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arte, não se revelou de igual
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Santo Domingo era a cons­ 1. Joseph Bazalgette (acima, à direita), o melhor engenheiro da cidade, inspeciona
oradores da comunidade a construção dos esgotos de Northern Outfall, junto à estação de bombeamento de
Abbey Mills, em Londres, e. 1860. W. BROWN/ÜTTO HERSCHAN/GETTY
e lá embaixo, onde ficavam
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orando a cidade como um
!ra muito ralo, e as pessoas
! morro acima e abaixo em
e mundo podia continuar
é a Segunda Guerra Mundial,
York raramente deixavam
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as ao teleférico - que afetou
edellín. Eles podiam descer
rande liberdade pela cidade,
ônibus. Mais recentemente,
eja roubado, emprestado ou
rro lugar, a ferramenta mais

. Os irmãos adolescentes dos


2. Os esgotos de Bazalgette compunham uma rede mais conectada e eficiente do
no isolamento da comuni­
que as ruas. JACK TAYLOR/GETTY
sair da cidade. Toda ela hoje
perto outros modos de vida.
lmente pelos jovens poderão
Paris
Medieval

3. Em Paris, o barão Haussmann


reconstruiu a cidade de uma pers­
pectiva superior, prestando menos
atenção que Bazalgette à cidade
fervilhando sob seus pés, e. 1300.

-- Novasruas
= Outras ruas importantes

5. A solução de transporte de Haussrn


res. PRINCIPAIS RUAS CONSTRUÍDAS E.
1789-1889 (PARIS, 1889), lLUSTRAÇÔI

4. As barricadas eram
uma ameaça política:
Haussmann construiu
bulevares largos
onde, em tempos de
agitação, duas filas de
canhões puxados a
cavalo poderiam atirar
nos cruzamentos.
RuA SAINT-MAuR­
-PoPINCOURT,
25 DE JUNHO DE 1848.
THIBAULT/MusÉE
D'ORSAY/HERVÉ 6. Na rua de Haussmann, as pessoas
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3. Em Paris, o barão Haussmann
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reconstruiu a cidade de uma pers­
• ectiva superior, prestando menos
atenção que Bazalgette à cidade --4
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fervilhando sob seus pés, e. 1300. Bl\'dArago


-- Novasruas
= Outras ruas importantes 4\ 1000
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2000

5. A solução de transporte de Haussmann dividiu Paris em três réseaux, ou redes de buleva­


res. PRINCIPAIS RUAS CONSTRUÍDAS EM PARIS, 1850-70, COM BASE EM LES TRAVAUX DE PARIS,
1789-1889 (PARIS, 1889), ILUSTRAÇÕES XI E XII.

4. As barricadas eram
uma ameaça política:
Haussmann construiu
bulevares largos
onde, em tempos de
agitação, duas filas de
canhões puxados a
cavalo poderiam atirar
nos cruzamentos.
RUA SAINT-MAUR-
-POPINCOURT,
25 DE JUNHO DE 1848.
THIBAULT/MusÉE .:.... -=.,,·, "'' . ._·\,:\.:;"-�-

D'ORSAY/HERVÉ 6. Na rua de Haussmann, as pessoas se misturavam socialmente e circulavam com eficiência.


LEWANDOWSKI Progresso à custa da repressão? EuGENE GALIEN-LALOUE, BOULEVARD HAUSSMANN. (JAC­
QUES LIEVIN/COLEÇÃO PARTICULAR/CHRISTIE's/BRIDGEMAN)
9. Em Nova York, Frederi
na construção da cidade,
blicos como o Central Pa
7. Em Barcelona, Ildefons Cerdà, diferentemente de Haussmann, focou nos prédios em vez raças, classes e etnias po<
do espaço público. Os quarteirões acentuaram o padrão geométrico das ruas. VISTA AÉREA NO CENTRAL PARK EM fl
DO BAIRRO RESIDENCIAL faXAMPLE, BARCELONA. (JACKF/ !STOCK) JoHNSTON/NEw YoRK H

a visão de Cerdà construído ampliação dos quarteirões construção "interna"


2-3 andares 5-6 andares [década de 1870] [década de 1890]

quarteirão fechado elevação da altura acréscimo de sótão exemplo


[década de 1920] [década de 1970] [2014]

10. A realidade urbana


ALA NORTE DO DAKOTI

8. Como os prédios do plano Cerdà poderiam ter sido estruturados. (GuNTER GASSNER) SOCIETY)
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9. Em Nova York, Frederick Law Olmsted buscou uma terceira via
na construção da cidade ao criar refúgios das ruas em parques pú­
blicos como o Central Park. Em espaços assim, pessoas de diferentes
ann, focou nos prédios em vez raças, classes e etnias poderiam se misturar socialmente. PATINAÇÃO
geométrico das ruas. VISTA AÉREA NO CENTRAL PARK EM FRENTE AO EDIFÍCIO DAKOTA, C. 1890. (J. S.
� ,.çTOCK) JOHNSTON/NEW YORK HISTORICAL SOCIETY)

lo dos quarteirões construção "internâ'


� 1870) [década de 1890)

ode sótão exemplo


de 1970) [2014)
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10. A realidade urbana desoladora do lado de fora do Central Park.


