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Texto 13

Anastasiou.Léa das Graças Camargos;Alves,L P .Estratégias de fílffr


,
ensinagem.ln: Anastasiou.Lea das Graças Camargos,Alves, L P . Processos
de ensinagem na universidade,pressupostos para as estratégias de trabalho em
aula.5ed.Joenville-SC.Univille,2009.Cap.3

Léa das Graças Camargos Anastasiou e Leonir Pessate Alves (Orgs )

:o proporciona aos professores que atuam com processos de ensmo e de aprendizagem .Processos de
ersidade possibilidades de reflexão sobre as questões do Projeto Político-pedagógico
lonaí e dos cursos, sobre a organização curricular disciplinar e interdisciplinar, a Ensmagem na
Universidade
entre professor, aluno e conhecimento, a organização do conhecimento e das formas de
cão e elaboração dele na aula universitária. Baseado em experiências de
onalizacão continuada com docentes universitários, pontua formas de atuação docente
ite, oferecendo pistas para encaminhamento da aprendizagem, cerne da relação entre
Ca
>r e aluno universitário, por meio da análise de estratégias de ensmagem. Relata uma Pressupostos para as estratégias de trabalho em aula
acia específica com uso de portfolios e acrescenta elementos para a organização do
o avaliativo na universidade. 5.a edição

UNIVILLE
UNIVERSIDADE
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IIanil Coelho Léa das Graças Camargos Anastasiou - uomr Pessate Alves
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exemplares 1.2 Aprender e apreender
Imagem da capa 1.3 Processo de ensmagem
Prô-Reitor de Administração A Escola de Atenas (Rafael Sanzio, afresco. 1.4 Processo de ensmagem: o movimento necessário
Martinho Exterkoet ter 1508-1511)
1.5 O movimento e o método dialético: breve incursão
1.6 As operações de pensamento
Reservados todos os direitos de publicação em lingua portuguesa à EDITORA UNIVILLE.
Campus Universitário, s/n." - Caixa Postal 246 - Bom Retiro 1.7 Dos passos aos momentos
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Referências bibliográficas
ISBN - 85-87977-15-6
Catalogação na fonte peia Biblioteca Universitária da Uruville 2 DA VISÃO DE CIÊNCIA A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
Léa das Graças Camargos Anastasiou
Processos de ertsmagem na universidade pressupostos para as
estratégias de trabalho em aula. / orgs. Léa tias Graças Camargos 2.1 introdução
re63 Anastasiou, Leorur Pessate Alves. 5. ed. - loinville, SC : UNIVILLE, 2005.
2.2 A ciência e a organização curricular
2.3 O conhecimento e o saber escolar curricular
144 p.; 22 cm
2.4 O conhecimento e a estrutura globalizante do currículo .
2.5 Planos de ensino e programas de aprendizagem
1- Processos de ensmagem. 2. Ensino superior. 3. Organização 2.6 Da ação docente individuai para a compartilhada
curricular. 4. Ensino - Aprendizagem. 5. Universidades - Processos de
2.7 Das condições de trabalho: a atuação do coletivo docente
ensmagem. 6. Avaliação curricular. 7. Professores - Educação
continuada. 1. Anastasiou, Léa das Graças Camargos. II. Alves, Leonu 2.8 Da questão da mudança
Pessate.
CDD 370.1523 Referências bibliográficas
3
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM
Léa das Graças Camargos Anastasiou
Iea.anastasiou@gmail.com
Leonir Pessate Alves
pessate@netuno.com.br
ESTRATÉGIAS DE ENSINACEM estratégia:
3.1 INTRODUÇÃO e disponíveis, com vista à consecução de objetivos
específicos.
No quadro atual de imprevisibilidade. mudanças e i * Técnica: do grego tectinikós. relativo a arte. Relere-se à
incertezas, deve-se continuar a atuar na saJa de auía como se 1 arte material ou ao con|unto de processos de uma arte,
tazia no século passado? Considerando que os alunos, a cada
1 maneira, jeito ou habilidade especial de executar ou lazer
ano, cnegam à universidade trazendo novas e diferenciadas algo.
experiências em sua história de vida, pode-se atuar na
•Dinâmica: do grego dynamikós, diz respeito ao
"formatação" da aula utilizando os mesmos métodos que chegam
movimento e às forcas, ao organismo em atividade ou,
com o descobrimento do Brasil e seguem propostos na Ratio
ainda, a parte da mecânica que estuda os movimentos.
Studiorum, de 1599? Como trabalhar as relações, os nexos, a
Pelo citado, verifica-se a ênfase na atividade artística.
construção de quadros teorico-práticos previstos nos currículos
Portanto, exigem-se por parte de quem a utiliza criatividade,
universitários, altamente complexos, superando a torma
tradicional de relação entre professor, alunos e conhecimento? percepção aguçada, vivência pessoal profunda e renovadora,
j
além da capacidade de pôr em prática uma ideia valendo-se da
Quais as formas, os leitos necessários?
Nossa proposta situa o estudo e a análise das estratégias faculdade de dominar o objeto trabalhado.
de ensino e de aprendizagem diretamente relacionados a uma Qual o objeto do trabalho docente? Não se trata apenas
serie de determinantes: um Projeto Político-pedagõgico de um conteúdo, mas de um processo que envolve um conjunto
institucional, em que se defina uma visão de homem e de de pessoas na construção de saberes, seja por adoção, seja por
profissional que se pretende possibilitar na educação superior; a contradição. Conforme já dito, todo conteúdo possui em sua
função social da universidade; a visão de ensinar e de apreender; lógica interna uma torma que lhe é própria e que precisa ser
a visão de ciência, conhecimento e saber escolar; a organização captada e apropriada para sua efetiva compreensão.
curricular em grade ou globalizante, com a utilização de objetivos Para essa forma de assimilação, que obedece á lógica
interdisciplinares, por meio de módulos, ações, eixos, problemas, interna do conteúdo, utilizam-se os processos mentais ou as
projetos, entre outros. operações do pensamento. Por exemplo, na metodologia
É nesse contexto que se constrói o trabalho docente e tradicional, a principal operação exercitada era a memorização;
que o professor se vê frente a frente com a necessidade e o desafio hote, esta se revela insuficiente para dar conta do profissionai de
de organizá-lo e operacionalizá-lo. É também nesse contexto que a realidade necessita.
relacionai que se inserem as estratégias de ensmagem. Na metodoiogia diaiética, como já discutido, o docente
deve propor ações que desafiem ou possibilitem o
i Nos diferentes materiais 3.2 CONCEITUAÇÃO desenvolvimento das operações mentais. Para isso, orgaruzam-
publicados a respeito dessa se os processos de apreensão de tal maneira que as operações de ,
temática, temos encontrado ouso pensamento se)am despertadas, exercitadas, construídas e
indistinto destes termos: Uma primeira atenção se voita aos termos
estratégias ou técnicas. Aqui habitualmente utilizados para se referir aos meios ou processos flexibilizadas peias necessárias rupturas, por meio da |
adolaremos o termo estratégias que o professor utilizará na aula; encontram-se as palavras mobilização, da construção e das sínteses, devendo estas ser |
como a arte de aplicar ou explorar
"técnicas", "estratégias" ou "dinâmicas"1 de trabalho em sala vistas e revistas, possibilitando ao estudante sensações ou estados i
os meios e condições tavoráveis
e disponíveis, visando ã de auia, usadas como sinónimos. de espírito carregados de vivência pessoai e de renovação.
etetivaçao da ensmagem. Para eleito dessas reflexões, taz-se necessário Nisso, o professor deverá ser um verdadeiro estrategista,
pontuarmos aspectos referentes a esses termos: o que lustifica a adoção do termo estratégia, no sentido de estudar,
• Estratégia: do grego strategm e do latim strategia, e a arte selecionar, organizar e propor as melhores ferramentas facilitadoras
de aplicar ou explorar os meios e condições tavoráveis para que os estudantes se apropriem do conhecimento.

68 - Processos de Ensmagem na Universidade Processos de Ensmagem rs.

bset
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM

3.3 AS ESTRATÉGIAS: PONTO DE PARTIDA E


DE CHEGADA
...
. —--- ..............
--—-----
--
Lidar com diferentes estratégias não é fácil: entre nòs, j i
docentes universitários, existe um habitus de trabalho com I !
estratégias

predominância na exposição do conteúdo, em aulas expositivas i ÿ

ou palestras, uma estratégia funcional para a passagem de i i


Nesse processo de apropriação, o estudante eletiva
informação. Esse habitus retorça uma ação de transmissão de í
construções mentais variadas, Toma-se por base a listagem das
operações de pensamento de Raths et al. (1977), que se referem conteúdos prontos, acabados e determinados. Foi assim que
vivenciamos a universidade como alunos. A atuai configuração
as ações mentais de comparação, observação, imaginação,
obtenção e organização dos dados, elaboração e confirmação de
curricular e a organização disciplinar (em grade),
predominantemente conceituais, lêm a palestra como a prmcipa! f i
ÿhipóteses, classificação, interpretação, crítica, busca de
forma de trabalho. E os próprios alunos esperam do professor a 1 j
suposições, aplicação de tatos e princípios a novas situações,
continua exposição dos assuntos que serão aprendidos.
planejamento de projetos e pesquisas, análise, tomadas de
decisão e construção de resumos. Todas essas operações
Quando o professor ê desafiado a aluar numa nova visão
em relação ao processo de ensino e de aprendizagem, poderá
participam da efetivação de uma metodologia dialética voltada
encontrar dificuldades, até mesmo pessoais, de se colocar numa
para o aluno, considerando-se sua sincrese micial como ponto
diferenciada ação docente. Geralmente, essa dificuldadese micia
de partida, a sintese a ser construída como ponto de chegada,
pela própria compreensão da necessidade de ruptura com o j7
por meio da análise elaborada por essas operações citadas. Aqui
é que se inserem as estratégias.
repasse tradicional. j;
As estratégias visam à consecução de objetivos, portanto,
Caso esse obstáculo seja vencido, ele ainda se vê diante
de novos desafios para atuar de lorma diferente, tais como: lidar
há que ter clareza sobre aonde se pretende chegar naquele
com questionamentos, dúvidas, inserções dos alunos, críticas,
momento com o processo de enstnagem. Por isso, os objetivos
resultados incertos, respostas incompletas e perguntas
que o norteiam devem estar claros para os sujeitos envolvidos -
proiessores e alunos - e estar presentes no contrato didático,
inesperadas (às vezes complexas, ás vezes incompreensíveis para Jj
o professor, que chega a se questionar: "de onde ele tirou essa ti
registrado no Programa de Aprendizagem correspondente ao
questão, se o assunto que discutimos aqui é tão outro?"). O novo
módulo, tase, curso, etc...
procedimento abrange, também, uma modificação na dinâmica
Por meio das estratégias aplicam-se ou exploram-se meios.
da aula, o que inclui a organização espacial, com o rompimento /,
modos, leitos e formas de evidenciar o pensamento, respeitando
as condições favoráveis para executar ou fazer algo. Esses meios
da antiga disciplina estabelecida. !'
Ainda resta a incerteza quanto aos resultados: na
ou tormas comportam determinadas dinâmicas, devendo
estratégia da aula expositiva se garante a relação tempo/
considerar o movimento, as forcas e o organismo em atividade.
conteúdo com maior propriedade. Pode-se até dividir o numero
Por isso, o conhecimento do aiuno é essencial para a escolha da
de tópicos a serem repassados pelo numero de aulas ou palestras, >
2 Para um aprofundamento, estratégia, com seu modo de ser, de agir, de estar, além de sua
II sugerimos o estudo da dinâmica pessoal.
e tem-se todo o "programa vencido"... Vencer o programa não é f
diferenciação entre aspectos garantia de ensino ou de aprendizagem, nem de possibilitacão j
factuais, atitudinais, proce¬ Outra referência é a lógica do conteúdo: um conteúdo
dimentais e/ou conceituais dos predominantemente factual exigira uma estratégia diferente de
do profissional necessário a realidade dinâmica e contraditória.
Assistir a aulas como se assiste a um programa de TV e dar aulas
'
conteúdos. Vide ZABALA, um procedimental*. Além da lógica própria, o momento
Antoni. Como trabalhar os como se faz numa palestra não é mais suficiente: estamos jj
conteúdos procedimentais em aula. vivenciado pelos estudantes e. também, fundamental: estratégias
buscando modos de -em parceria - fazer aulas.
2.ed. Porto Alegre; Artes Médicas, usadas na mobilização comportam elementos novos e diferentes
1999.
A ciência nos apresenta hoie a constatação de uma
de estratégias de elaboração da sintese do conhecimento.
situação de movimento, de contradição, enredamento, mudança,

