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Atividade de Língua Portuguesa

Escreva uma conclusão para o texto dissertativo


Texto 1  
O analfabetismo e a não-cidadania
        O analfabetismo é o desconhecimento do alfabeto, é a
incapacidade de ler e/ou escrever. É um dos grandes problemas
da maioria dos países, principalmente os subdesenvolvidos, que
sofrem bastante com altos índices de pessoas que não têm
acesso a bens culturais.Entre as causas do analfabetismo pode-
se destacar o desinteresse da classe política e entre as
conseqüências a desestrutura da sociedade.
        Os políticos corruptos, infelizmente numerosos,
aproveitam-se da situação de analfabetismo da população que
não exige punições contra eles, por não saberem se posicionar e
lutar contra as atitudes que estão fora da lei. Para a classe
política, nunca foi prioridade investir em educação. Somente
5,8% do PIB do Brasil, por exemplo, é aplicado em educação,
enquanto países desenvolvidos investem 15% do seu PIB.
        Assim, porque o acesso à escola é difícil, quando estudar
deveria ser de grande importância, não o é. Só a educação abre
melhores possibilidades de trabalho e de cidadania, uma vez que
o conhecimento dá ao indivíduo as ferramentas para lutar pelos
seus direitos e a compreensão da extensão de seus deveres.
Além disso, dá-lhe oportunidades no meio cultural. Ser uma
pessoa alfabetizada vai além de saber ler ou escrever, uma vez
que favorece o desenvolvimento econômico e estrutural da
sociedade. 

Atividade de Língua Portuguesa


Escreva uma conclusão para o texto dissertativo
Texto 2
Quem são os analfabetos no Brasil?
        O analfabetismo não é só o desconhecimento do alfabeto e
a incapacidade de ler e/ou escrever. A compreensão desse
estado vai além, destacam-se: o iletrismo, o analfabetismo
funcional e o analfabetismo tecnológico.
        O iletrismo é um tipo de analfabetismo muito comum na
sociedade. É a falta de compreensão da leitura. Esse problema
atinge todas as classes sociais. Lê-se, mas não há a
decodificação da mensagem. No Brasil, esse problema é muito
comum por causa do empobrecimento conjunto da população e
dos sistemas educacionais.
        Pode-se dizer que o analfabetismo funcional é um outro
tipo de analfabetismo bem comum.  Constitui um problema
silencioso e perverso que afeta as empresas. Não se trata de
pessoas que nunca foram à escola. Elas sabem ler, escrever e
contar; chegam a ocupar cargos administrativos, mas não
conseguem compreender a palavra escrita. Mesmo tendo
aprendido a decodificar a escrita, geralmente frases curtas, não
desenvolvem a habilidade de interpretação de textos. Esse tipo
é normalmente usado para ser um meio termo entre o
analfabeto absoluto e o domínio pleno da leitura e escrita.
        Já o analfabetismo tecnológico é um dos tipos mais
recentes. Há lugares no Brasil em que 88% da população não
possuem internet. Resolver esse tipo de analfabetismo é mais
complexo, pois já basta o problema de milhões de pessoas não
saberem ler nem escrever. Vários projetos governamentais
tentam diminuir esse índice, mas vários fatores não contribuem,
como os preços das redes de internet e/ou computador e muitos
locais não possuírem acesso a energia piorou internet (como a
Amazônia, ou o Sertão Nordestino)
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Atividade de Língua Portuguesa


