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(Adaptar ao caso concreto)

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA Xª VARA FEDERAL DA


SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CIDADE – UF

NOME DA PARTE, já cadastrada eletronicamente, vem, com o devido respeito, perante Vossa
Excelência, por meio de seu procurador, propor

AÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE RESTABELECIMENTO DE BENEFÍCIO POR


INCAPACIDADE

em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), pelos seguintes fundamentos


fáticos e jurídicos que passa a expor:

DOS FATOS E FUNDAMENTOS JURÍDICOS

A Parte Autora auferiu o benefício de auxílio-doença previdenciário, concedido


administrativamente, conforme comprova a documentação carreada em anexo nos autos.

Todavia, após a reavaliação na esfera administrativa, foi cessado o benefício até então percebido,
sob a alegação da recuperação da capacidade para o trabalho.

Ocorre que a parte Autora persiste sem condições laborais, o que se infere dos documentos
médicos ora acostados. Por tal motivo, se ajuíza a presente demanda.

Dados sobre o processo administrativo:

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AJURÍDICA
1. Benefício concedido Auxílio-doença previdenciário

2. Número do benefício XXX.XXX.XXX-X

3. Data do início do benefício XX/XX/XXXX

4. Data da cessação XX/XX/XXXX

5. Razão da cessação Parecer contrário da perícia médica

Dados sobre a enfermidade:

1. Doença/enfermidade: xxxxxxxxxxxxxxxxxx

2. Limitações decorrentes: Apresenta incapacidade para as atividades laborativas habituais

Dados sobre a ocupação:

1. Ocupação xxxxxxxxx.

2. Condições Gerais de Descrever o trabalho que realiza e sua impossibilidade por conta da
Trabalho incapacidade

A parte Autora postula o restabelecimento do benefício previdenciário de auxílio-doença, visto


que persiste sem condições de desempenhar sua atividade laborativa habitual.

Além das patologias incapacitantes, o ambiente de trabalho e seu respectivo modus operandi
corroboram para o agravamento do estado de saúde da Parte Autora. Nesse sentido, tem-se uma dupla
faceta nesta relação patologia-trabalho: de um lado, a doença possui o condão de impossibilitar o
exercício da atividade laborativa, e de outro, a própria ocupação, além de agravar o estado incapacitante,
é o próprio parâmetro para estabelecer a incapacidade. Ou seja, a soma das funções exercidas no
desempenho do labor com a patologia é o que permite chegar ao parecer positivo ou negativo quanto à
incapacidade.

Assim, diante das graves patologias que acometem a Parte Autora e das árduas e cansativas
funções exercidas pela sua profissão, deduz-se que a mesma se encontra incapacitada para o trabalho.

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Caso venha a ser apontada sua total e permanente incapacidade, postula a concessão da
aposentadoria por invalidez, a partir da data de sua efetiva constatação. Nessa circunstância, importante se
faz a análise das situações referentes à majoração de 25% sobre o valor do benefício, independentemente
de seu enquadramento no anexo I do Regulamento da Previdência Social (Decreto nº 3.048/99), conforme
art. 45 da Lei 8.213/91.

Ainda, na hipótese de restar provado nos autos processuais que as patologias referidas tão somente
geraram limitação profissional à parte Requerente, ou seja, que as sequelas implicam em redução da
capacidade laboral e não propriamente a incapacidade sustentada, postula a concessão de auxílio-
acidente, com base no art. 86 da Lei 8.213/91.

Por outro lado, cumpre salientar que a Autora preenche todos os demais requisitos necessários
para o restabelecimento da benesse, eis que, tendo sido concedido, anteriormente, o benefício postulado,
junto ao INSS, carência e qualidade de segurada são matérias incontroversas, pois reconhecidas quando
do deferimento administrativo.

Logo, além da incapacidade laboral (do que se postula a realização de perícia judicial para fins de
comprovação), a Autora satisfaz os critérios legais exigidos para a concessão do benefício.

A pretensão exordial vem amparada nos artigos 42, 59 e 86 da Lei 8.213/91 e a data de início do
benefício deverá ser fixada nos termos dos artigos 43 e 60 do mesmo diploma legal.

DA AUDIÊNCIA DE MEDIAÇÃO OU DE CONCILIAÇÃO

Considerando a necessidade de produção de provas no presente feito, a Parte Autora vem


manifestar, em cumprimento ao art. 319, inciso VII do CPC/2015, que não há interesse na realização de
audiência de conciliação ou de mediação, haja vista a iminente ineficácia do procedimento e a
necessidade de que ambas as partes dispensem a sua realização, conforme previsto no art. 334, §4º,
inciso I, do CPC/2015.