Processos de Eíisr/itfgw m
70- Processos de Enstnagem na Universidade
ESTRATÉGIAS de ensinagem
ESTRATÉGIAS DE ENS1NACEM
incerteza e ímprevisibilidade. Coniorme descrito no capitulo e não o inverso, como costuma ocorrer.
anterior (p. 44 e 45) por Santos (1999) e retornado por Mortn Nas instituições em que processos de profissionalização
(2000), no lugar do mecanicismo, a interpenetração, a iá ocorrem como experiências sistemáticas, a adoção de novas
espontaneidade e a auto-organização; no lugar do determinismo, maneiras de fazer a aula também setomahabilual.Issoporquejá

3 Oficina pedagógica: estratégia a tmprevisibilidade; no lugar da reversibilidade, a existe a preocupação com processos em que o aluno atue de forma
de trabalho que possibilita a um irreversibilidade e a evolução; no lugar da ordem, a desordem; significativa, responsável e com crescente autonomia, na busca da
grupo de docentes estudar e no Jugarda necessidade, a criatividade e o acidente, e, portanto, construção do conhecimento: supera-se o assistir pelo fazer aulas.
trabalhar um tema /problema, No entanto, mesmo que a instituição ainda não se
sob orientação de um especialista,
no Jugar da eternidade, a história construída com a ação dos seres
aliando teoria e prática. Favorece humanos, num tempo e num espaço histórico. O complexo è o que é constitua como impulsionadora desses processos, há a autonomia
o aprender a tazer melhor "o tecido pinto. Isso altera radicalmente a visão e a expectativa de docente, que possibilita a implementação de estratégias 5 Temos trabalhado em oficinas
oticio", mediania a aplicaçao e o diferenciadas, ainda que num nível de ação individuai. Temos
"causa-efeito", típica do pensamento cartesiano e tão presente na pedagógicas desdeo ano de2000.
processamento de conceitos e
conhecimentos previamente nossa formação e na nossa forma de agir. acompanhado processos em que os professores iniciam a com inúmeros professores

mudança em duplas e ou grupos pequenos, que depois se


universitários. As estratégias aqui
adquiridos. Uma experiência de E aivem o maior desafio: que ações se fazem necessárias citadas vem sendo
trabalho em oficinas com
trabalhadas
para lidar com toda essa dinâmica que hoje conhecemos? Para ampliam numérica e qualitativamente. com diferentes grupos docentes.
docentes da educação superior
romper com as formas tradicionais memorizativas,estabelecidas Essas vivências têm possibilitado
pode ser verificada no Relatório
uma visão de credibilidade
do Processo de Profissionalização ao longo da história, a saída tem sido a criação coietiva de crescente quanto á capacidade
Continuada 2000/2001 - momentos de experimentação, vivência e reflexão sistemática. 3.5 UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS criativa, de verdadeiros
UNERJ/USP, em que os docentes
com relatos de experiências socializados pelos colegas, em que estrategistas, que os professores
do Centro Universitário de
demonstram ao acrescentar seu
laragua do Sul (UNERJ) se dificuldades são objeto de estudo, visando a superação dos Para facilitar a identificação, a análise e a utilização de cunho pessoal sobre uma
reuniam em torno de projetos de
entraves. estratégia descrita de forma
pesquisa da prática docente. estratégias de trabalho em grupo', apresentamos quadros que
utilizando as oficinas como íorma
Por isso, destacamos como uma das possíveis saídas a podem servir como norteadores nas escolhas e acompanhamento
sintética.
de coletivizar avanços didático- realização de oficinas pedagógicas1 nas quais a experiência de cada
dos processos de mudança na sala de aula (pâg. 79 a 98).
pedagógicos e buscar, junto com um conte ponto na construção de umnovo fazer pedagógico em aula.
seus pares, solução de
Para construção dos quadros, que têm sido apresentados
problemáticas pendentes. e discutidos com os docentes em oficinas pedagógicas desde
2000, utilizamos publicações diversas6. Esse é um material que
3.4 O CONTEXTO DAS ESTRATÉGIAS tem sido bastante apreciado pelos professores, pois contém uma
síntese de diferentes publicações sobre o assunto, acrescida das 6 Os autores buscados sao:
4 A Lei de Diretrizes e Bases da Bordenave (2001), Betirens
Quando o professor participa de um colegiado que análises referentes ã metodologia dialética, à ação de ensinagem,
Educação Nacional, LDB n." Í1999), Meireu (1998), Masetto
9394/96, em seu artigo 12, construiu eoletivamente o Projeto Político-pedagógico1, a questão a organização curricular!áo papei do professor e do aluno; enfim, (2003), Moreira, (1997), Raths
estabeieceserem competência do da definição de estratégias evolui rapidamente, pois já estão situam as estratégias em seu contexto determinante. (1977), Severino (2000),
corpo docente a construção do Na organização dos quadros, micia-se pela aula Vasconcellos (1995), Veiga
discutidos vários determinantes: a tunção de universidade, a
Protelo Pedagógico e a associação expositiva dialogada, que constitui uma superação da aula
(1991).
da açao docente aos objetivos e visão de homem, de ciência, de conhecimento e de saber escolar,
processos nele estabelecidos. de perfil profissiográfico e de objetivos gerais do curso que expositiva tradicional. Essa loi tomada como estratégia inicial
norteiam as escolhas de ação em auia. por ser, estatisticamente, a mais presente na sala de aufa na
Nesse contexto, as condições concretas de trabalho universidade. O aluno vai para a aula esperando assistir à
são habitualmente postas em discussão, facilitando a exposição do conteúdo pelo professor. Numa exposição
superação de uma série de dificuldades em relação às dialogada, ocorre um processo de parceria entre professores e
condições físicas, aos recursos materiais, ambientais e aiunos no enírentamento do conteúdo: haverá umfazer aulas...
humanos, a organização administrativa com fins pedagógicos, Na utilização das estratégias descritas nos quadros,

1*2 - Processos de Ensmagcm na Universidade processos de Ensmagcm na Universidade 73


S DE ENSINAGEM

sugere-se considerar o principio diaiélico da caminhada

crescente complexidade do pensamento.


com o
aluno, da sincrese (ou visão inicial, não elaborada, caótica, etc.)
para a síntese, que constitui um resultado das relações realizadas,
agora organizadas de modo qualitativamente superior. Esse
processo se dá pela análise, que e posta em prática nas operações
mentais sistematizadas nas estratégias, ou seja: ao escolher e
eietivar urna estratégia, o protessor propõe aos alunos a
realização de diversas operações mentais, num processo de

Relorça-se que o ponto de partida ê a prática social do


aluno, a qual, uma vez considerada, torna-se elemento de
mobilização para a construção do conhecimento. Tendo o
pensamento mobilizado, o processo de construção do conhecimento
já se iniciou. É preciso estar atento para que a elaboração da síntese
do conhecimento, momento destacado na metodologia dialética,
não fique desconsiderada. Ela possibilita a volta a prática social já
reelaborada, uma vez que o aluno construiu, no pensamento e pelo
pensamento, a evolução do objeto de estudo pretendido.
Nessa evolução, as categorias sugeridas por Vasconcellos I

efetivam de maneira mter-reiacionada e representam referências


para o processo de análise na construção do conhecimento.
Com relação aos momentos dialéticos, ã mobilização
para o conhecimento, a construção e a elaboração da síntese dele,
d estaca-se que uma mesma estratégia pode objetivar perspectivas
diferentes; por exemplo: uma estratégia como a tempestade
cerebral pode ser utilizada para mobilização, no início de uma
unidade. Ela pode também servir como diagnóstico no !',
transcorrer da unidade, ou como fechamento de uma aula ou
j
(1995) são: a significação, a problematização, a criticidade, a praxis,
a continuidade e ruptura, a historicidade e a totalidade, que se j

unidade: ai está a arte docente, emsua função de estrategista. Outro li


ponto a destacar refere-se ás condições de etetivação das
estratégias: nosso habitus docente está muito centrado na aula j
expositiva (a tradicional, na maioria das vezes!) e já dominamos
esse cenário. O mesmo não se dá com as demais estratégias, que
exigem cuidados e diretividade, conduções, enfim, específicas.
Existem estratégias em que, habitualmente, a
contribuição do aluno é feita de torma individual diante de um
coletivo, como é o caso do estudo de texto, da tempestade

àe Ensmagem na Universidade
}

j
j

\
- --
cerebral, da aula expositiva dialogada, da construção de mapa
conceituai, do estudo dirigido, da lista de discussão e da solução
de problemas. Elas podem ser vivenciadas em duplas ou em
outras formas de organização.
Nelas, a expressão verbal do aluno é desenvolvida diante
de todos os colegas, levando-o a se expor às habituais críticas
dos outros. Esse e um aspecto a ser considerado pelo professor,
como um objetivo atitudinal a ser desenvolvido. A propria torma
de o protessor receber e acatar a contribuição do aluno, as vezes
"tirando agua de pedra",ê determinante doclima de acolhimento,
essencial em processos coletivos de construção de conhecimentos.