ALA NORTE DO DAKOTA, NA RUA 72. (NEW YORK HISTORICAL
truturados. ( GuNTER GASSNER) SOCIETY)
11. Maquete do Plan Voisin de Le Corbusier (1924), um herdeiro perver­
so do plano de Cerdà de construir a cidade em quarteirões uniformes. O
objetivo é não proporcionar movimentação nas ruas. CHARLES-EDOUARD
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JEANNERET. (BANQUE o'IMAGES/ADAGP/ART RESOURCE) 1
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13. Concepção de um "Grupo de ·'


Lewis Mumford respondeu ao Plan'
do a área com um plano que une t0<
12. O Plan Voisin tornou-se modelo para conjuntos habitacionais e para a se­
gr�ação da população pobre, como visto neste projeto nova-iorquino de 1950.
CONJUNTO HABITACIONAL DE ROBERT F. WAGNER NO EAST HARLEM, NOVA YORK.
(MADAMECHAOTICA/CREATIVE COMMONS)
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13. Concepção de um "Grupo de cidades sem favelas nem fumaça'; por Ebenezer Howard.
Lewis Mumford respondeu ao Plan Voisin com sua própria visão da cidade-jardim, renovan­
do a área com um plano que une todos os aspectos da vida na cidade.
cionais e para a se­
va-iorquino de 1950.
T HARLEM, NOVA YORK.
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f" ·li UfLY•WLIGIIT·A.1./0CUTt· ALCK I Ttc. T ·
·O•OtiL·rAMILY· IIOU.lt✓ • ·O·fAMILl l✓• vessem conectados à vida nas ruas.
14. Mumford trabalhou em uma peça da cidade --jardim neste projeto para Sunnysi­ conversa animadamente com o auto
de, Queens, Nova York. PRIMEIRO EMPREENDIMENTO DA CITY HOUSING CORPORA­ dois. JANE JACOBS NA WHITE HoR E
TION EM SUNNYSIDE, LONG lSLAND CITY. (PAPÉIS DE CLARENCE S. STEIN, CORNELL
UNIVERSITY LIBRARY)

15. A solução de Jane Jacobs para o espaço urbano moribundo: o Greenwich 17. Um espaço aberto hoje: �el
¼illage, em Nova York, como reminiscente da Paris antes de Haussmann. seuntes, camelôs de eletrônico
GREENWICH VILLAGE NO FIM DE SEMANA DO 4 DE JULHO DE 2016. (RYAN escritórios de start-ups. (RicHJ
DEBERARDINIS/SHUTTERSTOCK)
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vessem conectados à vida nas ruas. Na White Horse Tavern, no Greenwich Village, ela
este projeto para Sunnysi­ conversa animadamente com o autor, alheios ao homem bêbado que dorme entre os
:>A CITY HOUSING CORPORA­ dois. JANE JACOBS NA WHITE HORSE TAVERN NA DÉCADA DE 1960. (CERVIN ROBINSON)
=I..AREXCE S. STEIN, CORNELL

noribundo: o Greenwich 17. Um espaço aberto hoje: Nehru Place em Delhi, Índia, usado por tran­
antes de Haussmann. seuntes, camelôs de eletrônicos roubados e vendedores de saris, ladeados por
JULHO DE 2016. (RYAN escritórios de start-ups. (RICHARD SENNETT)
18. Espaço fechado em Xangai. Pudong é uma versão sofisticada do Plan Voisin. PRÉDIOS
DE APARTAMENTOS NA REGIÃO DE PUDONG, XANGAI. (CHRISTIAN PETERSEN-CLAUSEN/
GETTY) 20. O shikumen fechado: lim
TIANDI, XANGAI. (SHUI OX I

