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Funções Reais de Variável Real

1. Domı́nios de Funções 3. Definição de Limite à Heine


Ao verificar o domı́nio de uma função devemos ter em atenção lim f (x) = b se e só se para toda a sucessão de objectos (xn ) que
x→a
restrições dadas no enunciado do problema e as seguintes condições: 
tenda para a, a respectiva sucessão de imagens f (xn ) tende para
1. Denominador 6= 0 b.
2. Radicando ≥ 0 lim f (x) = b
x→a
√ √ ⇔
(o que está dentro de uma raiz de ı́ndice par, i.e., ., 4 ., ...)
π Para toda a sucessão de objectos (xn )
3. Argumento da tangente 6= 2 + πk, k ∈ Z
(xn → a) ⇒ [f (xn ) → b]
4. Argumento do logaritmo > 0 y y
b 1
√ f (1/4)
x−1 tg(πx)−ln(x2 ) f (x )
f (x )
4 f (1/3) 2
Por exemplo, para a função definida por f (x) = x+1
3 f (x) = −x + 1
1
f (x ) f f (1/2) x = (exemplo) n
devemos garantir que 2 n

π 2
x + 1 6= 0 ∧ x − 1 ≥ 0 ∧ πx 6= + πk ∧ x > 0, k ∈ Z ⇔
2
1
⇔x 6= −1 ∧ x ≥ 1 ∧ x 6= + k ∧ x 6= 0, k ∈ Z ⇔
2
1
⇔x ≥ 1 ∧ x 6= + k, k ∈ Z a x 0 1 x 1 1 1
2 x x x x 4 3 2 1 4 3 2
1

Logo, Df = [1, +∞[\ 2 + k : k ∈ Z .
4. Continuidade
2. Limites de Funções A função f é contı́nua em x = a ∈ Df se e só se lim f (x) = f (a).
x→a
lim f (x) existe Em particular, quando f está definida tanto à esquerda como à
x→a
 ⇔ direita de a, é contı́nua se e só se
 lim f (x) = lim f (x) = f (a),
 se a ∈ Df lim f (x) = f (a) = lim f (x)
x→a− x→a+ x→a− x→a+
 lim− f (x) = lim+ f (x),
 se a ∈
/ Df Se a ∈
/ Df então f é descontı́nua nesse ponto.
x→a x→a
Uma função é contı́nua se for contı́nua em todos os pontos do seu
onde a é um ponto aderente ao domı́nio de f . domı́nio.
Se a função só estiver definida à esquerda de x = a então lim f (x) y y
x→a f
é igual a lim f (x) (se este for igual a f (a) no caso de a ∈ Df ). f
x→a−
Se a função só estiver definida à direita de x = a então lim f (x) é
x→a
igual a lim f (x) (se este for igual a f (a) no caso de a ∈ Df ).
x→a+ 0 x
y y Contı́nua em R\ {0}

f f
0 a x
Contı́nua no seu domı́nio (a ∈
/ Df )

y y

f f

0 a x 0 a x
lim f (x) existe lim f (x) existe
x→a x→a
lim f (x) = lim f (x) lim f (x) = f (a) lim f (x)
x→a− x→a+ x→a− x→a+
y y

f f 0 a x 0 a x
Descontı́nua em x = a Descontı́nua em x = a
lim f (x) 6= f (a) = lim f (x) lim f (x) 6= f (a) 6= lim f (x)
x→a− x→a+ x→a− x→a+