3.6 TRABALHANDO EM GRUPOS

Com relação as estratégias grupais, é fundamental sua


organização, sua preparação cuidadosa, o planejamento
compartilhado e mutuamente comprometido com o aluno que,
como sujeito de seu processo de aprendiz, atuarã ativamente:
assim, os objetivos, as normas, as formas de ação. os papéis, as
responsabilidades, enfim, o processo e o produto desejados
devem estar explícitos, compactuados.
Pontuamos que as estratégias grupais constituem um
desafio a ser reconhecido e enfrentado. Sabemos que a
aprendizagem é um ato social, necessitando da mediação do
outro como facilitador do processo. Esse outro que estabelece a
mediação entre o aluno e o objeto de estudo pode ser o professor,
os colegas, ou um texto, um vídeo, um caso a ser solucionado,
um tema a ser debatido.
Habilidades de trabalho grupais, devidamente
desenvolvidas, auxiliam no desabrochar da inteligência
relacional, que abarca, segundo Osório (2003), a inteligência
intrapessoal (autoconhecimento emocional, controle emocionai
e automotivação) e a inteligência interpessoal (reconhecimento de
emoções de outras pessoas e habilidades em relacionamentos
interpessoais). Êpreciso auxiliar no desenvolvimento da inteligência
relacional, conceituada como a "capacidade de os indivíduos serem
competentes na mteração com outros seres humanos no contexto
grupai em que atoam" (OSÓRIO, L. C., 2003, p. 65-66).'
Retorçamos a idéia de que trabalhar num grupo é
|
fi
|jJ

j'
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM

7 Para uma melhor compreensão j


desses conceitos vide OSÓRIO, j
L.C. Psicologia grupai: uma nova
disciplina para o advento de uma
era. Porto Alegre: Ártmed. 2003.

Processos de Ensmagcm na Universidade -75


i
1
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM ESTRATÉGIAS
Inicialmente, e até que os alunos se soltem em atividades
diferente de
fazer parte de um coniunto de pessoas, sendo
fundamental a interação, o compartilhar, o respeito a grupais, as contribuições de cada participante podem ficar mais
singularidade, a habilidade de lidar com o outro em sua restritas ás discussões do pequeno grupo, expondo menos cada
totalidade, incluindo suas emoções, isso exige autonomia e aluno. Quando ainda se mantém uma inibição no grupo no
maturidade, algo a ser construído paulatinamente comos alunos momento da socialização da síntese, costuma ocorrer a indicação,
universitários, uma vez que não trazem esses atributos do pelo próprio grupo, de colegas que já trazem desenvolvidas
ensino médio. habilidades de exposição oral, desenvoltura e liderança. Cabe ao f
Lembramos que o que caracteriza o grupo não é ajuncão dos protessor mediar a situação, no sentido de que todos possam j
alunos,mas o desenvolvimento inter e íntrapessoat e o estabelecimento desenvolver habilidades e atitudes de representatividade, !
de objetivos compartilhados, que se alteram conforme a estratégia lembrando aos alunos que a sala de aula e a universidade são o
proposta, o processo objehvado e seu processamento. lugar do treino, da aprendizagem, onde o erro não lera e deve ser
Numa atividade grupai de ensmagem, os docentes a referência para a reconstrução e para a superação de dificuldades.
precisam ter domínio dos determinantes dessas estratégias.
Participar de grupos de estudo permite o
Inicialmente,não se organizam grupos apenas porque assim está desenvolvimento de uma série de papéis que auxiliam na
construção da autonomia, do autoconhecimenío do aluno, do
proposto no Proieto Político-pedagógico, mas porque o objetivo
que se tem em determinado momento do programa de lidar com o diferente, da exposição e da contraposição, do
aprendizagem solicita uma ação discente que será mais bem divergir, do sintetizar e do resumir, enfim, habilidades
executada se a estratégia grupai for ativada. necessárias no desempenho do papel profissional, para o qual o
Além disso, e preciso dominar o processo, conhecendo aluno se prepara na universidade como local de ensaio, de
suas etapas e preparando-as. A acão docente será tão ou mais acertos e de erros.
exigida do que numa tradicional aula expositiva ou numa Quanto aos papéis, é relevante destacar que eles
expositiva dialogada. Trabalhar para além do conteúdo é um micialmente estão relacionados ao tipo de estratégia vjvenciada.
desafio, que corresponde ao processo de autonomia a ser Aquela visão do líder autoritário e pleno de poder é hoie
conquistado com e pelo aluno. questionada:
É preciso também considerar que as formas de Cada vez há menos espaço para a afirmação de lideranças
organização grupai se alteram de estratégia para estratégia. Em carismáticas, oriundas do culto a personalidade na era
todas elas está presente o desenvolvimento da habilidade de individualista da qual emergimos. Dos líderes de hoje e de
conversar. Etimologicamente, a palavra é composta de dois amanhã será exigida uma peculiar habilidade para conviver
com a pluralidade das expectativas humanas e que
elementos: con, que significa juntos, e versar, que quer dizer
demonstrem capacidade ern administrar conflitos que surjam
mudar. Conversar com o outro pressupõe a abertura para mudar
nas relações interpessoais (OSÓRIO, 2003, p. 114).
junto com o outro; de uma conversa bem-sucedida ocorrerá
alguma mudança no pensar, no perceber, no sentir ou no agir O clima de trabalho é fundamental: é preciso estabelecer
dos envolvidos (OSÓRIO, 2003, p. 70). processos de parceria nos grupos, situando os papéis como
Assim, estando os objetivos estabelecidos, OS aiunos articula dores da consecução dos objetivos. Habitualmente, são
saberão que direção tomar; estando claras as etapas, saberão necessánas contribuições no sentido de coordenar a participação
as formas de encaminhamento do processo, previsto na de todos, de controle de tempo, registro dos dados, sínteses,
estratégia grupai em ação. O protessor precisa estar atento e exposição dos resultados e avaliação do processo, gerando, então,
disponível, conversando e acompanhando os processos e os os papéis de coordenador, cronometrista, secretário, relator,
grupos na sala de aula. expositor e outros necessários ao funcionamento da estratégia.

76 - Processos dr. Ensmagem na Universidade Processas de Ensmagcm n;


ÊGMS DE ENSINACEM
ESTRATÉGIAS DE ENSINACEM

A definição dos papéis pode ser feita por escolha, 3.7 ESTRATÉGIAS: ELEMENTOS DETERMINANTES
indicação., sorteio, eleição, rodízio ou outro critério. H 3.7.1 Estratégias de trabalho docente8
importante que a descrição dos papéis esteja clara para todos,
Léa das Graças Camargos Anaslasiou - Leonir Pessate Alves
o que facilita o desempenho, podendo-se iniciar com a
ESTRATÉGIA 1:
indicação do professor e, depois, paulatinamente, deixar aos Aula expositiva dialogada
grupos a escolha, a indicação ou a eleição. Variar o
É uma exposição do conteúdo, com a participação ativa dos estudantes, cujo conhecimento
desempenho de papéis auxilia principalmente os alunos com
prévio deve ser considerado e pode ser tomado como ponto de partida. 0 professor leva os
dificuldades em processos interativos. A possibilidade do estudantes a questionarem, interpretarem e discutirem o objeto de estudo, a partir do
DESCRIÇÃO
treino ou exercício dos papéis deve ser norteadora do clima reconhecimento e do confronto com a realidade. Deve favorecer análise crítica, resultando na
grupai, visando ao crescimento e a autonomia progressiva produção de novos conhecimentos. Propõe a superação da passividade e imobilidade
intelectual dos estudantes.
de todos. Um elemento auxiliar é, reiteramos, a reflexão de
DE
OPERAÇÕES
que a sala de aula é o lugar onde o erro não fere, pois è o PENSAMENTO Obtenção e organização de dados/Interpretação /Crítica /Decisão /Comparaçao /Resumo
espaço no qual as aprendizagens podem ser sistematizadas, (Predominantes)
Proíessor contextualiza o tema de modo a mobilizar as estruturas mentais do estudante para
sob a mediação do professor e dos colegas. operar com as informações que este traz, arhcuiando-as ás que serão apresentadas; laz a
Conduzidas dessa forma e devidamente processadas. apresentação dos objetivos de estudo da unidade e sua reiaçao com a disciplina ou curso.
as atividades grupais possibilitam ao docente e aos discentes Faz a exposição, que deve ser bem preparada, podendo solicitar exemplos aos estudantes, e
busca o estabelecimento de conexões entre a experiência vivencial dos participantes, o obieto
um contínuo crescimento pessoal e global. Todos os DÍNAMICA DA
estudado e o todo da disciplina.
componentes já têm o pape! de participante, sendo atividade
É importante ouvir o estudante, buscando identificar sua realidade e seus conhecimentos
responsáveis inicialmente peto desempenho pessoal, como: prévios, que podem mediar a compreensão crítica do assunto e problematizar essa participação.
estudos preliminares, defesa de ideias, produção pretendida, O forte dessa estratégia é o diálogo, com espaço para questionamentos, críticas e solução de
dúvidas: é imprescindível que o grupo discuta e reflita sobre o que está sendo tratado, a fim de
respeito ás normas estabelecidas. que uma síntese integradora seja elaborada por todos.
Essas normas incluem cuidados, como a atitude do Participação dos estudantes contribuindo na exposição, perguntando, respondendo,
"converSar",o respeito às idéias do outro, a negociação, o ato de questionando...
Pela participação do estudante acompanham-se a compreensão e a análise dos conceitos
ouvir e de esperar a vez de falar, etc., além do desempenho de apresentados e construídos.
AVALIAÇÃO
algum papel específico que lhe seja atribuídq pelo grupo, como Podem-se usar diferentes formas de obtenção da síntese pretendida na aula: de forma escrita,
coordenador, controlador de tempo, secretário, relator, etc., orai, pela entrega de perguntas, esquemas, portfólio, sínteses variadas, complementação de
dados no mapa conceituai e outras atividades complementares a serem efetivadas em
conforme a estratégia em ação. continuidade pelos estudantes.
A seguir, apresentamos as estratégias em quadros.
possibilitando uma visão de conjunto de cada uma delas. A aula expositiva dialogada é uma parceria, respeito e troca é essencial. O
estratégia que vem sendo proposta para domínio do quadro teórico relacional peto
Destacam-se a identificação da estratégia, sua conceituação, as
superar a tradicional palestra docente. Há professor deve ser tal que "o fio da meada"
operações de pensamento predominantes, a descrição da
grandes diferenças entre elas, sendo a possa ser interrompido com perguntas,
dinâmica da atividade, acrescida de uma sugestão de
principal a participação do estudante, que terá observações, intervenções, sem que o
acompanhamento e de avaliação, e uma análise complementar.
suas observações consideradas, analisadas, professor perca o controle do processo. Com
retomando alguns elementos relativos a metodologia dialética respeitadas, independentemente da a participação contínua dos estudantes fica
de ensmagem. garantida a mobilização, e são criadas as
procedência e da pertinência delas, em relação
ao assunto tratado. O clima de cordialidade. condições para a construção e a elaboração da

do curso deSistemas
S Registramos o incentivo de Susana Hintz, mestre em Educação peia UDESC, assessora pedagógica
de Lniormaçao e professora do curso de Pedagogia da UNERJ, peio incentivo de levar
adiante a idéia da elaboraçao
desses quadros.

