Você está na página 1de 3

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO NATAL

Origem

Diversos povos antigos do Hemisfério Norte celebravam, ao final de Dezembro, o


solstício de inverno​​, que é a noite mais longa do ano; a partir dessa data, o Sol começava
a ficar cada vez mais tempo no céu. Dessa forma, tratava-se da comemoração do
“renascimento” da estrela que nos garante calor, luz e vida.
As celebrações duravam dias e homenageavam os respectivos deuses “nascidos”
nesse período: ​Hórus​​ (Egito, 3.000 a.C.), o “Deus Sol” ou “A Luz do Mundo”; ​Attis​​ (Frígia
[Turquia] e Grécia, 1.200 a.C.); ​Zaratustra​​ / Zoroastro (Pérsia [atual Irã], 1.000 a.C.); ​Mitra
(Pérsia [atual Irã], 600 a.C.), “A Luz” ou “O Sol Invencível”; ​Buda​​ (Nepal, 563 a.C.);
Héracles​​ / Hércules (Grécia, 800 a.C.); ​Dionísio​​ / Baco (Grécia, 500 a.C.), “O Rei dos
Reis”; ​Ninrode ​(Babilônia, 400 a.C.); ​Adônis​​ (Fenícia, 200 a.C.) e ​Hermes​​ / Mercúrio
(Grécia, 200 a.C.).
Os romanos promoviam a "Festa da Saturnália", em honra de Saturno (o deus da
Agricultura). Muita comida, muita bebida, muita comemoração. Nos últimos dias, eram
trocados presentes em honra de Saturno. Aos poucos, Saturno foi sendo substituído por
Mitra, “O Sol Invencível”. Tão importante a festa, que em 274 d.C. o Imperador Aureliano
proclamou o dia 25 de dezembro como "Dies Natalis Invicti Solis" (o dia do nascimento do
Sol Invencível), o maior feriado de Roma e o dia mais sagrado do ano. Na noite de 24 para
25 de dezembro, comemorava-se o nascimento do Menino Mitra, com preces e oferendas.
Durante os três primeiros séculos do Cristianismo, por não fazer sentido entre os
cristãos, o nascimento de Jesus não era comemorado; o que importava era celebrar sua
morte e sua ressurreição.
Foi só a partir do século IV d.C. que a Igreja Católica iniciou as discussões sobre
quando o Messias teria vindo ao mundo. Para conter o culto a Mitra, um decreto do Papa
Júlio I em 350 d.C. adotou o 25 de Dezembro como a data do nascimento de sua estrela
maior, ​Jesus​​, estabelecendo o Natal e substituindo as festividades do dia do nascimento do
"Sol Invencível" pelo nascimento de “Jesus Salvador”.
Atualmente, alguns países adotam o dia 6 de Janeiro como o dia de Natal.
Mesmo nos países orientais de religião predominantemente budista, muitos
celebram a festa de Natal.