Todos os tipos de funções estudadas no Ensino Secundário são


contı́nuas:
0 a x 0 a x • Funções polinomiais (incluindo afins, quadráticas,...);
lim f (x) existe lim f (x) não existe
x→a x→a • Funções racionais (polinómio/polinómio);
lim f (x) = f (a) lim f (x) 6= f (a)
x→a− x→a+
y y • Funções irracionais (radicais quadráticos, cúbicos,...);
f f • Funções trigonométricas (seno, co-seno, tangente);
• Funções exponenciais e logarı́tmicas;
• Função módulo;
• Composições de todas as anteriores.
0 a x 0 a x Com estes tipos de funções, apenas funções definidas por ramos
lim f (x) não existe
x→a
lim f (x) não existe
x→a poderão não ser contı́nuas.
lim f (x) 6= lim f (x) lim f (x) = lim f (x) 6= f (a)
x→a− x→a+ x→a− x→a+
5. Teoremas de Bolzano-Cauchy e de 6. Assimptotas ao Gráfico de uma
Weierstrass Função
5.1. Enunciados 6.1. Assimptotas Verticais
• Teorema de Bolzano(-Cauchy): 6.1.1. Onde podem existir?
Seja f uma função contı́nua em [a, b]. Se f (a) < k < f (b) ou
f (b) < k < f (a), então ∃x ∈]a, b[: f (x) = k. • Em pontos que não pertençam ao domı́nio da função, mas que
sejam aderentes (pontos de acumulação);
• Corolário do Teorema de Bolzano: f
Seja f uma função contı́nua em [a, b]. Se f (a) × f (b) < 0 então • Em pontos que pertençam ao domı́nio da função, mas onde esta
∃x ∈]a, b[: f (x) = 0. possa ser descontı́nua.
y y
f (b) Não pode haver assimptotas verticais em pontos onde a função
f (b)
seja contı́nua. Em particular, funções contı́nuas de domı́nio R
f não têm assimptotas verticais ao seu gráfico. Por exemplo, a
k
função tangente tem infinitas assimptotas verticais, de equações
0 a c b
x x = π2 + πk, k ∈ Z.
f (a)
6.1.2. Quando existem?
0 a c x A recta de equação x = a é assimptota vertical ao gráfico de f se
b f (a)
lim f (x) = ±∞ ou lim f (x) = ±∞.
x→a− x→a+
y y
• Teorema de Weierstrass: f (x) = 1
x
Seja f uma função contı́nua em [a, b]. Então, a res-
trição de f a [a, b] tem máximo e mı́nimo absolutos (ou
seja, tem pelo menos um máximo e um mı́nimo relativos).
y Máximo
x x
f (b) 0 − 3π
2
− π2 π
2

2

Máximo
f f (x) = tg(x)
2.5

Mı́nimo
f (a) Mı́nimo
6.2. Assimptotas Não Verticais
0 a b
x 6.2.1. Onde podem existir?
Existem no máximo 2: uma para +∞ e outra para −∞.
5.2. Passos Habituais • Se o domı́nio for majorado, não existe assimptota para +∞.
Para aplicar o Teorema de Bolzano, é necessário verificar: • Se for minorado, não existe para −∞.
1. Continuidade no intervalo [a, b] (limitado e fechado), • Se for majorado e minorado (limitado), não existem assimptotas
atendendo às operações com funções contı́nuas; não verticais ao gráfico da respectiva função.
2. Valores da Função nos Extremos do Intervalo; 6.2.2. Quando existem?
3. Concluir que, como f (a) < k < f (b) ou f (b) < k < f (a), o Se existirem assimptotas não verticais ao gráfico de f são do tipo
Teorema de Bolzano garante que ∃x ∈]a, b[: f (x) = k. y = mx + b, com m = lim f (x) x
e b = lim [f (x) − mx], com
x→±∞ x→±∞
Para aplicar o Teorema de Weierstrass basta verificar o ponto 1. m, b 6= ±∞.
anterior e concluir que o Teorema de Weierstrass garante que a Se m = 0, então só pode existir assimptota horizontal de equação
restrição de f a [a, b] tem máximo e mı́nimo absolutos. y = b, sendo b = lim f (x).
x→±∞

5.3. Comentários Se m 6= 0 e se existir assimptota, é oblı́qua.


π y y
2 √
f (x) = x2 + 1
Para mostrar que a equação f (x) = g(x) é possı́vel num intervalo
[a, b] onde f e g sejam contı́nuas, é necessário considerar uma função f (x) = arctg(x)

