo11tótjo ~ . a vwçJo d e _ ~ li
..
dada por

p = 10{)' + 100) kN/m2

)
V,riaçfo " ' , . . - , num Flu;W,o ;~1'8 1
. '

Quando o fluido for um gú perfeito em repouso, a temperat ura constante , da Eq. (1.6.2),

~ = Po (l.li)
P Po
Quando o valor de 1 na Bq. (2.2.'1Yé irubstituld o por PI e p 6- eliminado entrei as .l(p. (2~2.-7)
e (2.2.9), · · ·

-Po dp (2.2.10)
dy = - -
UPo P
Deve ser !mlbradó que se p for 'd1 ado em h"bru ·massa por pé C1tbico (kg/m ), entfo -y = tJJft.r
3

CODl to =--h~l1Í4 lbm. ft/lb • 11) : Se p = Po'11Wirldo /) ~ -Po; Íl lntegsalcl9fmida ..

f, dy= -gpo-
) Po fP dp
-
1o 110 P
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 29

y - Yo = - Po - ln p (2.2.11)
gpo Po
Ir
1\1.'H, Jn é_ .o l<;>garitmo natural ou neperiano. Logo
Y --Yo)
p = Po exp ( - - - (2.2.12)
Pofgpo
1~la equação da variação da pressão com a cota num gás à temperatura constante.
N~ A!dmite-se freqüentemente que a atmosfera tenha um gradiente constante de temperatura

T = T0 + py (2.2.13)
1111 at,nosfera padrlro, ~ = - O,00357°F/ft ( _:_ 0,00651 ºC/m)' até a estratosfera. A massa
éí'ílh·pode ser expressa em função da pressà'o e cota por meio da lei dos gases perfeitos:
L1
p p
P = R T =. R(T_+_{3y) · (2.2.14)
0

tu!.q,do,,em dp = -pg dy [Eq. (2.2.7)] e sep~ando a:pyrariáveis, poderemos integrar e.obter;p


' ,,oiae.y; .
1
W•"; , . ,
QE'.xanqiltl·. 2•2· Admitindo que na atmosfera prevaleçam condições;. isotérmicas, ca!,cule.r a pressão e a
3
' e1pea11ica a 2.000 m de altitude se, ao nível do mar, p = 10 5 Pa abs. e p = J ,24 kg/m .
d?P~ -(2,~.12) .
2
p~l05 N/m 2 expj- -····------- -~0CW,_m _ . 1
. . 5
1
2
(10 N/m )/{(9,806 m/s 2 )(1,24 kg/mJl)I
1 . ·,
= 78,4 kPa abs

f.lo J 78.400 J
p = -- p = (l,24 kg/m )- --··· = 0,972 kg/m
Po 100.000
ó ltiT~s em conta a compiessibilidade. de um líquido em qqúilíbrlo estático, d~vemos utilizar as
.2.~1' (1.7.1). _ ·

' .

i~.l "' Nu1f [@lj.(lue, a pressão do ar. acima da superffcie de w:n óleo (d ;::: 0,75) 'é) P,~l ..A ·pressão S,O ft
~,, 11bJ!xo dll~~ll,PO!(Ície do óleo, em;pés de água, será ·. · _ : · ,:· . : .
• (D} 7,0 (d)· 11,16 ·
(b) 8,37 (e} nenhuma das respostas anteriores
{e) 9,62 •

A pressão equivalente a 80 mm H1 O mais 60 mm de fluido manométrico de densidade 2,94, em


milímetros de mercúrio, é
r
)
30 Mt..'.::ÃNICA DOS FUJIDOS

(a) 10,3 (d) 30,6


(b) 18,B (e) nenhuma das respostas antBriores
(e) 20,4
num fluido em repouso, pode ser escrita
2.2.3 A equação diferencial, correspondente à variação de pressão
(com y medido verticalmente para cima)
(a) dp = --ydy
(d} dp = -P dy
(b) dp = --ydy (e) dp = -ydp
(e) dy = -pdp
2.2.4 Numa atmosfera à temperatura coruta nte, a pressi o
(a) permanece constante
(b) decresce linearmente com a altitude
(e} cresce exponencialmente com a altitude
) \.d) ~ma da tne!1't\ a tonna (\~ ~ l1\U1a·~~cf ü~
\e) t. a muu. t.S9t.i::.fü1:a ~tma. ~~\1\ ca-ru.\a\\\t.\

2.3 UNIDADES E ESCALAS PAllA A .MiDIDA DE PRESSÃO


arbitrária. Usualmente adot a«
A pressão pode ser expressa em relação a qualquer referência
·e a medi dada pressão d H1pre1sa
como tal o zero absoluto a pressão atmosférica local. Quàndo
será chamada pressão absoluta.
como sendo a diferença entre seu valor e o vácuo absoluto,
o da pressão atmosférica local, é
Quando é expressa como sendo a diferença entre Ru valor e
chamada pressão efetiva. ·
típicos para a medid a de
O manômetro tipo Bourdon (Fig. 2.3) é um dos dispositivos
metálico achatado e recurvado,
pressões efetivas. O elemento medidor de pressão é um tubo
a ser medida. Quando a pressão
fechado de um lado e ligado do outro na tomada da pressão
;-·--,a ao tubo é aumentada, este tende a endireitar, puxando um sistema de alavancas ligado

.1 .

Figura 2.3 Manômetro tipo Bourdon (Cro.rby Steam Gage


and fiai,~ Co.)
31
ESTÃTICA DOS FLUIDOS

um ponteiro, causando desta forma seu movimento. O zero sem indicado no mostra
dor sempre
~
valot. O
w 8J preM0t1· interna e extema do tubo forem iguais, independentemente de seu
as usuais: pucals,
fostrador: pode ser g,fdi11do para quaisquer unidades convenientes, sendo
água, centí-
llbras po.r polegaila quadrada, libras por pé quadrado, polegadas de merci\río, pés de
çlo, modin
,etroa de .mercúrio e milíme tro1 de 1'11I~ o. E.ate manômetro, pela própria conltru
!rica local.
i,reoões em rellçlo i preulo reinante no meio que o circunda, que..6 a prelJ(o aunosft
a medida
A Plg. 2.4 ilustra u referênciu e as relaçaes entte ai unidades 111.ts·Côm'lllll para
pressl"o. Presdo atmosférica normal ou padrlo é a pressão média ao nt\tel do mar valendo
e à
29~2 pol. de mercúrio. Uma preulo expressa em termos de coluna de' uni}~ do refere-s a
com
for;ça por unidade de área na base da coluna. A expressão para a variaçi o da presslo
unidade de
ofundidade num líquido p = -yh [B_g. (2.2.8)) mostra a relação_entre a carga h, em
es coeren tes, p
comprimento da coluna de fluido de peso especúico 'Y, e a pressão p. Em unidad
por pé
I dado em Ubru por p6 quadrado (quilograma-força por metro quadrado), 'Y em libras
pascals , -y em
albico {quilograma.força por metro clibico) e hem pés (metros) ou pé dado em
qualquer
~ons por_metro cúb.wo e h em metros. Exprimindo o p_eso específu;o de um líqwdo
i
o produto de JUa densida
. .
de d pelQ
-
peso específico da ágµà, a Eq.. (2.2.8) fica
·p = 1;,dh (2.3.1)
3 3
a águ'1 'Yc pode ser feito igual a 62,4 lb/ft ou 9.806 N/m •
Quando se deseja a presalo em ·libras por polegada quadrada, deve-se dividir
ambos os
bros d,a e~ o ~r ~44.
62,4 (2.3.2)
Pps1 = 144 Sh = 0,433Sh
1
h é-mant ido em pés.
um
pressilo-iltDlOlflria local 6 medida por um barômetro de mereílrlo (Fig. 2.5) ou por
atro·iDJltdlde1ful med6 'a diferença de prtllBlo entre a atmosfera e wn resemt ório no qual
do
fe1to o vicuo, de forma análoga ao tipo Bourdon exceto pelo fato de que o tubo 6 esvazia
,elido.
idade e
Um barômetro de mercúrio consiste de um tubo de vidro fechado nwna extrem
sa em
de mercwio; este tubo 6 invertido, de forma que a extremidade aberta fique submer

a,
f111 Eq. (2.3 .2) a pressão atmosférica normal pode ser expressa em libras por polegada quadrad
62,4.(13,6)(29,92)
U = 14,7
P,-1 =
144
rica no~ será
onde d = 13,6 para o mercúrio. Se multiplicarmos 14,7 por 144, a pressio atmosfé
desses valores define a preaslo
•2J16 lb/ft2 • Dividindo-se 2.116 por 62,4, obtemo s 33,91 ft H2O. Qualquer um
ndido quoJ.e tr-atade
atmomirlca normal e pode ser chamad o de uma atmo,fera. Deve ficar sempre subente
es valores da )Jk1,ssão
uina atmolfer a normal e que é medida em relação ao zero absoluto. Estes diferent conversão de unidades
íimosllru:a nonnal CFil- 2.4) sio equivalentes e provéem um meio con~niente para a
llbru por polegada quadr.S ...
de um slstoma para outro. Por exemplo , para expressar 100 ft de água em

l~ X 14,7 = 43,3 psi

pois 100/34 é o número de atmosfe ru e cada atmosfe ra vale 14,7 psi.


32 MECÃN'I CA DOS FLUIDOS

---- -----2
i tf.g
_________ o
....,. __
-L---~! ~l-..- -
14,7psi
211151b/ft2
·
Presdo atmoeférlca l.oail

~ } - efett,. -ti~ .
lt$2 pc,1. met<:Wio '§ 't..citura
t · t,cil .......- - - 1
•.·,39.tl ftfl . - -
l•IMad m 1!! do
bar6metro
760~H & PJCsaão absoluta
101,325_Pa li.
ló,}4 $ de _qu.a Zero ab10luto (VÍÇ® absoluto)
=' ' :
) fi,&1p J.4. .Unidade,s e eacalas para.a me~ da preuão.
1\...- • 1 • t

merclldo. O tubo de \'idro pouui uma e • , de forma que pode ser determinada a altura R
da
coluna (Fig. 2.S).· o·esPtÇi, ·aclmi. 4~Ql8rc6tio coritdm;v'çDI 'do mesmo~-Se pressio':do vapor a
de IUI'cúrio h., for dada ein.'mifúnetrôs' c1e mcucúrio e R. for.medido na meana unidade, a prollllo
em A pode ser expressa por
!
mmHg 1
·1
A
F.mbora h., seja funçlo da temperatura, é muito pequeno nas temperaturas ambientes usuais. l
!
pressfo barométrica varia com o local, lato é , ~ a altitude e com as condiçoes atmosfé ricas. l
Na Fig. 2.4 uma presafo podlfW ._localizada_~rticalmente no dispama em relaçlo ao zero
absoluto e em relaçlo à presslo atmç,sférlca locat:"'S'e o ponto estiver abaixo da linha da preado
atmosférica local e for referido à escala efetiva, será chamado presiãl> ,J'etiva-n .,,._. .,,.,.
.,
111&çlo ou .IYll:u4. Por exomple~ a .pmalo de .4@mm1fg abs.t çomohao ponto.,-i. #i
• leitura
baroméalo&for _?OO,mrn1 pode.ser OXPffll8 comf).-260.mm-1', ll:iJLJfa.~•~( 9~·:l l iL.J{g
) de.moo. Deve-se IK>lar que . . .
Pabs = Pbar + Per

1
t
i

) l
Fipra 2.5 Barômet ro de nmtcúrio .
1
l
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 33

Pátll evitar qualquer confusão, a convenção adotada neste texto será de nada se indiear
'O a pressão for efetiva, indicando sempre que for absoluta, com exceção da atmosfera,
i/4Dlla unidade de pressão _absoluta.
• mplb 2.3 A taxa de variação da temperatura na atmosfera com a altitude é chaniada gradiente
, 1rirovimento de uma part{cula de ar depende da rélaçã~ eittte sua massa' específica e a do ar
ili,,, Contudo, ~ ~dida que a." P.IITTÍCul,a sobe }llli a~qsforll, " p,;~sJo. ambiente cai, a .p_artícula se
'í1Hlla temperatura diminµi numa. proporção conheci'da como gradiente Vf!ti.cal adiabático seco. Uma
1
~A.tiJi~~lll'. um~ ~andi quantidade de res{duos industriais. Estima-se qÚe t •-~~pe~ature "da fumaça
, l\ciin"'li1"do·~ofo ·será 20"'1 mafot que a do ar ambiente. Determinar o que acoqteçerá com a fumaça nas
es condições: · · ·' ·
~m Jt.&diente atmosférico vertical normal /J = - 0,003S 7° F por pé e to = 1ú' F.
~1n gradiente ~r.tical inverso tJ = 0,002ºF por pé.
tl, 1 c·ó' 1· d. ~-"""s.
· mbnan._o 11n 2 7). e (2.2.14),
(2 .. -

,, dp g f' dy /Jy)-''"''
J P= - R o To + PY
ou -p = ( l +-
P• Po To

.íétàçio entre e pressão e a temperatura de uma massa de gás que se expande som,trqca4,· ca1or (relação
i!Ítt~_picá,:Item 6.1) é
l,111
~l~l
I. = (..!!_ )tt- 111,
T1 Po
.J~ ,T1 'if a tempe~atura absoluta injcial da fumaça e .Po a. pressão absoluta inicial; k é a c~nstaníe
1

iléá:,'1f;4 para ô âr e outrós gases díàtômieos. . · ' · - '..


. 1/IRljnUnando fi/Póitn~ê-'ãs duas.,últimes equações, vem

1q
1
f(\Í}.i 0Jp;s.1u~irá !lté_que. sua tempeplhJra se iguale à do, ambiente·,
T= T0 + {Jy
1
e' i& du~
t· ,ff,
~ 4
últimas equações podem ser resolvidas em y. Seja
· -. i •

WI -1
a= .
(k - 1")g/kRfJ + 1

=
'Plim/J= -0,00357ºF por pé,R 53,3gft•lb/slu.g•ºR,a 1,994 ey = 10.570ft.ParaaÍJ\versão =
lllfrmica da atmosfera, p = 0,002ºF por pé, a = - 0,2717 e y = 2.680 ft.

Verificar qual a afirmação correta.


(11) A pressão atmosférica local é sempre menor que a pressão normal.
(b) A pressão atmosférica depende somente da altitude da localidade.
(t') A pressão atmosférica normal é a presslc;, atmosférica local média, aQ nível do mar.
(d) Um barômetro indica a diferença entre a pressão atmosférica local e normal.
(e) A pressão atmosférica normal vale 34 in, de mercúrio abs.
34 MECÃNICA DOS FLUIDOS

i.J.2 Determin ar .quais das três pressões são equivalen tes.


(a) 10,0 psi; 23,1 ft de água; 4,91 in. de mercúrio
(b) 10,0 psi; 4,33 ft de água; 20,3 in. de mercúrio
(e) 10,0 psi; 20,3 ft de água; 23,1 in. de mercúrio
(cl) 4 ,33 psi; 10,0 ft de água; 20,3 in. de mercúrio
(e) 4,33 psi; 10,0 ft de ~ ; 8,83 in. de merc~o

2.3.3 Quando o barômetro indica 730 mm Hg, uma sucção de 10 kPa é o mesmo que ·
(a) - 10,2 m H2·0 (d) 107 kPa ab$,
(b) 0,075 m Hg (e) nenh~a das resposta, anteriore s
(e) sji"m H20 abs.

2.3.4 Se o barômetro indicar Z9 in. de mercúrio, 7 ,O psia equivalem a


(a) 0,476 atmosfera s (d) 7,7 psi
(b) 0,493 atmosfera s (e) 13,8 in. ·de mercúrio abs.
(e) - 7 :J psi

l.4 MA:NÕMETROS

Os manômetros sfo dispositivos que utilizam colunas de líquidos para determine!: iliferenças de
pressões. O mais simples dos manômetros: usuaim.ente chamado de piezômem,, está indicado
na _Fig._2,,6a;e ~~e JD~~ a P;~e.~o se~~re q~ !st~ ~Ç>r ~~or -~~ o_zc,rQ __ef~tivo~ Qp.l.tybo de
vidro ·é ligado '!'ert1calmente ao recipiente. O líql:J.Ído. subifá _no,._tub~ at~ se _à1~911 9 1~qJ!flfbrio.
a
A pressfo expreua em wrldades de comprimento.,do.líquido -do r,cipie $·ser1l:d,ada,pela distânci
vertical h entre o· menisco (superfície livre do líquido) e o ponto on4e a. presaão está sedo medida.
I! óbvio que o piezômetro o.lo servirá para.piesspes efetivas neptivas, poia haverá atra,v6s do
tubo wn fluxo de ar para o recipiente. Seu uso sérá Í{Ilpraticável, também , pau. medir·pressOes
elevadas no ponto A, pois o tubo neste• caso deveria set'-•multo longo. S.
1
a dt1'i:tidàdo·d1;:tíquido
for d, a pressão em A será hd unidades de comprimento de.água.
Para a medida de pressOes efetivas pequenas num líquido, sej~ ~ositivas ou negati:vas, o
tubo deverá ter a fonna indicada na Fig. 2.6b . . Com este formato ' do -fobo, o ' menisco pode
permanecer em equilíbrio abaixo do ponto A, como é mostrado na figura. Devido ao fato de

:'
1

1
1 _L
h
)
(a) (b) Figura 2.6 Manôme tros simples.
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 35

1 ,pte,ssão no menisco é nula na escala efetiva e como a pressão decresce com o aumento da

hA = -hd unidades de comprimento de água


r~, pressões efetivas negativas ou positivas é utili7.ado wn segundo líquido de maior peso
dó:{Fig. 2.6c). &te deve ser imiscível com o primeiro, que neste caso pode_ria ser também
r:}~~g~ o s que a d~nsidade
do fluido A seja dJ (em rel~ção ã dg~) e que a-~.º lí~uido
~r;l~o teJa d2. A equação da presslo ein A pode ser escnta a partu de A ou a ·partu do
Q superior, percorrendo o manômetro:

hA + h2d1 - h 1d 1 =O
11A é a presslo a determinar, expressa em Wlidades de comprimento de água, e h 1 e h 2
dos em unidades de comprimento. Se A contiver um gás, d 1 é, em geral, suficientemente
"ºpara que se possa desprezar h2 d 1 •
~ todos os problemas que envolvem manômetros, pode-se seguir as reizras abaixo:

me:ça.t numa extremidade (ou em qualquer menisco se o circuito for contínuo) e escrever
lt~o' do local· numa uni~de _apropriada (pascais por exemplo) ou indicá-la por um
. bolo apropriado se a mesma for incógnita. ·
Jllat il mesma a variação de pressão, na mesma unidade, ~e um menisco até o próximo (com
al positivo se o próximo menisco estiver mais baixo, com sinal negativo se estiver mais
'Jto). (Usando pascais, esta será o produto da diferença de cotas em metros pelo peso
pecfflco do fluido em newtons por metro cúbico.)
ontinuar desta fonna até alcançar a outra extremidade do manômetro (ou o menisco
itrlciaJ) e igualar a expressão ã pressão neste ponto, seja a mesma conhecida ou incógnita.
Para um manômetro simples, a expressão irá conter uma_ incógnita ou, no caso de um
:õmetro diferencial, dará wna diferença de pressões. Na fonna de equação,

Po - (Yt - Yo)Yo - (Y2 - YdY1 - (y3 - Y2)Y2


- (y4 - y3)}'3 - · · · - (Yn - Y,,-1)Y,,- 1 = p,,

~e y 0 , Jl1t . .. , Yn são as cotas de cada menisco em unidades de comprimento e 'Yo, -y 1 , -y1 , .•• ,
n I stro os pesos específicos dos fluidos das colunas. A expressão acima fornece a resposta em
'dades de força por área, que pode ser convertida para outras unidades por meio das relaÇÕeS
f ig. 2.4 ..
Os manômetros diferenciais (Fig. 2.7) determinam a diferença das pressões entre dois
p tos A e- B, quando a pressa-o real, em qualquer ponto do sistema, não puder ser determinada.
·aplicar o método citado anteriormente, à Fig. 2.7a obtemos

PA - h1Y1 - h2Y2 + h3y3 = PB

/\Ji~Iogamr.n te, da. Fig. 2.7b


)
36 MECÃNICA ~Oi- FLUIDOS

ou
p,. -p. = -h1i1 + h2r2 + h3•1J
Não se dew. memorizar fóqn~s i~ manôinetros particulares. ~ preferível ~uzi~ em
cada_ caso pelo mé_tqdo geral desêrito anteriormente. ·
. Se !1S preSÍO~s em A e. B 'f.õreni ,e~ssas em alturã de coluna d 'água, as e_q~ções acima~
ficarfo, para a Fig. 2.7a,

hA - hB = h1d1 + h2di - h3d3 unidades de comprimento de água


Analogamente, para a Fig. 2.7b,
) hA - ha = -h1d1 + h2d2 + h3d3
onde di, d 2 e d 3 são as densidad~s dos líquidos do sistema.

Exemplo lA Na Fis, 2,74 tem-se ág)ia em A e B e o líquido ~ornétrico é óleo, de densidade


o,ao. h1 = 300. nmt~ "2 .':" 200 mm; h3 = 600 ~ - (a) Detetminar PA
- PB e~ pas~. {b) ~ PB 7 SO kPa_e o
barômetro indica 730 mm Hg, detenninar'a pressão absoluta em A, em metros de cohinà a•água. · • ~ • • r

(a) hA(mH20) - h 1dlfa0 ~-h2d61eo ~ h3'1H2 o = lls(mH20)


h11 - 0.3(1) -Q,2(0,8) + 0,6(1) = h•
lt11 - lt8 = -0,14 m·H 2O
PA - p11 = ;(hA - lr11 ) = (9.806 N/m 3 ){-0,14 m),.;,, - J.373 Pa

4 2
h _ Pa _ 5 x 10 ..N/m _ 5.099' R
(b)
•- 7 - 2806 N/m1 - m 1
0

hs(mH,Oabs) = hB(hiH20 éf) + (9,1~)(13.6)


) = 5.099 + 9.928 = 15.027 m H 2O abs
De (a)

h..... = ha... - 0,14 = J5.027 - 0,14 m = 14,89 m H 2 O abs

_)
(a) Flgun. 2.7 Manômetros diferenciai!.
MECÃN ICA PESADA S. A.

ESTÁTICA DOS FLUIDOS 37

· éln.,div~rsos tipos de manômetro~ para a deterIJl1l}ação de pequenas diferenças de pressões


u de gnµides diferenças com 'precisão. ' Um dos tipos mede com grande precisão ·,u diferenças
~tu:• >~9ja:p,,eq~s do .m.anôroetro. Pqr meiQ•d! pequenu. lent~s retj~Jil4dp h.orizontal-
te, JP.<>ptadas ao longo dos tubos numa:;cre~~a - W,lQQ,4, -J>Q,·,pin.b«Q e .waf~. de_
ot. de -modo que o reticulado possa ser ajustado precisamente, pode ser lida a difere·nça
®tt.r~s.:.moajsco,e. com-aµx.(lio .~e qõnios.
6asnndo~ líquidos· manométricos, inúscíveis. entre si e çam ~ .fluido a·.ser medido, pode-se
' uzl:r,. com uma pequena diferença de pressão, um grande destti:'ve.1 ·R (Fig. 2.8)t: o· líquido
m6trico mais denso preencl!erá a p~ inferior , (lo.-,tubo em U até 0-0, enquanto que o
QS d~~.serit colqcadó dós dóis ladqs preepclJ:endo· o_ s re!le{"íltóriós maiores até 1-1. O gás
c, lfquido do sistema preencherá oespaço acima de 1-1 : Quando a pressã'o em C for leve9'énte
or q~ em D, os meniscos __ soffer~o o_moytm~~tQ indi~~o na Fig. 2.8. O volume de liquido
ocado em cada reservatório 'deverá ser igual ao deslociido rio tubo em U; logo
R
11.yA
. = -a
2
de A e a sfo respectivamente as ároas das seçaes tra,n&veriais do reservatório·e do tubo em U.
equaçfo manométrica, em Wlidades de.. f9r-Ç& por ásea, pode ser escrita, partindo de C,

., 'i ~..t. (k1 + &y)y1 +- (k2 -


e,· -. . . ~-Ã., • ~ • • - '
R)
Ay + · _· Y2 - Ry3 .
2

- ( k2 ·- ~ + 11.y }v.2 - (k, ~ &y)y, = Po

Fipra 2.8 Miaomanômetro com dois líquidos manométricos.


38 MECÃHICA DOS .FLUIDOS

onde ')'1, 12 e 1 3 slo os pesos específicos indicados na Fig. 2.8. Simplificando e substituindo Â.>\

Pc - Po = R [ ·13 - 12 ( l - ~ )- "/1 -~ 1 (2.4.l)

O valor do c:ollhete é uma connantc para um dado manõmetro e fluidos preflxall>a; logo,•
diferença do' pre8II& • ,difetammte p,opotàÜllal a R·.
do
Exemplo 2.5 Deleja~ determinar I diferença de premio PC - PD, em pascall; quando o flaido
sislCID& do llliiromanârnttro da'Fia. l.8 é u. Dados: d2 1.0, d3 =
1,10, •IA= =
0.01,R :e 5·mm, t = 2<fC
e lo.it~a ~ c a ~ :760 mm ff&.
p (0,76 m)(13,6 x 2.806 N/m-') k 3
205
Au "" RT :a (287-N -m/kg-K)(2 73 +20 K) -= l, gim
)
a 3
11 Ã = (1. 205 kg/m3 )(9.806 m/s 1 )(0,0l) - 0,118 N/m

3 3
;·3 - ;·2( l - ~) = ('1806 N/m Kl,l0 - 0,99) = 1D79 N/m

O termo 'Yi (o/A) pode. w; drl11~ zad.o. SUMÇit\Ündo na Eq. (2A.1),_.ob~m-se


Pc - Po = (0,005 m){l.00'9 N/m 3) ~ S,39 Pa
O manômetro inclinado (Fig. 2.9) é uudo freq~ntemente para.medir pequenas diferenças
de pres&Ges em gases. J! ajustado para indicar zero, moVendo-se a escaia inclinada, quando A e B
estio abertos. O tubo inclinado, para uma dada diferença de pressão, ocaaiona um deslocamento
do menilco muito maior q\le; o pm~o num tubo vertical, provindo deste fato uma maior
precfJlo na leitura da escala.
A tenalo superficial causa, por capilaridade, um acRscimo na subida dos líquidos em tubos
de seção pequena. Se um tubo em U é usado com meniJcos nos dois ramos, o efeito da tenslo
) superficial é compensado. O efeito da capilaridade é desprezível em tubos de difmetro maior
ou igual a 0,S in.

EXERdCIOS

2.4.1 =
Na Fig. 2.6b o líquido é óleo de densidade 0,80. Quando h 2 ft, a presdo em A será
(a) -1,6 ft de água abs. (d) -2~ ft de água
(b) 1,6 ft de água (e) nenhuma das respostas anteriorts
(e) - 1,6 ft de qua

J
Fjpra l.9 . Macaômetro inclinado.
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 39

Na Fig. 2.6c o tubo contém ar, o líquido manométrico é água, h1 = 500 mm e h2 = 200 mm. A pnlsr
doem A é
(a) 10,14 m água abs. (d) 4 901 Pa
' (b) 0,2 m água vácuo (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 0,2 m água

N11 Fig. 2.7a, h1 = 2,0 ft, h2 = 1,0 ft, h3 = 4,0 ft, d1 = 0,80, d2 =0,65, d3 = 1,0. Logo, hs - hA em
, pés de água será
- 3,05 (d) 6,25
- 1,75 (e) nenhuma das respostas anteriores
3,05
• Na Fig. 2.7b, h1 l,S ft, h2 =
1,0 ft, h3 = = 2,0 ft, d1 = 1,0, d2 = 3,0, d3 = 1,0. Logo, PA - PB em
libras por polegada quadrada será
(p) - 1,08 (d) 218
b) 1,52 (e) nenhuma ,das respostas anteriores
w·e. s..~s•·
·- WJ}iJ.Jlllitl~1'1.P~O oom. mercúrio o ágU3, a di{eronça entre as colw:'as .1# de 500 mm (~iferença entre as
f~ra~s m~nisoos). A diferença de pressão, medida eiv~metros 4~ coluna d'ág\la, é
· · · wº ,S . .
~ bl,J ~.!
~ ~, (d) ;f7 ,3 .
(e)' nenhuma das_res~sqa,s anteriores
. -

No m.mômetro inclinado da Fig. 2.9, 8 =


30° e o reservatório é de grandes dimensões, de forma que
sa, pode admitir que a superfície livre permanere a nível constante. Utilizado como simples manômetro
paro. medir a pressão do ar, o mesmo contém água e R =
1,2 ft. A pressão em A em polegadas de
água será
(a) 7;;. (d) 14,4
,b~ - 1). (e) nenhuma das respostas anteriores
ili,I LÍ
te) 1.2 ~

.,
·1
' . . .

~Ç# E~ SUPERFICIES PLANAS


d,
J'\, ~nte~ores foram
1
feitas considerações sobre as variações da pressão no interior de um
• ~ .~ strib~o das forças resultantes da ação do fluido1 numa superfície de área finita,
1
de , .· ,~bstituída por uma força resultante conveniente na medida em que .ei.tejamgs, inteie,,
,- ,~p~itB
1 f ,. ·

.nas ~eações externas. Determinaremos, neste item, a intensidade e a linha de ação


tlw11u1~.AA5-i1~ &Sões); da •força .resultante, -por integra<;lo, por fónnula e pelo. conceito de prisma
Jf~J~ :-
Olf

~Rçies Horizontais
R\;\,,. ,1 ·-

iUm -supc.r fície plana horizontal, mergulhada nwn fluido em repouso, estará sujeita a,uma-presdc>
w;ttét•~ irtté~idade da força resultante, agindo num dos lados ·da superfície~ será
f p dA = p JdA = pA
)
,40 MECÃNICA DOS FLUIDOS

,.
_t

y
! Fipn 2.10 Notação usada para a determinação da
" linha de ação de uma força.

As forças elementares pdA, aplicadas em cada dA, slo paralelas e de mesmo. sentido, de
forma que a soma escalar das memw dará a intensidade da força resultante. Sua direção será a
da nonnaJ i superfície e contra a me11iia S1D p fut pO!iffW!. Adetemos doll moa·arbitrmoi-.xy
(Fig. 2.10} para·• deiermihar a llhha d'e'°·sçio da r!!sultante, ·isto é~ o pónto da ma·onae, nulo o
momento dai forças distribuídas em relaçfo a um eixo qualquer que pusa por elt~ ponto. Como
o momento da rêsuhante dewtd. ser·igual ao do sistema de forças distribuídas ení ielaçlo a um
eixo qualquer, teremos em relaçio ao eixo y, por exemplo,

pA.x' - t xp dA

onde x' é a distância do eixo y à resultante. Como p é coDJtante,

x' = _!_
À
f x dA =
A
X
)
1
onde x é a distância ao centro de gravidade ou centróide da área. Logo, numa superfície hori-
zontal sujeita à presslo estática de um fluido, a resultante passará pelo centro de gravidade da
mesma.

SuperfíM lndin.ta..

Na Fig. 2 .11 ••'-·representada uma supedíoio plana, pelo seu traço .A 'B', com uma iruilinaçlo 6 º
cm relaçlo à horizontal. Adotemos, como eixo x, a interseção da superfície livre com o "-à
da superfície em estudo. O eixo y pertencerá ao plano da superfície livre, como é mostrado
Desta forma o plano xy será o suporte da superfície inclinada. O nosso 4?bj,e~yp f e ~ na
deternúnação da intensidade, direçlo e linha de ação da força resultante devido ao /(quido num
dos ladctt,da!JUperfície.
Adotarulo« ·eomo wmnento de 4roa uma faixa horizontal 6A de largura 6y, a-:intenlidade
da força agindo sobre a mesma será
ôF = p ôA = ;•h ôA = 7y sen 9 ôA (2.5.1)
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 41

------------------
------------------
------------------
------------------
------------------
------------------
=~~~===~===~=~=~~~====== ___,
·_:;_:_:_:_:_:_:_;_:_=_=_=:::: '>
/ ',•
.,i;~~:~-;~l=-~~i-
i L. ' --------------
--~---il':--:C~-- ....-,i,-...-
, ·,,,, ' '

:-:-~'.!-~-:-=-:-~
____..-_:.._______ /"',>O
:;_:_:_:_:_:_:_:_:_:=- //
y- / /
/
/
/
/
/

·---
,_
e.:.
/
/

I,;~._

,,/ /
//
/
/
/
/
/
YJI-

Flgwa 2.11 Notação usada para a determinação da força que um


líquido exerce de um lado de urna superfície plana inclinada.

.:

'. l. ·t~.d~ as. forças elementares são paralelas, a intensidade da ,força F, que age de
, rJ~~;rff~e. Roderá ser obtida.por uma ínteB!ação sobre toda aárea,.
: = Jp dA = ')' sen 8 Jy dA = y sen OyA = yliA = PGA
F (2.S .2)
P g. ·1.11 verifica-se que jT sen O = ii e que PG = 'Yh é a pressão no centróide da área.
Em. palBffllfl, a ~tensidade da força que age de um lado de uma superfície submersa num
o,~i! igual ao produto da área da superfície pela pressão que atua em seu centro de gravidade.
to ·ll deve-se notar que n!o é -necessária. a existência de uma superfície livre e que pode
~-ô qualquer meio para determinar a pre,ssl'o no centro de gravidade. Se PG for positiva,
. ~d wn sentido tal que a superfície seja comprimida e, como todas as forças elementares
tambéJD o· seri.. Se giratmos qualquer superfície em tomo de um eixo
11 íl'emlta'nte;
d{ pelo centro de gravidade, a intensidade da resultante permanecerá inalterada, desde
ll n permaneça totalmente submersa.

llpha de açio da força resultante passará por um ponto de coordenadas (xp, Yp) chamado
ffll® das pressões (Fig. 2.11). Diferentemente do caso da superfície horizontal,. o centro das
~~,s de uma superfície inclinada nlio ·coinciÔlrá,com seu centro de gravidade. Pd?a·..di;,tem'rlnar
42 MECÃNICA DOS FLUJDOS

tos das forças


o centro das pressões, igualemos os momentos xpF e YpF da resultante aos momen
distribuídas em relaçlo aos eixos j e x respectivamente; logo
x,F =- f xp dA
A
(2.5.3)

y,F = t yp dA (2.S.4)

Na Eq. (2.5 3), a úea elementar deverá ser 6x6y e não a}lixa mostrada na Fig. 2.11.
Resolvendo em relaçlo u coordenadas do centro das-. prenõel, teremos

!
x, = (xp dA (2.S.S)

Y, = ! typ dA (2.S.6)

iente·
Em muitas aplicações aa Eqa. (2.S .S) e (2.5.6) serio molvidas de forma mais conven 1
segue :·
por integraç(o grlfflca; para úeas Bimples poderemos obter fónnulas '·gerais como

x, = A1
f xyy sen 8 dA = _A1 f xy dA = (;i:7
_A
y
(2.5.7)
i'Y sen 8 •,. y A

Pelas Eqs. (A. 10) do Apêndice A e (2.5.7) ,


l (2.S.8)
X
, yA +x
=...=!..

Quando um d.ç>s eixos centrais, x = x ou y =y. for um eixo de simetria da superfície,


/xy ~ula-ae
e O centro dai preisões ~ sobre X = X. Co~o [ ~ ~rá ser poli~vo 011 neptivo;'ç,
~tro
das pressões poder, se localizar de qualquer lado da 1Iri.ha x =x. Para determ
inar Yp por (ónn~ .
apattlr das Eqa. (2.S .2} e (l.S.6) , 1emllo s
..
,l l, j

Y, = A1
yysen
8 f Y"IY sen
A
(J dA = 1A
Y"
f y2 dA = YIA" (2.5.9)

.,.
Pelo teorema dos m o ~ de inércia, para eixD paralele>s
J

1:;i: = IG + y A
2
.: ~

onde Ic 6 o momento de ll8gUD.da ordem da área em relação ao 11eu eixo central


.horilontal.1
. , :. · ·
BUroinando lx da ·Bq. (2.S.9-),

ou

~ Ver o Apêndice ·A.


4

ESTÁTICA DOS FLUIDO S 43

(2.5.11)

positivo; logo Yp - y também o será, de fonna que o centro das pressões localizar-se-á
- Ji.o.'. ~~tro de gravidade da superfície. Não se deve esquecer que tanto y quanto
.clls.tãnçM15 medidas no plano da superfície.
1
§ A,.cpmw rta triangula r CDE (Fig. 2.12) é articulad a em CD e pode ser aberta por uma
•JM.~ em E. Acima da mesma tem1e óleo de densidad e 0,80, enquanto que sua parte inferior
~ ~,.,f ~.tnwsf~~a,. Despre~ do-se o peso _da comporta , determin~.:, (a)~ intensidade da força
põrta por integração e diretame nte pela Eq. (2.5 .2); (b) a pos1çao do centro das pressões;
smit,pua·rabrir a comporta .
mr,~r,efe.rtncia à Fig. 2.12,

li
F= f p dA = y sen8 J y.x d)I = y sen 6 J
A 1
ll
.xy dy + y sen 9 f
13
li
xy dy

!Jl_x = O e quando y = 13, x = 6, com x variando linearme nte com y; teremos


x = ay + b o-sa + b 6 = 13a + b
um as coordenadas para determin ar x em função de y . Resolvendo-se ·para a e b,
a =f b= -~ x = f(y r 8)
Uf 1 ' •
~umd_o y = 13, x = 6; e, quando y = 18, x = O; ex= 56 (18 - y). Logo

F.,; y sin 9 ~ [( (y - 8)y dy + ( (18 - y)y dy]


3 1

5 8 13

F = 62,4 X 0,8 X 0,50 X 5 ~J -


6 [(
4y2
)13 + (9y
8
2
-
l)lll]
y3 13 = 9.734,4lb (4.419,4kgf)

F = PGA = 'YY sen 8 A = 62,4 X 0,80 X 0,50 X 30 X 13 = 9.734 ,4 lb (4.419,4 kgf)

----~--
-------
--------
- ------- -- -------
------- -------
-------
-------
---- --
--- --·
---------
-----
---- -
-------
-=--==------
-------
--=-
-------..=...-.;-_ \
--------
-------
---- .\ / '
-·-------
\

_:=:=:=:f.
-=:::::
-=~=--
D
'.
' . ~1,~"'
~
\\
~1/~\ '

\
' '.>
\\ ~~ E
'• " i )o
't" c..'J.. ~.,-
/
\ \~ \ ~
,,.,,.,,,,✓,,,,

'- e
ç. (1' ·,
•dl., '? ·. :. .
V-

;>JJ~ ' '-

1.._")~'.>
~'

Figura 2.12 Comporf a triangula r.


44 MECÃNICA DOSFLUIDOS

(b) Em relação aos eixos indicados, x = 2,0, y = 13. Na Eq . (2 .5 .8),


X=-
lir +x
P jiA

lxy é nulo devido à simetria em relação ao eixo central paralelo ao eixo x; logo i = Xp = 2,0 ft. Na
.
Eq.(2.5 .11)

1 x 6 x 53
Yp -
/ e;
Y'= - "'2 x - --- = 0 ,32 ft (9,7 cm)
YA 12 x 13 x 30
do centro de grávida~e.
íst<:> é, o centro das pressões localizar-se-á, no plano da área, 0,32 ft abaixo
tos em rela,;ão a CD. teremos:
(e) Substituindo a ação do óleo pela resultante e igualando os momen
P X 6 = 9.734,4 X 2 P = 3 .244,8 lb (1.473,1 kgf)

O Priama das Pressões


o e. da linh~ de-aç lo da
Uma outra maneira de estudar o problema da detenn inaç(o do módul
de prisma das pressões.
resultante das forças sobre uma su~rfície plana é através do conceito
em qualquer ponto
Trata-se de um volwne prismático cuja báse é a superfície dada e cuia altura,
da base, é dada por p ·= ih, sendo h a disttncia 'vertical á superfície livre,
como ria·Fig. ·2·.13·_
existir, fisicamente, a
(Pode-se utilizar wna superfície livre imaginária para definir h ~ nã:o
iente tal que seu traçc
superfície livre.) Na figura, ·1h pode ser representada numa escala conven
seja OM. A força que age nwna área elementar c5A será:
l>F = yh l>A = l>CU' (2.s.12:
ando, F = '\J, ficandc
que coincide com um elemento de volume do prisma dàs pressões. Integr
da superfície, é igual ac
demonstrado que a intensidade da força resultante, de um dos lados
volume do prisma das pressões.

---- ---- ·
· - --

. Figura 2.13 Ilustração do prisma das pressões.


45
ESTÁT ICA DOS FLUID OS

J. ·
Xp = '\Jl f'\JX d'\] Yp = 'U1 f'\Jy tf\) (2.5".13)

t 1
.Joµn,a, ~
o que Xp e Yp--~,:o , ~ ,4',tân~_as, ao cen~ói4e do, prisma ,_das pr~~ s. .~\a
simples,
iQlo dn resultante passará pelo centróide do prisma das pressões. Para áreas
Qonl(,,nion.Je qw,. . .qu.alq~er ·º'-'tro. Por ~~mplo, W1Ul ár~a {eWJg~~1 .ç_om,
~11ro,,,.t~ _
• 0~1 {\à ~µ9'rf(çf9 ijvre, ter~ um prisma de pi;e~
s .en,. fonn:a de c~nba, fic~~ ~-
es,
crl{~Y \~~ ..wn tei;ço da altura . em re~çlo à ~ase. l.pg9, o cen~ro·.~ pressõ
·
.!Mf~h!Ul: l\lt~~ -~D\ r~~çl,o . ao. lado inf~rior dp retãngulq.
.
!li . 1 ,, ;
p.tplo 1.7 Uma estrutu ra está inst$d a num canal _<Je tal J'Jl~O q~
de~~Je P,r~: a ~~ se \Wl'
aço e pesa 2 500 N/m 2• Determ inar
' y (Fig. 2.14a) for atingida. A compo rta é feita de chapa de
da normal ao desenh o, a força
do o conceito de prisma das pressões para largura uidtárfa na direção
1
2 e altura constan te de
de base
tlJontlil (Fig. 2.14b) é dada pelo volume de um prisma de 1,2 m
1 ;J. 'YY N atuando•nO' centro da basck oi lffisme 2 ·pre1sÍ)ell · pará
·=I das a face vettJeal
~ dii•-l-éa\ llit' 'Fy
.é 7y/'J,,;J,s,go
o) ·d uma cunha de y m de base e altura ~i.wo , do.◄ P -y;)'!N/m
2 .• A altuil- JP6<UJ·
~
&f!i!'1'~1 ~pa~ ~e da ~unha _e11tá.a._x/~ d~ utl,ç~aç4o, a 9Cso,4 . ~~
0
o~ _cones-
l CQi:np
~ ~ra~~ ~º!
1f rw.8f J. ~ ~ .a~f84Q .CnJ ~.~ centro:_1- Fig;__ ~1\4d..m~s~~ todas_·a
s;fior~
º.! é,_ achar valor de y d•e tombam ento, o mo~n to em_ rêlaçio a
. '111' o eq_~~ -~to para o
· ·
1
··· ' · · · · · .
·di,w ser-~lô'.r · ' ·

M. = lQOO N x 0,6 m + l,2;>y N x 0,6 m ~ · N x y3m = O


i'Yl
'i .
2
1 , , •. '
M "" y3 - 4,32y - 1, 1014-= O
, .
· .
~ 01
y :.:.,2 e .y = 3. U~4o ·_Q·
~ •-~.tl\ ,/ l ~ UJlla ~a~ 1>9sitjva , que facilmente se percebe estar entre . . .
. . , _
- · ~YffRn~P,lt•o~ .(.t.~ndice Q)
M(y) y3 - .. 4,32y - l,l014
y =,Y - M:(y) =y- - Jyl .;--4,32 -·

~ processo .iterativo . Um valor tentativ o de y é adotad o, digamo , 1 ~ 2,5. Sub~titui~do no segll:'ld~

1,2 'YY

-yy2
l.y

1,2 m
-l
Arti-
culação A "' l,2m 2
~! 'YY
2
3
T
0,6 m
3000

(b) (e) (dl


(ai
FJawa 2 .14 Descarregador no lado do canal.
r
)
46 MECÂNICA DOS. FLUIDOS

Repeti ndo este proced imento três vezes, VDtifica-te


membr o dessa equaçã o, resulta um valor melho rado de y.
0
uma calculadora programável.
que a raiz é y = 2,196 m. Uma equaçã o cúbica é facilmente resolvida usando-se
a equaçã o uma vez com calculadora.
Preparar o programa não dá mais trabalh o do que resolver

Planas
Efeitos da·Prasio Atmolffric:a em Força Aplicadas em Superfícies
as. A presslo foi ealculadà;
Na análise das forças de pressão não foi mencionada a origem das mesm
í(cle livre. Pica· 'mdenté','
como sendo p = rh, onde h t! a distlncia vertical abaixo da sbper
portanto, que ·a origem adotada é a pre'SdO efetiva nula ou á pressã
o atmosférica local.'Quando·t'
contra- a ·mesmà uma t'otçr
face oposta da superfície estiver iberta ·à atmosfera, será exercidá
quando a origem for o zero
igual ao produto da presaio atmoaf6rica p0 pela área, ou poA,
) absoluto. Do lado em contato CO!D o líquido a força será

J(Po + ;·h) d-{'f = Po A + i' f h dA _,,


irá afetar de marut1"r
Como o efeito•. da pressão atmo&fmca iguala.se em ambas as faces, não 1
1
alguma a força nsultante nem sua loc:aliaaçlo.
de ~~s os~ ~· de
~sta f9~ , quando for .adqtada a mesma ofi$~m para as ~ ,ssles
cqnst:ruindo~1e..~ su~.rr'C
um corpo,,,~ r.~.~ t~.te, e.o~ moqiênto~ poderJo ser de~ do~ onnent~. ..
livre na origem das pressoes e utilizando-se os m~todos indicados anteri
1 .,

cics planas ó dada no projet o de barrq ens


Exemplo 2.8 Uma aplicação du forças de pressão em supení
a, na base da ba.rragem, são calculadu por meio ~
de gravidade. As tensões de compressão máxima e mínim
transv eual de uma barragem de concre to cujo pe!Ol
forças que agem na mesma . A Fig. 2.15 moatra a seção
água. Consid eremo s como sistem a um trecho de
especí fico foi adotad o 2,5 'Y, sendo 'Y o peso especí fico da
devidas ao concre to, à qoa~ às pressões rili ~ l
barr,ae m de 1 ft (0,30 tn) de largura ; as forças aplicadas serio
além do escopo deste ertUdo, 111d serâ adõtaiftí'l
e ao empux o de subpressão. A determ inação deste último está
cendo linean nente até zero do outro biatt>
como sondo a metad e da carga hidrostática do lado da água, c,ecres
) s de cisallw nento ou um atrito que equilibraJ1Í. a
da barage m. Na base da buragem l.rio se de!envolvar tcn.sõe
peso da barragem menos o empux o de aubpre seio,
força da água Rx = S.000 'Y. A reação na base será dada pelo
= A posiçã o de Ry será tal que o sistema fllllue
Ry = 6.150 'Y + 2.625 '}' - 1.150 'Y 7.625 1' lb (3.462.., kgf). dá: ·
1

dos mome ntôs em relação ao ponto' O nos


em equiltô rio: O eqwlt'brio
I:M0 =O= R,x - i000-;(33,33) - 2625,( 5) - 6.7.50-;(30) + 1.750')1
(23,33)

e
X= 44,8 Íl

linearm ente, isto é, o prisma das pressões é um


Costu ma~ admiti r que a pressão na base da banag em varia
trapezóide de voh1nte Ry: logo
a +a.
mu 2 mr• 70 = 7.625;•

máxim a e mínim a em libras por pé quadra do, O


onde ºmax e ºmín são as tensões norma is de compr essão
onde x == 44,8 ft. Pelo equilíb rio dos mome ntos em
centro de gravidade do prisma das pressões está no ponto
centro de gravidade em função de ªmax e ºmin •
relaçio ao ponto O podem os expreuar a posiçã o do

1
L. .
47
ESTÁT lCA DOS FLUID OS

(3,0S m)
se 11orr
:1. t
15 ft (4,58 m)
_L __ __ __ __ _
--------
- ----- ---
--- - ----
• 1 . -:-:-:-:-:-:-:-_

::::~h= ==
========~======
::=:===== ===~-
~-----------
0
M
-
~*~=~:=
!"'t..8'~-~-:::::__________
:..-...--_-_ __
...., ·---------
s @j:

,,.
__ ,, .,,.

Figura 2.15 Barragem por gravidade, de concre to.

ama, = 11, 7Samin

2
11mu = 210y o= 12.500 lb/ ft 2 (1min = 17,l y = ID67 lb/ft

da base da barrag em, ªmin será sempre uma


(12 ando a resulta nte estiver aplicada no terço interm ediário
bom projet o deve-se fazer com que
a comp1essão. ComQ o concre to é pouco resiste nte à tração , num
lflltitc e5"teja aplicada no terço intermediário da base .