DA PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL

Considerando que a prova pericial é fundamental para o deslinde das questões ligadas aos
benefícios por incapacidade e para uma adequada análise do nexo de causalidade e da consequente

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incapacidade, faz-se mister que o Médico Perito observe o Código de Ética da categoria, e especialmente
em relação ao tema, a Resolução nº 1.488/98 do CFM, que dispõe sobre as normas específicas de
atendimento a trabalhadores. Portanto, REQUER a Parte Autora que, quando da realização da prova
pericial, sejam observadas as referidas disposições legais, uma vez que se trata de norma cogente e –
portanto – vincula a atividade do médico, sob pena de nulidade do laudo pericial.

Outrossim, tendo em vista que a perícia médica é ato complexo, que não envolve apenas o exame
clínico, mas também a análise dos documentos fornecidos ao médico e demais elementos essenciais à
realização satisfatória do procedimento, se faz imperativo que o Perito Judicial observe o Parecer nº
10/2012 do CFM, que versa acerca da responsabilidade do expert pelas consequências da sua avaliação,
tendo por objetivo evitar a confecção de pareceres irresponsáveis. Neste sentido, destaca-se o seguinte
trecho do referido Parecer:

Sendo assim, REQUER seja observado o Parecer nº Resolução nº 1.488/98 e 1.931 do CFM, quando da
avaliação pericial.

DO IMEDIATO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER

Conforme inteligência do artigo 43 da Lei 9.099/95 c/c artigo 1º da Lei 10.259/01, no âmbito dos
Juizados Especiais Federais o recurso inominado interposto, via de regra, não possui efeito suspensivo.
Por este motivo, eventual deferimento do presente petitório compele o INSS a cumprir de forma imediata
a decisão de primeiro grau, para o efeito de conceder e implantar o benefício postulado em favor da Parte
Autora.

PEDIDOS

EM FACE DO EXPOSTO, REQUER a Vossa Excelência:

1) O recebimento e o deferimento da presente peça inaugural;

2) O deferimento da Gratuidade Da Justiça, pois a parte Autora não tem condições de arcar com as
custas processuais sem o prejuízo de seu sustento e de sua família;

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3) A citação do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, para, querendo, apresentar defesa;

4) A produção de todos os meios de prova, principalmente documental, testemunhal e pericial. Com


relação à última, REQUER seja observada a Resolução nº 1.488/98 e o Resolução 1931 do Conselho
Federal de Medicina;

5) A autorização deste juízo para acompanhar a perícia nos termos do art. 469 do Código de Processo
Civil, uma vez que apenas dessa forma é possível a quesitação suplementar;

6) A não realização de audiência de conciliação ou de mediação, pelas razões acima expostas;

7) O julgamento da demanda com TOTAL PROCEDÊNCIA, condenando o INSS a:

6.1) Alternativamente:

6.1.1) Conceder aposentadoria por invalidez à parte Autora, a partir da data da efetiva
constatação da incapacidade total e permanente;

6.1.2) Restabelecer o auxílio-doença à parte Autora, desde quando indevidamente cessado;

6.1.3) Conceder auxílio-acidente, na hipótese de mera limitação profissional;

6.2) Após a sentença de procedência, seja o INSS intimado a cumprir imediatamente a obrigação de
implantar o benefício, conforme inteligência do artigo 43 da Lei 9.099/95 c/c artigo 1º da Lei
10.259/01;

6.3) Pagar as parcelas vencidas e vincendas, monetariamente corrigidas desde o respectivo


vencimento e acrescidas de juros legais e moratórios, incidentes até a data do pagamento;

6.4) Em caso de recurso, ao pagamento de custas e honorários advocatícios, eis que cabíveis em
segundo grau de jurisdição, com fulcro no art. 55 da Lei 9.099/95 c/c art. 1º da Lei 10.259/01.

Termos em que,
Pede Deferimento.

Dá à causa o valor de R$ XX.XXX,XX.

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LOCAL E DATA.

Advogado
OAB/UF

ROL DE QUESITOS PERICIAIS:

Vem a parte Autora, com fulcro no artigo 465, § 1º, III, do CPC, bem como artigo 12, § 2º, da Lei
10.259/01, apresentar quesitos próprios, a serem respondidos pelo Perito Judicial na presente ação.

Neste sentido, cabe destacar que o Perito Judicial, ao elaborar o parecer técnico competente,
deverá observar os ditames do Código de Ética da categoria, e especialmente em relação ao tema, a
Resolução nº 1.488/98, Resolução 1.931 e o Parecer nº 10/2012 do Conselho Federal de Medicina,
conforme fundamentação retro. Além disto, ao responder aos quesitos o Perito deve fundamentar
todas as suas respostas, nos termos do art. 473 do CPC/2015, não podendo enfrentar os quesitos
apenas com respostas do tipo “sim ou não”.