19. Do aberto para o fechado: o shikumen de Xangai já foi um tipo de habitação no qual 21. Em viagem a Moscou, o 1
a pessoas podiam interagir. (GANGFENG WANG, GANG OF ÜNE PHOTOGRAPHY) do espaço aberto e fechado: 1
toda a sua contradição. Po_7
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20. O shikumen fechado: limpo, seus antigos habitantes expulsos. BAIRRO DE XIN­
TIANDI, XANGAI. (SHUI ON LAND/STUDIO SHANGHAI)

foi um tipo de habitação no qual 21. Em viagem a Moscou, o escritor Walter Benjamin contemplou o aspecto temporal
OF ÜNE PHOTOGRAPHY) do espaço aberto e fechado: o passado fechado, o presente aberto. Aqui, o passado em
toda a sua contradição. PONTE BoRODINSKY, Moscou, EM 1926. (YuRY YEREMIN)
22. O futuro exemplificado por um edifício moscovita moderno que parecia englobar abertu­
ra e esperança. o COMPLEXO IzvESTIA, CONSTRUÍDO NA PRAÇA STRASTNAYA EM 1924-1927.

24. A cabana de Heidegger,


fuga da cidade e, por cons
na construção se combina �
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ANGELUS Novus
(1920).

lierno que parecia englobar abertu­


R...\ÇA STRASTNAYA EM 1924-1927.

24. A cabana de Heidegger, na Floresta Negra, Todtnauberg, um símbolo da


fuga da cidade e, por consequência, do contato com os judeus. A simplicidade
na construção se combina à exclusão social. (ANDREAS ScHWARZKOPF/CREA­
TIVE COMMONS)
25. Martin Heidegger.
Para ele, doméstico
significa seguro.

28. Segregação em vez de fuoa


centista, estrangeiros foram ob
O gueto judeu ficava na perifei
26. Paul Celan, o
poeta confinado
que escreveu um
famoso poema
sobre a cabana de
Heidegger. (CREATIVE
CüMMONS)

27. Edmund Husserl, o professor meio-judeu


de Heidegger, foi um dos excluídos de seu
convívio. Também foi barrado da livraria da
Universidade de Freiburg no breve período
em que Heidegger foi reitor da instituição.
(CREATIVE COMMONS)
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25. Martin Heidegger.
Para ele, doméstico
significa seguro.

28. Segregação em vez de fuga é outra forma de fechar a cidade. Na Veneza renas­
centista, estrangeiros foram obrigados a viver em habitações isoladas dos cidadãos.
O gueto judeu ficava na periferia ao norte da cidade.
26. Paul Celan, o
poeta confinado
que escreveu um
famoso poema
sobre a cabana de
Heidegger. (CREATIVE
COMMONS)

29. A única ponte


� conectando o gueto a,
cidade: aberta durante
o dia, fechada à noite,
s.serl, o professor meio-judeu sempre vigiada pelas
oi um dos excluídos de seu autoridades.
ém foi barrado da livraria da
te Freiburg no breve período
,er foi reitor da instituição.
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30. Uma versão corporativa e autoimposta de um gueto: o Googleplex em Nova
York, isolado da atividade das ruas. FACHADA DO EDIFÍCIO DA OITAVA AVENIDA, 32. O fechamento e a "cidade i
Nº 111, VISTA DA NONA AVENIDA, BAIRRO DE CHELSEA, MANHATTAN. (SCOTT ROY Unidos, um único centro de
ATWOOD/CREATIVE COMMONS) de. Remete à descrição de Co1
incorporar a cidade como "u.n
FOR VrsIONARY A RCHITECTCl

Sul. Seus espaços sociais


31. Não há motivo para deixar o prédio: os espaços de trabalho e lazer são integra­ dentes preferem lugares q e

dos. A empresa fornece, entre outros, serviços de limpeza e atendimento médico. dram no planejamento ur 2.
INTERIOR DO GooGLEPLEX. (MARCIN WICHARY) COREIA DO SUL. (PKPHOTOC
32. O fechamento e a "cidade inteligente" 1: em Masdar, nos Emirados Árabes
·'CIO DA ÜITAVA AVENIDA,
Unidos, um único centro de comando regula todos os aspectos da vida na cida­
�• _,iA.i'ffiATTAN. (SCOTT ROY
de. Remete à descrição de Corbusier para o Plan Voisin como algo que deveria
incorporar a cidade como "uma máquina para viver''. (LAVA - LABORATORY
FOR VISIONARY ARCHITECTURE)

