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Disciplina: Eletrônica Industrial

Responsável: Alex Sander de Magalhães Pivoto


Identificação da tarefa: Tarefa 4.2
Pontuação: 15 pontos de 40
Aluno: Francisco Silva e Serpa

TAREFA 4.2

CONVERSORES DE ENERGIA

1) Conversores DC-DC (Choppers DC)

1.1) Buck

Conversor buck (conversor abaixador) é um circuito eletrônico utilizado para converter uma
tensão cc (corrente contínua) em outra tensão cc de valor mais baixo. E é um tipo de fonte
chaveada.

Uma forma simples de reduzir uma tensão é usar um divisor resistivo, mas no entanto em
relação aos conversores chaveados, dissipam calor na conversão e tem portanto, uma baixa
eficiência (um conversor buck bem projetado pode ter mais de 95% de eficiência). Conversores
buck são utilizados, por exemplo, para reduzir a tensão das baterias de laptops, (12-24V)
fornecendo os poucos volts necessários ao funcionamento dos processadores.

Fig. 1 – Circuito Básico Buck

1.1.1) Funcionamento

Quando a chave CH1 está aberta, não há transferência de energia da fonte de tensão (que pode
ser uma bateria ou uma outra fonte cc) para o restante do circuito. No passo seguinte, enquanto
a chave CH1 está fechada, a corrente flui diretamente através do indutor L1 para a o capacitor
C1, que estando em paralelo com o resistor RL, produz sobre ele uma tensão de saída Vs; nesta
condição diodo D1 fica cortado. Quando a chave é aberta , a energia acumulada no indutor
força para que continue circulando uma corrente atuando na carga de saída RL. Observe que
CH1 está representado como um interruptor ou chave, para simplificar, mas que na prática
pode ser substituido por um transistor, MOSFET, IGBT ou outros dispositivos mais indicados
para trabalho contínuo em altas frequências, obviamente dimensionados e com circuitos de
proteção, controle de chaveamento, etc.
1.2) Boost

Um conversor boost (conversor elevador) é um circuito eletrônico utilizado para converter uma
tensão cc (corrente contínua) em outra tensão cc de valor maior que a entrada. É um conversor
chaveado, comum em uma fonte chaveada. Basicamente consiste de um diodo, um indutor e
um chaveador (um transistor, MOSFET, IGBT, BJT, etc). Um capacitor de saída pode ser
utilizado como filtro.

Fig. 2 – Circuito Básico


Boost

As etapas de funcionamento do conversor Boost são descritas a seguir:

- Etapa (0, DTs): S está conduzindo. O indutor L é magnetizado. A fonte Vi fornece energia ao
indutor.

- Etapa (DTs, (1-D)Ts): S está bloqueado. O diodo D entra em condução. A fonte Vi e o


indutor L fornecem energia à saída. A tensão na carga aumenta.

1.3) Buck-Boost

Um conversor buck-boost é um circuito eletrônico utilizado para converter uma tensão cc


(corrente contínua) em outra tensão cc de polaridade oposta e valor diverso ou igual. Sua
topologia é uma associação do conversor rebaixador Buck e do conversor elevador Boost, a
principal característica que o destaca é a capacidade de obter tensões de saída com um valor
maior ou menor que a entrada.

Fig. 3 – Circuito Básico Buck-Boost

Quando a chave CH1 está aberta, não há transferência de energia da fonte de tensão (que pode
ser uma bateria ou uma outra fonte cc) para o restante do circuito. Devido a polarização inversa
do diodo D1, quando a mesma fecha, começa a circular uma corrente somente através do
indutor L1 (iL1), que irá armazenar energia na forma eletromagnética.

Quando a chave abrir novamente, a mesma energia armazenada fará o diodo D1 conduzir (pela
característica do indutor L1, de manter a corrente e produzir uma tensão de polaridade oposta
ao que foi entregue a ele inicialmente),entregando a tensão ao capacitor C1, carregando-o, que
por estar em paralelo com a carga, finalmente entregará a tensão na saída. Como a corrente
resultante está em sentido contrário ao da entrada, provoca o aparecimento de uma tensão
negativa na saída, com polaridade oposta a tensão de entrada Ve.
Em resumo: quando a chave esta fechada, armazena-se energia no indutor; quando abre,
entrega a energia a saida.
A tensão de saída é controlada pelo duty-cicle imposto a chave (D). Que é uma razão do tanto
tempo que a chave fica aberta/fechada. A equação que relaciona o valor de tensão médio de
saída com o duty-cicle é: Ve= Vs*D/(1-D)
Observe que CH1 esta representado como um interruptor ou chave, para simplificar, mas que
na prática pode ser substituído por um transistor, MOSFET, TRIAC ou outros dispositivos
mais indicados para trabalho contínuo em altas frequências, obviamente dimensionados e com
circuitos de proteção, controle de chaveamento, etc.