essos de Ensmagem na Universidade Processos de Ensinagem na Universidade - 79

iaíjsasijs-.liKiiiisfflffiSSí
ESTRATÉGIAS DE ENSINaGEM
ESTRATÉGIAS DE Eh'SlNAGEM
historicidade, totalidade, criticidade, praxis, ESTRATÉGIA 3:
síntese do objeto de estudo. Conforme o
objetivo pretendido, o professor encaminha significação e para os processos de Portfolio
as reflexões e discussões para as categorias de continuidade e ruptura. É a identificação e a construção de registro, análise, selcçao e reflexão daj produções mais
DESCRIÇÃO significativas ou identificação dos maiores desafios /dificuldades em retaçao ao objeto de
ESTRATÉGIA 2: estudo, assim como das formas encontradas para superação.
Estudo de texto OPERAÇÕES DE Identificação/Obtenção e organização de da dos /Interpretação /Crítica /Análise /Reelaboração/
PENSAMENTO Resumo
(Predominantes)
É a exploração de idéias de um autor a partir do estudo crítico de um texto e/ou a busca de
DESCRIÇÃO O portfolio pode evidenciar o registro do processo de construção de uma ahvidade, de um
iniormações e expioraçao de idéias dos autores estudados.
bloco de aulas, fase, módulo, unidade, projeto, etc.
OPERAÇÕES DE
Identificação/Obtenção e organização de dados /Interpre ta çã o /Crítica /Análise/Reelaboração/ A preparaçao deve ser feita peio professor a partir da mobilização para a tarefa. Alguns passos
PENSAMENTO
(Predominantes)
Resumo podem ser seguidos, tais como:
Momentos:
ÿ
combinar as formas de registro, que podem ser escritas manualmente ou digitadas, em
caderno, bloco, pasta...,
1. Contexto do texto - data, bpo de texto, autor e dados sobre este.
2. Análise textual - preparação do texto: visão de conjunto, busca de esclarecimentos, • o material precisa estar identificado com dados como nome, série, ano, disciplina, etc. Pode-se
verificação de vocabulário, fatos, autores citados, esquematização.
incluir uma loto que demonstre o momento que o académico está vivendo;
3. Análise temática - compreensão da mensagem do auton tema, problema, tese, linha de • aproveitar para incluir orientações de formatação de trabalho cientifico, tais como; capa,
DINÂMICA DA raciocínio, idéia centrai e as idéias secundárias- contracapa, sumário, os relatos em si, considerações finais, bibliografias utilizadas no decorrer
ATIVIDADE das aulas/ trabalhos;
4. Análise interpretativa /extrapolação ao texto - levantamento e discussão de problemas DINÂMICA DA
relacionados com a mensagem do autor. • escrever apenas num dos lados da pagina, deixando o outro como espaço para o diálogo do
ATIVIDADE
5. Problematização - interpretação da mensagem do autor: corrente filosófica e influências. professor:
pressupostos, associação de idéias, crítica.
ÿ
os relatos em si podem ser nomeados, e este titulo pode expressar o sentimento mais evidente
-
6. Síntese reelaboração da mensagem, com base na contribuição pessoal.
Produção, escrita ou oral, com comentário do estudante, tendo em vista as habilidades de
daquele momento;
• os registros podem conter trabalhos de pesquisa, textos mdividuais/coietivos, considerados
AVALIAÇÃO compreensão, análise, síntese, julgamento, inferências e interpretação dos conteúdos interessantes, acrescidos de uma protunda reflexão sobre seu significado para a tormação;
fundamentais e as conclusões a que chegou. • incluir outras produções significativas: realia, fotos- desenhos, etc., com a respectiva análise;
• anotar o sentimento de avanços e dificuldades pessoais:
• inserir nvaliaçao construtiva do desempenho pessoal e do desempenho do protessor;
Um estudo de texto pode ser utilizado mobilizar o estudante para textos que se • ao professor compete proceder às leituras dos textos /produções e apontar os avanços e os
para os momentos de mobilização, de refiram a realidade, em especial ao campo de aspectos que precisam ser retomados pelo estudante. Lembrar que o protessor estabelece um
construção e de elaboração de síntese. A trabalho futuro. Esses textos iniciais podem diáiogo com o estudante e precisa ser produtivo em favor da verdadeira aprendizagem.
definição do texto dependerá do objetivo que Definir conjuntamente critérios de avaliaçao do ensino e da aprendizagem, do desempenho do
ser acrescidos de outros com mais
estudante e do protessor-
professores e estudantes têm para aquela especificidades de linguagem, conteúdos e
Os critérios de avaliação à individualidade de cada um:
unidade de estudo. A escolha de um material complexidade da area em estudo. • organização e cientificidade da ação de protessor e de estudante;
AVALIAÇÃO
que seia acessível ao estudante e ao mesmo Muitas vezes o professor trabalha um • clareza de idéias na produção esenta;
tempo que vá desafiá-lo, assim como o texto com os estudantes e pede um "resumo", •construção e reconstrução da escrita;
acompanhamento do processo pelo professor, para resumir o estudante precisará identificar. • objetividade na apresentação dos conceitos básicos;
é condição de sucesso nessa estratégia. São • envolvimento e compromisso com a aprendizagem.
interpretar, analisar, organizar os dados,
habituais as observações de docentes acerca sintetizar para obter a produção solicitada A estratégia do portfolio, considerada produções/manifestações escritas dos
da dificuldade de leitura e interpretação por pelo professor. Resumir não e uma operação nova na educação superior, possibilita o estudantes. Aponta para um conceito
parte dos estudantes. Se essas são habilidades mental simples, ela exige o auxílio e o acompanhamento de construção do diferenciado de tempo e espaço, de construção
constatadas como pouco desenvolvidas, elas acompanhamento do processo pelo professor conhecimento do docente e do discente e reconstrução, de avaliação e nota. Dentre as
devem se tornar objeto de trabalho sistemático pelo menos nas primeiras tentativas. A durante o próprio processo e não apenas ao inúmeras atividades que a prática pedagógica
na universidade para todas as áreas de construção de esquemas, feitos coletivamente final deste. Daí sua principal característica de coloca a disposição para a saia de aula, o
tormação. Quando o hábito de leitura não com a classe, auxilia o trabalho
estiver interiorizado, ficará mais fácil validação. Ela exige do professor um alto grau portfóho se apresenta como o mais completo.
individualizado.
propicia ao professor verificar de
de organização, no sentido de acompanhar as torma

-
80 Processos de Ensmagem na Universidade Processos de Ensinagem na Universidade
- 81

MS
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM
5 TRATÉGIAS DE ENS1NAGEM
No momento da exploração, a explicação dada trazem ao contexto... Tudo tem umnexo pessoal.
imediata as dificuldades apresentadas pelo estudante, por isso devem estar
retenu-se a música infantil "a barata diz que tem e nos resta, como mediadores do processo, dar
estudante e propor soluções para sua constantemente mobilizados para a construção
sete saias de filó...", que o participante ouvira o espaço para que ele seja explicitado, explorado,
superação. Além do mais, é um processo do conhecimento e da realização de suas
naquela semana sendo cantada por sua filha. ampliando a teia relacional que a estratégia
individual que permite a cada um crescer de sínteses, como tormas de registro. Esses
Esse simples exemplo nos mostra a riqueza da possibilita. Isso nos faz retomar o principio de
acordo com suas necessidades e condições. registros vem arraigados a elementos
possibilidade dediferentes conexões, pontos de que o complexo e o que é tecido pinto. Essa torma
Quanto às dimensões da construção do históricos de seus autores, retratam
chegada e de partida que os participantes se presta, também, para elaboração da síntese.
conhecimento, essa estratégia requer um alto continuidade e rupturas pessoais, e por isso
grau de envolvimento do protessor e do comportam elementos de significação e praxis.
ESTRATÉGIA 5:
ESTRATÉGIA 4:
Mapa conceituai
Tempestade cerebral
Consiste na construção de um diagrama que indica a relaçao de conceitos em uma perspective
E uma possibilidade de estimular a geraçao de novas idéias de lorma espontânea e natural, DESCRIÇÃO bidimensional, procurando mostrar as relações hierárquicas entre os conceitos pertinentes à
DESCRIÇÃO deixando funcionar a imaginaçao. Não há certo ou errado. Tudo o que for levantado será estrutura do conteúdo.
considerado, solicitando-se, se necessário, uma explicação posterior do estudante.
OPERAÇÕES DE
OPERAÇÕES DE PENSAMENTO Interpretação/Classificação/Crítica /Orgamzaçao de da dos /Resumo
PENSAMENTO Imaginação e cria tivida de /Busca de suposições /Classificação (Predominantes)
(Predominantes) O protessor poderá selecionar um conjunto de textos, ou de dados, objetos, informações sobre um

