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TRABALHO MILENA

GRUPO: Jessica, João, Thiago, Nayara, Adilson, Ana Flávia, Kelly e Juliane.

PERGUNTA: Com base nas Jurisprudências fornecidas em sala, sua equipe foi
contratada para dar suporte ao advogado da empresa nos aspectos relacionados a
segurança do trabalho. O que seria necessário para que a saúde desse trabalhador
fosse preservada e a empresa não sofresse futuras ações trabalhistas?

1. SEGUNDO A LEGISLAÇÃO, COMO PODEMOS CLASSIFICAR O


RISCO UMIDADE?

De acordo com a legislação, a umidade é classificada como um risco físico de grau


médio. Conforme a NR15, Anexo 10: “As atividades ou operações executadas em locais
alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde
dos trabalhadores, serão consideradas insalubres em decorrência de laudo de inspeção
realizada no local de trabalho.”. Assim, para que se determine se o local possui umidade
excessiva, ou seja, um local encharcado, deverá ser realizada avaliação do mesmo. Esta
avaliação qualitativa ocorre através do Laudo de Inspeção realizado no local de
trabalho.

2. COMO A EMPRESA DEVE PROCEDER, PARA EVITAR


ACIDENTES/DOENÇAS DESTE TRABALHO?

Para que sejam evitados os danos suportados pelo trabalhador em função de uma
possível umidade excessiva, poderão ser adotadas algumas medidas preventivas. O
primeiro passo para a descaracterização desta exposição do risco, é a avaliação deste
risco, que dependerá das condições do ambiente. Neste caso, o trabalhador não se
encontra exposto à umidade de uma maneira prejudicial, sendo suportada apenas as
condições climáticas naturais do ambiente em que o mesmo se encontra, sem que
nenhum fator externo agrave sua situação, informação que consta na Avaliação
Qualitativa – Laudo de Inspeção realizada no local de trabalho. No entanto, buscando o
conforto e saúde deste trabalhador, foram adotadas medidas a fim de melhorar sua
condição.
Após a avaliação, foram implementadas medidas administrativas. Neste caso,
implementou-se uma troca de roupa sempre na metade do turno do trabalhador, a fim de
se evitar que este permaneça com roupas molhadas o dia todo, o que poderia ensejar
consequências ruins para seu organismo em função da umidade.

Por último, mas não menos importante, prezamos pela implementação do uso do EPI –
Equipamento de Proteção Individual. O uso do EPI evita que o trabalhador fique em
contato direto com a umidade. Equipamentos que foram fornecidos:

- Luvas de material impermeável;

- Botas de material impermeável;

- Capa de chuva.

Nos dias em que a sua ronda for realizada com motocicleta, deverá ser acrescentado aos
equipamentos de segurança o capacete. Também poderá foi adotado o procedimento de
que, em dias de chuva intensa, o monitoramento deverá ser realizado utilizando um dos
carrinhos de propriedade do Clube, evitando maiores transtornos com a motocicleta.

Importante frisar que todo o equipamento foi fornecido somente após o treinamento e
orientação adequados, nos termos da NR 6, item 6.6.1.

3. QUAIS OS POSSÍVEIS DANOS À SAÚDE QUE ESTE TRABALHADOR


POSSA VIR A TER?

Um trabalhador exposto à umidade excessiva poderá sofrer diversas doenças em função


da mesma. A umidade poderá penetrar na pele de forma cutânea, passando pelos poros
da pessoa, ou ainda, de forma respiratória, que ocorre quando o líquido é aquecido
evapora, tornando-se uma camada de água dispersa no ar. A exposição à umidade
excessiva poderá acarretar doenças do aparelho respiratório, quedas, doenças de pele,
doenças circulatórias, entre outras.

A realização do trabalho é ocorre através de rondas com veículo, portanto o obreiro não
tem contato direto com a grama, o que impossibilitaria qualquer risco de doença em
função da umidade, posto que seu contato com a umidade ocorre de forma habitual, e
não permanente.
4. QUAIS OS DIREITOS QUE ESTE TRABALHADOR TEM EM
RELAÇÃO A SUA ATIVIDADE?

A insalubridade ocorre quando o trabalhador é exposto a condição de trabalho sujeito a


contato com riscos físicos, químicos ou biológicos em circunstâncias prejudiciais à
saúde acima dos limites tolerados. Assim, o trabalhador teria direito a receber um
percentual com base no salário mínimo como forma de “compensação” das condições
que o mesmo suporta. No caso em questão, como as medidas implementadas
descaracterizaram a insalubridade do local, o trabalhador não possui este direito.

5. SE COMPROVADO POR LAUDOS EFETUADOS PELOS SRS.(AS),


QUAL O GRAU DE INSALUBRIDADE A QUE ESTE TRABALHADOR TEM?

A insalubridade por umidade excessiva é classificada como grau médio com adicional
de insalubridade de 20% sobre o salário mínimo.

JURISPRUDÊNCIAS

1. HORAS IN ITINERE – AUSÊNCIA DE TRANSPORTE PÚBLICO


REGULAR EM PARTE DO PERCURSO. Devidas, em parte, as horas in
itinere vindicadas, porque a prova constante dos autos demonstra a
existência de trecho sem asfalto e não servido por transporte público regular.
Entendimento e aplicação do E. 352 do TST. 2. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. UMIDADE. DESCARACTERIZAÇÃO. O
trabalho no campo, a céu aberto, não resulta em insalubridade por
umidade, pois ocasionais chuvas não significam condições adversas.
(TRT-15 – RO: 14455 SP 014455/2002, Relator: ANTONIO MIGUEL
PEREIRA, Data de Publicação: 22/08/2002)

2. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. UMIDADE. Não evidenciado o


contato com o agente insalubre ensejador do pagamento do adicional de
insalubridade, é indevido o pagamento do adicional pretendido.
(TRT-4 – RO: 00225389620165040512, Data de Julgamento: 15/03/2019, 1ª
Turma)

3. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE – UMIDADE – TRABALHADOR


RURAL – UTILIZAÇÃO DE EPI. Não é devido o adicional de
insalubridade decorrente da exposição à umidade se o trabalhador
rural, atuando em solo encharcado, utilizava botas e luvas de borracha,
além de avental plástico. Recurso provido neste aspecto.
(TRT-24 00000142220105240072, Relator: ANDRÉ LUÍS MORAES DE
OLIVEIRA, Data de Julgamento: 19/10/2011, 1ª TURMA)

4. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. UMIDADE. A meta realização de


trabalho externo sujeito à exposição à chuva não autoriza o
enquadramento da atividade como insalubre na forma do Anexo 10 da
NR-15 da Portaria no 3.214/78, que pressupõe o exercício das atividades
em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva.
(TRT-4 – RO: 00205635420155040001, Data de Julgamento: 14/05/2018, 3ª
Turma)

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