ície circula r de área unitári a, cujo


A ip~nsid ade da força que age numa das faces de uma superf
~ IA\') º~i e a 1? ft_abaix.o d~ superf ície livre da :água, será
éà),• ,r1um9r, 9,\1§;1lO-y .
b 1(up~~:>~f ,9r;en.!3ÇÃ?- da ái:ea
Cc) TD11Jor que 101
pressões às superf ície liv:te
Wt' o··.,mHüt8 tl~ 'Y pela distância vertical do centr~ das
(e)' ndhfülina :dai. respóstas-anteriores
48 MECÂNICA DOS FLUID OS

inferi or de 3 ft horizo ntal e 6 ft abaix o da


2,5.2 Uma superf ície retangular de 3 ft por 4 ft tem o -lado
ície forma 30º com a horizo ntal, logo a força
supe1fície livre de wn 6leo de densid ade 0,80. A superf
que age num de seus lados será
(a) 38,4 -y
(d) 60-y
(b) 48-y (e) nenhu ma das respos tas anteriores
(e) Sl,2-y
está vertic almen te abaixo da superf ície livre de
2.5.3 O centro das pressões da superfl'cie do Exerc ício 2.5.2
(a) 10,13 3 ft
(d) s:,oo rt
(e) nenhu ma das respos tas anteri ores
(b) 5,133 ft
(e) S,067 ft

2.5.4 O centro das pressões


(a) está no centro de gravidade dt área subtne rsa
(b) está no centro de gravidade do prism a.das pressões
(e) é indep enden te da orient ação da ârea ·
(d) está num ponto da linh~ de ação 'da' fol:.ça resultante_
(e) está sempre acima do cen'tro de gravi d~e da âtea A
_limi_tada por circUQferências concê ntrica s de rllio1
2.5.S Qual a força exerci._4-a spbJe a_ç_9r~ f.~!-\ W-~~-ti~_.
da superf ície livre da_água. 'Y = peso espec( ffcp:
1,0 m e 2,0 m? O ceritro ·local iu-so:, 3,0m\ á"baix o . .
'
(a) 31r-r · (d) 12 fl"'Y
911"1
(e} nenhu ma das respos tas anteri ores
(b)
(e) 10,25 1r'Y
abaixo do centró ide da mesma
2.5.6 O centro das pressões da área do Exerc ício 2.5 .5 está
·' - ·(d) 0,47 m · -·
(a) O m
(b) 0,42 m (e) nenhu ma das respostas anteriores
Í'!-
(e) 0,44 m f
1
dente~· com a superf ície livre e o vértice subnu ,t, ' ~
2.5.7 Uma área triangular vertical tem um dos lados coinci
estará a uma distân cia da super f(cli
Se a altura do triângulo for h, o centro das pressões
(d) 2h13
(a) h/4
h/3 (e) 3h/4
(b)
(e) h/2
superi or coincide com a superf ície livre da âgun
2.5,8 Uma comp orta vertical mede 4 m por 4 m e seu lado
comp orta é
que retém . O mome nto em relação ao lado inferi or da
(d). 8~ 1 3-y
(a)-' · 42 ,7 ,y
- !(e} · nenhu ma das respos tas anteri ores
(b) ·57-y
(e) 64 'Y

2.6 COMPONENTES DA FORÇA EM SUPERFICIES CUR


VAS
L~.t··

Quando as forças elementares p.5A variam em "dtre·çto, como


no caso· de uma superfícle cutvatr
c_o mF.n ent~ '_seg~~~''trê~_':_ ~ire ~.\
devera-o. ser somadas come> grandezas vetoriais, isto ~• suas
as tr8s co~pó'n~~~~s. .~~ 8:'maâarr 1
perpendiculares são somadas como escalares e. postenormen:e
.de dl.lllS COIJlP!::m«;pte~ ho_nzontais •_ ;
vetorialmente. A res'11tm.,te po'1~-~-á ser dE;t~rpunada, .pQr ~~10
ij}á_veis: para. uma JU.porf(cie .reversa. ;
perpendiculares e uma componente vertical, facilmente calc.
49
ESTÁTICA DOS -FLUIDOS

iià I a9'0:0 das componentes são detenninadas prontamente


e, desta forma, a resultante·
Jfnhã de açifo podem ser obtidas. ·
r

~lh_'f,,~orizontaJ dn Fprça ~~er~ida numa Superfície Curva


curva, é igual à força
11tnte horizontal da força de pressão, que age numa superf(cie
al de projeção é normal à
· o exercida contra uma projeção da. superf(cie. ó plana vertic
ensional qu:alquer..onde ~A.
da componente. A Fig. 2.16 representa urna superfície tridim
l o negativa de.« . Logo
· i&nto dei sua área e.8' é o -ângulo entre -sua nonnal e-.a ~
ôF:,; = p ôA cos (J°
Somando-se as comwnent.es
onente segundo x da força exercida num dos -lados de 6A.
x para. rtoda a área, tere~os:

F :r = f p cos 0 dA (2.6. 1)
.:t
~ e p cos 8 6A é a força
:à cos 8 õA é a projeção. de 6A num plano· perpendicular a
re~hnda -na área projetada; sendo suá dtreçib'. a de x:'"Ptdjetai-'cii.cla ~Iemento irurrt·piano
teqüen-
a,$UPA'~í$ G\lffll 1lum ~o,vertiC411. CQnS
~ 1a. 1 é equtvaJente a ·proj~ta,r toda _
te,,hodwntaJ, da ·.força
.('11 força que age nesta projeçlo da superfície,·qUfVa-6 .a" ~•pô 11en
_ 1contra a mesma e será norm
al ao plano· de projeção. A componente horizontal perpen•
projeçlo da su-perfície curva
r! ~direçi'o ill! será obtida . determinando-se a força que age na
1 plano vertical paralelo a x.
corpo será sempre •nula,<poia
tA 'eo.mponente horizontal da força de pressão exercida num
sempre sinal contrário ·como
O§Õe& dos elenmn.tos de área em lados opostos do co~o têm
l10 -a x e seçlo transversal 6A,
<ll; tia Fig{ 2 )1 7. Seja um' pequeno cilindro de- eixõ :pat-al1
e
11
]1\l

Figura 2.16 Componente horizo ntal da força exerci


da numa
superfície curva.

=-- ~- =-==~-:;:=~-=======
-p-- :--:=~=====
==~=~
- '!'"'-
- - -
- - - - - --- ·
- - - - - - - - - - - - - - - - - - ..:.

----- - --:x:-·
. ~~ :: -:-:~
- --- ---- --
-L - - - - - - - - -·

~ ~==3=~:=:::=::-3
~=
-- ~~--~ - ~~~~~
~ -=-=-=""'-:--:-:=:=:=~j:==~== =:=:=::=:
- ---~-
--- - -~===~
=:=:=:=:=:~
Figuia 2.17 Projeções dos eleme ntos de área em lados
de um corpo.
opost os
so MECÂNICA DOS FLUIDOS

tal que se intercepte o corpo em B e C. Se o elemento de área deterorlnado


pela interseÇ.ão 49
corpo e do cilindro em B for 6As e em C, 6Ac, teremos
ôA8 cos 88 = - ôAc cos Bc = ôA
já que o cos Oc é negativo. Desta forma, se a pressfo em ambos os lados for
a mesma,

p ôA8 cos 88 + p c5Ac cos ~e = O


e assim para todos os ·elementos. de área.
cie:cu~a:
Para "determinar a linha de açlo da componente horizontal da força numa superfí
é necessário conhecer-se a resultante do sistema de forças paralelas fonnado
pelas componentet
das forças aplicadas em cada elemento de
área. Tal resultante é exatamente a que age na área
de componentes
projetildadá que os dois sistemas de forças ._presentam uma.distribuição id!ntica
inado na . ár~a
horizontais elementares. Pelo que foi exposto, o centro daá pressões é determ
projetada pelos métodos apresentados no item 2.5.
2 2
pela equação x /4 + y /4 -+
Exemplo 2.9 Um elipsóide de revolução está submerso em água e é dado
tente ~orlz1mt!l]
+ z2/9 = ~- p centro do ço.q,o lQcaliz~~ l m.a~aixo .ia, superf(~ eliyre. ~te~ ar_a CQJ'flP0J ~J~t!if
xz.,, ~otjzo~ t~ -~ )'.1
4a ro~~ _'J~~ ag_~ na su~rf{c ie lo,~ad ~ n_o pr~eiro ,octante. Çons_i_der!lf. o_plan~ 1
para e1ma.
centr61de''loca liza~ · (2 '.ai
A ptojeÇfo' Ha superfície no plano j,z tem. uma área (w/4) X 2 X 3. Seu
- (4/H·r x 2lm abai~o da superfície livre. -Logo

F,, = -(~ x 6)(2 - :)i' = (-5,425 m )(~806 N/m


3
3 3
) := -53J kN

Analogamente

Componente Vertical da Força Exercida numa Superfície Curva


ao peso de
A componente vertical da força de pressão que age numa superfici_e curva é ,fgt1,a/
Esta compo·
li'quido contido verticalmente entre a superfz'cie curva e a superflcie livre-do li'q{l{dq.

o·~- - - x - - - ~
·- - -- - - -- - L- -=--=-= -=-=== i:-c=== =
·-=-=

~===::f::=:~: J========~
:-:-:-:-:-:-:-=--~t:-:-:-::--:-:-
--=-i--- -----
------:-:-.::-J-::
·:-:-:-:-:-:-: :--
:-9.-.~ ----·
-::-:-:
:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-e :-: :-:-:-:-:
~=~=:=:=i:====~~===-- ==~=~
: =:~=~---
=:·------
------
---------
======:+-
--
---
:=:::=:~
-----
-----·
------
- ---- ·
·----- ~
:-:-:-:-:-:-:-:-:
·------ --
--------- ---=-=-:-=-=
- - ---- ·
- - ------
Flgur• · 2.18 Compon ente vertical da força qµe . age num;
:-:-:-:-: -::-=~=--.- -:-:=:=:-:=:= ==== -:::;.:-:-:-:-:-:-: superfície curva.
51
ESTÁTICA DOS FLUIDOS

agem
o. $Q 1cl.1>temunada somando-se as comp onent ~ verticais das forças de pressão que
de área e a força
tq~ da área 6A da superfície. A Fig. 2.18 mostra wn elemento
lemen eto .e . pela
exercida no mesmo. Se. (J for o ·ângulo formado. pela norm. al .ao .

IJ(S· a componente vertical da força que age no eleme


nto de úea será p cos 8 6A e a
te- ve1rtfcal da força aplicada na superfíoie será
iJ
'. 1
=·f
F" . A p. cos 8dA
.
.. .
(2.6.2 )

pclb!respectivo "Ih, onde h é a distãncia do elerµeiito de área


11 à superftcie'livre e
.;)
s os 8 6A é a projeção de SÀ num plano horizontal, à Eq. (2.6.2) ficará
l
!li
· F11 = y f h cos 8 dA = y f d'\J
A 'U
(2.6.3)

e do líquid o c~nti do
é o volllllle do prisma de altura h e base cos 8 SA ou o volum
.. ' .
~AcqJlª ,dó elemento de úea. Integrando,
r
F., = 1\1 (2.6.3 )

ce-se o valor da pre~ o


do o líquido está embaixo da superfície (Fig. 2.19) e conhe
nária N a urna
ponto, por exemplo o; .pode-se construir uma superfície livre imagi
distância vertical
:acima do ponto O. Desta fonna , o produ to do peso específico pela
e irnaginúio de líquido,
, ponto do tanqu e será a preUf o no ponto . O peso do volwn
da força exercida
nte contido acima da superfície curva, será a componente vertical
o peso especifico
. Ao construir a superfície livre, o líquido· imaginário deverá ter o mesm
es não seria
om contato com a superfície, cwva~ de outra fonna , a distribuição das pressõ
o _n~ pont~ ~ mesma
· • C9.m wn Jíquido imaginário sobre a super f(cie curva, a pres~
~ .r- ç(l~<Í_p.,,;pq1~m
, ':-H~pa. !lS ~~PO.nentes e~1'}erttare~ da '.fqr~ ~'a..~fr~ç~Õ vettícal.ter fo
'J ilihtff'di'rf,os. Por causa disto, o sentido da
componente vertical da força deve ser invertido
s casos em que· tivermos
o Màdmite um fluido imagµuirio so~re a superfície. Em algun
1

entar (ou subtra ir) líquid o


uido confinado acima da supérfície reversa~ teremos que acresc
úio para obter a superfície livre. ·
a soma tória dos mome ntos
kJJnha~de aç10 da componente .vertical é determinada igualando
:errr rslaçilo a· úm eixo
tompone'ntéii -verticais; elemenrares ~colri o momento- da for~a · resultante
'
. nte.•€om o· eixo passãndo por O (Fig. 2.18). · ·

- --- 7- -- 7-•B
1
1
1
1
1

figura 2_.19 . L(quido com superfície livre equiva lente.


)
52 MP.CÃNlCA· DOS FLUIDOS

F,/x = y J x tro
'\1 •;

onde x é a distancia de O à linha de açfo. Logo, como F, - = ;'U,

x=_!_fxd'\J
'U . '\}
a linha de açlo da força
que é a distância ao centro de gravidade do volume. Desta forma,
,que ,e e~n~. ~
vertiQll p ~á ~1:'> ~~o de gr•vi4a~ do volume, r_eal ou irna.gi9.liJj,Q. ..
da superffcie ~ até a llij>U ÍÍ~. ijvre .r~al ou µnaguwia.
~ • , 1 ' ~ ► 1 , •

Fig. 2.20. O contato entre


µamplo 2.10 Uma barreira á l í ~ .repnesa água, __como é mostrado na
, determinar (a) .
o cilindro e a parede faz« sem atrito, _CObstdenndo um comptimento uniúrio do cilindro
) seu peso e (b) a força exercida contra a parede.
pela
(a) P~a havei_.' cquih'bno, o do dÍindto de.wrá ser jJuaJ à componente vertical da força exercida
peso
água. (A superfície Uvre imaginária para CD '~stí n~ cota de A.) A força
verticàl em BCD é ,.
2
2
Fw,o = (~ + 2r ), ""'{2x + 8)y

A forç a.~ em AB é

Fr•• = -(r 1t;)1 = -(4 - n:)y


2
-

Logo, o peso por wúdad e da OOJ l\~o será


F~«o·+ Fr., = {3n + 4)y"" 0,132 MN
ç-~eh os ~ í~ça h9~n tal om CD.
(fj) A foi~ e~cid • ~ntrant~s
a parede _será, isW à forç a~~~ e_m ~ 1
dai totçú·em ·BC~ CD atiúJ'am-se, 'poU , ~çlo de BCD ~pla no
wrtieél
As Cómpo nen~ ·botiio '·
·tnuta=:-t.oto, · · ·
) F.., == FH,..-= 2y = •~.6 kN
de•vale i806 Pa.
já que a área projetada é de 2 m e a pressão no seu centro do gravida
2

Para dotenninar aa rea~ . ~ttP III e,wiu 4J: for~ de. p~.~•-'181,Ücm
q4o ,~ fl1'i® W(ler ; w
aglndo a9, Jengo do
substituída pelas duas componentes horizonlais e .uma contpOnMte.-
suas linhas de açlo.

A
·-----
------ ----
---
---------
·-----
------ --
--
·-----
-----
·----- --
---
--
------
------
------ --
--
--
------ -
=-----
-·------ --
-------
=-- -
------- - -- -
--
--
--
------
------
------ ---
--
---
·-----
------
·----- ---
----
) ------
·-----
------ ----
-----
-----
-----------
------
·----- -----------
------ ---------
·----- -----------
-----
----------
·----- ----- --
------- Spn ~ Corpo sernlflutuante.
53
ESTÁTICA DOS FLUIDOS

'
Mra çto •num Túbo e numa Esfera de Paredes-Finas . .
1(1 ,.,. . . .
~ ~.~9-.~iji~Q. ~~ })ti'-~ S ~fe~nas ~~t~~ . sub~ lido _a t~.~sõe~: em. ~ perfe ~.
_µ,tar-~-1~ ~omQ é
ue nJo hnfii 5W~õe~_Jq~ii~dinais,i.~ .-~Il ~.s ~ . p~Q~e.s, apr~se o ~_e1
.~- 7.21. Consid~remos um frecho de tubo de lHf&~ t ~p.(Jia_,, ij~o e!,_
_!"'w...~~p:, "'Q~.s p~os :~armais ao eixo e afastados· comp da unidade de comprimento.
, t,.d~ do_ ~~l como sistema, as fo~ça.s .por qnidade de rimento na parte superior
onente horizontal
;a ffq, ,re~ ~~~e nte, T1 e T1 , como mostrado na figura. A comp
o no eixo e , é
1a. ?t ~. cenp-o .~ pressões da área projetada e vale 2 pr, onde p é a pressã
dg.tuho:
perss«o for grande, o centro das pressões pode ser adotado no centro do tubo, tendo-se . . ·. .·
re ia, .e
a)

e for e, a tens4o
a força da tração por unidade de comprimento.- Se a espessura-da pared
f
,fo. 1

p1Uede do tubo será ·


1

'1= -
·r -=pr- •. (2.6.6 )
e e

1rffi'.íaç1o dâ presslo entre a parte ~uperi"~r mteµor do tubo forgr


0

e
ande, pr~_cfsaremos
m_11a9ões para determinar o centro das pressões,
2rT1 - 2pry = O

Ull 1,
a, desp.r:ez;ando-se
D. a equação do momento em relação ã parte inferior dQ si~~.m
~ da é
nte vertical da força. . ,. : ' .
:a1
·•lvendo,
t~ = py
tem pue~e s com 1/4 in. (6,3 mm)
l~2~tl timtubo· de aço, de diâm~tro intomo 4 in. (10,2 cm), 2
illttl"Mr"," QÚlll' 11 ' p~!fio "•ináidma · se ·d tensão l(dmiss
{vel de tração for 10.!JOO psi (t03;1 kgf/cm )?
i,._r .• : ·., ... ' . :.
~jj,P.q- (2.6.6)
le
2
p ,=; qe =,(IO.OOO lb/in_ )(0,2S in) = 1250 lb/fo 2 (88,8_9 kgf/cm
.
2)
r ~m
do
1Ue"des
~ér'a'.•'tle.1Fiar1- fmas for submetida a pressões internas, desprezando-se o peso
. . .. ·.

r - 1
......., ' _J

-Figura 2,21 Tensão de tração num tubo.


)
54 MBCÃNICA DOS FLUIJJOS

fluido interno à esfera, a tendo em.mu puedes pode• detanua da :ccmskie usuiHI •·feqlla
exercidas no sistema comtituíd o pelo hemiaf'4rio obtido ao cortar a esfera por um plano vertical~
A con,panente di fbiya d~ fluido, -~ 10 plano, àgbidb lntentlindnte ao •~ t i , seri
ptrr2 , onde r ~ o nfo. A temia a, multiplicáda· piela h ·2 m, onde ·, ,
a u ~ i de\'lim
equilibrar a força do fluido, logo · :

pr
<1=-
2e

EXERdCIOS
)
2.6.1 A componente horizontal da força agente numa superfície curva é igual
(a) ao pem do liquido .amtido Ylrticalmonte acima da mpedíc:ie c::arva
(b) ao peso do líquido retido pela mperfíáe curva
(e) ao produto da pressio, em seu centróide, pela área
{d) à força que age na projeçlo wrtical da superfície curva
{e) à soma escalar de todas as componentes horizontais elcmenta:es

2.6.2 Um tubo de S m de diâmetro deve transportar água a 1,4 MPa. Para uma tensio admissível de SS MPa,
a espessura da parede c!o tubo, em milímetros, deve ser ·
(a) 32 (d) 80
(b) 42 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 64

2.6.3 A componente vertical da força de pressão exercida numa superfície curva submersa é igual a
(a) · à sua ·componente borimdtal
(b) à força que qé na projeçlo wrtical da superfície curva
(e) ao produto da presaio no amuo de gravidade pela área da superfície
) (d) ao peso do llquido contido wrtic:almente acima da aupaf(cie curva
(e) nenhuma du rcspostu anteriores· ·

l.6A A componente ~tical d~ forÇll aplicada _na metade superior de um cilindro ho~~ de seção
tran~ ~çu,lcu:"· de._3 ftJQ.?1 :m> .? ~ t r o e .lP ft (3,0S Dl) de ,9~Drime nto, cb4iQ de qua e
coni presslo 0,433 psi (304 tjl/m7) no eixo, é . ,

(a) -4S8 lb (- 208 kg{) (d) 1.872 1b (850 kgt)


(b) - 331 lb (-150 kgf) (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 124.S 1b (56 kgf)

2.6.5 Um barril cilíndrico de madeira é j;l()DStnlÍdo com um aro no topo e outro no Jundo. Ao enchS~o
a
com um I(quido, relação entre a ienslo no aro superior e a tendo no aro in~rior l
(a) 1/2 (d) 3
(b) 1 (i) nenhuma das respostas anteriores
(e) 2

Poi um conduto de S0 mm de diâmetro interno, cuja parede>. tem espessura de S mm, escoa água
à
2.6.6
0,89 MPa. A tensio da traçio aa parede do tubo, em moppasca ls, é
(a) 4!} (d) 39,2
) (b) 9 ,8 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 19 .6

~. . .~-
,• .
•,.
.
1
ESTÁTICA DOS FLUIDOS ss

(grçl. resultante exercida -por um fluúlo ma repmuo num corpo, nele submerso ou flutuando, i
da empuxo. Bato ap 1mnpro verticalmonte dirigiio ele baixo para cima. A componente
tal da multante ~n
nula, já que a pmjeçlD aam,,-e,wrtiml do .corpo submerso ou
~ submena de- um 1J0110 iffllt1umt., 111DJi8 ala. , ~:
O empuxo num co.rpo ~ ' clade -pell dtfemop IDiffll a CODlp'lleme wniAl da força
presslo em sua _parte inferior e a componente vertical da tneama na sua parte superior. Na
~ 2.22 a força. para cima, aplicada na puto infenor, 4 iplal ao peso real ou imaginúio do
j(qufdo contido acima da superfície ABC, fato é, o peso do líquido do volume indicado por
CEFA . A força para baixo,agindo na superfície superior, 6 igual ao peso do líquido ADCEFA.
A Wferença entre as duu ser, uma força vertical, dirigida pua cima, igual ao peso do fluido
'ABCD que 6 d•1locado pelo sólido. Na forma de eq~
E = ~i' (2.7.. 1)-
~ . . .
.. ;-;:,,:,;;:. ~o empuxo,'\)"~ ,o vahane de_.fluidn daa.locwJ(l,e_14' ,<> flllP.~C ~1 4<J,.fluido. A.~
üta,.~rd vdlida para corpol f l u ~ ~~d ·b ~~ d.ê' l ~ -~~.. -~ . ff$p
vte1i,el:a ob;acmçlo ~ -a:,rpo tbll!\Japte fSa.Fig. 7.22. _ . , . _. . . _
!l,~,.2~ , •.fo~p. w t i c a l ~ ~ U t ~ ~ f l ~ ~ q t ~ ~
~salM ,6 . . .. - . .. .. . ·- .
58= (pz - pi) c5A

-------
: ::5:::::_:_;.
-------
-~-----·
----
-------·
-------
-------·
------
·-----·
_-.--_-=-=-- --=""_""::_~----- -----=------=-~========-- ~---------=
::=:.:-----=~ -------------_-_-:,:-_-_-=::,. - --=-==-_3-:
__
-_:_=_=-_--==:-:_

~...-....:.;r::: - -----
F-:_- ----~---- ---------- -----:--:::-.::-- ~--------- ---------- Flpn l.ll Empuxo em corpos sub•
·--------------- --------------------------------·
- ~-=:;...- - - - - ... -~:------------- ----~~~------- ----- ----~- - ~-----_: menos o flutuantes.

__ _ c:.. z auu::s===- - - • • ;;::- ... _ sazz _ _ : ; .

- ------ --:-:-:-:
:-----=~-= :-: ==-----=~-=-=---.:
~ .:.:-_-·--·- ---:
--· ------- - -- -- - ---
i.f.'-
------
~.L: -- --- -----
- ------------------ . - ---- ------·
• ..:_ _-,,:_ -_- _-_-:_ --
..., ~ - - -----------
-- _-_-_ .
---- - - - -----.:-=---------..:.
~==~r----:-7--- ==========~=~=~=~
--=:::3
::;: -..:.
---
--
~

~
-.
--. -
--- -
- -.
- -- :f;j~~~~~i~~~~~~~~~~ ---
---
·--
--
~~=..-:._-_-:..-_-_-- ____ ::____-==~- Ftpra l.23 Componente wrtical da força exercida num
----------
----------
.~-::-==- --.--:::
------------=--
- ---------
---------------
----~ --:
-,,~-=---'"-----.. •~to do corpo .
1'

)
56 MECÃNICA DOS FUJIDOS

onde 6 é o volwne do prisma. Integrando para todo o corpo,

.f d'U =
E -= -'Y
'\)
tu

onde 'Y foi considerado constante para todo o volume.


ntos em r.elaçio a ~
Para determinar a linha de açllo do empuxo calculam-se os mome
eixo O convmrlente, igualando-os. ao momento da TeSUltanto; logo,

i' j
• cu
x d'U = tUx
ou
1 .
) X= 'U J'\) X d'\J
fornece a distância ao centro
onde i" é a distância do eixo à linha de ação . .Esta equação é a que
gravidade do volume de fluido
de gravidade. do volume; portanto, o empi qo age no centro de
dts1.tfMó, (~W1•~j- 'cotpo:_..subnlerso o,u ftutuantEf o de~tro de gravidade do volwne de flwtlo
· ·. · . "
deslódtfo é' 'êiiariíádb ·~,bto de carbia.- .-
c;,u flutuantes, o co-f6i
Ao resolver prob~mas de estática que envolvam objetos submersos
indica das as' forças .aplicad q A
e~ -estudo ·nli 1Ídmàdtj como ·sistema sobre o·· qual deverão ser
aç1o do fluido será substituída pelo empuxo e deverá
ser indicado o peso' do corpo (aplicado
to, que nele agem.
no centro de gravidade), assim como todas as outras forças de conta
ntes, obtêm-se dados
Ptsando um objeto de formato qualquer em dois fluidos difere
e densidade. A Fig. 2.24 mo lia
sufici~ntes para se determinar seu peso, volume, peso ·específico
F e F,. são os pesos apare ntes;
as forças exercidas num corpo imerso e pesado em dois fluidos; 1
-y1 e ..,,. são os pesos específicos dos fluidos; W e 'U sã'o
o peso e volume do objeto a determinar.
·
Escrevendo as equações do equilíbrio,

)
F2 + 'Ui'2 = W
e resolvendo,
W=F 1Y2 -Fú' 1
/2 - /1

:-:-:-:~-=-=- ~ :-: :-::'l'l'Y1 -:-:-:-: -:-:: -----


---- ---------
·----~-
----- ------ ---------- ·
:=:=====-========~=== -===================~
;_=-=-=-=;_:; =
·---- ---
----- --
--------
t ---..;._=-=
------
-----
-=-=-=~
-------
---- ---- ---· jj~j= . t__ .iiif ij
·-----
-----
·----- ---
-----
-----
' · -.
-----
-:- -----
----- ------·
-----
----- ·---- --- -:, -------
_____-_____
----------.:
....
-=---
. W..:-:- ---
~~=:=::j:::::j::= _w :=:=:=:=:=:=:=:=:
) --------
-------------------- --- ---- -- - -- - --------✓ -- --

fluido.
Piaura 2.24 Diagrama das forças pará um corpo imerso num
51
ESTÁ'f.ICA-DOS FLUIDOS

---- ---
------- :~:- --- - - --
-------
:-:-:-:-:- ----
·-----
----------
~~:::=E=:=~ ~:Jf~==~===~===~
2.25 Dons.íme'tró mergulhado em água ê num li'qutdo de densidad e d.

0 1

to.i.!1utilluun a noção de empuxo para determinar a densida<le líquidos. A de


pm rdensún~gqi l~r,gµJ.ha~ e~ AP~ \!gQ4ios -~~{en ~,...ÇQtWqe,e_t n~ /? a
,da haste p'tilmWtêi I hmlia ·umt freá''i'. '!;e 'o líciWdo , da -éíqüerdll' ror·lgua
!l •Jt1~~sí'!lft~~f~utuar,,_em ~?~~1uio_, qu~do
C\Ío·Y··"".'" W (2.7.~)-:

o inedd, 1 f o·•PfJSO especffi~ da água e wé o pt,30 do densímetro ..Nesta·


. ôó nli'118Sttf pará ·1ndicat ·a :den_s\dade d unitbià. Quan~o o· dehslmetrà ,·
;:1::::.:P.'~ii~
Mi.\1!1º : ~~ç~o ?º e~~~r ió'$:etá ~ ' · -·. · · ·· · · .· · . ·· ·

('\Jo -A'\J) d-y == -W (2.7.3)

H.vendó as Bqs:(2.7.2) e'(2.7.3)°-em Ah_, .

. -ª ~ .
Afz _ 'Uo d -1

que haste~p_ode ser--graduada.para .uma leitura direta da de~a de~,


•~ ,1 •
o submerso .
2,U nVefüJcou-611 que um,pedá ço de minério que pesa -1,5 Ne~ ar pesa 1,1 N·quand
. . .
j o se)} volun:t~ ,cim 1cent~tr os· cúbicos, e qual su11 densidade?
.
.d 4p.., O,nt'i p~~ ~ , deapre ~o. Da lfjg. 7,;~4 .

1,5 N.;.. l,1N + (2806,N/m 3 )'U ·


· · 'U = 0;00004()8 m3 ~ Ml,8cm3.

d- ~ _ 1,5 N _
3 75
- y'U - (2806 N/m 3 )(0,0000408 m3 ) - •

vtgà, do mad~iro , de dknon~ s 4 ft por 4 ft por lft e densidade Q,SO, flutua em água suporta ndo
NÍia PP, o 4e 400 lb. O vohJ.m& submerso da viga, em 2ês cúbicos, será · ·.
(•) l,l (d) .: 14,4
(6) 61-4 (e) nenhuma das respostas anterior es
(,:) 8 ,o '· ..
58 MECÃNICA DOS ·FLUIDOS

2.7.2 A linha de ação do emp uxo p~a P':lo


erso qualquer
(a) centro de gravidade de um _c orpo subm
"qualquer
(b) centI6ide do volume do úqi nututÍdor
(e) centróide uu• voiwne áê fl~ b desl
ocado
(d) cenuóide do volume contll;l9 yert;
1 ícalm ente acima do corp o
(e) cent róid e de projeção h~~ntel do
corp o

2.7.3 Empuxo é
o, devi do ao fluido que o frcunda
(a) a força resu ltant e, exer cida num corp
ador
(b) a força mul tant e que age num flutu
e~ cqµihl,rio
~fli,1Ú.ͪJ'J!& ~te r,~ C;OF,~,.•u b~r, s,o
(e} a força .no_
.J ~tr ico s
(d) uma força inclinada para córpo
o
(e) igual ao volume de líqu ido deslocad

2.8_ - -~~LP,.>)D~,DEi_~'1Q$;$°"--~~:EJL~.~ -.
ouso tem "eitabilidàde- vertical. úk peque~
o de;st".
Um corpo que flutua num llqÚido em ·;~p numaJ
no _volume de líquido desl~cado, resultando
Clinento para _cima causa wna diminuição
~>q«.o ~~~•- ruttí~ 1ffi·8µ,ç.p _~f?,>b
~n~:_.qfll1elr'!~P':I:'~~~,;
f(?.~~ -P~---~
P¾--~~~p~ }~!l,_P ;., ~o :_re~- -_-mPn, ~~, ;~- -~.; ,lij
º~ ·:~! ~ ,~ir pA , form.,,,. u.nlo e·~W11b.-&4
q_c~~P.~R,~
'P}?.~,t: · . . . , , _ :. _ . , . , . ·: 'iJíl
caus and o um~ forç a, r
emp uxo que úm pequeno deslocàmento, em quaíque
Um corpo tem estabilidade linear sempre tend em'a levar o corpo a posiçlo original / para
·que
diteçfo; dê origem a forças n4'o equilibradu
ade angu lar qwt ndo ~ C:9~ jpg• ~o ,~~ do r ,da p<>si~9 o~al!lalJ~r ge(!ld~ p,:,t,_~
Terá estabilid · ,
qualquer deslocamento anglil~ pequeno. verificar a exis~nc ia da•
Na dlscuasfo que -se segue serio 4~senv~lvidos m6todos para tro. Quando
estabilidade angular. Um corpo pode flutuar
em_equilibrio estáwl, instável ou neudará origem a
um corpo estiver em equ ilíbrio im.t 4vel , qu~quer
cles locamento ~ pequeno
Utr.ojt
G~ to., & o ooq,o·eativer OIJ?.·eqüilíltrio-ná
um .conjugaclo quo•'tende. a .aumentat tal,d oà tr8s
s angulares pequenos. A Fig. 2.26 ilustra os
nenhum conjugado é gerado por deslocamento ext1 11m tdad e
s -equ Wbm o: (a) ~ peda 90 -leve íde ,ma deira, 00111 ,um,peso .de metal em 1ua
caso de ltema,
al· eitiver em:1Ua1 'lltttemidade :superior, o,-si
inferior, 6 estável; (b) quando •·O-:poso de· met cort junto
equ ilíbrio, no enta nto, para · qÚa lqile f deslócà:n'léiito angular· pequeno\ o·-
estará em circular
assumirá a posiçlo indjcada em (a); (e) .um
a .esfera ,homogônea ou um cllindr~ de seçlo
equ ilíbrio para qua lque r de~ ocam en~ o. ang ular, isto 6, de maneira alguma será gerado
estarão em ·
um conjugado por tal deslocamento. ·· ·

.~.i ·i
---
------ --- --- --- --- ---
---- ----- ---
!
1

:-:i;-..-.r..-
--~.Jl l/1: --
-------
---
-----
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----
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-=~-~_?_i-:=i=:
--
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.,.,:_-~
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:;i:- ü,.-+ E--i :~:~
_:.IJ-, .; __ _._ .. __,::-_ __
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---- ---
:-E"'___-::.-
_-:....._"'----
~~-
---~-;~.......~-.,..._
~:...~ -..:=.. ----
"'!
i .,.~ -i:
1 ! . ~~-::-::-:-:_ .. .,.- __ --:ffe;-F-~: ___ ~ -:r:~ ~-{;- :?-X "fr-: ?.e- :i-Y~ ~~
) (b) :. Im''tltvel (e) Neu tro
(a) Está wl
. -·· ' .\ .
!1r Plpra 2.26· Éxemplos de equilíbrios estável, instáwl e nout
ro.

l1
59
ESTÁTICA DOS FLUIDOS

. rd~"' .-~-~------
--- .... i,-----
-~ -----
---~~ ----
----~ -----
----- ----
-:-i:~Y--:-E-:--z-: .,..:-:-:-:-:.
----
----------
----- ------·
-----
~::=~:=3 : : :=:
:=: =:=:=:=:i
=:=:=t~=:::===
----- ----- =~ :=:=:=
----- -
~=- ::=:- =----
=~=-=-::-;:~:::::= ----- -.
"'-:;=:fu:=~=i!:: .:=:=:=:=:=:=:
----- ----- ----- ----- ----- ---- Figura 2.27 Corpo .'IUbmerso com.estabilidade
..: a :-: -:- ::_: ·=:=:=~:=:=t=:-:~:-:=:=t-: (Ó) ~:=:=t=:=:=~ =t=:i
---------- ---------- ---- ------------· angular.

seu centro de gravidade


tr"1 objeto submerso tem estabilidade angular somente quando
d1 no sentido
a <cJo ~A-iro de' carena, 'comb ha Fig. ·2.11á. Quando o objeto "for lgirad
: ~, 1
cg~p"~~~:fig.
~,;t1b ,1° o empuxo_e·· o _~so _J~óduzlrllo _conjug~~ó ~nt_Ído um em
t
submergirá, afundando até
~nna lmente, se um corpo for pesado demais para flutuar,
pouco com a profun-
no fundo. Embora o peso ~specíffoo de um líquido cresça muito
ou uma penetração de
maiores pressões tendem a causar uma compressão do corpo
exemplo, ·se submergir
1
pelos seus·potti,sr de(fürma que o empuxo diminui. Um navio, por
ar preso em diversos lócais
tamente, irá certamente para o fundo devido à c~mpressfo do
interior.

ção da Estabilidade Angdlar de Objetos Flutuantes


o de carena (centro
-4er _objeto flutuante cujo centro de gravidade estiver abaixo do centr a a Fig. ·2.2S-d.- No
indic
.do volume deslocado) flutua em equihbrio éstável, como
-j~de
centro de gravidade
g, .oerto.s objetos flutuantes estarão :em equilíbrio mesmo quando seu ilidade de corpos
, a estab
xl\tjm.a do cen~o de carena. Conslderaremos, em primeira lugar
quer, para pe;q_µenos ~1f1 os de
... . tj~os" analisando, em seguida, o _caso de flutu ~tes ciuais
~tº·
,.AFig. 2.28a mostra a seção transversal de um-,oorpo no qual re todas as outras seções trans-
no centróide do volume
i.s são idênticas a esta. O centro de carena localiza-se semp
do1loClldO, o qual, neste caso, coincide com o centro de gravidade.
óà sei;ão ,transv.ersal ·submersa.
~do, o corpo for girado, como mostra a Fig. 2.28b
, o centro de carena ocupará o centro

Figüra 2.28 Estabilidade de um co"rpo prismático .


)
60 MECÃNICA ~ fWDOS

de gravidade B' do trapezóide ABCD; teremos, entio, o empuxo agindo para cima no ponto B' e
o peso agindo para baixo no centro de gravidade G do corpo. Se a vertical que paaaa por B'
interceptar a linha central original acf,ma de G, por • ~ em M, mil s•rasio-uni___conjupdo
contrário ao movimento, estando o corpo em equilíbrio estável. O ponto M, in~sef' º d~ empuxo
com a linha de centro, é chamado metacenlrO. Quandó M e,ttiveí acima de G, o équil~rio ser,
estável; se abaixo, aerá instável e, se coincidir com G~ Sdrá ·neutro. A diatincia },fG_.1· chamada
al4U'tl metactntrica e seu valor é uma medida direta da estabilidade do co~! "ô conjugado
rertaundor é dado por
WMG senO
onde 6 é o deslocamento angular e W é o poso do corpo.

) .Examplo 2~13 A barcaça da fig. l.28 tem 20 ft de J,argura, 60 ft de compnmento e peso bruto de
225 tons (1 ton ,;_ 2.000 lb, unida4e wual nos Estadbs Unidos). Seu 01;.ntro de gravidade está i,O ft acima da
=
superl'ície da água. Determinar a altura •tuhtri.ca e o eohjupdo n:13tawadorquaritlo 4y 1·, 0 ft.
1

A profundidade h da parte submersa ·naágua é

225 X 2000
h20 -
•X-60-X-62,4 •6,0ft

O centro de grmdade na posição iDcUnada é localizado pelo cálculo dos momento, om •latão-. a AB
e BC, .

5 X 20 X 10 + 2 X 20 X ½X y. ft
x == - - - - - -- -"-_..;_ =- 9.46
6 x 20

Sxl0,ci+ 2x20x½x sf
y = - - - -6 - - - - - = 3,03 ft
X 20

Pela semelhança doa triângulos AEO o B'PM,

)
Ay = 1, b/2 • 10, B'P = 10 - 9,46 =- 0.54 rt; entio
- 0,54 X 10
MP= l =5,40ft

G está a 7 ,O ft do fundo; portanto

GP= 1,00- 3,03 - 3,97 ft


e MG. • MP - GP= 5,40 - 3,97 _, 1,43 ft (0,44 m)

A barcaça será estável, já que MG é positivo e o conjugado restaurador será

- 1
W M G sen 6 ,.. 225 x 2000 x 1,43 x lint .. 64.000 1b •ft (8.8 32 m • kgf)
..,; 101

Seções Transvenús Não Ptismátkas

) Para um objeto de seçlo transversal VJ.fibel, como um navio (Fig. 2.29a), deverá ser desenvolvida
uma fórmula conveniente para a dete~aç io·- da altura meta~ntric a, no caso de ângulos de
. . -. ).
61
ESTÁTICA DOS FLUI DOS.

uxo
3erá

---- ---
-------
---- --·

de
J
da --
~:-_-:-:-:-:-;z.,. __ --- ,- ---~-=-=-=-=-=-=-=-=-:·
---- ---- ---- --- -------- ----
------
--------
---- ---- ---- ---- ----
-------------------- ----
(b)

48

ersal variável.
Relações para a estabilidade de corpos de seção transv

1,
o de carena (Fig. 2.29 b) é
muito pequenos. O deslocamento horizontal r do centr erdo teremos um
do lado esqu
pela variação da distribuição dos empuxos, já que
anto que do lado direito
~ us1'bmersa e, porta nto, um acréscimo na força, enqu
s, que consiste do empuxo
diminuirá da mesma quantidade AE. O sistema de força
ter como re~ultante o mesme>
J t1bdo·,a0.pjugadQ AE X s devido ao desloc.amento, deve
0)0 (/J. ,. :P.~a;. igualdade dos momentos em
1
1 relação a B, podemos de,~rminar o deslo-
J
AEX s=W r (2.8.1)
.- lo dos mo~~tc:>s. em relação .a__O,
vaiorndo conjugado pode ser determinado pelo cálcu
~ deisµp.e_ t.ria 4.a seção do corpo contida no plano, da superfície
.~sua ou seção de -~ª
hori zon tal,~ ~!emento do
, Ohan111ndQ 5A- o elemento de área na. seção de flutuação
~ a. e.s~e t,ldmento ~~á
geçado . p~lo d~~ocamento angular será x82 liA; 9 emp ~o devid
é o pequeno ângulo:de rotação,
t seu mo,nento em ·relação a O será -y8x ôA, onde 8
horlz ont~ . vetifica-se que
om r,oJªnQs. .Ii:i~egfando para toda a área da seção de flutuação
·
~o é d.ado por

1 I
AE X s = y0 fx
Â
2
dA = y0I (2.8.2)

1 (Fig. 2.29a). Substituindo na


I 4 11 momento de inércia da área em relação ao eixo yy
{2.8,l)) feremos . •
MECÃtiJICA DOS PUJIOOS

y(JJ = Wr = '\.Jyr
onde 9. é o volume total de líquido deslocado.
Já que 8 é muito pequeno,
-- --
MB sen 8 = MB8 = r
ou
- r I
MB=- = -
. 8 '\J
A altura metacêntrica Setá

MG=-= MB+ GB
) ou
-·- I -
MG='\.J + GB (2.8.3)

O sinal negativo é utilizado se G estiwr acima de B e o posj.tivo se G estiver abaixo de B.

&amplo 2.14 Um navio que desloca 1 Mkg tem a seção de fhrtuaçlo bmif0ntal mostU,da na Fig. 2.30.
Seu oentro de carena localiza-se 2 m abaixo da superf{cie da água, enquanto ql'O o centro de gramado está
O,S m abaixo da mesma. Determinar a altura metacêntrica para oscihtçõeMranmnaia (em tomo do eixo yy)
e longitudinais (em tomo do eixo xx). ·

GB = 2 - 0,5 = 1,5 m

"U massa deslocada == l Mk.g ==


1000
ml
=- mwa eç,,ç{ffuã , 1000 ks/rn3

)
y

+
E
\O

Ei
~
% - - ; ·-Fr~ --%

E
) '°t
y Ftpra 2.30 Seç.ão de flutuaçio horizontal do na-vto.
ESTÁTICA DOS FLUIDOS - 63

111 = n-(24 m)(lO m)3 + 4(n)(6 m)(5 m)3 = 2.250 m4


l~ = n:{lO m)(24 m)3 + 2(-fi)(lO m)(6 m)3+ (60 ml)(14 m)1 = 23.400 m4

-
MG = -'Ul - -GB = -2250
U)()(}
- 1,5 = 0,75 m

- I 1
23.400.
MG=-
'U
-GB=--·.-l5=2
1000 ' .., 9m

iª ~~ttU~P~~Q es~~•
!Pl.11J•imtur.a ·nietacêntrica for nula .. , , ..·

,r.y/jr,J,,~~~ait:P_e-cl,t:~!:aª!~º-~<?
º~~
g-ti$ i'f ,,' i . . .., ·_i . .
!cei;i,trq ~ - carel).a
. ' . .

or"'mtitawuuu
t .cl°
.-'ll.ll dtlvet·
..i •
acuna.
• do ' ctmtto
· de gravidade

, ml!táli.CA•-·Cdbic:a, de- :3 ft- (0,91 m) · de aresta é \:opstru(da com chapa homopnea e pesa
·, , O, ~~~do~~-
tla :RJJít' • .
caixa
em _óleo, de densi~de 0,90, co~ as.~stas -~rti~;' n, ,ua
, l ~l i! Íl. . .··cd)'0,78ft(23,8m) .,; ' -;
. ·(e) 'rtehhúrila das respos~as anteriores

·'
~-ot huidos é $pples detl;l,rrninar-se a v;\riação da pressão por causa da ausôncia de
·clJâ,lhmnentH,-~ .'-·:ç, mo#ento t\o fluid~ for tal·que não haja deslocamento relatt'vo
11,djacentes. as tensões de cisalhamento tamb6m serão nulas. Um fluido em trans-
. é\atdhdeuronstanteJtamb6in qbedece àa.'1.eisjde vatiaçlo de,pre...«orda1:enática~ ~do
:, acplerado de forma a mio ~ver mo~e~to relativo entr~ camadas adjacen~-;11,t1rtl,
move '
como s.e fosse um s(,lido,
. ., eXIStllltO . tensões de c1salhamento e a vanaçlo de
nlo .

ser determlnada esc~vendo-se-,a eq~ção d9 mO'/iJJlento para um sistema apropriado.


~os de lnteresse a considerar, ürila acele'riiçlo linear constante e uma rotação com
anfiar constante em tomo de um eixo venical. ~ ,movimoptqs_ ~ate .tfRP• -diz.-e
o _ á em equíl1õrio relativo.
or~ o equilíbrio relativp ! ~ _seja um fenômeno da estática dos fluidos, será aqui estu-
. cqea da semelhança das rl$çõe~. ·· ·

ijqu@j> contido num rectpi"llte aberto, dotado de ,aceleração linear constante a, aomo
, ~.fl . Ã.põ's um cedo tempo'd'líquido adapta-se à aceleração de forma a mover-se como
/
1

i 1

!
,'
MICÃNICA DOS PLUIOOS

-h

(a) (b) Fipra 2.31 Aceleração com.superfície livre.


' .. llt']

I:"

uer permanece inalte rada;'rffo


um sólido, isto é, a distância entre duas partículas :fluidas quaisq
existindo, portanto, tensões de cisalhamento.
- ~rt~I~ M
Vamos escolher um sr.tema de Coorderiadaa cartelianas__~ y ~~
cima e x tal que o vetor da aceleraçlo a· pertença ao plano xy.
q o~ z será ngnnal a a, nfo
~ (l.~ ) aplic a~ a ene ~
havendo ~pon ente da ac.ol er~ oe•~ dire ~_&ia, -i~i,, ). A
f- b = -Vp -b-= pa . .....: ().it.,P

o gi'idiénfe da soma de -pa e -:-h· como i;n~a do na


de .pressfo Vp é o vetor resultantevariaç
Fig. 2.31b. Como Vp tem a direçlo da máxima fo de p (o gradiente), nlo ~ variaçlo dep
iv~ a superfície livre, devem,
numa direçlo normal a Vp. ~ superfícies de pressão constante, inclus,
ão de p com x, y e z, isto
pois, ser normais a Vp. Para obter uma expressfo alglfbrica da variaç
es:
é, p = p (x, y. z), escrevemos a Eq. (2.2.S)na forma de component

• ôp . ôp k ôp • 'i' (' Ja )
V
P = ôx
1 + J ôy + ôz = - J'i' - g ra,/ + ' ·
ôp ')'
ou - = --a
{)x g X dll

Çamo .p ,é~ fw1çio das coordonadu (x, y. z), podemos escrever aua :dtfere ndal total._da
seguinte. .forma .
!Ulp
ôp ôp ôp
dp= -dx +-.
ôy
dy+ -dz
ôz
ôx
Substituindo ·as· derivadas parciais

dp = -y :x dx - y( 1 + ~) dy .
que pode ser integrada para um fluido incompressível,

'\
p= -yª" x-
. g
1(1·+
' . g
~)y +.e
\

\
._r::,,_ \
ESTÃTICA DOS FLUIDOS 65

determinar a constante de integraçlo e, façamos x = O, y = O, p = Po; logo e = Po e


1

(2.9.2)

':l,
Quando um fluido incompressível acelerado apresentar superfície livre, sua equaç(o é
· .f.az.endo« p = O na Eq. (29.2). Relolvendo-u a Eq. (2.9.2) em relaçlo a y, obteremoa:

= _ ªz X+ Po - P (2.9.3)
y a,+ g y(l + a,/g)
·. · de. preSBfo constante, p = const, têm uma inclinaçio

a,+g
:Jô paralelas à superfície livre. A superfície livre intercepta o eixo y em
Po
y(l + a,/g)

&Dmplo l.lS O tanque da Fig. 2.32 está cheio de óleo de densidade 0,8 e ó acelendo, como está
~ o . No ponto A existe uma pequena abertura. Determinar a pressão nos pontos B e C e a aceleração tl;r
·ssma
para que a pressão em B seja nula.
Escolhendo o ponto A como origem e aplicando a Eq. (2.9.2) com ay = O,
3 2
Oz
p = -y - x - 'IY
(1
= - 0,8(98069,806
N/m )(4.903 m/s )
m/1
1 x-
0,8(<UU\.il: N/
,.ouu m y
3)

p• -l922.4x - 7.844,Sy Pa
E'm B, x = 11, m, y = - l). m e p = 2 ,3S kPa. Em C, x = - 0,lS m, y = - 1,3S m e p = 11,18 kPa. Para

quo. a. prenio se anule em B, a F.q. (2.9.2) fica

4,903 m/s2
...

