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Tudo começa com o hino de som de trombetas.

Inicia-se a narração:
“Por entre vacilações da terra, o clarão do relâmpago e o ressoar o trovão, a voz do Filho do
Deus chama: DESPERTAI VÓS QUE DORMES NO PÓ”.
Por toda a terra os mortos ouvirão a sua voz e despertarão (mortos vão se levantando
devagar; anjos vão entrando e a música vai aumentando).
Mães que perderam seus receberão das mãos de anjos suas crianças de volta.
Amigos há muito tempo separados pela morte se unem para nunca mais se separarem.
E com cânticos de alegria sobem para a cidade de Deus.
“TODOS VÃO SAINDO DE CENA E NESTE MOMENTO A MÚSICA JÁ DEVERÁ ESTAR BEM ALTA”
Oh! Maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das cogitações. Há tanto tempo esperada...
O grande conf lito terminou...

Roteiro da encenação

Cenário: ruínas, túmulos abertos e f echados. Estado de caos.


Desenvolvimento do tema: os acontecimentos aqui descritos são baseados nas inf ormações
que temos na Bíblia e Espírito de Prof ecia, relacionadas a 1ª e 2ª ressurreição e o período do s
mil anos. O diálogo e as representações que
se seguem são resultado do sonho do personagem principal (Fabricio).
Na introdução do programa será dada uma pista para que as pessoas entendam que é um
sonho, porém esta pista não será muito clara, apenas um hino – Manhã do Juízo. O auditório,
as pessoas só perceberão ef etivamente que se trata de um sonho no f inal do programa.

Introdução

Hino:
“Na metade do hino entra um Anjo (Gabriela), e se posta tristemente junto ao túmulo”.
No f inal do hino entra Fabricio de + ou -18 anos”.

Ef eitos musicais: músicas de terror, suspense, vento,...

Fabrício - deserto, escuro,... Parece que tudo está tremendo... Um anjo...

Gabriela – Exatamente. Um anjo! Como vai Lucas?

Fabrício – Fabrício! Como sabe meu nome?

Gabriela – Oh Fabrício, eu o conheço muito bem. Muito mais do que você possa imaginar. Meu
nome é Gabriela.

Fabrício - Estou achando tudo tão estranho. Que lugar é este? Como vim parar aqui?

Gabriela - Como veio parar aqui, logo f icará sabendo. Como você está num cemitério. Não há
luz do sol. Faz f rio. Terremotos são constantes. A terra está totalmente deserta caótica. Não
há nenhuma vida, nem animal, nem vegetal.

Fabrício - Ninguém? Mas, me diga, preciso me localizar. Que cidade é esta? Só vejo ruínas,
escombros. Em que ano estou?
Gabriela - esses escombros, essas ruínas que você vê, são os restos que sobraram da cidade
de Cachoeirinha. Você esta precisamente no ano de 3003.
Isto é, f alta apenas alguns dias para se completar os 1000 anos preditos no Apocalipse, que
ocorreriam após a 2ª vinda de Jesus.

Fabrício- Quer dizer que Jesus já veio e esses túmulos...

Gabriela - Esses túmulos que f oram abertos, f oram os remidos, os Santos que ressuscitaram.
Foi o maior acontecimento que esta terra já presenciou.
Eu f iz parte dos milhões de Anjos que acompanharam a Jesus quando Ele voltou a esta terra
em poder e glória. Ao nos aproximarmos da terra, tocamos nossas trombetas e Jesus, nosso
poderoso comandante, chamou os que dormiam no pó da
terra.

Fabrício - Deve ter sido maravilhoso... Eu me lembro de um hino que tentava descrever este
acontecimento...

HINO: Jesus vem vindo (última estrof e e coro)

Gabriela - ( com emoção ) Milhares e milhares de pessoas se abraçavam. Mães que f oram
separadas de seus f ilhos, se uniram num abraço eterno. Amigos ceif ados pela morte se
encontraram e juntamente com todos os remidos de todas as eras f oram levados ao Céu.

Fabrício- Por f avor me f ale mais, onde está minha mãe, minha irmã?

Gabriela - Sua mãe, sua irmã e todos os outros santos, estão no Céu juntamente com Cristo e
com os outros anjos, estão vendo os registros daqueles que se perderam. Daqueles que não
aceitaram a Jesus como seu Salvador.