2) Conversores DC-AC

Os conversores DC - CA ou Inversores são utilizados para obter em sua saída uma tensão CA
variável e/ou regulada a partir de uma fonte CC de entrada. Os inversores estáticos de potência
possuem muitas aplicações nas áreas industrial e comercial, tais como:

- Acionamento de motores CA a velocidade variável;

- UPS – Fonte ininterrupta de energia (“No – Break”);

- Aquecimento indutivo – Fornos;

- Transmissão de energia em CC a alta tensão – HVDC;

A tensão de saída tem uma forma de onda periódica que, embora não-senoidal, pode, com uma
boa aproximação, chegar a ser considerada com tal.

2.1) Classificações:

2.1.1) Inversores não-autônomos

Os inversores não-autônomos utilizam tiristores e operam ligados à rede elétrica CA, a qual é
responsável pela comutação dos dispositivos, daí o seu nome. A frequência de funcionamento é
fixa e igual à frequência da rede. O controle do fluxo de energia do lado CC para o lado CA
pode ser efetuado através da variação do ângulo de disparo dos tiristores, que deve ser maior
que 90º para o funcionamento no modo inversor.

2.1.2) Inversores autônomos

Nos inversores autônomos, a comutação das chaves é determinada pelo circuito de comando,
ou seja, esses inversores utilizam chaves com disparo e bloqueio comandáveis. Desta forma, os
inversores autônomos operam independentemente da rede elétrica, e podem gerar em sua saída
tensões com frequências ajustáveis.
Com relação à característica da saída, os inversores podem ser:

- Inversores de tensão (VSI – “Voltage Source Inverters”) : nos inversores VSI, a tensão de
saída é a variável imposta, ficando a corrente dependente da necessidade da carga;

- Inversores de corrente – CSI – “Current Source Inverters”: já nos inversores CSI, a corrente de
saída é imposta pelo inversor. Normalmente são utilizados em aplicações de potências mais elevadas.

2.2) Modulação por largura de pulso (PWM)

A técnica de PWM é empregada em diversas áreas da eletrônica, talvez a mais comum seja a
utilização em fontes chaveadas mas também pode ser utilizada para controle de velocidade de
motores, controle de luminosidade, controle de servo motores e diversas outras aplicações.
PWM significa "Pulse Width Modulation" ou Modulação de Largura de Pulso, ou seja, através
da largura do pulso de uma onda quadrada é possível o controle de potência ou velocidade. 

Imagine uma chave simples liga e desliga, quando ligada 100% da tensão e da potencia é
aplicada a carga, já quando a chave esta aberta a tensão é nula e assim a potência é 0. Quando
controlamos o tempo que a chave fica ligada e conseqüentemente o tempo dela desligada
podemos controlar a potencia média entregue a carga, por exemplo: a chave fica ligada 50%
ligada e 50% desligada, isso quer dizer que em média temos 50% do tempo com corrente e
50% sem. Portanto a potência média aplicada na carga é a própria tensão média, ou seja, 50%,
portanto quanto maior o tempo que o pulso se manter em nível lógico alto, ou seja, ligado
maior a potencia entregue a carga, quanto menor o tempo em nível lógico alto menor a entrega
de potencia

2.2.1) Métodos:

2.2.1.1) Modulação por largura de pulso simples

Com o sinal de entrada, é realizado o controle da largura de pulso e da sua amplitude por
apenas um pulso simples a cada semiciclo.

2.2.1.2) Modulação por largura de pulso múltipla

Em vez de reduzir a largura do pulso para controlar a tensão, a saída do inversor pode ser
rapidamente chaveada passando para os estados ligado e desligado por diversas vezes, durante
cada semiciclo, para fornecer um trem de pulsos de amplitude constante.

2.1.3) Modulação por largura de pulso senoidal

Na modulação por largura de pulso senoidal, a tensão de saída é controlada pela variação dos
períodos nos estados: ligado e desligado, de modo que os períodos ligados (largura de pulso)
sejam mais longos no pico da onda.
3) Referências

3.1) AHMED, Ashfaq. Eletrônica de potência. São Paulo: Pearson, 2000. 440 p;

3.2) RASHID, Muhammad H. Eletrônica de potência: circuitos, dispositivos e aplicações.


São Paulo: Makron Books, 1999. 828 p;

3.3) Conversor boost. 2016. Disponivel em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Conversor_boost>.


Acesso em 29/jan./17;

3.4) Conversor buck. 2016. Disponivel e https://pt.wikipedia.org/wiki/Conversor_buck>.


Acesso em 29/jan./17.

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