Pipa 2.32 Tanque comphttamente cheio de


líquido.
MBOÃNICA DOS FLUIDOS

a..,= 6,537 m/s2

Exemplo 2.16 Uma caixa fechada, cuja base mode 6 X 6 unidades e cuja altura é de 2 unidades, está
cheia até a metade cem IUII li'ttl:lido (As. ~33)..•Afllca• '\UD& ~ • l i n e a r Cóólünte dJ! = 1/2, 91·= - gf4.
Deduzir uma 1quçm,.-m •'varia.9IO da ~muão;111.o!lOI110 da 1'ue d't t:aixa. 1,
A superfície livre tem fnclinaçio ·

donde se deduz que a superfície livre esti loêallzada coma mostra a f"JgU?a. Tomando. a ortprn ncrt,onto O,
a Eq. (2 .9 .2) fica
)
p = Po - ~ x - 1( 1 - ~ ~ :m Po - H x + ; Y)

p = O para y = O, x = 4 ~; logo p 0 = 2,25 -,. Então, para y = O, ao lonSo do fundo,


p = 2,2.S, - 0,Sy.x O s; .x ~ 4,5

Y.
l" __
-,
!4

t (l ,S; 2) (6; l)

J ~< (4,S; O) 1 -·
a% =!
2

Flpra 2.33 Aceleração linear uniforme do recipimte.

)
Rotação com Velocidade Angular Comtante em T~mo de um Btxo Vertical
A rotação de um fluido, movendo« como um sólido, em tomo de um eixo é chamada movimento
·4 em vórtice forçado. Nestfl caso, todaa as partículas do fluido tôm a mesma velocidada angular.
·t? Este JOOWDento nlo deve ser confundido com o vórtice livre, no qual cada partícula move-se
~-' trajetórias circulares com a velocidade variando inversamente com a distinota ao· centro. O
vól'fleb-..llvre é discutido nos Caps. 7 e 9. Um líquido num recipiente, quando gira epi toíno de
um eixo vertical com velocidade anaular constante, comporta-se como um sólido apó,,np certo
tempQ. Nlo._exjstirlo tensões de cisalhamento no líquido e a wúca aceleraçlo exiatent, 6 jl radial
dirigida para o ~lixo de rotaçlo. Escolhendo um sistema de referBncia (Fig. 2.34a) co~ ó verso·r
i na direção radial.·,~-- com o versor j dirigido verticalmente para cima, sendo y o eixo de rptaçlo,
a Eq. (2.2.5) pode seí aplicada para detemunar·a~io de pmslo no fluido: ' - ·
Vp = -jy - pa '.(2.2.S)
2
Com velocidade angular w constante, qualque~ partícula P de fluido tem uma ace~~o w r
) diri&ida wiimuP)te ,pua o eix,Q, .ou sqja, a = -;-:-u.,7.
A souucwwriãl de -h: e -p1r(Pij~2.34b)
fornece Vp, o gradiente de pressllo. A; pressão'·nlo váffa ·segunao a· nõmiá1 a essã ·arr~, nesse
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 67

o- pa = ipw 2 r

-h

Figura . 2.34 Rotação de um fluido em torno de uni eixo


(bl vertical.

eia, se P pertencer à superfície livre, esta será normal a Vp. Desenvol'Vendo

. . ôp . ap - k ôp . • 2
J111!,.__: ir" 1 y +J ~ + -. = --:-J1' + lpW r
· li' C!Y i. 0z .

ogo do eixo z (ou direçlo tangencial): •Entlb


t>XIO 1r• Ô 10 ·
,mJ. i . •; _E= !w2, õp = -y _]!_=O
111 ... . ·: a, .. g. oy az
d'füi'çro ·soment~ de y
'
er, a diferencial total dp será
. Õp Õp
dp= - dy+- dr
dy ôr
e ress(Jes de ap/ay e 3p/3r, teremos.·
y
dp = - j ' dy + g-w2 r dr (2.9.4)

m líquido 6 ~ const), teremos


)1 2 ,2
p =- w - - yy +e
g 2
QC)Jlu:nte d~. íntegiação. Se o valor. da pressfo na origem (r. = O, y = O) for p 0 , entfo
w2,2
(2.9.5)
P = Po + Y2g - YY

do e'Seo1hem
,, os a origem no plano horizontal particular (y = O), onde p 0 = O, e divi- .
. .

.
' '
~

~ (2.9.5) por "Y .

(2.9.6)
)
68 MECÃNJCA·DOS-·FLUJDOS

ct

L,.
' o

-----
---------
---
---- - -- -
- - -- - - t :-:-:-:-:-:-
- - - - - - .. ~-----
------ -------
Figura 2.35 Rotação de um cilindro de seção circular em tomo de seu
eixo.
)
raio; logo, as auper-
que mostra que a carga, ou profundidade vertical, varia com o quadrado do
fícies de pre911o constante são parábolóides de revoluçlo.
recipiente em
Quando o líquido que apresenta uma superfície livre estiver confinado num
original. O formato
rotaçfo , o volume abaixo do parabolóide de revolução será igual ao volume
do parabolóide depende apenas da velGQldade angular w.
2.35), pela
Para o cuo de um cilindro circular, que gira em torno de seu próprio eixo (Fig.
, será c1.,2r02/2g.
Eq. (2.9.7), o desnível do líquido, desde o vértice até a parede do ~dro
do cilindro circlDls-
Como um parabolóide de revoluçfo tem um volume igual à metade daquele
crito, o volume do líquido a.cima ~ p~o horiz<mW passante pelo vértice será
loir~
.
~o
2g-
x2- -

vértice até uma


Quando em repouso, este líquido estará também acima do plano que passa pelo
) altura uniforme de

e localizar
Desta forma, o líquido sobe na parede tanto quanto desce no centro. Este fato pennit
o vértice sempre que forem dados w, r 0 e o nível antes da rotaçlo .

a +,00:ry~. Num po~to


Exemplo 2.17 Um líqui~~• de densidade 1,2, gira em tomo de um e~tº verti~
num ponto B,lo•d o'2 macimàde
A do fluido, afastado 1·m do eixo, ll pmsi& 4 70'kh. Qual, a pressló
A e a 1,5 m do eixo?
Escrevendo a Eq. (2.9.5) pâra os dois pontos,

=200 x 27f/60 = 20,9S rad/s, i' = 1,2 x 9806 = 11.767 N/m 3


, rA = l m, e r• = 1,5 m.
Então, (J)

Subtraindo a segunda equação da primeira e substituindo os valores,


J (2 m)(ll.76 7 N/m
3
ll.767 N/m 3
+ 2( ,
1
m/sJ) (20,9S/s) x [1 m
2
- (1,5 m)
1
]
70.000 - p1 • )
9 806
ESTÁTICA-DOS FWIDOS 69

Pa = 375,6 kPa

,'ilt! rddpiente fechado, sem sugetfícte livre ou com uma superfície livre parcial, par
o, de um eixo vertical, pode~ conittuir· uma superfície livre im1Jgin4ria, consistindo de
bolóido de revolução cujo formato será dado pela Bq. (29.6). A distãncia na vertical
uer ponto do fluido a esta superfície livre é a carga de presdo do ponto.

,e-mpJo 2.18 Um tubo reto de 4 ft {1,22 m) de comprimento, fecha.do na parte inferior e cheio de
PIJ l!Jll ~mP ~4e um eixo vertical que. pass, pelo seu ponto médio, com uma velo~~e angulu de
s ·ptml-10 ~m esje um ânplo ~ 10". Traçar o parabolóide de pressão nula e determinar a. pressão
e no pontÓ inidio ôo tubo. · ·
}ti, Fig. 2.36, o parabolóide de pressio nula pusa pelo ponto A. Se a origem for adotada no vértice,
I.Po = Ot a E.q. {2.9.6) ficará
wl,-2 8.Q2l
h =- = -64,4 (2 sen 30º)2 "" 1,0 ft
2g
1,qdlu o llértice O, 1 ft abaixo de A. A preuão no fundo do tubo será.., X a>, ou
4 cos 30° X 62,4 = 216 lb/ftl (1.494,6 kgf/m2 )

o p_gnto médio, OB = 0,73~ ft, e


3
PB = 0,732 X 62,4 = 45,6 lb/ft2 (222,6 kgf/m )

o,rP.S de Presão num Fluido em Equilíl>lio Relativo


~.nsida.de da força que age numa área plana, em contato com wn fluido acelerado como um
~}61l~ot pode set obtida por,fntegraçlo sobre a superfície,

F= f pdA

Fipn 2.36 Rotação de um tubo inclinado cheio de


ltquido em tomo de um eixo vertical. l
1
)

70 MECÂNICA DOS FLUIDOS

A natureza da aceleraçlo e a orientação da superfície governam a variação particular de p sobre


a mesma. Quando a pressio variar linearmente sobre a superfície plana (aceleração linear), a
intensidade da força será dada pelo produto da pressão no centro de gravidade pela área, já que
o volume do prisma das pressões é dado por PGÀ. Para distribuições não lineares, a intensidade
e a linha de ação deverão ser detenninadas por integração.

EXERCfCIOS

2.9.l Um reservatório cúbico fechado, de 1 m de aresta, tem água até a metade enquanto que o restante é
preenchido com óleo de densidade 0,75. Quando for acelerado -verticalmente para cima a 4,903 m/s,.,
) a diferença de pressão entre o fundo e o topo, em quilopascah, será
(a) 4,9 (d) 14,7
(b) 11 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 12,9

2.9.l Se o reservatório do Exercício 2.9.1 for acelerado uniformemente na direção horizontal, pamle1a a um
dos lados, com uma aceleração de 16J ft/s 1 (4,91 m/s2), a declividade da interface será
(a) O (d) -1
(b) -1/4 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) -1/2
2,9,3 Quando a pressão mínima efetiva no reservatório do Exercício 2.9.2 for zero, a pressão máxima, em
metros de água, será
(a) 0,94 (d) 1,.5
(b) 1,125 (e) nenhwna das respostas anmrioies
(e) 1,31

2.9.4 Um líquido, contido num cilindro de comprimento 10 m, é acelerado com uma aceleração horizontal
) 20g m/s,. na direção do eixo do cilindro. Se -r = peso cspecffico do líquido, a diferença de pressio entre
as extremidades do cilindro, em pascais, será
(a) 20-y (d) 200-y/g
(b) 200-y (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 20.ry

2.9.5 Quando um líquido gira como um corpo rígido, com velocidade angular constante em tomo de um
eixo vertical, a pretião
(a) decresce com o quadrado da distância radial
(b) cresce linearmente com .a distância radial
(e) decresce com o quadrado do aumento da cota ao longo de um linha vertical
(d) varia inversamente com a cota ao longo de uma vertical
(e) varia com o quadrado da distância radial

2.9.6 Quando um líquido gira, como um corpo rígido, em torno de um eixo vertical, de tal forma que num
ponto do eixo tem-ff a mesma pressão que num ponto 2 ft (0,61 m) acima e a 2 ft (0,61 m) do eixo,
a velocidade angular em radianos por segundo será
(a) 8,02 (d) não pode ser determinada pelos dados
) (b) 11,34 (~) nenhuma das respostas anteriores
(e) 64,4

2.9.7 Um cilindro, de se~o traruwrsal circular, aberto no topo, é cheio com um líquido lle densidade 1.2
ESTÁTIC.-\. DOS FI.UIDOS 71

• sim l'1D tomo ·.do seu eixo 'llfflical eom uma velocidade angular tal q~ ó denamada a metade do
-iíqnídG. A pressão no centro do fundo será
C,) mro
,J,Al ,SP. q~o do valor daquela com o cilindro cheio
(é) indete~~ l'd, pois os dadps nlo são suficientes
ltl) ~ór que se o líq
wdo fosse água
a6rl .1181lbama das reapostas anterion1
j.lm vórtice forçado
''-tlf gira em -sentido coi'ltrúio ao do vórtice livre
sempre ocorre em a,njunto coin um vórtice livre
.; _ tpPt a wloçJda~e decrescente com o raio
a; '. ocone quando um fluido girar como um corpo rígido
(1) tem a wloddadc variando rom o inverso do raio

Provar que a pressão é a mesma em qualquer direção num ponto de um fluido em repowo no caso de
ltls ·cUmetuões. ··
d recipiente da F'ig. 2.37 contém água e ar, como é indicado. Qual é o valor da pressão cm A, B, Ce Dem
h"bms pai })é quadrado··e ein ·pas~ ·

Ar. .. T A
3ft
-!-
1 ft
-WIWW!d
1 ft

3 ft
_j_
l- )
·.:=.
1 '~ •. '
?:- - - 010~..t~
leo¼!t d=0,85
Fipn 2.37 Problema 2.2. Figura 2.38 Problema 2.3.

Ftgma 2.39 Problema 2.4.


)
72 MEC bílCk D08 PtUU>OS

do em,A e B ·em aietro ~de·q ua.:·.


2.3 O tubo da Fig. 2.38 eslá cheio de óleo. Deter minai a·pres

2.4 Calcular a pmsi o em A, B, e e D na F;g. 2.39 em pucal s.


2.5 Deduzir as equaç ões que dio a pres.üo e musa ~ é a ~ inir pnm tt,pomo; pua qujlq m altitude,
quand o se conhecem u concfiç6es· nmna cert».' cota e 'Ó"pa d~ de ·~mp,rafuta ,il. . :·' '- ~-

li ➔ O, ~ a r o C1110 de temp1rátura consta nte a


2.6 Por um processo de passagem ao limite quand o
a partir dos resultados do Probl. 2.5 .
..
_p,reu. o e . a ~ es~cí# .ç;a .clo ar ,DUIJI& altitud e
2.1 Utilizando os resultados do Probl. 2.S, deter miur a ;· · ·:
de 3 000 m quand o p 100 kPa abs. e t = 20áC ·a 300.m -~ ~ ,=; ..,. p,ó~t'C/m.
=
2.8 Para ar à tempe ratura conatante de (t.C, det e~ a ~do .e a)~:~ ~-e •~
·
a m,'qua ndo a t9.0b
· · · · · · · ., 1

presalo for 0,1 MPa abs. ao nível do mar~


• • , , · -
, ·- ' ,1
1• · - _. .• •.

)
"

a variaç io de altitud e para que haja uma reduçã o


2.9 Em ar à tempe ratura consta nte de 80°F (26,7° C), qual ·
de 10 por cento na massa específica?
merc6 rio, (b) pis de água. (e) pés de JJruimHe'ó\i
2.10 Expressar a preaaão de 8 psi em: (a) polegadas de
broma to, de densidade 2,94, (d) puc:als. . . : : ~. ~
. ~ r . . . .
. .~ • .. .• •

nto qne o barôm etro indica i~ .in. de mçrcú rio.


2.11 Um manô metro tipo Bourd on indica - 2 psi enqua
Expreui:r a pressi o em seis outras unidad es usuais .
4 0 •

• • 0

efetiYB;,_f> -~ar~ tro_indi.ql 750 ~ - _


• • •
• • .

2.12 Expressar 3 atm em metro s de coluna d'água na escala


tanqu e pressuriz.ado, indica 12 psi. Outro mana metro
B,
2.13 O 1DJI1Ômetro A, tipo Bourd on, intern o a um lt9. qqc um barôm etro
, incµgi pai,_e nQIW
tipo Bourd on, ligado extern ament e ao mesm o (Fis. 2.40),
.20
de me ~ .!. Qual a pressã o -absol uta med'K!a por A ' êm poleg adu de mercúrio?
aneróide: marca ~ - '. '

B
)

Flgun l .40 Problema 2 .13.

2.14 Deter minar u alturu das colunas de água; quero


sene, d = 0,83, e acetileno tetrabromado d = 2,94,
equiva!ente& a 200 mm Hg.
. .

pol~ ~a ~ iuadrado.
=
2.15 Para uma leitura h 20 in. naFig . l.60,d eterm inar a pressã o em A, em·lib rp
.· ·
pot
. · ·
O üquid o tem denisda.de 1,90. .. . :
. . :~-( ] ; .
' ' :

a leitura h na Fig. 2.6b para PA = 30 kPa ih ~:W '_o' líqw,d oilor q,ucro &~ilO '}ld = 0,83.
2.16 Deter minar
bafot,1Wtrica12?.i~- .#,wmi,nJI p~ em s;s de água na
2.17 Na Fig. 2.6b, se o fluido é água, h = 6 in. e a leitura ~ '· • -· '
: • f · ·
escala absolu ta. '
'
= = =
90 mm e la1.= 150 Determin~-/µ em mm.
·milím etros de
J 2.18 Na Pig. 2.6c d1 0,86, di 1,0, hi
mercú rio na escala efetiva. Se a leitura barom étrica for
fl~ qual-o -wlor -tÍi~A em-m etros de água
- ·· 1 ~ ~n ;
· . -. •~r . ,-.
na escala absolu ta?
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 73

re pia.ilte A da Fig. 2 .6c contéJll iás, Se o fluido manométrico for água e hl = 75 mm, determinar
fllh ifm .A em polegadas de _mercúrio.
Fig?2.7ti d 1 = 1,0, d1 = 0,95, eh:::; 1,0, hl = h2 = 280 mm e h3 = 1 m. Determinar PA - PB
· mfü'd\eth:,, do. ifgu11..

"º':2:ib
~ 1<" ' '
~
1 1
dc ter.nllitat o désn(wl h,. no manômetro se PA - PB
.
= - 350 mm H,.o.
~ b~ d-J, = d 3 =·0,83, d2 = 13,6, h 1 = 150 mm, h 2 = 70 mm e h3 = 120 mm. (a) Determinar
'f'Ig. .!llt.

~n_n 85, retiva,


·~ /fj _· -10-psi.-(b) ~e :PA = io psia. e a leitura barométrica for 720 mm, detemúnar PB em metros
. ._
, =L ,o..dawve-l
tiil• ; h 2 no manôml'ltro
, d9.Probl.
... , 2.22 se,,,.
n = PB•
.IJ,' , ►I -. :. ..
•7}4\ ,A ºfODtém água ~ q fllií~o· manométrico tem densid_ade 2,94. Quando o ~eitisco à esquerda
ólde corri o '201:o. dJes~, f-ÍAi ff po mm de água. J?-_etórntjn&{__a _l_eitura_d? ~_enisco da direita quando
i,:8,~~!em jn eohum ajuste do tubo em U ou da,~. •·· · · ·- - _
~.•J =- \. ! .

. t.

Figwa 2.41 Problema 2.24.

~~~ff.l'!t 'State. BUild.Ing tem: Y_ZpOft de altur~. Qual a diferença de eressão em libras por polegada ao
:r,'11u7i ntte as bll.'l.cs de umaicpluna de água com a mesma altwa?
Q~ \J.1ressffo "_um ponto lV -~ abaixo da su~rfície livre de um 'fluido cuja massa específica,· em
iOOió ,s pd, metro cúbico, ~{lfia segundo a lei p = 11,50 + ah, onde a= 12 kg/m4 eh é a d irtância,em
IÜdir'.o ijdjda a p~fü• da supeútcíe livre?
1

ttib um ~dlUcio contém um gás de p = 0,002 slug/Ct3 e p = 3,0 in. de água na


o vertleel de
~çm.Hi.-e:f~ . _no pit~ento- térret,. Determinar a pressão do gás, em, polegadas de _água na escala efetiva,
n topo dÕeíHCícioi ji ~oo-n-
d·e "altura para dois caws: (a) o gás é' ·consideràdo incompressível· e·(b) o gás
1111'1, ~mrnratqpf coltstlmte. A pressão barométrica é 34 ft tie ágtiil. e t 70ºF. =
1e •1 ' mf'1 ·)
N~•Flg,. 2,B d~wr-minw o ..dem(vel R no manômetro para uma diferença de pressão no gás de 9 mm H20,
~ ='~9rJI kN~m?; Xl - . 1,0~ kNlm3 ; a/A 0,01. · . · .. _ =
F~S • ,,,., 1 , - • . ·' •

0 1tnan6i)X!tro incllm1dó da Fig. 2.9 indica zero quando A e B estiverem à mesma pressão. O diâmetro do
~Ylltórlo d 2,0 in. e o do tubo inclinado 1/4 in. Para 6 30" e fluido manométrico de densidade =
O)nl!e'doJe:mtinar'-PA - •PB em-,-libraa,por·polegada ao quádtado éinç função dlÍ: ileitüta R', em pés; dó
uilinômelco. · · · · · ·· , · · · · ·· ·
,,
totmmlll' • o, pe1mo W que pode ser: suportado quandd ãpliaurios ·uma força no pistão como indicado
Blg?i2't4'2~ 'lt · · .- . • · .· · · · · . · . - .
)

74 MECÂNICA DOS- FLUIDOS

diâm. 240m m

diâm. 40 mm ·
)
lMN

Figur a 2.43 Problemas 2.31 e 2.32.


Fipra 2.42 Problema 2 .30.

deter minar (a) a força que tende a levan tar o topo


2.31 Desprezando-se o peso do recipi ente (Fig. 2 .43),
e do tubo em A -A .
circular CD e (b) a carga de compress.,o na pared
o for
2.32 Determinar a força do óleo na super fície
CD da Fig. 2.43 se o nível do-líq uido no tubo abert
reduz ido d~ 1 m.
o de cone
ersal circular. Deter minar a força exerc ida no tronc
2.33 O recipiente da Fig. 2.44 tem seção transv
do fluido ? Expli car.
ABCD . Qual a força na base EF! Será igual ao peso

diâm . 2 ft (0,61 m)
t
2 ft (0,61
c~ --- l
m)
-~ . _-:... ___________

----
------""'
--------
----------
---- ---
----=--
----~Água=----
l
230m m

Dl
B
ft (0,31 m)
I - --·----·---
---- ----

diâm, 4 ft (1,22 m)
A :=:=:=::::-_::.-~:=:
----------
l
,_E__ __
Á_gua F_.J,52 m)

Figur a 2.44 Probl ema 2.33 Figura 2A5 Probl ema 2 .34.

N quan do vazio. Se for preen çhido com água e supor


tado
2.34 O recipi ente cilíndrico da Fig. 2.45 pesa 400 o?
no topo do mesm
pelo pistão , qual será a força exerc ida pela água
) O,SQ.;i h.
ro está cheio de água e. t.em wn tubo vertical com
2.35 Um tamb or. com 2 ft (0,61 m). de .d iâmet ressib ilidad e. 11ua.n ta(
ezand o efeito s de comp
<l,25 cm} de diâm etro ligado à sua parte super ior. Despr
ESTÁTICA ·DOS FLUIDOS 75

que seja exerci da uma força de 1 000 lb


Úl>rns· (kgt) de água devem ser adicionadas pelo tubo para · · · ·
.
f-iB:4·k'gt) no topo· do tambo r?
; '

um dos vértices coinci dindo com a


Uma S'll~rf(cie ..,~ticaí com , forrnâ to de triângulo retâng ulo tem
que age numa das faces (a) por integra ção
JUperfície livre de,u.m líquido (Fig,~·2.46) . Determ inar a força .
(b) pÔr fórmula.; .
' :

Determinar a intensidade da força que age no triângulo ABC da Fig.


1/it?'i(ii) po'r l.ll't6grl{çitS•~ (b) por
ró.nnula.

.--A
-- .--- B

e
y

'f.47 Problemas 2.37, 2:39, i:4o, 2.41 e· 2:48. Figura 2.48 Pro~lémas 2A1, 2.56 ~ 2.83.

1~ .
superf ície ABC da Fig. 2.46, em relação ao
•Dc.,lermlnar o mome nto da força que age numa das faces da
3
c-li o AB . 'Y = 9 000 N/m •
superf ície ABC da Fig. 2:47, em relacão ao
Determinar o mome nto da força que age numa das faces da
x81AB. ..

tal que divida a superf ície em duas outras


'Determinar uma linha horizo ntal abaixo de AB na Fig. 2.47,
,.. à mesma força de pressão. · · · · :e · ·
1eitas

etermi nar a força que age numa dás faces da superfície vertical OABCO da.Fig. 2 .48 . 'Y :.: 9 k N/nt-~'.
circula r vertical da Fig. 2.49.
Gllcular a força exercida pela água numa-das faoes da coroa
)
76 MECiNICA DOI PLVJDOI ·

---=-;-~---r- Puede.

lm

~:/~l
10ft

Larg unda
compprta Com potta
4lt

) Flpr a l.49 Problemas 2.42 e 2.Sl.


PJ,auia t,o ProbJema 2.43,:2.44 e 2.52.

- ' em
l.43 Dete nnina t o mom ento que de'9 lü âpllcado em A'· na Fíg. 2.50 pan que a ctnllporta permaneça
'
equilíbrio.
~ oomporta da Fig. 2.50, d e ~
a força mult ante e
l.44 Se houver áaua até o n{Yel A do outro .1s.lldo ladõs. ' .-; •. ' · - "L \ nii, i
sua linha dl açio devida à qua em ambo Oli
Determinar o
quan do sujeito a um mom ento do 145 tN • m.
2.45 O eixo da comp orta da Fig. 2.51 romp eri . ,: .
nfwi1. • ~ l, do t{qa4lo.

- =10kN/m3
Largura da oomporta
" 12,8m
2m Ãgua

)
..-~ L
- -··-..-.~-~d ......
2.tm · -
Pips a 2.51 Prob ll~u 2.45 e i.ss.

a AB a. çada 6 m. D~~ a força -~ :~P "~~


,q~ -~ p,m ,
2.46 A _barrap,m da Fig. _2.Sl t~- ~ escor ·
desp rezan do« o peso da barra pm.
ula, a distância do centro du pressões
2.47 Na ABC da Fq. 2.47, determinar, por integ raçio e por f6rm
m .. ,.
Asuperf{ckf lim do líqdldo;
pressões na Fq. 2.47 por bltegraçlo.
2.48 Loca liur a posiçio horizontal do centro das
. ._ i . .
~,
o de aplicação, no triân p.lo da Fig. 2A6, pol$ utilização do
2.49 Determinar a força resultante o seu pont
prisma das preasõea.
. .. - .
ies por integ ução . .
l.50 Na Fig. 2.46, dotenninar o centro das piellê

l.5! .•Na Fig. 2.49 .~e.J Jllin u 9 qentr9 d4« .~


....41 p,roia cir ~.
j
Q.(ta,. 44,Jlt,, lJO,. '" ·
2.,2 Detu nlfna t o.amuo. du prenOts ~ ~.J»p
77
ESTÃl1C"- DOS FUJIOOS

3 n da
submersa em água com o lado superior a
IUJ)6Itfci.ci YOUical qirn r!_a de §.. X 6 ft está , tal que, (a) a forç a que age
ILvm; Loda llw: a. linha hori zont al na superfície do quadrado a que age
ap
lin\l dàj!j.nha SCJja I at à Q\18 abaixo e (b) em relaç
ão à mesma, o momento da l"orç

l,jtigYao momcnt ,da força 4ue ap abaixo.


1/
-..,....= tqüil
1 .
áterD tetp um dos ,lados na superf{cie
lim da água e sua superf{cíe imersa forma
das pressões em função 4e seu. lado b.
de 4.5 com o YOttical. Detenninar o centro
1 .

i•

de h.
1.:51 dodum a axpre~são ·da Yp-,em função
,, '
l:!!,fJ' o Ol!DtrO ~ P!e,sõos ~ll ág.a Yertical
.
OABCO da Fig. 2.48 .
f'uLI ' 1 q 2.53 .
t.r o centro du p~õ e;s da drea vertical da Fig.
·-~"-. ··=-· .
,e·,,.,.•_•. ~ . :••

1(-.(~JW I L••
11~1 \

1 •
. .,

.' ·=· .
. ... e, que. _._,. n.wna,4foa p1-ru l•, total men te submersa, é
li$1J'~q»f I intensldp~e, da força ,1esqliant
que puii pefo · à,b'tro·-da: jravk flide .
' f.lb 11itiímbs 'ií IÚila om tomo de um eixo
(446 ,7 kgf/m) 'de" ~m p~~ io nÔr~ar'~'b
plano do papel. Seu
coai ~ d~ ~lg~ 2~4 '~~· lb/ft!
300
esqu erda e 2,0 Ct (0,61 m) acim a da face infer ior. Se
de g.ravidnde ast.á a 1,5 ft (0 ,46 m) da face da_ água plU'a _que a comporta
çio da supcrf{cie. lim,
P? fitastfver mlcu lada em O , detorminar a posi
(i 1,'ll)Jert{oie,,da.l~aij1ocililij/.aW •bàüo:da artiêula\1 10)\ .·••:rr ·· · ·· ·· ~ · ·-
· 11 ttl'fin ·
: . . ,·: · · .. •' .: ·, ., · ··, . .
rb:lm uil,,~11,r ,· •l• 1., ·
cal
para qu_e, ,a · compOrt.a ·~rm aneç a. -na ..posição· verti
PrQbb J9 ,' dotcirm:lnar a mi'nima altura h
~11111Q.a.pillo· des11nho.
~ ,1n-i.•111, 1 do Probl. 2.59.
_ AIJ:01.valot dCJ·h o a força no batente,
quando esta for máxima, paJll•a.co m~r "
,atingir MU:· toP.> ,
~ 11i,,;2,55, pnru quo a.prancha gir~,,quando a,qu a
~ .con11~01t,a-1r ~ , w; di .Fis: 2.S(> P8J.•·qµa
,JRJJ quandQ. Jl
a •Piº•' .)1 d",11ll,ti Q.~
~ ,{pj~ dq_ l{quido atingir a po$.lqf,c>,jpdimd,1 _ .
)
78 MOO~ DOS .f'LUJDel

lm

---
-
lI __L

T
y

1/

Pigun U5 Problema ~.62. 111,ara ·2.56 Problema 2.63.

2.64 Pala utilizaçio do Pfflf8


das preuao-_,, mostrar que o omtro das pressaes aproxima-se do centróide da
área com o aumentar 'T profundktade dena no fluido.

2.65 (a) Determinar a h-....-rdade "'I UdJla· de- açio da forças exercidas em cada lado da comporta da Fig. 2..59.
(b) Determinar a for~- res~te devido ao líquido em ambos os lados da co~rta. (e) Determm.u a
força F necetsiria Pai abrlr a eómpotta se sua inassa d-distribuída unl!onnémente e seu poso for
50001b. Y

) 6 ft
'Y =S4 lb-/ft3 (1,83 -
(865 .kiflm3> _J_ ~.2 ,ft.{0$1 m) . _
t ~
ft "f == 54 lb/ft3 ·-
Ft~ /,,.8 ft IU,83 m) (865 tgf/m3> ·
1//////~~!:v:18 6 ft (1JJ_3 m)
•. · :tw'~---i--
- ,u~ ·4m.i. ___..... ,
Flpra 2.58 Pr~blemas 2.66 e 2.67.
•. 1 ..

2.66 Considerando-te linear a 'fllliqip. dfta,_., na-balo -dai t,,wragc01.6a·..fia- .l.Sl..i ú,),,locoJ.iM;Ji o ponto
de interseção da reaultan te com a b1111 e (b) dewnninar as tensões .de conu,roaio máxima e mínima na
base. Despre1Bl"- o.empuxo de: lld,p1119do. ·. · · ; ~ · ; i' • · :
•· e. • O #

l.67 Refazer o Probl. 2.66 adotando.. que o empuxo de subpreuio varie linearmente de 20 m em A até
zer<> no pé da bamge:nu ·' ·
2.68 Determinar o 1t1omento M no ponto tIJ da•-Pig. l.S9 para que a ccnnpoua plliman8ça f8dla4a .

.J 2.69 A oorttpol'ta da- Pi,1-. l ,60 está era, ~ o - . l>elmninàr o,pêlc,; ,Jlh4o •c:ontNpet01 porlmefto-de larguta,
desprezando o peso da comporta. A campnrt.l\ eatá-em•cquttibm,:*QJ?: - ·_ '
ESTÁTICA DOS FLUIDOS 79

-----------
·-----------
(0.61 m( 2 ft
t~làüàj:=:=:=:::;-
(Q,30m)Tff
-r

~ l.59 Problema 2.68. Fipn 2.60 Problema 2.69.

d=l

Flpra 2.61 Problema 2.70. Fjpra 2.62 Problema 2.71.

A que altura h • água deve subir do lado direito da comporta da Fig. 2;61 para- abri-la? A comporta
tem S ft de largura e é conatruída de um material de densidade d = 2.,S. Usar o método do prisma du
·~,-.·.·· .. . . . . .. .
~ a preaüo de u neceBária pua manter fechada a comporta de 700 mm de diâmetro da Fig. 2.62.
A comporta é uma chapa. circular qae pesa 1 800 N.

lR'l Po:r- um tubo de lS ft de diâmetro etcoa um líquido a 200 pai. Qual a espessura da parede neceuária se
a tensio máxima admissível é 10 000 psi? '

J.t73. Q111histemirde tuboa requer a menor quantidade de aço para obter a mesma úea de estoamento: um
único tubo ou quatro tubos cem a metade do diâmetro? A máxima tensão adminível na patede dos
tubos é a mesma em cada cuo.

2.74 Uma esfera ()ca de parede fina de 3 m de diâmetro ccn~m 8's à preuão de 1,S MPa. Se a tendo
admissível do mattrial for 60 MPa, detenninu a espessura mínima da p&Rdl!I.

2.75 de 7 ft de altura e 4 ft de diâJmtro tem dois Qéis de reforço localizados a


J.]J;Q., ~ t e i cil.(ndri.co
1 ft de cada ex~midade. Quando cheio d'ígua, qual a teG&lo em cada anel?

2,76 Uma esfera de aço de 20 fflDl de diâmetro tampa um orifício de 1O mm dt"· diâmetro de uma câmara
preuurizada a 30 MPa. Qual a. força necessária pera retirar a esfera do rildo?

Se a comporumte homontal da força que age numa supari'{cle curva nlo for 1gua1 à força exercida na
projeção da superfície num plano vertical, que concluslo pode-te tirar em relação à propuhão de um
barcd-.{Fig. 2 L63)1 . 1• . . • ,. · . · .-: •:; , ·
)
80 MECiNJcA.oos FLUIDOS

Plpn 2.63 Problema 2.77.

Lugura·da
comporta
4 Ct (1,22 m)

F'-~~~~

----------
__Água __ _ --
__

) .-a
--- -
fü\·.-.-.---31D ~ --t:: __________ - -----· ---- :..
--------~~
----- ____ 1 m--::_-_-_-_-_
------
-------- ---- ______________
--------
- - - -----_ - .. -------·---
-_-_-_-_--
- - --- 2 ft (0,61 m) -r-,

l.arg"'ada
. . l_ R '
...i.._
. .,.., ~.PJPC)rta
· __ - -------- -- .. 2m
d= 3,0
Fqura l.64 Problema 2.78. Figun l.65 Problemas 2.79, 2.80 e 2.81.
.• l
2.78 (a) Determinar a componen te homontal da força que age na comporta radial (Fig. 2.64)
e sua linha
de ação. (b) Determina r a componen te wrtical da força e sua linha de açio. (e) Deaprozando-ee o
peso,
qual a força F neasssária para abrir a comporta? (d) Qual o momento em _relaçlo a um eixo que
pusa
por O e normal llQ plaao ,p papel? : · !.
2.79 Calcular a força F necessária para manter a comporta da FiÍ. 2.65 fechada seR for igual a l
ft (Opl m).
) l.80 ~cular a fQfça f n,ocessãm. ~ ablir ou manter f ~ a co111po1:ta _da _Fig. i ,65, quan(IQ R = lJ.ft
(0,46 m).

2.81 Qual o valor. de R na Fig. 2.65 para que nio haJ• necessidade da força F.,para mantpr a COJDporta
fechada
ou para abri~a? . . ,,
2-.Sl Detmninp_.-a co111pC>Dente wrtical da fQtÇ& que _. na comporta curva ,-da F.ig. 2.66 ·o,dete.untnar·-sua
linha de ação. .. ,.

T•9.~:~• r
y

A Cilindro de 5 ft
dei oompritnmto
2m
Largura da
comporta
2m
) o ~

Figura 2.66 Problemas 2.82 e 2.86. Fipn l.67 Pr~~mas,2.84 e 2.85.


ES'fAIIJCA DOI FLUIBOS · 81

que ap oa s\lpBd{cie _ajo taf') 4,0.A aa Fia. 2A8? O mmprimeot o 1IOrJD81 ao .plano de
•~ ·.·.
~ a. ÍGfÇa

~~ i,67 mostra um cilindro de seçio (ifcular de diânwtm r. A presalo, doYida ao CKOIIDOllto , YUia
it'J91~ D< . .•••••a•ABC ..,_..,_p·~·~ (L..--:.4~& ).~tt- .10- em.libtu por-.,.S41111drUo. Cd:uJu a
força IObre ABC.
[,r
Slr-;1 wla1lo da prallo.aobre o Clilindro daFis,.2.67 411• 2p X ll --4,(1 + 19111)~ + 10,detmrninar a
farça sobie o mesmo.
alupl◄ . • • o peso ~ comporta da. Fia, 2.6', determinu o mommrto-11 neceaNrio pua mantf.la
n ém. epild,úo.,

Determinar a intlllllidade e a Unha de aç(o da f~ça resultante que age na suporfícia externa do primeiro
1 i9.!a'Mte ;•..,.OSM,"" 600l1Ull4t raio~ ~ M ~ .~-M,4-.-~-~está l~ma~o
da superfície da lpa. ·

1M
, . !:
·
: J; , , ·~ "! ~

O ~.~~ AA49.:~ ~ /11 + y /b .. + z ic-;~;::; 1,


: . . .
22

h-~ 1/af. + •~lc~ ~.J .t •cl'I p e ~ a f ~ -~c:al ~~pmíde d~ 9P B~p~ ~J..


22 22

••13, --r. t
.
o..a.;~~
.

•1'P.-:~
.

por

f~ça q~ comprime a bimgem, por


A Pia, 2.68 mo1tu. ~ tronco retendo água. Detemlilw (a) a _
~ IJe .~ •. (b) o :pe,o do ~JJOI ~id•de da comp~hJMJ.n,fp:~c<,;l •.ua ~dw,ida,Je.
A Fig. 2.69 mo1tra um cilindro cheio de líquido. Determinar (a) a intllnaidade e a linha • Íçlo da
1do ~;a rqUI, • ~ -...p JK>,r . . . . . . ~ :!o'Offl ~ ,a,,( ~} ~:~9" · .•
1 ~ ~jl ~
J.inht• etlkl~~ ,._rtkü -da~-~ ~~ ~-~-df .~irt -
A, cemporta-,da Fjg .. 2,70 fRi Q?118UUÍ4• ·lM)l,moiO d~ wn cilin4ro .... ~ -~ , ~-aril!culad• •
bmalm;..-/t1pPliffa da .cllalparte_.• ~~ bgJll~ 8'11f~ ~ .
O centro:de gravidade da comporta YUia l o ~ n
- ~ • . f f t AA·l~...Q.-.Junto

Ftaura 2.68 Problema 2.89.

t ..

B !ft .

Ãgua

e
·· Ffa'lnll69 · Proble1b 2.90. . •. -Mpra·l.70 ,,Rrab.Jema l.91.
)
82 MECÃNICA D09l11.011)81.

\lllllo eatá~em equiJt\rio na poai9i0 DlOStrada. ~ a ,nperfúU;da ~ subit. a .3Jt, quantos pÚ


aibicos de ípa dewrio IIDr introduzidos. por pé de comprimento do cilindro, para_1que. a<COmporta
seja mantida naquela posição?

2.92 Um delllímetro-pesa O~M N e tum uma hut&-com 5 mm de uiâlmtro. DetePJdnu,ad!stin.aia lObm a


haste entre u marcu correspondente, àa densidades 1.0 e 1,1.

2.93 Projetar um denslmetro qae permita lemns de densidadas eatn 6,&o o 1~10. cliJpaM0:-59. de uma e.scalà.
com 75 mm de comprimento. · ,....

2.94 Uma. esfera. com. 259 mm de dâmetro e densidade .J ,4.. IS iDlena JQJm. tíqUide qtja mua espcn:;ffi<ill varia
cpm a profundidade y squndo a lei p =
1000 + 0,03y tg/m3 • Determinar a pouçlo de,.equlh'brie da
e_sfera no Uquido.
r- r •:
2.9! Repetir o Probt". 2.94 para o caso de um ciBndro horizontal de di.Jbultró ~Omm e-·~ 1.4.
) 1 J 11 1,

2.96 A metade ~erfor de l,1Ul cubo de 2 ft (0.61 m) de uestit tem densidldo 1.,4, onq~to ,QMG-n& rpeta4e
supetior ~-wlor'ê•o~"6. ~-cubo~ subnieno num mrte!ha de d~-ft~-~ ~ts~·q~o'illMiti
tem densidade l';l e o'mperlor 0.9. Determinar a· cBferen~-• C:OÜS'ebmt d- tbpo do eullo' e a fnte:rtace
doa ,dou l{q~dqa.

2.97· Detcnnmar a massa ea»ecfflca,:'O wh:une especffioo e o wlume de um objetá' que peq 3:·N•e,n,âgua e
4 N em.ók,o
. :-,.
de ·.~lidade
. :
0,83."

2.98 Dois cubus, ~ i éOlll•wlunlli ü 1 m', um áóm dedlidade 0,8 e o 011tro- 1,1, são Updosi por um fi.o
curto e colocàdei'"·•··aígaa·. Qbe''porçiõ do cubo mais leve ficar.'•
h'leiia e ·qual 11 ·tebtlo no fio?·

2.99 O prilma trian,u1ar oco da Fig. 2.11 esfll em eqnilíbrio, na pc,li;to indica&, quando r = l :f t ff y Q, =
· ~ ·o ~ do 'ptiam. JIOl',p-dit õdlllpmnento ,.-, IJM funfia :48' y. para oequlllhrio. 1111 Dlbos.01
'rfqtddoa·fom~rfpà.~~~~oirde y Pl'tit ,, = 1,5 ft.: -,

- -- --
) ls ft

,,

,,

1/.
Fipn 2.71 Problema 2.99. Figura 2.72 Problema 2.101.

2.100 Quantas libras de concreto (-y = 25 kN/m3) devem ser presas a uma viga de 0,1 mtt de-volume e densidade
0,65 para que amJ,u afundem em ápa?

2.101 A compc>~ ~~ Fig. 2.72 está em equilíbrio e pesa 1S0 lb/ft (223 kgf/m) d.e c:omp.rimc11to dClffl'lal ao
plano do papel. Besprozando-se o poso da estrutura auporte ~ contrtpeso. (o) detenninat IV e (b)
determinar se a comporta está em equllibrio estival. O contJJq1010 do -çoncmto tem den,ltlade 2;50 •
...
_) 2.102 Um cilindro de madeiJa de 600 mm cte,diâJDetro e densidade O.SO e um cllindro--de concreto de mesmo
diâmetro, 600 mm de cõdlpnmento o densidade 2,50, estio unidos pelas ex.tromld1ldes. DetellDinaJ o
comprimento de> ~ llllqlli para que o sistBma Outue ~1dtl\a.•esthel com ei,co YCrtical.
ESTÃTICA DOS FLUIDOS 83

qua11~1Jrclaçio ro/h para um·.cilindro,de seção transversal circular, de densidade d, para que flu:tue,em
N1~1u,®m u bnmJ na horizontal, em equilíbrio estáwl?
m,, l'ip da seção transversal quadrada, com 4 m de· comprimento e densidadi, 0,7S, poderá flutuar
C!Jl.requlltbrio ·t1táYOl,. em água, com duas faces horizontais?

!P,J'~Rr a. a.l.tura metacêntrica do toróide da Fig. 2.73.

?
------------
-----------
------------
~=~~-~~=~~i .
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=~~~~3;~~~
-----------
: :--------------------------
=:=:=:=:=: =:=:=:=:=~:=: =:-=~~· ::2------- -====
--------------------
·-------~----------------- -----
Probl.em.111 2.105. Figura l.74 Problema 2,106.

A;\1palllporta,,Plaf!A (P_ig. 2:7_4) ~s~ ~o.op ~/i.n·de co~lllimen,to ~Q~al ~.pta,no ~o :;apele J1eu; c:e1.,1~0
Jl~ ia".ldliffe esü: a 2 m. da articwàção O. ~n:~etenninar h em funçie de 6 para que a comporta fique
,1.pqyjl.ll>po. (b) A ,com~~-~ftá. ~m eq~l{bno estável. para quaJq~r. valoJ de 8?
. ,tb1ãlio csfárko de U ' ni de· di~etró, :aberto na parte inferior, ~s~ cheio de tµ4Iop(\io. _Qua.\ o peso
ti~-do bali.o e do lutro p~a mantê-lo em iepouso se a leitura baioínétnca é 28 fa. IJiê ~~~ratura a
~.:W.C? ' ·. ' . .
~llP,e com. lí9uld,o;de d.=:: ._O~~ é a~ler~o unifo~111C1?to na dire~ ho~ntal d.e forma qu.o
.p.,4~Cf«i'°'' q.o,2q.kPa/m n~~ <ijro~o~do momncnto. Detçrminar ~ aceleração. .
&Ãi.'\ ~~n/cie livre de um líquido forma um ângulo de 20° com a horizontal quando ó a~lerado unifor•
·111'-{fl~Bte nesto. direção. Qual o valor da aceleração?
ti ,P~fig. l.7S~-47x = 12,88 ft/s2 e ay =O.Determinar a posição da superfície livre ~ária e a pressão
orp s. e. D e E.
, il Na Fig. 2.75, ax = Oe ay = - 8,05 ft/s 2 • Determinar a pressão em B, C, D e E.

e B
111 ---r
1 ft(0,30 m)
1

l , A_j_

,,
m --►► a:r

Dr · ' . . IE
i--,--3 ft (O!) l °')-+\ · Figura 2.75 Problemas 2,110, 2.111, 2·.112 e 2.116·.
84 MBeÃNIOI& D08 FUJID98 .

2.112 Na F~ 2,75. •.xi ,s;w·_,8,G5 ft/12 e._, a 16-,1


preal( ) om B, e. D • E.
ft/r. Detarminar • poaiçlD.da 1qperf[ci,Ji:m imq inn. e 1
2.113 Na Pia:: 2.76, "%' ~ .9,8()6 m/-1 e. •y 111 O. Dotermmar a pmui o mn A, li
e e.

A,....._ _ _ _ _ __ t°'
300mm,
-- _--:...--
-- --------,--:-_-_-.,
---=-------..;..:-..-,,. --~-----:-_-
)
_: .:.ar-__.
:_;~~~-=-=-=-
X...."'tr"'---&:---
.__..=;-_-_-_-•-__-,:_-__
~-==~:~':-:-:-:-:
-=~---------::"-=------
-:ili,.--=--~----=---.;.-_-:,::
---- - - l
---l,3 m . •1 Fipra 2.76 Problemas 2.113 e 2.114 .

2.114 Na Fis. 2.76, "x =. ...,.903 tft/12 .e •, ~ 9.8~ mfs2 ~D e ~ a ~saã o ojnÀ , s ·11 C .
. .- . - '~ , .
- . . , . . -
. . . . .
2.115 Um tanqu e de seção transwrsaJ circular de 4
ft (1,22 m) de diftnetto e 6 ft (1,83 m) · d• altura está
cheio de um ~ o e ~ a<:e:Jc~ ll;Di (~me ote ~d
~eµama~?-,~bii ff~~ ~~,, ~,(·~ ·· . r ..• ·_· :: · :'- . · · '· "o.· a'· horif.o ntal. Se mn .terço do !{Quidn ~
· · : - · - : . • • · · · : . · ·' •J. ~

2.116 Determinar ax e ay oa Fig. 2.15 de modo que as


pressões em A, B e C sejam as meamas.
2.111 O tubo da Pt,. 2.77 está cheio de um líquido ·de dentjd
uma aceler
ade 2,40. Se for acelendo
açio de 8,05 ft/s", triçar a 'slJIM!iflcte l i v r e ~ e para a dln!lts cônÍ
preui o em.A fo, 8 psi de vácuo, dr:tcr múw "x·
deten rilnu a 'pmsé eWr A.. Se a
)

1
1ft
(0,30 m)
f
L ----- ----- ----- --- A
~. 2 ft
(0,61 m)
.! FJpra 2.n Problemas 2.117 , 2.123 , 2.124 e 2 .134.

2.118 Um tanqu e oúbico, com 1 m de ~sta . aberto no


topo e com ápa até a ~tad a, tf coloca do n~ ,1ano
inclinado de 30" com a homootal. O tanqu e vazio pesa
SOO"N í, 1erti uni toefld ente de atrito Ó,30 com
o plano. Determinar a aceleração do tanqu e e o ângulo
que a supo rf~- U\Te da água r ~ á com a
horizontal.
:
2.119 Demonstrar que a pieasi o num ponto de um líquid '
o que se dealoca ~ um sólido ,&{ • •IDIIDla em
qualquer direção.
·
J 2.120 Um tanque fechado contlml dois líquid os imi&cí'veia.
Provar que a inâttm s' ~ a suptl'tícI1ri1ê pretSi o
nula do ]lUa\ el~ ~ o ·O ,~- -~·~ ~ ~ m e
n t e na dlnel o ~- ·
85
ESTÁ'l'ICA DOS FLUIDOS

it'1àfimtação do ftein 2.9, segundo a qualni o há tensões de cbillha


menlo num fluido ehl·rota ção
on'd.el; ~tn 'tornO"de uin eixo wrticàl', quando· o mesmo Jitn 'como úm sólido.
.
. . .
1 •. ·

eixo wrtical . A pressão,


re1omitório, conten do um líquido de densidade 1,2, gira em tomo de um :-;· ·
.1 m ma db!~te riot: CalcWar a velocidáde ·ángular dó tanque ;
· ~
' '· ' · ,,
1'11 r t • ·,·: : ··, ·

ubo em U datFig1 2 ~1.1 gira,,em -tt>mo,de.• ám eix,un iti~h:u ».UW~ :6


bJ.i;,~·J $•~ ·.QJD)!à.direlw ~~~ Q\}81
~oaida de angular p~;._q ~-·: pr~~ e{eti, e~ -1 -.~ -i ~~? _.
.,. .

"'~- o ~lx~ verticai d~ rQtaçio e a velo~ d~-~ -d9 tubo em U d!l rJ&._2.,77 -~~~ _-4 ~,, u
.: . ·-· ;.
.a&J do hqu1do no pont.0 ~dt_b .40,: tubo, .ent.f1 •: i·efn'.A .s J~·.nulas.
U da Fig. 2.77 para que as pressões
· oàllur o eixo vertical de rotação e a velocidade angular do tubo em
l(quldo no ponto médio do tubo em U e em A sejam nulas.
velociaade angular .w, em
fluido Incompressível de massa específica p gira, oomo um sólido, com num ponto, como
tno de wn eixo que forma um ângulo 8° com a vertical . Conhecendo-se a pressão
detenn:lna 11 pressão em outro?
' cilindro e aberto no topo
iU)n cilindro de seção reta circular, de raio r 0 e altura ho, tem eixo vertical. O
que fique expost a a metade
testá cheio de um líquido . Com que wlocld ade angular deverá girar para
1 ma do fundo?
Um Jíqutdo gira como um sólido em tomo de um eixo horizon
tal e tem wna pressão de 10 psi
1Q,70?kJf(~ l) no. eixo. ~term inar a ~ação da, press~~ w. io longo de uma linha vertical que passa pelo
llíl> s6 a h-laua ·específica for p e a: velocidade angular for '
2 ,127.
tflllllnar_ a ,equaçã o (las superfícies de pressão const!IJlte para o caso do Probl.
igual à metade daquel e do
-1,tbYãt,' por lntegraçã'o, que um parabolóide de revolução tem um volume
~ 'c:trcwucr:ito .
• • .cont~J'!,do dois líquidos imisc{veis, gira em tomo de um eixo -vertical. Provar que a interface
,:,,.m t&M~
fK'm o rácsmo f'orniato da superfície de pressão nu.la.
'i' seu eixo vertical com 11ma velocidade
UJPI- ~fora de raio , 0 ~tá cheia de -um líquido e gira em tomo de ·
~1111gu1itr w. Localizar a clrcwµerência na qual a pressão é máxim a.

âl Um gás, que õbédece à lei pp-n = const, é feito girar, como um sólido, em tomo de um eixo verdcal .
, sendo w a wlocid ade angula r, p 0 e Po, respect ivamen te, a pressio
l>etoiminur a variação radial da presafo
:e a mona.específica .Qwn ponto do eixo.
wlocld ade angular 50 rd/s. Ao
1~3 Um rectplente conten do água gira em tomo de um eixo vertical, com 2 2
ft/s (4,91 m/s ). Q.ual a equaçã o
mesmo tempo o recipiente tem uma aceleração para baixo de 16,1
de uma superfí cie de presdo constan te?
passa por A com uma velocidade angular
.( '· O tubo em O da Fig. 2.77 gira em tomo de um eixo vertical que
tlll que II água no tubo começa a vaporiz ar junto à extrem idade fechada acima de A. Se a temper atura
for '10°F (21 ,lºC)! qual a velocidade angular? O que aconte cerá se a velocidade angula r for aument ada?

~i35 Um tanque cúbico, com 1,3 m de aresta, é aberto no topo e está cheio de água. Quand o se mo~ para
2 da força exercid a pela árua numa de
chn11 com uma ;iceleração de 2 ,45 m/s , determ inar a intensidade
suu fatos. ·
e se move para baixq _ÇQm
2,.16 Um cubo, com 1 m de aresta, está cheio de um líquido de densidade 0,65
2 das faces, devida à pressão do lígii{do.
uma aceleração de 2,45 m/s • Determinar a força resulta nte. numa . .'. . , .,·· r} / ·;
"
mento é acelerado unifonn,mo1Jte.na
1,137 Um clllnd.ro de 2 ft (0,61 m) de diâmet ro e 6 ft (1,83 m) de compri
)
86 MECÃNICA DOS FLUIDOS

direção de seu eixo horizontal com uma aceleração da .16,1 ft/s 2 (4.91 m/s 2) . O cilindro está chql91
e.
um li'quido ('y = 50 lb/ft3 ) (801 kgf/m3 ) e a pressão no eixo, antes de i~iciar a aceler~o , ~ 10
pj
(0 ,703 kgf/ cm 2). Determinar a força horizontal exercida sobre o líquido no cilindro.
1
2.138 Um cubo fechado, com aresta de 300 mm , tem 4m pequeno orüício no ce~tro da face .superio,:.
Qunndo
estiver cheio de água e girar uniformemente em torno de um eixo vertical que passa pelo centro, deter·
minar a força exercida numa das faces em função da velocidade angular w em rd /s.
L

)
CAP.h1.JL03

ii::W?.ffuidos,
1
estudada no capítulo anterior. praticamente'wna ciência exata. já que
é
(massa específica) a única grande:r.a que deve ser detemv.nada experúp.en-
é
e..

O.!ftto lado, a nature:r.a do escoamento de um fluido real é muito complexa. As leis


,Fne~ o movimento de um fluido·não sã"o de fácil fonnulaçio, nem de fácil manejo
Jt~:,~~~:::.:fuT,f~:.,::=~-=es !i~::~ti~~
-.--J!e,•J l~o eficientes. · · · · ·
30

· · ·
unW.Witoduz·hs ·conéeitós necessáriós para a análise do movimento dos fluidos.
)tlsjGaS que permitem prever o comportamento dos fl\iidôS" serão deduzidas óti
~ 1"quagões Slo: do mo~nto, da continuidade e da quantidade de movimento e
' ~gunda leis da termodinimica' aplicadas ao escoamento permanente de um gás
dQ do volwne de .controle é utilizado, neste capítulo, para deduzir as equações
~~~1,~da energia: e -da qilan\idade de.-mownento. Os of~i~s .da viscosidad-e, a deter•
iw..1,..1i'rlental1das perdas· e- a. aprasentaçlo de seu, oálculo. por ·meio de adimensionais serão
ap6s! a-.introdllflO da• artálise dimensional no Çap i 4. -Em seu: desenvolvimento,
~ ar.áv 1ma geral, à teoria do .escoamento unidimensional, com suas aplicações
fluidos incompressíveis em casos nos quais os efeitos da viscosidade •niio sejam
(os •.eQ:I Qap. 6 trata do· eacoamento compressível enquanto, que o Cap. 7 estuda os
lJfdúnen--sfonais.
ili J

j IOAS E DEFINIÇÕES DOS ESCOAMENTOS


f
toa podem ser classificados de diversas formas, como turbulento ou laminar; real
IY,fll.fi'Jll oµ.1rre~rsí~\;. p~nn~ente ou variJ~o; unifo~~ ou ,n~o unifo~-~-~~gfa~ignal
onil. Neste e nos próximos itens será feita a distinçfo entre:vários tipos-de esgoanumtos.
)
88 MECÃNICA DOS FLUID08