1) Tendo em vista a sua especialidade médica e as peculiaridades do quadro clínico da parte


Autora, este Dr. Perito se considera apto a analisar todas as patologias diagnosticadas (ou de

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provável diagnóstico) no presente caso? Entendendo que “não”, de qual campo de atuação
médica seria indicada a realização de perícia, em relação às patologias não avaliadas por este
Perito?

2) Esclareça o Perito Judicial no que consistem as doenças apresentadas pela Pericianda. Estas
doenças se encontram em estágio evolutivo (descompensado) ou estabilizado?

3) Apreciando os atestados em anexo emitidos pelo médico que acompanha o estado de saúde
da Autora, observa-se que os pareceres apontam a existência de incapacidade para o trabalho.
A título exemplificativo, veja-se o que aduziu o Dr. XXXXXXXXXX, em XX/XX/XXXX:

“[...] Sugiro que siga afastada das atividades laborais por tempo
indeterminado.” (grifei)
Neste sentido, dispõe o Parecer nº 10/2012 do CFM:
O médico do trabalho pode discordar dos termos de atestado médico
emitido por outro médico, desde que justifique esta discordância, após o devido
exame médico do trabalhador, assumindo a responsabilidade pelas
conseqüências do seu ato. (grifei)

Sendo assim, à luz da Resolução nº 1.488/98 e do Parecer nº 10/2012 do CFM, diga o Dr.
Perito:

3.1) É possível acolher o diagnóstico de incapacidade laboral apontado por


seu colega?

3.2) Na hipótese de entender que “não” ao quesito anterior, este Perito


DESABONA TOTALMENTE os referidos laudos? Se possível, explique
fundamentadamente seu parecer.

Conforme aduz a Resolução 1931:

É vedado ao médico:

Art. 52. Desrespeitar a prescrição ou o tratamento de paciente, determinados por outro


médico, mesmo quando em função de chefia ou de auditoria, salvo em situação de
indiscutível benefício para o paciente, devendo comunicar imediatamente o fato ao médico
responsável.

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4) A incapacidade laborativa é permanente ou temporária?

4.1) Em havendo incapacidade TEMPORÁRIA ao trabalho, esclareça o Ilustre Perito:

4.1.1) Qual o tratamento médico pertinente ao caso?

4.1.2) Qual o prazo estimado para a recuperação da capacidade laboral?

4.1.2.1) O prazo estabelecido está vinculado à realização do tratamento médico


indicado?

5) Havendo incapacidade, é possível dizer que ela se restringe à atividade habitualmente


desempenhada (uniprofissional), se estende às atividades relacionadas (multiprofissional), ou
a toda e qualquer atividade (omniprofissional)?

6) Na hipótese de entender que não haja incapacidade ATUALMENTE no presente caso, diga
este Dr. Perito:

6.1) É possível que a Pericianda estivesse incapaz para o trabalho na data de


cessação do benefício, em 07/10/2016?

6.2) É possível a existência de incapacidade laboral em momento anterior à perícia


médica judicial? Se “sim”, especifique, ainda que de modo estimado, qual o
período de incapacidade (possível data do surgimento e do término da
incapacidade ao trabalho)?

7) Entendendo que a Pericianda se encontra apta ao trabalho, diga o Perito Judicial se a


Demandante apresenta 100% da capacidade laborativa? O Dr. Perito AFIRMA que a
Pericianda não apresenta qualquer limitação funcional atualmente, se comparado com o
desempenho da atividade de VENDEDORA, em período anterior à concessão do benefício?

8) Entendendo que a Pericianda se encontra apta ao trabalho, o Dr. Perito AFIRMA que ela
NÃO irá apresentar a sintomatologia psiquiátrica no ambiente laboral ou na rotina diária?

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9) Na hipótese de ter ocorrido acidente de qualquer natureza (mesmo que fora do ambiente de
trabalho), diga o Dr. Perito se as sequelas do mesmo geraram algum tipo de limitação para as
atividades laborativas habituais, ainda que se trate de limitação em GRAU MÍNIMO?

10) Havendo doença incapacitante no quadro de saúde da parte Autora, é possível considerar que
esta patologia é grave?

11) Diante das doenças diagnosticadas, quais os prejuízos que a Demandante sofreu/sofre em
decorrência do acometimento de tais patologias em seu dia a dia, de ordem social, moral,
pessoal e trabalhista?

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