Ao serem perguntados sobre uma problemática, os estudantes devem: tema ou obieto de estudo de uma unidade, de ensino e aplicar a estratégia do mapa conceituai
1. expressar em palavras ou frases curtas as idéias sugeridas pela questão proposta. propondo ao estudante a ação de:
2. evitar atitude crítica que levaria a emitir juízo e/ou excluir idéias.
ÿ
identificar os conceitos-chave do objeto ou texto estudado;
DINAMICA DA 3. registrar e organizar a relação de idéias espontâneas. • seiecionar os conceitos por ordem de importância;
ATIVIDADE 4. fazer a seleção delas conforme critério seguinte ou a ser combinado:
« incluir conceitos e idéias mais específicas;
DINAMICA DA
• ter possibilidade de ser postas em prática togo;
ÿ
estabelecer relação entre os conceitos por meio de Linhas e identificá-las com uma ou mais
ATIVIDADE
• ser compatíveis com outras idéias relacionadas ou enquadradas numa lista de idéias: palavras que explicitem essa relaçao;
ÿ
ser apreciadas operacionalmente quanto á eficácia a curto, médio e longo prazo.
ÿ
identificar conceitos e palavras que devem ter um significado ou expressam uma proposição:
Observação das habilidades dos estudantes na apresentação de idéias quanto a: capacidade • buscar estabelecer relações horizontais e cruzadas, traçá-las;
AVALIAÇÃO criativa, concisão, logicidade, aplicabilidade e pertinência, bem como seu desempenho na • perceber que há várias formas de traçar o mapa conceituai:
descoberta de soluções apropriadas ao problema apresentado. • compartilhar os mapas coletivamente, comparandoos e complementa ndo-os;
• justificar a localização de certos conceitos, verbalizando seu entendimento.
A comparmamento da construção do mapa conceituai a partir da definição coletiva dos critérios de
Trata-se de uma estratégia vivida peio protessor precisa considerar que irá interferir avaliaçao:
coletivo da classe, com participações na explicitação do estudante a prática social • conceitos claros;
individuais, realizada de lorma oral ou escrita. íá vivenciada, que interfere nas relações AVALIAÇÃO • relação íustifícada:
Pode ser estabelecida com diferentes objetivos, etetivas. Numa atividade de tempestade • riqueza de idéias;
devendo a avaliação se referir a eles. Utilizada
• criatividade na organização;
cerebral vivenciada com professores • representatividade do conteúdo trabalhado.
como mobilização, desperta nos estudantes universitários,somente para conhecimento da
uma rápida vinculação como objeto de estudo; estratégia e de suas possibilidades, lot
pode ser utilizada no sentido de coletar proposta a palavra-chave "barata" como Nos Programas de Aprendizagem semestre ou se reterir a apenas uma unidade
sugestões para resolver um problema do desencadeadora da estratégia. Surgiram cujo conteúdo é predominantemente de estudo, tema, problemas, ele. O
contexto durante o processo de Construção. contribuições esperadas: medo, mseto, conceituai, um dos desafios é construir com tundamentai e a identificação dos conceitos
possibilitando ao protessor retomar a teia de cozinha, sujeira, chinelo, inseticida, etc. Mas os estudantes o quad ro relacional que sustenta básicos e das conexões entre esses conceitos e
relações e avaliar a criatividade e a apareceu também a palavra "música", que criou a rede teórica a ser apreendida. A construção os deles derivados: isso leva a elaboração de
imaginação, assim como os avanços do entre os participantes surpresas e do mapa pode ser teita ao longo de todo um uma teia relacional. Ao se confrontarem os
estudante sobre o assunto em estudo. O incompreensão...qual seria o nexo estabelecido?
Processos de Ensmagcm na Universidade - 83
12 - Processos de Ensmagem na Universidade
estratégias de ensinagi
rCT/MTFGMS de ensinagem

mapas construídos individualmente e/ou em que as conexões se processam, e permite a dando tempo ao estudante e ao professor da estudantes, por seu grau de abstração e
grupos, os estudantes percebem que as elaboração da síntese numa visão de retomada necessária do assunto. Em se dificuldade, o professor já pode ter preparado
conexões podem se diferenciar, o que não totalidade. O movimento de ruptura e tratando de Programas de Aprendizagem com tópicos de estudo d irigido ca pazes de suprir
acarreta prejuízo, e sim amplia o quadro continuidade é intenso nessa estratégia. Por aspectos costumeiramente temidos pelos os pontos nodais já identificados.
perceptivo do grupo. Possibilita mobilização tudo isso, o mapa conceituai serve ao professor
ESTRATÉGIA 7:
contínua, uma vez que o estudante tem que como ferramenta para acompanhar as Lista de discussão por meios informatizados
retomar e complementar o quadro durante mudanças na estrutura cognitiva dos

toda a caminhada; possibilita construção do estudantes e para indicar formas diferentes de DESCRIÇÃO
É a oportunidade de um grupo de pessoas poder debater, a distancia, um tema sobre o qual
seiai
especialistas ou tenham realizado um estudo prévio, ou queiram aprofundá-lo por meio eietrónico
conhecimento, que vai se ampliando à medida aprofundar os conteúdos.
OPERAÇÕES DE
Compara çã o /Observação /Interpretação/ Busca de suposições/Construção dc hipóteses
PENSAMENTO /Obtencã
ESTRATÉGIA 6: e organiza çao de dados
(Predominantes)
Estudo dirigido Organizar um grupo de pessoas para discutir um tema, ou vários subgrupos com tópicos
d
temática para realizar uma reflexão continua, debate fundamentado, com intervenções d
É o ato de estudar sob a orientação e diretividade do prolessor, visando sanar dificuldades professor, que, como membro do grupo, tra2 suas contribuições. Não é um momento de pergunta
DINAMICA DA
DESCRIÇÃO específicas. e respostas apenas entre estudantes e professor, mas entre todos os integrantes, como parceiros d
ATIVIDADE
É preciso ter claro: o que é a sessão, para que e como é preparada. processo.
OPERAÇÕES DE É importante o estabelecimento do tempo-limite para o desenvolvimento da temática.
Identificação/Obtenção e orgaruzaçao de dados /Busca de suposições/Apiicaçao de latos e
PENSAMENTO Esgotando-se o tema, o processo poderá ser reativado a partir de novos problemas.
(Predominantes)
princípios a novas situações
Essa é uma estratégia em que ocorre uma avaliação grupai, ao longo do processo, cabendo a todo
Prevê atividades individualizadas, grupais, podendo ser socializadas: esse acompanhamento.
• leitura individual a partir de urn roteiro elaborado peio professor; AVALIAÇÃO No entanto, como o professor é o responsável pelo processo de ensina gem, o acompanhamento da
DINÂMICA DA « resolução de questões e situações-problema, a partir do material estudado: participações, da qualidade das inclusões, das elaborações apresentadas toma-se element
ATIVIDADE • no caso de grupos de atendimento, debate sobre o tema estudado, permitindo a socialização dos fundamental para as retomadas necessárias na lista e, oportunamente, em ciasse.
conhecimentos, a discussão de soluções, a reflexão e o posicionamento crítico dos estudantes ante a
realidade vivida. A lista de discussão e utilizada para A participação dependerá do
0 acompanhamento se dará pela produção que o estudante tor construindo, na execução das aprofundamento de objetos de estudo, processo de mobilização etetivado e
atividades propostas, nas questões que tormula ao prolessor, nas revisões que este lhe solicita, a
AVALIAÇÃO tornando-se uma estratégia própria ao possibilita a construção do conhecimento por
parhr do que vai se inserindo gradativamente nas atividades do grupo a que pertence. Trata -se de
um processo avaliativo eminentemente diagnóstico, sem preocupação class ifica tória. momento de construção e de elaboração de meio da problematização, da significação, da
sínteses continuas. O tema é estabelecido práxis, da continuidade e ruptura, já citados
coletivamente, ou proposto peto professor nos elementos da metodologia dialética. Essa
Essa estratégia exige a identificação pontuais não dominados anteriormente. Pode
a partir do caminho já iniciado pelo grupo, é uma estratégia inovadora, que depende de
dos estudantes que dela necessitam para se tornar um importante recurso didático que
podendo os estudantes participar com algumas condições concretas para sua
complementar aspectos não dominados do auxilia o prolessor a lidar com as diferentes
perguntas ou respostas completas e/ou operacionalização', porém que responde ao
programa de aprendizagem pretendido, Pode sínteses trazidas peJos estudantes no início da
parciais, elaborações de novos elementos hábito já existente, em uma parcela da
então se direcionar a temas, problemas e tocos programação pretendida, substituindo ações
conceituais ou confirmação dos já comunidade académica, de consulta e acesso
específicos d o objeto de estudo, reteruido-se a habitualmente chamadas de "nivelamento"
aspectos pontuais e sobre os quais já se
construídos, adesões e divergências, aos meios informatizados. De uma maneira
para entrada em novos níveis de
evidenciaram, com outros grupos de trabalho, complexidade dos conteúdos.
cabendo ao prolessor um acompanhamento geral, os estudantes gostam de utilizar a
do processo. tecnologia e os contatos informatizados.
dificuldades a serem retomadas. As dificuldades dos estudantes
Possibilita aos estudantes estudos podem ser evidenciadas ao Jongo do processo 9 Existe ainda parcela significativa de nosso aiunado que nao possui o acesso domiciliar a esses recursos, devendo o
específicos do conteúdo em defasagem, de construção do conhecimento, sendo essa prolessor considerar taj elemento, nao como bloqueador do processo, mas como dado de realidade a ser levado em
conta para exigências quanto a participação de lodos os estudantes. As instituições superiores tem instalado, em sua
desenvolve a reflexão e capacita-os a uma estratégia a ser etetivada no desenrolar
utfra-estrutura. laboratórios que devem ser cada vez mais disponibilizados, inclusive com revisão dos horários e dias
retomada, individuai ou coletiva, dos aspectos do processo, antecedente ao seu fechamento, de atendimento.
84 - Processos de Ensmagem na Universidade Processos de Ensmagem na Universidade -
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM
ESTRATÉGIA 8:
Solução de problemas
ESTRATÉGIA 9:
É o enfrentamcnto de uma situação nova, exigindo pensamento reflexivo, crítico e criativo a partir
DESCRIÇÃO dos dados expressos na descrição do problema; demanda a aplica çao de princípios, leis que podem Phillips 66
ou não ser expressas cm fórmuias matemáticas.
OPERAÇÕES DE É uma atividade grupai em que sao feitas uma análise e uma discussão sobre
Identificaçao/Obtençao e organização de dados /Planejamento /Ima gmaçã o /Elaboraçao de
PENSAMENTO DESCRIÇÃO temas/problemas do contexto dos estudantes. Pode também ser útil para obtenção
hipóteses /Interpreta çã o/Decisão de
(Predominantes) informação rápida sobre interesses, problemas, sugestões e perguntas.
1. Apresentar ao estudante um determinado problema., mobilizando-o para a busca da solução. OPERAÇÕES DE
2. Orientar os estudantes no levantamento de hipóteses e na análise de dados. Análise/Interpretaçao/Crítica /Levantamento de hipóteses/Busca de suposições /Obtenção
DINA MICA DA PENSAMENTO de organização de dados
3. Executar as operações e comparar soluções obtidas. (Predominantes)
ATIVIDADE 4. A partir da síntese verificar a existência de leis e princípios que possam se tornar norteadores de
1. Dividir os estudantes em grupos de 6 membros, que durante 6 minutos podem discutir um
situações similares.
assunto, tema, problema na busca de uma solução ou síntese final ou provisória. A síntese
Observação das habilidades dos estudantes na apresentação das idéias quanto a sua concisão,
pode ser explicitada durante mais 6 minutos.
AVALIAÇÃO logicidade, aplicabilidade e pertinência, bem como seu desempenho na descoberta de soluçoes DINAMI CA DA
Como suporte para discussão nos grupos, pode-se tomar por base um texto ou simplesmente
apropriadas ao problema apresentado. ATIVIDADE
o aporte teórico que o estudante iá traz consigo.
2. Preparar a melhor forma de apresentar o resultado do trabalho, em que todos os grupos
Habitualmente quando se fala em elaboração da síntese, uma vez que está explicitem o resultado pelo seu representante.
estratégias de solução de problemas pensa-se diretamente interessado na resposta ou Toda atividade grupai deve ser processada em seu fechamento. Os avanços, desafios e
em problemas matemáticos. Estes trabalham solução para a situação. dificuldades enfrentados variam conforme a maturidade e autonomia dos estudantes e devem
com modelos a serem aplicados distintamente Existem Programas de Aprendizagem ser encarados processualmente.