· OI esdmnt oa turbulentos Slo os mais freqilentea na pntiA da engenharia. Natas, u


partículas de fluido (pequenas massas) movem-a em trajetórtu l:rregularet, auundo uma trarufe-
rência de quantidade de movimento de wna porçlo do fluido para outra, de forma semelhante
i tnnaferfncia de quantidade de movimento molecular deKma no Item 13, po~ em eacala
~ Wó~t O ..~ .f ~ ~ ~ ~ muito pequano (dipmna aJalma
mibm ~ o~).Y-1 1d~(ínilliarés~ -~ ~ num redemoinho de um rio
~IJ n.,~ -...~..~ 11 ~ osfl r-1} t.M} ~!'fto pudeue aer tanto turbu-
lentQ fOl!W. n Q @tlíulen~o laffiinu , p tur~~ u \ eram ~ s tensões de cisalhamento,
ciDGDdo .J.UaUl.l&,UJíriDufblli"1Y di _
A! - ~--bu hmto u perdas variam com
uma potência de 1,7 a 2 da velocidade; no escoamento laminar, elas variam linearmente com a
velocidade.
No escoamento laminar, as partícul.u movem-se ao longo de trajetórias suaves, em liminas
) ou camadas, com cada uma destas deslizando suavemente sobre outra adjacente. O escoamento
laminar é governado pela lei de Newton da viacolidade [Eq. (1.1.1) ou uma extenalo da mesma
para o escoamento tridimen&ionall que relaciona as tensões de ciu)ba:mento com a taxa de
deformaçlo angular. No escoamento laminar a açlo da vilcolidade amortece a ten<Mncia de
aparecimento de turbulincias (ver no Item S.3 o critério pua ·o escounento laminar). &te
escoamento nfo é estável em situações que envolwm u combinações de baixa viacolidade, alta
velocidade ou grandes seçoes de escoamento, pu1111do para escoamento turbulento. Para o eacoa-
men~o turb_ul~nto pode« escrever ~ ,_ _equaçlo _aeme~ ~ na forma,à. lei ~ No~on da visco-
sidade: . - . . ' ·l· · ' •• - .

du
-r = '1 -
dy
(3.1:I)
·-· .

O fator Jh,entrew.uq_,, nJo ~-~ prpp~d e. ~J)ajdo ~!,e.. depen~ dq do ~ P,do


mesmo e da masaa :específica. r. chamado vilcolida de turb ~ · . , . .. . .•
Bm, ~uitps ~t~ ~ ,po(~ ~ -~.:~i.1cosid~e ·quantQ _aa ~~~ ~~buem
) para as t e ~ ~ 1;iil~Jlt1qmmto: ,.
· du
. T- (µ ;+- '1) dy
,, ,1

Experiin ciu-ll'o neceuárias para a determfnaçlo.defté>.tipG.de eacoamento•.


Um /luid9 tcleal ou per/elm.., aem ·atdk> • ,inaamprauíval e. nlo deve m COBftJD,didb.-comi
wn gdl;parfe lto·{Item 1.6). A hlpdtNe.Ge,fhlidei deat6:l1 iilnet•fü • .ts•~t- .im..tr aatieg ,
extenlle!t· do ,fluidos, como, no. DHMmflDto1 à um aeroplano ou. ·a,.-auhmadnro .UDi1flutdo sem
atrito d-ill~·Wra01o e:seu efCOa!D8Dto "-a,wrllwl. ·· · · · ,r-·
,A, aaiilada .ele ~lfflUI J accilameatQ.rul, pr6xima ,a uma superfl~ s6llda e·que temJSUB;
velocidade relativa à fronteira afetada por tensões de-d11Hunnonto, cá cha•""8i·armmk:Mmite~
As camadas limite podem ser Junioares ou turbulentu, dependendo em geral de seu comprimento,
da viscosidade, da velocidade do fluido em sua vizinhança e da rugoaidade da puede !6lida.
Escoamento adlabdtico e aquflWne -.-VJ iltrJ uf~ dear.r:p iià.o~ ôu d6
fluido. Um escoamento reveni'vel adtabdtico (sem atrito, adiabático) é chamado isoentrópico.•
J • Um processo isoentrópico pode ocomr, :cintretanto, num escoiun~•tc,< 'imne'nlvel com troca de- calor
adeq\lada. (iloentr ~ = ·ontrópla coilatlÍIUe}. · ·.
NCElTOS LIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUID0S E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 89

~der,\de maneira ordenada a wna análise do escoamento dei fluidos é necessária uma
,.. pre,endo: da. terminologia envolvida. Neste item slo definidos-e ilustrados vários dos
e ~ - nt-.Jonp.o•:téenioos, . . : .·.
a
. ·._..
o ,\J,Ql)i('S9:Q.llll).entoJ pemuu:,qnte, quando
as coµwções I em - Rwuq~i )l>Qn.t o do 0.u.ido
s com o tempo,. Ppr ~~emplo, se a yolocidaq.,, n1.1m certo ponto 6 ~ m/s ~ .diJo.çfo
)

.•
~ 1J ·-'l,µAl .e s~onto ~fllU\Jllllt", te~g,e,µ1umu,1;t.tt,esta ""-91
e dir~•o.in~ eflni~nte .
1p~d~'-'~r :e~pn,~Q. P9f,;av/Qt =; :O, orut_
o ~-,...._,~i( ~rd•nada s.~, "3/,_z-.do. pon~o),é
'• · q~QJltJ, Ql,D)eqna :( onmi, tJlp h.a;.re.~,~~,'1Qij Jt~ -t fm~,iffll;.li,.ua.lqu~r;,pc:,nto,..da
1 !Jm9(fiaa p, presslo p ou temperatura T no -~Pt§t .~at.e ,; Jop
a
a· ·· a · .,,:· ·aT .;; ·
s ....e=Ü'· -E.=0
. ôt_
-·· -o
ôt . ôt li:: ' !
)

.i
1

1(

} . .

Pigun 3.1 Velocidade num ponto de um escoamento ·


Tempo turbulento, pennanente. '
t,
/

)
90 MECÃNICA DOS FLUIDOS

No escoamento de um fluido real nwn conduto livre ou forçado pode-se fazer, em


muitl>I'
casos, uma extet'ltla da defini9fo de escoamentó uniforme, edk>re o wtor·da.-vetoddade 1
nos ·
contorn os sólidos seja sempre nulo. Quando todas as seções trumr sais
~paril.tas -do conduto· te:
forem idmtfc u ·(11to ·iif; (\tando '·o ·éolldu to for ptinmtt teo}1t' a ~dtld
& rt1Hia em todas as
seç(fes, num certo instante, fota rbilma , o eacoamento 6 ditt> uniforme. · · · ·· ~
Um t9C'08Jil8nte · no qual· o,·.mor •-à .wlootdade varia . de local i,a,a~ load, num instlRtd
:
qualquer- (a./& ~-O)' 4 fflto -dJ~u,Jfomre. Um líquido boJln• do,por- ·um fflbo
iongo e reli& en
tem esooim thte ·mtlfor mt~--Um lfftuidó que eiooa· por um condtito:tte se9ft) Vl!U-vel'tk2
conduto curvo tem-esoélUníblte:1110 ttlifflwu1c1.
:por llftil es,
· · · · ·
Exemplos de escoamentos permanentes e variados e uniformes e nio unifonnes pe
slo: um CC
líquido escoando por um co.1duto longo com vazão constante tem êscoamento
permanente e de
uniforme; um líquido escoando por um conduto longo com vazio decrescente tem escoam
) ~ o e unffarme; o ~me oto p~ um conduto do seção cresceJlte,,.com
ento pi
varAo constJm!e, 6 • a
pcnnana1ts ~ nlp tmi[pnne;, e o • ~ t o por um conduto de seç~ crmcente,.
crescentaJ 4_var;ido e. níW unifo""e.
com ~ m
· .
A rotllÇão de uma partfpula de _fluido em relação a um dado eixQ.~ : ~o.s _o eixo z, é_.
definida como sendo a velocidade angular média de dois se&DlCPt9• ~~ m
~m~ ~ e,.
formam um ângulo reto entre si e com o eixo dado. Se as partículas do fluido tmmà
certa regilo e
possuúem rotação em relaçlo a qualquer eixo, o escoamento~ dito romclonal ou
com vórtices . .
Se o fluido, numa regifo, nlo tiwr rotaçlo ,'o escoamento será chamado irrotacional.
Demonstra-se : pi
em textos de hidrodinâmica que um fluido sem_ atrito, em repouso, gera um escoarr
cional ao ser colocad_ iento irrota- t tiJ
o em movjmento ·posterionnente. . . . . ·,, ·r tr
Um escoánienth tllfid im~I despreza as· variações de velocidade, presdó
etc'. trinsm:'.: p<
salmente à direçlo principal do escoamento. As condições riuina'seç(o tramwnarsitf
expremi'
em·-tmn01 dtf'~r ea udcloa ~ ~ d e , ~ -~ecff lca·e ~utras p~~ ~~ ~m ien~o_
CC
niun conduto car~t u;ae- -~ n t e,··"COJDO unictiJnen:sÜiQB}. Muitós · ptoDnmml
pr4ticds
podenf ser tratador por·aie mdkido de anffiM,; que d" muitô maíJ s i ~ ,...-:, ~-~~. as
~ d1
) método l bi e trictip;aetJsionaft. No escoamento bidimennonal, admite-se
qút'fuWis-'ü ''pnt'téulât' pi
escoem em.plari~'~~i~s~â'5)ríijet~ri_a1 ld6n~cas ~cad a~ .tt+-~lap.~'; ·~~ fu~:~
não há _variações ~º-~~ 11t'o ~ .~~ nonnal ~s mesmos: O t~~~ ~~ se
e eqüipotenéiais, desenvorvidó' no" Ca'p. 7, é um dbs métodos de maiót utúrzád ~ corren~! lo
ade ~ análise'
das situacões nos.,scofilnentós biclbn.enm,nais. O escomnento·tridli'rJias.~ é-o ~ ·11érá1'
:·po qual
,.t: .;t
as compb'iieni~ l<iá'v é(~·; v/ ~-égundo.'lXói 'trlórtô&ÕQiis,' aQlli,·~·.«J~i4 1
enads '.s· E
x, y, z e do tempo t. Os métodos ~~át icos de análise Slo complexos em pra!, si#aQ'. ~u
ós{i
possível somente em casos de contqii:ios geometricamente simples.
·. ·
Uma linha de corrente é uma lipba contínua traçada no fluido, tangente em
todos os
pp~05 _ -a~ vetQ«!s dll veloci~de. N(o há escoamento através de unia linha de cç>rrente.
Uma
partíc~la que se mo~e 11o·~go de uma linha de corrente, em qualqtter insi8:(Ue, t~jp
" lW1 d~SÍPca -
menta 5s de componentes 8x, 6y, 6z cuja direção é a do
u, v, w, respectivamente segundo as direçOes x, y, z. Logo
vew~
.da v.elo ~~m . ......
ponw ea '

lJx l>y lJz


-=-=-
u V w
J de modo Que as C9mponentes correapondentes são proporcionais e daí 6s e q têm a mesma
direção.
Na forma
IT<i>S LJGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUA
ÇÕES FUNDAMENTAIS 91

u· V w
JQUK40 diferencial de uma linha de corrente. As Equações
(3.1.3) formam um sistema
ua~f f fl).4~pendentes. Qualquer linha contí nua que o satisf
aça será ~ lipha de
1~ .l

iyn:entos- permanentes, como não há variação da direção


1 1 do vetor da velocidade
,ntot as linhas de corrente têm inclinação fixa em todos eles,
sendo porta nto ~a no
n/frÇ.uJas mov~m_-se_sempre na.tcµigent~ às liqhas de corrente; logo, nos escoa mentos
JJ.l, -tr,q/etóri!Z de uma parUcula é uma,
linha de corrente. Nos escoamentos variados,
~Çlordo vetor da, velocidade, em qualquer ponto , pode variar
com o temp o, wna linha
· pede •mudar de direção no espaço, de instante para insta
nte. Deste modo , uma
il~~ _ linha de corrente num certo instante, outra noutr o instante e
assim por dj1Íllte,
~ uma partícula pode nllo ter nenhuma semelhanç
a com a linha de .~f?9 .~ dada
1à1\te . · ·
' 11' 1 •
~ ou fumaça são injetados, freqüentemente,
num fluido para assinalar o seu
• b~qílento. Os caminhos seguidos pelo corante ou fuma
ça Slo chamàdos linhas de
escoamentos permanentes uma linha de' e!ifüiéslo ·oolhcide
com ilina linha de corrente
tlffià 'dei uma Pai:tícula.
1
· ,. '
.de ,corrente de um escoamento bi~ tQn al po4em
.ser obti$ s colocando-se
brlllwl'tes (p6 de alumínio) no fluido, iluminande-se inten
samente um -plano e
' a fotografia das linhas de emissão geradas num curto ~terv
alo de teippo~ A<;>
~tosuüa linhas contínuas que tenham a direção das linhas de emis. ,ão em todos ·os
os, uma imagem das linhas de corrente tanto para um ·escoament
) varjad o. o permanente
·· ·
·traçlo de um escoamento bidimensional de fluido incolllpress
ível~ como na Fig. 3.2,
c&'h'~
,, nte são-traçadas de forma que o volume·que escoa por unidade de - tempo entre
. ;

de conente adjacentes seja o mesmo, considerando-se uma


l~gu ra uaj~ ~ no~ ao
ra,., Deste modo, quando as linµas de corrente estiverem próxi
mas, a velocidade deverá
~-~TX~,sa. :~ -~'for ~ ~~-lo~4~di, médi;a ·entre 'duas Uh~ de êorrertte' ~tlj#.cerj~es, num
sili.cia-entre as mesmas for h, a vazão Aq será
~ ,,
~q = vh (3.1.4)
· pos'l~a!õ•'do diagrama, onde a distância entre as linhas for
/it,, Aumentando o número de linhas de corrente trac;,das,histo 1 , a velocidade média será
é, çliminuindo Aq, no
obter-se-á ~ velocidade num ponto .
ubo ,de ao"ente é o tubo const ituíd o por todas as lin},J,as
de corrente que p~sa m por
l

Figura 3.2 Linhas· de corren te para um escoa mento


penna nente em tomo
de um cilind ro, entre paredes paralelas.
)

92 MECÂNICA DOS FLUIDOS

uma pequena curva fechada. Num escoamento permanente, é fixo no espaço e não pode
escoamento através de suas paredes, já que o vetor da velocidade não pouui componente nQ
à superfície do tubo.
1
Exemplo 3.1 · Num escoamento bidimensionai, permsnente, de um fluido incompressível em td .o
um aerofólio, traçam-se as linhas de corrente de forma que, ao longe, onde a veloàdade é 40 m/s, ew •a
10 mm entre si.·Qual St!rá a velocidade rw ptoximidades do aerof6lio, onde as linhas de corrente'""dfit
1$ mm? .i
(40 m/s)(0.01 m)(l m) = 0,40 m 3/s == v0,0075 m 2

e r = 0,40 ml/s2 = 53 3 m/s


0,0075 m •

)
EXERC1CIOS

3.1.1 Um escoamento unidimensional é


(a) um esa>amento uniforme permanente
(b) um escoamento uniforme
(e) wn escoamento com variações desprezíwis na direção transYersal
(d) obrigádo a escoar segundo uma linha reta
(e) nenhuma w·respostas anteriores

3.1.2 Esco~nto isoentr6pico é um


(a) escoamento adiabático .irreversível
(b) um escoamentó de
gás perfeito
(e) escoamento de gás perfeito
(d) ~coamento adiabático reversíwl
(e) escoamento reversível sem atrito

) 3.1.3 No escoamento turbulento


. f"t :
(a) as partícul~ do Uuido mowm-se de maneira ordenada •. ,.
(b) a ~são é ~s importante que a transferênáa de quantidade de movimento no aparecimentpd,
tensoes de ctsalhamento · 1
(e) a transferência da quantidade de movimento dá-se apenas na escala molecular
ld) uma lâmina de fluido desliza suavemente sobre outra ·
1
'(e) as tensões de cisalhamento são, em geral, maiores que num esroa1mmto larminar se~elhante.

3.1.4 A expressão Ti = T(du/dy) para um esooarnento turbulento é


(a) uma propriedade física do fluido
(b) dependente do esooamen.to e da nwsa específica
(e) a viscosidade dividida pela massa específica
(d) uma função da temperatura e da pressão do fluido
(e) independente da natureza do escoamento

3.1.5 Um escoamento turbulento geralmente ocorre em casos que envolvem


(a) fluidos muito viscosos
(b} passagens muito estreitas ou tubos capilares
) (e) movimentos muito lentos
(d) combinações.de (a}, (b) e (e)
(e) nenhuma das respostas anteriores
, 1.Ir.IUADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E'EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS -93