auxiliar h, definida por h(x) = f (x) − g(x) e aplicar-lhe o Teorema


de Bolzano, pois f (x) = g(x) ⇔ f (x) − g(x) = 0 ⇔ h(x) = 0.
0 x
O Teorema de Bolzano permite verificar que uma equação tem
y = −x y=x
solução, mas não permite justificar que não tem. Para justificar
que a solução é única, é necessário também verificar a monotonia − π2
da função. 0 x
Da mesma forma, o Teorema de Weierstrass permite verificar que
uma função tem extremos num dado intervalo limitado e fechado,
mas não permite justificar que não tem. Para calcular os extremos,
é necessário recorrer, por exemplo, à função derivada.
7. Derivadas e Aplicações
7.1. Taxa Média de Variação 7.5. 1a Derivada
f (b) − f (a) 7.5.1. Recta Tangente ao Gráfico
T M V[a,b] =
b−a
Geometricamente, a taxa média de variação da função f no in- t : y = mx + b
tervalo [a, b] é o declive da recta secante ao gráfico de f nesse m = f 0 (a) é o declive da recta tangente ao gráfico de f no ponto
mesmo intervalo. de abcissa x = a.
Cinematicamente, se f (x) for a distância a um determinado local Para encontrar a ordenada na origem basta, depois de encon-
no instante x, então T M V[a,b] é a velocidade média no intervalo trado o declive, substituir as coordenadas do ponto de tangência
de tempo [a, b]. (a, f (a)) e resolver em ordem a b.
7.5.2. Extremos e Monotonia
7.2. Definição de Derivada num Ponto
a
f (x) − f (a) f (a + h) − f (a) • Se a 1 derivada for positiva, então a função é crescente;
f 0 (a) = lim = lim 6= ±∞
x−a • Se a 1a derivada for negativa, então a função é decrescente;
{z h
x→a h→0
| {z } h=x−a | }
Taxa de Variação Limite da
Razão Incremental
• Se a 1a derivada for nula, a função pode ter um extremo re-
Instantânea
Geometricamente, a derivada de uma função f num ponto de lativo. Só o tem se a 1a derivada mudar de sinal nesse ponto.
abcissa x = a é o declive da recta tangente ao gráfico de f nesse
ponto. 7.6. 2a Derivada
Cinematicamente, é a taxa de variação instantânea da função 7.6.1. Concavidades e Pontos de Inflexão
num ponto. Se f (x) for a distância a um determinado local no a
instante x, então f 0 (x) é a velocidade instantânea nesse mesmo • Se a 2 derivada for positiva, então o gráfico da função tem a
00
instante e f (x) a respectiva aceleração. concavidade voltada para cima;
7.3. Pontos onde não existe derivada • Se a 2* derivada for negativa, então o gráfico da função tem
a concavidade voltada para baixo;
• Pontos angulosos, por as derivadas laterais serem diferentes;
• Se a 2a derivada for nula, o gráfico da função pode ter um
• Pontos de descontinuidade, por pelo menos uma das derivadas ponto de inflexão. Só o tem se a 2a derivada mudar de sinal
laterais ser infinita; nesse ponto.
• Pontos do domı́nio em que a recta tangente ao gráfico seja
7.6.2. Aplicações à 1a Derivada
vertical, por a derivada nesses pontos ser infinita.
y y
Como é a derivada da 1a derivada, permite estudar a monoto-
nia e existência de extremos da 1a derivada, bem como escrever
f (x) = |x|
f
equações de rectas tangentes ao gráfico da 1a derivada.
y y

f 00 (x) > 0

f 0 (x) = 0
f 0 (x) > 0

f 0 (x) < 0
f 00 (x) = 0
f (x)−f (0) f (x)−f (0) x
lim x−0
= −1 lim x−0
=1 0 a x x
x→0− x→0+ f 0 (x) > 0

f (x)−f (a)
lim x−a
é finito f 0 (x) = 0
x→a+
0 x lim f (x)−f (a)
= ±∞
x−a
x→a−

f (x)−f (0) f (x)−f (a) f 00 (x) < 0


f 0 (0) = lim x−0
não existe f 0 (a) = lim x−a
não existe
x→0 x→a
y y

f (x) = x ⇒ Df = R+
0

0
f (x) = 1

2 x
⇒ Df 0 = R+ 8. Teorema de Lagrange
f 8.1. Enunciado
Seja f uma função contı́nua em [a, b] e diferenciável em ]a, b[.
f 0 (−a) = ±∞ f 0 (a) = ±∞ f 0 (0) = ±∞
Então, ∃x ∈]a, b[: f 0 (x) = f (b)−f
b−a
(a)
.
−a 0 a x 0 x

8.2. Interpretação Geométrica


lim f (x) não existe
Por estes motivos, a derivada deve ser lim
x→a
f (x) não existe
calculada por definição Existe pelo menos um instante c em ]a, b[ para o qual o declive da
x→a

em pontos de mudança
lim f (x) 6= delim framo.
(x) Nos restantes pontos,
lim f (x) 6= lim f (x) poderão recta tangente ao gráfico de f (a derivada num ponto no interior
x→a− x→a+ x→a− x→a+
ser utilizadas as regras de derivação. do intervalo) é igual ao declive da recta secante no intervalo [a, b]
7.4. Continuidade e Diferenciabilidade (a taxa média de variação).
Cinematicamente, numa viagem, há pelo menos um instante em
⇒ que a velocidade instantânea é igual à velocidade média da via-
Diferenciabilidade Continuidade
6⇐ gem.
y
• Se existir f 0 (a) ∈ R então f é contı́nua em x = a; t
f
0 f (b)
• Se f não for contı́nua em x = a então não existe f (a); s t//s
0 ⇔
• Se f for contı́nua em x = a pode ou não existir f (a)
mt =ms
(f (x) = |x| é contı́nua mas não diferenciável em x = 0).