33. O fechamento e a "cidade inteligente" 2: a cidade de Songdo, na Coreia do


Sul. Seus espaços sociais cuidadosamente idealizados são um fracasso; os resi­
e trabalho e lazer são integra­ dentes preferem lugares que surgiram de modo informal e que não se enqua­
eza e atendimento médico. dram no planejamento urbano. PARQUE CENTRAL DE SONGDO EM INCHEON,
COREIA DO SUL. (PKPHOTOGRAPH/SHUTTERSTOCK)
34. Abertura e fechamento diante de mudanças climáticas: após o furacão Sandy em 2012, em
Nova York, o Bjarke Ingels Group (B.I.G.) propôs criar uma grande berma - uma barreira
de areia - na parte sul de Manhattan. ADAPTAÇÃO DE BERMA INTEGRANTE DA PROPOSTA DA
REBUILD BY DESIGN PARA o BAT TERY PARK. (BIG-BJARKE lNGELS GROUP)

35. O objetivo da berma i


e atenuar a intensidade
possam continuar suas,·
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35. O objetivo da berma é represar mudanças climáticas traumáticas


e atenuar a intensidade de tempestades futuras para que as pessoas
possam continuar suas vidas normalmente. ADAPTAÇÃO DE RECREA·
ÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA TEMPESTADES, PARTE DO PROJETO DA
REBUILD BY DESIGN PARA o BATTERY PARK. (BIG-BJARKE INGELS
GROUP)
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36. Em um projeto criado em parceria com o MIT, a ênfase está na adaptação, em vez da
atenuação. Isso criaria uma berma de zona úmida ao longo de Manhattan, que trabalharia
o fluxo e refluxo da água enquanto a tempestade se intensifica ou diminui. ADAPTAÇÃO DE
BERMA CONCEBIDA PELA REBUILD BY DESIGN PARA NEW MEADOWLANDS. (MIT CENTER
FOR ADVANCED URBANISM)
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40. Em Bombaim, uma rua in
38. Abrindo comunidades isoladas: um teleférico em Medellín, Colômbia, pos­
espaço e ao mesmo tempo - a
sibilita aos residentes de uma região pobre e isolada o acesso à cidade abaixo.
York. (PHILIPP RODE)
(STATICSHAKEDOWN/CREATIVE COMMONS)

39. Na mesma comunidade, uma livraria administrada pelos moradores locais


conectou aqueles que costumavam viver isolados e com medo uns dos outros.
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(PREFEITURA DE MEDELLÍN)
40. Em Bombaim, uma rua interna aberta mescla habitação e trabalho no mesmo
o acesso à cidade abaixo. espaço e ao mesmo tempo - a vida na rua celebrada por Jane Jacobs em Nova
York. (PHILIPP RODE)

41. Em Nápoles, a presença de


estranhos, na forma de turistas,
traz vida a ruas antes moribun­
das. As imagens 38-41 deixam
claro que a abertura das cidades
pode ser alcançada de modos
variados. SPACCANAPOLI, NÁPO­
LES, ITÁLIA. (lVANA KAL AMITA/
CREATIVE COMMONS )

a pelos moradores locais


;om medo uns dos outros.

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42. A divisa é um limite fechado, como neste caso extremo em São Paulo. DIVISA 44. A fronteira aberu
ENTRE A FAVELA PARAISÓPOLIS E O BAIRRO DO MORUMBI EM SÃO PAULO, BRASIL. limite poroso. (NATA
(TucA VIEIRA)

43. O fluxo do tráfego é uma barreira t ão impenetrável quanto uma parede 45. Este limite em Boi
sólida . VISTA AÉREA DE CARACAS, VENEZUELA. (ALEJANDRO SOLO/ SHUTTERS­ trás é uma zona de pe
TOCK) tados, enquanto a rua
(RAJESH VORA)
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o em São Paulo. DIVISA 44. A fronteira aberta nas margens do Borough Market, Londres. Este é um
I EM SÃO PAULO, BRASIL. limite poroso. (NATALYA ÜKOROKOVA/POND5)

1 quanto uma parede 45. Este limite em Bombaim é tanto aberto quanto fechado. O trem na rua de
1.XDRO SOLO/ SHUT TERS- trás é uma zona de perigo que os residentes temem e da qual se mantêm afas­
tados, enquanto a rua da frente é multifuncional, cheia de gente, o tempo todo.
(RAJESH VORA)
46. Demarcação de lugar: um marco arbitrário de valor em Medellín é feito pelo gesto
simples e informal de colocar uma planta na entrada de uma habitação.

48. Uma intervenção com COJJ


lado nos degraus de uma com

47. Demarcação de lugar: um marco igualmente arbitrário de valor, porém muito mais
calculado e arquitetural. (ARDFERN/CREATIVE CoMMONS) 49. Uma intervenção sem con
dem ser colocadas em qualque
( SEVENKE/ SHUTTERSTO CK)
..

'em Medellín é feito pelo gesto


· uma habitação.