Símbolos

Com o passar do tempo, foram sendo incorporados elementos à comemoração do


Natal, de forma que atualmente não o imaginamos sem um destes símbolos.
Presépio.​​ Francisco de Assis o instituiu no século XIII, para representar o cenário no
qual Jesus nasceu; composto por Jesus, Maria, José e complementado por um boi e por um
jumento (alusão a Is 1:3).
Árvore.​​ Os povos germânicos faziam sacrifícios aos pés do carvalho sagrado de
Odim e ao seu filho Thor. Em sua obra missionária, São Bonifácio (672-755, o “Apóstolo dos
Germanos”) utilizou um carvalho (forma triangular e apontado para cima) para explicar-lhes
sobre a “trindade”; após a conversão, a “árvore de são Bonifácio” foi adotada por esses
povos como um símbolo de sua nova fé. Era antigo também o costume de cortar a árvore,
colocá-la dentro da casa e enfeitá-la com luzes e brilhos.
Papai Noel​​. “Noel” vem do francês “Noël“ (que significa “Natal”). Entretanto, sua
origem é incerta, mas a versão mais disseminada é associá-lo à lenda de São Nicolau
(260-350), um Bispo de Mira (atualmente Turquia), padroeiro da Rússia, da Grécia e da
Noruega, que no século IV distribuía presentes entre as crianças. Uma curiosidade
refere-se ao nome ​Papai Noel​ (Brasil), ​Pai Natal​ (Portugal) ou ​Santa Claus​ (Estados
Unidos, Canadá e a maioria dos países anglófonos). Outra curiosidade é quanto à
vestimenta: até 1886, era representado com uma roupa de inverno (cor marrom ou verde
escura). Nesse ano, Thomas Nast (cartunista alemão) apresentou na revista Harper’s
Weekly a roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto. Essa imagem foi eternizada
em 1931, por uma campanha publicitária super-bem-sucedida da Coca-Cola, pois eram as
mesmas cores do refrigerante.
Estrela de Belém.​​ Ou “Estrela de Natal”, alusão ao astro que, segundo o Evangelho
de Mateus, revelou o nascimento de Jesus aos Três Reis Magos e posteriormente guiou-os
até Belém.
Presentes.​​ Os Reis Magos deram presentes para Jesus e o bispo Nicolau era
conhecido por dar presentes. Trocar presentes é uma das tradições de Natal mais antigas.
Velas.​​ Velas e outras iluminações de Natal simbolizam Jesus, que afirmou ser "a luz
do mundo" (Jo 8:12).
Guirlanda.​​ Ornamento feito de flores, frutas e ramagens entrelaçadas, para decorar
as portas das casas.
Ceia de Natal.​​ Momento de reunião das famílias.

Significado para nós, cristãos

O dia 25 de Dezembro é apenas uma data escolhida para lembrar o nascimento de


Jesus todos os anos; em alguns países, o Natal é celebrado em 6 de Janeiro.
Embora sua origem esteja ligada a uma festa pagã, o importante é o que significa
agora​: o Natal é uma ​festa cristã​. Podemos traçar um paralelo com a cruz, antes um
símbolo de maldição e de tortura, tornando-se um símbolo de esperança e salvação.
O Natal significa paz, alegria, fraternidade e generosidade.
O Natal é o momento de agradecermos a Deus pelo grande presente que é Jesus
(Jo 3:16) e de lembrarmos dele, apesar de todo o enfoque material simbolizado no
comércio, na festa e na mesa farta, onde a figura principal é o Papai Noel com suas renas.
Se o dono da festa é o Mestre, é Ele quem deve receber os presentes e as
homenagens. E devemos nos perguntar: qual o presente que deveremos Lhe oferecer? O
que Ele gostaria de receber?
É que cumpramos a vontade de Deus, que apliquemos os ensinamentos de Cristo
em cada uma de nossas ações, todos os dias, em cada momento de nossa vida, renovando
os nossos compromissos no "Pai Nosso", dizendo: "Seja feita a Vossa vontade".
É lembrar que o Cristo ainda se encontra desvalorizado e esquecido dentro de nós.
É perceber que nossas mesas estão fartas e falamos muito de solidariedade, mas
ainda não temos sensibilidade com a dor alheia.
É ver que falamos muito, mas ainda não sentimos a fraternidade pulsar no coração.
É observar que estamos prisioneiros das aparências, das fórmulas exteriores, do
âmbito material e do consumismo, colocando em segundo lugar o Reino de Deus. Os
interesses espirituais ainda não têm vez nem voz em nossos corações.
Não há necessidade ou sentido de esperarmos um ano todo para vivermos o espírito
de Natal. Todo instante é o momento para mudarmos para melhor, fraternalmente amando,
servindo e trabalhando no bem, na solidariedade e na tolerância.
Um ótimo Natal para todos nós!

Você também pode gostar