'
~V ' Wihs"7êx~riênclàs m.esmo nos CflSOS dos e~coainento~ riui.l~ simples
1d~;.i11 lel de: Newton da viscosidade ·
dci,fiuidomlovom'-íe segundo trajetórias irregulares e aleatórias
~ ~'ii.'t tt~\11,1
~~~w~~ nio..éc .ipjpoitante'· .
ta . giio r/(du/dy) depende do escoamento

~ rfe.ito é
Q~\'l!cmo
lf 'lu~1o~ _dece à _lei de Newton da,visoosidade
· 1iip$iese útil nos problemas de escoamentos em condutos
~Ub1e< focompress{wl
· · 11 ,das respostas anteriotes

se:,hinlfls itens devem ser obedecidos pelo escoamento de qualquer fluido, real ou per;{ito?
· "owton •da visco.sida~ ..
dQ lei do movimehtó d& lNewton
~~fi},iª "ntinwdade _

~~ . ,~)i~~
ro \MJ~ ~W
. (c:j·e. de cq~ta,t9_ çom, ~rn sóµ~o. é nula· nQ_'ponto· de ~rita~
. -~ - ,µ~rf
ettâruma ~pc.rffcie "sólida · · 1
' ' ·· - ·
ifJ';'!' :ÍJ _l:í!. :,_ ·, .; ,, . . .. . (d) 2, 3, 6 . . ;. . . .
,l (i!} 2,'4, S t , .•
, ji •I
olo~ ,, .
N!-!9.~ ff'\~n~. OCQri:e quando
.1\\11.9~11~.n(o,:~ _êplJl ~ tempo.
·çp,ndil - são as mesmas em pPntos adj4'-'Cntes em, qu,alquer inst~t.ç
.s

~gr m~u···
~
ae,'lriJff~-ªP-t ~~~n~mente com º te~po .
· · __
· ·
af/ai ê=éR>Jüfflite·; :_
J .~pm.onto uniforme ocorre
sempre qu~ o escoamento for permanente
q~do av{ar é nulo em qualquer ponto
iájl\enle! quando o vetor da velocidade permanece constante em qualquer ponto
llilndô1a:v/vt, ;,:,i O · · · - - . . ·
1\),1,mdo a viitifo, num tubo curvo de seção transversal constante, é constante
, 1 er o 1i"xamplo prático de um escoamento permanente, não. uniforme:
,ovimento d1i"ág~a_ em tomo de um navio num lago
m~-dtàbti:J de iunl rio -•m tomo de um pilar de ponte
· f9_amesito 11uJR tUbQ,,çom vazão cresa,nte permanentomcmte
,stoil.lllento numa redução, com redução permanente da vazão
o's Mffieptor.cow. vl\.zão const~te num tubo lon,go, reto
m.; Ur,,lillt da rt:ohl!rite
~,11 l lfil q·õe ligá os pontos médios das seções trahsversa.is d~' escoamento
~ dftlnld ~!emente pa"i:a um ·escoan1énto uniforme
;~ln!l[m'al 110,1-vetoreg_ da vél6cida.do .em e.ada pohto
·gorn d,.s,i e.w_p,~ CQ~ a. t,ajç~(I.Qíl da pa.rtí~ula.
2~ ~-tf.\fhP$1W,9• num ~~çollll)en~o permanent_e
)
94
MECÂNICA DOS· FLUIDOS

3.1.13 Num escoamento bidimen


sional em torn o de um cilindro, as
(5 cm) e, nesta região, a velo~~!l linhas de con ent e ao lo.n p dht am
de é 1_0 0 ft/s__(30 J rrs/1),: .Num pon 2 ln,.
de corr ente distam 1,5 in. (3,8 cm) ,to _p,::6xj,m,o ao cillridro , :~ llnh&fl
. A ~lôcida<le ~i a será ·
(a) 15 ft/s (22,9 m/s)
(b) 133 ft/s (40, 5 m/s) (d) 200 ft/s (61 m/s )
(e) 150 ft/s (45 ,7 m/s) (e) 300 ft/s ,91 m/s )

3.1.14 A perda de carga no escoame


nto turb ulen to num con duto
(a) varia dire tam ente com a '1elo
cidade
(b) varia inversamente ao qua drad
o da wlo cida de
(e) mi a inversamente ao qua drad
o do diâmetro
(d) depende da orientação do con
dut o
(e) varia aproximadamente com
o qua drad o da ~lo cida de

3.2 OS CONCEITOS DE SISTEMA


E VOLUME DE CONfROLE
O diagrama de forças aplicadas num
sistema foi utilizado na Cap. 2 comer
de mostrar as forças exercidas sob um modo çonvenien te
rê uma -~s á füca .itrbitrária. Este é:
sistema. Um sistema caracteriza-se pç,r
uma massa definida de matéria, distint
o . caso
e,ipeçial de um
da mesma , que ~ chamada meio. A fronteira a de iodo o ~estant e ·
.
. de um siste\lla é wna superfície fe~had
variar com o tempo desde que conten .
, . a qµe pode t
ha sempre a mesma massa, qualquer que
por exemplo, um kg de gás pode ser seja atransfcmnaçlo; j
confinado num cilindro e comprimido
um pistfo; se a fronteira do sistema coi pelo movimento de
ncidir com ·a· cabeça 'do pistib, ·mo ver
O s_iste~ pode conter uma_ ma s~ infi ~-l corri a mefu\if.
nitesimal ou uma grande massa finita
arb1tranamente, de acordo com·a von de fluidos ·e sólidos ·!
tade do pesquisador.
A lei da conservação da massa afím
ia que ·a mw a :dê um sistema ~,man~
o tempo (nl'ô levando em conta efeitos c.e c~nstante com
de relatividade). Em forma de.equ4çã
o
)
dm =O
dt
onde m é a massa. total.
A segunda lei de Newton, do movim
ento, para um sistema pode ser escrita

d
IF =d t (mv) (~.2.2)
na qual se deve lembrar que m é a
ma~a conatante do sistema. tF é a
forças extern~ que agem no sistema, resultante de todas as
incluindo as de campo como o peso,
centro de massa do sistema. e v é a velocidade do
Um volume de controle refere-se a ·
uma região do espaço e é útil na aná
nas quais haja escoamento através des lise de situações
ta região. A fronteira do volume de
de controle. A forma e o t;:unanho controle é•a superfi'cis..
do v~ l~e de coi:i.trole slo iotalrnente
freqüentemente faz-se coincidir uma a;tbiir4rJos;_no e,ntanto,
parte do seu volu.m.e, c0m par~des: sóli
adotadas normais ao escoamento par das'. e outras partes slo
a simplificar o estudo, Pela superpo1iç
_) uniforme num sistema e no seu meio, «o de .wna velocidade
pode-se obter uma situaçlo convenien
do método do volume de controle, te para· a aplicaçlo
por exemplo, a déterininaçló da velo
cidade de propagaçlo
~
~ ! i,AO ESClOAMENTO 1DE ,flLUIDOS B EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 95
,
Q 9°"ceito 1~ ,volume- de controle· é utilizado na-dedução das .equaÇÕOI, da
aat1~1deiinqWnento.: e da etiergia•.-a89Jm:como~na~ioluç.lo de,diversos tipos
· • !de aontralê í! ohamado à.a veies de• sistfflltl aberto·. '
~.,t de', SUJl\ -natt11oa;·•todos' oa escoamentos estio- sujeitos- às seguintes
J"ójprbNIS'·tta ·.fónna. analfüca~- ., _. · ·.,..
j 1'3 í\ f.,. · •.- • · · • ' · · · '0
do ffeg~t,Q qUA, deve,_valer para tq~ as parti'eulaa em, qualquer inSUµlte.
1

dtdàlloi,,fsto·-é;a l~I da C0118ervaçlo da JIUlSSa;


· · ndli •Jeis da te~~dinâmíca. . · ,
J)::!! 111 ,r ·''·'., .
, ~.:-RYP< ~ (l: fptfflula~s 411'1í~i~,, ~gunçlQ as qu~s ~ flµidQ r.i, tem
i relaqlo1a uma fronteira sólida com a qual esteja em contato e um fl\lido
tmr ,W:Da fronteira sólida.
' .
..JMiA~w àer ~~llizadas, tais como uma .equação de estado ou a lei de Newton
.

;O lifüe •a~·
ccjntrole é relacionado com o sistema através de uma propriedade
êri.ormente aplicado especificamente
1. ,, .
para · a obtenção das equaçata da
1
qUanfldà'de de moviníentó. ·· · ·
. ·
Jt&Iaçnes entre as equaçOes. relativas. ao sistema e aque~ referentes ao
- õiilsid~témos a situaçlo gen6rlêà ãe um e,.coainento na Pfg]. 'l~3, na: quai a
~'1 T1P '. .·.. ' ;_.

Instante t Instante t + 6t
(a) lb)

Álea de saída
(e)

dA
Álea de entrada
<d)
':rj Slst.~rtlA·éoinaldindo com o vohune=de controle no instante t, num campo
,oclitll)çsl
)
96 MECÃNICA DOS FLUIDOS

velocidade do fluido é dada em relaçJo a um sjstema de coordenadas xyz. Consideremos. no


instante t, uma certa massa de fluido contida no sistema cuja fronteira está indicada pela Unha
tracejada. Consideremos, também, um volume de controle fixo em relaçll'o ao,s eixos xyz. ,que
coincida exatamente com o sistema no instante t. No instante r + 6r o sistema terá se deslocado
um pouco, já que cada partícula move-se com a velocidade associada à sua posiç!o.
Seja N o valor de alguma grandeza associada ao sistema no instante t (massa, energia,
quantidade de movimento) e 17 o valor desta grandeza por unidade de massa, através do fluido.
Iremos agora fonnular, em termos do volume de cont.role, a taxa de va.riaçlo com o tempo do
valor de N para o sistema.
Em t + 6t, Fig. 3.3b, o sistema. constitui-se dos volumes II e III, equanto que no instante
t ocupava o volume II, Fig. 3.3a. A varlaçã'o dn grandeza N do sistema, no intervalo de tempo ôt~
é dada por
)
N.Y.. +6• - N,y., = (J deu + f ro) - (f diu)
n
'1P
m
11P
, +<1t 11
'1P
,
onde d'\J é o elemento de volume. O reagrupamento dos termos, após somar e subtrair

ao segundo membro, e dividir por 6t~ conduz a


Nsys.o, - N,y.. _ (Jn '1P deu + J, '1P d"\J)i+a, - Uo 'IP d'\J),
ôt - ôt
(Jm '1P d'U1 +.!I U, 'IP d'tr), +41 (3.2.3)
+ Ó[ - c,r
O primei,ro membro é a taxa média de variação do valor de N no sistema, no intervalo de
tempo 6t. No limite, quando 6t tende a zero ., pode-.se escrever dN/dt. Tomando o limite do
) primeiro termo do· segundo membro da equaçfo, para 6r tendendo a zero, as duas primeiras
integrais representam o valor de N no volume de controle em t + 6t e a terceira integral é o valor de
N no volume de controle no instante l. O limite é

lJ

t
f ,7p <i<U
n,

A derivada parcial é necessária pois o volume é mantido constante (o volume de controle) para.
5t ➔ o.
A parcela seguinte, que é o fluxo de saída de N do volume de controle, no limite pode ser
escrita

lim (fm '1Pôd'U), +&, = J '1P'f : dA = _J'1PV coa a dA (3 ,2,4)


6t--+O t áreo de sni'da
onde dA, Fig. 3.3c, é o vetor que representa um elemento da área de saída. Este ve1or tem a
direção normal à superfície de controle 0 sentido posi11vo para fora do volume de controle. O
ângulo a é o determinado pelo vetor da velocidade e o vetor da área elementar.
J Analogamente, o último termo da Eq. (3.2.3). que d o fluxo de entrada de N no volume
de controle, fica, no limite,
NáBITOS UGADOS AO ESCOAMENTO DE FLU
IDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS
97

• lim fü 'IP d'U1+c,, = -f .f1pv • dA;:,: -Jt1 P" COJ.~·dA : ·(3.2.S)


4, ...0 lJt áreadeentrada
Maf,tivo é necessário-pois v • dA (ou coa CK) 6 nega
tivo para fluxo de entrada, Fig. 3.3d.
~o s tennos da !Bq.'(3.2.3}, dados pe~ Bqs.
(3.2:.4) e (3.2S)~ podem ser ·combinados
'qUe é a-Integral sobre toda a superfícte do volume
de controle (se) ·
llm (CJm 'IP d<\11+.,, - (J. 'IP d<lJ),+a,) = f '7P" • dA f r,pv cos
' lt◄O lJt ôt
::s II dA
IC IC .
~ over fluxo de entrada ou de salda, v • dA =
O; logo, a equação pode sor aplicada
áuporfície ·de controle.*
· ·
fjÍIJ)dó: ·e reorganizando os termos da Eq. (3·.2.3)
, vem ·

-dN = -ô f 'IP ti<lJ + f 'IPV • dA 1(3.2.6)


dt Ôt IIC ,e
· ~quaçJo · afirma que a taxa de ·variaçlo do
valor de N do siatema 6 igual à taxa de
,grandeza N no· volume de controle (fixo em rela
çlo a xyz ) maia o fluxo de N atraws
oi~e controle.
-."~i2 .6) será utilizada neste capítulo para transfor
mar as leis e princípios vaOidos para
Oµtros válidos para volume de controle. A fonna
para sistema, que efetivamente Ngue
tf».: das partículas, refere-se ao método de an'1iao de Lagr
'ohantàck iMtodb ·de ·iiuruse·de Euler e obs em·o eaco ange; a forma para volume
aitumtó a partir de·um'ilitêmà
.i;Pxo•mn;•reliçlo aó' volUD1e de controle. · · · .·
o sistema de refedncia :xyz pode ter uma velocida ·· · ·
de constante arbitr'1ia, aem·altélar
do sistema ou do meio, a Eq. (3.2.6) é válida mes
e.fonna fixas, tenha uma velocidade uniforme de tranmo que o volume de controle, de
slaçlo.

111Hrto impl ica


a p~ nça de uma superfície livre
~ a cóiulderaçlo de uma massa especificada
o uso do um YOlume de controle
C\~llllo h.á int e~. enuo o slatema e o meio
nen~11ma du reapostas anteriores
,~Jum~ de controle refe re,. a
ÍilJla regilo fixa no espaço (d) um processo reversível
uma mma especificada (e) um sistema fechado
um mtema isolado

llçló foi desenvolvida pelo Professor William Mirak


11,de Mlcb ipn. .y do Departamento de Engenharia Mecânica,
·
·
)

98 MECÂNICA DOS FLUIDOS

3 .3 APLICAÇÃO DO MÉTODO DO VOLUME DE CONTROLE A CONTINUIDADE,


ENERGIA E QUANTIDADE DE MOVIMENTO

As relações desenvolvidas no Item 3.2 entre sistema e volume de controle para uma grandeta,
serão aplicadas neste item à continuidade em primeiro lugar, depois à ene{gia e finalmente,(é
quantidade de movimento. Nos itens seguintes serão apresentadas e ilustradas aplicações de&jllJ,
equações.

Continuidade
()
As equações da continuidade são desenvolvidas a partir do princípio geral da conservaçãor:9):
)
massa, Eq. (3 .2 .1 ), que afirma que a massa de um sistema é constante com o tempo, isto é,

dm
-=O
dt
Se na Eq. (3.2.6) N for a massa do sistema, T] será a massa por unidade de massa, ou seja, f/ =1

e. .
o= 2 I p d<U + 1 pY·dA
t 'Ve 'Se

Logo, a equação da continuidade para volume de controle afirma que a taxa d~ variação da mass.!J
no volume de controle é igual ao saldo dos fluxos de massa através da superfície de control_e.-~JJ}
equação será reexaminada. no Item 3.4.

) Eq1mçao da Energia

A primeira lei da tennodinâmica para sistema afirma que o calor QH fornecido ao sistema, menos ·
o trabalho W realizado pelo sistema deoende somente dos estados inicial e final do mesmo/A
diferença dos estados do sistema, sendo independente do processo entre os estados inicial e final,
deve ser uma propriedade do sistema, que é a energia E. Na forma de equação, a primeira lei.~
escrita
(3.3.2)
A energia por unidade de massa será indicada por e; logo, aplicando a Eq. (3.2.6) com N =E e
11 = pe/p,
dE ê · ·
- = ;-- 1 pe dC\.) +J pev • dA (3.3.3)
J
dt d ·vc se

ou, pela Eq. (3.3.2),

bQ bW dE ê · ·
) -=-1!- - - =- =~ 1 pe d'U +j peY •dA
àt ôt de ct ·ve se

O trabalho realizado pelo sistema sobre o meio pode ser dividido em duas partes: o trablaho Wpr
1-©S LIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕ
ES FUNDAMENTAIS 99

de pressão aplicadas nas part es móveis da


fronteira e o trab alho JVT das tensões
0 1 como o conjugado que age num de
eixo em rota ção. O trab alho realizado pela
p0 intervalo de ·tem po ôt é s forças

b Wp, = i5r f pv • dA (3.3 .5)


6os termos definidos para o trabalho, a Eq. (3.3 .4) fica

-.oQn ow'T = ~
e 1· pe d•u + · (P
- - -.-
bt 1 - · + e )pv • e/A (3 .3.6)
bt e t · vc · se P
ausfncia de efeitos ·nucleares, elétricos,
magnéticos e de tensão superficial, a ener
ubstância pura é a soma das energias pote gia e
nci~l, cinética e inte rna. A energia inte rna
de massa u é função das forças e espa çam por
ento s intermoleculares (dep end e de p, p
IJ 1 ou T):
l'2
e= gz +
2 +u (3.3 .7)

d11 Quantidade de Movimento


a hij de-Newton para um sistema, Eq. t3.2 .2), 1
é utilizada na d~terminação da equ ação
tidade de movimento para um volume de
con trol e pelo uso da Eq. (3.2.6). Seja
(àde de movimento mv do sistema e f1 a qua N .::i
ntid ade de mov ime nto por unid ade de
en.tão, pelas Eqs . (3.2.2) e (3.2 .6), mas sa

d(mv)
I:F = - - a f.
= -- .
pv d'\J + pvv ·dA (3 .3.8 )
dt dt . vc 1
. se

alavras, a força resultante .que age num


volume ·de con trol e é igual à taxa de vari
'JllPº da quantidade de movimento do ação com
volume de con trol e, mais o saldo dos
tidade de. movimento através da superfície de fluxos da
con trol e.
As Eqs. (3 .3.1), (3.3 .6) e (3.3 .8) fornecem as
relações necessárias para a análise da mai
~fOblemas da mecânica dos fluidos . Efetivamente oria
táis relações fornecem uma ligação entr
elàs dn dinâmica dos sólidos para sistemas e e
as convenientes para a análise do volu
role no esco amento de fluidos. me de
As equações básicas para volume de co_
n trol e são examinadas e aplicadas a segu
ir.

A prime1ru. lei da termodinâmica, para regim


e permanentl! ,
(a) englo ba todas as energias que entra m
e saem de um volume de controle
(bl é um balanço da energia para uma
massa especificada de fluido
(e) é uma expre~são da conservação
da quan tidade de movimento
ldl é coni:ernente, basicamente , ao calor
tran, fe rido
(t!) é re, trl ta em sua, aplicaçõe
\ ao~ ga~es perfeitos
100 MECÃNICA DOS FLUr oos

3.4 EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE

Desenvolveremos neste item o uso da Eq. (3.3 J ).


Consideremos, em prim eiro lUgar . o esco amen to,
permanente num trech o do tubo de corre nte da Fig.
3.4. O volume de contr ole é o limit ado pelas
paredes do tubo de corre nte, entre as seções 1 e
1, e pelas áreas destas. Já que o esco amen to é
permanente, o primeiro term o da Eq. (3.3. 1) é nulo
, logo

f
·se
pv ·dA =O (3.4. l)
o que most ra que o fluxo total de massa através do
volume de cont role deve ser nulo . Na seção 1,
o fluxo total de massa é p 1 v1 ·dA = -Ptv
1 1dA 1 • e, na seção 2. é p 1v2 dA2 = p 2vM 1•
) Como não há esco amen to através das paredes de
um tubo de corre nte.

(3.4.2)
que é a equação da conti nuid ade aplicável entre duas
seções de um tubo de com mte num escoa-
ment o perm anen te.
Para um conj unto de tubo s de corre nte, como na
Pig. 3.5, se p 1 é a massa específica média
na seção 1 e p 2 a massa específica médi a na seção
2t tem-se

(3.4. 3)
onde V1 e V2 representam as velocidades médi as
nas seções transversais e
A velocidade médi a num a seção transversal é dada
m é a va.z[o em massa.
por

Volume de contro le

Figura 3.4 Escoamen to pennnmmre por um tubo de


corrente.

Figura 3.5 Conjunto dt! 1ubos de corre nte entre c:onlO


rnos ÍINOS1
S'.úGADOS AO ESCOAMEN10 OE -FLUlllOS-E EQU
AÇÕES FUNDAMENTAIS 101

1
-o Q (também chamada vazão em volume ou desca,:__ga) CQmo
Q= AV (3.4.4)
ÓJínWdáde pode ser escrita na forma
1 1

m= Pi Q1 = P2Q2 (3.4.5)
scoamento pennanente de fluido incompressível

Q = A1 V1 = A2 V2 (3.4.6)
' "giGndt utilidade da equação.
•~ {h\ô qual a ·massa ·específica é constante, seja
permanente ou variado,
Q:a

(3.4 .7)
,que o fluxo total de volume é nulo (desde que o volume
de controle esteja cheio
:uerlftlstan te ). -
~fi
··
'
, 1N11 ~~~o
t; de: úm cond uto pelo qual escoa água (Fig. 3.6),
a velocidade é 3,0 ft/s
l.imatro i
2-i0 ft (0,61 m); Este mesm o1.e~coamento passa
pela· seção 2 onde o diâm etro - é
lumi nar a vazão e a velocidade na seção 2.
14.6)
'
Q = V1A 1 = 3,01r = 9 ,42 cfs (0,26 7 m 3/s)

V1 = AQ1 = 29,i42
5
1r · =
·
1,33 ft/s (0,40 m/s)

- - --- --,
1
1
r--V 2
1
- --- --~_ J
®
A2
Figur a 3.6 Volu me de contr ole para o escoa
ment o por tubos
P2 em série.

o estudo de escoamentos bi e tridimensionais, a equação


~nn· B1m1· COOJ'~en~d~. canes~an~ .e~ tr!is dime118(Ses, a
da continuidade é 'usada na
Eq. (3.3..1} _é apli ~~- aq
éontrole elem~~tar ôx ôy 6z.da..Fig. 3 .7, com centro
~m (~. y, z). onc\~ '8 e9qipo~(lt,~3
~ gi.mdo x, y e z são respectivamente u, v e w e a mass
a específica é p. Consideremos
luKe:r o fluxo através das 4u~ face_s nor-mãis à .di_ceção x.
Na face direita o·.fl.µxp\ie
102 MECÃNJCA DOS FLUIDOS

Figura 3.7 Volume de controle para a ~ecluçlo da equaç(o...J


c,pntµluida.4~
'
_tticllmensional. em c o ~... _cart,lianu~, , . -~1
-~ ~

·; 4
já que se admite quepe u variem continuamente a~vés do fluido. Nesta-e~pJ1tNlo, pu.6yfJ~
o fluxo de massa através da face que passa. pelo centro, normal ao eixo x. A BeguJlda i-.r~la. '.
a taxa de v~~ do ..fluxo. de ..~ . em;Je~ a .x-,.mulUplieada.»tla dta*-cia,,a,~Jl ll faéeii
direita. Analogamente, n-ai face esquetda, o fluxo que penetra no ·volume~ , , ,;,_oj
ô dxl . n,t
pu - - (pu) - dy ôz
1 ôx 2
já que esta dista do centro -6:x/2. O saldo do fluxo atrav6s dessas duas faces d

ô
ôx (pu) l>x 6y Dz

Nas outras duas direções obtêm-se expressões semelhantes, de forma que o saldo do fluxo de
massa será

que substitui o segundo membro da Eq. (3.3.1). O primeiro membro daquela equaçlo será, p~4
um elemento, ·
ôp
- Ôt 'ôX f>y f>z

Igualando estas expressões, dividindo pelo volurile elementar e passando-se ao llinite quando
6x 6y 6t tender a 1.ero~--a equação da continuidade num ponto ficará ··
·ô ô ô ôp
-(pu) +-(pv) +-(pw) = - - (3.4.8)
ÔX Ôy ÔZ Ôt i '.1·:
LlGADOS AO ESCOAMENTO DB ·FLUIDOS E·EQUAÇÕES-FUN
D~NT AIS 103

para todos os pontos do escoamento, seja permanente ou variado, compr


euível
1.• ,Para wn escoamento incompressível, entretanto, pode ser aimpllfloada
para
ôu + ôv + aw - o (3.4.9 )
ôx ôy ôz
~ (3.-1.9) podem ser escritas de maneira mais compacta pela utillzaçlo da notâç
lo
i, ·J~'i k os• versores das direçõesx, y, z, respectivamente, o operador V, como
htb 2.2~ .s ·

V =- •-+ .ô kô
ôx J-+
ôy -ôz (3.4.1 0)

q=iu +jv +kw (3.4.1 1)

V• (pq) =-(i ~
ôx
+j ~
ôy
+k ~) · (ipu + jpv + kpw)
ôz
a• ~ a a
== -(pu ) +-..(pv) +-(p w)
ôx . iJy ôz
j ~ O e.te. A Eq. (3.4.8 ).fica

ôp
V•p q=- - (3.4.,12)
ôt

V· q=O (3.4.1 2)
o itlGllDI V• q é chamado divergente do vetor da velocidade q. Bm palavr
u, '5 ó fluxo
,;t><>r unidade de volume,. num ponto e deve ser nulo para um eacoamonto de fluido
l.
escoamento·• bidimensional, geralmente em · planos paralelos ao plano xy,
w = Oe
~o segundo z, de tal modo que a/az = O; por causa d.ilto, a•equaqlo da contin
uidade
onal fica simplificada.

A distribuição de velocidades para um escoam ento bidimensional de


fluido utcompressível

X y
11=--- v=---
x 2 + yl x 2 + y2
q~satiJfnz a continuidade.
1
. tff 8) pode .!ef deduz.ida da . Eq. (3.3.1) pela_aplicação do teorem a de
Gauss .. Vide . -l-· Piile,;,
· Ji~ 'to Thcoteti~l'hyiics" , 2~ ed., pp. 32'-36~D."V'an' Nostrand Compa ny, Inc., Prfnccto11í ,'~. 1J.,
l 1-,;' J; · : ·, · · · ·•. · · .· · '· ;: · ·
)
104 MECÂNICA DOS FLUIDOS

A equação da cqntinuidade para duas dimensões é, pela Eq. (3.4.9),

ôu ôv
-+-==O
ôx ôy
Logo

ôu 1 2x2 ÔV } 2y2
- - - xl
-+ -yl
-+--- - --- - +(xl
- +-yl)l
-
ôx (xl + ylf ôy x2 + yl .V

cuja soma é nula, satisfazendo a continuidade .

) EXERCfCIOS

3.4,1 A equação da continuidade pode ser esaita na forma


(a) Q =
pAv (d) V • p =O
(b) P1À 1 = P2A2 (e) A1111 = A1111 ,J
(e) P1À 1111 =
P1A1 112

3.4.2 A equação da continuidade


(a) exige que a 2~ lei do movimento de Newton seja saiifíeita em todos os pontos do fluido ,
(b) exprime a relação entre energia e trabalho • ~
(e) estabelece que a velocidade relativa: na ·stlpérf{cie de ,contato entre um fluido real e um aó.lldo!
deve ser nula
(d) relaciona a quantidade de movimento por unidade de volume de dois pontos de uma linhaltt
conente
(e) relaciona as vazões em massa ao longo de um tu~o de corrente

3.4.3 A velocidade média da água que escoa por um conduto de 24 in é 10 ft/s. A vazão que esco·a no
conduto, em pés cúbicos por segundo, é
) (a) 7 ,85 (d) 125,68
(b) 31,42 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 40

3.4.4 A equação da continuidade para o escoamento de um fluido perfeito


(a) estabelece que o saldo das vazões, num pequeno volume, deve ser zero
(b) estabelece que a energia ê corütante ao longo de lttna linha de corrente
(e) estabelece que a energia é CQIIStute ·.em qµalquer pon~o.!io fluido
(d) pode ser aplicada somente se o escoamento é irrotacional
(e) implica a existência de um potencial de velocidades

3 .5 EQUAÇÃO DE EULER, AO WNGO DE UMA LINHA DE CORRENTE

Alem da equaçio da continuidade tem-se outras equaÇÕes gerais fundamentais, como: equaçio
de Euler, equaçfo de Bernoulli, as equaçÕes da quantidade de movimonto e a equação da energta
baseada na primeira e na segunda leis da termodinâmica. Neste item será deduzida a fo~
) diferencial da equação de Euler que será integrada no Item 3.6 para se obter a equaç~o de
Bernoulli. E;m seguida, ~erá d~se~\'()lvi.~ a,prlmoua lei~-termodinâmica.p~a esco~n_to 'p~~-
nente e exploradas algumas relações entre as equ~ções, incluindo uma introdução à seguncÍ1 •lei

OSJjIGAJ)OS AO ESCOAMENTO Dij


FLUIDOS E.EQUAÇÕES FUNDAME
NTAIS 105

ca ,No Cap. 7 a equação de Euler·será


deduzi~ para o caso,geral, tridim4'naiona
~ ~inos ao escoamento ao 1.ongo de l.
um:a linha de corrente. Apresentaremos dua
Y't9Jº de E;~ r; ~p ~eira usando o volume .de con s
trole para wn pequen o elem
d!M J.m~o c~m eixo coincidente com
uma linha de corrente. Esta abordagem ento
encial requer, em geral, q\le tanto a eq1 de uma
;1açlo da.quanti4ade de roi,vimento q~
uidade sejam usadas. A . segundà abo to
rdagem usa
!!-9 movimento na fo ~ de força igual à ll18SS$ a Eq~ (2~2.S), que la segunda lei
1'- l~B escolhemos um ' volume de controle prisver.es a aceleraçfo.
' Af1 d SA e cujo comprimento é 6s. A velocidamádetico muito pequeno, cuja área da
. cosJdade nula, ou seja, o escoament 6 t~g ent e à linha de corre~te s .
o sem atrito, .af t\nicas ·fotças ·que age
"1mM9le, na direçfo ~' slo as normais nas se_çaes m no
·q®Dtidade de movimento para volum extremas e o peso. Aplicando-se a
e de controlo [Eq. (3.3.8)], para a com
epvetodal, teremos ponente

ô
I.Fs = -ô (pv) l>s {>A+ L pvv·dA
t ,e (3.S.1)
ro sa:o funções do tempo. As forças atuantes são
~ h ,1, . ,. . (
1 Ô · )
IF , == p l>A - p l>A· + ô~ l>s l>A ,... pg l>s' t5A cos
8

= - -ôp l>s l>A -l>s õA pg -


ôz
(3.S.2)
JJ)llll
ôs ôs
. .
díaa que s cresce, a coordenada vertica

l cresce de modo que cos 8 = az/'iJs.
fluxo total da quantidade de movim
ento segundo s deve considerar a vaz
l~feral, asshn como a vazio pel ~ faces io m, pela
" ext rem u (Fig. 3.8 c).
~ pvv • dA =m,v - p M v2 + k .

JA v
2
+ :. (p M v2 ) Js] (3.S.3)

_L XZ
õs/1.
(b> a (p 6Av
p ôAv +- )8s
ÔB

PB 6A ôs

(a) (e)

pôA v
(d)
•Flgut1 3.8 ApUcação das equações
da continuidade o quantidade de mov
.iyn escoamento na· direção s através imento para
de um volume de oontrolo.
106 MECÃNI CA DOS FL1J[DO S

Para determinar o valor de m,, aplicamos a Bq. (3.3.1 ) ao volume de controle · (Fig. 3.8~!,
I

o= .ap
fu õA Ds + m + as (pt.l) óA ôs
1
º (35,4')1
1.,

Eliminando m1 entre as Eqs. (3.5.3) e (3.5.4) e simplificando,


Lse pvv·dA = (pu õv - v iJp) ôÂ ôs
iJs ar
Em seguida, substituindo a, Eqs. (3 .5 .2) e (3 .5 .5) na Eq. (3 .5. l ), A

Ôp ô:z ôv ôv )
( ôs + pg õs + pv as + P 8t t:5A lJs = O
a
Após dividi.r por p ôA 6s e tomar o limite pa[a óA e 8s tende~do a zero, a equaçlo se reduz 1
1 ap az au ôv
--+ g - +v-+ - =0
p ôs os iJs õt ,.
e
Duas hipóteses foram feitas: (1) que o escoamento fosse ao longo de wna linha de corrente
(2) que fosse s-em atrito . Se, ainda, o regime for perman ente, a Eq. (3.S.6) se reduz a
1

1 ap àz àv
- -+g - +u--=0
p as as as
P.fc:r
A única variável independente és. de foana que as derivadas parciais podem ser substituídas
·
totais,
o
dp
- + g dz + u du = O (3.5.~
p

Outrn Dedução da Equação de Euler ao Lo._go de uma Linha. de Corrente


o
Num ponto do fluido , considere-se um elemento Bs da linha de corrente, com 6z orientad
verticalmente para cima. A componente da Eq. (2.2.S) na direção s é ·

ap õz
às = - y ôs - pal (3.S.9)

llnhá
Como a componente da aceleração a, dn partfcula é.. funç!o da distância s, ao longo da
de corrente , e do tempo,
dv ou ds av àv ôv
0
i-= dt = às dt + oi = vos + ôt
pois ds/d( 6 a variação da posiçtro da partícula com o tempo, ou seja, sua velocidade Reagna. v.
pando a Bq_. (3.5.9) e ·substitu indo cz.h obtém-se a Eq_. (3.5 .6). Admitiu•se fluido sem atdto
o
se deduz.ir a Eq. (2.2.5), e a componente segundos, a direçã"o da linha .de corrento, foi toma&1 1
na Eq. (3.5.9)~logo, foram as mesmas hipóteses feitas na dedução da Eq. (3.5;6).
~9S LI.GADOS AO ESCO~ NTO DE FLUIDOS· E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 107

• (3 S,8) d uma forma da equaçlo de Euler que se baseia em três hipóteses: (1) sem
longo de uma linha de corrente e (3) regime permanente. Ela pode ser integrada se p
o de p ou for constante. Quando p for constante, obtém-se a equaçlo de Bernoulli,
uzida e aplicada no próximo Item.

,'ie~'nemJsúlu para a dedução da equação iz + v2/2 + jdp/p = cte são as de que o escoamento·
nd
nd:ntcir,. sem 11trlto e incompressível ao longo de uma linha de corrente
, M131 11.~ to ao toi:,g~ ae·uma linha de .~IJ'~to -e /)._ 4 ~ •função -de p
ente, u11.1iwmf.C~co~~r~s~ível ao lOfllO d~ _uma,~ ,h a .~e corrente
1nte1 ,sem ~tH - to e p ao_~9n~o d~ uma l!rh~ de co~ente
~ re pôktas anterlorês · ·· " · · ·
~ · ' .n
-'
Ili,
S.BERNOUL.U

.4, .P,q.• (3.5.8), no caso de massa específica const'ante, dá origem ã equação de


. v2 p '
'gz + _;_ + - = constante (3.6J)
2 p ·!

1MJiiffleg'Yd9a:cs (c~ada cbnsfante de Be~oulll) varí~, em ·geral, de uma linha de


'm.~ ce' constahte' ab lon'go 'de wrta llnluí' de· córrente·Hüm;e~coamento
i tfftb?~e_'Ílui'do· fn,~ompresstvel. E~tas qtiatté f~tesê s s'a'o neoos~dri!15 .f _
deve~
~tffll d J1b'ài itplicaç10. Todas as . parceliia ·tem a dirnensro· (L/'r)2 · ou a ünidade
íOllt,glin
\~~- ,_._ · · , · · . . , :,, :- .. ·. 1 • , ,1 . • , . , ..
•. . . .

m•kg•m/s.2
kg .
/s 1 • Logo, os termos da Eq. (3.6.1) representam energia por unidade de massa.
g,
v2 p
z + - + - = constante (3.6.))
2g y
po eiq ser interpretados como energia por unidade de peso em metro-newtons pof
p4Jibras por Ubr:a). Esta forma é particularmente conveniente para tratar problemlf
e1onu uperfície livre. Multiplicando a Eq. (3.6.1) por p, obtém-se ~ 7

pv2
+
2 + p = constante
yz

~lente para. o escaa:monto de gases, já que as variações de cota são freqüentemente


)

108 MECÂNICA DOS PLUlDOS

lR•f•"'•d• Fipn 3.9 Energia potencial.

) sem importância, desaparecendo 'YZ. Nesta forma, cada tenno é dado em metro-newtons por
metro cúbico, pé-libras por pé cúbico ou e~rp por uniqade de volµm~.
Cada um dos termos da equação de Bernoulli pode ser intp'n,i-etado. com_o \lJll8 forma d~
energia. Na F.q. {3 .6 .1) o primeiro termo é a energia potencial por unidade de massa. Com refe••
réncia à Fig. 3.9, o trabalho necessário para elevar W newtons de z metros é Wz. A muaa
correspondente a W newtons é W/gkg; logo, a energia potencial em metro-newtons por quilo-
grama é '.
Wz
--=gz
W/g
2
O tenno seguinte, v2 /2, é interpretado como segue. A energia cinética de uma partícula é fJm v /2.
Para passar a um valor por unidade, de massa, dividimos por fJm; assim v2 /2 é energla cin6tica
dada em. metro-newtons por quilograma. ·
O último iemio p/p é .oJl~o de trabalho ou e,iergia_de Jl~o.por_ unid~® ~ , ~ . ~
fluxo de trabalho é ·Q .trab,'"10 totaJ reaµzac;\c;>. pelç olelllC'nto do..fl\µdo cont~a o pi~io. enq~
) escoa, ~r exemplp, ~~Q",n' Fig. 3,10 uma .turbina constjtqfcJa.de Jl.lll ;otoJ coni,pú;q~
gira quando o fluido _pJSsa pelo ?ªIJlº, dando o~gem a ,'9ll COJ;ljugado om ae~,e~o,
pequeno ângulo de rotaçlo, a queda de pressão ao longo da pá mqlijplicacla:P'1-i4f~a 4a ~~ 1
~•i ~

obt.Sm« um conjugado. O trabalho elementar reQ]Jzado 6 p 8A ds para p 6A_ds unidades de


do fluido que escoa; logo, o trabàlho por unidade de m~ é p/p. Os tr6s tennos da energia da.
~'j
é uma força no rotor. Ao multiplicar esta forç-a ,pela distância de seu ponto de aplicaçlo ao eixo,

Eq. (3.6.1) constituem a energia disponível.

' 1

·,[,

J
Figura 3.10 Trabalho realizado à pressão constante.
A.008 AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E ·EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 109

. .6'.2.,) à ·dots pontos de uma linha de corrente,


-,1,
(3.6.4)
•• 2 2
,L,1 11 ' P1 - P2 Vi - V2 -- 0
di ' Z1 - Z2 + }' + 2g
dm.:,1 ,1 • .. . ,
são as diferenças de energia potencial, de fluxo e cinética que re~ente
910,. Assim, zl - Z:i d independente do particular plario horizontal de
lllin'.ol.Qi ii:~ffiletenqa de cotas ·doa' dois pontos. Analogamente, p 1/-y - p /-y d a
2
,1a é}tpressa• em altura do''fiUido ' escoando, nfo sendo.,altbrada,pela
~ •~ OJm\1.QS tormos d:e velocidade nlO 110. line~es. aua origell\,4. tlxad,l


llJ· é-100à afaui (Fig. 3.11) com uma profundidade de 2 me--wlócfdade·de 3'm/s.
• i1· • ·

,~;».i(• outro c:anal • onde a -profundidade é-, l 'm


,

,e • · wle~---1() m/s.
~ -dá sdm itrito, detenninar a.dife.rença de cotu-entm os· fundos,·deis canais.
~ o.rm"!.nas seções transwrsais e u pressões, hidrostáticas.
·, .Mltff~~,º -~ n,a__s~podície livre_, ,co~o mo1trado, ou em outras profundidades.
e co[u entre os p1SOs dos canais, a equa~o ~ Bernoulli fornece · _
· -Vf + p · v2
_! + z ~ .....! + Pi + 'z
2g y •2g y 2

1, J'1 = 3 m/l., Y2 = 10 m/s e Pi =Pi= O,


32 102
2
2 X 9,806 + Q + y + = 2 X 9,806 + O + l

Hipóteses Fundamentais da Equação de Bernoulli


,çeçiais, cada uma das quatro hipóteses que regem a e4uaçlo de Bernoulli pode

,,
Fi,un 3.11 Escoamento num canal.
)
MECÂNICA DOS FLUIDOS

1. Quando todas as linhas de corrente têm origem num-reservatório, no quiµ, eiwrsia.4-apne~


em todos os pontos, a constante de integraçlo não varia de uma linha para outra e os ponto1
1 e 2 para a aplicação da equação de Bernoulli podem :ser escolhidos arbitrariamente, isto 6
não necessariamente na mesma Unha de corrente;
2. No escoamento de um gás, como em um sistema de ventilação, onde a variação na pt'elllMi
é apenas uma pequena fraçlo (peq'1ena porcentagem) da presslo absoluta, o gú pode iil
consid~rado incomp~essível. A Eq. (3.6.4) _pode, entã'o, ser ª?licada__ut~~~~ ~ ~ ·
esp,cíficó
.
médio
-.
·-y. · .
· .
· · , . . · ll ,
3. Para. um escoamento va,riado, cujas concliç~es varialJ) graduahJlente, @mo o ~~~nt9,1
um reservat9rio, a equação d" -Bernoulli_ pode ser aplicada sem err-o ,prociár.el. llfl
) 4. A équaçlo de Bemoülli é utilizada na ·análise· de casos de fluidos reais, desprezando)· em p
aproximação, as tensaes viscosas para obter resultados teóricos. A equaçlo resultante pode
entS:9._: ~r, modjtlcada pQ~ um e9efiçiente 1 dete~!l,do e~pe~~t~tq, ~ 4\lfl _,,w~ige
equaçlo te6rica para que fique em- conformidade com o :<:aso fí•~ -ieal.- &n a..rJl, a.a peffW.i
slo calculadas'.pelo uso da equaçlo-da energia desenvolvida n01 Iten,,3-.8 • 3,9,· 1~
r~..
. Exi,mplo 3.5 ~a) Dete~nar a velocidade de sà(da dó bocal instalado ~a parede 4o rese~tóri~ 1Mrt
Fig. 3.12. (b) Deterrrunar a vazao no bocal. ·
(a) O jato sai com formato cilíndrico submetido à pressão _atmosférica, em sua periferia. A pressão ao, longo
de seu eixo é também a atmosférica para efeito1 práticos. A equação de Bernoulli é aplicada entn, 11.10
ponto da superfície livre da água em um ponto a jusante do bocal,

Y~ Pi Yf Pi
-+-+z1=-
2g y 2g
+-
y
+z1

Adotando-te como referencia a pressio atmoúlfrica, p 1 = P2 = O; passando-te o plano de referência pelol ,


ponto 2, z2 =
O e z 1 = H. A velocidade na superfície do n,servat6rio é nula· (prath:aftlOntd); ioa -
) ~
O+O+H-~ +o+o
e · V2 = J2iii - J2 x 9,806 x 4 - 8,86 m/s

J
que estabelece que a velocidade de descarga é igual à velocidade de queda livre a partir da superUcie do
reservatório. Este resultado é conhecido como teonma de Torrlcelll.

1
----- --------------
-----
----- --------------
--------------
--------------
-----
----
----- --------------
--------------
--------------
----- --------------
-----
-----
----- --------------
--------------
--------------
----1 -------------
-----
--~H- 4 m =-------------_-_-_-_-_
-----
-----
----
-----
-----
--------------
--------------
-------------- 100 mm
--------------
--------------
---- ______________
_________ --------.:-.:.e: e _________
) ----- --------------
_:j::_~-:.-::-::-::-:_...-=.::.=:-_-_:-7-~-:.:~=p'
·-------
---------Agua·-------
________ ..
--------------------
2
Figuia 3.12 Escoamento num bocal a partir de um reservatório.
GADOS AO ESC O~N TO DE FLUIDOS B EQUAÇÕES
FUNDAMENTAIS 111

Pllw• 3.13 Medidor Venturi.·

/,üâi
r 11
ao produto da velocidade de dei ~ pela ma do jato,
,. - · . · _..! ·., . --- -
Q • A.,v1 - n(O.OS m)2 (8,86.m/s)-..0t9'7: ml/1 .. .101/s

. ..
·•

,.
~ t
(\'Qlum.e que tlé:oa na -.UDidade ·dé tempo). Pe!A caplicaçlo
da Eq • .(3.6A ) com ·la · = 12
Pi --:-:p~ .;.:3 ~l44 ~ _432 lb/ít1 y ~ 0,90 x 62,4 cc 56,16 lb/ftl ·
Pt -
- --P2
= V~---
. v: .ou
432 ·Q1 1 l
56,16 '""_tt2. 2g·(36 -16)
l
y . 2g 2g
para II V11%ão, Q = 2,20 cfs (pés cúbicos por segundo) (62,31
~
. .
/s).

Qfit!OTI0,,da. equaç ão, + p/'y + v1/2g = C têm unidades do


{q) m • N/1 (d) m • N/m3
(b) N (e) m • N/N
(e) m • N/kg
JI
O trabalho que pode ser realiz ado devid o à pressão de um líquido, em pés-libras por libra, é
(a) • (d) ·/l/2g
,1 {b) p (e) ..f2gh
(e': pf,y
A targll da velocidade é
(a) 112/2g (d) .JTii,
(b} z (e) nenhwna das respostas anteriores
r {<i) P
)

112 MECÃNICA DOS FLUIDOS

3.7 REVERSIBILIDADE, IRREVERSIBILIDADE E PERDAS

Um processo pode ser definido como a seqüência dos estados pelos quais passa um sistema, tais
como, variações da velocidade, cota, pressão, massa específica, temperatura etc. A expansão do
ar num cilindro, à medida que um pistão se move e quando há transferência de calõt através das
paredes, é um exemplo de processo. Normalmente, o processo causa alguma mudança no meio,
como o seu deslocamento ou urna transferência de calor através da fronteira. Quando um processo
pode ser realizado de tal forma que seja possível sua inversão, isto é, seu retorno ao estado original
sem haver uma variação final do sis!ema ou do meio d~-se que é re_v~rs(vel. ~m qvalqu~~ esC?!7
menta de um fluido real ou·pe'rturbação de um sistema.' mecâri.icõ, os efeitos do atrito 'viscoso, dó
atrito de Coulomb, de expansões sêrtt-obstáculos, de:lüstérese_etc., não permitem a reversibilidade.
) A reversibilidade é, no entanto, um ideal que se tenta alcançar nos processos, e os rendimentos
destes geralmente slo definidas em termos de· sua aproximaç«o a' processos revetfíveik
Quando o único efeito de um cetfo processo sobre o meio é equivalente ao· levantamento
de utn peso, 4iz-se que houve _realizàçfo de trabalho contra ó _ntêio,.Qual.quer prÓ_~s,o
real ]
de
i"evers(vel. A diferença entre o trabalho realizado pela mudança de _esfiu:lQ. ·wµa súb,stânCAA,
ao longo de wn caminho reversível, e o trabalho real-realizado ao, longo do meamo caminho é
a irreversibilidade do processo. Esta pode ser definida em termos de trabalho por unidade de
massa ou peso ou trabalho por unidade de tempo. Em certas condições, a irreversibilidade de
um processo é chainada de trabalho perdido,• isto é, a perda de capacidade de res,lizaçlo de
trabalho causada pelo atrito e outras razoes; Na ··equaçfo,-de Bernoulli (3.6.4); onde todas u
perdas sfo desprezadas, todos os termos sã'o de energia dispon(vel ou de energia mecânica no
sentido de que estão disponíveis para a realização de traballio por conversão das energias potencial,
cinética ou de pressão. Neste livro, ,ao nos referirmos a perdas, elas significarão irreversibilidades-
ou trabalho perdido ou a transformação de energia disponível em energia térmica.
-....
Exemplo 3.7 Uma usina hidroelétrica (Fig. 3.14) tem uma diferença de cotas entre os níveis de
) montante e de jusante de H =50 m e uma vazão Q =5 m 3 /s de água pela turbina. O eixo da turbina gira a
180 rpm e o conjugado nele medido vale T =
1,16 X 105 N • m. A potência fornecida pelo gerador é de
2.109 kW. D~terminar: (a) a pQtên_cia reversível do sistema; (b} a irreversibilidade ou perda do sistema; (e) as
perdas e o rendimento da turbina e :,hf gerador.
(a) A energia potencial da água é 50 m • N/N. Logo, para uma conversão perfeita, a potência reversí~el ê,

yQH = (9.806 N/m3 )(5 m 3/s)(50 m •N/N) = 2.451.500 N -m/s = 2451,5 kW


(b) A irreversibilidade, ou perda de potência do sistema, é a diferença entre a potência fornecida ao sistema
e a retirada do mesmo, ou seja,
2~51,5 - 2.100 = 351,5 kW
(e) A potência desenvolvida pela turbina é o produto do conjugado no eixo pela velocidade angular:

l80(2n)
Tw = 1,16 x 105 N -m - - s- • = 2186,5 kW
60

A irreversibilidade na turbina é pois 2.451,5 - 2.186 ,5 = 265 ,O kW ou, quando expressa em trabalho
perdido por unidade de peso do fluido escoandq,
J
* Aconselha-5e a consulta de um texto de termodinâmica para um estudo mais completo desses conceitos. l
noi LIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 113
..

l
H=50m

· 7
Fiam• 3.14 Irreversibilidades em usina hidroelétrica.

toOÓ N •m/s l 1 .
(265,0 .lcW~ 1 .lcW 9.806 N/m3 .5 rnl/s - 5,4 m. N/N
1 . .
J'P,~n.cia no gerador é 2.186,S - :uoo,= 86,S"kW ou
86,5(1.000)
9..806(S) _ = 1,76 m · N/N

'
50 m •N/N - 5,4 m-N/N 0
'1, - 100 50 m. N/N .. 89,19%

= 100 50 - 5,4 - 1,76


'
,,, 50 - 5,4 = 96.0S%

B~UAÇÃO DA ENERGIA PARA REGIME PERMANENfE

o ~ Eq_. (33.6) é aplicada para um escoamento perll)anente, através de um volume de


le 1oomo o da Fig. 3.15, a integral de volume desaparece e teremos

6Q,, (Pi Vi + U1 )P1 V1À1 = Tt ..


+ (Pi Vi + U2 )P2V2A2
{J~-
Tt + Pi+ gz1 + 2 p + oz2 +
2 2
Uo p .escoamento é permanente, é conveniente dividir a equação pela vazão em massa,
)11 = .02A~ 112, tendo-se

(3.8.1)
114 MECÃNtCA DOS FLUIDOS

Volume de
controle w.
QH

CD
P1 "---- ---,-- -.....J
Ul Fqun 3~15 Volume de controle com escoamento normal através
z1 Volume de controle da superfície de controle .

onde QH é o calor fornecido à unidade de massa do fluido que escoa e w, 6 o trabalh


o do eixo por
unidade de massa. Esta é a equaÇlo da energia para um escoamento permanente
atraws de um
volume de controle.

Exemplo 3.8 A unidade de 1esfriamento de água de um grande edifício está localiza


da num pequeno
lago alimentado por um rio, como mostra a Fia. 3.16a. A ~o mínima do
projeto do rio é de 5 cfs , ,
nesta condição. a única vuão d' saíd• do lago é S cfs via uma eÍtrut\lla, oom compor
ta próxima ao canal de
descarga da unidade de resfriamento de ' qua. A··temtioratura~Iͪ água afluente
do rio é 80°F. A vuio -4•
unidade de resfriamento é de 10 cfs e o trofadO~ ~e cal~r _do e~~(cio elna ~ tc
~pcratura ~a~ de ~~·
menta de lO"F. Qual é a temperatura da âgd'a dé resfrlamento· ~ circulad:a'no·l.ag
1
o, c1e·sprezanifo« as perdas
de calor para a atmosfera e para o fundo do lago, su1>9~0-te. _que essas oondlções
subsistam por um longb
período? .
O volum~ de controle está mostrado na Fig. 3.161> càm u várias vazões
Q e temperaturas T. Não hi ·
variação de pressão, musa específica, wlocidade ou cota da seção 1 para a 2. A Eq.
de controle fica <~~1-~) •~licad~:llO·VQ._lume
··

Volume de
controle

Casà de bombas
• 1
Para o edifício

- - Do edif(ciQ
Vertedor com comporta

(a) (b)

Fi&ura 3.16 Unidade de resfriamento de água.


tlGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 11S

o nu~ urmtco do trocador de oalor. A energia interna por unidade de massa pata presaio
~stantes é função apenas da temperatura; vale ul - u = e (T2 - Ti>. onde e
1 éo
quo.. Logo, a equação da energia aplicada ao volume de controle fica

ôQH
Tt ""' c(T1 - T1 )pQ 1

,tô.rnecido através do trocador é dado por


1l ..

df temperatura e Qe = 1Ocfs é a vazão pelo trocador de calor.- Assim,


11 e llT pQ. • c(T2 - T1 )pQ 1

T1 - T, + llT Q. = 80 + 10(10) = lOOº F


. 21 5 .
"'tên;per•tu r• T do lago vale 9<f'F.
11 rr,
IJ ~ L, •
.WJ:-8\8,·· (3,8.1), na forma diferencial, para· um escoamento num tubo de
)·sem o trabalho de um eixo, é

d!: + g dz + v dv + du - dqH =O (3.8.2)


p

dp
- + g dz + v dv + du + p d -1 - dq8 =O (3.8.3)
p p
t 1s.e.m atrito, a soma dos trés primeiros tennos é igual a zero, de acordo com
(3.5;8); os três llltitnos tennos constituem uma das fonnas da primeira lei
~ara um sistema,
1
dq 8 = p d-+ du (3.8.4)
p

Figura 3.17 Tubo de corrente, em regime permane nte , esco-


lhido como volume de controle.
U6 MECÂNICA DOS FLUIDOS

Para um escoamento reversível, define-se a entropia por unidade de mBSsa s como

ds = (dq")
T nw
(3.8.S)

onde T é a temperatura absoluta. Nos textos de termo.dinàmicu mostra-se que a ent:ropJa é uma
propriedade do fluido. Nesta equação.. as mas. unidades podem ser: BTU poulug por grau Ran.Jdne
ou pés-libras por slug por grau Rankine se o calor for expresso em pés-libras (l BTU = ?78 ft • lb).
Em unidades SI, sé expressa em quilocalorias por quilograma po•r kelvin ou Joules por qu:Uograma
por kelvin (1 kcal = 4187 J). Como a Eq. (3.8.4) é válida pam um fluido sem atrito (revers.ível),
dqff pode ser eliminado entie as Eqs. (3.8 .4) e (.3.8.5),

1
Tds=du + p d- (3.8.6)
P
que é uma relação termodinâmica muito importante. Embora esta relação tenha sido deduzida
para um processo reversível, éomo todas os termos são propriedade.s teunodinâmicas, deverá
também ser v.erdadeira mesmo nos casos de escoamentos irreversíveis. Utilizmdo a. Eq. (3.8.6)
juntamente com. a desigualdade de Clau~iut• e várias c-0nibin.ações da. equaç(o de Euler e da
prlmeil'a. lei., .Pode-se chegar a uma boa compree.nslo da entrç,pi.a e das perdas i\ fkt. (3.8.6) 6 wna
fonna da segunda lei da termodióâmica.

EXERCICIOS

3.8.l Píllíl que um proce:gs._o !ejll rev.erifvel, é ne~sssnrio que


(a) mio Jtajll trnns:ferência de calor
(b) se.ja satisfeita a lei de Newton da viscosidade
(e) as tempeillturas: do sistema e do melo sejam iguais
(d) não J1aja at.rlto viscoso ou de Cou.lom.b no slst·ema
(e) haj11 transferincia de c:alor npenos do meio para. o sistema

3.8.2 A entTopJa. para. um escoamento revw:$lveJ EÍ defini.do pelo expressão


{a) d$ = du + pd(J/p) (d) ds = dqn/T
(b) ds = T dq H (o,) nenhuma das re:!posrns an ll!riores
(e) .r = u + P"'1

3.9 RELAÇÕES ENTRE AS EQUAÇÕES DE EULER .E AS DA TERMODINÃMICA

A prime1ra: lei na focma diferencial. a partir da Eq. (3.8.3). inctu{do o trabalho de um eixo, é dada
por

dp
dwJ + - + v du
p
+ g dz. + du. + p. d -p1 - dq11 = O (3.9.1)

J
"' Cons.ultar qunlquer texto de termodinâmica.
CEITOS,UGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 117

'
dp
dws + - + v dv + g dz + T ds - dqH = O (3.9.2)
p

dade de Clausius estabelece que


111 ·• . ·

ds > dqn
- T
T ds > dqn O.9.3)
!:lillfqO>'O~ onde a igualdade aplica-se a processos reversíveis. Se a grandeza chamada
bl[eversfbilidades for identificada comb
d (perdas)= T ds - dqH (3.9.4)
gue d(perdas) é positiva em escoamentos irreversíveis, nula nos reversíveis e nunca
uti~; Substituindo a Eq. (3,9.4) na Eq. (3.9.2),

dw11 + dp + v dv + g dz + d (perdas)= O (3.9.5)


p

das mais importantes formas da equação da energia, Em geral, para a determinação


'déve,se recorrer a experiências. Infere-se que parte da energia disponível é transformada
11
intema durante um processo irreversível. Esta- equação, na ausência· de trabalho ·de.
~ere da. equação de Euler apenas pelo termo das perdas. Na forma integral,

vf f 2
p + 2v~
dp
2 + 92 1 = 1
+ gz2 + w.. +perdas 1_ 2 (3.9.6)
li
,fül' ,realizado sobre o fluido do volume de controle, como no caso de uma bomba,
d{á negativo. A seç_llo 1 6 de montante e 2 de jusante. ·

) esconmentos isoentr6picos (d) escoamentos de gase perfeitos


(b) OfCOllmentos reversíveis (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) •escoamentos adiabáticos
1

JCAÇÃO DA EQUAÇÃO DA ENERGIA A ESCOAMENTOS


REGIME PERMANENTE

fl,wdo inaompressível, a Eq. (3.9.6) pode ser simplificada, ficando

(3,J9,.1)
)
118 MECÃNICA DOS FLUIDOS

onde cada termo é agora energia em pés~libras por libra ou metr~newtons por newton, inclusivr.
o termo das perdas. O termo referente ao trabalho foi omitido mas pode ser insepdo se necessário

Coeficiente da Energia Cinética


Ao lidar com escoamentos em condutos livres ou forçados é usado freqüentemente o métod '
de análise denominado ''unidimensional". o· escoamento todo é considerado como um gr ·1 e
tubo de corrente com velocidade média V em cad·a seçlo transversal. A energia cinética por ' ~
djide .de peso, V2/2g, nl'o · é, entretanto. à médil!, ·de v2 /2g na seçl'o trari~ersal. ll necessí
computar.«e um fator de correçlo a para V2 /2r, dê tal forma que a:V2 /2gseja a energiá1t:f'Mti
~écµa, 1c;,i•,u.nidade, de pesp ~o. flµidq :_ 4~ -~ -na,seç«o. CoD1._ refefên,cia,à-f~. 3.18, a
cinética que passa na seção transversal, na unida~ 4e ·temi>Q, é
~n,
,,
) 1
1

tl!iv
ond,e ')'V 6A 6 o peso que passa por c5A na. unidade dé teinpo e v?/'lg. 6·a enerilfa dn6tica'·f,b·
unidade de peso. Igualando esta expresslo com a energia cinética
de tempo, em termos de aV2/2g,ti,remos . .
que
passa na seçlo por Wíidll ·
.
·· · ·~
li

= y J.
y2 V3
. (X - )' VA - dA ll3.
2g A 2g •tl.J
Resolvendo em rel.açlo a a:, que 6 o coeficiente da,en~rgia cinética, . fTD
nu
{3.10.2)

A equaçfo da energia ficará


)
(3.10S

Para escoamento laminar em condutos, a:= 2, como é demonstrado no Item 5.2. Par~,e~coawp,\lt
turbulento* em condutos, a varia entre 1,01 e 1,10, sendo em geral desprezado a nlo ser para
trabalhos de precisfo.

" 1

-yuôA

FIJUU 3.18 Diagrama de velocidades e velocidade média.

• V. L. Streeter, The Kinetic Energy and Momentum Corroction Factors for Pipes and Open Channels
of Great
Width . r :p:? r,.~ N. Y. , vol. 12, n9 4, pp. 212-213, 1942.