0 f (b) − f (a)
f (c)=
f (a) b−a

0 a c x
b
9. Exemplo
(
xex + 1, se x ≤ 0 9.3. Assimptotas
f (x) = x
ln x
, se x > 0 ∧ x 6= 1 • Assimptotas Verticais:
Df = R\ {1} tem um ponto aderente que não lhe pertence,
9.1. Continuidade x = 1, e f pode ser descontı́nua em x = 0 (ponto de
mudança de ramo).
f tem domı́nio R\ {1} e é contı́nua em R\ {0, 1} atendendo às
operações com funções contı́nuas. Só podem existir assimptotas verticais em x = 0 ou em
Continuidade em x = 0: x = 1.
lim f (x) = f (0) = 0e0 + 1 = 1 – x=0
x→0−
x 0 lim f (x) = f (0) = 1 6= ±∞
lim f (x) = lim = =0 x→0−
x→0+ x→0+ ln x +∞
Como lim f (x) = f (0) 6= lim , f é descontı́nua em x = 0. lim f (x) = 0 6= ±∞
x→0+
x→0− x→0+
Logo não existe assimptota vertical para x = 0.
Logo, f não é contı́nua (no seu domı́nio).
– x=1
9.2. Teoremas de Bolzano e de Weierstrass x 1 1
lim f (x) = lim = = − = −∞
9.2.1. Teorema de Bolzano x→1− x→1− ln x ln(1− ) 0
x 1 1
Mostre que a equação f (x) = x é possı́vel em ]2, 3[. lim f (x) = lim = +)
= + = +∞
x→1 + x→1 + ln x ln(1 0
0. Função Auxiliar: Logo, a recta de equação x = 1 é assimptota vertical
x ao gráfico de f (basta que um dos limites laterais seja
Para x ∈ [2, 3], seja h(x) = f (x) − x = − x.
ln x infinito para existir assimptota).
Como f (x) = x ⇔ f (x) − x = 0 ⇔ h(x) = 0, provar que
f (x) = x é possı́vel em ]2, 3[ é equivalente a provar que • Assimptotas Não Verticais:
f (x)
h(x) = 0 é possı́vel no mesmo intervalo. Se existirem, são do tipo y = mx + b, com m = lim x
x→±∞
1. Continuidade: e b = lim [f (x) − mx], com m, b 6= ±∞.
x→±∞
h é contı́nua em [2, 3] atendendo às operações com funções
contı́nuas (já vimos que f é contı́nua em R\ {0, 1}, que – x → −∞
contém [2, 3]). f (x) xex + 1 (∞×0)
m = lim = lim =
2. Valores da Função nos Extremos do Intervalo: x→−∞ x x→−∞ x
2 
1

1
h(2) = f (2) − g(2) = − 2 ' 0, 9 = lim ex + = e−∞ + =0+0=0
ln 2 x→−∞ x −∞
3
h(3) = f (3) − g(3) = − 3 ' −0, 3  (∞×0)
ln 3 b = lim f (x) = lim xex + 1 =
x→−∞ x→−∞
3. Conclusão:
x −y
= lim +1 = lim +1=
• Recorrendo ao Teorema de Bolzano: x→−∞ e−x y→+∞ ey
y = −x
Como h(3) < 0 < h(2), o Teorema de Bolzano ga-
rante que ∃x ∈]2, 3[: h(x) = 0. 1 1
=− ey +1=− +1=0+1=1
• Recorrendo ao Corolário: lim +∞
y→+∞ y
Como h(2)h(3) < 0, o Corolário do Teorema de Bol- Logo, a recta de equação y = 1 é assimptota horizontal
zano garante que ∃x ∈]2, 3[: h(x) = 0. ao gráfico de f quando x → −∞.
9.2.2. Teorema de Weierstrass – x → +∞
f (x) 1 x 1
Mostre que a restrição de f ao intervalo [2, 3] tem máximo e m = lim = lim × = lim =
x→+∞ x x→+∞ x ln x x→+∞ ln x
mı́nimo absolutos.
1
1. Continuidade: = =0
+∞
f é contı́nua em R\ {0, 1} atendendo às operações com
x (∞∞) 1
funções contı́nuas, portanto é contı́nua em [2, 3]. b = lim f (x) = lim = ln x
=
x→+∞ x→+∞ ln x lim x
2. Conclusão: x→+∞