a situações propostas pelos professores. Seu que mantêm nos laboratórios de informática A avaliação será feita sempre em relaçao aos obietivos pretendidos, destacando-se:
AVALIAÇÃO
acompanhamento e avaliação seguem o um banco de problemas, dos quais o • o envolvimento dos membros do grupo;
modelo da racionalidade, associado ao estudante deve selecionar alguns para • a participação conlorme os papéis estabelecidos;
• a pertinência das questões e/ou síntese elaborada;
desenvolvimento de atitude científica. Para trabalhar. A estratégia de resolução de » o processo de auto-avaliação dos participantes.
além dele. o uso dessa estratégia tem visado problemas contempla as categorias presentes
ao desenvolvimento do pensamento reflexivo, nos processos de construção do conhecimento
crítico e criativo dos estudantes para situações quando estimula ou amplia a significação dos Essa é uma estratégia que pode ser A objetividade é bastante estimulada
e dados da realidade. Há currículos totalmente elementos apreendidos em relação â realidade utilizada com classes numerosas, pois os nessa estratégia, por causa de sua torma de
organizados em torno de resolução de ou área profissional. Exige uma constante estudantes são agrupados em número de 6. e organização, que toma por base o n." 6: 6
situações problemáticas (PBLV e Programas continuidade e ruptura, no levantamento e na durante 6 minutos trabalham no participantes, 6 minutos para discussão e 6
de Aprendizagem em que a resolução de análise dos dados c na busca e construção de levantamento de questões ou fechamento de para socialização. Como o tempo é distribuído
problemas aparece como uma estratégia, a diferentes alternativas para a solução. um tema e têm mais 6 minutos para a entre os grupos, o professor e os próprios
qual vincula o estudante à área profissional Possibilita a praxis reflexiva e perceptiva, a socialização. Assim, tanto pode ser usada para estudantes conseguem formular uma visão
em estudo. problematização - cerne e centro da própria os momentos de mobilização quanto para a global dos avanços e dificuldades da classe.
Nesses casos o estudante mantém-se atividade a criticiâade na identificação da elaboraçao de sínteses. Permite excelente Aspectos atitudinais são sempre objeto de
mobilizado, busca aplicar os conhecimentos solução e a totalidade, pois tudo está interligado feedback ao proiessor a respeito de dúvidas dos avaliação nas atividades grupais e podem ser
construídos na direção da solução e na e mutuamente dependente. estudantes sobre um assunto estudado qu em estimulados e implementados grada¬
discussão. tivamente ao longo do trabalho escolar.
10 PBL: sigla de Problem Basic Learning, aprendizagem pela solução de problemas, que vem subsidiando algumas
propostas curriculares dos cursos da área de saúde, introduzidas no Brasil pelo modelo do curso de Medicina da
Universidade Mack Master, da Canadá. Coníorme vídeo de BA1X.EY. Allan. The nature of things:
doctors of tomorrow, Canadá, 1975. VHS.
Processos de Ensmagem na Universidade - 81
S6 - Processos de Ensintlgem na Universidade
ESTRATÉGIAS DE ENSiNAGEM estratégias de ensinagex

ESTRATÉGIA 10:
Grupo de verbalização e de observação (GV/GO)
ESTRATÉGIA 11:
É a análise de tema /problemas sob a coordenação do professor, que divide os estudantes em Dramatização
dois grupos: um de verbalização (GV) e outro de observação (GO).
DESCRIÇÃO
É uma estratégia aplicada corn sucesso ao Jongo do processo de construção do conhecimento É uma representação teatral, a partir de um toco, problema, tema etc. Pode conter
e. nesse caso. requer ieituras. estudos preliminares, enfim, um contato inicial com o tema. explicitação de ideias, conceitos, argumentos e ser também um jeito particular de estudo de
OPERAÇÕES DE DESCRIÇÃO
Análise /Interpretaçao/Crítica /Levantamento de hipóteses /Obtenção e casos, já que a teatralizaçao de um problema ou situação perante os estudantes equivale a
PENSAMENTO orgaruzaçao de
dados / Comparação/ Resumo/Observação /Interpretação apresentar-lhes um caso de relações humanas.
(Predominantes)
OPERAÇÕES DE
1. Dividir os estudantes em dois grupos, um para verbalização de um tema/problema e
PENSAMENTO Decisão/Interpretação/Crítica./Busca de suposições /Comparação /Imaginaçao
outro de observação.
(Predominantes)
2. Organizá-los em dois círculos, um interno e outro externo, dividindo o numero de
membros conforme o numero de estudantes da turma. Em ciasses miuto numerosas o grupo Pode ser planejada ou espontânea.
de observação será numericamente maior que o de verbalização. 1. No primeiro caso, o professor escolhe o assunto e os papéis e os distribui entre os
3. Num primeiro momento, o grupo interno verbaliza, expõe, discute o tema; enquanto isso, estudantes, orientando sobre como a tuar.
o GO observa, registra conforme a tarefa que lhe tenha sido atribuída. ,Em classes muito 2. No segundo caso o pianeiamento pode ser deixado inteira mente por conta dos
DINAM1CA DA estudantes, o que dá mais autenticidade ao exercício.
numerosas, as tarefas podem ser diferenciadas para grupos destacados na observação- DINAMICA DA
ATIVIDADE
4. Fechamento: o GO passa a oferecer sua contribuição, conforme a tarefa que lhe foi ATIVIDADE 3. £ possível montar um circulo ao redor da cena para que lodos observem bem a
atribuída, ficando o GV na escuta. apresentação.
5. Em ciasses com menor numero de estudantes, o grupo externo pode trocar de lugar e 4. O professor informa o tempo disponível e pede aos alunos que prestem atençao em
-
mudar de função de observador para verbalizador. pontos relevantes coníorme o objetivo do trabalho.
6. Divide-se o tempo conforme a capacidade do tema em manter os estudantes mobilizados. 5. No final, fazer o fechamento da a tivida de.
7. O fechamento, papel fundamental do docente, deve contemplar os objehvos, portanto, O grupo será avaliado peio professor e pelos colegas.
incluir elementos do processo e dos produtos obtidos. Sugestão de critérios de avaliaçao:
O grupo de verbalização será avaliado peio professor e pelos colegas da observação. « clareza e coerência na apresentação;
AVALIAÇÃO
Os critérios de avaliação sao decorrentes dos objetivos, tais como: • participação do grupo observador durante a apresentação;
* clareza e coerência na apresentação; • utilização de recursos que possam tornar a dramatização mais real:
AVALIAÇÃO
• domínio da problemática na apresentação: ÿ
criatividade e espontaneidade.
• participação do grupo observador durante a exposição;
• relação crítica da realidade.

É uma estratégia que tem varias inventividade e a liberdade de expressão. Em


H uma estratégia que também pode obtenção e organização
de dados, reiação ás dimensões da construção do
ser utilizada quando o número de
finalidades. Possibilita o desenvolvimento da
comparação, resumo, observação, etc. Essas conhecimento, pode ser utilizada especialmente
"empatia", isto é, a capacidade de os
estudantes é elevado, pela subdivisão dos operações não são simples, exigindo do
estudantes se colocarem imaginariamente em para os momentos de mobilização e de síntese.
grupos em GO e GV. Na construção do professor e do estudante um envolvimento
um papel que não seja o seu próprio. Traz â Na mobilização, como incentivo a mergulhar
conhecimento, essa dinâmica dá melhores que antecede a realização da própria
sala de aula um pedaço da realidade social. numa problemática real e, como síntese, para
resultados se utilizada para o momento de estratégia com a realização de busca de
de lorma viva e espontânea, para ser verificar o alcance que o grupo realizou de uma
síntese, pois exige dos participantes informações por meio de leituras em livros.
observada e analisada pelos estudantes. problemática existente, em análise e/ou
inúmeras operações de pensamento, tais revistas e/ou mternet, contorme o problema
Desenvolve a criatividade, a desinibição, a discussão.
como: analise, interpretação, crítica, em questão.

88 - Processos de Ensmagem na Universidade


Processos de Ensmagem na Universidade
DE ENSINAGEM
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM
jRATÈGÍAS

ESTRATÉGIA 12:
ESTRATÉGIA 13:
Seminário
Estudo de caso
Trata-se de estudo de uin tema a partir de tontes diversas a serem estudadas e sistematizadas pelos
DESCRIÇÃO participantes, visando construir uma visão geral, como diz a palavra, "fazer germinar" as idéias. É a análise minuciosa e objetiva de uma situação real que necessita ser investigada e é
DESCRIÇÃO
Portanto, nao se reduz a uma simples divisão de capítulos ou tópicos de um livro entre grupos. desafiadora para os envolvidos.
OPERAÇÕES DE
3PERAÇO ES DE Análise/Interpretaçao/Crítica/ Levantamento de hipoteses /Busca de suposições /Decisão/
de hipóteses/ Busca de suposições/ Obtenção de
Análise/ Interpretação/Crítica/ Levantamento PENSAMENTO
PENSAMENTO Resumo
organização de dados /Comparação /Aplicação de fatos a novas situações (Predominantes)
{Predominantes)
Três momentos: 1. O protessor expõe o caso a ser estudado (distribui ou lê o problema aos participantes),
que pode ser um caso para cada grupo ou o mesmo caso para diversos grupos.
-
1. Preparação papel do protessor é fundamental:
2. O grupo analisa o caso, expondo seus pontos de vista e os aspeclos sob os quais o
• apresentar o tema e/ou selecioná-lo conjuntamente com os estudantes, justificar sua importância,
desafiar os estudantes, apresentar os caminhos para realizarem as pesquisas e suas diversas problema pode ser enfocado.
modalidades {bibliográfica, de campo ou de laboratório); 3. 0 protessor retoma os pontos principais, analisando coletivamente as soluções propostas.
4. O grupo debate as soluções, discernindo as melhores conclusões.
" organizar o calendário para as apresentações dos trabalhos dos estudantes;
• orientar os estudantes na pesquisa {apontar tontes de consulta bibliográfica e/ou DINAMI CA DA Papel do professor: seJecionar o material de estudo, apresentar um roteiro para trabalho,
DINÂMICA DA pessoas/ instituições) e na elaboração de seus registros para a apresentação ao grupo; ATIVIDADE orientar os grupos no decorrer do trabalho, elaborar instrumento de avaliaçao.
ATIV1DADE • organizar o espaço físico para favorecer o diálogo entre os participantes. Análise de um caso:
2. Desenvolvimento: • Descrição do caso: aspectos e categorias que compõem o todo da situação. Professor
• discussão do tema, em que quem está secretariando anota os problemas formulados, as idéias- deverá indicar categorias mais importantes a serem analisadas;
chave, as soluções e as conclusões encontradas. Cabe ao professor dirigir a sessão de critica ao final
ÿ
Prescrição do caso: estudante faz proposições para mudança da situação apresentada:
de cada apresentação, fazendo comentários sobre cada trabalho e sua exposição, organizando uma • Argumentação: estudante justifica suas proposições mediante aplicação dos elementos
síntese integradora do que foi apresentado, teóricos de que dispõe.
3. Relatório: trabalho escrito em forma de resumo, pode ser produzido individualmente ou em O registro da avaliação pode ser realizado por meio de ficha com critérios a serem
grupo- _ ___
_ _ considerados, tais como:

Os grupos são avaliados e exercem também a função de avaliadores. • aplicação dos conhecimentos ta argumentação explícita os conhecimentos produzidos a
Os critérios de avaliação devem ser adequados aos objetivos da atividade em termos de AVALIAÇAO partir dos conteúdos?);
conhecimento, habilidades e competências. • coerência na prescrição tos vários aspectos prescritos apresentam uma adequada relação
Sugestão de critérios de avaliação: entre si?);
AVALIAÇÃO ÿ
riqueza na argumentação {profundidade e variedade de pontos de vista);
ÿ
cia reza e coerência na apresentação;
• domínio do conteúdo apresentado; • síntese.
• participação do grupo durante a exposição;
• utilização de dinâmicas e/ ou recursos audiovisuais na apresentação._
A preparação do seminário e a as apresentações, a fim de garantir o alcance de
garantia de funcionamento das diversas etapas todos os objetivos propostos para o seminário. A estratégia de estudo de caso contexto de vivência do estudante., ou em parte
de sua realização constituem pressupostos No desenvolvimento dessa estratégia são de uma temática em estudo. Quanto mais
oportumza a elaboração de um iorte potencial
importantes para um bom resultado dele. Os atingidas as dimensões de mobilização para de argumentação com os estudantes e relere- desafiador íor o assunto, maior a possibilidade
estudantes precisam ter clareza prévia dos o conhecimento, enquanto se prepara, de manter os estudantes envolvidos. As soluções
se tanto ao momento de construção do
diversos papéis que desenvolverão durante estudando, lendo, discutindo, a base teórica não devem ser comparadas com as dos demais
conhecimento como da síntese. Os aspectos
toda a dinãiruca dos trabalhos. Enquanto os e prática de sua pesquisa e, ao mesmo tempo, relacionados a mobilização para o estudo são grupos, mas sim quanto ao esforço do próprio
grupos podemapresentar suas sínteses também já constrói o conhecimento e produz as determinantes para o envolvimento de todos grupo. Preponderam aqui categorias da
por escrito, o protessor precisa, além de lazer o possíveis sinteses. Essas dimensões vêm no estudo e na busca de solução do caso construção do conhecimento como a da
fechamento apôs a apresentação de cada grupo, imbricadas, uma enriquece a outra ao mesmo proposto. O caso deve estar incluído no significação e da práxis.
realizar síntese integradora ao final de todas tempo em que se complementam.

3 - Processos de Ensinagem nu Universidade Processos de Ensmdgem na —


Universidade 91
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM
flTÉGMS DE ENS1NAGEM

ESTRATÉGIA 15:
Simposio
estratégia u-. É a reunião de palestras e preieçoes breves apresentadas por várias pessoas (duas a cinco"
Júri simulado DESCRIÇÃO
sobre um assunto ou sobre diversos aspectos de um assunto.
Possibilita o desenvolvimento de habilidades sociais, de investigação, amplia experiências
É a simuiaçao de um júri em que, a partir de um problema, sao apresentados argumentos sobre um conteúdo específico, desenvolve habilidades de estabelecer relações
de defesa e de acusaçao, OPERAÇÕES DE
DESCRIÇÃO Pode levar o grupo ã análise e avaliaçao de um íato proposto com objetividade e PENSAMENTO Obtenção de dados /Crítica /Comparação /Elaboração de hipóteses /Organização de dados
realismo, á crítica construtiva de uma situação e ã dinamização do grupo para estudar (Predominantes)
profundamente um tema reai.
O professor coordena o processo de seleçao dos temas e planeja o simpósio juntamente
OPERAÇÕES DE com os estudantes da seguinte forma:
Imaginação/ Interpretação/Crítica /Comparação /Análise/Lev anta mento de hipóteses/
PENSAMENTO 1. Divididos em pequenos grupos estudam e esquematizam apresentação com
Busca de suposições /Decisão
(Predominantes) antecedência, organizando o conteúdo em unidades significativas, de forma a apresentá-lo
1. Partir de um problema concreto e objehvo. estudado e connecido peios participantes. em no máximo lh e 30min, destinando de 15 a 20 min para a apresentação de cada
2. Um estudante tarà o papel de juiz e outro o papel de escrivão. comunicador (apresentador do pequeno grupo).
Os demais componentes da ciasse serão divididos em quatro grupos: promotoria, de um 2. O protessor é o responsável peia indicação das bibliografias a serem consultadas para
a quatro estudantes; defesa, com igual numero; conselho de sentença, com sete cada grupo, ou para cada subtema, a fim de evitar repetições.
DINAMICA DA
estudantes; e o plenário com os demais. 3. Cada pequeno grupo indica o seu representante, que exercerá a função de comunicador
ATIVIDADE
3. A promotoria e a defesa devem ter alguns dias para a preparação dos trabalhos, sob e comporá a mesa apresentadora do tema.
DINAMICA DA 4, Durante as exposições os comunicadores nao devem ser interrompidos.
orientação do professor - cada parte terá 15 min para apresentar seus argumentos.
ATIVIDADE 5. 0 grande grupo assiste á apresentação do assunto anotando perguntas e dúvidas e
O fuiz manterá a ordem dos trabalhos e formulará os quesitos ao conselho de sentença.
O escrivão tem a responsabilidade de fazer o relatório dos trabalhos. encaminhando- as para o coordenador da mesa.
O conselho de sentença, apôs ouvir os argumentos de ambas as partes, apresenta sua 6. O coordenador da mesa resume as ideias apresentadas e encaminha as perguntas aos
decisão finai. membros da mesa. Aquele nao precisa ser necessariamente o protessor, pode ser um
O plenário será encarregado de observar o desempenho da promotoria e da defesa e estudante indicado pelo grande grupo.
fazer uma apreciação finai sobre sua desenvoltura. Não há necessidade de um fechamento de ideias.
Considerar a apresentação concisa, ciara e lógica das ideias, a profundidade dos Levar em conta a concisão das idéías apresentadas pelos comunicadores quanto:
AVALIAÇÃO
conhecimentos e a argumentação fundamentada dos diversos papéis. • ã pertinência das questões apresentadas pelo grande grupo;
AVALIAÇAO • à logicidade dos argumentos;
ÿ
ao estabelecimento de relações entre os diversos pontos de vista;
* aos conhecimentos relacionados ao tenia e explicitados.

A estratégia de um júri simulado leva de aula. A estratégia pode ainda ser regada de
em consideração a possibilidade da realização espirito de dramaturgia, o que deixa a atividade O simpósio é uma estratégia que ser explorados. Em relação às dimensões da
de inúmeras operações de pensamento, com o; interessante para todos, independentemente da possibilita a ampliação do conhecimento, tendo construção do conhecimento, osimpósio recebe
defesa de ideias, argumentação, íuJgamento, função que irão desenvolver na apresentação em vista que ao se subdividirem os conteúdos, ênfase principal na mobilização e na propria
tomada de decisão, etc. Sua preparação é de final. Essa estratégia envolve todos os para serem mais bem estudados, terão na sua construção do conhecimento. A essas
intensa mobilização, pois,além de ativar a busca momentos da construção do conhecimento, da apresentação múltiplos olhares, enriquecendo características acrescentam-se critérios como:
do conteúdo em si, os aparatos de outro mobilização á síntese, pela sua característica o tema gerador. Ele tem efeito multiplicador. O de significação, de práxis, de conbnuidade e
ambiente (roupas, mobiliário,etc.) oportunizam de possibilitar o envolvimento de um número numero de estudantes envolvidos não- é ruptura, criticidade e de totalidade. Os
um envolvimento de todos para além da sala elevado de estudantes. predeterminado, pois quanto maior a espectadores do simpósio podem ser estudantes
quantidade de grupos mais subtemas poderão de outras fases, cursos, etc.

Processos de Ensmagcm na Universidade -93


- - Processos de Ensmagcm na Universidade
A TÉGIAS DE ENS1NAGEM ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM

ESTRATÉGIA 16: ESTRATÉGIA 17:


Pamei Fórum

E a discussão informal de um grupo de estudantes, indicados pelo prolessor (que já Consiste num espaço do tipo reunião', no qual todos os membros do gruoo tem a"
estudaram a matéria em análise, interessados ou afetados pelo problema em oportunidade de participar do debate de um tema ou problema determinado.
DESCRIÇÃO questão), em que apresentam pontos de vista antagomcos na presença de outros. DESCRIÇÃO Pode ser utilizado apos a apresentação teatral, palestra, projeçao de um filme, para discutir um
Podem ser convidados estudantes de outras fases, cursos ou mesmo especialistas na livro que tenha sido lido pelo grupo, um problema ou fato histórico, um artigo de íornai. uma
área. visita ou uma excursão.
OPERAÇÕES DE OPERAÇÕES DE
Obtenção e orgaruzaçao de dados/Observaçao/Interpretação/Busca de suposições/ Busca de suposições/Hipóteses /Obtenção e orgamzaçao de
PENSAMENTO PENSAMENTO
Crítica / Análise dados/Interpretação/ Crítica /Resumo
(Predominantes) (Predominantes)
1. 0 professor coordena o processo de painel. 1. 0 professor explica os objetivos do lórum.
2. Cinco a oito pessoas se colocam, sem iormalidade, em semicírculo diante dos 2. Delimita o tempo total (ex.: 40 min) e o tempo parcial de cada participante.
ouvintes, ou ao redor de uma mesa, para falar de um delermmado assunto. 3. Define funções dos participantes:
DINAM1CA DA
3. Cada pessoa deverá falar pelo tempo de 2 a 10 minutos.
DINAMICA DA
• do coordenador, que organiza a participação, dirige o grupo q seieciona as contribuições
ATIVIDADE dadas para a síntese final:
4. 0 professor anuncia o tema da discussão e o tempo destinado a cada participante.
ATIVIDADE
5. No final, o professor laz as conexões da discussão para, em seguida, convidar os • do grupo de síntese, que faz as anotações que irão compor o resumo:
demais participantes a formularem perguntas aos pamelistas. • do público participante - cada membro do grupo se identifica ao falar e dá sua contribuição,
Participação dos estudantes pamelistas e da plateia analisando: fazendo considerações e levantando questionamentos.
ÿ
a habilidade de atenção e concentração: 4. Ao final um membro do grupo de síntese relata resumo elaborado.
• a síntese das ideias apresentadas; A avaliação, estabelecida previamente, levará em conta:
AVALIAÇÃO
• os argumentos consistentes tanto na colocação das ideias como nas respostas aos • a participação dos estudantes como debatedores e/ou como público;
participantes; AVALIAÇÃO • a habilidade de atençao e concentração:
ÿ
consistência das perguntas elaboradas. • a síntese das idéias apresentadas:
ÿ
a apresentação de argumentos consistentes;
ÿ
a produção da síntese.