-OSLlllGADOS AO ESCOAMENTO Q(LPLOfDOS,E EQUAÇõES FUNDAMENTAIS 11~

3.9 O diagrama de velocidades num escoamento turbulento em condutos é dado aproxima-


~ . lái de ,Prandtl da potência um ~timo,

V (y)l/7
v..,.. = 'º
jfütincia contada a partir da puede do conduto e ro o raio do mesmo. Determinar o ooefi-
. cinética.
~de média V é dada por

f.. ro ilr
j!t I' . .
n,ã V .,. 2n
,, . o
-y. Substituindo r e v,

nrl V= 2nv...... t ,. (r
0 - y)( ,y )"' dy""' nrãv"'ª 98
0 120

V
98
= 120 v...... -}:
V
=üº(~)
r98 0
1 7
'

a = -1
xr~
f'º2nr( -120)
0 98·
3
( -y )
r0
3 7
' dr

3 3 7
= 2( -
120) 1
-2 (r0
98 · 'ô ó· ·
f ra
-
( y) 1
y) -
'º dy = 1,06
.
PJ da equação da energia (3.10.1), exceto o termo das perdas, representam
~~I'.1110S
'(JDm'vel. Para o escoamento de fluidos Je~ numa instalaçlo, a energia disponível
direção de jusante; logo, é capaz de realizar trabalho, como ao passar por uma turbina.
que mostra a energia dispon{~~l-ao longo. 4e um.tubo de çorre~te é. cleno,mi,n.adp
,nergúJ (ver Item 10.2). Um diagrama dos termos i + pf'y ao longo de um tubo de
8~4'> linlui pjezom.ttricr,;: !,. ~-,® eoefgia- é Bell)p~ .deçre~nte par, jusante
· ;qn~ .wn ilwd'> ·raal,-.excetó··numa bomb• ou numa outra fonte de ensrgia,;,Os
dilttnhà'da energia:·~ -Ohàmados· de perdas de 'carga. · ·
! ' .
1

t).' ~-3:Jf O sifão da Fig. 3.19 es.t,~ ch.eio de iígua e de~~ga •~~-1/s. ~alcular as perrias desde o
1
~fflJ~Dfº· 3, ~.n.t f~ção de ~gil d~;."~•9ci,d~~ .V:,/2g, Determinar a P.ressão no ponto 2 se dois tei;ços
t,,ronem entre os pontos 1 e 2.
lllme-iite· aplica-se a Eq. (3.10;1) ao volume de controle que abrange toda a água do sistema a
d~1_pcrnto 3, tomando~e o plano horizontal de referência no ponto 3 e adotando-se a escala efetiva

Vf P1 V~ Pl
-2 + -
g y
+ Z1 = -2g + -'I + Z3 -+perdas1_3
v1 v1
O + O + 1,5 = ~ + O + O+ K ;
2
~Idai de l a 3 são expressas como K Vf/2:g. Pela,vazão
)
120 ME<::ÃNICA! DOS FLUIDOS

Limite do volume de controle 1-2

diâm. 200 mm 2m

---------------------- ~--
----------------------- --
--
----------------------
----------------------- --- --
---
---
---------------------~-
----.~-----------------
----------------------
---
---
--
--
--
-----------------------
----------------------
---------------------- ---
--- --
--- --
--- --
--
------------------------------
-----------------------------~
------------------------------
-- - - - --- --4·------------------
------------------------------
-----------------------------
----------------------~------
------------------------------ Limite do volume
de controle

Fipra 3.19 Sifão.

ISO Vs 1 m3/s
Q
V3 = A = ,r(0,ll)JOOO 1/s .. 4,77 m/s

e Vi/2g = 1,16 m. Logo, K = 0,29 e as perdas são dadas por 0,29 V}/2g = 0,34 m • N/N.
A eqlll\ção da energia aplicada ao volume de controle entre os pontos 1 e 2, com as perdas dadas pof
1
3 K Vi/2g = 0,23 m, fica

· O + O + O = 1,16 + PJ
i'
+2 + 0,23
)
A carga de pres'são em 2 é - 3 ,39 m H2O ou P2 = - 33) kPa.
Exemplo 3.11 O ·dispositivó mostrado pela Fig. 3.20 é utilizado· para determinar- a velocidadei ijj>l
l{quido no ponto L t constituído de um, tubo, cuja extremidade inferior é dirigida paia montante u:µJo rUJpi
~rtical é aberto· à atmosfera. O impa~to do l.íquido~ ~a al)cr;tUJa Z, {orça,'? mostnq, a.;nwir I)Q r~o v~Ili?:i a µl'!\fic
altura ~z acima da muperf{cie livre. Determinar a velocidade. no ponto 1.
O ponto 2 é um ponto de estagnação, onde a velocidade do escoamento anula-se. Este fato cria uma.
pressão devida ao impaéto, chamada pressão dinliftlica, que força o fluido no ramó vertica.1. Eicreitendo-se a
equação da energia 'entre os pontos 1 e 2 e desprezando-se as perdas, que são muito pequenas, terérl18~
. . ·.' 1

-------------------
:--::-:-:-:-:-:-:-:-:::-::::-:-:-:-:-:-: ::k ;_:-:-:-:-:::~~ .
:=-:-:-:-:-:-:-:-:-1-:-:2:---:-:-:--- :-= =--=---=i=:=:=:=:~=
) ·------
------ ---------
--------------------------------
--------------------------------
-------------------------------
- - Figura 3.20 Tubo de Pitot.
OS 1fOADOS AO ESCOt\M,ENTO DE Fl,Ull)OS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 121

v;+-p'+O=O+P1 +o
2g y }'

~ · ~!tura de fluido acima do ponto 1 e é igual a k metros do fluido que escoa. P-Jl-r é dado pelo
VJ1! ~ + nr, desprezando o efeito capilar. Substituindo esses valores na equação,
y2
_!_=âz e
2g

Pitot numa forma simplificada.

·Hcoamento de fluido compressível são dad~s no Cap. 6.

~'1:1,. .~q~gia .çinética


lia:JJeina oquação da continuid11de
• ,ll,D{dade da auga da velocidade
1f
1
11,gtos;so por A V dA 1)

.4

p.rqso por i Í,. ( V)l dA


1 V

1llx~r.sso por 1t (~r dA

ta,da energia cinética para o diagrama de velocidades da Fig. 1.1 é


(á) 2
· (e) nenhuma das respostas anteriores

~ ,do, vidro dobrado a 90º é aberto em ambas as extremidiides. O mesmo é Inserido nilhl
\~r~º óleo, d= 0,90, de fo.rma que uma das ahe:turas seja dirigida para montante e a outra
a. O óleo dentro deste tubo está 50 mm acima da superf(cie do escoamento. A velocidade
•J..J.'
JP!'!D tu.bo é, em metros por segundo,
º~ (", (d} 1,40
Q)99j (e) nenhuma das respostas anteriores
i[,1
~ 8,3,:t 11 leitura manométrica R' para V1 = 5 ft/s, d= 0,08, do= 1,2 é, em pés,
1
~3~ (d) 1,17
Q.6~ (e) nenhuma das respostas anteriores
'
Õy
\78
'Velo'chia.de lllórica do óleo, d = 0,15, que escoa por um orifício de um reservatório, sob uma carga
4 m,•IS'~ cim. metros ror segundo,
(d} não determinável pelos dados
(e) nenhuma das respostas anteriores
)
122 MEC~NleA DOS FLUIDOS

no sentido das pressões crescentes


3.10.6 Em quais dos seguintes casos é. possível o ~coame nto ocorrer
(a) escoame nto através de uma seção convergente
(b). -e~c._oamenJo adlatu,t iço.i:,~ cqndut_p lwpzontal , ,
(e) esco.am4Jlt9 "5cemle~te de ..um J(qu_wo, ~~ conduto vertical
(d) escoame nto descend ente de ar num conduto
(e) impossível num conduto de seção transver.,sal constan te
.

um sifão
3.10.7 Desprezando.se todas as perdas, a pressão no ponto mais alto de
· ·· 1

(a) é a mínima pressão ho sifão
relação ao nível do reservat ório de montan ra·
(b) depende somente da altura do ponto mais alto em
(e) é indepen dente çl9 pG_mwjpu:,_~ ~o r_amo d~j~ ~- . . . . ; .
(d) é indepen dente da vazio nQ sifão
(e) é indepen dente da massa específi ca do líquido
)
3.11 APLICAÇÕES DA EQUAÇÃO DA QUANTIDADE DE MOVIMENfO

A segunda lei de Newton ou equação do movimento foi transformadif'1fa equaçfcrdá


qwmtid.tld
de movimento no Item 3-.3, /7)
~ O
U -.

@fc f/iu + ~A
o x, ficando
&ta relação vetorial pode ser apli~ cem qualqu~r direçlo, cijgàmoa, segund
a. .
I
.r.Fx=-ac ·vc PVxd' U+I pv"-v•dA· -
"se

Na escolha do volume de controle ubitrário é vantajoso, em geral;·adotar.a aua-superfície


110~
outroJ ado, se,
ãs velocidades em qualquer seção onde el~ -for atravessada pelo escoamento. Por
dt superfície.
) a velocidade -for-conatante nos pontoa ,da seilo, nlo é necessário efetuar-se a integral
ente, affbrç'sfFx qu~
Pela Fig. 3.21, com a superfície de controle adotada e com regime perman
a~e_nq v;Ql\µ1\e de CQntrole,{~4a pela Eq. (3._11 .2) ·
_f:" _- }J2A2 V2 Yx:i - P1A1 Vi Yx1

1 - - ~. % .
!
'!
Il i.

j
1, J Figura 3.11 Volume de controle com escoame nto uni-
forme normal à superfíc ie de controle nll enttada e nu
saída.
N(ElTOS LIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLTJIDOS E-_EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 123

FJgura 3.22 Escoamento não uniforme. através de . uma


'
superfície
' .. de ,_

controle.

Fx = pQ(Yx1 - V.d)
.r P1Q1 = P2Q2 é a massa que entra e sai na unidade de tempo.
· d-o a velocidade variar na seção, transversal piaria da superfície dç controle, poderemos
e!ocidade média, Fig. 3.22 1 pela'introdução do coeficien'te dá quantidade de môvímênto

f pv
A
1
dA = /JpV 2 A
'\llll adimenJional. R,es_olvendo em ,elação a /3,

:·(3,1-l.4)
J,
.010 ao coeficiente da energia cinética a da Eq. (3.10.2). No Item 5.2, verifica-se que,
~ento laminar em condutos de seção circular, J3 vale 4/3. O mesmo será igual a 1 em
~~ é s e'nunca terá valorés interiores a 1. · · ·
1J!tlfilr« a Eq. (3.11.1) ou uma equaçlo de componente, comó a·Bq. (3:11.2),"deve-se
db~ente o volume de controle e as forças que agem no mesmo. Da mesma forma,
~ 6Úidadosamente os si~. das par~~as referentês às entradas e saídas do fluido.
• plo,eJtuda um escoamento variado e utiliza a F.q. (3.11.2) e a equação geral da
~
4 "[-'liJ~ ·;:l~l1·, · ·. ·,
,1,. •m-1:\ ., · · ·· · : , ,. . J . . ,1

111plo 3.12 O conduto horizontal da Fig. 3 .23 está cheio de água ao_ longo da distância x. Um jato,
l dqd11 constante V1, atinge a água da parte cheia do conduto: A força de atrito na parede do conduto
ro-.~~;11(1i~mi,1'Q ~ ~f!'.i/8 [vide Eq,_(5,10_.2)], 011tcrmlnar aa:equações pua a análise d~ste oHoa•
uando:l~ci!$ões .irlu:uus sio, conhe01.;las, isto r•
0'nf/1,I.B} ,'1;11,60.:mm; -K2 ó' =.SOOmm/s; D 2 = 2l mm, x 0
t ;i::;:i 81' x =- ~O, J/2 :::;: · V::a!li• Em particular para
.= l00 m, p = li0P0 kg/m3 e f,= 0,02,
·a. variaçio de V2 e x com o tempo.
1

ooálise deste escoameµto. var~do são utilizaµ ~ equações da continuidade e da quantidade de


, omemos como superficie de controle a superfície inten\a do conduto e as duas seções transversais
f,m, como é mostrado na figura. A equação da continuidade
. :1 ..• '
a. ·.
O= - j p ~ + f pv·dA .
ar vc -. ,e
)

124 MECÂNICA ·DOS FLUIDOS

Figura 3.23 Jato que atinge um escoamento num conduto parcialmente preen-
chido.

)
Simplificando

A equação da quantidade de movimento na direção horizontal x,

r.F" = ff pv" d'U


"' ·vc
+f pt•"v•dA
· se ,
fica

e simplificando

fV~1tD x ê êx
---=-------=--
s
1
+ Âz-(XV2) -
a,
2 2
A1 vi:--+ Âz vl - A1 v,
ct =Q
)
Já que t é a única variável independente, as derivadas pafciai.s podem ser substituídas pot t
equação da continu.idade fica

dx V2 A 1 - V1A 1
-=-
dr A 2 -A 1

Efetuando as derivadas e substituindo dx/dt na equação da quantidade de movimento, teremos


2
fV~1tD x
- =-1
dV1 [
Ai vi2
2
- A2 vi2 - _ _..::,___:_
(A V -A V
+ -2 -2 - -1-1)-
]

dt xA 2 _ 8 A2 - A1

Estas duas equações, não sendo lineares, podem ser resolv~ultaneamente por métodos num6rlc0 t
como os de Runge-Kutta descritos no Apêndice B, desde que as condições iniciais sejam conhecrid.as1~Aí
de variação de x. e V2 podem ser determinadas diretamente destas equações para os vàlores dados

dx
- = 0,692 m/s
dt
Ti
dV.
= 0,0496 m/s 2

) Exemplo 3.13 A Fig. 3.24 mostra um jato de fluido que atinge um corpo. O fluxo da qu11n~aáde
movimento de cada jato é dado por M e é representado pelo vetor localizado no centro do jato. Del.ôrmm
força necessária para manter o corpo em repouso por composição de vetores.
tA.00S AO ESCOAMENTO DE -FLUIDO$ Ei EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS

Figura 3.24 Solução de um problema de quantidade de


moviment o por composiçã o de vetores. \

\
'quantidade de moviment o, na forma vetorial (3.11.1) deve ser- aplicada ao volume de
o fluido compreend ido o~ltre o sólido e as três seyaes transversais tracejadas. Já que o
Jt~}l:~· (3.11.1) reduz-,,;e a .

:EF = J pn · dA = L M;
primeiro lugar M1 e Mo; o vetor M 1 ,... Mo é o fluxo da quantidade de moviment o resultante
1-, que são mostrados graficamente sobre suas linhas de ação. A resultante desses dois vetores
"ala quariddàde de movímentó- M1, ·ao longo de sua linha de ação, para se obter R. Este
uantidadc de movimento resultante na superf{cie de controle e é igual à força que deve ser
a. A mesma força deverá ser aplicada no corpo para resistir àquela exercida peÍo volume de

~.14 Água escoa pela curva com redução (Fig. 3.25) localizada num plano vertical. Sabe-se que
ll m), l?1 9 1 ~ ftJl ,42 m), Q = 300 cfs (8,.5 m 3/s), W = 18.000 lb (8.172 kg~, z = 10 ft (3 m),
""40 pri (2 ,812 kgf/cm 1), x = 6 ft (1,83 m) e que a perda na cwva é 0,5 V1 /2g ft • lb/lb (m) .
1 ffy e II lln ha de ação da força resultante. /Ji = /11 = 1.
me ktcr:n~ da _cu,rva com ,red:ução constitui a pane da superfície do volum_e d.e controle para
n11 o.. ~b fluido.
•· .. ' .
a
A~.st:wés normais 1 e 2 completam superfície de coritrqle: .
. 'Q 300 Q 300
li".1 = - = -1- = 10 61 ft/s =- =-- =2388it /s
A1 n(6 )/4 ' \ A2 1r(41)/4 '

P1 . Vf h V~
- +-'- + z1 = - + - + z2 +perda5i_2
y lg y 2g
li ' '
piamA.D,x .144 . -f,_(1Q,61)l +0 P2 + (23,87)l +
10
+ 0,5 x (23,87)
2
1, 1 62,~ . . 64,4 . . = 62,4 64,4 64,4
·= ~-20 ll:i/fl2 =· 30,7 psi.
A d11LDrmlnnçào de Fx, a Eq. (3.11.2) fica
)

121> MECÂNICA DOS ·FLUIDOS

Figura 3.25 Forças num cotovelo com redução, incluindo a solução vetorial.

PfÂj - P2A1 cos8 - FJC - P2CV2'COS 8..:.. Vi)

40 x 144n(31 ) - ~20n(22 ) cos 120º - F,. = 1,935 x 300(23,87 cos 120º - 10,61)

Já que cos 120ªC = - 0,5


162900 + 27.7S0 '._ F" ~ 580,5(-1 1,94 - 10,6{)
F" .,. 203.7.49 lb

Para a direção y .,
)
I.F, =- pQ(V,2 - V,1)

F, - W- p1 A~_sen 9 = pQV2 ~enO ·:


1
F, - 18.000 - #207t(2 ) sen 120º = 1,935 x 300 x:2·3,87 sen 120º
F, = 78.100 lb .

do ·flu~o d~ q~~~d 9..8 _4ê


Paia detcrininiq_a linha de ação da for~ ~~U.lt~ te, ':1~Uizam~ o~ vetoies
Jb, p 2 A2 = 55.560 lo. Cóinpo If~
movimento (Fig. 3.25), pQV1 = 6.160 lb, pQV2 = 1'3.860 lb, P1A 1 = 162.900
0 00 lb (98.972 kgf) que dev~ ser
estes vetores e o peso W na Fig. 3.25, obtém-se a força resultante (J.e 218._
oposta à resultante de Fx e Fy.

ó :ca\iaa
Como foi demonstrado no Exemplo 3.14, uma mudança na: .direçlo de um çandut
forças que serio aplicadas no conjunto da tubulação, a ~enos que a .curva ou o cotovel o sejam
pelas reaçOeJ
fixados . Estas forças são causadas t~to pela pressão estâtica no conduto, quanto
direção axial
dinâmicas devidas ã mudança de direçio do escoamentô. Para evitar tensões na
em grandes
causadas pelo fülido ou por variações- da témperatura, colocam-se- junJas de ·expando
da linha ,fia
J tubulaçÕes. Estas· juntas de expansão permítem· ~slocamentos ;relativamehte livres
~st~tj 1 ' lf
direç.ã'o axJal e, em conseqü6ncia, deve-se toiriar precauções ~ .-o_laçlo .às f9rgas 1
dinâmicas nas curvas.
IJG~~ AO.ESCOM,1ENTO DE, F.LUJDOS ~ -, EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 127

)
_J ·. ..,.,,

· 1 '; ~ . = pjgura 3.26 Boeàl in9ta1ado num barco.

,U Um jato de água, de 80 mm de diâmetro e velocidade de 40 m/s, é descarregado numa


jil1p1or;bQtal1;irl1talado num. barco.·Qua l a-força;Matl!súia..pua manter o barco eD11r,pouso?
tl4,,4q,4~1,Jllovimento JJR:,'NIUIJle. 4eicontr9~ •escolhi~~ narFi&. 3_.26 é. pe1',;Eq. (3.\1.l),
1,, ·- .: . : .'. 1t ; '' ' ; : .
E ~ \-~ w~~-:- ~,).= ~QV_- _1000: kg/m 3 X 4_.(0,08 m)2 (40 m/s) 2 = 8,04 kN
,..... .
1 1 ,é. ele 8,04 ~ na djreção x.
•. • •

1 rn . ~-· ',-. . .
, 6 );)Mp~~d o-se as -~ r~s, d~t~nnip;,r a for91 exe~ci~. contia o coµ<l11to ~lo bp,cal da
JSJVóld 1# Oi~S e P1.= 1~ psi (7,031 kgf/~2).
~ar -~~. de~~. 1esctever
~. 't'Mil.
~
11 .. .. .
a e~'âção ae· BernduWJentre a seçlo t' e ·a ·aeçio extrema
. ' .. . ; ; :. -' - . ~ . . ..
rn ·. i · ·
z; V~ (100 lb/in2 )044.in2/ft 2 ) Vi
1
+ lg + 0,85(62,4 lb/fl 3 ) = z,2 +_2g +~ .
~-;= (D.1{DiJ2'V1 = 9 Y1, súbstitubtdo· -ce·m:se
'- . ' . . .
Vf (l _ 81
) (100 lb/in1 )(144 in 2/ft 2 ) _
0
2g + 0,85(62,4 lb/ft3 )

i 2

,~
v1 = 14,78 ft/s V2 "" 133 ft/s Q = 14,78 ( I ) ·
= 0 1725 cfs
4
,~ · 3,27b) a força exercida pelo bocal contra-o líquido contido no volume de oonuole; daí,
.

\i, (JOO lb/in 1 )~ (3 in)1 - P11 = (1,935 slugs/ft 3 )(0,85){0,725 ft3/s)(133 ft/s - 14178 ft/s)

__ __ ___ __, d~m. 1 in. (2,5 cm} 1

iam.
(7 ;6 cm) ~~f~~
m.:-_-1-------_-_-_-.ilt i
-d-,:;--1--3--:-- : : : - ~
.!'.'.í.+.
~ - .2
-- z:::_-_ ½
~~+~~~:r . f
P
l 1~
-_-_-_-::-:- P2 z-=+

'(a) . ~
Figura 3.27 Bocal na.extremi dade de um tubo.
128 MECÃNICA,DOS FLUIDOS

ou Px = 565 lb. O óleo aplica uma força de 565 lb para a direita contra o bocal que, por sua vez, u er~ Url)l
força de tração de 565 lb (256,5 kgf) no conduto. ·

Em muitas~it ações, um problema referente a um escoamento\ yariado pode ser tran"~ ] r•


mado num de re · e permanente, superpondo uma velocidade constante no sistema e no meº•
isto é, mudand o sistema de referéncia. A dinâmica de um sistema-e Q9 meio não varia co a
superposição de urna velocidade constante, de fonna que pressões e fo113s slo invariáveis:-l!sfe
princípio é aproveitado, com _vantagçn~, no e.studo do .próximo escoament6.

A Teoria da Quantidade de Movimento Aplicada às Hélices


'.I

) A função de un:ia hélice é alterar- a quantidade .de movimento do fluido no qual estli: submõ
portanto, desenvolver um·empuxo utilizado-para-a propúldo. As lí~ces-_nllo•pddem set ·projetadp·
de acord~ com a teoria da quantidad_e, de ~oviment,o! ef!lbora_algumas ~as _relações que_governar
seu funCJonamento tornam-se claras· pela sua aplicação. A Fig. 3.28 mostra uma hélice com,,!&
corrente de fluido causada pela mesma e as distribuições de velocidades em duas seções a
distância prefixada. A hélice pode estar (1) estacionária nurci escoanientô, como'mdtcadb~'
(2) movendo-se para a esquerda com velocidade V1 através de um fluido em repouso, jií que11
conflguraçJo rélàtiva é a rtiesma. :Admit~ff·CJ.~ 'o fluid?. se~~,,set_J:1,-.a'~to_ ' .~;•~~jtí~r~tí~i:
_ O es~oam~~tp não é_..p~rt;µrbado ~a s~ç,t<:> 1, a montan~ c;ta_ l:lé.Uçe_, o_é ~1era~o l~edYa-;
que se aproximá da mesma, devido à diminuição da pressão deste ladp. A.o P.~LIJ4la,,ruU{
do fluido aumenta, acelerando ainda mais o escoamento e reduzindo a seçlo em 4. A velocidade Y
nfo varia através da hélice de 2 até 3. A pressão em·1' e 4 é a do fluido nã'o perturbado e coincide
com a do contorno da corrente de fluido. · ' · ·
Ao ser aplicada a equação da q~ti~e dç; :.qiovimettto (3.11.i) ao volqme: de ~°'~ -
limitado pelas seções 1 e 4 e pelo contorno da corrente de fluido da Fig. 3.28, a única for

-
-
-
1

Cont
~~--~d
4
_=:
-
ª Corrente2 3 -

P,:r:-..
' ' d,e t1Uido p4 --
- - - - - --=.-- - +

' F. F
•,.=.: ,.

1 ., [ Força no fluido
Empux.o
1/ / da héliée

) ---
1
Figura 3.28 Hélice numa ccirrente:de fluido.
1
bóM>osAO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E· EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 129

aa :pt e:~ · a;tl~ é F, exercida pela hélice, já que a presslo é a mesma em todos
1
, -d~·corttrole-.-Logo _,- ·
f ,;, 1.'I · , · ' · . • , __

mJ .·-~·'.,:-(- f.;7 p(l(.Jf4 -_ V.i),= (p3 -: J?2)A, (3.11.5)


c:&~~llà hélice. A força que age na hélice deverá ser igual e de sentido
e ~ o . Substituindo Q = A V e simplificando.
ai> :!ti,.:~'. "1 ' '. . . ' . . .. .

!Mr~:<,. - .!•' pV(V4 - V1 ) =. p3 - p1 (3.11.6)


•' ·.
ção de Bernoulli entre as seções 1 e 2 e ainda 3 e 4, tem-se
Pl1/t fp.J':i= P1 + fpV 2
p3 + fpV 2 = p, + ½PV.i
; = z,.. Resolvendo-se para p3 - Pi, com Pi = p.,.,
-~ (3;Íl.7)
PJ - P2 = ½p(V; - Vi)
-~iitre as Eqs. (3 .11.6) e (3 .11.7),
p rt \ .• 1

(3.11.8)

·1octdade através da hélice é a média das velocidades de montante e jusante.


iftimà hélice· que se move num fluido em repouso é igual ao produto do
~ ~é . .
, 1m1~ ., •
, "f·' -r..otência = FVi = pQ(V4 - Vi )V1 · (3.11.9)
da a.o fluido é aquela necessária para aumentar sua velocidade de V1 para V4 •
H\lol\lme,
- Q(V24 - v2)
1
Potência fornecida = P (3.11.10)
2
_ da também pode ser expressa como a soma da potência útil (potência de saída)
cindt · i,ot utiidàde de tempo remanescente na corrente de fluido (perda de

Pottncl~, fornecida= pQ(V4 - V1 )V, +~ (3.11.11)

g meoãnico teórico 11, é dado pelo quociente entre as Eqs. (3.11.9) e (3.11.10) ou

saída 2 Vi __ Vi
~t=~-:--~-=--- (3.11.12)
. .. saícla + _perdas V4 + V1 - V
v, uf I Vl ·0 .alifnento d'a velocidade da corrente de fluido, substituindo-a na _Eq.
1

ltém.dJ

{3._qJ3)
130 MECÃNIG,A DOS FLUIUOS

que mostr_a que o rendimeilto máximo é o:t,tido por qieio .de.~ hd~~- __g~~ prqduz,.0~9, 1
aumento possível da velocidade da corrente ou para a qu~ À V./V1 é wn nµnimo._. i_, · 1 r i i!-IJ-
Devido aos efeitos de compressibilidade, o rendiinento de uma hélice de avHro diminui;
rapidamente com elocidades superiores· a 400-11\ph. fldlices d~ aviQes,. e,m condições ó~ ,4,r
operaçlfo., têm, climep.tos reais; pr~ximos :dps t«l91ÍC~_,: no O{ltO_mo _~-- .B~.pqi:.,cuw., ~ li~de:-
navios té ndimentos meno~es.~,~ de-~~ por_~IW devi49-·à.&-,r~~~s f\c;},~~~ 11 , ,
o moinho de vento pode ser analisado pel~ aplicaç;o das relações da quantidade de ffi(i)
menta. A corrente de ar tem sua velocidade reduzida e'setnliâmetro aumentado.
,,,_,, 1 -~
Exemplo 3.17 Um avião voa a 400 km/h em ar parado, "f = 12 N/m 3, descarregando 1.000 m3fs 11c-.rav1h
de duas hélices de 2,25 '-in ·de diâmetro. neterminàr (a) o téntlirttento te6rfoo, (b) .o empuxo, (e) a difesenyl•.
de pressão através das pás das hélices e (d) a potê~cia te?rica, ne,cess~}a, _ , __ ~
.·. - . . -- ~. ~- •.

40P km U)OO m l h
(a) V1 = --h-~k,. 'lUV\ = 111,11 m/s
l l" m ..,,vuvs · ·
500 m3/s' , :• r

V= ('1t'/4 )(l,2S 2 ) = 126 m/s


Da Eq. (3.11.11)

I '

(b) Da Eq. (3.11.8)

V4 = 2V - V1 ,.,; 2 x ·126 - 111,11 ..i 140,9 m/s


O empúxo:du,héllces é, da Eq. (3.ll.5), , • t

12 N/m 3 . ·' . . .
F = (lOOO_m 3/s)(140,9 m/s - 111,11 m/s) = 36,5 kN
9,806 m/s2 _· _
)
(e) A diferença de pressão, da Eq. (3 .11.6), é

12 N/m 3 · · ·
PJ - P2 "' · . i (126 m/s )( 140,9 m/s· - 111, 11 m/s) = 4,6_ kPa.
· 9,806 111/s .· ·· · '

(d) A potência teórica é

FV1 = (36_500 N) 111,ll lT}/s, 1 kW. =· 4, MW


6
'flt 0,882 l.000 N · m/s
: •• -1

Propulsão a Jato

A hélice é uma forma de propuls[o a jato, na qual a mesma cria um


jato e com isso um empuxo,
que é a f9rç~ d:r .PJÇIPlJl~~Q. ~pl inot~ues _a. ja.w ,J~_, _8' ,,(ip!~ialn,t~ ,!e em wpouso) é ~ til~!? p_.
motor e queimado com urna pequena quant1aaél.e de combushvel; de'sta fç~a, qs gap;e11, s, q
) expelidos com muito maior velocidade do que na corrente de fluido criada pela hJilce. 'o diãrÂetid
do jato é necessariamente menor que a corrente d.e flajrlo na hélice. Ao desprezar a massa de
combustível queimada, a força F de prQpuJsl(,)' é; pela~- (3.11.5),
OS LIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 131

½ ~F
◄~~-?--==-==~== c:::=:=)~7

CD
Figura 3.29 As paredes internas dos canais de escoamento dos
motores a jato. são as partes impenetráveis da superfi'cie de
controle do avião; ao se considerar o problema em regime
permanente.

~ . .
F = 1?q(v2 - V.)= pQ~bs
. .. .
(3.11:14)
.

·W.tg. 3,29),é. a velocidade. absoluta-do fluido no.jato e pQ ~ a_\l~o em,n;iãS$8 •


. · ·9.')~te~~ÇO .tem.e'f.pressfo igual àquela para aiJJ,élice 1 Eq.(3.11.U). :8 evf'd~te
{*~~;gf~~~~ _.\ON~to~ •. Vàbs/Ki devo-ser o menor pos,ível._,Ps,ta, uma
üJfirc.#-~WJfrB _:i;esftl~nte- F é funç4Q, do corp9 e do fluidQ no qual e.s~ se desl~~;
tflltH3,l L1;4) Kabs seja,muito pequeno,-pQ deve ser ~µito-grande. - ·
~1o é o tipo de sistema de propulsão a ser usado numa embarcaçiQ. ~ a embar-
,WP,ifo,:,ça de,~ lb-.(l8l,6-kgt1:p~ise mQver;conH1ma veloctdiido.qe JS mph
. -~~r.em9s, ~m;:peito ,Iuw. um método~ propulsJ,o.a jato, no qual
ad4 11Jrproa it:'des~a,repda_na pop~-por: um ~is,tema de boml>,amento 4e remi.ir
ua.-1anallsar o sistema dei propulsã'o, o problema será transfonnado em um de
fiir,an.dnte pela -superpe:>sição da velocidade - V1 da embarcação na mesma e no
l- ~ ....., ,_;,, . ·. l .. ._ ,· • - • ,..

â'tl~J~lJçâ"O -do ja~o for utilizjJdQ;. u,m conduto. _. de 6 in .. (lS,2 .cm) ,de diâmetro,
Ptla. Bq.-(3.11.2), cotn V1 = 15 mph =:= 22 ft/s,
4J,
6
\'11i.' i. -- · - 400-::;: l.935Q( ~ Q - 22)
11 111 :rr.

f
,t bf!,, Vabs::: 23,2 e o rendiment~
,1 , 1 ) 1
65 5 0
Tlt = 1 + ~bs/2 vl = 1 + 23,2/44 = • %

L.sc .
'., :• •1 400 lb 081,6kg07
~ri =-----p--- ~ -r~
-,t---------~~I ~-V:-1 %

. 1 ~ - - - - . 1
L ____ . _ _ _ _ _ _ _J

® CD
Figura 3.30 Escoamento permanente em torno de um.a embarcação·.
132 MECÂNICA DO~ FLUIDOS

A potência 7i• é
FV1 400 X 22
SS011r - 550 x 0,655 = 24'4
Com um conduto de 8 in. (20,3 cm), V:2 = 90 Q/rr e
9
400 = l,935Q( ~ - 22)

de fonna que Q = 13,14 cfs, V2 = 15,72 ft/s 1 11, = 73,7% e a potência necessária, 21,7 h~
Aumentando o diâmetro do tubo que produz o jato e bombeando maior quantidade"
água com menor carga de velocidade, q rendimento pode ser aumentado. O tipo de bomba q
) melhor se adapta a grandes vazões e pequenas cargas é a axial. Aumentando o tamanho da bamti
e do conduto· que produz o jato, aumentarla·muito o peso e ocupat«-ia espaço útil da,ein '
cação; o limite lógico constitui-se na eliminaç(o do conduto ·com a colocaçlo dtl hélid P ll
bomba axial na parte inferior ou traseira da' embarcação, dando origem ao •método Usual,
propUlsio para embarcações. Entretanto, a' rnóvimentaçllo de embarcições por ·-um jato
utilização prática em águas rasas, onde a· hélice poderia ser danificada ao bater no fundo ou
outros obstáculos.
Vamos levar em conta o peso de combustível na propulsão a jato de um avião, chatnáWI
mar a vazão em massa de ar e de r a relaçio entre a diassa de combustível queirnâdá e "li' ~
0

11
de ·u correspondente. Logo, a· força de propulsã'ó F indicada· na Fig. 3 .29 é · 8~

F = mar (V:i - V1) + rmar Vi


O segundo tenno do segundo membro da equação é a massa de combustível por wii&i
de tempo, multiplicada por sua ·vartaçã'ó ·de velooidade. Rearranjando os termos, ·
F = mar[V2(1 + r) - Vi]
) Vamos definir novamente o rend· nto mecânico como sendo a potência útil dividida pela sam:a
da potência útil com a energia cinétic remanescente
FV1 •

Pela Eq. (3 .11.15)


1

''
: 1
'1
:.i O rendimento seria unitário se V1 = V2 , pois os produtos de combusUo estariam em repouso.,
. ? n[o havendo energia cinética na saída.

Exemplo 3.18 Um avião consome 1 kg de combustível para 20 kg de ar e descarrega os gase-s '


combustão a V2 = 1.800 m/s. Determinar o rendimento mecânico para as velocidades de 300 e 150 .rrili,
Para 300 m/s, V1/V1 = 1.800/300 = 6, r = 0,05. Da Eq. (3.11.16),
1
f'lt= l + (1 + 0,05)(6 - 1)1 /2[6(1 + 0,05) - 1] = O,lS?
lGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 133

l
'l = - - -- - - - -- - -- - =0154
t 1 + (1 + 0,05)(12 - 1)2/2[12(1 + 0,05) - 1) '

. o em ar ou água é causada, em ambos os casos, pela reação de um jato formado


!corpo·. As diversas maneiras de propulsão incluem a hélice, o turbojato, o turbo-
r1de reaçlo (ram jet ) e o foguete, que serão descritos sucintamente nos parágrafos

ões de. quantidade de movimento aplicadas a uma hélice determinam que seu
~rico aumenta quando aumentar a velocidade do avião e diminuir a velocidade
rrente de fluido . Entretanto , quando a velocidade das extremidades das pás
' 'velocidade do som, os efeitos de compressibilidade aumentam muito o arrasto
fI, ~ !ldo portant~ o re~dimen~o total do siste~ de propulsão.
1q1 é ~ ~positjvo. q~e cqnsiste. de wn compr"ssor, uma câmara de combustão,
1 um conduto· de descarga. Oar é admitido pela frente do dispositivo e é comprimido;
bll!tivel, que é queimado com grande excesso de ar. O ;ar e os produtos . da
1..enlão por ,wna turbina a gás que aciona o compressor. Apenas ~a p~te da
, ~~~~b~t ão é re?rada ·pela _turbina; já que a descarga .d~s gases queptés pelo
!'d o-~& meio ~e J.?r,dpuls[o; ô renqtrnm:i~o to~al de um motor~ jato aumenta
88.avifo'. Embota haja ~Wtõ· poucas infórmações' sohre o sistema de hélice
~ Jlli; ~elbci&de ·do sóni, ·par~ce que· os rendimentos totais do tu~bojato ~ da
1

1 1 11 • ' •• • • • • '
adamente os ·mesmos na velocidade· do som. •

ibê _âm :~Ütenia que combíhà o ·êmptµto de uma hélicé com o da ejeção de gases
i
gá~
'TJ j~ ai' '·i,le~e _ácionat, taittb o êompre~Of, quanto a h6lice. A propQfçã'O entre o
d 1
e o do 'jito pode ·sér selecionada arbitrariamente pelo projetista.
rii de reação (ram jet) é um dispositivo de alta velocidade que não possdi neni com-
.bina. A pressão, devida ao golpe de ar, força-o p_ara dentro do dispositivo, onde
trgi.a cinética é transformada em energia de pressão pelo alargamento da seção do
~Numa ~ -a de combustão, queima-se combustível, sendo o ar e os gases da
expelidos sob rma de jato por um conduto. Trata-se de um dispositivo supersônico,
~ária uma velo idade elevada para a compressão do ar. ~~ motor de reação intermi-
utUiudo pelos alemães na bomba voadora V-1. O ar-é admitido por válvulas de retenção
lnstaladrul no nariz do dispositivo. Queima-se combustível para aumentar a pressão
~9if~cham.ento da válv;wa e o Jato dos ~~es q1i1eptes na ..s!J(da. A 1;>r~ssão devida ao
a{ abrirá novamente as válvulas. para a repetiçio do ciclo com uma freqi,wncia de cerca
ló!. por segundo. Esta bomba deve ser lançada com grande velocidade para iniciar a
d.o motor de reação.

aõi 1Foguete
1
ite transporta um oxidante para a nústura com o combustível de forma que o empuxo
c,{Ollndcpende do meio no qual se desloca; A turbina a gás, diferentemente, pode expelir
múitas vezes malar que a massa de combustível que transporta, já que o ar é admitido
jnlsturn com o combustível.
134 MECÂNICA DOS FLUIDOS

Figura 3.31 Superfície ;de controle pará a. anlÍ.lise- da acele~çio ;1/~,1 .'
l'r t'ogitett. O si!itemii'dd iefetéricfu terti ·a ·~Joc:icflide. Y1 do ·rogil!lte'. :• Jat

•• li ' ·- ..

- . . . 1

.. Para deter,ip.~_ar_a .~celçtaiçiro <le. um fo~~te,5lurflt'te 9.vô9, F~.),31, ~,conw,fi~i,.~ 1~,wxai.,..


à sup"e"rfície ~e·. c~ntrole na su,uuperfíçi,e ext,epia, _cp{ll, um~ á,r.:~~ planij ,~orm~ a~ plt.o nq."'-...........
de; -~íqa. o:.,volµm~ _de ,7ontr~1~·:.te[1\ wiia .veiô~,t~.;er -~~~--à n:9, ~~tte~ '. -~P-.fºSU:~~~-
feita a a~álise. S_ejam ~ a: ~es~~.tênc1a d~:ar,._mR t lTlassa. ~a e~t~tQf,ª ~? fo~ete, mr;~,npw

rri: ~: l:i d~~r:~~:.;l~rc;_:~1~kir~t::~1i:rt.!,1~~i~1i~-} ,


dV/dt == dVi/dr-'~ • ;
a a~leraçlip
....r ." '

direçã'.1J y (movinient~ vertic~)


~. ! . : : ;
1

dõ fogµ~t~. A ..~.quaç,o· da q~flllt_ic;lad~ de m.9~ep.to


,_ . ' . ..J. '. • • .
, ., .,
.,
~ . - ... . .J • -- J

• •• 1. : • • - ·

)
ficará
~ ~
; (3.l l'!llI)
' t

Co1?o V é fu?ç!o sm~1ente de t, a ~xpresstro pôde ser escrita' ccimo uma ê~uiça:o~U:~:re~~I~~tí
derivadas totais · . i . ~
l

dV dVi mv,.. - g(m1 + mR) - R


dt=dt = mR +mf

A massa da carga propulsora diminui com o tempo; para uma vazão de massa.q~d4;09nat1111ie
m, mr = mr0 - m1 , onde m10 é a massa inicial de combustível e oxidante. A gravidade é fun,a
de y e-a resistência.do ar,depende•dos números~, Reiynoid,,!J ~oh (Cap. ~. Ujin?,,Como,dp;f-fl~
e tamanho,•~O foguete. Ao· considorar' a soma da -massa- do foguet0:-, G da ÇIU&fl :proptusei:a1[Bs r
J (3.1 L19)], o empuxo ritvr, menos o peso e a ,resiittência· do éU> é igual à,·Jl188-1totiaLvo-1,t\s Ull
aceleração. ,, . , 01
!,}ÇADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 135,
•'

a~f.l que o rendimento teórico de um motor de foguete (baseado na energia


(fe com a velocidade do foguete. E representa a energia por wlidade de massa
~gnt.grW~~~ra, que, ao ~ueimar, é transformada em energia cinética; E_= v,1/2,
Ílb:çjdáde do Jato em relaçao ao foguete ou v, = ..[IT. Para uma velocidade V1
relação a eixos fixos na Terra, a potência útil é mv,
V 1 • A energia cinética total,
dê tempo, deve-se à perda de massa rit Vi2/2, como se a carga combustível não fosse
queima mE ou

: · ·Energia disponível por unidade de tempo= m( E + ~i) (3.11.20)

71
mVi fe 2v,/Vi (3.11.21)
= m(E + Vi/2) = 1. + (v,"/V1 ) 2
ai ti;1dbt-ém~se d rendimento máximo 17 = 1. Neste caso, a velocidade absoluta ·do
~ 1 .)(j~, ., .

. Dl])uxttrrtum faguete vertical for maior, que o peso total mais a resistência do ar,
• .,,l ,Sílà 1nwsr diminui coiltin'(Iamente. ·Para disparar Uffi foguete dé suá base,·
1

~'vi:tltfser-rnaiót que seu peso· total. · ' · · ·· '-


h in ·:H
f (a) Determinar o tempo de combustão para um foguete cujo peso inicial é 4,903 MN.
carga propulsora. O consumo de combustível é constante, o empuxo inicial é 10% maior
HJ'e vf''= 3-300 m/s. (b) Supondo g =
9,8 m/s2 constante e que ó vôo seja vertical
· do 11~ , cnlcular a velocidade do foguete ao final do período ·de coinbustlo; slÍa a1titude a e
8l~ ça.da. ,..
~.que dá o empuxo
nu·. l H'o = 1,1(4,903 MN) = 5,393 MN = m1300
.
634,~ kg/s. A massa dis ível de ca(ga p1opulsora é 350.000 kg; logo, o tempo de combustão é

350.000 kg .
ij•· ---=214,2s
1.634,3 kg/s

(1.634,3 ks/s)(1300 m/s) - (9,8 m/s 2 )(350.000 kg - (l.634,3 kg/s)t + 150.000 kg]
-=
150.000 kg+ 350.000 kg - (l.634,3 kg/s)t

~v1 = 299,95~9,81 = _ 9,8 + _E98,t6


dt 305,94 - t 305,94 - t

V1 = -9,8r - 1298,16 ln (305,94 - r) + const

vi = -9,St - 3.298,16 ln ( l - 30;,94)


; 136 M.f:CÃNICA DOS FLUIDOS
1

i
,/
_/ Quando t = 21 4,2. s, V1 = l.873,H m/s. A alti tude pllfll, = 2 14,2.s é
y =1
. n •.J
V dt =
,-il:••·J -
- 9,8 - .l••.J (
:l2118,l 6 1 ln 1 -
, )
nA · dl
·n 2 a •u 305,.,..
.,. 117,22 km
O foguete subird tunda v.Z/?.g m após o térmmo dn combustõo. ou seja,
l.S73,24l
117.220 m + - --- m e 296,25 km
2 "li- 9,8

Pás Fixas e Móveis


)
A teoria das máqu inas de fluxo base-ia-se nas relações enlre jatos e pás. A mecânica da transferêncj
de trabalho e energia de um jato de fluido para pás móveis é estudada como aplicaçlio d
princípios da quantidade de movimento , Quando um jato livre atinge uma pá curva, lisa, co
na Fig. 3,32, o mesmo é desviado, sua quantidade de movimento varia e uma força é ,exeJ
contra a pá. Admite-se que o escoamento na pá seja tangencial, sem choque; conseqüen tm,~.n
a força de atrito resistente entre jato e pá é desprezível. Admite-se ainda que a velocjdade
unifonne através do jato, tanto a montante como a jusapte da p;L Como o jato é al;Jei to
atmosfera, terá a mesma pressão nas duas extremidad es da pá. Desprezando a pequena v ·
de cota entre as extremidad es, se houver, a aplicação d.a equação de Bernoulli mostra qli~
módulo da velocidade não varia numa pá fixa. '
li
Exemplo 3.20 Determinar n íorçn que alua numa pá íix.a quando um jato d~água, cuja Vll"Liio é 6~·
e cuja velocidade é_50 m /s, é desviado de 135° . ,
Pela Fig. 3.32 e aplkü ndo II Eq .. (3.1 1.2) nali d1re.çõ-B1J :e: e y, tem-:Sc :

)
Daí

F, "" - (1000 kg/m 3 )(0,06 ml/s)(.50 i:os- 135º - 50 m/s)= 5,lll kN


F1 = (t.000 kg/mj )(0,06 m1 Js)(50 sen 135~) = 2,121 kN
As componentes da força que ngc. na pá fixa são iguais e di! sen tido oposto :i F:x e Fy,

A0 ~Vy

,,
,&:- ~
~ ,•

)
Ao
o ------
Va
...,__.
---

Ao Figura 3.32 Jo io livre


üxn e Lisa.
AOOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 137

Figura 3.33 Jato bidimensional que atinge uma superfície plana,


fixa e inclinada.

VE1 Ou.ido é descarregado por uma fenda longa e atinge uma placa plana, lisa e íncli•
ari II rrepartiqão das vazões e a força que age na placa, desprezando as perdas devidas

ç.ão de cota ou de pressão antes e depois do impacto, o módulo da velocidade de


~dadc. inicial do jato. A repartição das vazões Q1 e Q2 pode ser determinada pela
~e!\ti~e .:d~ movimento l'\ll direção s, paralel~ à plíl~- Ne_staqi.reç~o, nt;~h_u!'1ª·
LCS'",J !l .~ pu1do; l,ogo, as componentes 4=1a quantt~ad:e· de ll'\OV1mento fQ1al e 1111c1al,.
l;.'[ 2'}: 11$rnece · ·
om i1 • ,; ·

f + p V cos 8( - V A
ffÍ i P,Pt:V•dA =O= p Vo Vo A 1 0 0 0) + p( - V0 )V0 A 2

f1~•Q,= VoAi e Qo = VoAo, ela se reduz a


i.,:J I~ .·

fJih. 1 Q, - Q2 = Q0 cose
• d ·de __,,,. ·
t'1
ºº
'5l
,.1 Q, + Q2 =
Sfll•~ lvidas em relação a Q1 e Q2
.
. · QI =
Q
T (1 + cos O) Q2 = ºº
2
(1 - cos 8)

na P~1clvierá ser.normal à mesma. Aplicando a equação da quantidade de movimento


ª!'l11ca, Fig. 3.33.
r.F.= f pv~V·dA= -F=pV sen0(-V A 0 0 0)
·se
F = pQ0 V0 sen O

flw'i.o aproveitam as forças resultantes do movimento sobre pás móveis. Não há.
alho pelo fluido ou sobre o mesmo ao escoar sobre' uma pá fixa. Quando a pá
13 8 MECÂNICA DOS FLUIDOS

(a) (b)

(e)

Figuta 3.34 (a) Pá móvel. (b) E~co:imi:!lto m..., .. ;á tr~n,formado em movimento pemumen te
graças à superposição da velocidade u para a esquerua. (e) I):~.;rar. :• · ·: "· · , . ...

é deslocável, tanto o fluido como a pá podem realizar trabalho. A Fig. 3.34a mostra o escoam
tangencial de um fluido sobre uma pá móvel. As forças exercidas no fluido pelá pá estãoJndi_~ . ~-
por Fx e Fy. Para analisar o problema, reduz-se o escoamento a um movimento permanef.ít' ,
pela superposição da velocidade u, para a esquerda da pá, (Fig. 3.34b), tanto n·o fluido, como n~á.
mesmo. O volume de controle, portanto, contém o fluido em contato com a pá e a sup~~fidlg
de c~mpreende as seções 1 e 2 normais ao escoamento. A Fig. 3.34c mostra o diagrarifp.
vetorial polar do escoamento sobre a pá. Os vetores da velocidade absoluta têm origem em (J,
) e o vetor da velocidade relativa V O - u tem a direção variável conforme o ângulo 8 da, pá,. co o
. ~

é mostrado. V2 é a velocidade absoluta final na saída da pá. A velocidade relativa v, = V0 - u tem


módulo invariável ao longo da pá. A massa por unidade de tempo é dada por pA 0 v, e, no caso
de uma única pá móvel, não coincide com a vazão em massa descarregada pelo bocal. Coruj.
derando-se uma série de pás, como na periferia de uma roda hidráulica, dispostas de forma que;
uma ou outra seja sempre atingida pelo jato e a velocidade seja essencialmente u, então a massa.
por segundo coincidirá com a vazão que é descarregada pelo bocal.
.A aplicação da Eq. (3.11.2) ao volume de controle da Fig. 3.34b fornece

r.F_.= 11n·xV·dA= -Fx=p(V0 -u)cos0[(V0 -u)A 0 ]


· se
+ p(l'~ - 11)( -(Vii - u)A 0 ]

ou F., = p(v-~ - 11)


1
A0 (1 - cos /l)

-r..F" = 1 pr·rV·dA = F>' = p(V0 - u)sén0[(V0 - u)A 0 ]


J se
ou
AD.©S=AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 139

se

--- CD
Yr-60m/ s

(b)

(e)

Figura 3.35 )ato que atinge uma pá móvel.

1
_pára urna pá única. Para uma série de pás elas se escrevem
,,/b\ 1@0(Vô - u)(J - cos O) F,. = pQ0 (V0 - ") seno
li '!
erminiir "lrl; componentes da força devida ao jato d'água e o trubalh'ó por uniuack
- 'pám\)v~l da Fig, 3.35a. .
rn ~ vollime· de controle adotado e a transformação para reg:ml' permanente . A
& ~•vetorial.polar. Aplicando a Eq. (3.11.2) na,; direções- x e y·ao volume de controlt•

~ 1 • '
li,·-;- F, = {l.000 kg/mJ)(60 m/s)(cos 170º)(60 m/s)(0,001 m2)

._+.(l®O kg/m 3 )(60 m/s)(-60 m/s)(0,001 m 1 )


F, = 7,145 kN
ri= (1000 kg/m 3 )(60 mis)(senl7íl°)(60 m:s)(0,001 m1 ) = 625 N

uF, = (60 m/s)(7,1 45 kN) = 42H,7 kW

1JJ D~.tiiippinar,.a potência que pode ser obtida de uma séri~ de pás (Fig. 3.36a, cujo ángulc
,q11p movê~ eoin uma vel~cidade de 60 ft/s (18 ,3 m/s) ~uando atingi~as por um jato cuja
1/JJ,o c.1.1ja. _wçao transversal e 0,03 ft 2 (28 cm 2 ), Traçar o diagrama vetorial polar e calcular a
D- d , J?~-1~_fll3.Jles~n~e _llº j_ato. . . .
db.j õ ~ ~o= 3/0,b3 = lÓO ft/5. O volume de controle para que o regime scj_a permani.:ntc
~ ~• -~ll di~gtama vetotiaI°polar, na Fig. 3.36c. A força que age na-sériedc pá< na dire'çãbx,
· . ~ . ·· li · • -·J
140 MECÂNICA DOS FLUIDOS

. {
60 tt/ sec (18,3 m/s) se ,
1
(12,1 tnl"'1

-
100 ft/_s_ _ _ ____

(30,5 m/s)
(a)
V, .. 40 ft/s
~ .

CD
(b)

Figura 3.36 Escoamen to sobre pás móveis.

F, = (1,94 slugs/ft 1 )(3 ft 3/s)(40 ft/ s)(l - cos 150º) = 434 lb

A potincia é

ffp ... (434 lb)(60 ft/s) = 47 4 HP


550 ft -lb/s '

A ~ t e s da velocidade absoluta na saída da pá são, pela Fig. 3.34c,


V2z = 60 - 40 cos 30º = 25,4 ft/s v2r = 40 sen 30º = 20 ft/s
)
e a carga de velocidade na saída é
V~ 25,4 1 + 20 2
- = = 16,2 ft - lb/ lb
2g 64,4

A energia cinética por unidade de tempo remanesce nte no jato em libras-pé por segundo é
vi
Qy ~ = (3 ft 3 /s)(62,4 lbi ft 3 )(16,2 ft) = 3030ft-lb/ s
2g

A energia cinética inicial disponível por unidade de tempo era


( ()()l .
(3 ft 3 /s)(62.4 lb/ft 3 ) - ft = 29.070 ft · lb/s
64,4

que é a soma da potência desenvolvi da e da energia remanscen te no jato, por segundo.

Quando uma pá ou uma série de pás movem-se contra um jato, é realizado um trabalhoso
) o fluido, que aumenía a energia do mesmo. A Fig. 3.37 ilustra tal situação; o diagrama vq~Q
polar mostra que a velocidade de saída será maior que a de entrada.
,OS UGAOOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS.E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS ~1'41

-v,=100-

1so·

Diagrama vetorial para uma pá que realiza trabalho contra um jato.

fil, ,, . · , .' e •· , ·

, o· ff.tvrb~9,1;1t~~~'8-P~rda.s~Jem g~r~, c;Je~~f~P 's_er. a~t~rmin~d~ ex~,dmen-~i;\ie


· ijnf?4~l~. g~ppietrj_capiente _sem~lhan:te._ Nos d9~l 1cas~s .~~~'r~i ª}Pli~J9
..C?fl,fillui_dàd~, e~er~.~: _q~tidade de movitp~nJp,peJIIlite det~mw)l\f'.. ~-~r,~f#l_S

li B. 1 . . . . . ..

· ,PIP8 Exl8,Dli«>. Bnisca. ;num.Conduto


! • •
l -: . . i 1 ,_ . .: : · · • • • • • • _ · • -~ • ~. ., _ • : ;

~ ,.~rg~~~to br~sco de _ ~ ~ndtifp_po~~m_,~r;_:calc~,d3$ ap~~!\~º ~fa_


fJ
e ~ .~~.~~4~je ,~oviiper;itp. Cpn~i1,reippr~pi.e~~to)~~nli1tn}~t~,
~-º
. . f cp~pfe_ssJr~l atrav~s vol~ei ,de ,c.9.n.trolf,ço~p~~~Jt~d!"l-~P.~~e ~- ~eç~e_s
·· Q b~ o,~~Fig .. 3,.38a,_t?; as_ t~fl~Oi,s 4.t:_
_çi:,,allwt\ento;~ue ~~~·,"13\.l?_aredes
111P.mmf11:t_~,iff~Q~ -~e,quen~, e9de~ ser desp~.~d.as.; Ad~,~ ~o ~~~c1™"~~tllf1Hà~~
a~;:i,d:c:~rti'.f'i.ij,'\~:e~:ª.aproajma_ç![P ~~,~~ JW\~ ~~ÇQ~AA9

P1À2 - P2À2 = pV2(V2A2) + pV.(-V1Ad


,.a ocele.ração radial das partículas nos-redemoinhos ► a0-longo da superfície, é pequena,
~U.e ºim,em geral wna variação hidrostática de p~~ss~es~ através dela. Aplicando a
ítlle ·~(3.lP,l} entre as -~ções 1 e 2, com o temro "da ·perda hr, teremos (para a = l)
. . . . . .-

( b) ' · Figura· 3.38 Expansão brusca num cotidutii'


F

l42 ,•i.ECÃNICA DOS FLUIDOS

v2 + 1'2 + h,
vi + P...! = ·...2,
_ ,l
2g 'I 2g y
tados
Isolando (p 1 - p 2 )/'Y em cada equaç[o e igualando os resul

/ . - (V1 - V2f'"
,,- -- -Vf (t -A1)2
- (3.1 l.2Z
2g 2g A2
pro~rcionaia ao quadrado da velocidade·
que mo1tra que os perdas _no escoamento twbulento silo

.Ressalto Hidnfulico
básicas para a determinação das ,perd .
O ressalto hidráulico é a segunda aplicação das equações V~
num 1esooament~ turbulento. Em oondtfd'es apropriadas'. ~ ~s~o~~to ~i(pi~o de· um
com seçlo transversal maior e
num canal muda tepentinamente para um escoament o ~nto
., conhed.d<?tomÓ ressalto" hidYrl,li
eleva'ç lo repêf1tlna lia superfície do liquido. Este fenômeno
Realmente, o escoamertto t~pÍd~fi
e é um exemplo de escoamento permanente nlio uniforme.
transfonnaçlo da energia cinética e ·
líquido sofre uma expanslo (Fig. 3 .39) na qual bif. urna
to de'. r.otaçlo (rolo~ deaenvolve'lfi
potencial e perdas ou ineversilnudades. Um movimen
mento ' .. ~nduzind~ ar Plf~ Q líq,~~~ -
_supe ~ie inclinada, na região_ da . expansão do ~scoaas perda& serio tanto_matórts q\Ji!Ífü
'lu:peffície do ressalto é multo megwar e turbulenta e
a dó ·t ~sw to ~u-~ p&raa·dé>~ ,~
a·filtura do ·ressal~o. Para profµ.ndidades pequenas, a fOrm : , ..· •
estacioná.ria (Fig. 3.40). O ressalto serd dlscutJdo poste
riormente' no Item '11.4. ·
uJÍC(j riwti ,. canal ret:ufg_tl)j
As relaçlfes éntre as variáveis envolvidas 110 ·•iessãlto hidr~ ade, ·cfa qu~ ~
ti-
11
m
s~o obtidas facilmente pelo wo das equàções -dâ ·"dontinilid
horizontal
·canal Séfá adotada ·urii t~. Â. eq~~~
movimen'to e da energia. Por convenl.Sncla, a larguri do

Figura 3.40 Onda estacionária.


ADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS· 143

. 339) será (A 1
1
=y., A2 =Y2)

fdado de movimento será

qla (para os pontos na superfície do líquido) será

-
'J-L

O•sina} posi~vo Pfllª o radical (wn y 2 negativo não tem significado físico).
~nery~~ denonúil11_das· conjugildas. Rêsolvendo a equação da energia em
ando v; e V2 ,
; -

(3.11.24)

AA9q, 1q~ é µm dispositivo muito eficiente na criação de irrevet~bilidadés,


..bue de rampas ou vertedores para dissipar grande parte da energia cin6tica
A'ffl1Wfut!ef'fóiehle 'cintara .pata I misturas em· virtude .- das agifàçM violentJs
,~_nf.ê'.t~1t·'.Medig&1·fltit~·sm•ffsaaltós~hidráuHCO"S m0stram 'Elué a, equações
ae
eto ,Y3,
!t1 I -·
com wna precislo de 1%. ·
•· .
·
1 '
S"' 1-2 m3 /a de. água, por metro de largura, descem de µm ,yprted~r,. pua um canal
dfltomunar a profun~ ~a~ _d a água a jusante neçessária para causar um reualt9_hidráulic
o
"1, J>Of metro de largura, eln kW.
1

1 [ (802)2] 2
Fatrito •-rA 20- 21
Figura 3,41 Aceleração de um líquido num conduto.
144
MECÂNI CA DOS FLU IDO S

Sub stitu indo na Eq. (3.11 .23) , vem

y2 = -0,3 + J0,3 1
+
1x 2õ1
~S06
)( o,6
.,,_ 7 m
Com a Eq . (3.1 1.24 )

(7 - 0,6)3
Perd as i s
4 X 0, 6 X 7
= l:S,6 m- N/ N
Potê ncia s/m = -yQ (pe:rdils) = (9.806 N/ m..,)(12 m.l/s)( LS,6 m) = 1.836 kW
) Exemplo 3.25 [)et erm inar , ,no re~r JY t
v,t6 .rio 4a Fig.,~ a çarga H nece.sdrill para, ~celor-ar
(0,1 5 m/s ~ o esco ame nto do óleo
velocidade perm anen te de 8,02 ft/s
,d =
0,85 , qua ndo a \lelocid».de l 8,02 ~e O.S
ft/s (2,4 4 m/s) . A carga para.
(2,4 4 m/s) é· 20 ft (6,l m) , Desprezru
Po(Je-se considerar o óleo incompr 1 - a perd a oa 1mtrada.
essível e o escoamento uniforme no
Eq. (3.11.2), o último termo é nul
o,já que o fluxo tota l~ nuÍo, conduto . Pleo aplk :açi o

2
. -V- ) -yA
7A ( H
2g
'
·
(
20 - -802
'- l ) >= - -1 ALI ' )
2g ·
i) (
Ô( g
ou
1000
H a 20 +- - x o,! = 35,S2 ft
32,2

EXJiRÇICIOS

~e q: i,a çã 9 'EF~ = _p.Q( Vx


1 - Vx6 ) .r~u er plllll a sua ded ução as 5egufnlel
lúp6t.cses
1. Ve l9c idô constante nes seções:trlltl
llwrs~s extremas
2. Eso oam ento perm anen te
) · 3.. Esc oam ento uniforme
4. Fluido oom pres síwl
S. Fhii do' 'sém atri to
(à) 1,2
(d) J.S
(b) 1,5
(e) 2 ,4
(e) 1,3

3.11 .2 O coef icien te da qua ntid ade de


mov ime nto é dad o por

(a) -1 f -V dA
(d) _!_ J (~)• dA
A A V
A ,. V
(b) .!_
A
f (~)
A V
l dA (e) 110nhu.nm das respo$taS, ante rlor es
3
(e) -l
A
f ( -V
A
V) dA

3.11 .3 O coef icie nte da qua ntid ade de mov


ime nto pa,11 o diagr1unn de velocida
.. (a) O
des da Fig. LI ê
) \D) 1
(d) 2
(e) nen hum a da.$ resp osta s ante rior
(e) 4/3 es
~GADOS
1 •
AO ESCOA~TO DE FLUIDOS ·E· EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 145

0ld11.de cm um terço de uma seção transversal é nula e nos restantes dois terços é uniforme .
dl 'l\5,91 q~llQ.~d~i,t de movimento é
(d) 9/4
(e) nenhuma das respostas anteriores,
-;:,

· ade da força gue deve. ser. aplicada para manter em equihbrio uma curva a 90°, ~e diâmetro
ij~ J!Mi.W'
escoam~nto ,e a pressão é 0,98 MPa é, em quilonewtons,
(d) o
(e) nenhuma das respostas anteriores

o)n :i 11 I •
\lit de 90ª w .cujo diâmetro é 12 in., escoa água com velocidade média de,15 ft/s e à pressão
i l'oipponenle da fqJça n,a direção da velocidade de aproximação para _rnag_ter a curva
◄ ~™
'P ~1 1
.. '
(d) 907
(e) nenhuma das respostas a,1teriores

"êl6P18tf, do 50 mm de diârnetro 1 escoa um líquido de p = l .000 kg/m 3 a 6 m/s e à


WSli:11.Wafe,dvir. A força que tende a arrancar curva do tubo é, em newtons,
(7:1) 70.,SAI 1 (e)' 141 (d) 515 (e) nenhuma das respostas apteriores

,_1 pa/ecic de u:ma grande tubulação para pressões elevadas é determinada considerando-se
~~~ 00~ .
ª,qj~II -~ dinâmica nas curvas
r~i~,,:'-JI est.Jlh.:a e
wd1roncl,. 11:~;> dinâ.mica l,l~. i._urvas
na parede do tubo
. Oh i!IAH ,, ... ,
~•\•~soiona.r as hipóteses corretas para a análise do escoamento de um j11to defletido
~dflP.":'1: · . . . · . .. . . ·
e de rrtovihíén'to dô jato é coi;istan te 5. O atrito entre o jato e a pá é desprezível
.~lffll~nil'o} ~ ao.longo da pá 6. O jato sai com velocidade-nula
~~bnta1púem-choques 7. A Yelocidade na seção traJ\s\'érsal do jato é
IÓto do bocal é permanente uniforme antes e depois do contato com a pá
,5 (b) 2.3,5,6 (e) 3,4,5,6 (d) 3,4,5, 7 (e) ~.5,6, 7