                                       Enumere os parágrafos, dando-lhes uma
sequência lógica.
Texto 3
O pão nosso
(  ) Seus sinais estão, por exemplo, no melhoramento das
cidades em plena crise da administração federal, no basta à
corrupção e no movimento pela ética na política, na emergência
de movimentos em favor da mulher, da criança ou na ecologia,
no antirracismo. São antídotos contra a cultura autoritária que
sempre ditou a receita do desastre social. Eles estão na
confluência de duas tendências. Parte da elite não quer viver no
apartheid sul-africano. E cada vez mais pobres querem sua cota
de cidadania. Essa maré vai empurrando a democracia da
sociedade para o Estado, de baixo para cima, dos movimentos
sociais para os partidos e instituições políticas. 
(  ) É nela que eu hoje acredito. E, por causa dela, encontro-me
outra vez com a velha questão que me levou à militância
política: o que fazer com a miséria? Aceitá-la a título provisório?
não dá; aquilo que produz miséria simplesmente não pode ser
aceito. A condenação ética da miséria passou a ser a luta contra
a miséria para conquistar a democracia. 
(  ) Pode haver revolta. Mas é improvável que o caminho da
mudança no Brasil seja aberto com explosões sociais. A energia
que pode ser usada agora para fazer um futuro diferente está
aparentemente, em outras fontes de transformação. Porque há
mudança no Brasil. Ela não corre, mas anda. Não corre, mas
ocorre. 
(  ) É preciso começar pela miséria. Essa é a energia da mudança
que move a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida,
revelada na adesão de pessoas de todas as classes sociais,
idades, tendências políticas e religiosas, parlamentares e
prefeitos, empresas públicas e privadas , artistas e meios de
comunicação e, sobretudo, na adesão de jovens à tarefa de
recolher e distribuir alimento. Essa juventude está descobrindo
o gosto de romper o círculo de giz da solidão e abrir o espaço
fecundo da solidariedade. Esse mesmo gosto que há quarenta
anos se reservava à militância.
                                                    (Hebert de Souza in.Veja 25
anos Reflexões para o futuro) 

Atividade de Língua Portuguesa


Enumere os parágrafos, dando-lhes uma sequência lógica.
Texto 4
O medo social
 Estudioso dos efeitos que a violência urbana e a corrupção têm
causado no imaginário do brasileiro, o psicanalista
pernambucano alerta para as armadilhas do pânico, desmonta o
mito de que "este país não presta" e aposta nos meios legais. 
(  ) O crime é, assim, relativizado em seu valor de infração. Os
criminosos agem com consciências felizes. Não se julgam fora da
lei ou da moral, pois conduzem-se de acordo com o que
estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da
violência consiste justamente na disseminação de sistemas
morais particularizados e irredutíveis a ideais comuns, condição
prévia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada
e legítima. 
(  ) No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o
filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente, que a
roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a
mesma senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro,
atropela-o e mata-o, com a aprovação dos que presenciaram a
cena. Verídica ou não, a história é exemplar. Ilustra o que é a
cultura da violência, a sua nova feição no Brasil. 
(  ) Ela segue regras próprias. Ao expor as pessoas a constantes
ataques à sua integridade física e moral, a violência começa a
gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. Episódios
truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e
repetidos com o fim de caucionar a idéia de que só a força
resolve conflitos. A violência torna-se um item obrigatório na
visão de mundo que nos é transmitida. Cria a convicção tácita de
que o crime e a brutalidade são inevitáveis. O problema, então,
é entender como chegamos a esse ponto. Como e por que
estamos nos familiarizando com a violência, tornado-a nosso
cotidiano. 
(  ) É preciso que a violência se torne corriqueira para que a lei
deixe de ser concebida como o instrumento de escolha na
aplicação da justiça. Sua proliferação indiscriminada mostra que
as leis perderam o poder normativo e os meios legais de
coerção, a força que deveriam ter. Nesse vácuo, indivíduos e
grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto, segundo
decisões privadas, dissociadas de princípios éticos válidos para
todos. 
(Jurandir Freire Costa In.Revista Veja 25 anos Reflexões para o
futuro)

Questão 1

Texto próprio para quem quer expor opiniões ou persuadir


de alguma coisa, no qual se emprega o abstrato
(conceitos, ideias, concepções). Tipo de texto que tem por
objetivo influenciar o leitor/interlocutor com
posicionamentos elencados através de uma cuidadosa
ordenação lógica. Estamos falando da:
a) descrição.
b) narração.
c) exposição.
d) injunção.
e) dissertação.
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Questão 2
(MACKENZIE) "É comum, no Brasil, a prática de tortura
contra presos. A tortura é imoral e constitui crime. 
Embora não exista ainda nas leis penais a definição do
'crime de tortura', torturar um preso ou detido é abuso de
autoridade somado à agressão e lesões corporais, podendo
qualificar-se como homicídio, quando a vítima da tortura
vem a morrer. Como tem sido denunciado com grande
frequência, policiais incompetentes, incapazes de realizar
uma investigação séria, usam a tortura para obrigar o
preso a confessar um crime. Além de ser um procedimento
covarde, que ofende a dignidade humana, essa prática é
legalmente condenada. A confissão obtida mediante
tortura não tem valor legal e o torturador comete crime,
ficando sujeito a severas punições." (Dalmo de Abreu
Dallan)
Pode-se afirmar que esse trecho é uma dissertação:
a) que apresenta, em todos os períodos, personagens
individualizadas, movimentando-se num espaço e num
tempo terríveis, denunciados pelo narrador, bem como a
predominância de orações 
subordinadas, que expressam sequência dos
acontecimentos;
b) que apresenta, em todos os períodos, substantivos
abstratos, que representam as ideias discutidas, bem
como a predominância de orações subordinadas, que
expressam o encadeamento lógico da denúncia;
c) que apresenta uma organização temporal em função do
pretérito, jogando os acontecimentos 
denunciados para longe do momento em que fala, bem
como a predominância de orações subordinadas, que
expressam o prolongamento das ideias repudiadas;
d) que consegue fazer uma denúncia contundente, usando,
entre outros recursos, a ênfase, por meio da repetição de
um substantivo abstrato em todos os períodos, bem como
a predominância de orações coordenadas sindéticas, que
expressam o prolongamento das ideias repudiadas;
e) que consegue construir um protesto persuasivo com
uma linguagem conotativa, construída sobre 
metáforas e metonímias esparsas, bem como com a
predominância de orações subordinadas, próprias de uma
linguagem formal, natural para esse contexto. 
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Questão 3