O painel como estratégia de trabalho como para construção Ou mesmo para o


em sala de aula pode ser utilizado em muitas momento de elaboração de sínteses. Seu tempo, O fórum, se bem planejado, pode ser longo, correndo-se o risco de enfraquecer a
situações. Como eJe envolve mais pessoas espaço, duração e preparação podem acontecer útil na construção do conhecimento, dinâmica e empobrecer o alcance dos
discutindo entre si, toma-se mais interessante especialmente para os momentos de síntese. objetivos. Ê preciso dar atenção às temáticas
no próprio espaço de aula, e não requer cuidado
para os estudantes do que ouvir a exposição feita Exige imensa preparação prévia por parte dos ou problemas escolhidos para essa estratégia.
exacerbado. No entanto, ao se convidarem
por uma só pessoa. Nos momentos da outros pamelistas, ê preciso ter clareza se eles estudantes na busca de leituras, filmes, talos, garantindo a participação de todos nos diversos
metodologia dialética, pode ser aproveitado têm domínio do conteúdo para favorecer visitas, etc., carecendo de uma profunda momentos do trabalho. Quanto ãs categorias da
tanto para mobilização para o conhecimento mobilização. O espaço entre a preparação do construção do conhecimento, a praxis e a
discussões produtivas.
fórum e sua etetivação não pode ser muito Significação tem enfase maior.

- Processos de Enstnagcm na Universidade


Processos de Ensinagctn na Universidade — 9o
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGE
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM

ESTRATÉGIA 19:
Estudo do meio
ESTRATÉGIA 18:
É um estudo direto do contexto natural e social no qual o estudante se insere, visando õT
Oficina (laboratório ou ivorKsliop) uma determinada problemática de íorma interdisciplinar.
DESCRIÇÃO
Cria condições para o conta to com a realidade, propicia a aquisição de conhecimentos de
É a reunião de um pequeno número de pessoas com interesses comuns, a fim de estudar e forma direta, por meio da experiência vivida.
trabalhar para o conhecimento ou aprofundamento de um tema, sob orientação de um
DESCRIÇÃO OPERAÇÕES DE Observação /Obtenção e organização de dados /Interpreta çao/Clas sifica çao/ Busca de
especialista. Possibilita o aprender a razer melhor algo, mediante a aplicação de conceitos e
conhecimentos previamente adquiridos.
PENSAMENTO suposições /Análise /Levantamento de hipóteses /Crítica /Aplica çao de fatos a novas
(Predominantes) situações /PIa netamento de proietos e pesquisas
OPERAÇÕES DE
Obtenção e organização de dados /Interpretação/ Aplicação de fatos e princípios a novas 1. Planejamento: os estudantes decidem junto com o professor o foco de estudo, os
PENSAMENTO
situaçoes/Decisão/Planeiamento de projetos e pesquisas/Resumo aspectos importantes a serem observados, os instrumentos a serem usados para o registro
(Predominantes)
da observação e fazem uma revisão da literatura referente ao foco dc estudo.
O professor organiza o grupo e providencia com antecedência ambiente e material didátíco
DINAMICA DA 2. Execução do estudo conforme planejado: ievanta mento de pressupostos, eletivaçao da
necessário ã oficina. A organiza çao é imprescindível ao sucesso dos trabalhos. visita, da Coleta de dados, da organização e sistematização, da transcnçâo e análise do
ATIVIDADE
DINAMICA DA O grupo nao deve ultrapassar a quantidade de 15/20 componentes.
material coletado.
ATIVIDADE Pode ser desenvolvida por meio das mais variadas atividades: estudos individuais, consulta 3. Apresentação dos resultados: os estudantes apresentam as conclusões para a discussão
bibliográfica, palestras, discussões, resolução de problemas, atividades práticas, xedação de do gTande grupo, conforme OS objetivos propostos para o estudo.
trabalhos, saídas a campo, etc.
O planejamento e o acompanhamento do processo devem ser contínuos.
Participação dos estudantes nas atividades e a demonstração das habilidades visadas, Normalmente os objetivos estão em referência direta com os elementos estabelecidos no
AVALIAÇÃO expressas nos objetivos da oficina.
roteiro de observação e coleta de dados, organizado no piano.
Podem-se propor auto-avaliaçao, avaliação descritiva ou pelos produtos no final do processo. AVALIA ÇAO As etapas de organização, análise e síntese devem ser acompanhadas das correçoes
necessárias.
O relatório finai pode contemplar as etapas da construção ou se reterir a elementos de
extrapolação, dependendo dos objetivos traçados.
A oficina caracteriza-se como uma experiências, num movimento de
estratégia do fazer pedagógico em que o reconstrução individual e coletiva. Quanto aos
espaço de construção e reconstrução do momentos de construção do conhecimento O estudo do meio possibilita aos de hipóteses, a organização e reorganização de
conhecimento são as principais ênfases. É
lugar de pensar, descobrir, reinventar, criar e
numa oficina, a mobilização, a construção e a
síntese do conhecimento estão imbricadas.
envolvidos - professor e estudantes uma - dados, prepara o estudante para se flexibilizar,
revisão, um refletir sobre os dados da teoria que lidando com a abertura diante de novos e
recriar, favorecido pela forma horizontal na Das categorias da construção do fundamentam objeto de estudo. Possibilita inesperados eiementos apresentados pela
qual a relação humana se dá. Pode-se lançar conhecimento a significação e a praxis São realidade dinâmica. A mobilização é imediata,
também a vinculação do estudante á realidade,
mão de músicas, textos, observações diretas. determinantes numa estratégia como a uma discussão dos elementos teóricos que ainda levando também a construção e a elaboração
vídeos, pesquisas de campo, experiências oficina. No final das atividades os estudantes respondem aos problemas e dos que já se de sínteses cada vez mais significativas,
práticas, enfim, vivenciar ideias, sentimentos, materializam suas produções. principalmente se os resultados dos grupos
encontram superados. Como viabiliza a
aplicação de tatos a novas situações, a- revisão puderem ser socializados e ampliados.

96 - Processos de Enstnagem no Universidade Processos de Ensmagem na Universidade -


ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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100- Processos de Enstnagem na Universidade


i
i
ÿ

IATEGIAS DE ENSINAC.EM ESTRATÉGIAS DE ENS1NAGEM


ESTRATÉGIA 20: (NtUVENÍUS, P.. 1992). O processo de de ahvidaòe extremamente complexa e
Ensino com pesquisa
construção do conhecimento envolve tanto a necessária, devendo fazer parte das
estratégias
É «i utilização dos princípios do ensino associados aos 0a pesquisa: mobilização como a construção e a elaboração e sendo excelente preparação ao estagio, no
Concepção de conhecimento e ciência em que a dúvida e a crítica sejam elementos da síntese do conhecimento, geralmente caso dos currículos que ainda se organizam
DESCRIÇÃO fundamentais; assunur o estudo como situação construtiva e significativa, com concentração
levando o estudante a um vinculo maior com com um momento básico, outro
e autonomia crescente; fazer a passagem da simpies reprodução para um equilíbrio entre
reprodução e análise. seu papel de académico, construtor da profissionalizante (vide a esse respeito
OPERAÇÕES DE Observação/ Interpretaçáo./Classificaçao /Crítica, resumo /Análise /Hipóteses e busca de realidade ou de sua visão sobre ela. Trata-se BEHRENS, 1999).
PENSAMENTO suposições /Decisão, comparaçào e imaginação /Planeia mento, obtenção e organização de
(Predominantes! dados/ Aplicação de latos a novas situações
1. Desafiar o estudante como investigador.
2. Estabelecimento de princípios: movimento e a Iteração do conhecimento, solução de
problemas, critérios de validaçao, reprodução e análise.
3. Construção do proieto:
DINÂMICA DA • definição do problema de pesquisa;
ATIVIDADE • definição de dados a serem coJetados e dos procedimentos de investigação;
ÿ
definição da análise dos dados:
• interpretação / validação das suposições;
• síntese e apresentação dos resultados;
• revisões e recomendações.
O acompanhamento do processo deve ser continuo, com retroalimentação das tases já
vivenciadas, assim como com as devidas correçoes em tempo.
As hipóteses incompletas, dados nao significativos, devem ser substituídas pelos mais
AVALIAÇÃO adequados.
Um cronograma de tases e açoes auxilia no autocontrole, peto estudante ou grupo.
Os critérios de vaionzação devem ser estabelecidos antecipada menle e. como sao critérios
construídos, podem ser reformulados no processo.

O ensino com pesquisa oferece plausibilidade/ demonstração, evidência


condições para que os estudantes adquiram lógica e empírica. Procura-se construir com o
maior autonomia, assumam responsabilidades, estudante a disciplina persistindo na busca de
desenvolvam disciplina, tomada como dados ou informações, na observação, leitura,
habilidade de se manter o tempo necessário redação, análise e síntese, até esgotar o
na busca da solução de problemas até o problema. Para isso. é necessária uma busca
esgotamento das informações, com treino de de equilíbrio entre a reprodução das
trabalho intelectual a ser supervisionado pelo informações já existentes e as novas que a
professor. No contexto do ensino com pesquisa possibilita, no desenvolvimento de
pesquisa alguns princípios são fundamentais: pensamento claro, crítico, construtivo e
o conteúdo é tomado como provisório, datado autónomo. Difere do ensino para a pesquisa,
e resultado de investigação; novos estudos próprio da pós-graduação, no tato de que a
podem reformular o existente com novas autonomia do pesquisador já está mais
perspectivas. Os critérios para validação do avançada, exigindo a mediação docente na
connectmento são os de probabilidade, construção das atitudes científicas citadas

- Processos de Ensmagetn na Universidade


Processos de Ensmagetn na Universidade - 99