jll.to pe,anancnte atinge uma superfície plana inclinada fixa,


~- .ilMJ;'~~ rn~; nàtiÍrê~o da Jioddàde de ap~~JUrilação, não varia"
Lfoi-ça da pi é aplicada contra o jato
~)-sp~ iooluailpartesrc~iretamente proporctonáli'ab:ângulo de inclinação da superfície
e,,redH« para a porção do jato desviada de mais de 90° e aumenta para a outra
p>hente da qu11.nti~~e de movimento, paralela à Sijperf{cie, não varia
~· -~• ~ .- · l ' ' . .

dei.10 N é exercida sobre uma pá, que se move a 20 m/s na direção de seu movimento.
!'ttido ºti' ,9iuH 1'~tu p_.
(d) 100
(e) nenhuma das respostas anteriores
llr11Hi 1 ..;I :.

~,JmóVfllsp J,;;a 150 ft/s\•9 = 90Q, intercepta um-jato, Q '= 1 cfs, p = l ,,S 11ug/ft3i:Jl\l~d.
O tü ~~o ~-ealiza!;lo cont,ra as pás, em pés-libras por segundo, é ; ,. ,., ·. ·, ·, ~1 :
)
146 MECÂNICA DOS FLUIDOS

(a) 1 875 (d) 7 SOO


(b) 2 500 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 3 750
3.11.l 3 A potência, em quilowatts, disponível num jato d'água de seção transversal 0,004 m2 e velocld.n.de
20 m/s é
(a) 0,495 (d) 32
(b) 16 (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 17 ,2

3.11.14 Uma embarcação move-se na água com uma velocidade de 30 ft/s. A velocidade da água na corren«.
atrás da embarcação é 20 ft/s e o diâmetro da hélice é 3,0 ft. O rendimento teórico da hélice ~
~ 11
em porcentagem,
(a) o (d) 86
) (b) 60 (e) nenhuma das re·spostas anteriores
(e) 75

3.11 . l S As perdas devidas a um alargamento brusco são dadas por


Vf - V~ (Y1 - V2) 2
(a) .....c....- (d)
2g g

(b) V1 - V1
2g
- 1
.v2 - v2
(C) l 1
g

. 3.11.16 A altura conjugada de y = 3 me V= 8 m/s é


\~a) 4,55m (d) 9,16 m
(b) 4,9 m (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 7,04 m

3,11.q A altura conjugada de)'= 10 ft (3,05 m) e V= 1 ft/s (0,3 m/s) é


)
(a) .0,06_ft (0,02 m) (d) 10,06 ft (3,07 m)
(b) 1,46 ft (0,44 m} (e) nenhuma das respostas anteriores
(e) 5,06 ft (l,S4 m)

3.12 A EQUAÇÃO DO M.:OMENTO DA QUANTIDADE DE MOVIMEm'O

A equação geral da quantidade de movimento para regime variado, Eq. (3.11.1 ), é

F= ~ f.
ut vc
pv d'\J + fsepn •dA
O momento da força F em relação ao ponto O (Fig. 3 .42) é dado por
rxF
que é o produto vetorial de F pelo vetor posição r de um ponto da linha de ação do vetor P ~
) relação a O. O produto vetorial de dois vetores é um vetor normal ao plano definido pelos rn:esmos
e de intensidade
DIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E·EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 141

MECÃNICA PESADA··•·S. A.

Figun .3.42 Notação para o momento de um wtor.

Frsen 8
°'"
. ,e1F pela menor distância de O até a linha de açã'o de F. O sentido do vetor
Na Fig. 3.42 a força ;tende·• causar' Umh rotàçlo
l!lil't,l!lffl. füi ·mio :fflreita. no·
' ' lf~t,Pdé' o:r:Se houvesse. um! parafuso·· de· fosca direita -~rando 'neste
• .a se soltar; portanto, o vetor será dirigido para fora em relação ao plano do
1

os dedos da mão direi~ na ·direção em que a força tende a girar, o polegar.


~ &ietor. ·
P na Eq. (3.12.1),
e .
f pr x v d'\J + f (pr x v)(v~dA)
·, 1t/lU '- • :
~ ,.yJx F·== ~ (3.12.2)
Otll J;ll . Ot JIC . ·• SC .
JOJ 11'1
'dá' equaçio é o momento exercido pelas forças que agem no volume de
,ºt., •b,::~:- r~pr•senta- a variação com o tempo do momento-da 'l,U~tidade
~ -~yõtttrole~ mais• o fl~o t(?tal dô motnentb ·dá quantidade ~~ inovi-
';'W..m'i,!~mc't :·. 1~:)i,btró~. :Esta (a. ~~ geial ,do mom,mtp ~ ~iirJlid/µl~.
w\~ pe ;C9qlrole, ~p,do ,de grande. valia na '1láli&e de. certos problemas
,:exemplo em máquinas de fluxo, onde os momentos slo mais significativos

.it-3 Esooamel\tD bidimensional num rotor de bomba centrífuga.


)
148 MECÂNICA DOS FLUIDOS

Ao aplicar a Eq. (3.12.2) ao caso de um escoamento no plano xy, s-endo r a menor distâneia
à componente tangencial da velocidade vt (Fig. 3.43a) e sendo Vn a componente normal d
me~ma, teremos
. a.
F,r = 7= = j pn·,v" dA +- j pn·1 d9.J
·u 8t ·vc

onde Tz é o momento. Uma forma útil da Eq. (3.12.3). quando aplicada. a um volunie .de controlo'.
anular, para regime permanente (Fig. 3.43b), é

7== r
"Ai
P2r2v,lv"ldA2-f
"A1
P1'1V,1V111dA1

J
) Para uma simetria central comp)~ta e sendo r, I), v, e Vn constantes na ontra.4a e na saí4Di i!U
superfície de controle, a equação anterior,assumirá a seguinte forma simplifkado

·Tt' = pQ[(rv,)i - (rv, )1 ]


já que f pvndA = pQ é a mesma na entrada e na saída.

Exemplo 3.26 O torniquete mostrado na Fig. 3.44 dcm:ancga água para c:i.QJ:a e para .fora de seu plano
horizontal de modo que forma u~ ângulo 8° com o eixo t quandç ~tá parado. A ál:ea Ao da seção L?ansversai;
do escoamento é constante assim como a vazão q cfs. Para t = ô, w =O. O momento 1esistente, devido a.os·
mancais e vedações, é To constante, e o momento de inércia do torniquete vazio, am rot(lç,ii'Q,. é 11- Determinar 1
, equação que dá a variação de w em função do tempo. ·1
\ . Podemo,1 api.car ;a .Eq. (3.12.1), .O volume- .de controle adotado constitui-Sé do cilindro gerado ,Ptt,'.
' ~ o do tor~9uete. O ~scoamento de e11trada !)roce~-sc. a~ longo do.eixo _de/ofDla que ruio pqJs.Ui ,qo~yp
da qµan_t~~ade ;~~ mo_VÍJ!lentp; lo~o, o coi:ij~,~d~ - To, d~vido _a9s ~tr,ito_s, é ~ à 'o/!8~~ ~~-P.tçmP'? ,~o,
momento aa quantli.iade de moVJmento do tonuquete e do fluido contido no mefflló, nuus
o flaxo totai ~
1

momento dá quantidade de ·movimento atiavé! dll superfície de' conttole. Seja v,.
= q/2 A.o ' -

) 1
Figura 3.44 Vista l?m planta do t:omlquetc. c
da superfície de controle.
, S~AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS,E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 149

e .,;. To= 2-d f•• A pwr2 dr+ I, dw 2pqr0


- - - - (V, cos 6 - wr0 )
0
IJ dt O dt 2
r~
,~'). ··,,

l. J~ . - dw( I, + -2 pA 0 r03 ) = pqr0 (11; cos O - wr0 ) - T0


~
'
. -J, .
t.~ ....
dr.- ... 3 ,
1 li : ..
o, pqr0 V, cos 8 deverá ser maior que To, A equação pode ser facilmente integrada
º~Mi•í:JJ "1'?r fimú de w é obtido, f~n.do-se dw/d~;:: O na equação.

l ~:JprajÓtar uma turbina com uma


vazão de 10 m3/s de tal forma que seja aplicado
: na 11'1111 rotor que gire com 200 rpm e aproveite todo o momento da quantidade
~ o ,aip-.egtamc:,.,do r<>tor for.,= 1 m, qual.deverá ser, a eomponente tangencial da
~ ·!

T = pQ(rv1)e
~ saíd!l ~m v1
.cl8.lr · .
=· O. .Resolvendo
. ··
em relação a Vte• .
·
m·J ot\s · T
Vt = - = - - -10.000
-3 -N-• -
m
3
- - = 1 O m/s
e pQr (1.000 kg/m )(10 m /s)(l m) '

•n l~ .
_. quete da Fig. 3.45 descarrega 0,01 cfs (0,31/s) em cada bocal. Desprezando-se
. tnçio. A,área de cada bocal é 0,001 ft 2 (0,92 cm2).
ft4 itomiqtlà~ não ·tom• momento da quantidade de movimento e, como não há
. ellbl;•no sisteltla, então o, momento da quantidade de movimento do
tv.-Se•indlcarmos por w a velocidade angular, o momento· da quantidade de movi-

. Q,
v,1.:::11J,1-wr,=o.001 -wr.=1O-w.

v,•:r =· v~ 2 - wr 2 = 10 - ½w
1} bf ~ i ~, •

li4*.-liermovimento seja nulo,


...

.,
10 - w + 1(10 - tw) = o

w = 11,54 rad/s, N = 110,2 rpm


1

.. .li'Jsw,,3.4S Sistema com rotação devido à reação do'jato.


1S0 MECÂNICA DOS FLUIDOS

PROBLEMAS

3.1 No escoamento de um liq uido num conduto, as perdu são de 3 kW par:i umli velocidade mi!'dia de
e de 6 kW para 3 m/s. Qual a natureza tlo escoamento?

3.2 Ao triplicar a vazão num conduto, Q.S perdtl5 11UD1CnL1m 7 ,64 vezes. Qwd a variação das pardas con\.
velocidade e qual a na_turczo do escorunento?
11
3.3 No escoamento bidlmensionnl em tomo d.e um cllilldro de seção circulQJ' (Fig. 3.2), 11 vazão en'li
linhas de corrente é 0,01 cfs/ft (0,9 1/s/m) . Ao longe, a distincla entre .I\S Unhu de conente é 0.'20
(0,S cm) e num ponto próximo :ro cilindro a d.isrnncia entre u mesmas é 0 ,12 ln. (0,3 cm). C~~u
módulo da velocidade nestes dols poJ1tos. '
•JJ
) 3.4 Um campo de velocidade.s trldlmensfonnl ti dado -por u = -x, 11 ° 2y e w = S - z. Determinlll a eq
da linha de corrente que pus11 pelo ponto (2, 1, 1). •·
3.5 Um escoamento bidimensional pode ser descrito por u ;::::; - yfb'l, 11 = x/o 1 . Verificar que é o escoameq
de um fluido incompressível e que a eJipse :r:. 1/al .:+- yljb-1 = 1 iS uma linha de corrent.e .

3.6 Uma tubulação de 200 mm de diâmetJo intc.tno transporta óleo, d = 0,86, com V= 2 m/l . Numa auti'l '
seção o diâmetro é 60 mm . Determinor a velocidade nesto se,ção e a vuz.ilo em nlll.S:!l.Q. em quilogr3Jrtu pot
segundo .
,1
3.7 Hidrogênio escoa por uma. tubulo'iifo de l in. (S cm) de, diiimeuo com uma vamo em ml1SSn. de. 0,03 1b,:i,/
(0,014 kg/s). Na seção 1 a pressão é de 40 psia (2,812 kgf/cm2) e t = 80°F (27°C). Qual a velocld•d•
média?
li
Por um bocal de diâmetro maior 8.0 mm e diâmetro menor 30 mm escoam 10 1/s. Deduil:r uma exp'te~~lq
para a .velocidade do fluido ao longo do eixo do bocal, Medir ,11 ciistlinola x no longo do eixo, 11'P.~ tii
da seção do diâmetro maior. fil
1J
3.9 O campo de velocidades dado no Probl. '.L4 satisfaz a equQçiio da conti.nuld11de paro Ouido incompressíwil?
) 3.10 O campo de velocidades

q = i(Sx) + j(5y) + k(- 10=)


satisfaz a lei da conservação da m11ss11 parti fluido incompressível?
3.11 Considere-se um cubo com ll.Iest.n.5 de l m parilJclas aos cixo.s: coordenadM e localizado no
prlmeLro
quadrante de forma que um vértice coincida com a origem. Utilizando o campo de wlocidadc
u do
Probl. 3.10, determinar a vazão em cnda faC?C e mostrar que não ha.verá acúmulo dentro do cubo se
fluido tiver massa específ1ct1 constnntn,

3.12 Determinar a vazão (por pó de l:ug\lta na direção 1) ntrnvés de- cadn ludo de um quadrado cujos
víttice~
tém as-coordenadas (0,0) ~ (0,l); U,l); (l.0}, !iéndo o campo de velocidades

q - i(I6y - 12:c) + j(l.2jJ - 9.t}


e mostrar que é satisfeita a oontlnuíd.lde.

3.13 Demonstrar que a velocidadei

)
satisfaz a continuidade em qualquer ponto, com exceção dn origem.
MJJ):~·-AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 151

= 4/r.
.iltdQde$ do Probl. 3.13 é radial a partit da origem e a velocidade tem módulo, "'r
ó a lincsma, através de cada circunferência ooncêntrica com a origem (por unidade
~ .dl.m-çã'o z).

- ,'1•11q com os vetores da velocidade dos Probls. 3.10, 3.12 e 3.13.

la~5 aê:iixo entre coordenadas cai:tosianas e ~orqenadas cilíndricas, obter a forma


~ ttp~~~c em coordenadas cilíndricas.
-- 1
y iJ éJ ôr à iJ6
; = tg 9 àx = ar àx + aoôx

u"" v, cos 0 - v, sen 0 v = v, sen 8 + v, cos (J


11: no Probl. 3.14 satisfaz esta equação?

~célsúrio para que o jato alcance o teto do edifício da F~. 3.46 com a mínima
l(qu ~õ no bocal? Qual o valor de Vo?

E
o
rr,

J Figura 3.46 Problema 3.17.


,tH •· ,11,
yPu1,um TI1servatório'de 20·ft (6,1 m) de diâmetro e 40 ft (12,2 m) de altura. Qual será
_cia1· desta água se o plano horizontal de referência for tomado 10 ft (3,0 m) abaixo da
BiJ' ,1• H ' . .

..
pq~ pode ser rei!llizado pela água do Pr?~l. 3 .18 ~o escoar por uma turbín~ de rendimento
~ ('sa.ndo descarregada num reserva tono localizado 30 ft (9 ,1 m) abaJxo da base do
6r1 1 r ! ,

· GJ111ncJnlhiea, em metro-newtons.por segundo,de 0,01 m3/s de·pteo, d= 0,80, que


ÍíDnlll' dd r40'mm,de di4metro?·.
, Qnte!i.111ênaia( do·,ar; determinar a altura alcançada por_· um jato de água vertical, cuja
1~ &O"f Ys (15 ;J•m/s)·.

~\111-rdo,Probl. 3.21 for dirigido para cima com uma inclinação de 45º com a horizontal,
l)J~xima alcançada e qual a velocidade neste ponto:se desprezarmos a resistência do ar?
11 1

~'\ül{,ti 1tt'lllialhb 'quebpodp ser. realizado pelas r.orças- de pressão de um líquido·é dado por
- .~ o volume 1.(quido deslocado.

i,n,,ilaoid11ctai; 'en tre ,duas placas planas paralelas distanciadas de a é

u= - 10-y + '20 -y ( 1 - - y) . •· '. 1

a a a
)
152 MECÂNICA DOS FLUIDOS

cular--a putir da
paralela à placa e y é medida na perpendi
onde u é a com pone nte da velocidade l o fluxo da ener gia cinétlcvJdn
e a velocidade, média. Qua
inferior. Dete rmin ar a vazão em volume
cinética?
placas? Qual o sinal do fluxo da energia
cidade dada no ·ProbL 3
cinética no cubo do Prob t 3.11 para a veló
3.25 Qual o flux o de saíd a de energia
ar as duas prdf undl
. Desprezando-se ·toda s as perdas, dete rmin
3.26 No canal da Fig. 3.47 escoa água
possíveis do esco ame nto, Y1 e Yi•

16.1 ft/s ~,.-.;:2:::---------+ T


(4 .9 m/s) - 14
. ft (1 . m)
"-
1

' "' ·, Y2
A ,
8 ft (2 ,4 m) Canal cJe 10 ft ""'- , JY1 .
i
(3 ,Om) de largura ,_ _ _
Figura 3.4 7 Problemas
3.26 , 3.28 e 3.43 .

9,80 6 m/s p;~, ~ 3.48 ê1ob l~~a~


3.27, 3.44 e _3.45.

3,48 ,_ Desp n,un ~


velocidade, sobe o plan o inclinado da Fig.
3.27 Um esco ame nto de água, com grande o B.
undi dade s poss(veis do esco ame nto na seçã
todas as perd as, dete rmin ar as· duas ·prof
o B. Des ptez ~do ~ tod
longo da descida até 6 ft (1 ,83 m) na seçã
3.28 O canal da Fig. 3 .47 estreita-se ao as duas prof undi dades ponívc"
unif orme na ~ção B, de terminar
as perdas e considerando-"õe esco ame nto
do esco ame nto .
reco lher ág~ cie wn t/l.Q911
uem uma calh a instalada que perm ite deslir
3.29 Algumas locomotivas a vapor poss e ~e~ udsin,
vatório de água do tênd er. Qua l a velocidad
entre os trilhos e leva ntáia até o reser ? (/{ol a: Consldllfju
· 12 ft (3,6 6-m)· por meio de um• ~lha
zando-se as perd as, para levantar a égua regime permW1o~lcL
imen to pata .redu zir o escoament.G a um·
locomotiva em repo uso e a água em mov
com o é indicado l'lm A.ill
.no ar por uma fend a ."bidimensi.Qnal'.',
3.30 . Na Fig~ 3.49., é descarregado óJep piso pJe.no. Desp reza oao.se li.li peulas:
o óleo é desc arreg ado por baix o de uma com port a, sobre um
B
de largura. Por que são diferentes?
dete rmin ar as vazões em A e B por pé (m)
a vazão na Fig. 3.S0.
3.31 Desprezando-se as perd as, dete rmin ar
çio que permita delermln
os de tens ão superficial, deduzír uma equa
3.32 Desprezando-se as perd as e os efeit
de y/H.
o raio r do jato da Fig. 3.51 em funç ão
3.52 .
ar a vazão no med idor Ven turi da Fig.
3.33 Desprezando'\Se as perdas, dete rmin
Ven turi com a leitu ra
ionar a vazão em volume no .med idor
3.34 Deduzir a expressão que permite relac
man ôme tro da 'instaJação da Fig. 3.53 .
AOOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 153

:_:_:_:_:_:_:_:_:4 ft (1,2 m) diâm. 4 m. (10,2 cm)


:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-::-=;t=-=-=--
_-:Aguã =----------=-;':-:-:~-=-=-$
-----------------
-------------~---
-----------------
-----------------
-----------------
-----------------
-----------------
Figura 3.S0 Problema 3.31.

Figura 3.52 Problemas 3.33 e 3.62.

Figura 3.53 Problema 3.34.

:54,.'dl!:omninar V para R = 15 in:


11t H om funcão de R , na Fig. 3.55, desprezando as perdas.
r • '~ "'- .
i:bnduto liga um reservat6rio de água a outro, cujo nível está 10 m mais baixo. Para uma vazão de
,!ts~eterminar u.s pardas em metro-newtons por quilogra~a e em quilowatts.

~ ll'ó'l'l:lb11 imtill1uh 10 ft (3 m) acima da superfície de um lago lança um jato de água vertical a uma
btri11de 50 ft (15,2 mJ. Se são bombeados 0,5 cfs (14,11/s) por um motor elétrico··ae 5 hp, funcio-
1:,,J plen.11. carga, qual o. rendimento do conjunto motor-bomba? Qual a irreversibiUdade do sistema
~orh~linerito, quando se compara o zénite do jato com a superfície do lago? Q·ua1 a irr.eversibilidade
'tpóf'n IÍgUll ter c;n'do novamente na superfície do lago? ·
)
MECÂNICA DOS FLUIDOS
154

= -
- ·!- -
H diâr n . 3 in. (7 ,6 cm}

L --- 7 - =-
,.-
_j __

-- - d= 0,8
d= 1,2

H:20
t
R
diâm . 12 in.
v f
L _ __
(30 5 cm) -
)
d= 3,0
.
Figura 3.SS Pro blem as 3.36 e 3.64
Fig urá 3.54 Pro blem a 3 .35 .
pres são de 150 mm
ão de 2 m 3 /s de ar, p = 1,3 kg/ m 3 , com um aum ento de
Um ven tilad or tem uma vaz em met ro -newt.0111
3.39
é de 72% . Det erm inar a irreversibilidade no ven tila dor
de colu na d'ág ua. ó ren dim ento
se este gira a 1.800 rpm .
, bem com o o con juga do no eixo
por quil ogr ama e em qui low atts
etro tem uma velo cida de de
10 füs
ame nto num con dut o forç ado de 18 ft (5 ,49 m) de diâm -16 ft (4,~ 8 m) . Se y
3.4 0 O esco diâ meu ~ de
esc qam ento pass a por !!Plª curv a com red uçã o par a um 16 ft (4 ,88 m)
(3 m/s ). O no con dut o de
am com o qua dra do da velo cida de , de qua nto serã o mai ores ento em amb os 0.1
·- - - perd as vari m) de com prim
ção ao de 18 ft (5 ,49 m), con side rand o~e 1.00 0 ft (30 4,8 ·
em rela
casos?
Vmax (l - (r /ro) l.
1
nto lam inar num tub o é dad o por v =
um esco ame
3.41 O diag ram a de velo cida des de tica .
cida de méd ia e o coe fici ente da ene rgia ciné
Det erm inar a velo
ule nto , num tub o, é dad o por
diag ram a de velo cida des de um esc oam ento alta men te turb
) 3.42 O

da ene rgia ciné tica p~


da pare de e ro é o raio do tub o . Det erm inar o coe fici ente
ond e y é a dist ânc ia
este esc oam ento .
ruw
b, dete rmi nar as dua s pro fun dld
entr e as seçõ es A e B, na Fig . 3.4 7, são 1,9 ft • lb/l •,1
3.43 . Se as perd as ·
síve is na seça-o B. · ·
pos
ento de tem pcm1tu r11 <tF,
na Fig . 3.4 8, cad a quil ogr ama de águ a tem um aum
3.44 Na situ ação mos trad a idaqe. dQ esco ame nto
as no esc oam ento entr e A e B. Det erm inar a men or profW}~
0,00 06° C dev ido às perd ·
na seção B.
3 m na seçã o D. Par a umu perd
a 1º
3.48 a larg ura do can al aum enta de 2 m na seçã o A par a B. \'
3.45 Na Fig . did ade s pos síve is em
m • N/N entr e as seçõ es A e B, dete rmi nar as duas pro fun
0,3
cid~~~
l m , a pressão é 98 kPa e n velo
to A de uma tubu laçã o pela qua l esc oa águ a, o diâm etro é erm in ar o sen~ d.~
3.4 6 Num pon pres são 20 kPa . Det
pon to B, 2 m mai s alto do que A, o diâm etro é O,5 me.a
1 m/s . No
do esco ame nto.
) leit ura bar omé tric a é- tf~
0,1 m • N/ N, calc ular a velo cidade em A na Fig . 3.56 . A l
3.4 7 Para perd as de
750 mm Hg.
UlGAOOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E>EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS lSS

-d.A
_ tem.
-6_- r
m. H
· (15,2 cm) --L...._
-+V =m!iii

Figura 3.57, Problemas 3.48, 3..49 e 3.50.

1Flg. 3.57 para H = 25 ft valem 3 V2/2g ft • lb/lb. Qual é a vazão?


p 1.
;1 Ptl.ID uma vazão de 750 gpm, determinar H se as perdas são dadas por 10 V2/2g ft • lb/lb.
1

'PNJl,, IJIP V}!Zi,o-de 15008Pf11 (94,61/s) e,H,= ·32. ft (9,75 m), calcular as perdas n~,forma
:'i, 1 1

8 15_powas a monµu\te da se~o A val~m 5 V{/2~ e as perdas no lxlcal 0,0S V,l/2g,


;Wdo e a ·pressão em A. H = 8 m .
• f'" f
f'\{ i
!1

=
D 1 6 in. A

,_
(15 cm)
--+-~+
_ --+-_...;V..,_1

D1=2in.(S cm)í Figura 3.58 Problemas 3.51 e 3.52.

3.S 8, para uma pressão em A de 25 k,a e com as perdas do Probl. 3 .51 , determinar a vazão e a
..
:a de bombeamento, mostrado na Fig. 3.59, deve ter uma pressão 5 psi (0,351 kgf/cm2 ) no
di c}e.,corg.a. q uando a cavitação na entrada da bomba for.incipiente. Calcular o comprimento·do
tlofo JC5;11rvatótio; até a bomba, para esta• condiçill ·de operação, se a perda neste tubo puder ser
"li 'Hb?
po.r Vl/2g (0,03) L/D [(Vl/2g (0,009) L/D (m)]. Qual a potência a.ser fornecida pela bomba ao
Que porrentagem desta potência é ut_ilizada para vencer as perdas? A leitura barométrica
,il-l Jl 1
~•
1
,O•
1 • ' • . '

diâm. 2 in. (5,0 cm}


1
Tubo de
descarga
4 in, (10,2 cm)
Figwa 3,59 Problema 353.

NQ slfiio da Fig. 3;60, h1 1 m, h2 3 m, D 1 =


3 m, IJ.J = =
S m e as perdas até a seção 2 valem =
t6 Vi/2 g, com l 0% delas ocorrendo antes da seção 1. Calcular a vazão e a pressão na seção 1.

.,ei(oulu'u· prostid no ponto Jl do Probl. 3 .54 se o mesmo for um ponto de estagnação (velocidade nula) .
)
156 MECÂNICA DOS FLUIDO S

~ -:.-........::=--_- - .=--?f_ 1:-


- - -·
n..-,-,,,,;,<A,?;:;-;;_-;,~';;-;,.7

Figura 3.60 Problema s 3 .54 e 3 .55.

3, reduzi.rid o seu
) 3.56 O sifão da Fig. 3.19 tem um bocal de 150 mm de comprim ento conectad o à seção
nas seções 2 e 3. r~.
diâmetto para ·l50 mm. Se não houver perdas, calcular a vazão e a pressão

3.57 No Probl. 3.56, sendo Vs a velocidad e de saída, 1,7 v,l/2g as perdas de 1 a 2, 0,9
v,l/2g as perdas de
2 a 3 e 0,06 V;2/2g as perdas no bocal, calcular a vazão e a pressão nas seções 2 e 3.

a vazão no s:iste
3.58 Determin ar a potência no eixo de uma bomba, cujo rendimen to é de 80%, para que2
da Fig. 3.61 seja 301/s. As perdas no sistema, excluind o a bomba, valem 12 V /2g e H = 16 L

Água

Figura 3.61 Problema s 3.58 e 3.59.

3.59 A potência fornecida ao fluido (Q'YHB/550) pela bomba da Fig. 3.61 é 10


hp. Se H 60 ft e as perdM =
2
do sistema são dadas por 8 V /2g., determin ar a vazão e a carga manomét rica da bomba Hn, Tniçar,n,
linhas piezomét rica ~ da energia.
a em h p se Jf ~
3.60 Se o rendimen to total do sistema e turbina da Fig. 3.62 é de 80%, qual a potência produzJd
= 200 ft (61 m) e Q = 3
1.000 cfs (28,32 m /s) ?

-, H
H
1
J;~mm
h

diâm. 10 ft (3,0 m)

d = 1,05
l - - - ,- i

)
Figura 3.62 Problemas 3.60 e 3.61. Figura 3.63 Problema 3.63.
IBElTOS LIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS lít'~

1)1fdlil· no sistema da Fig. 3.62, excluindo a turbina, são dadas por 4 V /2g m) . A turbina, cuja.
2

to~ - é 240 rpm, tem um rendimento de 90%. Para produzir 1.000 hp, determinar a vazão . e -o
~ ~ado no eixo da turbina se H = 300 ft (91 m). Traçar as linhas piezométrica e da energia.
. ·• n·· i .· ·
~ -p1~ · · . • .· . ·
Shs perdas, entre as seções l e 2 da Fig. 3.52, forem dadas por 0,2 Vf,/Jg, calcular a vazão ent galões
~ minuto.
fllí·
p Fig. 3.63, H = 6 m eh = 5 ,75 m. Calcular a vazão e as perdas·em metr_o-newtons por newton e em
tu. ·
~l
po.bocal da Fig. 3.55, as perdas são dadas por 0,1 H, qual a leitura R do manômetro em função de H?

~m ~q,uido escoa por um conduto longo no qual as perdas s~o de 5 ft • lb/lb a ca~a _100 ft de compri-
11:,.,Qual a inclinação das linhas piezométrica e da energia? ·
2
1Fig. 3.64, 1001/s de água escoam da seção 1 para a seção 2, com pe~das dadas por 0,4 ( V1 - V2) /2g.
Á pressão p 1 é 80 kPa. Calcular P1. e traçar as linhas piezométrica e.d~ energia ao longo do d\,fÍlsor.

,dlám•.300 mm 1
t ! \
20°
l1
diâm.450 mm
1lf l "
1
{nl"""""'_._..,._-+.......___

. .
CD ® Figura 3.64 Problema 3.66.

om e o o ~ r~o de 3 BTU./s para um volume de controle pelo qual pa~a um fluido em escoa-
:mento isotérmico, reversível, com uma temperatura de 200°F e uma vai.ão de 14 slug/s. Calcular o
~umênto de· eritropia:· em 'pés • lb por '3/ug por grau Rankine. _.

Num escoamento isotérmico de um fluido real numa tubulação, as perdas são de 20 m • N/kg por 100 m
e, para manter a temperatura a l0ºC, é necessário retirar 0,02 kcal/s do fluido a cada 100 m. Qual é
.variação lu de entropia em- metro-newto ns por quilograma e por kelvin se a vazio é de 4 kg/s?

, Determinar o coeficiente da quantidade de movimento para o diagrama de velocidades do Probl. 3.41.


~l I
Calcular a velocidade média e o coeficiente da quantidade de mpviment.o para o diagrama qe velocidades
num tubo, dado por

V (y)l/n
i;..... == ~
1
orid_e y é a di_stância à parede e r 0 é o raio do tubo.

Substituindo-ie 11, por V + v' na Eq. (3.11.4), demonstrar que (J;;. 1. O termo v' indica o desvio da veloçi-
dad.e vem relação à velocidade média V e pode ser positivo ou negativo. . ..

Dcteriniriar o fluxo da quantidade ~e movimento :-ta direção ~e x · através· do cubo do Probl. 3.Ú ;
•·~Stliestão: Levar em conta à_s.séls taces do cubo.) . ·

73 ti Determinar o fluxo da guantidade de movimento na direção de y para as condições do Probl. 3.12.


• • J • • • • ; • ~- '.- -: [
i . . ... 1 • 1 1 •• 1.

aceleração da gravidade age no sentido negativo dez, determinar a componente , na dhe~iJo dez,
if 1i'8e a
''dB força·nas- condlç&s do Probl. 3 .11 . · · ·
158 MECÃNlCA DOS FLUIDOS

3.7S Detonnlno.r a componente , segundo y, da for1t.i. que age. no volume d_e controle nas cóndiçõ~s do P10bl
3.12, Consideras que: a gravidade Gg;e no iêlllído nc,ga.tivo de y ,

J.76 Qwli.5 as componenl~ Fx e Fy da íorç.a rlecessárla pata manter i:i ''c:ahca. pre't a" d11 Fig . .3.65 em equlHbrio?
Todas as pre~ões !Ião nulas na esaJa efetiva, 1

Figura 3.65 Problema 3.76

Área = 1 fl1
(0.0923 m'.1) Q1 = 2 cfs ($6,6 1/s)
.F diíim. 3 Ln. (1,6 c:m}
Cl:i =2..cfll
(56,6 1/s)
~ ·
~

Figum 3.66 Prôbiema 3.77 , Fig11ra ,3 ,67 P1oblemas 3.78 e 3,1.39,

3,77 Qual a fo.r',11 F (F ➔ ._ . •• pa:r , mil.nter .n pl:Jca. cm {epou, o 5e o 0uido d óleo. d = 0,83, que
e:~coo. ,iom Vo -
f:.:
'
3.78 Qu:il é a peso aparente do 1 ~h.eio de ;tgu.ll. 11:I Fig. 3 .67 se o p~o tenl é .11umentndo pelo Jato que
l:nc:ide perm1mentemcn.le no m~ mo'f ~
3.79 O esc1.1runun to mim bocal de um:i mJJ.nguelra para lrw.im:llos provoca um11 trnçào ou um11 compressiío
da mt?Sma'l

3.80 Quando um jato de um boc.al é utilizndo p.ar11 auxm:u: a, m11nobras de \Ull b:u:ca de bombeiroi , obler--ti:,-;i
urn._t forço maior lançando o Jato ccmtrn um.i superfície s611di1 como o cu.Is ou lançando-o no 1117
I
3.81 Resolver o .E,cempl.o 3.J6, h1Vi!r-t1mdo o sentido do t!$ronmanlo, e compn.rar o~ nn ullado~.

3.82 =
N11. C11rV11. com reduçlio ifo, FJs. 3.25 , D.t = 4 m, D1 == 3 m, O 135~; à = 50 m3/s, IY 392.2 lcN,i =
:= =
2 m, p2 = 1,4 Mh, a: 2,2 m, e :u pcrclns pod~m set d.esp:rcz.ndu. Determi.nnr ns c-,omponentes e li
Unfa1 de ação da forç;1 q_u.e deve ~r resirtlda. por wn. bloco de uru:orngem.
J 3.83 Agua l!SC!On cem unta vazão de_ 20 [fl/!. por uma tubul.1ção d.e l !! ln. de diâmetro qu.e contém u.mn c:urvn
horizontul a 9D~ . A prunão na entrada du cu:rva d 20 psi. Determinar .as componentes, para.leia u normlili
â velocidade de L1.pro11:imaçiio da força neces.51Íril1 pnrn o 0,mçã~ d11. cu:rva. Dcsprul.àt ns p-erocu.
eos AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS e EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 1-59

3 l'.tSCO!l1"_por·uma curva de 9~ cujo diâmetro varia de-400 mm:na.entrada para.60Omn'#tià


6 IQ)Jfflllrta1sa(da, A--presaão na·untrada·da curv1.1 d· de i.ao kPa e as perdas sãb de9prezí~is.
d 10 ~ ,rf1-/s,.calcular ·I\S componentes (pa,alela·e nonnal,à velocidade de aproximação)
lllllllrtilll~&(ftXJul;~LCUfVa·, . :. '-
Lffl ~ --1 •• 1 ·, , r ,·, -

1 il84, ·c.oasidorando
que as perdas na cu.rva são dadas por 0,6 vl/2g, -send.o V1 a
1 roxlmação, e comparar os resultados.

~&1.1,4.in, NO .opl.) de: diâmetro escoa.vapor. satur!ldO. com uma ~PSidacJe de 1.400 ft/s
b ílWJutâdÍg\18 :oom uma vaião do .0,3 lb/s (0;1-36'.ltgf/-s) .. QJ.tal a força qQe deve ser
. ~ IU?Mteda para fixar .uma o~ a. 90ª? · ·,r
,,, i., ,~.r, ,· ... - ~ . - . . - , ..
u perdas, determinar as componentes x e y da força necessária para manter fixo o
~J.d.1tj JlWD, pl!lflo horizontal.

/ 12 cfs (0,340 m3/s)

A
4Q cfs/ft.
i
20.ft
B

4 êt

JL
. d
t20,cfs (0,566 m 3/s)
H20 · · · Larguia 30 ft
1/,

Figura 3,68 Pioblemii 3.87. Figura 3.6!>° Prüblema 3.88:.

diâm. 12 in. (30,5 cm)

18 in. (45 ,7 cm)

~ -1
diâm.18 in. (45;7 cm)
Figura 3.70 Problema 3 .89.

tOIJllin:a:r mror,çn resultante que age na comporta da Fig. 3.69. Desprezar as perdas. Notando-se que
o
~6.saiio am A. e .B é atmosfifrica, traçar tUagtama das'· pressões na superfície AB. A distribuição é
Q.ti:Al II sua reluçfio com a força já calculada?
' . . .
~Wdb,;ão vertical, mostrada na Fig. 3.70, és'coa 61e_o para cima, d =. 0,86, coiri um! vafãó';de
~li A· pr~ssiio 11.11 seção maior é dê 2'00 kPa. D.espre~d~~.as pe~dàs, mas leva.tido.is~ e_~'.~nta o
~(todn gmvld11de, determinar a força que age na'reduçãó •. - · ' · · · " e·
160 MECÂNICA DOS FLUIDOS

3.90 Aplicar as equações da energia e da quantidade de movimento a um moinho de vento, considerand.o :<r
como uma hélice; note-se que a corrente de ar·é retardada ao se expandir na passagem pelas pás, Demons-
trar que a velocidade através do plano das pás é a média entre as velocidades da corrente de w: na.a
seções de montante e jusante. Determinar o rendimento teórico máximo-.de, um moinho .di, vento se,'O
rendimento teórico (desprezando-se todas as perdas) for definido como o quociente entre a potônci11.
produzida e a disponível num jato não perturbado, cuja área é igual à do plano das pás. •-•

3.91 Um avião, cuja hélice tem um diâmetro de 8,0 ft (2,44 m), desloca-se em ar em repouso ( p =
= 0,0022 s/ug/ft3) (0,116 utm/m3) com a velocidade de 200 mph. A velocidade do ar atraYés do pl.ino.,
da hélice é 280' Iilph (337 9 km/h) ·relativamente ao avião. Calcular (a) o empuxo· no avião, (b)a' energl .
cinética por segundo remanescente na conente de ar, (e) a potência teórica: neoeuária para acionar à
hélice, (d) o rendimento da hélice e (e) a diferença de pressão através das pás.
di.
3.92 Um barco, que se desloca com uma velocidade de 40 km/h, tem urna hélice~ de SOO mrn de diôrneuo
) que descarrega 4,5 m 3 /s. Determinar o empuxo sobre o barco, o rendimento teórico do siste ma ~
de propulsão e a potência fornecida à hélioe. -

3.93 Uma hélice de navio tem um rendimento teórico de 60%. Se o seu diâmetro é 3,5 ft e o navio 111:1

desloca a 20 rnph, qual o empuxo desenvolvido e qual a potência te6rica neoessária?

3.94 Um avião a jato, viajando a 1.000 km/h, succiona 40 kg/s de ar e o descarrega com uma veloaid~
relativa de 550 m/s. Desprezando-se o peso do combustível, qual o empuxo desenvolvido?

3.95 Um avião a j!,ltO desloca-se com uma velocidade de 700 mph (1 126,3 km/h). Os motores suociorwp
165 1 m/s (74~ kg/s) de ar e queimam 3 lbm/s (1,36 kg/s) de combustí~l, desenvolvendo um empux ~
' queimados?
de 8.0 O lb (3.632 kgi). Qual a :velocidade de escape dos gases

3.96 Qual o rendimento mecânico teórico do motor a jato do Probl. 3.95?

3.97 Um barco necessita de um empuxo de 18 kN para manter-se em movimento a 25 km/h. Quantos metro
cúbicos de áaua gor segundo deverão escoar por um conduto de SOO mm de diâmetro sob o casco Pllfl
manter este movimento?. Qual o rendimento total se o rendimento do sistema de~bombeamento ~- dJ
60%? •· ' . . l '

3.98 Qual a vazão necessária no Probl. 3 .97 se a água for succionada de um reservatório interno ao ba.rcot'1
)
descarregada na popa por um conduto de 430 mm?

3.99 Determinar o diâmetro do conduto e a potência teórica necessária para produzir um jato que dê oilgep1
a um empuxo de 10 kN num barco que se move a 12 m/s quando o rendimento da propulsão for do 68,Í-;

3.100 Na Fig. 3.71, um jato, p = 2 sluga/ft 3 (105 utrn/m3), é desviado de 18_0º por uma pá. Admite-se qµD
a carrinho se desloca sem atrito na dire~o horizontal e que s~u peso seja 200 lb (90,8 kgt). Determinar
a velocidade e a distância percorrida 10 s após o jato ter começado a atingir a pá. São dados: Ai:i
= 0,02 ft 2 (18,6 crn2) e V0 = 100 ft/s (30,5 m/s).

/
Figura 3.71 Problema 3.100.

3.101 Um foguete queima 260 lbm/s (118 kg/s) de mistura combustíwl, expelindo os gases queimacto.s çom
) uma velocidade de. 6.560 ft/s (1.999.S m/s) em relação ao mesmo. Qual o empuxo p~odUJ:f~
1.500 (2.413,S km/h) e j_000 mph (4.827 km/h)? .
· D1PADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E,'J::QUAÇÕES FUNDAMENTAIS 16_.J,

Jjmonto moCiÍJllco de um foguete que se desloca a 1.200 m/s e expele os gases com uma
e 1.800 m/s em relação a ele próprio?

te pode 11! deslocar com velocidade maior que a dos gases expelidos? Qual é o rendimento
qu11ndo o foauetc ~ desloca a 4.200 m/s e os gases a 2.800 m/s em relação ao mesmo? O
dé&ewolrldo é-. positlvo?

9 ~19 · qual o empuxo _no instante do término da combustão?

'a- P:ibtênêia do ar, qua_l ~ _vel~cidade de. un:i__foguete V-2, dirigid? seg_undo a vertical,

f o dJJpitrt1do? A massa 1mcial e 13.000 kg, o a>mbustível queima a razao de 124 kg/s e
x lldo, com ·'il, = 1.9S0 m/s. Considerar g = 9 ,8 m/s •
2 · '

a alcançada palo foguete do Probl. 3.105 após 68 s?

',ij ; éombu.ftt'vel se esgoW após 68 s, qual a altitude máxima alcançada pelo foguete do
,.
llfli no, fo~te -do. Probl. 3.10S após 68 s?
W:- '
'{illl polar para uma pá, de ângulo de saída 6, que exerce trabalho contra um jato.
• ,J'l -i ,·..

ti,J)~uo-~ na pá 4a J;-'ig. ,3.32. São dad_os Ao= 0~1 ft J92,9 i;m ); Vo ~


2 2

;.,pn;:s,60°;,., = 601b/ft3 (961 kgf/m~). Como pode ser determinada a ~ha dl' ação?
t

~-"*~ é ,desviada ~U~"-.das,d~ções'. Ql,l81 o ângulo 6 da placa?

r,~M-~lo"cidade u oontra u.m jlito; como é mostrado pela Fig. 3.72. Deduzir a
ttonnlnar a pqtência necessária para deslocar a placa.

Figura 3.72 ProblerQas_3 .112 e 3.113.

~ u o carrinho da Fig. 3.72 deverá se afastar do jato a fim de que este reaJiu o máximo
r•'l :
po,itilte3 Fx e Fy necessárias para manter o desviador da Fig. 3.73 em equili'brio. Q 0 =
ooo~~m,;: vo_~ 12om1s. _
da FfJ_. 3.73 mo~-se na direção x com u = 40 ft/s , sendo Q = 2 ft 3/s., p = 1,935 slugs/ft 3
qi 11.i..tb's ,óbrtipontrité fFx e·Fy da força aplicada? ·

da flg, 3,74, determinar as componente s da força nas segu.intes condições: Q0 = 101/s,


4S' ;•e '= goº, 82 = l20º ,· Vo-= 10 m/s; p = 830 k3/ m 3 .
:- : ·~·· .' ' ~ ·, ~

lama nnterlor por composição gráficaide ~tores.


)
162 MECÂNICA DOS FLUIDOS

Figura 3.73 Problemas 3.114 e 3.115. Figura 3.74 Problemas 3 .116 e 3.117.
)

Qual dever
3.118 Qual a velocidade " da pá da Fig. 3.34 para que seja desenvolvida a máxima potência?
o ~guio 8 para a máxima pot~ncia? 1 1

3.119 Traçar o diagrama vetorial polar para a pá m6vel da Fig. 3.34, sendo Vo = 30 m/s,"
= 20 m/te fJ d 16t

3.120 Traçar o diagrama vetorial polar para a pá móvel d.a Fig. 3.34, sendo V0 °= 40
m/s, " = ""' 2ôrfh
. . -
8 = 150 · º.~
' \

série de pás (Fig.1 3(


3.121 Qual a potên · ue pode ·ser deserivolvida por (a) uma única pá e (bJ pdr uma
quando Ao= 10 in. (64,.5 cm ); V0 = 240 ft/s (73,1 m/s) , u = 80 ft/s (24,4 m/s), 8
2 2 = 17f e o qu
~~ . . .

no bordo de i,rq
3,122 Determinar os ângulos 9 1 e 62 das pás da Fig. 3.75 para que o fluido entre na tangente
da pá e saia sem compone nte da velocidade absoluta na direção x.

)
Vo = 130 ft/s
(39,6 m/s)

_ 100 m/s.

Figura 3.75 Problema 3.122. Figura 3.76 Problema 3.123.

de um jato (Plg .
3.123 Determinar o ângulo 8 necessário para desviar de 130º a velocidade absoluta .· l

força exercida na dite


3.124 No Probl. 3.29, para captar 301/s de água com a locomotiva a 60 km/h, qu~ a
paralela aos trilhos?
1
ementeJo ~8') ~
) 3.125 A Fig. 3.77 mostra um orifício chamado dispositivo de·Borda. O dispositivo é suflcient
nulo. Ch16u)b
que a velocidade do fluido nas proximid ades do fundo do tanque seja aproximadamente
a relação entre a área do jato e a do dispositivo.
·os..AOESCOAMENTO DE FLUIDOS E'EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 163

Área =A >>Ajato

- - - ------Âdisp.

Figura 3.77 Problema 3.12S.

l,im,,snibilidade, em pés-libras por libra massa, do escoamento de cfs de um líquido, s.


•, atrnvés de um alargamento brusco de um conduto de 12 in. de diâmetro para i4 in.
=
24 in. g 30 ft/s 2 •

) iQ..otm qe diâmetro escoa ar a p = 10 kPa, t = lOºC e V= 60 m/s. O /conduto


_ ·_· ' wri 1liêJnetro de 800 mm. Considerando o gás como incompressível, calcular
1[metro~ru,wtons -por ~;wton de ar, e a diferen.Çi de pressões em centímetros d'água.
1 ' .
D:quãrido 4 m 3 s d'água são descarregados num reservatório por um conduto de
l. 'lli>me~sn?,
II~ •
füj lêáls~ lirttlte, em que y 1 = Yl, na Eq. (3.11.23) obtém« V=../ gy.

6 m de largura, onde escoam IS m3/s de água com uma profundidade de 300 mm, ocorre
~áu~q,. Deteryninar Y1, V1 ~ as perdas em me~o-ne?'ton~ por newton, em quil9wat~ e
.lflor quifogra:ma.~ . - '
' '

le~sio,'. r~ª
~ ,re.ss_al_to ~~~áutico num
· l~ .~~ção ,, vertical). .
canal cuja seção transversal é um triâng~lo

Jl.24).

~ ua1ntro haja perdas no escoamento através da comporta ~a Fig. 3.78 e despreiando-se


=
20 ft (6,l·m/s) ·e 'y1 = 2 ft
mliíâr·.J12 e/âs :perdàs no ressaltei hidráulico, sendo y 0
&eildo em que fundamento desprezou~e Y6/2_g?
Jll 1 ' ' .• . ·

Fiallf••~-76 P.Joblema3.133.

mesm11S hfpdtesD-s do Probl. 3.133, sendo Y1


►' ,~ ' ' '= 400 mm e Y'l = 2 m, 'determinar y 0•

il csnw1h1pótaoos do ·Probl. 3.133, y 0 = 20 n ey'l == 8 ft; Calcular a vazão por· pé de largwa .



pc,qln~•n0Lcilco11JI1e·nto ao longo do vertedor da Fig. 3.79 são 2 m • N/N e a vazão por metro de
0

!é' 10 m 3/s, determinar a cota do piso para que ocorra o ressalto.


164 •MECÃNICA DOS FLUIDOS

El50m

El 30 m

Piso
1/,

Figura 3.79 Problema 3.136.

)
16 ft
(4,88 m)

1--- 1.000 ft (305 m)


-v

r
Figura 3.80 Problema 3.137.

3.137 Água escoa no tubo da Fig. 3.80 com uma velocidade V= 8,02 ft/s (2,4 m/s), sendo as,pl!r~
aceleração da água no tubo ao se retirar a obstrução no fim do mesmo.

3.138 Água escoa pelo conduto da Fig. 3.8L Num certo instante, p 1 ~O ~i (0,703 kgf/cq-i 2), p 2 ~ ~
=
V1 = 10 ft/s (3,0 m/s) e a vazão aumenta na razão de 1000 gpm (189,241/s) por minuto. Determln
a força Fx necessária para manter o conduto em equihbrio.
)
3.139 Se na Fig. 3 .67 Q2 =1 cfs (28,3 1/s), qual o pesp apllfente do tanque? Admitir que não haja tfanJ~
damento, que o peso do tanque seja 20 lb (9 ,1 kgf) e que a profundidade da água ~jade 1 ft (0,3 m,

3.140 Na Fig. 3.43b, r 1= 120 mm, r'l = 160 mm, 11,1 = O e vn =


3 m/s para um rotor de bomba cen.tI (f~
que descarrega 0,2 m 3/s de água. Qual o conjugado que deve ser aplicado ao rotor?

