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Para fazer seu projeto de Pesquisa em Mestrado

Antes de mais nada, para fazer um projeto de pesquisa é preciso ter uma ideia acerca do que
gostaria de pesquisar.

Essa ideia deve gerar em torno de algo que te motive, que esteja no rol de suas ocupações ou
preocupações.

Numa dissertação de mestrado, vc não precisa ter uma ideia original. Isso vc guarda para o
doutorado. Aqui basta ter um eixo central em torno do qual vc vai promover uma discussão
utilizando pensamentos e teorias de autores da sua área de estudos.

Essa discussão é o cerne da sua dissertação, mas para que ela ocorra é preciso que tenha
cabimento, que gire em torno de algo que a motive e justifique.

Por isso, vamos aqui tratar de cada passo de um projeto.

Antes, é preciso lembrar que para pleitear uma vaga de mestrado, o que vamos apresentar é
um anteprojeto, pois o projeto mesmo será desenvolvido depois, nos primeiros meses do
mestrado, até a qualificação.

Então vamos aos passos e aos itens necessários para compor um anteprojeto

1 – TEMA E OBJETO – A DELIMITAÇÃO DO OBJETO (de 1 página e meia a 2 páginas)

O TEMA da sua pesquisa é o assunto principal que vc irá tratar. Não tem necessariamente um
caráter material. Geralmente é uma ideia, um conceito, uma abstração. O tema aparece na
forma de uma expressão ou algum termo sugestivo. Ex. de um tema: “A contradição na Arte”,
ou “A Metáfora e a Lei”, ou ainda “Os Sentidos da Paixão”.

Já o OBJETO é a matéria na qual o tema vai incidir. Precisa ser visível ou aquilatável,
experimentável, observável. Seguindo os mesmos exemplo acima, os objetos seriam “a obra
de Tarsila do Amaral”, “A licença Poética na Propaganda Enganosa da Empíricus”, “a
escatologia em A Paixão Segundo G.H., Clarice Lispector”.

Veja que o objeto é uma matéria específica sobre a qual incide o tema. O tema é, portanto,
bem mais amplo que o objeto e tem caráter imaterial, abstrato.

O tema e seu objeto de pesquisa precisam estar descritos, localizados no ambiente em que
eles atuam ou existem e diferenciados de demais temas objetos que lhe são próximos ou
vizinhos.

DELIMITAR, significa traçar fronteiras. Sabemos que o conhecimento é sempre imbricado em


outros conhecimentos e que, portanto, nenhuma ideia ou pensamento existe isoladamente.
PORÉM, para designar qual será o campo de pesquisa, a primeira providência é circunscreve-
lo, colocar as fronteiras que o delimitam. Vc pode até ( e com certeza fará isso) ultrapassará
essas fronteiras no decorrer da pesquisa, mas para ultrapassá-la é preciso saber qual é lugar
da divisão.
Então, escolha como objeto da pesquisa uma questão polêmica e bastante específica. NO
mestrado, vc vai escrever muito sobre pouca coisa. Diferente de uma monografia de curso lato
sensu, na qual vc pode ser mais genérica.

Nesse item, então, vc APRESENTA sua questão, localiza-a no ambiente maior em que ela está
situada e faça as conexões necessárias para que o leitor entenda onde você irá atuar.

Por enquanto, não justifique nem explique muito. O estilo aqui é mais uma narração e uma
descrição. Deixe a dissertação para depois.

2 – O PROBLEMA DE PESQUISA (meia página a 1 página)

Neste item vc vai explicar porque o seu objeto merece uma análise e uma pesquisa mais
detalhada. Qual é o problema ou quais são os problemas que ele acarreta ou de quais
situações ele decorre.

O problema é o enigma que vc vai tentar resolver com a sua pesquisa durante o mestrado.
Pode ser apenas uma pergunta, uma principal e outras acessórias, algumas considerações que
justifiquem e expliquem porque o problema é um problema.