Classifique os fragmentos a seguir de acordo com o tipo


textual que representam:
I. “Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde
esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse
tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora
não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre
tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a
fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de
palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar
nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa
de gestos e expressões pelos quais se faz entender
admiravelmente. É o seu sistema. […]”. (No aeroporto –
Carlos Drummond de Andrade)
II. “Peneire a farinha em um bowl e faça um buraco no
meio. Junte os ovos, o leite e a manteiga e misture. Se
necessário, peneire a mistura. Deixe descansar na
geladeira por pelo menos ½ hora (ideal 1 hora). Em uma
frigideira antiaderente, derreta um pouco de manteiga (o
suficiente para cobrir o fundo da panela) em fogo médio,
escorra o excesso de manteiga. [...]”.
III. “[...] Se o fenômeno cultural do futebol tem inegável
dimensão política, é crucial distinguir as esferas. Do
contrário, num contexto de efervescência social, o
inocente gesto de apoiar a seleção, nos estádios ou fora
deles, acabaria sujeito a reprimendas. Nada mais infeliz do
que censurar a felicidade alheia. É de resto um
despropósito torcer contra o Brasil. Os únicos que têm a
ganhar com nossa derrota são os adversários, pois aos
brasileiros restará apenas a tristeza. [...]”.
IV. Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos tão vazios,
 nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração que nem se mostra. 
Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil: 
 Em que espelho ficou perdida 
a minha face?
(Retrato – Cecília Meireles)
V. ”[...] Ainda segundo a Prefeitura, 40% dos ingressos
vendidos para os jogos de São Paulo das primeira e
segunda fases do mundial foram vendidos para
estrangeiros, 8% para turistas brasileiros e 52% para
paulistanos. Para a abertura, 22% das entradas foram
vendidas para turistas, sendo que 9,9% para croatas,
adversários do Brasil no jogo desta quinta-feira (12). [...]”.
a) expositivo – descritivo – narrativo – injuntivo –
dissertativo-argumentativo
b) injuntivo – expositivo – narrativo – dissertativo-
argumentativo – descritivo
c) narrativo – injuntivo – dissertativo-argumentativo –
descritivo – expositivo
d) narrativo – expositivo – dissertativo-argumentativo –
injuntivo – descritivo
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Questão 4

Sobre as características do texto dissertativo, podemos


afirmar que:
a) Suas principais características são contar uma história
ou narrar algum acontecimento, verídico ou não.
b) Apresentar informações sobre um objeto ou fato
específico, enumerando suas características através de
uma linguagem clara e objetiva.
c) Têm por finalidade instruir o leitor/interlocutor, por isso
o predomínio dos verbos no infinitivo.
d) Texto da opinião, no qual as ideias são desenvolvidas
com a intenção de convencer o leitor.
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Respostas

Resposta Questão 1
Alternativa “e”. 
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Resposta Questão 2
Alternativa “b”. 
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Resposta Questão 3
Alternativa “c”. Os textos são pertencentes,
respectivamente, aos seguintes gêneros: crônica, receita,
editorial, poema e reportagem.
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Resposta Questão 4
Alternativa “d”. O texto dissertativo-argumentativo é o
texto da opinião, no qual as ideias são desenvolvidas com
a intenção de convencer o leitor. É preferencialmente
escrito na terceira pessoa, configurando assim o discurso
indireto.