Fabrício - Vejo aqui alguns túmulos abertos,... parece que existe uma inscrição... parece um
nome... é... CLEVERSON BRASIL e ANA MARIA.
Eu os conheci, eles cantavam tão bem. Eu gostava muito de um hino que eles cantavam.

Dueto – (Somente pela graça )


Fabrício- Aqui está um túmulo f echado. De quem é?

Gabriela- Deve ter a inscrição aí do lado. Olhe bem...

Fabrício- Joaquim Reis. Se está f echado quer dizer que ele não ressuscitou?
Mas não posso acreditar. Ele era tão dinâmico na igreja. Pregava. Era diretor de jovens.

Gabriela- Realmente, a vista dos homens ele era muito dedicado. Porém, os motivos que o
moviam não eram os mais nobres. Era egoísta. Ele nunca se entregou totalmente a Jesus. Para
ele, o trabalho, a igreja, era mais
importante que o Senhor da igreja. Na verdade ele até pregava sobre Jesus, porém nunca o
conheceu.

Fabrício- Não posso acreditar.

Fabrício- E este túmulo aberto... Antonio Marcos. Não é possível ! o Marcos está no Céu? Ele
ressuscitou? Ele era meu vizinho e não era muito recomendável. Mexia com drogas, f oi preso,
condenado não sei por quantos anos...

Gabriela- É, tudo isso que você f alou é verdade. Porém lá no presídio ele conheceu a Jesus.
Arrependeu-se de seus pecados e f oi perdoado. Entregou-se sem reservas a Jesus e por esta
razão está no Céu.

Fabrício- Quando cheguei aqui, você estava ao lado daquele túmulo e me deu a impressão que
você estava chorando. Porque você estava ali, ao lado daquele túmulo f echado?

Gabriela- Ah Fabrício, eu realmente estava e estou muito triste. Quando esta pessoa, esta
criança f oi gerada, eu f ui designado para lhe ser o Anjo da Guarda .
Foi tão emocionante. Através do poder que recebo de Deus, coordenei as primeiras divisões
celulares, a f ormação e dif erenciação dos diversos tecidos que f ormam o ser humano. Nada
me era oculto. Controlei os batimentos cardíacos e a alimentação através do cordão
umbilical...

Fabrício- Continue...

Gabriela- Esta criança f oi muito esperada. E quando esta criança nasceu, era uma criança
saudável, bonita. Era um menino e olhos grandes, expressivos...

Fabrício- Ah. Agora começo a entender o porque de sua tristeza, quer dizer que esta criança,
esta pessoa que você acompanhou durante toda a vida, não está salva?
Não f ez parte da primeira ressurreição?

Gabriela- Lamentavelmente este jovem morreu na f lor da idade, com apenas 18 anos, e agora
está aguardando a 2ª ressurreição, a ressurreição dos ímpios que ocorrerá a pós o milênio.
Será ressuscitado por um curto período de
tempo, para depois sof rer a morte eterna.

Fabrício- Estou f icando curioso. Eu conheci esta pessoa, era meu amigo, por f avor me diga de
quem era esse tumulo?

Gabriela- Ah, Fabrício! Sinto muito te mostrar isto. Aqui está a lápide.
Veja você mesmo.

( música de impacto quando ele ver a lápide )

Fabrício- Fabrício Machado Valim. FABRICIO MACHADO VALIM!... sou eu,... não pode ser, deve
haver algum engano, por f avor me explique...

( 10 segundos de ef eito musical )

Gabriela- (emocionada) É. Inf elizmente é você mesmo.

Fabrício- Não por f avor, diz que isso não é verdade. Como isto f oi acontecer. Eu não consigo
me lembrar...(ef eito sonoro)...lembro apenas que estava andando de moto em alta
velocidade... cruzei uma pref erencial...e...
Gabriela- Fabrício, você f oi uma criança amada, desejada perf eita, você nas ceu num lar
Adventista. Pelo menos sua mãe era muito f iel. Você f oi crescendo. Quando você tinha três
anos de idade e você caiu da janela do apartamento onde morava. Fui eu quem te segurou nos
braços impedindo que você morresse.