Logo, o Teorema de Weierstrass garante que f|[2,3] tem 1


= + = +∞
máximo e mı́nimo absolutos. 0
Logo, não existe assimptota não vertical ao gráfico de
f quando x → +∞.
9.4. Extremos e Monotonia 9.6. Concavidades e Pontos de Inflexão
f não é contı́nua emx = 0, logo não é diferenciável nesse ponto.

ex (2 + x), se x < 0
00
ex (1 + x), se x < 0 f (x) = 2−ln x
f 0 (x) = ln(x)−1  x(ln x)3
, se x > 0 ∧ x 6= 1
 (ln x)2 , se x > 0 ∧ x 6= 1
• Zeros:
• Zeros:
– x<0 :
– x<0 : f 00 (x) = 0 ⇔ ex (2 + x) = 0 ⇔
f 0 (x) = 0 ⇔ ex (1 + x) = 0 ⇔
⇔ e|x {z
= 0} ∨ 2 + x = 0 ⇔ x = −2
⇔ e|x {z
= 0} ∨ 1 + x = 0 ⇔ x = −1 eq. impossı́vel
eq. impossı́vel
– x > 0 ∧ x 6= 1 :
– x > 0 ∧ x 6= 1 : 2 − ln x
ln(x) − 1 f 00 (x) = 0 ⇔ =0⇔
0
f (x) = 0 ⇔ =0⇔ x(ln x)3
(ln x)2
⇔2 − ln(x) = 0 ∧ x(ln x)3 6= 0 ⇔
⇔ ln(x) − 1 = 0 ∧ (ln x)2 6= 0 ⇔
⇔ ln(x) = 2 ∧ x 6= 0 ∧ ln x 6= 0 ⇔
⇔ ln(x) = 1 ∧ ln x 6= 0 ⇔ x = e ∧ x 6= 1 ⇔ x = e
⇔x = e2 ∧ x 6= 0 ∧ x 6= 1 ⇔ x = e2
• Sinal:
• Sinal:
– x<0 :
– x<0 :
ex > 0, ∀x ∈ R
ex > 0, ∀x ∈ R
1 + x > 0 ⇔ x > −1
1 + x > 0 ⇔ x > −1
– x > 0 ∧ x 6= 1
– x > 0 ∧ x 6= 1
ln(x) − 1 > 0 ⇔ ln(x) > 1 ⇔ x > e 2 − ln(x) > 0 ⇔ ln(x) > 2 ⇔ x > e2

(ln x)2 > 0 ⇔ ln x 6= 0 ⇔ x 6= 1 (ln x)3 > 0 ⇔ ln x > 0 ⇔ x > 1

x −∞ −1 0 1 e +∞ x −∞ −2 0 1 e2 +∞
x
ex + + + e + + +
1+x − 0 + 2+x − 0 +
ex (1 + x) − 0 + ex (1 + x) − 0 +
ln(x) − 1 − − − 0 + 2 − ln(x) − − − 0 +
(ln x)2 + 0 + + + x(ln x)3 − 0 + + +
2−ln x
ln(x)−1 x(ln x)3
+ − 0 +
(ln x)2
− − 0 +
00
0 f (x) − 0 + + − 0 +
f (x) − 0 + − − 0 +
f (x) ∩ P.I. ∪ ∪ ∪ ∩ P.I. ∪
f (x) & MIN % MAX & & MIN %
O gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em
f é decrescente em ] − ∞, −1[, em ]0, 1[ e ]1, e[, é crescente em
] − ∞, −2[ e em ]1, e2 [, voltada para cima em ] − 2, 1[ e em
] − 1, 0[ e em ]e, +∞[, tem um máximo em x = 0 e dois mı́nimos,
]e2 , +∞[ e tem dois pontos de inflexão, de abcissas x = −2 e
um em x = −1 e outro em x = e.
x = e2 .
9.5. Recta Tangente ao Gráfico em x = −2
t : y = mx + b
Em x = −2, f 0 (x) = ex (1 + x), logo
1
m = f 0 (−2) = e−2 (1 − 2) = − 2 .
e
1
t : y = − 2x+b
e
Como f (−2) = −2e−2 + 1 = 1 − e22 , o gráfico de f e a recta tan-
gente ao mesmo
  no ponto de abcissa x = −2 passam no ponto
−2, 1 − e22 . Substituindo na equação da recta...
2 1 2 2 4
1 − 2 = − 2 × (−2) + b ⇔ 1 − 2 = 2 + b ⇔ b = 1 − 2
e e e e e
Logo, a equação da recta tangente é
1 4
t : y = − 2x+1− 2.
e e