3 – A HIPÓTESE (1 página e meia)

Toda pesquisa nasce de uma hipótese ao problema que a motiva. Na hipótese vc vai escrever
um pouco sobre o que vc acha que é, sobre a sua intuição acerca do problema e sua solução.
Peirce diz que toda hipótese é uma “sensação de verdade”. Uma pesquisa científica busca a
verdade, mas nasce dessa “sensação” ainda improvada, talvez imatura ou simplória mesmo.

Na hipótese vc vai tentar responder a questão da pesquisa, o problema da pesquisa.

Mas vai circundá-la com possibilidades de solução que aventará a partir de sua familiaridade
com o assunto. Não tem o compromisso de afirmar nada. Nem deve promover afirmações.
Levante dúvidas. Faça perguntas.

É a hipótese que vai guiar toda a pesquisa, Se durante o processo de estudo vc se perguntar
porque está fazendo tudo isso, basta voltar á hipótese para lembrar os motivos que te levam a
ler e estudar determinado autor, assunto, observar certos comportamentos, etc... Se a
resposta estiver clara ou pelo menos não muito confusa, vc estará no caminho certo.

É possível estabelecer UMA ou Várias hipóteses. NO caso de mais de uma, as demais deverão
sair da HIPÓTESE PRINCIPAL, tal como fosse hipóteses secundárias, parciais que ajudarão a
chegar na hipótese principal.

A Hipótese não é uma pergunta. É uma AFIRMAÇÃO ainda débil, meio presunçosa, que carece
de fundamentação. A fundamentação virá da sua investigação, no futuro.

Então afirme algo que vc acredita que vai resolver o PROBLEMA DE PESQUISA (item 2).

4. JUSTIFICATIVA (2 páginas)
Aqui vc começa mesmo a dissertar. Vai explicar para o seu leitor porque esse assunto é
importante, como ele pode contribuir para melhorar ou aprimorar o conhecimento na sua
área. A RELEVÂNCIA do tema precisa ficar clara aqui.

Mesmo que seja algo bem específico, uma firulinha mesmo, dê a ela a relevância que pode ter
no contexto da ciência. Mostre como isso pode vir a auxiliar pessoas, orientar o pensamento e
fundamentar outras pesquisas.

Não tenha receio de levantar a bola do seu tema. Afinal, ele precisa ser importante para você e
para os outros também.

Na JUSTIFICATIVA, fundamente, busque amparo em outros autores que levaram essa questão
o a tangenciaram, mostre situações em que o fato de essa questão estar obscura tenha
provocado danos ou prejuízos. Fundamente também com situações que mostram a
importância dessa pesquisa para ajudar a resolver problemas na sua área.

MAS .... note bem que aqui vc ainda não vai tratar de teorias. Elas virão no item
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA, mais a frente. Pera aí!

5. OBJETIVO (meia página)

AQUI, não precisa escrever muito. O objetivo final de qualquer trabalho de pesquisa científica
é a DEMONSTRAÇÂO DE UMA VERDADE que começa como uma hipótese, um “ eu acho que”.

Então, o seu OBJETIVO vai estar diretamente ligado à comprovação ou demonstração de suas
hipóteses.

Aqui é o lugar de vc dizer o que quer com isso, onde quer chegar. Não precisa dizer COMO. Só
onde. Mostre esse lugar de chegada. Evidentemente, aqui vai caber um certo exercício de
futurologia, mas não tire os pés do chão: o objetivo, por mais nobre que seja, tem que ser
factível, viável, implementável.

Pode ter mais de um objetivo, desde que haja entre eles um vínculos de hierarquia: do mais
amplo ao mais restrito, do mais geral ao mais particular ou vice-versa.

6. METODOLOGIA (1 a 2 páginas)

Neste item vc vai dizer quais serão os recursos metodológicos de que vai lançar mão para
demonstrar sua hipótese e, consequentemente, estabelecer a sua tese ou verdade científica.

Os métodos variam de acordo com o objeto e a natureza da investigação.

Metodologia é o conjunto de métodos que serão empregados. Quando falamos em MÉTODOS,


referimo-nos aos considerados “métodos científicos”, aqueles endossados pela academia, pela
ciência. O método científico “consiste em delimitar um problema, realizar observações e
interpretá-las com base nas relações encontradas, fundamentando-se nas teorias existentes”.