48. Uma intervenção com contexto específico: mobiliário de jardim público insta­
lado nos degraus de uma construção. (TOM PLEVNIK/SHUTTERSTOCK)

rio de valor, porém muito mais


�s) 49. Uma intervenção sem contexto específico: estas cadeiras e mesas coloridas po­
dem ser colocadas em qualquer lugar, e poderiam atribuir valor a qualquer espaço.
(SEVENKE/SHUTTERSTOCK)
50. O arquiteto holandês Aldo van Eyck construiu um parque em Amsterdã a
partir de um cruzamento de tráfego. A "abertura" foi criada por apropriação.
(VAN BOETZELAERSTRAAT, AMSTERDÃ, 1961)

51. O parque resultante tem um limite perigoso, em que crianças brincam 53. A instalação de um merra
,perto do tráfego. Van Eyck pensou que as crianças deveriam aprender a lidar lação negra do Harlem quan<
com tais riscos, o que não poderiam fazer caso estivessem isoladas. (VAN de Columbia. (STACY WALSH
BOETZELAERSTRAAT, AMSTERDÃ, 1964)
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2.
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1)-

52. A apropriação de Van


Eyck sugere outras formas
de aproveitar os espaços
encontrados na cidade. Aqui,
a área sob o viaduto Riverside
Drive, a oeste de Manhattan,
antes um espaço vazio, a
não ser pela população de
traficantes e viciados em
heroína. (PAUL LowRY/
CREATIVE CüMMONS)

!Ique em Amsterdã a
ida por apropriação.

'. crianças brincam


53. A instalação de um mercado sob uma via expressa, que servia tanto à popu­
riam aprender a lidar
lação negra do Harlem quanto à comunidade de alunos brancos da Universidade
m isoladas. (VAN
de Columbia. (STACY WALSH RosENSTOCK/ALAMY)
56. Coprodução como alterna
54. Incompleto por definição: em Iquique, Chile, o arquiteto Alejandro Arivenna
Gare de Lyon, em Paris, o in e
constrói os alicerces de uma boa estrutura e deixa a tarefa de completar o prédio
produz resultados melhores. J
aos residentes. (TADEUZ JALOCHA)
TIVE COMMONS)

57.... e depois. (DAVID Mo.-

uando finalizado, o resultado é um desastre arquitetônico, mas um sucesso


econômico e sociológico. A "aberturà' não é uma medida estética.(CRISTOBAL
PALMA/ESTUDIO PALMA)
56. Coprodução como alternativa para projetos incompletos por definição: na
_ iteto Alejandro Arivenna
Gare de Lyon, em Paris, o intercâmbio constante entre designers e usuários
·a de completar o prédio
produz resultados melhores. Aqui está a estação antes... (Emc PouHIER/CREA­
TIVE COMMONS)

57. ... e depois. (DAVID MoNNIAUX/ CREATIVE CoMMONS)

.ütetônico, mas um sucesso


d.ida estética. (CRISTOBAL
ou

capacitá-los a enfrentar a vida


parte da América Latina: o CO'
prepara para enfrentar a vida
a mesma descontinuidade po
pole. O Sr. Sudhir dava um je
Medellín o tráfico de drogas 5
hoje em dia, em Medellín, a 1
Certa tarde, em Medellin
por uma jovem estagiária da·
sabia que as ruas dos Estado
58. Acréscimo e ruptura da forma são parte do ritmo fundamental da ainda assim pretendia rum
construção das cidades. O ritmo impõe um dilema ético. Este prédio ilegalmente. Perguntou quai
em Battery Park City, Nova York, simula apartamentos parecidos poderia trabalhar como bibl
com o resto da área residencial de Manhattan, cujos residentes viviam resposta, explicando que em
rotinas familiares e de trabalho bem diferentes do que se vive hoje. tranha (e de fato é); ela tam
(DOMINICK BAGNATO)
ilegal não poder fazer bico à
mudar de cidade, e pergunto
de lá trabalhar à noite como
Há uma geração, os mex
à socióloga Patrícia Fernanc
em casa podiam ser aplicac
encontrar trabalho, resolver
ir e voltar do trabalho, cons
para pessoas economicame
pela família só em parte aju
Fernandez-Kelly frisavam
superação das situações apr
para o presente simplesmeo
vamente dependente do con
modos de se safar na vida u
alguém se transfere.
A sobrevivência da estai
plexo além do local parece
59. Por outro lado, a Tour Montparnasse em Paris rompe com refugiados bósnios que conb
os arredores históricos. É horrível - e própria do nosso tempo.
Como o design urbano deve equilibrar nostalgia e verdade?
(S. BORISOV/ SHUTTERSTOCK)

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