3.141 Numa bomba centrífuga, 400 gpm de água saem do rotor, cujo diâmetro é 8 in., com uma componeli(t
tangencial da velocidade de 30 ft/s. A água entra no rotor na direção radial. Para uma rotação do rottv-
de 1.200 rpm e desprezando-se as perdas, determinar o conjugado no eixo da bomba, a potência f9meaid14
1
e a energia fornecida ao fluido em pés-libras por libra.

3.142 A vazão de água numa turbina que gira a 240 rpm é de 40 m 3/s. Para produzir 42 MW, qual deve scr1a
componente tangencial da velocidade na entrada do rotor, onde r =
1,6 m? Todos os turbilhões 1e
anulam quando a água sai da turbina e desprezam~e todas as perdas. Qual a carga necessária p.ara' a
turbina?

3.143 O torniquete simétrico da Fig. 3.81 não tem atritos e descarrega uma vazão total de 14 gpm (0,88 ·1/s) 1
Determinar a sua rotação se os diâmetros de saída dos bocais são de 1/4 in. (0,6 cm). ,

3.144 Qual o conjugado necessário para manter o torniquete do Probl. 3.143 em repouso? A vazão totnJ. tlll
água é 2 1/s.
, OS LIGADOS AO ESCOAMENTO DE FLUIDOS E EQUAÇÕES FUNDAMENTAIS 165

,in. (20,3 cm) Á A

('_t_5º
U)
Figura 3.82 Problemas 3.143, 3.144, 3.145, 3.146.

u · ijqj~o ~sis~'hté d,{O,SO:lb •ift (Q,07 m, •-kgf) no eixo do Probl. 3.143, qual a rotação?

Jftlconjugado resistente de 0.01 w 2 no eixo, determinar a rotação do torniquete do Probl.

'll ~' ·.
..'. .·.
'I .

'
)

CAP íTU LO 4 ·

AN ÁL ISE DIM EN SIO NAL E


S ·EME LH AN ÇA ,DIN ÂM IC

para a nossa compreenslo


Os parâmetros adimensionais têm contri buído de modo significativo
o hldráulico, no qual a.rela~ati
fenômenos de escoamento de maneira análoga ao caso de um macac
númer o adimensional que
entre os diâmetros dos pistões determ ina a vantagem mecânica, um
experimentais restritos seJBJJI
independente do taman ho do macaco. Eles pemút em que resultados
nteme nte, diferentes prop
apliciíveis a situações envolvendo dimensões físicas distintas e, freqüe
neste capítu lo, alia~
dades dos fluidos . A noção de análise dimensional que é introduzida
) possível esta generalizaÇ!o d()
compreenslfo da mecânica do tipo de escoamento em estudo , torna
múltiplas já que é po~ '~õl
dados experimentais. As conseqüências de tal generalização são
de uma experiência espeo{fi
descrever o fenômeno no seu todo e não ficar restrit o à discussão
selecionadas para descob
que foi realizada. Assim, é possível realizar poucas experiências bem I
tantes e·conomias em tem e
as facetas ocultas de um problema e, em conseqüência, obter impor
idos a outros engenh,eirqs
dinheiro . Os resultados de uma investigação podem també m ser oferec
uso. Igualmente importante
e cientistas de uma forma mais compacta e sugestiva para facilitar seu
é o fato de que, através de tais oferecimentos de infc;>rmação
incisivos e ordena dos, os pcsqul$1-
do proble ma em pauta.' Este
dores estão aptos a descobrir novos ·aspectos e ·novas áreas de estudo
icado se não dispuséssemQS
progresso ordenado da nossa compreensão de um fenôm eno seria prejud
que trata principalmen te. d
das ferramentas da análise dimensional . No capítu lo seguinte,
o de Reynolds. No Ga~
efeitos viscosos, um parâm etro é muito significativo, a saber, o númer
6, que estuda escoamento de fluidos compress(veis, o númer o de Mach
é o parâm etro adimensionâl
e tem a maior expressllo.
mais impor tante. No Cap. 11, que trata dos canais, o númer o de Froud
a relação entre ~éltl
Muitos dos parâm etros adirnensionais podem ser entendidos como
outra. Se algumas forças, num
) forças cujo valor indica a importância relativa de uma delas face à
nte é possível desprezar.
determinado escoamento, são muito maiores que outras , freqüenteme
compl etame nte deteITlllllar!o
efeito das forças menores e tratar o fenômeno como se ele fosse
ANÁLISE DIMENSIONAI, E SEME.l,,~ÇA DINÂMICA

!D:t.~RSiJ~. l;Sto significa q~ prqcessos JMtemá~cos e experimen~s ~ f)!!l~s,


•· , e1~á~i~, po4em ~r: _usa,dç,s, para r~solver o, prob,J~~a. Nas SÁ~~~l1~nij9
· -~ ,!la m~ma•ordem de. gran@za,, _tai~ como_ fo~as de m~.rciat. ~~i;~
ci, ~ IÚÍM !d~cas e~ciai$ .. Após u,iµa 4isc~ão S{>pre ~ime.os~~, ah~
p~~~o~ a,dimensionais, sfo apresentados a semellµmça dimtmica e os ~St}14R~

nu,,, .
J~91Q1~s,probi~mas práticos 4e mecânic;a dos fluidos reqµer t~~tt~ de~nv9\-
resw~d.os ~xperimeµtfli~. Atrav6.s de. um .agru11i~çnto, ~ . _si;ande.~
~
' W)S,jidjnJensionais ~, p95síyel r~duzjr, o n~ro ~ ·vaqãv~is p~~~~s. e
o oompacto;(çq~~s ou S{áficos), ,pli94,vel -~ to4as as_ situaç~ps ~~~ntes.
· lfl escrever a equaçlo do mo~ento I:F = ma para uma partí~ fluida, in~l~do
· ti.~ ~e força :agentes, tais como forças peso, de pressão, mcosas, elásticas e
cftL .rts'ttltaria' uma equação igualando a s_orna dessas forças a ma, a força de
co.rre em todas as equações físicas, cada termo deve ter a mesma dimensão que
io tçà. A dhiislo de cada termo da equaçlo por qualquer um dos termo, tomada
1

onsional. Por e;xemplo, dividindo-se to_da a, equaç(o pelo termo correspondente à


a, resultada uma soma de parâmetros adimensionais igualada à unidade. O valor
~ 9ualquer., quando ~mparado com· a unidade, indicaria sua importância. Se
l~·i 1fqúa. ç lo por um outro-termo, digamos o termo correspondente às forças
_J~ fa:-d1l'mi ótitro ~onjimtb ;de. pai-ânietros·ladiine/isioná?~. Se:riii conhecimentos
~J~t·~fé!!~•:~t~• ~•'=;º;~:!º~~~re1!:~
o. · ~ d~' iib Item 3.fl. A"equaçlo da quaritidade dê movin\erito 'páfa este caso
'I 1'J I f . . . . . .. ' .
2 2 V, ·
YY1 _ YY2 = t Yt Y (V _ v,) (4. 1 1·)
2 . 2 g 2· l .• i

2
!2 Yi 11 - (yY12
) ] = Vf l:'. y1
g
(1 - Yi)Yi
Y1 Y2
t ~r,, ~tundo .membro representa as forças de inércia e o primeiro membro as força&
;l "a~fo da·"grayid•adé. Por· esta equação verifica.se que essas· forças··s10 de igual
-~ ....... .... T .•

rr. iºHt~:/í~~~/ó't~rmo -yy.2/2 tem ~ensd~ dt(força ·e·nmltipU-ca um núm~ro


·q J~Ãl#J~~o ~•~ ge~me.tria do ressalto hidr,árl~co.
O
· · gj i 9.uw;,fci pe1~0. tF,rmo caract~r{stico da ge.om·etria do ressalto (1 - y"/y 1 ) e
ra re,v e~~l~~-~ d~/o~ç, pe_so, temos _ ·

_Vf ~ !Y2(t + Y2_) (4.1.2)


gyl 2 Y1 Yt
1 li i•

cl~b que o primeiro membro é a relação .entre as forças de inércia e. peso~ ·émhora:a
)

168 MECÂNICA DOS FLuroos

re pre,sen t.ação expJ i'cita dessas forças tenha sido prejudicada _pelo cancelamento dos termos com
no numerador e no denominador. Esta re1nção é equtvalent.e a um panlme.tró a-dimensionliJi ó
qu-aclrado da número de Froude , que sera discutido em detalhe mais adiante neste capítuia,lj
também interessante: no'tar que esta relação entre forças é conhecida desde que seja dado y V,; 1
Independentemente dos valores de . v~ a y 1 . Desta obse[Wção podern:os obter uma avalia9(ô'
maior olc:mce- que a Eq. (4.1.2} tem em relaç-ão ã Eq, (4,Ll).embora uma.seja apenas um ar
da outra.
Ao s_e escrever a equação da quantidade de movimento que conduziu à Eq. (4.1..2.}, some~ -
as forças de inéroia e peso fomm inclufdas no enunciado origina] do problema. Na verdaõ~, b'u ·
__ ___,,, forças estãc.- presentes., como forças do tensão superficial e viscosas ; estas fo,am desprezadas .
serem pe.quenas quando comparadas com as forças peso e de inércia; contudo. só a expeJftffi
) com o próprio fenómeno, ou com outros semellMmtes, jmtifican-a essa s.fmplificaç.lio tnio:hil.:
exemplo, se a.. viscosidade tivesse sido levada em conta. por não se ter certeza da. ímportânoiã ._
seu efeito, a equação da quanticfade de movimento tomaria a forme ~

resultando

Esta relação é mais completa que a dada pela Eq. (4.l .2), Entretanto. a experiência mos;,
que o segundo tenno do primeiro membro geralmente é uma pequena fração do primeiro tç ;
que poderia s.er desprezado nos ensaios iniciai's de um ressalto hidráulico.
Na úlUma equação podemos considerar 11 rnzil:o YllY I como uma variável dependen1w·
6cn determinada para cada um dos valores das relaç,Oes entre forças VrfgyL e FvíshYl, eti •
d.idas como varldveis Independentes. Pela arul:Use anterior c~nc]ul•se que esta ultima variável 1teín
apenas um papel secundário na d~ttlrmfoeção dos valores de y,/y 1 • Deste modo, se observarm~
que as relações entre forças V?/gy 1 e F\1shYi2 têm os mesmos vaJ.ores em dois ensaios d.istinti,
devemos supor, com b~se na ultima equação 1 que os valores de y 1/y I coincidem nos dois c1 1)5.
Se a relaçifo V tfgy I for a mesma nos doi.s ensaios mas a relação F viJ;/'YY l, que tem pou
influência :neste caso, .não for mantida. conclui-se que os valores de YllY I são aproximadatne,
os mesmos para os dois oasos. ,
Nisto se baseia grande parte do resntante do caµítulo. Se pudermos reproduzir num q ~
de modelo as- mesmas relações geométricas e as mesmaS relações de fo rças que se verifican{ 1
p_i:otótipot ent[o a s~luÇ[o adimensional _pata o m~dela <! válida e~ ambos os; casos. Como.'~
v1sto , muitas vezes nao é possível obter a 1gua.ldadc de ·todns as refações: no modelo e .no prot<Stl ,
Nestes casos procuramos preparar a experiência de tal sorte que, dentro do possível. sêJ
mantidas as igualdades das .relações entre ·as forças preponde1ántes. Os resl1Jt11dos obtidos a par r
de um tâl ,estudo incompleto ·são freqüentemente suficientes para descrever o fenômeno coni,o
grau de detalhe desejado . 1

J Para situações complexas pode n[a ser possível escrever-se uma equação que relacione as
forças aplicadas, utilizando-se então um ouh:o método, o da análise dimensional', se foreJ
conhec!d:a:s as gtandézas que intervêm no problema. ,
.!t5f: DIMENSIONAL E SEMELHANÇA DINÂMICA 169

9 ouvátiàs forças podem ser de pouca importância, restando. talvtz duas


íJfl de grandeza. Com três. forças da mesma ordem de grandeza obtêm-se
si.anais; uma seqüência ·de dados experimentais obtida num modelo·
.J ~ffiniece-as·:relações entre os parâmetros~ válidas pua toqos os de"1a'i1

l --.: L·~~,_-i·:
1 ·--'[

. ,. '
" .

ctio adimensional comum na mecânica dos fluidos dentre os seguinté~ ·~tmÓs! .


1·,.'
(d) peso específico
<e> nenhuma ctiis respostas anteriores

~ ·s10 f~rça, massa, comprimento e tempo, .relacionad~ pela segunda

F = ma (4.2.1)
~ ~~: forcun estudadas no Item 1.2. Para os sistemas· dsicos•mais' gerais'

lq
"1h~1~~~t1bo:~::;:~o~::;;:~Js: -~:i~:::H:;e;~~;;:!~~;
g.lf'bóiita' i:feíios térm!CÓ• ,jd qué ili '~qUáções & éstâilO ·ie!âblonáfu
~e-temperatura. · ·· · ·
O':J ? ,- ..- . '.,, .

Uffiiinsões das grandezas físicas usadas na mecânica dos fluidos


1 '" (!- . . :

S(mbo/o Dimensões (M, L, n


L
t T
m M
F MLT" 2
V LT~ 1
a Lr 2
A e
Q 1!r 1
6.p Mi-•r- 2
g LY-1:
p MC 3
i' ML- 2 r- 2
rnlÇYi!r; µ Mr1y-1
mítica

1
~-
JJ;d~' v~lumétrica
V

f1

K
J.!T-1
Mr 2
MCI y-2 .
170 MECÂNICA DOS FLUIDO S

A segunda -lei de Newton na forma dimensional é


F = MLT- 2
mostrando que apenas três das dimensões são independentes, Fé a dime~são de .força,
M, 1
massa, L a de comprimento e Ta de tempo. Um sistema de unidades corµume nte.erµp ~ ~8A o
u usai
análise dimensional é o sistema M, L, T. A Tabela 4.1 é uma relação de algumas grandez
no estudo dos escoamentos, jwitame nte com seus símbolos e dimensões.

EXERClCIOS

) 4.2;1 Uma combinaç ão adimensi onal de tl.p, i,, l, Q é

(a) !}g /1
(d) tiptQ
p

(b)
pQ
!J.pfl
(e) H,~
pi
(e)
!J.pQl

4.3 O TEOREMA n
. . . . . . •~tt
a físico e!ly~lvendo r,_p:
O teorema ,n. 9µ de B,11ckin 8'1~,*. d,.e monstra que,. num pro~.Iem
• . •" • • .• 1 1 . . 1 ;,.

nas quips CC?mpaJe~m m,: ~eqs~ ~., as grandezas pode~ s~r ~grup~'1as ~~ ri - '!}. !>M
• . . • • • ··' • ' . ,
.

adimensionais independentes.
Sejam A 1 , A'.l, A 3 , ••• , An as grandezas envolvidas, tais como pressão, visco~1
·
) velocidade etc. Sabe~e que todas as grandezas são essenciais à solução devendo pois existir
relaç!o funcional
F(Ai, A 2 , A 3 , ••• , A,,)=0

Se 11 1 , Il2 , •• • , representam grupos adimensionais das grandezas A 1 , A 1 , A 3 , • • • 1

dimensões envolvidas, então existe uma equação do tipo


f{Il 1, TI 2 , Il 3 , ... , n,,_'") = O
'1

A demonstração do teorema Il pode ser encontr ada no artigo de Buckingham e noJi


d
de Sedov relacionado na bibliografia ao final deste capítulo . O método para a-determinaçlfe
parâmetros n consiste em se escolher m das n grandezas A, com dimensões difer~nt
e,s.
contenham entre elas as· m dimensões, e_. usá-las como base** juntamen~e com WH,á/das
out
grandezas A para cada n. Por exempl o, ponsideremos que A 1 , A 1 e A 3 contê,m M, .C, e T, .

• E. Buckingham, Modél Experim ents and the Form of Empirical Equatioh s,


Trans. ASME,
.
) pp. 263-296, 1915.
0 f. essencial que nenhuma das m grandezas escolhidas para formar a base seja derivada das o~tras 1m
da base.
~ ~-,.USE DIMENSIONAL E SEMELHANÇA DINÂMICA

.,em,cada uma individualmente, mas em conjunto. Então, o primeiro parâmetro n

n -1-
AXlAYIAZ
l 2 3
IA 4 (4.3.3)

_ções, os expoentes devem ser determinados de tal forma que cada n resulte adi•
0 pns(5es das gf8..!1~~zas .4 s,ilo su~stit~ídas e qs,ie-~ppent~s de ~~ L e _
T são ~pdos
.wq. 1~sto 1
cpn<luz a t,ê~ equações, a três inçógnitas, p~a.~ada parâme~ro n, de .modo
ntes .x ,y e z e, em conseqüência, o parâmetro n podem·ser determinados.
'· Miê~~ d4Jwn~~-.esiijo e~vol'1das, de\'.e-se se};çiqnar dµIIIJgfande~ A Pillª for;mar
":~ a\las eqUflçq~s,a 4u~ iil~gnit~,par;t, cada n. :
· ui~ AA'!~, Q, cor,.jun*q·· ~e- gwJ.d,ezas A é i~ ,que..0$ .~nsion~ ~: -~vid,:,r,.t,es, por
:se-rvaÇlo. O caso mais simples é aquele em que duas grandezas têm as mesmas dimensões,
- smJlBrún.ento, quandq,en~<J o quoc~nte deste_, d.C?i_s termos é o própqo_par~etro n.
de.cálculo será,ilustrado, poE-,vários ,exemplos.
ob~ü · ,
_oi1',l
Admite·-se que a vaiib' através de' um tubo capilar horizontal depende·da quedi de pressió
da comprimento, ·tlo · diiine'ttb e -dá' viscosidade'. Determinar' a fomli dà eqUa~~r qüé' íége o

pandew e auas dimensões são tabeladas a seguir:

Grandeza Sfmbolo . Dimenl6e1

Vnzão Q er-•
Queda de pressão/comprimento lip/1 Mr 2 r- 2
Diâmetro D L
Viscosidade µ Mr 1 T- 1

F( Q, ~p, D, µ) = O
fü tu5s dimensões, e, como são quatro as grandezas, obteremos um parâmetro n:

tulndo-!e, at. dJmemões,


1 . .

IT = (I!r- 1 r 1 (ML- 2 r- 2 y1 1!1 MC 1 T- 1 = MºIJT1.


~poente de c1111tl dimensão deve ser o mesmo em ambos os membros da equação. Com relação a L,
3x 1 -2y 1 +z 1 -1 =0
172 MECÃNlCA DOS. FLUIDOS

e, analogamente para Af e T,

4 1 +1=0
- ;'rr - 2_y, - 1 = O

n= QJJ
D" Ap/l

Resolvendo em relação ;i Q,
. ApD"'
Q .,,. e , ,;
) dpnde se verifica que a nruill.!e dimensional não fornece nenhuma informação sobre o valor numédoô' ' ,,n
constante adimenslonlll C: 111SXpcri8ncia. (ou a análise teórlca.) mostra 4UO seu valor é n/128 t"Eq. '3 i2.10d)] . I I.J"'
oll}

Quando se· utiliza a análise dimmsio.nal, as.. grandezas· que intervim num problema· devem ser
perfeitamente conhecidas. Se tivéssemos considerado a vtxoosldsde o.h:temática :ao mvdf'rh
viscosftiade din:tinica no ·exerbplo anterior, teríamos óbtido uma fórmula. ibooneta~·
- ' . . ·,;.. 1

Exemplo -4~2 Um ve.rtedor triangular é uma placa: vertical, com um cntnJhc de ângulo de ab'e n ~
na sua parte superior, colocada tramversaifl'lentt num • canal. O ' líquido no canal d rt1 tido e obrigado •ir escoar,
pelo entalhe. A vazio Q é umà oe,rta função da cota H da -:;u.pe.rfíci.e liVIC a montante do vi:rtedo.r, medida ·
partir ,d9. Í'11199 4P. en~~ . Aldrq disso, a vazio depende du.. acçJeraçio da gra~d!ldC e da. vel,;>cidn.do ,
de ij_pIOximaçiQ _aQ ~Fté<l_ot. Dct~tmlnar o forma da e-quação,que fome~ a vazão.
Uma relação funcional
F(Q, H. g, V0 , .f,)-= O
devc:,r transformado numa mlação entre adimensionah, (/) é adimen:sional, logo ii um p:uâmctto n.. Son:um.te
duas dimensões são U5adllll, L e •T. Se g e H são a.li grandez_as da base> . ,
) IT i = B r 1fl''Q. =J.:',, {LT-1.)',.cJT- a
nl - W 1g'Wo ~ ,C'•(LT -'1 )'•Lr l
Então ·

-2,. -1 = O
5 1 l l
dondex 1 = -'j"",Y l = -"i",X:i ::::i - 2,Y:1 == -,,e

ou

Esta relação pode ser e5crltti


)
ANÁLISE DIMENSIONAL E. SEMEJ,Jl:ANÇA DINÃMICA 173

il;~s,desconhecidas. Resolvendo em relação a Q,

multndos experimentais ou de uma análise teórica para se obter informações adicionais sobre

l)sso:m escolhidas como base ao invés de g e H,

n1 = H.,.•vt'Q = E 1(LT- 1)'•er- 1


n2 =w 1 yt1g""' EJ(Lr- • )'1 Lr- 2

x1 + y 1 + 3 = O Xz + Y2 + 1 = O
-yl - 1 = 0 -y2 - 2 =O
r= - 1, X2 = 1, .>'l = - 2, e
gH
n1 = yzo

1nl"• ,
:il' ;_
y~e,trQ\.O pode ~r invertido ou_. elevado a-g\lalq~er potência sem alterar seu caráter .adi-

_. fi contém os mesmos parâmetros que _li mas não pode ser a mesma função matemática. A
1
tld1 não é, em geral, muito útil_ porque freqüentemente Yo pode ser desprezado em vertedores
rn.ostn que uma variável pouoo importante não deve ser escolhida como grandeza da base.

odo para se determinar novos conjuntos equivalentes de parâmetros n consiste


oa..eiementii)s. do primeiro OQnjunto do um modo arbitrário. Assim,'. se q\Jatro parâ-
de:ntew,1lr,··U2·, Il3~ Il4 sfo· conhéoidós, o ·elemento
rrª = rr~ rr1 rr~lrri•
1 2

~tes escolhidos ã vontade, resulta num novo parãmetro. Então I'Ia, Il2 , Il 3 , Il 4
q~q
t
cpp.jwitç>._ &te pl'Qcesso poçle ser repetido para a obtençãQ_ ® tqd<;>,~,
. .
op
- ~ ~ 1

~~3 A perda de carsapor unidade de comprimento t:.H/l no escoamento em regime turbulento


~ decpende da velocidade V, do diâmetro D, da aceleração da gravidade g, da viscosidade dinâ•
' · es~i::füc.a p. Determinar, com o aux11io da, ánálise dimensional, a forma geral da equação que

F( ~, V, D, p, µ, (J) =O
~' p.H/1 é um dos parâmetros n. Se V, D e p são as grandezas da base,
)

174 MECÂNICA DOS FLUIDOS

n 1 = vx•DYip''µ = (LT- 1 , 1 I! {MC 3 )' MC 1 T- 1


1 1

x 1 + r 1 - 3: 1 - 1 = o
-x. -1=0

=· + 1=O

donde x 1 = - 1, y 1 = - l , z 1 =- 1.
n 1 = V"•DY•p'' g = (Lr- •Y'L!'(Mc 3 Y,Lr - 2
x 2 + Yz - 3z 2· + 1 = O
-2=0
) =0

donde x:2 = -2,Y:2 = l ,z:2 = O.


µ
n 1 =VDp
-

Ah) ~ O
1
ou f ( VDp V
µ 'gD' 1
1
de Reynolds,
já que os parâmetro s n podem ser invertidos. O primeiro parâmetro , VDp/µ, é R, o número
valor do número de Reynolds determ1:11a
dos mais importante s adimensionais na mecânica dos fluidos. O
regime de escoamento. Ele se;á estudado no Item 5 .3 . Resolvendo em relação a AH//,
2
Ali
-=/ ( R -v )
/ i • gD

A fórmula usualmente empregad~ é


Ah 1 T/2
-=f(R) - -
) / _ D 2g

Exemplo 4.4 Um certo escoament o depende da velocidade V, da massa específica P , de várias dimcn
-a
lineares /, /1, /2, da queda de pressão Ap, da aceleração da gravidade g, da viscosidade µ, da tensão superficial
r
do módulo de elasticidade volumétrica K. Aplicar a análise dimensional a estas variáveis para determi.nn.
conjunto de parâmetros n . ·
F(V. p. I. I 1• /2 • ô.p. g. µ, a, K) = O

Como comparecem três dimensões, selecionam-se três grandezas para formar a base. Em geral
úteis em situações complexas.
Há sete parâmetros n a determina r:

)
l
n, = -
12
~ tJSE DIMENSIONAL E SEMELHAN ÇA DINÂMICA 175

, ld~s grandeias envolvidas,


1l:
IT 1 = (LY- 'Y•(MC 3 }'1 /.: 1MC 1 r 2

=, - 1 = O
x, - 3y, +_
-2=0
r
• 1 +1=0

IT2 = (Lr 1 )"'1 (MC 1 )Y1 I.:1 Lrz


X 2 - )yl + Zz + ) = 0

-2=0
=0

IT3 = (Lr 1 )"-'(ML-l)'>I.: ML- 1 r


1 1

X3 - Jyl + Z3 - f =0

Y4 + l =O

IT 5 = (LT"'" 1 )""(ML- 3 )'•E•MC 1 Y- 2


X5 - Jy5 + Z5 - 1 = 0

Ys

.,...,1, Z! = -0 .
t . . ,-·.
!", .

µ (1
IT1= - n" = v2pl
Vlp

K
TI 5 -- -pV2 n, = -1
lz
176 MEC~IC A DOS FL~OO S

t conveniente inverter alguns parâmetros e extrair a raiz quaµrada de outros

o segundo parâmetr o é o
O primeiro parâmetr o, cuja forma usual é t:,,.p/(p V /2), é o coeficiente de pressão;
2
de Reynolds R; o quarto é o número de Weber W e o quinto, o
número de Froude F; o terceiro é o número
número de Mach M. Assim,

Áp
f, ( pvz,F,R , W,M,
I
,;· t;I) = 0

Resolvendo em relação à queda de pressão

_J
2 I
ó.p - pV '/1 ( F, R, W, M, ~,
1)½
onde li e h devem ser determinadas pela teoria ou por ensaios. Um outro conjunto
de parâmetr os n podaria
,b
ser obtido pela escolha de outra base .

l .aos,
A Fig. 5 .32 é a representação de wna relação funcional do tipo visto acima aplicáve
nlo terem
escoamentos em conduto s. Neste caso, ·os parâmet ros F, We M silo desprezados por
importância sobre o fenômen o; I é o :diâmetr o do conduto D, l 1 é o comprim ento do conduto L...
e /2 é uma dimensão que caracteriza,ll altura efetiva da rugosidade superficial da parede
interna.d
conduto , sendo representada por e. Ent!o

com seu
t razoável supor que a queda de pressão ao longo de um conduto varie linearm ente
de
comprimento (isto é, duplicando-se o comprim ento do conduto , dobra a queda de pressão)
modo que
)

ou

repre.s en', ,
O primeiro membro geralmente ê re.p resentad o por //2, como na Fig. 5 .32. As curvas
tadas nesta figura tém f e R em ordenadas e abscissas, respectivamente, sendo e/D um parâmet ro
determi nado
que assume um determi nado v~or para cada curva. O andame nto dessas curvas foi
R é inferior a
experimentalmente. Os resultados obtidos mostram que, quando o parâmet ro
dente
2.000, todas as curvas, para os vários valores de e/D, superp~em-se. Neste caso/ é indepen
de e/D, resultando
f=f,(R )
to, coube à.s
) Esta relação será prevista no Cap. 5 com base em considerações teóricas; entretan
verificações experimentais mostrar a validade dos método s teóricos empregados.
~A_ya,E DlMENSJPNAL E SE~l,.HANÇA DINÃMICA l77

t}lpuxo1,.d1:,lu ma hélice. qualquer,.de:uma fanulia de hélices d~ a~oj ~eometriça_ntente


i1'111d.o experimentalmente a partir de um ensaio em m~~_Jq ':\~ t~flQf,;,er~iJlâplico.
iln_li.ofUSQ
dim ensional, os parâmetros convenientes pata representar os resultados.
~.n'dé da velocidade angular w, da' wloclda.tle-,dbfávariço:t-Vo, do dlârnlltro·;D; da
o~c:~91:P .e~,a ~l?çidad~ 4o s0111 c._A f~ii,~ã:?
F(FE, V0 , D, w, µ, p. e)= O .
· _ ,ielaçt9t ~~e quatro adime~,ionais, já qu&. são sete as variáveis e três as dimensões.
p, !ti e D como base;
.,
,h= p~•w1•D"'FE= (MC 3 )" (r-•yir Mtr 1 1 1

\ u, 11 2 /i:,p"~ro'2 D' 2 V0 ... (ML-~)"2(T- 1 )''1:''LT- 1


~ -~, -.:p~•w~w•·µ. • (M;I.-,r•(T- 1,Y.~/J'Af li" 1 Ti .1. •

Vil n, = p'"•w•D••c - (Mr )"•(-t~'.t-y:.1,.q,L--t 3 · ·' •;:·

·•· ~=fi(_!i iPWDl, _!__)-'


rt . :,· , pw1 Ir _1 wD' µ ' wD
crf\ - ;.. ;..
m IO! combinados para adquirir novas formas, o segundo termo é substituído por
.. -
.B..' VDp/µ., e o terceiro termo é substituído pel~ P!iIJleiro ôi~i~ipo ~•?i · P,róp~~

FE
pro 2 D'
=/2( J'o , VoDP' vº·)e
wD µ

~lto é provavelmente dll maior )plportância já que relaciona a velocidade de avanço


(i) ,'4_tgundo parâmetro iS◄ '!iJll ri11merb- de Reynolds e leva em conta os efeitos viscosos.
1 ço dividido pela vefoddade do som, é um número de Mach, importante para
l\!J.\\\!YIWrl?AA~_i go sol!l<-Os efeit,o_s. ~çosQl qor,n~~eMq sã,9 peq"!,IC~~s 4e modo
1'jl.iiwílD~lTYõYwl:nie~'se1·0 maifbtúddativci:'- .. J.. '·~ , ' , . . • . ·.
. '~- ....•.'-,.~
1:.
.. 1• .
., • •
••,µaaça:o da análise dimensional podem ser resumidas no seguinte:
1.- l ' " . '. ~-
eqp~ no:;f;nõ,meno.lt;tõ re'quer um certo conhecimento do mesmo.
alon J~ ~ ~ ~ - , . _ .•.

. F(V, D, p, µ, e, H) = O
' da base. (Não escolha a grandeza dependente para formar a base.) Estas
.teri ·as m d~ensões envolvidas. Muitas vezes_ condições cin~m~~;,f~fY
U ,.'1iPr·•ütteresso neste capítulo, uma vanável que está ligada· Ü .fôrqu
,f81! exomplo~1A,. V., P•, ,1 , • . ,,_ ••

IJL>$, . 11:11 ttertnos dos ·ex\'oentes. il determinar, por exemplo,


1

fl , 11, ·.. f ' 0 .: 1 •~

If. - ·ffi D~,,;• µ~.(LT-1 1 1


Y B.•.fML- Y•ML- 1 r- !
1 3
178 MECÂNICA DOS FLUIDOS

5. Para cada par§metro n, escrever as. equações lin.earos de modo que a soma dos expoontea
cada dimensã'o seja nula. . 1I 1<
6. Resolver os sistemas de equações lineat"68.
7. Substituir os expoentes nas expressões d.o Item 4 para obte.r os parâmetros a~encJ
8. F.stabelecer a relaçlo funcional
/1(Il11 Il2, n3, .... na-•)= O
ou explicitar em relação a um aos D~
fl1 =/(01, Il3, .. . , n,._"')
9. Se for o caso, combinar os parimetroa .a para alterar suas formas, mantendo inalterado!!
número de adimensionais indepmdent.ei.

Outro Proceuo pua a Obtenç:lo dos Parimetrot n


Um método expedito para obter oi parimetr01 II, ~volvido& pç,r Humaker e Rightmire (of
1
no final do capítulo), usa II grandew da base como grandezas fundãmentai.s e explícita.M,
em funçfo das mesmas. No Exemplo 43 1 a base é formada por V,,D c, .p; portanto •~~

V= LT- 1 D= L p = ML- 3
L=D T = ov- 1
Em s.eguida, pelo uso das Bqs. (4.3.4),
µ =ML-• r - 1 = pD1»- 1 0- 1 vc pDV
e o primeiro parâmetro né

D1 ci p;V
As Eqs. (43.4) podem ser usadas diretamente para determinar QS outros pasãm~tros O.

g = L T- 2 = DD- 2 V1 = Y20- 1
e g gD
n1 = v:2n-• = vi
Este método não requer a soluçlo das três equações a três incógnitas para
adimensional.

EXERCICIOS

4.3.1 Uma combinação arbitrária inco"era dos pCU"âmattos n de

V0 pwDJ e ).
F(- - , - - -
wD p. ' mD
-o
ANÁLISE DIMENSIONAL E SEMELHANÇA DINAMICA

'c pcD e )
tl'ê
F: -, -
/J
,-
O)_f)
-=O

·(vJ pcJJ ~)-o


~ wo,' µ
1

• wD - (e) nenhuma das respostas anteriores

V11 cp, pcD) • 0


'lf. µ_
n.üona1, a.,bue deve
~wl dependente ·
vuiáwll llOm as mesmas dimensões, se poss{vel
üir uma du dimensões de cada variável, se possível
14uelu variáveis consideradas fatores não muito importantes
tltfsfl,ZCI[" u respostas anten._ores.
,1d

. JrlYl~ZI ql,IC ,ujo, ,, ,im parâmetro adimensional:


~ [1,? .. '. . .
te ,de l)JeHio
. 1ije Froude
liite de 11.trlto de Darcy-Welsbach
di\felc.iJJmnática ·
~, •Weber
,:l.iM11ttm n sio necessários para se representar a função F(a, V, t, v, L) =O?
(d) 2
(e) 1
'p.,,
f.~_-~r llffl. parâmetro n da função F(Q, H, g, VQ, ti,}= O quando Q e g são selecio~_~as
Ma
i ·q
~ . .
-··
(d) Q/./gii
(e) nenhuma das respostas. an,terio_res

S PARÃMETROS ADIMENSIONAIS

W
dfioa adimensionais: coeficiente de pressão, númer-0 de Reynolds, número de
i: 1Weber e númer9 de Mach são extremamente importantes na correlaçl€1 de
,n: ' .. rB.'9§z ~~-- ~sa_çlos '1~S~. item Qn~ .d da~.ê~a$e ~pecial à .r,~Q,~~re.
ele pteásãp e os demais adimens1onais. • : :- ; :
~ -

de p ~SSlo ~ p/(p V'''/2) é a relaçlo entre pressão estática e presdo dinAmica. Quando
t umi..,diê1l·'..iéàiaéferística, é a relà~lo entre força de pressão ·e' íorçâ de' fniji'cia
 4 J!i Jo~ça pece~sátia para reduzir a velocidade a zero. Ele po~ também ser
1

/~l~a)llmaukeckl_·,1dadlivilllo de aoua .tel'Illes por.,., Pa,a,esaoamontos,-em


•J14·:,-;,de,•li)arey-Wetsmmh relaoióna as perdaJ· A11 éém~o compmnen1o da-canali•
1
..
)
180
MECÃ NICA DOS F'LlJlD OS

zação L, com o diâm etro D e com a velocidade V atravé


s de um coefioiente de atrito adlmensió'nal
f*

L V2
tlH= f - - ou
D 2g
pois fL/D é igual ao coeficiente de pressão (ver Exem
plo 4.4).
Nos escoa ment os em cond utos, a aceleração da gravi
dade não afeta as pe!da s; por jsso'
pode ser elimi nado . Analo game nte, a tensã o superficial
não influi no fenôm eno e W é a bando,
nado . Para escoa ment os de líquid os em regim e perm
anent e, a compressibilidade nlfo é ímpoctiQ#
e M é elimi nado. l pode corre spond er a D. l I ã altura
e- das asperezas da pared e do cond uto
/2 ao seu espaç amen to e'; assim

! =I,(R, ~. ~)
Os problemas de escoa ment os em cond utos sa:o analis
ados nos Caps . 5, 6 e l O. Se a compr&i
bitidade for fator impo rtante ,

Os problemas de esc<?amentos de fluidos compressíveis


são estud ados no Cap. 6. Para e"SC?iflp:ie
através de orifíc ios, estud ados no Cap. 8, V = C~ +J
2gH, e

H
= C1v2 ( 1 t)
V 2 12
• g
=fi R. w. M, r·
1
I2
onde l pode corre spond er ao diâm etro do orifíc io e
/ 1 e /1 às clime.nsõ~s a montan,te .~est~.
viscosidade e a tensã o superficial Qão são fatore s impo
rtante s para grand es orifíc ios e flutd
pouc o viscosos. Os efeito s do núme ro de Mach pode
m ser consideráveis em escoa ment os "'~e
com grandes variações de press ão, isto é, núme ros d.e
Mach próxi mos à unida de. '
No escoa ment o perm anent e unifo rme em onnais; analis
ado no Cap. 5, a fórmula de Cll
relaciona a velocidade médi a V, a declividade do canal
i e o raio hidráulico da seção Rnr
da seção dividida pelo perím etro molh ado) pela expre
ssão

V=C~ = cjRy lllH


C é um coeficiente que depen de do tama nho e do forma
da seção de escoamerito e dn túgos-i
do canal . Então

já que os efeitos de tensã o superficial e de con:ipresslb


ilid.wo são desprezíveis.
)
• Há vários coefic ientes de atrito em uso. Este é o coofic
ienlc de lllrito de Darc:y-Weisbach que vai-e q_lJ(
vezes o coefic iente de atrito de Fanriing, também reprcs
entodo por f , 1 ·
··nu,mNStONAL"E •SBMELHANÇA DINÂMICA 1°81-

mi) corpo é expresso como F = CAAp V /2, onde A é uma área-carao-


2

~
nte •sua projeção num plano normal ao escoamento. Entã:o ,P /A

(4.4.6)

.
~amisto, de11ido à atrito -viscoso bem como ao arrasto de forma
t;I '"'

IP, ll'M.iU"de1;corrente;·F e&tá relacionado à resisténcia das ondas se


p a valores elevados do número de Mach, CA pode variar mais
· como& outros parâmetros; as relações entre comprimentos podem
tidade da superfície .
~•p•I

, K~~~d o elevado ao quadrado e então multiplicado e. 9-,iv.i~d.~ ~r


,~ a°~-.ln~fci~ _e· pe~o. Nos escoamentos com superff.cie Uwe afiáttiréza
~ u· u •~: de~n~ e d,~ nú~er~ de fro~d~ ser mai~r ou menor que
mfl~ ? r~fü 'hidrlwico, no· projeto 'de· ·esttutüras lúdráulicas e
·
-W I• ' ' r,~•I •-.l ; ,_-~

• \1
. - . . .' ' ·, .
li
V'ilp{g li a reJaç[o entre forças de inércia e ,fo~ de·.teQsfO superficial
do o..~#~ ·erador; e o deno ~ado r !~º m~c: &dô! i)~?r__ lf'.Ele: ,é impor-
&fl•lt~wdo ou líqu1~0-1íqÜJtlo _é .-Vf~~~~ ,' olfd~ ·_ 6~J_~s 'Q1terfaces
Je~fa<;e;~&
iw ~Jh~p10 .~li~~- A tensão sup~rfi~ial causa a formaçfo de pequen
as
wu t eTQ iru!~~-nc1_a na vazão, de onfíc1ot,e,vettedore s sob peque na carga.
ç : U\R01118~9'0 de ondas é mostrado na Fig. 4.1. A. _esqµerda do
tbcfi a. eJ ~ijr pt~págàção das ondas é comandada pela· tensão superficial
ou Eis)" e, 1i' direita do mínimo, o efeito da gravidade· é predominánte.
l, 1 '

ai ~fundid~;de
i, , fe
to"!!!f ial ou rápido quando a velocidade média do escoa-
~locld J pró~agação ✓ gy de uma onda elemen tar no hê}uido' em repous
o. O
1
'8e
AA ,ra.nqatlo ocone quando a velocidade média do escoam ento é menor que -.Jiy:
)
182 MECÃNICA DOS FLUIDOS

Figura 4.1 Velocidade de propagação de ondas aupem~·g·tffl


Co.mpriJnenta de onda função do.comprimento ,de onda. li[ ·

O Número de Mach
~f
A velocidade do som nwn líquido é dada por .fl{Jp, sendo K o módulo de elaatlcidadeJr ·
mé~ri~a ~tens 1.7 e 6.2) e_, no, caso
de um g~, P,(>I e =, ~ kRT (~ ~ a ~~~qntr~ o~.,·
específicos e T _a tewperatura ~~sQluta para um gás perfeito). V/e ou Ylv?ql> é r; ,q~_1 L_U'.w. .1t.
_

Mach, µ,ma medida dll _r~lação _entre_ (orças' de imSt~a ~ Íàrças elúticâs. Elevando' _Y/c â9'qtid
e multiplicando nÚ;IpéÍ:ad,o;r e ~ no~~dor'por /4~~re~wta; e_~ niliiiêr~dof a_·!o.~ça,~~ -
e em denominador a mesma força no escoamento sôrupo. Pode~ também tn,0strar. ttue ti
1
de Mach é uma medida da relação entre a energia cinética do escoamento e a ehétgfa
do fluido. Ele é o parâmetro mais importante quando as velocidades slo próximas ou supÃi!
ã do som.

EXERCICIOS

4.4.1 Ql181 dos termos seguintes tem_ a forma d~. \IID número de R~ynolds?
) (a) ul/v (d) V/gD
(b) VDµ/p (e) llp/p V 2
(e) uv/1

4.4.2 O número de Reynolds pode ser definido como a relação entre


(a) forças viscosas e forças de inércia
(b) forças viscosas e peso
(e) · peso e (orças de inércia
(d) forças elásticas e forças de pressão
(e) nenhuma das respostas anteriores

4.4.3 O coeficiente de pressão pode assumir a forma


(à) á.pf,yH (d) Ap p//Jl/4
(b) llp/(p V2/2) (e) ncmhuma ~ respostas anteriores .
(e) llp/1/J V
~
4.4.4 O coeficiente de pressão é uma relação entre forças de pressão e
(a) forças viscosas (d) forças de tensão superficial
) (b) forças de inércia (e) forças devido à deformação elástiça
(e) peso
.OlMENSIONAL E SEMELHANÇA DINÂMICA 183

q_uel as íorça:s de lne'.rcin rufo tão importantes .


e vertedor
· trwulyão dum canal
' l/naJ'
tubo capllnr
1d ,semi-aborta
'
,,ímportan1c
'
no escoamen to laminar entre duas placas planu paralelas

(d) viscosa e de pressão


(e) nenhuma das respostas anteriore s

"
pi~' Ã rS1, u,n líquido num tubo de seção cir_çular de diâmetro D depende
o _~ 1 i spe~íítco -r, a rórmuta da ascensão capilar será do tipo .

( ~&N•.:.
'
e(~)~
1yDl
(,) A/1 = cD(~)•
y

nenhuma das re11po1tas anteriores

,em modeto.s de estrutur,aa e D)áquinas lúdráulicas para


pefmlt~m wna o~~waw.o _148~ _do. ,~SC<?~!~to e a
a. mr exemplo, •~erl~o a de: wrtedores.··e. ·cx,mportas,
ui* ~e 1

velocldades;·:,~J(or~a ~m,cfuni,ortas, rendimentos


a ~ -pressões e-P91.dut · ·.
.JR'e. _f!os a parti, •.:d~~ W)l.: ~a~~do :~m: modelo .é n~cessário
~ o e ~ ótipo. Bsta ~~.ll\aiiça ,:equer: (1) que haja uma
e (2) -a p;Ja,9~0 e.Qtre as prossõi's <ijrulnijcas em pontos corres-
réqÚlil (~ ,iimbém5~ de ser;.~Pie~~--.~qm?- ~~'-lh ança
nte deve);ll ser geometricamente semiijhan~~- . • .
es~nilee ir ntg~ida~e-: superficial efetivá do ·nt'ddelo e do
um ~~o üo(Jàn i~f :do P.~~~~o em cada uma d~ suas
de suas:i,,perezas de~ ~manterl m_~•;.•:re~çlo_~e um-.p ~a dez.
man~ ~ a, mesma relaçlo....~ti}: pe~~l correspondentes do
e..ntr-e o.s wd0s tipos de força devem ser as me~mas em pontos
rleme1hança dbi~ca comple~a, os nwneros ~e Mach, Reynolds,
"mesmos válores\t~ntq _no:inodelo co~o no protótipo.
oond.l~t,d ,geralmente imposdvel, exceto numa escala 1:1.
, somentet d~~ das fo19as são, dá- mesma ordem de grandeza. A
o.assunto. ·
)
184 MECÃ.NlCA lJOS FLUIDOS

Ensaios em Tüneis Ae.ro e Hidrodinii.micos

Estes equipamentos são usados para. examinar as linhas de conente e as forças que intervêm n
escoamento de Jm fluido ao redor de um corpo completamenle submerso. O tipo de ensai
ser executado e a e:ficáda. do equipamen to determinam o tipo de túnel a ser usado. Como
viscoskl!:!de cinemática da água é c.erca de um déoimo da do nc, um túnel hidrodi.nâm.ico po
ser u.sado para est lJdos em motlelo com números de Reynolds relativamente eleva.dos. O acr:
sobre vá.rios paraquedas foi estudado num túnel hidrodinâmico! Os efeitos da aompressili"
e conseq üentemente o número de Mach, devem ser levados em cons.ideraf!io quando a veloci
do ar é murto elevada e real.mente podem ser n pTincipal razão para se encetar uma pesquisa
Fig. 4.2 mostra um modelo de um porta-avíões sendo ensaiado num túnel de baixa velocida
para se estudar o esco11ment.9 ao redor da supcre.s.trut wa do navio. O modelo foi invettid~
_j suspenso no teto para que os tufos de lã" pudessem dat uma indicação da direção do escoamJn
Atrás do modelo há um dispositivo para detectar a velocidade e a direção do .ar em V'J.rios pon
ao longo de uma linha de aproximação dos aviões .

_)

Agum 4.2 Ensnlog d:i superestn1wr:i de um por1a-oviões oum túnel aecodinà.mico , O modelo est:í
) mvarildo í! ~uspomo no te to. (Fotografia tomuda no Laboratório de Aeronáu.tica e 1htromlutica da
lfniversiílade de Alir::l11)011 paro o Dynascit'!lces Corp.}
~~E DIMEN:SIONAL E SE-MELHANÇA DINÂMICA 185

tt ~~r ' .. . ._ . ~· .,•: •:· , .. -►---~- : ~--<:~:·\~~:k~~~-~


:e ,iti!i~1:}WrtpnQJ,1te. (s dQi~?--f~tfá'fim~~t.d(f fi:,:~cosas
... -tíiJ!J111fá'.s ~~~Óíea, i~~~(l\~fi, '.~f4~ ff!~-_d~f-~ynolds
Df. à ·-se~f;biut~: dúllmto.J!.~ ;©s" V,fí~QJ·, co,i:,:fió!epfes ~:pressão
1

os': .i DS ens~$. éomdluig.otde,n.\~ .'!Je<>fida~iÇf.inenri\t:ica no


,! iífP' ãe,vaiser o -~eíinio_..Jat~--!~~µf~• ~~citt~tallJ~Ji~,~~tíssimas
' - . . __._.
. .

• 1

f' = 1/tp = À. S/ 2
·tfmftm
iQ're ·comportas, sfo dadas por
' .

t,t 11111, lp~· . 3


- li' - 1
-~ - /1.
'l'I yll"'' l"' .
•Jrt •

garpodem .ser deduzidas outras relações de intetesse de modo


· .· rre:pre.sentar o desempenho do protótipo. ,.:
)
186 MECÂNICA DOS F1.UIDOS

_)

-~~
,: •• '. 1 1 ·,, ,,.;111 ,.r > T. ~I

111' - '11
.!1 li 111 J, .. ., •f.ld
FJsura .3 Brisa.lo em modelo de um1 P?rto para ~ -ti~~ecm~!l~ :i,
!t\fluBnci11 d~ wp ~µcbfB•Iml{~ 1 1

arlo. CM/, Urriverildade d, Mlbhfiah.) ' ' < l


(Depart-amento de Engenlr

a influência
A Fig. 43 ffi(:)Stra um ons.aio em model o levado a efeito paca se determ inar
um quebre:-mar sobre a forma ção de ondas num porto.

Resistência no Avanço de Embarcações


, devtdô à tiistrili ri
A resistência no avanço de uma. embarcaçlio compõe-se de arrasto de forma
s em model os são complexa,
de pte..ssões, arrasto de superffcie e resis téncia das onda$, Os estudo
, viscosa e p.esa, Os
por haver três tipos de for9a importantes envolvidos, a saber, de lndrcia
dos númer os de Réynol
estudos sobre o arrasto de superf ície deveriam se basear na igualdade
no . model o e no prot~~ po, mas a. resistência das ondas de»end
e do núrn.e~o de frou? ~• Pa,
mesm o taman ho.
satlsfazer as duas cond19oes; ô model o e o ptotót ipo devem ser do
A difiouldade é contor nada pelo uso de um model o oequeno e
peJn medição do arraí~
calcuJado e su!ltraldo
total quand o reboca do. O arrasto de superfície sobre o modelo é ent!Io
de Fraude. sendo o arrasto ,-de
do arroto total. A diferença é avaliada pa1a o protót ipo pela lei
A Fig. 4.4 mostfa a
superfície caJcuJado e somado para se obter a resistência total da á.gua.
diferen ça marca nte no perflJ das ondas resulta nte de um
novo projet a da proa. A partir de~