Cada método tem suas TÉCNICAS (modos de fazer)

6. 1 - Basicamente, podemos utilizar os seguintes métodos:


- Pesquisa bibliográfica: método cuja técnica consiste em coletar, selecionar e ler os principais
pensadores, autores e profissionais que já escreveram sobre o assunto. Geralmente é utilizado
para se fazer a REVISÃO DE BIBLIOGRAFIA (ver item próprio), muito cobrada nas dissertações.

- Pesquisa de campo (empírica): método cuja técnica consiste em observar onde o seu objeto
ocorre, como atua, as circunstâncias em que ele acontece, os problemas que traz e as causas
que o geram...

- Estudo de Caso: quando a dissertação ou tese está apoiada ou parte de um caso concreto
que será estudado em minúcias para ser abstraído posteriormente em pensamento e teorias.
O estudo de Caso é um mét5odo que possui técnicas próprias. Não é uma mera ilustração.

- Análise documental: quando é necessário recorrer a documentos, sejam eles ofícios,


relatórios, certidões, jornais e revistas, vídeos, registros de toda a natureza, filmes, gravações
de áudio, folhetos, cartazes, etc...

-Análise de Conteúdo: de caráter qualitativo, a análise de conteúdo busca organizar os dados


sob análise, agrupá-los de forma conveniente à demonstração de suas hipóteses e a gerar
inferências. Envolve estudos de estrutura e de expressão dos textos em análise.

- Análise hermenêutica: quando o que se investiga são as possibilidades interpretativas.


Geralmente nos métodos qualitativos. Pode ser também conhecido por análise semiótica, mas
aí com base em fundamentos peculiares.

- Pesquisa-ação: também conhecida como pesquisa participativa. Aqui, o pesquisador participa


ativamente de seu objeto, experimentando sua ação numa atividade prática, da qual se torna
protagonista.

6.2 - Segundo a NATUREZA do seu objeto e seus objetivos, os métodos podem ser;

- QUANTITATIVO: caracterizado pelo emprego da quantificação nas modalidades de coletas


de informações e no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas de amostragem e
tratamento de dados. O método quantitativo representa a intenção de garantir a precisão
estatística e matemática dos resultados, com o objetivo de evitar distorções de análise de
interpretações.

- QUALITATIVO: é a forma adequada para entender a natureza de um fenômeno, o “como”


das coisas. Não necessita de gráficos e demonstrações numéricas de incidência. É um
tratamento mais adjetivo que substantivo que tem por objetivo compreender o
funcionamento do objeto.

Uma pesquisa pode usar os dois métodos em momentos diferentes, se isso for preciso e
justificável. Sempre sua opção será fundamentada na necessidade de comprovação de suas
hipóteses.

6.3 – Instrumentos de Pesquisa

- Notas de Observação; registros para o caso de observação à distância ou participativa,


ressaltando os pontos mais relevantes da observação.

- Questionários: quando aplicado a um grupo envolvido no seu objetivo. Pode ser um


questionário de caráter qualitativo (quando se solicitam ideias e articulações intelectuais) ou
quantitativo (quando se quer apurar o número e a densidade de entrevistados que
concordam, discordam, pensam de uma forma ou outra).
- Entrevista: transcrição de uma conversa com pessoas envolvidas no objeto. Pode ser
estruturada, com perguntas fixas, ou semiestruturada, quando o entrevistado tem a liberdade
de propor outras questões no decorrer da conversa.

- Grupo Focal: quando se junta em um ambiente diversas pessoas envolvidas no objeto para
promoverem uma discussão sobre um tema relacionado. O grupo é observado de fora pelo
pesquisador, que anota o que entender mais relevante na conversa estimulada.

7. REVISÃO DE BIBLIOGRAFIA (2 a 3 páginas)

Se o método a ser empregado exige a técnica da Revisão de Bibliografia, faça aqui um ligeiro
apanhado, de até duas ou três páginas, sobre os autores que focam o seu objeto, o que eles
dizem e como dizem. Não se esqueça de registrar sempre entre aspas as citações e fazer as
referência corretas à Bibliografia que estará no final do projeto.