Fabrício- Continue...

Gabriela- Você f reqüentava a escolinha sabatina. Você gostava de participar... tente se


lembrar...

Fabrício- É verdade, eu me lembro de um hino...

(musica inf antil)

Gabriela- Você f oi crescendo, e aquele amor que você sentia por Jesus, f oi diminuindo. Sua
mãe coitada, procurava traze-lo de volta. Passava horas e horas em oração. Porém , religião,
salvação, relacionamento com Cristo é algo pessoal. Quantas vezes eu o lembrava na
necessidade de ter comunhão com Jesus, ler a bíblia, estudar a lição da escola s abatina.

Fabrício- Sim... mas eu f ui batizado, eu ia na igreja...

Gabriela- É verdade, ia na igreja mas não f icava lá dentro. Ficava no portão, na rua,
conversando os mais diversos assuntos. Se o diácono Jessé o chamava, não atendia, ignorava.
Você não se alimentava da palavra de Deus e
com isso não recebia f orça, poder, para ter uma vida cristã f eliz, vitoriosa. Procurei por todos
os meios traze-lo de volta, porém tinha de respeitar sua liberdade.

Gabriela - Fabrício, você gostava de música. Você gostava muito de um hino e eu também. Era
o que eu mais desejava...

Fabrício - Hino!... é verdade. Como eu gostava daquele hino!

( Hino sobre anjos )

Gabriela - Fabrício você sentia a minha presença ao teu lado. Sentia em tua consciência meus
apelos. Algumas vezes eu tinha esperança que você cederia aos apelos do Espírito santo, f eitos
por meu intermédio. Muitas e muitas
vezes procurei conscientiza-lo de que a comunhão com Jesus era f undamental, através dela
você receberia não somente perdão, mas também poder para vencer as tentações que te
assediavam.

Gabriela - Porém você não f azia a sua parte, não era amigo de Jesus.
Separado Dele você f oi descendo mais e mais... primeiro f oram as revistas, as músicas sexo...
até que um dia após você tomar uma over-dose de cocaína., pegou sua moto e saiu em alta
velocidade. Você sof reu um acidente, entrou em
coma, não recuperou a consciência e veio a f alecer, com apenas 18 anos de idade. Longe de
Deus, longe de Jesus. E por esta razão, por sua própria escolha, não te ligaste a f onte da vida,
e assim não f izesse parte da 1ªressurreição. Está aqui neste cemitério f rio e solitário,
aguardando a 2ª
ressurreição, a ressurreição dos ímpios.
Fabrício - Quer dizer que eu nunca mais poderei ver minha mãe, meus amigos... Deixarei de
existir por toda eternidade?

Gabriela - Sim, Fabrício. Em meu coração está um vazio, uma dor indescritível, uma perda
irreparável. Fabrício, o meu desejo era dar-lhe as boas-vindas ao Céu, leva-lo ao encontro do
maravilhoso Salvador Jesus Cristo. Queria conversar muito com você, tanta coisa para
compartilharmos.
Ansiava mostrar-lhe o Céu, as mansões. Enf im coisas tão lindas e maravilhosas que em sua
mente f inita nem sequer imaginou...

(música: começa a aumentar o volume. Hino: Jerusalém)

Fabrício - Que música é esta?

Gabriela - Fabrício, eu tenho que ir. É a nova Jerusalém que está descendo do Céu para esta
terra. Os mil anos se f indaram.

(aumenta-se o volume da música)

Fabrício- Não. Por f avor, não me deixe. Dá-me mais uma chance. Meu Deus estou
perdido...estou perdido por f avor não quero...
Não! Não!...
(coro do hino Jerusalém)

(Fabrício entra em desespero. Entra sua mãe e o sacode. Ele acorda. Estava sonhando).

Fabrício- Mãe ( abraça-a ). Que bom ver a senhora. Tive um sonho horrível.

Mãe- o que aconteceu meu f ilho?

Fabrício- Sonhei que Jesus tinha voltado e eu f iquei.

Mãe- f ique calmo tudo não passou de um pesadelo graças a Deus.

Fabrício- Não quero mais esta vida, quero voltar antes que seja tarde
demais.

(oração de Fabrício – trecho musical-)