Procure registrar aqui os pontos mais remotos e mais modernos acerca do assunto. Uma
revisão atualizada e que registra as contribuições mais recentes à discussão proposta é muito
bem-vinda pois demostra que o pesquisador está atualizado na área.

A revisão de bibliografia é uma pequena discussão entre autores que tangenciam seu tema e
seu objeto. É como se vc os colocasse numa sala para discutirem sobre o seu objeto. O que
cada um diria, a partir do que já disse. Cite as ideias que forem pertinentes, apontando a obra
e a página. Evidentemente, muitos dos autores que vc citará já estão mortos e podem nem
terem tido a chance de conhecer seu objeto. Há pouco, para analisar a série Black Mirror da
Netflix, um grupo de pesquisadores da Bahia utilizou ideias de Platão, Hanna Arendt, Freud e
Habermas. Perfeitamente possível, pois no mundo intelectual muitas ideias e conceitos são
atemporais.

8. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA (2 a 3 páginas)

Toda demonstração científica de uma hipótese, seja em que área do conhecimento for, precisa
estar amparada, escorada, fundamentada em teorias. Normalmente para as pesquisas de
mestrado, as teorias que sustentam as demonstrações são aquelas ou algumas daquelas que
compõem o corpo epistemológico da sua área do saber.

Não há necessidade de haver muitos autores ou teorias a fundamentar sua demonstração da


hipótese. Pode ser um ou dois, desde que a escolha mantenha um alto grau de pertinência
com a necessidade de fundamentação. Caso opte por vários autores, de diversas áreas do
saber (no caso de uma pesquisa multi ou pluridisciplinar), cuide-se para que sua
fundamentação não vire uma colcha de retalhos. E se virar, que seja um belo patchwork.

Os autores que te darão sustentação serão a base mais sólida de seus argumentos e tessituras.
Você ainda não é autoridade na área; é por isso que precisa estar escorado em vozes que são
reconhecidas. Mas note bem que aqui haverá uma influência ou um direcionamento inevitável
do seu futuro orientador. Todo orientador prefere ou exige que vc se paute em autores que
ele conhece e muitas vezes venera. Afinal, vc precisa caminhar por caminhos que ele já trilhou.
De outro modo, ele ficará perdido na sua orientação. Evidentemente há orientadores que são
mais abertos e mais humildes para encampar ideias e fundamentos novos. Mas fique atenta ao
modo como ele reage às suas escolhas teóricas.
Aqui, neste item, vc esboçará a fundamentação que imagina ser a mais adequada. Não tem o
compromisso de acertar ou de fazer om melhor possível. Por enquanto, faça apenas o possível.

E ainda: a Revisão de bibliografia já te dará um bom caminho para a fundamentação teórica. Se


houver muita coincidência, vc pode juntar os dois itens num só: Revisão de Literatura e
Fundamentação Teórica.

9. CORPUS DA PESQUISA (1 a 2 páginas)

Procure fazer aqui um exercício de FUTUROLOGIA. Isso mesmo. Tente ver seu trabalho pronto
e esboce uma espécie de SUMÁRIO da dissertação, na forma de ÍNDICE.

Enumere os capítulos e seus conteúdos na forma de itens e subitens. Ainda que a ideia esteja
bem esparsa ou diluída, tente agrupar ou “fatiar” seu tema em quatro ou cinco capítulos e
dentro de cada um, busque estabelecer itens e subitens. Do tipo Capítulo 1, item 1.1, subitem
1.1.1, 1.1.2 etc...

A estrutura básica de uma dissertação deve conter: Introdução, desenvolvimento e conclusão.

A introdução pode ter um título sugestivo ( e não apenas “introdução”). O desenvolvimento


está nos capítulos que se seguem de forma orgânica. A conclusão não precisa ter esse nome,
principalmente em ciências sociais e humanas: pode ser “considerações finais”, uma vez que
vai ser muito difícil vc “ concluir” categoricamente alguma coisa.

10. EXEQUIBILIDADE E CRONOGRAMA DE REALIZAÇÃO ( 1 página)

Geralmente um projeto de Mestrado é pensado para durar no mínimo dois anos e no máximo
dois anos e meio.
Assim, faça um relato de como vc pensa aproveitar o seu tempo, começando sempre do fim,
do dia da defesa da dissertação. Vc tem 24 meses desta data para trás para compor suas
atividades.

Comece destinando um tempo para o cumprimento dos créditos do curso. Geralmente


ocupam até 3 semestres. O último é apenas de orientação para a dissertação.

Ao final do primeiro ano é desejável que seu projeto já esteja bem adiantado e suporte um
EXAME DE QUALIFICAÇÃO.

Para QUALIFICAR, vc precisa estar com o projeto acabado (enquanto projeto) e já ter um
capítulo ou dois prontos ou em estado avançado. É esse material ( o projeto, os textos
produzidos e um relato do aproveitamento do curso) que vc vai apresentar à banca de
qualificação para que ela decida se está ok, se merece reparos e que reparos merece. A
Qualificação é uma orientação conjunta de até três professores, sendo um deles o seu
orientador.

Faça um cronograma e discrimine as atividades previstas para cada semestre, oscilando entre
créditos cursados e pesquisa da dissertação (coleta de dados, entrevistas, questionários,
visitas, participação em eventos acadêmicos, etc...)

LEMBRE-SE que por mais que a maioria dos mestrandos no País tenha um trabalho que ocupa
boa parte do dia, para cursar o mestrado vc tem que dispor de integralidade, o maior tempo
possível disponível. A banca e seu orientador exigem preferência e disponibilidade.

11. BIBLIOGRAFIA (2 a 3 páginas)

Relacione aqui, em ordem alfabética, a relação dos livros que pretende consultar, ler, estudar
ou que já estudou. Não pode acontecer de vc citar no texto algum autor ou obra que não
esteja nesta relação. Pode, entretanto, ter outras que vc não citou aqui no projeto, mas que
pretende utilizar na dissertação.

12. LEMBRETES FINAIS:

- ANTES de elaborar seu pré-projeto (ou anteprojeto) procure saber sobre AS LINHAS DE
PESQUISA do curso que pretende fazer e quais professores serão os mais apropriados para te
orientar. Se possível, procure um tema de interesse deles. Isso ajuda em muito seu projeto ser
aprovado. Os professores adoram ter um aluno que pesquise temas de interesse deles.

- Faça um texto resumo antes de começar o projeto. Mas esse texto vc só deve fazê-lo depois
de ter projeto todo feito. Condense nele um pouco de cada um dos itens que compõem o
projeto.

- O número de páginas consignado em cada item é apenas uma sugestão. O projeto todo não
deve conter mais de 15 páginas. O ideal é em torno de 11 ou 12. Os examinadores
normalmente não têm tempo (e nem disposição) para ler muito.

- No texto, não use a primeira pessoa. Use, no máximo o plural majestático (nós) ou a
indeterminação do sujeito.

- Não “enrole”. Vá direto ao que interessa. Examinadores detestam perder tempo com textos
que não trazem informação que valha a pena.

- Não afirme categoricamente o que não pode provar. Só afirme colocando a autoria na boa de
outros pensadores já reconhecidos. Quando quiser afirmar, relativize utilizando “pode ser”,
“tudo nos leva a crer que”, “é provável”, etc...

- Nunca cite sem colocar aspas no trecho citado e consignar ao lado o autor, data da obra que
estão na bibliografia final. Exemplo: “etc. etc. etc. “(FORTES, 2004:5)

- Cuide para fazer as citações bibliográficas, notas de rodapé e de fim de página de acordo com
o modelo da ABNT vigente. Para consultar, esse link é importante. Apesar de trata-se de
trabalhos para a área médica, serve bem para nós, de humanas.
http://www.ee.usp.br/biblioteca/doc/Manual2017.pdf

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